domingo, 6 de maio de 2018

Separatismo feminino?

A leitora Fernanda Souza sugeriu no outro dia a separação entre homens e mulheres, com cada um criando uma nação separada. Pode até ser uma noção interessante, não saberia dizer, mas o curioso é que, na prática, o que ocorre é o contrário: mulheres querendo menos, e não mais, separação.

Assim como negros, hispânicos, asiáticos, judeus e árabes, que reclamam a não mais poder do "homem branco" mas fazem de tudo para entrar em suas sociedades, as mulheres vivem reclamando dos homens, ao mesmo tempo em que exigem a destruição de todo e qualquer "clube do Bolinha" que ainda permaneça exclusivamente masculino.

A última vítima foram os escoteiros ou "Boy Scouts of America", que agora aceitam também meninas e mudaram o nome para apenas "Scouts". O engraçado é que o clube exclusivo para meninas das Girl Scouts of America continua existindo. Uma menina, se for. mais feminina, pode escolher ir para as Girl Scouts para cozinhar e vender biscoitos e fazer bordados, ou, se for mais masculina, pode ir para os Scouts para acampar, aprender a fazer fogueira e participar de aventuras.

Mas os meninos já não tem mais essa opção. Precisam obrigatoriamente dividir o seu campinho com as meninas, e acomodar-se a elas.

Sim, eu sei que em outras partes do mundo existem já clubes escoteiros mistos sem tantos problemas, mesmo assim a mudança parece indicar que há cada vez menos espaços onde meninos possam ser apenas meninos e realizar atividades masculinas sem a distração do outro sexo. É realmente um movimento global que visa erradicar a tal "masculinidade tóxica", que, na verdade, é apenas a masculinidade média normal. A Universidade do Texas já está tratando a masculinidade como "doença mental" (mas ei, cortar o próprio pênis e implantar silicone nos peitos e fingir ser uma mulher, isto é perfeitamente normal). 

O problema de se colocar mulheres em campos de atividade masculina é que mulheres transformam tudo em sexo. Não é necessariamente culpa delas, é claro, e sim da biologia, mas o fato é que seja qual for a intenção original da instituição em questão, quando mulheres entram, ocorre uma transformação. O caso mais patético é o das forças armadas, em que a presença de mulheres soldadas gerou a necessidade de uma transformação até mesmo da infra-estrutura: por exemplo, os submarinos precisaram ser modificados com válvulas mais fáceis de abrir, para acomodar mulheres que tem dificuldade em abrir um pote de picles. Pior, segundo recentes informações, quase 16% das mulheres na Marinha terminam abandonando seus postos no navio e retornando à terra por "gravidez não-planejada". E vamos falar dos casos de "assédio sexual", antes inexistentes?

Separar ou não separar os sexos? Na verdade, não sei. Nunca tive problemas com ambientes mistos, ao contrário, e no ambiente de trabalho muitas vezes me dou até melhor com colegas mulheres. Por outro lado, acho que certos ambientes, em especial entre adolescentes, provavelmente são mais propícios a uma separação.

Por exemplo, acho que a separação educacional entre meninos e meninas até o segundo grau funcionou bastante bem ao longo da história, gerando menos distração em ambos os sexos, e poderia voltar. (As universidades podem continuar sendo mistas, já que um dos principais usos paralelos da universidade é encontrar alguém mais selecionado com quem casar). O ambiente de trabalho (dependendo da área, é claro) também pode continuar a ser misto, naturalmente.

O problema é que campanhas feministas como o "Me Too" terminam gerando, na prática, um maior desejo de separação tanto entre homens como mulheres, uns por medo de serem acusados de assédio, outras de sofrerem assédios indesejados. Com a mudança de definição de "estupro" de "sexo genital forçado através da violência" para "flerte indesejado" ou "atividade sexual durante embriaguez depois da qual me arrependi", fica cada vez mais perigoso para os homens abordarem mulheres no ambiente de trabalho.

O que fazer?

Não me toque: Slut walk em Tel Aviv.

sábado, 5 de maio de 2018

Salvar o Ocidente? Para quê?

O poeta Yeats escreveu, lá por 1938, quando o mundo estava à beira da guerra:

All things fall and are built again
And those that build them again are gay.

Atenção, naquele tempo "gay" ainda não significava "homossexual" mas apenas "alegre" ou "feliz". Traduzindo literalmente: todas as coisas são destruídas e construídas novamente, e aqueles que as reconstróem são alegres. Traduzindo menos literalmente: civilizações acabam e precisam ser reconstruídas, paciência, isto não é necessariamente ruim, mas pode até ser bom.

