terça-feira, 16 de setembro de 2014

Estamos todos loucos

Theodore Dalrymple disse uma vez que grande parte do objetivo da propaganda durante o comunismo soviético, bem como hoje em dia durante o politicamente correto, não era de convencer, mas apenas de humilhar: forças as pessoas a repetir mentiras absurdas, como que a coletivização funcionou, preto é branco, acima é abaixo, e dois mais dois é igual a cinco (como no romante 1984 de Orwell).

É isso mesmo, mas o objetivo é ainda maior.

No outro dia, em algum lugar no sul do Brasil, alguém teve a idéia de celebrar um casamento gay num CTG (centro de tradições gaúchas). Anunciaram o evento aos quatro ventos na mídia. Pouco depois, na calada da noite, o CTG foi incendiado por alguns descontentes.

A mídia ficou chocada. Saíram vários debates no jornal sobre a intolerância do gaúcho tradicional. Ora, mas o objetivo do evento era esse mesmo: provocar a violência. Causar conflito, acusar o tradicionalista de homofóbico. O que era o ato se não uma provocação? Os gays são apenas massa de manobra numa luta muito mais ambiciosa e mais antiga.

O objetivo do casamento gay não é nem nunca foi o de permitir que os casais gays pudessem ter uma relação socialmente aceita ou direitos legais. Isso talvez poderia ser resolvido com outras leis e outras medidas. O objetivo do casamento gay, bem como das estrambóticas "paradas do orgulho" (para quê existem essas paradas? São financiadas com dinheiro púbico, digo, público? Se o objetivo delas é afirmar que "gays são como todo mundo", porque passam justamente a imagem contrária, de que gays só pensam em sexo e em estar pelados o tempo todo?) é justamente o de dividir a sociedade e de, em última análise, causar violência, ódio e discriminação. Ou seja, justamente o contrário do que dizem querer.

Vejam aqui: depois de uma menina ser humilhada em público e ter a casa apedrejada e queimada por dizer uma palavra em um jogo de futebol, agora o Coríntians quer proibir seus torcedores de pronunciarem a palavra "bicha". Tal insulto seria "homofóbico". Ora, ninguém chama um jogador de "bicha", ou um juiz de "filho da puta", por saber algo sobre a sua orientação sexual. São insultos genéricos. Como "puta" é sexista, "bicha" é homofóbico, "macaco" é racista, e "retardado" é preconceituoso com os sofredores de Down, o que ficará? Talvez os torcedores possam chamar o odiado rival de "bobo", "chato" e "feio".

(Não que eu seja a favor de palavrões e violência nos estádios; acho tudo isso vulgar. Porém, uma coisa que também me confundiu foi o seguinte: durante a Copa do Mundo no Brasil, quando outro tipo de público encheu os estádios, vi mais de um articulista reclamando que as torcidas eram "brancas demais", "educadas demais", que eram "frias" e que não gritavam palavrão a não ser contra a Dilma.) 

Outra loucura. Agora a moda é afirmar que alguém pode "trocar de sexo". Curiosamente, por motivos que talvez a psicologia possa explicar, a maioria dessas pessoas que "trocam de sexo" são homens de meia-idade que "viram mulher". Porém, não passam a gostar de homem, ou de passar roupa e comprar sapato. Muitos nem mesmo cortam o pênis, apenas colocam seios postiços mas, estranhamente, continuam casados com mulheres. É o caso, por exemplo, de "Martine" Rothblatt, o travesti biônico bilionário de quem falei outro dia, que é casado com uma negra loira, e de "Lana" Wachowski, co-diretor da série Matrix, que é casado com uma dominatrix sadomasoquista do mundo pornô.

O objetivo é o de confundir. O objetivo é obrigar você a chamar esses malucos de "mulheres", enquanto eles riem depositando mais um bilhão no banco.

Porém, quem é mais louco? Aquele que coloca um chapéu na cabeça e diz ser Napoleão, ou aquele que acredita?

O fato é que grande parte da população está mesmo insana.

Conheço jovens nos EUA que aderiram a um movimento radical vegano-animalista. Eles vão aos restaurantes da cidade com cartazes e gritos denunciando o "especiecismo". Afirmam que os animais "são indivíduos como nós" e que "carne não é comida, é violência".

