sábado, 24 de junho de 2017

POEMA DE CANÇÃO SOBRE A ESPERANÇA
               I
Dá-me lírios, lírios,
E rosas também.
Mas se não tens lírios
Nem rosas a dar-me,
Tem vontade ao menos
De me dar os lírios
E também as rosas.
Basta-me a vontade,
Que tens, se a tiveres,
De me dar os lírios
E as rosas também,
E terei os lírios —
Os melhores lírios —
E as melhores rosas
Sem receber nada.
A não ser a prenda
Da tua vontade
De me dares lírios
E rosas também.
                II
Usas um vestido
Que é uma lembrança
Para o meu coração.
Usou-o outrora
Alguém que me ficou
Lembrada sem vista.
Tudo na vida
Se faz por recordações.
Ama-se por memória.
Certa mulher faz-nos ternura
Por um gesto que lembra a nossa mãe.
Certa rapariga faz-nos alegria
Por falar como a nossa irmã.
Certa criança arranca-nos da desatenção
Porque amámos uma mulher parecida com ela
Quando éramos jovens e não lhe falávamos.
Tudo é assim, mais ou menos,
O coração anda aos trambulhões.
Viver é desencontrar-se consigo mesmo.
No fim de tudo, se tiver sono, dormirei.
Mas gostava de te encontrar e que falássemos.
Estou certo que simpatizaríamos um com o outro.
Mas se não nos encontrarmos, guardarei o momento
Em que pensei que nos poderíamos encontrar.
Guardo tudo,
(Guardo as cartas que me escrevem,
Guardo até as cartas que não me escrevem —
Santo Deus, a gente guarda tudo mesmo que não queira,
E o teu vestido azulinho, meu Deus, se eu te pudesse atrair
Através dele até mim!
Enfim, tudo pode ser...
És tão nova — tão jovem, como diria o Ricardo Reis —
E a minha visão de ti explode literariamente,
E deito-me para trás na praia e rio como um elemental inferior,
Arre, sentir cansa, e a vida é quente quando o sol está alto.
Boa noite na Austrália!

domingo, 18 de junho de 2017

Todos os fogos o fogo

O incêndio no edifício em Londres que ceifou 58 ou mais vidas é uma história que ilustra o modo como vivemos agora, e o modo em que a elite deseja que vivamos.

O prédio era basicamente um microcosmo da sociedade atual. Habitado por muçulmanos, negros, asiáticos, mas também casais brancos jovens, alguns ingleses mas em sua maioria de outros países (um casal italiano, uma família portuguesa, etc).

Era um prédio construído originalmente como residência pública mas que depois passou a ser administrado de forma privada ou semi-privada. A causa do incêndio foi uma renovação externa de 40 milhões para supostamente deixar o edifício mais "bonito" - mas o material utilizado era inflamável, e o prédio não tinha um sistema de borrifadores anti-incêndio.

Enfim, típica incompetência de "terceiro mundo", mas acontecendo no "primeiro". Fosse em um país subdesenvolvido qualquer, teria dado algumas poucas linhas no jornal. Como foi em Londres, causou maior comoção.

Detesto esses edifícios enormes. Já morei em lugares parecidos, e são um lixo. Muito melhor um edifício pequeno ou, se possível, uma casinha no interior.

A elite quer porque quer que todos vivamos aglomerados em edifícios anônimos deste tipo. Aqui por exemplo vemos um típico articulista imundo desta laia argumentando por maior densidade populacional.

É uma questão de lucro, é claro. Para que construir um pequeno prédio de três andares que você só pode alugar para cinco ou seis famílias, quando no mesmo terreno pode construir um de trinta e alugar para trezentas? Que importa que a cidade fique mais feia e menos segura? Os ricos podem continuar morando em suas mansões superprotegidas, longe de toda esta confusão.

Estou ficando convencido de que o ser humano, e mais especificamente o branco europeu, não foi feito para morar em cidades. As cidades são poços de iniquidade e, coincidentemente ou não, de progressismo. As classes mercantis adoram as cidades, é claro, por motivos óbvios. Mas parece-me que o branco floresce melhor no meio rural, mais isolado e perto da natureza.

O branco pela sua história foi sempre mais um habitante rural ou então da fronteira - sempre em busca do desconhecido, da exploração, do desbravamento. Criou grandes cidades também, é claro, mas estas estão mais associadas com os períodos de decadência, de estase - quando o branco pára de explorar.

