segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tudo que é sólido desmancha no ar

A frase é de Marx. Virou depois o título de um livro que foi moda nos anos 80 ou 90, hoje esquecido. Acho a frase bonita, e aplicável ao momento em que vivemos, no qual todas as certezas ocidentais parecem se dissolver.

Falo, naturalmente, do fim do casamento tradicional (da sociedade tradicional?) com a aprovação geral do casamento homossexual, bem como várias outras coisas que estão ocorrendo no nosso agora falecido Ocidente (requiescat in pace). 

Meu Facebook (o qual espero poder abandonar em breve, tendo descoberto que nada mais é do que uma usina de replicação de estupidez), recentemente amanheceu todo colorido. Celebração devido ao fato da Suprema Corte americana ter passado por cima dos direitos dos estados, e afirmado que o casamento homossexual é lei em todo o país, e dane-se a independência dos "Estados" Desunidos.

É bem estranho como em tão pouco tempo, a mídia conseguiu transformar algo tão marginal em um direito inalienável, que não pode sequer ser discutido. 

Quando eu era criança, nem faz tanto tempo assim, a tal cultura gay ainda era algo bem obscuro, longe do mainstream. Faziam-se piadas na televisão e na escola, e comentava-se baixinho nos salões, mas os casais gays estavam longe de ser considerados parte da sociedade tradicional. Acho que a mudança começou com a AIDS, que acabou dando maior visibilidade aos gays, e começaram a aparecer mais e mais nos filmes e nos sitcoms, de forma que se tornaram definitivamente parte da cultura geral.

Ainda assim, ainda considero incrível como, em meras duas ou três décadas, algo que não era sequer concebido (casamento entre dois homens ou duas mulheres) tornou-se um assunto quase indiscutível. Ser contra é ser contra o "amor". E quem é que pode ser contra o "amor", não é mesmo? 

(Digam o que quiserem sobre os africanos, ao menos eles parecem entender mais de anatomia e não engolem essa história de que o sexo entre casais gays é exatamente igual ao dos casais formados por um homem e uma mulher.) 

De qualquer forma, é impressionante como não apenas a mídia, como o governo e praticamente todas as grandes empresas americanas apoiaram e ainda apoiam maciçamente essa mudança social, criando um ambiente no qual se manifestar contra virou ser um pária ou um sujeito esquisito. Vejam:


Bem. Eu não sei o que vocês pensam sobre o assunto. Conheço vários gays, conheço até um transexual (acho que é um transexual, mas não tenho certeza!). São pessoas bacanas, eu acho, não tenho tanta intimidade. De qualquer forma, não acredito que devam ser perseguidos por seus atos sexuais ou suas preferências eróticas. O sexo heterossexual também tem suas esquisitices! E com lei ou sem lei, casais gays sempre existiram, sempre existirão. Houve naturalmente muitos gênios que eram gays. Bem, que continuem assim.

Confesso porém que não gosto da idéia de casais gays ou lésbicos cuidando de crianças; temo que seja uma forma de egoísmo que "objetifica" (para utilizar uma palavra esquerdista) a vida da criança.

Além disso, ocorre o risco de abusos. Mais de um casal gay abusou de crianças adotivas. Sim, sei que isso ocorre com muitos casais heterossexuais também, até ou especialmente casais com filhos biológicos. Porém, com o casamento gay, ficou mais fácil para predadores. Digamos por exemplo que João e Pedro gostem de comer criancinhas. Eles se associam em um "casamento" e adotam várias crianças, às quais passam a abusar sistematicamente.

Delírio? Pois vejam o famoso caso daquele casal gay australiano que adotou um menino russo para estuprá-lo e prostituí-lo, ou deste outro casal gay americano que adotou e abusou de algumas de suas nove crianças. Nove! Mas vocês sabem o quão difícil que é para um casal heterossexual americano adotar crianças? Leva anos e é uma burocracia infernal. E no entanto esses gays conseguiram adotar nove pimpolhos, tudo graças ao politicamente correto. 

Está certo, tais abusos são (quero crer) uma pequena minoria. E quanto aos casais sem filhos, que meramente querem o direito de poder passar ao companheiro de mesmo sexo seus bens, não seria isso justo? 

O que está em jogo, no entanto, é algo mais complexo. O que é o "casamento gay"? Seu valor é quase que exclusivamente simbólico. A maioria dos gays, mesmo tendo agora o direito, não casa nem casará. Muitos dos que casaram, já separaram-se.

De acordo com estimativas, o número de gays que casaram nos EUA (nos estados em que tal união já havia sido legalizada) foram 72 mil em todos os EUA, desde 2007. É pouco, se considerarmos que a população americana de gays adultos (se corresponder aos 3.8% de auto-declarados gays e lésbicas) deveria ser de pelo menos 12 milhões.

Mais: a imensa maioria dos casais de mesmo sexo que casaram é de lésbicas: mais de 50 mil desses 72 mil são casamentos entre mulheres, provando mais uma vez o clichê de que as mulheres tem uma maior necessidade (ou capacidade) para relações estáveis do que os homens. 

Então, por que tanta luta por um direito que nem eles procuram?

É simples. O que eles querem realmente é o símbolo da aceitação, a idéia de não haver nenhuma diferença em relação aos héteros. Não é que eles queiram casar, eles querem ser vistos como parte integrante da sociedade, sem qualquer tipo de censura. E para o progressista branco, que tem vários amigos ou conhecidos gays, isso é de certa forma natural.

Para outros, porém, o “casamento gay” é apenas a busca da dissolução do casamento tradicional, a pá de cal que faltava nessa instituição. Como disse um comentarista em outro site, é um tipo de "inflação do casamento": assim como imprimir mais dinheiro diminui seu valor, proporcionar o casamento a todos é um procedimento similar com conseqüências similares (e dar a residência ou cidadania a qualquer imigrante ilegal também inflaciona o falor da cidadania americana)

Além disso, é uma boa arma contra os cristãos, que são os únicos de fato opostos a isso (e ainda assim, nem todos: grande parte dos protestantes e até muitos católicos estãose dobrando ao casamento e adoção gay. Acredito que em breve teremos casamentos gays celebrados na maioria das Igrejas e Catedrais).

De qualquer forma, convenhamos, a idéia de transformar o que é essencialmente o fim da família tradicional em um direito de "igualdade" foi uma sacada genial.

O homem moderno está viciado em "igualdade". Não acreditanto mais em Deus, nem em pátria, nem em cultura, nem nos laços sanguíneos, tudo o que lhe resta é a crença na Humanidade.

