sexta-feira, 10 de abril de 2015

Inteligência não é tudo

Saiu no outro dia um estudo afirmando que os progressistas tendem a ser mais inteligentes do que os conservadores.

Pode até ser verdade, porém, não pelas razões que os liberais gostariam, ou seja, de que ser liberal signifique ter maior inteligência.

A razão, na minha humilde opinião, é outra.

O conservadorismo é algo instintivo, natural. Até os animais são "conservadores" se formos pensar. Até os índios em suas sociedades tribais. Já o esquerdismo é uma abstração, por vezes bastante ilógica, que requer constante pensamento e policiamento mental.

Não é preciso ser muito inteligente para ser conservador. Para entender que 2 + 2 são 4, ou seja, basta uma inteligência mediana. Porém, para "entender" que 2 + 2 = 5, é preciso realmente pensar mais, criar razões, por vezes muito sofisticadas, para tal.

Isso não quer dizer que os progressistas sejam necessariamente mais inteligentes do que os conservadores. Seria prova de "inteligência" seguir como um zumbi todos os ditames da mídia, aplaudir o "casamento gay", o "anti-racismo", e tudo o mais que eles assistem na televisão? Ao contrário, é prova apenas de submissão, de falta de independência mental.

Sendo assim, a maior inteligência do progressista é mera ilusão. Esta ocorre apenas nas suas elites.

Isso nos leva a pensar nos diversos tipos de inteligência que existem, ou que podem existir. Na blogosfera HBD, que frequento desde alguns anos, o QI é rei. Tudo é explicado com base a um número de um teste, que supostamente reflete "g", ou a inteligência de cada indivíduo ou grupo.

É um conceito útil, porém, é equivocado acreditar que tudo seja QI, ou mesmo inteligência (não são a mesma coisa). Pessoalmente, acredito que a personalidade do indivíduo diz muito mais sobre como ele será na vida do que seu QI,

Há o gênio, que pode ou não ter um QI super alto, em geral tem, mas sua marca principal é uma inteligência desordenada, muito forte em algumas áreas e mais fraco em outras. Não é bom na sociabilidade nem nos aspectos práticos da vida (O famoso estereótipo do gênio distraído ou desajeitado).

Há personalidades psicopáticas de alto funcionamento e QI razoavelmente alto, mas nem tanto assim, que são os que se dão melhor na vida, e provavelmente fazem parte da maioria da elite. Altamente sociáveis e manipuladores, sabem como esfaquear os outros pelas costas com um sorriso gentil.

Há personalidades criativas porém nerds e anti-sociais, que talvez não tenham o QI mais alto mas sim maior índice de criatividade (ainda que isto não possa ser medido objetivamente, eu acho).

E há personalidades pouco inteligentes e pouco criativas, mas estáveis e conformistas, que porém são as que talvez mais satisfeitas estejam com suas vidas. Formam as massas humanas em quase todas as sociedades. Sem elas, formiguinhas operárias contentes com seu destino, a civilização não seria possível.

Finalmente, temos personalidades de alto QI, que porém pouco tem a oferecer além disso. São por exemplo os "mensaleiros", quer dizer os membros do Mensa e grupos similares, cuja única característica que os une é a de ter pontuado alto em um teste de QI. Isso vale algo? Talvez sim, talvez não.

Como eu disse, inteligência não é tudo, personalidade e criatividade valem mais.

Muitas pessoas de alto QI e em especial as criativas, são dadas à depressão e à falta de confiança, enquanto pessoas de baixo QI tendem a ter uma elevada opinião de si mesmos, por vezes beirando a megalomania. Pense no Pelé, no Kanye West. E pense nos gênios depressivos.

Sempre me perguntei o que acontecia com os meninos "superdotados", que por vezes aparecem em notícia de jornal. Porém, anos depois, será que viraram gênios, ou personalidades de renome, ou ao menos, pessoas bem sucedidas?

Nem sempre é o caso

Li faz um tempo a história de um garoto que tinha sido notícia de jornal devido ao seu talento precoce e alto QI. Havia pontuado 150 ou mais, e demonstrado grande talento para a matemática.

Foi inscrito por seus pais precocemente na universidade. Mostrou grande talento para os estudos, tirando sempre nota alta.

Porém, socialmente, sua vida não ia bem. Tinha dificuldade em fazer amigos, talvez pela diferença de idade. Terminou caindo nas drogas.

Morreu, de suicídio ou overdose, aos 20 anos, antes mesmo de concluir o curso. Meros 10 anos depois de ter sido identificado como "superdotado".

Triste, triste demais.

