Não tem solução; às vezes leio artigos celebrando uma certa "nova era progressista", e sinto uma infinita tristeza, pois vejo o futuro repetindo o passado, vejo mais uma geração que se perde em estúpidas ilusões. Ontem o comunismo, hoje o progressismo multicultural, amanhã? -- quem sabe. Talvez o eco-nazismo, talvez o fundamentalismo secular (já tem aqui uma jornalista brasileira reclamando de "perseguição aos ateus" por ter sido convidada a ir à igreja pelo taxista evangélico...).
É incrível o número de pessoas que conheço cujas idéias políticas se resumem a: "Governo é bom, corporações são más." Ou: "Vamos acabar com o capitalismo, não está dando certo." (Sobre isso, tem um texto interessante do Pedro Sette Câmara). Será que essas pessoas realmente acham que mais governo é sempre melhor? Mesmo tendo acesso a hospitais públicos, escolas públicas, repartições públicas? Chega a ser comovedor ver pessoas achando que até o problema da corrupção possa ser resolvido por novas instituições governamentais, como se "mais governo" não significasse exatamente "mais corrupção".
O mais incrível fato do Comunismo Soviético não foi o descontentamento e desilusão que trouxe, mas a grande quantidade de indivíduos que continuaram fiéis até o fim, mesmo quando foram traídos pelos próprios companheiros. Até o momento em que foram executados pela KGB ou enviados para a Sibéria, continuaram ali, fiéis membros do Partidão, acreditando no "novo homem".
Pavel Florensky, filósofo, cientista e inventor russo, trabalhou por décadas para o Estado Soviético. Até que escreveu uma monografia sobre a teoria da relatividade, e foi preso por "publicar textos contra o sistema soviético". Passou dez anos na Sibéria. Depois, foi condenado à morte e executado a mando de Stalin em 1937.
David Riazanov, escritor e professor russo. Estabeleceu a Academia Comunista e o Instituto Marx-Engels. Passou trinta anos da sua vida publicando as obras completas de Marx e Engels em russo e realizando estudos sobre seus ídolos. Foi executado em 1938, acusado de uma obscura conspiração trotskista.
Vladimir Mayakóvsky. O revolucionário poeta, figura icônica dos primeiros anos da União Soviética. Até poco tempo antes de sua morte ainda produzia textos e cartazes para o sistema. Depois, passou a ser investigado. Suicidou-se, embora haja dúvidas se tenha sido realmente um suicídio.
E no entanto, e no entanto... Mesmo hoje, leio em uma revista de esquerda contemporânea um texto dizendo que Stalin não era tão ruim assim, afinal, matou milhões, "mas o fez porque acreditava na justiça social e na igualdade." Lembrem sempre disso, pessoal: para um esquerdista, a "justiça social" é justificativa suficiente para o assassinato de milhões (bilhões?).
O Comunismo talvez tenha sido a mais incrível ilusão de massa de todos os tempos. Mas, que digo? Não vivemos hoje em tempos de equivalente ilusão, a ideologia do progressismo multicultural multireligioso e multisexual? E não terminará essa utopia também em desgraça?
Já disse alguém: todas as Revoluções devoram seus filhos. A começar pela Francesa, com Danton e Robespierre. Trotsky também terminou com uma picareta enterrada no crânio. Chega a ser quase surpreendente que a revolução americana não tenha terminado a tiros entre Franklin e Washington, mas bem sei que foi algo diferente... O que acontecerá com os líderes da Nova Era Progressista Global? Também um dia, possivelmente, se matarão entre si.
Certo estava Simon Bolívar antes de virar ícone chavista: "fazer revolução é arar o mar". (Acho que foi também ele quem disse que o melhor a fazer coisa a fazer na América Latina é emigrar).
É triste, e talvez inevitável. A humanidade caminha em círculos. Assim como as prévias gerações, teremos também nós que passar por revolução, guerra, fome, desgraça e ruína. E depois de novo. E de novo. Será que estou ficando velho e cínico? É bem possível...
Uma vez, quando era jovem, disseram-me que eu não tinha ideais. Chorei profundamente: era verdade. Jamais tive. Jamais terei. Se hoje tivesse vinte anos, talvez fosse para um desses acampamentos do "Occupy" com a única intenção de pegar algumas gatinhas, mas jamais com a intenção de achar que estava fazendo alguma coisa pelo planeta...
Agora os novos idealistas sonham com um mundo sem fronteiras, sem pobreza, sem desigualdade e movido a combustíveis recicláveis. Dará certo? Bem, de boas intenções... Você sabe o resto!
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A direita está sem rumo?
Passei já muito tempo aqui criticando a esquerda política e seus delirantes planos de dominação mundial, mas o fato é que também parte da culpa por esse descalabro é da direita. Se é verdade o que Burke dizia, que "tudo o que é necessário para que o mal triunfe é que o homens bons não façam nada", então a direita é também culpada pelo atual estado de coisas.
O que é a esquerda? É a revolução, é a utopia, é o delírio, é a rebeldia adolescente contra a realidade objetiva: "um outro mundo é possivel". E o que é a direita? É a tentativa de conservação de verdades aprendidas ao longo do tempo, a aceitação madura da desigualdade essencial do mundo, a anti-utopia.
Talvez por isso seja mais difícil ser de direita e seja mesmo mais difícil para esta ser mais ativa. O default da direita é apenas a reação às provocações da esquerda.
Mas hoje isso não é suficiente.
Acho hilário o antiamericanismo de tantos esquerdistas. Até por que, hoje em dia, os EUA encontram-se na vanguarda do neocomunismo global. Esqueçam Chávez, mero bufão da hora! Os esquerdistas deveriam agradecer ao Tio Sam. Tudo que é idéia progreçista começou nos EUA.
Ué! Mas não são os EUA a nação capitalista mais rica do planeta? De fato. E por isso mesmo: nos EUA há dinheiro para financiar os delírios esquerdistas mais absurdos.
Vejam este incrível documento. Uma suposta lista de "atuais objetivos dos comunistas", segundo o autor Cleon Skousen, em livro escrito em 1958. Traduzo alguns deles:
Em 1958, isso poderia parecer mera paranóia de um velho anti-comunista. Porém ocorre que, de lá pra cá, TODOS os objetivos acima foram completados. Ou o tal Skousen tinha o dom da previsão, ou realmente havia um cuidadoso plano de implementação de mudanças sociais e políticas.
Porém, o mais curioso é o seguinte: o objetivo dessas ações, claramente, era de destruir ou enfraquecer a América e dar a vitória aos soviéticos. Naturalmente, tais idéias revolucionárias não seriam perseguidas dentro da URSS ou em Cuba, mas apenas nos países ocidentais e em especial na odiada América. Só que, mesmo com a derrocada da velha URSS, os tais objetivos comunistas confinaram sendo postos em ação, até com força redobrada, mesmo nos países dominados pelos socialistas. É como se tais ações tivessem ganho vida própria, ou como se os comunistas e ex-comunistas tivessem esquecido que o objetivo era apenas minar as instituições sociais das nações capitalistas, e tivessem passado a acreditar que tais mudanças eram benéficas em si mesmas.
De qualquer modo, são admiráveis a tenacidade e a capacidade de planejamento da ala progressista mundial (assim como o são aquelas dos islamistas). Mesmo no Brasil, com paciência e perseverança, os comunas passaram de meros guerrilheiros de meia-tijela a Donos do Poder.
E a direita? Onde está a lista de objetivos da direita? Quem sabe algo do tipo:
1. Reduzir o tamanho do Estado em 50%.
2. Repelir a degradação da sociedade e promover valores tradicionais através de propaganda massiva.
3. Infiltrar-se nas instituições progressistas e sabotá-las.
4. Etc, etc.
Mas nem isso ocorre. Não há qualquer planejamento de ações, apenas a ocasional reação confusa e tardia. A direita está perdida. Limita-se a sofrer calada, como uma franzina jovem sendo estuprada por uma gangue de brutamontes taradões.
O que é a esquerda? É a revolução, é a utopia, é o delírio, é a rebeldia adolescente contra a realidade objetiva: "um outro mundo é possivel". E o que é a direita? É a tentativa de conservação de verdades aprendidas ao longo do tempo, a aceitação madura da desigualdade essencial do mundo, a anti-utopia.
Talvez por isso seja mais difícil ser de direita e seja mesmo mais difícil para esta ser mais ativa. O default da direita é apenas a reação às provocações da esquerda.
Mas hoje isso não é suficiente.
Acho hilário o antiamericanismo de tantos esquerdistas. Até por que, hoje em dia, os EUA encontram-se na vanguarda do neocomunismo global. Esqueçam Chávez, mero bufão da hora! Os esquerdistas deveriam agradecer ao Tio Sam. Tudo que é idéia progreçista começou nos EUA.
Ué! Mas não são os EUA a nação capitalista mais rica do planeta? De fato. E por isso mesmo: nos EUA há dinheiro para financiar os delírios esquerdistas mais absurdos.
Vejam este incrível documento. Uma suposta lista de "atuais objetivos dos comunistas", segundo o autor Cleon Skousen, em livro escrito em 1958. Traduzo alguns deles:
11. Promover a ONU como única esperança da humanidade.
15. Capturar um ou dois partidos políticos nos EUA.
16. Usar decisões das cortes para enfraquecer instituições americanas, afirmando que suas actividades violam os direitos civis.
