sábado, 13 de dezembro de 2014

Pobres Progressistas

Uma coisa curiosa sobre a esquerda é como para eles contam mais as palavras do que as ações. Dois casos recentes, ambos tendo a ver com estupro, ilustram bem isso.

O primeiro é a discussão entre o Bolsonaro e a Maria do Rosário. Ele pode ter sido deselegante ao falar que ela "não merecia ser estuprada", concordo. Por outro lado, se pensarmos em termos de ações, o Bolsonaro apóia um projeto de castração química de estupradores. E a Maria do Rosário? Até onde sei, ela estava chorando pelo Champinha e outros estupradores. Ou seja, ele faz mais para acabar com  o estupro do que ela. Porém, para a esquerda, o que conta não são as ações, mas as palavras.

Outro caso é o que tem dado o que falar nos EUA, sobre uma reportagem da revista Rolling Stone sobre uma jovem estuprada por sete homens em uma universidade americana. Detalhe: semanas depois descobriu-se que a história era toda falsa, provavelmente inventada, ou pela jornalista, ou pela "vítima". E daí? A esquerda continua insistindo que o importante é discutir a "cultura do estupro" nas universidades. Enquanto isso, casos reais de estupro como o dos muçulmanos estuprando inglesinhas em Roterham, são olimpicamente ignorados pelas feministas: pelo jeito, só estupro de branco conta.

Bem, mas a verdade é que tenho pena dos progressistas no Brasil. É sério. Eles até que tem boas intenções, porém tiveram o azar de nascer no país errado.

Por exemplo, penso na questão das ciclovias. Uns são contra, outros a favor, mas o fato é que foram feitas, como tudo no Brasil, de modo precário e ineficiente. Motoristas reclamam das ciclovias na rua, pedestres reclamam das ciclovias na calçada. Estas últimas, na calçada, talvez tenham sido inspiradas nas ciclovias de Berlim, que de fato estão em sua maioria localizadas na calçada, mas vejam a diferença:

Ciclovia brasileira

Ciclovia alemã
Como podem ver, embora parecidas, a calçada alemã é bem mais espaçosa, enquanto que na brasileira o pedestre tem que andar espremido em um espaço minúsculo. 

Outra diferença é que em Berlim as ciclovias são realmente utilizadas por milhares de pessoas, enquanto que no Brasil, não tenho tanta certeza.

Por outro lado, a reação daqueles que são anti-ciclovia também é tosca. Em São Paulo, inimigos dos ciclistas encheram a ciclovia de pregos e tachinhas para furar os pneus das bicicletas. Não consigo imaginar uma atitude similar ocorrendo em Berlim.

Não são só as ciclovias, naturalmente. Existe todo um ideário progressista que até que pode funcionar em Berlim ou em Estocolmo, mas como fazê-lo funcionar no Brasil, onde andam soltas bestas-feras como esta, (psicopata que, segundo sua própria confissão, preferia "matar brancas")? Ser progressista no Brasil é viver na eterna desilusão.

Voltando ao Bolsonaro: ele é, de fato, algo tosco, ainda que, a seu modo, até algo ingênuo. Porém, faz sucesso, pois o povo brasileiro e', também, meio tosco. O vídeo do Youtube em que ele chama a Maria do Rosário de "vagabunda" é hilário -- e a maioria dos comentários são a favor do Bolsonaro. Não duvido que ele possa um dia ser presidente do Brasil.

Ser progressista no Brasil é muito triste.


domingo, 16 de novembro de 2014

O Ocidente morreu e eu também não me sinto muito bem

A prova de que o Ocidente já morreu, de que já está morto e enterrado e carcomido por vermes nojentos, pode ser vista todo dia em qualquer notícia de jornal.
 
Por exemplo, cientistas conseguiram após muito esforço fazer com que uma sonda espacial pouse num cometa. Mas quais foram as notícias em relação a isso? Bem, vários jornalistas ficaram indignados com o fato de que um cientista estava utilizando uma camisa "sexista" com desenhos de mulheres, e forçaram-no a pedir desculpas rastejando para as câmeras. Para o progressista liberal imundo, isso é maior "progresso" do que colocar um robô em um cometa.  

