quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Feliz Natal e Bom Ano Novo

Era a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.

Vão-se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.

Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.

– Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos. 

Mário de Sá Carneiro


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Por que tem tanta violência no Brasil?

No outro dia um médico nipo-brasileiro foi morto em um assalto em São Paulo. O nível de homicídios no Brasil já superou 61 mil assassinatos por ano. É o país mais violento do planeta em números absolutos (em termos de percentagem, a taxa de homicídios está em 29/100.000, a metade do que em países ainda mais insanamente violentos como El Salvador, Honduras, Jamaica e Venezuela).

Se esquecemos os países como um todo e vemos apenas a lista das cidades mais violentas do mundo, observamos um fator geográfico ainda mais interessante: temos então no topo a predominância de cidades brasileiras, em especial do nordeste, junto com cidades mexicanas dominadas por cartéis, e até algumas cidades norte-americanas de predominância afro-americana, como Detroit ou Baltimore.

Porém, até mesmo cidades do Sul do Brasil têm níveis muito altos de homicícios, como a capital do RS (as favelas da cidade na última década foram tomadas por gangues imundas e ultra-violentas que disputam o controle das drogas, imitando o Rio de Janeiro. Herança dos governos esquerdistas, ou culpa da migração interna de criminosos do centro do país? Aí já não sei.)

Um detalhe interessante é que não há nenhuma cidade argentina, uruguaia ou chilena nessa lista. A taxa geral de homicídio na Argentina e Chile é um quinto da do Brasil (5.8), no nível de países como Estônia.

Então, podemos concluir que os fatores relacionados com o crime violento são basicamente dois: a maior presença de indivíduos da raça negra com baixo poder aquisitivo em sociedades desiguais (países africanos e caribenhos mais homogênios aparentam ter menos violência, mas pode ser um problema de estatísticas pouco confiáveis), e a presença massiva de gangues de tráfico de drogas lutando pelo poder.

Argentina e Uruguai não são necessariamente brancos, mas tem menor quantidade de negros. Porém, se fosse só isso, o México teria poucos homicídios, e não é assim. Isto mostra que o tráfco é o fator principal pot trás da violência (Argentina e Uruguai não são países-chave para a produção ou distribuição da droga e não existem grandes cartéis).

O problema da violência no Brasil então, poderia ser resolvido com duas políticas simultâneas: uma de controle da natalidade das camadas mais pobres (somada idealmente com desenvolvimento econômico), e outra tornando o país menos desejável para traficantes de drogas.

Como fazer isso, aí já não sei. O problema do tráfico é realmente complexo, e não acho que liberar a maconha resolva. Dados do Uruguai indicam que, após a liberação das marihuana, os crimes ligados ao tráfico, em vez de diminuir, aumentaram no país. E a taxa de homicídios subiu para 8.1 em 2018, a mais alta em décadas. 

Mas o Brasil já foi menos violento no passado, e não tinha necessariamente uma composição racial muito diferente. 

O que fazer? Será que Bolsonaro conseguirá mesmo resolver alguma coisa?

E, caso contrário, quem poderá nos ajudar?


sábado, 3 de novembro de 2018

Por que a direita não gosta de meio-ambiente e de arte?

Entendo em parte a razão. Grande parte, se não a maioria dos ambientalistas podem ser do estilo melancia - verdes por fora, e vermelhos por dentro. E os artistas, a maioria ao menos hoje em dia são também de esquerda, e por tanto não há muitos motivos para simpatia mútua.

E, no entanto... Parecem-me que a preocupação com o meio-ambiente, e as artes, sejam ou deveriam ser algo essencial em qualquer sociedade que se preze.

Certo, a preocupação com o meio-ambiente deve ser contrabalançada com a do desenvolvimento econômico. Isto pode ser algo difícil, e mais ainda em países subdesenvolvidos como o Brasil. Por outro lado, deveria haver um meio-termo entre o desenvolvimento econômico e a destruição do que resta do meio natural. Não acho que preservar o ambiente seja algo que deva ser menosprezado. O Haiti acabou completamente com suas florestas e é hoje uma favela gigante. A China tem as cidades mais poluídas do mundo e o câncer pela poluição industrial tornou-se uma das principais causas de morte no país. É isto o que desejamos também? Transformar a Amazônia numa grande favela, ou num parque industrial?

