Passei horas lendo sobre um caso que está escandalizando a Argentina e que ilustra bem como corrupção e causas progressistas sempre andam de mãos dadas.
A associação Madres de la Plaza de Mayo está envolvida até o pescoço em um grave escândalo de corrupção. Talvez poucos no Brasil saibam, mas a entidade, que começou humildemente como um mero grupo de mães protestando pelo desaparecimento de seus filhos durante a ditadura militar, tornou-se uma mega-ONG envolvida em dezenas de causas progressistas, da educação à habitação à saúde, recebendo milhões do governo federal.
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sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Seu coração é vermelho
Já foi observado - não lembro se pelo Diogo Mainardi ou o Reinaldo Azevedo, renomados PTólogos - que os petistas costumam confundir governo, partido e país. É como se o partido, tendo assumido a presidência, acreditasse ter obtido o direito de se apossar para sempre do país e seus símbolos. Não há outra maneira de interpretar o vermelho no símbolo da Copa de 2014, aprovado por um grupo de "notáveis" que incuía "Gisele Bundchen, Ivete Sangalo e Oscar Niemeyer".
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
domingo, 9 de maio de 2010
Prosa do domingo
É curioso observar como o seguinte trecho de "Os Bruzundangas", de Lima Barreto, continua atual, provando que o Brasil não evoluiu desde 1908, ou então que o autor tinha raros poderes de previsão futurística.
A República dos Estados Unidos da Bruzundanga tinha, como todas as repúblicas que se prezam, além do presidente e juízes de várias categorias, um Senado e uma Câmara de Deputados. (...)
O país vivia de expedientes, isto é, de cinqüenta em cinqüenta anos, descobria-se nele um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza.
Naquele ano, isto há dez anos atrás, surgiu na sua Câmara um deputado que falava muito em assuntos de finanças, orçamentos, impostos diretos e indiretos e outras cousas cabalísticas da ciência de obter dinheiro para o Estado. A sua ciência e saber foram logo muito gabados, pois o Tesouro da Bruzundanga, andando quase sempre vazio, precisava desses mágicos financeiros, para não se esvaziar de todo. Chamava-se o deputado Felixhimino Ben Karpatoso. Se era advogado, médico, engenheiro ou mesmo dentista, não se sabia bem; mas todos tratavam-no de doutor. O doutor Karpatoso tinha uma erudição sólida e própria em matéria de finanças. Não citava Leroy-Beaulieu absolutamente. Os seus autores prediletos eram o russo-polaco Ladislau Poniatwsky, o australiano Gordon O'Neill, o chinês Ma-Fi-Fu, o americano William Farthing e, sobretudo, o doutor Caracoles y Mientras, da Universidade de Caracas.(...)
Para o orçamento de 1908, o doutor Karpatoso escreveu o seguinte trecho profundo: "Os governos não devem pedir às populações que dirigem, em matéria de impostos, mais do que elas possam dar, afirma Ladislau Poniatwsky. A nossa população é em geral pobríssima e nós não devemos sobrecarregá-la fiscalmente". Não impediu isto que ele propusesse o aumento da taxa sobre o bacalhau da Noruega, pretextando haver produtos similares nas costas do país.
No orçamento do ano seguinte, ainda como relator da receita, ele dizia: "É missão dos governos modernos, em países de fraca iniciativa individual (o nosso o é), fomentar o aparecimento de riquezas novas, no dizer de Gordon O'Neill. A província das Jazidas, segundo um sábio professor francês, é um coração de ouro sob um peito de ferro. O pico de Ytabhira, etc.". E lembrava à Câmara que indicasse medidas práticas para o aproveitamento do ouro e do ferro da província das Jazidas. A Câmara e o Senado ouviram-no e votaram algumas centenas de contos para uma comissão que estudasse o meio prático de aproveitar o ferro da rica província central. A comissão foi nomeada, montaram o escritório de pesquisas na capital, em lugar semelhante ao Largo da Carioca, e o pico de Ytabhira ficou intacto.
