domingo, 28 de maio de 2017

Poema do Domingo

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!

Fernando Pessoa

sábado, 27 de maio de 2017

É a cultura, estúpido!

Pois é, mais um terrorista "britânico" (isto é, líbio filho de refugiados líbios, mas como nasceu na Inglaterra, virou "britânico" para a mídia) atacou no outro dia.

Nem vou comentar o atentado em si, que já virou banalidade, bem como as respostas previsíveis de acender velinha e falar que "nossa comunidade multicultural está acima disso tudo" e "o amor vence o ódio".

Aliás, vocês perceberam como a mídia progressista adora falar em "amor"? No caso dos gays também, é "amor" para cá e "amor" para lá. Ora, não caiam nessa. Trata-se da conhecida tática esquerdopata da inversão satânica. Quando eles falam "amor", na verdade estão falando em ódio e/ou em perversões e putaria desenfreada.

Mas o que foi interessante neste caso foi o atentado ter ocorrido neste concerto da tal Ariana Grande. Nem conhecia a figura, mas parece mais uma vadia adolescente na linha de Miley Cyrus. A maioria do público era formada por crianças e meninas pré-adolescentes aprendendo a ser putinhas, e levadas ali pelos próprios pais.

Enquanto no Brasil as crianças de oito anos que aprendem funk e axé sob o olhar benevolente das mães são na maioria de classe baixa, nos EUA e Inglaterra até as famílias de classe média adoram estes espetáculos grotescos.

Outra coisa que chamou a atenção na semana foi a foto das "primeiras-damas da OTAN" que incluíam um "primeiro-damo" homossexual, bem como uma primeira-dama de 65 anos casada com um "homem" de 39 e vestida como uma adolescente.

Sejamos sérios, não é? Qualquer esperança para o Ocidente passa pelo fim desta cultura absurda, patética e auto-destrutiva.

O problema não é a imigração. Imigração é apenas um sintoma, a doença vem de mais atrás. Um corpo é atacado por microorganismos quando está fraco, é natural.

O problema também não é a manipulação midiática. Esta é grave, mas também apenas aumenta um problema pré-existente que no entanto está muito além disso.

O problema é que o povo euro perdeu a confiança em si mesmo. Talvez tenha sido a "morte de Deus" (isto é, fim da crença religiosa substituída pelo niilismo) preconizada por Nietzsche já há mais de 150 anos. Ou talvez seja a dissolução da cultura tradicional num mundo cada vez mais fragmentado. Ou uma soma de várias coisas juntas.

Mas o fato é que será muito difícil mudar a situação, sem uma mudança total do modo de pensar. E isto não é algo que pode ocorrer de um dia para o outro.

Há algo de podre no reino da Dinamarca - e da Suécia, França, Alemanha, Itália, EUA, Canadá, Japão, Coreia, etc, etc...

Ariana Grande dando o exemplo às criancinhas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,

Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A maldição de Cassandra

Cassandra é aquela personagem da mitologia grega que fazia previsões, mas, por maldição, ninguém acreditava em suas profecias. Que, no entanto, eram sempre corretas.

Eu diria que nós que vemos mais ou menos o que está acontecendo no mundo fora da hipnose da mídia somos como "Cassandras", salvo que não estamos fazendo nenhuma previsão fenomenal, ao contrário, nem mesmo é previsão, é mera descrição do presente negada pela mídia e pela maioria das pessoas, que não quer enxergar.

Mas, para quem enxerga, os problemas contemporâneos são bem visíveis. Não é preciso ser um gênio para observar que a imigração de milhões de árabes e africanos e latino-americanos para os países anteriormente conhecidos como brancos irá causar uma série de problemas e tornar estes países mais parecido com o "terceiro mundo" de onde estes imigrantes vieram. Terrorismo, aumento do crime, pobreza, doenças, além de conflitos étnicos e raciais.

Loucura é o contrário, é acreditar que a partir dessa mistura total de povos e religiões e etnias surgirá uma "utopia multicultural" onde todos conviverão em paz. Quando na História humana isso ocorreu? Quase sempre que isso foi tentado, da época Romana ao imperialismo do século XIX, terminou em banhos de sangue.