Afinal, para o articulista, o fato de que cientistas, programadores e nerds em geral utilizem este tipo de camisa é a razão pela qual "poucas mulheres vão para o ramo das ciências." Bem, se basta uma camisa colorida para desencorajar mulheres, então talvez elas realmente não devam ser cientistas! Que fiquem na cozinha ou no salão de beleza, se pensam assim.  

Porém, devo dizer eu também achei ridícula a camisa, bem como as hediondas tatuagens do sujeito, que incluem um tattoo da própria sonda na sua perna. Porém, não pelo caráter supostamente sexista, mas porque tenho saudade do tempo em que cientistas se vestiam como gente, e não como nerds inseguros e imbecis querendo mostrar suas nerdices para todos. O Ocidente virou um sitcom: até os cientistas viraram personagens de Big Bang theory!

O fato incontornável é que os sinais de decadência estão em todo lado. O homem branco de classe média deseja sua extinção. Não há outra explicação para seu comportamento bizarro de valorizar mais invasores ou criminosos do que sua própria existência.

No Brasil, a classe média é que é a verdadeira classe oprimida, prensada entre uma classe política parasitária e cruel, que suga o resultado do trabalho dos outros com impostos e corrupção, e uma massa pobre e muitas vezes violenta, que pode assaltá-la ou matá-la em cada esquina. E, no entanto, essa mesma classe média vive preocupada com os pobres e humildes, não quer diminuir a maioridade penal, e parece que procura mesmo a sua própria aniquilação. Uma pessoa morre assassinada a cada dez minutos no Brasil. Em termos de números, estamos até pior do que o México, onde um prefeito de esquerda associado com cartéis de traficantes mandou massacrar estudantes.

Mas no outro dia alguém no meu Facebook falou, "voto pela Dilma porque ela está do lado dos pobres, dos índios, dos negros e dos humildes, pela primeira vez em 500 anos de história deste país." Deu-me tristeza. Não entendeu que ser "pelos pobres" é ser pela pobreza, é transformar o Brasil inteiro em um imenso Nordestão. Ajudar os pobres, tudo bem: mas para que aumentar o número de pobres? Por que não condicionar a ajuda ao planejamento familiar, à educação, à responsabilidade financeira?

Veja bem, nem acho o Bolsa-Família o pior dos males. O que são alguns poucos reais por mês em relação às generosas bolsas-ajuda que juízes e deputados recebem? É realmente bastante pior o assistencialismo aos ricos e acomodados, que desvia bilhões do país.

E o crime, o que há de errado em tratar criminoso com dureza? Ninguém é forçado a cometer crimes, isso é romantismo esquerdista. O criminoso é alguém que opta por tirar dos outros através da força, então é através da força que deverá ser contido.

A mesma pessoa também denunciou uma página de "Orgulho Branco" criada por um outro usuário. Curiosamente, não denunciou as páginas, também existentes, de "Orgulho Negro", "Orgulho Índio", e até "Orgulho Português" (Curiosamente, para o europeu ou euro-descendente, o orgulho nacional étnico é permitido, porém quando se fala em "branco" como conceito geral, internacional, isso é mal-visto como se fosse o fim do mundo.)

Na Europa e EUA é a mesma coisa, ou inclusive pior. Nem falo da questão da imigração, mas do esquerdismo inútil que toma conta das pessoas. É até mais bizarro, pois é um esquerdismo sem sentido, viciado num masoquismo sem tamanho, de auto-culpar-se por tudo o que há de errado no mundo.

No outro post falei sobre arquitetura moderna. Edifícios bizarros ou esculturas hediondas hoje já enfeiam cidades antes belas como Roma, Londres ou Paris.

Eu já falei mais de uma vez que a arte contemporânea, em sua maioria, pode ser vista como um retrato da doença mental que tomou conta do Ocidente. Compare as obras de Jeff Koons com as de Michelangelo, ou melhor, não compare, pois não há o que comparar.

Em Paris há algumas semanas um "artista" americano colocou na Place Vendôme uma escultura na forma de um plugue anal gigante. Era um artista famoso por obras de cunho sexual, incluindo uma escultura de George Bush transando com um porco e um balão inflável em forma de fezes. Ao menos aqui houve uma reação: o povo parisiense não gostou da brincadeira, e dois dias depois a escultura foi atacada e desinflada por "vândalos". Vândalos? Mas não seriam também vândalos, e vândalos ainda maiores, os que autorizaram e pagaram por essa estupidez?