Como não há mais nada a explorar nesta Terra, a solução para o branco seria a de colonizar e terraformar outros planetas. Porém, conhecendo o branco, ele certamente vai levar para lá milhões de africanos, indianos e chineses como trabalhadores, e assim vai apenas replicar a mesma experiência terráquea em outro lugar. Acossado pelo aumento do crime na Lua e em Marte, o branquelo terá que fazer um "white flight" para outros sistemas solares, e assim ad infinitum.

Devido à maior densidade populacional, cidades também são mais propensas a grandes tragédias, naturais ou artificiais. Epidemias, terremotos, maremotos e incêndios, naturalmente. O grande incêndio de Londres destruiu a cidade inteira em 1666. Um incêndio similar ocorreu em Lisboa após o grande terremoto de 1755.

De minha parte, fico feliz em não mais morar no grande edifício multiculti no qual morava antes - no qual por sinal, eram comuns os alarmes de incêndio. A maioria falsos alarmes, mas uma vez, por culpa de um imbecil que atirou um cigarro aceso no depósito de lixo, o meu andar chegou a ficar todo coberto de fumaça.

Posso entender um pouco do pavor das almas enclausuradas em Londres, no meio do fogo do Inferno!




quinta-feira, 8 de junho de 2017

Putas da Babilônia

Uma das piores tragédias do atentado de Manchester nem foram as mortes mas sim ter popularizado a cantora e prostituta Ariana Grande, de quem até faz pouco eu tinha o prazer de sequer saber que existia. Aparentemente esta figurinha nefasta é um sucesso entre garotas de oito a doze anos de idade. Aqui parte da letra uma de suas canções mais populares:
I've been here all night
I've been here all day
And boy, got me walkin' side to side
(Let them hoes know)
This the new style with the fresh type of flow
Wrist icicle, ride dick bicycle
Come true yo, get you this type of blow
If you wanna menage I got a tricycle
Em tradução (bastante) livre do nigrês:
Estive aqui toda a noite
Estive aqui todo o dia
O garoto me deixou toda esfolada
(Deixe as vadias saberem) 
Este é o novo estilo da piriguete
Punheta, cavalgar pau que nem bicicleta
Vem aqui iô, sente este boquete
Se quiser um menàge tem outra boceta

Tá bom, mudei um pouquinho para rimar, mas a letra é mais ou menos essa. Ou seja, ela não é muito diferente de qualquer vulgar funkeira brasileira.

Como todo artista pop globalista que se preze, além de promover o sexo e a mistura racial entre pré-adolescentes, seus videoclipes e concertos estão repletos de simbolismo satanista. A jovem tem um irmão homossexual e trocou o catolicismo pela Kaballah, já namorou um rapeiro (está no contrato) e veste-se como uma prostituta mesmo parecendo ter doze anos devido à baixa altura e rosto infantil.

Em uma entrevista de 2013, Ariana até afirmou ter visto demônios.

Você acredita no Diabo? Eu não sei, mas muitos membros da elite parecem acreditar, ou ao menos, se comprazer com a promoção de imagens diabólicas para o povão. Videoclipes de estrelas pop abundam com imagens do Diabo, de sacrifícios humanos, de orgias.

Nas imagens dos recentes concertos, Ariana é associada com a imagem do coelhinho da Playboy - provocação abertamente sexual.

(E por sinal, não é muito esquisito terem feito um concerto de "homenagem às vítimas", menos de duas semanas depois do tal atentado? Sei lá, desse jeito fica até parecendo que tanto o atentado - ou "atentado" - quanto o concerto foram planejados com antecedência pelas mesmas pessoas...)

Tudo isso é proposital, é claro. Segue-se sempre o mesmo padrão já realizado com Miley Cyrus, pegar uma jovem apresentadora infantil "inocente", transformá-la em puta, fazê-la cantar músicas bizarras cheias de sexo e palavrão. Depois ela é esquecida e morre de overdose ou suicídio. O circo não pode parar.

Assim como o funk no Brasil, estes artistas são vendidos como "populares" ou espontâneos, mas a criação vem de cima. Baste pensar que trinta anos atrás, estes tipos de músicas sequer existiam. Os negros no morro faziam samba e canções de dor de cotovelo; os brancos faziam roquenroll. Então de onde veio esta nova moda de canções cheias de sexo e violência?