Em relação aos artistas, é comum o pessoal de direita referir-se a eles como "vagabundos", que "mamam nas tetas do Estado".  Isto sempre me pareceu muito curioso. Os artistas (a cultura em geral) são os que menos recebem dinheiro, seja do governo ou da iniciativa privada, e não só no Brasil, em quase tudo que é lugar. Ninguém dá a menor importância para a cultura. Até o esporte recebe mais dinheiro, e nunca vi alguém chamar esportistas de vagabundos. E muitos deles ficam ricos e tem patrocínios, enquanto a maioria dos artistas são mortos de fome.

Ainda assim, quando se gastam algumas migalhas em cultura, há sempre gritos. A direita vocifera a favor dos que "fazem coisas úteis", como "médicos, advogados, engenheiros". De minha parte, não creio que advogados façam nada muito útil, aliás acho que em geral são nocivos. ("A primeira coisa a fazer, é matar todos os advogados", escreveu uma vez Shakespeare.) E quanto aos médicos, tampouco tenho as melhores opiniões deles, embora concorde que possam ser úteis, quando não são picaretas. Quanto à "vagabundagem", parece-me que a maioria das pessoas não tem muita noção de todo o trabalho que envolve criar um filme, uma peça de teatro, um livro ou mesmo uma pintura ou uma ilustração (bom ou ruim, não importa). São horas ou até anos de esforço, poucas vezes recompensado.  

É verdade que os artistas, e em especial os artistas modernos, não ajudam. Fazem "arte" estúpida e "engajada", muitas vezes obscena. Alguns parece que se empenham em querer queimar o próprio filme. É fato que no século XX a arte foi muito inflltrada por ativistas, de modo que mais do que artistas hoje temos ativistas políticos ou sociais que acham que fazem "arte".

E, no entanto, não foi sempre assim. Na Renascença, os artistas, embora também sendo às vezes mal vistos pela sua licensiosidade, recebiam comissões do Estado e da Igreja. No século XIX, os artistas tinham bastante prestígio social, ainda que pouco dinheiro. E os regimes autoritários do início do século XX compreenderam a importância vital que a arte e o cinema tinham para a propaganda, cooptando-a para os seus fins. (Ainda que tenham tentado policiá-la, como no nazismo ou no comunismo, o que levou por fim a uma arte de menor qualidade ou à perseguição de artistas - talvez porque os melhores artistas e a melhor arte sempre tenham algo de contestatário).

Acho que o problema é que a arte é algo muito difícil de mensurar, ou dizer "para que serve". A bem da verdade, não "serve" para nada mesmo. E no entanto, sem os artistas e os criadores, quão mais vazia de sentido seria a nossa vida.

O meio-ambiente, a mesma coisa. Se não é explorado economicamente, não tem utilidade prática nenhuma. Para que serve? Para nada. E, no entanto, parece que, nem que seja para manter a sanidade, necessitamos manter ambientes relativamente intocados pela civilização.

Acho que Arte e Natureza na verdade estão intimamente relacionados. E seria importante preservar ambos. 


terça-feira, 30 de outubro de 2018

E agora?

Bolsonaro ganhou. E agora?

Agora, nada. Provavelmente a vida continuará mais ou menos como antes para a maioria das pessoas e haverá poucas mudanças essenciais. O melhor que se pode esperar é a economia melhorar e o crime diminuir. O resto tem pouca importância e, na verdade, é interessante que tantas pessoas fiquem tão loucas e raivosas em relação à política, quando esta raramente muda a sua vida diária de forma radical (a não ser, é claro, para os novos grupos que sobem ao poder).

É interessante: durante as eleições, mente-se muito, descaradamente, mas o curioso é que depois, acaba-se acreditando nas próprias mentiras. Muitas pessoas estão convencidas que Bolsonaro é um ditador, um novo Hitler. O problema de chamar qualquer político com um discurso mais à direita de "novo Hitler", é que um dia quando surgir mesmo um novo Hitler, ninguém vai perceber, ou se importar. É a história de Pedrinho e o Lobo. Um dia, as pessoas cansam.  

Calma, gente. Não haverá ditadura nem perseguição a negros e gays. Não haverá fuzilamento de petralhas. Mas talvez haja menos promoção de sexualidade nas escolas e um retorno maior ao conservadorismo social.

