segunda-feira, 13 de julho de 2015

No limite da paciência

No outro dia, li um artigo sobre uma gorda. Nem era um artigo, era uma dessas porcarias do Buzzfeed, é o que passa por jornalismo hoje em dia.

Vejam a história: ela estava numa loja de roupas, aí uma menina e sua mãe passaram, a menina pegou uma camiseta xxx-large, e dise, "Olhe mamãe, dentro desta aqui cabemos nós duas!" Mãe e filha riram.

A gorda chorou.

Depois, humilhada mas tomada de coragem, ela comprou a camiseta. E tirou fotos e postou no Feice. E agora o Buzzfeed está apontando esse ato ridículo como um exemplo de heroísmo.

Heroísmo? Heroísmo seria essa gorda inútil ficar um dia sem comer donuts!

Vivemos em um tempo super-sensível, em que todos choram e reclamam por qualquer coisinha. "Me chamou de gorda!"; "Me chamou de crioulo!" "Buá, buá!"
 
Isto quando eles não tomam as dores de outros e viram "Paladinos da Justiça Social", essa raça insuportável de ativistas da dor alheia.

No outro dia um branco progressista foi participar dos protestos dos negros em Ferguson. Apanhou. "Não queremos branquelos aqui!", lhe disseram. Bem-feito! Se eu estivesse lá, provavelmente entraria na briga. Do lado dos negros! Certos tolos merecem apanhar.

Bem mais sábios são os judeus, que contrataram mexicanos para protestar contra os gays. É meus caros, estamos chegando na era dos protestos terceirizados. Não me espantará se começarem a utilizar mão de obra chinesa para realizar protestos massivos. Bem, mas o MST por décadas não tinha já militantes pagos, "camponeses sem-terra" que nunca viram uma enxada? Então, nada de novo no front. 

Chineses, de qualquer forma, parecem ser os asiáticos mais revoltados, sempre prontos a protestar. No outro dia por exemplo, houve um protesto contra uma mostra em um museu que quis promover o quadro de Renoir "La Japonaise", que mostra a esposa do pintor vestindo um kimono. É que o museu teve a idéia de colocar um kimono à disposição dos visitantes, para que vestissem e tirassem fotos. Nada de mais, certo? Errado! "Isto é orientalismo!", gritaram os Paladinos da Justiça Social. "É racismo! É apropriar-se da cultura alheia", bradaram.

O engraçado é que não havia nenhum japonês no protesto. A líder (a do meio na foto) era chinesa, a outra parece filipina ou vietnamita, e a terceira é indiana ou paquistanesa, e provavelmente enganou-se de protesto. Os outros nomes citados na reportagem são Siyuan e Wang, que são nomes chineses. O único japonês que apareceu foi para protestar a favor. 

E os "homens feministas"? Nossa, esses são ainda piores. Eles juram que vão conseguir alguma garota assim. Se acham mesmo isso, são ainda mais ignorantes da psicologia feminina do que eu. É mais fácil uma mulher ficar com um cafajeste sexista do que com eles.

Está certo, eu também reclamo demais. Vivo choramingando contra os males existentes hoje no Ocidente. "Mamãe, eles estão querendo acabar com a raça branca e a cultura tradicional! Buá, buá!"

Ora, é preciso parar de chorar. A vida só te deu limões? Esprema-os nos olhos para usar como colírio e peça mais!

Só você não percebeu ainda, a vida é uma gigantesca plantação de limões. Se só ganhar limões, agradeça aos céus! Outros ganharam AIDS, ou câncer!

É, meus caros, a vida é uma batalha perdida, e chorar não adianta nada.

Por isso meu caros, vou também deixar de reclamar. Ando ranzinza demais, ultimamente!

Não, não vou falar de coisas divertidas, positivas e alegres, pois não vejo graça nisso: vou é embora. 

Adeus!

Mr X na vida real (foto recente)

sábado, 11 de julho de 2015

A inveja move o mundo

Está saindo uma nova série documental chamada "White People". Foi criada por um mexicano filipino imundo ilegal e gay homoafetivo que mora nos EUA e por motivos desconhecidos ganhou um prêmio Pulitzer. A série parece querer inculcar ainda mais nos americanos brancos a culpa em relação às tais "minorias", que cada dia aumentam mais: um dos temas principais é o "privilégio branco".

Privilégio branco? O que será isso? Nunca fui convidado para participar do clube, porém é verdade que, apesar do fenótipo e intelecto puramente ariano, tenho uma pequena parcela de DNA indígena e até negro, e portanto pode ser que eu não tenha sido aceito, e só por isso não ganhe privilégio algum. (Os brancos, às vezes, podem ser exclusivistas e cruéis.)

De qualquer forma, essa história de "privilégio branco" sempre me cheirou mal.

Sabem, no outro dia estava lendo uma reportagem sobre o Elon Musk, e me deu uma pontada de uma sensação desagradável. Não percebi imediatamente o que era, até me dar conta: era inveja.

Sim, inveja. Não tanto de sua riqueza e de suas várias casas com piscina e mulheres bonitas, mas pela possibilidade de fazer o que quiser: criar uma empresa de foguetes, ou de carros elétricos, o diabo. Ser livre e não depender de um emprego maçante. Ter um intelecto fantástico e uma vida com um objetivo grandioso -- e a capacidade para realizá-lo.

Além de ter inveja de bilionários e de gênios, também tenho inveja de artistas excepcionais. Tenho inveja até de pessoas simples e modestas mas que se sentem felizes e serenas com sua condição. Às vezes tenho uma inveja danada daqueles idiotas que ficam tão felizes com a vitória do seu time de futebol! Quisera eu também poder me contentar com tão pouco... Tenho inveja dos pássaros que voam e dos gatos que dormem o dia inteiro...

É, meus caros, muita coisa na vida pode ser explicada mais facilmente por inveja, ressentimento, complexo de inferioridade - o famoso "recalque". O mesmo ocorre provavelmente em relação a esse estúpido programa de televisão. Esse mexicano é provavelmente um invejoso, apesar de seu Pulitzer.

É triste, mas, muitos negros e mestiços têm inveja de brancos. É verdade, também tem alguns brancos com inveja dos negros, e alguns que até transformam sua aparência por causa disso, mas são poucos.

Muitos asiáticos têm inveja dos ocidentais, e em especial de seus olhos. De novo, alguns ocidentais têm inveja dos olhos puxados, e se transformam na outra direção, mas também são poucos. (Na verdade, parece que o olho puxado é supostamente uma evolução em relação ao olho tradicional, mas foi uma dessas mudanças tecnológicas que não pegaram)

Gays tem inveja de héteros, e por isso lutam tanto pelo casamento gay.

