quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A mídia contra Israel

Um bom artigo sobre a atual guerra mundial contra Israel (leiam que vocês vão entender). Idelber, naturalmente, odiou. (Mas enfim, esqueçamos nosso amigo acadêmico, não mais o citarei por aqui já que não está interessado no diálogo.)

O artigo em questão, de qualquer modo, esclarece algumas coisas importantes, notadamente:

a) A palavra "Palestinos" sempre designou tanto árabes quanto judeus, já que não tinha conotação nacional. A Palestina era (é) uma região geográfica, não uma nação, nunca foi. Antes da independência, o jornal "Jerusalem Post" chamava-se "Palestine Post".

b) A maioria dos que são hoje chamados de "refugiados palestinos" são pessoas que vieram de fora, de outros países árabes vizinhos, em busca de emprego na região. Como já mostrei aqui mesmo no blog, Mark Twain visitou a região em 1860 e declarou-a desolada e quase desabitada. Entre seus habitantes encontravam-se árabes, turcos, judeus, cristãos ortodoxos gregos, etc. "Palestino" só virou sinônimo de árabe após 1967, por ordens da KGB.

c) A campanha midiática contra Israel não tem nada de casual. É um plano que tem o objetivo de desmantelar o país mesmo. Aqui o artigo é polêmico, mas acho que tem razão. Por que nunca vemos na televisão imagens de Ruanda, do Sudão, do Zimbabwe, da Somália, da Chechênia, da Geórgia, de todos os países onde ocorrem massacres milhares de vezes maiores do que os supostamente cometidos por Israel? Por que jamais vemos imagens de Sderot ou outras cidades israelenses quando são atacadas, mas apenas Israel reage vira notícia 24 horas por dia? O articulista argumenta que a idéia é justamente deslegitimizar Israel, mais ou menos como o nazismo tentou deslegitimizar o povo judeu como "raça inferior". O atual "anti-sionismo" é assim, literalmente, o "anti-semitismo" dos nazistas, com a única diferença é que antes a "raça judaica" é que não tinha o direito de existir. Agora é o Estado judeu que não tem esse direito. Como o conceito de "racismo" hoje pega mal, mudou-se a ênfase para o "nacionalismo": mudou o recipiente, mas não o conteúdo.

d) A grande mídia banaliza ou destrói propositalmente o significado de palavras como "genocídio", "campo de concentração", "nazismo" ou "apartheid", aplicando-as ao caso de Israel e palestinos, onde a situação é ridiculamente diversa. Idiotas comparam Israel ao "nazismo". Ora, os nazistas em 3 anos mataram 6 milhões de judeus; os judeus, em 60 anos, mataram talvez alguns milhares de árabes, sendo que os árabes também mataram um número grande de judeus (sem falar que os próprios árabes mataram mais árabes do que os judeus jamais mataram ou matarão). O número de nazistas mortos por judeus na II Guerra é, naturalmente, quase inexistente.

e) O último parágrafo já se adentra no terreno das suposições, e parece conspiratório demais, mesmo para o meu gosto. Embora acredite mesmo que possa existir uma conspiração da ala globalista aliada ao islamismo, e que realmente esteja em curso uma campanha para a eliminação de Israel, algumas de suas conclusões parecem-me algo irreais. Vai depender do que fizer Obama. Logo vai ficar claro de que lado ele está.

8 comentários:

Chesterton disse...

é séria a situação, sem dúvidas. Armando direitinho contra Israel. Esse blo é muito importante para mostrar a verdade, já que ninguém mais quer vê-la.

Fabio Marton disse...

Bem, eu não gosto de conspirações também mas, com o petróleo logo ali, dinheiro para anti-semitismo é o que não falta, não? Podiam investigar.

Mr X disse...

Bom, é verdade que os sauditas compraram um bom quinhão de ações da mídia americana, inclusive parte da Fox News, fala-se disso há algum tempo por aqui.

Um caso curioso é o da BBC, que embora sendo mantida pelo imposto do cidadão britânico, é totalmente pró-arabe. Mas aí é mais o esquerdismo que explica. Acho que devemos chamar de esquerdo-islamismo agora, pois estão quase virando uma coisa só. Só dá esquerdista protestando de keffiyah agora.

