segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O futuro é branco

No outro dia não conseguia dormir e assisti "Guerra pelo Planeta dos Macacos". Um filme bem tolo mas que é claramente uma alegoria sobre o genocídio branco -- e a favor deste.

O principal malvadão é um coronel que comanda os humanos sobreviventes e é representado como um arquetípico "branco conservador" (cabelo raspado, crucifixo no pescoço, jeitão e sotaque de redneck -- os produtores nunca cansam desses estereótipos?). Ele é racista contra macacos (especiecista?), fala em "guerra santa", e é sádico e violento. Ah, que como se não bastasse, para proteger-se da invasão de macacos, "está construindo um muro"...

Como órgão de propaganda, Hollywood já foi mais sutil. Ou será que foi mesmo?

Enfim, a alegoria funciona apenas até certo ponto, pois o que está ocorrendo hoje não é exatamente o extermínio dos brancos, mas sim uma misturança geral e uma tirania homo-global. O povo-sonho da elite são brancos gays, e todos os outros marrons. (Na Mexifórnia, já é quase assim.)

E no entanto... Não acho que os brancos sumirão. Na verdade, acho exatamente o contrário, que veremos um ressurgimento ocidental mas isto levará ainda uns 100 ou 200 anos.

Se isto ocorrer, provavelmente começará na Europa que é o berço do branquelo. Os EUA, com todas suas excelentes qualidades, para todos os efeitos já são um país pós-branco, pós-nação-Estado, e atual sede do império global. Sim, é um país próspero e poderoso, e por isso muitos querem ir para lá, mas o que ocorrerá no futuro? Até quando poderão continuar imprimindo dólares e invadindo quem não concordar?

Difícil saber. Imagino que os EUA sofrerão algum tipo de fragmentação, ainda que não seja de todo certo em quais linhas (não necessáriamente étnicas, por sinal). Eles tem uma grande vantagem geográfica sobre os europeus, além da maior liberdade e resistência ao controle de armas. A Europa? Acho que pode sobreviver, ainda que não exatamente da mesma forma que outrora, e talvez ao custo de uma guerra civil. Mas, enquanto o globalismo prospera nos EUA e há maior integração, na Europa o que ocorrem são mais sociedades paralelas, onde brancos, africanos, árabes e asiáticos vivem em mundos basicamente separados. O que é ruim mas é bom, mais fácil separar depois.

Se tudo é tão dramático, por que estou convencido de que o branco sobreviverá? Bem, é simples, porque o mundo moderno não funciona sem eles. Sem os brancos, vira planeta dos macacos mesmo.

Por exemplo, no outro dia, um anúncio com a foto de um menino negro com um moletom com os dizeres "The Coolest Monkey in the Jungle" (o macaco mais legal da floresta) apareceu no site da loja H & M. Quase ninguém reparou até que um colunista negro do New York Times chamou a atenção gritando "racismo". O negócio viralizou e logo toda a mídia social estava querendo a cabeça dos criadores do anúncio. Curiosamente, a mãe do menino (um queniana que mora na Suécia, quem diria) disse que ela aprovou o anúncio e que os gritos de racismo eram tolice, mas não adiantou. A loja teve que pedir desculpas e retirar o anúncio, mas tampouco adiantou: da violência verbal passou-se à violência física, com dezenas de lojas H & M vandalizadas pelo mundo. E tudo por causa de um anúncio que nada tinha de racista - a não ser na cabeça das pessoas que veem "racismo" em tudo.

Sorriam. O mundo branco sobreviverá. You will not replace us. O futuro é branco.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Star Wars: O Último Homem Branco

Não sei se alguns dos leitores é um nerd convicto amante de Star Wars, Star Trek e filmes de super herói. Nunca fui muito do tipo, e confesso que até me irritam esses fãs obsessivos que ficam bravinhos se o diretor ou roteirista troca a cor de uma linha do uniforme do herói (mas aplaude se o personagem em si muda de cor, porque "diversity").

Do Star Wars, só assisti a série original anos atrás, achei divertida mas nada de mais, e dois anos atrás assisti a nova versão que achei bem ruim (até escrevi algo aqui).

Pois bem: esta continuação consegue ser ainda pior. 

Confesso que nem assisti tudo. Não querendo pagar, assisti uma versão pirata online, mas só consegui assistir até a metade. A história simplesmente é bem fraca.

(Seguem "spoilers").

sábado, 23 de dezembro de 2017

Pausa para Reflexão

Então é Natal, e o que você fez?

Eu, nada. O tempo passa e as promessas não-cumpridas se acumulam. Faz tempo que penso em mudar a orientação dest blog ou criar um novo, mas há quanto tempo penso isso? Enquanto isso, continuo aqui.

Um leitor recentemente comentou que já foram quase dez anos de blog. Nossa! O tempo voa mesmo. Parece que foi ontem. E ainda estamos aqui. 

Porém, noto um certo cansaço. Natural, imagino. Tenho postado com muito menos freqüência e isto não ajuda. Além disso, de modo geral, a  "mídiasocialização" da Internet tem prejudicado um pouco os blogs mais interessantes. A maioria das pessoas procura outro tipo de conteúdo hoje em dia. Mas infelizmente eu não tenho interesse em fazer páginas de "memes" no Foice, nem virar um Youtuber raivoso que xinga todo mundo, então realmente as opções são limitadas.

Enfim, verei em 2018 o que fazer.

O curioso é que meus interesses também mudaram um pouco com o tempo. Cada vez me interesso menos pela política tradicional, que era o foco inicial deste blog, mas também por temas que até faz pouco eu seguia.