Enquanto isso, na Itália, imigrantes africanos e árabes salvos da morte certa pela marinha italiana, organizaram um quebra-quebra no centro de refugiados onde recebiam abrigo e comida. A razão? Estavam fartos de comer massa com molho de tomate, queriam "uma dieta similar à de seus países". Um deles ainda disse, na maior cara de pau, "chega deste país, assim que receber meus documentos, vou para a Alemanha ou para a Holanda!"  

Arte moderna nojenta, cientistas tatuados, classe média preocupada em não ferir os sentimentos de criminosos, europeus ficando de quatro para imigrantes ingratos, enfim, o Ocidente está querendo morrer e, para falar a verdade, ultimamente eu também!


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O que as feministas querem?

Confesso que fico confuso.

Uma mulher branca judia caminhou por dez horas pelas ruas mais pobres de NY, recebendo dezenas ou talvez centenas de cantadas dos moradores, quase todos negros e latinos. Cantadas? Bem, a maioria apenas disse algo como "Bom dia" ou quis puxar conversa, mas parece que isso já é o equivalente do estupro para certas feministas. 

Ao mesmo tempo, quando uma mulher não recebe nenhum tipo de atenção masculina, nem mesmo olhares, ela também tende a ficar chateada. "Ninguém mais me ama, estou velha, estou gorda, buá".

É como aquelas mulheres que usam decotes mas depois não gostam que as pessoas olhem muito. 

O engraçado é que se ela tivesse passeado por um bairro branco rico de NY, provavelmente não teria recebido nenhuma cantada. Por não mostrar homens brancos, o vídeo foi acusado por outros de ser "racista". Uma colunista até disse que a culpa por negros e latinos tentarem passar cantadas em mulheres brancas na rua, é devido ao seu histórico de escravidão e humilhações pelo homem branco. (A culpa é sempre de um modo ou outro do homem branco, é claro).

Confesso que não entendo muito a mente da feminista moderna. Existiram três ondas feministas: a primeira, compreensível, nos anos 20, pelo direito ao voto. A segunda, dos anos 60,  a revolução sexual, de efeitos nefastos mas que só foram se sentir muito depois e na época parecia ter sua lógica. E agora estamos na terceira onda, que quer... Quer o quê?

Eu realmente não sei.

Parece que quer o direito a se vestir como quiser, mas quem se isso cause nenhum efeito nos homens. Quer o direito a trabalhar em qualquer área, ganhando a mesma coisa que homens, mas sem ter o mesmo interesse ou dedicação. Quer o direito de não receber cantadas, a não ser que seja de pessoas bonitas, famosas ou ricas. Enfim, parece querer uma superproteção jamais vista na história humana.

Agora as feministas querem proibir um certo Julien Blanc de vir ao Brasil. Ele é um "artista da cantada" que ensina homens a pegarem mulheres. Não sei se seu método funciona, acho que não, ou ao menos não para todos, pois seduzir mulheres é um pouco como aqueles cursos de "fique rico rápido": não existe método mágico para isso. Em resumo, parece-me picaretagem. Mesmo assim: vai quem quer, paga quem quer. Por que tornar ilegal?

Esse fenômeno dos PUA (Pick Up Artists) é relativamente recente, e é de certa forma uma resposta ao feminismo mais militante, basicamente uma tentativa de ajudar homens que não tem coragem para chegar em mulheres. É um equívoco também; primeiro porque, como eu disse antes, não existe método mágico, e segundo porque é um erro colocar a capacidade de "pegar mulheres" como a maior medida de masculinidade ou de status. Um homem talvez seja mais feliz apenas com uma única boa mulher, ou quem sabe até sozinho seguindo seus hobbies; porque dar ao sexo desenfreado ou às conquistas tanta importância?

Dizem que Julien promove a violência e a cafajestagem. Não sei, pode ser. Porém, não é segredo algum que tem um certo tipo de mulheres que gostam de cafajestes, especialmente o tipo de mulher que espera encontrar um homem na balada. Quanto à dominação, é fantasia recorrente. Na época em que eu frequentava chats online, surpreendia-me bastante com o grande número de mulheres que tinham fantasias de estupro e dominação.