Alguns homens têm inveja da aparência das mulheres, e por isso querem se transformar.

Gordas têm inveja do corpo das magras e, as magras, das guloseimas que as gordas podem comer.

Muçulmanos têm inveja de cristãos e de suas igrejas que são mais bonitas do que a maioria das mesquitas. 

Judeus americanos têm inveja de anglos: ainda hoje vários se lamentam por não terem sido aceitos nos clubes de golfe da elite WASP nos anos 20. (E isso que o golfe é um esporte tão idiota...)

Feministas têm inveja do pênis, e por isso ficam querendo castrar todo mundo.

O homem branco europeu hétero cristão, porém, não têm inveja de quase ninguém.

Esse é o seu problema: é tão tolo, que não entende que tantos outros o invejam profundamente. Ou talvez entenda, e goste, e queira justamente incentivar esse sentimento nos outros, pois é bom ser invejado, e isso explicaria seu comportamento. Então, que se dane e se exploda ele também.

(De qualquer forma, acho que o homem branco tem sim uma inveja danada dos indígenas pré-civilizados, que vivem na floresta num Éden ancestral.)

A inveja move o mundo. E você, tem inveja de quem?


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Fiado só amanhã

Odeio bancos. Se pudesse, guardaria meu dinheiro debaixo do colchão. No meu banco aqui, tenho que pagar uma quantia x por mês só para poder deixar meu dinheiro com eles, sem qualquer lucro, além dos juros que cobram por qualquer movimentação. São um lixo!

Banqueiros estão por detrás de quase todas as crises econômicas, e o que é pior, sempre se dão bem, afinal, ninguém quer correr o risco de uma crise econômica, não é mesmo? Então, vamos socorrer os bancos, nem que a população fique na mão.

E o pessoal de Wall Street? Ainda pior. Faz uns meses decidi investir na Bolsa. Uma das piores idéias que já tive! Só perdi dinheiro. Aquilo é uma loteria, um cassino. Basta uma palavrinha de um "analista" para fazer qualquer ação cair. (Fazê-las subir é um pouco mais difícil). Lixo e mais lixo!

Tudo isso para dizer que entendo muito pouco de economia; sou praticamente um analfabeto com números. Mal sei gerir meus gastos, e portanto não entendo quase nada sobre a situação da Grécia.

Porém, uma vez, muitos anos atrás, eu tive um "amigo" paraibano. Vivia me pedindo dinheiro emprestado. Ele era um estudante pobre sem trabalho, e embora eu fosse também, ficava com pena e emprestava. Ele jurava que ia pagar. Nunca pagou um centavo. Um dia, sumiu!

Nunca mais emprestei nada a ninguém. Mas aí fica a pergunta: sacana ele, ou trouxa eu?

Apesar de parecer ser um socialista imundo, acho que este comentarista está correto. Se você empresta para alguém que não pode ou não quer pagar, deve assumir esse risco. Se você não quer riscos, então só empreste a quem tem bom crédito na praça.

(Ou, como dizia o bilionário J. Paul Getty, "se você deve 100 dólares ao banco, é seu problema; se você deve 100 milhões de dólares ao banco, é um problema do banco".) 

Também gosto de algumas de suas sugestões para o que a Grécia deve fazer:

1. Sair do Euro
2. Aliar-se com Rússia e China
3. Expulsar seus imigrantes de volta pra África, ou se não der, embarcá-los em trens para a Alemanha (foi o que os italianos fizeram com alguns de seus ganeses, e a Alemanha não gostou)

A verdade é que os europeus do norte, os fantásticos "nórdicos" sempre destrataram o sul da Europa: querem obrigar Itália, Espanha e Grécia a aceitar imigrantes africanos e árabes em nome da compaixão, mas não os querem em seus países. Ora, se eles fossem sérios, fariam o contrário, dariam ajuda financeira de graça aos PIGS em troca de policiamento efetivo das fronteiras e uma frota marítima capaz de mandar para casa qualquer imigrante ilegal que quisesse furar o bloqueio. 

(Outra solução que li em outro lugar e gostei: recolonizar o estado falido da Líbia, de forma a interromper o fluxo na fonte mesmo. Às vezes, o melhor ataque é a defesa. Melhor expandir-se do que retrair.)

Em outras notícias, esta pobre mãe solteira inglesa com 8 filhos mulatos de pais diferentes não trabalha e ganha 40 mil dólares por ano do governo inglês para poder se manter.

Outra dica para os europeus: se você não quer estimular comportamentos negativos, não os financie.

Vou lá tirar meu dinheiro da bolsa, e guardar no colchão. Adeus.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Genética versus cultura e energia versus QI

Ontem vi uma gorda.

Não "gordinha": gorda, dessas bem obesas, uns 150 kg. Branca (embora alguns comentaristas provavelmente diriam que ela tem mistura javanesa ou samoana, afinal, "não existe branco gordo!!!").

Parecia bastante jovem, não devia ter mais do que 30-32 anos. Estava sentada num banco da praça. Vestia um shortinho sensual e camiseta sem mangas, mesmo não estando assim tão quente (por que será que as gordas gostam de se vestir de forma sensual, seria para compensar pela gordura?). Ela também tinha três tatuagens visíveis, uma de caracteres chineses, uma do coelhinho da Playboy, e outra que acho que era uma caveira, mas não tenho certeza.

O retrato magnífico do Ocidente atual!

Aí um HBDoido vai dizer, "ela é gorda porque a facilidade de engordar ou emagrecer é genética". E um outro HBDébil vai retrucar, "não, seu tolo, o que é causado pelos genes é o seu baixo QI e o fato de ela ser gulosa, desleixada e/ou preguiçosa".

Porém, eles não conseguem pensar fora da caixinha. 

Na verdade, a razão pela qual existem tantos obesos hoje em dia é bem mais simples: muito mais comida disponível, e vida extremamente sedentária. Claro que há fatores genéticos, mas são secundários e não explicam um aumento tão elevado da gordura a nível global. Se esta mulher fosse uma camponesa 100 anos atrás, jamais teria tido a oportunidade de engordar tanto como uma porca!

(Ela era quase tão gorda quanto esta francesa gordoida que matou oito bebês. Estaria a obesidade mórbida relacionada com a doença mental?)

Aí vem então a pergunta que não quer calar sobre o comportamento humano, sobre os fatores genéticos e os fatores culturais e sociais. O que podemos mudar, e o que não podemos?

Pensemos numa coisa simples: jogar lixo na rua. Culturas latrino-americanas tem maior tendência a jogar lixo na rua e na natureza, enquanto culturas anglo e norte-européias tendem a ser mais ordenadas (culturas sul européias tendem a ficar no meio do caminho; não tenho informação suficiente obre mérdio-orientais; entre os asiáticos, os japoneses parecem mais preocupados com limpeza do que os chineses).

