quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Advogado do Diabo

Eu vou dizer agora o oposto do que disse antes, já que prefiro ser esta metamorfose ambulante. Ou melhor, não é que pense isto realmente, mas estou tentando dar uma de advogado do Diabo e ver o futuro com outros olhos. De olhos bem fechados.

Fiquei pensando, e se o mundo global for, mais do que uma distopia da qual devemos fugir a qualquer custo, apenas o curso natural dos eventos, resultantes do crescimento tecnológico,  das mudanças sociais e demográficas, e do caráter imperial global?

Nesse caso, o negócio não seria tanto fugir para a Antárctica ou tratar de reconstruir um passado mítico nacionalista-tradicionalista, mas descobrir como melhor se adaptar ao fluxo dos tempos. Sobreviver na escuridão.

Pense da seguinte forma: o Ocidente é um Império. O mundo global de um governo único não é o futuro, é já uma realidade. Como todos os impérios, o Ocidente invade outros países, mas também recebe em seu seio estrangeiros que vêm em busca de fortuna, ou então trazidos como escravos. Roma foi igual. Os impérios ibéricos também. E Hitler não queria a mesma coisa, dominando os eslavos e expandindo-se para o leste? O império Ocidental é apenas maior. E mais ambicioso.

Império. Quem disse que é uma estratégia de todo falha? Pense em Roma. Pense no Islã. Pense em Hollywood. Nos anos 70, 80, o cinema europeu ainda tinha certa relevância. Criaram um cinema de arte, e até comercial, que nada tinha a dever ao cinema da era dourada americana.

Hoje, Hollywood venceu. Tem praticamente um monopólio da produção audiovisual mundial, com exceção parcial do cinema asiático, que tem cotas e uma certa diferença cultural, mas mesmo assim o cinema de Hollywood arrebenta até na China. Isso aconteceu porque o mundo se globalizou.

O mundo globalizado, ao contrário do que parece, não é um mundo todo igual, não é um mundo onde todos se desenvoldem da mesma maneira. Isso é balela. O mundo global basicamente é um mundo onde algumas poucas cidades (New York, Londres, Berlim, San Francisco, Los Angeles, Shangai etc.) centram toda a produção, seja cultural, industrial ou digital, e o resto do mundo apenas consome, como porcos na manjedoura. Isso será cada vez mais extremo. Algumas cidades morrerão (como Detroit) para que outras possam renascer.

O preço a se pagar pelo lucro de alguns é a imigração continuada, que tem dois propósitos: a) aumentar o número de trabalhadores mais facilmente explorável e reduzir o custo da mão de obra, e b) aumentar o número de consumidores de mídia e quinquilharias.

De acordo com recentes estatísticas, haverá 11 bilhões de seres humanos no planeta em 2100. Destes, 4.5 bilhões serão asiáticos (incluindo aí Índia, etc) e 4 bilhões serão africanos. A África é o único continente que cresce hoje em termos populacionais. O resto do mundo praticamente parou. Nesse mundo de 11 bilhões, apenas 1 bilhão será de brancos. Os africanos serão trazidos para Europa, EUA e Oceania. Isto também é uma repetição do passado, quando os escravos foram trazidos para a América, do norte e do sul.

Bem, isso é o que dizem. Porém, na verdade, não temos porque ser tão pessimistas demograficamente. É pouco provável que chegue-se a esse número de 4 bilhões de africanos, e há vários sinais que tanto a fertilidade quanto a imigração apresentarão mudanças significativas para os europeus. 

A tecnologia também terá seu lado bom e ruim. Uma empresa sueca recentemente passou a abandonar os crachãs magnéticos em troca de micro-chips subcutâneos para seus empregados. Minha teoria é que a popularização de tatuagens e piercing nada mais é do que uma tentativa da mídia para nos acostumar às manipulações corporais cada vez maiores. No futuro, todos seremos meio cyborgs. A tecnologia invadirá nossos corpos e nossas mentes. O vício nos smartphones é apenas o começo. No futuro, como advertia o Unabomber, já não poderemos diferenciar o homem da máquina.

A manipulação genética também se tornará mainstream. Teremos uma classe alta eugenista, pois no começo isso será apenas para quem pode pagar. Mas o preço tenderá a cair, e logo a classe média também terá acesso. Muitas maravilhas e horrores daí surgirão.

O mundo do futuro não será nem Elysium nem Mad Max nem Blade Runner, mas tampouco será o de Ela ou 2001. 

Como dizia Oscar Wilde, não se deve profetizar, especialmente sobre o futuro. Porém, uma coisa e apenas uma coisa é certa: tudo será bem diferente do que pensamos.

Será que o Diabo teria razão?


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Eclipse total

A coalizão de extrema-esquerda Syriza ganhou as eleições na Grécia. Além de ser contrários às medidas de austeridade, eles são a favor da imigração e dos direitos dos gays. Mas tirarão dinheiro de onde? Os alemães não continuarão pagando para sempre pelos gastos dos políticos gregos.

Os espanhóis estão no mesmo caminho, querem eleger o Podemos, um partido marxista. 