De certa forma, paradoxalmente, o patriarcalismo à moda antiga é que impedia a existência de tipos aventureiros como o Julien Blanc, pois a sociedade tendia a proteger mais as mulheres, solteiras ou casadas. A verdade é que a mulher que se veste de vadia para ir à balada e ignora o bom moço romântico trabalhador, e o cafajeste ao estilo Julien Blanc se merecem, pois procuram a mesma coisa: poder.  

O fato é que as feministas de hoje querem a faca e o queijo, querem direitos mas não responsabilidades, querem igualdade mas até certo ponto. Em vários aspectos, as mulheres tem ainda várias vantagens sobre os homens. Por exemplo, é bem mais fácil para uma mulher divorciada obter a guarda dos filhos. Veja por exemplo o caso deste homem que se vestiu de mulher para chamar a atenção da justiça e tentar fazer valer seu direito a poder ver o filho que criou até os sete anos de idade. Na Suécia, quando uma lei feminista de igualdade de emprego passou a dar mais vantagens aos homens, as feministas pediram para cancelá-la.

Hoje as mulheres votam, estudam, trabalham no que querem, vestem-se como querem, fazem sexo com quem querem, servem no exército, e mesmo assim, as feministas ainda parecem estar sempre insatisfeitas.

Curiosamente, recentes pesquisas indicam que as mulheres atuais se sentem mais infelizes do que antes, e o que mais gostariam é o que suas avós tinham: não precisar trabalhar tanto, e ter tempo para cuidar dos filhos em casa.

Porém, nesse caso, nem podemos culpar as feministas ou as mulheres. Ser insatisfeito é parte da condição humana. No artigo da Economist citado no último link, o comentário mais votado é o de um homem que escreve:
Todo homem trabalhador faz-se continuamente uma única pergunta enquanto labuta por horas em um cubículo sem janelas, ou aperta pela milionésima vez a mesma porca no mesmo parafuso para obter dinheiro para fazer compras no supermercado e pagar as contas, e volta para casa para encontrar uma mulher reclamona e pirralhos endiabrados: "É isto tudo?" 
É isto, afinal?



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pausa para reflexão

Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas

Ricardo Reis

Cadê os leitores?

Onde anda Confetti? Sei que cansou de Paris, mas é Paris ou al-Paris hoje? Bons tempos os da Paris dos anos 20, então sim é que era uma festa.

Como tampouco penso em viajar para Paris por ora, quem sabe nos veremos em algum outro lugar do planeta? 

Ah! Assistam ao vídeo da filha do Brancaleone; pelo que entendo, é preciso votar no melhor projeto? Achei a idéia da etiqueta termo-sensível interessante; não conheço os concorrentes. 

Mandem lembranças ao Chesterton, onde quer que ele esteja, pois não tem aparecido. Ao Augusto positivista também, embora ele tenha sumido há bem mais tempo e tema que ele não esteja mais neste planeta. 

Aos que se interessam por hbd, visitem o blog do Santoculto, antigo Autor Desconhecido, é interessante.

Será que tem mais algum outro leitor que virou blogueiro? Podem comentar nos comentários.

Aqui... O número de leitores e comentários caiu muito desde o retorno do blog, mas é verdade que a média de posts, e a qualidade, caiu muito também. Outras preocupações na cabeça, apenas isso.

Este blog existe já há um bom tempo, mas perdeu um pouco o foco, então, estou vendo aqui de como melhor solucionar isso, enquanto ninguém me oferece uma coluna na Veja.

Pergunto aos leitores, os poucos que restam, se teriam alguma sugestão de post.

No mais, cuidem-se. 


O incrível fim da Inglaterra

Poucos países têm se dedicado com tanta alegria a chafurdar na lama da decadência tanto quanto a Inglaterra.

