sábado, 30 de agosto de 2014

Histeria coletiva

Antigamente linchava-se alegremente "bruxas", sem grande necessidade de provas ou julgamentos. Hoje em dia lincha-se "racistas", "sexistas", "homófobos", ou, na verdade, qualquer um que se descuide um pouco por um minuto sequer da linha do Partido Globalista Igualitário Progressista Mundial.

É um pouco diferente do que na Idade Média, é verdade: não há fogueira, e quase tudo ocorre de forma virtual, mas as conseqüências podem ser bem ruins, como perda do emprego, mancha eterna no currículo e na vida social, ameaças de violência quando não agressões de verdade, multa ou até prisão.

Vários empresários americanos importantes recentemente perderam seu emprego ou sua reputação por criticarem o casamento gay, o exibicionismo dos travestis ou as reclamações das feministas. Brandon Eich, do Mozilla, não foi o único. Nem um prêmio Nobel escapou.

Estes dias, uma torcedora gremista foi flagrada aparentemente chamando um jogador negro de "macaco". Não é claro para mim, pelo pouco que vi, o contexto do ato, embora essa seria uma questão difícil de resolver. Claramente a moça não foi a única a gritar, havendo também um coro que incluía afro-descendentes ironizando o goleiro. Infelizmente para ela, foi filmada em close pelas câmeras de TV, e sua imagem caiu de boca na rede.

Uma hora depois, seu nome e sua imagem já tinham vazado para o mundo. Duas horas depois, já havia perdido o emprego e sofreu insultos pesados e teve que cancelar todas as suas contas de mídia social.

É racista chamar um negro de macaco? Sim, sem dúvida. É também bastante desagradável, não denota bom comportamento de quem insulta e realmente deve ser muito chato para a pessoa que é insultada. Mas por que chamar um juiz de "filho da puta" pode, ou é considerado menos grave? Por que os insultos raciais contra negros parece que "valem mais"?

Insultos são insultos. Nenhum é bonito. Alguns chamarão a atenção para a raça, outros duvidarão da masculinidade do jogador, outros chamarão a atenção para o aspecto físico.  Por exemplo, o jogador foi chamado de macaco, e agora a jovem está sendo chamada nas redes sociais de "vadia" ou coisa bem pior.

A torcida de futebol é por natureza vulgar e dada a ofensas fortes contra rivais. A torcida do Grêmio, em particular, tem cantado ultimamente algumas coisas bastante desagradáveis, como celebrando o câncer da mãe de Ronaldinho Gaúcho ou a morte do rival colorado Fernandão. Mas nada que tenha causado tanta repercussão como o que ocorreu no caso desta jovem.

É verdade que os insultos raciais são provavelmente a forma mais baixa de insulto, e afetam principalmente os negros, por motivos que não é necessário explicar, muito embora (nos EUA) já haja quem tenha perdido o emprego por brincar com os asiáticos.

É verdade também que insultar um branco é mais difícil, já que "cracker" não pegou, e "branquelo" é meio fraco. Porém não faltam insultos étnicos contra italianos, irlandeses, franceses, etc. (O que comprova a minha teoria de que não existe uma raça branca, mas várias sub-raças ou etnias brancas, e que portanto o tal nacionalismo branco jamais vai chegar a lugar nenhum).

De qualquer modo, a questão, eu acho, nem é essa. Chamar negros de macacos é mesmo feio e não deve ser estimulado. Mas até que ponto essa censura ocorrerá? Chamar brancos de "raça maldita" pode? Porém, o que chega a ser um pouco assustador é ver como as massas, elas mesmas, se encarregam de esmagar as vozes dissidentes. Quem precisa de um Estado tirânico e opressor? As massas se encarregam de fazer o linchamento.

A tal mídia social, supostamente criada para a liberdade de expressão, tornou-se um método de aniquilação de quem dá um pio não politicamente correto.

Leio os comentários à matéria sobre a moça: comentaristas, muitos assinando com seu próprio nome, falam coisas para mim absurdas de tão extremas:

- Um acha que a moça merece cinco anos de cadeia.
- Outro acha pouco, e pede 60.
- Outro quer que seja estuprada por negros.
- Uma outra revela sem a maior cerimônia todos os dados de contato da moça, de telefone a CPF, para que acabem de vez com a vida dela.

(Todos esses comentaristas, pela foto do perfil, são bastante brancos.)

Por que será que isso ocorre? Acho que é uma forma de catarse, de purificação. Antes, ao acusar alguém de bruxaria, a pessoa mostrava estar no time religiosamente correto e garantia que ela mesma não seria acusada de realizar atividades de ocultismo.

