quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Inferno III, 22-51

Quivi sospiri, pianti e alti guai
risonavan per l’aere sanza stelle,
per ch’io al cominciar ne lagrimai. 
24

Diverse lingue, orribili favelle,
parole di dolore, accenti d’ira,
voci alte e fioche, e suon di man con elle 
27

facevano un tumulto, il qual s’aggira
sempre in quell’aura sanza tempo tinta,
come la rena quando turbo spira. 
30

E io ch’avea d’error la testa cinta,
dissi: "Maestro, che è quel ch’i’ odo?
e che gent’è che par nel duol sì vinta?". 
33

Ed elli a me: "Questo misero modo
tegnon l’anime triste di coloro
che visser sanza ’nfamia e sanza lodo.
36

Mischiate sono a quel cattivo coro
de li angeli che non furon ribelli
né fur fedeli a Dio, ma per sé fuoro. 
39

Caccianli i ciel per non esser men belli,
né lo profondo inferno li riceve,
ch’alcuna gloria i rei avrebber d’elli". 
42

E io: "Maestro, che è tanto greve
a lor che lamentar li fa sì forte?".
Rispuose: "Dicerolti molto breve. 
45

Questi non hanno speranza di morte,
e la lor cieca vita è tanto bassa,
che ’nvidïosi son d’ogne altra sorte. 
48

Fama di loro il mondo esser non lassa;
misericordia e giustizia li sdegna:
non ragioniam di lor, ma guarda e passa". 





quinta-feira, 28 de abril de 2016

Crescei e multiplicai-vos

Eu tinha escrito este post mas decidi reescrevê-lo um pouco pois é um tema bem esquisito e, na verdade, não sei bem o que dizer sobre isso. Não tenho a menor idéia!

Um casal evangélico branco* jovem, não contente com já ter adotado duas crianças negras, decidiu também impregnar o útero da mulher com três embriões negros. Até onde sei, o casal não teve ainda filhos biológicos (ou adotados) brancos, não se sabe se por escolha ou outro problema.

Não é de hoje que as pessoas são orientadas a não serem racistas, e o círculo se fecha mais e mais.  Por exemplo segundo este site, um branco "pegar uma pessoa de raça negra" pode ser racista, pois poderia se tratar de exploração de "xotas pretas". (Nada é dito sobre essas mulheres (ou homens) de cor negra que se sujeitam à dominação pelo pênis branco heteronormativo patriarcal. Seria sadomasoquismo?)

Porém, segundo o mesmo site, se você for um gay negro que só se relaciona com brancos, isto pode ser um problema, porém, você terá tempo para refletir. Como você é negro, isso não é racismo, porém, cuidado, você poderia estar ajudando um branquelo a se livrar do seu complexo de branquitude

Realmente não entendo tudo isso. Deve ter algo de muito errado com a mente humana, e, em especial, a mente branca europeia.
Quer dizer, até gosto de alguns músicos negros como Miles Davis, Nina Simone, Milton Nascimento, e estou ciente de alguns bons atores ou escritores negros, mas, fora isso, sigo muito pouco o que eles fazem ou deixam de fazer "enquanto raça". Não entendo essa obsessão maluca, que provavelmente seria considerada doentia se aplicada a qualquer outro grupo. 

Muitos reclamam da baixa natalidade européia, mas, de que adianta, se sua filha irá terminar desta forma aqui, no belo mundo progressista-liberal?




Estamos falando de casos extremos, é verdade, mas a verdade é que a maioria das pessoas atualmente está contaminada por ideias bem estapafúrdias. Não é só lavagem cerebral: até esta tem os seus limites. É algo mais profundo, e mais radical. 

Por isto não concordo com aqueles que dizem que a solução seria aumentar de novo a natalidade branca europeia. Alta ou baixa natalidade não é o problema, é a conseqüência. O problema é a insanidade mental que parece ter tomado conta de grande parte dos ocidentais. As ideias são mais importantes do que os bebês (escreverei mais sobre isso em breve, ou não).

Mas ainda assim, tudo tem limites. Até entendo uma pessoa como Rachel Dolezal, que cresceu meio confusa e virou uma espécie de Michael Jackson ao contrário. Mas esse casal dos embriōes?

Aqui tem mais fotos deles. Parecem felizes, mais felizes do que eu, então quem sabe não sejam eles que tem razão? 

Por que o fato causa estranheza? Adotar é algo normal. Crianças brancas são minoria no mundo da adoção, portanto é normal um casal branco adotar crianças africanas, ou, se conseguirem, chinesas. O estranho mesmo está em ter ido além do normal e implantado embriōes abandonados no próprio útero levando-os à gestação. Isto realmente parece passar os limites do bom senso.