Muitos e eu inclusive já disseram lutar pela "salvação do Ocidente", mas o que é que chamamos de Ocidente hoje? Feministas imundas desejando a morte do homem branco, o fim do estado-nação substituído por um mundo global sem identidade, todo o mundo com iPhones e um MacDonalds ou Subway ou Starbucks em cada esquina, o direito à "troca de sexo", casais de lésbicas e homossexuais adotando criancinhas muitas vezes para abusá-las sexualmente, arte escatológica, arquitetura horrível, e assim por diante. 

Eu não sei direito quando foi que o tal Ocidente passou do ponto de ser "salvo". Talvez quando deram o Nobel de Literatura para o Bob Dylan, ou agora mais recentemente, quando um rapeiro negro ganhou o Prêmio Pulitzer por canções com rimas de dar inveja a Keats e Yeats, belos versos como: "I gotta slap a pussy-ass nigga, I don't give a fuck".

Ou talvez seja quando os "neocons" se emocionarem com o Iraque e decidiram bombardear Líbia, Síria e o Oriente Médio inteiro sem sequer dar uma boa desculpa e ainda empurrando cinicamente os refugiados para a Europa, ou quem sabe com o escândalo do "Me Too" quando uma feminista se sentiu sexualmente abusada ao simplesmente ouvir um homem falar a palavra "rape" na sua frente.

Vai saber. O fato é que acho que o Ocidente já não é mais parte da solução, é o problema. Não sei se tem jeito de salvar. Talvez sim, mas talvez não. Talvez devamos esperar tudo isso ser destruído para começar de novo. Talvez, como sugeriu um autor que agora não lembro quem era, o melhor negócio seja sobreviver nas ruínas esperando o momento de reconstruir tudo. E este momento virá, podem ter certeza. O feminismo, o globalismo e o multiculturalismo em breve ruirão, são só um castelo de cartas ridículo sem qualquer relevância, não são forças construtoras, mas destruidoras, e portanto não podem se manter em pé sós.

É da natureza, algumas poucas pessoas constróem, as outras só sabem destruir. E daí? Quase toda forma de destruição é na verdade auto-destruição, uma forma de suicídio. Eles morrerão com o mundo que querem destruir, no seu lugar sempre virão outros para levantar as pedras, e farão isso assobiando com alegria. 

O Ocidente está em chamas? Deixa queimar. Depois a gente constrói novamente.

Burn baby burn.
P. S. Gente, não leiam tudo tão literalmente, às vezes gosto de usar hipérbole, OK? É um recurso de retórica, só isso.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Ataque dos incels raivosos

Parece que o sujeito que atropelou e matou 10 pessoas em Toronto, a maioria mulheres, não era muçulmano mas sim um armênio sexualmente frustrado que já tinha conversado com Elliot Rodgers, aquele outro maníaco que matou não lembro quantas mulheres na Mexifórnia.

Evidentemente há um problema hoje em dia com a psiquê masculina, mas não é exatamente o que as feministas pensam. Aliás, talvez seja exatamente o contrário.

O feminismo moderno é, basicamente, um ataque aos homens "beta". Perceba que as feministas modernas protestam, contra o quê? Estupros violentos? Casos de exploração sexual como os de Rotterham?

Não. Protestam contra cantadas vulgares, contra assédio no trabalho, contra não poder usar roupas sexy sem sofrer olhares indesejados. Em resumo, protestam contra as estratégias sexuais inadequadas dos homens beta.

Ao mesmo tempo, o feminismo moderno quer que as mulheres não deixem de ser consideradas atraentes por serem gordas (é "fat-shaming"), promíscuas ("slut-shaming") ou tatuadas até no ânus.

Basicamente, elas acham que merecem também um "alfa" só para elas, independente do seu valor.

Mas não coloquemos toda ou nem mesmo a maior parte da culpa deste desastre nas feministas ou nas mulheres. Movimentos masculinistas como os PUA e MGTOW também têm tanta ou mais culpa, por criar uma atmosfera envenenada de ódio e misoginia, além de o fato de declararem que o objetivo de "sucesso" seja o de copular com o máximo possível de "vadias".

Também a mídia e principalmente a indústria pornográfica tem sua culpa ao criar em homens ideais totalmente desconectados da realidade.

Elliot Rodgers e Minassian tinham atração por mulheres extremamente bonitas, com as quais não tinham tenhuma chance. Ei, é natural, de certa forma. Biologicamente, o homem sente atração (ao menos inicialmente) principalmente visual, e não importa se você é gordo, feio, velho ou nerd, todos os homens sentirão mais atração basicamente pelo mesmo tipo de mulheres - jovens e bonitas. 

E no entanto é preciso ser realista e aceitar que eles não tinham chance com esse tipo de mulher e que talvez seja até melhor uma mulher menos bonita, mas com outras características de personalidade que sejam atraentes. A beleza passa (e, em especial nas mulheres, muito, muito rápido), outras qualidades ficam.