Bem, a questão é que não existe um gene que defina se a pessoa vai jogar lixo na rua ou não, porém, por que a maioria das pessoas joga lixo na calçada ou até na natureza em vez de procurar uma lixeira? Na maior parte das vezes, é por mera preguiça. E a preguiça deve ter certamente um caráter ao menos em parte genético, ainda que, tenho para mim que seja mesmo mais cultural.

O que é cultura? É o hábito. Os cachorros de Pavlov aprendiam a salivar ao ouvir um sininho. Da mesma forma, uma pessoa pode ser treinada, por condicionamento, a não jogar lixo no chão.  Nem que seja a pauladas!

Não são só as leis: a pressão social pode fazer maravilhas. Em Singapura, quem joga um chiclete no chão é multado em 500 dólares, e isso tem ajudado a tornar o país limpo. Assim, mesmo que a pessoa seja uma porca em sua casa, o medo da punição e/ou a vontade de imitar os outros vencerá e fará com que ela pense duas vezes antes de fazer bobagem.

Acho que existe outro fator também, que é pouco estudado pelos HBDs da vida, mas acho que deveria ser levado em consideração: a energia pessoal. Nem sei se existe isso ou se pode ser medido, mas deixem-me explicar.

Alguns dizem que os judeus tem QI maior do que os brancos e asiáticos, mas não tenho certeza. O que eles têm é um maior nível de energia. Estão sempre fazendo alguma coisa: eles podem ser tudo, menos preguiçosos. No tempo em que eu acordei, me espreguiçei, fiz o café e me preparei para escrever este texto, um judeu já escreveu três artigos, organizou um protesto a favor do casamento gay, vendeu e comprou ações na bolsa, deu de comer aos filhos e ainda leu o roteiro do filme que vai produzir. Eles são hiperativos!

Do outro lado estão os ameríndios, que talvez sejam a raça menos enérgica e criativa. Afinal, muitos negros costumam se destacar nos esportes e nas artes, na música, na comédia, na atuação, e até na escrita. Existem centenas artistas negros de sucesso nos EUA, e bem poucos ameríndios ou mestiços, mesmo estes sendo hoje em maior número. Seria falta de talento, ou falta de interesse?

O mesmo, aliás, ocorre na maioria da América Latina, mesmo esta sendo de maioria índigena ou mestiça. Nem falemos na música, pois seria covardia, mas pense por exemplo na maioria dos escritores famosos de nossa região. Borges, Cortázar, Octavio Paz? Brancos. Nicolás Gomez Dávila, colombiano autor dos genias "Escolios a um texto implícito? Mais branco do que o Diabo. Machado de Assis, Cruz e Souza, Mário de Andrade? Mulatos. O único indígena famoso que encontrei foi o paraguaio Augusto Roa Bastos, e ainda assim, era mistura de guarani com basco e português.

Bem, mas aí também temos que pensar se isso é também cultural ou genético. Afinal, os judeus são hiperativos e super-dinâmicos porque são treinados para isso desde criancinhas. O mesmo ocorre com os asiáticos, aliás, ainda que de forma diferente: de qualquer forma, o conceito é o mesmo, se não estudam e não tiram nota alta, causam desonra à família. É uma pressão e tanto!

Eu não sei se entre os ameríndios e mexicanos a cultura é mais relaxada e menos exigente, a julgar pelo Brasil, acho que é sim. Por outro lado, não podemos deixar de lado, mais uma vez, o condicionamento pavloviano da mídia. Vejamos os afro-americanos, por exemplo: por mais que existam diferenças genéticas, foi necessária a mídia para mudar a sua cultura disto para isto!

E já falamos das crianças ferais, criadas por bichos, que jamais chegam a evoluir, muito embora podendo ter o melhor material genético disponível, demonstrando que os pais e a família e os primeiros anos de formação têm importância sim, não importa o que um Gayman possa dizer! 

É amiguinhos, no fim das contas, as duas coisas são importantes, e estão até relacionadas. A cultura tampouco sai do nada, a genética influi a cultura, e esta, por sua vez, influi na genética através das gerações. É realmente uma questão de ovo-e-galinha.

Porém, dizer que QI é tudo, é coisa de burro!

Cultura...
...ou genética?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

1984 versus Brave New World

O Dom Moleiro fez um comentário bem pertinente no post anterior sobre o casamento gay: que o objetivo de verdade é apenas aumentar o consumismo e o gasto com frivolidades, já que quem não tem filhos pode e quer gastar mais.

Bem, em parte ele está certo, por que os gays, ao menos nos EUA, embora proporcionalmente pouco numerosos, em geral têm bastante dinheiro e formam uma parcela importante de consumidores, até porque adoram consumir tudo o que está na moda. São narcisistas e gostam de exibir seus bíceps e glúteos em roupas apertadas!

Mas acho que não é só isso: afinal, o número de cristãos praticantes nos EUA é bem maior do que o de gays, e não faz tanto sentido assim irritar os cristãos para fazer negócio com a parcela ínfima de gays. Mas acho que ele está correto na lógica geral: o importante é vender, e as empresas promocionam o casamento gay por que de certa forma quanto menos religião e menos valores tradicionais, mais consumismo. O verdadeiro público-alvo é o dos hetoerossexuais progressistas, naturalmente, aqueles que se emocionam com qualquer causa da moda. 

Isso tudo nos leva a uma questão interessante. Enquanto articulistas defensores do livre-mercado como o Rodrigo Constantino acham o capitalismo o máximo e criticam o comunismo (ainda que hoje ele nem exista mais na prática), as coisas na realidade não são tão extremas.

Embora o comunismo tenha sido um lixo sob muitos se não a maioria dos aspectos, em alguns aspectos era mais tradicionalista. Eu diria que talvez nem tanto pelo comunismo em si, como por funcionar como uma espécie de vidro de conserva que manteve as sociedades à margem da evolução capitalista global. Assim como Cuba ainda tem calhambeques dos anos 50, outros países comunistas e ex-comunistas permaneceram moralmente na sociedade dos anos 50 também.

Por exemplo, os comunas eram bem contrários ao homossexualismo, às vezes até colocando gays e lésbicas em cana. E quem é que aumentou a imigração de bilhões de miseráveis? Foi também o capitalismo, pois no comunismo linha-dura isso não acontecia. Ainda hoje os países do leste europeu permanecem mais brancos do que os ocidentais. 