Olhem, eu gosto de animais, sou a favor que sejam bem tratados, mas isto é ridículo. Até porque um leão, um tigre ou um crocodilo faminto não vai ter remorso nenhum em comer um humano sem pensar em seus "direitos". Comer e ser comido é a lei da Natureza (e às vezes eu penso e acho isso triste: por que tem que ser assim, a vida sempre se alimentando da vida? Um ser vivo tem sempre que tirar a vida de outro para obter energia? Que Deus cruel inventou esse sistema? Não podíamos tirar energia, sei lá, do gás carbônico ou de pedras e outros objetos inanimados?)

Curiosamente, muitos dos praticantes dessa nova luta são mulheres jovens e solteiras. O leitor também terá notado isso: o veganismo e a luta pelos direitos dos animais atrai principalmente mulheres solteiras ou mal-comidas sem filhos. Talvez seja uma transferência do instinto maternal. Ou talvez seja apenas que mulheres em média são mais emocionais e mais facilmente manipuláveis.Ou talvez os homens gostem mais de carne, só isso.

Feminismo, gayzismo, especiecismo, coloque aqui seu ismo, nada disso precisa ser levado a sério por si mesmo: são, em sua maioria, meras distrações, truques de magia, ou então tem o objetivo de semear o caos social.

Digo até mais: nada impede que o que é "bacana" hoje vire ilegal amanhã; que a elite global passe a discriminar os negros e os gays quando isso for do seu interesse. A esquerda, um dia, já defendeu os "direitos do trabalhador", você acredita? Pois hoje a maioria de seus líderes partidários e apoiadores são milionários, bilionários ou até trilionários, e estão lutando pela expoliação da classe trabalhadora através de impostos, imigração massiva e baixos salários.

É por isso que eu não levo mais nada a sério. É tudo um grande teatro, e eu tenho mais o que fazer.  

Dizem que sou louco, por pensar assim.

Mais louco é quem acredita. 

Mais louco é quem me diz, que não é feliz, feliz.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os gays e o fim da amizade masculina

Um artigo muito bem escrito (mas bem longo, e em inglês) adverte para um problema no qual eu jamais tinha pensado, mas que faz sentido: a propagação da cultura gay tem tido um efeito negativo sobre a amizade masculina.

O argumento é o seguinte: a aceitação pública dos gays mudou o sentido de certos comportamentos, antes comuns. Ao ver dois homens abraçados na rua, já pensamos: "é viado", embora poderiam ser apenas irmãos, ou amigos próximos. 

Pense na sua infância ou adolescência: talvez você tivesse algum amigo bem próximo com o qual passava grande parte do tempo, e aí, algum outro coleguinha invejoso, ou até alguma menina, insinuou: "esses aí são gays". E vocês, temerosos, afastaram-se um do outro, embora não houvesse absolutamente nada de remotamente sexual na relação.

Pense também nos filmes, na literatura. Quantas vezes agora dois personagens amigos homens (i.e. Frodo e Bilbo, Asterix e Obelix, Sherlock Holmes e Watson) já são interpretados como "gays" pelo simples fato de serem amigos próximos. Ver "gays" em tudo virou a nova norma; e a amizade masculina, com isso, sofreu um baque.  (Isso foi parodiado também naquele episódio de Seinfeld em que George e Seinfeld eram vistos como gays, "not that there's anything wrong with that")

O autor adverte também para um outro perigo: imagine, por exemplo, que o incesto e a pedofilia fossem liberados. Isso também mudaria a linguagem das relações humanas. Ao ver um pai abraçando a filha, já pensaríamos que pode ter algo mais aí do que o mero afeto filial. Ora, argumenta o autor, é justamente a proibição do incesto o que permite a proximidade familiar, assim como (antes) a proibição ou ao menos censura do comportamento gay é que permitia a amizade maior entre dois homens, sem que ninguém pensasse que um deles dava o cu. 

De fato isso já aconteceu um pouco: nos EUA, por exemplo, um homem que se aproxima mais de dois metros de crianças ou jovens desconhecidos já é visto como um tarado em potencial e chama-se a polícia, muito embora possa ser apenas um simpático vizinho. Mais de um fotógrafo já foi preso por ter tirado fotos de crianças em público, confundido com pedófilo. No Brasil, um pai e um filho podem ser agredidos ao ser confundidos com casal gay. Perdeu-se a sensação de inocência que antes havia; tudo agora é ou pode ser sexual. E portanto a amizade inocente de outros tempos também acabou. 

 Batman e Robin são gays, é claro.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As novas escravas brancas do Islã

As feministas vivem reclamando da "cultura do estupro". Dizem que os homens são todos porcos exploradores que adoram abusar de mulheres.