A fama do doutor Karpatoso subia e a sua elegância também. Fez uma viagem à Europa, para estudar o mecanismo financeiro dos países do Velho Mundo. Voltou de lá naturalmente mais sábio; o que, porém, ele trouxe de fato, nas malas, e foi verificado pelos elegantes do país, foram fatos, botas, chapéus, bengalas (...) e foi tido como o parlamentar mais chic do Congresso Nacional.
Lima Barreto (1881-1922)
A República dos Estados Unidos da Bruzundanga tinha, como todas as repúblicas que se prezam, além do presidente e juízes de várias categorias, um Senado e uma Câmara de Deputados. (...)
O país vivia de expedientes, isto é, de cinqüenta em cinqüenta anos, descobria-se nele um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza.
Naquele ano, isto há dez anos atrás, surgiu na sua Câmara um deputado que falava muito em assuntos de finanças, orçamentos, impostos diretos e indiretos e outras cousas cabalísticas da ciência de obter dinheiro para o Estado. A sua ciência e saber foram logo muito gabados, pois o Tesouro da Bruzundanga, andando quase sempre vazio, precisava desses mágicos financeiros, para não se esvaziar de todo. Chamava-se o deputado Felixhimino Ben Karpatoso. Se era advogado, médico, engenheiro ou mesmo dentista, não se sabia bem; mas todos tratavam-no de doutor. O doutor Karpatoso tinha uma erudição sólida e própria em matéria de finanças. Não citava Leroy-Beaulieu absolutamente. Os seus autores prediletos eram o russo-polaco Ladislau Poniatwsky, o australiano Gordon O'Neill, o chinês Ma-Fi-Fu, o americano William Farthing e, sobretudo, o doutor Caracoles y Mientras, da Universidade de Caracas.(...)
Para o orçamento de 1908, o doutor Karpatoso escreveu o seguinte trecho profundo: "Os governos não devem pedir às populações que dirigem, em matéria de impostos, mais do que elas possam dar, afirma Ladislau Poniatwsky. A nossa população é em geral pobríssima e nós não devemos sobrecarregá-la fiscalmente". Não impediu isto que ele propusesse o aumento da taxa sobre o bacalhau da Noruega, pretextando haver produtos similares nas costas do país.
No orçamento do ano seguinte, ainda como relator da receita, ele dizia: "É missão dos governos modernos, em países de fraca iniciativa individual (o nosso o é), fomentar o aparecimento de riquezas novas, no dizer de Gordon O'Neill. A província das Jazidas, segundo um sábio professor francês, é um coração de ouro sob um peito de ferro. O pico de Ytabhira, etc.". E lembrava à Câmara que indicasse medidas práticas para o aproveitamento do ouro e do ferro da província das Jazidas. A Câmara e o Senado ouviram-no e votaram algumas centenas de contos para uma comissão que estudasse o meio prático de aproveitar o ferro da rica província central. A comissão foi nomeada, montaram o escritório de pesquisas na capital, em lugar semelhante ao Largo da Carioca, e o pico de Ytabhira ficou intacto.
A fama do doutor Karpatoso subia e a sua elegância também. Fez uma viagem à Europa, para estudar o mecanismo financeiro dos países do Velho Mundo. Voltou de lá naturalmente mais sábio; o que, porém, ele trouxe de fato, nas malas, e foi verificado pelos elegantes do país, foram fatos, botas, chapéus, bengalas (...) e foi tido como o parlamentar mais chic do Congresso Nacional.
Lima Barreto (1881-1922)
terça-feira, 23 de março de 2010
Todo mundo é corrupto, inclusive você
Leio no jornal que Bernie Madoff, o especulador que roubou 65 bilhões de dólares de seus associados em um "esquema piramidal" ou "Ponzi scheme", levou uma surra de um companheiro de cela na prisão. Seus colegas de reclusão são traficantes, mafiosos e outros criminosos comuns. Ele provavelmente teve sorte de não ser estuprado.