Talvez hoje os pais se culpem de tê-lo inscrito precocemente na universidade, porém, é pouco provável que essa seja a causa de seus problemas. É mais provável que, como quase tudo no comportamento mental mais básico, tenha origem genética. A alta inteligência e a depressão estão ligadas, como eu disse.

(Não que o ambiente não seja importante. Digamos que a sua genética é seu potencial. O ambiente (e o acaso) determinam se você vai atingir esse potencial ou não.)

O que é "inteligência"? Acredito que não seja algo perfeitamente mensurável nem igual para todos, mesmo os que supostamente estão na mesma faixa de QI.

Há os que tem uma inteligência mais "redonda", medianamente superior em todas as facetas, e há os que tem mais alta em alguns aspectos e menor em outras. (Eu por exemplo, tenho QI verbal alto e QI matemático baixo). Há os savants que tem um e apenas um aspecto altamente desenvolvido, e são péssimos em todo o resto.

De qualquer forma, nada disso importa tanto. No fim das contas, talvez seja como diz Fernando Pessoa no Livro do Desassossego, a verdadeira inteligência é mostrada de forma prática, na ação (e no entanto Pessoa, que quase só viveu dentro da própria mente, era certamente um gênio):

Às vezes, quando ergo a cabeça estonteada dos livros em que escrevo as contas alheias e a ausência de vida própria, sinto uma náusea física, que pode ser de me curvar, mas que transcende os números e a desilusão. A vida desgosta-me como um remédio inútil. E é então que eu sinto com visões claras como seria fácil o afastamento deste tédio se eu tivesse a simples força de o querer deveras afastar.

Vivemos pela acção, isto é, pela vontade. Aos que não sabemos querer — sejamos génios ou mendigos — irmana-nos a impotência. De que me serve citar-me génio se resulto ajudante de guarda-livros? Quando Cesário Verde fez dizer ao médico que era, não o Sr. Verde empregado no comércio, mas o poeta Cesário Verde, usou de um daqueles verbalismos do orgulho inútil que suam o cheiro da vaidade. O que ele foi sempre, coitado, foi o Sr. Verde empregado no comércio. O poeta nasceu depois de ele morrer, porque foi depois de ele morrer que nasceu a apreciação do poeta.

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se o não fizerem ali?



quarta-feira, 25 de março de 2015

Um tempo

Time present and time past
Are both perhaps present in time future
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable.
What might have been is an abstraction
Remaining a perpetual possibility
Only in a world of speculation.
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Footfalls echo in the memory
Down the passage which we did not take
Towards the door we never opened
Into the rose-garden. My words echo
Thus, in your mind.
                                   But to what purpose
Disturbing the dust on a bowl of rose-leaves
I do not know.

T. S. Elliot

quarta-feira, 18 de março de 2015

O que é ser branco?

Faz um tempo, um post divertido no Steve Sailer falava sobre música, notadamente sobre canções de cantores alternativos brancos que teriam uma conotação depressiva ou auto-depreciativa, e sobre se isso seria uma característica "branca".

Não tenho certeza. De fato, se nos atermos aos estereótipos, as letras dos rappers estão cheias de sexo e violência, mas raramente tendem à introspecção, à depressão ou ao remorso.

Isso não quer dizer que não haja boas músicas tristes escritas por negros. Cartola e Lupicínio Rodrigues, por exemplo, escreveram belas canções sobre tristeza, dor e traição. "Vingança" é minha preferida. Mas existem várias outras boas.

Mas peraí, e os asiáticos? Conheço pouco as suas músicas, portanto ficarei devendo essa a vocês.

Porém, além da música, o tipo de melancolia existencial, mais abstrata, parece ser algo mais branco mesmo. Por alguma razão Hamlet foi criado como um príncipe dinamarquês e e não congolês. Já o ciumento e impulsivo Otelo era negro (ou árabe).  Seria Shakespeare racista?

Ou seria uma questão de clima? Adoro os filmes de Bergman. Belíssimos, porém lentos e depressivos. A depressão existencial seria algo escandinavo? Teria a ver com a personalidade, ou com o clima? Afinal, o inverno e a falta de sol realmente podem deprimir uma pessoa.

Imagine os personagens de "Através do Espelho" ou "Persona", filmados no panorama desolado de Faroe, transportados para uma paradisíaca ilha do Caribe. Será que em vez de pensar em angústias existenciais, os personagens não esqueceriam tudo e passariam a dançar a conga e a macarena?

Mas o que tudo isso tem a ver com as raças?

Raças existem? Sim, e não.

De modo geral, poderíamos pensar o ser humano como um gradiente, um espectro de cores, que às vezes se superpõe. 

