quarta-feira, 3 de junho de 2020

Burn baby burn

A América está em chamas. Será que a tão sonhada (por alguns) guerra racial chegou de vez?

A morte de um negro preso pela polícia foi o estopim. Ainda há muito a esclarecer sobre essa morte, que apresenta algumas características estranhas, a começar do fato de que ambos trabalharam como seguranças no mesmo clube por vários anos. Como é possível? Seria mais uma armação?

De qualquer modo, não é necessário muito para causar quebra-quebras entre a comunidade negra. A polícia é de fato bastante autoritária e violenta nos EUA, mas não matam apenas negros. Há poucos anos, uma mulher branca foi morta a tiros por um policial (somali) na mesma Minneapolis, e não houve protesto algum.

É também curioso que os protestos e quebra-quebras se espalhem pelos EUA logo depois (ou ainda durante) uma epidemia que forçou as pessoas a trancar-se em casa. Talvez ambos fenômenos estejam relacionados e haja razões psicológicas profundas: após meses trancadas, as pessoas querem sair, milhões perderam os empregos e estão com raiva, então é quase sintomático que estes protestos estejam acontecendo agora.

Mas também é bem possível que tais protestos estejam sendo organizados, e (assim como o Covid e a reação ao Covid) planejados com meses de antecedência.

Duas novidades destes protestos em relação a protestos anteriores são: a presença maior de brancos (em especial Antifa) e o fato de que estejam atacando bairros ricos, e não apenas o gueto. Isto indica maior planejamento. Não são somente protestos espontâneos contra a violência policial. De fato, parece que o Antifa está coordenando os protestos em locais escolhidos e são os que começam o quebra-quebra, logo os outros aparecem para roubar. Mesmo assim, é curioso que haja uma relativa grande quantidade de brancos mesmo entre aqueles que roubam. Culpa da crise econômica, ou efeito da raiva geral?

Mas a aliança entre brancos de esquerda e negros é, no máximo, temporária. Não deve durar.

As coisas estão acelerando rapidamente; o mundo parece avançar para o caos. Que mais ainda poderá acontecer este ano?

Já há tempos muitos falavam que a decadência do império americano (ocidental?) estava a caminho; mas acho que poucos imaginavam que ocorreria tão cedo e tão repentinamente.



terça-feira, 26 de maio de 2020

V

Sabem, eu achava que esse negócio de "reptilianos" era pura bobagem, mas depois de ver este vídeo não tenho tanta certeza. Ou será que Melania foi substituída por um andróide andrógino? Ela é eslovena mesmo? Abs, e até. 


segunda-feira, 25 de maio de 2020

Os quatro cavaleiros

É amigos. Este negócio do Covid está acabando com qualquer discussão sensata, e no fundo talvez servindo de máscara para cobrir uma série de outras coisas que estão acontecendo neste planeta imundo.

Farsa ou realidade? Criado na China ou nos USA?

Pessoalmente, me parece que no fim das contas a epidemia foi, no máximo, comparável a "gripe de Hong Kong" de 1968-69, e ainda assim matou menos. Mas durante essa gripe não houve nenhum tipo de "social distancing" ou lockdown. Aliás, se não me engano,  o festival de Woodstock, com hippies nus, aconteceu nesse ano, bem como vários protestos contra a guerra do Vietnã, e também houve comoção política na Europa, maio de 1968 e tal. E o vírus? Passou desapercebido? E no entanto matou vários milhões, bem mais por ora do que o famigerado Covid.

O que não quer dizer que o vírus seja em si uma "farsa": quer dizer apenas que as medidas de "lockdown" e do uso de máscaras não são eficientes, talvez sequer nem de todo necessários, e que tudo isso tem provavelmente outros motivos.

Como disse acima, muitas outras coisas estão acontecendo, como tecnologias de rastreamento e de identificação facial, automatização de milhões de empregos, redimensionamento econômico e político global. A questão do "lockdown" e suas conseqüências pode ser examinada mais para esse lado.

