sexta-feira, 17 de março de 2017

Au revoir les enfants

Um comentarista escreveu no outro dia que "os brancos que não têm filhos são tão ou mais traidores quanto os que se misturam com outras raças".

Traidores do quê?

Bem, o próprio conceito de "traição racial" ao se misturar confesso que sempre me pareceu esquisito, já que não lembro de jamais ter assinado nenhum contrato de filiação a qualquer raça ou etnia ao nascer. E como já disse várias vezes o conceito de "pureza" me parece equivocado ou inexistente.

Pessoalmente, acho que não teria filhos com mulheres de outras raças como negras, asiáticas, ou aborígenes australianas, mas não me sinto apto a condenar quem o faz, seja pelo motivo que for.

A verdade é que a maioria das pessoas casa com quem pode, não com quem quer. Provavelmente a maioria dos homens brancos com certeza preferiria casar com uma loirinha "pura" de olhos azuis. Mas como dizia o Garrincha, "faltou combinar com a loirinha". E por isso muitos brancos até mesmo ricos e bem-sucedidos estão casando com asiáticas, enquanto as loirinhas estão ficando com negões, ou então, dando volta no carrossel do pênis até os 35-40, quando finalmente casam e têm 1.3 filhos ou, se não der, adotam gatos e ou um pug (nada contra; não gosto muito de pugs, mas gosto de gatos).

Não gosto muito de asiáticas, confesso. Seus olhos puxados me causam arrepios. Prefiro até mulatas. Mestiças ou mulatas podem ser atraentes e simpáticas, em alguns casos até mais bonitas do que brancas "puras", portanto não vejo tampouco nada de extraordinário no fato de que alguns homens as prefiram. No mais, relacionamentos podem ser bem complicados, então quem casa com outra pessoa apenas por motivos de "pureza racial" é provavelmente um autista ou um imbecil.

De qualquer forma, a baixa natalidade dos brancos na maioria dos países europeus é realmente um problema.

Mas não seria tão grave, é claro, se a isso não se somasse a imigração, que cria um clima de competição Darwiniana que não existe, por exemplo, no Japão. Que tem baixa natalidade mas, ao menos por enquanto, continua bastante japonês.

O problema então não é apenas os brancos não terem tantos filhos, como a imigração de milhões de indesejáveis ocupando o mesmo espaço.

Seria a falta de filhos dos europeus que está gerando a imigração, como sugerem os neocons?

Eu tendo a achar que é o contrário. O fato dos "brancos não terem filhos" não é causa, é conseqüência. Resolva o problema fundamental político/econômico/cultural/espiritual e os brancos voltarão a ter filhos. Ter filhos na verdade não é difícil, qualquer um pode ter. Aliás, é mais comum as pessoas de inteligência média ou baixa terem filhos do que pessoas inteligentes, que tendem a ser mais neuróticas e precavidas.

Além do mais, ter filhos em quantidade não necessariamente muda o destino branco.

Primeiro, por que ter bilhões de pessoas não é necessariamente o melhor. Os ingleses dominaram a África e a Índia com apenas um número reduzido de soldados. Os espanhóis derrotaram o poderoso Império Inca em ainda menor número.

Já os chineses e indianos contam-se aos bilhões, e fizeram o que com isso? Nada. (Ou melhor: nadam.).

Ter filhos tampouco é muito útil se ocorrer de forma desordenada, fora do âmbito familiar e de uma sociedade boa de se viver. Para que ter filhos se for para condená-los a uma vida de sofrimento, subemprego e dissolução?

Li no outro dia que pelo menos 45% das gestações nos EUA são não-planejadas, e 20% indesejadas. O fenômeno ocorre em número muito maior entre os brancos pobres, os negros e os hispânicos.

Já o branco de classe média casado por toda a vida está sumindo. Mesmo nos países europeus, um casal se manter junto por toda a vida é bem infrequente. A maioria são de pais divorciados ou mãe solteiras.

Já escrevi sobre as dificuldades em se ter filhos hoje em dia. Em parte o problema é sustentar as crias, e aqui pesam os problemas econômicos que tornam difícil manter muitas criancinhas em um país branco atual sob condições normais. Tudo custa tão caro!

Mas, como também já observei, concordo que o problema principal também não é econômico. É, afinal, uma questão de prioridades. Não, o problema é mesmo espiritual.