Existem raças porque existem diferenças entre grupos, porém, como bem disse o blogueiro Santoculto,  um negro e um branco, de mesma estatura, inteligência similar, etc, poderão ser mais parecidos geneticamente do que um branco baixinho, gordo e de baixo QI e outro branco alto e inteligente. Indivíduo > Raça. A raça, na verdade, é apenas uma classificação meio arbitrária por similaridade genética e ancestral.

Mas não era nada disso que eu queria falar. Eu queria perguntar, o que é ser branco?

Alguns puristas definem o branco como alguém 100% europeu, e, alguns ainda, selecionam ainda mais, definindo o branco apenas como o nórdico. Para eles, o italiano do sul, o grego, o sírio-libanês, não seriam brancos. Branco, só o "puro". Como a Caninha 51.

Mas a pureza racial não existe. É um conceito equivocado. A mistura entre povos e tribos diferentes sempre aconteceu. Genes mutam, genes variam, genes se misturam. Povos isolados e endogâmicos, de fato, terminam por se "depurar", tendo maior similaridade entre si do que com povos estrangeiros. Por outro lado, as migrações sempre aconteceram. Somos todos (menos os africanos) um pouco Neandertais. E os próprios nórdicos não se misturaram com os mongóis?

E eu acho que nem devíamos falar em "brancos", mas sim, nas diversas sub-etnias, pois é um povo com muita variação. Agora, se formos falar em "branco" como um conceito mais geral, parece-me que meramente a cor da pele, mas sem olhos puxados, seja uma boa medida. Isso incluiria armênios, turcos, judeus, libaneses, tártaros, e pessoas mistas com 80-90% de ascendência européia. Pra mim, tudo isso vale.

E tem uma medida ainda mais fácil: ser branco é seguir a cultura e o comportamento europeu.

Ser branco é apenas agir como branco.


domingo, 15 de março de 2015

Intervenção militar, sim ou não?

Para meus "amigos" do Face (eis um oxímoro da era moderna), pessoas protestando em favor da "intervenção militar" são a camada mais baixa da humanidade. Querer a "ditadura militar" em vez da "democracia" é uma demonstração de ignorância, baixeza, maldade e estupidez. 

Porém, às vezes me pergunto: será que para o povo mais pobre, ou até para a classe média, uma volta da ditadura seria algo tão ruim assim?

Noto que os pobres, no que se refere ao aspecto social, tendem a ser mais conservadores, e até reacionários, do que os de classe mais alta: são contra aborto, a favor da pena de morte, homofóbicos e muitos até, acredite, racistas. E acho que muitos deles pouco se importariam se o governo não fosse mais "democrático", desde que continuassem a ganhar algum tipo de ajuda financeira ou alimentar.

Mas também grande parte da classe média, parece-me que pouco perderia ou ganharia com um governo militar. Para o cidadão comum que trabalha e paga seus impostos, e que não está interessado em questões políticas, a forma de governo e de eleição de seus representantes, não muda tanto assim o seu dia-a-dia. A tal democracia, no fundo, é apenas uma ilusão: a ilusão de que você pode "escolher" alguma coisa, quando, na verdade, o que é que você escolhe? Quem vai te roubar?

Uma "ditadura militar" afetaria principalmente o intelectual e o militante de esquerda, preocupado com "censura". Uma preocupação até válida, concordo. Mas será que a "censura" é algo tão ruim assim? (Não estou afirmando, estou perguntando). O "período dourado" de Hollywood foi justamente durante a vigoração do código Hays, que vetava certos tipos de temas ou imagens, mas dando maior margem à imaginação do roteirista ou diretor. Pode-se afirmar também que Chico Buarque compôs suas melhores canções durante a censura, justamente por ter de se esforçar mais para burlá-la?

E, por falar nisso, não temos também censura hoje em dia, ainda que de outro tipo? (Censura ou auto-censura de tudo que não for considerado "politicamente correto" por grupos militantes).

A própria "violência" de um governo militar, me parece que afetaria mais apenas certos grupos do que a população em geral. E, se um governo de direita combatesse mais duramente o crime urbano, que é o que realmente afeta a maioria da população, poderia mesmo diminuir o número de mortes.

Fica a questão ainda de que o governo militar de 1964-1983 nem foi assim tão terrível quanto a esquerda insiste em nos dizer. Oficialmente, morreram ou desapareceram 434 pessoas, durante 20 anos. Acho que morre mais gente num fim de semana em acidente de carro hoje em dia.