Mais do que isso, existe um quê de "raposa e as uvas" nesta história. Muitas mulheres dão um trabalhão para conseguir, e, depois, o resultado nem sempre é o esperado.

Digamos que uma mulher muito atraente é como uma Ferrari. A princípio parece algo excelente e causa inveja em todos, mas depois você descobre que dá um monte de trabalho, a manutenção é extremamente cara, vai estar cheio de ladrões querendo roubar ela de você, e, no mais, quando é que você vai realmente poder andar a 300 km/h ao invés de ficar preso no trânsito?

Fazendo as contas, a não ser que você seja um fodão de Hollywood cheio da grana, mais vale um bom e velho Volkswagen - e uma mulher mais mediana.

No entanto, como eu já informei no artigo anterior, o celibatarismo involuntário parece estar aumentando. E isto ocorre tanto com os homens - em especial os "nerds" sem muita beleza ou habilidades sociais - como com as mulheres que passam do ponto e terminam adotando gatos em vez de ter crianças.

O problema é que não sei se isso tem solução.

Na era patriarcal monogâmica, o que ocorria é que as mulheres não tinham independência financeira, então sujeitavam-se a casar com quem podia mantê-la, e quem decidia eram os pais. Muitas talvez não gostassem desse sistema, e tampouco era necessariamente ideal para alguns homens, mas garantia uma maior igualdade sexual entre os gêneros.

Hoje parece que estamos voltando a uma era primitiva poligâmica, com 20% dos homens monopolizando 80% das mulheres, e o resto (tanto homens quanto mulheres) se ferrando.

Como se ainda não bastasse essa cruel mecânica, ainda existe a competição intra-tribal com os imigrantes e assemelhados.

A propaganda de casais mistos, e em especial de homens negros com mulheres brancas, é uma constante na propaganda moderna. Baste procurar no Google Images por "white couple" e depois por "black couple", e ver a curiosa diferença.

Nos filmes, na televisão, nos comerciais, a propaganda globalista ideaiiza esses casais mistos.

A realidade, no entanto, é bem mais triste. No outro dia uma branca inglesa decidiu sair do seu país para ir morar (na Alemanha e depois na Itália) com um imigrante de Burkina-Faso que conheceu no Facebook. Vejam a cara do sujeito e digam se parece alguém de boa índole (da mulher, não há fotos disponíveis, mas suspeito que tenha alguns quilos a mais). Em resumo, ela apanhou e sofreu estupro coletivo por vários imigrantes e hoje está chorando no hospital.

Enquanto o feminismo e o masculinismo continuarem sendo os únicos discursos, haverá mais casos como o dela -- e mais ataques violentos de "incels" raivosos.

Tempos sombrios, definitivamente.

Guerra dos sexos.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O futuro do sexo

Chega de falar sobre guerra, imigrantes e elites psicopáticas cheias de ódio e destruição, vamos falar de temas menos deprimentes, vamos falar sobre sexo!

Não sou muito fã de videogames mas no outro dia joguei um videojogo japonês e achei interessante a historinha. Enquanto o jogo em si é dos mais nerds possíveis (luta entre mini-robôs construídos por cada usuário), intercalada com cada nível há uma historinha ilustrada com diálogos e animação.

São várias histórias possíveis de acordo com o personagem que você escolhe, e em cada uma das historinhas tem uma ninfeta japinha de anime diferente. À medida em que você avança no jogo, o romance com a ninfeta esquenta. Cada ninfeta tem uma personalidade ou estereótipo diferente: a tímida, a extrovertida mas fútil, a amiga de infância, etc. Não chega a ter nenhuma cena de sexo, mas o subtexto está todo ali.

Seriam tais jogos substitutos para o contato real? É sabido que os japoneses hoje em dia fazem muito pouco sexo. Muitos jovens tem apenas namoradas virtuais. Mas, mesmo entre os casais, parece que a libido diminuiu e muitos dizem não fazer sexo com seus cônjuges (efeito do excesso de trabalho, ou da radiação?)

Alguns acreditam que as mulheres japonesas ocidentalizadas ficaram tão chatas e exigentes, e um povo acostumado a ter seus casamentos e relações arranjadas pelos parentes ficou tão perdido com a nova "liberdade" e com tanto medo de rejeição, que os jovens preferem assistir pornô a ter uma relação.

Existem razões profundas para esse medo. Afinal, no mercado multicultural global, o homem asiático é rejeitado. As asiáticas que podem procuram brancos. Crescentemente, algumas procuram negros também. Tem até uma escritora japonesa que ficou popular escrevendo romances interraciais. Seria o Japão a próxima vítima do multicuckturalismo?

