Devemos fazer algo útil na vida. Mas o que seria algo útil? Confesso que às vezes não sei. Este blog, não o vejo como tendo qualquer utilidade prática, escrevo porque não consigo parar, é vício mesmo. Mas é mais perda de tempo do que qualquer outra coisa. Sinceramente, muitas vezes gostaria de parar e escrever coisas mais úteis, mais belas, mais profundas -- ou ao menos que dessem mais dinheiro. Quem sabe terminar meu famoso romance, há anos na gaveta?
Por outro lado, às vezes fico pensando. Faz alguns meses conheci em um grupo de discussão literária um rapaz de 22 anos admirável. Excelente orador, recém formado em Direito, e sempre com conselhos práticos sobre a vida útil que as pessoas deveriam levar. Pois bem: após dar esses conselhos, ele saiu de camping com amigos e fez uma coisa extremamente estúpida: decidiu andar de caiaque em um rio de correnteza forte sem colete salva-vidas e sem saber nadar. Encontraram o seu corpo em decomposição duas semanas depois. Tinha 22 anos, e toda a vida pela frente. Eu tenho bem mais e também faço coisas estúpidas, mas ao menos sei nadar, isso sim.
Não sou religioso, mas acredito em Deus, embora confesse que não entenda seus desígnios. Acho que meu livro preferido da Bíblia é o Eclesíastes, que é basicamente uma aceitação resignada da falta de sentido aparente da vida, e da incompreensão do universo à qual todos estamos condenados. Houve uma vez em que me pareceu que havia um sentido oculto por trás de tudo; quem sabe se as coisas tivessem ocorrido diversamente, ainda pensaria assim. Mas não ocorreram e não se pode voltar atrás. Serei sempre nostálgico da vida que não tive.
Curiosamente, se tivesse levado uma vida mais afinada com os princípios conservadores aqui defendidos, é bem possível que tudo fosse melhor. Ou talvez não. Tudo pode acabar de um dia para o outro em um um único descuido. Talvez seja apenas questão de sorte. Sabe-se lá.
Dizer que estou lutando pela civilização ocidental é besteira. A existência ou não deste blog não faz diferença alguma para ninguém, muito menos para o "mundo ocidental". Não tenho qualquer ilusão de estar passando adiante qualquer coisa. Na verdade, às vezes nem sinto que sou eu quem escreve estas linhas: é como se eu fosse tomado por um espírito, o espírito do Mr X -- eu, o indivíduo real que vive uma vida completamente diferente da que é aqui pregada, sou apenas o médium que transmite seus delírios. Nenhum de meus amigos jamais sonharia que sou de direita, até porque talvez não seja mesmo. Sou somente um observador.
Ao contrário de outros sites e blogs, não tenho o menor interesse em propor modelos políticos, salvar o Brasil ou o mundo do petismo e do gayzismo, ou criar um grupo de extremistas de direita dedicados a caçar comunistas, restaurar a monarquia ou demolir as estruturas do progressismo mundial. Talvez faltem-me a clareza e a convicção, as mesmas que me faltam em tudo. Lamentavelmente, tampouco ganho dinheiro, status ou mulheres com o que posto aqui.
Se há algum tipo de utilidade no que é aqui feito, é apenas transmitir a um público muito seleto e educado algumas das ideias discutidas entre a direita americana que jamais chegam nem chegarão à mídia brasileira, mas mesmo isso hoje o Dextra faz melhor e com maior convicção. Eu só faço o que faço por hábito, uma espécie de transtorno obsessivo compulsivo, e nem tenho certeza de estar replicando as idéias corretas.
O blog começou como reação aos eventos do 9/11, ou melhor, o personagem do Mr X começou a aparecer nos comentários do velho blog do Pedro Doria, há vários anos atrás. Só anos depois criei um blog próprio. E, se no começo a preocupação maior era com o terrorismo islâmico, hoje tal tema representa uma parcela menor das discussões. Imigração, crise espiritual, decadência ocidental, progressismo versus tradicionalismo, todas essas são questões que começaram a aparecer com maior freqüencia por aqui, devido às minhas leituras. O fato é que o ressurgimento do islamismo é grave, mas é apenas um sintoma. A doença está no Ocidente.
Se este blog não tem qualquer utilidade, por que continuá-lo? Suponho que seja um diálogo platônico comigo mesmo, tentando entender para onde diabos vai o mundo. Nada mais, nada menos. E, se nada faz sentido, então por que não continuar anyway?
Qual o sentido da vida? Os cristãos tem a sua fé. Os muçulmanos as deles. Para o ateu militante e chato de galochas Richard Dawkins, o sentido é a mera propagação dos genes, aliás, nós humanos não temos qualquer sentido, somos apenas os condutos pelo qual os nossos "genes egoístas" são transmitidos de geração para geração. Mas para quê?
Para o militante ateu/gay/esquerdista, acho que o sentido da vida é tentar sempre forçar uma utopia terrena, mas que não chega nunca, e por isso a radicalização torna-se sempre maior. Todos aqueles que buscam uma forma de utopia terrena ou reengenharia social, terminam dando de cara com a ressaca cósmica, como diz o Pedro Sette. O feminismo não trouxe a felicidade? Tentemos o casamento gay. Tampouco deu certo? Bem, quem sabe a liberação dos animais? Etcétera etcétera e assim por diante. Isso ficou bem claro para mim com a eleição de Obama: houve todo aquele orgasmo midiático com a eleição do "primeiro presidente negro", e depois o quê? Nada. Post coitum omne animal triste est (*). A sensação de vazio foi camuflada com planos para a "primeira juíza latina da Suprema Corte", o "primeiro homossexual governador do Arkansas", etcétera etcétera e assim por diante.
Já para outros o sentido da vida é mais prosaico, não fazer coisas em grande escala, mas sim na pequena. Ajudar os próximos. Escrever um livro, ter filhos, plantar uma árvore. Coisas do tipo. Parece-me mais sensato.
Bem, estou pensando em modificar algumas coisas em minha vida profissional e pessoal, e estas mudanças quase certamente terão algumas ramificações no blog também; não sei bem ainda quais serão, só sei que ocorrerrão num futuro relativamente próximo. De qualquer modo, ao menos por ora, continuarei postando. Não consigo parar, já disse. Salvo que decida me aventurar de caiaque em algum rio desconhecido, e tudo acabe assim de repente sem qualquer tipo de sentido ou explicação, estarei por aqui.
A vida continua, até que um dia não.
(*) "Após o coito todo animal é triste, com exceção da mulher e do galo" (Galeno).
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
A guerra das lâmpadas e o futuro do blog
Olá. Publiquei uns três posts ultimamente, mas não fiquei satisfeito com nenhum e retirei-os do ar. Acho que não sei mais qual é ou qual deva ser o caráter do blog.
Comecei como libertário, depois virei neocon, agora discordo dos neocons mas sem concordar tampouco com os paleocons e tive até uma fase de interesse pelo realismo racial, mas para falar a verdade tampouco concordo com essa gente que assume o determinismo biológico como medida última de todas as coisas.
Não gosto do ecologismo, detesto o feminismo, abomino o islamismo, tenho horror ao comunismo, mas tampouco sei se há um movimento da direita com o qual eu me sinta perfeitamente integrado. Como Groucho Marx, talvez eu não queira participar de nenhum clube que me aceite como sócio.
Em resumo, estou virando um velho rabugento, e talvez seja a hora de dar um tempo no blog.