Curiosamente, estão TODAS bastante silenciosas em relação a este caso de meninas de 12, 13, e 14 anos exploradas sexualmente por gangues paquistanesas na Inglaterra. Não encontrei nenhuma feminista brasileira sequer mencionando o tema. O site feminazi americano Jezebel tampouco noticiou.

Na verdade é um caso até antigo, mas só hoje a mídia, e até o New York Times, acordou. Centenas ou até milhares de meninas brancas foram estupradas e forçadas a ser prostitutas, muitas vezes para sexo grupal. E o establishment inglês ignorou por anos, para não ser acusado de "racismo"!

É tradição do povo muçulmano capturar escravas brancas e forçá-las à prostituição. Aconteceu nos tempos do Império Otomano (milhares de jovens eslavas capturadas), aconteceu em Kosovo (de novo, jovens eslavas forçadas por muçulmanos a se prostituir para soldados, tem até um filme sobre isso) e está acontecendo hoje também, em plena Inglaterra, com inglesinhas novinhas.

Curiosamente, ninguém parece concluir a partir daí que talvez tenha sido uma péssima idéia trazer paquistaneses para a Inglaterra, e que eles deveriam ser expulsos a pontapés de volta para Islamabad.

As feministas, enquanto isso, parecem estar mais preocupadas com um esmalte de unhas que detecta uma droga que facilita estupros. Bizarramente, elas são contrárias ao esmalte. Acham que não é função da mulher se precaver, mas do homem se controlar. Depois dessa, desisti de vez de levar a sério as feministas: a verdade é que elas só querem é trollar os homens.

Elas dizem: "não devemos dizer a mulher que se cuide de ser estuprada, devemos ensinar os homens a não estuprar." Sempre me pareceu uma coisa estúpida. Ensinar a não estuprar? Mas será que o estuprador já não sabe que estupro é errado? Ou devemos também ensinar o ladrão a não roubar, o traficante a não vender drogas, o assassino a não matar? 

De qualquer modo, tive uma excelente idéia: vamos mandar todas essas feminaziloucas para oferecer um cursinho gratuito de "como não ser estuprador" a gangues de paquistaneses. Como dizem os americanos, win-win!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Esquerdopatas e Conservotários

Grande parte dos esquerdistas, já sabemos, são doentes mentais. Porém, os conservadores será que são melhores? Bem, em grande parte sim. Os conservadores em geral não querem matar metade da humanidade em nome de um ideal igualitário impossível.

Porém, poderíamos também dizer que os conservadores, ao menos os americanos, tem as suas limitações.

Por exemplo, todos leram que no outro dia uma menina do Arizona de 9 anos matou por acidente o treinador ao praticar tiro com uma metralhadora Uzi. Repito: menina de 9 anos com uma metralhadora Uzi.

Ah: o nome do lugar era "Bullets & Burgers", ou "Balas e Hambúrgueres". São na verdade locais de entretenimento na região de Las Vegas, no qual o entretenimento é praticar tiro com armas possantes. E crianças a partir de 7 anos já podem participar, se acompanhadas pelos pais.

Lendo uma das matérias, já apareceu um "conservador" americano dizendo que o problema não são as armas, que ele ensinou sua filha a atirar com 4 anos, que nada aconteceu e tal.

Bem, eu acho estranho, e até dou um pouco de razão aos europeus que se apavoram ao ler esse tipo de notícia. Nos EUA, na maioria dos estados, precisa-se esperar até os 21 anos de idade para poder beber álcool ou mesmo entrar em um bar. Porém, pode-se empunhar uma metralhadora com 7 anos.

O conservador médio americano é um pouco limitado. Empunha a sua bandeirinha de USA, celebra o hambúrguer como se fosse um manjar nacional, defende as armas de forma até irracional, não se interessa muito pela cultura ou mesmo pela geografia de outros países, é mais masculinizado, mais religioso, até tosco às vezes.

O liberal tem em média mais estudo, maior interesse pela cultura e pelo mundo, não gosta de armas, odeia religião, desconfia do nacionalismo e patriotismo, é mais feminizado.

Tenho a impressão que conservador e liberal são mais perfis de personalidade do que ideologias políticas. É por isso que eu disse outra vez que me sentiria provavelmente mais à vontade em uma cidade liberal como Portland do que em uma cidade conservadora no sul da Geórgia: tenho um pouco mais a ver com o perfil do liberal urbano, embora, paradoxalmente, minhas idéias sejam mais parecidas às do conservador.