O objetivo foi obviamente o de gerar um debate. São um casal "pro-life". Então, se a vida começa na fecundação, se o feto é um ser vivo, por que não adotar um feto?

A razão para os embriões serem negros também parece clara, ou seria escura, enfim, mera questão de oferta e demanda. Ainda assim, causa certa estranheza. É como dizer, no linguajar progressista, que "corpos brancos" são o mero conduto para as "vidas que importam". 

E se fossem embriōes brancos? Para mim seria esquisito do mesmo jeito, mas talvez menos para outros. Todo o processo de gerar uma vida, seja geneticamente próxima ou distante, para mim é confuso.

Nunca entendi direito nada disso. Para mim a vida é um mistério e um absurdo, e a gestação mais ainda. Se como dizia o Édipo de Sófocles "o melhor é não ter nascido", e que a vida não é tão maravilhosa ou sagrada assim, e então, para que inflingir numa criatura a vã ilusão e o sofrimento? 

Mas isto tmbém é pensar de forma errada. Deus disse, crescei e multiplicai-vos. Os motivos, não sabemos, mas pode bem ser que exista um plano por trás de tudo.

Talvez este casal encontrou um sentido para a sua vida desse jeito, e quem seria eu para culpá-los? 

Talvez quem sofra de insanidade temporária seja eu? Juro que não entendo mais nada. Nem sei se essa história é real, ou uma tentativa a mais de confundir as pessoas. Sei lá.

Crescei e multiplicai-vos! E, se não conseguirem por vias ditas naturais, implantem embriões negros, asiáticos, aborígenes, melanésios ou escandinavos (brancos puros!! puríssimos!!!) nos úteros de suas esposas. 

O importante é se multiplicar, do jeito que der.


domingo, 24 de abril de 2016

Novas categorias de pena de morte

Alguns acreditam que a pena de morte não deveria existir. Já eu cada vez mais acredito que não só deveria existir, como seu uso deveria ser bem menos restrito do que hoje, aplicando-se não apenas a casos de morte violenta, como a muitos outros crimes menores. Aqui vai uma lista meramente provisória. 

Assaltantes de velhinhos. 
Predadores que atacam as vítimas mais frágeis e fisicamente indefesas causam nojo e revolta, ainda mais quando atacam pessoas de idade que contribuiram a vida inteira, apenas para sofrer violentamente nas mãos de um marginal. Você pensaria, mas será que este tipo de marginal não pensa, "e se fosse minha mãe, minha avó?". E pensaria errado, pois estas pessoas são tão psicopáticas que provavelmente também assaltariam seus próprios familiares. Câmera de gás neles. 

Pessoas que acham que as regras se aplicam aos outros mas não a elas.
No outro dia fui a um concerto, e a apresentadora foi bem clara ao introduzir o espetáculo: não é possível tirar fotos nem gravar. Como se não bastasse, um cartaz bem à vista do público também indicava as regras bem claramente. Porém, mal começou o concerto, já saiu um casal atrás de mim fotografando, e não discretamente com o celular, mas com uma maquininha fazendo barulho de click-click. Já outra mulher filmou tudo com o seu iphone sem sequer pestanejar. Estas pessoas, cada vez mais comuns pelo planeta, pensam da seguinte forma, "se for sómente eu, não vai atrapalhar". Ou quem sabe, "as regras são para os trouxas". Injeção letal neles.

Pessoas que discutem violentamente por política. 
Xingamentos, cusparadas, tapas. Coxinha, petralha. Ladrão, safado, torturador. Machista, homófobo, feminazi. Seja à direita seja à esquerda, nota-se uma virulência cada vez maior nas brigas entre as pessoas. Começa nas famigeradas redes sociais, e termina nos restaurantes da cidade. Onde irá parar? Sou daqueles à moda antiga que ainda acham que deveria existir um mínimo de convivência e aceitação de opiniões diversas. Briga entre torcidas de futebol, tudo bem. Mas por política? Que fuzilem todos.

Corruptos e fraudulentos.
Dante os coloca no último círculo do Inferno, e com razão. A corrupção é uma praga que tudo destrói. O exemplo mais recente foi o dessa ciclovia que desabou no Rio, vítima de uma onda, três meses após sua inauguração. Pessimanente planejada, mal construída, superfaturada e ainda beneficiando uma construtora de amigos do Secretário de Turismo no Rio, é apenas o mais recente exemplo de que nesse país, seja com "esquerda", seja com "direita", nada nunca vai dar certo. Guilhotina em todos.

Idiotas que vivem reclamando de tudo.
Eles acham que o Ocidente está em crise, que a raça branca está desaparecendo, que acabaram com a moral e os bons costumes, que tudo está indo para o lixo, que a música que os jovens escutam hoje não presta, que todo mundo deveria ser executado devido a crimes menores. São uns velhos ranzinzas, recalcados e fracassados. Cadeira elétrica neles! 


