Uma das maiores desgraças causadas pelo "politicamente correto", que nada mais é do que a aplicação prática dos princípios ultra-igualitários esquerdistas ao discurso, é ter tornado as pessoas extremamente sensíveis à mais ligeira provocação.
Além da censura midiática que proíbe a discussão honesta sobre certos assuntos, há a censura (ou até autocensura) que se cria entre os indivíduos, que cada vez ficam com mais medo de ter problemas, ou até mesmo um processo nas costas, devido a alguma frase infeliz dita ou escrita por aí. Isto até piorou com a Internet: às vezes, até uma frase inocente publicada no Facebook ou Twitter pode gerar infinitas dores de cabeça.
Um exemplo, já mencionado aqui, foi o caso do ator brasileiro Rodrigo Lombardi, que foi criticado por ter elogiado o dançarino e cantor negro Sammy Davis Jr., só que de uma forma considerada preconceituosa pelos bem-pensantes. A intenção do ator não apenas era a de elogiar, como Sammy Davis está morto e não se importa mais sobre o que disserem sobre ele. Isso, naturalmente, não impediu muitos progressistas de quererem a cabeça do "racista".
Toda hora há casos novos. Agora tem o comercial de lingerie com a Gisele Bündchen, que o governo quer proibir. Antes, um humorista foi censurado por fazer piada com King Kong e teve que se retratar. Uma jovem acusada de criticar os nordestinos no Twitter teve que abandonar a faculdade. Vez por outra um jogador de futebol é acusado de "racista" por chamar outro de "negão" ou de "macaco". Segundo um jornalista do Globo, "todo castigo é pouco para os racistas": ele chega a afirmar que seria preferível que o racista tivesse agredido o outro jogador com um soco do que chamá-lo de "macaco", que hoje em dia parece ser a maior ofensa jamais criada contra qualquer pessoa de cor. (Também o saudoso Clodovil uma vez foi processado por racismo por ter chamado uma deputada negra de "macaca de tauilleur"). O que é estranho é que, no tempo dos Trapalhões, não lembro que houvesse tanto escândalo com palavras como "macaco", "cabeça-chata", "fresco", e por aí vai.
Hoje no Canadá, ocorreu o oposto: um jogador de hóquei negro está sendo criticado por ter chamado um adversário de "bicha" ou "viado" (faggot). Detalhe: parece que o adversário é mesmo viado, ou ao menos está empenhado na causa do casamento gay. Outro detalhe: o jogador que realizou o insulto já tinha por sua vez recebido insultos racistas anteriormente, o que não impediu que agora seja criticado por ser homofóbico.
Isso nos leva a uma importante questão filosófica: o que é pior nestes dias, ser "racista" ou ser "homofóbico"? Se um gay ataca um negro e vice-versa, quem leva a pior? Nos EUA, um violento caso de negros que agrediram um branco no McDonald's foi ocultado pela mídia, até que se descobriu que a vítima branca era um travesti. Sendo, portanto, um ataque "homofóbico" (e não simplesmente contra um branquelo que merecia mesmo apanhar), o ataque passou a ser registrado e mesmo criticado. O que parece provar que: a) os gays venceram a batalha e a "homofobia" é mais forte do que o "racismo, e b) que o único grupo que não tem direito a reclamar são os brancos heterossexuais cristãos. Apanhem calados!).
O mais curioso de tudo é que há almas delicadas até no campo de hóquei. Bater até quebrar ossos pode, o que não pode é insultar...
De acordo com a Associacão Canadense de Gays e Lésbicas contra a Difamação (sim, existe isso), "o discurso de ódio e insultos homofóbicos não têm lugar no campo de hóquei."
Pôrrameu, são jogadores de hóquei, o esporte mais violento do mundo! Se um jogador de hóquei não pode nem chamar o outro de "viado", onde diabos iremos parar?!?
Isso tudo parece um tema menor e sem importância, mas não é mesmo. Todas essas novas leis anti-racismo e anti-homofobia, bem como a simples existência do "politicamente correto", tem uma função bem clara no projeto progressista: a censura.
Sim, a esquerda, que tanto chora sobre a "censura" que sofreu durante a "horrível ditadura militar", é a maior censuradora hoje em dia!
Atenção, isso não quer dizer que eu seja a favor de insultos. A ética comanda que, por uma questão de civilidade, os insultos (raciais, sexuais ou de qualquer outra ordem) sejam evitados; mas, em certos ambientes como o esportivo, eles são bastante comuns, e não deveriam ser objeto de qualquer tipo de ação legal. Jogador de futebol e torcedor estão ali para xingar e serem xingados mesmo: só falta agora quererem proteger de insultos a mãe do juiz...
Faz tempo que casos de injúria e difamação são corretamente levados em conta pela lei, e não pareceria haver necessidade de leis novas. Observe ainda que a censura esquerdista vai muito além disso, não permitindo nenhum tipo de discurso que seja sequer contrário aos grupos protegidos pelo progressismo mundial.
Por exemplo: um cidadão foi acusado de "racismo" por sugerir em artigo de jornal (mas sem usar qualquer insulto) que a cultura branca européia fosse mais avançada do que a cultura indígena nativa brasileira. O que parece algo óbvio -- afinal, os povos europeus eram ou não mais avançados tecnologicamente, artisticamente, etc? -- hoje virou caso de polícia. (O acusado também afirmou que os índios enterrariam ossos em certas propriedades para dizer depois que estas seriam "terras indígenas"; isso, lamentavelmente, também não é mais do que a verdade, já comprovada em vários casos).
Não sei como acabou o caso: o Ministério Público queria do pobre homem uma indenização inicial de 30 milhões de reais.
Quanto aos gays, é ainda pior, e acontece no mundo todo. No outro dia, um estudante inglês foi suspenso por simplesmente dizer que "o homossexualismo é errado." Percebam que ele não insultou ninguém nem disse nada de extraordinário: o mero fato de achar que atos homossexuais sejam pecado já é um crime ou ao menos uma falta em muitos países.
Até mesmo ser contrário ao "casamento gay", o que há pouco era apenas questão de opinião, está virando um discurso proibido. E isso que o "casamento gay" é uma questão que afeta, segundo estatísticas, 0.55% da população americana (é o número de parceiros do mesmo sexo que vivem juntos). Tempestade num copo d'água?
Essa censura toda termina tendo também, acredito, um efeito psicológico nefasto. Impedida de se pronunciar de forma civilizada, a crítica às minorias termina se transformando em ódio e rancor. Mesmo eu, que tenho contato com pessoas de todas as cores, religiões e orientações sexuais sem jamais ter insultado ninguém, toda vez que ouço alguma proibição politicamente correta, tenho vontade de urrar insultos racistas e homofóbicos aos quatro ventos. Imagine então alguém que foi suspenso da escola ou perdeu o emprego por ter dito alguma frase proibida: será que o seu ódio vai ser maior ou menor?
Com mil raios e trovões! Deixem o mundo se expressar em paz! Seus sacripantas, pândegos, anacolutos, embusteiros, antropopitecos, antropófagos, babuínos, ungulados, psicopatas, piromaníacos, sodomitas, bucaneiros, cabeçudos, colocintos, carcamanos, chucrutes, tecnocratas, terroristas, zapotecas, visigodos, iconoclastas, selvagens, astecas, esquizofrênicos, ornitorrincos, frouxos, macacos, parasitas, otomanos, ruminantes, canalhas, covardes, mercenários, ectoplasmas, doríferos, coleópteros, zulus!!
Mostrando postagens com marcador mentiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mentiras. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Muito além de Goebbels
Ensinou Goebbles que uma mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade. Mas e uma mentira que é desmascarada no dia seguinte, mas ainda assim continua a ser repetida, mesmo que todos saibam que é mentira? E uma mentira que suplanta outra mentira, contradizendo-a? E a contínua repetição de mentiras, repetidas não para enganar, mas apenas para atordoar o ouvinte?
Como vemos, a propaganda revolucionária petista está muito além de Goebbels. O Olavo de Carvalho escreveu várias vezes sobre esse fenômeno da aparente contradição da propaganda revolucionária, e não preciso repeti-lo aqui. Baste-me observar alguns casos recentes, bastante interessantes para os estudiosos dos recônditos mais malignos da alma humana.
Um, a atual posição de Dilma de ser contrária ao aborto. Ora, até os fetos sabem que Dilma e o PT são a favor da liberação do aborto. A propria Dilma assumiu isso em declaração de 2007. O problema é que, com 70% da população brasileira sendo contrária, isso não pode ser admitido diretamente. Mas pode apostar que, caso ganhe a eleição, serão feitos todos os procedimentos possíveis para legalizar o aborto no menor tempo possível. Afinal, o mesmo caso deu-se, de forma similar, na declaração da candidata de que "jamais vestiria o boné do MST". Menos de um mês depois, eis que estava a candidata fazendo discurso com o boné do MST na cabeça...
Nada disso é novidade para quem acompanha a política no Brasil. Mais interessante é o caso em que os revolucionários atacam seus adversários por serem a favor daquilo que eles próprios são. Todo o mundo sabe que o PT é a favor da legalização da maconha, do aborto e da prostituição. Porém, como tais medidas são impopulares, o que o partido faz? Nega ser a favor delas e até critica os adversários do Partido Verde como defensores de tais práticas. "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é", indeed.
Uma das coisas mais curiosas de tudo isso é que o povo brasileiro, dentro de tudo, talvez por religiosidade, talvez por tradição, talvez por não ter sido bem "educado" -- isto é, educado com o abecedário marxista -- o povo brasileiro é conservador, ao menos no que se refere aos costumes: segundo pesquisas, 70% são contrários ao aborto, 55% a favor da pena de morte, 57% contrários à eutanásia e 52% contra a adoção de crianças por homossexuais. Coloque um candidato presidencial defendendo tais valores e será eleito com maioria de votos, no primeiro turno. E, no entanto, isso nunca acontece. Por quê?
Como vemos, a propaganda revolucionária petista está muito além de Goebbels. O Olavo de Carvalho escreveu várias vezes sobre esse fenômeno da aparente contradição da propaganda revolucionária, e não preciso repeti-lo aqui. Baste-me observar alguns casos recentes, bastante interessantes para os estudiosos dos recônditos mais malignos da alma humana.
Um, a atual posição de Dilma de ser contrária ao aborto. Ora, até os fetos sabem que Dilma e o PT são a favor da liberação do aborto. A propria Dilma assumiu isso em declaração de 2007. O problema é que, com 70% da população brasileira sendo contrária, isso não pode ser admitido diretamente. Mas pode apostar que, caso ganhe a eleição, serão feitos todos os procedimentos possíveis para legalizar o aborto no menor tempo possível. Afinal, o mesmo caso deu-se, de forma similar, na declaração da candidata de que "jamais vestiria o boné do MST". Menos de um mês depois, eis que estava a candidata fazendo discurso com o boné do MST na cabeça...