Alguns nacionalistas acreditam que o Covid venha a ter alguns aspectos positivos, como o fechamento de fronteiras e o maior controle da imigração. Não sei se será o caso. Acredito que limitará um pouco o turismo de massa, e impedirá ainda mais a liberdade de movimento das pessoas, mas não creio que afete em muito o movimento para "multiculturalizar" e substituir populacionalmente os países. Ao contrário, vários acontecimentos, como novas leis no Reino Unido para facilitar ainda mais a entrada de médicos e enfermeiras estrangeiros de países como Índia e Paquistão, parecem indicar que a epidemia pode ser utilizada também para promover a imigração e o multiculturalismo.

O vírus e a crise econômica também provavelmente terão vários efeitos negativos na natalidade branca. Aliás, recentes dados mostram que a fertilidade das mulheres brancas decaiu pelo menos 2% só em 2018-19 (dados dos EUA), enquanto o número de suicídios entre brancos aumentou. Isto foi antes do Covid e em um momento em que a economia estava boa. Imagine em 2020, 2021?

De qualquer forma, o mundo está mudando; estamos em períodos sombrios de transição. Não sei de que lado cairá a moeda. Não tenho bola de cristal para poder dizer aonde estamos indo, mas vejo problemas à frente.

"Olhei, e eis um cavalo pálido, e o cavaleiro montado sobre ele chamava-se a Morte; e o Inferno seguia com ele, e foi-lhes dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, com a fome, com a pestilência, e pelas feras da terra."


domingo, 24 de maio de 2020

Confusão

Não posto mais muito, e menos sobre política brasileira, já que moro fora do país há um bom tempo e francamente a sua política (ou a política em geral) me interessa muito pouco. Hoje em dia acho mais interessante a questão do simbolismo nos filmes e na mídia e como este é utilizado pelas elites (se querem uma dica, assistam os vídeos do "Slave New World" e outros canais similares que são interessantes, embora altamente especulativos, além de alguns outros textos sobre o tema que às vezes aparecem aqui e ali).

Bem, mas hoje queria falar sobre a repercussão do tal vídeo da reunião ministerial do governo atual. Não assisti, apenas alguns trechos. Como disse a política brasileira não me interessa e não estou por dentro dos detalhes. Chama a atenção apenas a vulgaridade, mas isso é normal na política brasileira, seja de esquerda, seja de direita: Lula não era igual? Os políticos brasileiros, em sua grande maioria, não se distinguem do tiozão do churrasco.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o Guedes querendo "privatizar essa porra", referindo-se ao  Banco do Brasil, ao mesmo tempo em que falou em ajudar as grandes corporações durante a crise, mas sem "desperdiçar dinheiro salvando pequenas empresas".

Ora, as três pessoas mais ricas do Brasil são banqueiros (dois deles são judeus, e o terceiro, Salles, parece ser de origem libanesa). Que tipo de "direita" é essa que quer enriquecer ainda mais os banqueiros, e empobrecer a classe média e os pequenos empresários?

Outra coisa que incomoda na "direita" brasileira é seu total desinteresse pela cultura. Está certo, as artes foram tomadas por movimentos ideológicos, e tem muita promoção de lixo e de lavagem cerebral. Porém, ao invés de promover a alta cultura, como faziam na antiguidade os papas ou os ricos mecenas, a "direita" brasileira é filistéia e materialista. Seu interesse são as novelas da Globo e a Malhação. Qual foi a utilidade da breve e patética passagem de Regina Duarte pela Secretaria (ex-Ministério) da Cultura? E agora chamam um ex-ator de malhação para o papel. Qual contribuição tal sujeito inútil pode dar? Para isso, melhor mesmo seria ter acabado de vez com esse ministério, e assim economizar dinheiro e ter um cabide de emprego a menos.

Na saúde, outro caos. O pânico pelo coronavírus pode até ser exagerado, como acredito que seja. Mesmo assim, governantes como Putin ou de outros países do Leste Europeu agiram com sensatez, e tiveram muito poucas mortes. O Brasil está apanhando feio, sequer tem um Ministro da Saúde, e o último foi um zumbi que não ficou nem um mês. Entrou mudo e saiu calado.