Na Bíblia, a imagem da Puta da Babilônia aparece nas Revelações. É uma vadia imunda que anuncia o final dos tempos. No filme futurista Metrópolis de Fritz Lang, que por sinal é bem profético, a elite cria uma mulher-robô com a ideia de substituir a virtuosa heroína por esta réplica diabólica que leva os homens à perdição.

Será que estou exagerando? Bem, não se preocupem tanto queridinhos. Eles não querem muito. Só destruir seu corpo, e roubar sua alma!

A famosa imagem do "olho único" começou aqui.
Pentagrama diabólico, precisa mais?
Puta da Babilônia.

sábado, 3 de junho de 2017

O crepúsculo dos deuses

No outro dia na Suécia feministas saíram às ruas galopando como potrancas no cio em protesto contra o patriarcado. Não sei bem a explicação, mas precisa? É mais uma prova de que o tão celebrado "Acidente" está em crise terminal. O homem branco, e a mulher também, mal podem esperar para serem substituídos por afros, árabes, mexicanos, chineses et caterva.

As mulheres em especial parece que tendem a ficar malucas com o fim da ordem tradicional. Se bem que elas tendem à insatisfação por natureza, e pode que não tenha tanto a ver com o fim da tradição. Já vi de perto vários casamentos no qual o papel da esposa é basicamente reclamar de tudo e transformar a vida do cônjuge num inferno, como neste diálogo de "Cenas de um Casamento".

Bem, não creio que as pessoas eram necessariamente mais felizes antes, mas ao menos havia uma ordem social e uma aceitação dos fatos básicos da vida que se perdeu. Eu realmente não entendo muito bem como e por que isto foi acontecer, mas o fato é que o niilismo suicida tomou conta da sociedade há muito tempo, bem conforme Nietzsche previu. A grande preocupação do homem europeu moderno é ir para Ibiza ou Tailândia e beber até cair. Ganhar bastante, consumir bastante, foder bastante e depois morrer.

De fato o governo holandês está mudando a lei da eutanásia, agora não precisará mais você ter uma doença terminal para poder morrer com ajuda médica, basta estar "cansado da vida" ou decidir que já "cumpriu seu papel." Não admira que o povo holandês esteja desaparecendo da face da terra, sendo substituído por mestiços indonésios.

Mas não é só na Holanda, o Canadá também já aprovou leis pró-eutanásia e até alguns religiosos estão apoiando o "direito de morrer com dignidade". Será provavelmente a próxima bandeira depois do casamento gay, da poligamia e da pedofilia. Além de tudo, será um jeito prático de se livrar dos velhinhos e não ter que pagar pensão e ainda diminuir os custos de saúde.

Eu realmente não entendo bem a necessidade disso, afinal, o suicídio sempre foi uma opção - o problema realmente é que as pessoas querem morrer sem dor e sem o estigma do suicídio. Mas será que é solução? Esta opção pela eutanásia e pelo aborto não indica uma certa rejeição à vida em si?

Quero dizer, a ideia de que não deve haver sofrimento algum na vida nem na morte parece ser uma ideia bastante recente da humanidade.

Mas observe que junto com o apoio ao aborto e à eutanásia quase sempre vem a crítica à pena de morte - ou seja, pareceria que para a esquerda, o único que tem direito a viver é o elemento psicopático e criminal.

Bem, dizia G.K. Chesterton que quem não acredita em Deus termina por acreditar em qualquer coisa.

Parafraseando aquele velho compositor baiano, reze pelo Ocidente, chore pelo Ocidente.




domingo, 28 de maio de 2017

Poema do Domingo

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!

Fernando Pessoa

sábado, 27 de maio de 2017

É a cultura, estúpido!

Pois é, mais um terrorista "britânico" (isto é, líbio filho de refugiados líbios, mas como nasceu na Inglaterra, virou "britânico" para a mídia) atacou no outro dia.

Nem vou comentar o atentado em si, que já virou banalidade, bem como as respostas previsíveis de acender velinha e falar que "nossa comunidade multicultural está acima disso tudo" e "o amor vence o ódio".