Nada disso é novidade para quem acompanha a política no Brasil. Mais interessante é o caso em que os revolucionários atacam seus adversários por serem a favor daquilo que eles próprios são. Todo o mundo sabe que o PT é a favor da legalização da maconha, do aborto e da prostituição. Porém, como tais medidas são impopulares, o que o partido faz? Nega ser a favor delas e até critica os adversários do Partido Verde como defensores de tais práticas. "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é", indeed.
Uma das coisas mais curiosas de tudo isso é que o povo brasileiro, dentro de tudo, talvez por religiosidade, talvez por tradição, talvez por não ter sido bem "educado" -- isto é, educado com o abecedário marxista -- o povo brasileiro é conservador, ao menos no que se refere aos costumes: segundo pesquisas, 70% são contrários ao aborto, 55% a favor da pena de morte, 57% contrários à eutanásia e 52% contra a adoção de crianças por homossexuais. Coloque um candidato presidencial defendendo tais valores e será eleito com maioria de votos, no primeiro turno. E, no entanto, isso nunca acontece. Por quê?
Etiquetas:
curiosidades,
mentiras,
Política,
PT,
redundância
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Praga americana
Os americanos, devo admitir, são um povo muito estranho. Em sua música pop, as cantoras referem-se a si mesmas todo o tempo como "bitches", os negros dirigem-se entre si como "nigga", e os palavrões voam a torto e a direito.
Mas eis que alguém fala alguma dessas palavras fora de contexto, e pronto, parece que o mundo caiu. Jamais vi um povo que se ofenda tão facilmente quanto o povo americano -- ou, ao menos, uma mídia que faça tanto escândalo por questões tão menores. Não esqueçamos que a praga do Politicamente Correto teve origem aqui.
No outro dia, um professor de Estudos Africanos quase foi linchado por chamar duas alunas (que chegaram atrasadas a uma conferência) de "black bitches". Bem, de acordo com a notícia, ele disse, "When you came in late, I thought, 'who are these black bitches?'"
Inadequado, com certeza, embora seja bastante óbvio que ele estava brincando. O professor, originário da África do Sul, provavelmente quis dar uma de "cool", imitando o dialeto dos African-Americans, e se deu mal. (Percebam ainda que, sendo ele também negro, ou ao menos mulato, não foi acusado de "racista", mas sim de "sexista", e não foi demitido, apenas repreendido.)
Meses antes, um outro professor (branco) não teve tanta sorte, e foi demitido no mesmo dia por referir-se a si mesmo como "nigger". A palavra, para quem não sabe, é proibida nos EUA, apesar de um clássico da literatura como "As Aventuras de Huckleberry Finn" estar repleto dela. (O que ainda hoje causa polêmica).
Não é apenas raça. Religião, sexo, preferência sexual ou nacionalidade, tudo virou motivo para declarar-se ofendido. Theodore Dalrymple observou como agora a palavra "mankind" está sendo reescrita em toda parte como "humankind", para não incomodar as pobres feministas. Igualmente, a cidade de Sacramento gastou milhares de dólares para mudar o nome dos "manholes" (bueiros) para "mainteinance holes", de modo a não ofender essas bitches.
(Nada disso é coincidência. É parte do plano de dominação globalista. É a mesma estratégia das ditaduras comunistas, como informa Dalrymple. Controle o discurso e você controlará as pessoas.)
Além disso, o caso é que ofender-se, nos EUA, às vezes paga muito bem. Há quem tenha ganho vários milhares de dólares em processos por "racismo", "machismo", "islamofobia", "antisemitismo", ou até "gordofobia". Eis aqui o caso de um@ transexual que está processando um Hospital Católico que recusou fazer uma operação de implante de seios. E por que procurou logo um hospital católico? "Sou católic@ desde criancinh@", afirma.
Talvez os advogados é que sejam a verdadeira praga americana. Eles, de fato, são os maiores beneficiários do "politicamente correto" e outros processos ridículos, como o famoso caso da mulher que se queimou com um copo de café e processou o McDonald's. Agora, para resguardar-se de processos, o McDonald's coloca avisos em seus copos de café informando que o conteúdo é quente, e quase todas as empresas são obrigadas a incluir longas mensagens ao fim de seus comerciais de televisão, indicando todos os efeitos colaterais do produto, ou avisando para não tentarem isso em casa. Certas lojas também já não perseguem os "shoplifters", pois temem processo dos criminosos por maus tratos. E eis aqui um imigrante ilegal que fez um processo por ter sido chamado de "criminoso", e ganhou.
No Brasil, que está seguindo os mesmos passos com suas leis raciais e politicamente corretas, logo vamos ter uma situação parecida. Chamou o amigo de "negão" ou "viado"? Processo! Epa, mas não foi o que quase aconteceu com um apresentador do CQC, por culpa de uma piadinha cretina colocada no twitter?
Qualquer dia, vão querer censurar até o grande Miles Davis, e mudar o título do seu disco.
Mas eis que alguém fala alguma dessas palavras fora de contexto, e pronto, parece que o mundo caiu. Jamais vi um povo que se ofenda tão facilmente quanto o povo americano -- ou, ao menos, uma mídia que faça tanto escândalo por questões tão menores. Não esqueçamos que a praga do Politicamente Correto teve origem aqui.
No outro dia, um professor de Estudos Africanos quase foi linchado por chamar duas alunas (que chegaram atrasadas a uma conferência) de "black bitches". Bem, de acordo com a notícia, ele disse, "When you came in late, I thought, 'who are these black bitches?'"
Inadequado, com certeza, embora seja bastante óbvio que ele estava brincando. O professor, originário da África do Sul, provavelmente quis dar uma de "cool", imitando o dialeto dos African-Americans, e se deu mal. (Percebam ainda que, sendo ele também negro, ou ao menos mulato, não foi acusado de "racista", mas sim de "sexista", e não foi demitido, apenas repreendido.)
Meses antes, um outro professor (branco) não teve tanta sorte, e foi demitido no mesmo dia por referir-se a si mesmo como "nigger". A palavra, para quem não sabe, é proibida nos EUA, apesar de um clássico da literatura como "As Aventuras de Huckleberry Finn" estar repleto dela. (O que ainda hoje causa polêmica).
Não é apenas raça. Religião, sexo, preferência sexual ou nacionalidade, tudo virou motivo para declarar-se ofendido. Theodore Dalrymple observou como agora a palavra "mankind" está sendo reescrita em toda parte como "humankind", para não incomodar as pobres feministas. Igualmente, a cidade de Sacramento gastou milhares de dólares para mudar o nome dos "manholes" (bueiros) para "mainteinance holes", de modo a não ofender essas bitches.
(Nada disso é coincidência. É parte do plano de dominação globalista. É a mesma estratégia das ditaduras comunistas, como informa Dalrymple. Controle o discurso e você controlará as pessoas.)
Além disso, o caso é que ofender-se, nos EUA, às vezes paga muito bem. Há quem tenha ganho vários milhares de dólares em processos por "racismo", "machismo", "islamofobia", "antisemitismo", ou até "gordofobia". Eis aqui o caso de um@ transexual que está processando um Hospital Católico que recusou fazer uma operação de implante de seios. E por que procurou logo um hospital católico? "Sou católic@ desde criancinh@", afirma.
Talvez os advogados é que sejam a verdadeira praga americana. Eles, de fato, são os maiores beneficiários do "politicamente correto" e outros processos ridículos, como o famoso caso da mulher que se queimou com um copo de café e processou o McDonald's. Agora, para resguardar-se de processos, o McDonald's coloca avisos em seus copos de café informando que o conteúdo é quente, e quase todas as empresas são obrigadas a incluir longas mensagens ao fim de seus comerciais de televisão, indicando todos os efeitos colaterais do produto, ou avisando para não tentarem isso em casa. Certas lojas também já não perseguem os "shoplifters", pois temem processo dos criminosos por maus tratos. E eis aqui um imigrante ilegal que fez um processo por ter sido chamado de "criminoso", e ganhou.
No Brasil, que está seguindo os mesmos passos com suas leis raciais e politicamente corretas, logo vamos ter uma situação parecida. Chamou o amigo de "negão" ou "viado"? Processo! Epa, mas não foi o que quase aconteceu com um apresentador do CQC, por culpa de uma piadinha cretina colocada no twitter?
Qualquer dia, vão querer censurar até o grande Miles Davis, e mudar o título do seu disco.
Etiquetas:
EUA,
loucura,
medo,
mentiras,
politicamente correto
terça-feira, 13 de abril de 2010
Mitos e verdades da era contemporânea
1. Os EUA são a maior potência capitalista do mundo --> MITO.
Os EUA, em muitos aspectos, não são mais um país capitalista, daqueles que seguem fielmente as regras do livre-mercado. Bem, talvez nunca tenha existido um país assim. Nada é 100% nesta triste vida. Mas a América, sendo a principal potência ocidental, é assim mesmo o país que demonstra em maior grau os defeitos desse mesmo Ocidente em decadência. É também o país onde os revolucionários neormarxistas transnacionais - que têm a seu dispor toda a riqueza produzida pelo capitalismo global - estão mais avançados. Não é preciso ler os artigos do Olavo de Carvalho sobre o Council of Foreign Relations e outros institutos esquerdistas agindo em pleno coração dos EUA. Baste saber que o país tem dezenas de políticas de caráter claramente socialista, como o chamado "rent control", e muitas outras políticas redistributivas, algumas que vêm desde os tempos de FDR.
2. O melhor modo de ajudar os pobres é dando-lhes comida e auxílio financeiro, sem exigir responsabilidades. --> MITO
Uma vez, no velho blog do PD, o nosso leitor Chesterton causou escândalo ao afirmar que chutara um mendigo. Na verdade, quem tinha chutado o mendigo era o Janer Cristaldo, a quem eu posso perfeitamente ver nessa situação (chutar é com ele mesmo), o Chesterton havia apenas copiado e colado o artigo. Bom, o caso é que ninguém mais nestes dias de politicamente correto fala em "mendigo", virou tudo "homeless" ou "sem-teto", até mesmo no Brasil. Nos EUA, eles são um grave problema, enfeiando muitas cidades com sua presença. Não podem ser retirados, nem mesmo dos locais chiques onde decidem se deitar, pois isso iria contra os seus direitos humanos. Podem passar a noite em abrigos comunitários, e muitos voluntários auxiliam levando sopa, pizza e dando vários benefícios. Porém, ocorre uma coisa curiosa: quanto mais benefícios você dá, o número de homeless, em vez de diminuir, mais aumenta. As cidades que mais ajudam os homeless, são, paradoxalmente, as que maiores problemas tem com essa "chaga social". (É verdade que a maioria dos homeless aqui são pessoas com problemas mentais, e estariam melhor em uma instituição adequada - o fechamento dos hospícios pelos foucaltianos foi outro grave crime da esquerda).