A grande causa da queda de natalidade no mundo moderno foi mesmo a contracepção artificial. Antigamente, ter filhos era muito fácil: bastava foder. A esposa de Euclides da Cunha, o clássico autor de "Os Sertões", teve onze filhos: quatro com o esposo e sete com o amante. Hoje, acredito, seria mais precavida.

Os religiosos não gostam de contracepção e costumam ter muito mais filhos do que ateus. Um retorno à religião então poderia ser um modo de promover esse sonhado aumento demográfico.

Por outro lado, tampouco sei se essa seria a solução. Teremos um mundo de muçulmanos, evangélicos e mórmons, além de judeus ortodoxos, as religiões mais chatas do planeta. (Só gosto do catolicismo e do budismo, desculpem-me).

(Aqui um parêntese: muitos contrapõe os "ateus" aos "religiosos", mas eu não acho que esta seja a oposição. Os ateus e agnósticos seriam mais neutros; em termos políticos, seriam o "centrão". O verdadeiro oposto do religioso é o Satanista, aquele que prega os vícios e a dissolução moral. E o sonho deles, como em "o bebê de Rosemary", é também ter filhos, de preferência com o Capeta!)

Machado de Assis escreveu: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria". Bem, no caso a frase seria do seu personagem Brás Cubas, mas é fato que Machado não teve filhos. Ele era epiléptico e em parte negro. Não se sabe se não teve filhos por que não quis passar adiante a epilepsia, ou a negritude da qual ele se acomplexava, ou se porque era estéril mesmo, ou porque sua esposa o era. Realmente não sei.

Porém, seus romances mais famosos são quase todos sobre homens que não tiveram filhos. Brás Cubas, Simão Bacamarte, e Dom Casmurro. (E chega de discussão, Capitu traiu sim. Não só teve um filho com Escobar como provavelmente fez de tudo com o amante. Capitu deu até o cu!)

Brancos que não têm filhos são traidores? Acho que não. Acho que a responsabilidade de cada um é consigo mesmo, e não com a sua "raça". Muitos gênios jamais tiveram filhos, e alguns eram até
miseráveis simpáticos homossexuais, mas fizeram mais pelo avanço da humanidade do que um zé ninguém que teve oito ou nove filhos. Lembramos hoje de Machado de Assis, mas não de seu vizinho Nicolau que teve quinze filhos e depois morreu bêbado e atropelado por um bonde.

Bem, eu já me preocupei muitíssimo com tudo isso. Hoje, não mais. Estou pouco me lixando para a salvação da "raça branca", do "homem ocidental" ou da lavoura. Sim, meus caros, estou abandonando a luta inglória pela "salvação do Ocidente", que, aliás, é algo que não podemos salvar ou deixar de salvar. O máximo que podemos fazer é colocar um pequeno grão de areia no mar, ou uma semente num vaso, e esperar que prospere. Agir de modo correto conosco e com nossos familiares e amigos. Ter filhos, se assim quiser, ou não, se assim não quiser. Não é obrigatório, não se preocupe. E quem não gostar, azar.


Você é um snowflake?

Ninguém gosta de críticas. Até eu, que sou paciente como o Diabo, de vez em quando me irrito se alguém me insulta gratuitamente. Por outro lado, nesta vida parece que temos que aprender a levar chutes e socos para ficar fortes. Parece que Adolf Hitler disse: "A vida é uma luta, e quem não quer lutar não merece viver". Bem, ele lutou e ele morreu. Ele não teve filhos e alguns dizem que sequer teria copulado com a Eva Braun.

Não sei se concordo. Já levei muito chute e soco na vida, tanto metafóricos quanto literais, e isso não me deixou muito mais forte, só mais desanimado mesmo.

Por outro lado, realmente cansam estes estudantes estúpidos nas universidades que hoje em dia acham que tem o direito de não ser insultados e de viver eternamente em uma "bolha" ou "safe space". No outro dia impediram o Charles Murray de falar. Alguém tinha lido o livro dele? Duvido. Disseram que ele era um "nacionalista branco" e "anti-gay". O que é uma tolice, pois ele é um cuck casado com uma china e é a favor do casamento homossexual.

Porém, mesmo que ele fosse o próprio Adolf Hitler em pessoa, acho que deveria ao menos ser escutado antes, afinal é preciso saber pelo menos ao que você se opõe.

Mas parece que os "snowflakes" (flocos de neve) universitários de hoje em dia não podem sequer ouvir pensamentos contrários, ou derreterão.

