domingo, 14 de outubro de 2018

Estamos ficando todos loucos?

Eu sei que estou, mas no meu caso, deve ser a devido à idade, somada com as recentes atribulações da vida e uma genética inicial ruim. Mas o resto da sociedade parece estar indo pelo mesmo caminho: recentes estudos indicam que nos últimos anos (2012-2018) o número de jovens americanos que alegam sofrer de distúrbios psíquicos subiu 150%.

No Brasil, a discordância política extrema das redes chegou ao mundo lá fora e gerou episódios de violência real, mesmo em pessoas que anteriormente pareciam pouco dadas a isso. O mesmo ocorre nos EUA, onde a nominação do juiz Kavannaugh, acusado de - pelo que entendi - ter dado uma cantada mal sucedida em uma jovem quando ambos eram adolescentes há 35 anos atrás - deu lugar a uma série de esdrúxulos protestos, em especial por parte de mulheres, em uma histeria raramente vista desde, bem, desde a vitória de Trump.

Em resumo, estamos vivendo momentos muito doidos. E realmente os problemas psíquicos, desde depressão e autismo a crises de pânico e derivados, parece ter aumentado.

Mesmo fora da política, os casos de violência assassina se multiplicam: os "incels" matam mulheres, os estudantes que sofrem "bullying" matam seus colegas, casais se espancam e se matam, pequenas brigas familiares terminam tendo desfechos trágicos.

As pessoas constantemente se auto-mutilam, seja "trocando de sexo", seja realizando tatuagens gigantescas e modificações corporais cada vez mais horríveis ou bizarras.

Sim, pode ser que sempre foi assim mas a coisa parece ter piorado nos últimos anos.

Qual seria a causa? Alguns culpam as mídias sociais e a tecnologia em geral, que tem reduzido a interação social "ao vivo" e aumentado a interação exclusivamente virtual, bem como o aumento da solidão urbana. 

Aplicativos como Tinder distorcem o mercado sexual, a fúria do "Me Too" impulsiona mais ainda que as pessoas se fechem em si mesmas e se dediquem a pornô e a videogame mais do que a procurar um parceiro e a estabilidade familiar.

As mídias sociais como Facebook e Instagram geram inveja e ressentimento naqueles que passam a observar diariamente as fotos dos vizinhos com grama mais verde. As pessoas parecem ter esquecido (ou, no caso dos jovens, nunca aprendido) como se relacionar com as pessoas "de verdade", e passam a agir no mundo real como agem no virtual. As agressões e os xingamentos que antes se limitavam às telas dos computadores saem às ruas. Os jovens esperam da namorada o comportamento de uma atriz pornô, e as mulheres não aceitam como parceiro ninguém menos do que um Tony Stark ou um James Bond.

Outros culpam a própria degeneração social e sexual do Ocidente: o fim da religião e de qualquer tipo de moralidade (todo tipo de sexualidade e comportamento é aceito) aumentou o número de problemas psicológicos. As pessoas, eles dizem, precisam de limites. Na total liberdade de desejo, muitos descobrem que não é aquilo que os leva a qualquer tipo de felicidade ou sequer serenidade. O mesmo acontece com o feminismo, que gerou o paradoxo de mulheres mais infelizes do que antes, e para combater mais essa infelicidade, se jogam mais ainda no feminismo, e assim ad infinitum.

Outros falam na questão alimentar, nos elementos químicos na água, na poluição, na vacinação, na radiação, enfim, coisas que podem ou não ser possíveis mas cuja relação de causa e efeito é muito difícil de provar.

O fato é que realmente estamos assistindo - no Brasil, na Europa, nos EUA - ao que talvez seja a maior crise de identidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial, algo que pode, no pior (ou melhor?) dos casos levar a um colapso social. A ordem estabelecida parece estar ruindo. As pessoas estão enlouquecendo, ou, então, clamando por algum novo tipo de ordem. Mas "qual besta rude, vinda enfim sua hora, arrasta-se até Belém para nascer?"



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Fascismo ou fakeismo?