E o problema nem é a imigração em si, é claro. Esta é apenas um sintoma. Um corpo é atacado por microorganismos quando está fraco e doente. E o povo europeu está fraco e doente, ao menos desde 1914 (alguns diriam desde 1789). O problema é acima de tudo cultural; o que vemos hoje é apenas o resultado de décadas (séculos?) de uma lenta decadência.

O Império Romano caiu por sua elite estar decadente, não devido às "invasões bárbaras". Porém, como resolver a "decadência"? É possível, ou é apenas aquela teoria dos ciclos? Tudo que sobe, desce? E tudo que desce, será que sobe também? Isto não parece ser uma verdade absoluta, ao menos no mercado de ações - às vezes o que desce, só desce mesmo.

Eu não sou bom em profecias. Não tenho a menor ideia do que ocorrerá e nem qual pode ser a solução. Só sei que a seguir assim enfrentaremos um período de trevas bastante desagradável. E não estou falando em termos de séculos, mas décadas à frente. Aliás é algo que, em vários sentidos, até já começou.

Por outro lado, não dá para ser sempre pessimista, e acredito que mensagens positivas também devam ter o seu lugar. Afinal, se tudo vai mal, é sinal que sempre pode piorar, mas também, que pode melhorar. Enquanto há vida há esperança, não é o que dizem?

Em resumo, ainda tem muita água para passar por baixo da ponte, e muita coisa para acontecer.

Como não sou um visionário nem um profeta, só descrevo o que vejo e que todos poderiam ver também, se quisessem. Claro que apontar soluções é naturalmente muito mais difícil, e não cabe a mim fazer isso mas aos que virão e viverão neste futuro que se aproxima; mas tudo, como no caso dos Alcoólatras Anônimos, começa por enxergar que você tem um problema.

O outro drama de Cassandra, claro, é que ela jamais se cala. É considerada louca, burra, mentirosa, mas em vez de aprender a lição e parar de repetir verdades, continua a repetir os seus alarmes, dia após dia, sem parar. Ah, se pelo menos Cassandra se calasse, então quem sabe poderíamos viver em paz...

Cale a boca, Cassandra!



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alegria, alegria, por que não?

Tudo vai mal, cansei de dizer, mas também nem tão mal assim. Isto quer dizer que pode piorar, mas também que, com sorte, pode melhorar.

No outro dia reclamei da democracia, porém, devo admitir que prefiro viver sob este regime do que sob um regime autoritário no qual eu sequer teria a opção de ter um blog escrevendo o que quiser. Esta era a realidade no regime soviético e ainda é assim em vários países como Arábia Saudita, Kazaquistão, entre outros.

É verdade que as elites do "Ocidente" estão fazendo o possível para criminalizar cada vez mais o discurso, e, salvo os EUA que ainda mantém por ora a sua fé no "First Ammendment" apesar dos assaltos, a maioria dos outros países tem várias leis proibindo certos tipos de discursos, da negação do Holocausto à critica a negros, muçulmanos ou gays.

A esquerda é totalitária por natureza, não pode evitá-lo, e hoje já está chegando a níveis soviéticos. Não contente com chamar de "extremista" qualquer um que discorde de suas ideias, agora já quer eliminar a memória e modificar o passado, removendo estátuas e bandeiras.

Mesmo assim, ainda não é uma ditadura explícita; você arrisca a perda do emprego e o ostracismo social, mas não a morte e só em raros casos a prisão. Então, para que chorar?

Muito embora os conflitos violentos aumentem no dia a dia, não estamos em guerra. Isto pode vir a acontecer mais cedo ou mais tarde, mas por enquanto devemos agradecer que esse tempo não chegou. Só um terrorismozinho aqui e ali. Nada de mais, não é?

A imigração é um problema? É, e gravíssimo! Mas pensemos. O Brasil virou o que virou depois de uma mistura de 500 anos, resultado de colonização, escravidão, imigração e miscigenação. Então, o que de pior pode acontecer com países como a França ou EUA em situação parecida? Virar um Brasil. Sim, seria uma bosta, mas milhões de pessoas vivem no Brasil sem reclamar tanto, e o país até tem algumas coisas boas, então, tampouco é o fim do mundo.