É realmente curioso, pois a academia já foi um lugar de discussão, onde ideias eram contestadas e discutidas. Hoje, ao menos nas humanas, virou um curioso antro onde jovens vão com o único intuito de aprender aquilo que já "sabem", e tentar ao máximo se isolar de descobrir coisas novas.

Isto quando estudam, é claro, pois muitos parece que vão apenas para beber e fazer farra, ou então protestos, algazarra e confusão.

Típico estudante do sexo "masculino"

E típico estudante do sexo feminino.

Sobre vegetarianos e ateus

Faz um tempo alguém sugeriu escrever um post sobre ateus e vegetarianos. Fiquei na hora sem saber o que responder. O que poderia falar sobre o assunto?

Bem, as notícias do dia sobre carne podre vendida pelos principais frigoríficos brasileiros me fizeram pensar que talvez os vegetarianos não estejam de todo errados. Se você souber que comer cérebros de cadáveres humanos ou de animais em decomposição podem conter prions e causar doenças horríveis, talvez não se anime mais a comer certos produtos, ao menos no Brasil.

E também é verdade que muita coisa na culinária pode ser cultural. Alguns povos asiáticos adoram comer cachorro quente. E outros, insetos.

Por outro lado, você também pode pegar uma intoxicação alimentar de vegetais. E no mais é verdade que veganos em especial costumam ser chatos. É o que os torna parecidos com os ateus militantes, que são igualmente chatos.

Digamos que é assim. Há três formas de encarar a questão.

1. Há os que vêem os humanos como superiores aos animais.

2. Há os que vêem os humanos como no mesmo nível dos animais.

3. E há os que os vêem abaixo dos animais.

Muitos veganos costumam ser deste terceiro tipo, idolatrando os animais e uma "natureza" que só existe na cabecinha deles. A natureza, afinal, é psicopata.

Já eu acho que humanos e animais não estão necessariamente em planos de inferioridade ou superioridade, mas apenas em planos diferentes. Os homens tem maior amplitude de consciência e mentalidade, podendo estar tanto muito acima, como muito abaixo dos animais.

O que isto tem a ver com o ateísmo? Bem, enquanto os religiosos vêem um papel maior no homem, e portanto colocando-o acima dos animais, os ateus costumam ver os homens apenas como outro tipo de animal (opção 2 acima).

O erro aqui me parece estar justamente nesta visão. É bom acreditar que há algo que está moralmente e espiritualmente acima de nós, nem que seja como exemplo, como observou Francis Bacon, em vez de nos mirarmos apenas no comportamento dos macacos.

Outra forma de ver a questão é imaginando um homem como um animal que não deu certo, ou, então, um híbrido incompleto entre um animal e alguma outra coisa que não chegou a nascer. Seres caídos, como o mito do Éden e outros similares em outras culturas explicam muito bem.

E de fato se formos pensar, ocorre uma coisa curiosa: que os animais tendem a ser mais satisfeitos em si mesmos e até contentes com muito pouco (em especial cães e gatos domésticos), enquanto que o homem por mais que tenha está sempre insatisfeito e infeliz.

Para alguns, isto poderia significar que não somos deste mundo mesmo, e que atingiremos a nossa plenitude apenas no Céu - ou, quem sabe, no Inferno.



Cappuccino

Durante milênios, os principais grupos raciais humanos viveram separados. Ásia tinha os asiáticos, África os africanos, Europa os europeus, América os índios, e Oceania, os aborígenes. Cada continente tinha o seu grupo principal, e depois outras subdivisões. Não que não houvesse misturas, é claro que havia, mas a maioria dos grupos populacionais se manteve mais ou menos em seus locais de origem.

As várias migrações e guerras de conquista mudaram um pouco isso. Em especial a descoberta e colonização da América, que por um lado foi uma expansão do homem europeu, mas também foi uma mistura com o índio e com o negro, que deram origem ao nosso maravilhoso Brasil.

Hoje com a tecnologia que encurtou as viagens e possibilitou a globalização, todos estão se misturando mais e mais. Além disso, pagando o salgado preço da colonização, o homem europeu hoje se vê colonizado em seu próprio território.

A mistura racial seria hoje em dia inevitável? Kalergi e seus amiguinhos teriam conseguido o que tanto sonharam? O futuro do homem é uma raça única cor café? Ou quem sabe dezenas, quiça centenas de sub-raças diferentes, ou melhor apenas variações de mestiçagem com maior ou menor predominância de um certo padrão?