Li no entanto um artigo interessante sobre as lâmpadas, e achei que valia a pena comentar.
As lâmpadas incandescentes, inventadas por Thomas Edison, continuam sendo tão úteis quanto há cento e quarenta anos atrás. Têm uma luz excelente e um custo muito barato. No entanto, em nome da ecologia, querem acabar com elas. Em quase todos os países do mundo elas estão sendo gradualmente eliminadas, em troca de outras supostamente mais eficientes. Novos regulamentos de consumo energético praticamente as tirarão de circulação nos próximos dois ou três anos.
O defeito das lâmpadas incandescentes seria que 90% da energia que emitem transforma-se em calor, não em luz. São, portanto, consideradas ineficientes e acusadas de colaborar com o fantasmático "aquecimento global".
O substituto mais comum para elas é a lâmpada fluorescente, compacta ou normal. O problema é que quase ninguém gosta de lâmpadas fluorescentes. (O leitor gosta?) Elas têm uma luz fria com tom branco ou esverdeado que incomoda, e às vezes uma iluminação tremulante que tende a ficar cada vez pior com o tempo. Embora consumam menos energia, tampouco são ultra-ecológicas (nenhuma tecnologia que se preze o é): contém em seu interior elementos tóxicos como mercúrio, portanto precisam ser cuidadosamente recicladas.
Agora, após anos de estudos e pesquisas, está sendo lançada no mercado uma nova lâmpada ultra-tecnológica que promete a luz das velhas lâmpadas incandescentes porém com extrema eficiência energética.
Detalhe: cada lâmpada custa, atualmente, entre quarenta e setenta dólares. Seus defensores afirmam que isso não importa, pois a nova lâmpada pode durar até 22 anos, equivalendo ao custo das dezenas de lampadinhas trocadas ao longo desse mesmo tempo. (E se você se mudar, vai levar as lâmpadas junto?)
Não sei se as novas lâmpadas são realmente mais ecológicas, levando-se em conta todos os aspectos de sua custosa produção (talvez sejam como os carros híbridos, que consumem muito mais energia do que os carros tradicionais para ser produzidos). Parece-me mais que se trate do velho jeitinho, tão comum no Brasil, de "inventar dificuldades para vender facilidades."
Aliás, acho que o mesmo raciocínio se aplica a quase tudo no progressismo: a eterna busca de soluções imaginárias para problemas inexistentes, ou que têm uma causa bem diferente que jamais é mencionada.
Comecei como libertário, depois virei neocon, agora discordo dos neocons mas sem concordar tampouco com os paleocons e tive até uma fase de interesse pelo realismo racial, mas para falar a verdade tampouco concordo com essa gente que assume o determinismo biológico como medida última de todas as coisas.
Não gosto do ecologismo, detesto o feminismo, abomino o islamismo, tenho horror ao comunismo, mas tampouco sei se há um movimento da direita com o qual eu me sinta perfeitamente integrado. Como Groucho Marx, talvez eu não queira participar de nenhum clube que me aceite como sócio.
Em resumo, estou virando um velho rabugento, e talvez seja a hora de dar um tempo no blog.
Li no entanto um artigo interessante sobre as lâmpadas, e achei que valia a pena comentar.
As lâmpadas incandescentes, inventadas por Thomas Edison, continuam sendo tão úteis quanto há cento e quarenta anos atrás. Têm uma luz excelente e um custo muito barato. No entanto, em nome da ecologia, querem acabar com elas. Em quase todos os países do mundo elas estão sendo gradualmente eliminadas, em troca de outras supostamente mais eficientes. Novos regulamentos de consumo energético praticamente as tirarão de circulação nos próximos dois ou três anos.
O defeito das lâmpadas incandescentes seria que 90% da energia que emitem transforma-se em calor, não em luz. São, portanto, consideradas ineficientes e acusadas de colaborar com o fantasmático "aquecimento global".
O substituto mais comum para elas é a lâmpada fluorescente, compacta ou normal. O problema é que quase ninguém gosta de lâmpadas fluorescentes. (O leitor gosta?) Elas têm uma luz fria com tom branco ou esverdeado que incomoda, e às vezes uma iluminação tremulante que tende a ficar cada vez pior com o tempo. Embora consumam menos energia, tampouco são ultra-ecológicas (nenhuma tecnologia que se preze o é): contém em seu interior elementos tóxicos como mercúrio, portanto precisam ser cuidadosamente recicladas.
Agora, após anos de estudos e pesquisas, está sendo lançada no mercado uma nova lâmpada ultra-tecnológica que promete a luz das velhas lâmpadas incandescentes porém com extrema eficiência energética.
Detalhe: cada lâmpada custa, atualmente, entre quarenta e setenta dólares. Seus defensores afirmam que isso não importa, pois a nova lâmpada pode durar até 22 anos, equivalendo ao custo das dezenas de lampadinhas trocadas ao longo desse mesmo tempo. (E se você se mudar, vai levar as lâmpadas junto?)
Não sei se as novas lâmpadas são realmente mais ecológicas, levando-se em conta todos os aspectos de sua custosa produção (talvez sejam como os carros híbridos, que consumem muito mais energia do que os carros tradicionais para ser produzidos). Parece-me mais que se trate do velho jeitinho, tão comum no Brasil, de "inventar dificuldades para vender facilidades."
Aliás, acho que o mesmo raciocínio se aplica a quase tudo no progressismo: a eterna busca de soluções imaginárias para problemas inexistentes, ou que têm uma causa bem diferente que jamais é mencionada.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Guia da Internet Políticamente Incorreta
Raramente atualizo a relação do blogroll ao lado, então eles não refletem exatamente minhas últimas leituras ou mesmo os blogs que ainda estão ativos. E, como é possível que tenha menos tempo de blogar por estes dias, deixo vocês com outros locais onde se divertirem. Alguns links são polêmicos e altamente provocativos, mas também isso faz parte da diversão...
EM PORTUGUÊS
Dextra. Finalmente uma direita ao velho estilo! O blog mais reacionário desta galáxia ao sul do Equador. Tem pouco material próprio, mas várias excelentes traduções ao português de artigos de Roger Scruton, Jerome Corsi, Lawrence Auster, e muitos outros. A direita mais retrógrada de todas, com muitas imagens chocantes para ilustrar, e questionando até a igualdade racial e o direito de voto feminino!
Mídia Sem Máscara. Dispensa apresentações. É o covil da Serpente Gnóstica, segundo o leitor AN.
Roberto Cavalcanti. Católico apostólico romano, leitura políticamente incorreta sobre a questão do aborto, homossexualismo, etc. Um Júlio Severo com um texto menos agressivo, digamos.
Blog do Pim. Jovem redator publicitário com excelente blog sobre política e temas atuais. Não percam seu bom artigo sobre a liberação das drogas. Lamentavelmente, não parece publicar muito seguido, e agora está de férias.
Sílvio Koerich: Blog do "perdedor mais foda do mundo". Machismo escancarado desancando as mulheres, o feminismo, as relações modernas. Acha que mulher gosta mesmo é de ser dominada, quando não de apanhar. Muito humor e muitos palavrões.
EM INGLÊS
Belmont Club: Blog do ótimo Richard Fernandez. Epa! Um latino, imigrante ilegal nos EUA? Não, um filipino que mora na Austrália. Ah, bom. Terrorismo, guerra e política internacional estão entre seus temas preferidos.