Aliás, vocês perceberam como a mídia progressista adora falar em "amor"? No caso dos gays também, é "amor" para cá e "amor" para lá. Ora, não caiam nessa. Trata-se da conhecida tática esquerdopata da inversão satânica. Quando eles falam "amor", na verdade estão falando em ódio e/ou em perversões e putaria desenfreada.

Mas o que foi interessante neste caso foi o atentado ter ocorrido neste concerto da tal Ariana Grande. Nem conhecia a figura, mas parece mais uma vadia adolescente na linha de Miley Cyrus. A maioria do público era formada por crianças e meninas pré-adolescentes aprendendo a ser putinhas, e levadas ali pelos próprios pais.

Enquanto no Brasil as crianças de oito anos que aprendem funk e axé sob o olhar benevolente das mães são na maioria de classe baixa, nos EUA e Inglaterra até as famílias de classe média adoram estes espetáculos grotescos.

Outra coisa que chamou a atenção na semana foi a foto das "primeiras-damas da OTAN" que incluíam um "primeiro-damo" homossexual, bem como uma primeira-dama de 65 anos casada com um "homem" de 39 e vestida como uma adolescente.

Sejamos sérios, não é? Qualquer esperança para o Ocidente passa pelo fim desta cultura absurda, patética e auto-destrutiva.

O problema não é a imigração. Imigração é apenas um sintoma, a doença vem de mais atrás. Um corpo é atacado por microorganismos quando está fraco, é natural.

O problema também não é a manipulação midiática. Esta é grave, mas também apenas aumenta um problema pré-existente que no entanto está muito além disso.

O problema é que o povo euro perdeu a confiança em si mesmo. Talvez tenha sido a "morte de Deus" (isto é, fim da crença religiosa substituída pelo niilismo) preconizada por Nietzsche já há mais de 150 anos. Ou talvez seja a dissolução da cultura tradicional num mundo cada vez mais fragmentado. Ou uma soma de várias coisas juntas.

Mas o fato é que será muito difícil mudar a situação, sem uma mudança total do modo de pensar. E isto não é algo que pode ocorrer de um dia para o outro.

Há algo de podre no reino da Dinamarca - e da Suécia, França, Alemanha, Itália, EUA, Canadá, Japão, Coreia, etc, etc...

Ariana Grande dando o exemplo às criancinhas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,

Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A maldição de Cassandra

Cassandra é aquela personagem da mitologia grega que fazia previsões, mas, por maldição, ninguém acreditava em suas profecias. Que, no entanto, eram sempre corretas.

Eu diria que nós que vemos mais ou menos o que está acontecendo no mundo fora da hipnose da mídia somos como "Cassandras", salvo que não estamos fazendo nenhuma previsão fenomenal, ao contrário, nem mesmo é previsão, é mera descrição do presente negada pela mídia e pela maioria das pessoas, que não quer enxergar.

Mas, para quem enxerga, os problemas contemporâneos são bem visíveis. Não é preciso ser um gênio para observar que a imigração de milhões de árabes e africanos e latino-americanos para os países anteriormente conhecidos como brancos irá causar uma série de problemas e tornar estes países mais parecido com o "terceiro mundo" de onde estes imigrantes vieram. Terrorismo, aumento do crime, pobreza, doenças, além de conflitos étnicos e raciais.

Loucura é o contrário, é acreditar que a partir dessa mistura total de povos e religiões e etnias surgirá uma "utopia multicultural" onde todos conviverão em paz. Quando na História humana isso ocorreu? Quase sempre que isso foi tentado, da época Romana ao imperialismo do século XIX, terminou em banhos de sangue.

E o problema nem é a imigração em si, é claro. Esta é apenas um sintoma. Um corpo é atacado por microorganismos quando está fraco e doente. E o povo europeu está fraco e doente, ao menos desde 1914 (alguns diriam desde 1789). O problema é acima de tudo cultural; o que vemos hoje é apenas o resultado de décadas (séculos?) de uma lenta decadência.

O Império Romano caiu por sua elite estar decadente, não devido às "invasões bárbaras". Porém, como resolver a "decadência"? É possível, ou é apenas aquela teoria dos ciclos? Tudo que sobe, desce? E tudo que desce, será que sobe também? Isto não parece ser uma verdade absoluta, ao menos no mercado de ações - às vezes o que desce, só desce mesmo.