3. O racismo dos brancos é o que mais prejudica a vida dos negros, índios e latinos. --> MITO.
O racismo, por definição, só existe em sociedades multiraciais. A Suécia, antes da chegada de imigrantes muçulmanos, provavelmente não conhecia o racismo. Existe sim um problema de desarmonia racial nos EUA, mas nem sempre se trata de ódio à cor da pele ou aos olhos puxados do vizinho. O "racismo" acabou virando, hoje, uma mera arma para atacar aqueles com quem se discorda politicamente. É contra Obama? Seu racista! Participa de protestos contra o governo? Seu racista! É contrário às "cotas raciais"? Seu racista! Fez uma piada inofensiva com um colega? Seu racista! (Será demitido! É, e você também.) Ora, nem tudo é culpa do "racismo". Por exemplo: segundo as estatísticas, lamentavelmente, negros e latinos cometem a maioria do crime nos EUA. Cometem crime porque sofrem racismo, ou sofrem racismo porque cometem crime? (*) É irrelevante. O fato é que nenhum branquelo se arrisca a andar por certas horas da noite em certos locais, por medo das gangues de negros ou mexicanos (que, aliás, se odeiam entre si). Menos problemático é andar pelos bairros asiáticos. É forçoso e triste reconhecer, mas grande parte dos problemas nas comunidades negras (e, em menor grau, latinas) tem origem nessas próprias comunidades, e nada tem a ver com o racismo dos brancos. Ou são os brancos os que os obrigam a participar de gangues e envolver-se com drogas e prostituição?
(*) Uma das teorias afirma que negros e latinos apresentam maior número de jovens entre 18-25 anos não-escolarizados, que são fatalmente os que mais cometem crime segundo as estatísticas (os brancos têm proporcionalmente idade mais elevada), e por isso sua criminalidade é maior: o fator não seria a raça ou a condição social, mas a juventude.
4. O islamismo é a maior ameaça atual ao Ocidente. --> MITO.
O problema não é o islamismo. A maioria dos países islâmicos são países pobres e fracassados. O únicos países islâmicos ricos são os que têm petróleo e, mesmo assim, sua extração é realizada por empresas internacionais. A maioria da tecnologia produzida por esses países não é própria, mas vem da Europa, América ou Ásia. Um Irã nuclear é uma ameaça, de fato, mas mais pelos seus poderes de chantagem do que por tornar-se uma superpotência a nível global. Então, o problema não é o islamismo em si, mas o fato de que o Ocidente, por motivos incompreensíveis, tenha aberto a sua porteira para milhões de imigrantes islâmicos, não reaja quando provocado, e se recuse mesmo a agir com presteza contra os agitadores e terroristas em seu meio. Pois, para a esquerda, o inimigo não é o jihadista, o inimigo é o fundamentalista cristão. Observe que, no governo Obama, meramente falar em "radicalismo islâmico" é proibido.
5. Obama é queniano e muçulmano. --> VERDADE?
Michelle Obama afirmou que o país natal ("home country") de Obama era o Quênia. Lapso freudiano? Mas a avó queniana de Obama falou o mesmo, assim como o embaixador do Quênia. Lá, o herói é celebrado como só um nativo poderia ser. O amor de Barack pelos muçulmanos também já foi diversas vezes documentado. "I stand with the muslims", disse ele em sua autobiografia. Isso sem falar que foi educado como muçulmano em uma madrassa na Indonésia, e, para os muçulmanos, uma vez muçulmano, sempre muçulmano.

Os EUA, em muitos aspectos, não são mais um país capitalista, daqueles que seguem fielmente as regras do livre-mercado. Bem, talvez nunca tenha existido um país assim. Nada é 100% nesta triste vida. Mas a América, sendo a principal potência ocidental, é assim mesmo o país que demonstra em maior grau os defeitos desse mesmo Ocidente em decadência. É também o país onde os revolucionários neormarxistas transnacionais - que têm a seu dispor toda a riqueza produzida pelo capitalismo global - estão mais avançados. Não é preciso ler os artigos do Olavo de Carvalho sobre o Council of Foreign Relations e outros institutos esquerdistas agindo em pleno coração dos EUA. Baste saber que o país tem dezenas de políticas de caráter claramente socialista, como o chamado "rent control", e muitas outras políticas redistributivas, algumas que vêm desde os tempos de FDR.
2. O melhor modo de ajudar os pobres é dando-lhes comida e auxílio financeiro, sem exigir responsabilidades. --> MITO
Uma vez, no velho blog do PD, o nosso leitor Chesterton causou escândalo ao afirmar que chutara um mendigo. Na verdade, quem tinha chutado o mendigo era o Janer Cristaldo, a quem eu posso perfeitamente ver nessa situação (chutar é com ele mesmo), o Chesterton havia apenas copiado e colado o artigo. Bom, o caso é que ninguém mais nestes dias de politicamente correto fala em "mendigo", virou tudo "homeless" ou "sem-teto", até mesmo no Brasil. Nos EUA, eles são um grave problema, enfeiando muitas cidades com sua presença. Não podem ser retirados, nem mesmo dos locais chiques onde decidem se deitar, pois isso iria contra os seus direitos humanos. Podem passar a noite em abrigos comunitários, e muitos voluntários auxiliam levando sopa, pizza e dando vários benefícios. Porém, ocorre uma coisa curiosa: quanto mais benefícios você dá, o número de homeless, em vez de diminuir, mais aumenta. As cidades que mais ajudam os homeless, são, paradoxalmente, as que maiores problemas tem com essa "chaga social". (É verdade que a maioria dos homeless aqui são pessoas com problemas mentais, e estariam melhor em uma instituição adequada - o fechamento dos hospícios pelos foucaltianos foi outro grave crime da esquerda).
3. O racismo dos brancos é o que mais prejudica a vida dos negros, índios e latinos. --> MITO.
O racismo, por definição, só existe em sociedades multiraciais. A Suécia, antes da chegada de imigrantes muçulmanos, provavelmente não conhecia o racismo. Existe sim um problema de desarmonia racial nos EUA, mas nem sempre se trata de ódio à cor da pele ou aos olhos puxados do vizinho. O "racismo" acabou virando, hoje, uma mera arma para atacar aqueles com quem se discorda politicamente. É contra Obama? Seu racista! Participa de protestos contra o governo? Seu racista! É contrário às "cotas raciais"? Seu racista! Fez uma piada inofensiva com um colega? Seu racista! (Será demitido! É, e você também.) Ora, nem tudo é culpa do "racismo". Por exemplo: segundo as estatísticas, lamentavelmente, negros e latinos cometem a maioria do crime nos EUA. Cometem crime porque sofrem racismo, ou sofrem racismo porque cometem crime? (*) É irrelevante. O fato é que nenhum branquelo se arrisca a andar por certas horas da noite em certos locais, por medo das gangues de negros ou mexicanos (que, aliás, se odeiam entre si). Menos problemático é andar pelos bairros asiáticos. É forçoso e triste reconhecer, mas grande parte dos problemas nas comunidades negras (e, em menor grau, latinas) tem origem nessas próprias comunidades, e nada tem a ver com o racismo dos brancos. Ou são os brancos os que os obrigam a participar de gangues e envolver-se com drogas e prostituição?
(*) Uma das teorias afirma que negros e latinos apresentam maior número de jovens entre 18-25 anos não-escolarizados, que são fatalmente os que mais cometem crime segundo as estatísticas (os brancos têm proporcionalmente idade mais elevada), e por isso sua criminalidade é maior: o fator não seria a raça ou a condição social, mas a juventude.
4. O islamismo é a maior ameaça atual ao Ocidente. --> MITO.
O problema não é o islamismo. A maioria dos países islâmicos são países pobres e fracassados. O únicos países islâmicos ricos são os que têm petróleo e, mesmo assim, sua extração é realizada por empresas internacionais. A maioria da tecnologia produzida por esses países não é própria, mas vem da Europa, América ou Ásia. Um Irã nuclear é uma ameaça, de fato, mas mais pelos seus poderes de chantagem do que por tornar-se uma superpotência a nível global. Então, o problema não é o islamismo em si, mas o fato de que o Ocidente, por motivos incompreensíveis, tenha aberto a sua porteira para milhões de imigrantes islâmicos, não reaja quando provocado, e se recuse mesmo a agir com presteza contra os agitadores e terroristas em seu meio. Pois, para a esquerda, o inimigo não é o jihadista, o inimigo é o fundamentalista cristão. Observe que, no governo Obama, meramente falar em "radicalismo islâmico" é proibido.
5. Obama é queniano e muçulmano. --> VERDADE?
Michelle Obama afirmou que o país natal ("home country") de Obama era o Quênia. Lapso freudiano? Mas a avó queniana de Obama falou o mesmo, assim como o embaixador do Quênia. Lá, o herói é celebrado como só um nativo poderia ser. O amor de Barack pelos muçulmanos também já foi diversas vezes documentado. "I stand with the muslims", disse ele em sua autobiografia. Isso sem falar que foi educado como muçulmano em uma madrassa na Indonésia, e, para os muçulmanos, uma vez muçulmano, sempre muçulmano.

segunda-feira, 22 de março de 2010
Bye bye Miss American pie
O Obamacare passou, ao menos no voto inicial. Os Democratas celebram, mas mal sabem eles (ou sabem e não se importam) que estão praticamente assegurando o fim dos EUA como superpotência mundial. It's over, è finito, c'est fini.
O país está à beira da bancarrota, e este trambolho que acaba de passar vai custar mais alguns trilhões. Não haverá dinheiro para inovação em tecnologia médica, e muitas companhias de seguro médico irão falir, deixando o caminho livre para o futuro monopólio estatal, que encherá o bolso de alguns políticos, mas custará mais para todos os outros a uma qualidade cada vez pior.
Naturalmente, a saúde "gratuita" beneficiará prioritariamente aqueles que vivem no welfare, os que recebem pouco e não pagam imposto de renda, e os ilegais. A saúde de todos estes grupos será paga pela classe média que trabalha, graças a um fenomenal aumento de impostos. O aumento de impostos gerará mais desemprego, o que colocará mais pessoas no welfare, o que gerará maiores impostos, etc.
Depoi de ferrar com a saúde, o próximo passo de Obama será aprovar o plano "antiaquecimento global", que vai ferrar com a economia, e o plano de "reforma de imigração", permitindo a legalização imediata de vinte milhões de ilegais no país - o que, em tempos de desemprego, também não vai ser muito bem recebido pela classe média. O que não importa, já que os agradecidos novos legalizados votarão nos Democratas, e a fraude fará o resto.
Os EUA se tornarão um país de minoria branca, com uma maioria formada por uma maioria desunida de todos os credos e cores. E, assim, ao desemprego se juntará o ressentimento étnico e racial. Aos altos impostos se juntarão a inflação e a desvalorização da moeda, garantindo a pobreza de milhões. Os EUA deixarão de investir em tecnologia militar e limitarão enormemente os gastos com a defesa, deixando o país à mercê de ataques, que, cedo ou tarde, acontecerão, causando ainda maior caos e crise econômica. A China cobrará suas dívidas e tomará o lugar anteriormente ocupado pelo colosso americano, ou talvez o controle passe para a tal Nova Ordem Global.
Depois disso, é possível até mesmo uma guerra civil e a secessão do país em diversos novos Estados, como sugeriu há algum tempo um maluco russo que já não parece tão maluco assim.