Não apóio a surra. É verdade que Maddoff arruinou a vida, ou ao menos a economia, de muita gente. Nem todos seus clientes eram ricos, mas nenhum era pobre (e quase todos eram colegas da comunidade judaica). Por outro lado, às vezes me parece que quem cai em contos do vigário tem ao menos uma pequena parcela de culpa: o vigarista quase sempre engana apenas a quem quer ganhar mais do que deve. Ou será que não? (E não é o Obamacare também um gigantesco "Ponzi scheme", no qual alguns poucos vão se dar bem e muitos outros vão se dar mal? E não há otários que estão celebrando esse desastre, achando que vão conseguir "something for nothing"?)
Mas é verdade que há gente que sabe enganar muito bem, e Madoff abusou da confiança de pessoas que o consideravam até um amigo, talvez até da própria família. Em todo caso: basta a merecida prisão para Madoff, deixemos as surras para os estupradores de crianças.
Enquanto corruptos e especuladores ladrões ainda vão para a cadeia nos Estados Unidos (ao menos alguns deles, ainda falta o Obama), no Brasil leio uma curiosa notícia, em que estudantes de administração chamam Delúbio Soares para conseguir dinheiro para uma festa. É ler para crer (dica C. Avolio):
Vejam que beleza. Esses garotos são os futuros administradores do Brasil. Que, no futuro, irão pagar às autoridades para receber favores, e aceitar como normal fazer mutretas, afinal, "A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?"
Pois é. Fazer o quê? Que ninguém mais diga que o problema do Brasil são os "políticos corruptos". Não, meu caro. O problema é você.
Não apóio a surra. É verdade que Maddoff arruinou a vida, ou ao menos a economia, de muita gente. Nem todos seus clientes eram ricos, mas nenhum era pobre (e quase todos eram colegas da comunidade judaica). Por outro lado, às vezes me parece que quem cai em contos do vigário tem ao menos uma pequena parcela de culpa: o vigarista quase sempre engana apenas a quem quer ganhar mais do que deve. Ou será que não? (E não é o Obamacare também um gigantesco "Ponzi scheme", no qual alguns poucos vão se dar bem e muitos outros vão se dar mal? E não há otários que estão celebrando esse desastre, achando que vão conseguir "something for nothing"?)
Mas é verdade que há gente que sabe enganar muito bem, e Madoff abusou da confiança de pessoas que o consideravam até um amigo, talvez até da própria família. Em todo caso: basta a merecida prisão para Madoff, deixemos as surras para os estupradores de crianças.
Enquanto corruptos e especuladores ladrões ainda vão para a cadeia nos Estados Unidos (ao menos alguns deles, ainda falta o Obama), no Brasil leio uma curiosa notícia, em que estudantes de administração chamam Delúbio Soares para conseguir dinheiro para uma festa. É ler para crer (dica C. Avolio):
O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento - a capacidade de arrumar dinheiro. Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”. Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.O pior é que na festa Delúbio fez um discurso falando, acreditem, sobre ética... (Bem, o Bernie Madoff não estava disponível.)
Vejam que beleza. Esses garotos são os futuros administradores do Brasil. Que, no futuro, irão pagar às autoridades para receber favores, e aceitar como normal fazer mutretas, afinal, "A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?"
Pois é. Fazer o quê? Que ninguém mais diga que o problema do Brasil são os "políticos corruptos". Não, meu caro. O problema é você.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
EUA não quer, Brasil não pode
Dica do Chesterton, via Tibiriçá, um excelente artigo do Carlos Montaner diz que o Brasil não tem vocação para ser líder regional na América Latina. Eu poderia reproduzir um trecho aqui, mas acho melhor lerem todo o artigo, é curto e interessante. (Está em espanhol, não achei tradução.)
O artigo aponta dois fenômenos interessantes. O primeiro é a quase total retirada dos Estados Unidos do campo de jogo na América Latina. Afinal, ter a Rússia vendendo armas e tecnologia nuclear a comunistas venezolanos seria impensável poucos anos atrás. Hoje, causa bocejos nos EUA. E nem foi Obama quem decidiu isso, pois já com Bush a política era quase a mesma (Obama só é mais radical e chega a apoiar os chavistas em Honduras). Os EUA decidiram simplesmente esquecer este continente perdido, e preocupar-se mais com seus próprios problemas, que são muitos.