Os atuais linchadores twitteiros também encontram no massacre virtual de uma jovenzinha ingênua uma forma de purificação: eles, ao contrário dela, não são "racistas", eles são pessoas de bem.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Como não apanhar ou levar tiro da polícia

Vou confessar, sou a favor da lei e da ordem mas não gosto muito de contatos próximos com a polícia, e menos ainda com a polícia americana. Em geral, te tratam como um criminoso de alta periculosidade, mesmo que seu único crime tenha sido o de ter os faróis do freio do carro sem funcionar.

Não que no Brasil seja lá muito melhor. Só tive duas experiências positivas com a polícia, uma, surpreendentemente, na Argentina, e a outra na Inglaterra.

Nos EUA, quase sempre, policiais são agressivos e extremamente arrogantes.

Michael Brown, o jovem negro que morreu com nove tiros de um policial, talvez tivesse roubado cigarros uma loja de conveniência minutos antes (não é 100% certo). Mas pelo que mostra o vídeo, é possível que fosse um sujeito agressivo e, com seu tamanho, poderia ser perigoso mesmo se desarmado.

Porém, merecia levar tiro?

Mesmo eu que sou radical, não acho que oubar cigarros de uma loja e caminhar na rua sejam motivos para pena de morte.

Este outro vídeo, divulgado pela própria polícia, mostra quanto tempo leva para a polícia americana de hoje te dar um tiro. Em média, 23 segundos. É o tempo que leva no vídeo desde a chegada da polícia até o corpo cair, ainda quente e perfurado com cinco balas, no chão.

É verdade que o sujeito, um negro desequilibrado, estava segurando uma faca e gritou para os policiais, "Shoot me!" -- segundo alguns, um caso claro de "suicídio por policial". Porém, não parecia representar grande ameaça para policiais treinados. Ele está a uma distância segura e não chega a nem ter tempo de ameaçar ninguém, que já é abatido com cinco tiros.

Também é verdade que a vida de jovens negros do gueto vale menos para os policiais (como vale menos também para os progressistas, que só se preocupam com eles quando são mortos por brancos ou semi-brancos -- afinal, quem é que faz escarcéu pelas dezenas de jovens negros mortos todo dia em rixas entre gangues?). Será que os policiais se comportariam igualmente com um jovem rico e bem conectado?

Afinal, os policiais não agiram da mesma forma ao prender Justin Bieber, e olha que ele cometeu crimes como vandalismo e agressão, enquanto o negro do vídeo, no máximo, poderia ser preso por vagabundagem. 

Dito isso, o humorista Chris Rock faz um tempo fez um vídeo educativo ensinando como não apanhar da polícia. O vídeo continua atual. Se Michael Brown tivesse seguido os conselhos, provavelmente hoje estaria vivo. Se não, vejamos:

1. Cumpra a lei: Fail. Michael Brown aparentemente roubou cigarros de uma loja de conveniência e tinha fumado maconha horas antes.
2. Use de bom senso: Fail. Michael Brown, depois de roubar a loja e ameaçar o empregado, passou a caminhar pelo meio da rua atrapalhando o trânsito e chamando a atenção da polícia.
3. Pare imediatamente: Fail. Brown e seu amigo tentaram continuar o seu caminho. 
4. Seja educado: Fail. Eles discutiram com o policial, e há até evidências que Brown tenha dado um soco na cara dele.
5. Desligue essa porra de rap: Não se aplica, já que eles estavam a pé, mas parece que Brown adorava rap e tinha até escrito algumas letras -- falando, naturalmente, de drogas, sexo e violência.
6. Cale a boca: Fail. Como foi dito acima, não só discutiu como possivelmente agrediu o policial.
7. Tenha um amigo branco: Fail. De acordo com uma das letras de rap que escreveu, ele não gostava muito de brancos.
8. Não dirija com uma mulher irritada: Sucesso. Ele deixou a namorada em casa, se é que a tinha.

A polícia é violenta e injusta? Às vezes é. Militarizou-se demais? Sem dúvida. Tem reação desproporcional e trata agressivamente até o cidadão de bem? Sim, passaram-se os tempos do simpático policial de bairro.

Mesmo assim, usando de bom senso, você pode evitar a maioria dos problemas.

P. S. Desnecessário dizer, não é uma questão só de branco vs preto. Hoje em dia grande parte dos policiais americanos são latinos ou negros, e às vezes as vítimas da violência policial podem ser brancos, ou até cachorros desarmados. O problema é geral. 



Mulheres que amam psicopatas demais

Nunca entendi as pessoas que acham a pena de morte "desumana". Em geral, quem é condenado à morte é porque matou. Se matou, não merece morrer? Alguém dirá, "Ah, mas o Estado não pode ser juiz e executor e tal". Bem, mas se deixarem nas mãos da população, ou da família da vítima, o sujeito será linchado e torturado de forma muito pior. O Estado na verdade já está fazendo um favor já em conceder um julgamento e uma morte menos dolorosa.