Mas a Humanidade é um pobre substituto para Deus. Os "direitos humanos" não satisfazem a necessidade espiritual, e, sendo o homem por sua constituição um ser eternamente insatisfeito, será necessário avançar sempre mais e mais na "luta" por "direitos" imaginários.

O que virá depois do "casamento gay"? Senhores, façam suas apostas.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Esqueçam o que escrevi

É curioso. Toda hora que escrevo sobre raça acaba-se gerando uma discussão sem fim e, a meu ver, inútil e infantil, ainda que por vezes divertida.

Vamos lá. Até que gosto de antropometria, ou, mais exatamente, de tentar adivinhar a origem da pessoa a partir de seus traços faciais ou corporais. É uma brincadeira agradável, ainda que inconseqüente. 

Porém, não tenho interesse em discutir "pureza racial". Meu conceito de "branco" é simples, uma definição que tem servido por séculos, bem antes da descoberta dos genes: branco é quem tem pele branca. Depois, podemos explorar em mais detalhe sua etnia, sua origem, de quem ele puxou o nariz e com quem sua bisavó copulou.

E digo mais, até coloco na conta dos brancos alguns supostamente mais "escurinhos" como gregos e italianos do sul, devido às suas contribuições gerais às ciências e às artes, e por pertencerem inegavelmente à cultura européia (de modo que turcos, mesmo muitos deles sendo também de pele branca, não entrariam, mas deixo essa questão em aberto - afinal, a Europa é bem mais diversa do que pensamos.)

De qualquer forma, o curioso é que a tal pureza racial só vai para um lado. O simpático rapper Snoop Dogg tem certamente um pouco de sangue branco, além de sangue indígena (de acordo com este link, 71% de africano, 23% de nativo-americano, e 6% de europeu - eu diria que parece até mais). Porém ninguém chama ele de "misturado" ou de "mestiço", chamam ele de nigga mesmo. Questão de opinião, mas acho que o mesmo deveria valer para os brancos então. 

Mas aí alguém disse que Elon Musk tampouco é branco. A informação surpreendeu-me. É verdade que ele tem uns olhos que parecem meio maoris, mas parece ser 100% branquelo, que nem o assassino de Charleston, mas com um QI nitidamente maior. Alguns dizem que Elon seria judeu: sua mãe tinha o sobrenome Handelman. Mas tudo indica que seja mesmo holandês da gema, e protestante.
(Incidentalmente, estive lendo sobre o divórcio de Elon e sua primeira esposa, e achei bem interessante; talvez escreva sobre isso um dia. Os dois me pareceram insuportáveis, ele um maníaco e ela uma vadia que gasta 20 mil por mês da pensão milionária apenas em roupas e sapatos. Fitzgerald tinha razão, os ricos de fato são diferentes. Eles vivem, nós dormimos!) 

Bem, mas onde eu estava? Até esqueci...

Enfim, um outro comentarista disse que eu fico "só no papo". Acho que fui mal compreendido, que pena. Jamais tive outra intenção do que a de ficar "só no papo". Não tenho vocação para mártir ou revolucionário, para soldado nem para herói, e nem mesmo para ideólogo ou propagandista. Não sou nenhum homem de ação, ao contrário, sempre fui pouco mais do que um observador desinteressado. Gosto de observar e discutir. Querem mais? Procurem outro lugar; não faltam psicopatas na web.

Aliás, querem saber? Estou me lixando para a "causa branca". Estou me lixando para os nacionalistas brancos e seus sonhos insanos. Também não quero saber de conservadorismo ou anti-petismo. Não votaria no Bolsonaro nem muito menos no Aécio. Não sou nem mesmo religioso. Se pudesse, seria um hippie progressista, liberal e vegetariano, mas, ai de mim, perdi também essas ilusões. Acho que não tenho ideologia nenhuma, fora a de que devemos tentar seguir um certo bom senso em tudo, e tentar ser um pouco melhores uns com os outros neste vale de lágrimas. Eu não quero (nem poderia se quisesse) "salvar o Ocidente". (Aliás, às vezes eu acho que quero mais é ver o circo pegar fogo, só para poder escrever aqui, não fosse que um certo nível de conforto é essencial para poder viver e escrever.) 

Digo mais: simpatizo com os negros e os índios, especialmente aqueles que mantiveram as suas culturas pré-ocidentais, embora também goste de sincretismos como o jazz, o samba e a bossa nova. Mas enfim, adoro aquelas pinturas e máscaras africanas, bem como alguns artefatos indígenas ameríndios; o índio ou negro que sai da sua cultura tradicional e vira um favelado sub-ocidental é que é triste. Mas nesse caso,  de quem é a culpa, de quem quer meramente sobreviver, ou de quem subjuga e escraviza e quer transformar o Outro na sua imagem? O negro realmente não tem culpa das lutas entre branquelos liberais e branquelos de direita, nem o imigrante tem culpa de que os Wasps e judeus ricos queiram usá-lo como mão de obra barata, ou para ferrar com a classe média trabalhadora... É, os antigos católicos é que estavam certos, o importante não é o que está na cabeça, mas o que está no coração... Ah, e contrariando a teoria geral, às vezes penso que o problema demográfico, no Brasil e nos outros países, em termos de criminalidade, não são negros e muito menos índios, mas os mestiços e os mulatos. Ou seja: o problema é o sangue branco, que transformou o nobre selvagem em um criminal... Mas deixo essa teoria para outros mais lombrosianos desenvolverem.

Bem, mas eu fico nessas e aí leio que devido a essa matança na igreja, um articulista, não contente com banir a bandeira da Confederação Sulista (que eu acho graficamente mais bonita do que a americana), quer também banir o filme "E o Vento Levou...", só por mostrar os sulistas de forma positiva. (Talvez os sulistas tenham razão, e o maior preconceito nos EUA não seja contra negros, mas dos yankees contra os sulistas, mas essa é outra história.)

Por outro lado, vejo agora que os próprios nacionalistas brancos detestam os sulistas por considerá-los "misturados", então, realmente não há muito o que fazer. Mas, ironia por ironias, a maioria dos "nacionalistas brancos" não são mesmo misturados? Os nórdicos "puros" parecem mais preocupados com outras coisas, mais abstratas...

(E os russos, são brancos? Gosto tanto dos russos. Dos eslavos em geral, mas dos russos em particular.) 

Enfim, acho que os brancos sobreviverão, e se não sobreviverem, paciência, os chineses e judeus certamente sobreviverão, e levarão adiante a tocha da humanidade... E se não forem eles, serão os africanos, indianos e muçulmanos, que vencerão no número, ou então alguma outra raça futura, que ainda não nasceu... Ou talvez o Unabomber e outros anti-tecnólogos é que tinham razão, e quem vencerá mesmo serão os robôs que nos escravizarão.