Mas o fenômeno da virtualização do sexo é crescente, e não afeta apenas o Japão.

A revolução sexual, aparentemente liberadora, na verdade gerou uma nova geração mais assexuada. As pessoas começam apenas agora a dar-se conta que a tal "liberação sexual" só serviu mesmo para alguns poucos, mais altos no totem sexual e que portanto obtiveram maior atenção feminina.

Mas para o "homem comum" a coisa só piorou. Com a liberação sexual e o feminismo, o casamento e as relações estáveis (principal modo de sexo para as massas) diminuíram, e portanto também diminuíram as oportunidades de uma vida sexual ativa para a maioria.

Some-se a isso a crise da obesidade e o fato da maioria do entretenimento atual ser sedentário e dentro de casa (netflix, mídia social, videogames, etc) e temos um coquetel perfeito para o celibato involuntário global, substituído por animes e pornô. 

É bem possível que no breve futuro teremos robôs sexuais (no Japão já é uma realidade), ou então, simulações em realidade virtual com sensores acoplados no pênis. Não vejo muita graça nisso, aliás nem assisto mais nenhum tipo de pornografia por julgá-la prejudicial ao cérebro e à alma, mas posso entender como poderá ser, para muitos, um substituto aceitável para a intimidade impossível.

Evidentemente, fica a questão da reprodução, até hoje possivel somente através do sexo de um homem com uma mulher, mas tenho fé que nossas queridas elites estão trabalhando duramente na criação de úteros artificiais e incubadoras centralizadas como nos mais célebres romances de ficção científica. Talvez, no futuro, haverá uma dissociação completa, o sexo será apenas virtual, e a reprodução ficará a cargo de máquinas controladas pelo estado global.

Admirável mundo novo!

(Epa, mas eu não queria falar de algo menos deprimente? Desculpem, foi mal...)

Robôs não serão apenas para sexo...
...mas romance também...
...e até a pedofilia virtual será encorajada.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não confie em ninguém (nem neste texto)

No outro dia alguém comentou sobre a esquisitice do movimento da "terra plana" que surgiu nos últimos anos, e sempre me perguntei de onde tinha saído essa bizarrice, que em parte é piada mas em parte, talvez não.

Pois não é que justamente li aqui no blog do Aeoli uma teoria interessante, e que faz todo sentido: o que está ocorrendo é que a descrença das instituições chegou a tal ponto que muitos só acreditam naquilo que podem comprovar com os próprios olhos (e olhe lá - não poderiam nossos olhos ser parte da Matrix?).

Mesmo a Ciência, suposto sinônimo de objetividade, terminou desacreditada, coitada, de tanto se misturar com a ideologia. E não é para menos: vejam por exemplo uma revista supostamente "científica" como National Geographic que em sua última edição focando em raça (ou mais bem em sua presunta inexistência) conta uma série de lorotas absurdas e patentemente anti-científicas sobre antropologia e genética. E não falemos de outros temas ainda mais discutíveis como o "Aquecimento Global" que já virou "Mudança Climática", e por aí vai.

(Outros aspectos da Ciência terminaram desacreditados talvez devido a seu excesso de complexidade. A gravidade newtoniana é algo relativamente fácil de entender, mas buracos negros, teoria de cordas, física quântica: quem é que entende disso tudo realmente, além do falecido Stephen Hawking?) 

O fato é que, seja como for, as pessoas estão deixando de acreditar na mídia, nas instituições, nos políticos, no Google, no Facebook. (E como acreditar, depois de tantas que aprontaram? Os gigantes da tecnologia, antes tão celebrados, começam a ser vistos como o que sempre foram: ladrões de dados.)

A religião desacreditou-se em parte graças a picaretas como Edir Macedo e Papas pop como o Francisco, mas também devido a uma Ciência e uma Arte que se desvincularam totalmente desta. Isto não sempre foi assim: a Arte por centenas de anos foi quase que exclusivamente religiosa, começou a tornar-se humanista a partir da Renascença, mas tomou um viés decididamente anti-religioso no século XX. E isto no fim a prejudicou: fora de um pequeno círculo, quase ninguém leva a arte moderna a sério, e como poderia, quando lixos são vendidos por milhões.

A ciência também tornou-se mais anti-religiosa com a teoria da evolução de Darwin. Antes disso, a maioria dos cientistas eram religiosos, como Newton ou Galileu (sim, sua perseguição pela inquisição não era por ele ser "ateu"). Até vários monges eram parcialmente cientistas, como Gregor Mendel.

Hoje grande parte da ciência é diretamente hostil à religião. No outro dia li um artigo de um "cientista" querendo criar híbridos de seres humanos com chimpanzés. Qual a razão para semelhante monstruosidade? Nenhuma, apenas "provar que Deus não existe nem nos criou" e que "não somos em nada diferente dos animais".