Parece até que os ingleses sentem prazer em ver seu país, outrora glorioso império "onde o sol jamais se põe", transformado em um lixo onde sauditas e "mafiosos russos" são donos de metade dos empreendimentos imobiliários, onde muçulmanos paquistaneses transformam garotas brancas inglesas em prostitutas mirins, onde muçulmanos negros decapitam soldados em plena rua, onde obras de "arte moderna" são confundidsa com lixo por faxineiras e jogadas onde merecem, onde ingleses pobres e de classe média brancos se dedicam a beber, drogar-se, tatuar-se, falar palavrão e vomitar na rua, e onde sociopatas ingleses ricos brancos se dedicam a esquartejar prostitutas.

A Inglaterra de hoje é um antro de decadência. A notícia de que decidiram celebrar com uma estátua duas mães solteiras de raça mista branca-paquistanesa como símbolo da "verdadeira família da cidade" é só apenas a última pá de cal nesse país hoje quase inútil.

Nada necessariamente errado com as moças, e entende-se que ser mãe solteira não é fácil, porém, será que mereciam uma estátua numa biblioteca? Não seria melhor, sei lá, a estátua de um escritor famoso local da cidade, como por exemplo o J. R. Tolkien? 

A estátua foi criada por uma mulher, artista ganhadora de importantes prêmios de arte moderna com obras com títulos como, pelo que vi na Wikipedia, "Fuck" e "Drunk".

A escultura é medíocre. O prédio atrás, que é a nova biblioteca de Birmingham, hoje a biblioteca mais cara da Europa, é pior ainda. É uma das obras de arquitetura moderna mais feias que já vi. Além de parecer estar coberto de arame farpado, lembra uma mesquita. Coincidentemente, ou não, foi também criado por uma mulher, uma arquiteta holandesa.

Ah, o prédio foi inaugurado ano passado por Malala, a paquistanesa que ganhou o Nobel da Paz e hoje mora em Birminghan. Nada contra a jovem, mas, por que logo ela? Não tinha nenhum inglês nativo? Será que a Inglaterra rendeu-se de vez ao Paquistão?

É difícil saber que futuro pode ter a Inglaterra, que já foi o berço de tantos gênios literários e científicos, e hoje parece não ter o menor orgulho de sua história e nem mesmo de seu povo.

O único elogio que eles gostam de fazer é à modernidade, à diversidade, à imigração. Comparem o belo espetáculo da abertura dos jogos de Sochi com o aberrante espetáculo dos jogos de Londres. 

É também bizarro que a Escócia tenha preferido ficar atrelada ao Império AnGlobalista do que ser independente. 

Bem, nunca achei os ingleses muito simpáticos, sempre preferi os irlandeses, e eles sofreram bastante na mão dos ingleses, então talvez seja apenas karma por todas as maldades que fizeram. De qualquer modo, é também triste: de Shakespeare a Newton, de Keats a Huxley, os ingleses deram muito ao mundo.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Frozen e as heroínas feministas da Disney

Chega de PT, chega de Dilma. Vamos falar sobre coisas importantes, vamos falar sobre "Frozen, uma aventura congelante". Assisti o filme ontem e gostaria de comentar um pouco. (Quem não viu, saiba que irei contar o final.)

O filme vai na linha das princesas feministas da Disney, algo no qual a empresa tem se especializado nos últimos vinte anos, desde Mulan, Pocahontas, etc. Na realidade, só consigo lembrar de "O Rei Leão" como filme com um bom protagonista masculino, mas confesso que não tenho assistido tanto os filmes da Disney (prefiro o Miyazaki, que, aliás, também prefere heroínas, ainda que raramente princesas, e em geral com uma complexidade bem maior - assistam A Viagem de Chihiro, por exemplo). Bem, mas "Frozen" arrecadou não sei quantos bilhões de dólares, portanto parece que a estratégia deu certo. A roteirista e co-diretora, por sinal, é uma mulher.

Digo princesas "feministas", pois a linha nos últimos tempos tem sido de personagens femininas rebeldes, fortes e independentes que não precisam de homem nenhum. Já em "Brave", da Pixar, isso podia ser notado, embora o filme seja muito bom e até tradicionalista sob certos aspectos. "Frozen", que tampouco é mau filme, embora a meu ver bem mais fraco que "Brave", vai um pouco além no feminismo. Já veremos como.