Outro aspecto interessante é a arte. Sim, a arte soviética tivesse suas limitações, causadas pela ideologia e censura, mas nem tudo era propaganda. Enquanto o ocidente capitalista nos anos 60 promovia (até com apoio da CIA) Koons, Pollock e Warhol, a arte soviética via com desagrado o abstrativismo e a arte pop. Criaram obras de cunho realista, algumas bastante bonitas. Qual destes quadros você acha mais interessante e/ou bonito? 



Os soviéticos também tiveram cineastas originais como Tarkovsky (muito embora ele tenha tido dificuldade em conseguir realizar seus filmes sob o regime soviético, e no fim tenha mesmo sido obrigado a realizar seus últimos filmes no Ocidente), alguns bons músicos, e excelente balé. Na literatura foram mais fracos, os mais memoráveis são os anti-soviéticos dissidentes, talvez porque seja impossível fazer boa literatura tendo por base uma mentira. 

De qualquer forma, o mais curioso mesmo é que quase tudo que nos dizem hoje que vem do "marxismo cultural", na realidade vem do "capitalismo cultural". Os plutocratas ricaços e as grandes empresas tão amadas por Constantino e outros livre-mercadistas (não é necessariamente uma crítica: vejam que eu sou, até certo ponto, a favor do livre-mercado também) são os que na verdade apoiam o gayzismo, a imigração, o politicamente correto, o feminismo, o anti-racismo, etc. Por que é bom para os negócios, apenas isso. Dá mais dinheiro para os ricos (e menos para a classe trabalhadora, aliás é curioso como o esquerdista atual odeia a classe trabalhadora, preferindo ricos, criminosos e vadios).

Orwell e Huxley pintaram o século XX, e talvez o XXI. Se "1984" era o retrato do comunismo autoritário e repressivo, "Brave New World" é a cara do nosso mundo pós-capitalista atual, onde o povo é "feliz" e nem sabe que é manipulado a torto e a direito. Talvez nosso destino seja o de passar de um para o outro: ciclos de liberalismo trash, seguidos de períodos de tirania cruel.

De qualquer forma, esse embate de capitalismo versus comunismo está ultrapassado, é coisa de articulista conservadoido da Veja. Gosto muito do Reinaldo Azevedo e do Olavo de Carvalho, mas o PT é "comunista", por acaso? Longe disso, são uns corruptos globalistas recebendo ordens direto de Washington. Ora, naquilo que realmente importa, como o casamento gay ou o anti-racismo, Veja e o PT estão unidos.

A Guerra Fria acabou. A grande rivalidade mundial, hoje, é outra: entre globalistas e tradicionalistas. E isso ocorre no mundo todo.

Vejam que até no Brasil, o conflito político atual mais forte é entre liberais (tanto de esquerda como de direita) contra os quadradões evangélicos, entre os progressistas que querem casamento gay e educação, e os mais tradicionalistas que querem diminuição da maioridade penal e porrada em bandido.

No resto do mundo, o conflito é entre os globalistas imigracionistas e os que querem reviver o finado nacionalismo étnico e/ou os valores da sociedade tradicional. 

Esta nova ordem mundial atual não durará para sempre (e a crise da Grécia e sua saída do euro talvez seja apenas o primeiro dominó do início do fim).

O medo é que o que vier a seguir seja pior.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tudo que é sólido desmancha no ar

A frase é de Marx. Virou depois o título de um livro que foi moda nos anos 80 ou 90, hoje esquecido. Acho a frase bonita, e aplicável ao momento em que vivemos, no qual todas as certezas ocidentais parecem se dissolver.

Falo, naturalmente, do fim do casamento tradicional (da sociedade tradicional?) com a aprovação geral do casamento homossexual, bem como várias outras coisas que estão ocorrendo no nosso agora falecido Ocidente (requiescat in pace). 

Meu Facebook (o qual espero poder abandonar em breve, tendo descoberto que nada mais é do que uma usina de replicação de estupidez), recentemente amanheceu todo colorido. Celebração devido ao fato da Suprema Corte americana ter passado por cima dos direitos dos estados, e afirmado que o casamento homossexual é lei em todo o país, e dane-se a independência dos "Estados" Desunidos.

É bem estranho como em tão pouco tempo, a mídia conseguiu transformar algo tão marginal em um direito inalienável, que não pode sequer ser discutido. 

Quando eu era criança, nem faz tanto tempo assim, a tal cultura gay ainda era algo bem obscuro, longe do mainstream. Faziam-se piadas na televisão e na escola, e comentava-se baixinho nos salões, mas os casais gays estavam longe de ser considerados parte da sociedade tradicional. Acho que a mudança começou com a AIDS, que acabou dando maior visibilidade aos gays, e começaram a aparecer mais e mais nos filmes e nos sitcoms, de forma que se tornaram definitivamente parte da cultura geral.

Ainda assim, ainda considero incrível como, em meras duas ou três décadas, algo que não era sequer concebido (casamento entre dois homens ou duas mulheres) tornou-se um assunto quase indiscutível. Ser contra é ser contra o "amor". E quem é que pode ser contra o "amor", não é mesmo? 

(Digam o que quiserem sobre os africanos, ao menos eles parecem entender mais de anatomia e não engolem essa história de que o sexo entre casais gays é exatamente igual ao dos casais formados por um homem e uma mulher.) 

De qualquer forma, é impressionante como não apenas a mídia, como o governo e praticamente todas as grandes empresas americanas apoiaram e ainda apoiam maciçamente essa mudança social, criando um ambiente no qual se manifestar contra virou ser um pária ou um sujeito esquisito. Vejam:


Bem. Eu não sei o que vocês pensam sobre o assunto. Conheço vários gays, conheço até um transexual (acho que é um transexual, mas não tenho certeza!). São pessoas bacanas, eu acho, não tenho tanta intimidade. De qualquer forma, não acredito que devam ser perseguidos por seus atos sexuais ou suas preferências eróticas. O sexo heterossexual também tem suas esquisitices! E com lei ou sem lei, casais gays sempre existiram, sempre existirão. Houve naturalmente muitos gênios que eram gays. Bem, que continuem assim.

Confesso porém que não gosto da idéia de casais gays ou lésbicos cuidando de crianças; temo que seja uma forma de egoísmo que "objetifica" (para utilizar uma palavra esquerdista) a vida da criança.

Além disso, ocorre o risco de abusos. Mais de um casal gay abusou de crianças adotivas. Sim, sei que isso ocorre com muitos casais heterossexuais também, até ou especialmente casais com filhos biológicos. Porém, com o casamento gay, ficou mais fácil para predadores. Digamos por exemplo que João e Pedro gostem de comer criancinhas. Eles se associam em um "casamento" e adotam várias crianças, às quais passam a abusar sistematicamente.