Em resumo, Ciência, Arte, Religião, os três pilares da civilização, foram abalados e hoje são vistos todos os três com desconfiança. 

De fato, começa a surgir na maioria das pessoas a percepção de que quase tudo o que nos contam é uma mentira (e de fato é mesmo), daí o surgimento das "teorias da conspiração", que nada mais são do que teorias alternativas às que a mídia e as instituições nos ensinam.

Ainda assim, isso não se dá de uma forma ordenada, e é curioso que o nível de descrença é idêntico tanto à direita quanto à esquerda, só que mudando o sinal.

Uma das coisas curiosas da mente humana é seu pensamento binário. A maioria das pessoas acredita em A ou em B, torce por um time ou por outro, mas não consegue ter uma visão mais holística do conjunto.

Por exemplo, o recente caso da prisão do Lula, que tem causado uma divisão total na sociedade brasileira, e é interpretado de um modo ou de outro de acordo com a ideologia: "luta contra a corrupção" e "justiça" segundo uns, e "golpe" e "perseguição política" segundo outros. 

Mas por que os dois não podem ser possíveis? Mesmo que Lula e o petismo estejam longe de ser santos, é evidente que há uma perseguição política que quer evitar que ele se candidate às eleições.

A ideologia cega as pessoas para o pensamento crítico, e esta divisão é utilizada pelos poderes existentes para semear a discórdia e causar ainda mais confusão.

Assim, mesmo que ninguém acredite nas instituições ou na mídia, ninguém se rebela contra isso ou tenta entender as verdadeiras questões contemporâneas, mas apenas culpa o time ideológico adversário pelas suas mazelas.  

Mas e se ambos os times estivessem sendo manipulados um contra o outro, e pelas mesmas forças?

E se a verdade fosse que tudo que lhe contaram desde sua infância fosse mentira?

E se mesmo essa verdade fosse uma outra mentira?

E se mesmo esta falta de confiança na mídia e nas autoridades resultante fosse algo proposital e planejado, justamente com o intuito de confundir e deixar as pessoas perdidas como ovelhas sem pastores? 

Em quem você acredita? Em quem você pode confiar?


terça-feira, 27 de março de 2018

O Multiculturalismo é feminino, o Nacionalismo é masculino

Achei que não fosse mais falar sobre estes temas, mas no outro dia veio-me um insight que achei interessante partilhar. Cheguei à conclusão que a política e a sexualidade estão mais relacionados do que imaginamos. Oscar Wilde disse certa vez que "tudo tem a ver com sexo, menos o sexo, que é sobre poder". E ele estava certo.

O multiculturalismo é feminino, e por que? Por que é do interesse das mulheres ter uma maior gama de competidores pelas suas vaginas, enquanto que para os homens, isto não é tão bom negócio.

No outro dia observei uma mulher do sexo feminino (ei, hoje é preciso especificar) em um bar. Ela estava conversando com um branco progressista meio afeminado, mas não parecia de todo convencida dele, então depois flertou com um árabe ou sírio mas tampouco ficou com ele, depois também conversou com o barman latino, e foi embora sozinha mas acho que até o taxista haitiano deve ter querido tirar uma lasquinha da vadia.

Nada excita mais as mulheres do que ter vários homens diferentes competindo por elas, ora bolas, é o enredo de 90% das comédias românticas. Então do ponto de vista sexual, o multiculturalismo até que faz sentido: mesmo que na maior parte dos casos elas prefiram brancos e não fiquem com os latinos, muslims, africanos e menos ainda os asiáticos (afinal, brancos em média ganham mais dinheiro...), estes grupos todos representam maior competição, o que do ponto de vista feminino é bom, ajuda a separar o joio do trigo.

Já para os homens, ter competidores de outras tribos não é muito divertido, e é por isso que o nacionalismo é em sua maioria masculino. Se tem umas poucas mulheres nesse meio, estas são em sua maioria casadas e com filhos (mulheres casadas e com filhos são menos fãs do multiculturalismo pois tem uma prole para criar). Além disso, o nacionalismo é também mais masculino devido à sua essência mais violenta (minha tribo contra a sua), enquanto o multiculturalismo envolve mais sociabilidade e negociação (tratos femininos).

A paixão de muitas mulheres pelos rapefugiados tem assim um caráter sexual (ainda que em geral mais potencial do que real), ao qual se junta o instinto maternal (ajudar os pobres órfãos desamparados). Já para os homens, embora alguns possam se beneficiar com o multiculturalismo (casando com asiáticas ou latinas mais submissas ao invés das brancas esnobes), em geral o excesso de competição tribal gerado tende a ser mais negativo do que positivo, e portanto é natural que cada vez mais homens se voltem para o nacionalismo.