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Por um mundo melhor

Muitos jovens militantes vivem nos dizendo que lutam "por um mundo melhor".

Mas melhor para quem?

Isto, eles não dizem, ou talvez não saibam. Mas o mundo está ficando pior, bem, pior, justamente para eles, esses mesmos jovens tolos e ingênuos. Nada me irrita mais nos progressistas do que sua empáfia em dizer que "lutam por um mundo melhor". 

Será que não percebem que estão lutando contra si mesmos? Ou seria uma ânsia suicida, a tal pulsão de morte? A "luta contra o sistema" é, de certo modo. a luta contra o futuro. É de fato a luta contra a mediocridade da vida de classe média e a meia-idade que virá. Rebeldes sem causa, e, muitas vezes, sem calça.

"Eu vi as melhores mentes de minha geração destruídas pela loucura, seres famélicos histéricos nus, arrastando-se pelos bairros negros ao amanhecer na fissura de um pico", escreveu em 1955 Allen Ginsberg, que era um gay pedófilo drogado e repulsivo, mas enfim, o verso captou bem a essência do que seria a degradação posterior da América nas décadas seguintes. 

Não vivi naquele período, evidentemente, e muito menos no anterior, mas penso que em quase todos os aspectos da vida cotidiana, a vida nos anos 50-60 parecia ser melhor.

Arte, arquitetura, medicina (refiro-me à qualidade do atendimento médico, não à tecnologia), sociedade, cinema, tudo parece ter decaído bastante, em especial nas últimas décadas. E não digo apenas nos EUA ou na Europa. No Brasil, na Argentina, também. A queda foi total.

As pessoas eram melhor vestidas e mais bonitas. Havia certamente menos crime. Havia muito mais otimismo. Certamente não havia essa constante sensação de ansiedade no ar.

Sério, existe alguma coisa que melhorou, de lá para cá?

Podemos dizer que a tecnologia, mas mesmo esta, não é claro se mudou as nossas vidas para muito melhor. Quero dizer, antes você comprava um aparelho e ele poderia durar por décadas, enquanto a tecnologia moderna precisa ser trocada a cada ano.

É uma vantagem para os fabricantes, mas será que é tão vantajoso assim para os usuários?

O que mais mudou? A Internet revolucionou o mundo, é verdade, e permite o acesso fácil a grande parte da sabedoria acumulada a longo dos séculos -- mas a maioria das pessoas a utiliza apenas para ver pornografia gratuita, publicar fotos engraçadas ou perder tempo nas redes sociais.

E no mais, o que é que os militantes realmente entendem por "mundo melhor"? Não uma suposta melhora que possa ser quantificada, mas apenas um vago "progresso" em direção a um igualitarismo absurdo e impossível.

Casamento gay, multiculturalismo, feminismo, direitos humanos, ecologia, etc etc. Meros fogos de artifício. E, em muitos casos, falsos.

A vida dos negros na América melhorou de lá para cá? Tem certeza? Com o número de mães solteiras negras passando de 14% em 1950 para 72% hoje em dia? Com o crack, o rap, os tiroteios? 

E no Brasil? Será que melhorou?

A vida das mulheres melhorou? Será mesmo? Trabalhando mais, ganhando menos, e tendo menos filhos, e menos tempo e condições de criá-los?

A vida dos gays melhorou? Bem, essa tendo a concordar que talvez tenha melhorado mesmo. Mas só essa.

A vida dos brancos melhorou? Esta foi a que mais piorou. A imigração massiva de não-europeus para países de maioria européia transformou horrivelmente algumas das cidades mais belas do mundo em guetos imundos. 

E a vida da classe trabalhadora? Aliás, alguém ainda se importa com ela?

Uma das maiores traições da dita esquerda -- e pela qual, curiosamente, ninguém sequer a censura, quase como se tivessem esquecido completamente o discurso anterior -- é como traiu a classe trabalhadora, e hoje sequer se importa por seus direitos, preferindo apoiar CEOs gays e imigrantes ilegais. Trocou sem pestanejar a guerra econômica pela guerra cultural.

O mundo repleto de problemas reais, graves e sérios, mas qual a queixa do progressista? O número de falas femininas nos diálogos dos filmes da Disney. Isto, segundo eles, é algo "urgente" e "imprescindível". E enquanto isso, Roma pega fogo.

Eles dizem que "lutam por um mundo melhor". Mas melhor para quem? Para quem, cara pálida?

Melhor talvez para Dontavius Smith e Zé Pequeno, que podem tocar terror e matar outros membros de gangues impunemente.