Além disso, conforme sentenciou este professor (um imigrante alemão nos EUA):
O número de pessoas mestiças que se vêem como brancas crescerá muito mais nas próximas décadas, principalmente como resultado do aumento de casamentos entre brancos e latino-americanos e brancos e asiáticos. Na década de 2040, quando os filhos dessas uniões se tornaram adultos, um número significativo casará com brancos e terão filhos - aumentando ainda mais a população vista como branca e, portanto, a maioria branca
Perceberam a magia? A maioria branca aumentará, simplesmente com o aumento do número de pessoas que se consideram brancas no censo. Nossa! Como é que ninguém pensou nisso antes? Por essa lógica, até os habitantes do Congo poderão se considerar brancos, e assim se tornar da noite para o dia os membros de um país branco, rico e próspero.

No bairro em que moro vejo cada vez mais negros e árabes muçulmanos. Uma mente menos iluminada do que a minha poderia interpretar esses fatos como substituição demográfica e reagir com depressão. Mas eu, agora, vejo isto com alegria, é apenas a semente da vida que fervilha aqui e acolá em suas diversas manifestações! Eles são brancos. Todos são brancos, até os negros. O casal de um negro com uma branca que vi deitado na grama junto ao seu bebê de raça mista fazem parte deste mesmo coletivo. Uma nova comunidade, cuja brancura não é mais baseada na cor, no parentesco, nos genes, na religião ou na etnia, mas na profunda igualdade que une os homens!!!

Seja você também parte da mudança que deseja ver no mundo. Seja branco você também.

Sorria, e alegre-se!

50 tons de branco.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Cornos apaixonados

O termo "cuck" que virou moda na altrighteosfera vem de "cuckold" que em português é "corno". Normalmente visto como uma situação tristonha, ser corno faz tempo já virou fetiche sexual, em especial entre o pessoal mais à esquerda. Vejam aqui uma descrição de uma praticante anônima no blog da Lola.
sou fetichista e amo cenários cuckold, que, aparentemente é o crime sendo condenado aqui, e bom, se o cara que curte fazer fazer cornos está indo pra fogueira, imagina eu que adoro ser vaca e mandar maridinho limpar a porra de outro homem? e maridinho que leva café da manhã na cama pra mim e pro outro?
Alguns jornalistas da grande mídia até estão informando que não só não há nada de errado com esse fetiche, como, pasmem, ele é praticado principalmente por pessoas de "alto QI" (curioso como a mídia quase sempre ignora o tal QI, exceto em artigos como este). A sugestão é clara: se você é inteligente, amigo, seja corno também. Os cornos são os novos gays.

A própria reportagem ainda afirma que muitos "cuckolds" adoram principalmente amantes negros para apimentar a relação. Bem, nada de novo aí. A mídia adora promover estas misturas.

Só que nem sempre o "cuckolding" é explicitamente sexual ou tem a ver com a miscigenação. A adoção de criancinhas negras ou asiáticas pelas celebridades também pode ser visto como uma forma de "cuckolding", no sentido original da palavra, a de criar o filho dos outros (como o pássaro cuco, que coloca seus ovos nos ninhos de outras aves).

Bem, pessoalmente nada tenho contra a adoção, mas alguns exageram. Já falei do caso do casal americano evangélico que, em vez de ter filhos naturais, aceitou implantar embriões negros no útero da esposa. É uma forma literal de "cuckolding", afinal, que diferença faria se a mulher tivesse em vez disso se deitado com um negão para procriar? Aliás, um filho dela com o negão ao menos teria 50% de seus genes, ao invés destes bebês com o qual nenhum dos dois "pais" tem parentesco algum.

Alguns, ao invés do sexo ou da adoção, utilizam outros meios para fins parecidos: querem visualmente se aproximar dos negros. Foi o caso de Rachel Dolezal e, agora, o desta hilária alemã que aumentou os seios, os lábios e as ancas e fez bronzeamento artificial.

Foi criticada. Mas não pelas bizarras modificações corporais certamente nocivas à saúde: somente por tentar "aparentar ser negra". Curioso que passar de homem para mulher ou até de negro para branco (como Michael Jackson) é aprovado, mas passar de branco para negro, não. Ué, mas não seria uma forma de afirmar a "superioridade" da raça negra? O recente filme "Get Out", sucesso entre branquelos, trata justamente disso, de brancos fetichistas que desejam reencarnar no corpo de negros.

Enfim, nunca entendi estes fetiches bizarros, mas quem é que entende os desejos humanos?

Antes e depois.