Será que sou uma exceção à regra? Nem tanto. Antes eu falava de médias; é claro que existem conservadores inteligentes e de elevadíssima cultura, assim como existem liberais burraldos e que não sabem nem onde fica Cúba, embora celebrem o país.

Ah, e uma coisa é a opinião ou comportamento pessoal, outra os efeitos políticos: como ideologia política ativa, é claro que o esquerdismo é bem mais nocivo do que o conservadorismo.

Em resumo: o esquerdista é um psicopata ou doente mental, o conservador, um pouco tolo ou ingênuo. 

P.S. No Brasil, tenho a impressão que ocorre algo parecido, mas esse seria um assunto para outro post. (Ah, e se tem uma diferença, é que os esquerdistas brazucas são ainda mais ignorantes que os americanos: já tem "amigo" do Face chamando a Marina Silva de "direitista reacionária")




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A mídia é uma macaca imunda

Uma simples palavra. O nome de um simpático animal. Três sílabas: ma-ca-co.

E no entanto elas podem ter arruinado a vida de uma jovem. Ao menos a mídia está fazendo tudo o possível para acabar com a vida da jovem Patrícia por causa de uma palavra. Primeiro, filmou-a e promoveu as imagens incessantemente (coincidência? porque escolheram logo essa moça, e não os homens adultos do coro?). Depois, a mídia levantou os ânimos da "torcida" para que agredissem a jovem verbalmente nas redes sociais e até apedrejassem a sua casa.

O jogador Aranha foi entrevistado pelo Fantástico, vejamos o que um importante blog esportivo diz a respeito:
"Eu sei que muitas vezes eu não sou aceito, eu sou tolerado. Porque sou o goleiro do Santos, bicampeão mundial. E porque eu tenho um carro bonito, porque eu compro isso, eu compro aquilo. Então muitas vezes eu sou tolerado, não sou aceito. Eu já morei em prédios, minha família está de testemunha, que não me davam nem bom dia."
As situações estão bem separadas para Aranha. Ele pode até se sentir mal por tudo o que aconteceu na vida de Patricia. Foi demitida do emprego de auxiliar de Odontologia na Brigada Militar de Porto Alegre. Teve sua casa apedrejada. Ela e seus familiares estão escondidos. Nem a polícia conseguiu encontrá-los. Se não for depor hoje, será considerada oficialmente foragida.
"Essa mocinha aí nunca mais deve pisar num estádio. As pessoas que vão assistir aos jogos têm que se comportar, a principal punição tem que ser nunca mais pisar em estádio."
Por ter gritado 'macaco' ao goleiro santista, Patricia deverá responder por injúria racial. A pena é de um a três anos. Aranha demonstrou na entrevista ao Fantástico o que espera que a justiça faça.
"Eu tenho dó dela. Como ser humano e pelas consequências. Se ela for presa, não vai ter o tratamento que eu acredito que tenha fora da cadeia. Porque o sistema é pesado e cruel. E, mesmo no crime, tem certas regras e atitudes condenáveis."


Para Aranha, para os produtores de televisão, para os times de futebol, para a torcida, para a mídia, para a classe média bacana que posta no Facebook, e mesmo para a maioria da população brasileira, é justificado que uma jovem branca de 22 anos seja humilhada, agredida e até que seja presa e sofra eventuais abusos na cadeia pelo simples fato de dizer uma palavra. Uma palavra habitual nos cânticos da torcida gremista, já que o rival Inter é chamado de macaco e até tem um mascote macaco chamado, sem ironias, "Escurinho". Racismo? Ou apenas um apodo comum também para torcedores de outros times, como "peixe", "porco", "urubu"? 

No Brasil, o crime de gritar uma palavra em meio à torcido é punido com o máximo rigor da lei e de ostracismo social.

Isso num país em que atropeladores matam e saem livres após pagar fianças irrisórias.

Um país no qual 90% dos assassinatos jamais sequer são esclarecidos.

Um país no qual estuprador e bandido é solto ou tem direito a regime "semi-aberto".

Um país no qual jovens drogados matam por um celular e não vão presos por ser "de menor". 

Um país no qual políticos roubam milhões, jamais vão presos, e ainda são reeleitos.