Enfim, acho que não estarei aqui para ver, mas tenho fé que (lamentavelmente) a humanidade continuará.

OK, desculpem este amontoado de bobagens e o excesso de ironias: é que cansei um pouco deste tema. A partir de agora, se quiserem saber sobre raça, genética e HBD, leiam o blog do Santoculto, que é muito mais variado, se bem que acho que ele também desistiu de escrever sobre isso e só escreve poesia... É como eu digo, é um tema que esgota facilmente... E, em alguns casos, leva mesmo à loucura... 

Bem, acho que farei o mesmo e agora falarei apenas de arte. Talvez até publique meus poemas. Violets are red, roses are blue... Hum, pensando bem, esqueçam. 

Esqueçam tudo o que escrevi.

Cuidem-se e sejam felizes.

Bye bye wiggers.

sábado, 20 de junho de 2015

Guerra racial

O sonho da grande mídia finalmente aconteceu: um jovem branco racista entrou em uma igreja e matou vários negros inocentes.

Tudo é tão horrivelmente perfeito que parece até filme de Hollywood, desde as motivações do assassino, a seu nome (Dylan Storm Roof? Por que não Dylan Storm Front?), às suas bandeirinhas da Rodésia e da Confederação Sulista, às suas declarações insanas de que odiava negros por que eles estariam "estuprando nossas mulheres" -- o que mulheres de meia-idade em uma igreja teriam a ver com isso, não foi explicado.

Porém, mesmo se for real, o crime não é de todo inusitado. A maioria dos assassinos de massa ataca os indefesos e os inocentes, e é bem estúpida mesmo, até clichê, em suas intenções.

Uma vez me perguntei por que não poderia surgir um assassino de massa que matasse Hillary Clinton, George Soros, David Cameron, Madeleine Albright, e outros vilões da elite global; ou, se isso fosse muito difícil, por que não matar criminosos ou terroristas, em suma, ser uma espécie de justiceiro à la Charles Bronson que realmente matasse pessoas do mal, e não apenas inocentes indefesos.

A resposta, além do óbvio fato de que matar os superprotegidos políticos da elite ou criminosos armados é bem mais difícil, é que matar inocentes vulneráveis causa mais escândalo, portanto, de um jeito torto, dá mais ibope. E o que os assasinos em massa mais querem é ibope, fama, notícias, além de celebridade para sua "causa". 

Mas por que as idéias desses assassinos de massa são quase sempre tão banais?

Há na verdade uma explicação lógica para isso. Num ensaio chamado "O Perdedor Radical", Hans Magnus Erszenberger escreveu algo interessante, que a maioria das pessoas não tem imaginação para criar teorias da conspiração verdadeiramente interessantes, e portanto simplesmente replicam o que lêem ou vem em outro lugar. Aplicam seus ódios e frustrações a idéias que flutuam no ar. Eles acham que estão matando em nome de uma idéia, mas é o contrário: eles já têm ódio no coração e querem destruir; a causa aparece depois. Alguns matam por Alá, outros por anti-feminismo, outros por racismo, e outros ainda por anti-racismo.

É possível que o clima hostil criado pela mídia, enfatizando o ódio de negros contra brancos, tenha aumentado o ressentimento entre as duas raças na América. Crie ódio suficiente, e alguns celerados, sejam brancos, sejam negros, vão reagir de forma violenta.

O curioso é que os negros não representam nenhuma ameaça à América. São uma minoria que, bem ou mal, faz parte da história do país. Sem os negros, a América seria mais tranquila, mas talvez também mais aborrecida. A ameaça demográfica vem mesmo dos mexicanos e dos asiáticos, que são os grupos que mais crescem nos EUA, e em breve irão suplantar o homem branco.

Aqui, um parêntese.

O escritor Scott Fitzgerald diz logo no início de O Grande Gatsby que "o teste de uma inteligência superior é a habilidade de ter duas idéias opostas na mente ao mesmo tempo e ainda manter a capacidade de funcionar."

Muitas pessoas, mesmo aqui neste blog, não conseeguem compreender a diferença entre o indivíduo e os grupos. O progressista liberal anti-racista vê apenas o indivíduo e, portanto, não consegue fazer diferenciações baseadas em características grupais. O racista é o contrário: vê apenas o grupo, e atribui a todo indivíduo as características do grupo ao qual pertence.

Dando um exemplo mais claro: no meu trabalho atual, tenho colegas armênios, turcos, árabes, mexicanos, sul-americanos, asiáticos, judeus, negros, indianos. É um verdadeiro zoológico humano. No entanto, são pessoas legais. (Com exceção do argentino, que é um mala).  Todos convivem e trabalham bem juntos.

A partir daí, eu poderia pensar, "isto funciona, por que o mesmo não ocorre no resto da sociedade?" Mas aí é que está a questão. O que funciona numa escala pequena, nem sempre funciona na grande escala. A dinâmica e o comportamento das massas é bem diferente do comportamento individual. Tenho um amigo chinês, um sujeito bacana. Nem por isso me sentiria confortável vivendo exclusivamente no meio de chineses. 

Mas qual seria a solução?

1. Assimilação?


Isto não dá certo, pois no fundo, quem é que se assimila a quem? A muçulmana de burca da foto virou "americana" mesmo, ou é a América que perdeu a sua identidade? A tal "assimilação", no fundo, cria na verdade uma cultura superficial, baseada apenas no materialismo e no consumismo. Nada mais têm em comum entre si os diversos grupos e indivíduos que formam a nação.

2. Miscigenação? 


Pode funcionar no nível individual, mas tende a criar gerações de pessoas confusas e, por vezes, ressentidas. Muitos citam o Brasil como um país com maior harmonia racial do que os EUA devido à sua mistura, mas, francamente, um país com 50 mil assassinatos por ano não pode servir de exemplo para ninguém.

3. Segregação? 



Além de injusta com os indivíduos, a segregação pode agravar o ressentimento sentido por alguns, e em geral tem um equilíbrio precário. Sociedades artificialmente segregadas tendem a durar pouco tempo e exigir autoritarismo para se manter.