"Frozen" é supostamente inspirado no conto "A Rainha da Neve", de Hans Christian Andersen, mas a similaridade é praticamente zero, seria como dizer que "Batman" foi inspirado em "Drácula" por ter morcegos. Sério, leiam o conto original. É sobre um menino que é sequestrado pela Rainha da Neve (a qual, apesar de dar o título, pouco aparece na história), e sobre a menina é "quase uma irmã" que faz uma perigosa viagem indo até a Lapônia para salvá-lo. Parece que existe uma versão soviética de 1957 que é fiel a essa história, mas eu não assisti.

Em "Frozen" a Rainha da Neve não é a vilã, mas uma princesa, Elsa, que, por motivos não explicados, tem o superpoder de criar gelo e neve com suas mãos. Por acidente, ela acaba acertando a sua irmã Anna, que é a real protagonista do filme. O incidente faz com que Elsa cresça com medo de seus poderes e isolada de sua irmã Anna. Os pais de Elsa e Anna morrem de repente para sair do caminho, Elsa cresce vira rainha e Anna se apaixona no dia da coroação da irmã por um príncipe encantado. Tudo isso nos primeiros trinta minutos.  

A grande virada do filme é que o príncipe encantado, Hans, é o vilão da história. Ou melhor, ele é parece bonzinho e sincero até quase o final do filme, quando de repente transforma-se num cínico manipulador de corações, interessado em Anna apenas para poder obter o trono, e logo vira um maníaco homicida ao tentar matar Elsa.

A virada é pouco convincente, já que não existe antes nenhum tipo de indicação de que ele seria do mal, e mesmo seus motivos e suas ações, caso ele fosse mau desde o começo, não fazem muito sentido no contexto do filme, pois se fosse mesmo um vilão poderia ter resolvido tudo muito antes.

Na realidade, se formos pensar, ele até demonstra ser um líder mais convincente do que as duas irmãs histéricas: uma abandona o reino para sair construindo castelos de gelo e deixando o povo à míngua, a outra também larga o reino nas mãos de um desconhecido e sai correndo sem qualquer tipo de agasalho ou proteção à procura da irmã em plena floresta invernal, só conseguindo chegar a algum lugar ao ser ajudada pelo segundo personagem masculino da história, o caipira Kristoff. Mesmo assim, os dois fracassam na tentativa de recuperar Elsa, enquanto Hans, mais eficiente, consegue fazê-lo.

O outro problema do vilão é que ele nem é quem faz as maiores vilanias no filme: de certa forma, a grande vilã, ainda que por acidente, é Elsa, que é afinal quem congela o coração da irmã e coloca seu próprio reino sob um inverno eterno, depois abandonando a população. Hans, ao contrário, até aparece distribuindo cobertores aos pobres, algo que a Rainha jamais sequer pensou em fazer. Na realidade, a presença de Hans é até dispensável, não fosse pela necessidade dos roteiristas de querer ridicularizar o mito do "príncipe encantado que beija e salva a princesa no final". 

A moral do filme parece ser, as aparências enganam, não case com o primeiro que aparece, ou, talvez, mais especificamente: não case com um aristocrata, mas sim com um camponês musculoso de bom coração, afinal não é que ela tenha muito maiores informações sobre Kristoff. (O qual, aliás, é também meio abobado e também fracassa em salvar a sua amada e sequer chega a enfrentar o vilão, é uma irmã que salva a outra, mais um ponto feminista.)

Enfim, no fim das contas o filme não é também o bicho-papão misândrico a favor de lesbianismo e bestialismo que alguns disseram, é apenas um filme normal da Disney, meio bocó.  

Acredito que o filme seja mais interessante para meninas do que para meninos, já que é basicamente  um filme sobre duas irmãs emocionalmente complicadas, uma que não consegue controlar seus poderes, e outra que não consegue controlar seus desejos, e hesita entre dos homens. Porém, os temas de redenção, de passagem da infância à idade adulta, da luta do bem contra o mal, e a alegoria cristã presentes no conto original não estão ali. 



O mundo maravilhoso dos gays

Tim Cook, o CEO da Apple após a morte de Steve Jobs, confessou ser gay. Parece que todo mundo do meio já sabia, de qualquer modo, ele agora assumiu publicamente e ainda disse que "ser gay foi o maior presente que Deus me deu."