Ah! Esses aí são todos crimes sem importância. O importante é punir Patrícia, a "racista maldita"!  Crime perigoso é chamar alguém de macaco, o resto a gente dá um jeito...



sábado, 30 de agosto de 2014

Histeria coletiva

Antigamente linchava-se alegremente "bruxas", sem grande necessidade de provas ou julgamentos. Hoje em dia lincha-se "racistas", "sexistas", "homófobos", ou, na verdade, qualquer um que se descuide um pouco por um minuto sequer da linha do Partido Globalista Igualitário Progressista Mundial.

É um pouco diferente do que na Idade Média, é verdade: não há fogueira, e quase tudo ocorre de forma virtual, mas as conseqüências podem ser bem ruins, como perda do emprego, mancha eterna no currículo e na vida social, ameaças de violência quando não agressões de verdade, multa ou até prisão.

Vários empresários americanos importantes recentemente perderam seu emprego ou sua reputação por criticarem o casamento gay, o exibicionismo dos travestis ou as reclamações das feministas. Brandon Eich, do Mozilla, não foi o único. Nem um prêmio Nobel escapou.

Estes dias, uma torcedora gremista foi flagrada aparentemente chamando um jogador negro de "macaco". Não é claro para mim, pelo pouco que vi, o contexto do ato, embora essa seria uma questão difícil de resolver. Claramente a moça não foi a única a gritar, havendo também um coro que incluía afro-descendentes ironizando o goleiro. Infelizmente para ela, foi filmada em close pelas câmeras de TV, e sua imagem caiu de boca na rede.

Uma hora depois, seu nome e sua imagem já tinham vazado para o mundo. Duas horas depois, já havia perdido o emprego e sofreu insultos pesados e teve que cancelar todas as suas contas de mídia social.

É racista chamar um negro de macaco? Sim, sem dúvida. É também bastante desagradável, não denota bom comportamento de quem insulta e realmente deve ser muito chato para a pessoa que é insultada. Mas por que chamar um juiz de "filho da puta" pode, ou é considerado menos grave? Por que os insultos raciais contra negros parece que "valem mais"?

Insultos são insultos. Nenhum é bonito. Alguns chamarão a atenção para a raça, outros duvidarão da masculinidade do jogador, outros chamarão a atenção para o aspecto físico.  Por exemplo, o jogador foi chamado de macaco, e agora a jovem está sendo chamada nas redes sociais de "vadia" ou coisa bem pior.

A torcida de futebol é por natureza vulgar e dada a ofensas fortes contra rivais. A torcida do Grêmio, em particular, tem cantado ultimamente algumas coisas bastante desagradáveis, como celebrando o câncer da mãe de Ronaldinho Gaúcho ou a morte do rival colorado Fernandão. Mas nada que tenha causado tanta repercussão como o que ocorreu no caso desta jovem.

É verdade que os insultos raciais são provavelmente a forma mais baixa de insulto, e afetam principalmente os negros, por motivos que não é necessário explicar, muito embora (nos EUA) já haja quem tenha perdido o emprego por brincar com os asiáticos.

É verdade também que insultar um branco é mais difícil, já que "cracker" não pegou, e "branquelo" é meio fraco. Porém não faltam insultos étnicos contra italianos, irlandeses, franceses, etc. (O que comprova a minha teoria de que não existe uma raça branca, mas várias sub-raças ou etnias brancas, e que portanto o tal nacionalismo branco jamais vai chegar a lugar nenhum).

De qualquer modo, a questão, eu acho, nem é essa. Chamar negros de macacos é mesmo feio e não deve ser estimulado. Mas até que ponto essa censura ocorrerá? Chamar brancos de "raça maldita" pode? Porém, o que chega a ser um pouco assustador é ver como as massas, elas mesmas, se encarregam de esmagar as vozes dissidentes. Quem precisa de um Estado tirânico e opressor? As massas se encarregam de fazer o linchamento.

A tal mídia social, supostamente criada para a liberdade de expressão, tornou-se um método de aniquilação de quem dá um pio não politicamente correto.

Leio os comentários à matéria sobre a moça: comentaristas, muitos assinando com seu próprio nome, falam coisas para mim absurdas de tão extremas:

- Um acha que a moça merece cinco anos de cadeia.
- Outro acha pouco, e pede 60.
- Outro quer que seja estuprada por negros.
- Uma outra revela sem a maior cerimônia todos os dados de contato da moça, de telefone a CPF, para que acabem de vez com a vida dela.

(Todos esses comentaristas, pela foto do perfil, são bastante brancos.)