Isso não quer dizer, naturalmente, que eu seja a favor de qualquer tipo de "invervenção militar" ou volta da ditadura. Na verdade, acho que preferiria um governo democrático, porém sensato, o que é raro de acontecer.

Na verdade, acho que não existe nenhum tipo de governo perfeito. Mas existem governantes menos ruins do que outros.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Advogado do Diabo

Eu vou dizer agora o oposto do que disse antes, já que prefiro ser esta metamorfose ambulante. Ou melhor, não é que pense isto realmente, mas estou tentando dar uma de advogado do Diabo e ver o futuro com outros olhos. De olhos bem fechados.

Fiquei pensando, e se o mundo global for, mais do que uma distopia da qual devemos fugir a qualquer custo, apenas o curso natural dos eventos, resultantes do crescimento tecnológico,  das mudanças sociais e demográficas, e do caráter imperial global?

Nesse caso, o negócio não seria tanto fugir para a Antárctica ou tratar de reconstruir um passado mítico nacionalista-tradicionalista, mas descobrir como melhor se adaptar ao fluxo dos tempos. Sobreviver na escuridão.

Pense da seguinte forma: o Ocidente é um Império. O mundo global de um governo único não é o futuro, é já uma realidade. Como todos os impérios, o Ocidente invade outros países, mas também recebe em seu seio estrangeiros que vêm em busca de fortuna, ou então trazidos como escravos. Roma foi igual. Os impérios ibéricos também. E Hitler não queria a mesma coisa, dominando os eslavos e expandindo-se para o leste? O império Ocidental é apenas maior. E mais ambicioso.

Império. Quem disse que é uma estratégia de todo falha? Pense em Roma. Pense no Islã. Pense em Hollywood. Nos anos 70, 80, o cinema europeu ainda tinha certa relevância. Criaram um cinema de arte, e até comercial, que nada tinha a dever ao cinema da era dourada americana.

Hoje, Hollywood venceu. Tem praticamente um monopólio da produção audiovisual mundial, com exceção parcial do cinema asiático, que tem cotas e uma certa diferença cultural, mas mesmo assim o cinema de Hollywood arrebenta até na China. Isso aconteceu porque o mundo se globalizou.

O mundo globalizado, ao contrário do que parece, não é um mundo todo igual, não é um mundo onde todos se desenvoldem da mesma maneira. Isso é balela. O mundo global basicamente é um mundo onde algumas poucas cidades (New York, Londres, Berlim, San Francisco, Los Angeles, Shangai etc.) centram toda a produção, seja cultural, industrial ou digital, e o resto do mundo apenas consome, como porcos na manjedoura. Isso será cada vez mais extremo. Algumas cidades morrerão (como Detroit) para que outras possam renascer.

O preço a se pagar pelo lucro de alguns é a imigração continuada, que tem dois propósitos: a) aumentar o número de trabalhadores mais facilmente explorável e reduzir o custo da mão de obra, e b) aumentar o número de consumidores de mídia e quinquilharias.

De acordo com recentes estatísticas, haverá 11 bilhões de seres humanos no planeta em 2100. Destes, 4.5 bilhões serão asiáticos (incluindo aí Índia, etc) e 4 bilhões serão africanos. A África é o único continente que cresce hoje em termos populacionais. O resto do mundo praticamente parou. Nesse mundo de 11 bilhões, apenas 1 bilhão será de brancos. Os africanos serão trazidos para Europa, EUA e Oceania. Isto também é uma repetição do passado, quando os escravos foram trazidos para a América, do norte e do sul.

Bem, isso é o que dizem. Porém, na verdade, não temos porque ser tão pessimistas demograficamente. É pouco provável que chegue-se a esse número de 4 bilhões de africanos, e há vários sinais que tanto a fertilidade quanto a imigração apresentarão mudanças significativas para os europeus. 

A tecnologia também terá seu lado bom e ruim. Uma empresa sueca recentemente passou a abandonar os crachãs magnéticos em troca de micro-chips subcutâneos para seus empregados. Minha teoria é que a popularização de tatuagens e piercing nada mais é do que uma tentativa da mídia para nos acostumar às manipulações corporais cada vez maiores. No futuro, todos seremos meio cyborgs. A tecnologia invadirá nossos corpos e nossas mentes. O vício nos smartphones é apenas o começo. No futuro, como advertia o Unabomber, já não poderemos diferenciar o homem da máquina.

A manipulação genética também se tornará mainstream. Teremos uma classe alta eugenista, pois no começo isso será apenas para quem pode pagar. Mas o preço tenderá a cair, e logo a classe média também terá acesso. Muitas maravilhas e horrores daí surgirão.