17. Tomar controle das escolas. Usá-las como centros de transmissão de propaganda socialista e comunista.
18. Controlar todos os jornais estudantis.
19. Infiltrar-se na imprensa.
21. Ganhar controle de posições-chave no rádio, TV e cinema.
22. Desacreditar a cultura americana através da degradação de formas de expressão artística. Eliminar todas as boas esculturas de parques e edifícios, substituindo-as por formas sem sentido.
24. Eliminar todas as leis contrárias a obscenidade afirmando que trata-se de "censura" e uma violação ao direito de livre expressão.
26. Apresentar a homossexualidade, degeneração e promiscuidade como normais, naturais e saudáveis.
27. Infiltrar-se nas Igrejas e substituir a religião por uma "religião social".
28. Eliminar as orações ou qualquer forma de expressão religiosa nas escolas com base na ideia de que violaria o princípio de "separação entre Igreja e Estado".
29. Desacreditar a Constituição Americana chamando-a de inadequada, antiquada, fora do compasso das necessidades modernas, um obstáculo à cooperação entre as nações.
Em 1958, isso poderia parecer mera paranóia de um velho anti-comunista. Porém ocorre que, de lá pra cá, TODOS os objetivos acima foram completados. Ou o tal Skousen tinha o dom da previsão, ou realmente havia um cuidadoso plano de implementação de mudanças sociais e políticas.
Porém, o mais curioso é o seguinte: o objetivo dessas ações, claramente, era de destruir ou enfraquecer a América e dar a vitória aos soviéticos. Naturalmente, tais idéias revolucionárias não seriam perseguidas dentro da URSS ou em Cuba, mas apenas nos países ocidentais e em especial na odiada América. Só que, mesmo com a derrocada da velha URSS, os tais objetivos comunistas confinaram sendo postos em ação, até com força redobrada, mesmo nos países dominados pelos socialistas. É como se tais ações tivessem ganho vida própria, ou como se os comunistas e ex-comunistas tivessem esquecido que o objetivo era apenas minar as instituições sociais das nações capitalistas, e tivessem passado a acreditar que tais mudanças eram benéficas em si mesmas.
De qualquer modo, são admiráveis a tenacidade e a capacidade de planejamento da ala progressista mundial (assim como o são aquelas dos islamistas). Mesmo no Brasil, com paciência e perseverança, os comunas passaram de meros guerrilheiros de meia-tijela a Donos do Poder.
E a direita? Onde está a lista de objetivos da direita? Quem sabe algo do tipo:
1. Reduzir o tamanho do Estado em 50%.
2. Repelir a degradação da sociedade e promover valores tradicionais através de propaganda massiva.
3. Infiltrar-se nas instituições progressistas e sabotá-las.
4. Etc, etc.
Mas nem isso ocorre. Não há qualquer planejamento de ações, apenas a ocasional reação confusa e tardia. A direita está perdida. Limita-se a sofrer calada, como uma franzina jovem sendo estuprada por uma gangue de brutamontes taradões.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Seu coração é vermelho
Já foi observado - não lembro se pelo Diogo Mainardi ou o Reinaldo Azevedo, renomados PTólogos - que os petistas costumam confundir governo, partido e país. É como se o partido, tendo assumido a presidência, acreditasse ter obtido o direito de se apossar para sempre do país e seus símbolos. Não há outra maneira de interpretar o vermelho no símbolo da Copa de 2014, aprovado por um grupo de "notáveis" que incuía "Gisele Bundchen, Ivete Sangalo e Oscar Niemeyer".
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Marx e Lenin perderam; Gramsci venceu
Marx, Lenin e Stalin estão mais ultrapassados que o Rubinho Barrichelli. Não há a menor possibilidade de ocorrer uma Revolução Comunista em qualquer lugar do mundo. Guerrilhas marxistas foram derrotadas definitivamente do Sri Lanka ao Chuí. Na Rússia, Putin pode ser um nacionalista com possíveis intenções imperialistas, mas não pretende coletivizar os meios de propriedade nem trucidar os kulaks. Na América Latrina, último bastião do comunismo revolucionário, as FARC são um cachorro morto, e Cuba e Venezuela são poços de pobreza, irrelevantes em qualquer discussão séria.
Isso não quer dizer que não haja mais pessoas que sofrem sob a foice e o martelo da opressão comunista. Assisti estes dias ao depoimento de Shin Dong-hyuk, que fugiu de um campo de trabalho escravo na Coréia do Norte, onde ainda há dezenas de campos bastante similares aos GULAGs soviéticos. Seu relato é aterrorizador. Mas não há qualquer possibilidade dos comunistas implantarem esse sistema a nível mundial, como parecia possível a meras décadas atrás. Salvo na Coréia do Norte, esse tipo de comunismo está morto e enterrado.
E, no entanto, no entanto... Os comunistas venceram a batalha no campo educativo e cultural. Não precisam realizar Revolução alguma, pois suas idéias já têm o monopólio no debate político e cultural, tanto que, no Brasil, Lula se gaba abertamente da inexistência de qualquer tipo de direita política! Crianças são ensinadas desde pequenas o beabá da igualdade social e do politicamente correto. Não há escapatória. Ninguém nem mesmo contesta que possa haver algum tipo de debate sobre essas questões.
Marx e Lenin perderam. Mas Gramsci venceu. Gramsci, com sua teoria de revolução silenciosa, de "longa marcha através das instituições", quem diria, era quem realmente tinha a estratégia vencedora! Mesmo nos EUA, suposto bastião do capitalismo, nas escolas, universidades e na mídia raramente se ouve algo diferente das idéias socialistas ou semisocialistas (resistem apenas o talk radio e a Internet). Há posters do assassino psicopata Che Guevara em qualquer campus local.
Os verdadeiros comunistas de hoje são os que comandam as universidades, a política e a mídia, que falam em "direitos das minorias", "justiça social" e "saúde e educação para todos", mas o que querem é cada vez mais poder para o Estado sobre a vida e o dinheiro de cada um de nós. São "comunistas"? São "progressistas transnacionais"? São arautos do "governo global"? Não sei, só sei que esses é que são o "perigo vermelho" de hoje em dia. O resto - os comunistas de velha guarda que ainda falam em "ditadura do proletariado" e sonham com guerrilha e revolução e citam Marx, Lenin e Stalin - são meros zumbis.
Isso não quer dizer que não haja mais pessoas que sofrem sob a foice e o martelo da opressão comunista. Assisti estes dias ao depoimento de Shin Dong-hyuk, que fugiu de um campo de trabalho escravo na Coréia do Norte, onde ainda há dezenas de campos bastante similares aos GULAGs soviéticos. Seu relato é aterrorizador. Mas não há qualquer possibilidade dos comunistas implantarem esse sistema a nível mundial, como parecia possível a meras décadas atrás. Salvo na Coréia do Norte, esse tipo de comunismo está morto e enterrado.
E, no entanto, no entanto... Os comunistas venceram a batalha no campo educativo e cultural. Não precisam realizar Revolução alguma, pois suas idéias já têm o monopólio no debate político e cultural, tanto que, no Brasil, Lula se gaba abertamente da inexistência de qualquer tipo de direita política! Crianças são ensinadas desde pequenas o beabá da igualdade social e do politicamente correto. Não há escapatória. Ninguém nem mesmo contesta que possa haver algum tipo de debate sobre essas questões.
Marx e Lenin perderam. Mas Gramsci venceu. Gramsci, com sua teoria de revolução silenciosa, de "longa marcha através das instituições", quem diria, era quem realmente tinha a estratégia vencedora! Mesmo nos EUA, suposto bastião do capitalismo, nas escolas, universidades e na mídia raramente se ouve algo diferente das idéias socialistas ou semisocialistas (resistem apenas o talk radio e a Internet). Há posters do assassino psicopata Che Guevara em qualquer campus local.
Os verdadeiros comunistas de hoje são os que comandam as universidades, a política e a mídia, que falam em "direitos das minorias", "justiça social" e "saúde e educação para todos", mas o que querem é cada vez mais poder para o Estado sobre a vida e o dinheiro de cada um de nós. São "comunistas"? São "progressistas transnacionais"? São arautos do "governo global"? Não sei, só sei que esses é que são o "perigo vermelho" de hoje em dia. O resto - os comunistas de velha guarda que ainda falam em "ditadura do proletariado" e sonham com guerrilha e revolução e citam Marx, Lenin e Stalin - são meros zumbis.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O comunismo não é mais aquele
Nosso amigo tiaguento continua citando Stalin, Mao e até Enver Hoxha (!), mas ele parece não se dar conta que o mundo mudou.
Ele fala em "casa Rockefeller" e outros milionários que seriam "de direita", quando a realidade é que os maiores comunistas do mundo, hoje, são multimilionários e/ou donos de grandes corporações. A Fundação Rockefeller, assim como a Fundação Ford, é uma das maiores patrocinadoras de causas progreçistas.
É que antes os comunistas comiam criancinhas; hoje preferem filé mignon.