Saio do ostracismo para comentar um breve fato. Salvo que ocorra fraude massivo, Bolsonaro deve ganhar as eleições no Brasil. Acho pouco provável que o PT volte a ganhar depois do impeachment de Dilma e da prisão de Lula, e com um candidato fraco como o Haddad. De mais a mais, planejada ou não, oposição controlada ou mero reflexo do cansaço geral com a esquerda mais caricata, a onda do momento é de candidatos ao estilo Trump. Não duvido que o mesmo ocorra em alguns países europeus e latino-americanos, candidatos "populistas" sendo criados.

Na política, as coisas ocorrem por ondas. Na época do fascismo (o verdadeiro dos anos 20 e 30, não o que chamam de "fascismo" hoje, que pode ser qualquer coisa), este se espalhou por vários países. Nos anos 60 e 70, as ditaduras militares foram a moda. Com o fim da guerra fria, a democracia (neo) liberal se instaurou, e com sua falência posteriormente tivemos uma onda esquerdista que agora está dando as suas últimas remadas. O trumpismo é o que está agora sendo promovido. Tudo isto é, em parte, planejado, e em parte, parte do modo que as coisas ocorrem na sociedade humana. 

Isto pouco muda os planos de quem realmente tem o poder, os nossos amigos globalistas. Eles continuam e continuarão no comando tentando dizimar o que resta do Ocidente tradicional, provavelmente até que ocorra uma catástrofe, que poderá ser social, econômica ou bélica, a qual eventualmente mudará o sistema de governo ou a cultura em uma outra direção além da atual (falsa) democracia globo-homo-progressista. Mas isto cedo ou tarde deve ocorrer, são os ciclos da história humana. Nós cronistas pacíficos que não gostamos de violência pouco temos a fazer a não ser agir como Cassandras que nunca são ouvidas.

De qualquer maneira, parece que o esquerdismo está finalmente em retrocesso entre a população e isto ao menos é uma coisa boa, ainda que o que importe no fim das contas seja a questão da imigração. Se os europeus não expulsarem os imigrantes e, pior, se misturarem com eles, nada sobrará, apenas ruínas e lixo. Se conseguirem manter seus países, parabéns a eles. 

No caso do Brasil, o problema é outro, não a imigração, e o povo já está misturado, mas o crime e a economia, dois aspectos que podem ser melhorados. O Brasil talvez não poderá ser jamais um país de "primeiro mundo", seja lá o que isso for, mas ainda pode ser um país bem mais razoável e próspero e pacífico do que é agora. (Não sei se Bolsonaro é a solução, mas certamente um candidato como o Haddad é menos ainda.)

Uma coisa curiosa que está ocorrendo neste momento são as supostas agressões "nazistas" por "apoiadores de Bolsonaro", o que é esquisito já que ele falou várias vezes ser sionista e apoiar Israel. Muitos desses ataques são com certeza fakes e criados por militantes de esquerda (dois casos bem óbvios de fakes: a jovem "marcada com faca" (de plástico?) por neonazistas, e cartazes impressos que poderiam ter sido criados por qualquer um).

As mídias sociais parecem ter gerado uma nova forma de propagação de boatos, mais rápida e superficialmente mais fidedigna ("eu vi na Internet ou deu no jornal, é verdade"), que leva a grandes confusões. Ao mesmo tempo, a desconfiança das pessoas em relação à mídia tradicional nunca foi maior, e com razão: é a velha história do menino que gritou "lobo". Acredita-se uma vez, duas vezes, talvez três. Mas quando vira hábito, o pessoal desconfia. Portanto pouco provável que esses casos levem a qualquer mudança no voto das pessoas, de um lado ou de outro.

Também é particularmente estranho ver a esquerda reclamando de violência e de mentiras. Ninguém mais do que a esquerda sabe que o objetivo único é o poder, e, para isso, não se hesita em mentir, acusar, e, quando necessário, matar. Com toda a suposta violência do candidato de "extrema direita", o único político a ser vítima de violência, até agora, foi ele.

Para a esquerda, todo grupo pode ser manipulado para seu fim. A esquerda dizia defender os trabalhadores: hoje os abandonou, defendendo mega-corporações e salários baixos com imigração massiva. Também já está abandonando os gays e as mulheres em troca da defesa de estupradores muçulmanos. A esquerda não tem valores fixos, imutáveis. Tudo é artifício, tudo é jogo pelo poder, nada mais. Claro, a direita também pode ser fake, e o próprio jogo democrático um brinquedo, como dois times de futebol opostos, ou um teatro de fantoches, que podem ser manipulados de um lado ou do outro.

