sábado, 24 de janeiro de 2009

A volta dos mortos-vivos

Parece que a morte da esquerda foi anunciada algo precipitadamente por mim alguns posts atrás. Quando parecia que o Comunismo tinha finalmente morrido e sido enterrado, eis que ele volta nas mais variadas manifestações.

Primeiro, uma série de "intelequituais" e professores universiotários brasileiros fez um abaixo-assinado apoiando o asilo político dado ao criminoso comum Cesare Battisti. Por que será que esquerdista gosta tanto de abaixo-assinado? Serve para alguma coisa, além de exibir o nome ligado a uma causa, na maior das vezes imbecil? (E, mais importante, com a nova hôrtografía, deve-se escrever abaixoassinado?)

A propaganda comunista continua em full mode.

O Lancet, essa mesma revistinha que publicou um artigo com uma estatística comprovadamente fajuta sobre os mortos no Iraque (dizia que tinham sido alguns bilhões de civis iraquianos mortos, se não me engano), lançou agora uma outra pesquisa fajuta afirmando que morreram "um milhão" de pessoas devido às "privatizações" no Leste Europeu.

Vejam a picaretagem. A mortalidade aumentou, portanto, a culpa é do capitalismo. Nem liguem para o fato que "capitalismo" é uma palavra pouco exata para designar as máfias que controlam a maioria dos países do Leste Europeu, em especial os ex-satélites soviéticos. O fato é, como é que se pode provar que tenha sido o processo de privatização o culpado, quando tantos outros incontáveis fatores, inclusive o próprio colapso da União Soviética, estão relacionados ao problema?

Trata-se, naturalmente, de uma propaganda para convencer as pessoas que o controle estatal absoluto não é tão ruim assim. "A privatização matou um milhão, portanto voltemos para o sistema que matou cem milhões."

Ao mesmo tempo, o colunista Spengler informa que, graças à crise e aos diversos bailouts, Barack Oxybarama é o presidente americano com maior poder sobre a economia em toda a História do país. É também o que advoga um controle estatal cada vez maior.

Talvez tenham razão aqueles que dizem que o comunismo não morreu. Ao contrário, metastatizou. Em vez de apenas um, tornou-se vários. Agora temos o islamo-comunismo, o eco-comunismo, o homo-comunismo e até o capital-comunismo.

Lembram da proposta petista da lei contra a homofobia? Na nova página da Casa Branca, já promete-se algo similar:
Expand Hate Crimes Statutes: President Obama and Vice President Biden will strengthen federal hate crimes legislation, expand hate crimes protection by passing the Matthew Shepard Act, and reinvigorate enforcement at the Department of Justice’s Criminal Section.
Tenham medo. Tenham muito medo.

4 comentários:

Anônimo disse...

Como eu disse outro dia, a esquerda já encampou o capitalismo. Ninguém gosta mais de dinheiro que um comunista.
Os conservadores geralmente são pessoas até chatas, cheias de escrúpulos e questionamentos morais.
Já os esquerdistas não tem qualquer freio de natureza ética ou moral, e ainda se orgulham disso.

Nei

Mr X disse...

É como alguém disse, os políticos de direita roubavam mas escondendo, sabendo que no fundo era errado; os de esquerda roubam nas fuças de todos e ainda achando que é o certo e o justo, pois avança a Sociedade Futura Perfeita.


No mais, começo a temer que o Obama vai ser péssimo presidente. Nada além de pequenos sinais, por ora. Veremos.

Igor T. disse...

X, já leu o artigo da The Economist sobre a estatística furada na Rússia reformada? Depois eu acho e coloco aqui.

Chesterton disse...

Esse é o cientismo que querem usar contra as religiões. Há muito a saúde vem sendo utilizada como arma para os politicamente corretos "medicalizarem" cada vez mis a vida.
Aliás, todo médico comunista que conheci adorava dinheiro, não gostava de dar recibo e cobrava em dólar.....