quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O crepúsculo dos deuses ateus

Sou agnóstico e não sei se existe o Deus ou o Diabo. Mas uma coisa é certa: se Deus existe, Ele deve estar rindo da cara do Richard Dawkins.

Um curioso artigo - escrito pelo que parece ser um ateu mal-humorado - observa que, embora Dawkins acredite que a religião seja um "erro da evolução", o fato é que, em termos estritamente evolutivos, os religiosos são mais bem-sucedidos do que os ateus. As famílias religiosas têm muitos filhos; espalham seus genes e transmitem sua religião pelo mundo. Os secularistas ateus preferem viver no presente e não costumam ter muitos filhos. Adivinhe qual grupo é mais apto para sobreviver? É curioso, aliás, que a nova campanha publicitária de Dawkins seja para que a religião não seja transmitida pelos pais aos filhos. Quais filhos? Aqueles chamados Maomé, hoje o nome mais popular entre os bebês de Londres?

Conclui o artigo:
Even if it was granted that the modern world, with its feminism and secularism, produced all the happiness one can imagine, it cannot last. A baby born today may live to see the extinction of the Lithuanians (projected to be a population of 760,000 by 2100, possibly all assimilated into other ethnicities). Any philosophy that guarantees that those that adopt it will be gone within a few generations can only be embraced by nihilists. The patriarchal and god-fearing will inherit the earth, one way or another.
Eu não sei se Deus existe, mas, se as leis da Evolução de Darwin beneficiam os religiosos, Deus realmente deve ter um apurado senso de ironia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Morte no carrinho de supermercado e outras histórias

Li no blog de uma certa Espectadora um belo post sobre mortos colocados em carrinhos de supermercado, e ao final ela fala o seguinte:

Se nazistas queimam um judeu, é porque são uns monstros, inimigos da humanidade. Se traficantes queimam uma vítima, é porque são uns coitados, crucificados pelo sistema.

De fato. É curioso que os traficantes, assassinos e criminosos sejam vistos como "pobres" e "vítimas do sistema" pela esquerda, quando poderíamos fazer uma analogia e observar que, na realidade, não passam de tiranos, de grandes "capitalistas" que colocam o lucro acima de qualquer ética ou "função social". Matam por nada. Não são nem mesmo "pobres": no contexto da favela (que aliás é bem mais próspera do que muita gente pensa - muitos estão ali apenas para estar mais perto do trabalho e não pagar luz, água e IPTU) são os ricaços, a "burguesia", os "opressores", a classe alta, enfim, aqueles que mandam no sistema.

É curioso ainda que, na mentalidade progressista, tudo seja permitido ao Estado - menos matar. Para eles é horrível que o Estado, com a pena de morte, mate um criminoso (salvo que se trate de um Estado comunista, mas aí é outro papo). No entanto, à iniciativa privada (criminosos), matar é permitido. Quando um desses assassinos é preso, grita-se para respeitar seus "direitos humanos". Mesmo sua prisão é considerada em muitos casos um ato abominável. Mas a verdade é que existe pena de morte no Brasil. Ou ela é realizada por criminosos na cadeia, que têm seu próprio código de ética, ou ela é realizada pelos traficantes na favela que executam quem não respeita suas leis, ou então ocorre nas ruas - contra os inocentes.

Mas essa história de desculpar os crimes mais violentos dos "pobres" - ou mesmo de achar que o crime e a violência são mero resultado da pobreza - vai longe. No outro dia o presidente filho do Brasil disse que "policial aceita propina porque ganha pouco". Não é o primeiro nem será o último a afirmar isso, mas o raciocínio tem dois problemas. Um, assume que honestidade depende exclusivamente de quanto a pessoa ganha, além de qualquer valor moral. Somos todos ladrões, parece dizer Lula parafraseando G. B. Shaw, a questão é apenas negociar o preço. Dois, quem garante que o policial corrupto, mesmo com um salário maior, não continuará roubando? Afinal, jamais conheci ninguém que estivesse completamente satisfeito com o salário que recebe: todos sempre pensam que deveriam ganhar mais. Mesmo o mais famigerado CEO da Forbes 500, tenho certeza, não se incomodaria em ganhar alguns trocados extra.

