sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Voiture brulèe


Há alguns anos atrás passei o final de ano em Estrasburgo, França, onde tomei conhecimento da curiosa tradição de queimar carros no Ano Novo. O amigo francês que me contou a respeito o disse com a maior naturalidade, como se fosse um hábito tão normal como soltar rojões ou abrir garrafas de champanhe.

Este ano parece ter havido um recorde: 1147 carros queimados. Embora as notícias falem em "jovens vândalos", todos sabem que os que queimam carros são em sua maior parte imigrantes ou descendentes de imigrantes, em sua grande maioria muçulmanos. No entanto, não posso culpar a religião muçulmana pelo hábito: não consta que Maomé tenha inventado tal prática, nem que ela seja comum em qualquer país muçulmano além da França.

O mais curioso de tudo é que a tradição efetivamente já foi aceita pelas autoridades. Afinal, segundo o governo, "foi uma noite tranqüila, sem violência". Sites sobre automóveis dão conselhos sobre o que fazer para não ter seu carro queimado. Aliás, parece até que ultimamente uma pequena percentagem dos carros passaram a ser queimados pelos próprios proprietários, graças a uma lei que oferece maiores indenizações aos seus donos.

É o multiculturalismo em ação.

2 comentários:

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