O inimigo não é mais Stalin. Esse felizmente já morreu, e está bem enterrado. O inimigo é Obama. O inimigo é a União Euro-Mediterrânea. O inimigo é George Soros. O inimigo é a ACLU, a ACORN, o CFR. O inimigo é o PT. São as ONGs e os "movimentos sociais", centenas de organizações que defendem e financiam o comunismo moderno, também conhecido como progreçismo.
O inimigo comunista de hoje não é mais Soviético, é Americano e Europeu (aliado com Sauditas e Chineses), e tem muita grana nas mãos. Porém, o objetivo é o mesmo: a acumulação de poder totalitário para uns poucos em nome do Povo ou da Justiça Social, ou da Ecologia, ou dos Direitos das Minorias.
Mas se eles pensam que a vitória será fácil, e que nos enganam com esses truquezinhos de falar nos falecidos Stalin e Hoxha tentando despistar, estão muito enganados.
Querem nossa rendição? Querem nossas armas?
ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ!
Ele fala em "casa Rockefeller" e outros milionários que seriam "de direita", quando a realidade é que os maiores comunistas do mundo, hoje, são multimilionários e/ou donos de grandes corporações. A Fundação Rockefeller, assim como a Fundação Ford, é uma das maiores patrocinadoras de causas progreçistas.
É que antes os comunistas comiam criancinhas; hoje preferem filé mignon.
O inimigo não é mais Stalin. Esse felizmente já morreu, e está bem enterrado. O inimigo é Obama. O inimigo é a União Euro-Mediterrânea. O inimigo é George Soros. O inimigo é a ACLU, a ACORN, o CFR. O inimigo é o PT. São as ONGs e os "movimentos sociais", centenas de organizações que defendem e financiam o comunismo moderno, também conhecido como progreçismo.
O inimigo comunista de hoje não é mais Soviético, é Americano e Europeu (aliado com Sauditas e Chineses), e tem muita grana nas mãos. Porém, o objetivo é o mesmo: a acumulação de poder totalitário para uns poucos em nome do Povo ou da Justiça Social, ou da Ecologia, ou dos Direitos das Minorias.
Mas se eles pensam que a vitória será fácil, e que nos enganam com esses truquezinhos de falar nos falecidos Stalin e Hoxha tentando despistar, estão muito enganados.
Querem nossa rendição? Querem nossas armas?
ΜΟΛΩΝ ΛΑΒΕ!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Geração de Tiag@s
É muito mais fácil destruir do que construir. Dresden foi construída ao longo de séculos e destruída em alguns dias de bombardeio. Isso também explica porque os progreçistas em geral têm muito mais sucesso do que os conservadores: seu trabalho é apenas aquele de destruir.
Todos conhecem o Tiago, um simpático troll que costumapostar pastar por aqui. Nunca soube se é um gozador ou alguém que leva o Comunismo a sério, mas o fato é que ele não é único nem original. Leio comentários de pessoas igualmente delirantes em qualquer notícia de blog ou jornal. E na política, então? Eis o que diz este petê-rossauro do Ministério Público brasileiro:
"No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. (...) A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante."
Leiam a penúltima frase, amigos. Eles terão que discutir como a dignidade humana pode conviver com o direito de propriedade. Em outras palavras, essa matilha de psicopatas pretende mesmo acabar com o direito de propriedade, isto é, transferi-lo unicamente ao Estado. Eles decidirão o que é a "dignidade humana" por nós.
Esse senhor é fruto da geração que foi jovem nos anos 60 e 70, isto é, a geração anterior à nossa, ou ao menos à minha.
Uma geração de canalhas.
Generalizo, está certo. Mas pense um pouco. A maioria dos problemas do mundo atual, quase todas as idéias de jerico que estão acabando com o Ocidente, vieram dessa geração de jovens hippies ou guerrilheiros dos anos 60 que hoje são políticos. É a geração Lula mandando e desmandando no país, mas não só aqui. Na Argentina, o governo Kirchner é formado por vários ex-terroristas montoneros. Nos EUA, Obama e seus amigos são filhos dos mesmos anos 60 (a mãe de Obama era uma branca hippie deslumbrada com culturas exóticas).
O marxismo é anterior aos anos 60, é verdade. Mas sua penetração massiva nos círculos acadêmicos universitários começou por esses anos, substituindo a educação clássica por um pastiche antiocidental que busca, não o conhecimento, mas a "justiça social". O feminismo radical surgiu também nesses anos, e vejam agora seu patético legado: mulheres tontas que acreditam que as palavras devem ser modificadas para ser mais "igualitárias". Querem, acredite, promover um português com inclusão de gênero, utilizando @ no lugar de o ou a. (Ex.: maldit@s @s brux@s feminist@s!) É pra não discriminar, entenderam? Ora, bem que elas podiam deixar ao menos o português (a portuguesa?) em paz, e voltar para o fogão (a fogona?).
O fato é que o mundo mudou em meros 40 anos, e hoje colhemos os resultados desse vendaval. Nem tudo que mudou foi negativo, é verdade. Porém, não se pode negar que o Ocidente está em crise. E tudo graças a essa geração que "desconstruiu" tudo o que havia sido construído ao longo de séculos.
Os Tiagos continuam avançando, querendo acabar com a economia do Ocidente em nome de um falso aquecimento global. Ou querendo impor um governo mundial único. Ou apoiando o Islã. Ou sonhando com a coletivização forçada da propriedade. E assim por diante.
É um pouco triste, mas isso não nos deve desanimar. O discurso dessa gente, por sorte, é cada vez mais inútil e irrelevante.
O problema dos progreçistas é que o dinheiro está acabando. Mesmo tendo conseguido lavar o cérebro de gerações e gerações, em uma era de desemprego e dificuldade, fica cada vez mais difícil convencer o cidadão médio a dar metade do seu salário para ajudar imigrantes ilegais, encher o bolso de ditadores africanos, salvar assassinos e terroristas da prisão, destruir a economia do país para salvar as baleias e os palestinos, mudar os dicionários para incluir igualdade de gênero e oferecer saúde, casa, comida e roupa lavada grátis a quem não contribui.
O aguardado filme Avatar parece ter efeitos inovadores (pessoalmente, achei o filme fraco), mas a história nada tem de original: é sobre brancos imperialistas malvados que atacam tribos primitivas boazinhas para colonizar o seu planeta. Selvagem bom, branco mau. Yawn.
Não há nada pior do que as Utopias. Para os Tiagos e Tiagas (Tiag@s?), existe uma Sociedade Perfeita que está ao alcance da mão, bastando apenas modificar o sistema. Não lhes ocorre que um sistema que exige a morte de 20% da população é um problema em si mesmo, independentemente de seus resultados. Como dizem os americanos: It's a feature, not a bug. Tiago acredita que o Comunismo modernizou Rússia e China. Não é verdade, é claro, mas, mesmo que fosse, valeu o preço dos cem milhões de mortos? Poderíamos dizer que também é verdade que o Nazismo acabou com a inflação e o desemprego. Deveríamos replicá-lo? Quantas mortes uma Sociedade Perfeita pode suportar?
Não tenho pena dos Tiagos. Eventualmente terão o destino que merecem, seja enforcados como traidores, seja mandados ao Gulag pelos seus próprios líderes totalitários.
Minha tristeza é pensar nos jovens de hoje, que não têm culpa das políticas realizadas antes da sua chegada, e que serão aqueles que pagarão o preço dessa irresponsabilidade. Hoje estão ali distraídos com seus iPods e seus Wiis, mas com que cara ficarão ao descobrirem que políticos e mídia lhes estiveram MENTINDO O TEMPO TODO? Que terão cada vez mais dificuldade em conseguir emprego, que enfrentarão cada vez mais crime, que pagarão com o suor do seu rosto o preço salgado dos "horizontes utópicos" dessa corja funesta hoje no poder.
Vêm tempos difíceis aí. Há quem fale até em Guerra Civil ou Guerra Mundial. Eu não sei; espero que não. Mas quem vai pagar o preço do desatino atual serão as gerações futuras, que nada tiveram com essa história.
Todos conhecem o Tiago, um simpático troll que costuma
"No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. (...) A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante."
Leiam a penúltima frase, amigos. Eles terão que discutir como a dignidade humana pode conviver com o direito de propriedade. Em outras palavras, essa matilha de psicopatas pretende mesmo acabar com o direito de propriedade, isto é, transferi-lo unicamente ao Estado. Eles decidirão o que é a "dignidade humana" por nós.
Esse senhor é fruto da geração que foi jovem nos anos 60 e 70, isto é, a geração anterior à nossa, ou ao menos à minha.
Uma geração de canalhas.
Generalizo, está certo. Mas pense um pouco. A maioria dos problemas do mundo atual, quase todas as idéias de jerico que estão acabando com o Ocidente, vieram dessa geração de jovens hippies ou guerrilheiros dos anos 60 que hoje são políticos. É a geração Lula mandando e desmandando no país, mas não só aqui. Na Argentina, o governo Kirchner é formado por vários ex-terroristas montoneros. Nos EUA, Obama e seus amigos são filhos dos mesmos anos 60 (a mãe de Obama era uma branca hippie deslumbrada com culturas exóticas).