Nem sempre foi assim. Em tempos antigos, criminoso era torturado e esquartejado em praça pública. Era um espetáculo terapêutico para as multidões. E talvez tenha ajudado a Europa a se tornar, a longo prazo, um lugar menos violento.

Mas não era de pena de morte que eu queria falar, mas sim de algo relacionado: a esterilização de criminosos. Você é a favor? Eu sim. Matou, roubou, estuprou, crá -- castração química ou esterilização para você. Quem cometeu crime grave deveria ser proibido de passar seus genes adiante. "Visita conjugal", por sinal, é um absurdo. Na minha opinião, a única "visita conjugal" que detentos deveriam ter é quando se abaixam para pegar o sabonete.

E no entanto, não é assim que funciona. Aliás, os criminosos e psicopatas são premiados pelo sistema.

Não é segredo que algumas mulheres gostam de "bad boys" (já escrevi sobre isso) e algumas, mais extremas, gostam de psycho-killers.

Ted Bundy, serial killer que matou mais de vinte jovens mulheres nos anos 70, conseguiu ter uma "groupie" que o seguiu durante os julgamentos. Antes de ser executado, casou com ela e teve uma filha. Recentemente, Joran Van der Sloot, outro serial killer de mulheres, também teve um filho com uma admiradora de psicopatas.

Não tentemos entender o (muitas vezes ilógico) pensamento feminino. O fato é que crimimosos não deveriam ter o direito de propagar seus genes podres. Tais criminosos, na minha opinião, deveriam ter sido castrados com um facão cego no momento em que entraram na prisão.

Aliás, isso não é exclusivo dos psicopatas homens. Myra Hyndley, criminosa britânica que matou várias criancinhas, também teve um filho na prisão. Deveria ter tido as trompas ligadas.

A longo prazo, a execução de assassinos e a esterilização de todo tipo de criminoso (até mesmo do mais vulgar ladrão de galinhas) teria um efeito benéfico, tornando a sociedade menos violenta, premiando os bons e castigando os maus. Pena que nem todos pensem assim. Pena que, para a esquerda, o assassino é apenas um "coitadinho" que merece não só viver à custa do cidadão, como ainda ter filhos e que estes sejam, também, sustentados pelas suas vítimas.

Não sou muito religioso, mas, como no mundo em que vivemos os psicopatas e as pessoas más muitas vezes se dão melhor do que as pessoas inocentes e de bom coração, eu espero mesmo que exista um Inferno.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Nem esquerda, nem direita, ou: Blog do Mr Y

Algumas pessoas parece que não andam muito satisfeitas com o tom deste blog depois do retorno. Na verdade, eu também não estou muito satisfeito não. Mas o que poderia fazer? É fato que os posts estão escassos e de qualidade mais baixa do que no apogeu do blog, mas é que tenho menos tempo e paciência para dedicar a este espaço. Talvez deva mesmo deixar de escrever, é o que provavelmente farei um dia em breve. Um leitor disse assim:

esse blog já escreveu coisas interessantes. depois se tornou só um instrumento de queixas de quem não pega mulher, além de repercussão de racismo. agora tb é um veículo de propaganda da kgb. sinceramente, mister x, a erva q vc anda fumando aí nos states não é de boa procedência não. pare enqnto teu cérebro ainda consegue produzir asneiras, pq daqui a pouco nem isso vai poder mais


Bem, eu fiz críticas ao feminismo e à versão politicamente correta sobre raças, e é verdade que gosto de me queixar, então talvez isso seja em parte verdadeiro. Mas propaganda da KGB? Talvez o leitor se refira aos posts "a favor" do Putin, que não são a favor, mas apenas talvez menos críticos do que a maioria da mídia, mas, na verdade, na questão da Ucrânia tenho poucas informações para saber se sou contra ou a favor qualquer coisa. Sou contra a uma nova guerra mundial, isso sim, e parece-me que provocar demais os russos pode levar a isso.

Outro leitor disse assim:

Quem está ai, algum fã do Pink Floyd? O que fizeste com o o verdadeiro Mr.X? Veja como é a educação no Japão, giz e quadro negro continuam vigentes, enquanto isso na África e terceiro mundo, tablets e outras novidades, qual é, somos os mesmos de sempre, que conversa midiática é essa?