Os riscos do governo Bolsonaro

O principal risco, que é de certa forma inevitável, é decepcionar o povo. Muitas pessoas colocam esperanças além da conta nos líderes políticos, e quando sua vida não muda para melhor, sentem-se decepcionadas. Mas é impossível que não haja ao menos uma certa decepção. Os problemas do Brasil são muito grandes e é pouco provável que possam ser todos resolvidos, menos ainda em quatro anos. 

Outro risco é o que eu chamaria da "direita idiota". Embora Bolsonaro pareça ser um sujeito bem mais inteligente e moderado do que a mídia deu a entender (basta assistir suas entrevistas recentes), está cercado por algumas pessoas que não são tão inteligentes ou bem-intencionadas, a começar pelo General Mourão e alguns dos evangélicos e maçons do seu séquito, e eles podem começar a fazer besteira. Agora uma jovem deputada olavete recém eleita saiu com uma ideia de que os alunos filmem os professores e os denunciem por esquerdismo, sinceramente não me parece uma boa ideia criar este clima. Existem problemas na educação, certamente, mas acho que há outros modos de resolver. 

Outro risco seria a exagerada subserviência a EUA e Israel. Bolsonaro é sionista e fã de Trump. Só falta agora  ser arrastado pelos seus novos "amigos" para alguma guerra no Oriente Médio, ou pegar um empréstimo do FMI que endividará o Brasil por décadas, ou, invadir a Venezuela. Bolso, se for esperto, deverá se aproximar da Rússia e da China para manter um balanço e não se deixar manipular tão facilmente. Mas será que ele vai ser?

A grande ilusão

O PT errou. Vem errando politicamente desde 2013. O problema principal - além dos roubos bilionários, naturalmente - foi a centralização na figura de Lula. Lula é narcisista. Escolheu Dilma justamente por ela ser uma candidata fraca, que não iria ofuscar sua estrela. Grande erro. Ela terminou derrubada, e Lula preso. Ainda assim o PT em vez de baixar a bola e se aliar com Ciro, continuou insistindo com Lula até quase o início das eleições, e só no fim no segundo turno começou com um discurso "verde amarelo" que não enganou ninguém.

Li um comentário por aí que as eleições foram na verdade um grande teatro, que a vitória de Bolsonaro já estava decidida há algum tempo, e que caso Haddad ganhasse, estava planejado um golpe militar. Não duvido. O PT já havia perdido massivo apoio popular, e uma volta ao poder geraria uma revolta tão grande que levaria sem dúvida a quebra-quebras e um golpe ou uma intervenção. A eleição de Bolsonaro foi um meio de isso não acontecer e manter as instituições funcionando.

Mas será que todo o resto não é também mais uma ilusão? Como Trump nos EUA, o forte de Bolsonaro é o discurso. Mas Trump fala mais do que faz. Disse que ia fazer um muro e até agora não fez. Abandonou o projeto de barrar a entrada de muçulmanos. Agora com a tal caravana de hondurenhos, diz que vai mandar o exército para a fronteira. Para fazer o quê? Atirar em mulheres e crianças? Nada, a mídia veiculará fotos mostrando soldados oprimindo migrantes, e no fim muitos deles pedirão asilo e entrarão, como fizeram da outra vez. Há o perigo de que Bolsonaro seja a mesma coisa, um globalista em pele de nacionalista.

O lado bom

O lado bom é o PT estar definitivamente fora do governo, ao menos por um tempo. Mesmo muitos petistas reconhecem que o PT roubou demais e desiludiu o povo. O governo Bolsonaro, seja como for, tem a oportunidade de fazer uma coisa diferente do que foi feita nos últimos 15 ou até 30 anos. 

Agora, veremos o que acontece. 


domingo, 14 de outubro de 2018

Estamos ficando todos loucos?

Eu sei que estou, mas no meu caso, deve ser a devido à idade, somada com as recentes atribulações da vida e uma genética inicial ruim. Mas o resto da sociedade parece estar indo pelo mesmo caminho: recentes estudos indicam que nos últimos anos (2012-2018) o número de jovens americanos que alegam sofrer de distúrbios psíquicos subiu 150%.