Naturalmente, tudo isso não acontecerá imediatamente, mas aos poucos, ao longo de várias décadas. Mas é o caminho que foi escolhido pelos Democratas.
Há mais de dois mil anos atrás, Marco Túlio Cícero advertia os romanos:
O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública.Roma não ouvi os conselhos, e caiu. Seguirão os EUA pelo mesmo caminho?
Etiquetas:
abuso,
anticristo,
canalhas,
canibalismo,
caos,
desgraça,
despedida,
destruição,
fim do mundo,
fudeu,
futuro,
horror,
mentiras,
merda,
morte,
Obama,
pavor,
Zimbabwe
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Analfabetismo político
Foi Bertolt Brecht quem disse certa vez que o pior analfabeto era o analfabeto político. Lamentavelmente, o que ele queria dizer com analfabeto era "não doutrinado na ideologia socialista". Para Brecht, o alfabeto era o beabá marxista.
Hoje, não há mais esse problema. Todos, desde criancinhas, são educados pela mídia, pelas escolas, pelo establishment enfim, a repetir os dogmas políticos esquerdistas da atualidade. Não há quem não aprenda desde os tenros seis anos a importância da "justiça social" e da "saúde pública e gratuita para todos".
O problema é que essa doutrinação não torna as pessoas menos analfabetas, ao contrário. Se eu ensinar que 2+2 = 5 não estarei educando ninguém.
Ou, como disse certa vez Reagan: o problema dos esquerdistas (liberals no dialeto local) não é que eles sejam ignorantes, é que que eles 'sabem' muitas coisas erradas.
Eles acham que saúde pública é "de grátis", que Stalin matar 20 milhões de pessoas de fome em nome da coletivização é bacana, que todas as culturas são iguais e podem ser substituídas umas pelas outras, que tudo o que basta para que os povos convivam em paz é a boa-vontade, e que qualquer problema pode ser resolvido com aumento de impostos.
A loucura é tanta que é possível que hoje em dia um caipira ignorante esteja melhor informado sobre como o mundo real funciona do que um estudante de marxniversidade.
Não é à toa que os Governos persigam tanto aqueles que querem realizar homeschooling*.
* Foi Hitler quem promulgou as leis contra homeschooling na Alemanha que ainda valem e foram utilizadas contra as famílias dos links acima. Lenin ("dê-me uma criança por 4 anos e farei dela um Bolchevique para sempre") tornou o ensino caseiro ilegal na Rússia em 1919, a proibição durou até 1992.
Hoje, não há mais esse problema. Todos, desde criancinhas, são educados pela mídia, pelas escolas, pelo establishment enfim, a repetir os dogmas políticos esquerdistas da atualidade. Não há quem não aprenda desde os tenros seis anos a importância da "justiça social" e da "saúde pública e gratuita para todos".
O problema é que essa doutrinação não torna as pessoas menos analfabetas, ao contrário. Se eu ensinar que 2+2 = 5 não estarei educando ninguém.
Ou, como disse certa vez Reagan: o problema dos esquerdistas (liberals no dialeto local) não é que eles sejam ignorantes, é que que eles 'sabem' muitas coisas erradas.
Eles acham que saúde pública é "de grátis", que Stalin matar 20 milhões de pessoas de fome em nome da coletivização é bacana, que todas as culturas são iguais e podem ser substituídas umas pelas outras, que tudo o que basta para que os povos convivam em paz é a boa-vontade, e que qualquer problema pode ser resolvido com aumento de impostos.
A loucura é tanta que é possível que hoje em dia um caipira ignorante esteja melhor informado sobre como o mundo real funciona do que um estudante de marxniversidade.
Não é à toa que os Governos persigam tanto aqueles que querem realizar homeschooling*.
* Foi Hitler quem promulgou as leis contra homeschooling na Alemanha que ainda valem e foram utilizadas contra as famílias dos links acima. Lenin ("dê-me uma criança por 4 anos e farei dela um Bolchevique para sempre") tornou o ensino caseiro ilegal na Rússia em 1919, a proibição durou até 1992.
Etiquetas:
educação,
manipulação,
mentiras
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Últimos estertores do chavismo
Lembram, há poucos anos atrás, quando ainda tantos na esquerda celebravam Chávez e suas "conquistas", e falavam em como ele estaria resolvendo os problemas sociais da Venezuela, e sua influência política ameaçava se espalhar por todo o continente? Mesmo celebridades como Sean Penn, Oliver Stone e Naomi Campbell abraçavam-se ao tirano (claro que depois tomando um bom banho e voltando para suas mansões em Bel Air e Beverly Hills).
Hoje o povo liderado por Chavito enfrenta o amargo resultado de suas políticas: escalada de crime, crise energética, inflação de 60%, banhos de três minutos, censura na TV, racionamento de água e alimentos.
Chavez também perdeu de goleada a disputa em Honduras e sua influência continental começa a minguar. No Chile, a direita ganhou as eleições; é provável que a essa se sigam outras derrotas. Mesmo em Caracas, sua popularidade não é sombra do que era. Nem acusar os EUA de ter uma máquina de criar terremotos ajuda o pobre coitado.
De fato, os problemas são tantos que os ratos já começam a fugir do navio. (Cadê o Sean Penn agora? Cadê Naomi Campbell?)
Tudo isso, é claro, não é uma surpresa para este blog, e todos os que sabiam que o tal "socialismo do século XXI" era tão ruim quanto o do século XX.
Mas não espere por isso que os fãs do socialismo desistam, e finalmente entendam que tentar esse caminho é burrada. Já estão eles gritando que é tudo culpa do "imperialismo" em seu novo Fórum Social Mundial.
Da próxima vez, eles garantem, vai dar certo.
Enquanto isso, na América, o Obamismo também começa a degringolar.
Hoje o povo liderado por Chavito enfrenta o amargo resultado de suas políticas: escalada de crime, crise energética, inflação de 60%, banhos de três minutos, censura na TV, racionamento de água e alimentos.
Chavez também perdeu de goleada a disputa em Honduras e sua influência continental começa a minguar. No Chile, a direita ganhou as eleições; é provável que a essa se sigam outras derrotas. Mesmo em Caracas, sua popularidade não é sombra do que era. Nem acusar os EUA de ter uma máquina de criar terremotos ajuda o pobre coitado.
De fato, os problemas são tantos que os ratos já começam a fugir do navio. (Cadê o Sean Penn agora? Cadê Naomi Campbell?)
Tudo isso, é claro, não é uma surpresa para este blog, e todos os que sabiam que o tal "socialismo do século XXI" era tão ruim quanto o do século XX.
Mas não espere por isso que os fãs do socialismo desistam, e finalmente entendam que tentar esse caminho é burrada. Já estão eles gritando que é tudo culpa do "imperialismo" em seu novo Fórum Social Mundial.
Da próxima vez, eles garantem, vai dar certo.
Enquanto isso, na América, o Obamismo também começa a degringolar.
Etiquetas:
especialistas de porra nenhuma,
idiotas,
mentiras,
merda,
messianismo,
socialismo
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O inimigo interno
Prestes a serem embarcados para a guerra do Afeganistão, 12 soldados americanos foram mortos por um terrorista muçulmano em pleno quartel, no que talvez seja o primeiro atentado islâmico em solo americano desde 11/09/01.
A mídia afirma que foi apenas um mero caso isolado de gun rage, que poderia ter sido realizado por um coreano, um mexicano ou até um americano da gema. O fato é que o atirador neste caso é um psiquiatra do exército americano chamado (tchan tchan tchan tchan) Malik Hasan. Muçulmano, sim. E fanático, aparentemente. (Ainda está vivo; certamente surgirão mais detalhes a respeito).
Quem é o amigo? Quem é o inimigo? É possível para um muçulmano ser fiel à bandeira americana e lutar contra seus colegas da ummah? Sim, creio que seja possível. A questão é, como diferenciar um muçulmano amigo de um muçulmano jihadista? Pela cor dos olhos?
A resposta, claramente, é que não é possível, não de modo simples ao menos. Muito mais fácil e prático seria impedir totalmente o ingresso de muçulmanos no exército. Mas, como um terrorista muçulmano não precisa estar no exército para causar danos, deduz-se que, por extensão, deveria barrar-se completamente a entrada de muçulmanos no país. Mas até que ponto um governo tem o direito de definir qual religião cada pessoa pode praticar?
Quem é o inimigo afinal? É o Afeganistão? É o "terrorismo"? É o Islã?
Deixemos de lado essas perguntas incômodas e passemos a uma outra história, que guarda com esta outra uma secreta relação: índios da Amazônia costumam praticar infanticídio. Um recente vídeo - realizado com atores indígenas - causou polêmica ao denunciar o fato. Fabio Marton, em interessante post, parece acreditar que os índios, dentro de suas reservas, se assim o quisessem, deveriam poder seguir sua própria cultura e, por extensão, suas próprias leis.
O argumento não deixa de ser interessante - mas, então, o mesmo deveria ocorrer com as demais culturas? Se - voltando a eles - os muçulmanos querem extirpar o clitóris de suas filhas em seus guetos na Inglaterra ou na França, que de mais a mais já são áreas onde branco não entra, quem pode importar-se com isso?
Na África, certos feiticeiros tradicionais têm o costume de extirpar o pênis ou os membros de crianças ainda vivas para utilizá-los em rituais de "cura". Devem os africanos seguidores de tal prática ter permissão para realizá-la, mesmo em países ocidentais?
Por aí começam a ver-se os dilemas do multiculturalismo e da idéia que "todas as culturas são iguais". Mas - já que a globalização veio para ficar e é mais fruto das mudanças tecnológicas do que uma conspiração totalmente consciente - como sair dessa cilada?
A mídia afirma que foi apenas um mero caso isolado de gun rage, que poderia ter sido realizado por um coreano, um mexicano ou até um americano da gema. O fato é que o atirador neste caso é um psiquiatra do exército americano chamado (tchan tchan tchan tchan) Malik Hasan. Muçulmano, sim. E fanático, aparentemente. (Ainda está vivo; certamente surgirão mais detalhes a respeito).
Quem é o amigo? Quem é o inimigo? É possível para um muçulmano ser fiel à bandeira americana e lutar contra seus colegas da ummah? Sim, creio que seja possível. A questão é, como diferenciar um muçulmano amigo de um muçulmano jihadista? Pela cor dos olhos?
A resposta, claramente, é que não é possível, não de modo simples ao menos. Muito mais fácil e prático seria impedir totalmente o ingresso de muçulmanos no exército. Mas, como um terrorista muçulmano não precisa estar no exército para causar danos, deduz-se que, por extensão, deveria barrar-se completamente a entrada de muçulmanos no país. Mas até que ponto um governo tem o direito de definir qual religião cada pessoa pode praticar?
Quem é o inimigo afinal? É o Afeganistão? É o "terrorismo"? É o Islã?