O que acham?


quarta-feira, 21 de março de 2018

Carpe diem

Olá amiguinhos, espero que estejam todos bem. Desculpem a falta de posts neste blog, que aliás já há algum tempo está meio abandonado, pois o interesse que eu tinha na maioria destes assuntos meio que esvaziou. Não me interesso mais tanto pela "salvação do ocidente" ou todas essas bandeiras um pouco ridículas, como qualquer objetivo político que é por sua própria natureza sempre limitado e imperfeito. "Com a madeira torta da humanidade, nada pode ser construído de direito". 

Não que eu não ache que certas coisas não devam ser combatidas, e nem que não devamos tratar de melhorar aquilo que podemos. Porém, acredito cada vez mais que esta melhora possível se dá principalmente na esfera individual e nas pequenas comunidades, não na grande escala. Quer "mudar o mundo"? Comece pela sua vida, pela sua família, pelos seus vizinhos. "Retira antes a trave do teu olho e só assim verás com nitidez para tirar o cisco que está no olho de teu irmão."

De mais a mais, devo dizer que me decepcionei bastante com a luta política, e mesmo com a maioria das pessoas envolvidas nesta tal "luta", que muitas vezes é mais por vaidade ou por outros objetivos do que realmente querer melhorar alguma coisa. No mais, a razão pela qual não sou um "nacionalista branco" ou de "direita" não tem nada a ver com ideologia, e sim por que a maioria dos "nacionalistas brancos" que conheci eram uns bocós. Desculpem, mas é a verdade. Não que não haja esquerdistas estúpidos, imbecis, e principalmente hipócritas (faça o que eu digo mas não faça o que eu faço), mas a direita tende a atrair pessoas toscas, vulgares, briguentas e sem qualquer sutileza de pensamento. Então cansei deles também. Que se explodam todos. 

No mais, tenho aprendido que tanto esquerda como direita são apenas marionetes de um jogo muito maior. Sempre tem alguém manipulando, e a maioria das pessoas é extremamente manipulável, seja para um lado, seja para o outro. Não acredito em pureza de intenções. Não só o poder corrompe, a própria busca pelo poder já começa a corromper. "Meu Reino não é deste mundo".

Não sou muito religioso, e não entendo a maioria das questões da fé, mas acredito nos ensinamentos de Jesus Cristo como algo positivo, e talvez a única tábua de salvação para muitas pessoas.

No mais, deixarei a política para aqueles que tem maior interesse nessas tolices, e estarei me dedicando a outros temas e assuntos pelos próximos meses. Continuarei escrevendo, mas outras coisas mais interessantes e de maior relevância, ao menos para mim.

Abraços.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Esquizofrenia nos USA

Mais um "hoax"? Os tiroteios em escolas, falsos ou verdadeiros, estão aumentando. O objetivo final é tirar as armas das mãos do cidadão americano.

E ainda assim, é curioso. Como em muitos outros aspectos, a sociedade americana é esquizofrênica. Hollywood e a indústria de videogames promovem filmes e jogos com violência cada vez maior, gerando uma necessidade psicológica de armas de fogo nas pessoas. Ao mesmo tempo, querem impor um controle de armas total, no qual só os políticos e os ricos terão direito à proteção armada.

Trata-se de isto, no fim das contas. Afinal, qual político americano anda sem escolta armada? E por que querem negar essa mesma proteção ao cidadão comum?

Esta esquizofrenia vai em outras direções. Por exemplo, os americanos tem uma obsessão com "abuso infantil". Se você sequer olha para uma criança que não é sua pode ser acusado de ser um tarado. Assim como na crença feminista de que "todo homem é um estuprador em potencial" criou-se uma situação verdadeiramente esquizo-paranoica, na qual "todo homem próximo de uma criança é um pedófilo em potencial". No outro dia, um sujeito adormeceu no avião ao lado de uma criança, sua mão encostou na perna do menino, acordou algemado e acusado de pedofilia.

Ao mesmo tempo, homossexuais, lésbicas, travestis e outros são permitidos de adotar crianças, em alguns casos, abusando sexualmente deles por anos sem que ninguém dê um pio. E, claro, os verdadeiros pedófilos na elite política e de Hollywood jamais são presos ou sequer investigados.

O colunista Sam Francis certa vez falou do conceito de "anarco-tirania": isto é, os governos promovendo a tirania contra certos discursos incorretos, ou contra a posse de armas, ao mesmo tempo em que deixam a anarquia tomar conta no crime, na imigração, etc. Mas acho que a coisa vai além, trata-se realmente de querer transformar o cidadão de bem em um doido, para depois, como na época da União Soviética, interná-lo em um hospício.