Bem, na adolescência eu costumava ser fã de Pink Floyd sim, mas isso passou. O post que fiz sobre educação foi, confesso, bem fraco, escrito meio que nas coxas. Na verdade falava de três coisas diferentes, a saber:

1) A memorização como método único de ensino. Aqui, cabe um esclarecimento: "decorar" não é ruim. Muita coisa se aprende mesmo na base da memorização apenas. A crítica que o Feynman fazia, e eu repeti, é que depois de memorizar deveria haver um segundo passo, da reflexão, do raciocínio e do pensamento criativo, e esse segundo passo raramente é seguido no Brasil. Por outro lado, li agora que o brasileiro que ganhou a medalha Fields completou a sua educação no Brasil mesmo, então algo devemos estar fazendo bem (Aliás, o matemático também é mestiço, o que discorda de certas teorias puristas raciais de alguns outros, ahem, leitores)

2) A idéia de que a educação seja por si só a solução para todos os problemas no Brasil. Acho que foi o Theodore Darlymple que falou uma vez que um dos problemas de alguns países seria ter uma população educada além da conta mas sem nada para fazer, pois não há empregos para todos por mais que tenham formação e interesse. Em alguns casos tais universitários sem emprego terminam virando revolucionários ou radicais marxistas. (A bem da verdade, alguns com emprego também).

3) A crítica à escola pública moderna em geral, não só no Brasil. Este talvez seja o ponto mais polêmico e que não foi muito bem elaborado. Porém, eu acho que a escola hoje em dia está mesmo meio superada. Não se trata de uma questão de tecnologia, como sugere o leitor. Ipads e notebooks na sala de aula são só distração, quando não coisa pior, além de um desperdício de dinheiro. Concordo com o leitor que giz, caneta e papel são mais do que suficientes. O que acho, no entanto, é que um garoto inteligente e motivado pode aprender mais por si só em casa do que em uma escola, enquanto que um aluno burro vai sair burro igual. A escola não realiza milagres e, hoje em dia, pode mesmo piorar alguns alunos. Eu tinha lido um texto bem interessante com algumas críticas ao modelo atual de educação, infelizmente perdi o link e não lembro mais o nome do autor, mas acredito que ele era mais a favor de home-schooling e de tutores do que de escola pública.

Fora isso, é verdade que este blog já foi mais tradicionalmente conservador, ou melhor, teve várias encarnações. Primeiro foi basicamente neocon, depois virou paleocon, depois fascinou-se com o mundo HBD e logo decepcionou-se também com eles por achá-los demasiado dogmáticos e até meio estúpidos; hoje, paradoxalmente, o blog está no meio do caminho entre o nada e a coisa nenhuma.

O que aconteceu foi o seguinte: eu acho que hoje não sou nem conservador nem liberal, e isso confunde um pouco as pessoas. Por um lado, tenho algumas ideias certamente mais próximas do conservadorismo, por outro lado, tampouco acho que os liberais estejam completamente errados em tudo, e se tivesse que escolher para morar entre uma cidadezinha conservadora do sul dos EUA e uma meca liberal como Portland, provavelmente escolheria Portland.

Acho que a maioria das pessoas, quando se trata de política, procura um blog com o qual possa concordar completamente (ou discordar completamente). Existem estudos que mostram que, para grande parte das pessoas, talvez a maioria, o pensamento político é mais parecido com a torcida para um time de futebol. É mais paixão e a idéia de fazer parte de um grupo do que ter pensamentos complexos. E, de fato, poucos podem ler ou entender Hobbes e Maquiavel. É mais fácil só fazer parte do time dos "conservadores" ou dos "liberais". Mas é uma falsa dicotomia; a realidade é bem mais complexa do que isso.

Isso tudo, é claro, não quer dizer que eu esteja correto nas minhas preferências e opiniões. E costumo até mudar de ideia frequentemente, e também dizer muita besteira. Enfim, não se preocupem, pois creio mesmo que em breve irei me aposentar, e desta vez definitivamente.



Depressão, violência e imagens satânicas

Robin Williams morreu. Ao que parece, suicida. Dizem que tinha sido cocainômano e alcoólatra, mas agora faz muitos anos estava "limpo". No entanto, sofria de depressão. (Aliás, depressão e abuso de substâncias estão ligados, mas não se sabe se tem a mesma origem genética, ou se é apenas que a pessoa deprimida procura alívio no álcool e nas drogas.)

Bem, eu não sabia que sofria de depressão, muito embora isso pareça ser comum em comediantes (Não é um paradoxo, necessariamente: o humor pode ser uma forma de compensar o sofrimento; associar humor com "alegria" é falso). E, fora isso, artistas em geral tem maior tendência à depressão e sucidam-se em uma proporção de 18 vezes a do "homem comum", segundo um estudo que li mas não acho o link.

Eu, pessoalmente, tenho uma teoria bizarra. Acho que a depressão é o normal, ou seria o normal se todos pudéssemos ver a verdadeira realidade da vida. "Human kind cannot bear very much reality", disse T. S. Eliot. O que é anormal é a felicidade.