A história se repete. E a regra é sempre a mesma: "Não coloque sua fé em príncipes, em humanos, nos quais não há salvação". Em outras palavras, não confie em ninguém.

Volto a sumir. Bom feriado a todos, e boa vida.



quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Museu do Fogo

O incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro ilustra de forma significativa o que pode acontecer com a cultura de origem europeia quando deixada em mãos incapazes ou pouco interessadas.

Criado originalmente pela família real portuguesa quando se deslocou ao Brasil, em terras tupiniquins ele logo caiu em um lento abandono.

O risco de incêndio era anunciado desde pelo menos 2004, e o descaso com a manutenção vinha desde pelo menos os anos 50. Há relatos de que já nos anos 1970 a estrutura apresentava sérios problemas que nunca foram resolvidos.

Os sucessivos governos alegaram não haver dinheiro, mas este nunca faltou para propinas, benefícios, ou eventos mais midiáticos como Carnaval e futebol. 

No Brasil, a cultura não é prioridade de ningúem. Enquanto os "direitistas" liberais querem eliminar totalmente o orçamento para qualquer tipo de cultura, a esquerda prefere utilizar o dinheiro para obras ideológicas e polêmicas como Queermuseu ou Macaquinhos.

A UFRJ (que administrava o Museu) há anos recebeu a proposta de 80 milhões de dólares do Banco Mundial para reestruturar o Museu, mas não aceitaram, por motivos ideológicos (seria transformá-lo em uma instituição público-privada na qual a UFRJ não teria controle).

O público? Muitos sequer ouviram falar do Museu, e a maioria nem estava interessada. Para eles, Museu é velharia, é entulho. Eles não tem sequer a capacidade de compreender qual o interesse na criação de um museu. Bom na vida é ir no shopping, depois ir no funk, rebolar até o chão, ver futebol e tomar cerveja. Muitos comentários encontrados na rede eram deste estilo:



Um hotel de luxo deixado na África pelos portugueses teve também um destino de destruição parecido, só que de forma muito mais rápida. Aqui foi mais em câmera lenta, mas aconteceu do mesmo modo.

Com o aumento da imigração não-branca para EUA e Europa, o futuro de seus belos prédios poderá ser o mesmo. Praticamente só os brancos europeus tem interesse na alta cultura. (Em Detroit já ocorreu o mesmo, com dezenas ou quem sabe centenas de belos prédios históricos que foram para o beleléu).

É triste, e eu gostaria que fosse diferente, mas parece ser assim mesmo. A cultura e a beleza da civilização europeia foi criada e só pode ser mantida por europeus. Se não houver mais europeus ou seus descendentes, não haverá mais civilização, e pronto. Acostumem-se com isso e voltem para o seu funk, seu futebol e sua cerveja estupidamente gelada. Opa, peraí, a cerveja também foi invento europeu, então, esqueçam. Tomem cauim.

Alguns sugeriram manter o Museu destruído, como memorial à nossa incompetência. Sugiro outra coisa: construir no lugar uma réplica barata. Pode ser de compensado, ou até de cartolina mesmo. Só precisa durar um ano mesmo. E aí, todo 7 de setembro, irá se colocar fogo no prédio e chamar a população para assistir ao belíssimo espetáculo da destruição.


P.S. Desculpem, na pressa e na tristeza pelo ocorrido cometi dois erros. O primeiro é que a cerveja foi inventada na Mesopotâmia muito antes dos europeus. O segundo erro é que, naturalmente, ocorreram varios incendios de predios importantes ou históricos também na Europa ou em países do tal "primeiro mundo". E os próprios europeus se encarregaram de destruir muita coisa em suas guerras fratricidas. No mais... Desastres e tragédias acontecem. O que incomoda e deixa triste é que sejam tantas as que ocorrem no Brasil, sem que nada seja feito, e que se repitam mais e mais. Porém, nenhuma construção humana é perene, como nos lembra o poema de Shelley, Ozymandias.

sábado, 21 de julho de 2018

São Chesterton, orai por nós

Chesterton (nosso ex-leitor) deve estar feliz. Chesterton (o escritor) pode virar santo. Ao menos são as tratativas que estão ocorrendo, mas existem alguns impedimentos.