Sobre as eleições deste ano

Raramente falo mais de política brasileira, o que tem justamente esvaziado este blog que afinal é em português, mas hoje vou fazer uma exceção e voltar aos velhos tempos.

Imagino que a maioria dos leitores votará no Bolsonaro mais do que no Lula, por motivos certamente lógicos, e no entanto, vou ir um pouco contra a corrente e dizer que, no fim, não sei se é realmente algo que vá resolver muitos dos problemas brasileiros, ao menos da forma em que eu os entendo.

O vídeo aqui nos deixa com algumas dúvidas, a primeira, aquela curiosa bandeira de um certo outro país ao lado da brasileira, o que significa? Que está “tudo dominado”? Ou tem caráter religioso? Ou terá a ver com o local onde foi preferida a palestra? Ah sim, agora eu vi que o local da palestra era a Hebraica, então faz sentido, mas mesmo assim, o valor simbólico de tal imagem não pode ser descartado. Pareceria um selo de aprovação globalista?

A segunda questão, mais importante, se refere ao conteúdo do discurso em si, de negar terras para quilombolas e indígenas. Como disse um conhecido e ex-leitor do blog, “grandes bostas, aí eles irão migrar todos para as cidades do sul onde virarão mendigos, favelados ou assaltantes.”

Uma das coisas curiosas (eu acho) é como esquerda e direita muitas vezes são opostas sem real necessidade. Quero dizer que, por exemplo, uma sempre recusa a ajuda social, outra recusa sempre um combate forte ao crime.  Mas por que não ter, ao contrário, ambos? Uma política social (bandeira da esquerda) poderia ser combinada com um combate duro ao crime (bandeira da direita) com ganho para todos. Por que não?

Manter índios e quilombolas na área rural pode não ser o ideal (e provavelmente algo odiado pelos ruralistas que apoiam Bolsonaro), mas, pensando numa escala maior, talvez seja menos pior do que a alternativa.

Vejam bem, eu não sou contrário à ajuda social. O problema é que esta ajuda quase sempre vem combinada com outros elementos negativos ou contraproducentes. Por exemplo, é claro que ajuda social com imigração ilimitada não dá certo, até o Milton Friedman (um libertário radical) já admitia isso. Da mesma forma, ajuda social que não leva em conta o crime ou o planejamento familiar, também é furada.

Por exemplo, acho que uma boa seria uma combinação de ajuda social com combate ao crime e que, ao invés de privilegiar mães solteiras, privilegiasse famílias estáveis com poucos filhos. Uma das principais causas da pobreza é justamente as pessoas terem mais filhos do que podem sustentar. Não seria melhor tentar promover que os casais pobres tivessem apenas um ou dois filhos, mas ganhando ajuda social para mantê-los? (Evidentemente, ficaria a questão de como promover isso, mas o mecanismo poderia ser puramente voluntário, simplesmente dando maior benefício econômico às famílias menores e mais estáveis).

O raciocínio se aplica a outros elementos, é claro. Um país complicado e multiracial como o Brasil não pode ter políticas copiadas de países que são bem diferentes (i.e. tentar aplicar soluções “suecas” ou “chinesas”) ou baseados numa ilusória teoria “blank slate” que não leva em conta a realidade de suas diferentes populações. Mas o Brasil não tem políticos como o Lee Kuan, tem apenas os malditos políticos brasileiros (e, está certo, também tem o povo brasileiro em vez do povo de Singapura).

Em resumo, me incomoda um pouco esse discurso pronto e previsível de "direita truculenta" contra "esquerda burra", nenhuma das duas querendo realmente resolver problemas, quase pareceria que está tudo armado não é?

Enfim, não é fácil.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Fevereiro (Open Thread)


Os antigos egípcios eram brancos ou negros? Os romanos tinham cabelo loiro ou marrom? Os gregos eram pardos? E os antigos hebreus? Quem foram os fenícios?

Lula deve ou não ser preso? É justiça? É golpe? É a velha briga pelo poder disfarçada de “luta contra a corrupção”? Ou é revanche dos outros partidos contra o monopólio petista das propinas? (Dica: ações da Petrobrás subiram exponencialmente quando do anúncio da prisão).

Trump está fazendo algo que preste ou é só um presidente de fachada? Aliás o que ele está fazendo além de tuitar? Alguém está acompanhando?

Kevin Spacey é gay? Kevin Spacey estuprou garotinhos? Não é hipocrisia de Hollywood punir um ator só depois que se descobre publicamente o que todos de lá provavelmente sabiam desde muito antes? Se Hollywood é tão moral assim porque não agiu contra ele antes de virar notícia? E por que Kevin foi punido sendo “desaparecido” de filmes e séries, enquanto Bryan Singer, Roman Polanski e Woody Allen continuam a produzir?