Melhor talvez para Chiquito González, que pode viver ilegalmente nos EUA sem ser perseguido e ter apartamento pago pelo Tio Sam.  

Melhor talvez para Simon Goldsachstein, diretor de finanças Goldman Sachs, que não precisa pagar tantos impostos.

Melhor com certeza para Chelsea Plinton e Júnior Bush, herdeiros do trono e membros permanentes da elite.

Melhor para Hammad Hussain, que pode planejar atentados colocando os custos das bombas na conta do contribuinte.

Mas para o resto das pessoas, a vida está ficando cada vez mais difícil. 

E o progressista? E a esquerda? Onde está? Como é que não vê toda essa injustiça?

Ah, ela está lutando por "um mundo melhor" (para os 1%), incapaz de compreender que com cada um de seus atos só está causando problemas para si e para seus filhos.

Um mundo melhor! Prefiro o mundo horrível dos anos 50, deixem-me ir para lá, Marty McFly, Doc, aceito uma carona no seu DeLorean! 

Ele também lutava por um mundo melhor.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Saindo da Matrix

Eu não sei mais como definir o progressismo, a não ser como uma forma de doença mental irreversível. Uma espécie de Alzheimer social, que faz às sociedades esquecerem seus princípios, e aos indivíduos, o próprio bom senso.

Ora, pode até ser que a mídia nos cause lavagem cerebral, que a elite nos manipule, etcétera etcétera, mas, para poder acreditar nas coisas que a mídia vende, você precisa ao menos inicialmente ter um parafuso solto, não é possível. Ou então as pessoas são bem mais facilmente manipuláveis do que pensamos e, ao contrário do que em "1984", onde era preciso tortura para convencer alguém que 2 + 2 = 5, nos dias de hoje é feito de forma bem mais simples. 

Peguemos um site progressista moderno qualquer. Por exemplo, este aqui, "Everyday Feminism". Temos só entre os artigos em destaque:
- Um artigo com dicas sobre como manter sua "identidade queer" ao iniciar uma relação hétero.
- Outro sobre uma feminista branquela que usava dreadlocks mas depois parou porque descobriu que isso era "apropriação cultural" e "racismo implícito".
- Uma  história em quadrinhos explicando o que é "privilégio branco" e por que todos os brancos têm que pedir perdão por existir.
- E finalmente uma outra história em quadrinhos na qual um esquizofrênico explica que prefere ser chamado "esquizofrênico" antes de "pessoa com esquizofrenia" pois esta é a "sua verdade" e outros termos o deixam muito louco.

Enfim, é certo que muitos desses autores são pessoas com problemas mentais de verdade, muito além do progressismo. Mas o fato é que tais artigos são lidos e compartilhados por milhares de pessoas "normais".

E nem falemos sobre o tema da imigração, a ideia absurda de que os europeus e americanos brancos devam aceitar sem sequer reclamar a inundação em um mar de latinos, árabes, chineses e negros, por quê? Porque não aceitar seria "racista".  Loucura? Menos doida era minha tia Anastácia que morreu em um asilo, mas sabia que 2 + 2 eram 4.

As igrejas supostamente seriam um local de refúgio espiritual de toda esta desgraça, correto? Errado! Fui visitar uma igreja tradicional da cidade e já no folheto e cartaz informativo na entrada garantiam que realizavam casamentos de gays, lésbicas e divorciados, que não aceitavam preconceito social, sexual, etário ou racial, além de outras mensagens progressistas. Ao lado da cruz, havia um arco-íris. Só faltou afirmar que realizavam abortos no altar. As igrejas também são as primeiras em apoiar refugiados muçulmanos e imigrantes ilegais mexicanos que transformam a vida dos nativos num inferno.

"É preciso sair da matrix", dizem. Mas e quando os próprios criadores do termo fazem parte da "matrix", e são aliás propagadores desta?

Os irmãos Wachowski, diretores do filme "Matrix" de 1999, hoje são duas "mulheres". Ou seriam travestis? Bem, de qualquer forma, o primeiro fez sua transição anos atrás, o segundo recentemente. Agora vestem-se como mulheres e criaram peitos artificiais. Duvido que seja coincidência. Tudo foi planejado cuidadosamente. A matrix controla tudo!

Quanto a mim, pretendo sim sair em breve da matrix, só que aos poucos, lenta mas definitivamente.

Primeiro abandonarei a mídia. Não tenho televisão já faz muitos anos, e não sinto falta.

Filmes? Quase só vejo filmes antigos hoje em dia. Não tenho nem Netflix.

Em breve deletarei minha conta no Foicebook. Que me importa se uma "amiga" fez lipoaspiração e casou com um equatoriano, e um "amigo" comeu sushi de cachorro num restaurante na Cochinchina?