Achei a frase curiosa, já que o Deus da Bíblia não parecia ser muito a favor dos gays, ao menos na interpretação corrente dos evangélicos, mas enfim, tudo muda nesta vida, por que Deus não poderia mudar de opinião também.

De fato, uma coisa interessante é como a visão sobre o mundo gay mudou em pouco menos de 30 anos. Hoje a idéia entre as classes bem-pensantes é que eles podem formar um casal como qualquer outro, e até uma família com filhos, tudo o que eles querem é amor. Dar o cu ou a buceta é detalhe, o que importa é ser feliz e formar uma família como todo mundo, menos é claro casais hetero estéreis brancos de alto QI.

Porém, até os anos 80, antes da era da AIDS, o gay era visto como alguém alternativo, fora do mainstream, contrário ao status quo. O que ele menos queria era casar e formar família. Ser gay era mais do que tudo sair em clubes, cheirar todas e fazer sexo com dezenas de estranhos. Segundo um frequentador da época, nostálgico daqueles tempos, "hoje perdeu a graça, antes era só você entrar no clube e em poucos minutos já estava fudendo no chão mesmo."

Mudou o pensamento ou mudaram os gays? Sei de mais de um casal gay monogâmico de longa duração, portanto não é algo impossível, especialmente depois que a testosterona baixa, porém, continuo achando estranho e equivocado que possam adotar crianças. Até o Reinaldo Azevedo acha que as crianças adotadas estão melhor com um casal gay do que num orfanato. Pode até ser, porém às vezes eu penso no caso do celebrado casal gay multiracial australiano que adotou um menino russo e passou a abusar dele e logo alugá-lo para outros gays pedófilos, e pergunto-me se ele não teria sido mais feliz no orfanato mesmo.

A verdade é que alguns gays também tendem a ter problemas psicológicos e alto nível de psicopatia. Nos anos 80, teve o caso de uma jovem virgem de 23 anos que foi contaminada de AIDS pelo dentista aidético. Morreu pouco depois. Por muito tempo considerou-se um acidente, hoje porém se sabe que foi assassinada, na verdade vários pacientes foram contaminados propositalmente pelo dentista, um gay aidético revoltado que narcotizou as vítimas e depois injetou seu sangue infecto nelas, em um aparente protesto contra o governo que não estaria fazendo muito para controlar o vírus da AIDS.

Enfim, não se trata de demonizar os gays, acredito que o Tim Cook seja até uma pessoa decente, não vou julgar sem conhecer, trata-se apenas de não romantizá-los como vítimas indefesas, eles são como todo mundo, e acho que não deveriam adotar crianças. E vocês, o que acham?



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um país dividido

O mapa do resultado das eleições mostrou uma imagem muito interessante, de um país praticamente dividido ao meio: Norte e Nordeste com Dilma, Sul, Sudeste e Centro-Oeste com Aécio.

Algumas exceções: Minas e Rio de Janeiro votando com Dilma (por algum motivo, jamais gostei muito de cariocas, talvez pelo sotaque antipático: acho que deviam transferir o Estado para o Nordeste do país), Acre e Roraima votando no Aécio (talvez por popularidade da Marina?).

O Rio Grande do Sul deu maioria a Aécio, mas pouca, foi quase empate. E a maioria dos votos do Aécio estava centrada em Porto Alegre e demais grandes cidades: no interior, deu Dilma. É um dos mistérios: porque o mesmo povo que rejeitou Tarso apoiou Dilma?

No Nordeste, não muita surpresa, todo para Dilma, com alguns estados chegando a dar apoio de 78%. O que explicaria isso? Apenas o bolsa-família? Ou algo mais? Alguns afirmam que a presidenta teria ajudado a desenvolver o Nordeste, por isso o sucesso. Não tenho condições de investigar, porém, uma informação anedótica talvez seja contrária a essa estimativa. O município que mais votos deu a Dilma, Belágua, no Maranhão (92% para Dilma, apenas 2% para Aécio), é também um dos mais miseráveis e desgraçados. E Dilma, em geral, tem o voto do pobre e do analfabeto (falando nisso, que coisa mais absurda o voto do analfabeto, não é? Como alguém que nem sabe ler poderia ter qualquer noção de política?) 