View from the Right: judeu convertido ao cristianismo, acusado por vezes de racismo, contrário ao Islã, à imigração, ao homossexualismo e até à teoria da evolução de Darwin. É primo do famoso escritor Paul Auster, de orientação política completamente oposta. Curiosamente, assim como Olavo de Carvalho, foi astrólogo na juventude. Mas não deixe isso desanimá-lo: Lawrence é uma das mentes mais brilhantes da blogosfera americana, explicando como ninguém o pensamento progressista. A astrologia parece ser útil para desenvolver a mente! O grande poeta Yeats também acreditava em astrologia, por sinal.
Iowntheworld: Blog satírico, surgido a partir de uma dissidência do famoso site satírico anticomunista The People's Cube. O melhor era a coleção de tirinhas sobre a família Obama, mas acho que pararam de fazê-las.
Whiskey's Place: A teoria de Whiskey é simples: tudo é culpa das mulheres, ou melhor, da pílula. A pílula anticoncepcional e o feminismo liberaram as mulheres do casamento. Não necessitando de homens beta que as sustentem, elas podem se dedicar à procura de alfas, e que tudo mais vá para o inferno. Assim, o Ocidente femininizou-se. Isso explicaria o fim do casamento, o politicamente correto, a preferência pelo Estado protetor cada vez maior, etc etc.
Mencius Moldbug: o mais maluco de todos. Posts quilométricos e por vezes quase ilegíveis devido à densidade de informações. No entanto, pescando aqui e ali você encontra observações excepcionais. Neomonarquista (acredita em um sistema não-democrático mas que tampouco seria uma monarquia à moda antiga) e, até onde sei, ateu.
Leia por sua conta e risco!
EM PORTUGUÊS
Dextra. Finalmente uma direita ao velho estilo! O blog mais reacionário desta galáxia ao sul do Equador. Tem pouco material próprio, mas várias excelentes traduções ao português de artigos de Roger Scruton, Jerome Corsi, Lawrence Auster, e muitos outros. A direita mais retrógrada de todas, com muitas imagens chocantes para ilustrar, e questionando até a igualdade racial e o direito de voto feminino!
Mídia Sem Máscara. Dispensa apresentações. É o covil da Serpente Gnóstica, segundo o leitor AN.
Roberto Cavalcanti. Católico apostólico romano, leitura políticamente incorreta sobre a questão do aborto, homossexualismo, etc. Um Júlio Severo com um texto menos agressivo, digamos.
Blog do Pim. Jovem redator publicitário com excelente blog sobre política e temas atuais. Não percam seu bom artigo sobre a liberação das drogas. Lamentavelmente, não parece publicar muito seguido, e agora está de férias.
Sílvio Koerich: Blog do "perdedor mais foda do mundo". Machismo escancarado desancando as mulheres, o feminismo, as relações modernas. Acha que mulher gosta mesmo é de ser dominada, quando não de apanhar. Muito humor e muitos palavrões.
EM INGLÊS
Belmont Club: Blog do ótimo Richard Fernandez. Epa! Um latino, imigrante ilegal nos EUA? Não, um filipino que mora na Austrália. Ah, bom. Terrorismo, guerra e política internacional estão entre seus temas preferidos.
View from the Right: judeu convertido ao cristianismo, acusado por vezes de racismo, contrário ao Islã, à imigração, ao homossexualismo e até à teoria da evolução de Darwin. É primo do famoso escritor Paul Auster, de orientação política completamente oposta. Curiosamente, assim como Olavo de Carvalho, foi astrólogo na juventude. Mas não deixe isso desanimá-lo: Lawrence é uma das mentes mais brilhantes da blogosfera americana, explicando como ninguém o pensamento progressista. A astrologia parece ser útil para desenvolver a mente! O grande poeta Yeats também acreditava em astrologia, por sinal.
Iowntheworld: Blog satírico, surgido a partir de uma dissidência do famoso site satírico anticomunista The People's Cube. O melhor era a coleção de tirinhas sobre a família Obama, mas acho que pararam de fazê-las.
Whiskey's Place: A teoria de Whiskey é simples: tudo é culpa das mulheres, ou melhor, da pílula. A pílula anticoncepcional e o feminismo liberaram as mulheres do casamento. Não necessitando de homens beta que as sustentem, elas podem se dedicar à procura de alfas, e que tudo mais vá para o inferno. Assim, o Ocidente femininizou-se. Isso explicaria o fim do casamento, o politicamente correto, a preferência pelo Estado protetor cada vez maior, etc etc.
Mencius Moldbug: o mais maluco de todos. Posts quilométricos e por vezes quase ilegíveis devido à densidade de informações. No entanto, pescando aqui e ali você encontra observações excepcionais. Neomonarquista (acredita em um sistema não-democrático mas que tampouco seria uma monarquia à moda antiga) e, até onde sei, ateu.
Leia por sua conta e risco!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Três anos de blog
Agradeço aos leitores, velhos e novos: já temos três anos de blog. Três anos podem ser muito tempo e chegam mesmo a cansar. Por ora, resistimos: mas até quando?
Já falamos sobre quase todos os temas possíveis, de política a robôs; algumas vezes até de forma repetitiva ou enfática.
Tivemos três tristes trolls, um comunista, um antisemita e agora um simpático positivista. Curiosamente, os três jamais apareceram juntos no mesmo post.
O blog evoluiu ao longo do tempo, ou, ao menos, mudou, não sei se para pior ou para melhor. Começou como libertário, mais tarde teria passado para o lado do conservadorismo social, e mais recentemente até mesmo pareceria, segundo um par de leitores pouco atentos, ter flertado com o movimento "white power". Tudo ilusão. O blog não tem uma linha política definida, e repele a maioria dos extremismos. Seu autor é um libertário moderado (ou desiludido?) que acredita em alguns princípios conservadores e, bem mais raramente, religiosos ou místicos. É contrário ao politicamente correto e a grande parte das crenças modernas, o que não quer dizer necessariamente que apóie as antigas. Tem nostalgia de um passado melhor que nunca existiu.
Agora que chegamos a 2011, o blog encontra-se em uma encruzilhada. Ir em frente ou parar?
Francamente, estou pensando seriamente em terminar o blog. Talvez o meio já tenha dado o pouco que tinha que dar. Atenção, isso não quer dizer que eu pararei de escrever, é claro. Quer dizer apenas que talvez aposente o personagem do "Mr X" e o troque por outro autor, quem sabe algum que escreva mais sobre robôs e poemas e menos sobre política. Ou, quem sabe, talvez eu assine alguma coluna em algum outro meio com meu nome verdadeiro, em troca de um vultuoso pagamento (interessados, contatar-me no orbister@gmail).
Sabe-se lá. Isso é coisa para as resoluções de Ano Novo, aquelas mesmas que jamais são cumpridas. Por ora, desejo a todos um Feliz Natal.
Já falamos sobre quase todos os temas possíveis, de política a robôs; algumas vezes até de forma repetitiva ou enfática.
Tivemos três tristes trolls, um comunista, um antisemita e agora um simpático positivista. Curiosamente, os três jamais apareceram juntos no mesmo post.
O blog evoluiu ao longo do tempo, ou, ao menos, mudou, não sei se para pior ou para melhor. Começou como libertário, mais tarde teria passado para o lado do conservadorismo social, e mais recentemente até mesmo pareceria, segundo um par de leitores pouco atentos, ter flertado com o movimento "white power". Tudo ilusão. O blog não tem uma linha política definida, e repele a maioria dos extremismos. Seu autor é um libertário moderado (ou desiludido?) que acredita em alguns princípios conservadores e, bem mais raramente, religiosos ou místicos. É contrário ao politicamente correto e a grande parte das crenças modernas, o que não quer dizer necessariamente que apóie as antigas. Tem nostalgia de um passado melhor que nunca existiu.