É claro que a esquerda não parece ter soluções melhores, Lula só saiu da sombra com uma frase infeliz sobre o coronavírus, e o resto da esquerda foi já totalmente co-optada pelos ricaços internacionais. Hoje seus líderes e financiadores são Soros, Bill Gates, e os herdeiros de Rockefeller e Rothschild. Defendem o trabalhador só no nome, mas estão do lado dos oligarcas e de suas radicais transformações sexuais e sociais. Trans-humanismo na veia.

Por outro lado, ler os comentários dos "normies" na mídia social, tanto à esquerda quanto à direita, ou mesmo ao centro, é muito deprimente. A maioria das pessoas é bem simplória, quando não tola. Por isto acredito que a política, esse jogo entre dois times de cartas marcadas, não possa trazer muita solução; prefiro ver a coisa mais como uma guerra cósmica, um tipo de xadrez cujos movimentos secretos duram séculos e não podemos de todo controlar. 

Então, está difícil. Mas o que fazer? Humanos são imperfeitos: "Não confieis em príncipes, nem em filhos de homens, em quem não há salvação."

Cuidem-se. Abraços, e até mais.


quarta-feira, 22 de abril de 2020

A política do COVID

Corona, hoax ou realidade? Os governos ocidentais parecem ter primeiro reagido fracamente no início, e logo reagido excessivamente depois. Fechar pessoas saudáveis em suas casas e destruir a economia não parece o meio mais lógico de controlar uma epidemia, mas talvez estejamos invertendo causa e efeito, e o objetivo era o "lockdown", com ou sem vírus. Os países mais bem-sucedidos em controlar a doença, Japão e Coréia do Sul, a economia não parou, a maioria das pessoas trabalhava e até os cafés seguiram abertos. A Suécia foi um dos poucos países ocidentais que tampouco fechou completamente a economia ou a vida social, e seus números, ainda que piores do que os de seus vizinhos, não chegam a ser alarmantes.

O maior efeito por enquanto do vírus é na economia e na vida social. O pior é que o vírus pode até ir embora, mas estes problemas econômicos e sociais continuarão por anos, quem sabe décadas. A questão da distância social poderá ser mantida ainda por um bom tempo, lamentavelmente, e os governos terão o poder de decidir quando mandar as pessoas ficarem em casa pelo motivo que for (aquecimento global?).

Há quem diga que este vírus tenha sido um plano neo-con para isolar e culpar a China, destruir o Irã, empobrecer a população branca ocidental, criar mais leis autoritárias de controle, etc. Quem sabe? O fato é que as consequências são pouco alegres para o branquelo ocidental.

O engraçado é ver os esquerdistas apoiando as medidas cada vez mais autoritárias, em nome da ciência, mas os direitistas não ficam atrás, com protestos tolos e focando naquilo que é menos importante.

A imigração será afetada pelo COVID? Trump fechou as fronteiras para imigrantes, mas parece ser só mais um truque de teatro. No Reino Unido, estão mandando o povo aplaudir os médicos e enfermeiros, a maioria deles multiculturais (asiáticos, paquistaneses, indianos, etc.) A Alemanha mesmo em plena epidemia recebeu mais alguns ônibus de refugiados sírios.

Por outro lado, muitos países hoje estão com as fronteiras fechadas, e está mais difícil para qualquer um entrar (ou sair).

A tecnologia está sendo usada para rastrear as pessoas. Apps de celulares, drones, dinheiro digital, chips. Agora estão sendo utilizados somente por causa do vírus, mas e amanhã? Esta tecnologia é um sonho para os governantes totalitários. O Unabomber tinha razão?

Admirável mundo novo.


domingo, 29 de março de 2020

Autoritarismo encoronado

Uma coisa muito estranha está acontecendo com este negócio de corona. Medidas autoritárias estão sendo colocadas em prática em grande parte dos países ocidentais. Não é claro ainda que estas funcionem de todo: trancar todo mundo em casa (os doentes com os sãos) parece um pouco estúpido, cruel e ineficiente.

Não que tentar reduzir a expansão do vírus não adiante. Mas creio que focalizar os esforços mais em reduzir os contatos físicos e as aglomerações, poderia fazer mais sentido do que apenas impedir as pessoas de saírem na rua e tomarem um pouco de ar. Até por que não sabemos se as pessoas trancadas em casa não estão já com o vírus e espalhando-o umas às outras. 