Mas o mais interessante do artigo é sua segunda parte, quando fala sobre o Brasil. Gigante por sua própria natureza, o Brasil vive sonhando em expandir seu poder a nível regional ou até mundial. Lula quer porque quer sua cadeira dourada na ONU. Celso Amorim lambe a sola do sapato de qualquer ditador em troca de afagos. Mas o artigo murcha a bola dos nacionalistas e afirma que não basta isso para ser líder. Em primeiro lugar, há o problema cultural: o fato é que, como bem observa Montaner, Brasil e Hispanoamérica cresceram de costas um para o outro e há mútua desconfiança. Em segundo lugar, o Brasil não tem capacidade para liderar ninguém, pois tem os mesmos problemas que o resto da América Latina. Se liderar, vai ser só em direção a mais atraso. Por ora, a única coisa que o Brasil consegue liderar na América Latina é nos números da violência.
Mas o que esperar de um país em que o Presidente fala o seguinte:
O artigo aponta dois fenômenos interessantes. O primeiro é a quase total retirada dos Estados Unidos do campo de jogo na América Latina. Afinal, ter a Rússia vendendo armas e tecnologia nuclear a comunistas venezolanos seria impensável poucos anos atrás. Hoje, causa bocejos nos EUA. E nem foi Obama quem decidiu isso, pois já com Bush a política era quase a mesma (Obama só é mais radical e chega a apoiar os chavistas em Honduras). Os EUA decidiram simplesmente esquecer este continente perdido, e preocupar-se mais com seus próprios problemas, que são muitos.
Mas o mais interessante do artigo é sua segunda parte, quando fala sobre o Brasil. Gigante por sua própria natureza, o Brasil vive sonhando em expandir seu poder a nível regional ou até mundial. Lula quer porque quer sua cadeira dourada na ONU. Celso Amorim lambe a sola do sapato de qualquer ditador em troca de afagos. Mas o artigo murcha a bola dos nacionalistas e afirma que não basta isso para ser líder. Em primeiro lugar, há o problema cultural: o fato é que, como bem observa Montaner, Brasil e Hispanoamérica cresceram de costas um para o outro e há mútua desconfiança. Em segundo lugar, o Brasil não tem capacidade para liderar ninguém, pois tem os mesmos problemas que o resto da América Latina. Se liderar, vai ser só em direção a mais atraso. Por ora, a única coisa que o Brasil consegue liderar na América Latina é nos números da violência.
Mas o que esperar de um país em que o Presidente fala o seguinte:
“Pela primeira vez, não vamos ter um candidato de direita na campanha. Não é fantástico isso? Vocês querem conquista melhor do que, numa campanha, neste país, a gente não ter nenhum candidato de direita? Uns podem não ser mais tão esquerda quanto eram. Não tem problema. A história e a origem dão credibilidade para o presente das pessoas. Era inimaginável até outro dia que chegássemos a esse momento no Brasil. Antigamente, a campanha era o candidato de centro-esquerda ou de esquerda contra os trogloditas de direita. Não tem um candidato que represente a direita. É fantástico."O pior é que Lula tem razão. Não há qualquer pluralidade de idéias, não há qualquer defesa do livre-mercado, do conservadorismo fiscal, da cultura do trabalho ou dos valores tradicionais na política brasileira. Em resumo, não há qualquer seriedade, só projetos utópicos, estatismo, demagogia ou roubalheira aideológica. É fantástico.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto
Nesta semana temos um blog que nos lembra o nome de uma famosa e infame organização criminosa: Os Amigos do Presidente Mula... quero dizer, Lula.