O mundo do futuro não será nem Elysium nem Mad Max nem Blade Runner, mas tampouco será o de Ela ou 2001. 

Como dizia Oscar Wilde, não se deve profetizar, especialmente sobre o futuro. Porém, uma coisa e apenas uma coisa é certa: tudo será bem diferente do que pensamos.

Será que o Diabo teria razão?


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Eclipse total

A coalizão de extrema-esquerda Syriza ganhou as eleições na Grécia. Além de ser contrários às medidas de austeridade, eles são a favor da imigração e dos direitos dos gays. Mas tirarão dinheiro de onde? Os alemães não continuarão pagando para sempre pelos gastos dos políticos gregos.

Os espanhóis estão no mesmo caminho, querem eleger o Podemos, um partido marxista. 

Uma coisa bem bizarra está acontecendo: quanto mais o mundo vira um inferno graças às políticas da esquerda, mais tenta-se encontrar a solução indo ainda mais à esquerda. É um pouco como o Islã, que se radicaliza cada vez mais em busca de uma suposta pureza perdida: "aquela não era a verdadeira esquerda", assim como "esse não é o verdadeiro Islã".

Há um ditado que diz: quanto você se encontrar num buraco, pare de cavar.

Pois justamente o caminho contrário está sendo buscado pelos governos ocidentais atuais, e até pelo seu povo. Quanto mais evidentes são os sinais de que imigração, multiculturalismo, multiracialismo, fronteiras abertas, terceirização, legislação fraca com o crime, União Européia, etc, não funcionam, mais os governos continuam insistindo em trilhar o mesmo caminho maldito.

É quase como se o povo fosse até mais inteligente do que a elite. Afinal, será que a elite não consegue ver que essas políticas levarão à destruição, inclusive deles mesmos? Não há elite que dure para sempre. Ou eles morrerão numa revolução, ou a própria deterioração de seus países os levarà à ruína.

Naturalmente, o status quo não poderá seguir para sempre. Um dia a corda arrebenta e, como sempre será do lado mais fraco. 

Temo, amigos, que ainda em nossas vidas assistiremos a um colapso econômico e político mundial. Eu não creio que a situação atual possa se sustentar por muito mais do que vinte ou trinta anos.

Existe algum lugar no planeta que esteja a salvo? 

Os EUA, além de não ter resolvido seu problema com os negros apesar de gastar bilhões em planos absurdos, está se mexicanizando, e um colapso do dólar deve, mais dia menos dia, acontecer.

A Europa tem seu problema com muçulmanos que, na melhor das hipóteses, virarão uma minoria perenemente insatisfeita, mais ou menos como os negros nos EUA, sempre reclamando, roubando e, de vez em quando, realizando terrorismo. Na pior das hipóteses, terá uma guerra civil.

O Japão, o mais civilizado dos países asiáticos, está em crise demográfica. Os japoneses preferem assistir animes eróticos ou jogar videogames com namoradas virtuais do que fazer sexo. Muitos consideram o ato sexual desagradável ou nojento. Eles até estão pensando em criar um imposto para tentar promover maior reprodução. Ao menos, o Japão não importou imigrantes, então devem ainda continuar a existir como um país de velhos, se não forem nesse momento de fraqueza invadidos e massacrados pelos chineses e coreanos, que os odeiam.

Alguns blogueiros lamentam que o mundo esteja se africanizando e e islamizando, mas encontram consolo no fato de que os chineses de alto QI dominarão o mundo e manterão viva a tocha ocidental. Será mesmo?

Chineses podem ter um alto QI, mas são em geral um povo bastante sujo e corrupto, que mata cachorros ao ar livre e depois os come. Eles também estão extinguindo o elefante, o rinoceronte e o tubarão, tudo para criar supostos afrodisíacos que nem mesmo funcionam. Alguns dizem que eles comem até pílulas feitas de restos de fetos humanos abortados. Lenda urbana? Talvez sim, talvez não. Seja como for, prefiro não viver em um mundo chinês.

E a Rússia? Apesar do ressurgimento do cristianismo ortodoxo e do suposto linha-dura Putin, o fato é que também enfrenta problemas com imigração, islamização e baixa fertilidade nativa, além dos tradicionais problemas de corrupção.

A América Latina? Esqueçam. Além de ser a região mais violenta do mundo, hoje está tomada por governos larápios de esquerda, que estão se encarregado de destruir o pouco que sobrou por aqui de civilização. Até cidades anteriormente mais pacatas como Porto Alegre e Curitiba viraram antros de crime, com taxas de homicídio de 40 ou até 50. Enquanto isso o povo estúpido protesta contra o aumento de passagens de ônibus!