De qualquer modo, Williams era um ator simpático. Difícil não gostar dele. Mas outros já fizeram elogios ao ator, e não era disso que eu queria falar. É que, num dos comentários em algum site de notícias, alguém falou que a culpa pela morte de Williams foi das "imagens satânicas" veiculadas pela mídia e da sua participação em propaganda "illuminati". Eu normalmente acharia que isso seria uma grande bobagem mas, na verdade, ultimamente começo a achar que alguma influência tais imagens tem na psiquê das multidões em geral, e nos atores e celebridades de Hollywood em particular.

Eu acho a Miley Cyrus, por exemplo, muito estranha. As imagens sexuais, a língua de fora, as roupas, os videoclips, tudo nela é bizarro e parece propositalmente querer passar imagens sexualização de meninas e perdição moral. E não acharei estranho se ela aparecer morta de overdose ou suicídio daqui a alguns anos.

Mais cedo este ano, duas meninas de 12 tentaram matar uma amiguinha, aparentemente influenciadas por um personagem de horror da Internet. No entanto, parece que o pai de uma das garotas estava perfeitamente ciente desse interesse, e mais, todos naquela família eram fãs de músicas e imagens grotescas associadas com morte, esqueletos e diabos.

Não sei se você percebeu, mas hoje em dia vêem-se muitas decorações com caveiras ou figuras do Diabo e da Morte. Há quem não leve a sério, e há quem ache que sejam imagens que induzem ao satanismo e a pensamentos de assassinato ou suicídio. Bem, pode ser que não induzam ao satanismo, mas será que também não tem absolutamente nenhuma influência?

Você já ouviu falar dos juggalos, por exemplo? São fãs de uns conjuntos musicais que fazem música com letras de horror e apologia à violência e ao consumo de estupefacientes. O nome da produtora é "Psychopatic Records" e o logo é um jovem correndo com um cutelo na mão. O grupo mais famoso é um certo "Insane Clown Posse", ou "grupo de palhaços insanos". Seus fãs encontram-se em shows uma vez por ano, onde consomem drogas, fazem tatuagens e piercings e pintam o rosto de forma a parecer palhaços mórbidos. As mulheres andam de peitos de fora, quando não completamente nuas.

Seria apenas diversão inocente? Ou será que o uso de tais imagens poderia levar a problemas psiquiátricos no futuro?  Vejam as fotos e digam vocês.

Eu, pessoalmente, acho que uma juventude submetida a tal tipo de música e imagens mórbidas, vestimento bizarro, mutilação corporal e comportamento exibicionista e promíscuo, não pode ser de todo saudável; por outro lado, os hippies dos anos 70 passaram por algo parecido (ainda que menos demoníaco nas imagens e mais inspirado na natureza e nas flores) e muitos deles depois cresceram e viraram pessoas normais e até de sucesso.



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Educação não é solução

Olá amiguinhos, desculpem a falta de tempo dedicada a este blog, mas é que outras ocupações tem me impedido de dedicar tempo aqui. Não importa muito, afinal, quase mais ninguém está lendo o blog como nos velhos tempos. Foi ao ar, perdeu lugar. Mas vamos adiante.

Certa vez o físico americano Richard Feynman foi dar umas aulas no Brasil. Foi lá nos anos 40, acredito que como parte do programa de "boa vizinhança" com os Aliados promovido pelo governo americano. 

Ele descobriu uma coisa curiosa: os alunos universitários brasileiros haviam decorado todas as teorias e fórmulas. Poderiam repeti-las tintim por tintim. Porém, aplicá-las à vida prática, ou mesmo a observações banais cotidianas, não conseguiam: não sabia pensar. Muitos, aliás, nem entendiam aquilo que estudavam. O estudo era nada mais nada menos do que a mera "decoreba".

De lá pra cá, só piorou.

A diferença entre o modelo de educação americano e o brasileiro pode ser vista desde a forma de ingresso. O Vestibular é baseado na "decoreba". Já o SAT exige pouca memorização e é basicamente um teste de QI e vocabulário.

Isso não quer dizer que o modelo americano não tenha sérios problemas. Porém, o que é ruim nos EUA é pior no Brasil. As universidades americanas ainda são as melhores do mundo, e as do Brasil enfrentam sérios problemas.

Ainda assim, o problema nem é esse. Eu queria falar mesmo é do ensino fundamental. No Brasil fala-se muito que "educação é solução", como se a vida fosse mudar se todos os favelados aprendessem a fórmula de Báscaras. Mas o pior é que não é.