Um dia jogarei meu smartphone no vaso, e puxarei a descarga.

Quebrarei meu computador a marteladas.

Mudarei-me para o campo, longe de tudo e todos. Viverei do cultivo de plantas, tendo por única companhia uma vaca leiteira e um fiel cão.

Não falarei com mais ninguém, só talvez com meu cachorro e com as plantas.

Dedicarei-me a escrever poemas e um tratado filosófico para as futuras gerações. Mas antes de concluir, mudarei de ideia e colocarei fogo em tudo.

Finalmente, quando estiver bem velhinho e cansado, comprarei uma pistola e darei um tiro no meio da testa.

E, ainda assim, não estou completamente certo que depois da morte não nos aguarde outra dimensão, ainda mais corrupta e diabólica. ("For in that sleep of death, what dreams may come", etc.)

Você pode até sair da matrix, mas a matrix nunca sai de você!!



quinta-feira, 31 de março de 2016

Os brancos também erram

Fiquei triste pelos pais de Jean Charles ao ler que a Corte Européia de Direitos Humanos rejeitou o recurso da família. Nada mais ocorrerá, e nada mais resta à família a não ser continuar a chorar. 

A morte do brasileiro Jean Charles pela polícia inglesa foi um erro patético, e no entanto, ninguém foi punido. Nenhum policial chegou a ser investigado individualmente e o máximo que ocorreu foi que a Scotland Yard foi multada em 100 mil libras, quantia certamente irrisória para o governo inglês.

Incapazes de diferenciar entre um etíope escuro e um mestiço indígena claro, os policiais deram 13 tiros no eletricista, sendo que 7 na cabeça. Atiraram primeiro e perguntaram depois. 

Acidentes acontecem, é verdade, mas pergunto-me se as coisas teriam tido o mesmo rumo se, em vez de um imigrante brasileiro, a vítima tivesse sido um inglês branco, quem sabe o filho de algum político. Quem pode, pode, e quem não pode, vocês já sabem (rima com pode).

Embora haja certamente muitos anglos geniais, nunca gostei muito deles como coletividade. Um povo arrogante, esnobe, imperialista. Conquistaram o mundo inteiro mas juram que foi na base do "fair play". Algo dessa mentalidade pegou nos americanos, que herdaram seu império e hoje fazem "bombardeios humanitários" com meros "danos colaterais".

O etíope muçulmano que cometeu os atentados era considerado um cidadão inglês. Jean Charles era um mero residente de legalidade duvidosa. Um era um terrorista encostado no welfare, o outro um trabalhador manual.

Mas não seria a elite inglesa quem mais deveria ser punida por trazer milhares de etíopes e assemelhados para viver no Reino Unido e atormentar o cidadão local?

Os ingleses já dominaram todo o subcontinente indiano e partes da África, tratando os locais como cidadãos de segunda classe. Modernizaram tais países, não resta dúvida; mas o preço foi salgado e, hoje em dia, pouco resta do que foi construído. Será que, no fim das contas, o legado do colonialismo não foi no fim das contas ruim para ambos os lados? Não era melhor que tivessem deixado a África em seu estado pré-civilizado, ou, então, que assumissem de vez o tal "fardo do homem branco" em vez de abandoná-los depois de dar-lhes as "benesses da civilização" como granadas e fuzis?

"Africa Addio" é um filme sobre o fim do colonialismo europeu na África. Muito embora tendo sido produzido por cineastas italianos premiados (um deles inclusive havia até sido indicado ao Oscar), o filme hoje é bem difícil de encontrar. Existem na verdade várias versões. Foi lançado nos EUA apenas um uma vesão bastardizada e censurada, renegada por seus autores. Mas há mais de um corte da versão europeia também. (Tem uma versão italiana de com 140 minutos no Youtube, acredito que seja próxima do original).

O filme virou tabu. Nunca assisti o filme inteiro, e não sei se o recomendaria. É, por um lado, horrível. Tem matanças indescritíveis de humanos e de animais. Não poupa os negros, mas tampouco os brancos, que em algumas cenas também são mostrados cometendo violências atrozes. Porém, tem cenas de relevância histórica e está muito bem filmado. As cenas mostrando os milhares de corpos dos árabes massacrados pelos revoltosos negros no Zanzíbar é impactante. Mas também as da África do Sul durante o apartheid com jovens mulheres loiras correndo em câmera lenta e pulando em uma cama elástica. Para quem gosta do gênero "cinema-chocante", o filme é um prato cheio.

Uma história engraçada sobre a produção: ao filmar uma revolução na Tanzânia, os cineastas foram presos e condenados à execução. Mas aí alguém gritou, "espere aí, eles não são brancos, são ITALIANOS!" E eles foram imediatamente liberados e puderam concluir os trabalhos. (Porém, foram posteriormente presos na Itália, sob a acusação de que algumas mortes no filme teriam sido realizadas para as câmeras; foram também finalmente absolvidos).