Um deles parece ser que o escritor católico era considerado por alguns um "anti-semita" (por artigos como este). Que bobagem! É para ele virar santo católico, ou santo em alguma sinagoga? Ou o Vaticano já estã tão infiltrado que agora tem outra missão?

Em seu famoso livro "Ortodoxia", Chesterton escreveu uma coisa muito interessante. Disse que quando uma religião rui (como estava ocorrendo já então com o Cristianismo), não apenas os vícios ficam soltos, como as virtudes também. E virtudes soltas, fora de um esquema religioso, são até mais perigosas do que os vícios: "O mundo moderno está cheio de velhas virtudes cristãs enlouquecidas".

De fato, é o que podemos claramente constatar hoje. A virtude da caridade e de compaixão foram transformadas no espetáculo masoquista de chorar ao ver "crianças imigrantes separadas dos pais", não importando que foram os próprios pais os que as colocaram nessa situação ao imigrar ilegalmente, e que a solução mais simples para uma família unida seria a de ficar em seu país e não quebrar as leis. Esquerdistas "caridosos" choram ao ver africanos se afogando, mas não se importam com as jovens europeias mortas e estupradas por esses mesmos imigrantes. E não sabem eles que tudo isto é armado, e que foram ONGs imundas que colocaram os africanos nesses barcos e estão financiando o literal estupro da Europa?

As mulheres particularmente precisam de religião, e não é coincidência que elas sempre foram historicamente as mais devotas. A recente onda feminista parece ter provado definitivamente que as mulheres têm uma certa tendência à histeria.

Vejamos três casos recentes. Um, o de uma mulher de 46 anos, mãe de dois filhos, que quis fazer uma cirurgia estética com um picareta conhecido como "Dr. Bumbum", que fazia operações em seu próprio apartamento. Ela gastou 20 mil. Morreu. Enfim, coitada, e quem sou eu para dizer como as pessoas devem gastar o seu dinheiro, mas que uma mãe gaste tudo isso e arrisque até a vida em um procedimento desses me parece o cúmulo da futilidade.

O outro caso é de uma jovem espanhola que fugiu de casa com um guru peruano que conheceu na Internet e foi encontrada mais de um ano depois morando no meio da selva amazônica junto à seita peruana com um bebê do guru. Eu já observei outras vezes que mulheres adoram líderes de seitas ou personalidades dominantes, ao ponto de largar até a família e os confortos materiais. Lembre que houve outros casos de jovens adolescentes que fugiram para ir morar com guerrilheiros do tal ISIS e viver no meio do deserto. Eu não sei bem por que isso ocorre, talvez a dominação psicológica e sexual seja como crack para as mulheres e elas perdem a razão. Ou talvez elas simplesmente desde o início não tenham capacidades racionais desenvolvidas e sejam incapazes de pensar a longo prazo.

O último caso é de uma alemã ativista pró-refugiados que aceitou uma carona de um refugiado marroquino. Foi estuprada e morta pouco depois. Mulheres brancas fazem um monte de histórias para aceitar saírem com um outro branco, não tem problemas em rejeitá-los uma e outra vez, ou até acusar de assédio. Mas aí, aceitam carona do primeiro marroquino que aparece, sem pensar nas consequências? É realmente impressionante. 

A religião tradicional provavelmente teria salvo estas três mulheres, colocando barreiras mentais no seu comportamento.

Evidentemente, o mesmo ocorre entre os homens, ainda que talvez em menor grau. Toda sociedade precisa de religião. E não falo aqui necessariamente da religião cristã, mas de qualquer sistema que coloque as virtudes em seu devido lugar: o paganismo greco-romano e o nórdico, ou mesmo as crenças das tribos indígenas sul americanas, tinham essa mesma função psicológica e social. Isto é, manter a sociedade unida e proteger as pessoas da ameaça de ideias nefastas e destrutivas, ser anti-corpos de proteção mental.

Chesterton tinha razão. Espero que vire santo. São Chesterton, orai por nós!


terça-feira, 17 de julho de 2018

Os novos deuses negros

É amiguinhxs. A coisa está mesmo preta para a França.  Eles ganharam a Copa com um elenco de mercenários negros e árabes. Aparentemente, o mais francês dos jogadores é um que é metade italiano. O outro branco do time é uma mistura de espanhol com alemão. Não tem nenhum 100% francês.