Eu não sou bom em profecias. Não tenho a menor ideia do que ocorrerá e nem qual pode ser a solução. Só sei que a seguir assim enfrentaremos um período de trevas bastante desagradável. E não estou falando em termos de séculos, mas décadas à frente. Aliás é algo que, em vários sentidos, até já começou.

Por outro lado, não dá para ser sempre pessimista, e acredito que mensagens positivas também devam ter o seu lugar. Afinal, se tudo vai mal, é sinal que sempre pode piorar, mas também, que pode melhorar. Enquanto há vida há esperança, não é o que dizem?

Em resumo, ainda tem muita água para passar por baixo da ponte, e muita coisa para acontecer.

Como não sou um visionário nem um profeta, só descrevo o que vejo e que todos poderiam ver também, se quisessem. Claro que apontar soluções é naturalmente muito mais difícil, e não cabe a mim fazer isso mas aos que virão e viverão neste futuro que se aproxima; mas tudo, como no caso dos Alcoólatras Anônimos, começa por enxergar que você tem um problema.

O outro drama de Cassandra, claro, é que ela jamais se cala. É considerada louca, burra, mentirosa, mas em vez de aprender a lição e parar de repetir verdades, continua a repetir os seus alarmes, dia após dia, sem parar. Ah, se pelo menos Cassandra se calasse, então quem sabe poderíamos viver em paz...

Cale a boca, Cassandra!



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alegria, alegria, por que não?

Tudo vai mal, cansei de dizer, mas também nem tão mal assim. Isto quer dizer que pode piorar, mas também que, com sorte, pode melhorar.

No outro dia reclamei da democracia, porém, devo admitir que prefiro viver sob este regime do que sob um regime autoritário no qual eu sequer teria a opção de ter um blog escrevendo o que quiser. Esta era a realidade no regime soviético e ainda é assim em vários países como Arábia Saudita, Kazaquistão, entre outros.

É verdade que as elites do "Ocidente" estão fazendo o possível para criminalizar cada vez mais o discurso, e, salvo os EUA que ainda mantém por ora a sua fé no "First Ammendment" apesar dos assaltos, a maioria dos outros países tem várias leis proibindo certos tipos de discursos, da negação do Holocausto à critica a negros, muçulmanos ou gays.

A esquerda é totalitária por natureza, não pode evitá-lo, e hoje já está chegando a níveis soviéticos. Não contente com chamar de "extremista" qualquer um que discorde de suas ideias, agora já quer eliminar a memória e modificar o passado, removendo estátuas e bandeiras.

Mesmo assim, ainda não é uma ditadura explícita; você arrisca a perda do emprego e o ostracismo social, mas não a morte e só em raros casos a prisão. Então, para que chorar?

Muito embora os conflitos violentos aumentem no dia a dia, não estamos em guerra. Isto pode vir a acontecer mais cedo ou mais tarde, mas por enquanto devemos agradecer que esse tempo não chegou. Só um terrorismozinho aqui e ali. Nada de mais, não é?

A imigração é um problema? É, e gravíssimo! Mas pensemos. O Brasil virou o que virou depois de uma mistura de 500 anos, resultado de colonização, escravidão, imigração e miscigenação. Então, o que de pior pode acontecer com países como a França ou EUA em situação parecida? Virar um Brasil. Sim, seria uma bosta, mas milhões de pessoas vivem no Brasil sem reclamar tanto, e o país até tem algumas coisas boas, então, tampouco é o fim do mundo.

Além disso, conforme sentenciou este professor (um imigrante alemão nos EUA):
O número de pessoas mestiças que se vêem como brancas crescerá muito mais nas próximas décadas, principalmente como resultado do aumento de casamentos entre brancos e latino-americanos e brancos e asiáticos. Na década de 2040, quando os filhos dessas uniões se tornaram adultos, um número significativo casará com brancos e terão filhos - aumentando ainda mais a população vista como branca e, portanto, a maioria branca
Perceberam a magia? A maioria branca aumentará, simplesmente com o aumento do número de pessoas que se consideram brancas no censo. Nossa! Como é que ninguém pensou nisso antes? Por essa lógica, até os habitantes do Congo poderão se considerar brancos, e assim se tornar da noite para o dia os membros de um país branco, rico e próspero.