Esta mudança se refletiu também nas minhas leituras; não tenho mais tanto interesse em blogs de política e nem mesmo tanto nas questões raciais ou "HBD" ou "alt-right", e até deixei de seguir vários blogs que focavam demais nesta temática. Sim, ainda leio sempre o unz.com, mais o Sailer, e às vezes o Lihn Dihn, e até Karlin e o Saker, mas não acho nenhum deles tão grande assim: os comentaristas deles tendem a ser os melhores. Também leio a Takimag, mas mais pelo Theodore Dalrymple do que qualquer outra coisa. 

Mas alguns dos blogs mais interessantes para mim ultimamente são blogs mais ligados ao misticismo e/ou análises mais viajantes. Por exemplo, blogs como o do Aeoli Pera, ou o Gornahoor, embora muitas vezes entenda apenas 50% do que eles escrevem, não sei se por culpa deles ou minha. De vez em quando leio também o Vox Day, que é mais acessível mas também um pouco menos interessante (não consigo gostar muito dele, nem do Heartiste, nem de toda a turma PUA). Quando esto numa mood mais conspiratória, confiro o Henry Makow e a Thinking Housewife, mas sem levar tão a sério. Mas confesso que não tem nada ou quase nada que eu adore realmente.

Na verdade, talvez até devido à overdose, estou meio que cansando da Internet e voltando a ler mais literatura - e em livros de papel. É incrível pensar como discussões que para nós parecem "novas", já eram discutidas há 50, 100, ou até dois mil anos. Temas da "alt-right" já eram discutidos por Aristóteles e Platão. 

Não penso tanto em religião, na verdade em termos práticos não sigo nada, mas por algum motivo penso muito na figura simbólica de Cristo ultimamente. Pode ser apenas o sentimentalismo natalino, ou pode ser algo mais. Assim como quando somos adolescentes desdenhamos dos conselhos de nossos pais, e depois vemos que eles estavam certos, algo parecido ocorre com o Cristianismo; o desdenhamos ou rejeitamos como algo kitsch ou fora de moda na juventude, e tendemos a compreendê-lo um pouco melhor na maturidade.

Não acho que seja apenas relacionado com a relativa maior proximidade com a doença ou a morte: acho que é mais que, com o tempo, percebemos que o que é realmente mais importante "amar o próximo" do que tentarmos ser felizes através do egoísmo e do materialismo, e isto só se aprende com a experiência mesmo.

Ou seria que a queda da libido estaria por trás disso? Muitas apresentadoras de TV que passaram a juventude dando a bunda, viraram evangélicas na meia-idade. Bem, antes tarde do que nunca, penso eu; algumas, como a mal chamada Madonna, nunca se arrependeram.  

É verdade que a sexualidade, quando descontrolada, pode ser algo terrível. Leiam aqui a triste história de Moira Greyland, filha da famosa escritora Marion Zimmer Bradley ("As Brumas de Avalon"), criada por pais monstruosos, e entendam por que a elite quer reduzir tudo a sexo e mais sexo, e sexo com pessoas de cada vez menor idade. Usar e abusar dos próprios filhos e de crianças, pode haver algo mais triste (e mais demoníaco) na vida?

Acredito na empatia, acredito que devemos ser ou tentar mais bons uns com os outros. Às vezes penso que a ética Cristã é talvez até o único modo de se viver neste planeta imundo. Não que seja fácil, ao contrário: o natural é o egoísmo, como parte do instinto de auto-preservação. Fazemos mal sem nem mesmo pensar. Eu mesmo posso dizer que quase sempre falhei em ser bom, mesmo quando me custaria muito pouco. 

E no entanto, não entendo os psicopatas (e muitas pessoas da elite parecem ser de fato psicopatas). A falta de empatia, a meu ver, os torna de certa forma quase que menos humanos. E nem isso: afinal, não diria que os animais possam ser "psicopatas", aliás, como sabe qualquer um que tenha um animal doméstico, os animais podem oferecer mais empatia e amor desinteressado do que muitos humanos.

De mais a mais, é também algo positivo para nós mesmos: fazer o bem a alguém que amamos é talvez a forma mais próxima de felicidade à qual podemos almejar; certamente bem mais do que o mero hedonismo ou acumulação de bens materiais.

Não é mais feliz a mãe que se sacrifica e tudo faz pelos filhos do que a que vive uma vida solitária focada na "carreira"? Não é mais feliz o homem que faz tudo pela esposa do que alguém que passa cada noite com uma vadia diferente entre drogas e bebidas? Não é mais feliz o homem que mantém amigos fiéis por toda a vida do que aquele que trai amigos e conhecidos por dinheiro, fama ou poder? Não é mais feliz o missionário que dedica a sua vida a ajudar os outros do que o cidadão que vive enfurnado entre bens materiais e o acúmulo de dívidas e prestações?

Quem sabe? Talvez não existam respostas, apenas mais perguntas.

Talvez o importante não seja encontrar a resposta certa, mas fazer a pergunta certa.

Feliz Natal a todos.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Antes que o ano acabe

Nossa! O ano quase acabando, e eu aqui sem tempo de postar. Segue um pout-pourri de notícias que mereceriam textos mais aprofundados, mas ficará para outra vez. Abs. 

Família que é trasgênero unida permanece unida. Uma família americana do Arizona decidiu ser transex toda ao mesmo tempo. A mãe virou pai, o pai virou mãe, o filho virou filha e a filha virou filho. Agora eles dizem que são finalmente o que "eram para ser". Ah, isto sim é que é família, não a tediosa família heteronormativa tradicional. 

