sábado, 24 de junho de 2017

POEMA DE CANÇÃO SOBRE A ESPERANÇA
               I
Dá-me lírios, lírios,
E rosas também.
Mas se não tens lírios
Nem rosas a dar-me,
Tem vontade ao menos
De me dar os lírios
E também as rosas.
Basta-me a vontade,
Que tens, se a tiveres,
De me dar os lírios
E as rosas também,
E terei os lírios —
Os melhores lírios —
E as melhores rosas
Sem receber nada.
A não ser a prenda
Da tua vontade
De me dares lírios
E rosas também.
                II
Usas um vestido
Que é uma lembrança
Para o meu coração.
Usou-o outrora
Alguém que me ficou
Lembrada sem vista.
Tudo na vida
Se faz por recordações.
Ama-se por memória.
Certa mulher faz-nos ternura
Por um gesto que lembra a nossa mãe.
Certa rapariga faz-nos alegria
Por falar como a nossa irmã.
Certa criança arranca-nos da desatenção
Porque amámos uma mulher parecida com ela
Quando éramos jovens e não lhe falávamos.
Tudo é assim, mais ou menos,
O coração anda aos trambulhões.
Viver é desencontrar-se consigo mesmo.
No fim de tudo, se tiver sono, dormirei.
Mas gostava de te encontrar e que falássemos.
Estou certo que simpatizaríamos um com o outro.
Mas se não nos encontrarmos, guardarei o momento
Em que pensei que nos poderíamos encontrar.
Guardo tudo,
(Guardo as cartas que me escrevem,
Guardo até as cartas que não me escrevem —
Santo Deus, a gente guarda tudo mesmo que não queira,
E o teu vestido azulinho, meu Deus, se eu te pudesse atrair
Através dele até mim!
Enfim, tudo pode ser...
És tão nova — tão jovem, como diria o Ricardo Reis —
E a minha visão de ti explode literariamente,
E deito-me para trás na praia e rio como um elemental inferior,
Arre, sentir cansa, e a vida é quente quando o sol está alto.
Boa noite na Austrália!

domingo, 18 de junho de 2017

Todos os fogos o fogo

O incêndio no edifício em Londres que ceifou 58 ou mais vidas é uma história que ilustra o modo como vivemos agora, e o modo em que a elite deseja que vivamos.

O prédio era basicamente um microcosmo da sociedade atual. Habitado por muçulmanos, negros, asiáticos, mas também casais brancos jovens, alguns ingleses mas em sua maioria de outros países (um casal italiano, uma família portuguesa, etc).

Era um prédio construído originalmente como residência pública mas que depois passou a ser administrado de forma privada ou semi-privada. A causa do incêndio foi uma renovação externa de 40 milhões para supostamente deixar o edifício mais "bonito" - mas o material utilizado era inflamável, e o prédio não tinha um sistema de borrifadores anti-incêndio.

Enfim, típica incompetência de "terceiro mundo", mas acontecendo no "primeiro". Fosse em um país subdesenvolvido qualquer, teria dado algumas poucas linhas no jornal. Como foi em Londres, causou maior comoção.

Detesto esses edifícios enormes. Já morei em lugares parecidos, e são um lixo. Muito melhor um edifício pequeno ou, se possível, uma casinha no interior.

A elite quer porque quer que todos vivamos aglomerados em edifícios anônimos deste tipo. Aqui por exemplo vemos um típico articulista imundo desta laia argumentando por maior densidade populacional.

É uma questão de lucro, é claro. Para que construir um pequeno prédio de três andares que você só pode alugar para cinco ou seis famílias, quando no mesmo terreno pode construir um de trinta e alugar para trezentas? Que importa que a cidade fique mais feia e menos segura? Os ricos podem continuar morando em suas mansões superprotegidas, longe de toda esta confusão.

Estou ficando convencido de que o ser humano, e mais especificamente o branco europeu, não foi feito para morar em cidades. As cidades são poços de iniquidade e, coincidentemente ou não, de progressismo. As classes mercantis adoram as cidades, é claro, por motivos óbvios. Mas parece-me que o branco floresce melhor no meio rural, mais isolado e perto da natureza.