Não tem jeito, amigos. Viver e ter filhos neste mundo imundo está ficando cada vez mais complicado, afinal, temos que pensar que os estaremos colocando em um planeta infernal.

Paradoxalmente, no entanto, a única coisa que pode salvar o homem euro-descendente seria uma retomada de sua reprodução, bem como um retorno a um modo de vida mais tradicional. Talvez nesse caso a solução seja mesmo apenas o ressurgimento da religião, afinal, só mesmo tendo fé para acreditar que alguma coisa pode melhorar neste quadro dantesco.

Dito isso, desejo a todos um bom 2015, cheio de alegria e prosperidade.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Crime e castigo

A morte do surfista Ricardo dos Santos por um policial militar em férias e bêbado, um sujeito que por sinal já tinha sido réu em outros processos na corporação, ilustra um problema grave no Brasil: a corrupção em todas as esferas da justiça!

Desde juízes que dirigem bêbados e dão voz de prisão a guardas que os multam, a policiais que tomam todas e saem dando tiro em qualquer um, aos políticos que ganham com o narcotráfico, no Brasil crime e justiça são difíceis de separar.

Anos atrás, eu até já pensei ingenuamente que, para reduzir o crime no Brasil, bastaria colocar mais polícia nas ruas. Dez mil, vinte mil, 55 mil, quantos forem necesários! Sim, talvez ajude, mas como fazer, se o policial e o bandido saem muitas vezes quase que exatamente do mesmo meio, e se com o dinheiro do tráfico é muito fácil corromper um policial?

O terrível caso dos estudantes massacrados no México mostra que o tráfico está não apenas no morro, mas também entre a polícia e até no próprio prefeito da cidade. O México não é assim tão diferente do Brasil...

Como fazer?

Pensemos da seguinte forma. O criminoso brasileiro é em geral um psicopata de baixo funcionamento. Em sua mente primitiva, e na maior parte dos casos ainda deformada pelas drogas, ele mata por um celular ou poucos reais! Por quê? Para quê? Para trocar um iphone de 1000 reais por uma pedra de crack que vale 20? Não faz sentido. É porque ele é burro mesmo, ou doido, ou raivoso, ou imbecil.

Voltemos no entanto à Indonésia. De acordo com o ranking elaborado por Lynn e Vanhanen (com dados bastante discutíveis, note-se), o QI médio do Brasil e da Indonésia são idênticos: 87. A população, também é parecida: gigantesca e miscigenada. E, em termos de PIB, o do Brasil é bastante maior. Ou seja, temos mais dinheiro para investir em segurança.

No entanto, a Indonésia tem bem menos crime. O que eles fazem de correto que nós não?

Vendo notícias como esta, de uma adúltera estuprada e chicoteada, percebemos que o preço a se pagar por uma sociedade com um pouco menos de crime é uma sociedade autoritária, rígida, com punições severas, inclusive corporais, por qualquer deslize: de chibatadas à pena de morte.

O problema do Brasil é que existem dois brasis: um brasil culturalmente branco, maiormente ítalo-português com algumas outras etnias, liberal e progressista, que não aceitaria de bom grado tal sociedade, e um Brasil pobre, pardo e perigoso, onde linchamentos e tiroteios são comuns. São realmente dos países, tenho plena certeza. E ambos tem idéias bem diferentes sobre como viver.

Nesse caso, há duas soluções. Uma é criar um tipo de apartheid, limitando o acesso de vagabundos aos lugares mais chiques. Isso funciona nos EUA, onde criminosos atuam impunes no gueto, mas, se eles se aventuram a atacar pelas "áreas brancas", levam chumbo ou são presos logo! 

A outra é a que o Brasil escolheu: em vez de segregar o criminoso no gueto, segregar a classe média em seu habitat: complexos residenciais fechados e passeios em shopping centers, as únicas zonas realmente protegidas da cidade.

Mas, se é possível ter maior segurança nos shoppings, não haveria então um modo de retomar o controle do espaço público? Dar novamente ao povo trabalhador suas ruas e suas praças, e manter o criminoso em suas favelas e periferias? (E o "direito de ir e vir", perguntarão os Sakamotos? Bem, eu diria que tal direito precisa ser conquistado)

Acredito que seja possível um país com menos crime, ao preço de termos um Estado policial. Mas um Estado policial, também é um estado com muito espaço para a corrupção, e também com mais problemas como o de maus policiais matando jovens inocentes, como o pobre Ricardinho!

Então, qual a solução?

Pois é, também não sei...