O marxismo é anterior aos anos 60, é verdade. Mas sua penetração massiva nos círculos acadêmicos universitários começou por esses anos, substituindo a educação clássica por um pastiche antiocidental que busca, não o conhecimento, mas a "justiça social". O feminismo radical surgiu também nesses anos, e vejam agora seu patético legado: mulheres tontas que acreditam que as palavras devem ser modificadas para ser mais "igualitárias". Querem, acredite, promover um português com inclusão de gênero, utilizando @ no lugar de o ou a. (Ex.: maldit@s @s brux@s feminist@s!) É pra não discriminar, entenderam? Ora, bem que elas podiam deixar ao menos o português (a portuguesa?) em paz, e voltar para o fogão (a fogona?).
O fato é que o mundo mudou em meros 40 anos, e hoje colhemos os resultados desse vendaval. Nem tudo que mudou foi negativo, é verdade. Porém, não se pode negar que o Ocidente está em crise. E tudo graças a essa geração que "desconstruiu" tudo o que havia sido construído ao longo de séculos.
Os Tiagos continuam avançando, querendo acabar com a economia do Ocidente em nome de um falso aquecimento global. Ou querendo impor um governo mundial único. Ou apoiando o Islã. Ou sonhando com a coletivização forçada da propriedade. E assim por diante.
É um pouco triste, mas isso não nos deve desanimar. O discurso dessa gente, por sorte, é cada vez mais inútil e irrelevante.
O problema dos progreçistas é que o dinheiro está acabando. Mesmo tendo conseguido lavar o cérebro de gerações e gerações, em uma era de desemprego e dificuldade, fica cada vez mais difícil convencer o cidadão médio a dar metade do seu salário para ajudar imigrantes ilegais, encher o bolso de ditadores africanos, salvar assassinos e terroristas da prisão, destruir a economia do país para salvar as baleias e os palestinos, mudar os dicionários para incluir igualdade de gênero e oferecer saúde, casa, comida e roupa lavada grátis a quem não contribui.
O aguardado filme Avatar parece ter efeitos inovadores (pessoalmente, achei o filme fraco), mas a história nada tem de original: é sobre brancos imperialistas malvados que atacam tribos primitivas boazinhas para colonizar o seu planeta. Selvagem bom, branco mau. Yawn.
Não há nada pior do que as Utopias. Para os Tiagos e Tiagas (Tiag@s?), existe uma Sociedade Perfeita que está ao alcance da mão, bastando apenas modificar o sistema. Não lhes ocorre que um sistema que exige a morte de 20% da população é um problema em si mesmo, independentemente de seus resultados. Como dizem os americanos: It's a feature, not a bug. Tiago acredita que o Comunismo modernizou Rússia e China. Não é verdade, é claro, mas, mesmo que fosse, valeu o preço dos cem milhões de mortos? Poderíamos dizer que também é verdade que o Nazismo acabou com a inflação e o desemprego. Deveríamos replicá-lo? Quantas mortes uma Sociedade Perfeita pode suportar?
Não tenho pena dos Tiagos. Eventualmente terão o destino que merecem, seja enforcados como traidores, seja mandados ao Gulag pelos seus próprios líderes totalitários.
Minha tristeza é pensar nos jovens de hoje, que não têm culpa das políticas realizadas antes da sua chegada, e que serão aqueles que pagarão o preço dessa irresponsabilidade. Hoje estão ali distraídos com seus iPods e seus Wiis, mas com que cara ficarão ao descobrirem que políticos e mídia lhes estiveram MENTINDO O TEMPO TODO? Que terão cada vez mais dificuldade em conseguir emprego, que enfrentarão cada vez mais crime, que pagarão com o suor do seu rosto o preço salgado dos "horizontes utópicos" dessa corja funesta hoje no poder.
Vêm tempos difíceis aí. Há quem fale até em Guerra Civil ou Guerra Mundial. Eu não sei; espero que não. Mas quem vai pagar o preço do desatino atual serão as gerações futuras, que nada tiveram com essa história.
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Ecologistas-melancia
Adoro a Europa, onde estou neste exato momento, mas lamentavelmente é o continente onde a ideologia progreçista e globalista calou mais fundo. Há algum tempo, o Fábio Marton falou que faltava uma tradução exata para a palavra patronizing. Só assim, como patronizing, pode ser compreendido o recente evento em Copenhague em que Chávez e Mugabe foram ovacionados por políticos e empresários europeus. Os megaloditadores criticaram violentamente o capitalismo, ao mesmo tempo em que exigiram milhões de dólares de ajuda dos países ricos capitalistas (dissonância cognitiva pouca é bobagem).
Ora, os europeus são espertos para jamais elegerem um tipo como Chávez em seus países. Porém, acham engraçado quando os macaquitos elegem um, e o aplaudem quando realiza políticas que jamais permiritiam em seus próprios países, mesmo na União Socialista Européia de hoje.
Mas o ecologismo é o novo socialismo. Se os socialistas latinoamericanos são insuportáveis, ainda piores são os socialistas do primeiro mundo, membros da elite globalista que utiliza a mentira da "aquecimento global" para tentar controlar o planeta. (Aliás, qual aquecimento? Aqui na Europa está nevando pra caramba, tanto que estou refugiado blogando em vez de passear).
Agora já teve ter ficado bastante claro, mesmo para a maior toupeira, que o que está por trás do "aquecimento global" nada mais é do que um esquema bilionário de transferência de riquezas. Perceba que ninguém nem ao menos disfarça. Ninguém fala em preservação: todos falam apenas em dinheiro. Obama já está prometendo 100 bilhões de dólares anuais aos "países subdesenvolvidos" - que, acredite, incluem a China. Ou seja, os EUA, que já estão devendo até as cuecas, vão pegar emprestado mais 100 bilhões dos chineses, para dá-los... aos chineses.
(Que papel joga a China no globalismo? Hum.)
No mais, esta é a era dos ecologistas-melancia, verdes por fora, vermelhos por dentro. Ou, como li em uma frase por aí:
The trouble with the greens is that they are too yellow to confess they are really red.
Ora, os europeus são espertos para jamais elegerem um tipo como Chávez em seus países. Porém, acham engraçado quando os macaquitos elegem um, e o aplaudem quando realiza políticas que jamais permiritiam em seus próprios países, mesmo na União Socialista Européia de hoje.
Mas o ecologismo é o novo socialismo. Se os socialistas latinoamericanos são insuportáveis, ainda piores são os socialistas do primeiro mundo, membros da elite globalista que utiliza a mentira da "aquecimento global" para tentar controlar o planeta. (Aliás, qual aquecimento? Aqui na Europa está nevando pra caramba, tanto que estou refugiado blogando em vez de passear).
Agora já teve ter ficado bastante claro, mesmo para a maior toupeira, que o que está por trás do "aquecimento global" nada mais é do que um esquema bilionário de transferência de riquezas. Perceba que ninguém nem ao menos disfarça. Ninguém fala em preservação: todos falam apenas em dinheiro. Obama já está prometendo 100 bilhões de dólares anuais aos "países subdesenvolvidos" - que, acredite, incluem a China. Ou seja, os EUA, que já estão devendo até as cuecas, vão pegar emprestado mais 100 bilhões dos chineses, para dá-los... aos chineses.
(Que papel joga a China no globalismo? Hum.)
No mais, esta é a era dos ecologistas-melancia, verdes por fora, vermelhos por dentro. Ou, como li em uma frase por aí:
The trouble with the greens is that they are too yellow to confess they are really red.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A queda do muro
Imperdível a série na Dicta sobre os vinte anos da queda do Muro de Berlim.
Uma das perguntas que ficam é: como é possível que, mesmo depois de evidenciado fracasso comunista, estejamos assistindo hoje a um renascimento de políticas socialistas, seja na América Latina com o mais descarado chavismo e similares, seja na Europa e nos EUA com controle estatal cada vez maior?
Há duas respostas possíveis: uma, a de que é justamente o fim da existência do modelo negativo comunista a que permite a continuação do delírio utópico. Não havendo mais Guerra Fria nem União Soviética nem dissidentes, não há mais um modelo de referência negativo contra o qual contrastar a prosperidade ocidental. Existe apenas o "capitalismo", e tudo é culpa deste. Portanto, "precisamos de socialismo". E, se alguém criticar as políticas socialistas em base ao que ocorreu no passado, basta dizer: aquilo não era socialismo, era "stalinismo".
Mas o bom doutor Anthony Daniels/Theodore Dalrymple nos lembra que, na verdade, mesmo durante o mais abjeto comunismo soviético, era bem sabido o que ocorria na Rússia. Apesar das mentiras de Walter Duranty, a fome na Ucrânia causada pela coletivizacão forçada foi largamente documentada por outras fontes. O que havia não era ignorância: era vontade de acreditar em lorotas mesmo. A fé na utopia é mais forte do que a razão. De acordo com esta segunda explicação, portanto, nem mesmo a existência dos mais atrozes sistemas comunistas acabará com o pensamento mágico.
"Mr. Gorbachov, tear down this wall!", disse famosamente Reagan. Mas mais difícil é acabar com os muros mentais.
Uma das perguntas que ficam é: como é possível que, mesmo depois de evidenciado fracasso comunista, estejamos assistindo hoje a um renascimento de políticas socialistas, seja na América Latina com o mais descarado chavismo e similares, seja na Europa e nos EUA com controle estatal cada vez maior?