Uma coisa bem bizarra está acontecendo: quanto mais o mundo vira um inferno graças às políticas da esquerda, mais tenta-se encontrar a solução indo ainda mais à esquerda. É um pouco como o Islã, que se radicaliza cada vez mais em busca de uma suposta pureza perdida: "aquela não era a verdadeira esquerda", assim como "esse não é o verdadeiro Islã".

Há um ditado que diz: quanto você se encontrar num buraco, pare de cavar.

Pois justamente o caminho contrário está sendo buscado pelos governos ocidentais atuais, e até pelo seu povo. Quanto mais evidentes são os sinais de que imigração, multiculturalismo, multiracialismo, fronteiras abertas, terceirização, legislação fraca com o crime, União Européia, etc, não funcionam, mais os governos continuam insistindo em trilhar o mesmo caminho maldito.

É quase como se o povo fosse até mais inteligente do que a elite. Afinal, será que a elite não consegue ver que essas políticas levarão à destruição, inclusive deles mesmos? Não há elite que dure para sempre. Ou eles morrerão numa revolução, ou a própria deterioração de seus países os levarà à ruína.

Naturalmente, o status quo não poderá seguir para sempre. Um dia a corda arrebenta e, como sempre será do lado mais fraco. 

Temo, amigos, que ainda em nossas vidas assistiremos a um colapso econômico e político mundial. Eu não creio que a situação atual possa se sustentar por muito mais do que vinte ou trinta anos.

Existe algum lugar no planeta que esteja a salvo? 

Os EUA, além de não ter resolvido seu problema com os negros apesar de gastar bilhões em planos absurdos, está se mexicanizando, e um colapso do dólar deve, mais dia menos dia, acontecer.

A Europa tem seu problema com muçulmanos que, na melhor das hipóteses, virarão uma minoria perenemente insatisfeita, mais ou menos como os negros nos EUA, sempre reclamando, roubando e, de vez em quando, realizando terrorismo. Na pior das hipóteses, terá uma guerra civil.

O Japão, o mais civilizado dos países asiáticos, está em crise demográfica. Os japoneses preferem assistir animes eróticos ou jogar videogames com namoradas virtuais do que fazer sexo. Muitos consideram o ato sexual desagradável ou nojento. Eles até estão pensando em criar um imposto para tentar promover maior reprodução. Ao menos, o Japão não importou imigrantes, então devem ainda continuar a existir como um país de velhos, se não forem nesse momento de fraqueza invadidos e massacrados pelos chineses e coreanos, que os odeiam.

Alguns blogueiros lamentam que o mundo esteja se africanizando e e islamizando, mas encontram consolo no fato de que os chineses de alto QI dominarão o mundo e manterão viva a tocha ocidental. Será mesmo?

Chineses podem ter um alto QI, mas são em geral um povo bastante sujo e corrupto, que mata cachorros ao ar livre e depois os come. Eles também estão extinguindo o elefante, o rinoceronte e o tubarão, tudo para criar supostos afrodisíacos que nem mesmo funcionam. Alguns dizem que eles comem até pílulas feitas de restos de fetos humanos abortados. Lenda urbana? Talvez sim, talvez não. Seja como for, prefiro não viver em um mundo chinês.

E a Rússia? Apesar do ressurgimento do cristianismo ortodoxo e do suposto linha-dura Putin, o fato é que também enfrenta problemas com imigração, islamização e baixa fertilidade nativa, além dos tradicionais problemas de corrupção.

A América Latina? Esqueçam. Além de ser a região mais violenta do mundo, hoje está tomada por governos larápios de esquerda, que estão se encarregado de destruir o pouco que sobrou por aqui de civilização. Até cidades anteriormente mais pacatas como Porto Alegre e Curitiba viraram antros de crime, com taxas de homicídio de 40 ou até 50. Enquanto isso o povo estúpido protesta contra o aumento de passagens de ônibus!

Não tem jeito, amigos. Viver e ter filhos neste mundo imundo está ficando cada vez mais complicado, afinal, temos que pensar que os estaremos colocando em um planeta infernal.

Paradoxalmente, no entanto, a única coisa que pode salvar o homem euro-descendente seria uma retomada de sua reprodução, bem como um retorno a um modo de vida mais tradicional. Talvez nesse caso a solução seja mesmo apenas o ressurgimento da religião, afinal, só mesmo tendo fé para acreditar que alguma coisa pode melhorar neste quadro dantesco.

Dito isso, desejo a todos um bom 2015, cheio de alegria e prosperidade.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Crime e castigo

A morte do surfista Ricardo dos Santos por um policial militar em férias e bêbado, um sujeito que por sinal já tinha sido réu em outros processos na corporação, ilustra um problema grave no Brasil: a corrupção em todas as esferas da justiça!

Desde juízes que dirigem bêbados e dão voz de prisão a guardas que os multam, a policiais que tomam todas e saem dando tiro em qualquer um, aos políticos que ganham com o narcotráfico, no Brasil crime e justiça são difíceis de separar.

Anos atrás, eu até já pensei ingenuamente que, para reduzir o crime no Brasil, bastaria colocar mais polícia nas ruas. Dez mil, vinte mil, 55 mil, quantos forem necesários! Sim, talvez ajude, mas como fazer, se o policial e o bandido saem muitas vezes quase que exatamente do mesmo meio, e se com o dinheiro do tráfico é muito fácil corromper um policial?