Alguém tem alguma previsão para 2018?

Quem é que gosta de Carnaval?

Estou envolvido esta semana com outros projetos e sem muito tempo ou vontade de escrever sobre política ou sobre os velhos temas de sempre, deixo então vocês à vontade para discutirem assuntos de sua preferência.

Divirtam-se. Volto logo mais. Abs. 

 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O futuro é branco

No outro dia não conseguia dormir e assisti "Guerra pelo Planeta dos Macacos". Um filme bem tolo mas que é claramente uma alegoria sobre o genocídio branco -- e a favor deste.

O principal malvadão é um coronel que comanda os humanos sobreviventes e é representado como um arquetípico "branco conservador" (cabelo raspado, crucifixo no pescoço, jeitão e sotaque de redneck -- os produtores nunca cansam desses estereótipos?). Ele é racista contra macacos (especiecista?), fala em "guerra santa", e é sádico e violento. Ah, que como se não bastasse, para proteger-se da invasão de macacos, "está construindo um muro"...

Como órgão de propaganda, Hollywood já foi mais sutil. Ou será que foi mesmo?

Enfim, a alegoria funciona apenas até certo ponto, pois o que está ocorrendo hoje não é exatamente o extermínio dos brancos, mas sim uma misturança geral e uma tirania homo-global. O povo-sonho da elite são brancos gays, e todos os outros marrons. (Na Mexifórnia, já é quase assim.)

E no entanto... Não acho que os brancos sumirão. Na verdade, acho exatamente o contrário, que veremos um ressurgimento ocidental mas isto levará ainda uns 100 ou 200 anos.

Se isto ocorrer, provavelmente começará na Europa que é o berço do branquelo. Os EUA, com todas suas excelentes qualidades, para todos os efeitos já são um país pós-branco, pós-nação-Estado, e atual sede do império global. Sim, é um país próspero e poderoso, e por isso muitos querem ir para lá, mas o que ocorrerá no futuro? Até quando poderão continuar imprimindo dólares e invadindo quem não concordar?

Difícil saber. Imagino que os EUA sofrerão algum tipo de fragmentação, ainda que não seja de todo certo em quais linhas (não necessáriamente étnicas, por sinal). Eles tem uma grande vantagem geográfica sobre os europeus, além da maior liberdade e resistência ao controle de armas. A Europa? Acho que pode sobreviver, ainda que não exatamente da mesma forma que outrora, e talvez ao custo de uma guerra civil. Mas, enquanto o globalismo prospera nos EUA e há maior integração, na Europa o que ocorrem são mais sociedades paralelas, onde brancos, africanos, árabes e asiáticos vivem em mundos basicamente separados. O que é ruim mas é bom, mais fácil separar depois.

Se tudo é tão dramático, por que estou convencido de que o branco sobreviverá? Bem, é simples, porque o mundo moderno não funciona sem eles. Sem os brancos, vira planeta dos macacos mesmo.

Por exemplo, no outro dia, um anúncio com a foto de um menino negro com um moletom com os dizeres "The Coolest Monkey in the Jungle" (o macaco mais legal da floresta) apareceu no site da loja H & M. Quase ninguém reparou até que um colunista negro do New York Times chamou a atenção gritando "racismo". O negócio viralizou e logo toda a mídia social estava querendo a cabeça dos criadores do anúncio. Curiosamente, a mãe do menino (um queniana que mora na Suécia, quem diria) disse que ela aprovou o anúncio e que os gritos de racismo eram tolice, mas não adiantou. A loja teve que pedir desculpas e retirar o anúncio, mas tampouco adiantou: da violência verbal passou-se à violência física, com dezenas de lojas H & M vandalizadas pelo mundo. E tudo por causa de um anúncio que nada tinha de racista - a não ser na cabeça das pessoas que veem "racismo" em tudo.

Sorriam. O mundo branco sobreviverá. You will not replace us. O futuro é branco.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Star Wars: O Último Homem Branco

Não sei se alguns dos leitores é um nerd convicto amante de Star Wars, Star Trek e filmes de super herói. Nunca fui muito do tipo, e confesso que até me irritam esses fãs obsessivos que ficam bravinhos se o diretor ou roteirista troca a cor de uma linha do uniforme do herói (mas aplaude se o personagem em si muda de cor, porque "diversity").

Do Star Wars, só assisti a série original anos atrás, achei divertida mas nada de mais, e dois anos atrás assisti a nova versão que achei bem ruim (até escrevi algo aqui).

Pois bem: esta continuação consegue ser ainda pior. 

Confesso que nem assisti tudo. Não querendo pagar, assisti uma versão pirata online, mas só consegui assistir até a metade. A história simplesmente é bem fraca.

(Seguem "spoilers").