Agora que chegamos a 2011, o blog encontra-se em uma encruzilhada. Ir em frente ou parar?
Francamente, estou pensando seriamente em terminar o blog. Talvez o meio já tenha dado o pouco que tinha que dar. Atenção, isso não quer dizer que eu pararei de escrever, é claro. Quer dizer apenas que talvez aposente o personagem do "Mr X" e o troque por outro autor, quem sabe algum que escreva mais sobre robôs e poemas e menos sobre política. Ou, quem sabe, talvez eu assine alguma coluna em algum outro meio com meu nome verdadeiro, em troca de um vultuoso pagamento (interessados, contatar-me no orbister@gmail).
Sabe-se lá. Isso é coisa para as resoluções de Ano Novo, aquelas mesmas que jamais são cumpridas. Por ora, desejo a todos um Feliz Natal.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ai, que preguiça!
Textos e temas repetitivos. Poucos leitores e comentários. Falta de idéias e de emoção. Tristeza e apatia. Cansaço geral e desolação. O blog vai fazer uma pausa por alguns dias.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Radical, moi?
Às vezes me chamam de radical ou paranóico, por exemplo quando falo sobre a islamização da Europa. Aí aparece o Khadafi que faz uma bizarra cerimônia de propaganda do Islã em plena Roma e diz que "A Europa deve ser muçulmana".
Não somente isso, como exigiu um pagamento de 4 bilhões de euros anuais da União Européia para ajudar a conter os barcos com imigrantes africanos ilegais que partem da Líbia em direção à Itália. Se não for atendido, "A Europa se tornará negra."
E eu que sou radical?
Alguns acham que exagero nas críticas ao ambientalistas, mas eis que um maluco fã de Al Gore invadiu um escritório do Discovery Channel e tomou reféns, exigindo que o canal transmitisse suas idéias insanas. Não é que o eco-terrorismo chegou? E eu que sou paranóico?
Outros ainda acham que exagerei ao suspeitar de artimanhas russas no acidente que matou todo o governo polonês. Tendo revisto o vídeo e comparado com fotos, posso garantir que o vídeo realmente mostra os instantes após a queda do avião. A minha impressão é que o avião foi derrubado pelos russos, e depois estes mataram os sobreviventes, KGB-style. Há mais coisas no céu e na terra do que mostram os jornais, ou sou um teórico da conspiração?
Não que eu tenha algo do que me gabar. Sou um mero escrevinhador, um observador, um antijornalista (já que a função atual dos jornalistas é mascarar ou ocultar a realidade, e não desvendá-la).
Quando leio meu exemplar da Dicta (chegou há pouco em casa, obrigado rapazes), com citações a Nietzche, Kant e Kierkeegard, dou-me conta que meus conhecimentos de filosofia e teoria política são irrisórios. Mas às vezes é melhor ser meio inguinorante do que ter lido milhões de páginas erradas: que o digam os seguidores de Comte e Marx.
É verdade também que muitos posts recentes são talvez demasiado pessimistas. Confetti têm razão, o blog antes era mais otimista e irônico. Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. Às vezes falo bobagem ou me irrito e, quando descubro que pessoas que não sabem nem gerir uma loja de 1,99 querem governar o Brasil, tenho vontade de largar tudo e fazer um post sucinto e definitivo como este do Cláudio.
Este blog já tem quase três anos e às vezes se repete. Este blog não é politicamente correto. Este blog apenas tenta mostrar um lado diferente da realidade que não se lê no jornal.
Mas será que sou mesmo radical?
Não somente isso, como exigiu um pagamento de 4 bilhões de euros anuais da União Européia para ajudar a conter os barcos com imigrantes africanos ilegais que partem da Líbia em direção à Itália. Se não for atendido, "A Europa se tornará negra."
E eu que sou radical?
Alguns acham que exagero nas críticas ao ambientalistas, mas eis que um maluco fã de Al Gore invadiu um escritório do Discovery Channel e tomou reféns, exigindo que o canal transmitisse suas idéias insanas. Não é que o eco-terrorismo chegou? E eu que sou paranóico?
Outros ainda acham que exagerei ao suspeitar de artimanhas russas no acidente que matou todo o governo polonês. Tendo revisto o vídeo e comparado com fotos, posso garantir que o vídeo realmente mostra os instantes após a queda do avião. A minha impressão é que o avião foi derrubado pelos russos, e depois estes mataram os sobreviventes, KGB-style. Há mais coisas no céu e na terra do que mostram os jornais, ou sou um teórico da conspiração?
Não que eu tenha algo do que me gabar. Sou um mero escrevinhador, um observador, um antijornalista (já que a função atual dos jornalistas é mascarar ou ocultar a realidade, e não desvendá-la).
Quando leio meu exemplar da Dicta (chegou há pouco em casa, obrigado rapazes), com citações a Nietzche, Kant e Kierkeegard, dou-me conta que meus conhecimentos de filosofia e teoria política são irrisórios. Mas às vezes é melhor ser meio inguinorante do que ter lido milhões de páginas erradas: que o digam os seguidores de Comte e Marx.
É verdade também que muitos posts recentes são talvez demasiado pessimistas. Confetti têm razão, o blog antes era mais otimista e irônico. Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. Às vezes falo bobagem ou me irrito e, quando descubro que pessoas que não sabem nem gerir uma loja de 1,99 querem governar o Brasil, tenho vontade de largar tudo e fazer um post sucinto e definitivo como este do Cláudio.
Este blog já tem quase três anos e às vezes se repete. Este blog não é politicamente correto. Este blog apenas tenta mostrar um lado diferente da realidade que não se lê no jornal.
Mas será que sou mesmo radical?
Mr X nas horas vagas.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Mais futebol
Lula pode se enganar, mas o polvo tem sempre razão. A Espanha venceu a Alemanha, e com justiça. Os alemães, por medo ou desfalque, jogaram mal. A Espanha foi um festival de excelentes jogadas, ainda que falhassem muito na conclusão. Espero que sejam os campeões.
Enquanto isso, Theodore Dalrymple escreveu um artigo falando mal sobre o futebol, e quase terminou sendo apedrejado pelos comentaristas. Por que o futebol levanta tanto as paixões, em alguns casos conduzindo seus fãs à violência, à depressão ou à loucura?
Alguns dizem que o futebol seria um substituto da guerra, exaltando ânimos nacionalistas ou tribalistas e, como a guerra, termina suscitando as mesmas paixões. Outros acreditam que seja apenas uma questão de pão e circo. "Quando o pão está garantido, o circo enche a mente das pessoas", diz Dalrymple. Alguns querem arte, alguns dinheiro e alguns querem sexo. Para outras pessoas, é o futebol que preenche o vazio existencial.
(E por falar em vazio existencial, em outra leitura indicada, Bill Whittle não fala sobre futebol, mas fala sobre os perigos da prosperidade excessiva, e como esta termina conduzindo ao "progressivismo" -- isto é, a crença de que mais e mais bonanças podem ser pagas com o interminável dinheiro público. É outra forma de esporte, mais radical.)
A Copa do Mundo vai tristemente chegando ao fim.