Será que haveria menos mortes na Itália e Espanha se eles não tivessem tomado tais medidas tão restritivas? Difícil dizer; se com quarentena o vírus se espalha com tal velocidade, talvez sem as medidas isto aconteceria mais. Ou não: é claro que o número de pessoas testadas é bem inferior ao número real de portadores do vírus, o que também coloca em dúvida os números sobre a real fatalidade. De qualquer forma, esta é uma outra questão. É fato que temos uma situação muito inusitada, e alarmante; mas não é de todo claro que a cura não esteja sendo mais preocupante do que a doença.

O vírus se espalha, e as elites mundiais estão deitando e rolando de felicidade. Para elas, estas medidas são ótimas. O corona, natural ou artificial que seja, revelou-se um excelente laboratório para testar as novas práticas autoritárias da Nova Ordem Mundial. Em alguns países, já proibiram o pagamento com dinheiro, só carta de crédito ou meios digitais. Em outros, estão rastreando a informação de posicionamento das pessoas pelos celulares, para saber onde e com quem um possível contagiado se encontrou. Este vírus é o sonho dos tecno-totalitários!

Por enquanto, a maior vítima do corona é a economia. Ferrou de vez com as economias de milhões, além de ameaçar o futuro de várias nações. Como será o mundo pós-corona? Mas outro medo grande é que o novo autoritarismo, as quarentenas periódicas e as restrições de contato social tenham vindo para ficar.

Provavelmente, teremos logo uma vacina (obrigatória) que "curará" o vírus, mas trará uma série de outros problemas de saúde. Também teremos microchips que serão implantados no gado, ops, nas pessoas, para monitorar a sua saúde e seus movimentos. Restrições de reuniões e contato social serão reduzidos: não queremos que as pessoas se encontrem sem que os governos saibam, não é? Melhor que se reúnam online, onde será possível registrar tudo. Sexo e romance, pra quê? Que as pessoas assistam pornô, sem parar.

Fiquem em casa, e confiem nas autoridades. Não há nada a temer, a NWO está cuidando de tudo.

É só uma vacina, meu bem.

sábado, 14 de março de 2020

A peste

É, amigos, a situação está pior do que pensávamos. Faz algum tempo um ou outro aparecia falando sobre a possibilidade de alguém criar um vírus para eliminar parte da população mundial, e era tachado de maluco. Teoria da conspiração, diziam. Bem, agora parece estar acontecendo: seja o vírus natural ou não, está afetando acima de tudo os velhinhos que estão sendo eliminados sem piedade.

Bem, na realidade, a taxa de mortalidade, entre 1% e 7% segundo o país, não é tão alta quanto dizem, pois muita gente tem o vírus sem ter sido testada. Crianças e jovens são assintomáticos ou tem poucos sintomas, mas passam o vírus mesmo assim. Entre a parcela maior de 80 anos, na Itália, parece que a taxa de mortalidade (sempre apenas entre os testados) é de 15%. 

O problema maior parece ser econômico. Com as medidas de quarentena imposta, quantas empresas falirão, quantas pessoas não terão trabalho ou sequer como sobreviver? Não todos podem trabalhar "online" ou receber ajuda do governo. Até quando este estado de exceção de "todo mundo em casa" pode reinar?

Uma coisa estranha que está acontecendo recentemente com este vírus é que vários CEOs estão abandonando os cargos de suas empresas, de repente, sem sobreaviso. Bill Gates, que por sinal sempre teve muito interesse em vírus e vacinas, acaba de anunciar sua aposentadoria da Microsoft; há poucos dias Bob Iger da Disney também pediu para sair. Parece que há uma longa lista de vários outros bilionários muito conhecidos que também recentemente abandonaram seus cargos. O que eles sabem que nós não sabemos? Estão indo todos para algum bunker secreto?

Enfim, a esperança é que a quarentena (e a crise econômica) acabem até a primavera, e todos voltem a sorrir, a cantar. Bem, na Itália sob clausura, parece que o pessoal está cantando nas casas e nos balcões, mas aqui por enquanto ainda ninguém se atreveu. E provavelmente melhor assim.