O terrível caso dos estudantes massacrados no México mostra que o tráfico está não apenas no morro, mas também entre a polícia e até no próprio prefeito da cidade. O México não é assim tão diferente do Brasil...

Como fazer?

Pensemos da seguinte forma. O criminoso brasileiro é em geral um psicopata de baixo funcionamento. Em sua mente primitiva, e na maior parte dos casos ainda deformada pelas drogas, ele mata por um celular ou poucos reais! Por quê? Para quê? Para trocar um iphone de 1000 reais por uma pedra de crack que vale 20? Não faz sentido. É porque ele é burro mesmo, ou doido, ou raivoso, ou imbecil.

Voltemos no entanto à Indonésia. De acordo com o ranking elaborado por Lynn e Vanhanen (com dados bastante discutíveis, note-se), o QI médio do Brasil e da Indonésia são idênticos: 87. A população, também é parecida: gigantesca e miscigenada. E, em termos de PIB, o do Brasil é bastante maior. Ou seja, temos mais dinheiro para investir em segurança.

No entanto, a Indonésia tem bem menos crime. O que eles fazem de correto que nós não?

Vendo notícias como esta, de uma adúltera estuprada e chicoteada, percebemos que o preço a se pagar por uma sociedade com um pouco menos de crime é uma sociedade autoritária, rígida, com punições severas, inclusive corporais, por qualquer deslize: de chibatadas à pena de morte.

O problema do Brasil é que existem dois brasis: um brasil culturalmente branco, maiormente ítalo-português com algumas outras etnias, liberal e progressista, que não aceitaria de bom grado tal sociedade, e um Brasil pobre, pardo e perigoso, onde linchamentos e tiroteios são comuns. São realmente dos países, tenho plena certeza. E ambos tem idéias bem diferentes sobre como viver.

Nesse caso, há duas soluções. Uma é criar um tipo de apartheid, limitando o acesso de vagabundos aos lugares mais chiques. Isso funciona nos EUA, onde criminosos atuam impunes no gueto, mas, se eles se aventuram a atacar pelas "áreas brancas", levam chumbo ou são presos logo! 

A outra é a que o Brasil escolheu: em vez de segregar o criminoso no gueto, segregar a classe média em seu habitat: complexos residenciais fechados e passeios em shopping centers, as únicas zonas realmente protegidas da cidade.

Mas, se é possível ter maior segurança nos shoppings, não haveria então um modo de retomar o controle do espaço público? Dar novamente ao povo trabalhador suas ruas e suas praças, e manter o criminoso em suas favelas e periferias? (E o "direito de ir e vir", perguntarão os Sakamotos? Bem, eu diria que tal direito precisa ser conquistado)

Acredito que seja possível um país com menos crime, ao preço de termos um Estado policial. Mas um Estado policial, também é um estado com muito espaço para a corrupção, e também com mais problemas como o de maus policiais matando jovens inocentes, como o pobre Ricardinho!

Então, qual a solução?

Pois é, também não sei...



Atualização: Mais um dia, mais um latrocínio em Porto Alegre. Primeiro, um jovem branco de olhos claros foi morto a facadas por um celular e um par de tênis na orla do Guaíba. Ninguém foi preso. Agora, uma vítima de seqüestro-relâmpago também leva chumbo de dois menores de 17 anos, que não podem sequer ser presos e em breve estarão soltos para matar e roubar mais.

Em ambos os casos, os policiais sabiam muito bem que havia muitos assaltos ocorrendo nessa área, mas nada foi feito. Será que é preciso esperar que uma morte ocorra para agir? 

Qual a solução? Ora, em teoria, é simples. Policiais tem que ir nesses locais onde ocorre muito assalto, abordar todo e qualquer vagabundo com pinta suspeita, e revistá-lo. (É o que chamam em New York City de "Stop and frisk" - funcionou lá!) Tem arma ou faca? Vai preso. Tem drogas? Vai preso. Tá fumando maconha? Vai preso. Está pedindo dinheiro? Que caia fora pois ali não é lugar de mendicância. É menor? Deve ser retirado das ruas e levado para a família ou instituição adequada.

É possível reduzir o crime? O índice de homicídios na grande Porto Alegre é atualmente de quase 39 a cada 100.000 habitantes. São Paulo tinha índices idênticos há poucos anos, mas hoje reduziu para pouco mais de 10. O que São Paulo fez de certo e Porto Alegre fez de errado? A resposta talvez esteja na abordagem. Lendo uma notícia sobre o combate ao crime em Porto Alegre na gestão do ex-governador Tarso Genro, lemos:
A Secretaria da Educação afirma que estão sendo montados comitês de prevenção. Pais, professores e alunos participam de um curso de mediação de conflitos para evitar o agravamento da violência. "Alunos, professores e pais se corresponsabilizam para esses relacionamentos inspirados na cultura da paz, inspirados na ideia de que os conflitos devem ser resolvidos através do dialogo, inspirados na ideia de que o conflito não se resolve pela força, não se resolve pela vingança, se resolve por uma retomada e o reconhecimento dos erros", diz o coordenador estadual do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas, Alejandro Jélvez.
Alejandro Jélvez tem que perder o emprego. Esse "programa de prevenção à violência nas escolas" inútil tem que acabar, e o dinheiro utilizado para pagar professores de verdade, ou então para contratar mais policiais.