Enquanto isso, Theodore Dalrymple escreveu um artigo falando mal sobre o futebol, e quase terminou sendo apedrejado pelos comentaristas. Por que o futebol levanta tanto as paixões, em alguns casos conduzindo seus fãs à violência, à depressão ou à loucura?
Alguns dizem que o futebol seria um substituto da guerra, exaltando ânimos nacionalistas ou tribalistas e, como a guerra, termina suscitando as mesmas paixões. Outros acreditam que seja apenas uma questão de pão e circo. "Quando o pão está garantido, o circo enche a mente das pessoas", diz Dalrymple. Alguns querem arte, alguns dinheiro e alguns querem sexo. Para outras pessoas, é o futebol que preenche o vazio existencial.
(E por falar em vazio existencial, em outra leitura indicada, Bill Whittle não fala sobre futebol, mas fala sobre os perigos da prosperidade excessiva, e como esta termina conduzindo ao "progressivismo" -- isto é, a crença de que mais e mais bonanças podem ser pagas com o interminável dinheiro público. É outra forma de esporte, mais radical.)
A Copa do Mundo vai tristemente chegando ao fim.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Os neandertais entre nós
A notícia não foi muito divulgada, o que é curioso, já que se trata de algo bastante revolucionário. Geneticistas descobriram que grande parte da humanidade (mais precisamente, os não-africanos) ainda possui genes dos neandertais (Homo neandertalensis), em proporção de 1% a 4%. Isso significa que, após saírem da África, alguns homo sapiens cruzaram com neandertais, absorvendo alguns de seus genes. Ou seja, os neandertais não estariam ainda de todo extintos, vivendo parcialmente entre nós.
Os neandertais, humanóides que ocupavam o continente europeu e parte do Oriente Médio, ficaram com fama de truculentos e burros. A palavra virou sinônimo de pessoa agressiva ou inculta. Mas, na realidade, eles tinham capacidade cranial maior do que o homo sapiens. Eram mais inteligentes? Apesar do cérebro maior, pareceria que não. As evidências arqueológicas indicam que não tinham instrumentos mais desenvolvidos do que os dos homo sapiens da mesma época, e de fato estariam até mais atrasados. Fora que o próprio fato de não terem sobrevivido, ao contrário do sapiens, indicaria que tinham menores habilidades. Alguns argumentam que o problema dos neandertais seria mesmo a dificuldade de articular linguagem, e por isso terminaram sendo dizimados pelos sapiens, apesar de serem fisicamente mais fortes. Seja como for, é uma discussão interessante.
O que é lamentável mesmo é que este blog está sendo tomado pelos neandertais (no mau sentido). É bizarro como certas pessoas são obcecadas com um certo tema, e terminam alugando o blog para expor seus repetitivos pensamentos. Primeiro o Tiago, depois a Ana Cláudia, agora um certo A Pátria. Nada contra leitores com idéias contrárias às minhas, ou mesmo contrárias à maioria do establishment, ou até mesmo polêmicas. Mas leitores que tendem a colocar as culpas de tudo em um certo grupo, ou que utilizam o blog para exorcizar seus fantasmas pessoais ou promover suas utopias delirantes terminam por incomodar e espantar o resto. Certos assuntos, como o estalinismo explícito ou o antisemitismo invocado, ou ataques pessoais a outros escritores ou comentaristas, dizem mais sobre os problemas psicológicos de seus autores do que sobre o tema em discussão. Este é um blog contrário ao comunismo e a favor da existência de Israel (vejam a figurinha ao lado). Descontentes são bem-vindos, mas também são convidados a procurar outro local mais adequado às suas idéias caso não se sintam à vontade. A Internet é vasta.
Os neandertais, humanóides que ocupavam o continente europeu e parte do Oriente Médio, ficaram com fama de truculentos e burros. A palavra virou sinônimo de pessoa agressiva ou inculta. Mas, na realidade, eles tinham capacidade cranial maior do que o homo sapiens. Eram mais inteligentes? Apesar do cérebro maior, pareceria que não. As evidências arqueológicas indicam que não tinham instrumentos mais desenvolvidos do que os dos homo sapiens da mesma época, e de fato estariam até mais atrasados. Fora que o próprio fato de não terem sobrevivido, ao contrário do sapiens, indicaria que tinham menores habilidades. Alguns argumentam que o problema dos neandertais seria mesmo a dificuldade de articular linguagem, e por isso terminaram sendo dizimados pelos sapiens, apesar de serem fisicamente mais fortes. Seja como for, é uma discussão interessante.
O que é lamentável mesmo é que este blog está sendo tomado pelos neandertais (no mau sentido). É bizarro como certas pessoas são obcecadas com um certo tema, e terminam alugando o blog para expor seus repetitivos pensamentos. Primeiro o Tiago, depois a Ana Cláudia, agora um certo A Pátria. Nada contra leitores com idéias contrárias às minhas, ou mesmo contrárias à maioria do establishment, ou até mesmo polêmicas. Mas leitores que tendem a colocar as culpas de tudo em um certo grupo, ou que utilizam o blog para exorcizar seus fantasmas pessoais ou promover suas utopias delirantes terminam por incomodar e espantar o resto. Certos assuntos, como o estalinismo explícito ou o antisemitismo invocado, ou ataques pessoais a outros escritores ou comentaristas, dizem mais sobre os problemas psicológicos de seus autores do que sobre o tema em discussão. Este é um blog contrário ao comunismo e a favor da existência de Israel (vejam a figurinha ao lado). Descontentes são bem-vindos, mas também são convidados a procurar outro local mais adequado às suas idéias caso não se sintam à vontade. A Internet é vasta.
Discurso civilizado.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O apocalipse que vem aí
Há uma sensação de ansiedade no ar. Blogueiros e comentaristas percebem que algo cedo ou tarde vai acontecer, embora não saibam bem o quê. Alguns apostam no colapsto total da sociedade ocidental. O número de survivalists, tradição nacional americana, não pára de aumentar nos EUA. A venda de armas e munições desde o início do governo Obama bateu todos os recordes possíveis e imagináveis. O ouro também está em alta, devido aos que temem a desvalorização do dólar. Há quem armazene comida e construa um bunker no próprio quintal.
De onde virá o colapso? Alguns apostam na crise econômica devido aos trilhões gastos por Obama, outros preferem crer na guerra racial. Alguns prevêem atentados nucleares islâmicos, outros o início de uma nova guerra mundial, e outros simplesmente preocupam-se com gripes e epidemias, a superpopulação, desastres naturais, the Big One, ou coisa que o valha.
O fato é que há uma sensação iminente de que o progressismo que hoje domina a maioria dos governos e sociedades atuais parece estar com os dias contados. Cada vez mais parece claro que vivemos em uma espécie de "mundo de faz de conta", onde todos fingem que políticas absurdas funcionam.
Por exemplo, na Inglaterra, o funcionário do governo apontado para identificar fanáticos jihadistas é... um fanático jihadista. Nos EUA, Obama afirma que o jeito de economizar dinheiro gasto em saúde é ampliando o programa para 300 milhões de habitantes, incluindo ilegais. No Brasil, o governo lulista decide que o melhor jeito de acabar com a violência do tráfico nas favelas é com oficinas de malabarismo, capoeira e de "cultura da paz".