Daí vemos que o problema não é a pobreza, mas a impunidade, e a falta no Brasil do que em inglês se chama "rule of Law". O mesmo poder que ignora o favelado que constrói em lugar inadequado também faz vista grossa para o policial corrupto, afinal se acabarmos com a polícia corrupta, quem garante que um dia não se virarão contra a corrupção dos parlamentares também, e aí onde iríamos parar?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viva o aquecimento global

A maioria das notícias fala com horror sobre as catástrofes do (largamente mitológico) aquecimento global. Ainda que hoje até a BBC admita que a temperatura do planeta não aumenta há dez anos, e a população acredite cada vez menos na idéia, os políticos, na contramão ha história, insistem com leis cada vez mais excessivas contra o problema imaginário.

Uma coisa que os políticos não levam em conta é o seguinte: e se o famigerado aquecimento global fosse uma coisa boa? Pesquisas indicam que o aumento de carbono na atmosfera é extremamente benéfico para as florestas, afinal qualquer um sabe que as plantas alimentam-se de CO2. Com mais CO2, haveria maior produção de alimentos, e maiores porções do planeta se tornariam habitáveis.

Além disso, o aquecimento global faz bem para a economia. Al Gore, por exemplo, nos últimos dez anos aumentou seu patrimônio de 2 milhões para 60 milhões de dólares.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O significado

Depois de curvar-se ao rei saudita, agora Obama curvou-se ao imperador japonês, de forma curiosamente excessiva. Nenhuma das mais de 50 líderes mundiais que visitaram o monarca nos últimos anos demonstraram a mesma deferência, como pode ser visto neste elegante vídeo. Obama só faltou beijar os pés.

Muitos blogueiros estão se perguntando o significado de tal ato. Acho que os mais possíveis motivos são dois:

a) É um pedido de desculpas pelos EUA terem vencido a guerra jogando duas bombas atômicas no Japão.

b) é a admiração pela realeza: como Lula, que mal disfarçou sua admiração por tiranos africanos há vinte anos no poder, Obama tem o sonho secreto de ser um Rei.

domingo, 15 de novembro de 2009

Poema do domingo

NEVER give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.

W. B. Yeats (1865-1939)

sábado, 14 de novembro de 2009

Is there a plan?

Às vezes me pergunto se o caos atual do mundo é resultado de um plano preciso, ou se é mero resultado de uma estupidização coletiva. As utópicas idéias progressistas subiram à cabeça das melhores mentes de uma geração, ou há elites maquiavélicas com um plano secreto por trás de tudo?

Vejam o caso dos muçulmanos. Há um plano para islamizar a Europa e, se há, qual sua razão? Afinal, como se não bastasse a imigração descontrolada, a União Européia e EUA fazem pressão para que a Turquia entre na Europa e traga ainda mais muçulmanos. Por quê? A Sérvia foi rotulada de vilã da história e bombardeada por Europa e EUA devido à sua guerra com os albaneses muçulmanos, e uma parte original de seu país, Kosovo, foi extraída e dada de presente aos mesmos muçulmanos, que cometeram tantos ou mais crimes de guerra do que os sérvios. Por quê?

Nos EUA, está proibido sequer sugerir que possa ser perigoso ter muçulmanos nas Forças Armadas, mesmo tendo ocorrido um bem-sucedido ataque que matou 13 militares. Por muito menos, na Segunda Guerra, civis japoneses foram internados em campos de relocação em pleno solo americano. Em 1942, sabotadores alemães que nem chegaram a realizar um atentado foram executados 30 dias após a descoberta do plano.

Mas agora treze soldados morrem e continua-se falando em aumentar o número de muçulmanos nos quartéis, afinal, como disse o General Casey, "seria uma tragédia ainda pior se isto tudo acabasse com a diversidade". E o governo Obama não só cometeu a palhaçada de decidir realizar um julgamento-show para KSM, como apontou um "muçulmano devoto" para trabalhar com a vigilância contra o terrorismo no Departamento de Segurança Nacional. É como colocar a raposa para cuidar do galinheiro, só para provar que não se tem preconceito contra as raposas...

Quantos mais ainda precisarão morrer sacrificados no altar das boas intenções desses canalhas?

Há um plano por trás de toda essa loucura? E, se há, é um plano suicida?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A queda do muro

Imperdível a série na Dicta sobre os vinte anos da queda do Muro de Berlim.

Uma das perguntas que ficam é: como é possível que, mesmo depois de evidenciado fracasso comunista, estejamos assistindo hoje a um renascimento de políticas socialistas, seja na América Latina com o mais descarado chavismo e similares, seja na Europa e nos EUA com controle estatal cada vez maior?