Outro filme interessante sobre a colonização, este na África do Norte, é a "Batalha de Argel", do também italiano Gillo Pontecorvo. O filme é tão realista que muitas vezes foi confundido com um documentário, mas é ficção. Mostra atrocidades de ambos os lados, franceses e árabes.

Os italianos são (ou eram) bons em fazer filme sobre a África: "Conseguirão nossos heróis encontrar o seu amigo misteriosamente perdido na África?", do recentemente falecido Ettore Scola, é outra exame da (pós-)colonização, mas sob uma ótica mais ligeira e cômica, com uma performance como sempre magistral de Alberto Sordi, e uma mensagem ambígua: quem é o "civilizado", e quem é o "selvagem"? É o que parecem perguntar-se "nossos heróis" ao final. 

A mesma mentalidade colonialista da velha elite é a que se revela hoje em dia no seio dos próprios países europeus, a única diferença é que, em vez de ir para a África atormentar/educar os nativos, agora eles estão importando-os da África para dentro da Europa para "ajudá-los", com conseqüências nefastas para todos. 


sábado, 26 de março de 2016

L'Infinito

Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
E questa siepe, che da tanta parte
Dell'ultimo orizzonte il guardo esclude.
Ma sedendo e mirando, interminati
Spazi di là da quella, e sovrumani
Silenzi, e profondissima quiete
Io nel pensier mi fingo; ove per poco
Il cor non si spaura. E come il vento
Odo stormir tra queste piante, io quello
Infinito silenzio a questa voce
Vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
E le morte stagioni, e la presente
E viva, e il suon di lei. Così tra questa
Immensità s'annega il pensier mio:
E il naufragar m'è dolce in questo mare.

G. Leopardi

sexta-feira, 25 de março de 2016

Por que os nerds não vencerão

Recentemente, um chat de inteligência artificial da Microsoft foi trollado e "aprendeu" a ser "racista" em menos de 24 horas.

Embora não pareça à primeira vista, muitos "nerds", cientistas, programadores e/ou trabalhadores do meio da alta tecnologia têm opiniões "racistas", "sexistas" e "xenófobas".

Minha impressão é que de forma geral o esquerdismo é mais popular entre pessoas sociais e sociáveis, enquanto introvertidos e anti-sociais tendem a ter visões mais independentes e, por vezes, até conservadoras ou reacionárias.

Não sei bem por quê isso ocorre, mas acho que existem alguns motivos lógicos para isso, mas o principal é que vivemos em uma sociedade baseada nos princípios progressistas. Todos querem ser aceitos, e propagar a papagaiada inclusiva e igualitária é muito bem mais aceita hoje em dia do que contestar a narrativa oficial, que torna você um "teórico da conspiração", um "loner", um "loser", enfim, um cara estranho.

Os nerds já foram rejeitados no grande mercado sexual e social, então, preocupam-se menos em agradar. Fora o fato, naturalmente, de que a Internet ainda permite em grande medida (por enquanto) o anonimato. 

E, no entanto, os nerds não vencerão, ou, ao menos não creio que vençam.  Isto por que, no fundo, o que eles também mais querem é ser aceitos.

Mencius Moldbug, também conhecido como o programador Curtis Yarvin, é o autor do lendário blog Unqualified Reservations, que fundou o chamado "neo-reacionarismo", e costumava escrever textos quilométricos.

O blog acabou já há anos, porém, sua identidade foi revelada e ele hoje virou um pária da indústria da programação. Estes dias, uma inteira conferência tecnológica foi cancelada porque ele era um dos convidados. Observem que o tema nem era ligado às suas crenças políticas, que aliás foram escritas sob pseudônimo, e mesmo assim os organizadores ressaltaram que suas visões "intolerantes" e "fanáticas" eram incompatíveis com a instituição e blablablá.  

Empresas como Google, Apple, Microsoft e Facebook, muito embora formadas em sua maioria por funcionários homens, brancos, asiáticos (e judeus??), são as primeiras a promover (ao menos da porta para fora) o feminismo, a imigração e o multiculturalismo. E, no entanto, muitas vezes seus empregados são os maiores perdedores com tudo isso.

Uma vez imaginei uma história na qual os nerds poderiam se vingar sabotando o status quo, utilizando a tecnologia para se vingar dos "populares" e de sua ideologia progressista, e finalmente tomando o poder. Porém, isso não ocorre: no máximo algum loser nerd perde o controle (mental) e sai por aí atirando e matando inocentes, depois de publicar um "manifesto" online.