Talvez a gota d'água seja mesmo o "aquecimento global". Leio hoje que os países emergentes estão exigindo 20 bilhões de dólares anuais dos EUA e da Europa para poderem "combater a mudança climática". Lembrou-me uma cena do primeiro "Duro de matar" em que Bruce Willis, ao descobrir que o interesse do terrorista era só ganhar alguns milhões, pergunta, decepcionado: "quer dizer que tudo isto não era por ideologia, mas apenas por dinheiro?" (Desnecessário dizer que os bilhões vão parar na conta de ONGs e ditadores africanos, e de nada servirão à ecologia)
Enquanto isso, o blog está de novo em crise: poucos posts, muito pessimismo. É preciso dar uma refrescada nas idéias. Vou viajar, amigos. Uma turnê pelo mundo e, em parte, pelo passado. New York, Berlim, Roma. (Bem, algo nesse estilo.) De qualquer modo, tentarei me desligar das notícias do planeta. Se for escrever, dedicar-me-ei apenas à ficção, na forma de um roteiro que desejo escrever. Volto a blogar só em 2010. Se o mundo não acabar até lá.
Feliz Natal e Feliz Ano Novo a todos.
De onde virá o colapso? Alguns apostam na crise econômica devido aos trilhões gastos por Obama, outros preferem crer na guerra racial. Alguns prevêem atentados nucleares islâmicos, outros o início de uma nova guerra mundial, e outros simplesmente preocupam-se com gripes e epidemias, a superpopulação, desastres naturais, the Big One, ou coisa que o valha.
O fato é que há uma sensação iminente de que o progressismo que hoje domina a maioria dos governos e sociedades atuais parece estar com os dias contados. Cada vez mais parece claro que vivemos em uma espécie de "mundo de faz de conta", onde todos fingem que políticas absurdas funcionam.
Por exemplo, na Inglaterra, o funcionário do governo apontado para identificar fanáticos jihadistas é... um fanático jihadista. Nos EUA, Obama afirma que o jeito de economizar dinheiro gasto em saúde é ampliando o programa para 300 milhões de habitantes, incluindo ilegais. No Brasil, o governo lulista decide que o melhor jeito de acabar com a violência do tráfico nas favelas é com oficinas de malabarismo, capoeira e de "cultura da paz".
Talvez a gota d'água seja mesmo o "aquecimento global". Leio hoje que os países emergentes estão exigindo 20 bilhões de dólares anuais dos EUA e da Europa para poderem "combater a mudança climática". Lembrou-me uma cena do primeiro "Duro de matar" em que Bruce Willis, ao descobrir que o interesse do terrorista era só ganhar alguns milhões, pergunta, decepcionado: "quer dizer que tudo isto não era por ideologia, mas apenas por dinheiro?" (Desnecessário dizer que os bilhões vão parar na conta de ONGs e ditadores africanos, e de nada servirão à ecologia)
Enquanto isso, o blog está de novo em crise: poucos posts, muito pessimismo. É preciso dar uma refrescada nas idéias. Vou viajar, amigos. Uma turnê pelo mundo e, em parte, pelo passado. New York, Berlim, Roma. (Bem, algo nesse estilo.) De qualquer modo, tentarei me desligar das notícias do planeta. Se for escrever, dedicar-me-ei apenas à ficção, na forma de um roteiro que desejo escrever. Volto a blogar só em 2010. Se o mundo não acabar até lá.
Feliz Natal e Feliz Ano Novo a todos.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
História de um vira-casaca
É curiosa a história de Charles Johnson e seu blog Little Green Footballs. Após os ataques de 11 de Setembro de 2001, tornou-se o mais celebrado blogueiro anti-jihad dos EUA e, talvez, do mundo.
Oito anos depois, tendo comprado briga com metade da blogosfera, virou obamista e critica quase todos os blogueiros conservadores que antes eram seus aliados, acusando-os de racistas ou teocráticos. Nem Robert Spencer, do Jihad Watch, ou o Pajamas Media, site neocon que ele próprio ajudou a criar, escaparam de sua crítica purista. Hoje, seus maiores inimigos não são mais os jihadistas, mas sim os malvados cristãos criacionistas.
Para quem quer entender a polêmica, este artigo do Gates of Vienna explica melhor o que aconteceu. Mais aqui no Atlas Shrugs. (O respeitável Victor Davis Hanson, ao contrário, saiu em defesa de Charles.)
Polêmica à parte, Charles Johnson, na verdade, nunca foi exatamente um conservador, mas sim um liberal assaltado pela realidade (dos ataques de 9/11). Após oito anos sem atentados, reverteu ao seu estado natural. O mesmo aconteceu com muita gente boa. Outro exemplo é Andrew Sullivan. Passado o susto, passou o conservadorismo.
(Na verdade, o liberalismo e o Islã parecem opostos, mas talvez sejam aliados sem sabê-lo. Assim como o lado B do pacífico flower-power hippie é Charles Manson, o outro lado do multiculturalismo é o conflito tribal e o fundamentalismo islâmico. É a tolerância que permite a chegada dos intolerantes.)
Será que um novo atentado islâmico acordará mais uma vez os liberais? Ou os muçulmanos ficaram espertos e preferem a "jihad lenta" da imigração e da mudança de leis?
Oito anos depois, tendo comprado briga com metade da blogosfera, virou obamista e critica quase todos os blogueiros conservadores que antes eram seus aliados, acusando-os de racistas ou teocráticos. Nem Robert Spencer, do Jihad Watch, ou o Pajamas Media, site neocon que ele próprio ajudou a criar, escaparam de sua crítica purista. Hoje, seus maiores inimigos não são mais os jihadistas, mas sim os malvados cristãos criacionistas.
Para quem quer entender a polêmica, este artigo do Gates of Vienna explica melhor o que aconteceu. Mais aqui no Atlas Shrugs. (O respeitável Victor Davis Hanson, ao contrário, saiu em defesa de Charles.)
Polêmica à parte, Charles Johnson, na verdade, nunca foi exatamente um conservador, mas sim um liberal assaltado pela realidade (dos ataques de 9/11). Após oito anos sem atentados, reverteu ao seu estado natural. O mesmo aconteceu com muita gente boa. Outro exemplo é Andrew Sullivan. Passado o susto, passou o conservadorismo.
(Na verdade, o liberalismo e o Islã parecem opostos, mas talvez sejam aliados sem sabê-lo. Assim como o lado B do pacífico flower-power hippie é Charles Manson, o outro lado do multiculturalismo é o conflito tribal e o fundamentalismo islâmico. É a tolerância que permite a chegada dos intolerantes.)
Será que um novo atentado islâmico acordará mais uma vez os liberais? Ou os muçulmanos ficaram espertos e preferem a "jihad lenta" da imigração e da mudança de leis?
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto
Nesta semana temos um blog que nos lembra o nome de uma famosa e infame organização criminosa: Os Amigos do Presidente Mula... quero dizer, Lula.
No blog, há o apoio à candidatura da atual ministra Dilma Rousseff (vulgo, Estella à presidência do Brasil. Eu ficaria com um pé atrás em votar em uma pessoa que participou de um grupo comuno-terrorista cujo maior objetivo era a instalação de uma ditadura comunista de inspiração soviética no Brasil, sem dizer que foi esse mesmo grupo que praticou um feito que nem sequer Robin Hood (vulgo, O Príncipe dos Ladrões) conseguiu fazer em suas "peripécias" pela floresta de Nottingham: O tal grupo roubou um cofre contendo em torno de U$ 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil dólares) -- algo equivalente a mais ou menos U$ 16.200.000,00 (dezesseis milhões e duzentos mil dólares) em valores ajustados ao ano de 2007. E eu me pergunto: Se esse grupo roubou o tal cofre, o quê essa gente não faria com os cofres públicos que contêm o suado dinheirinho do cidadão comum?