Delírio? Pois vejam o famoso caso daquele casal gay australiano que adotou um menino russo para estuprá-lo e prostituí-lo, ou deste outro casal gay americano que adotou e abusou de algumas de suas nove crianças. Nove! Mas vocês sabem o quão difícil que é para um casal heterossexual americano adotar crianças? Leva anos e é uma burocracia infernal. E no entanto esses gays conseguiram adotar nove pimpolhos, tudo graças ao politicamente correto. 

Está certo, tais abusos são (quero crer) uma pequena minoria. E quanto aos casais sem filhos, que meramente querem o direito de poder passar ao companheiro de mesmo sexo seus bens, não seria isso justo? 

O que está em jogo, no entanto, é algo mais complexo. O que é o "casamento gay"? Seu valor é quase que exclusivamente simbólico. A maioria dos gays, mesmo tendo agora o direito, não casa nem casará. Muitos dos que casaram, já separaram-se.

De acordo com estimativas, o número de gays que casaram nos EUA (nos estados em que tal união já havia sido legalizada) foram 72 mil em todos os EUA, desde 2007. É pouco, se considerarmos que a população americana de gays adultos (se corresponder aos 3.8% de auto-declarados gays e lésbicas) deveria ser de pelo menos 12 milhões.

Mais: a imensa maioria dos casais de mesmo sexo que casaram é de lésbicas: mais de 50 mil desses 72 mil são casamentos entre mulheres, provando mais uma vez o clichê de que as mulheres tem uma maior necessidade (ou capacidade) para relações estáveis do que os homens. 

Então, por que tanta luta por um direito que nem eles procuram?

É simples. O que eles querem realmente é o símbolo da aceitação, a idéia de não haver nenhuma diferença em relação aos héteros. Não é que eles queiram casar, eles querem ser vistos como parte integrante da sociedade, sem qualquer tipo de censura. E para o progressista branco, que tem vários amigos ou conhecidos gays, isso é de certa forma natural.

Para outros, porém, o “casamento gay” é apenas a busca da dissolução do casamento tradicional, a pá de cal que faltava nessa instituição. Como disse um comentarista em outro site, é um tipo de "inflação do casamento": assim como imprimir mais dinheiro diminui seu valor, proporcionar o casamento a todos é um procedimento similar com conseqüências similares (e dar a residência ou cidadania a qualquer imigrante ilegal também inflaciona o falor da cidadania americana)

Além disso, é uma boa arma contra os cristãos, que são os únicos de fato opostos a isso (e ainda assim, nem todos: grande parte dos protestantes e até muitos católicos estãose dobrando ao casamento e adoção gay. Acredito que em breve teremos casamentos gays celebrados na maioria das Igrejas e Catedrais).

De qualquer forma, convenhamos, a idéia de transformar o que é essencialmente o fim da família tradicional em um direito de "igualdade" foi uma sacada genial.

O homem moderno está viciado em "igualdade". Não acreditanto mais em Deus, nem em pátria, nem em cultura, nem nos laços sanguíneos, tudo o que lhe resta é a crença na Humanidade.

Mas a Humanidade é um pobre substituto para Deus. Os "direitos humanos" não satisfazem a necessidade espiritual, e, sendo o homem por sua constituição um ser eternamente insatisfeito, será necessário avançar sempre mais e mais na "luta" por "direitos" imaginários.

O que virá depois do "casamento gay"? Senhores, façam suas apostas.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Esqueçam o que escrevi

É curioso. Toda hora que escrevo sobre raça acaba-se gerando uma discussão sem fim e, a meu ver, inútil e infantil, ainda que por vezes divertida.

Vamos lá. Até que gosto de antropometria, ou, mais exatamente, de tentar adivinhar a origem da pessoa a partir de seus traços faciais ou corporais. É uma brincadeira agradável, ainda que inconseqüente. 

Porém, não tenho interesse em discutir "pureza racial". Meu conceito de "branco" é simples, uma definição que tem servido por séculos, bem antes da descoberta dos genes: branco é quem tem pele branca. Depois, podemos explorar em mais detalhe sua etnia, sua origem, de quem ele puxou o nariz e com quem sua bisavó copulou.

E digo mais, até coloco na conta dos brancos alguns supostamente mais "escurinhos" como gregos e italianos do sul, devido às suas contribuições gerais às ciências e às artes, e por pertencerem inegavelmente à cultura européia (de modo que turcos, mesmo muitos deles sendo também de pele branca, não entrariam, mas deixo essa questão em aberto - afinal, a Europa é bem mais diversa do que pensamos.)

De qualquer forma, o curioso é que a tal pureza racial só vai para um lado. O simpático rapper Snoop Dogg tem certamente um pouco de sangue branco, além de sangue indígena (de acordo com este link, 71% de africano, 23% de nativo-americano, e 6% de europeu - eu diria que parece até mais). Porém ninguém chama ele de "misturado" ou de "mestiço", chamam ele de nigga mesmo. Questão de opinião, mas acho que o mesmo deveria valer para os brancos então. 

Mas aí alguém disse que Elon Musk tampouco é branco. A informação surpreendeu-me. É verdade que ele tem uns olhos que parecem meio maoris, mas parece ser 100% branquelo, que nem o assassino de Charleston, mas com um QI nitidamente maior. Alguns dizem que Elon seria judeu: sua mãe tinha o sobrenome Handelman. Mas tudo indica que seja mesmo holandês da gema, e protestante.
(Incidentalmente, estive lendo sobre o divórcio de Elon e sua primeira esposa, e achei bem interessante; talvez escreva sobre isso um dia. Os dois me pareceram insuportáveis, ele um maníaco e ela uma vadia que gasta 20 mil por mês da pensão milionária apenas em roupas e sapatos. Fitzgerald tinha razão, os ricos de fato são diferentes. Eles vivem, nós dormimos!) 

Bem, mas onde eu estava? Até esqueci...

Enfim, um outro comentarista disse que eu fico "só no papo". Acho que fui mal compreendido, que pena. Jamais tive outra intenção do que a de ficar "só no papo". Não tenho vocação para mártir ou revolucionário, para soldado nem para herói, e nem mesmo para ideólogo ou propagandista. Não sou nenhum homem de ação, ao contrário, sempre fui pouco mais do que um observador desinteressado. Gosto de observar e discutir. Querem mais? Procurem outro lugar; não faltam psicopatas na web.