4. Deixar tudo como está? 

Fora algumas exceções, em geral negros, brancos, mexicanos e asiáticos tendem a se separar naturalmente nos EUA. Apesar de uma convivência superficial, no trabalho, na rua, na fila do supermercado, em sua vida privada cada grupo segue sua vida. Asiáticos tendem a viver e se relacionar com asiáticos, negros com negros, mexicanos com mexicanos, muçulmanos com muçulmanos, e brancos com brancos. Porém, isso cria uma sociedade fragmentada, sem união e sem ideais. Além de ocasionalmente ocorrerem conflitos como o de membros de um grupo matando os de outro, como vimos acima.

Qual a solução, então?

Acho que não existe. A humanidade tende a criar conflitos mesmo onde eles não existem, e quando não é por motivos raciais, ocorre por motivos religiosos ou ideológicos. Em resumo, estamos ferrados e mal pagos.

"Com a madeira torta da humanidade, nada de direito pode ser criado." (Kant)

sábado, 13 de junho de 2015

Você acredita no Amor?

A campanha do Dia dos Namorados do Boticário tem causado alvoroço nas redes sociais, supostamente por mostrar um casal de gays e outro de lésbicas.

Não achei nada de mais, mas enfim, as redes sociais são ótimas em manufaturar falsas polêmicas e tempestades em copos de água.

Se teria uma reclamação, seria que o casal lésbico era demasiado bonitinho. A realidade dos casais lésbicos é mais parecida com esta aqui:


Por outro lado, a verdade é que a maioria dos casais héteros também não são as belezas dos comerciais, e estão em média mais para isto:


Portanto, relevemos. Se alguém ainda leva comerciais a sério como reflexo da realidade, deve ser internado imediatamente no hospício mais próximo.

O que me chamou a atenção, no entanto, foi a ênfase no "amor" pelos defensores da propaganda. De fato, uma das coisas mais curiosas de hoje em dia é a importância que os progressistas parecem dar à "família", ao "casamento" e especialmente ao "amor".

É que nos anos 60, era exatamente o contrário: jovens esquerdistas rebelavam-se contra o casamento, a família, a relação monogâmica, o amor romântico e todos os outros "superados conceitos burgueses". Hoje o celebram, porém, quase que apenas para alguns grupos. (As famílias héteros mórmons, católicas ou evangélicas com muitos filhos continuam sendo, em geral, rejeitadas).

Um exemplo: a mídia americana hoje celebra Bruce "Caitlyn" Jenner, ex-esportista ganhador do decatlo e agora travesti. Casou três vezes, tendo dois filhos com cada esposa e logo depois divorciando, e aos 65 decidiu virar "mulher", surpreendendo os filhos e filhas e ex-esposas com uma mudança de sexo. Um irresponsável? Um maluco? Não. Segundo a mídia, esse é um verdadeiro exemplo de "amor", um verdadeiro "pai (ou mãe?) de família".

(Curiosamente, mesmo considerando-se uma mulher, Jenner continua atraído por mulheres, da mesma forma que Martine Rothblatt, milionário transexual casado com uma mulher negra.)

Mas nem todos os gays são insenstos. Aliás, quem diria que logo Camille Paglia, feminista, lésbica e amante da contra-cultura, fosse uma das últimas pessoas públicas que ainda fala coisas extremamente sensatas? Em uma bela entrevista, ela criticou as feministas radicais, os transsexuais e as marchas das vadias, sem fazer nada de mais do que repetir o óbvio: homem é homem, mulher é mulher, e transexual não é nem uma coisa nem outra.

Mas voltando ao "amor", tão celebrado, parece-mede qualquer forma estranha toda essa ênfase no "amor" ao defender os casais gays. Não que não seja possível o amor entre dois homens, ou entre duas mulheres; ou mesmo entre dois homens e uma mulher, ou duas mulheres e um homem, ou três homens, uma mulher e um cachorro. Acho que ele é possível, sim (embora talvez dependa o que você entende por amor, se a atração sexual, a intimidade que ocorre após anos de convivência, uma amizade profunda, uma grande identificação pessoal, ou alguma outra coisa).

É verdade que casais homos tendem a ser menos fiéis, que não podem reproduzir-se entre si e que, definitivamente, dois pais, ou duas mães, não são exatamente o ideal para educar crianças, já que o melhor para alguém que cresce é ter ao mesmo tempo a presença feminina e o amor incondicional da mãe, e autoridade masculina e o amor mais condicional do pai.

De qualquer forma, para o progressista atual, isso não importa, pois qualquer núcleo onde exista o "amor" é considerado uma "família". Este é seu slogan: 


Sim, talvez.

Porém, às vezes acho que com toda essa discussão sobre o "amor", perde-se o que é realmente importante na questão do casamento e das famílias, que não tem necessariamente a ver com o amor em si, mas com questões legais, práticas e sociais relacionadas à melhor maneira encontrada para propagar a espécie e para tentar manter um pouco mais de ordem, sem tantos contratempos.

Ou seja, o importante (e o difícil) numa relação e numa família não é necessariamente o prazer, e muito menos o prazer sexual, mas os deveres: de ser bom e fiel com a esposa/o, de manter e educar os filhos, etcétera. Não se trata de garantir a felicidade pessoal, mas a longevidade da cultura e sociedade. (Parece que os antigos babilônios aceitavam todo tipo de união, mas você viu algum babilônio recentemente?) 

Enfim, a verdade é que os brancos europeus é que inventaram o amor, pois grande parte das culturas não-ocidentais, de muçulmanos a chineses a indianos, continuam mantendo casamentos arranjados, e a mulher é pouco mais do que uma máquina de parir bebês e lavar a louça.

Ainda hoje, enquanto os brancos pregam o amor para gays, travestis, lésbicas e derivados, vejo todo dia dezenas de muçulmanas de burca pela rua, levando carrinhos de bebê, com mais dois outros pequenos terroristas caminhando ao lado, e um outro na barriga. E curiosamente estão sempre sós com os filhos, nunca vejo os maridos. Onde andam? Em casa? No trabalho? No bar? (Lembro que no bairro turco de Berlim, as mulheres turcas é que trabalhavam nas padarias, açougues, etc, enquanto que os homens ficavam sentados nos cafés fumando.)

De qualquer forma, eu realmente entendo muito pouco sobre tudo isso; o amor e as relações sempre me pareceram um mistério. 

Feliz Dia dos Namorados.

Lembram dos quadrinhos "Amar é..."?
(Eu os detestava.)
Ah, foram atualizados para a nova geração.

sábado, 30 de maio de 2015

Como ser feliz?

Já tinha escrito um post com este título log abaixo, porém, acabei falando sobre o embuste dos antidepressivos em vez do que realmente importa, isto é, dicas de como ser feliz. Aqui vão as dicas do Mr. X.