É sempre sensato desconfiar quando "ex-comunistas" vêm posar de democráticos e coisas tais. Não passam, na realidade, de oportunistas que irão assaltar os cofres públicos à primeira vista de uma oportunidade. É uma gente partidária do regime mais ganancioso que já passou por este mundo. Tão ganancioso que, se pudessem, eles tornariam propriedade do Estado até mesmo o orgasmo sexual dos casais. Exemplo dessa ganância na vida real é a ilha da fantasia de Chico Buarque. Nesse lugar, as pessoas não têm autonomia para sequer comprar utensílios básicos, como escovas de dentes e papel higiênico, mas o artista cinicamente fecha os olhos para isso. Já vimos esse traço esquerdista em outros lugares, não é mesmo?
Ah, sim: Não se espantem caso a atual ministra queira reescrever o seu passado, negando, ou melhor, apagando quaisquer atos que a liguem ao tal grupo terrorista que roubou o cofre.
O roubo do cofre é um fato emblemático e nos mostra algo curioso: É estranho que pessoas partidárias de uma ideologia que tem como divisa principal o ódio ao dinheiro, ao lucro, ao capitalismo e coisas afins tenham roubado exatamente o objeto que é a síntese de seu ódio e frustrações, isto é, o prórprio dinheiro. É uma gente que causaria males muito maiores ao mundo por causa do dinheiro do que aqueles males causados por todos os capitalistas tão criticados pelas esquerdas. O GULAG e as inanições planejadas pelo Estado não são uma invenção capitalista, por exemplo.
Pelo menos Robin Hood não queria implantar nenhuma ditadura comuno-socialo-stalinista em Sherwood ou em Nottingham.
P.S: Vejam lá quem é o vice na chapa da Dilma.
Nesta semana temos um blog que nos lembra o nome de uma famosa e infame organização criminosa: Os Amigos do Presidente Mula... quero dizer, Lula.
No blog, há o apoio à candidatura da atual ministra Dilma Rousseff (vulgo, Estella à presidência do Brasil. Eu ficaria com um pé atrás em votar em uma pessoa que participou de um grupo comuno-terrorista cujo maior objetivo era a instalação de uma ditadura comunista de inspiração soviética no Brasil, sem dizer que foi esse mesmo grupo que praticou um feito que nem sequer Robin Hood (vulgo, O Príncipe dos Ladrões) conseguiu fazer em suas "peripécias" pela floresta de Nottingham: O tal grupo roubou um cofre contendo em torno de U$ 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil dólares) -- algo equivalente a mais ou menos U$ 16.200.000,00 (dezesseis milhões e duzentos mil dólares) em valores ajustados ao ano de 2007. E eu me pergunto: Se esse grupo roubou o tal cofre, o quê essa gente não faria com os cofres públicos que contêm o suado dinheirinho do cidadão comum?
É sempre sensato desconfiar quando "ex-comunistas" vêm posar de democráticos e coisas tais. Não passam, na realidade, de oportunistas que irão assaltar os cofres públicos à primeira vista de uma oportunidade. É uma gente partidária do regime mais ganancioso que já passou por este mundo. Tão ganancioso que, se pudessem, eles tornariam propriedade do Estado até mesmo o orgasmo sexual dos casais. Exemplo dessa ganância na vida real é a ilha da fantasia de Chico Buarque. Nesse lugar, as pessoas não têm autonomia para sequer comprar utensílios básicos, como escovas de dentes e papel higiênico, mas o artista cinicamente fecha os olhos para isso. Já vimos esse traço esquerdista em outros lugares, não é mesmo?
Ah, sim: Não se espantem caso a atual ministra queira reescrever o seu passado, negando, ou melhor, apagando quaisquer atos que a liguem ao tal grupo terrorista que roubou o cofre.
O roubo do cofre é um fato emblemático e nos mostra algo curioso: É estranho que pessoas partidárias de uma ideologia que tem como divisa principal o ódio ao dinheiro, ao lucro, ao capitalismo e coisas afins tenham roubado exatamente o objeto que é a síntese de seu ódio e frustrações, isto é, o prórprio dinheiro. É uma gente que causaria males muito maiores ao mundo por causa do dinheiro do que aqueles males causados por todos os capitalistas tão criticados pelas esquerdas. O GULAG e as inanições planejadas pelo Estado não são uma invenção capitalista, por exemplo.
Pelo menos Robin Hood não queria implantar nenhuma ditadura comuno-socialo-stalinista em Sherwood ou em Nottingham.
P.S: Vejam lá quem é o vice na chapa da Dilma.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto
O blog tosco da semana possui um nome que talvez diga muito sobre as entranhas mentais de seus idealizadores: Cloaca News. A cloaca, para os que não sabem, é a câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e o aparelho genital das aves, dos répteis, e dos peixes cartilagíneos.. Algo próprio dos quadrúpedes, dos animais com barbatanas ou daqueles que rastejam -- ou, ainda, esquerdistas voadores.
A suposta missão do blog é desmascarar a máfia midiática que infesta nosso país. Dar nome aos ratos e aos sabujos. Hum... talvez esse tipo de jornalismo siga a linha idelberiana de pensamento: Calar-se diante dos fatos que lhes são mais convenientes.
Esse foi o blog que protagonizou um triste episódio contra a jornalista judia Renata Malkes.
Ela foi acusada de ser a favor do movimento sionista; de celebrar o Eretz Israel (engraçada essa gente: crucificaram a moça por, supostamente, celebrar isso, mas dão apoio incondicional a presidentes de autocracias teocráticas de cunho messiânico e que esperam o retorno do Imame); de auê belicista; intenso racismo anti-árabe; de que serviu ao Exército israelense; e coisas tais.
É uma situação interessante, pois o Cloaca News fez a mesma coisa de que acusa a tal da "mídia golpista": Mentir. Coitada da jornalista que se viu rodeada por acelomados políticos.
É uma gente que não passa de uma cambada de intelectualóides tagarelas que consideram seus "talentos" subaproveitados pela sociedade em que vivem e lhes nega posições de maior prestígio, daí que necessitam derrubar a ordem social vigente e seus valores mais fundamentais, como a liberdade de expressão e, por consequência, de imprensa, para obter aquilo que seus méritos pessoais são incapazes de atingir.
No fundo, no fundo, é uma gente frustrada, sem autoestima e autorrespeito, que projetam o ódio em causas impossíveis (derrubar a liberdade de imprensa, por exemplo) o fato de serem indivíduos medíocres e que, muito dificilmente, farão algo de prático na vida. Quando uma pessoa não possui méritos pessoais ou sequer procura progredir para obtê-los, a liberdade se torna um fardo, daí que é muito mais conveniente tagarelar sobre supostas grandiosidades futuras (e, muitas das vezes, assassinas e inatingíveis) a ter que se dedicar a tarefas mais simples. O ódio fanático e passional é capaz de dar significado e próposito à uma pessoa que tem uma vida estéril e vazia.
Parece que os redatores do Cloaca News são deuterostômios
e, nesse caso, o blastóporo não dá origem à boca, mas, sim ao ânus -- no caso deles, à cloaca.
P.S: Renata Malkes, até hoje, ainda não recebeu nenhum pedido de desculpas dessas pessoas. E nem vai receber! Pessoas sem discernimento são incapazes de análisar uma dada situação e concluir que precisam se desculpar.