Estou entre os que acham que o modelo atual de escola está superado, e deveria ser extinto. Na Antiguidade, quem podia tinha tutores, ou estudava por sua conta, ou era um analfabeto feliz. Hoje em dia é muito fácil estudar em casa, com livros e a Internet. Eu já aprendi muita coisa só lendo, sem qualquer professor. Não digo que o professor não possa ser útil, nem que seja como fator de motivação (tive alguns poucos excelentes professores cuja principal contribuição foi me motivar a aprender), mas o conceito da escola pública para todos, baseada no equivocado conceito da "tábula rasa", está amplamente superado. Uma escola mais individualizada, e mais baseada na criatividade e em estimular o pensamento, já seria mais próximo do ideal (e não, não estou falando das teorias-lixo de Freire e Piaget! Essas são pragas ainda maiores!)

Dizem que a escola também serve para que o jovem aprenda a "socialização". De fato, o jovem que vai para a escola logo aprende tudo sobre bullying, humilhação, vergonha, trapaças, submissão à autoridade e aos mais fortes, e sobre quem é popular com as garotas e quem não é (dica: não são os "quatro-olhos" CDFs que estudam). Não admira que alguns até cheguem a ficar com vontade de pegat uma arma e sair matando todos.

Muitos gênios famosos, como Einstein e Darwin, eram alunos medíocres da escola, e não gostaram da experiência.

De fato, a verdade é a seguinte: a escola não ensina, ou ensina muito pouco. Também não ajuda a socializar, não de forma que não poderia ser feito em melhores condições em outros lugares. O que a escola faz bem é lavar o cérebro das crianças (hoje com lenga-lenga esquerdista, mas em outros tempos poderia ser lenga-lenga fascista) e, mais importante do que o conteúdo: treiná-las para a obediência.

A obediência é o que realmente importa para a sociedade, e a escola é a melhor preparação para a escravidão futura do cidadão, destinado a viver oito horas por dia em um cubículo para que Bill Gates, Zuckerberg, Buffet e Slim ganhem bilhões. 

A escola serve também como creche para que os pais possam largar seus pirralhos de forma a que incomodem menos em casa. E serve para que os professores tenham o seu ganha-pão, muito embora hoje em dia a maioria dos professores de escola mal consigam pagar o pão.

Fora isso, a escola não serve para nada. Aliás, poderíamos argumentar que a maioria das coisas não serve para nada, mas também não vamos recair no niilismo. 

Quando alguém disser para você que "a educação é a solução para os problemas do Brasil", pode dar-lhe um tapa na cara.


 

domingo, 3 de agosto de 2014

Ebola na América?

Bem, existe ao menos uma vítima do Ebola que está agora nos EUA. É um médico que contraiu a doença na África e foi trazido para o hospital da Emory University para tratamento. Uma outra paciente chegará na semana que vem.

O tom da reportagem é um pouco assustador. Não por criar pânico, ao contrário: mas por tanto insistir que não há perigo algum de contágio, que as instalações do hospital são super-modernas, que o isolamento dos pacientes será total, que o contágio seria difícil pois só acontece na fase terminal 'quando o paciente não se mexe muito', etc etc. Enfim, tanto insistem que "não é nada" que terminei me apavorando.

Seria o famoso plano illuminati para espalhar uma doença contagiosa a nível mundial, reduzindo em 90% a população mundial? Não, não creio. Porém, as razões para trazerem os pacientes para os EUA talvez não tenham sido bem pensadas, já que o risco de algo dar errado sempre existe.

De qualquer modo, na era da globalização, não é preciso trazer pacientes em um avião militar. Turistas ou imigrantes de Serra Leoa podem trazer o vírus para qualquer país do mundo em uma viagem, repetindo o roteiro do filme "Epidemia".

Uma das dúvidas é a seguinte: porque tantas doenças, antes desconhecidas, surgiram nos últimos tempos? Aids, Ebola, SARS não existiam antes das últimas décadas. Seria a mera mutação de vírus? Seria o crescimento populacional excessivo, e a convivência em mega-cidades? Ou seria algo mais.

Sorte tem o brasileiro, que não precisa se preocupar: "Risco de Ebola propagar-se para o Brasil é baixo". É o Ministério de Saúde que "agarânti"!



terça-feira, 29 de julho de 2014

A guerra invisível

Não vou falar aqui da infindável guerra, se é que se pode chamar assim, entre Israel e palestinos, mas sim de uma guerra que está ocorrendo às portas da Europa, em plena Ucrânia, sem que quase ninguém fale nada - exceto para culpar Putin, por ora sem provas, pela derrubada de um avião.

Sem contar as vítimas do avião malaio (que ainda não se sabe qual dos dois lados derrubou, e nem sei se um dia descobriremos), você sabia que mais de 800 civis ucranianos do leste já morreram em bombardeios das forças ucranianas contra os rebeldes?

Pessoas como esta moça aqui e seu bebê:



Confesso que não é bem claro para mim o que está acontecendo. Parece ser claro que há uma luta pelo controle da Ucrânia, ou ao menos do leste do país, entre "pró-ocidentais" e russos. Mas o que há por trás disso? O controle do gás que aquece a Europa? Ou algo mais?