1. Não vá atrás de fama, sexo ou dinheiro. Não é que não tragam felicidade: trazem, mas é momentânea, e a ressaca costuma ser dura. Melhor se contentar com as coisas simples, que trazem mais alegria, e são um pouco mais fáceis de conseguir.

A fama é uma prostituta.
2. Tenha um cachorro, ou um gato. Animais domésticos estão as fontes maiores de felicidade que uma pessoa pode ter. Nunca entendi as pessoas que abandonam ou maltratam animais domésticos. Na minha opinião, deveriam ser castrados, e estou falando dos donos, e não dos animais.

Cachorros nunca cansam de brincar.
3. Não tenha "amigos virtuais". Esse negócio de Facebook, Twitter, Tinder, etc, é tudo uma grande perda de tempo. Uma pessoa que dá "like" em uma foto não vai te ajudar quando você tiver câncer. Como disse um sábio certa vez, se você nem sabe direito quem uma pessoa é, como é que pode ser "amigo" dela?

Além de tudo, eles te vigiam.
4. Tenha poucos amigos reais. Amigos de verdade na vida são poucos. Eu mesmo acho que não tenho mais nenhum, mas já tive um ou dois. Nada mais triste do que ser enganado por amigos que você considera verdadeiros. Fique com os poucos bons.

Amizade verdadeira é difícil, e no trabalho, impossível.

5. Case cedo e tenha filhos. Nem filhos nem casamento são garantia de felicidade, aliás, muitas vezes são garantia de infelicidade e desgosto. Porém, não casar ou não ter filhos costuma ser motivo de arrependimento maior. Quanto ao casamento, é melhor não demorar muito e casar com a/o primeira/o namorada/o com quem você tiver ficado em uma relação estável de mais de dois ou três anos. Eu garanto, não vai aparecer ninguém melhor. (Em geral, a idéia de que algum dia virá algo melhor na vida é pura ilusão: o melhor é na infância, e depois só vai piorando!)

Estes jovens seguiram meu conselho.
6. Não veja pornografia. Alguns acham que pornografia devia ser proibida para menores de 18. Eu acho o contrário, devia ser liberada para os menores de 18, ou entre 14 e 18, e terminantemente proibida para os maiores! Entre os 14 e os 18 anos é quando nos masturbamos compulsivamente e não temos mesmo, salvo raros casos, como conseguir mulher. Depois disso fica mais fácil, e é melhor acostumar-se com o sexo real do que com as fantasias estúpidas e irreais propagadas por essa indústria nefasta e infecta.
 
Já o erotismo, eu até que acho bacana.
7. Tenha uma religião. As pessoas mais felizes que conheço são cristãos praticantes. Parece que alguns judeus e muçulmanos praticantes também, não sei. Que importa? Até os rastafari e as testemunhas de Jeová devem ser mais felizes do que ateus e agnósticos! Porém, para muitos de nós, esse consolo não existe.

E se não fores feliz, irás para o Inferno.

8. Tenha um hobby. Quem pratica uma arte ou algum tipo de hobby criativo é, em geral, mais feliz. E, se não for, isso pode ao menos ajudar a passar o tempo. Não somente os hobbies como a prática da arte ou, para quem não tem nenhum talento, a mera contemplação da arte são, na opinião de alguns dos maiores filósofos, as maiores fontes de felicidade.

Mas também não exagere e vire um nerd imbecil.
9. Fique próximo da Natureza. Cidades podem ser bacanas, porém também podem levar à perdição. Melhor mesmo é passar um tempo na Natureza, caminhando, nadando, acampando, pescando, etcétera. Porém, leve o protetor solar e a pomada contra mosquitos.

Cuidado com abelhas e vespas também.

10. Seja bom. A melhor forma de ser feliz é sendo bom com os outros, pois estamos aqui para ajudar os outros, um pouco que seja. É o que dizem, ao menos, mas eu não saberia dizer, pois fui em grande parte das vezes uma pessoa egoísta, vã, fútil e má. 

E pior que é mesmo.

Em resumo, não faças como eu fiz, e serás feliz!

Eles estão entre nós

Li que o presidente da associação dos Escoteiros da América (Boy Scouts of America) tinha afirmado que os Escoteiros deveriam aceitar o "mundo atual" e passar a aceitar gays assumidos como chefes em suas tropas.

Não é de hoje que os esquerdistas querem colocar gays assumidos em todos os lugares, e que lugar melhor do que os Escoteiros, onde poderão comer o cú de garotinhos no meio do mato, sem que ninguém ouça seus gritos. É uma vantagem para os pederastas, e para os esquerdistas que odeiam os Escoteiros, porém, não há muita vantagem para um movimento anteriormente tradicionalista como o dos Escoteiros e aqueles que os seguem. 

Aí eu ia escrever um longo post sobre a incrível ingenuidade dos conservadores, que parece que sempre se pregam e de dobram a qualquer exigência dos progressistas, por mais absurdas que pareçam, mas depois entendi melhor.

Robert Gates, o atual presidente dos Escoteiros dos EUA, não é nenhum conservador. É um ex-diretor da CIA e ex-Secretário de Defesa Americano, que serviu tanto aos governos de Bush pai e Bush filho quanto ao governo Obama. Cobra criada por cobras criadas. É também o mesmo que estava por trás do fim da política de "don't ask don't tell", que impedia gays assumidos nas Forças Armadas. 

Aí eu me pergunto, o que um ex-diretor da CIA está fazendo como presidente dos Escoteiros? E por que ele está passando logo essa mensagem?

A resposta é simples, ele é um agente da mudança. O "casamento gay" é apenas um dos muitos truques utilizados para a mudança social e política global.

Muitos daqueles que são vendidos como "conservadores" são na verdade agentes infiltrados. É o velho jogo de "good cop, bad cop."

É como dizer que David Cameron e Sarkozy sejam conservadores.

É como o joguinho de alternância entre PT e PSDB.

É como os futuros presidentes dos EUA, Hillary Clinton e Jeb Bush.

É como fascistas versus comunistas.

É como a Guerra Fria.

É como o próprio Papa atual, que foi comunista na juventude, e ainda é. 

É como os CEOSs da Apple, Coca-cola, e tantas outras empresas.

São todos agentes infiltrados da Nova Ordem Mundial.

Tá tudo dominado.

Eles estão entre nós.


sábado, 16 de maio de 2015

Como ser feliz

Será que a psicologia pode mesmo ajudar o indivíduo a ser mais feliz? Pode a psicologia curar? Ou será que adaptar-se a um mundo doente, é, na realidade, tornar-se doente também?