Há duas respostas possíveis: uma, a de que é justamente o fim da existência do modelo negativo comunista a que permite a continuação do delírio utópico. Não havendo mais Guerra Fria nem União Soviética nem dissidentes, não há mais um modelo de referência negativo contra o qual contrastar a prosperidade ocidental. Existe apenas o "capitalismo", e tudo é culpa deste. Portanto, "precisamos de socialismo". E, se alguém criticar as políticas socialistas em base ao que ocorreu no passado, basta dizer: aquilo não era socialismo, era "stalinismo".
Mas o bom doutor Anthony Daniels/Theodore Dalrymple nos lembra que, na verdade, mesmo durante o mais abjeto comunismo soviético, era bem sabido o que ocorria na Rússia. Apesar das mentiras de Walter Duranty, a fome na Ucrânia causada pela coletivizacão forçada foi largamente documentada por outras fontes. O que havia não era ignorância: era vontade de acreditar em lorotas mesmo. A fé na utopia é mais forte do que a razão. De acordo com esta segunda explicação, portanto, nem mesmo a existência dos mais atrozes sistemas comunistas acabará com o pensamento mágico.
"Mr. Gorbachov, tear down this wall!", disse famosamente Reagan. Mas mais difícil é acabar com os muros mentais.
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domingo, 4 de outubro de 2009
Poema do domingo
Epigrama de Stalin
Nós vivemos, mas não sentimos a terra sob os pés
Dez passos andando e não podemos ouvir,
E quando há pessoas suficientes para metade de um diálogo
Elas se lembram do alpinista do Kremlin.
Seus dedos gordos são escorregadios como lesmas,
E suas palavras são absolutos, como medidas de merceiros.
Suas antenas de barata estão rindo,
E sua bota nova brilha.
E ao redor dele a turba de chefes de pescoço curto -
Ele brinca com os serviços de meios-homens.
Quem gorjeia, mia ou geme,
Ele sozinho empurra e golpeia.
Ele esmaga-os como ferraduras, com decreto após decreto
Na virilha, na testa, no rosto, ou no olho.
Quando há uma execução, há tratamento especial,
E o peito ossétio se infla.
Osip Mandelstam (1891-1938) *
* Executado a mando de Stalin por causa deste poema
Nós vivemos, mas não sentimos a terra sob os pés
Dez passos andando e não podemos ouvir,
E quando há pessoas suficientes para metade de um diálogo
Elas se lembram do alpinista do Kremlin.
Seus dedos gordos são escorregadios como lesmas,
E suas palavras são absolutos, como medidas de merceiros.
Suas antenas de barata estão rindo,
E sua bota nova brilha.
E ao redor dele a turba de chefes de pescoço curto -
Ele brinca com os serviços de meios-homens.
Quem gorjeia, mia ou geme,
Ele sozinho empurra e golpeia.
Ele esmaga-os como ferraduras, com decreto após decreto
Na virilha, na testa, no rosto, ou no olho.
Quando há uma execução, há tratamento especial,
E o peito ossétio se infla.
Osip Mandelstam (1891-1938) *
* Executado a mando de Stalin por causa deste poema
segunda-feira, 6 de julho de 2009
No pasarán!
Existe algo de perturbador no atual movimento internacional e midiático para restituir o corrupto Zelaya ao poder em Honduras. É como se, após o impeachment de Collor no Brasil, a "comunidade internacional" inteirinha insistisse na sua volta ao poder. Está certo que o que ocorreu não foi exatamente um impeachment em Honduras, até porque a constituição hondurenha não o permite, mas, de qualquer modo, foi tudo feito, se não totalmente dentro da lei (há discussões a respeito), ao menos com o apoio das principais instituições políticas do país, inclusive o próprio partido de Zelaya. A julgar pelo número de manifestantes claramente superior, o "golpe" conta com maioria de apoio popular. Além disso, os militares só agiram a mando da Suprema Corte e o governo no poder é civil. Qual o escândalo? Agressões muito piores à democracia e às leis ocorrem todo dia em qualquer país da América Latina, basta pensar, sei lá, na relação entre o tráfico de drogas e o poder, ou em qualquer coisa que ocorre na Venezuela. Pelo nível de reclamações, pareceria que estamos falando da Suécia, e não de um país que faz fronteira com Nicarágua e El Salvador. E afinal, qual importância tem Honduras a nível internacional? Não é que eles ataquem outros países, patrocinem o terrorismo internacional ou estejam procurando ter a bomba atômica, tampouco.
Se há uma crise internacional, então, é porque, exatamente ao contrário do que ocorreu no Irã, onde um conflito interno entre mulás gerou a bagunça toda, aqui sim há agentes externos querendo confusão no país. Chávez, é claro, é o principal interessado no retorno do Zé Laia. Os descontentes baderneiros em Honduras, que vandalizaram o aeroporto do país, são com grande probabilidade pessoas pagas pelo chavismo/zelaísmo. Digo isso porque é o mesmo método que usam os Kirchner na Argentina, pagar pessoal para fazer piquete, técnica aliás bastante comum na América Latina. Isso faz parte da democracia? Talvez faça. Fui linchado lá no blog do Pedro Doria por escrever uma frase "relativizando a democracia", mas não é bem isso. O Fabio Marton, aliás, tem um bom post sobre as "democracias iliberais" que discute esse tema.
Outra coisa curiosa é o seguinte: só os países democráticos são criticados por atividades "anti-democráticas". Cadê os protestos contra a ditadura de Fidel Castro? Parece ser o seguinte, se um país que decidiu seguir as regras da democracia de repente quebra algumas dessas regras que impôs a si mesmo, é criticado. Mas há países que, desde o início, recusam-se a aceitar tais regras, e nada é dito contra eles; ao contrário, eles mesmos se juntam sem pudor ao coro dos "defensores da democracia". Parece-me claro que zelaístas, chavistas, obamistas e certos blogueiros não estão tanto defendendo a "democracia" quanto um particular ponto de vista político e ideológico.
E o mais engraçado é o seguinte: enquanto Obama se posiciona claramente a favor de Zelaya e seus amigos chavistas, não adianta de nada. Chávez já está acusando os EUA de "patrocinar o golpe". E eis o comentário de um idiota lá no blog do PD:
Felizmente, existe um limite para os delírios marxistas: a realidade. O comunismo não funciona. O chavismo só traz desgraça. As políticas de Obama estão destruindo a economia. No fim das contas, a única coisa que conta são os resultados concretos, e isso o comunismo-socialismo-chavismo é incapaz de trazer. No pasarán!
Se há uma crise internacional, então, é porque, exatamente ao contrário do que ocorreu no Irã, onde um conflito interno entre mulás gerou a bagunça toda, aqui sim há agentes externos querendo confusão no país. Chávez, é claro, é o principal interessado no retorno do Zé Laia. Os descontentes baderneiros em Honduras, que vandalizaram o aeroporto do país, são com grande probabilidade pessoas pagas pelo chavismo/zelaísmo. Digo isso porque é o mesmo método que usam os Kirchner na Argentina, pagar pessoal para fazer piquete, técnica aliás bastante comum na América Latina. Isso faz parte da democracia? Talvez faça. Fui linchado lá no blog do Pedro Doria por escrever uma frase "relativizando a democracia", mas não é bem isso. O Fabio Marton, aliás, tem um bom post sobre as "democracias iliberais" que discute esse tema.
Outra coisa curiosa é o seguinte: só os países democráticos são criticados por atividades "anti-democráticas". Cadê os protestos contra a ditadura de Fidel Castro? Parece ser o seguinte, se um país que decidiu seguir as regras da democracia de repente quebra algumas dessas regras que impôs a si mesmo, é criticado. Mas há países que, desde o início, recusam-se a aceitar tais regras, e nada é dito contra eles; ao contrário, eles mesmos se juntam sem pudor ao coro dos "defensores da democracia". Parece-me claro que zelaístas, chavistas, obamistas e certos blogueiros não estão tanto defendendo a "democracia" quanto um particular ponto de vista político e ideológico.
E o mais engraçado é o seguinte: enquanto Obama se posiciona claramente a favor de Zelaya e seus amigos chavistas, não adianta de nada. Chávez já está acusando os EUA de "patrocinar o golpe". E eis o comentário de um idiota lá no blog do PD:
é preciso que se diga o óbvio: os EUA estão por detrás do golpe. Isso é tão evidente que chega a ser engraçado ver as pessoas acreditando que o Obama condenou a quartelada. Em que o Obama mudou a política internacional estadunidense em relação ao Busheco? Nada.Nada? Nada é mais difícil de mudar do que a cabeça de um marxista. O atual falatório de Obama sobre o "desarmamento nuclear" é o mesmo blablablá marxistóide que ele já escrevia em um tema-de-casa da sua universidade, publicado aqui.
Felizmente, existe um limite para os delírios marxistas: a realidade. O comunismo não funciona. O chavismo só traz desgraça. As políticas de Obama estão destruindo a economia. No fim das contas, a única coisa que conta são os resultados concretos, e isso o comunismo-socialismo-chavismo é incapaz de trazer. No pasarán!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Spy vs Spy

Sempre que tem algum filme americano que ocorre ao menos parcialmente nos anos 50, mesmo que seja um filme sobre culinária, pode apostar: lá pelas tantas vai ter alguma referência ao Senador McCarthy e como ele era malvado, acusando pobres inocentes de serem comunistas.