Cuidem-se, queridinhos, e lembrem-se de estocar papel higiênico. 


terça-feira, 10 de março de 2020

É o fim do mundo?

O ano de 2020 começou com um ataque ao Irã que quase rendeu guerra, e agora o mundo atravessa uma epidemia e uma crise econômica geral, além da perspectiva de novos conflitos (Turquia, etc.). E estamos só em março. Ferrou de vez?

Saio da minha hibernação para comentar um pouco esta questão do coronavírus e outras coisas que andam ocorrendo neste já apocalíptico 2020. Bem, ao que parece a epidemia é pior do que se pensava e levou a Itália inteira a uma quarentena. A boa notícia é que na China os casos estão diminuindo pouco a pouco, o que indica que eventualmente também isto irá desaparecer.  O problema principal é que pelo jeito esta peste acabará com muitos velhinhos na Itália e em outros países europeus. "Por sorte", eles serão substituídos por vibrantes imigrantes... Na Suécia, já tem imigrantes pedindo "Morte à Suécia", e o coronavírus ainda nem está tão forte por lá.

Outra coisa que esta crise mostra é que, quando há vontade política, é possível colocar um país inteiro em quarentena e controlar o movimento das pessoas. Portanto, revela-se falsa a ideia de que "é impossível controlar a imigração". Tolice! É muito mais fácil controlar a imigração do que controlar um vírus. O que ocorre é que os governantes atuais do mundo ocidental não veem a imigração como um perigo, ao contrário, para eles é um benefício. Mais trabalhadores a explorar, e mais consumidores de quinquilharias.

Porém, se tem uma coisa que este vírus "made in China" mostrou, é que a globalização pode ser muito frágil, pelo que se entende que esta nova ordem global não deverá durar muito mais. O que é bom, mas também ruim, pois teremos que enfrentar um possivelmente longo período de caos...

E você, já estocou alimentos e papel higiênico?

Volto à minha hibernação, adeus.


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Farewell

Tie the strings to my life, my Lord,
Then I am ready to go!
Just a look at the horses --
Rapid! That will do!
Put me in on the firmest side,
So I shall never fall;
For we must ride to the Judgment,
And it's partly down hill.
But never I mind the bridges,
And never I mind the sea;
Held fast in everlasting race
By my own choice and thee.
Good-by to the life I used to live,
And the world I used to know;
And kiss the hills for me, just once;
Now I am ready to go!

Emily Dickinson

sábado, 14 de setembro de 2019

Retorno do paganismo?

O paganismo está na moda?

Algumas pessoas, como a nossa leitora Fernanda Souza, apostam num retorno do paganismo como uma possível solução para a Europa, e filmes e livros se interessam pelo tema.

Assisti recentemente "Midsommar" e "The Wicker Man", dois filmes de terror (suspense seria mais exato, já que nenhum dos dois filmes é exatamente assustador) que tratam do tema do paganismo.

"Midsommar" é um filme deste ano dirigido por um judeu novayorquino que trata de um grupo de jovens americanos que vão passar uns dias na Suécia com uma comunidade pagã que revela-se ser um pouco mais do que exótica.

Parece que neo-paganistas e nacionalistas brancos odiaram o filme, mas só uma pessoa muito tola para achar que o que está representado ali tenha qualquer relação com rituais pagãos reais - sim, alguns aspectos foram supostamente inspiradas nos rituais ou na estética nórdica pagã, mas em geral fica bem claro que se trata mais do que tudo de fantasia. Além disso, mais do que terror, o filme é um drama ou alegoria sobre uma relação romântica que não está dando certo, de forma que o contexto do culto pagão é de certa forma apenas um detalhe circunstancial. O filme poderia igualmente ser ambientado em qualquer outro culto ou seita sem mudanças básicas. O filme não apresenta nenhuma discussão séria sobre o paganismo. Porém, em um interessante artigo recente, o Dr. E. Michael Jones observa a relação de "Midsommar" com a história do erotismo e do pornô no cinema, que começou a se tornar mainstream justamente na Suécia, com filmes como "I am curious, yellow" ou os filmes de arte de Bergman como "Monika e o desejo" (se não me engano famoso por conter um dos primeiros nus frontais no cinema). E de fato a sexualidade é o tema principal de "Midsommar".