Por que será que isso ocorre? Acho que é uma forma de catarse, de purificação. Antes, ao acusar alguém de bruxaria, a pessoa mostrava estar no time religiosamente correto e garantia que ela mesma não seria acusada de realizar atividades de ocultismo.

Os atuais linchadores twitteiros também encontram no massacre virtual de uma jovenzinha ingênua uma forma de purificação: eles, ao contrário dela, não são "racistas", eles são pessoas de bem.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Como não apanhar ou levar tiro da polícia

Vou confessar, sou a favor da lei e da ordem mas não gosto muito de contatos próximos com a polícia, e menos ainda com a polícia americana. Em geral, te tratam como um criminoso de alta periculosidade, mesmo que seu único crime tenha sido o de ter os faróis do freio do carro sem funcionar.

Não que no Brasil seja lá muito melhor. Só tive duas experiências positivas com a polícia, uma, surpreendentemente, na Argentina, e a outra na Inglaterra.

Nos EUA, quase sempre, policiais são agressivos e extremamente arrogantes.

Michael Brown, o jovem negro que morreu com nove tiros de um policial, talvez tivesse roubado cigarros uma loja de conveniência minutos antes (não é 100% certo). Mas pelo que mostra o vídeo, é possível que fosse um sujeito agressivo e, com seu tamanho, poderia ser perigoso mesmo se desarmado.

Porém, merecia levar tiro?

Mesmo eu que sou radical, não acho que oubar cigarros de uma loja e caminhar na rua sejam motivos para pena de morte.

Este outro vídeo, divulgado pela própria polícia, mostra quanto tempo leva para a polícia americana de hoje te dar um tiro. Em média, 23 segundos. É o tempo que leva no vídeo desde a chegada da polícia até o corpo cair, ainda quente e perfurado com cinco balas, no chão.

É verdade que o sujeito, um negro desequilibrado, estava segurando uma faca e gritou para os policiais, "Shoot me!" -- segundo alguns, um caso claro de "suicídio por policial". Porém, não parecia representar grande ameaça para policiais treinados. Ele está a uma distância segura e não chega a nem ter tempo de ameaçar ninguém, que já é abatido com cinco tiros.

Também é verdade que a vida de jovens negros do gueto vale menos para os policiais (como vale menos também para os progressistas, que só se preocupam com eles quando são mortos por brancos ou semi-brancos -- afinal, quem é que faz escarcéu pelas dezenas de jovens negros mortos todo dia em rixas entre gangues?). Será que os policiais se comportariam igualmente com um jovem rico e bem conectado?

Afinal, os policiais não agiram da mesma forma ao prender Justin Bieber, e olha que ele cometeu crimes como vandalismo e agressão, enquanto o negro do vídeo, no máximo, poderia ser preso por vagabundagem. 

Dito isso, o humorista Chris Rock faz um tempo fez um vídeo educativo ensinando como não apanhar da polícia. O vídeo continua atual. Se Michael Brown tivesse seguido os conselhos, provavelmente hoje estaria vivo. Se não, vejamos:

1. Cumpra a lei: Fail. Michael Brown aparentemente roubou cigarros de uma loja de conveniência e tinha fumado maconha horas antes.
2. Use de bom senso: Fail. Michael Brown, depois de roubar a loja e ameaçar o empregado, passou a caminhar pelo meio da rua atrapalhando o trânsito e chamando a atenção da polícia.
3. Pare imediatamente: Fail. Brown e seu amigo tentaram continuar o seu caminho. 
4. Seja educado: Fail. Eles discutiram com o policial, e há até evidências que Brown tenha dado um soco na cara dele.
5. Desligue essa porra de rap: Não se aplica, já que eles estavam a pé, mas parece que Brown adorava rap e tinha até escrito algumas letras -- falando, naturalmente, de drogas, sexo e violência.
6. Cale a boca: Fail. Como foi dito acima, não só discutiu como possivelmente agrediu o policial.
7. Tenha um amigo branco: Fail. De acordo com uma das letras de rap que escreveu, ele não gostava muito de brancos.
8. Não dirija com uma mulher irritada: Sucesso. Ele deixou a namorada em casa, se é que a tinha.

A polícia é violenta e injusta? Às vezes é. Militarizou-se demais? Sem dúvida. Tem reação desproporcional e trata agressivamente até o cidadão de bem? Sim, passaram-se os tempos do simpático policial de bairro.

Mesmo assim, usando de bom senso, você pode evitar a maioria dos problemas.