Atualização: Mais um dia, mais um latrocínio em Porto Alegre. Primeiro, um jovem branco de olhos claros foi morto a facadas por um celular e um par de tênis na orla do Guaíba. Ninguém foi preso. Agora, uma vítima de seqüestro-relâmpago também leva chumbo de dois menores de 17 anos, que não podem sequer ser presos e em breve estarão soltos para matar e roubar mais.

Em ambos os casos, os policiais sabiam muito bem que havia muitos assaltos ocorrendo nessa área, mas nada foi feito. Será que é preciso esperar que uma morte ocorra para agir? 

Qual a solução? Ora, em teoria, é simples. Policiais tem que ir nesses locais onde ocorre muito assalto, abordar todo e qualquer vagabundo com pinta suspeita, e revistá-lo. (É o que chamam em New York City de "Stop and frisk" - funcionou lá!) Tem arma ou faca? Vai preso. Tem drogas? Vai preso. Tá fumando maconha? Vai preso. Está pedindo dinheiro? Que caia fora pois ali não é lugar de mendicância. É menor? Deve ser retirado das ruas e levado para a família ou instituição adequada.

É possível reduzir o crime? O índice de homicídios na grande Porto Alegre é atualmente de quase 39 a cada 100.000 habitantes. São Paulo tinha índices idênticos há poucos anos, mas hoje reduziu para pouco mais de 10. O que São Paulo fez de certo e Porto Alegre fez de errado? A resposta talvez esteja na abordagem. Lendo uma notícia sobre o combate ao crime em Porto Alegre na gestão do ex-governador Tarso Genro, lemos:
A Secretaria da Educação afirma que estão sendo montados comitês de prevenção. Pais, professores e alunos participam de um curso de mediação de conflitos para evitar o agravamento da violência. "Alunos, professores e pais se corresponsabilizam para esses relacionamentos inspirados na cultura da paz, inspirados na ideia de que os conflitos devem ser resolvidos através do dialogo, inspirados na ideia de que o conflito não se resolve pela força, não se resolve pela vingança, se resolve por uma retomada e o reconhecimento dos erros", diz o coordenador estadual do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas, Alejandro Jélvez.
Alejandro Jélvez tem que perder o emprego. Esse "programa de prevenção à violência nas escolas" inútil tem que acabar, e o dinheiro utilizado para pagar professores de verdade, ou então para contratar mais policiais.

A polícia tem que ser bem treinada, bem paga, e dar tiro na cabeça de marginal que resistir à prisão. As penas tem que ser aumentadas, e não deve existir "maioridade penal", matou, que seja julgado como adulto, como ocorre nos EUA. Chega de impunidade. Que tal isso para começar?

P. S. Enganei-me ligeiramente: a taxa de homicídios em Porto Alegre, outrora orgulhosa capital do Sul, hoje é de estarrecedores 42.4, enquanto a de São Paulo é de 15.1. Mais no "mapa da violência", que tem ainda interessantes informações sobre a raça dos criminosos e vítimas. E observem que isso não inclui o número de latrocínios (roubo seguido de morte), que são considerados uma categoria à parte.

Até quando "menores" do mal continuarão matando impunes?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pena de morte: por que não?

Dilma declarou-se "indignada" com a execução de um traficante brasileiro na Indonésia. Talvez o PT tenha ficado tão acostumado a defender criminosos e larápios, que já não mede esforços até em tentar ajudar até bandidos presos no exterior e sujeitos a outra legislação.

Já o povo brasileiro não aguenta mais crime e vê na Indonésia um exemplo a ser seguido. Afinal, o máximo que um criminoso pode pegar no Brasil são 30 anos de cadeia, sendo normalmente bem menos.

Os esquerdistas argumentam contra a pena de morte dizendo que "o Estado não pode adotar a barbárie como política." (Curiosamente, Cuba parece ser uma exceção: para o esquerdista, Cuba pode tudo).

Nunca entendi direito esse raciocínio. O poder público não pode matar, depois de um julgamento e o direito à defesa, mas os criminosos podem, sem qualquer limite?

Traficantes brasileiros executam diariamente centenas de pessoas, pelos mais variados motivos, inclusive pequenos ladrões de galinhas que atrapalham os seus planos. Aplicam à pena de morte sem piedade e sem julgamento. Até torturam antes. Progressistas não se importam.


O oposto da pena de morte não são penas justas. É a barbárie. São os linchamentos populares ou a execução por grupos do crime organizado. É privatizar a pena de morte, na mão dos piores elementos da sociedade.

A verdade é que a pena de morte faria um grande bem ao Brasil, ajudando a extirpar a escória criminosa do seio da sociedade.