Alguém certa vez falou que no século XXI vivemos em uma sociedade que no seu dia-a-dia nos torna imensamente infelizes, e depois nos dopa para nos fazer mais "felizes".

(Lembra aquelas pessoas que passam o dia indo de carro de casa ao trabalho ao ginásio para poder caminhar por uma hora na esteira... Realmente curioso... Ainda mais sabendo que esteiras são muito perigosas...)

Mas bem, dizem que o exercício físico nos ajuda. E tomar remédio para depressão, adianta? Será que realmente nos torna mais felizes?

Um fato que não tem sido muito divulgado é que quase todos os atiradores de escola recentes estavam utilizando algum tipo de medicamento "anti-depressivo". O piloto suicida alemão que jogou o avião nos Alpes, também...

Alguns colocaram a culpa na depressão. Porém, eu, quando fico deprimido, nunca penso em matar ninguém. Ao contrário: penso que gostaria de ajudar mais os outros, por empatia com o sofrimento universal. Há uma diferença entre ser deprimido e ser um psicopata.  (Aliás, ouvi dizer que os psicopatas raramente sofrem de depressão, que psicopatia e depressão são justamente estados inversos e mutualmente excludentes). 

Os remédios seriam piores do que a doença, transformando depressivos em psicopatas? Em um mundo em que cada vez mais crianças e adolescentes já começam a tomar anti-depressivos antes dos 12 anos, parece ser algo preocupante... O Peter Hitchens (irmão mais conservador do falecido Christopher) parece ser bem contrário a eles.

Porém, além dos casos extremos, há evidências que eles melhorem a vida de muitas pessoas. Conheço mais de uma pessoa que toma e é feliz.

E a psicoterapia, será que adianta?

Minha experiência com psicólogos e psiquiatras não foi muito boa. Nunca fui mais de três ou quatro vezes ao mesmo psicólogo, talvez por não acreditar.

A primeira foi uma Reichiana que fazia massagens no pescoço que causavam uma sensação prazerosa, próxima ao orgasmo. A parte da massagem era boa. Ela era uma jovem loira de vinte e poucos anos, recém formada. Será que escolheu a profissão errada? Talvez devesse ser massagista ou prostituta, pois a parte da terapia era decepcionante. Tinha que pegar um objeto, como uma pena, ou um chocalho, e ficar discorrendo sobre ele. Achei algo tolo e idiota. Fui apenas a quatro sessões.

A segunda era uma Lacaniana que fazia perguntas idiotas e parecia mais interessada no meu dinheiro do que nas minhas respostas. Fui apenas duas vezes.

O terceiro era um psiquiatra que receitou algo parecido com Prozac, que no entanto só me deu dor de cabeça e sono e parei de tomar. e depois mandava eu fechar os olhos e ficar meditando por 50 minutos. Não queria nem me escutar. Se eu tentava explicar meu problema, ele desconversava e falava sobre a importância da meditação. Pensei que podia meditar em casa sem pagar tanto dinheiro, e parei de ir. Ele ficou bravo.

Depois disso, desisti de vez dos psicólogos, psiquiatras e seus medicamentos. Na minha experiência, o problema passava sozinho após alguns meses, então, para que gastar dinheiro com terapias ou drogas?

Será que tive apenas azar? Não acredito que todos os psicólogos sejam picaretas. Na realidade, considero a psicologia uma ciência extremamente interessante, gostaria de estudá-la se pudesse voltar no tempo e fazer outra carreira. E acho até que psicólogos podem ser úteis, e que alguns remédios possam ajudar. Porém, infelizmente, é um meio no qual é muito fácil ser uma fraude.

A psicologia não pode trazer a "felicidade", pois, como bem sabem os filósofos, a felicidade não existe. Existem no máximo alguns momentos de alegria e prazer. A tal "busca da felicidade" deveria ser renomeada "fuga da infelicidade".

Não me considero uma pessoa deprimida, apesar da tendência exagerada à melancolia e a achar que o mundo e a vida humana são um lixo. Porém, sou o primeiro a admitir que a maioria de meus problemas e tristezas na vida, foi devido a decisões estúpidas que tomei. Não é a "depressão", e sim, fatos concretos que tornaram minha vida mais complicada do que deveria ser.

Porém, será que não é assim pra todo mundo? Why should not old men be mad?

De qualquer modo, é verdade que anteriormente estive deprimido e preocupado, mas agora tomei minha dose de soma, e sou feliz. Tão feliz que decidi que largarei tudo, e utilizarei meu tempo livre para me dedicar à apicultura, à meditação trascendental, e à plantação de batatas.

Seja feliz você também!

(Dica: adote um cachorro. 
São melhores e mais felizes do que a maioria dos humanos.)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O fim do jornalismo

A Internet, apesar de todas as praticidades que nos trouxe, gerou algo um pouco triste: o fim do jornalismo tradicional.

Eu gostava de folhear jornais, aqueles de papel. Ainda gosto, nas raras ocasiões em que um cai nas minhas mãos. A leitura de noticias na Internet não parece ser a mesma coisa; os textos precisam ser todos curtos, diretos, sem detalhe, afinal a leitura nos computadores ou mesmo nos tablets é mais cansativa.

Outra coisa que a notícia na era da Internet precisa é chocar, escandalizar, de preferência já na manchete. É o que se chama de "clickbait journalism". Isso porque, na era da Internet, o que conta para a publicidade são os acessos de página, então se a pessoa só clica para ver a manchete, mesmo que não leia nada, já está valendo.

Por isso a maioria das matérias hoje em dia é bem superficial, além de, naturalmente, seguir quase sempre a cartilha politicamente correta. 

Finalmente, a Internet desempregou muitos jornalistas e abaixou os seus salários, pois agora concorrem com blogueiros anônimos. Isso pode ter as suas vantagens, mas acredito também que algumas desvantagens: o jornalismo certamente perdeu prestígio.

E outra: o jornalismo se feminizou. Se você assistir filmes antigos como o ótimo "The Front Page" (filmado nos anos 70 mas passando-se nos anos 20-30), ou ler romances de Júlio Verne, o jornalismo era uma profissão feita para aventureiros ou intelectuais, formada quase que exclusivamente por homens.

Hoje é o contrário: as mulheres são maioria no jornalismo. Embora isso não seja necessariamente um defeito, talvez tenha marcado a diferença de um jornalismo cada vez mais interessado nas fofocas, nos relacionamentos, no status do que em fatos e análises mais objetivas.

Mas a principal mudança a meu ver foi a causada pelos comentários. Antes ninguém podia "comentar" uma notícia de jornal, só se fosse na mesa do bar, entre amigos. Agora você pode colocar sua opinião ao pé da matéria, para todo mundo ler.