No blog, há o apoio à candidatura da atual ministra Dilma Rousseff (vulgo, Estella à presidência do Brasil. Eu ficaria com um pé atrás em votar em uma pessoa que participou de um grupo comuno-terrorista cujo maior objetivo era a instalação de uma ditadura comunista de inspiração soviética no Brasil, sem dizer que foi esse mesmo grupo que praticou um feito que nem sequer Robin Hood (vulgo, O Príncipe dos Ladrões) conseguiu fazer em suas "peripécias" pela floresta de Nottingham: O tal grupo roubou um cofre contendo em torno de U$ 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil dólares) -- algo equivalente a mais ou menos U$ 16.200.000,00 (dezesseis milhões e duzentos mil dólares) em valores ajustados ao ano de 2007. E eu me pergunto: Se esse grupo roubou o tal cofre, o quê essa gente não faria com os cofres públicos que contêm o suado dinheirinho do cidadão comum?
É sempre sensato desconfiar quando "ex-comunistas" vêm posar de democráticos e coisas tais. Não passam, na realidade, de oportunistas que irão assaltar os cofres públicos à primeira vista de uma oportunidade. É uma gente partidária do regime mais ganancioso que já passou por este mundo. Tão ganancioso que, se pudessem, eles tornariam propriedade do Estado até mesmo o orgasmo sexual dos casais. Exemplo dessa ganância na vida real é a ilha da fantasia de Chico Buarque. Nesse lugar, as pessoas não têm autonomia para sequer comprar utensílios básicos, como escovas de dentes e papel higiênico, mas o artista cinicamente fecha os olhos para isso. Já vimos esse traço esquerdista em outros lugares, não é mesmo?
Ah, sim: Não se espantem caso a atual ministra queira reescrever o seu passado, negando, ou melhor, apagando quaisquer atos que a liguem ao tal grupo terrorista que roubou o cofre.
O roubo do cofre é um fato emblemático e nos mostra algo curioso: É estranho que pessoas partidárias de uma ideologia que tem como divisa principal o ódio ao dinheiro, ao lucro, ao capitalismo e coisas afins tenham roubado exatamente o objeto que é a síntese de seu ódio e frustrações, isto é, o prórprio dinheiro. É uma gente que causaria males muito maiores ao mundo por causa do dinheiro do que aqueles males causados por todos os capitalistas tão criticados pelas esquerdas. O GULAG e as inanições planejadas pelo Estado não são uma invenção capitalista, por exemplo.
Pelo menos Robin Hood não queria implantar nenhuma ditadura comuno-socialo-stalinista em Sherwood ou em Nottingham.
P.S: Vejam lá quem é o vice na chapa da Dilma.
Nesta semana temos um blog que nos lembra o nome de uma famosa e infame organização criminosa: Os Amigos do Presidente Mula... quero dizer, Lula.
No blog, há o apoio à candidatura da atual ministra Dilma Rousseff (vulgo, Estella à presidência do Brasil. Eu ficaria com um pé atrás em votar em uma pessoa que participou de um grupo comuno-terrorista cujo maior objetivo era a instalação de uma ditadura comunista de inspiração soviética no Brasil, sem dizer que foi esse mesmo grupo que praticou um feito que nem sequer Robin Hood (vulgo, O Príncipe dos Ladrões) conseguiu fazer em suas "peripécias" pela floresta de Nottingham: O tal grupo roubou um cofre contendo em torno de U$ 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil dólares) -- algo equivalente a mais ou menos U$ 16.200.000,00 (dezesseis milhões e duzentos mil dólares) em valores ajustados ao ano de 2007. E eu me pergunto: Se esse grupo roubou o tal cofre, o quê essa gente não faria com os cofres públicos que contêm o suado dinheirinho do cidadão comum?
É sempre sensato desconfiar quando "ex-comunistas" vêm posar de democráticos e coisas tais. Não passam, na realidade, de oportunistas que irão assaltar os cofres públicos à primeira vista de uma oportunidade. É uma gente partidária do regime mais ganancioso que já passou por este mundo. Tão ganancioso que, se pudessem, eles tornariam propriedade do Estado até mesmo o orgasmo sexual dos casais. Exemplo dessa ganância na vida real é a ilha da fantasia de Chico Buarque. Nesse lugar, as pessoas não têm autonomia para sequer comprar utensílios básicos, como escovas de dentes e papel higiênico, mas o artista cinicamente fecha os olhos para isso. Já vimos esse traço esquerdista em outros lugares, não é mesmo?