Eu realmente não vejo qual a graça de comemorar um título "nacional" desses, se bem que a esta altura é provável que a população branca da França já esteja mais ou menos na mesma proporção. 

Claro que tudo isso está sendo utilizado para mais propaganda de imigrantes, como se ter um time de futebol campeão fosse o mais importante de tudo. Bem, para algumas pessoas, talvez seja mesmo.

Enfim, o que é interessante é que agora já se deixou de lado a ideia de não ser preconceituoso com os negros e tratá-los com o respeito devido a qualquer ser humano. O que se precisa é cultuá-los, adorá-los.

O negro virou um objeto de culto, e, como nos antigos cultos religiosos pagãos, exigem sacrifícios. No outro dia o e criador e dono da famosa empresa americana de pizzas "Papa John's" perdeu sua própria empresa, por ter usado a palavra "nigger". Não importa que o contexto na qual a utilizou foi de negação, isto é, ele a estava rotulando como algo negativo. Virou uma palavra tabu, cuja simples menção é suficiente para destruir alguém. Existem outros incontáveis exemplos.

Negros podem fazer papéis de brancos no cinema, porém, ai de um branco que queira fazer papel de branco ou utilizar qualquer coisa relacionada com negros em uma obra de arte, vira "apropriação cultural". No outro dia no Canadá um espetáculo musical que utilizava canções de escravos foi proibido por ter alguns atores brancos e o diretor ser branco também. Só negros podem falar de negros.

Eu realmente acho tudo isto muito estranho. E o mais estranho é que o mesmo não se aplica a outros grupos raciais não-brancos, por exemplo, ninguém chora por mexicanos ou asiáticos não serem igualitariamente representados no cinema, e eles são em maior número.

Enfim, apenas uma nota de rodapé neste bizarro circo que é o mundo de hoje.

E você, já beijou um negro hoje?

Francesas comemorando a viória na Copa.

domingo, 1 de julho de 2018

Poema do Domingo

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Paz para todos

Desculpem peo último texto, que nem texto foi. É que ando cansado disso tudo.

Cansado de ver o branco sendo manipulado com fotinhos de crianças, mulheres e outras mazelas. Mas engraçado, fotos de crianças e mulheres brancas sofrendo não causam a mesma comoção (a não ser que dê para culpar o patriarcado branco).  

Por outro lado, o "genocídio branco" só não é de todo verdade porque é um mezzo suicídio. O branquelo está ajudando a cavar a sua própria fossa. E por quê? Sem motivo. A Europa é minúscula se comparada com a África e Ásia.

E a América... Bem, o branco no seu auge teve a chance de se espalhar pelo mundo, e fracassou. Gerou uma América Latina de mestiços indígenas e africanos. A América do Norte parecia ter tido melhor sorte, mas foi só temporário. Agora já está sendo recolonizada também. Vingança de Montezuma?

Mas vamos aos fatos. As massas que estão avançando e se instalando nos países brancos não são "pobres imigrantes". São colonizadores. É uma invasão massiva apoiada e financiada por gente muito, muito rica. Os imigrantes são só peões, é verdade, mas não coloquemos um caráter espontâneo e "humanitário" em algo que é claramente organizado com fins nefastos.

Porém, o ódio, a raiva e a revolta não são o caminho. O que o branco precisa é reencontrar a fé em si mesmo, e a positividade perdida. O ativismo online separado de um ativismo prático na vida real também é desmotivador: a esquerda aprendeu isso logo. O branco, ainda não.

É verdade que o bronquelo não ajuda, mesmo. Por um lado, apoiam a própria substituição demográfica em nome de, do quê mesmo? De nada, competição por status, imagens na mídia social. Nunca um povo se perdeu por tão pouco.

Por outro, os puristas nacionalistas que recusam qualquer um que não seja caucasiano segundo seus critérios. Segundo um leitor, os afrikaners são "asiáticos loiros". Que ótimo! Merecem ser exterminados, então, seguindo a lógica do purismo absoluto. Enfim, está certo, até eu às vezes canso de tentar defender esse povo e acho que o branco europeu talvez mereça mesmo sumir da face da Terra.

Por outro lado, o desânimo tampouco ajuda, não é?  O branco europeu não sobreviverá se "odiar os imigrantes", e sequer precisa disso (como disse, são só peões, sem culpa direta), e tampouco odiando a si mesmo, mas sim voltar a acreditar na sua história e no seu futuro.