Realmente fica difícil saber, mas o homem branco precisa se preparar e logo para um mundo no qual será minoria.

Segundo o cozinheiro franco-judeu Anthony Bourdain, o homem do futuro será "cor cappuccino". Ele parece não ter observado que o cappuccino tem este nome justamente por ter uma capa branca de espuma de leite no topo - é marrom embaixo, e branco em cima.

Ou seja, no futuro os brancos, judeus, asiáticos e outros de "alto QI" continuarão existindo e ficando no topo, e os marronzinhos embaixo. Que delícia.

Adoro cappuccino. E vocês?
A sociedade do futuro

quinta-feira, 9 de março de 2017

As raças do futuro

A pureza racial é um mito. Somos todos misturas, e não apenas de raças, como de espécies. Os neandertais se misturaram com os sapiens que se misturaram com os denisovanos. De acordo com algumas teorias recentes:

sapiens + neanderthal = europeu
sapiens + denisovan = melanésio 
sapiens + neanderthal + denisovan = asiático
sapiens + idaltus = africano

Será verdade? Seja como for, foi a partir desta mistura inicial surgiram as cinco principais raças em cada continente, e depois as várias subetnias. Daqui a algumas dezenas de milhares de anos, é quase certo que (se a humanidade sobreviver) novas raças surgirão, realizando a profecia de Kalergi!

Jusiáticos - Futuros líderes do planeta, eles são uma mistura de judeus com asiáticos, que já hoje estão se misturando adoidados na tentativa de se tornar a nova classe dominante na China e nos EUA. Judeus adoram comida chinesa e chineses adoram judeus e dinheiro, então, esta mistura tem tudo para dar certo.

Escandinárabes - Fruto do feminismo escandinavo com o impulsivismo árabe, será uma raça matriarcalmente escandinava e patriarcalmente árabe. Praticarão a poligamia e o terrorismo. Seu principal produto de exportação serão bombas artesanais IKEA que você pode montar em casa com facilidade.

Vietlatinos - Mistura de latino-americanos de várias vertentes com sudeste-asiáticos de baixa extração social, serão uma nova classe pobre que nos momentos de escassez se alimentarão basicamente de carne de cachorro e rapadura.

Chinegros - Após a conquista e recolonização da África pelos chineses, eles se misturarão com a população local. Após milhares de anos isto decantará numa nova raça que dominará completamente na música e nas artes marciais.

Branconésios - Acuados da Europa e dos EUA pelos imigrantes, os brancos farão um último e desesperado "white flight" para a Polinésia, onde cairão de encantos pelas nativas e terminarão se miscigenando definitivamente. Daí surgirá uma raça criativa e dinâmica, inteligente e sensual. Porém habitarão exclusivamente em pequenas ilhas e terão um número reduzido, e portanto influência reduzida também.



quinta-feira, 2 de março de 2017

O novo pecado original

O novo pecado original é ser branco. É um pecado sem salvação. Nem arrependimento salva. Vejam que a branquela americana Rachel Dolezal teve irmãos adotivos negros, casou com um negro, teve um filho negro, adotou ainda outro negro, depois ainda quis virar negra. Nem isso adiantou. Foi acusada de ser branca e de tentar "apropriação racial". Foi humilhada e agora diz que está desempregada e sem um tostão. Mas ela continua querendo ser negra.

No outro dia uma jovem semi-branca usando turbante foi acusada por negras de "apropriação cultural". Mas o turbante é invenção negra? Achei que fosse coisa dos árabes ou dos hindus. Vivendo e aprendendo. De qualquer jeito foi uma burrice, já que toda cultura é apropriação. Nada sai do nada. Quem não entende isso sequer entende o que é cultura, e provavelmente não tem nenhuma.

É realmente curioso. Assim como nada limpa as mãos sujas de sangue de Lady Macbeth, nada limpa a culpa branca. Só o suicídio coletivo.

O Oscar deste ano foi para um filme negro (e gay) que quase ninguém viu. Chamou a atenção mais o erro (planejado?) na cerimônia do que o filme. Literalmente tiraram o prêmio da mão dos brancos e deram para negros.

Agora saiu mais um outro filme: é um filme de horror sobre brancos que matam negros para roubar seus órgãos. Bem, mas pode ser que seja sátira, não sei bem. O diretor é um comediante. Ainda não assisti. Parece divertido. Curiosamente, o filme está tendo mais sucesso entre brancos do que entre negros.