Ah, sim: Não se espantem caso a atual ministra queira reescrever o seu passado, negando, ou melhor, apagando quaisquer atos que a liguem ao tal grupo terrorista que roubou o cofre.
O roubo do cofre é um fato emblemático e nos mostra algo curioso: É estranho que pessoas partidárias de uma ideologia que tem como divisa principal o ódio ao dinheiro, ao lucro, ao capitalismo e coisas afins tenham roubado exatamente o objeto que é a síntese de seu ódio e frustrações, isto é, o prórprio dinheiro. É uma gente que causaria males muito maiores ao mundo por causa do dinheiro do que aqueles males causados por todos os capitalistas tão criticados pelas esquerdas. O GULAG e as inanições planejadas pelo Estado não são uma invenção capitalista, por exemplo.
Pelo menos Robin Hood não queria implantar nenhuma ditadura comuno-socialo-stalinista em Sherwood ou em Nottingham.
P.S: Vejam lá quem é o vice na chapa da Dilma.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
A corrupção das pequenas coisas
A tal "lei seca" está fazendo os bares perderem dinheiro, mas algumas outras pessoas certamente ganharam. Cito apenas um exemplo entre muitos: a Polícia Rodoviária Federal comprou centenas de bafômetros ao preço de 6.739,65 reais, ou seja, mais de 4 mil dólares cada.
Na Internet estes podem ser encontrados a preços de mercado que variam entre os 600 e os 700 dólares. Segundo o blog do Cláudio Humberto, no e-Bay os mesmos modelos podem ser encontrados por 150 dólares.
Pequenas coisas, sem dúvida. Mas o que justifica um preço sete vezes maior, se não a comissão de algum atravessador?
Enquanto isso, já na casa dos bilhões de dólares, Daniel Dantas foi preso em uma operação policial e/ou de briga de quadrilhas. É apenas um chute, mas acredito que calará sobre o governo Lula e falará sobre o governo FHC e o PSDB/DEM, em troca de sua liberação.
Na Internet estes podem ser encontrados a preços de mercado que variam entre os 600 e os 700 dólares. Segundo o blog do Cláudio Humberto, no e-Bay os mesmos modelos podem ser encontrados por 150 dólares.
Pequenas coisas, sem dúvida. Mas o que justifica um preço sete vezes maior, se não a comissão de algum atravessador?
Enquanto isso, já na casa dos bilhões de dólares, Daniel Dantas foi preso em uma operação policial e/ou de briga de quadrilhas. É apenas um chute, mas acredito que calará sobre o governo Lula e falará sobre o governo FHC e o PSDB/DEM, em troca de sua liberação.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Mitologia da corrupção
Existe um mito de que o brasileiro não gosta de corrupção. Lamentavelmente, isso não é verdade. Os políticos são o mero reflexo da população. Lula é um brasileiro bastante típico. "Eu não sabia de nada", diz Lula, e o brasileiro sorri. Pois é justamente a resposta que o brasileiro costuma dar quando pego em algum engodo ou qualquer tipo de atitude condenável: fazer-se de trouxa. Não sei, nunca vi, não conheço, ah é, o senhor acha?
A economia para o empresário vai razoavelmente bem. Ou o sujeito é pobre mas ganha bolsa-esmola. Reclamar do quê? De mais a mais, o roubo de milhões do erário público é uma coisa abstrata, meros números incompreensíveis. Entendo porque o roubo de oito reais para comprar tapioca com os tais "cartões corporativos" causou mais repercussão do que o incrível e espantoso enriquecimento do Lulinha. Oito reais é uma quantia mais compreensível para o brasileiro pobre, gerando natural indignação: "Porra, nem oito reais você pode gastar do próprio bolso, animal? Se for roubar, ao menos roube alguns milhões!"