Só não mencionam um detalhe: apesar dos exageros, McCarthy estava, em grande parte, certo. Havia muitos espiões soviéticos nos EUA naquela época, infiltrados até nos mais altos escalões, como demonstraram os arquivos do projeto Venona.
Hoje parece que o perigo são os espiões chineses.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
As palavras e as coisas
É muito fácil enganar as pessoas. Fácil demais. Especialmente aquelas pessoas que se acham espertas. Nasce um otário a cada minuto.
Goebbels sabia disso. Lenin sabia disso. Obama e seus mentores sabem disso.
Por exemplo: o socialismo, essa termo tão inocente, tão com cara de bonzinho, até hoje é vendido como um sistema igualitário. Há centenas de partidos pelo mundo que ainda mantém esse nome na legenda, e não falta nem mesmo quem ainda acredite em suas teorias. O Idelber, respeitado acadêmico, ontem mesmo escreveu (rufar de tambores):
Uau. Bem-vindos ao Túnel do Tempo!
Deixemos para lá o que diabos quer dizer "significação histórica". Amigos, Lenin era um assassino que sentia prazer em relatar como enforcava camponeses. Não sou eu quem digo, é Bertrand Russell em sua autobiografia (ele o conheceu brevemente). E olhem que o tio Bertrand era um quê de esquerda.
Mas voltando ao tema da enganação geral. Ora, o que é esse tal "socialismo"? Nada mais é do que a tirania opressora para realizar e justificar o roubo, puro e simplesmente.
"A propriedade é um roubo!", gritava Proudhon. Eu digo que o socialismo é um roubo maior. Tomar à força de Pedro para dar um troco a Zé Mané e ficar com o resto. Durante a Revolução Russa, milhões de pessoas foram tungadas de suas propriedades, e nunca mais as tiveram de volta. Do que difere isso dos confiscos nazistas?
Mesmo nas versões light do socialismo, continua sendo roubo, só que através de imposto ou algum outro tipo de confisco.
Mas, como eu digo, é fácil enganar as pessoas, mesmo em escala global, mesmo contra toda evidência.
É uma coisa, na verdade, muito triste. Significa que "sistemas milagrosos" de "justiça social" continuarão sendo vendidos aos otários, ao preço de miséria, caos social e econômico, e quem sabe até uma que outra guerra ou genocídio. Eternamente...
Goebbels sabia disso. Lenin sabia disso. Obama e seus mentores sabem disso.
Por exemplo: o socialismo, essa termo tão inocente, tão com cara de bonzinho, até hoje é vendido como um sistema igualitário. Há centenas de partidos pelo mundo que ainda mantém esse nome na legenda, e não falta nem mesmo quem ainda acredite em suas teorias. O Idelber, respeitado acadêmico, ontem mesmo escreveu (rufar de tambores):
"Eu sou dos que acham que o leninismo está longe de ter esgotado sua significação histórica."
Uau. Bem-vindos ao Túnel do Tempo!
Deixemos para lá o que diabos quer dizer "significação histórica". Amigos, Lenin era um assassino que sentia prazer em relatar como enforcava camponeses. Não sou eu quem digo, é Bertrand Russell em sua autobiografia (ele o conheceu brevemente). E olhem que o tio Bertrand era um quê de esquerda.
Mas voltando ao tema da enganação geral. Ora, o que é esse tal "socialismo"? Nada mais é do que a tirania opressora para realizar e justificar o roubo, puro e simplesmente.
"A propriedade é um roubo!", gritava Proudhon. Eu digo que o socialismo é um roubo maior. Tomar à força de Pedro para dar um troco a Zé Mané e ficar com o resto. Durante a Revolução Russa, milhões de pessoas foram tungadas de suas propriedades, e nunca mais as tiveram de volta. Do que difere isso dos confiscos nazistas?
Mesmo nas versões light do socialismo, continua sendo roubo, só que através de imposto ou algum outro tipo de confisco.
Mas, como eu digo, é fácil enganar as pessoas, mesmo em escala global, mesmo contra toda evidência.
É uma coisa, na verdade, muito triste. Significa que "sistemas milagrosos" de "justiça social" continuarão sendo vendidos aos otários, ao preço de miséria, caos social e econômico, e quem sabe até uma que outra guerra ou genocídio. Eternamente...
terça-feira, 24 de março de 2009
A solução final (variante verde)
Um certo Jonathon Porrit (é, é JohnaTON mesmo, pessoas idiotas muitas vezes tem nomes idiotas), importante assistente para assuntos ambientais de Gordon Brown, sugere a solução definitiva para o problema do aquecimento global: reduzir a população do país à metade, dos atuais 62 para 30 milhões.
Como fazer isso? O ministro não explica, mas há poucos modos de realizar a hercúlea tarefa: emigração massiva compulsória, limitação do número de filhos por casal, esterelização em massa, ou seguir o infalível método da escolinha de Pol Pot.
O primeiro método, podemos esquecer. Há poucos dias os britânicos decidiram não limitar a imigração de estrangeiros ao país. De fato, para os neomalthusianos, o controle populacional é recomendando apenas para os habitantes dos países desenvolvidos, a tal civilização ocidental branca cristã:
Esterilização massiva é uma idéia interessante, especialmente se organizada de modo aos esterilizados nem se darem conta. Seria possível talvez colocar alguma coisa na água? Porém, provavelmente demoraria muito tempo para obter resultado.
Não, para que inventar moda? O melhor mesmo é o método já testado por Stalin, Hitler, Mao e Pol Pot. Só falta escolher quem serão os 30 milhões a serem "dispensados", mas não será difícil. Eu começaria por todos aqueles que negam o "aquecimento global". Depois, o pessoal de direita. Depois, os traidores e inimigos do sistema. Depois...
Como fazer isso? O ministro não explica, mas há poucos modos de realizar a hercúlea tarefa: emigração massiva compulsória, limitação do número de filhos por casal, esterelização em massa, ou seguir o infalível método da escolinha de Pol Pot.
O primeiro método, podemos esquecer. Há poucos dias os britânicos decidiram não limitar a imigração de estrangeiros ao país. De fato, para os neomalthusianos, o controle populacional é recomendando apenas para os habitantes dos países desenvolvidos, a tal civilização ocidental branca cristã:
Each person in Britain has far more impact on the environment than those in developing countries so cutting our population is one way to reduce that impact.Limitar o número de filhos, então, poderia ser uma opção. Porrit tem duas filhas. Elas poderiam ser proibidas de serem mães. Ainda assim, como mesmo com a política de "um filho por casal" rigidamente cumprida, a China aumentou sua população em 400 milhões em vez de diminuir, não seria suficiente.
Esterilização massiva é uma idéia interessante, especialmente se organizada de modo aos esterilizados nem se darem conta. Seria possível talvez colocar alguma coisa na água? Porém, provavelmente demoraria muito tempo para obter resultado.
Não, para que inventar moda? O melhor mesmo é o método já testado por Stalin, Hitler, Mao e Pol Pot. Só falta escolher quem serão os 30 milhões a serem "dispensados", mas não será difícil. Eu começaria por todos aqueles que negam o "aquecimento global". Depois, o pessoal de direita. Depois, os traidores e inimigos do sistema. Depois...
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Comunismo: modo de usar
Alguns acreditam, ingenuamente, que o Comunismo seja um sistema político que estava em voga desde 1917 e que vigorou até aproximadamente 1989, tendo desde então sobrevivido em apenas uma ilha do Caribe e alguns outros países marginais.
Fosse assim, e vocês todos poderiam rir às gargalhadas das ocasionais invectivas deste blog contra esses fantomáticos seres que costumam morar embaixo de camas alheias.
Mas o Comunismo não é um sistema político. O Comunismo é um engodo que, em nome da falsa promessa de igualdade, dá poder imenso a uma nova aristocracia - aquela formada pelos reformadores sociais e seus amigos. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros, já dizia Orwell séculos atrás.
O Comunismo é, na verdade, um conto do vigário e, como todos os contos do vigário, tem dezenas de variantes de acordo com a circunstância histórica. A variante stalinista. A variante maoísta. A variante pseudodemocrática chavista. A variante lulista. A variante obamista. A variante ecologista. A variante capitalista.
Todos são graus, maiores ou menores, do mesmo 171. Prometa igualdade, obtenha mais poder e dinheiro para seus amigos através do aumento de impostos, transferência de renda, nacionalização de empresas, confisco de propriedades e assim sucessiva e gradativamente.
Há Comunistas na Rússia e na América. Há Comunistas em Beijing e em New York. É um erro crer que os ricos não gostam do Comunismo. Há Comunistas milionários. Há Comunistas bilionários. Há Comunistas trilionários!
O Comunista não é um ideólogo nem um dogmático, engana-se muito quem pensa assim. O Comunista é um mafioso. O Comunista é um parasita. O Comunista é um... vampiro.
Onde quer que haja um trabalhador dedicado que deseja subir na vida, ali estará um Comunista para roubar seu dinheiro.
Onde quer que haja uma pessoa de bem que respeita as leis, ali estará um Comunista para corrompê-la.
Onde quer que haja uma moça virtuosa e honesta, ali estará um Comunista para prostituí-la.