Disclaimer: O fato de eu citar ou publicar a foto de uma pessoa indicada pela mídia como "branca" não significa necessariamente que eu concorde ou discorde com tal afirmação nem que seja uma forma de me manifestar sobre o percentual caucasiano absoluto do indivíduo em questão. Quando utilizo o termo "branco", ou mesmo "negro", não estou me referindo à sua pureza racial, mas a como o seu fenótipo é interpretado pela maioria das pessoas, o que tampouco quer dizer que eu concorde ou discorde com esta maioria. Este blog não é responsável pelos efeitos nocivos que um erro na interpretação do nível de brancura possa causar, como stress, desânimo, ódio, crises de pânico, etc. Antes de ler, consulte seu médico.  

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Uma arte à parte

Já falei várias vezes que considero a maioria da arte contemporânea um lixo, em especial as artes plásticas e a arquitetura.

Arte não é para ser "qualquer coisa"; essa ideia tola começou com o Duchamp e só piorou desde então.

A arte sempre foi um sistema de regras e tradições que exigia técnica e conhecimento. No caso da pintura, conhecimento de anatomia, cores, composição; no caso da poesia, a métrica e as figuras de linguagem, e assim por diante.

Bem, grande parte da "arte" feita hoje em dia é feita apenas com intuito de causar escândalo ou então promover certo tipo de "mensagem" - ou seja, não é arte. É, no melhor dos casos, propaganda; no pior, mera vontade de destruição, ou anti-arte. Busca a feiúra ao invés da beleza, a degeneração ao invés da virtude.

É claro que isso é feito propositalmente com o intuito de provocar. Um exemplo recente foi a do "artista" recentemente escolhido para criar uma imensa pintura no chão da torre Eiffel em Paris: desenho de um personagem negro beijando uma branca, rodeado por imagens de vários negros e brancos dando a mão. Elogio clichê da diversidade. Porém, ao consultarmos a obra anterior do artista, vemos que é ainda mais doentia: ele parece dedicar-se exclusivamente a mostrar imagens de personagens negros estuprando e matando personagens brancos.

Bem, tudo isso é notícia velha, é claro. Mas hoje em dia algo ainda pior está ocorrendo, e é que os progressistas ocuparam tanto o campo artístico que nem querem deixar espaço a quem não é progressista ou pretende fazer uma arte mais tradicional.

Aqui por exemplo vemos que vários supostos cineastas resolveram boicotar um festival porque este aceitou na sua programação um filme de documentário sobre o Olavo de Carvalho. Ué! Então eles só vão participar de festivais nos quais concordem com o conteúdo de todos os filmes exibidos? Parece ser um tipo implícito de censura, ou talvez seja medo de competir. Patético, de qualquer forma, além de um tiro no pé que só aumenta o ibope do Ovalão.

A esquerda artística ficou tão burra que agora já canibaliza a si mesma. Aqui por exemplo temos o caso de uma artista canadense esquerdista que, por pintar quadros se inspirando na arte indígena, foi criticada e teve sua exposição cancelada por fazer "apropriação cultural".

Estou em dúvida se o conceito mais estúpido já inventado foi o de "cisgênero" ou de "apropriação cultural".

Todo artista se inspira em outros artistas, é elementar, é como a arte se renova. Nada sai do nada. Até Shakespeare e Boticelli poderiam ser acusados de "apropriação cultural", quando não de plagiários mesmo, tanto que copiaram de outras fontes.

Mas é claro que a intenção é outra, é, mais uma vez, uma forma de censura aos artistas brancos, que são os únicos acusados de "apropriação cultural". Nunca vi nenhum artista negro ou asiático ser acusado de "apropriação cultural" por utilizar a pintura à óleo, técnica desenvolvida pelos europeus.

Houve um tempo em que os progressistas alegavam ser mais intelectuais, mais artísticos, mais cultos e mais abertos ao diálogo do que os "retrógrados conservadores". Talvez fossem, mas agora está ficando cada vez mais difícil acreditar nisso.

Terminaram acreditando tanto em sua própria propaganda, que hoje a maioria viraram umas antas sem talento ou inteligência, e, quanto à sua "arte", até um macaco faria melhor.