Anônimo disse...

Mr.X, os caminhos pelos quais o mundo vai oprimir Israel eu não conheço. Porém esse movimento está em curso, e isso é inegável. Uma ação concertada a nivel mundial parece dificil de imaginar, mas...não vamos ser ingénuos. Apenas 30 pessoas do topo da pirâmede têm uma incrivel influência e não é tanta gente assim. Convém sempre lembrar como o Maílson Nóbrega soube que éra ministro! Agora descomplicando tudo basta entender que o príncipe da Terra, o diabo, tem poder para conduzir seres humanos suficientes, a fim de que toda a escritura seja cumprida. A regra é, que quanto mais rico é o homem, mais longe de Deus fica(as exceções confirmam a regra), não é à toa que a Bíblia diz que o AMOR ao dinheiro é o príncipio de todos os males. Escolha agora os 1000 homens mais influentes/ricos/poderosos do planeta e imagine quantos deles não estão nas mãos do diabo.

anna O. disse...

Mr. X,

Antes de tudo, parabéns pelo blog. Não concordo com muitas de suas posições, mas acho importante posicionar-se e isso é patente em seus escritos.
Quanto a Israel, acho indefensável suas ações. Com isso, não estou defendendo o terrorismo nem o justificando. Mas há maneiras e maneiras de lidar com o problema, e Israel escolhe a pior, sistematicamente. E erra gravemente ao dar motivos para que o terrorismo se perpetue. Quando seres humanos são tratados como sub-humanos, tendem a reagir com violência.
Quero deixar claro que não sou anti-semita, muito pelo contrário. Fui casada com um judeu, tenho eorme admiração pela cultura judaica e estudo os efeitos do Holocausto na cultura do pós-guerra há algum tempo. Meu poeta preferido é Paul Celan, que é considerado tanto um dos poetas mais importantes do pós-guerra como um exemplo da chamada "literatura de testemunho".

Mas temo que a violência de Israel contribua para a proliferação do anti-semitismo e para a escalada de violência terrorista.

Recomendo a leitura de três excelentes textos sobre Israel e Gaza, escritos por Michel Neumann, Jennifer Loewenstein e Norman Finkesltein:
http://www.counterpunch.org/neumann01132009.html

http://www.counterpunch.org/finkelstein01132009.html

http://www.counterpunch.org/loewenstein08172005.html

Também é interessante observar o movimento organizado por judeus contra as ações tomadas por Israel. O site Neturei Karta é escrito por judeus ortodoxos e tem textos interessantes sobre a questão: http://www.nkusa.org/
(eles são radicalmente contra a formação de Israel por motivos religiosos - não compartilho em absoluto a posição deles quanto a isso. A existência de Israel é um fato que independe de discussões. No entanto, as denúncias da violência de Israel em relação aos palestinos, feita por judeus, é um fato a ser levado em conta).

Finalmente, há também os jovens israelenses que se recusam a servir no exército, fundamentalmente por serem contra a política israelense em relação à Gaza, e vão presos por isso. São chamados "Schministim". O site é http://december18th.org/

Saudações respeitosas,

Mr X disse...

Olá Anna O.,

Obrigado pelos links, depois leio com calma. Mas não acredito em nada disso de "ciclo de violência" ou que o terrorismo seja uma "reação ao modo como são tratados". Tendemos a ver as coisas com os olhos da nossa própria cultura ou experiência, mas a situação lá no Oriente Médio é bem mais complicada do que isso. Não acho que a paz seja possível, lamentavelmente, ou ao menos não sem mais guerra ainda do que as que vimos até agora.

Sidinei disse...

Estão querendo tomar Jerusalém de Israel a qualquer preço!
Mas a ligação entre o povo judeu e a terra de Israel não pode ser negada. A ligação entre o povo judeu e Jerusalém não pode ser negada. O povo judeu esteve construindo Jerusalém 3.000 anos atrás e o povo judeu constrói Jerusalém hoje.

crash over disse...

D'us está do nosso lado isso que importa que venha o mundo...