Os nerds não vencerão. Isto porque a política, feliz ou infelizmente, necessita de pessoas sociais e sociáveis, carismáticas e populares.

Porém, eles poderão ajudar a construir novas ideologias e histórias para a nova era pós-progressista que (dado que o progressismo é uma utopia que não tem como dar certo) um dia virá. 

"Fuck you nigga bitch! Por trás deste teclado sou racista e antifeminista!"
Peraí, já vou jantar mamãe, estou terminando meu post!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Mais do mesmo

Hoje aconteceu algo curioso. Vi meio por cima as notícias de atentados em Bruxelas e nem cliquei. E desta vez nem foi por não querer ver imagens de sofrimento, que sempre me angustiam, mas simplesmente por que já virou parte do panorama, o "novo normal" ocidental. Tédio, mais do que horror.

E acho que isso foi sentido por muitos, pois, não vi desta vez bandeirinhas da Bélgica por aí. Mas pode ser apenas que ninguém liga muito para a Bélgica mesmo, pois até as batatinhas fritas são consideradas "French fries" e não, como deveriam, "Belgian fries".

Depois até fiz um breve comentário em algum site europeu por aí sobre como a solução era simples: parar de bombardear o Oriente Médio e parar de importar para a Europa imigrantes da mesma região.  Fui repreendido por um esquerdoido que disse que "se a Europa passar a banir pessoas devido à sua raça ou religião, não será mais a Europa".

Vejo que eu e ele temos concepções bem diferentes do que seja a "Europa", mas deixe pra lá, ele é europeu, aliás austríaco da gema, e talvez saiba isso melhor do que eu. Não é isso que me incomoda.

O que incomoda é descobrir que o povo é sempre gado. Só segue aquilo que lhe dizem.  Como a raposa que convence as galinhas de que "o céu está caindo", é incrivelmente fácil manipular o povão. O povaréu, e em especial a gentalha da esquerda, são só zumbis, bonecos de vodu: é preciso matar o feiticeiro.

Sei lá se os novos atentados foram cometidos pelo "ISIS" ou por quem quer que seja. Pode ser, pode não ser. Nem importa mais. O fato é que a culpa por este e os outros atentados recai diretamente sobre os governos traidores que promoveram e ainda promovem a imigração massiva de terceiro-mundistas e em especial de muçulmanos. E enquanto não mudar a elite, nada mudará.

E essa mudança não pode acontecer apenas localmente, em um único país europeu, pois os outros se voltarão contra ele, e se não serão os EUA que bombardearão que nem fizeram com a Sérvia quando "ousou" manter como sua a província rebelde muçulmana de Kosovo. É preciso cortar todas as cabeças da hidra globalista ao mesmo tempo, o que é bastante difícil, como sabemos.

Alguns dizem que vários destes atentados e tiroteios recentes, para não falar do 9/11, sejam operações da CIA, do MOSSAD, do MI-5, ou então meras manipulações midiáticas de terror psicológico. Para mim, isso seria até, de certa forma, um consolo. Ao menos mostraria que os euros não estão apenas à mercê de qualquer refugiado recém-chegado a fim de fazer um tiroteio ou soltar uns rojões, mas que a coisa é, ao menos, um pouco melhor planejada. 

Estou cansado, estou profundamente cansado, mas infelizmente não vejo nada no momento que acorde o homem ocidental do seu torpor. 

Se não mudar o status quo, nada mudará no meio-tempo, por mais atentados que ocorram, portanto, vou hibernar, acordem-me apenas quando isso acontecer.

Boa noite.

.

Foto de uma chinesa albina, para preventivamente 
impedir discussões sobre brancura

sexta-feira, 18 de março de 2016

A era do caos

Um texto confuso, para tempos confusos.  Leiam com cautela.

Muito tem se falado aqui sobre a problemática da migração descontrolada, mas e se o problema fosse outro? E se o problema fosse simplesmente mais cultural e sociológico, ou, indo ainda mais adiante, mental, espiritual? E se o problema não fossem "eles", mas "nós"?

Alguns acreditam que a Genética importa mais do que a Cultura. Talvez isso seja relativamente verdade para o indivíduo, mas não creio que seja de todo verdadeiro para as massas.

Afinal, se isso fosse verdade, o que explicaria as mudanças de uma geração para outra? Por que os brancos europeus já dominaram o planeta inteiro e hoje se acovardam na frente de alguns arruaceiros mexicanos ou muçulmanos e nem conseguem expulsá-los? Por que os escandinavos eram guerreiros e hoje são em sua maioria pacifistas e feministas? Por que os tchecos já foram Católicos fundamentalistas ainda no começo deste século e viraram hoje em sua grande maioria ateus?

E por que os sumérios ou os etruscos não existem mais, muito embora seus genes ainda provavelmente existam, misturandos naturalmente com os de vários outros povos?