Há duas respostas possíveis: uma, a de que é justamente o fim da existência do modelo negativo comunista a que permite a continuação do delírio utópico. Não havendo mais Guerra Fria nem União Soviética nem dissidentes, não há mais um modelo de referência negativo contra o qual contrastar a prosperidade ocidental. Existe apenas o "capitalismo", e tudo é culpa deste. Portanto, "precisamos de socialismo". E, se alguém criticar as políticas socialistas em base ao que ocorreu no passado, basta dizer: aquilo não era socialismo, era "stalinismo".

Mas o bom doutor Anthony Daniels/Theodore Dalrymple nos lembra que, na verdade, mesmo durante o mais abjeto comunismo soviético, era bem sabido o que ocorria na Rússia. Apesar das mentiras de Walter Duranty, a fome na Ucrânia causada pela coletivizacão forçada foi largamente documentada por outras fontes. O que havia não era ignorância: era vontade de acreditar em lorotas mesmo. A fé na utopia é mais forte do que a razão. De acordo com esta segunda explicação, portanto, nem mesmo a existência dos mais atrozes sistemas comunistas acabará com o pensamento mágico.

"Mr. Gorbachov, tear down this wall!", disse famosamente Reagan. Mas mais difícil é acabar com os muros mentais.

Porque o multiculturalismo não funciona

O que mais chama a atenção no caso do atentado de Fort Hood é a insistência em ignorar as lições do evento e manter o multiculturalismo a todo custo.

Somente um país demasiado acostumado à supremacia militar pode ter um General no comando das Forças Armadas que acha que manter a "diversidade" e "não discriminar os muçulmanos" é mais importante do que a segurança de suas tropas. Mas é justamente isso que está acontecendo.

Enquanto isso, o presidente muçulmano em exercício B. Hussein afirma que "we should not jump to conclusions". Nada está provado; mesmo que o assassino tenha gritado "Allahu akbar" e utilizado roupas rituais islâmicas no dia do atentado, e dado um Corão de presente a uma vizinha afirmando que "hoje iria realizar um trabalho bom para Alá", nada disso nos pode fazer chegar a conclusão nenhuma. Pode mesmo ser que o atirador seja um fundamentalista cristão que agiu dessa forma apenas para incriminar os muçulmanos e gerar um clima de ódio...

A grande preocupação da Secretária de Estado de Obama é, você adivinhou, "impedir represálias contra muçulmanos inocentes".

Antes do atentado, o Major Hassan já havia realizado dezenas de pronunciamentos públicos contra os "infiéis", já havia declarado mesmo que estes "deveriam ser queimados com óleo fervente e decapitados". Ninguém disse nada; poderiam ser acusados de "racistas", afinal. E todos sabem que não há nada pior do que ser racista. Better dead than racist.

Alguns dizem que Hassan era louco e não jihadista. No entanto, ele era um psiquiatra das Forças Armadas. Se era louco, mais loucos são os que o colocaram no cargo e ignoraram todos os seus pronunciamentos. Chamem o Doutor Bacamarte.

Imaginem agora que, em vez de um mero tiroteio com doze mortos, algum muçulmano infiltrado realize um atentado com uma bomba nuclear. Será que vai colar a mesma desculpa? Será que mesmo assim o multiculturalismo vai se manter?

Há uma velha frase que afirma, "Deus protege os idiotas, os bêbados e os Estados Unidos da América." Vamos ver por quanto tempo ainda é verdade.

V

Não sei se alguém lembra da minissérie "V", que passou lá nos idos dos anos 80 no Brasil. Agora realizaram uma versão nova, que acaba de estrear. O primeiro episódio pode ser assistido online em alta definição (não tenho certeza se funciona fora do território dos EUA, no entanto). A qualidade de imagem é excelente, e mostra que a televisão praticamente acabou - hoje a Internet a substitui com vantagem.

No episódio, uma atraente morena*, líder de visitantes espaciais, chega do nada com sorriso e simpatia, é paparicada pela mídia e promete saúde pública universal gratuita aos terráqueos, que caem no conto. É claro que tudo não passa de uma pilantragem, já que não somente o plano de saúde termina custando trilhões, gerando desemprego e altos impostos, como os visitantes, por trás da máscara humana, são na verdade sádicos répteis devoradores de gente.

Fora essas pequenas coincidências, ainda é cedo para saber se a nova versão de "V" é mesmo uma crítica ao governo Obama ou só um descarado plano de marketing.

* O nome da atriz morena é mesmo Morena, e nasceu no Brasil.
Alien-in-chief.

domingo, 8 de novembro de 2009

Poema do domingo

My candle burns at both ends
It will not last the night;
But ah, my foes, and oh, my friends -
It gives a lovely light.

Edna St. Vincent-Millay (1892-1950)