Não entendo muito bem toda essa obsessão com os negros. Afinal, o futuro dos EUA é hispânico e asiático, e o futuro da Europa é muçulmano. Mas ninguém se preocupa muito em dar Oscars para mexicanos, asiáticos ou muçulmanos. A preocupação é só com negros mesmo.

O engraçado é que os mesmos branquelos progressistas que adoram tuitar "Oscar so white" e clamam por "fronteiras abertas" nos seus países, odeiam quando algum branco pobre, mexicano ou negro se muda para a sua vizinhança. Entrar nos EUA pode; entrar em Malibu, não. O país é uma coisa, mas ah, na vizinhança também não!

Hipocrisia, burrice, ou contradição? Vai entender. Apesar da suposta inteligência, branquelos podem ser bem estúpidos. Parece que são incapazes de aplicar de modo geral o que fazem e pregam na esfera particular. São um lixo.

Em resumo, a culpa branca é até merecida, mas mais pelo modo em que os brancos se tratam uns aos outros e a si mesmos.

Eu também acho que vou virar negro. Parece ser mais divertido. My name is X, Malcolm X.





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A era de Aquarius

Vi alguns trechos de "Aquarius", a nova obra-prima nacional. Está disponível no Youtube para quem quiser assistir o filme inteiro e se deliciar.

Bem, não posso fazer uma crítica de verdade pois só vi algumas cenas totalizando alguns minutos. Porém o filme parece bem fraco. Achei que, além da polêmica por questões políticas, o filme pudesse ser interessante, afinal não se deve avaliar uma obra de arte pela ideologia de seu criador. Mas o filme não parece se sustentar por si mesmo.

Em primeiro lugar, a história me pareceu tola: uma mulher não quer vender seu apartamento para construtores malvados. Fim. Sério, não tem muito mais do que isso. E nem fica claro por quê ela gosta tanto daquele apartamento, que não é grande coisa em termos de arquitetura, e a personagem no filme é dona de outros cinco, ou seja, poderia se mudar a qualquer momento. Se fosse uma casa de praia antiga a ser demolida para a construção de um edifício enorme faria mais sentido do que a mera substituição de um edifício feio por um outro feio também. Realmente a história não faz muito sentido, nem mesmo como crítica à urbanização. Aliás, até a animação da Pixar "Up" tratou o mesmo tema de forma mais sucinta e melhor.

Os diálogos são canhestros, com algumas supostas frases de efeito que sequer fazem muito sentido: "Nós exploramos as empregadas, e elas nos roubam de vez em quando". "É melhor dar um câncer do que ter um câncer". Confesso que não entendi o que esta última frase quis dizer.

Como em todo filme nacional que se preze, tem várias cenas de sexo gratuitas que nada acrescentam à história, inclusive de Sônia Brega com um garoto de programa, e de uma tia velha lembrando de quando era jovem e lhe lambiam a vagina. E esteticamente (fotografia, atuação, som) parece ser apenas medíocre. Porém, isto também pode ser um problema da cópia disponível no Youtube.

Li duas críticas negativas que me pareceram acertadas: aqui e aqui.

No entanto, a crítica internacional adorou o filme. Um crítico inglês até afirmou que o filme "dará ao espectador vontade de se mudar para o Brasil". De verdade? Achei que o filme fosse uma crítica ao país e não o mostrasse de forma muito positiva.

Não sei bem o motivo da apreciação do filme pelos críticos internacionais, então é possível que contenha algumas qualidades. Como só vi alguns minutos, realmente não posso julgar. Peço aos caros leitores que por favor assistam por inteiro e me contem depois.

Falando de uma maneira mais geral, por que o cinema brasileiro é quase sempre tão tosco? Por um lado, temos as embromações esquerdistas. Pelo outro, temos as comédias ainda mais toscas da Globofilmes, que tem maior sucesso de público, mas não necessariamente maior qualidade. Na verdade, o cinema brasileiro sempre foi assim: de um lado os filmes experimentais sem sucesso desde o Cinema Novo, de outro as chanchadas e pornochanchadas de maior sucesso popular mas qualidade duvidosa.

Não acho que o problema seja necessariamente esta vocação que o cinema brasileiro tem em mostrar pobres. Nem mesmo a pobreza do próprio cinema nacional, forçado a filmes de baixo orçamento.