Onde quer que haja uma criancinha orfã e inocente, ali estará um Comunista para comê-la.
O Comunismo não morrerá jamais!
Fosse assim, e vocês todos poderiam rir às gargalhadas das ocasionais invectivas deste blog contra esses fantomáticos seres que costumam morar embaixo de camas alheias.
Mas o Comunismo não é um sistema político. O Comunismo é um engodo que, em nome da falsa promessa de igualdade, dá poder imenso a uma nova aristocracia - aquela formada pelos reformadores sociais e seus amigos. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros, já dizia Orwell séculos atrás.
O Comunismo é, na verdade, um conto do vigário e, como todos os contos do vigário, tem dezenas de variantes de acordo com a circunstância histórica. A variante stalinista. A variante maoísta. A variante pseudodemocrática chavista. A variante lulista. A variante obamista. A variante ecologista. A variante capitalista.
Todos são graus, maiores ou menores, do mesmo 171. Prometa igualdade, obtenha mais poder e dinheiro para seus amigos através do aumento de impostos, transferência de renda, nacionalização de empresas, confisco de propriedades e assim sucessiva e gradativamente.
Há Comunistas na Rússia e na América. Há Comunistas em Beijing e em New York. É um erro crer que os ricos não gostam do Comunismo. Há Comunistas milionários. Há Comunistas bilionários. Há Comunistas trilionários!
O Comunista não é um ideólogo nem um dogmático, engana-se muito quem pensa assim. O Comunista é um mafioso. O Comunista é um parasita. O Comunista é um... vampiro.
Onde quer que haja um trabalhador dedicado que deseja subir na vida, ali estará um Comunista para roubar seu dinheiro.
Onde quer que haja uma pessoa de bem que respeita as leis, ali estará um Comunista para corrompê-la.
Onde quer que haja uma moça virtuosa e honesta, ali estará um Comunista para prostituí-la.
Onde quer que haja uma criancinha orfã e inocente, ali estará um Comunista para comê-la.
O Comunismo não morrerá jamais!
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Tá tudo dominado
Que os alunos de uma universidade americana sejam simpatizantes do socialismo é até compreensível. São jovens e ignorantes, e quase só receberam instrução marxista na escola e na mídia. Mas quando há professores comemorando abertamente a vitória do FMNL em El Salvador, consolidando a neocomunização da América Latina, é preciso parar e pensar. Epa. Onde diabos fui me meter?
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Marx estava certo?
“Owners of capital will stimulate the working class to buy more and more of expensive goods, houses and mechanical products, pushing them to take more and more expensive credits, until their debt becomes unbearable. The unpaid debt will lead to bankruptcy of banks, which will have to be nationalised, and the State will have to take the road which will eventually lead to communism.”
Karl MarxAlgum idiota, Das KapitalCorrente de email, 18672008
Atualização: A frase é falsa, não foi escrita por Karl Marx. Marx estava errado... Pra variar. (Dica do Gerson B).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Rumo a uma nova divisão política
Esquerda e direita são - dizem muitos - conceitos ultrapassados. E democracia e ditadura? Ainda é possível diferenciar um de outro?
Enquanto Chávez celebra a "vitória democrática", Evo quer copiar. Daniel Ortega também. Lula morre de vontade de entrar na jogada. Todos insistem que é perfeitamente democrático ficar para sempre no poder, desde que o povo vote tantas vezes quantas for requisitado, até dizer sim.
Ora, uma democracia não é feita apenas de eleições. Vota-se em Cuba. Vota-se no Irã. Até na União Soviética havia eleições, ainda que de partido único, e no Iraque Saddam costumava ser reeleito com 99% dos votos. São democracias?
Façamo-nos uma pergunta honesta - se Chávez, Fidel, Mugabe, Evo, e toda essa cambada quer permanecer no poder pelo maior tempo possível, o que isso diz sobre eles? Que são altruístas que querem dedicar toda a sua vida ao povo humilde? Ou simplesmente que o poder lhes confere uma série de benesses que não querem abandonar de jeito nenhum, e farão todo o possível para ficar no trono o maior tempo possível?
Se não podemos mais diferenciar entre esquerdistas e direitistas, ou entre ditadores e democratas, atenhamo-nos a uma divisão mais simples: coletivistas e individualistas.
Coletivistas são aqueles que enxergam tudo em grupos: não se importam com os direitos do indivíduo - sagrados para os individualistas - mas com conceitos como "igualdade" ou "justiça social". Se é preciso pisar nos direitos individuais para "melhorar a sociedade", que assim seja. Coletivistas são aqueles que, em nome do povo, querem concentrar cada vez mais poder e dinheiro nas mãos, enquanto os individualistas são aqueles que tendem a querer diminuir o poder nas mãos do governo e recolocá-lo nas mãos do indivíduo. Os individualistas, hoje, são poucos. Os coletivistas são legião.
Nazismo e comunismo são extremos do coletivismo. Chávez, Perón, Fidel, Mussolini, Getúlio Vargas: todos coletivistas. Todos líderes que, em nome das massas, tratam de concentrar cada vez maior poder nas próprias mãos.
Ou, nas palavras de Robert A. Heinlein: "Etiquetas políticas - como monarquista, comunista, democrata, populista, fascista, liberal, conservador, etc. - nunca são critérios básicos. A raça humana se divide politicamente entre aqueles que querem que o povo seja controlado e aqueles que não tem esse desejo."
Um exemplo muito claro no vídeo abaixo:
Enquanto Chávez celebra a "vitória democrática", Evo quer copiar. Daniel Ortega também. Lula morre de vontade de entrar na jogada. Todos insistem que é perfeitamente democrático ficar para sempre no poder, desde que o povo vote tantas vezes quantas for requisitado, até dizer sim.
Ora, uma democracia não é feita apenas de eleições. Vota-se em Cuba. Vota-se no Irã. Até na União Soviética havia eleições, ainda que de partido único, e no Iraque Saddam costumava ser reeleito com 99% dos votos. São democracias?
Façamo-nos uma pergunta honesta - se Chávez, Fidel, Mugabe, Evo, e toda essa cambada quer permanecer no poder pelo maior tempo possível, o que isso diz sobre eles? Que são altruístas que querem dedicar toda a sua vida ao povo humilde? Ou simplesmente que o poder lhes confere uma série de benesses que não querem abandonar de jeito nenhum, e farão todo o possível para ficar no trono o maior tempo possível?
Se não podemos mais diferenciar entre esquerdistas e direitistas, ou entre ditadores e democratas, atenhamo-nos a uma divisão mais simples: coletivistas e individualistas.
Coletivistas são aqueles que enxergam tudo em grupos: não se importam com os direitos do indivíduo - sagrados para os individualistas - mas com conceitos como "igualdade" ou "justiça social". Se é preciso pisar nos direitos individuais para "melhorar a sociedade", que assim seja. Coletivistas são aqueles que, em nome do povo, querem concentrar cada vez mais poder e dinheiro nas mãos, enquanto os individualistas são aqueles que tendem a querer diminuir o poder nas mãos do governo e recolocá-lo nas mãos do indivíduo. Os individualistas, hoje, são poucos. Os coletivistas são legião.
Nazismo e comunismo são extremos do coletivismo. Chávez, Perón, Fidel, Mussolini, Getúlio Vargas: todos coletivistas. Todos líderes que, em nome das massas, tratam de concentrar cada vez maior poder nas próprias mãos.
Ou, nas palavras de Robert A. Heinlein: "Etiquetas políticas - como monarquista, comunista, democrata, populista, fascista, liberal, conservador, etc. - nunca são critérios básicos. A raça humana se divide politicamente entre aqueles que querem que o povo seja controlado e aqueles que não tem esse desejo."
Um exemplo muito claro no vídeo abaixo:
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fake in China
Comunistas no espaçooo! O incrível vídeo abaixo mostra como os Chineses falsearam sua caminhada espacial. É tudo tão fake quanto os tênis "Ball Star".
P.S. Será? Aqui o vídeo chinês original. Fake ou não?
P.S. Será? Aqui o vídeo chinês original. Fake ou não?
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Quão ruim vai ser o governo Obama?
O governo Obama mal iniciou e já tem uns 4 ou 5 na sua equipe acusados de fraudar o imposto de renda. O próprio Obi-Wan é suspeito de estar direta ou indiretamente envolvido em alguns casos de corrupção que ainda não foram resolvidos. Sua primeira medida importante para resolver a crise causada pelo endividamento é um pacotão que endividaria o país em "apenas" mais um trilhão de dólares - do qual uma grande porcentagem irá para organizações de amigos dos amigos.
Já apareceu gente dizendo: "poxa, que pena que ele esteja sacrificando os seus princípios."
Ora, ora. Nos já vimos esse filme, mas tem gente que parece que não aprende. Também havia o iluso que achava que o PT havia "desvirtuado seus ideais" com a história do Mensalão. Amigos, a esquerda não tem princípios. Ou melhor, o próprio roubo é que é o princípio.