Aliás, querem saber? Estou me lixando para a "causa branca". Estou me lixando para os nacionalistas brancos e seus sonhos insanos. Também não quero saber de conservadorismo ou anti-petismo. Não votaria no Bolsonaro nem muito menos no Aécio. Não sou nem mesmo religioso. Se pudesse, seria um hippie progressista, liberal e vegetariano, mas, ai de mim, perdi também essas ilusões. Acho que não tenho ideologia nenhuma, fora a de que devemos tentar seguir um certo bom senso em tudo, e tentar ser um pouco melhores uns com os outros neste vale de lágrimas. Eu não quero (nem poderia se quisesse) "salvar o Ocidente". (Aliás, às vezes eu acho que quero mais é ver o circo pegar fogo, só para poder escrever aqui, não fosse que um certo nível de conforto é essencial para poder viver e escrever.) 

Digo mais: simpatizo com os negros e os índios, especialmente aqueles que mantiveram as suas culturas pré-ocidentais, embora também goste de sincretismos como o jazz, o samba e a bossa nova. Mas enfim, adoro aquelas pinturas e máscaras africanas, bem como alguns artefatos indígenas ameríndios; o índio ou negro que sai da sua cultura tradicional e vira um favelado sub-ocidental é que é triste. Mas nesse caso,  de quem é a culpa, de quem quer meramente sobreviver, ou de quem subjuga e escraviza e quer transformar o Outro na sua imagem? O negro realmente não tem culpa das lutas entre branquelos liberais e branquelos de direita, nem o imigrante tem culpa de que os Wasps e judeus ricos queiram usá-lo como mão de obra barata, ou para ferrar com a classe média trabalhadora... É, os antigos católicos é que estavam certos, o importante não é o que está na cabeça, mas o que está no coração... Ah, e contrariando a teoria geral, às vezes penso que o problema demográfico, no Brasil e nos outros países, em termos de criminalidade, não são negros e muito menos índios, mas os mestiços e os mulatos. Ou seja: o problema é o sangue branco, que transformou o nobre selvagem em um criminal... Mas deixo essa teoria para outros mais lombrosianos desenvolverem.

Bem, mas eu fico nessas e aí leio que devido a essa matança na igreja, um articulista, não contente com banir a bandeira da Confederação Sulista (que eu acho graficamente mais bonita do que a americana), quer também banir o filme "E o Vento Levou...", só por mostrar os sulistas de forma positiva. (Talvez os sulistas tenham razão, e o maior preconceito nos EUA não seja contra negros, mas dos yankees contra os sulistas, mas essa é outra história.)

Por outro lado, vejo agora que os próprios nacionalistas brancos detestam os sulistas por considerá-los "misturados", então, realmente não há muito o que fazer. Mas, ironia por ironias, a maioria dos "nacionalistas brancos" não são mesmo misturados? Os nórdicos "puros" parecem mais preocupados com outras coisas, mais abstratas...

(E os russos, são brancos? Gosto tanto dos russos. Dos eslavos em geral, mas dos russos em particular.) 

Enfim, acho que os brancos sobreviverão, e se não sobreviverem, paciência, os chineses e judeus certamente sobreviverão, e levarão adiante a tocha da humanidade... E se não forem eles, serão os africanos, indianos e muçulmanos, que vencerão no número, ou então alguma outra raça futura, que ainda não nasceu... Ou talvez o Unabomber e outros anti-tecnólogos é que tinham razão, e quem vencerá mesmo serão os robôs que nos escravizarão.

Enfim, acho que não estarei aqui para ver, mas tenho fé que (lamentavelmente) a humanidade continuará.

OK, desculpem este amontoado de bobagens e o excesso de ironias: é que cansei um pouco deste tema. A partir de agora, se quiserem saber sobre raça, genética e HBD, leiam o blog do Santoculto, que é muito mais variado, se bem que acho que ele também desistiu de escrever sobre isso e só escreve poesia... É como eu digo, é um tema que esgota facilmente... E, em alguns casos, leva mesmo à loucura... 

Bem, acho que farei o mesmo e agora falarei apenas de arte. Talvez até publique meus poemas. Violets are red, roses are blue... Hum, pensando bem, esqueçam. 

Esqueçam tudo o que escrevi.

Cuidem-se e sejam felizes.

Bye bye wiggers.

sábado, 20 de junho de 2015

Guerra racial

O sonho da grande mídia finalmente aconteceu: um jovem branco racista entrou em uma igreja e matou vários negros inocentes.

Tudo é tão horrivelmente perfeito que parece até filme de Hollywood, desde as motivações do assassino, a seu nome (Dylan Storm Roof? Por que não Dylan Storm Front?), às suas bandeirinhas da Rodésia e da Confederação Sulista, às suas declarações insanas de que odiava negros por que eles estariam "estuprando nossas mulheres" -- o que mulheres de meia-idade em uma igreja teriam a ver com isso, não foi explicado.

Porém, mesmo se for real, o crime não é de todo inusitado. A maioria dos assassinos de massa ataca os indefesos e os inocentes, e é bem estúpida mesmo, até clichê, em suas intenções.

Uma vez me perguntei por que não poderia surgir um assassino de massa que matasse Hillary Clinton, George Soros, David Cameron, Madeleine Albright, e outros vilões da elite global; ou, se isso fosse muito difícil, por que não matar criminosos ou terroristas, em suma, ser uma espécie de justiceiro à la Charles Bronson que realmente matasse pessoas do mal, e não apenas inocentes indefesos.

A resposta, além do óbvio fato de que matar os superprotegidos políticos da elite ou criminosos armados é bem mais difícil, é que matar inocentes vulneráveis causa mais escândalo, portanto, de um jeito torto, dá mais ibope. E o que os assasinos em massa mais querem é ibope, fama, notícias, além de celebridade para sua "causa". 

Mas por que as idéias desses assassinos de massa são quase sempre tão banais?

Há na verdade uma explicação lógica para isso. Num ensaio chamado "O Perdedor Radical", Hans Magnus Erszenberger escreveu algo interessante, que a maioria das pessoas não tem imaginação para criar teorias da conspiração verdadeiramente interessantes, e portanto simplesmente replicam o que lêem ou vem em outro lugar. Aplicam seus ódios e frustrações a idéias que flutuam no ar. Eles acham que estão matando em nome de uma idéia, mas é o contrário: eles já têm ódio no coração e querem destruir; a causa aparece depois. Alguns matam por Alá, outros por anti-feminismo, outros por racismo, e outros ainda por anti-racismo.

É possível que o clima hostil criado pela mídia, enfatizando o ódio de negros contra brancos, tenha aumentado o ressentimento entre as duas raças na América. Crie ódio suficiente, e alguns celerados, sejam brancos, sejam negros, vão reagir de forma violenta.

O curioso é que os negros não representam nenhuma ameaça à América. São uma minoria que, bem ou mal, faz parte da história do país. Sem os negros, a América seria mais tranquila, mas talvez também mais aborrecida. A ameaça demográfica vem mesmo dos mexicanos e dos asiáticos, que são os grupos que mais crescem nos EUA, e em breve irão suplantar o homem branco.