No Brasil, a discordância política extrema das redes chegou ao mundo lá fora e gerou episódios de violência real, mesmo em pessoas que anteriormente pareciam pouco dadas a isso. O mesmo ocorre nos EUA, onde a nominação do juiz Kavannaugh, acusado de - pelo que entendi - ter dado uma cantada mal sucedida em uma jovem quando ambos eram adolescentes há 35 anos atrás - deu lugar a uma série de esdrúxulos protestos, em especial por parte de mulheres, em uma histeria raramente vista desde, bem, desde a vitória de Trump.

Em resumo, estamos vivendo momentos muito doidos. E realmente os problemas psíquicos, desde depressão e autismo a crises de pânico e derivados, parece ter aumentado.

Mesmo fora da política, os casos de violência assassina se multiplicam: os "incels" matam mulheres, os estudantes que sofrem "bullying" matam seus colegas, casais se espancam e se matam, pequenas brigas familiares terminam tendo desfechos trágicos.

As pessoas constantemente se auto-mutilam, seja "trocando de sexo", seja realizando tatuagens gigantescas e modificações corporais cada vez mais horríveis ou bizarras.

Sim, pode ser que sempre foi assim mas a coisa parece ter piorado nos últimos anos.

Qual seria a causa? Alguns culpam as mídias sociais e a tecnologia em geral, que tem reduzido a interação social "ao vivo" e aumentado a interação exclusivamente virtual, bem como o aumento da solidão urbana. 

Aplicativos como Tinder distorcem o mercado sexual, a fúria do "Me Too" impulsiona mais ainda que as pessoas se fechem em si mesmas e se dediquem a pornô e a videogame mais do que a procurar um parceiro e a estabilidade familiar.

As mídias sociais como Facebook e Instagram geram inveja e ressentimento naqueles que passam a observar diariamente as fotos dos vizinhos com grama mais verde. As pessoas parecem ter esquecido (ou, no caso dos jovens, nunca aprendido) como se relacionar com as pessoas "de verdade", e passam a agir no mundo real como agem no virtual. As agressões e os xingamentos que antes se limitavam às telas dos computadores saem às ruas. Os jovens esperam da namorada o comportamento de uma atriz pornô, e as mulheres não aceitam como parceiro ninguém menos do que um Tony Stark ou um James Bond.

Outros culpam a própria degeneração social e sexual do Ocidente: o fim da religião e de qualquer tipo de moralidade (todo tipo de sexualidade e comportamento é aceito) aumentou o número de problemas psicológicos. As pessoas, eles dizem, precisam de limites. Na total liberdade de desejo, muitos descobrem que não é aquilo que os leva a qualquer tipo de felicidade ou sequer serenidade. O mesmo acontece com o feminismo, que gerou o paradoxo de mulheres mais infelizes do que antes, e para combater mais essa infelicidade, se jogam mais ainda no feminismo, e assim ad infinitum.

Outros falam na questão alimentar, nos elementos químicos na água, na poluição, na vacinação, na radiação, enfim, coisas que podem ou não ser possíveis mas cuja relação de causa e efeito é muito difícil de provar.

O fato é que realmente estamos assistindo - no Brasil, na Europa, nos EUA - ao que talvez seja a maior crise de identidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial, algo que pode, no pior (ou melhor?) dos casos levar a um colapso social. A ordem estabelecida parece estar ruindo. As pessoas estão enlouquecendo, ou, então, clamando por algum novo tipo de ordem. Mas "qual besta rude, vinda enfim sua hora, arrasta-se até Belém para nascer?"



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Fascismo ou fakeismo?

Saio do ostracismo para comentar um breve fato. Salvo que ocorra fraude massivo, Bolsonaro deve ganhar as eleições no Brasil. Acho pouco provável que o PT volte a ganhar depois do impeachment de Dilma e da prisão de Lula, e com um candidato fraco como o Haddad. De mais a mais, planejada ou não, oposição controlada ou mero reflexo do cansaço geral com a esquerda mais caricata, a onda do momento é de candidatos ao estilo Trump. Não duvido que o mesmo ocorra em alguns países europeus e latino-americanos, candidatos "populistas" sendo criados.