O ódio desmotiva. Só o amor constrói.

Deixo isso para outros, para os jovens. Meu tempo acabou, e nem branco direito sou. Nào sou ativista, sou só ranzinza mesmo. Ando estressado, cansado, atordoado, fatigado, irritado, acabado. Enfim, cansei e tenho mais o que fazer.  

Que a paz de Jesus se abra sobre vossos corações. 

Paz para todos. 

Até.

Europa.
Cai fora daqui, Demônio.

sábado, 30 de junho de 2018

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Teoria e prática da deportação

A maré está mudando? Itália recusando barcos africanos, Trump enjaulando criancinhas mexicanas. Não dá para saber ainda o que é real e o que é espetáculo para a mídia, mas parece haver um certo cansaço com o consenso do "status quo" que dominou o Ocidente pelos últimos quarenta anos. Então é natural que as coisas comecem a mudar.

Difícil saber se todo este triste teatro com as criancinhas hispânicas nos EUA é uma mancada honesta ou mais uma manipulação. Mas é fato que se realmente houver um dia uma deportação de imigrantes, cenas do tipo serão inevitáveis, e é claro que elas serão manipuladas pelos especialistas de manipulação sentimental.

E no entanto, a mídia escolhe. Não vimos tanto choro e drama na mídia pelas criancinhas palestinas recentemente fuziladas em um protesto. É algo com o que o mundo se acostumou, tanto que quase nem apareceu nas notícias ou nas mídias sociais. A ativista palestina Ahed Tamimi, de 16 anos, pelo que sei, continua presa até agora e nenhum âncora chora. 

Tampouco se falou muito na mídia global sobre Pamela Mastrantonio, jovem de 18 anos trucidada e esquartejada por gangues de nigerianos na Itália, e um dos principais fatores para a mudança na opinião pública por lá.

É triste e chato que usem crianças e aborrecentes para a manipulação política, de um lado e de outro. Mas isso fatalmente irá acontecer, como aconteceu com a imagem do menino sírio afogado na Turquia. O único modo em que este tipo de propaganda não funciona é com um duro controle estatal da mídia como ocorre nas ditaduras, seja no estalinismo ou na Coréia do Norte. E evidentemente esse tipo de situação também está longe de ser ideal.

Tudo isso seria desnecessário se as pessoas simplesmente usassem do bom senso e fossem honestas em relação aquilo que é melhor para a sociedade como um todo, e não apenas para si. O egoísmo, a vaidade e a hipocrisia são os verdadeiros fatores por trás deste suicídio demográfico branquelo.

O que fazer? O problema é que grande parte das pessoas das pessoas que detém o poder são os chamados psicopatas de alto funcionamento, e psicopatas apenas manipulam sentimentos, mas não tem reais emoções. Eles não se importam de verdade com a morte de criancinhas, mas, sabem muito bem fingir e utilizar as emoções para comover.

No outro dia o famoso "experimento da prisão de Stanford" foi revelado uma fraude. O estudo de Philip Zimbardo nos anos 70 buscava provar que "qualquer pessoa" quando detém o poder se torna abusadora e violenta com os subordinados. Agora sabemos que quase tudo foi fingido. De fato, faz mais sentido o contrário: que as pessoas que buscam e obtém o poder são aquelas que já por natureza são mais abusadoras, violentas e psicopáticas.

É por isso que em geral as grandes mudanças ocorrem em geral em períodos traumáticos, como guerras, desastres econômicos, epidemias, fome em massa, revoluções. Nestes casos o desespero é tanto que a empatia superficial do povão dá lugar ao ódio ou à lei da sobrevivência de si e dos próximos.

Espero que não se tenha que chegar a isso e que todos os problemas que acossam o Ocidente possam ser resolvidos da maneira mais positiva, humana e cristã possível.

Abs.





Nunca entendi o sentido desta frase tola. Humanos podem 
não ser "ilegais", mas muitos cometem atos ilegais.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Notas da Copa

A Itália está fora da Copa, mas conseguiu desviar um gol ao mandar para a Espanha um navio de refugiados. Agora só falta cumprir a promessa de expelir meio milhão de africanos. Será que conseguirá? Bem que podiam expelir junto o Balotelli, por sinal.