É uma faca de dois gumes. Às vezes, é uma coisa boa: tem matérias nas quais o mais interessante são mesmo os comentários. E às vezes é o contrário, especialmente quando o público é tomado pela sanha linchadora moralizante politicamente correta que tomou conta de grande parte da população.

Um tema bem complicado é o da homossexualidade. Outro é raça. 

Seguem dois exemplos extremos opostos:

Um, faz uns meses atrás, de um colunista gaúcho crucificado por observar que "não há negros em Punta del Este". Foi duramente criticado nos comentários à matéria e também, não surpreendentemente, no Uruguai. (Nem tanto pela questão dos negros, como por chamar o Uruguai de "inferno", o que realmente foi desconcertante.)

O outro, uma matéria em inglês com título tolo, "Será que a África produzirá o novo Einstein", que foi invadida por racistas reclamando de coisas que não tinham muito a ver com a matéria em si.

Veja bem meus caros, o discurso de que todo negro seja ruim e todo branco seja bom é tolo, quando não ridículo. A nível individual, ninguém é necessariamente melhor do que ninguém.  Conheci brancos ruins e negros bons. Asiáticos burros e mestiços inteligentes. Porém, a nível coletivo, precisamos entender que existem diferenças sim. Se bem que em breve elas irão acabar.

Então, nada disso importa.

De qualquer forma, o problema é que nessas discussões, em geral os extremos se tocam, e o discurso civilizado acaba. Certos temas terminam ficando muito difíceis de se escrever para o grande público.

Enfim, o jornalismo morreu. Bem, talvez já vá tarde. Bye bye. 


terça-feira, 12 de maio de 2015

A raça branca não morreu, foi ao Inferno e voltou...

No outro dia falei sobre genocídio caucasiano, mas acho que o tema não foi bem exposto. Na realidade, talvez genocídio não seja bem a palavra. O que está ocorrendo, é uma nova forma de organização socio-étnico mundial. 

Faz um tempo saiu um vídeo humorístico do SNL falando sobre o "adeus da raça branca". O vídeo até que era engraçadinho, e de certa forma, revelador.  Fico pensando: será que a raça branca é mesmo uma raça especial?

De acordo com o vídeo, brancos tem certos estereótipos: gostam de acampar, de caminhar, de andar de bicicleta na ciclovia, de abraçar o pai, de ir à Lua.

Bem, o vídeo não se referia literalmente à morte do último homem branco, mas o fim de sua maioria demográfica e a perda do controle do poder nos EUA. Afinal, de acordo com as projeções demográficas, os EUA em poucas décadas não serão mais um país de maioria branca.

Sim, é possível que isso aconteça, ainda que projeções demográficas possam estar sujeitas a mudanças imprevistas. 

Mas, mesmo que isso acontecer, será mesmo que os latinos, árabes e outros irão tomar conta do pedaço?

Parece bem improvável.

A verdade é a seguinte, amigos. Tudo isso é papo furado. Tanto os que clamam a "diversidade igualitária" quando os que acreditam que há um "genocídio branco" estão equivocados. O futuro dos EUA, e quem sabe do mundo, é simplesmente um sistema de castas.

Nos anos 60, Aldous Huxley foi convidado para dar uma palestra na Universidade de Berkeley para falar sobre seu livro "Admirável Mundo Novo". O livro é um clássico da ficção científica no qual as pessoas são geradas por meios artificiais e catalogadas desde o nascimento em castas: Alfa, Beta, Gama, etc. Eles têm direito a sexo livre ("orgy porgy") e a uma droga que dá felicidade ("soma").  

Mal sabia Huxley que o interesse pelo livro não era literário: o que o pessoal de Berkeley queria era utilizar aquilo como um manual, um plano para traçar o futuro. (Aqui tem o áudio de um discurso de Huxley em Berkeley sobre o tema, e aqui a transcricão do texto, ambos em inglês).

Foi efetivamente o que aconteceu. Além da liberação sexual e das drogas, bem como da cultura da "felicidade" permanente, temos nos EUA já várias castas:

Alfas plus - Elite. São os anglos protestantes e judeus (junto com uma minoria multiétnica de origem variada) que estudam em Harvard e outras universidades da Ivy League, e basicamente dominam a política e a cultura norte-americana, bem como a academia e determinam o que pode e o que não pode na vida intelectual.

Alfa minus - Fazem parte desta casta as ditas "celebridades", que vivem em sua bolha em meio a festas e excessos; ainda que eles sejam inferiores à elite real e no fundo não sejam mais do que bobos da corte escolhidos a dedo, com a função de propagar idéias e modas de comportamento ao povão.  

Betas - Classe média-alta. São os brancos e asiáticos responsáveis pela maioria do trabalho criativo e/ou de engenharia, computação, etc, mas sem grande poder político ou midiático. Divididos novamente em plus (trabalho mais criativo) e minus (trabalho mais técnico).

Gamas - Classe média-baixa. Brancos, asiáticos, latinos e outras raças em trabalhos "proles", não necessariamente braçais, porém de menor prestígio e exigência intelectual, ainda que exijam certa formação (enfermeiros, encanadores, professores etc).

Deltas - Classe serviçal - Formada majoritariamente por mexicanos e outros latinos, bem como alguns negros (que com a imigração foram substituídos pelos mexicanos e passados para a casta de baixo) e outras de raças indefinidas que vivem basicamente prestando serviços, seja a nível governamental, seja a nível privado.

Epsilons - Subclasse - Negros do gueto, mexicanos e filipinos mais pobres, terroristas árabes e brancos "white trash" - Classe utilizada apenas para quebra-quebra, bucha de canhão em guerras ou revoluções, e para fins de limpeza étnica de bairros. Funciona assim, coloque alguns deles em uma vizinhança, logo a população nativa apavorada vai embora, os preços das casas caem, aí alguém compra tudo a preço baratinho, o bairro se gentrifica, os pobres são expulsos, a vida é bela.

Qual a diferença entre um sistema de classes e um sistema de castas? Simples. Em teoria, no sistema de classes você pode passar de uma classe a outra, seja enriquecendo, seja empobrecendo. O sistema de castas é hereditário e você não pode passar de uma casta a outra, salvo através da reencarnação. O sistema atual, mascarado como sistema de classes, é na realidade um sistema de castas, apenas dando a ilusão de mobilidade social



O novo "sonho americano".

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Desejo de morrer

Você já teve desejo de morrer? Eu já. Calma, amigos, não é que pense em suicídio. Nada está tão mal assim.