Na política, as coisas ocorrem por ondas. Na época do fascismo (o verdadeiro dos anos 20 e 30, não o que chamam de "fascismo" hoje, que pode ser qualquer coisa), este se espalhou por vários países. Nos anos 60 e 70, as ditaduras militares foram a moda. Com o fim da guerra fria, a democracia (neo) liberal se instaurou, e com sua falência posteriormente tivemos uma onda esquerdista que agora está dando as suas últimas remadas. O trumpismo é o que está agora sendo promovido. Tudo isto é, em parte, planejado, e em parte, parte do modo que as coisas ocorrem na sociedade humana. 

Isto pouco muda os planos de quem realmente tem o poder, os nossos amigos globalistas. Eles continuam e continuarão no comando tentando dizimar o que resta do Ocidente tradicional, provavelmente até que ocorra uma catástrofe, que poderá ser social, econômica ou bélica, a qual eventualmente mudará o sistema de governo ou a cultura em uma outra direção além da atual (falsa) democracia globo-homo-progressista. Mas isto cedo ou tarde deve ocorrer, são os ciclos da história humana. Nós cronistas pacíficos que não gostamos de violência pouco temos a fazer a não ser agir como Cassandras que nunca são ouvidas.

De qualquer maneira, parece que o esquerdismo está finalmente em retrocesso entre a população e isto ao menos é uma coisa boa, ainda que o que importe no fim das contas seja a questão da imigração. Se os europeus não expulsarem os imigrantes e, pior, se misturarem com eles, nada sobrará, apenas ruínas e lixo. Se conseguirem manter seus países, parabéns a eles. 

No caso do Brasil, o problema é outro, não a imigração, e o povo já está misturado, mas o crime e a economia, dois aspectos que podem ser melhorados. O Brasil talvez não poderá ser jamais um país de "primeiro mundo", seja lá o que isso for, mas ainda pode ser um país bem mais razoável e próspero e pacífico do que é agora. (Não sei se Bolsonaro é a solução, mas certamente um candidato como o Haddad é menos ainda.)

Uma coisa curiosa que está ocorrendo neste momento são as supostas agressões "nazistas" por "apoiadores de Bolsonaro", o que é esquisito já que ele falou várias vezes ser sionista e apoiar Israel. Muitos desses ataques são com certeza fakes e criados por militantes de esquerda (dois casos bem óbvios de fakes: a jovem "marcada com faca" (de plástico?) por neonazistas, e cartazes impressos que poderiam ter sido criados por qualquer um).

As mídias sociais parecem ter gerado uma nova forma de propagação de boatos, mais rápida e superficialmente mais fidedigna ("eu vi na Internet ou deu no jornal, é verdade"), que leva a grandes confusões. Ao mesmo tempo, a desconfiança das pessoas em relação à mídia tradicional nunca foi maior, e com razão: é a velha história do menino que gritou "lobo". Acredita-se uma vez, duas vezes, talvez três. Mas quando vira hábito, o pessoal desconfia. Portanto pouco provável que esses casos levem a qualquer mudança no voto das pessoas, de um lado ou de outro.

Também é particularmente estranho ver a esquerda reclamando de violência e de mentiras. Ninguém mais do que a esquerda sabe que o objetivo único é o poder, e, para isso, não se hesita em mentir, acusar, e, quando necessário, matar. Com toda a suposta violência do candidato de "extrema direita", o único político a ser vítima de violência, até agora, foi ele.

Para a esquerda, todo grupo pode ser manipulado para seu fim. A esquerda dizia defender os trabalhadores: hoje os abandonou, defendendo mega-corporações e salários baixos com imigração massiva. Também já está abandonando os gays e as mulheres em troca da defesa de estupradores muçulmanos. A esquerda não tem valores fixos, imutáveis. Tudo é artifício, tudo é jogo pelo poder, nada mais. Claro, a direita também pode ser fake, e o próprio jogo democrático um brinquedo, como dois times de futebol opostos, ou um teatro de fantoches, que podem ser manipulados de um lado ou do outro.

A história se repete. E a regra é sempre a mesma: "Não coloque sua fé em príncipes, em humanos, nos quais não há salvação". Em outras palavras, não confie em ninguém.

Volto a sumir. Bom feriado a todos, e boa vida.



quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Museu do Fogo

O incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro ilustra de forma significativa o que pode acontecer com a cultura de origem europeia quando deixada em mãos incapazes ou pouco interessadas.

Criado originalmente pela família real portuguesa quando se deslocou ao Brasil, em terras tupiniquins ele logo caiu em um lento abandono.