A polícia tem que ser bem treinada, bem paga, e dar tiro na cabeça de marginal que resistir à prisão. As penas tem que ser aumentadas, e não deve existir "maioridade penal", matou, que seja julgado como adulto, como ocorre nos EUA. Chega de impunidade. Que tal isso para começar?

P. S. Enganei-me ligeiramente: a taxa de homicídios em Porto Alegre, outrora orgulhosa capital do Sul, hoje é de estarrecedores 42.4, enquanto a de São Paulo é de 15.1. Mais no "mapa da violência", que tem ainda interessantes informações sobre a raça dos criminosos e vítimas. E observem que isso não inclui o número de latrocínios (roubo seguido de morte), que são considerados uma categoria à parte.

Até quando "menores" do mal continuarão matando impunes?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pena de morte: por que não?

Dilma declarou-se "indignada" com a execução de um traficante brasileiro na Indonésia. Talvez o PT tenha ficado tão acostumado a defender criminosos e larápios, que já não mede esforços até em tentar ajudar até bandidos presos no exterior e sujeitos a outra legislação.

Já o povo brasileiro não aguenta mais crime e vê na Indonésia um exemplo a ser seguido. Afinal, o máximo que um criminoso pode pegar no Brasil são 30 anos de cadeia, sendo normalmente bem menos.

Os esquerdistas argumentam contra a pena de morte dizendo que "o Estado não pode adotar a barbárie como política." (Curiosamente, Cuba parece ser uma exceção: para o esquerdista, Cuba pode tudo).

Nunca entendi direito esse raciocínio. O poder público não pode matar, depois de um julgamento e o direito à defesa, mas os criminosos podem, sem qualquer limite?

Traficantes brasileiros executam diariamente centenas de pessoas, pelos mais variados motivos, inclusive pequenos ladrões de galinhas que atrapalham os seus planos. Aplicam à pena de morte sem piedade e sem julgamento. Até torturam antes. Progressistas não se importam.


O oposto da pena de morte não são penas justas. É a barbárie. São os linchamentos populares ou a execução por grupos do crime organizado. É privatizar a pena de morte, na mão dos piores elementos da sociedade.

A verdade é que a pena de morte faria um grande bem ao Brasil, ajudando a extirpar a escória criminosa do seio da sociedade.

O crime tem, quase certamente, um elemento genético, como propensão para a violência, alta tolerância ao risco etc. É bem possível que anos de execuções de criminosos na Europa tenham ajudado a reduzir o crime nesses países.

Alguns argumentam que a pena de morte não reduz o crime. Não sei dizer. Porém, como disse o Bolsonaro, ninguém jamais viu um criminoso executado voltar a cometer crimes. (Salvo talvez Chucky, o boneco assassino.) 

A função da pena de morte não é necessariamente utilitarista, de "reduzir o crime" (para isso, métodos de prevenção funcionam melhor). A função da pena de morte é punir o criminoso e saciar a sede de vingança da família e sociedade. Se o Estado não tem o monopólio da pena de morte, então o que temos é a volta a uma sociedade tribal ou mafiosa, onde um clã se vinga eternamente do outro, geração após geração (isso parece que ocorre ainda hoje no Nordeste brasileiro).

O simpático brasileiro executado na Indonésia era apenas um malandro. Já tinha ido várias vezes traficar em Bali, conhecia bem os riscos. Jogou, perdeu.

Quem é o Brasil (50.000 homicídios por ano, taxa de homicídio de 25,6 e décimo-oitavo país mais violento do mundo) para dar lições à Indonésia (1.450 assassinatos, tendo população maior que a do Brasil, taxa de homicídio de 0.6, similar à Suiça, na posição 208 no ranking de homicídios)?


domingo, 11 de janeiro de 2015

Mitos e verdades sobre Islã, terror e imigração

O que é mito e o que é verdade? Examinaremos abaixo. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Uma França Islâmica?

O tema do novo romance do Houlebecq, "Submissão", lançado no dia dos atentados, é a islamização da França em 2022. Poderia mesmo acontecer?

Tenho certeza que sim.

Afinal, a luta hoje em dia não é entre Islã e Cristianismo, mas entre Islã e "feminismo - esquerdismo - consumismo- materialismo - ateísmo - igualitarismo". O Islã, com todos seus defeitos, é um sistema de crenças mais coerente, ou, ao menos, mais convincente.

Os progressistas são tão fracos, tão covardes, tão pouco crentes em seus próprios ideais, que seu primeiro instinto nestes dias é defender preventivamente os imigrantes muçulmanos de preconceito ou ataques. Isto é, defendem os mesmos muçulmanos que submetem a mulher, agridem gays, e tem muito pouca probabilidade de dedicar-se ao pacifismo ou ao vegetarianismo, e que acabaram de realizar um tiroteio numa revista que era ícone sagrado do esquerdismo. Como ver o progressismo triunfar contra o Islã, se ficam de quatro para o inimigo já antes da batalha?

Muitos na realidade já aceitam essa vitória. Mais de uma feminista converteu-se ao Islã e hoje anda de burca, provando que tudo o que uma feminista quer é um homem que a domine, que o feminismo é na verdade um grito desesperado contra a emasculação e feminização do homem branco.  Que elas próprias causaram, mas enfim, essa é a lógica feminista.