O crime tem, quase certamente, um elemento genético, como propensão para a violência, alta tolerância ao risco etc. É bem possível que anos de execuções de criminosos na Europa tenham ajudado a reduzir o crime nesses países.

Alguns argumentam que a pena de morte não reduz o crime. Não sei dizer. Porém, como disse o Bolsonaro, ninguém jamais viu um criminoso executado voltar a cometer crimes. (Salvo talvez Chucky, o boneco assassino.) 

A função da pena de morte não é necessariamente utilitarista, de "reduzir o crime" (para isso, métodos de prevenção funcionam melhor). A função da pena de morte é punir o criminoso e saciar a sede de vingança da família e sociedade. Se o Estado não tem o monopólio da pena de morte, então o que temos é a volta a uma sociedade tribal ou mafiosa, onde um clã se vinga eternamente do outro, geração após geração (isso parece que ocorre ainda hoje no Nordeste brasileiro).

O simpático brasileiro executado na Indonésia era apenas um malandro. Já tinha ido várias vezes traficar em Bali, conhecia bem os riscos. Jogou, perdeu.

Quem é o Brasil (50.000 homicídios por ano, taxa de homicídio de 25,6 e décimo-oitavo país mais violento do mundo) para dar lições à Indonésia (1.450 assassinatos, tendo população maior que a do Brasil, taxa de homicídio de 0.6, similar à Suiça, na posição 208 no ranking de homicídios)?


domingo, 11 de janeiro de 2015

Mitos e verdades sobre Islã, terror e imigração

O que é mito e o que é verdade? Examinaremos abaixo. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Uma França Islâmica?

O tema do novo romance do Houlebecq, "Submissão", lançado no dia dos atentados, é a islamização da França em 2022. Poderia mesmo acontecer?

Tenho certeza que sim.

Afinal, a luta hoje em dia não é entre Islã e Cristianismo, mas entre Islã e "feminismo - esquerdismo - consumismo- materialismo - ateísmo - igualitarismo". O Islã, com todos seus defeitos, é um sistema de crenças mais coerente, ou, ao menos, mais convincente.

Os progressistas são tão fracos, tão covardes, tão pouco crentes em seus próprios ideais, que seu primeiro instinto nestes dias é defender preventivamente os imigrantes muçulmanos de preconceito ou ataques. Isto é, defendem os mesmos muçulmanos que submetem a mulher, agridem gays, e tem muito pouca probabilidade de dedicar-se ao pacifismo ou ao vegetarianismo, e que acabaram de realizar um tiroteio numa revista que era ícone sagrado do esquerdismo. Como ver o progressismo triunfar contra o Islã, se ficam de quatro para o inimigo já antes da batalha?

Muitos na realidade já aceitam essa vitória. Mais de uma feminista converteu-se ao Islã e hoje anda de burca, provando que tudo o que uma feminista quer é um homem que a domine, que o feminismo é na verdade um grito desesperado contra a emasculação e feminização do homem branco.  Que elas próprias causaram, mas enfim, essa é a lógica feminista.

O personagem do romance Houllebecq observa que entre o feminismo e o Islã, ele prefere o Islã. E sugere a ideia de um compromisso entre muçulmanos e franceses: os franceses aceitam a poligamia, em troca os muçulmanos aceitam, sei lá, a jornada de trabalho de 30 horas.  

É também a esperança de alguns direitistas radicais: união de muçulmanos e brancos contra judeus. Há nesse meio neonazista, sem dúvida, admiração pelos terroristas, que são os únicos hoje em dia cometendo ações violentas e radicais. 

Pessoalmente, detesto tudo isso. Gostava é da França dos anos 50-60, que nunca vivi mas via nos filmes do Truffaut, etc. Acho o islamismo uma religião estúpida, feia, contrària à independência e verve criativa ocidental. Tudo para eles é Islã, Maomé, etc. A religião deles até proíbe a criação de imagens. Os países muçulmanos pouco produzem de criativo ou interessante.

Porém, que outra opção há, além da islamização? Acho que a única outra opção seria a expulsão massiva dos muçulmanos, mas isso só será possível com o fim do progressismo. O progressismo, longe de ser um inimigo do Islã, é seu maior aliado e protetor. Impede os anticorpos naturais do organismo de se defenderem.

A França escolheu seu suicídio ao trazer imigrantes em grande número. Milhões de árabes e negros ocupam cidades anteriormente brancas. O francês de boina e baguete é uma raça em extinção. 10% dos franceses hoje são muçulmanos. Serão mais no futuro. Alá aiquebar!