Aqui, um parêntese.

O escritor Scott Fitzgerald diz logo no início de O Grande Gatsby que "o teste de uma inteligência superior é a habilidade de ter duas idéias opostas na mente ao mesmo tempo e ainda manter a capacidade de funcionar."

Muitas pessoas, mesmo aqui neste blog, não conseeguem compreender a diferença entre o indivíduo e os grupos. O progressista liberal anti-racista vê apenas o indivíduo e, portanto, não consegue fazer diferenciações baseadas em características grupais. O racista é o contrário: vê apenas o grupo, e atribui a todo indivíduo as características do grupo ao qual pertence.

Dando um exemplo mais claro: no meu trabalho atual, tenho colegas armênios, turcos, árabes, mexicanos, sul-americanos, asiáticos, judeus, negros, indianos. É um verdadeiro zoológico humano. No entanto, são pessoas legais. (Com exceção do argentino, que é um mala).  Todos convivem e trabalham bem juntos.

A partir daí, eu poderia pensar, "isto funciona, por que o mesmo não ocorre no resto da sociedade?" Mas aí é que está a questão. O que funciona numa escala pequena, nem sempre funciona na grande escala. A dinâmica e o comportamento das massas é bem diferente do comportamento individual. Tenho um amigo chinês, um sujeito bacana. Nem por isso me sentiria confortável vivendo exclusivamente no meio de chineses. 

Mas qual seria a solução?

1. Assimilação?


Isto não dá certo, pois no fundo, quem é que se assimila a quem? A muçulmana de burca da foto virou "americana" mesmo, ou é a América que perdeu a sua identidade? A tal "assimilação", no fundo, cria na verdade uma cultura superficial, baseada apenas no materialismo e no consumismo. Nada mais têm em comum entre si os diversos grupos e indivíduos que formam a nação.

2. Miscigenação? 


Pode funcionar no nível individual, mas tende a criar gerações de pessoas confusas e, por vezes, ressentidas. Muitos citam o Brasil como um país com maior harmonia racial do que os EUA devido à sua mistura, mas, francamente, um país com 50 mil assassinatos por ano não pode servir de exemplo para ninguém.

3. Segregação? 



Além de injusta com os indivíduos, a segregação pode agravar o ressentimento sentido por alguns, e em geral tem um equilíbrio precário. Sociedades artificialmente segregadas tendem a durar pouco tempo e exigir autoritarismo para se manter.

4. Deixar tudo como está? 

Fora algumas exceções, em geral negros, brancos, mexicanos e asiáticos tendem a se separar naturalmente nos EUA. Apesar de uma convivência superficial, no trabalho, na rua, na fila do supermercado, em sua vida privada cada grupo segue sua vida. Asiáticos tendem a viver e se relacionar com asiáticos, negros com negros, mexicanos com mexicanos, muçulmanos com muçulmanos, e brancos com brancos. Porém, isso cria uma sociedade fragmentada, sem união e sem ideais. Além de ocasionalmente ocorrerem conflitos como o de membros de um grupo matando os de outro, como vimos acima.

Qual a solução, então?

Acho que não existe. A humanidade tende a criar conflitos mesmo onde eles não existem, e quando não é por motivos raciais, ocorre por motivos religiosos ou ideológicos. Em resumo, estamos ferrados e mal pagos.

"Com a madeira torta da humanidade, nada de direito pode ser criado." (Kant)

sábado, 13 de junho de 2015

Você acredita no Amor?

A campanha do Dia dos Namorados do Boticário tem causado alvoroço nas redes sociais, supostamente por mostrar um casal de gays e outro de lésbicas.

Não achei nada de mais, mas enfim, as redes sociais são ótimas em manufaturar falsas polêmicas e tempestades em copos de água.

Se teria uma reclamação, seria que o casal lésbico era demasiado bonitinho. A realidade dos casais lésbicos é mais parecida com esta aqui:


Por outro lado, a verdade é que a maioria dos casais héteros também não são as belezas dos comerciais, e estão em média mais para isto:


Portanto, relevemos. Se alguém ainda leva comerciais a sério como reflexo da realidade, deve ser internado imediatamente no hospício mais próximo.

O que me chamou a atenção, no entanto, foi a ênfase no "amor" pelos defensores da propaganda. De fato, uma das coisas mais curiosas de hoje em dia é a importância que os progressistas parecem dar à "família", ao "casamento" e especialmente ao "amor".

É que nos anos 60, era exatamente o contrário: jovens esquerdistas rebelavam-se contra o casamento, a família, a relação monogâmica, o amor romântico e todos os outros "superados conceitos burgueses". Hoje o celebram, porém, quase que apenas para alguns grupos. (As famílias héteros mórmons, católicas ou evangélicas com muitos filhos continuam sendo, em geral, rejeitadas).

Um exemplo: a mídia americana hoje celebra Bruce "Caitlyn" Jenner, ex-esportista ganhador do decatlo e agora travesti. Casou três vezes, tendo dois filhos com cada esposa e logo depois divorciando, e aos 65 decidiu virar "mulher", surpreendendo os filhos e filhas e ex-esposas com uma mudança de sexo. Um irresponsável? Um maluco? Não. Segundo a mídia, esse é um verdadeiro exemplo de "amor", um verdadeiro "pai (ou mãe?) de família".

(Curiosamente, mesmo considerando-se uma mulher, Jenner continua atraído por mulheres, da mesma forma que Martine Rothblatt, milionário transexual casado com uma mulher negra.)

Mas nem todos os gays são insenstos. Aliás, quem diria que logo Camille Paglia, feminista, lésbica e amante da contra-cultura, fosse uma das últimas pessoas públicas que ainda fala coisas extremamente sensatas? Em uma bela entrevista, ela criticou as feministas radicais, os transsexuais e as marchas das vadias, sem fazer nada de mais do que repetir o óbvio: homem é homem, mulher é mulher, e transexual não é nem uma coisa nem outra.

Mas voltando ao "amor", tão celebrado, parece-mede qualquer forma estranha toda essa ênfase no "amor" ao defender os casais gays. Não que não seja possível o amor entre dois homens, ou entre duas mulheres; ou mesmo entre dois homens e uma mulher, ou duas mulheres e um homem, ou três homens, uma mulher e um cachorro. Acho que ele é possível, sim (embora talvez dependa o que você entende por amor, se a atração sexual, a intimidade que ocorre após anos de convivência, uma amizade profunda, uma grande identificação pessoal, ou alguma outra coisa).