Deixemos de lado essas perguntas incômodas e passemos a uma outra história, que guarda com esta outra uma secreta relação: índios da Amazônia costumam praticar infanticídio. Um recente vídeo - realizado com atores indígenas - causou polêmica ao denunciar o fato. Fabio Marton, em interessante post, parece acreditar que os índios, dentro de suas reservas, se assim o quisessem, deveriam poder seguir sua própria cultura e, por extensão, suas próprias leis.
O argumento não deixa de ser interessante - mas, então, o mesmo deveria ocorrer com as demais culturas? Se - voltando a eles - os muçulmanos querem extirpar o clitóris de suas filhas em seus guetos na Inglaterra ou na França, que de mais a mais já são áreas onde branco não entra, quem pode importar-se com isso?
Na África, certos feiticeiros tradicionais têm o costume de extirpar o pênis ou os membros de crianças ainda vivas para utilizá-los em rituais de "cura". Devem os africanos seguidores de tal prática ter permissão para realizá-la, mesmo em países ocidentais?
Por aí começam a ver-se os dilemas do multiculturalismo e da idéia que "todas as culturas são iguais". Mas - já que a globalização veio para ficar e é mais fruto das mudanças tecnológicas do que uma conspiração totalmente consciente - como sair dessa cilada?
Etiquetas:
mentiras,
morte,
pavor,
terrorismo,
verdade
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Por que os políticos mentem?
Finalmente encontro a resposta para essa pergunta que tem torturado tantas almas inquietas. A razão é a mesma pela qual os carros usados em venda são quase todos uma porcaria: a lei de Gresham. Quando um mercado oferece coisas ruins e boas pelo mesmo preço médio, os produtos de qualidade que não podem obter um preço melhor por esta tendem a sumir.
No caso da política, o que ocorre é que as pessoas honestas observam o horror dos acordões e mensalões e preferem não participar do processo, pois não querem se sujar entrando nesse lamaçal. Desse modo, praticamente só mentirosos e ladrões entram na política. A honestidade não compensa: um político que não mente e não rouba não tem nenhuma vantagem sobre aquele que o faz. Aliás, um político mentiroso tem mais chances de ser eleito e reeleito. Por quê?
Porque um político que diz que "vai acabar com a corrupção" só pode ser duas coisas, um ingênuo ignorante, ou um mentiroso canalha. Fazer política é, por definição, mentir; portanto alguém que se faz passar por honesto só pode ser o maior mentiroso do mundo. E, para o público, é preferível alguém que "rouba mas faz" do que alguém que vai desiludi-lo com falsas promessas de honestidade, para depois meter a mão na cumbuca. Melhor a "ladroagem honesta" do que a hipocrisia. Ética não vende na política.
Além disso, dizemos que não gostamos de políticos safados e mentirosos, mas, na verdade, o público votante gosta de mentiras. A maior prova disso é que ladrões e corruptos são constantemente reeleitos. O público prefere um político que diz o que o povo quer ouvir, não a amarga verdade. Um candidato que promete "empregos, saúde e educação para todos" é mil vezes preferível aos olhos da maioria da população a um hipotético candidato que explicasse que o número de empregos pouco tem a ver com ações governamentais (salvo que se tratem de empregos públicos para parentes) ou que dissesse que não existe almoço grátis, quanto menos saúde e educação gratuita de qualidade para todos. O povo quer doce de leite, não leite de magnésia, mesmo que tenha dor de barriga depois. Assim, os realistas são rejeitados, os mentirosos prosperam.
Isso, naturalmente, gera um círculo vicioso. Quanto mais nojenta a política, menos as pessoas honestas e sérias têm interesse em participar. Quantas moças virgens, castas e religiosas se prostituem para moralizar o negócio?
A grande dúvida é: existe uma saída para isso? Ou é um defeito da própria democracia? Já Tocqueville, há duzentos anos, havia observado que os políticos tinham uma moral curiosamente mais flexível do que a do povo. Hoje a coisa está muito pior.
No caso da política, o que ocorre é que as pessoas honestas observam o horror dos acordões e mensalões e preferem não participar do processo, pois não querem se sujar entrando nesse lamaçal. Desse modo, praticamente só mentirosos e ladrões entram na política. A honestidade não compensa: um político que não mente e não rouba não tem nenhuma vantagem sobre aquele que o faz. Aliás, um político mentiroso tem mais chances de ser eleito e reeleito. Por quê?
Porque um político que diz que "vai acabar com a corrupção" só pode ser duas coisas, um ingênuo ignorante, ou um mentiroso canalha. Fazer política é, por definição, mentir; portanto alguém que se faz passar por honesto só pode ser o maior mentiroso do mundo. E, para o público, é preferível alguém que "rouba mas faz" do que alguém que vai desiludi-lo com falsas promessas de honestidade, para depois meter a mão na cumbuca. Melhor a "ladroagem honesta" do que a hipocrisia. Ética não vende na política.
Além disso, dizemos que não gostamos de políticos safados e mentirosos, mas, na verdade, o público votante gosta de mentiras. A maior prova disso é que ladrões e corruptos são constantemente reeleitos. O público prefere um político que diz o que o povo quer ouvir, não a amarga verdade. Um candidato que promete "empregos, saúde e educação para todos" é mil vezes preferível aos olhos da maioria da população a um hipotético candidato que explicasse que o número de empregos pouco tem a ver com ações governamentais (salvo que se tratem de empregos públicos para parentes) ou que dissesse que não existe almoço grátis, quanto menos saúde e educação gratuita de qualidade para todos. O povo quer doce de leite, não leite de magnésia, mesmo que tenha dor de barriga depois. Assim, os realistas são rejeitados, os mentirosos prosperam.
Isso, naturalmente, gera um círculo vicioso. Quanto mais nojenta a política, menos as pessoas honestas e sérias têm interesse em participar. Quantas moças virgens, castas e religiosas se prostituem para moralizar o negócio?
A grande dúvida é: existe uma saída para isso? Ou é um defeito da própria democracia? Já Tocqueville, há duzentos anos, havia observado que os políticos tinham uma moral curiosamente mais flexível do que a do povo. Hoje a coisa está muito pior.
Etiquetas:
mentiras,
Política,
redundância
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O fim da ciência?
Apenas um aparte, em tema a ser aprofundado em outro post, algum dia. Apesar de todo o elogio à ciência, será que ela não está em crise? Quer dizer, vivemos em um tempo em que a ciência muitas vezes é mais hype para conseguir verbas do que outra coisa. Segundo um artigo que não consigo agora encontrar, a ciência ocidental atual está ficando perigosamente parecida à ciência soviética, isto é, estudos feitos por razões políticas, mas sem um critério sempre objetivo, como na distorção do "aquecimento global".
Um comentarista em um blog por aí observou que em geral a coisa funciona da seguinte forma, espelhando um caso real que alguns devem lembrar:
1. Notícia em todos os jornais: "HÁ VIDA EM MARTE!!!"
2. Bem, evidência fóssil de vida em Marte.
3. Bem, evidência de algum tipo de bactéria em uma pedra marciana.
4. Na verdade, pequenas marcas que parecem mesmo ser o fóssil de uma bactéria encontrada em uma pedra marciana.
5. Quer dizer, a pedra na verdade foi encontrada na Terra, mas acreditamos que tenha vindo de Marte originalmente.
6. Puff! Verbas obtidas, silencia-se sobre o tema.
Os leitores lembrarão de dezenas de casos similares, como um busto de Cleópatra (ou era César?) encontado no rio Sena, ou previsões de que os oceanos iriam subir de nível no ano que vem.
Um comentarista em um blog por aí observou que em geral a coisa funciona da seguinte forma, espelhando um caso real que alguns devem lembrar:
1. Notícia em todos os jornais: "HÁ VIDA EM MARTE!!!"
2. Bem, evidência fóssil de vida em Marte.
3. Bem, evidência de algum tipo de bactéria em uma pedra marciana.
4. Na verdade, pequenas marcas que parecem mesmo ser o fóssil de uma bactéria encontrada em uma pedra marciana.
5. Quer dizer, a pedra na verdade foi encontrada na Terra, mas acreditamos que tenha vindo de Marte originalmente.
6. Puff! Verbas obtidas, silencia-se sobre o tema.
Os leitores lembrarão de dezenas de casos similares, como um busto de Cleópatra (ou era César?) encontado no rio Sena, ou previsões de que os oceanos iriam subir de nível no ano que vem.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Grandes heróis comunistas
Em homenagem ao Tiago, nosso estagiário comunista residente, estou pensando em inaugurar uma nova seção para relembrar os grandes heróis do passado. O herói de hoje é Vasili Blokhin, carrasco a mando de Stalin.
Sob as ordens do Grande Líder, Blokhin executou pessoalmente dezenas de milhares de pessoas. Em uma única operação, matou sozinho 7000 prisioneiros, interrogando e executando cerca de 300 por noite durante 28 noites seguidas, um verdadeiro feito militar. Curiosamente, usava uma arma alemã (de uso comum entre os nazistas), já que as pistolas soviéticas, embora produzidas com todo amor pelo proletariado soviético, não eram de muito boa qualidade... Informa-nos a wikipedia que o número de 7 mil mortos em 28 dias permanece um recorde inigualado em massacres executados por um único indivíduo.
Curiosamente, o próprio Blohkin terminou sendo "suicidado" anos depois, quando não era mais útil ao sistema. Ironias da vida.
E não esqueçamos, é claro, que o verdadeiro assassino era Stalin, sob cujas ordens morreram... vinte milhões? ...quarenta milhões? Os números são tão assombrosos e os massacres tantos, que realmente fica difícil saber. Ah, menos mal que tudo era para o bem do "Povo"! Ou alguns não iriam conseguir dormir...
Sob as ordens do Grande Líder, Blokhin executou pessoalmente dezenas de milhares de pessoas. Em uma única operação, matou sozinho 7000 prisioneiros, interrogando e executando cerca de 300 por noite durante 28 noites seguidas, um verdadeiro feito militar. Curiosamente, usava uma arma alemã (de uso comum entre os nazistas), já que as pistolas soviéticas, embora produzidas com todo amor pelo proletariado soviético, não eram de muito boa qualidade... Informa-nos a wikipedia que o número de 7 mil mortos em 28 dias permanece um recorde inigualado em massacres executados por um único indivíduo.
Curiosamente, o próprio Blohkin terminou sendo "suicidado" anos depois, quando não era mais útil ao sistema. Ironias da vida.
E não esqueçamos, é claro, que o verdadeiro assassino era Stalin, sob cujas ordens morreram... vinte milhões? ...quarenta milhões? Os números são tão assombrosos e os massacres tantos, que realmente fica difícil saber. Ah, menos mal que tudo era para o bem do "Povo"! Ou alguns não iriam conseguir dormir...
Etiquetas:
leninistas,
marxistas,
medo,
mentiras
terça-feira, 9 de junho de 2009
Apaziguamento preventivo
Se Bush criou a "guerra preventiva", Obama inaugurou o "apaziguamento preventivo". Ajoelha-se na frente de Coréia do Norte, Irã e muçulmanos radicais antes mesmo que eles façam alguma coisa. Aí eles fazem gato e sapato e Obama, que já ajoelhou, tem que "rezar".