O cinema italiano das antigas fez belíssimos filmes sobre pobres, usando poucos recursos. E o cinema iraniano dos anos 80-90 também fez alguns filmes sensíveis e belos sobre pobres, com menos recursos ainda.

Acho que o problema é que cineastas brasileiros colocam a ideologia deles em tudo. Querem porque querem colocar as suas mensagens politizadas, ao invés de contar uma história ou de procurar a beleza. Este é um problema geral do cinema moderno, a dizer a verdade. Hoje todo e qualquer filme tem que falar sobre racismo, gays, transexuais. No Brasil, cineasta que se preza tem que fazer filme reclamando da "zelite". Mas falta-lhes imaginação, além de melhores recursos e bons atores.

De qualquer forma, acho que o cinema em geral está em crise, não apenas o brasileiro. Ou, então, sou eu que envelheci e não gosto de mais quase nada.

Não vi nenhum dos filmes indicados ao Oscar, mas parecem ser bem tolos também.

O mais cotado é "La La Land", que me interessa muito pouco. Odeio musicais. Os outros parecem todos ser filmes com "mensagem" esquerdista. Racismo, homofobia, feminismo... Por mais bem-intencionados que sejam, tudo isto termina por cansar. A própria cerimônia do Oscar ficou tão ridícula que não a assisto há anos.

O único filme recente que vi foi o "Silêncio" do Scorsese, que me pareceu interessante, ainda que um pouco longo demais e prejudicado pelo casting equivocado de alguns atores como o horroroso "Kylo Ren". Coincidentemente, Scorsese também acredita que o bom cinema acabou.

Fazer o quê? Tudo acaba nesta vida.

Cena final de Acúarius impressiona e choca.
Acima, Lucélia Santos no papel de espectador médio.

Até a deputada Maria do Rosário já foi atriz
nos bons tempos do cinema nacional.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O fim da diversidade

Um dos aspectos mais deprimentes da globalização é que ela está acabando com a diversidade. Sim, isto mesmo. Ao contrário do que dizem, a globalização é a morte da diversidade cultural.

Antigamente, cada país era diferente, com seus próprios hábitos, culturas, culinária e música. Certo que havia trocas e intercâmbios, mas ainda assim existia uma identidade nacional que procurava ser mantida. Era divertido viajar e conhecer outros lugares.

A globalização promove uma monocultura global de consumismo, pornografia, idolatria gay, rap e hip hop, Hollywood, Starbucks, McDonald's. Todas as grandes cidades ocidentais, e até mesmo algumas orientais, começam a se parecer.

Sim, alguns países mantém ainda uma certa "cor local" para fins turísticos, mas é algo bem superficial. A realidade é que a América Global venceu e está exportando seu modelo para o planeta inteiro.

Vá num bar em Berlim, Londres, Los Angeles ou New York e verá o mesmo tipo de música, o mesmo tipo de gente, o mesmo tipo de comportamento.

Cor local? Você verá imigrantes muçulmanos, negros e chineses em quase tudo que é lugar.

Isto sem falar na vitória total do cinema americano. Até os anos 60, 70, o cinema europeu resistiu, criando algumas obras-primas. Hoje, salvo raras exceções, são os primeiros a querer imitar Hollywood e seu estilo de história com mensagens politicamente corretas. Mas é isso mesmo, é o que o povo quer ver.

Conglomerados multinacionais como Apple, Facebook e Google aumentam ainda mais esta sensação de monocultura. A tecnologia a serviço da globalização. Nem sua identidade pertence a você.

Mas a esquerda não era contra as grandes empresas? Por que idolatram os gigantes da informação?

Por fim, a miscigenação genética entre os diversos grupos humanos  acabará de vez com as identidades nacionais e culturais. Tudo o que restará será uma vaga memória de tempos passados. E uma indigesta população mista sem identidade étnica, cultural ou sexual.

Há solução? Não, salvo o isolamento e uma revolta contra o mundo pós-moderno. Mas isto está muito longe de acontecer. Na verdade, a maioria dos brancos adora esta monocultura global, e eu sou uma minoria da minoria, então, o que fazer?

A única opção por ora é tentar levar uma vida individual digna, mantendo a independência e tentando misturar-se o menos possível com essa gentalha.



Existe alt-right no Brasil?

É curioso como existem tantas brigas de ego na dita direita brasileira. Parece até aquele poema do Drummond, só que ao contrário: Reinaldo que brigou com Constantino que brigou com Olavo que brigou com todo mundo.