Aberta a temporada de caça ao branco. Já é permitido odiar brancos, e até mesmo pregar o seu extermínio. "É literalmente impossível ser racista contra brancos", disse uma negra. "Brancos são maus. A brancura é do mal", disse uma feminista mista. Mas cartazes informando que "É OK ser branco?" Isto é racismo

Black Bretanha. Notícia alarmante! Os negros caribenhos estão desaparecendo da Inglaterra! Isto por que estão se misturando adoidados com branquelas inglesas pobres, criando uma nova geração de raça mista: crianças mistas de afro-caribenho com branco-anglo já são o dobro das crianças caribenhas puras. A Economist, revista globalista imunda, celebra este fenômeno,  que chama de "assimilação bem-sucedida": "Para os jovens, acustumados a ter pessoas de todas as origens em seu meio, a raça importa muito menos que para seus pais. Em uma geração ou mais de "melting pot", não irá importar completamente". Ótimo! Excelente! Em breve a Inglaterra será um paraíso igualitário, mal posso esperar.

Terceirizando os protestos. Na mesma Inglaterra, em um festival literário no interior, houve protestos contra uma jornalista acusada de ter dito que os muçulmanos deviam deixar a Inglaterra. Ela terminou sendo impedida de falar pela multidão. O curioso é que pela foto e pelo vídeo dos protestos, eram todos brancos ingleses, não havia um muçulmano sequer - esses provavelmente estavam planejando o próximo atentado contra o branquelo trouxa.

30%. Segundo senadores americanos, existe apenas 30% de chance de que Trump ataque a Coréia do Norte, causando uma hecatombe nuclear e crise econômica global. Trump também já ameaçou Irã e colocou tropas americanas no Iêmen para ajudar os sauditas na luta contra os rebeldes locais. Trump, cabe lembrar, é o presidente "anti-globalista" que (assim como Obama) prometeu um fim às guerras eternas do Império Americano. 30% é pouco, temos chance de terminar 2017 sem destruição total. Boa semana a todos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Exploração infantil

Quando podemos dizer que uma sociedade chega ao fundo do poço?

Creio que todos concordarão que é quando esta começa a abandonar ou corromper as suas próprias crianças.

No ótimo e delirante romance "A Pele" de Curzio Malaparte, são narrados vários horrores do fim da II Guerra em Nápoles, entre eles a prostituição infantil. Quando um pai ou uma mãe exploram a própria criança para obter comida, é sinal que o desespero e o horror chegaram ao nivel máximo. 

E no entanto os pais dos pacíficos e ricos países ocidentais fazem algo que, se não pior, é igual de moralmente indefensável. Sem passar fome nem necessidade, eles fazem de seus próprios filhos cobaias de experimentos científicos e sociais.

No outro dia um casal de idiotas decidiu dar a seu filho/a o nome de "B"para que tenha "gênero indeterminado" e "o mínimo de influência e carga social". Leiam a inacreditável entrevista com os dois paspalhos que acreditam que o gênero de seu filho bem como suas preferências de brinquedos ou roupas são apenas "construção social" e portanto infinitamente maleáveis. Interessante que, sem querer dar uma "carga social", estão dando a essa criança um nome que certamente será alvo de zoação e bullying por toda a sua infância e adolescência.

Os pais nem mesmo são tão originais quanto pensam ser: são só zumbis da mesma mídia que tanto criticam. Um caso similar ocorreu no Canadá, com uma criança chamada de "Tempestade" que é alternativamente vestido de menino ou menina para que "possa escolher". Nesse mesmo curioso país em que o primeiro-ministro pediu desculpas chorando aos gays, outro "pai" "transexual" decidiu que sequer dará um "gênero" para a criança, e a chamará de "eles" (they).

Se tem algo que me irrita profundamente é esta atitude egoísta que muitos pais (a maioria?) hoje têm com suas próprias crianças, de usá-las como um tipo de brinquedo ou apetrecho de status social. Agem sem pensar no interesse delas, mas nos deles. Acho até que prejudicar os próprios filhos por um motivo fútil, apenas para posar de "progressistas" ou "modernos", beira a psicopatia. Ora, criar é acima de tudo um dever, não uma diversão, e o pensamento deve ser todo no interesse da criança.

Vocês dirão que um nome é apenas um nome, e uma rosa é só uma rosa, mas vejam que nomes podem influenciar muitíssimo o destino de uma pessoa. Nomes estrambóticos são quase sempre motivo de zoeira (crianças podem ser cruéis). Nomes esquisitos ou "de pobre" são vistos negativamente na seleção universitária ou na busca de empregos (existem muitos estudos a respeito). E toda esta questão de "mudança de gênero", poderá ser altamente prejudicial para os filhos quando eles forem adultos. Sim, muitos crescerão e esquecerão, mas e os que não? Vale a pena arriscar o bem-estar do filho em nome de um experimento social totalmente imbecil?

O melhor mesmo talvez seja não ter filhos neste planeta de pessoas tão estúpidas e egoístas, que sacrificam suas próprias crianças no altar da vaidade.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Queremos Deus, ou Queremos Deus@?

A Igreja Luterana Sueca, que hoje tem quase 50% de mulheres entre seus pastores, declarou que Deus é transgênero, ou melhor, transcengênero.

Quer dizer, já que transcende os gêneros, segundo a arcebisp@ local não deve ser chamado de "Deus" ou de "Senhor", termos masculinos, mas sim com termos neutros que sirvam para ambos os sexos.

Naturalmente, as igrejas locais já são todas abertas para a celebração do casamento gay, bem como para a aceitação irrestrita de refugiados, e seu símbolo mais do que a cruz é o arco-íris. 