O risco de incêndio era anunciado desde pelo menos 2004, e o descaso com a manutenção vinha desde pelo menos os anos 50. Há relatos de que já nos anos 1970 a estrutura apresentava sérios problemas que nunca foram resolvidos.

Os sucessivos governos alegaram não haver dinheiro, mas este nunca faltou para propinas, benefícios, ou eventos mais midiáticos como Carnaval e futebol. 

No Brasil, a cultura não é prioridade de ningúem. Enquanto os "direitistas" liberais querem eliminar totalmente o orçamento para qualquer tipo de cultura, a esquerda prefere utilizar o dinheiro para obras ideológicas e polêmicas como Queermuseu ou Macaquinhos.

A UFRJ (que administrava o Museu) há anos recebeu a proposta de 80 milhões de dólares do Banco Mundial para reestruturar o Museu, mas não aceitaram, por motivos ideológicos (seria transformá-lo em uma instituição público-privada na qual a UFRJ não teria controle).

O público? Muitos sequer ouviram falar do Museu, e a maioria nem estava interessada. Para eles, Museu é velharia, é entulho. Eles não tem sequer a capacidade de compreender qual o interesse na criação de um museu. Bom na vida é ir no shopping, depois ir no funk, rebolar até o chão, ver futebol e tomar cerveja. Muitos comentários encontrados na rede eram deste estilo:



Um hotel de luxo deixado na África pelos portugueses teve também um destino de destruição parecido, só que de forma muito mais rápida. Aqui foi mais em câmera lenta, mas aconteceu do mesmo modo.

Com o aumento da imigração não-branca para EUA e Europa, o futuro de seus belos prédios poderá ser o mesmo. Praticamente só os brancos europeus tem interesse na alta cultura. (Em Detroit já ocorreu o mesmo, com dezenas ou quem sabe centenas de belos prédios históricos que foram para o beleléu).

É triste, e eu gostaria que fosse diferente, mas parece ser assim mesmo. A cultura e a beleza da civilização europeia foi criada e só pode ser mantida por europeus. Se não houver mais europeus ou seus descendentes, não haverá mais civilização, e pronto. Acostumem-se com isso e voltem para o seu funk, seu futebol e sua cerveja estupidamente gelada. Opa, peraí, a cerveja também foi invento europeu, então, esqueçam. Tomem cauim.

Alguns sugeriram manter o Museu destruído, como memorial à nossa incompetência. Sugiro outra coisa: construir no lugar uma réplica barata. Pode ser de compensado, ou até de cartolina mesmo. Só precisa durar um ano mesmo. E aí, todo 7 de setembro, irá se colocar fogo no prédio e chamar a população para assistir ao belíssimo espetáculo da destruição.


P.S. Desculpem, na pressa e na tristeza pelo ocorrido cometi dois erros. O primeiro é que a cerveja foi inventada na Mesopotâmia muito antes dos europeus. O segundo erro é que, naturalmente, ocorreram varios incendios de predios importantes ou históricos também na Europa ou em países do tal "primeiro mundo". E os próprios europeus se encarregaram de destruir muita coisa em suas guerras fratricidas. No mais... Desastres e tragédias acontecem. O que incomoda e deixa triste é que sejam tantas as que ocorrem no Brasil, sem que nada seja feito, e que se repitam mais e mais. Porém, nenhuma construção humana é perene, como nos lembra o poema de Shelley, Ozymandias.

sábado, 21 de julho de 2018

São Chesterton, orai por nós

Chesterton (nosso ex-leitor) deve estar feliz. Chesterton (o escritor) pode virar santo. Ao menos são as tratativas que estão ocorrendo, mas existem alguns impedimentos.

Um deles parece ser que o escritor católico era considerado por alguns um "anti-semita" (por artigos como este). Que bobagem! É para ele virar santo católico, ou santo em alguma sinagoga? Ou o Vaticano já estã tão infiltrado que agora tem outra missão?

Em seu famoso livro "Ortodoxia", Chesterton escreveu uma coisa muito interessante. Disse que quando uma religião rui (como estava ocorrendo já então com o Cristianismo), não apenas os vícios ficam soltos, como as virtudes também. E virtudes soltas, fora de um esquema religioso, são até mais perigosas do que os vícios: "O mundo moderno está cheio de velhas virtudes cristãs enlouquecidas".