Argentina, Brasil e Itália são, cada um a seu modo, países bastante corruptos. São também países nos quais a população protesta mais vocalmente contra a corrupção. Mas é só fachada. Na Itália, todos adoram reclamar do Berlusconi, dizer que rouba, que legisla em causa própria. Não sei se é verdade (acho que exageram por ele não ser de esquerda), o que sei é que não há político que tenha sido mais votado na história do país. Na Argentina, é comum o argentino dizer, "o povo argentino não presta, são todos ladrões, picaretas". Esse mesmo argentino é o que paga "coima" ao policial para não receber multa, ou faz mutreta para ganhar algum. Reflete no seu dia-a-dia a própria característica que critica. No Brasil, a mesma coisa, embora de modo mais dissimulado. Há menos protesto na rua, menos teatralidade. Mas, do político ao policial ao traficante ao empresário às ONGs, todos convivem numa boa com a corrupção. Dinheiro público é considerado isso mesmo: é de todos, qualquer um pode pegar. Só reclamam quando o outro recebe e ele não.
A economia para o empresário vai razoavelmente bem. Ou o sujeito é pobre mas ganha bolsa-esmola. Reclamar do quê? De mais a mais, o roubo de milhões do erário público é uma coisa abstrata, meros números incompreensíveis. Entendo porque o roubo de oito reais para comprar tapioca com os tais "cartões corporativos" causou mais repercussão do que o incrível e espantoso enriquecimento do Lulinha. Oito reais é uma quantia mais compreensível para o brasileiro pobre, gerando natural indignação: "Porra, nem oito reais você pode gastar do próprio bolso, animal? Se for roubar, ao menos roube alguns milhões!"
Argentina, Brasil e Itália são, cada um a seu modo, países bastante corruptos. São também países nos quais a população protesta mais vocalmente contra a corrupção. Mas é só fachada. Na Itália, todos adoram reclamar do Berlusconi, dizer que rouba, que legisla em causa própria. Não sei se é verdade (acho que exageram por ele não ser de esquerda), o que sei é que não há político que tenha sido mais votado na história do país. Na Argentina, é comum o argentino dizer, "o povo argentino não presta, são todos ladrões, picaretas". Esse mesmo argentino é o que paga "coima" ao policial para não receber multa, ou faz mutreta para ganhar algum. Reflete no seu dia-a-dia a própria característica que critica. No Brasil, a mesma coisa, embora de modo mais dissimulado. Há menos protesto na rua, menos teatralidade. Mas, do político ao policial ao traficante ao empresário às ONGs, todos convivem numa boa com a corrupção. Dinheiro público é considerado isso mesmo: é de todos, qualquer um pode pegar. Só reclamam quando o outro recebe e ele não.
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Lula lá, Cristina aqui
Cristina Kirchner apelou e afirmou que o aumento brutal das "retenciones" (leiam-se impostos) para o campo que causaram tantos protestos dos produtores rurais, serviriam para financiar "programas sociais" (leia-se bolsa-esmola).
Ela disse ainda que, para que haja "redistribuição de riquezas" (leia-se, o governo tira de quem trabalha para dar a si mesmo), o campo tem que pagar, "pois trata-se de um setor com rendas extraordinárias que se nega a dividir com os que não têm."
Em notícias relacionadas, em sua visita a Roma há poucos dias, o Corriere della Sera informa que Cristina gastou 100 mil euros em jóias na famosa joalheria Bulgari, e mais 6000 euros em lençóis de algodão egípcio na casa Pratesi.
O governo, naturalmente, nega.

Ela disse ainda que, para que haja "redistribuição de riquezas" (leia-se, o governo tira de quem trabalha para dar a si mesmo), o campo tem que pagar, "pois trata-se de um setor com rendas extraordinárias que se nega a dividir com os que não têm."
Em notícias relacionadas, em sua visita a Roma há poucos dias, o Corriere della Sera informa que Cristina gastou 100 mil euros em jóias na famosa joalheria Bulgari, e mais 6000 euros em lençóis de algodão egípcio na casa Pratesi.
O governo, naturalmente, nega.

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