Sobre o avião, segundo fontes russas, teria sido avistado um caça ucraniano nas proximidades do avião antes da queda. Isso é compatível com o depoimento de alguns moradores, que dizem ter ouvido o ruído de turbinas de jatos antes da explosão.

Há uma explicação plausível para isso: os rebeldes tentaram acertar o caça, e acertaram por acidente o avião civil.

Fora isso, há as teorias de conspiração. Alguns até acham que se trata do mesmo avião que sumiu há um mês atrás, e dizem até que os corpos encontrados pareciam já estar em estado de decomposição. Há quem lembre que nos anos 60, a CIA tinha um plano, Operação Northwoods, que descrevia a idéia de seqüestrar um avião e utilizá-lo para simular sua derrubada por rebeldes cubanos..

É fantasia, mas seria algo assim: um avião é seqüestrado. Desaparece sem deixar rastros em alguma ilha do Pacífico. Seus tripulantes, já mortos, são congelados. Depois um outro avião, muito similar, parte. Este avião, na verdade, é pilotado por controle automático e contém apenas os corpos congelados do avião anterior... O avião é derrubado. Fazem-se fotos e mostram-se para a mídia, e acusam-se os rebeldes pró-russos de o terem derrubado.

Bizarro, eu sei. Mas faz mais sentido do que querer atacar a Rússia nuclear de Putin porque ele é "homofóbico" e "não gosta do casamento gay"...

P. S.  Ah, e tem outra. O avião, parece, estava lotado de "especialistas em AIDS". Taí outra teoria da conspiração. Afinal, há alguns cientistas respeitáveis que até dizem que a AIDS é um mito, e que não é causada pelo vírus HIV.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

7 x 1: Anatomia de um massacre

Muito está sendo dito e escrito sobre a vexatória surra que o Brasil recebeu da Alemanha. Ver aquela sucessão de gols, um atrás do outro, em plena Copa do Brasil, deu pena. Quase parecia estar assistindo um estupro ao vivo, ou uma criança sendo espancada por um adulto. Nunca antes na história deste país viu-se um time tão perdido em campo quanto o Brasil naquele primeiro tempo.

Alguns artigos falam da lógica e frieza germânica versus o excessivo emocionalismo do brasileiro. Clichês, decerto, e talvez haja um pouco de exagero, mas também algo de razão. Os jogadores brasileiros em geral pecam por se deixar levar demais pelas emoções. A Alemanha quando jogou contra Gana, chegou a estar perdendo em um momento: 2 x 1. E foram, também, gols feitos em relativamente rápida sucessão: empataram com a Alemanha apenas três minutos do primeiro gol alemão, e depois fizeram mais um, virando o jogo, oito minutos depois. Um time brasileiro se desesperaria: "Meu Deus, estamos perdendo para Gana!" Mas os alemães continuaram fazendo o que fazem calmamente, e pouco depois empataram.

O problema do Brasil nesta Copa, a meu ver, foi que investiram de mais em estádios e de menos em criar um time. Aparência versus essência. O importante era dar uma boa impressão para os gringos, mas ter um time com chances de ser campeão, deixa disso. O poder mágico da torcida brasileira se encarregaria dessa parte. Fred? Hulk? Jamais tinha ouvido falar dessas criaturas. É verdade que não acompanho muito o futebol brasileiro ultimamente, mas parece que não perdi muito.

Faltou organização ao Brasil, não para sediar o evento, mas para jogar futebol. É como se tivessem cuidado todos os detalhes possíveis para impressionar os gringos, e esquecessem do principal. É como gastar milhares comprando um um cálice de ouro, e depois enchê-lo com o mais vagabundo vinho sangue-de-boi. 

Deixemos de lendas. Há tempos que o Brasil não é mais o "país do futebol". O melhor time brasileiro, o apogeu do tal "futebol arte", talvez tenha sido o de 1982, aquele time que não ganhou a Copa, quem sabe se também por motivos emocionais. Mas era inegavelmente um bom time. O de 2014 não era.

O Brasil vive só do nome. Não tem, há tempos, uma seleção verdadeira. Tem um que outro talento individual, mas não tem um plano, não tem um jogo coletivo, não tem nada a não ser o pensamento mágico de que "somos os melhores do mundo". Não somos, não. Não mais.

Lemos agora que a Alemanha preparou-se por 14 anos para esta Copa, desenvolvendo as suas categorias de base.

Nesse sentido, é claro, seleções como Espanha e Alemanha tem a vantagem de que seus jogadores jogam em times locais, e muitas vezes até no mesmo time. A seleção da Espanha que ganhou em 2010 era basicamente o time do Barça. O time alemão atual é pouco mais do que o Bayern de Munique.