Mas algumas vezes já pensei que quisera, como dizia um dos maiores poeta da língua inglesa, “cessar, à meia-noite, sem mais dor”.

Como todo o mundo, é claro, ao menos alguma vez na vida. "Quem nunca quis morrer, nunca viveu", não foi o Vinícius quem disse? 

Quando passa-se de certa idade, entende-se que a vida é acima de tudo sofrimento e desilusão. Para todos, ou quase todos. Talvez para um ou outro que não tem isso, vai saber?

Ouvi dizer que existe uma tribo em Shangri-Lá na qual todos são felizes, do começo ao fim da vida. Um dia quem sabe me mudarei para lá. (Ou seria Pasárgada?)

E, no entanto, mesmo minha inútil vida é provavelmente melhor do que a vida de 90% das pessoas neste planeta, ou vá lá, 70%. Tem todos aqueles que vivem na miséria, na guerra ou na desgraça. Ao menos posso estar feliz de não ter morrido num terremoto no Nepal.

Ou será que não? A felicidade é subjetiva. Há quem seja trilionário e viva e morra na tristeza. E há quem seja pobre e viva a sambar. Aliás acho mesmo que os pobres, em geral, são mais felizes. Porém, prefiro ser um rico infeliz. (Agora, chato mesmo é ser pobre e infeliz.) 

Um tempo atrás estive em NY e vi um mendigo no meio da rua, durante um frio infernal, enrolado no cobertor. Era branco, aparência normal, não falava sozinho, não parecia louco ou drogado, não deveria ter muito mais do que minha idade: apenas alguém que se ferrou. Pensei, esse aí está pior do que eu. Não dei dinheiro, pois jamais dou esmola a mendigos (ocasionalmente, a músicos; para ganhar dinheiro acho que a pessoa precisa fazer algo, nem que seja malabarismo, ou cantar mal! Mas também não vale ser flanelinha, que isso é extorsão com ameaça velada de violência e não trabalho), mas comprei-lhe um café e um muffin. Ele agradeceu, acho que um pouco surpreso. Mas às vezes temos que pensar naqueles que estão pior que nós.

Se bem que, será que ele está pior mesmo? De certa forma, ele tem menos preocupações... 

Bem, mas não é desse desejo de morrer banal que eu queria falar, desse ocasional cansaço com a vida também mencionado por Shakespeare no famoso monólogo hamletiano. Mas sim do desejo de morrer coletivo do Ocidente, algo bem mais difícil de entender. 

O homem branco de classe média deseja sua extinção. Não há outra explicação para seu comportamento bizarro de valorizar mais invasores, doidos ou criminosos do que sua própria existência coletiva.

Mas pensando bem, eu acho até que entendo por quê.

Civilizações são como pessoas, nascem, crescem e morrem. Tudo são ciclos.

A civilização indo-europeia está morrendo, mas um dia, vai renascer. Como um fênix.

No Brasil, a classe média é que é a verdadeira classe oprimida, prensada entre uma classe política parasitária e cruel, que suga o resultado do trabalho dos outros com impostos e corrupção, e uma massa pobre e muitas vezes violenta, que pode assaltá-la ou matá-la em cada esquina.

E, no entanto, essa mesma classe média vive preocupada com os pobres e humildes, não quer diminuir a maioridade penal, e parece que procura mesmo a sua própria aniquilação. Uma pessoa morre assassinada a cada dez minutos no Brasil. Em termos de números, estamos até pior do que o México, onde um prefeito de esquerda associado com cartéis de traficantes mandou massacrar estudantes.

No outro dia alguém no meu Facebook falou, "gosto da Dilma porque ela está do lado dos pobres, dos índios, dos negros e dos humildes, pela primeira vez em 500 anos de história deste país." Deu-me tristeza. Não entendeu que ser "pelos pobres" é ser pela pobreza, é transformar o Brasil inteiro em um imenso Nordestão. Ajudar os pobres, tudo bem: mas para que aumentar o número de pobres? Por que não condicionar a ajuda ao planejamento familiar, à educação, à responsabilidade financeira?

Veja bem, nem acho o Bolsa-Família o pior dos males. O que são alguns poucos reais por mês em relação às generosas bolsas-ajuda que juízes e deputados recebem? (É, pensando por esse lado, é realmente bastante pior. Deixem o Bolsa-Família em paz, e cortem a ajuda para deputados e juízes.)

E o crime, o que há de errado em tratar criminoso com dureza? Ninguém é forçado a cometer crimes, isso é romantismo esquerdista. O criminoso é alguém que opta por tirar dos outros através da força, então é através da força que deverá ser contido.

A mesma pessoa também denunciou uma página de "Orgulho Branco" criada por um outro usuário. Curiosamente, não denunciou as páginas, também existentes, de "Orgulho Negro", "Orgulho Índio", e até "Orgulho Português" (Curiosamente, para o europeu ou euro-descendente, o orgulho nacional étnico é permitido, pode-se falar em "Orgulho Italiano" e "Orgulho Irlandês", porém quando se fala em "branco" como conceito geral, internacional, isso é mal-visto como se fosse o fim do mundo.)

Na Europa e EUA é a mesma coisa, ou inclusive pior. Nem falo da questão da imigração, da qual j;a falei em outros posts, mas do esquerdismo inútil que toma conta das pessoas. É até mais bizarro, pois é um esquerdismo sem sentido, viciado num masoquismo sem tamanho, de auto-culpar-se por tudo o que há de errado no mundo.

Num outro post falei sobre arquitetura moderna. Edifícios bizarros ou esculturas hediondas hoje já enfeiam cidades antes belas como Roma, Londres ou Paris.

Bem, em Paris há alguns meses um artista americano colocou na Place Vendôme uma escultura na forma de um plugue anal gigante. Era um artista famoso por obras de cunho sexual, incluindo uma escultura de George Bush transando com um porco. Ao menos aqui houve uma reação: o povo parisiense não gostou da brincadeira, e dois dias depois a escultura foi atacada e desinflada por "vândalos". Vândalos? Mas não seriam também vândalos, e vândalos ainda maiores, os que autorizaram e pagaram por essa estupidez?

Bem, talvez não. Se as pessoas gostam, que mal há? 

De qualquer forma, a culpa é mesmo do homem branco, que é um tolo. Se ele quer morrer, quem somos nós para impedir? Tudo faz parte de um grande ciclo, apenas isso.

"Todas as coisas desabam e são reconstruídas, e aqueles que as reconstroem são alegres".  

Eu quero mais é ser feliz, e o resto que se exploda. Estou indo para Shangri-La. Adeus!