Duas jovens jornalistas americanas de origem asiática, Laura Ling e Euna Lee, foram condenadas na Coréia do Norte a doze anos de trabalhos forçados em um gulag. Não quero nem pensar que tipos de horrores as esperam lá. Seu crime: ter tentado fazer uma reportagem sobre refugiados da Coréia do Norte que tentam fugir para a China. De fato, foram presas na fronteira entre a China e a Coréia do Norte. Os coreanos alegam que elas entraram na fronteira ilegalmente, mas nem isso é certo. O fato é que são agora reféns de Kim Jong Il, que pode usá-las como peça de negociação com os EUA.
(Ah, Lee e Sing são jornalistas da Current TV, canal de televisão ecológica do Al Gore. O que estavam fazendo lá?)
Além de demonstrar mais uma vez que ditadores estão pouco se lixando para a "opinião pública", os "direitos humanos", a "convenção de Genebra", o "diálogo de paz" e todas essas frases-feitas sempre na boca dos bacanas da hora, o fato evidencia uma coisa bastante óbvia: a política de "apaziguamento" nunca funciona, e por uma razão bem simples: estimula o inimigo a avançar. O que tem Kim Jong Il a perder, tomando as duas reféns (é afinal o que as moças são)? Muito pouco.
É claro que, como alega Olavo de Carvalho, o propósito de Obama e seus asseclas é justamente o de enfraquecer os EUA internacionalmente, portanto oferecer flores a ditadores e terroristas é a melhor política.
Mas, como diz um velho provérbio judaico, "quem se disfarça de cordeiro corre o risco de ser devorado pelo lobo".
Duas jovens jornalistas americanas de origem asiática, Laura Ling e Euna Lee, foram condenadas na Coréia do Norte a doze anos de trabalhos forçados em um gulag. Não quero nem pensar que tipos de horrores as esperam lá. Seu crime: ter tentado fazer uma reportagem sobre refugiados da Coréia do Norte que tentam fugir para a China. De fato, foram presas na fronteira entre a China e a Coréia do Norte. Os coreanos alegam que elas entraram na fronteira ilegalmente, mas nem isso é certo. O fato é que são agora reféns de Kim Jong Il, que pode usá-las como peça de negociação com os EUA.
(Ah, Lee e Sing são jornalistas da Current TV, canal de televisão ecológica do Al Gore. O que estavam fazendo lá?)
Além de demonstrar mais uma vez que ditadores estão pouco se lixando para a "opinião pública", os "direitos humanos", a "convenção de Genebra", o "diálogo de paz" e todas essas frases-feitas sempre na boca dos bacanas da hora, o fato evidencia uma coisa bastante óbvia: a política de "apaziguamento" nunca funciona, e por uma razão bem simples: estimula o inimigo a avançar. O que tem Kim Jong Il a perder, tomando as duas reféns (é afinal o que as moças são)? Muito pouco.
É claro que, como alega Olavo de Carvalho, o propósito de Obama e seus asseclas é justamente o de enfraquecer os EUA internacionalmente, portanto oferecer flores a ditadores e terroristas é a melhor política.
Mas, como diz um velho provérbio judaico, "quem se disfarça de cordeiro corre o risco de ser devorado pelo lobo".
Etiquetas:
Coréia do Norte,
ditadura,
horror,
mentiras,
Obama
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Minta pra mim
Tem uma história ou lenda sobre George Washington, primeiro presidente americano, de que quando criança ele teria confessado ter cortado o cerejeiro do pai. "I cannot tell a lie", ele disse. Verdade ou - ahem - mentira, a frase ficou famosa.
Com Obama acontece o contrário. Se ele tivesse uma frase, esta seria: "I cannot not tell a lie". Pois o pobre homem é forçado pelas circunstâncias a mentir constantemente, seja para seus seguidores, seja para seus opositores.
Por exemplo, porque Carrie Prejean, a Miss Califórnia, foi praticamente apedrejada por dizer que "o casamento deve ser entre um homem e uma mulher", enquanto Obama não foi sequer criticado por ter dito exatamente a mesma coisa?
A resposta é simples: os fiéis de Obama não o criticam pois confiam que ele esteja mentindo. Acreditam que ele meramente repita o discurso politicamente aceitável hoje em Washington para parecer um "moderado", mas que suas ações nada tenham a ver com suas palavras. Poderá dizer ser contra o casamento gay, mas tenderá a aceitá-lo e mesmo promovê-lo quando as circunstâncias forem mais favoráveis. É o mesmo joguinho que Lula faz em relação ao aborto, declarando-se católico e anti-aborto e tal. Todos sabem que ele está apenas piscando o olho para seu público.
Ora Obama mente a seus seguidores, ora a seus opositores. Promete fechar Guantánamo, mas o mantém aberto. Promete processar oficiais do governo Bush, mas mantém aberta a opção de usar "técnicas avançadas" de interrogatório caso a coisa aperte. Caminha eternamente em uma corda-bamba.
Mas em que Obama verdadeiramente acredita? Aí, há duas escolas de pensamento: uma, mais ingênua, diz que ele não acredita em nada. É um oportunista que segue o vento e mente conforme o que for melhor a cada instante. Assim, não passaria de um niilista, que pode ser politicamente correto hoje e apontar para a Suprema Corte uma mulher latina cujas qualificações são apenas ser mulher e ser latina, mas se o vento virar contra ele pode se tornar radicalmente intolerante amanhã.
A outra escola acredita que Obama seja um marxista islâmico comunista radical enrustido, um Manchurian candidate do ano 2000, e que tudo o que fala sejam mentiras para parecer mais moderado do que é. De fato, há uma grande desconexão entre o que Obama diz e o que ele realmente faz. Por exemplo, pede aos americanos "responsabilidade fiscal", ao mesmo tempo em que detona o cartão de crédito da nação, gastando trilhões que não tem. Promete "unidade e diálogo" com a oposição ao mesmo tempo em que desanca qualquer Republicano que ousar ser contra suas propostas.
Há ainda uma terceira escola, minoritária mas ganhando adeptos a cada dia, que diz que Obama seria apenas o primeiro presidente pós-moderno, para quem não existe diferença entre a mentira e a verdade, que aliás nem mesmo existe a "mentira" ou "verdade", tudo é uma construção mental subjetiva e relativa.
O que ninguém discute - nem mesmo seus fãs - é que Obama seja um mentiroso. Claro, o que acontece é que alguns preferem ouvir doces mentiras. A política, nesse aspecto, é como o amor.
Com Obama acontece o contrário. Se ele tivesse uma frase, esta seria: "I cannot not tell a lie". Pois o pobre homem é forçado pelas circunstâncias a mentir constantemente, seja para seus seguidores, seja para seus opositores.
Por exemplo, porque Carrie Prejean, a Miss Califórnia, foi praticamente apedrejada por dizer que "o casamento deve ser entre um homem e uma mulher", enquanto Obama não foi sequer criticado por ter dito exatamente a mesma coisa?
A resposta é simples: os fiéis de Obama não o criticam pois confiam que ele esteja mentindo. Acreditam que ele meramente repita o discurso politicamente aceitável hoje em Washington para parecer um "moderado", mas que suas ações nada tenham a ver com suas palavras. Poderá dizer ser contra o casamento gay, mas tenderá a aceitá-lo e mesmo promovê-lo quando as circunstâncias forem mais favoráveis. É o mesmo joguinho que Lula faz em relação ao aborto, declarando-se católico e anti-aborto e tal. Todos sabem que ele está apenas piscando o olho para seu público.
Ora Obama mente a seus seguidores, ora a seus opositores. Promete fechar Guantánamo, mas o mantém aberto. Promete processar oficiais do governo Bush, mas mantém aberta a opção de usar "técnicas avançadas" de interrogatório caso a coisa aperte. Caminha eternamente em uma corda-bamba.
Mas em que Obama verdadeiramente acredita? Aí, há duas escolas de pensamento: uma, mais ingênua, diz que ele não acredita em nada. É um oportunista que segue o vento e mente conforme o que for melhor a cada instante. Assim, não passaria de um niilista, que pode ser politicamente correto hoje e apontar para a Suprema Corte uma mulher latina cujas qualificações são apenas ser mulher e ser latina, mas se o vento virar contra ele pode se tornar radicalmente intolerante amanhã.
A outra escola acredita que Obama seja um marxista islâmico comunista radical enrustido, um Manchurian candidate do ano 2000, e que tudo o que fala sejam mentiras para parecer mais moderado do que é. De fato, há uma grande desconexão entre o que Obama diz e o que ele realmente faz. Por exemplo, pede aos americanos "responsabilidade fiscal", ao mesmo tempo em que detona o cartão de crédito da nação, gastando trilhões que não tem. Promete "unidade e diálogo" com a oposição ao mesmo tempo em que desanca qualquer Republicano que ousar ser contra suas propostas.
Há ainda uma terceira escola, minoritária mas ganhando adeptos a cada dia, que diz que Obama seria apenas o primeiro presidente pós-moderno, para quem não existe diferença entre a mentira e a verdade, que aliás nem mesmo existe a "mentira" ou "verdade", tudo é uma construção mental subjetiva e relativa.
O que ninguém discute - nem mesmo seus fãs - é que Obama seja um mentiroso. Claro, o que acontece é que alguns preferem ouvir doces mentiras. A política, nesse aspecto, é como o amor.
Etiquetas:
manipulação,
mentiras,
Obama
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
É tudo mentira!
Alguns ingenuamente acreditam que a missão do jornalismo seja informar o público. O Pedro Doria anda preocupado porque a imprensa parece estar perdendo credibilidade em todo o mundo. Ora, é natural. Na realidade, o objetivo do jornalismo atual é quase exclusivamente mentir e confundir. Ou seja, justamente ENCOBRIR a verdade.
Não acreditam? Pois vejam as dezenas de notícias sobre "vândalos" ou "jovens arruaceiros" na Europa, onde jamais é mencionada a nacionalidade ou religião dos mesmos, ainda que todos saibam muito bem qual é.
Vejam o caso de Geert Wilders, que vive cercado por seguranças 24 horas por dia para não morrer, sendo acusado de ser um "fomentador do ódio" que está apenas "em busca de publicidade" (como se não houvessem modos muito mais fáceis de obter publicidade que não exigem o risco de decapitação).
Vejam Israel, que segundo os jornais jamais é atacado, mas sempre ataca, como nesta notícia recente da BBC onde a notícia de um míssil atirado contra Israel é dada asssim: "Israel responde a ataque do Líbano".
Vejam o "aquecimento global", anunciado em tons apocalípticos dia após dia, em total contradição com a realidade observável e mesmo com o crescente ceticismo da maioria dos cientistas. (Estou convencido que o tal "climate change" não passa de um esquema milionário para ganhar uma grana preta, já que - não sei se você percebeu - sempre falam nas catástrofes que ocorrerão se mais dinheiro não for investido em grupos como o "Painel Intergovernamental de Mudança Climática", que inclui famosos cientistas de "Bangladesh, Índia, Cuba e Zimbabwe" - gente, parece até scam nigeriano isto aqui!)