"The Wicker Man", clássico de 1973, é, não sei se eu diria que mais "realista", mas parece ser mais baseado em costumes reais. Tampouco é exatamente um filme de horror, mas é interessante, e também se centra na sexualidade: a cena da loira nua dançando no quarto ao lado para provocar o protagonista é divertida. Mas, ao contrário de "Midsommar", que ignora totalmente o cristianismo (o grupo de jovens são basicamente progressistas pós-cristãos e não há qualquer menção religiosa, mas é curioso que o protagonista masculino se chama "Christian"), neste outro filme o conflito entre moralidade cristã e paganismo é mais explícito.

Muitos desses filmes e livros sobre o paganimso assumem que os pagãos tinham uma cultura sexual mais "liberada" do que a do casto cristianismo, com mulheres dançando nuas na floresta e muito sexo toda hora, bem como maior liberdade femenina.

Mas será mesmo verdade? Os romanos e gregos, ou ao menos os atenienses, eram estritamente patriarcais. Os nórdicos, não sei bem, mas em Germania do Tácito, se informa que as tribos germânicas tendiam à monogamia. É possível que existissem cultos de fertilidade e orgias, mas provavelmente limitadas a episódios similares ao Carnaval, ou então que representassem um período de decadência. Afinal, a maior liberação sexual em Roma ocorreu certamente durante seu período mais decadente.

Tem um livro, "Civilization and Sex", do britânico J. D. Unwin, que argumenta que liberação sexual e decadência estão fortemente ligadas, numa relação de causa e efeito. Ele estudou várias civilizações e descobriu que todas elas na sua decadência apresentaram liberação e desregramento sexual. Seu argumento é que o controle sexual por meio da monogamia e de uma moral rígida promove a ordem social e a transferência dos impulsos sexuais em atividades mais criativas e construtivas.

Não vejo o paganismo muito como solução, e muito menos o neo-paganismo moderno, que é politicamente correto e está ligado com todos esses movimentos "new age" que a esquerda já vinha promovendo desde os anos setenta pelo menos. Ultimamente até o satanismo virou progressista, com a Church of Satan declarando que é "contrária ao racismo" e criando estátuas multiraciais de louvor a Baphomet.

O neo-paganismo também virou multi-cultural, com muitas associações neo-pagãs americanas dedicando-se a combater o racismo. E o movimento wicca faz tempo que já é basicamente um instrumento de promoção do feminismo e do aborto.

Mas existem movimentos neo-pagãos ligados ao nacionalismo branco como a "Order of Nine Angles", que promovem uma visão mais radical, inclusive a favor dos sacrifícios humanos e de rituais de magia negra.

De qualquer modo, não vejo um retorno ao paganismo como solução para muita coisa. Posso até crer que este seja possível quando ocorrer um colapso social e um retorno ao primitivismo pré-civilizatório, mas não creio que leve a um período de muita estabilidade.

O problema da humanidade é que ela tende a esquecer o seu passado. Constrói-se um muro para se defender de dragões ou de hordas mongóis; logo as gerações se acostumam à tranquilidade proporcionada pelo muro e passam a questionar a sua existência. Finalmente o muro é derrubado. As pessoas então começam a ser atacadas por dragões ou hordas mongóis. E então as novas gerações começam a entender, "ah, é para isso que existia o muro..."

A mesma coisa com grande parte dos movimentos sociais das últimas décadas. Estamos (re-)descobrindo por que as proibições relativas a sexo, drogas e comportamento tinham lá a sua validade. Concluo com uma citação de Jung, referindo-se a Roma no período do surgimento do cristianismo, em contraposição ao período moderno:

"O significado desses novos cultos como Cristianismo e Mitracismo é claro; é uma restrição moral dos impulsos animais. A aparência dinâmica de ambas as religiões mostra algo desse enorme sentimento de redenção que animou os primeiros discípulos e que hoje mal sabemos apreciar, pois essas velhas verdades estão vazias para nós. Certamente ainda deveríamos entendê-lo, se nossos costumes tivessem só um fôlego da brutalidade antiga, pois dificilmente podemos perceber nos dias de hoje os turbilhões da libido desencadeada que rugia pela antiga Roma dos Césares. O homem civilizado dos dias atuais parece muito distante disso. Ele se tornou meramente neurótico. Assim, para nós, as necessidades que originaram o Cristianismo foram realmente perdidas, uma vez que não entendemos mais o significado delas. Não sabemos contra o que elas vinham nos proteger."