Enquanto isso, os islâmicos continuam estuprando jovenzinhas suecas e pregando a morte de quem ousa desenhar Maomé.

Nunca entendi este fenômeno do esquerdo-cristianismo. Se você não acredita nos preceitos mais básicos da sua religião, então por que simplesmente não abandoná-la? Para quê convertê-la num esquerdismo light que nada tem de cristianismo real? Ora, assuma seu esquerdismo, e pronto.

(Desnecessário dizer que a maioria das igrejas na Suécia assim como no resto da Europa ocidental andam quase vazias, então não é nem mesmo claro a quem eles pretendem agradar.)

Houve um tempo em que a sociedade se pautava pelas normas religiosas e pelos valores tradicionais. Hoje é o contrário: as normas religiosas e os valores é que se pautam de acordo com a sociedade. É uma ideia um pouco estranha, já que os costumes e as modas mudam muito; é como querer fazer uma escultura com água.

Por que os brancos, e em especial os brancos nórdicos, agem assim? Por que eles se curvam ante as tolices do multiculturalismo e abandonam a sua própria cultura, suas tradições, suas cidades, e até seu próprio povo e sua descendência para outros? Nenhuma outra raça age assim, nem os asiáticos. 

Bom, uma das razões está relacionada com o status e a luta de classes. 

Depois da confusão com o Waack que foi notícia até do New York Times, assisti a uma entrevista com o Richard Spencer feita por um jornalista negro da Inglaterra, e tudo ficou mais claro. Alguns dizem que ele -- o Spencer, não o jornalista -- seja na verdade um fantoche da CIA. Não tenho certeza, mas é até possível, dado que tantos outros tiveram suas carreiras arruinadas por muito menos, e ele continua ali, como o "vilão favorito" da Alt-Right. 

Muitos acham que o branco sofra de "culpa branca" ou de "altruísmo patológico". Nada mais longe da verdade. O branquelo, e em especial o anglo Wasp, no fundo se acha superior. O problema é que posar de superior não é de bom tom, além de ser contra-producente - em geral, quem gosta de posar de bonitão, de valentão, de superior, é porque tem algum complexo de inferioridade ou algo a esconder. Então eis o problema: como mostrar ser superior, mas de maneira indireta e sutil, e sem perder o status?

A resposta é muitos simples: criticando outros brancos. Os racistas, os deploráveis, os pobres. Aqueles que se deram mal na vida e precisam conviver com a ralé. Os brancos de classe média e alta obtém desta forma a sonhada sensação de superioridade e status, sem ter que fazer na verdade nenhum sacrifício, pois quem sofre com a imigração e outros problemas são quase sempre só os brancos pobres mesmo, que são os seus rivais. Mata-se dois coelhos com uma cajadada.

A ideia de que os anglos são coitadinhos explorados ou sendo substituídos na elite pelos judeus tampouco é exatamente correta. A realidade é mais complexa. A elite anglo WASP junto com a elite euro e a elite dos judeus tem uma relação simbiótica, de mútuo benefício - benefício para as elites, é claro, não para o povão. Mas a elite principal é, difícil negar, formada maiormente por anglos e judeus. Claro, existem muitos proles anglos e judeus que também sofrem como todo mundo, mas esta é a natureza das coisas.

Isto pode ser visto no recente casamento do príncipe Harry com uma atriz americana, divorciada e de origem parcialmente negra. Se até a monarquia britânica agora está apoiando o multiculturalismo, é sinal que eles estão diretamente por trás disso também. O povo pode ser ingênuo, a elite jamais.

"Amor é amor", dirão os tolos. Besteira. Esse casamento foi tão arranjado quanto as propagandas britânicas natalinas enfatizando casais de negros com brancas. Três propagandas de empresas diferentes, todas mostrando casais idênticos: quais são as chances?

O pior é que toda essa badalação das minorias termina sendo contraproducente para todo mundo. Uma afro-britânica falou: "nunca me importei com a família real, até a a Megan". Ué, mas se nunca se importou até agora, por que passaria a se importar? Quero dizer. que se ela só se importa quando tem uma pessoa ligeiramente "de cor" no meio, então na verdade não se interessa pela monarquia em si. A mesma coisa as Igrejas progressistas: não dá para entender por que queiram celebrar os gays. "Nunca me importei com a Igreja, mas agora que eles estão celebrando o casamento gay, agora sim". Ou: "Agora que tem um Papa comunista, agora levo mais fé". Será que é isso que os idiotas esperam? 

Claro, tem outro aspecto mais profundo e que está relacionado com a questão religiosa conforme mostrado acima. O branco perdeu sua crença religiosa. Nem digo catolicismo ou protestantismo, mas qualquer tipo de crença em algo além do mero material. A maioria dos brancos hoje são ateus ou agnósticos. Os que seguem a religião, seguem uma versão progressivizada como a da Igreja sueca, que é praticamente indiferenciável do esquerdismo. Ou então a religião do progressismo, mas esta é uma religião puramente materialista (construir o paraíso na Terra, gerar igualdade entre todos, etc).

Um escritor italiano, referindo-se às atrocidades ocorridas durante a II Guerra, disse que antes as pessoas lutavam e sofriam para salvar a sua alma, mas hoje lutam apenas para salvar sua pele. E de fato me parece que numa visão exclusivamente materialista da vida, não há muita razão para pensar muito além do futuro mais imediato. E neste caso os psicopatas imundos da elite que acumulam poder e dinheiro e ferram com os outros é que estariam com a razão? 