De fato, é o que podemos claramente constatar hoje. A virtude da caridade e de compaixão foram transformadas no espetáculo masoquista de chorar ao ver "crianças imigrantes separadas dos pais", não importando que foram os próprios pais os que as colocaram nessa situação ao imigrar ilegalmente, e que a solução mais simples para uma família unida seria a de ficar em seu país e não quebrar as leis. Esquerdistas "caridosos" choram ao ver africanos se afogando, mas não se importam com as jovens europeias mortas e estupradas por esses mesmos imigrantes. E não sabem eles que tudo isto é armado, e que foram ONGs imundas que colocaram os africanos nesses barcos e estão financiando o literal estupro da Europa?

As mulheres particularmente precisam de religião, e não é coincidência que elas sempre foram historicamente as mais devotas. A recente onda feminista parece ter provado definitivamente que as mulheres têm uma certa tendência à histeria.

Vejamos três casos recentes. Um, o de uma mulher de 46 anos, mãe de dois filhos, que quis fazer uma cirurgia estética com um picareta conhecido como "Dr. Bumbum", que fazia operações em seu próprio apartamento. Ela gastou 20 mil. Morreu. Enfim, coitada, e quem sou eu para dizer como as pessoas devem gastar o seu dinheiro, mas que uma mãe gaste tudo isso e arrisque até a vida em um procedimento desses me parece o cúmulo da futilidade.

O outro caso é de uma jovem espanhola que fugiu de casa com um guru peruano que conheceu na Internet e foi encontrada mais de um ano depois morando no meio da selva amazônica junto à seita peruana com um bebê do guru. Eu já observei outras vezes que mulheres adoram líderes de seitas ou personalidades dominantes, ao ponto de largar até a família e os confortos materiais. Lembre que houve outros casos de jovens adolescentes que fugiram para ir morar com guerrilheiros do tal ISIS e viver no meio do deserto. Eu não sei bem por que isso ocorre, talvez a dominação psicológica e sexual seja como crack para as mulheres e elas perdem a razão. Ou talvez elas simplesmente desde o início não tenham capacidades racionais desenvolvidas e sejam incapazes de pensar a longo prazo.

O último caso é de uma alemã ativista pró-refugiados que aceitou uma carona de um refugiado marroquino. Foi estuprada e morta pouco depois. Mulheres brancas fazem um monte de histórias para aceitar saírem com um outro branco, não tem problemas em rejeitá-los uma e outra vez, ou até acusar de assédio. Mas aí, aceitam carona do primeiro marroquino que aparece, sem pensar nas consequências? É realmente impressionante. 

A religião tradicional provavelmente teria salvo estas três mulheres, colocando barreiras mentais no seu comportamento.

Evidentemente, o mesmo ocorre entre os homens, ainda que talvez em menor grau. Toda sociedade precisa de religião. E não falo aqui necessariamente da religião cristã, mas de qualquer sistema que coloque as virtudes em seu devido lugar: o paganismo greco-romano e o nórdico, ou mesmo as crenças das tribos indígenas sul americanas, tinham essa mesma função psicológica e social. Isto é, manter a sociedade unida e proteger as pessoas da ameaça de ideias nefastas e destrutivas, ser anti-corpos de proteção mental.

Chesterton tinha razão. Espero que vire santo. São Chesterton, orai por nós!


terça-feira, 17 de julho de 2018

Os novos deuses negros

É amiguinhxs. A coisa está mesmo preta para a França.  Eles ganharam a Copa com um elenco de mercenários negros e árabes. Aparentemente, o mais francês dos jogadores é um que é metade italiano. O outro branco do time é uma mistura de espanhol com alemão. Não tem nenhum 100% francês.

Eu realmente não vejo qual a graça de comemorar um título "nacional" desses, se bem que a esta altura é provável que a população branca da França já esteja mais ou menos na mesma proporção. 

Claro que tudo isso está sendo utilizado para mais propaganda de imigrantes, como se ter um time de futebol campeão fosse o mais importante de tudo. Bem, para algumas pessoas, talvez seja mesmo.

Enfim, o que é interessante é que agora já se deixou de lado a ideia de não ser preconceituoso com os negros e tratá-los com o respeito devido a qualquer ser humano. O que se precisa é cultuá-los, adorá-los.