Os favoritos começaram mal. A Alemanha perdeu para o México, a Argentina empatou com a Islândia, e o Brasil com a Suiça. Por enquanto, os melhores são Espanha e Portugal.

Os times europeus parecem estar menos mistos do que em outros anos, ou será impressão? Os jogadores da Islândia e Suécia são quase todos brancos. Até o time francês tem três brancos, o que parece ser um recorde recente.

É curioso como o futebol consome tanto a energia dos brancos europeus. Quem dera tivessem a mesma energia para protestar contra a destruição de seus países.

Brasileiros para variar causando vergonha no exterior com o "típico humor brasileiro". Como disse alguém, e o pior é que esta gente procria.

Enfim, a Copa do Mundo é apenas um circo globalista, e portanto não acho que valha a pena tanto sua discussão. Eu mesmo estou achando-a este ano menos divertida do que em anos anteriores, mas nunca fui muito fão de futebol. Mas parece-me que as pessoas em geral parecem menos entusiasmadas, mesmo os proles mais amantes do ludopédio.

O tal do "pão e circo" só funciona quando tem bastante pão?


quinta-feira, 31 de maio de 2018

O que é ser uma mulher?

Há algo de sinistro ou até diabólico na alegria das aborteiras irlandesas, felizes de obter o "direito ao aborto" em um país ex-católico. Nunca entendi muito toda esta festa pelo "direito ao aborto", entendo que no melhor dos casos seria um mal necessário, mas motivo de alegria?

Estamos falando de sacrifícios humanos afinal (um feto é um ser humano, pois não? ainda que não plenamente desenvolvido).

Mas também o motivo pelo qual isto choca pode ser que as mulheres estão neste mundo principalmente para ser mães. Nem todas podem ou querem, é claro, e isto não necessariamente as diminui, porém biologicamente a função da fêmea é parir e criar os filhos.

O que é ser uma mulher? Não acho que mulheres tenham necessariamente que ser mães, mas mulher em geral é quem cuida. Seja dos filhos, seja dos maridos, seja em profissões adequadas aos seus talentos naturais (enfermeiras, professoras, babás, assistentes sociais, hum, será que devo incluir prostitutas?)

Houve algumas boas mulheres cientistas, é verdade, e também algumas boas líderes mulheres, mas são mais exceção do que o caráter geral. Seu principal talento não está no estudo nem na política.

Porém, várias mulheres são boas artistas, em especial nas artes visuais, na performance musical (mas não na composição) e na poesia. Para os romances, elas tem menos fôlego, mas existem algumas boas escritoras, se bem que quase todas assexuadas ou lésbicas. Eu ia dizer que mulheres também parecem ter menos talento para o cinema, mas houve ao menos a Leni Riefehnstal, e possivelmente existam outras. Mas em geral o talento das mulheres nesta área está mais na atuação.

De fato, todas as mulheres são atrizes consumadas, façam disso profissão ou não. Mulheres são excelentes em fingir e em manipular. Não sempre por motivos ruins. É apenas parte do charme feminino, e fazem isso instintivamente, talvez até inconscientemente. Não é que necessariamente sejam desonestas, é que por vezes terminam acreditando nos próprios fingimentos.

Mulheres também são mais práticas do que homens e tendem a ter uma visão mais madura das coisas. Homens podem ser tolos, desorganizados e infantis. Em alguns homens, só uma boa esposa dá um jeito.

Mulheres são obcecadas com a aparência - delas e das rivais. O principal defeito das mulheres talvez seja a vaidade. O que é uma tolice pois a beleza nas mulheres passa rápido. Segundo Schopenhauer, seriam como libélulas que perdem as asas logo depois da reprodução. Mas o velho Schops não tia boa opinião das mulheres, se bem que, segundo as más línguas, isso é porque foi rejeitado por uma novinha.

(Mulheres raramente gostam de filósofos; Nietzche também penou e, segundo a lenda, a mulher de Sócrates era uma bruxa. Por outro lado, elas parecem gostar de líderes de cultos religiosos exóticos).

Talvez os homens valorizem demais a beleza (e por vezes até o caráter) das mulheres, o que termina criando problemas para elas e para nós.

A mulher de melhor caráter e que é melhor companhia raramente é a mais bela, mas há exceções, como em tudo na vida.