O personagem do romance Houllebecq observa que entre o feminismo e o Islã, ele prefere o Islã. E sugere a ideia de um compromisso entre muçulmanos e franceses: os franceses aceitam a poligamia, em troca os muçulmanos aceitam, sei lá, a jornada de trabalho de 30 horas.  

É também a esperança de alguns direitistas radicais: união de muçulmanos e brancos contra judeus. Há nesse meio neonazista, sem dúvida, admiração pelos terroristas, que são os únicos hoje em dia cometendo ações violentas e radicais. 

Pessoalmente, detesto tudo isso. Gostava é da França dos anos 50-60, que nunca vivi mas via nos filmes do Truffaut, etc. Acho o islamismo uma religião estúpida, feia, contrària à independência e verve criativa ocidental. Tudo para eles é Islã, Maomé, etc. A religião deles até proíbe a criação de imagens. Os países muçulmanos pouco produzem de criativo ou interessante.

Porém, que outra opção há, além da islamização? Acho que a única outra opção seria a expulsão massiva dos muçulmanos, mas isso só será possível com o fim do progressismo. O progressismo, longe de ser um inimigo do Islã, é seu maior aliado e protetor. Impede os anticorpos naturais do organismo de se defenderem.

A França escolheu seu suicídio ao trazer imigrantes em grande número. Milhões de árabes e negros ocupam cidades anteriormente brancas. O francês de boina e baguete é uma raça em extinção. 10% dos franceses hoje são muçulmanos. Serão mais no futuro. Alá aiquebar!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Terror em Paris

Perdão, mas estou revoltado. Muçulmanos imundos acabam de realizar um ataque terrorista na redação do famoso pasquim "Charlie Hebdo", que há alguns anos havia publicado algumas charges consideradas "ofensivas" a Maomé. Entre os mortos, além do diretor do jornal, estão vários cartunistas famosos, inclusive o Wolinski.

Wolinski! Um clássico. Lembro de ler os cartuns do Wolinski quando era adolescente, portanto a sua morte na mão desses assassinos me choca e me entristece. 

A França é um dos países europeus ocidentais onde há mais muçulmanos. São milhões de imigrantes poluindo a que era antes uma das cidades mais lindas do mundo, Paris, bem como centenas de outras cidades.

Muitas vezes perguntei-me onde a contra-revolução contra o atual estado de coisas, contra a decadência do Ocidente e contra a imigração genocida de não-brancos na Europa. 

Agora não tenho mais dúvidas. A (Contra-)Revolução começará na França. É o país onde o caos está mais presente. Na última vez que visitei a França, há uns cinco anos atrás, peguei um ônibus e pensei, "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!" Estava em Bordeaux, porém no ônibus só havia árabes e negros.

Ainda assim, a França é também onde há mais protestos contra o atual estado de coisas, e talvez maior noção do perigo que tudo isso representa. Curiosamente, poucos dias atrás o famoso romancista Michel Houllebecq publicava um romance sobre a "França islâmica" em 1922, em uma eleição disputada contra Marine Le Pen.
 
É fato que a França é o primeiro país europeu em que uma candidata de direita nacionalista (Marine Le Pen) tem maiores chances de ser eleita. Após este atentado, não tenho dúvidas que ela possa ser a futura presidente do país.

Que faça o que se espera dela e expulse os muçulmanos da França, ou assista ao país explodir.





Atualização:

O Charlie Hebdo era de fato um jornal de esquerda. Era (não sei, acho) provavelmente a favor da imigração, e no mesmo dia em que publicou charges contra o Islã fez piada com temas cristãos. E daí? As pessoas não parecem entender que para o religioso muçulmano, o que incomoda é o que consideram sacrilégio com seu profeta. O resto passa, o resto não importa. É isso que o progressista secular não entende.

Wolinski era judeu, nascido na Tunísia. Não sei muito sobre sua política, gostava é de seus cartuns eróticos, que li há muito tempo atrás na adolescência. Os outros cartunistas mortos não eram judeus, e não creio que isso tenha tido nada a ver, neste caso. O ataque foi em "represália" à publicação de cartuns considerados sacrílegos pelos muçulmanos.

Está um curso uma bizarra aliança entre hitleristas saudosos de Vichy e islamistas. O que não é novidade, pois já Hitler simpatizava com o Islã e desprezava o cristianismo. Dois comentários idiotas, que não publiquei, um do leitor Direita e outro de um anônimo, defenderam os ataques muçulmanos. Ficaram com pena da ofensa religiosa realizada a eles pelos cartuns "sionistas". Sugiro a eles que se mudem para a Argélia, a Arábia Saudita, o Qatar, o Egito ou o Irã. Lá não falta muçulmano, como o simpático Dieudonné, de quem eles tanto gostam.

Imagino que a ideia é a de que "o inimigo de meu inimigo é meu inimigo também", a qual me parece uma posição ingênua, quando não hipócrita. Será que esses caras gostam mesmo tanto assim dos palestinos? Mas o ódio cria estranhos companheiros de cama.

