quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Post idiota sobre religião


Os últimos e penúltimos posts acho que foram meio mal escritos, pois não foram bem compreendidos. Acho que está cada vez mais difícil o pessoal entender a ironia, vou ter que escrever (piada) para explicar cada brincadeira ou hipérbole. Primeiro me chamaram de monstro por ser contrário à imigração, logo de carola por não ter gostado de uma campanha pró-ateísmo do Dawkins. Olhem aqui, embora tenha sido criado sob o catolicismo mais estrito (piada), na prática sou agnóstico, não vou à missa e não sigo nenhum ritual religioso fora o flagelo diário com a Opus Dei (piada). Só rezo em avião em pane ou durante terremoto* e maremoto (isto é sério).

Nada tenho contra "aproveitar a vida". Minha crítica foi a seguinte: além das crenças individuais de cada um, acredito que uma sociedade, para ser funcional, deve ter alguma espécie de embasamento moral. Não necessariamente religioso e, se religioso, não necessariamente tendo um Deus. O taoísmo e o budismo acho que não tem uma figura divina, embora pouco saiba sobre essas religiões e me pareçam coisa de hippie ou de viado (piada). Mas uma sociedade precisa ter valores. "Tudo é relativo" ou "vamos aproveitar a vida antes de morrer" podem ser frases bacanas, mas não são valores que podem ser traduzidos em regras de comportamento social. E, se não temos isso, ficamos à mercê do primeiro idiota de plantão que decide se tornar o "Deus" do momento e decidir ele próprio as regras que cada um deve seguir. Como o Pol Pot, Mugabe e tais. Como o ditador do filme "Bananas" que decide que as pessoas devem usar a cueca por cima das calças.

Todos precisam, de um modo ou outro, de religião. Não acreditam? Pois assistam o vídeo que as celebridades americanas gravaram após a posse de Obama. O caráter religioso é inegável, parece que estão falando literalmente com seu Salvador. Um promete "ser um melhor pai"; outra promete "rir e sorrir mais". Ué! Durante o governo Bush, eram maus pais? Não sorriam?

Abaixo estão os dois vídeos, o primeiro real, o segundo de gozação. Não sei qual dos dois é mais engraçado ou patético.


O vídeo real.



O vídeo de gozação.

* Teve um terremoto por aqui recentemente, mas foi fraquinho e muito rápido, nem deu tempo de rezar.

8 comentários:

Anônimo disse...

Caro Mr. X,
creio que essa necessidade de se ligar a uma imagem divina pode ser explicada pelo próprio Dawkins em "Deus, Um Delírio". Também pode ser explicada com base nos arquétipos de Jung que, por sua vez creio ter se utlizado dos ensinamentos de Platão para elaborar sua teoria.
Enfim, concordo em gênero , número e grau com você: toda e qualquer sociedade necessita de valores que a norteiem. Veja a aparente caótica sociedade de traficantes: o pessoal mata adoidado por lá, mas existem valores que embasam essa matança. Lealdade (=não-deduragem) é um deles.

redcell disse...

Gostei deste vídeo aqui..

http://br.youtube.com/watch?v=jfdz6Sn1mDM#

Chesterton disse...

eu fiquei encabulado vendo o pimeiro video, é embaraçoso. O pessoal da esquerda é tão idiota que nem isso eles percebem.

Chesterton disse...

olhem esse, o cara não sabe do que fala.

http://www.youtube.com/watch?v=of61E1FesPU

Mr X disse...

Hihihi. Na verdade o vídeo me lembrou os artistas grobais na época da eleição do Lula Lá.

Anônimo disse...

Mr X,
não tenho muita certeza se todos precisam, de um modo ou outro, de religião.
Sociologicamente pode ser: muitos precisam ser "protegidos", outros insistem em "organizar".
Biologicamente ninguém precisa.
Culturalmente, antes que o sol encerre o ciclo natural de existência, a religião será tão importante quanto hoje é a "horoscopia".
jsa.
jsa.

Mr X disse...

Sabe jsa,

Acho que conheço mais pessoas que acreditam em astrologia ("horoscopia"como você diz) do que acreditam em Deus. Essa sua idéia de "evolução do pensamento" rumo ao suposto esclarecimento dos ateus é falsa. Se não acreditarem mais no Deus hebreu ou cristão, as pessoas vão acreditar em outras coisas.

Anônimo disse...

(vestindo a carapuça) Caro Mr. X, parodiando-o, acho que também não comentei de forma clara. O que quis dizer, utilizando até trecho de um artigo bacana do J. P. Coutinho, é que, como todas as religiões tem o farol volado para o post-mortem, a vida aqui-agora fica um tanto quanto prejudicada. Não o chamei de carola, apenas disse que sua idéia de que a expressão "aproveitar a vida" tem necessariamente um apelo hedonista e amoral é carola, pois acredito que se pode aprveitar a vida infinitas formas, inclusive entregando-se totalmente a uma vida religiosa.

Abraço