Bem, resta ainda o leste europeu, que está resistindo e marcha pedindo: "Queremos Deus". Alguns dizem que uma possível saída seria a união da Europa com a Rússia e quem sabe até com a China, abandonando o multiculturalismo anglo-americano e tornando-se mais similar ao leste. Quem sabe?

Quem viver, verá. E quem não, também.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Existe um racismo do bem e um racismo do mal?

No outro dia uma branquela feminista e anti-racista tola reclamou de um homem ao seu lado no metrô de NY que estava "manspreading", i.e., ocupando mais espaço no banco do que deveria. Porém, ela esqueceu ou não reparou que o homem ao seu lado não era um branco cuck metrossexual pró-feminista mas sim um negro violento do gueto. Resultado, levou um soco nos beiços e ficou com a cara inchada, e ainda recebeu insultos: "Eu já estuprei vadias como você!" Ela foi salva porém por um homem branco do tipo que ela provavelmente despreza, que fez o negro descer do trem.

Isto mostra que o feminismo é um truque que quase só funciona com brancos e portanto as feministas se verão em apuros com a imigração massiva de culturas não-brancas. (Outra coisa curiosa é que a maioria das mulheres que mais reclamaram de assédio nas mídias socieis e mais entraram na onda do "me too" foram mulheres promíscuas; mas este seria outro tema).

É estranho pensar que se esta mulher fosse "racista", isto é, consciente dos perigos de se discutir com pessoas mais agressivas, não teria tido esse problema. Eu por exemplo evito homens negros jovens, e mais ainda no transporte público, especialmente aqueles que pelas vestimentas evidentemente não são de classe média trabalhadora. Racismo, ou experiência? Muitas grandes cidades ocidentais estão cheias de mendigos sem-teto brancos, mas a única vez em que fui agredido por um, era um negro de dois metros de altura. (Até que gosto de mulheres negras, no entanto. A maioria que conheci eram simpáticas, mesmo as pobres).

O racismo entendido como um desprezo ou ódio verso outros grupos ou pessoas a priori, eu considero em geral errado. Existem negros bons, existem muçulmanos bons, existem judeus bons. (Na verdade, minha experiência pessoal individual com muçulmanos e judeus, fora os ortodoxos que são antipáticos, foi quase sempre boa). Imagino que até ciganos bons devam existir em algum lugar! Porém, o racismo compreendido mais como a) compreensão das diferenças existentes entre as etnias e b) um saudável instinto de auto-preservação, não vejo nada de errado com isso.

Na verdade, se formos pensar, o que é estranho é essa ideia de que brancos e negros são idênticos. (digo como exemplo, todos os povos são diferentes entre si, mas entre brancos e negros o contraste é maior, tanto no aspecto físico quanto psicológico). Uma pessoa do século passado, ou até de cinquenta anos atrás, acharia essa ideia muito esquisita. E nem é questão de se pensar em termos de "superioridades" ou "inferioridades", mas apenas de diferenças. E entender que essas diferenças se aplicam a questões práticas. Se a moça do metrô comprendesse isso (o que, digamos, a maioria das pessoas, mesmo os esquerdistas, compreende ainda que instintivamente), não teria levado um soco na fuça.

E tem também um outro tipo de "racismo" (mas hoje em dia, para ser "racista", basta ser branco, então este termo hoje é tão inútil quanto "fascismo") que é simplesmente desejar morar ou realizar atividades com os seus semelhantes. Isto também me parece saudável e natural. Ué em toda cidade ocidental tem o bairro chinês, o bairro turco, o bairro coreano, o bairro mexicano, o bairro somali, etc, mostrando que todos os povos gostam de morar cada um na sua. Por que com o branco seria diferente? (E nem é, pois os brancos também preferem morar entre outros brancos, pagando alto dinheiro para isso - o que querem é forçar outros brancos sem dinheiro a morar no multiculturalismo).

Enfim, o que quero dizer é que realmente existe uma diferença entre um racismo genérico, agressivo, e preconceituoso contra todos os indivíduos, e uma saudável aceitação das diferenças e dos possíveis problemas que essas diferenças na prática podem causar. Aceitar diferenças não significa odiar ninguém. Mas por que será que a maioria das pessoas não entende algo tão simples?



domingo, 12 de novembro de 2017

É coisa de branco!

Ser racista? É coisa de branco.

Ser anti-racista? É coisa de branco também. 

Fazer marcha anti-racista anti-transfóbica e anti-islamofóbica e criticar brancos deploráveis? É coisa de branco.

Reclamar do racismo e ser a favor dos imigrantes mas morar em bairros chiques e exclusivos bem longe da ralé? É coisa de branco.

Andar de bicicleta, fazer camping, escalar montanhas, velejar? É coisa de branco. 

Exaltar as cidades mas morar no subúrbio? É coisa de branco.

Marcha com velas e camisa branca em protesto contra a violência ou o terrorismo mas não fazer nada a respeito? É coisa de branco.

Dizer que quem diz que não é racista por ter amigos negros é na verdade racista? É coisa de branco. 

Ecologia e veganismo? É coisa de branco (e de um ou outro perdido por aí).

Casar com uma branca e ter filhos negros? É coisa de branco.

Matemática e tecnologia aeroespacial? É coisa de branco (e de asiático e de judeu).

Ser realmente multicultural e acreditar que pode funcionar? É coisa de branco.

Criticar o privilégio branco ao mesmo tempo em que se sente secretamente orgulhoso de ser uma pessoa tão consciente dos problemas sociais que consegue criticar o próprio privilégio? É coisa de branco. 

Country, punk, emo, góticos, grunge, indie pop, música clássica? É coisa de branco. (Jazz, pop, hip hop, samba, rock'n'roll e axé não são). 