O Reinaldo Azevedo xingou agora a Joice Hasselman, em um vídeo constrangedor. Nem vou colocar o link pois acho que só queima o filme dele, coitado. E na verdade, embora faça anos que não o leio, sempre gostei bastante do Reinaldo Azevedo. É muito inteligente, culto e escreve muito bem. Porém, faria melhor em se assumir como tucano mesmo em vez de fingir ser "conservador". Quer conservar o quê, além do seu emprego? Porém, como disse, gosto dele e espero que se recupere destas bobagens.

Bem, de qualquer modo vendo estes últimos barracos me peguei pensando se existia algo que podemos chamar de alt-right no Brasil. Quem seriam os alt-righteiros locais?

Não conheço muito a Joice Hasselman. É gostosa e simpática. Certamente não tem a profundidade intelectual de um Olavo ou Reinaldo, mas convenhamos, poucas mulheres têm. O papel das mulheres em geral nos movimentos políticos é mesmo o de ser carismáticas e motivar os homens, mas não de aprofundar muito na ideologia.

O Rodrigo Constantino -- que por sinal também já brigou com o Olavo, mas quem não brigou? -- me parece também meio simplório, sem muitas ideias próprias. Bem, não sigo o seu blog, mas lembro que antes das eleições ele criticava o Trump; agora que ele virou presidente passou a elogiá-lo. É um libertário que acha que Miami é "Brasil que deu certo". Sei lá. Há quem goste e tampouco vejo tanto motivo assim para criticá-lo.

Olavo de Carvalho é o filósofo mais amado do Brasil. É certamente o de maior peso intelectual da turma. Porém tem também os seus defeitos que todos conhecem: a mania de falar palavrão, a mania de guru que não aceita contradições, o ponto cego em relação a um certo país do oriente médio, as críticas estranhas à Rússia etc. Pode não ser um neocon completo, mas também não diria que é alt-right. Aliás parece que ele mesmo estes dias disse que não é de direita.

Existem alguns outros blogs de menor expressão que talvez sejam de alt-right, mas a verdade é que não leio quase nada hoje.

Eu, que não tenho expressão nenhuma, também não sou de alt-right.

Bem, mas é claro que seria preciso primeiro definir o que é alt-right. É similar ao nacionalismo branco? É outra coisa? Para mim, a alt-right não é tanto uma ideologia própria e coerente, mas é acima de tudo apenas uma manifestação contra as várias mentiras que nos tem sido contadas ao longo destes anos: sobre imigração, sobre o comportamento feminino, sobre diferenças étnicas, sobre o poder. Mas mesmo assim, a alt-right parece mesmo apenas o redescobrimento de coisas que eram de conhecimento comum no século XIX. Nada de muito novo no front.

Ou então, se definirmos a alt-right apenas como um nacionalismo mais sadio e ligado ao tradicionalismo, então neste caso teríamos alguns blogueiros mais reacionários que estariam alinhados com esta vertente mais "patríótica" e com a candidatura de Bolsonaro, que seria o Trump brasileiro? Mas Bolsonaro politicamente parece ser um libertário, o que o colocaria mesmo no campo do Constantino, então, não sei. Além disso, o estranho batismo de Bolsonaro em Israel o colocaria mais como evangélico do que católico tradicionalista, mas talvez seja apenas uma jogada de marketing já que o futuro do Brasil, lamentavelmente, parece ser evangélico mesmo (a Igreja Católica fez uma grande burrada nos anos 60-70 ao se alinhar com a teologia da libertação, pastoral da terra etc e perdeu a maioria de seus fiéis).

De qualquer forma, a verdade é que a política brasileira me interessa muito pouco hoje. E, aliás, mesmo a americana não me interessa tanto assim. Acho que o que é mais importante mesmo é saber se os estados nacionais da Europa sobreviverão. Estes são o berço do Ocidente, e se eles morrerem, não acho que o que chamamos de "Ocidente" terá muito futuro. A América já é uma combinação esquisita de origem maçônica e povos misturados que não pode ser uma completa herdeira da tradição ocidental.

Então, acho que esta pergunta ficará sem resposta.

Abraços, e até.

A direita brasileira em ação.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Volto depois


Desculpem o mau humor. Às vezes os textos ficam meio pessimistas, não é? Mas sem motivo, pois tenho certeza que no fim das contas venceremos esta batalha contra as forças do mal. Aguardem.