É verdade que casais homos tendem a ser menos fiéis, que não podem reproduzir-se entre si e que, definitivamente, dois pais, ou duas mães, não são exatamente o ideal para educar crianças, já que o melhor para alguém que cresce é ter ao mesmo tempo a presença feminina e o amor incondicional da mãe, e autoridade masculina e o amor mais condicional do pai.

De qualquer forma, para o progressista atual, isso não importa, pois qualquer núcleo onde exista o "amor" é considerado uma "família". Este é seu slogan: 


Sim, talvez.

Porém, às vezes acho que com toda essa discussão sobre o "amor", perde-se o que é realmente importante na questão do casamento e das famílias, que não tem necessariamente a ver com o amor em si, mas com questões legais, práticas e sociais relacionadas à melhor maneira encontrada para propagar a espécie e para tentar manter um pouco mais de ordem, sem tantos contratempos.

Ou seja, o importante (e o difícil) numa relação e numa família não é necessariamente o prazer, e muito menos o prazer sexual, mas os deveres: de ser bom e fiel com a esposa/o, de manter e educar os filhos, etcétera. Não se trata de garantir a felicidade pessoal, mas a longevidade da cultura e sociedade. (Parece que os antigos babilônios aceitavam todo tipo de união, mas você viu algum babilônio recentemente?) 

Enfim, a verdade é que os brancos europeus é que inventaram o amor, pois grande parte das culturas não-ocidentais, de muçulmanos a chineses a indianos, continuam mantendo casamentos arranjados, e a mulher é pouco mais do que uma máquina de parir bebês e lavar a louça.

Ainda hoje, enquanto os brancos pregam o amor para gays, travestis, lésbicas e derivados, vejo todo dia dezenas de muçulmanas de burca pela rua, levando carrinhos de bebê, com mais dois outros pequenos terroristas caminhando ao lado, e um outro na barriga. E curiosamente estão sempre sós com os filhos, nunca vejo os maridos. Onde andam? Em casa? No trabalho? No bar? (Lembro que no bairro turco de Berlim, as mulheres turcas é que trabalhavam nas padarias, açougues, etc, enquanto que os homens ficavam sentados nos cafés fumando.)

De qualquer forma, eu realmente entendo muito pouco sobre tudo isso; o amor e as relações sempre me pareceram um mistério. 

Feliz Dia dos Namorados.

Lembram dos quadrinhos "Amar é..."?
(Eu os detestava.)
Ah, foram atualizados para a nova geração.

sábado, 30 de maio de 2015

Como ser feliz?

Já tinha escrito um post com este título log abaixo, porém, acabei falando sobre o embuste dos antidepressivos em vez do que realmente importa, isto é, dicas de como ser feliz. Aqui vão as dicas do Mr. X.

1. Não vá atrás de fama, sexo ou dinheiro. Não é que não tragam felicidade: trazem, mas é momentânea, e a ressaca costuma ser dura. Melhor se contentar com as coisas simples, que trazem mais alegria, e são um pouco mais fáceis de conseguir.

A fama é uma prostituta.
2. Tenha um cachorro, ou um gato. Animais domésticos estão as fontes maiores de felicidade que uma pessoa pode ter. Nunca entendi as pessoas que abandonam ou maltratam animais domésticos. Na minha opinião, deveriam ser castrados, e estou falando dos donos, e não dos animais.

Cachorros nunca cansam de brincar.
3. Não tenha "amigos virtuais". Esse negócio de Facebook, Twitter, Tinder, etc, é tudo uma grande perda de tempo. Uma pessoa que dá "like" em uma foto não vai te ajudar quando você tiver câncer. Como disse um sábio certa vez, se você nem sabe direito quem uma pessoa é, como é que pode ser "amigo" dela?

Além de tudo, eles te vigiam.
4. Tenha poucos amigos reais. Amigos de verdade na vida são poucos. Eu mesmo acho que não tenho mais nenhum, mas já tive um ou dois. Nada mais triste do que ser enganado por amigos que você considera verdadeiros. Fique com os poucos bons.

Amizade verdadeira é difícil, e no trabalho, impossível.

5. Case cedo e tenha filhos. Nem filhos nem casamento são garantia de felicidade, aliás, muitas vezes são garantia de infelicidade e desgosto. Porém, não casar ou não ter filhos costuma ser motivo de arrependimento maior. Quanto ao casamento, é melhor não demorar muito e casar com a/o primeira/o namorada/o com quem você tiver ficado em uma relação estável de mais de dois ou três anos. Eu garanto, não vai aparecer ninguém melhor. (Em geral, a idéia de que algum dia virá algo melhor na vida é pura ilusão: o melhor é na infância, e depois só vai piorando!)

Estes jovens seguiram meu conselho.
6. Não veja pornografia. Alguns acham que pornografia devia ser proibida para menores de 18. Eu acho o contrário, devia ser liberada para os menores de 18, ou entre 14 e 18, e terminantemente proibida para os maiores! Entre os 14 e os 18 anos é quando nos masturbamos compulsivamente e não temos mesmo, salvo raros casos, como conseguir mulher. Depois disso fica mais fácil, e é melhor acostumar-se com o sexo real do que com as fantasias estúpidas e irreais propagadas por essa indústria nefasta e infecta.
 
Já o erotismo, eu até que acho bacana.
7. Tenha uma religião. As pessoas mais felizes que conheço são cristãos praticantes. Parece que alguns judeus e muçulmanos praticantes também, não sei. Que importa? Até os rastafari e as testemunhas de Jeová devem ser mais felizes do que ateus e agnósticos! Porém, para muitos de nós, esse consolo não existe.

E se não fores feliz, irás para o Inferno.

8. Tenha um hobby. Quem pratica uma arte ou algum tipo de hobby criativo é, em geral, mais feliz. E, se não for, isso pode ao menos ajudar a passar o tempo. Não somente os hobbies como a prática da arte ou, para quem não tem nenhum talento, a mera contemplação da arte são, na opinião de alguns dos maiores filósofos, as maiores fontes de felicidade.

Mas também não exagere e vire um nerd imbecil.
9. Fique próximo da Natureza. Cidades podem ser bacanas, porém também podem levar à perdição. Melhor mesmo é passar um tempo na Natureza, caminhando, nadando, acampando, pescando, etcétera. Porém, leve o protetor solar e a pomada contra mosquitos.

Cuidado com abelhas e vespas também.

10. Seja bom. A melhor forma de ser feliz é sendo bom com os outros, pois estamos aqui para ajudar os outros, um pouco que seja. É o que dizem, ao menos, mas eu não saberia dizer, pois fui em grande parte das vezes uma pessoa egoísta, vã, fútil e má. 

E pior que é mesmo.

Em resumo, não faças como eu fiz, e serás feliz!