No bairro em que moro vejo cada vez mais negros e árabes muçulmanos. Uma mente menos iluminada do que a minha poderia interpretar esses fatos como substituição demográfica e reagir com depressão. Mas eu, agora, vejo isto com alegria, é apenas a semente da vida que fervilha aqui e acolá em suas diversas manifestações! Eles são brancos. Todos são brancos, até os negros. O casal de um negro com uma branca que vi deitado na grama junto ao seu bebê de raça mista fazem parte deste mesmo coletivo. Uma nova comunidade, cuja brancura não é mais baseada na cor, no parentesco, nos genes, na religião ou na etnia, mas na profunda igualdade que une os homens!!!

Seja você também parte da mudança que deseja ver no mundo. Seja branco você também.

Sorria, e alegre-se!

50 tons de branco.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Cornos apaixonados

O termo "cuck" que virou moda na altrighteosfera vem de "cuckold" que em português é "corno". Normalmente visto como uma situação tristonha, ser corno faz tempo já virou fetiche sexual, em especial entre o pessoal mais à esquerda. Vejam aqui uma descrição de uma praticante anônima no blog da Lola.
sou fetichista e amo cenários cuckold, que, aparentemente é o crime sendo condenado aqui, e bom, se o cara que curte fazer fazer cornos está indo pra fogueira, imagina eu que adoro ser vaca e mandar maridinho limpar a porra de outro homem? e maridinho que leva café da manhã na cama pra mim e pro outro?
Alguns jornalistas da grande mídia até estão informando que não só não há nada de errado com esse fetiche, como, pasmem, ele é praticado principalmente por pessoas de "alto QI" (curioso como a mídia quase sempre ignora o tal QI, exceto em artigos como este). A sugestão é clara: se você é inteligente, amigo, seja corno também. Os cornos são os novos gays.

A própria reportagem ainda afirma que muitos "cuckolds" adoram principalmente amantes negros para apimentar a relação. Bem, nada de novo aí. A mídia adora promover estas misturas.

Só que nem sempre o "cuckolding" é explicitamente sexual ou tem a ver com a miscigenação. A adoção de criancinhas negras ou asiáticas pelas celebridades também pode ser visto como uma forma de "cuckolding", no sentido original da palavra, a de criar o filho dos outros (como o pássaro cuco, que coloca seus ovos nos ninhos de outras aves).

Bem, pessoalmente nada tenho contra a adoção, mas alguns exageram. Já falei do caso do casal americano evangélico que, em vez de ter filhos naturais, aceitou implantar embriões negros no útero da esposa. É uma forma literal de "cuckolding", afinal, que diferença faria se a mulher tivesse em vez disso se deitado com um negão para procriar? Aliás, um filho dela com o negão ao menos teria 50% de seus genes, ao invés destes bebês com o qual nenhum dos dois "pais" tem parentesco algum.

Alguns, ao invés do sexo ou da adoção, utilizam outros meios para fins parecidos: querem visualmente se aproximar dos negros. Foi o caso de Rachel Dolezal e, agora, o desta hilária alemã que aumentou os seios, os lábios e as ancas e fez bronzeamento artificial.

Foi criticada. Mas não pelas bizarras modificações corporais certamente nocivas à saúde: somente por tentar "aparentar ser negra". Curioso que passar de homem para mulher ou até de negro para branco (como Michael Jackson) é aprovado, mas passar de branco para negro, não. Ué, mas não seria uma forma de afirmar a "superioridade" da raça negra? O recente filme "Get Out", sucesso entre branquelos, trata justamente disso, de brancos fetichistas que desejam reencarnar no corpo de negros.

Enfim, nunca entendi estes fetiches bizarros, mas quem é que entende os desejos humanos?

Antes e depois.

Disclaimer: O fato de eu citar ou publicar a foto de uma pessoa indicada pela mídia como "branca" não significa necessariamente que eu concorde ou discorde com tal afirmação nem que seja uma forma de me manifestar sobre o percentual caucasiano absoluto do indivíduo em questão. Quando utilizo o termo "branco", ou mesmo "negro", não estou me referindo à sua pureza racial, mas a como o seu fenótipo é interpretado pela maioria das pessoas, o que tampouco quer dizer que eu concorde ou discorde com esta maioria. Este blog não é responsável pelos efeitos nocivos que um erro na interpretação do nível de brancura possa causar, como stress, desânimo, ódio, crises de pânico, etc. Antes de ler, consulte seu médico.