P. S. Desnecessário dizer, não é uma questão só de branco vs preto. Hoje em dia grande parte dos policiais americanos são latinos ou negros, e às vezes as vítimas da violência policial podem ser brancos, ou até cachorros desarmados. O problema é geral. 



Mulheres que amam psicopatas demais

Nunca entendi as pessoas que acham a pena de morte "desumana". Em geral, quem é condenado à morte é porque matou. Se matou, não merece morrer? Alguém dirá, "Ah, mas o Estado não pode ser juiz e executor e tal". Bem, mas se deixarem nas mãos da população, ou da família da vítima, o sujeito será linchado e torturado de forma muito pior. O Estado na verdade já está fazendo um favor já em conceder um julgamento e uma morte menos dolorosa.

Nem sempre foi assim. Em tempos antigos, criminoso era torturado e esquartejado em praça pública. Era um espetáculo terapêutico para as multidões. E talvez tenha ajudado a Europa a se tornar, a longo prazo, um lugar menos violento.

Mas não era de pena de morte que eu queria falar, mas sim de algo relacionado: a esterilização de criminosos. Você é a favor? Eu sim. Matou, roubou, estuprou, crá -- castração química ou esterilização para você. Quem cometeu crime grave deveria ser proibido de passar seus genes adiante. "Visita conjugal", por sinal, é um absurdo. Na minha opinião, a única "visita conjugal" que detentos deveriam ter é quando se abaixam para pegar o sabonete.

E no entanto, não é assim que funciona. Aliás, os criminosos e psicopatas são premiados pelo sistema.

Não é segredo que algumas mulheres gostam de "bad boys" (já escrevi sobre isso) e algumas, mais extremas, gostam de psycho-killers.

Ted Bundy, serial killer que matou mais de vinte jovens mulheres nos anos 70, conseguiu ter uma "groupie" que o seguiu durante os julgamentos. Antes de ser executado, casou com ela e teve uma filha. Recentemente, Joran Van der Sloot, outro serial killer de mulheres, também teve um filho com uma admiradora de psicopatas.

Não tentemos entender o (muitas vezes ilógico) pensamento feminino. O fato é que crimimosos não deveriam ter o direito de propagar seus genes podres. Tais criminosos, na minha opinião, deveriam ter sido castrados com um facão cego no momento em que entraram na prisão.

Aliás, isso não é exclusivo dos psicopatas homens. Myra Hyndley, criminosa britânica que matou várias criancinhas, também teve um filho na prisão. Deveria ter tido as trompas ligadas.

A longo prazo, a execução de assassinos e a esterilização de todo tipo de criminoso (até mesmo do mais vulgar ladrão de galinhas) teria um efeito benéfico, tornando a sociedade menos violenta, premiando os bons e castigando os maus. Pena que nem todos pensem assim. Pena que, para a esquerda, o assassino é apenas um "coitadinho" que merece não só viver à custa do cidadão, como ainda ter filhos e que estes sejam, também, sustentados pelas suas vítimas.

Não sou muito religioso, mas, como no mundo em que vivemos os psicopatas e as pessoas más muitas vezes se dão melhor do que as pessoas inocentes e de bom coração, eu espero mesmo que exista um Inferno.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Nem esquerda, nem direita, ou: Blog do Mr Y

Algumas pessoas parece que não andam muito satisfeitas com o tom deste blog depois do retorno. Na verdade, eu também não estou muito satisfeito não. Mas o que poderia fazer? É fato que os posts estão escassos e de qualidade mais baixa do que no apogeu do blog, mas é que tenho menos tempo e paciência para dedicar a este espaço. Talvez deva mesmo deixar de escrever, é o que provavelmente farei um dia em breve. Um leitor disse assim:

esse blog já escreveu coisas interessantes. depois se tornou só um instrumento de queixas de quem não pega mulher, além de repercussão de racismo. agora tb é um veículo de propaganda da kgb. sinceramente, mister x, a erva q vc anda fumando aí nos states não é de boa procedência não. pare enqnto teu cérebro ainda consegue produzir asneiras, pq daqui a pouco nem isso vai poder mais


Bem, eu fiz críticas ao feminismo e à versão politicamente correta sobre raças, e é verdade que gosto de me queixar, então talvez isso seja em parte verdadeiro. Mas propaganda da KGB? Talvez o leitor se refira aos posts "a favor" do Putin, que não são a favor, mas apenas talvez menos críticos do que a maioria da mídia, mas, na verdade, na questão da Ucrânia tenho poucas informações para saber se sou contra ou a favor qualquer coisa. Sou contra a uma nova guerra mundial, isso sim, e parece-me que provocar demais os russos pode levar a isso.