De fato, existe uma elite globalista, muitos de cujos membros são judeus seculares (e os outros em sua maioria anglos) que está promovendo a imigração ilimitada. Os motivos são vários, desde o lucro (baixar o preço da mão de obra), a política (votos para partidos de esquerda), a substituição populacional (dividir e conquistar) e a eterna guerra dos poderosos contra a classe média. Mesmo assim, uma aliança de conveniência com os imigrantes muçulmanos, que são os mesmos que estupram brancas e degolam infiéis, me parece bem bizarra.

O curioso é que os progressistas também estão do lado dos muçulmanos: "99% não são terroristas", "eles só querem melhorar de vida", "não culpemos a religião por uns poucos radicais", etc etc etc.

Dessa forma, só me resta concluir: Houllebecq tem razão, a França vai virar um país islâmico, se não em 2022, um pouco depois. Os judeus serão expulsos, o cristianismo acabará, as feministas usarao burca, Notre Dame virará uma mesquita, e todos os setores da sociedade, da esquerda à direita, estarão contentes. Salvo aqueles velhos franceses católicos que criaram praticamente tudo o que presta na França, mas quem é que se importa com eles.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Pobres Progressistas

Uma coisa curiosa sobre a esquerda é como para eles contam mais as palavras do que as ações. Dois casos recentes, ambos tendo a ver com estupro, ilustram bem isso.

O primeiro é a discussão entre o Bolsonaro e a Maria do Rosário. Ele pode ter sido deselegante ao falar que ela "não merecia ser estuprada", concordo. Por outro lado, se pensarmos em termos de ações, o Bolsonaro apóia um projeto de castração química de estupradores. E a Maria do Rosário? Até onde sei, ela estava chorando pelo Champinha e outros estupradores. Ou seja, ele faz mais para acabar com  o estupro do que ela. Porém, para a esquerda, o que conta não são as ações, mas as palavras.

Outro caso é o que tem dado o que falar nos EUA, sobre uma reportagem da revista Rolling Stone sobre uma jovem estuprada por sete homens em uma universidade americana. Detalhe: semanas depois descobriu-se que a história era toda falsa, provavelmente inventada, ou pela jornalista, ou pela "vítima". E daí? A esquerda continua insistindo que o importante é discutir a "cultura do estupro" nas universidades. Enquanto isso, casos reais de estupro como o dos muçulmanos estuprando inglesinhas em Roterham, são olimpicamente ignorados pelas feministas: pelo jeito, só estupro de branco conta.

Bem, mas a verdade é que tenho pena dos progressistas no Brasil. É sério. Eles até que tem boas intenções, porém tiveram o azar de nascer no país errado.

Por exemplo, penso na questão das ciclovias. Uns são contra, outros a favor, mas o fato é que foram feitas, como tudo no Brasil, de modo precário e ineficiente. Motoristas reclamam das ciclovias na rua, pedestres reclamam das ciclovias na calçada. Estas últimas, na calçada, talvez tenham sido inspiradas nas ciclovias de Berlim, que de fato estão em sua maioria localizadas na calçada, mas vejam a diferença:

Ciclovia brasileira

Ciclovia alemã
Como podem ver, embora parecidas, a calçada alemã é bem mais espaçosa, enquanto que na brasileira o pedestre tem que andar espremido em um espaço minúsculo. 

Outra diferença é que em Berlim as ciclovias são realmente utilizadas por milhares de pessoas, enquanto que no Brasil, não tenho tanta certeza.

Por outro lado, a reação daqueles que são anti-ciclovia também é tosca. Em São Paulo, inimigos dos ciclistas encheram a ciclovia de pregos e tachinhas para furar os pneus das bicicletas. Não consigo imaginar uma atitude similar ocorrendo em Berlim.

Não são só as ciclovias, naturalmente. Existe todo um ideário progressista que até que pode funcionar em Berlim ou em Estocolmo, mas como fazê-lo funcionar no Brasil, onde andam soltas bestas-feras como esta, (psicopata que, segundo sua própria confissão, preferia "matar brancas")? Ser progressista no Brasil é viver na eterna desilusão.

Voltando ao Bolsonaro: ele é, de fato, algo tosco, ainda que, a seu modo, até algo ingênuo. Porém, faz sucesso, pois o povo brasileiro e', também, meio tosco. O vídeo do Youtube em que ele chama a Maria do Rosário de "vagabunda" é hilário -- e a maioria dos comentários são a favor do Bolsonaro. Não duvido que ele possa um dia ser presidente do Brasil.

Ser progressista no Brasil é muito triste.


domingo, 16 de novembro de 2014

O Ocidente morreu e eu também não me sinto muito bem

A prova de que o Ocidente já morreu, de que já está morto e enterrado e carcomido por vermes nojentos, pode ser vista todo dia em qualquer notícia de jornal.
 
Por exemplo, cientistas conseguiram após muito esforço fazer com que uma sonda espacial pouse num cometa. Mas quais foram as notícias em relação a isso? Bem, vários jornalistas ficaram indignados com o fato de que um cientista estava utilizando uma camisa "sexista" com desenhos de mulheres, e forçaram-no a pedir desculpas rastejando para as câmeras. Para o progressista liberal imundo, isso é maior "progresso" do que colocar um robô em um cometa.  