O negro virou um objeto de culto, e, como nos antigos cultos religiosos pagãos, exigem sacrifícios. No outro dia o e criador e dono da famosa empresa americana de pizzas "Papa John's" perdeu sua própria empresa, por ter usado a palavra "nigger". Não importa que o contexto na qual a utilizou foi de negação, isto é, ele a estava rotulando como algo negativo. Virou uma palavra tabu, cuja simples menção é suficiente para destruir alguém. Existem outros incontáveis exemplos.

Negros podem fazer papéis de brancos no cinema, porém, ai de um branco que queira fazer papel de branco ou utilizar qualquer coisa relacionada com negros em uma obra de arte, vira "apropriação cultural". No outro dia no Canadá um espetáculo musical que utilizava canções de escravos foi proibido por ter alguns atores brancos e o diretor ser branco também. Só negros podem falar de negros.

Eu realmente acho tudo isto muito estranho. E o mais estranho é que o mesmo não se aplica a outros grupos raciais não-brancos, por exemplo, ninguém chora por mexicanos ou asiáticos não serem igualitariamente representados no cinema, e eles são em maior número.

Enfim, apenas uma nota de rodapé neste bizarro circo que é o mundo de hoje.

E você, já beijou um negro hoje?

Francesas comemorando a viória na Copa.

domingo, 1 de julho de 2018

Poema do Domingo

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Paz para todos

Desculpem peo último texto, que nem texto foi. É que ando cansado disso tudo.

Cansado de ver o branco sendo manipulado com fotinhos de crianças, mulheres e outras mazelas. Mas engraçado, fotos de crianças e mulheres brancas sofrendo não causam a mesma comoção (a não ser que dê para culpar o patriarcado branco).  

Por outro lado, o "genocídio branco" só não é de todo verdade porque é um mezzo suicídio. O branquelo está ajudando a cavar a sua própria fossa. E por quê? Sem motivo. A Europa é minúscula se comparada com a África e Ásia.

E a América... Bem, o branco no seu auge teve a chance de se espalhar pelo mundo, e fracassou. Gerou uma América Latina de mestiços indígenas e africanos. A América do Norte parecia ter tido melhor sorte, mas foi só temporário. Agora já está sendo recolonizada também. Vingança de Montezuma?

Mas vamos aos fatos. As massas que estão avançando e se instalando nos países brancos não são "pobres imigrantes". São colonizadores. É uma invasão massiva apoiada e financiada por gente muito, muito rica. Os imigrantes são só peões, é verdade, mas não coloquemos um caráter espontâneo e "humanitário" em algo que é claramente organizado com fins nefastos.

Porém, o ódio, a raiva e a revolta não são o caminho. O que o branco precisa é reencontrar a fé em si mesmo, e a positividade perdida. O ativismo online separado de um ativismo prático na vida real também é desmotivador: a esquerda aprendeu isso logo. O branco, ainda não.

É verdade que o bronquelo não ajuda, mesmo. Por um lado, apoiam a própria substituição demográfica em nome de, do quê mesmo? De nada, competição por status, imagens na mídia social. Nunca um povo se perdeu por tão pouco.

Por outro, os puristas nacionalistas que recusam qualquer um que não seja caucasiano segundo seus critérios. Segundo um leitor, os afrikaners são "asiáticos loiros". Que ótimo! Merecem ser exterminados, então, seguindo a lógica do purismo absoluto. Enfim, está certo, até eu às vezes canso de tentar defender esse povo e acho que o branco europeu talvez mereça mesmo sumir da face da Terra.

Por outro lado, o desânimo tampouco ajuda, não é?  O branco europeu não sobreviverá se "odiar os imigrantes", e sequer precisa disso (como disse, são só peões, sem culpa direta), e tampouco odiando a si mesmo, mas sim voltar a acreditar na sua história e no seu futuro.

O ódio desmotiva. Só o amor constrói.

Deixo isso para outros, para os jovens. Meu tempo acabou, e nem branco direito sou. Nào sou ativista, sou só ranzinza mesmo. Ando estressado, cansado, atordoado, fatigado, irritado, acabado. Enfim, cansei e tenho mais o que fazer.  

Que a paz de Jesus se abra sobre vossos corações. 

Paz para todos. 

Até.

Europa.
Cai fora daqui, Demônio.

sábado, 30 de junho de 2018