O branco pela sua história foi sempre mais um habitante rural ou então da fronteira - sempre em busca do desconhecido, da exploração, do desbravamento. Criou grandes cidades também, é claro, mas estas estão mais associadas com os períodos de decadência, de estase - quando o branco pára de explorar.

Como não há mais nada a explorar nesta Terra, a solução para o branco seria a de colonizar e terraformar outros planetas. Porém, conhecendo o branco, ele certamente vai levar para lá milhões de africanos, indianos e chineses como trabalhadores, e assim vai apenas replicar a mesma experiência terráquea em outro lugar. Acossado pelo aumento do crime na Lua e em Marte, o branquelo terá que fazer um "white flight" para outros sistemas solares, e assim ad infinitum.

Devido à maior densidade populacional, cidades também são mais propensas a grandes tragédias, naturais ou artificiais. Epidemias, terremotos, maremotos e incêndios, naturalmente. O grande incêndio de Londres destruiu a cidade inteira em 1666. Um incêndio similar ocorreu em Lisboa após o grande terremoto de 1755.

De minha parte, fico feliz em não mais morar no grande edifício multiculti no qual morava antes - no qual por sinal, eram comuns os alarmes de incêndio. A maioria falsos alarmes, mas uma vez, por culpa de um imbecil que atirou um cigarro aceso no depósito de lixo, o meu andar chegou a ficar todo coberto de fumaça.

Posso entender um pouco do pavor das almas enclausuradas em Londres, no meio do fogo do Inferno!




quinta-feira, 8 de junho de 2017

Putas da Babilônia

Uma das piores tragédias do atentado de Manchester nem foram as mortes mas sim ter popularizado a cantora e prostituta Ariana Grande, de quem até faz pouco eu tinha o prazer de sequer saber que existia. Aparentemente esta figurinha nefasta é um sucesso entre garotas de oito a doze anos de idade. Aqui parte da letra uma de suas canções mais populares:
I've been here all night
I've been here all day
And boy, got me walkin' side to side
(Let them hoes know)
This the new style with the fresh type of flow
Wrist icicle, ride dick bicycle
Come true yo, get you this type of blow
If you wanna menage I got a tricycle
Em tradução (bastante) livre do nigrês:
Estive aqui toda a noite
Estive aqui todo o dia
O garoto me deixou toda esfolada
(Deixe as vadias saberem) 
Este é o novo estilo da piriguete
Punheta, cavalgar pau que nem bicicleta
Vem aqui iô, sente este boquete
Se quiser um menàge tem outra boceta

Tá bom, mudei um pouquinho para rimar, mas a letra é mais ou menos essa. Ou seja, ela não é muito diferente de qualquer vulgar funkeira brasileira.

Como todo artista pop globalista que se preze, além de promover o sexo e a mistura racial entre pré-adolescentes, seus videoclipes e concertos estão repletos de simbolismo satanista. A jovem tem um irmão homossexual e trocou o catolicismo pela Kaballah, já namorou um rapeiro (está no contrato) e veste-se como uma prostituta mesmo parecendo ter doze anos devido à baixa altura e rosto infantil.

Em uma entrevista de 2013, Ariana até afirmou ter visto demônios.

Você acredita no Diabo? Eu não sei, mas muitos membros da elite parecem acreditar, ou ao menos, se comprazer com a promoção de imagens diabólicas para o povão. Videoclipes de estrelas pop abundam com imagens do Diabo, de sacrifícios humanos, de orgias.

Nas imagens dos recentes concertos, Ariana é associada com a imagem do coelhinho da Playboy - provocação abertamente sexual.

(E por sinal, não é muito esquisito terem feito um concerto de "homenagem às vítimas", menos de duas semanas depois do tal atentado? Sei lá, desse jeito fica até parecendo que tanto o atentado - ou "atentado" - quanto o concerto foram planejados com antecedência pelas mesmas pessoas...)