Afinal, para o articulista, o fato de que cientistas, programadores e nerds em geral utilizem este tipo de camisa é a razão pela qual "poucas mulheres vão para o ramo das ciências." Bem, se basta uma camisa colorida para desencorajar mulheres, então talvez elas realmente não devam ser cientistas! Que fiquem na cozinha ou no salão de beleza, se pensam assim.  

Porém, devo dizer eu também achei ridícula a camisa, bem como as hediondas tatuagens do sujeito, que incluem um tattoo da própria sonda na sua perna. Porém, não pelo caráter supostamente sexista, mas porque tenho saudade do tempo em que cientistas se vestiam como gente, e não como nerds inseguros e imbecis querendo mostrar suas nerdices para todos. O Ocidente virou um sitcom: até os cientistas viraram personagens de Big Bang theory!

O fato incontornável é que os sinais de decadência estão em todo lado. O homem branco de classe média deseja sua extinção. Não há outra explicação para seu comportamento bizarro de valorizar mais invasores ou criminosos do que sua própria existência.

No Brasil, a classe média é que é a verdadeira classe oprimida, prensada entre uma classe política parasitária e cruel, que suga o resultado do trabalho dos outros com impostos e corrupção, e uma massa pobre e muitas vezes violenta, que pode assaltá-la ou matá-la em cada esquina. E, no entanto, essa mesma classe média vive preocupada com os pobres e humildes, não quer diminuir a maioridade penal, e parece que procura mesmo a sua própria aniquilação. Uma pessoa morre assassinada a cada dez minutos no Brasil. Em termos de números, estamos até pior do que o México, onde um prefeito de esquerda associado com cartéis de traficantes mandou massacrar estudantes.

Mas no outro dia alguém no meu Facebook falou, "voto pela Dilma porque ela está do lado dos pobres, dos índios, dos negros e dos humildes, pela primeira vez em 500 anos de história deste país." Deu-me tristeza. Não entendeu que ser "pelos pobres" é ser pela pobreza, é transformar o Brasil inteiro em um imenso Nordestão. Ajudar os pobres, tudo bem: mas para que aumentar o número de pobres? Por que não condicionar a ajuda ao planejamento familiar, à educação, à responsabilidade financeira?

Veja bem, nem acho o Bolsa-Família o pior dos males. O que são alguns poucos reais por mês em relação às generosas bolsas-ajuda que juízes e deputados recebem? É realmente bastante pior o assistencialismo aos ricos e acomodados, que desvia bilhões do país.

E o crime, o que há de errado em tratar criminoso com dureza? Ninguém é forçado a cometer crimes, isso é romantismo esquerdista. O criminoso é alguém que opta por tirar dos outros através da força, então é através da força que deverá ser contido.

A mesma pessoa também denunciou uma página de "Orgulho Branco" criada por um outro usuário. Curiosamente, não denunciou as páginas, também existentes, de "Orgulho Negro", "Orgulho Índio", e até "Orgulho Português" (Curiosamente, para o europeu ou euro-descendente, o orgulho nacional étnico é permitido, porém quando se fala em "branco" como conceito geral, internacional, isso é mal-visto como se fosse o fim do mundo.)

Na Europa e EUA é a mesma coisa, ou inclusive pior. Nem falo da questão da imigração, mas do esquerdismo inútil que toma conta das pessoas. É até mais bizarro, pois é um esquerdismo sem sentido, viciado num masoquismo sem tamanho, de auto-culpar-se por tudo o que há de errado no mundo.

No outro post falei sobre arquitetura moderna. Edifícios bizarros ou esculturas hediondas hoje já enfeiam cidades antes belas como Roma, Londres ou Paris.

Eu já falei mais de uma vez que a arte contemporânea, em sua maioria, pode ser vista como um retrato da doença mental que tomou conta do Ocidente. Compare as obras de Jeff Koons com as de Michelangelo, ou melhor, não compare, pois não há o que comparar.

Em Paris há algumas semanas um "artista" americano colocou na Place Vendôme uma escultura na forma de um plugue anal gigante. Era um artista famoso por obras de cunho sexual, incluindo uma escultura de George Bush transando com um porco e um balão inflável em forma de fezes. Ao menos aqui houve uma reação: o povo parisiense não gostou da brincadeira, e dois dias depois a escultura foi atacada e desinflada por "vândalos". Vândalos? Mas não seriam também vândalos, e vândalos ainda maiores, os que autorizaram e pagaram por essa estupidez?

Enquanto isso, na Itália, imigrantes africanos e árabes salvos da morte certa pela marinha italiana, organizaram um quebra-quebra no centro de refugiados onde recebiam abrigo e comida. A razão? Estavam fartos de comer massa com molho de tomate, queriam "uma dieta similar à de seus países". Um deles ainda disse, na maior cara de pau, "chega deste país, assim que receber meus documentos, vou para a Alemanha ou para a Holanda!"  

Arte moderna nojenta, cientistas tatuados, classe média preocupada em não ferir os sentimentos de criminosos, europeus ficando de quatro para imigrantes ingratos, enfim, o Ocidente está querendo morrer e, para falar a verdade, ultimamente eu também!


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O que as feministas querem?

Confesso que fico confuso.

Uma mulher branca judia caminhou por dez horas pelas ruas mais pobres de NY, recebendo dezenas ou talvez centenas de cantadas dos moradores, quase todos negros e latinos. Cantadas? Bem, a maioria apenas disse algo como "Bom dia" ou quis puxar conversa, mas parece que isso já é o equivalente do estupro para certas feministas. 