Balé, ópera, musical? É coisa de branco (e de gay e de judeu).

Guerras fratricidas entre nações por motivos nacionalistas ou religiosos? É coisa de branco (mas dos outros também).

Criar sociedades mais civilizadas e agradáveis de se viver? É coisa de branco.

Arruinar isso quase sempre pouco depois? É coisa de branco também.

Assassinos em massa, serial killers e pedófilos? É coisa de br... Hum, há controvérsias.

Desunião e desacordo? É coisa de branco.

Constante luta por status? É coisa de branco.

Socialismo? É coisa de branco.

Capitalismo? É coisa de branco também (e de judeu). 

Colonialismo, imperialismo, escravidão, anti-semitismo? É coisa de todo mundo mas só o branco leva a culpa.

Escrever uma lista inútil sobre coisas que definem o branco? É coisa de branco.

Discutir se judeu é ou não branco? É coisa de branco (e de judeu).

Discutir quem entre os brancos é mais branco? É coisa de branco.

Dizer que brancura não importa? É coisa de branco.

Ser branco? É coisa de branco. 

Ser branco é ruim mas é bacana. Faça como eu. Seja branco você também.


sábado, 11 de novembro de 2017

Pornificação

Desculpem a falta de posts recentes mas o mundo anda meio repetitivo não acham?

Mais um imigrante muçulmano atropelando pessoas supostamente em nome do ISIS, mais um, perdão, dois massacres a tiros nos EUA perpetrados por brancos armados (até eu terminar de escrever este texto talvez ocorra mais um).

Nunca entendo direito estes atentados, o que esperam ganhar? Cui bono? Ou seriam realmente ataques de "falsa bandeira" para tentar instalar um estado policial? Não sei mais.

E também dezenas de novas denúncias de assédio sexual, de Louis C. K. a Kevin Spacey, que parecem prenunciar um estranho neo-puritanismo feminista.

(É um paradoxo. Por um lado, você precisa ser ao menos um pouco sexualmente agressivo, ou que mulher dará atenção para você? Por outro lado, se falhar, a mulher (ou o gay) poderá utilizar a cantada mal-sucedida como "assédio" mesmo décadas depois e te processar. Qual a solução? Acho que só ser árabe ou ser negro, pois eles parecem estar exentos de tais regras. (Judeus também pareciam exentos, mas grande parte destes novos acusados são judeus, então, já não sei mais. É um novo e confuso mundo)).

Falando em árabes e negros e judeus, um conhecido âncora brasileiro e judeu está em maus lençóis por ter falado que buzinar constantemente era "coisa de preto". Achei seu comentário esquisito, parece-me que a buzina impaciente é algo comum em qualquer grupo étnico ou social, mas posso estar errado. Alguns reclamam do racismo, outros do politicamente correto, mas no caso parece ter sido uma piada meio forçada mesmo.

Enfim, as coisas andam meio monótonas. então vou falar de um assunto diferente: pornografia.

O Fred Reed escreveu um curioso artigo propondo a legalização da pornografia infantil para pedófilos, desde que feita de maneira digital (i.e. sem crianças reais).

Isto não é tão novidade quanto parece: no Japão, por exemplo, são comuns animações e mangás com conteúdo, se não pornográfico, ao menos bastante erótico, envolvendo jovens colegiais. E isto é perfeitamente legal, afinal, são apenas desenhos que "não causam mal a ninguém".

Bem, aqui eu vou ter que discordar. Meu entender no momento é que a pornografia, e não apenas aquela envolvendo crianças e adolescentes, mas todo e qualquer tipo de pornografia, é bastante nociva. Acredito que afete negativamente nossas mentes e, no caso dos adolescentes (que são naturalmente os que mais a consomem), possa mesmo chegar a causar problemas sexuais e mentais. (Recentemente uma pesquisa mostrou um aumento nas disfunções eréteis entre jovens, relacionado com o consumo excessivo de vídeos pornôs).

É verdade que, quanto maior o nível de abstração, menor o perigo. Dessa forma, animes são menos perigosos do que vídeos com atrizes e atores (ou os ainda mais comuns vídeos amatoriais), e a arte erótica estática é menos nociva ainda.

Mas por que - ao menos no meu entender - a pornografia seria nociva?

Eu acho que é realmente por passar a nossos cérebros a uma visão deformada do mundo e da sexualidade, que afetam os neurônios de forma a gerar uma necessidade de conteúdo cada vez mais extremo. (O mesmo mecanismo que ocorre com as drogas, por sinal). E quando chegarmos daqui a pouco ao uso massivo de óculos de realidade virtual (que, convenhamos, vão ser utilizados em 95% dos casos para pornô) poderá ser ainda pior. 

Sou tão velho que quando eu tinha uns doze ou treze anos a Web estava recém nascendo e não se tinha acesso tão fácil quanto hoje em dia a material pornô. O mais próximo que se poderia encontrar era alguma pornochanchada brasileira supostamente baseada em Nelson Rodrigues que passava de madrugada na Band, em que a Vera Fischer mostrava os peitos. E era bem difícil encontrar revistinhas de sacanagem. Talvez alguém conseguia uma Playboy ou uns quadrinhos do Zéfiro através de um primo ou irmão mais velho, mas não era tão fácil assim. 

Isso mudou logo depois, e eu tive acesso aos mais variados tipos de pornografia através do computador. Mas nada que veio depois causou tanto impacto como a primeira revista de mulher pelada que alguém trouxe clandestinamente no colégio e que ia passando de mão em mão. (O mistério e a dificuldade podem ser uma coisa boa.) 