Já as grandes capitais e centros industriais deram o voto a Aécio. Parece ser clara uma divisão econômica. Ou será que seria apenas econômica?

Em uma análise superficial, isso mostraria a divisão entre "pobres" e "ricos", mas não acho que seja isso.  É realmente uma divisão étnico-cultural.

Com o fim das eleições, surgiu de novo o debate sobre a divisão do país. Alguns, mais ponderados, pedem um federalismo efetivo, com cada estado ficando com aquilo que produz. Já outros querem a separaçào física do sul e sudeste do norte e nordeste. Outros dedicam-se a atacar os nordestinos.

O Brasil é um país grande e disfuncional, seria realmente melhor dividi-lo em duas ou mais partes. Por que não? O único problema é que talvez seja tarde, o momento de fazer isso era um século atrás, quando a população era menor e os grupos étnicos mais diferenciados.

De qualquer modo, mesmo hoje em dia, um Sul e Sudeste sem a carga do Norte e Nordeste poderia se tornar um país um pouco menos problemático. Não digo que chegaria a ser uma Suiça, na realidade jamais chegaríamos a lugar nenhum, mas talvez melhorasse um pouco.

Aliás, o futuro dos EUA segue provavelmente pelo mesmo caminho, eles não duram mais cem anos.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O futuro é vermelho

Dilma ganhou. Por pouco, por muito pouco, mas ganhou. A corja petista uiva feliz, com a perspectiva de roubar mais 10 bilhões de dólares da Petrobras e outras empresas.

Dez bilhões! Uma coisa que acho curiosa é o seguinte, salvo exceções, a maioria de meus amigos do do Brasil não mudou de opinião mesmo ao longo de 12 anos de PT. Se nem dez bilhões de dólares desviados são suficientes para convencê-los que há algo de podre no reino do petismo, o que chegará a convencê-los?

Alguns insistem ainda, com lágrimas nos olhos, que o PT seria o partido dos "pobres", e o PSDB o partido dos "ricos".

De fato, graças ao PT, algumas pessoas enriqueceram muito, saíram da pobreza para a riqueza. É o caso por exemplo de Lulinha, que de um salário mensal de 600 reais limpando jaulas de um zoológico, tenha criado uma empresa-fantasma e ganho 5 milhões em um contrato da Oi/Telecom, que, por coincidência, logo depois obteve um benefício exclusivo de Lula. Eu nunca vi um caso mais descancarado de enriquecimento ilícito de parentes, porém, o caso jamais foi sequer investigado.

É verdade que filho de político sempre vai obter algumas vantagens. O filho de Joe Biden, por exemplo, descolou um emprego como consultor de uma firma de energia ucraniana logo depois do golpe apoiado pelos EUA. Porém, o caso de Lulinha é espetacular.

Na época, Lula afirmou que seu filho era um gênio dos negócios. Será que existe algum político mais cara de pau do que o Lula, em todo o planeta?

Eu aponto esses fatos para os colegas petistas, mas eles apenas respondem que o PSDB também rouba, falam do aeroporto de Aécio, etcétera e tal.

Enfim, o que entristece realmente nem é a vitória apertada de Dilma, mas que a maioria de meus amigos de juventude, hoje já chegando na meia-idade, continuem incomprensivelmente com as mesmas opiniões de quinze anos atrás. Nenhuma evolução?

"Minha dor é perceber,
que apesar de termos feito tudo,
tudo que fizemos,
ainda somos os mesmos e vivemos...
como nossos paiscomo quando éramos adolescentes!"

O Brasil tem solução? Acho difícil. O problema mesmo é sua população. Não temos um capital humano muito bom, somado ao tamanho demasiado grande do país e as diferenças regionais. Mas o modelo político petista, que beneficia o apadrinhamento das subclasses e o martírio da classe média, é pior ainda. A herança real do petismo será vista daqui a 20, 30 anos, e não será bonita.

Diziam que na antiga África do sul o sistema político era "fascismo para os pobres, socialismo para a classe média, e capitalismo para os ricos".

No Brasil, o sistema está mais para "feudalismo para os pobres, fascismo para a classe média, e estatismo para os ricos."