Outro leitor disse assim:

Quem está ai, algum fã do Pink Floyd? O que fizeste com o o verdadeiro Mr.X? Veja como é a educação no Japão, giz e quadro negro continuam vigentes, enquanto isso na África e terceiro mundo, tablets e outras novidades, qual é, somos os mesmos de sempre, que conversa midiática é essa?

Bem, na adolescência eu costumava ser fã de Pink Floyd sim, mas isso passou. O post que fiz sobre educação foi, confesso, bem fraco, escrito meio que nas coxas. Na verdade falava de três coisas diferentes, a saber:

1) A memorização como método único de ensino. Aqui, cabe um esclarecimento: "decorar" não é ruim. Muita coisa se aprende mesmo na base da memorização apenas. A crítica que o Feynman fazia, e eu repeti, é que depois de memorizar deveria haver um segundo passo, da reflexão, do raciocínio e do pensamento criativo, e esse segundo passo raramente é seguido no Brasil. Por outro lado, li agora que o brasileiro que ganhou a medalha Fields completou a sua educação no Brasil mesmo, então algo devemos estar fazendo bem (Aliás, o matemático também é mestiço, o que discorda de certas teorias puristas raciais de alguns outros, ahem, leitores)

2) A idéia de que a educação seja por si só a solução para todos os problemas no Brasil. Acho que foi o Theodore Darlymple que falou uma vez que um dos problemas de alguns países seria ter uma população educada além da conta mas sem nada para fazer, pois não há empregos para todos por mais que tenham formação e interesse. Em alguns casos tais universitários sem emprego terminam virando revolucionários ou radicais marxistas. (A bem da verdade, alguns com emprego também).

3) A crítica à escola pública moderna em geral, não só no Brasil. Este talvez seja o ponto mais polêmico e que não foi muito bem elaborado. Porém, eu acho que a escola hoje em dia está mesmo meio superada. Não se trata de uma questão de tecnologia, como sugere o leitor. Ipads e notebooks na sala de aula são só distração, quando não coisa pior, além de um desperdício de dinheiro. Concordo com o leitor que giz, caneta e papel são mais do que suficientes. O que acho, no entanto, é que um garoto inteligente e motivado pode aprender mais por si só em casa do que em uma escola, enquanto que um aluno burro vai sair burro igual. A escola não realiza milagres e, hoje em dia, pode mesmo piorar alguns alunos. Eu tinha lido um texto bem interessante com algumas críticas ao modelo atual de educação, infelizmente perdi o link e não lembro mais o nome do autor, mas acredito que ele era mais a favor de home-schooling e de tutores do que de escola pública.

Fora isso, é verdade que este blog já foi mais tradicionalmente conservador, ou melhor, teve várias encarnações. Primeiro foi basicamente neocon, depois virou paleocon, depois fascinou-se com o mundo HBD e logo decepcionou-se também com eles por achá-los demasiado dogmáticos e até meio estúpidos; hoje, paradoxalmente, o blog está no meio do caminho entre o nada e a coisa nenhuma.

O que aconteceu foi o seguinte: eu acho que hoje não sou nem conservador nem liberal, e isso confunde um pouco as pessoas. Por um lado, tenho algumas ideias certamente mais próximas do conservadorismo, por outro lado, tampouco acho que os liberais estejam completamente errados em tudo, e se tivesse que escolher para morar entre uma cidadezinha conservadora do sul dos EUA e uma meca liberal como Portland, provavelmente escolheria Portland.

Acho que a maioria das pessoas, quando se trata de política, procura um blog com o qual possa concordar completamente (ou discordar completamente). Existem estudos que mostram que, para grande parte das pessoas, talvez a maioria, o pensamento político é mais parecido com a torcida para um time de futebol. É mais paixão e a idéia de fazer parte de um grupo do que ter pensamentos complexos. E, de fato, poucos podem ler ou entender Hobbes e Maquiavel. É mais fácil só fazer parte do time dos "conservadores" ou dos "liberais". Mas é uma falsa dicotomia; a realidade é bem mais complexa do que isso.

Isso tudo, é claro, não quer dizer que eu esteja correto nas minhas preferências e opiniões. E costumo até mudar de ideia frequentemente, e também dizer muita besteira. Enfim, não se preocupem, pois creio mesmo que em breve irei me aposentar, e desta vez definitivamente.