Hoje, naturalmente, qualquer criança ou adolescente tem acesso a vídeos dos mais variados fetiches e bizarrices em seu telefone celular, tanto que até um vídeo extremamente nojento como "two girls two cups" virou meme de humor. Isto sem falar nas "novinhas que caem na Net".  

Existe uma empresa canadense que hoje é a responsável pela maioria do conteúdo pornográfico no mundo. Chama-se MindGeek. O nome inocente esconde que eles são os proprietários de quase todos os famosos sites pornôs em existência, de Pornhub a Xtube.

Existem pesquisas que indicam que um adolescente hoje em dia assiste a pelo menos duas horas de pornô por dia.

Dito isso, nem acho que o consumo de pornografia seja o mais grave de tudo, mas sim o que eu chamaria de "pornificação" da cultura. Observem que hoje existem páginas da mídia social com nomes como "Food Porn", "Science Porn" ou "Word Porn", como se "porn" fosse algo até positivo. Expressões do mundo da pornografia se tornaram linguajar comum e estão presentes até em canções populares para pré-adolescentes, como as de Ariana Grande e Miley Cyrus. (A música pop de hoje em dia é quase indistinguível do pornô.)

Ser ator ou atriz pornô não é mais nenhuma exclusividade. (Aliás, a indústria pornô tradicional está em decadência, e a maioria de seus "atores" hoje precisa se dedicar à prostituição para pagar o aluguel). E afinal quem precisa de grandes produções, ou "pornô com história"? Hoje existem centenas de sites de "cam" em que jovens mulheres ou casais de namorados expõe a própria intimidade para o mundo em troca de alguns trocados. E isto não é escândalo nenhum.

Sim, de vez em quando alguma jovem tentada para este mundo em busca de fama ou dinheiro ou por vazamento de vídeo se arrepende ou até se suicida, mas são casos raros. A maioria se exibe sem problema algum. É o novo normal.

Em breve, além da realidade virtual pornográfica, teremos também robôs sexuais bem realistas, tornando cada vez mais difusa a barreira entre a pornografia e a "vida real".  É um novo e bizarro mundo este que está nascendo.

O argumento de Fred e outros é que o acesso à pornografia infantil reduziria o número de tarados interessados em colocar em prática suas taras com crianças; mas temo que isso não seja bem assim. Por que uma coisa não poderia coexistir com ou até complementar a outra? Será que a pornografia em geral diminuiu ou aumentou o número de tarados em circulação?

Temo que no futuro não só o pornô infantil será liberado, como a própria pedofilia, bestialismo, necrofilia e por aí vai. Uma parte será apenas virtual, mas grande parte será com certeza real: torne as pessoas pobres e desesperadas, e elas venderão seus próprios filhos para poder comer. (Isto não é sequer tão novo, leiam histórias sobre a miséria do pós-guerra na Europa e os pais que vendiam as próprias filhas para os soldados "liberadores", são histórias de arrepiar).

Talvez por ter crescido em um mundo ainda diferente e, se não mais casto, ao menos não tão insano, ainda consigo ver tudo isto com certo choque; mas isto é cada vez menos comum.

É o admirável mundo novo de Huxley que a elite quer, e que você vai querer também. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Me too

Você deve ter percebido que em resposta ao escândalo Weinstein, as mulheres agora estão enchendo a mídia social com a campanha do "Me too / Eu também". Supostamente foram todas vítimas de assédio, estupro, cantadas ou coisa pior.

Bem, de certa forma é verdade. As mulheres são objeto de atenção praticamente desde que nascem, então o assédio acaba tornando-se algo comum. Mas a ideia de que as mulheres sejam coitadinhas e sempre oprimidas pelos homens, ou que exista uma "cultura do estupro, é bobagem. Aliás, talvez seja exatamente o contrário. O assédio é de certa forma a prova do poder feminino.

Como argumenta este autor neste bom texto, as mulheres na verdade têm, por natureza, maior poder do que os homens, ao menos no campo sexual. Para conseguir parceiros, uma mulher só precisa ser mulher. Ser jovem, bonita e agradável ajuda, é claro, mas até mesmo mulheres menos atraentes tem muito mais chances do que homens pouco atraentes.

Ou seja, a mulher só precisa ser ela mesma para receber atenção. Já o homem tem um caminho mais árduo, e para poder se destacar da multidão de concorrentes ele precisa fazer algo. Alguns se destacam pelo comportamento, outros pelo dinheiro, outros pelas obras que criam. Alguns, também, pela beleza ou masculinidade, mas nem sempre isso é suficiente.

Se as mulheres sofrem com assédio, o problema dos homens é a rejeição. É algo que pode ser também, em alguns casos, psicologicamente terrível, mas que homem vai reclamar em público? É algo da vida, que se aceita e se segue em frente.

(Aliás, homens também sofrem assédio (de gays e pedófilos), mas é mais raro que o revelem, pois a humilhação para um homem é maior.)   

O caso Weinstein talvez tenha chamado a atenção por causa do produtor ser gordo e não muito atraente, basicamente um estereótipo do produtor rico e pervertido. Há vários atores ou cantores de rock que, com desculpas similares, garfaram várias fãs ou aspirantes a atrizes, mas você não vê ninguém reclamando. Basicamente, é a velha história:


"E aí, gata, quer foder?" 
NÃO É ASSÉDIO.

"Oi... a senhorita gostaria 
de sair para tomar um café?" 
ASSÉDIO!

De qualquer forma, como explicar toda essa incrível leva de mulheres que surgiram de repente acusando o Weinstein e outros a torto e a direito? Até a Bjork acusou o Lars Von Trier. Só falta a Regina Casé acusar algum produtor global.