Vejam o pacote de Obama, um dos maiores gastos públicos de toda a história dos EUA, sendo anunciado como "o fim da mamata com o dinheiro público".
Não, amigos. O jornalismo não tem pretensão alguma de contar verdades, mas apenas de encobri-las, de propagar ideologia e crucificar todo aquele que ouse mostrar os fatos como eles são. Jornalistas de todo o mundo, envergonhai-vos.
Não acreditam? Pois vejam as dezenas de notícias sobre "vândalos" ou "jovens arruaceiros" na Europa, onde jamais é mencionada a nacionalidade ou religião dos mesmos, ainda que todos saibam muito bem qual é.
Vejam o caso de Geert Wilders, que vive cercado por seguranças 24 horas por dia para não morrer, sendo acusado de ser um "fomentador do ódio" que está apenas "em busca de publicidade" (como se não houvessem modos muito mais fáceis de obter publicidade que não exigem o risco de decapitação).
Vejam Israel, que segundo os jornais jamais é atacado, mas sempre ataca, como nesta notícia recente da BBC onde a notícia de um míssil atirado contra Israel é dada asssim: "Israel responde a ataque do Líbano".
Vejam o "aquecimento global", anunciado em tons apocalípticos dia após dia, em total contradição com a realidade observável e mesmo com o crescente ceticismo da maioria dos cientistas. (Estou convencido que o tal "climate change" não passa de um esquema milionário para ganhar uma grana preta, já que - não sei se você percebeu - sempre falam nas catástrofes que ocorrerão se mais dinheiro não for investido em grupos como o "Painel Intergovernamental de Mudança Climática", que inclui famosos cientistas de "Bangladesh, Índia, Cuba e Zimbabwe" - gente, parece até scam nigeriano isto aqui!)
Vejam o pacote de Obama, um dos maiores gastos públicos de toda a história dos EUA, sendo anunciado como "o fim da mamata com o dinheiro público".
Não, amigos. O jornalismo não tem pretensão alguma de contar verdades, mas apenas de encobri-las, de propagar ideologia e crucificar todo aquele que ouse mostrar os fatos como eles são. Jornalistas de todo o mundo, envergonhai-vos.
Etiquetas:
História,
jornalismo,
manipulação,
mentiras
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A mídia contra Israel
Um bom artigo sobre a atual guerra mundial contra Israel (leiam que vocês vão entender). Idelber, naturalmente, odiou. (Mas enfim, esqueçamos nosso amigo acadêmico, não mais o citarei por aqui já que não está interessado no diálogo.)
O artigo em questão, de qualquer modo, esclarece algumas coisas importantes, notadamente:
a) A palavra "Palestinos" sempre designou tanto árabes quanto judeus, já que não tinha conotação nacional. A Palestina era (é) uma região geográfica, não uma nação, nunca foi. Antes da independência, o jornal "Jerusalem Post" chamava-se "Palestine Post".
b) A maioria dos que são hoje chamados de "refugiados palestinos" são pessoas que vieram de fora, de outros países árabes vizinhos, em busca de emprego na região. Como já mostrei aqui mesmo no blog, Mark Twain visitou a região em 1860 e declarou-a desolada e quase desabitada. Entre seus habitantes encontravam-se árabes, turcos, judeus, cristãos ortodoxos gregos, etc. "Palestino" só virou sinônimo de árabe após 1967, por ordens da KGB.
c) A campanha midiática contra Israel não tem nada de casual. É um plano que tem o objetivo de desmantelar o país mesmo. Aqui o artigo é polêmico, mas acho que tem razão. Por que nunca vemos na televisão imagens de Ruanda, do Sudão, do Zimbabwe, da Somália, da Chechênia, da Geórgia, de todos os países onde ocorrem massacres milhares de vezes maiores do que os supostamente cometidos por Israel? Por que jamais vemos imagens de Sderot ou outras cidades israelenses quando são atacadas, mas apenas Israel reage vira notícia 24 horas por dia? O articulista argumenta que a idéia é justamente deslegitimizar Israel, mais ou menos como o nazismo tentou deslegitimizar o povo judeu como "raça inferior". O atual "anti-sionismo" é assim, literalmente, o "anti-semitismo" dos nazistas, com a única diferença é que antes a "raça judaica" é que não tinha o direito de existir. Agora é o Estado judeu que não tem esse direito. Como o conceito de "racismo" hoje pega mal, mudou-se a ênfase para o "nacionalismo": mudou o recipiente, mas não o conteúdo.
d) A grande mídia banaliza ou destrói propositalmente o significado de palavras como "genocídio", "campo de concentração", "nazismo" ou "apartheid", aplicando-as ao caso de Israel e palestinos, onde a situação é ridiculamente diversa. Idiotas comparam Israel ao "nazismo". Ora, os nazistas em 3 anos mataram 6 milhões de judeus; os judeus, em 60 anos, mataram talvez alguns milhares de árabes, sendo que os árabes também mataram um número grande de judeus (sem falar que os próprios árabes mataram mais árabes do que os judeus jamais mataram ou matarão). O número de nazistas mortos por judeus na II Guerra é, naturalmente, quase inexistente.
e) O último parágrafo já se adentra no terreno das suposições, e parece conspiratório demais, mesmo para o meu gosto. Embora acredite mesmo que possa existir uma conspiração da ala globalista aliada ao islamismo, e que realmente esteja em curso uma campanha para a eliminação de Israel, algumas de suas conclusões parecem-me algo irreais. Vai depender do que fizer Obama. Logo vai ficar claro de que lado ele está.
O artigo em questão, de qualquer modo, esclarece algumas coisas importantes, notadamente:
a) A palavra "Palestinos" sempre designou tanto árabes quanto judeus, já que não tinha conotação nacional. A Palestina era (é) uma região geográfica, não uma nação, nunca foi. Antes da independência, o jornal "Jerusalem Post" chamava-se "Palestine Post".
b) A maioria dos que são hoje chamados de "refugiados palestinos" são pessoas que vieram de fora, de outros países árabes vizinhos, em busca de emprego na região. Como já mostrei aqui mesmo no blog, Mark Twain visitou a região em 1860 e declarou-a desolada e quase desabitada. Entre seus habitantes encontravam-se árabes, turcos, judeus, cristãos ortodoxos gregos, etc. "Palestino" só virou sinônimo de árabe após 1967, por ordens da KGB.
c) A campanha midiática contra Israel não tem nada de casual. É um plano que tem o objetivo de desmantelar o país mesmo. Aqui o artigo é polêmico, mas acho que tem razão. Por que nunca vemos na televisão imagens de Ruanda, do Sudão, do Zimbabwe, da Somália, da Chechênia, da Geórgia, de todos os países onde ocorrem massacres milhares de vezes maiores do que os supostamente cometidos por Israel? Por que jamais vemos imagens de Sderot ou outras cidades israelenses quando são atacadas, mas apenas Israel reage vira notícia 24 horas por dia? O articulista argumenta que a idéia é justamente deslegitimizar Israel, mais ou menos como o nazismo tentou deslegitimizar o povo judeu como "raça inferior". O atual "anti-sionismo" é assim, literalmente, o "anti-semitismo" dos nazistas, com a única diferença é que antes a "raça judaica" é que não tinha o direito de existir. Agora é o Estado judeu que não tem esse direito. Como o conceito de "racismo" hoje pega mal, mudou-se a ênfase para o "nacionalismo": mudou o recipiente, mas não o conteúdo.
d) A grande mídia banaliza ou destrói propositalmente o significado de palavras como "genocídio", "campo de concentração", "nazismo" ou "apartheid", aplicando-as ao caso de Israel e palestinos, onde a situação é ridiculamente diversa. Idiotas comparam Israel ao "nazismo". Ora, os nazistas em 3 anos mataram 6 milhões de judeus; os judeus, em 60 anos, mataram talvez alguns milhares de árabes, sendo que os árabes também mataram um número grande de judeus (sem falar que os próprios árabes mataram mais árabes do que os judeus jamais mataram ou matarão). O número de nazistas mortos por judeus na II Guerra é, naturalmente, quase inexistente.
e) O último parágrafo já se adentra no terreno das suposições, e parece conspiratório demais, mesmo para o meu gosto. Embora acredite mesmo que possa existir uma conspiração da ala globalista aliada ao islamismo, e que realmente esteja em curso uma campanha para a eliminação de Israel, algumas de suas conclusões parecem-me algo irreais. Vai depender do que fizer Obama. Logo vai ficar claro de que lado ele está.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Machado de Assis não era comunista, e Capitu traiu Bentinho sim
Desculpem se saio um pouco dos temas habituais do blog, mas preciso dizer uma coisa.
Não suporto o Roberto Schwarz nem toda essa leitura sociológica de Machado de Assis, que o vê como um crítico do capitalismo e das "elites" e não sei mais o quê. (Aqui uma delas).
Ora, Machado de Assis não era comunista nem socialista nem anarquista. Machado de Assis não criticava o capitalismo, ou as elites, nem a sociedade brasileira da época: Machado criticava tudo e todos. Os vícios que via na classe alta eram os mesmos que via nas classes baixas. Era um pessimista moral, não social; não acreditava que uma "ordem social diversa" ou a "justiça social" fosse resolver os problemas. Aliás seu "humanitismo" (ver Quincas Borba) é uma cruel sátira do próprio conceito de utopia e de "justiça social".
Por exemplo, vejamos o conto Pai contra Mãe. Certamente pode-se dizer que há ali uma crítica do sistema escravocrata. Mas, passada a escravatura, a pena de Machado continua observando a exploração do homem pelo homem, como se nao houvesse existido mudança qualquer. Passa-se do Império à República e tampouco muda nada. Ou seja, seu problema não é com a sociedade escravocata, nem imperial, nem capitalista. É com a humanidade mesmo.
E outra coisa: Capitu traiu Bentinho sim. A explicação que me convenceu foi a seguinte: durante a vida de Machado, e mesmo muitas décadas depois, nenhum crítico ou colega escritor afirmava que Capitu não tivesse traído Bentinho. A visão canônica, ou melhor, óbvia, era que Capitu havia traído, sim. Afinal era o que o narrador dizia. Bentinho era um corno assumido. Essa visão de que o narrador tinha um "ponto de vista" enganador apareceu só muitos anos depois, parece que foi uma professora feminista que inventou essa idéia. Desde então nunca nos livramos dessa discussão. Pois bem, eu encerro ela aqui: a safada traiu, sim. Tinha olhos enganadores, lembram?
P.S. Não estou assistindo a série Capitu, mas até que achei bacana este projeto. Vocês podem participar também. Eu gravei um dos trechos, mas não vou dizer qual.
P.S. 2. O Pax tem razão, virei direitão reacionário depois que minha Capitu trocou-me por um comunista ecologista pró-palestino. Desde então odeio essa corja, grrr.