Por que os judeus ainda existem, não obstante a sua saga pelo mundo e suas diversas misturas? 

E se o problema não fosse simplesmente populacional e demográfico, mas bem mais grave, e bem mais antigo?

Alguns pensadores como Julius Evola, Oswald Spengler, entre outros, já vinham cantando essa pedra há tempos. A decadência europeia já vem desde a Revolução Francesa, e desde então só se agravou. A Europa morreu em 1914. Os EUA em 1965. (Mas já em 1945 isso já se evidenciava).  

Desde então, o mundo só se piorou, ou poderíamos dizer que se americanizou. Multiculturalismo, minorias barulhentas, cultura materialista, importância dada ao dinheiro mais do que à cultura, etc. A idéia de um "país de imigrantes" também veio dos EUA. Os EUA, fundados por maçons, foram o germe do globalismo desde o início.

Porém, a própria imigração, não podemos dizer que seja o problema em si. 

Por exemplo, recentemente os ingleses criaram uma lei para impedir trabalhadores especializados estrangeiros que ganham menos de 35 mil libras por ano de se instalarem no país. A lei afeta principalmente trabalhadores brancos autralianos e americanos - ou seja, anglos. (E é verdade que vez por outra os ingleses também reclamam dos polacos que roubam seus empregos.) 

Enquanto isso, árabes, paquistaneses e africanos de segunda ou terceira geração encostados no welfare são considerados "ingleses" puros, cidadãos plenos com todo o direito de permanecer, mesmo que cometam atos de terrorismo, estupro ou assalto. Alguns até vão lutar junto ao ISIS, e depois voltam.

Então, o problema é a imigração? Não, o problema é a falta de consciência. Perdeu-se o conhecimento do que é obviamente bom e do que é obviamente ruim. E perdeu-se a consciência de pertencer a algo maior, tanto no nível religioso e cultural quanto metafísico.

Existem imigrantes bons e imigrantes ruins, e existe a ralé, que independe de seu status migratório.

Vejam aqui na Austrália o que um grupo de "jovens" (interessante como para a mídia são apenas "jovens") residentes de origem sudanesa e polinésia aprontaram. A razão? "Tiveram um longo e tortuoso caminho até a Austrália, e não se adaptaram bem". Aí, naturalmente, criaram gangues.
 
"Uma sociedade é medida por como trata seus seres mais vulneráveis". A frase já foi atribuída a Dostoyevsky, Ghandi, Samuel Johnson e Martinho da Vila. Não sei se é verdade, mas, se for, pensemos na sociedade branca euro-descentente atual. 

As suas criaturas mais vulneráveis são crianças, e, logo depois, jovens moças adolescentes. Elas estão abandonadas ao seu destino. 

Vejam por exemplo o triste caso desta jovenzinha sueca, claramente com problemas mentais, primeiro abandonada pelos pais, depois pelo Estado, caiu nas drogas e finalmente fugiu da sua cidade aos 14 anos para engravidar de um imundo terrorista árabe. Seguiu-o até as Arábias e depois voltou, arrependida.Com um bebê terrorista a tiracolo, que será um novo cidadão sueco, pronto para contribuir com o bem-estar geral.

Ainda pior ocorreu às jovens moças brancas da cidade inglesa e Rotterham, seduzidas e logo forçadas à prostituição por uma gangue de paquistaneses. Onde estavam os pais, as mães, os vizinhos, a sociedade, a autoridade, o Estado?

Se você não cuida de seus seres mais vulneráveis, quem cuidará? 

Mas a razão de tudo isso não é demográfica nem genética. O povo europeu está imerso em uma crise espiritual sem precedentes. Não acredita mais em si mesmo, nem tem mais conexão com uma verdade superior, além do materialismo mais crasso. 

De acordo com os antigos hindus, estamos no período de Kali Yuga, "a era da discórida", ou a "era do caos". De acordo com antigas profecias, esta fase tem as seguintes características:

- Os líderes se tornarão tirânicos ou perigosos;
- As pessoas começarão a migrar;
- Avareza e ódio serão comuns;
- A luxúria será vista como socialmente aceitável e o ato sexual será visto como o aspecto central da vida;
- As pessoas se tornarão viciadas em bebidas e drogas;
- As pessoas não respeitarão mais promessas, o pecado aumentará, alguns terão pensamentos assassinos sem motivo e não verão nada de errado nisso;
- Ninguém mais respeitará os gurus.

Parece a nossa época atual, não parece? Vejam o homem e a mulher ocidental atuais em toda a sua glória:




E estes apenas para alguns leitores que nunca acham ninguém suficientemente branco:




Bem-vindos à era de Kali Yuga!