Acho que também há uma questão de status aí. Ser vítima hoje em dia dá status, ainda mais se for por algo difícil de quantificar ou provar, como o assédio sexual. Imagino que as estrelas pensem desta forma: "Eu fui assediada sim, mas foi por um mega-produtor, não por um pedreiro imundo como você, sua invejosa." Enquanto que as demais podem se comparar às estrelas do cinema, nem que seja por sofrer assédio. Afinal, que mulher admitirá que jamais foi assediada?

O curioso é que quando acontece um desses escândalos, o problema é quase sempre redirecionado para acusar os homens em geral e denegrir ainda mais a masculinidade. O caso Weinstein poderia ter servido para revelar um pouco mais os podres de Hollywood, mas não: está sendo utilizado, mais uma vez, para afirmar que todos os homens são estupradores em potencial, e que não estão fazendo o suficiente para agradar as mulheres. 

Não é o único modo em que se está querendo acabar com a masculinidade, é claro. No outro dia, pouco depois do Hugh Hefner bater as botas, a Playboy americana colocou um transexual como a Playmate do mês. Algum homem pediu? Claro que não, é só mais uma forma de humilhação.

Da mesma forma, ensinar (obrigar?) meninos a brincar de boneca, ou a vestir-se de rosa, como está ocorrendo agora, é outra forma de colocar o elemento masculino como algo negativo já desde o início. Lavagem cerebral nos pimpolhos, isto não é problema para esquerdos e feministas.

Tudo isso seria muito divertido se não fosse que as mesmas pessoas por trás dessas reclamações contra a "masculinidade tóxica" estão apoiando a importação de milhões de árabes, latinos e negros e outras culturas mais agressivas para EUA e Europa, aumentando por lá o número de estupros. E, neste caso, estupros lamentavelmente reais.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Monstros de Hollywood

O produtor Harvey Weinstein caiu em desgraça depois das várias revelações de assédio sexual. Há aqui uma certa hipocrisia, já que quase tudo em Hollywood funciona desta forma, e ele é mais a regra que a exceção. Isto não ocorre somente entre os mais poderosos; recentemente uma pequena produtora local fechou por motivos similares, com o dono dando em cima de jovens aspirantes a atrizes.

A indústria cinematográfica e televisiva são quase sempre antros de sujeira e depravação; e isto em toda parte. As garotas dançarinas em programas de auditório, provavelmente não estão ali apenas pelo seu talento, digamos assim, coreográfico. Hollywood apenas tem mais dinheiro do que o resto, e portanto a depravação que pode comprar é maior.

Deve-se dizer também que há uma grande hipocrisia por parte das mulheres. Afinal, muitas dessas mulheres aceitaram o abuso sem falar nada por décadas, obtendo em alguns casos uma produtiva carreira de star. Para elas, foi um negócio, nada mais do que isso. Uma das candidatas a atrizes que sofreram assédio foi uma italiana que já havia participado de festas "bunga-bunga" com o Berlusconi, para dar uma ideia do nível.

Agora até Angelina Jolie e Gwinneth Paltrow afirmam ter sido assediadas.

Mas vejam a foto aqui.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Medo e ódio em Las Vegas

Estive em Las Vegas há alguns anos. Um lugar esquisito. Talvez a epítome do ocidente pós-cristão.

Tudo o que importa é apostar, beber, meter, foder. Multidões se acotovelam nas ruas e nos cassinos em busca de sorte na putaria ou no dinheiro.

Os hotéis e cassinos replicam, ou parodiam, as tradições do mundo europeu. Veneza, Paris, Roma em miniatura, com todo o seu kitsch turístico e nada da cultura real. Bêbados de todas as raças e cores são iguais perante a máquina do azar.

Fora da rua famosa onde se concentram os cassinos, no entanto, está um mundo obscuro, podre e pobre, povoado apenas por negros, mexicanos, vietnamitas, brancos pobres e outra ralé.

Natural então que o maior massacre da história dos tiroteios americanos tenha acontecido nesta imunda cidade do pecado, nesta Nova Sodoma do deserto.

Não sabemos se é verdade tudo o que contam. Aparentemente foi um atirador branco, sem motivo definido. É. Talvez.

Mas por que atacar um concerto de música country? Talvez por que fossem em sua maioria a) brancos, b) votantes do Trump, c) contrários ao controle de armas?

Tenho para mim que a alternativa c é a vencedora. Ora, vejam que poucas horas após o tiroteio já apareceu um cantor country declarando que estava errado e que "talvez o controle de armas seja solução..." Humm....

Claramente o que eles querem é tirar as armas da população de um jeito ou de outro, e se não for por bem será por mal.

Enfim, eu duvido que isto tenha ocorrido exatamente como estão nos contando.

Porém, mesmo aceitando que tudo é como a mídia diz e se trata apenas de um atirador maluco, branco e rico sem motivo nenhum, bem, mesmo neste caso podemos colocar ao menos parte da culpa na mídia maldita.

Vivemos em uma cultura em que a principal forma de entretenimento dos jovens são jogos violentos com tiroteios sanguinolentos. Nos informam que os videogames não influem na psique nem dessensitizam para a violência. Porém, as mesmas pessoas que dizem isso são as que dizem que a pornografia tampouco influencia nem dessensitiza, e sabemos que isso é uma grande mentira.

O fim da religião e do mundo tradicional somado ao aumento da cultura do narcisismo e da busca da fama a todo custo (o conceito de "fama", do modo que é entendido hoje, é algo que sequer existia tempos atrás) são as pragas de nossa era maldita.

O que fazer?