O famoso artista Pierre Brassau. Apropriação animal?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Dover Beach

The sea is calm tonight. 
The tide is full, the moon lies fair 
Upon the straits; on the French coast the light 
Gleams and is gone; the cliffs of England stand, 
Glimmering and vast, out in the tranquil bay. 
Come to the window, sweet is the night-air! 
Only, from the long line of spray 
Where the sea meets the moon-blanched land, 
Listen! you hear the grating roar 
Of pebbles which the waves draw back, and fling, 
At their return, up the high strand, 
Begin, and cease, and then again begin, 
With tremulous cadence slow, and bring 
The eternal note of sadness in. 

Sophocles long ago 
Heard it on the Ægean, and it brought 
Into his mind the turbid ebb and flow 
Of human misery; we 
Find also in the sound a thought, 
Hearing it by this distant northern sea. 

The Sea of Faith 
Was once, too, at the full, and round earth’s shore 
Lay like the folds of a bright girdle furled. 
But now I only hear 
Its melancholy, long, withdrawing roar, 
Retreating, to the breath 
Of the night-wind, down the vast edges drear 
And naked shingles of the world. 

Ah, love, let us be true 
To one another! for the world, which seems 
To lie before us like a land of dreams, 
So various, so beautiful, so new, 
Hath really neither joy, nor love, nor light, 
Nor certitude, nor peace, nor help for pain; 
And we are here as on a darkling plain 
Swept with confused alarms of struggle and flight, 
Where ignorant armies clash by night.

Matthew Arnold

O circo da "democracia"

"Se votar mudasse alguma coisa, seria proibido." A frase é atribuída a Mark Twain, mas não se tem certeza.

Seja a frase de quem for, é verdade que a democracia moderna é uma farsa. Candidatos são escolhidos antes, e depois são vendidos como produtos ao consumidor. É como se o dono do supermercado oferecesse para você: "Coca ou Pepsi, qual você quer?" - você faz a sua escolha, e depois ele continua mandando no supermercado, como sempre.

O que a democracia vende é apenas o mito da participação popular.

Nos últimos tempos, os candidatos que estão sendo mais vendidos são aqueles que apelam principalmente ao voto jovem e feminino. Candidatos de relativa baixa idade, com fama de "novatos" na política, "bonitos" (naturalmente, com um quê de ambiguidade sexual, e não por acaso muitos tem fama, merecida ou não, de ser secretamente gays). Obama, Trudeau, e agora Merdcron são deste tipo.



Quando isto falha, temos a candidata "mulher forte, feminista". Angela Merkel, Hillary Clinton, Theresa May, e a própria Marine Le Pen talvez poderiam entrar nesta categoria.


Aí, quando o povo pára de acreditar nesse produto, vende-se então o falso nacionalista, ou Nacionalista Light. É o que ocorreu nos EUA com Trump, após oito anos de cansaço com Obama.

O voto não mudará nada. A mudança real passará apenas pelo fim da democracia moderna, que é só um sintoma da doença mental ocidental.

Talvez possamos voltar a ter esperança com a desintegração do território americano e europeu em vários potentados independentes, divididos por etnia e religião. Será horrível mas será bom.

Do caos e das cinzas talvez algo poderá renascer.

No meio tempo, lembrem-se de estocar armas e alimentos, amiguinhos.

Carnaval macabro

Algum dia, daqui a uns trezentos anos ou quinhentos, futuros arqueólogos examinarão as imagens de nossa era e ficarão atordoados.

Como foi possível uma civilização avançada ter regredido a tal ponto?

Como foi possível que os nativos tenham aceitado sem revolta e até mesmo aplaudindo a sua total substituição demográfica?

Como é possível que alguns tenham até mesmo desejado querer passar disto para isto?

Ah, mas eles subestimam a capacitade humana e em especial branca para a vaidade. A vaidade mata...

Recentemente uma imigrante muçulmana no Canadá deu a seu filho o nome de "Justin Trudeau". Justin Trudeau Adam Bilal, para ser mais preciso. É seu sexto filho. Ainda poderão vir outros. Os canadenses estão orgulhosos de sua diversidade!

Chega a ser até engraçado como os imigrantes, mal desembarcados de suas fétidas favelas, já se tornam "cidadãos locais". Cantam o hino, recitam o lema, vestem-se com a bandeira local. "Daqui não saio, daqui ninguém me tira."

Os Novos Suecos pedem passagem. Salve Xangô!

Seguem para a posteridade algumas imagens deste carnaval macabro que é a sociedade ocidental atual.

Vanitas vanitatum et omnia vanitas.