Acho que, cada vez mais, estamos descobrindo.



sábado, 24 de agosto de 2019

No country for white men

Mais de mil pessoas, pelas fotos grande parte deles brancos viciados em metanfetamina ou pessoas que perderam seus empregos e não contam com o apoio das famílias, moram nos túneis de Las Vegas onde a ex-atrix pornô Jenni Lee foi recentemente descoberta. Ela também parece ter um passado ou presente de vício, e torrou ou foi roubada do dinheiro que ganhou no mundo pornô (muitas prostitutas ou atrizes pornô utilizam drogas com frequência, não sei os números mas parece ser acima da média e pode estar ligado aos efeitos psicológicos da sua atividade).

Mais de dezeseis mil pessoas vivem em seus carros em Los Angeles e dezenas de milhares em toda a Califórnia por não poder pagar aluguel. Nem todos são pobres ou drogados, alguns até são jovens profissionais ou famílias com crianças que simplesmente não podem pagar 4.690 dólares por mês pelo aluguel (média de um apartamento de dois quartos em San Francisco).

Também existe um crescente número de pessoas que vive em barracas ao longo das estradas ou até no centro da cidade. 

Os brancos ricos ou de classe média alta não ligam para esses "losers". Preferem ter pena dos imigrantes africanos e mexicanos ou preocupar-se com o aquecimento global e outros temas mais da moda.

Na Europa ainda não se chegou a esse ponto, talvez por que exista maior apoio estatal ou comunitário, ou talvez por outros motivos, mas é mais raro ver pessoas morando permanentemente nas ruas. Existem pedintes e squatters, é verdade, e as drogas são um grave problema, mas não no mesmo modo em que ocorre nos EUA. Porém a exploração sexual de garotas, em especial do leste europeu, no mundo da prostituição é uma realidade na Europa também, muitas vezes por máfias de estrangeiros, como o caso de Rotterham ilustrou.

Não que isto não ocorra nos EUA também. Muitas das garotas recrutadas pela madama do "falecido" (?) Epstein eram jovens de classe baixa, "Elas não são ninguém, elas são lixo", disse Ghislaine Maxwell, milionária herdeira do magnata Robert Maxwell, que as fez entrar na putaria com promessas de um emprego como telefonistas. 

Talvez a questão seja apenas que o império americano, tendo mais dinheiro e poder do que a Europa, tem maior diferença social entre os ricos e os pobres, ou talvez seja apenas resultado da mentalidade capitalista darwinista do país, onde "vencedores" são aclamados e "perdedores" humilhados.

E na China? Alguns falam que a China será o novo poder global como resultado da decadência americana, mas não tenho muita esperança que as coisas sejam melhores. Os chineses parecem ser ainda mais materialistas do que os americanos e bastante alheios à empatia com o sofrimento humano, até de crianças e animais. Eu não sei se as coisas melhorarão muito com um imério chinês global, mas por outro lado é verdade que os chineses não parecem ter as ambições imperialistas dos povos europeus e em especial dos anglos, ainda que possam ter mão pesada com territórios que consideram seus, como Tibet e Hong Kong.

A América está decadente, doente. A Europa está espiritualmente vazia. Mas a Ásia não parece prometer um futuro muito melhor, ao menos para o homem branco médio.

Se a fuga para a Ásia é uma impossibilidade, para onde ir? Não existem mais lugares virgens, e os poucos lugares esparsamente habitados já são alvo da ganância global também. Trump quer comprar a Groenlândia, provavelmente para enchê-la de mexicanos, de cassinos e de lojas da Walmart. Os israelenses estão comprando a Patagônia. A Sibéria está reservada para russos étnicos e de preferência cristãos ortodoxos.

Resta a Antártida.