Não é casual que Obama tenha contratado corruptos, assim como não é casual que o petismo tenha realizado atos de corrupção tão às claras. Faz parte do método escancarar o roubo. Desmoralizar, dizer que todos são iguais, que todos roubam, que a política é a arte do roubo, faz parte da campanha para poder roubar cada vez mais, ao mesmo tempo em que se destrói a fé na política tradicional, e assim prepara-se o caminho para possíveis opções mais autoritárias. O que não impede, é claro, que os mesmos posem de moralistas quando algum político da oposição envolve-se em algum escândalo.
O primeiro chefe de Estado com quem Obama falou depois de ser eleito não foi um chefe de Estado, mas o presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen. Obama segue fielmente a cartilha petista de Relações Exteriores.
Obama também já disse que vai cortar o orçamento militar dos EUA, e disse que quer reduzir os armamentos nucleares do país em 80%. Tudo isso ao mesmo tempo em que China e Rússia armam-se cada vez mais, Irã avança com a pesquisa atômica e lê-se que no Paquistão o famigerado cientista que vendeu segredos atômicos para a Coréia do Norte e sabe-se lá quem mais está livre como um pássaro.
Que Obama vai ser ruim, não restam dúvidas. O grande problema é quanto, exatamente.
Já apareceu gente dizendo: "poxa, que pena que ele esteja sacrificando os seus princípios."
Ora, ora. Nos já vimos esse filme, mas tem gente que parece que não aprende. Também havia o iluso que achava que o PT havia "desvirtuado seus ideais" com a história do Mensalão. Amigos, a esquerda não tem princípios. Ou melhor, o próprio roubo é que é o princípio.
Não é casual que Obama tenha contratado corruptos, assim como não é casual que o petismo tenha realizado atos de corrupção tão às claras. Faz parte do método escancarar o roubo. Desmoralizar, dizer que todos são iguais, que todos roubam, que a política é a arte do roubo, faz parte da campanha para poder roubar cada vez mais, ao mesmo tempo em que se destrói a fé na política tradicional, e assim prepara-se o caminho para possíveis opções mais autoritárias. O que não impede, é claro, que os mesmos posem de moralistas quando algum político da oposição envolve-se em algum escândalo.
O primeiro chefe de Estado com quem Obama falou depois de ser eleito não foi um chefe de Estado, mas o presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen. Obama segue fielmente a cartilha petista de Relações Exteriores.
Obama também já disse que vai cortar o orçamento militar dos EUA, e disse que quer reduzir os armamentos nucleares do país em 80%. Tudo isso ao mesmo tempo em que China e Rússia armam-se cada vez mais, Irã avança com a pesquisa atômica e lê-se que no Paquistão o famigerado cientista que vendeu segredos atômicos para a Coréia do Norte e sabe-se lá quem mais está livre como um pássaro.
Que Obama vai ser ruim, não restam dúvidas. O grande problema é quanto, exatamente.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Islã vs. Esquerda: quem vencerá?
Os leitores Nei e Chesterton fizeram uma aposta: quem vencerá o Grande Duelo Final, a Esquerda ou o Islã? Nei aposta na Esquerda, Chesterton no Islã. (Nessa hipótese, naturalmente, a Direita já terá sido extinta há muito tempo pelos dois aliados, que então lutariam entre si pelos despojos do velho e destruído Ocidente).
A dúvida é pertinente. Há um precedente de vitória islamista: a Revolução Islâmica no Irã. Ali, Marxistas e Islâmicos foram aliados até o momento de tomar o poder. Os Marxistas acreditavam que poderiam utilizar a religião para incentivar a população, mas que, uma vez no poder, esse "ópio do povo" seria logo relevado pelo ateísmo. Na prática, o que ocorreu foi que os Aiatolás, uma vez no poder, prenderam ou mataram muitos de seus aliados Comunistas e impuseram a teocracia.
Por outro lado, é bem sabido que os Comunistas Soviéticos financiaram o terrorismo islâmico em várias regiões do mundo e até criaram o terrorismo palestino, na forma da OLP. Ainda hoje a relação do ex-KGB Putin com os radicais islâmicos, e especialmente com o Irã, é ambígua. Fala-se muito que a CIA armou o Bin Laden e os talibãs no Afeganistão, mas, de acordo com as declarações de vários ex-membros da KGB, os russos também o fizeram, em grau até muito maior. EUA e URSS simplesmente armavam facções de fanáticos opostas.
O Islã tem a vantagem de ter um objetivo mais claro do que a Esquerda: isto é, converter todo o mundo ao islamismo, subjugar os infiéis e impor a lei da sharia. Simples. Bem ou mal, é um tipo de sociedade que já existe há 1400 anos. A esquerda, quer o quê? Comunismo? Igualdade social? Ora, a esquerda baseia-se em uma sociedade utópica inexistente, uma "sociedade futura" que é apenas a desculpa para a tomada de poder no presente. Portanto seus objetivos - fora a destruição do Ocidente tradicional - são mais difusos. Os regimes comunistas falharam justamente por não poderem oferecer uma alternativa real competitiva com as sociedades liberais capitalistas. Enquanto era utopia, tudo bem: na prática é que são elas.
Por outro lado, justamente devido à falta de objetivos, a Esquerda é mais flexível do que o Islã, e isso pode ser uma vantagem. Como um parasita, acomoda-se à forma do seu hospedeiro. Utiliza a ecologia, a religião, a educação, a cultura e até o capitalismo para seus próprios fins. Nas sábias palavras de Lenin: "os capitalistas nos venderão a corda com que os enforcaremos." Assim, podemos generalizar e dizer que o objetivo da esquerda é a tirania estatal - a imposição de um governo oligárquico de "iluminados" que dirão às massas o que é bom para elas - mas suas características específicas podem variar enormemente, do velho comunismo soviético ao chavismo populista ao racialismo mugabiano ao lulismo pseudodemocrático, dependendo do "estágio" em que se encontra cada sociedade.
Pode, portanto, ocorrer uma terceira hipótese, ainda mais assustadora do que a vitória de um ou de outro: a união definitiva de ambos, na forma de um sistema Islamocomunista no qual a teocracia religiosa aliaria-se ao estalinismo mais doentio. O terrorista Carlos o Chacal - ontem, marxista, hoje muçulmano mas sem abandonar o marxismo - acredita justamente nessa união, na forma do que ele chama Islã Revolucionário.
O melhor mesmo é rezar para que ambos percam.
A dúvida é pertinente. Há um precedente de vitória islamista: a Revolução Islâmica no Irã. Ali, Marxistas e Islâmicos foram aliados até o momento de tomar o poder. Os Marxistas acreditavam que poderiam utilizar a religião para incentivar a população, mas que, uma vez no poder, esse "ópio do povo" seria logo relevado pelo ateísmo. Na prática, o que ocorreu foi que os Aiatolás, uma vez no poder, prenderam ou mataram muitos de seus aliados Comunistas e impuseram a teocracia.
Por outro lado, é bem sabido que os Comunistas Soviéticos financiaram o terrorismo islâmico em várias regiões do mundo e até criaram o terrorismo palestino, na forma da OLP. Ainda hoje a relação do ex-KGB Putin com os radicais islâmicos, e especialmente com o Irã, é ambígua. Fala-se muito que a CIA armou o Bin Laden e os talibãs no Afeganistão, mas, de acordo com as declarações de vários ex-membros da KGB, os russos também o fizeram, em grau até muito maior. EUA e URSS simplesmente armavam facções de fanáticos opostas.
O Islã tem a vantagem de ter um objetivo mais claro do que a Esquerda: isto é, converter todo o mundo ao islamismo, subjugar os infiéis e impor a lei da sharia. Simples. Bem ou mal, é um tipo de sociedade que já existe há 1400 anos. A esquerda, quer o quê? Comunismo? Igualdade social? Ora, a esquerda baseia-se em uma sociedade utópica inexistente, uma "sociedade futura" que é apenas a desculpa para a tomada de poder no presente. Portanto seus objetivos - fora a destruição do Ocidente tradicional - são mais difusos. Os regimes comunistas falharam justamente por não poderem oferecer uma alternativa real competitiva com as sociedades liberais capitalistas. Enquanto era utopia, tudo bem: na prática é que são elas.
Por outro lado, justamente devido à falta de objetivos, a Esquerda é mais flexível do que o Islã, e isso pode ser uma vantagem. Como um parasita, acomoda-se à forma do seu hospedeiro. Utiliza a ecologia, a religião, a educação, a cultura e até o capitalismo para seus próprios fins. Nas sábias palavras de Lenin: "os capitalistas nos venderão a corda com que os enforcaremos." Assim, podemos generalizar e dizer que o objetivo da esquerda é a tirania estatal - a imposição de um governo oligárquico de "iluminados" que dirão às massas o que é bom para elas - mas suas características específicas podem variar enormemente, do velho comunismo soviético ao chavismo populista ao racialismo mugabiano ao lulismo pseudodemocrático, dependendo do "estágio" em que se encontra cada sociedade.
Pode, portanto, ocorrer uma terceira hipótese, ainda mais assustadora do que a vitória de um ou de outro: a união definitiva de ambos, na forma de um sistema Islamocomunista no qual a teocracia religiosa aliaria-se ao estalinismo mais doentio. O terrorista Carlos o Chacal - ontem, marxista, hoje muçulmano mas sem abandonar o marxismo - acredita justamente nessa união, na forma do que ele chama Islã Revolucionário.
O melhor mesmo é rezar para que ambos percam.
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