Tudo isso é proposital, é claro. Segue-se sempre o mesmo padrão já realizado com Miley Cyrus, pegar uma jovem apresentadora infantil "inocente", transformá-la em puta, fazê-la cantar músicas bizarras cheias de sexo e palavrão. Depois ela é esquecida e morre de overdose ou suicídio. O circo não pode parar.

Assim como o funk no Brasil, estes artistas são vendidos como "populares" ou espontâneos, mas a criação vem de cima. Baste pensar que trinta anos atrás, estes tipos de músicas sequer existiam. Os negros no morro faziam samba e canções de dor de cotovelo; os brancos faziam roquenroll. Então de onde veio esta nova moda de canções cheias de sexo e violência?


Na Bíblia, a imagem da Puta da Babilônia aparece nas Revelações. É uma vadia imunda que anuncia o final dos tempos. No filme futurista Metrópolis de Fritz Lang, que por sinal é bem profético, a elite cria uma mulher-robô com a ideia de substituir a virtuosa heroína por esta réplica diabólica que leva os homens à perdição.

Será que estou exagerando? Bem, não se preocupem tanto queridinhos. Eles não querem muito. Só destruir seu corpo, e roubar sua alma!

A famosa imagem do "olho único" começou aqui.
Pentagrama diabólico, precisa mais?
Puta da Babilônia.

sábado, 3 de junho de 2017

O crepúsculo dos deuses

No outro dia na Suécia feministas saíram às ruas galopando como potrancas no cio em protesto contra o patriarcado. Não sei bem a explicação, mas precisa? É mais uma prova de que o tão celebrado "Acidente" está em crise terminal. O homem branco, e a mulher também, mal podem esperar para serem substituídos por afros, árabes, mexicanos, chineses et caterva.

As mulheres em especial parece que tendem a ficar malucas com o fim da ordem tradicional. Se bem que elas tendem à insatisfação por natureza, e pode que não tenha tanto a ver com o fim da tradição. Já vi de perto vários casamentos no qual o papel da esposa é basicamente reclamar de tudo e transformar a vida do cônjuge num inferno, como neste diálogo de "Cenas de um Casamento".

Bem, não creio que as pessoas eram necessariamente mais felizes antes, mas ao menos havia uma ordem social e uma aceitação dos fatos básicos da vida que se perdeu. Eu realmente não entendo muito bem como e por que isto foi acontecer, mas o fato é que o niilismo suicida tomou conta da sociedade há muito tempo, bem conforme Nietzsche previu. A grande preocupação do homem europeu moderno é ir para Ibiza ou Tailândia e beber até cair. Ganhar bastante, consumir bastante, foder bastante e depois morrer.

De fato o governo holandês está mudando a lei da eutanásia, agora não precisará mais você ter uma doença terminal para poder morrer com ajuda médica, basta estar "cansado da vida" ou decidir que já "cumpriu seu papel." Não admira que o povo holandês esteja desaparecendo da face da terra, sendo substituído por mestiços indonésios.

Mas não é só na Holanda, o Canadá também já aprovou leis pró-eutanásia e até alguns religiosos estão apoiando o "direito de morrer com dignidade". Será provavelmente a próxima bandeira depois do casamento gay, da poligamia e da pedofilia. Além de tudo, será um jeito prático de se livrar dos velhinhos e não ter que pagar pensão e ainda diminuir os custos de saúde.

Eu realmente não entendo bem a necessidade disso, afinal, o suicídio sempre foi uma opção - o problema realmente é que as pessoas querem morrer sem dor e sem o estigma do suicídio. Mas será que é solução? Esta opção pela eutanásia e pelo aborto não indica uma certa rejeição à vida em si?

Quero dizer, a ideia de que não deve haver sofrimento algum na vida nem na morte parece ser uma ideia bastante recente da humanidade.

Mas observe que junto com o apoio ao aborto e à eutanásia quase sempre vem a crítica à pena de morte - ou seja, pareceria que para a esquerda, o único que tem direito a viver é o elemento psicopático e criminal.

Bem, dizia G.K. Chesterton que quem não acredita em Deus termina por acreditar em qualquer coisa.

Parafraseando aquele velho compositor baiano, reze pelo Ocidente, chore pelo Ocidente.