Mulheres não são perfeitas, mas em média são melhores do que os homens. Porém, os homens tem maior variação, e portanto altos mais altos e baixos mais baixos. (Em tudo: caráter, inteligência, talento, bem como nos aspectos mais negativos da existência).

Mulheres são parte essencial da vida e da sociedade. Ruim com elas, pior sem elas.

Ruivas naturalmente empoderadas.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O que é ser um homem?

Feministas, SJWs, MGTOWs, PUAs, Incels. Alfas, betas, gamas, sigmas.

Todos esses movimentos e siglas geram confusão e ofuscam algo que na verdade é um pouco mais simples.

Em primeiro lugar, esqueçamos esta classificação dos homens entre "alfas", "betas" e "gamas". Não porque tal diferenciação não exista em certo sentido, é claro que existem diferentes personalidades de homens, mas porque colocados desta forma falsamente hierárquica geram uma distorção.

De fato, podemos observar que o próprio nome "beta" faz parte de uma campanha de propaganda destinada a desvalorizar o homem comum monogâmico e elevar o "pegador". Tanto o feminismo quanto o masculinismo são culpados disto.

Desde quando o valor de um homem está relacionado com o número de vaginas que pegou?

Casanova ficou famoso por pegar várias mulheres, mas seu legado intelectual é nulo.

Nikola Tesla era celibatário convicto, e contribuiu com grandes invenções (de fato, ele parece ter relacionado o celibato com a gestação de melhores ideias).

É claro, a maioria dos homens não está nem em um nem em outro extremo. O mal chamado "beta" é apenas o homem médio, não necessariamente desejado pela maioria das mulheres, mas tampouco celibatário, e em última análise, a base da civilização.

Dito de outra maneira: alguém tem que consertar os canos furados e as goteiras e desentupir as privadas. E estes homens também precisam casar e se reproduzir. Por que, só por não serem saxofonistas musculosos, deveriam ser destinados a ser vítimas de "divorce-rape" ou virar "incels"?

A monogamia tradicional era um sistema que beneficiava os "betas" sobre os "alfas" e sobre as mulheres hipergâmicas. Agora que esse sistema está ruindo, o que acontecerá?

Nem todos os homens podem ser "alfas" desejados por todas, assim como nem todas as mulheres são supermodelos desejadas por todos os homens. E daí?  

O que define um homem não são seus hábitos sexuais ou mesmo o interesse que despertam nas mulheres. Ser homem é, basicamente, fazer coisas.

A identidade da mulher está basicamente ligada com a sua aparência, com o jeito que ela é e age. São, nesse sentido, mais superficiais. Baste ver que redes como Instagram são principalmente femininas e se destinam a mulheres que gostam de se mostrar. Os temas de discussão e de interesse das mulheres são quase sempre: moda, aparência, relacionamentos. 

Já o homem tem uma gama bem mais variada de interesses e se mede por aquilo que realiza.

Observe que a maioria das atividades criativas são realizadas por homens. E não falo apenas das artes ou das ciências, muito embora homens sejam responsáveis por talvez 90% das mais importantes obras nestas áreas, mas de quase tudo. 

Quem é que se dedica seu tempo livre a produzir cerveja artesanal, a editar o conteúdo de sites como Wikipedia, a criar programas de computador, se não homens? Os "nerds" nesse sentido, mesmo rejeitados pelas mulheres, representam também um tipo de masculinidade típica.

Homem que é homem não se importa com o que as mulheres pensam dele.

Homem que é homem é um criador.

Homem que é homem bebe uísque e cerveja e ocasionalmente vinho, não drinques multicores com nomes esquisitos.

Homem que é homem não tem como principal objetivo de vida o de foder com o maior número possível de vagabundas.

Homem que é homem é responsável por sua esposa, sua família e pelos filhos que cria.

Homem que é homem é quem cria e mantém as civilizações.

Porém... O homem precisa da mulher. Ambos tem o seu destino e a sua necessidade, e portanto o movimento "MGTOW" tampouco é solução nenhuma.

O que é preciso é ignorar tanto o masculinismo e o feminismo, e voltar a uma sociedade mais ordenada, na qual um sexo não compete contra o outro, mas onde cada um tem o seu valor.

Que tal?

MGTOWs, outro erro?