Não suporto o Roberto Schwarz nem toda essa leitura sociológica de Machado de Assis, que o vê como um crítico do capitalismo e das "elites" e não sei mais o quê. (Aqui uma delas).
Ora, Machado de Assis não era comunista nem socialista nem anarquista. Machado de Assis não criticava o capitalismo, ou as elites, nem a sociedade brasileira da época: Machado criticava tudo e todos. Os vícios que via na classe alta eram os mesmos que via nas classes baixas. Era um pessimista moral, não social; não acreditava que uma "ordem social diversa" ou a "justiça social" fosse resolver os problemas. Aliás seu "humanitismo" (ver Quincas Borba) é uma cruel sátira do próprio conceito de utopia e de "justiça social".
Por exemplo, vejamos o conto Pai contra Mãe. Certamente pode-se dizer que há ali uma crítica do sistema escravocrata. Mas, passada a escravatura, a pena de Machado continua observando a exploração do homem pelo homem, como se nao houvesse existido mudança qualquer. Passa-se do Império à República e tampouco muda nada. Ou seja, seu problema não é com a sociedade escravocata, nem imperial, nem capitalista. É com a humanidade mesmo.
E outra coisa: Capitu traiu Bentinho sim. A explicação que me convenceu foi a seguinte: durante a vida de Machado, e mesmo muitas décadas depois, nenhum crítico ou colega escritor afirmava que Capitu não tivesse traído Bentinho. A visão canônica, ou melhor, óbvia, era que Capitu havia traído, sim. Afinal era o que o narrador dizia. Bentinho era um corno assumido. Essa visão de que o narrador tinha um "ponto de vista" enganador apareceu só muitos anos depois, parece que foi uma professora feminista que inventou essa idéia. Desde então nunca nos livramos dessa discussão. Pois bem, eu encerro ela aqui: a safada traiu, sim. Tinha olhos enganadores, lembram?
P.S. Não estou assistindo a série Capitu, mas até que achei bacana este projeto. Vocês podem participar também. Eu gravei um dos trechos, mas não vou dizer qual.
P.S. 2. O Pax tem razão, virei direitão reacionário depois que minha Capitu trocou-me por um comunista ecologista pró-palestino. Desde então odeio essa corja, grrr.

Etiquetas:
intelectuais,
literatura,
livros,
mentiras
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Melhor é ser desinformado
O leitor Gerson B. deu a dica de um artigo postado pelo Noblat que afirma que o telespectador americano é "desinformado" em relação ao terrorismo porque (segundo o autor) a mídia americana não explica as "causas sociais e econômicas do terrorismo".
Quando a mídia é só doutrinação, quando passa ideologias no lugar de fatos, melhor ser mesmo desinformado. Melhor ser como o Joe Redneck.
O Joe Redneck não assiste à CNN nem lê blogs esquerdiotas, e portanto não sabe que o terrorismo na Índia foi causado pelo Bush.
O Joe Redneck não freqüenta o site da BBC, e portanto não sabe que segundo um "especialista internacional" os terroristas não eram jihadistas nem treinaram por meses no Paquistão (como um dos próprios terroristas afirmou), mas apenas eram jovens de religião não-definida que queriam "ficar famosos".
O Joe Redneck só usa o New York Times pra forrar a jaula do seu canário, e portanto não sabe que o aquecimento global é um problema muito mais grave do que inimigos islâmicos com armas nucleares.
O Joe Redneck não acessa o blog do Pedro Doria nem o do Idelber, e portanto não sabe que o terrorismo de Mumbai que matou judeus, hindus e estrangeiros faz parte de um "conflito interno" exclusivo da Índia. (O Joe Redneck não entende nada de geografia, confunde Kashmir com Kabul, e nem sabe que os terroristas de Mumbai odeiam os judeus devido à "ocupação sionista" do Kashmir.)
O Joe Redneck não saberia diferenciar Alá de Baal ou de Hubal, não entende de Corão nem de hadith, mas é tão ignorante que quando vê muçulmanos matando não-muçulmanos, acredita que tenha algo que ver com sua religião.
O Joe Redneck não sabe nada. Ele só sabe de uma coisa: se aparecer um maluco desses gritando "Aláquebar" no seu quintal, ele não vai ficar meditando sobre as "causas sociais e econômicas" do terrorismo - vai é mandar chumbo grosso.
Quando a mídia é só doutrinação, quando passa ideologias no lugar de fatos, melhor ser mesmo desinformado. Melhor ser como o Joe Redneck.
O Joe Redneck não assiste à CNN nem lê blogs esquerdiotas, e portanto não sabe que o terrorismo na Índia foi causado pelo Bush.
O Joe Redneck não freqüenta o site da BBC, e portanto não sabe que segundo um "especialista internacional" os terroristas não eram jihadistas nem treinaram por meses no Paquistão (como um dos próprios terroristas afirmou), mas apenas eram jovens de religião não-definida que queriam "ficar famosos".
O Joe Redneck só usa o New York Times pra forrar a jaula do seu canário, e portanto não sabe que o aquecimento global é um problema muito mais grave do que inimigos islâmicos com armas nucleares.
O Joe Redneck não acessa o blog do Pedro Doria nem o do Idelber, e portanto não sabe que o terrorismo de Mumbai que matou judeus, hindus e estrangeiros faz parte de um "conflito interno" exclusivo da Índia. (O Joe Redneck não entende nada de geografia, confunde Kashmir com Kabul, e nem sabe que os terroristas de Mumbai odeiam os judeus devido à "ocupação sionista" do Kashmir.)
O Joe Redneck não saberia diferenciar Alá de Baal ou de Hubal, não entende de Corão nem de hadith, mas é tão ignorante que quando vê muçulmanos matando não-muçulmanos, acredita que tenha algo que ver com sua religião.
O Joe Redneck não sabe nada. Ele só sabe de uma coisa: se aparecer um maluco desses gritando "Aláquebar" no seu quintal, ele não vai ficar meditando sobre as "causas sociais e econômicas" do terrorismo - vai é mandar chumbo grosso.
Etiquetas:
especialistas de porra nenhuma,
mentiras,
mídia
domingo, 23 de novembro de 2008
Poema do domingo
Eu, que vivia fodendo,
Eu, que fodendo vivia,
Agora vivo fodido
Sem a tua companhia.
Manuel Bandeira * (1886-1968)
* ao menos de acordo com este site aqui.
Mais provável que seja apócrifo.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Esse pode esperar sentado deitado
Quando Obama esteve em Israel (país que se depender de alguns assessores de Obama deve ser destruído imediatamente) ele visitou em Sderot uma casa que tinha sido atingida por um míssil Qassam dos palestinos. O habitante da casa, Pinhas Amar, fez uma prece para que o senador chegasse à presidência. Obama respondeu então que, se realmente fosse eleito, acabaria com os foguetes, e Pinhas seria um dos primeiros convidados à Casa Branca após a posse.
Ah, políticos...
O incrível não são as promessas que fazem para se eleger. O incrível é que as pessoas continuam acreditando neles. Hope and change, baby. Hope and change.
Ah, políticos...
O incrível não são as promessas que fazem para se eleger. O incrível é que as pessoas continuam acreditando neles. Hope and change, baby. Hope and change.
Etiquetas:
ingenuidade,
mentiras,
messianismo
Motivos para otimismo
A eleição de Obama e o delírio de seus apologistas me lembra o Dr. Pangloss do "Cândido" de Voltaire. É, aquele mesmo, o filósofo do otimismo que achava que o nariz tinha sido criado para segurar os óculos. Leitura imprescindível nestes tempos malucos. Outra boa leitura é a recomendada pelo blog Resistência - Charles Mackay, "Extraordinary popular delusions and the madness of the crowds".
* * *
Por falar em otimismo: não sei se Obama é de fato um esquerdista convicto ou apenas um cínico de discurso variável conforme o vento como Bill Clinton ou Lula.
Sei o seguinte: no mesmo dia em que foi anunciada sua vitória, a Rússia avisou que vai colocar mísseis nas proximidades da Polônia, e os palestinos atiraram algumas dezenas de foguetes em Israel.
A esquerda e a beautiful people internacional adoram Obama. Mas há um problema: o Obama é o presidente da odiada América, segundo eles razão de todos os problemas do mundo.
Continuará Obama querendo cortar a poluição em nome do "aquecimento global", mesmo sabendo que isso vai ferrar com a economia do país (e portanto com seu governo)?
Continuará querendo fazer burrada no Oriente Médio, mesmo sabendo que isso aumentará o preço do petróleo (e portanto prejudicará seu governo)?
Continuará querendo impor medidas drásticas e impopulares (e portanto prejudicando seu governo)?
Acredito que, em certas questões, o Mr. Obama vai mudar de discurso rapidinho.
Não por ideologia, mas pelo simples fato de que, como eu digo e sempre repito: o grande interesse da esquerda não são os pobres nem os oprimidos - é o poder. E pelo poder faz-se qualquer negócio.
* * *
Por outro lado, há uma forte razão para o pessimismo: a incrível burrice de alguns fãs obamistas. Por exemplo, este aqui disse a seguinte pérola (da linha "com Obama os EUA voltarão a ser amados"):
* * *
Por falar em otimismo: não sei se Obama é de fato um esquerdista convicto ou apenas um cínico de discurso variável conforme o vento como Bill Clinton ou Lula.
Sei o seguinte: no mesmo dia em que foi anunciada sua vitória, a Rússia avisou que vai colocar mísseis nas proximidades da Polônia, e os palestinos atiraram algumas dezenas de foguetes em Israel.
A esquerda e a beautiful people internacional adoram Obama. Mas há um problema: o Obama é o presidente da odiada América, segundo eles razão de todos os problemas do mundo.
Continuará Obama querendo cortar a poluição em nome do "aquecimento global", mesmo sabendo que isso vai ferrar com a economia do país (e portanto com seu governo)?
Continuará querendo fazer burrada no Oriente Médio, mesmo sabendo que isso aumentará o preço do petróleo (e portanto prejudicará seu governo)?
Continuará querendo impor medidas drásticas e impopulares (e portanto prejudicando seu governo)?
Acredito que, em certas questões, o Mr. Obama vai mudar de discurso rapidinho.
Não por ideologia, mas pelo simples fato de que, como eu digo e sempre repito: o grande interesse da esquerda não são os pobres nem os oprimidos - é o poder. E pelo poder faz-se qualquer negócio.
* * *
Por outro lado, há uma forte razão para o pessimismo: a incrível burrice de alguns fãs obamistas. Por exemplo, este aqui disse a seguinte pérola (da linha "com Obama os EUA voltarão a ser amados"):
"Com um presidente chamado Hussein, os terroristas da Al-Qaeda terão muito mais dificuldade em encontrar candidatos ao terrorismo".Lembro ao ignorante otimista que a Al-Qaeda (e/ou seus inúmeros clones) só nos últimos cinco anos matou milhares de muçulmanos, e portanto pelo menos algumas centenas de Husseins... Doh!
Assinar:
Postagens (Atom)