Talvez o melhor plano para o Brasil tivesse sido, em vez de gastar bilhões em estádios, ter usado esse dinheiro para retirar os melhores jogadores brasileiros dos times europeus por, sei lá, um ano de licença, de forma a que tivessem dedicação exclusiva para a seleção. E colocá-los para jogar e treinar como nunca. Impossível, eu sei.

Isso tudo, é claro, não explica o 7 x 1. Nada explica. Nem a Zâmbia perderia de 7 x 1. Acho que foi, acima de tudo, pânico. Certamente a perda de Neymar na partida anterior, bem como a ausência de Thiago Silva, foram sentidas bem fundo por um time inexperiente e, a bem da verdade, medíocre. Acho que aí faltou ter um jogador mais veterano em Copas para ser líder e acalmar os ânimos. Os alemães não hesitaram em colocar o Klose, que até superou o recorde de gols do Ronaldo.

Enfim, não foi bonito, e não sei se há muitas lições para se tirar disso tudo, a não ser aceitar com humildade que, no futebol como na construção de uma sociedade, raramente há milagres.



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Gordofobia


Hoje fui na piscina e vi duas gordas enormes de biquini. Não nadavam, mas estavam na parte mais funda da piscina, segurando na borda e mexendo os pezinhos para se “exercitar” enquanto tagarelavam. Não creio que percam muito peso assim. Mergulhei e pude ver suas pernas gordas balançando desde o fundo. Fiquei imaginando que se estivéssemos no mar e eu fosse um tubarão, iria pensar, “Humm, que bocado mais apetitoso!”

Há muitos gordos mórbidos nos EUA, mas saiu a notícia este mês que o México acaba de superar os EUA na categoria de “país mais gordo do mundo.” Considerando que existem também muitos mexicanos nos EUA que estão, ahem, engordando as estatísticas americanas, temos o povo mexicano como o mais gordo de todos os povos. Genética ou cultura?


As gordas que vi na piscina eram brancas, de procedência desconhecida. Certamente o padrão alimentar americano ajuda a aumentar a gordura, em especial das classes baixas, mas há muitos brancos de classe média também. Acredito que parte disso é a cultura americana de comer muita porcaria, e em grande quantidade. As porções servidas nos restaurantes americanos são descomunais. Some-se a isso a cultura sedentária do americano médio, e temos a explicação. Porém, o que explica o México?


Ao contrário do que os fundamentalistas da genética acreditam, não pareceria que a genética tenha tanto a ver quanto o ambiente neste caso. A lista de países com maior número de gordos é bem curiosa, sem seguir um padrão muito definido: México, EUA, Síria, Venezuela, Iraque… O primeiro país europeu a aparecer, recém em 12, é a República Tcheca. A única coisa certa é que os países asiáticos não são gordos. O Japão é o último da lista, o país mais “magro” do mundo. Porém, tampouco aqui a genética parece dar a resposta definitiva, já que o menino de 4 anos mais gordo do mundo, ao menos até há pouco, era um pequeno chinês. Os melanésios, se é que contam como asiáticos, também tendem a ser gordos acima da média.


Qual o país mais “gordo” da Europa? Pela minha impressão do que vi, seria a Alemanha. Não tem gordos mórbidos, mas tem vários fofinhos e fofinhas, alimentados exclusivamente à base de cerveja, salsicha e batata. Porém, os italianos, que comem muita massa e pizza, raramente são muito gordos. Pavarotti é exceção. (Nota: por que os cantores de ópera são em muitos casos gordos? Neste caso, a genética pode ser explicação: um bom cantor lírico precisa ter uma larga caixa toráxica com pulmões descomunais, portanto as pessoas de corpo robusto são favorecidas). Os franceses, apesar de todos os quiches e suflês, tendem a ser magros. Espanhóis, gregos e escandinavos, acho que também.  

Outro mistério é o seguinte, porque as gordas são em geral consideradas pouco atraentes pela maioria dos homens? Afinal, do ponto de vista biológico, indicariam uma criatura bem-alimentada, com grandes glândulas mamárias otimais para alimentar a prole. No entanto, a gordura é para a maioria dos homens um fator de atração negativa quase tão grande quanto a nerdice nos homens é para as mulheres. 

Bem, de qualquer modo, nada temam, pois os progressistas já tem a solução. Segundo eles, os gordos estão sendo discriminados pelo “padrão ocidental patriarcal vigente” com seu “padrão de beleza meramente cultural promovido pela mídia”, e portanto os gordos estão se agilizando e criando suas próprias associações de direitos. Da próxima vez que você chamar alguém de gordinho ou gordinha, cuide-se, pois poderia estar comentendo um ato de discriminação gravíssimo, passível de processo e até de prisão.