Ao mesmo tempo, quando uma mulher não recebe nenhum tipo de atenção masculina, nem mesmo olhares, ela também tende a ficar chateada. "Ninguém mais me ama, estou velha, estou gorda, buá".

É como aquelas mulheres que usam decotes mas depois não gostam que as pessoas olhem muito. 

O engraçado é que se ela tivesse passeado por um bairro branco rico de NY, provavelmente não teria recebido nenhuma cantada. Por não mostrar homens brancos, o vídeo foi acusado por outros de ser "racista". Uma colunista até disse que a culpa por negros e latinos tentarem passar cantadas em mulheres brancas na rua, é devido ao seu histórico de escravidão e humilhações pelo homem branco. (A culpa é sempre de um modo ou outro do homem branco, é claro).

Confesso que não entendo muito a mente da feminista moderna. Existiram três ondas feministas: a primeira, compreensível, nos anos 20, pelo direito ao voto. A segunda, dos anos 60,  a revolução sexual, de efeitos nefastos mas que só foram se sentir muito depois e na época parecia ter sua lógica. E agora estamos na terceira onda, que quer... Quer o quê?

Eu realmente não sei.

Parece que quer o direito a se vestir como quiser, mas quem se isso cause nenhum efeito nos homens. Quer o direito a trabalhar em qualquer área, ganhando a mesma coisa que homens, mas sem ter o mesmo interesse ou dedicação. Quer o direito de não receber cantadas, a não ser que seja de pessoas bonitas, famosas ou ricas. Enfim, parece querer uma superproteção jamais vista na história humana.

Agora as feministas querem proibir um certo Julien Blanc de vir ao Brasil. Ele é um "artista da cantada" que ensina homens a pegarem mulheres. Não sei se seu método funciona, acho que não, ou ao menos não para todos, pois seduzir mulheres é um pouco como aqueles cursos de "fique rico rápido": não existe método mágico para isso. Em resumo, parece-me picaretagem. Mesmo assim: vai quem quer, paga quem quer. Por que tornar ilegal?

Esse fenômeno dos PUA (Pick Up Artists) é relativamente recente, e é de certa forma uma resposta ao feminismo mais militante, basicamente uma tentativa de ajudar homens que não tem coragem para chegar em mulheres. É um equívoco também; primeiro porque, como eu disse antes, não existe método mágico, e segundo porque é um erro colocar a capacidade de "pegar mulheres" como a maior medida de masculinidade ou de status. Um homem talvez seja mais feliz apenas com uma única boa mulher, ou quem sabe até sozinho seguindo seus hobbies; porque dar ao sexo desenfreado ou às conquistas tanta importância?

Dizem que Julien promove a violência e a cafajestagem. Não sei, pode ser. Porém, não é segredo algum que tem um certo tipo de mulheres que gostam de cafajestes, especialmente o tipo de mulher que espera encontrar um homem na balada. Quanto à dominação, é fantasia recorrente. Na época em que eu frequentava chats online, surpreendia-me bastante com o grande número de mulheres que tinham fantasias de estupro e dominação.

De certa forma, paradoxalmente, o patriarcalismo à moda antiga é que impedia a existência de tipos aventureiros como o Julien Blanc, pois a sociedade tendia a proteger mais as mulheres, solteiras ou casadas. A verdade é que a mulher que se veste de vadia para ir à balada e ignora o bom moço romântico trabalhador, e o cafajeste ao estilo Julien Blanc se merecem, pois procuram a mesma coisa: poder.  

O fato é que as feministas de hoje querem a faca e o queijo, querem direitos mas não responsabilidades, querem igualdade mas até certo ponto. Em vários aspectos, as mulheres tem ainda várias vantagens sobre os homens. Por exemplo, é bem mais fácil para uma mulher divorciada obter a guarda dos filhos. Veja por exemplo o caso deste homem que se vestiu de mulher para chamar a atenção da justiça e tentar fazer valer seu direito a poder ver o filho que criou até os sete anos de idade. Na Suécia, quando uma lei feminista de igualdade de emprego passou a dar mais vantagens aos homens, as feministas pediram para cancelá-la.

Hoje as mulheres votam, estudam, trabalham no que querem, vestem-se como querem, fazem sexo com quem querem, servem no exército, e mesmo assim, as feministas ainda parecem estar sempre insatisfeitas.

Curiosamente, recentes pesquisas indicam que as mulheres atuais se sentem mais infelizes do que antes, e o que mais gostariam é o que suas avós tinham: não precisar trabalhar tanto, e ter tempo para cuidar dos filhos em casa.

Porém, nesse caso, nem podemos culpar as feministas ou as mulheres. Ser insatisfeito é parte da condição humana. No artigo da Economist citado no último link, o comentário mais votado é o de um homem que escreve:
Todo homem trabalhador faz-se continuamente uma única pergunta enquanto labuta por horas em um cubículo sem janelas, ou aperta pela milionésima vez a mesma porca no mesmo parafuso para obter dinheiro para fazer compras no supermercado e pagar as contas, e volta para casa para encontrar uma mulher reclamona e pirralhos endiabrados: "É isto tudo?" 
É isto, afinal?