O blog tosco da semana possui um nome que talvez diga muito sobre as entranhas mentais de seus idealizadores: Cloaca News. A cloaca, para os que não sabem, é a câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e o aparelho genital das aves, dos répteis, e dos peixes cartilagíneos.. Algo próprio dos quadrúpedes, dos animais com barbatanas ou daqueles que rastejam -- ou, ainda, esquerdistas voadores.
A suposta missão do blog é desmascarar a máfia midiática que infesta nosso país. Dar nome aos ratos e aos sabujos. Hum... talvez esse tipo de jornalismo siga a linha idelberiana de pensamento: Calar-se diante dos fatos que lhes são mais convenientes.
Esse foi o blog que protagonizou um triste episódio contra a jornalista judia Renata Malkes.
Ela foi acusada de ser a favor do movimento sionista; de celebrar o Eretz Israel (engraçada essa gente: crucificaram a moça por, supostamente, celebrar isso, mas dão apoio incondicional a presidentes de autocracias teocráticas de cunho messiânico e que esperam o retorno do Imame); de auê belicista; intenso racismo anti-árabe; de que serviu ao Exército israelense; e coisas tais.
É uma situação interessante, pois o Cloaca News fez a mesma coisa de que acusa a tal da "mídia golpista": Mentir. Coitada da jornalista que se viu rodeada por acelomados políticos.
É uma gente que não passa de uma cambada de intelectualóides tagarelas que consideram seus "talentos" subaproveitados pela sociedade em que vivem e lhes nega posições de maior prestígio, daí que necessitam derrubar a ordem social vigente e seus valores mais fundamentais, como a liberdade de expressão e, por consequência, de imprensa, para obter aquilo que seus méritos pessoais são incapazes de atingir.
No fundo, no fundo, é uma gente frustrada, sem autoestima e autorrespeito, que projetam o ódio em causas impossíveis (derrubar a liberdade de imprensa, por exemplo) o fato de serem indivíduos medíocres e que, muito dificilmente, farão algo de prático na vida. Quando uma pessoa não possui méritos pessoais ou sequer procura progredir para obtê-los, a liberdade se torna um fardo, daí que é muito mais conveniente tagarelar sobre supostas grandiosidades futuras (e, muitas das vezes, assassinas e inatingíveis) a ter que se dedicar a tarefas mais simples. O ódio fanático e passional é capaz de dar significado e próposito à uma pessoa que tem uma vida estéril e vazia.
Parece que os redatores do Cloaca News são deuterostômios
e, nesse caso, o blastóporo não dá origem à boca, mas, sim ao ânus -- no caso deles, à cloaca.
P.S: Renata Malkes, até hoje, ainda não recebeu nenhum pedido de desculpas dessas pessoas. E nem vai receber! Pessoas sem discernimento são incapazes de análisar uma dada situação e concluir que precisam se desculpar.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto
O blog tosco da semana é de alguém que, se fosse concorrer na categoria principal, isto é, dos blogões de fato, ganharia todas. Diria que o blog principal dele é hours concours em termos de tosquice blogueana.
Assim dito eis o tosco microblog esquerdista da semana. Não procurem por tags como #Iran, #ElectionsInIran, #Ahmadinejad_Is_A_Murder, #I_Hate_Tyranny ou coisas do gênero. O camarada, no sentido soviético do termo, responsável pelo microblog habita uma dimensão onde, atualmente, nada de errado ocorre no Irã e prefere escrever diatribes sobre o Wilson Simonal e mostrar solidariedade por um blogueiro processado. Atitudes estranhas vindas de um trostkyísta, até pelo fato de essa ideologia gostar de repressão, como ditaduras e perseguições a pensadores independentes. Vai entender esse povo!!
Tags:
#I_LOVE_Ahmadinejad
#FuckDemocracy
#FuckChrist
#FuckMrX
#FuckYou!
#Iran_Is_A_Democracy
#CachacinhaComAhmadinejad
#FuckIran
#LeonTrotskyBeMyGuide
#IdelberSpeak
#MilitanteIslamoNacionalistaMilitar (#terrorista)
#JudeuLegal (#JudeuContraIsrael, #NaomiKlein,
#NormanFinkelstein)
#RevisionismoDaDitabranda (só vale revisionismo de esquerda, claro!)
#USP_Sob_Ataque! (#BaderneirosNãoDeixamOsAlunosEstudarem)
#AnáliseFreudiana (#ComoUsoUmTextoToscoParaExpressarFrustrações)
#U_Iran_Continua_LiNdU!!
#RepúblicaMorumbiLeblon (#DiatribeDeClasse, #QueriaSerComoEles,
#EsquerdismoDeBoutique)
#TerrorismoNoSentidoEstrito (#FuckSderot!, #FuckIsrael, #Embromation)
#Organização_Militante_Assistencialista_Islamo-Nacionalista-Palestino-Militar
(#Hamas)
#Rojões (#SderotFucker, #FuckSderot, #Vergeltungswaffe)
#DireitaAnaeróbica (#QualquerUmQueDiscordeDeMim, #MrX)
O blog tosco da semana é de alguém que, se fosse concorrer na categoria principal, isto é, dos blogões de fato, ganharia todas. Diria que o blog principal dele é hours concours em termos de tosquice blogueana.
Assim dito eis o tosco microblog esquerdista da semana. Não procurem por tags como #Iran, #ElectionsInIran, #Ahmadinejad_Is_A_Murder, #I_Hate_Tyranny ou coisas do gênero. O camarada, no sentido soviético do termo, responsável pelo microblog habita uma dimensão onde, atualmente, nada de errado ocorre no Irã e prefere escrever diatribes sobre o Wilson Simonal e mostrar solidariedade por um blogueiro processado. Atitudes estranhas vindas de um trostkyísta, até pelo fato de essa ideologia gostar de repressão, como ditaduras e perseguições a pensadores independentes. Vai entender esse povo!!
Tags:
#I_LOVE_Ahmadinejad
#FuckDemocracy
#FuckChrist
#FuckMrX
#FuckYou!
#Iran_Is_A_Democracy
#CachacinhaComAhmadinejad
#FuckIran
#LeonTrotskyBeMyGuide
#IdelberSpeak
#MilitanteIslamoNacionalistaMilitar (#terrorista)
#JudeuLegal (#JudeuContraIsrael, #NaomiKlein,
#NormanFinkelstein)
#RevisionismoDaDitabranda (só vale revisionismo de esquerda, claro!)
#USP_Sob_Ataque! (#BaderneirosNãoDeixamOsAlunosEstudarem)
#AnáliseFreudiana (#ComoUsoUmTextoToscoParaExpressarFrustrações)
#U_Iran_Continua_LiNdU!!
#RepúblicaMorumbiLeblon (#DiatribeDeClasse, #QueriaSerComoEles,
#EsquerdismoDeBoutique)
#TerrorismoNoSentidoEstrito (#FuckSderot!, #FuckIsrael, #Embromation)
#Organização_Militante_Assistencialista_Islamo-Nacionalista-Palestino-Militar
(#Hamas)
#Rojões (#SderotFucker, #FuckSderot, #Vergeltungswaffe)
#DireitaAnaeróbica (#QualquerUmQueDiscordeDeMim, #MrX)
domingo, 21 de junho de 2009
The Revolution will not be Twitterized?


Enquanto a obrigatoriedade de diploma para jornalistas é apenas agora abolida no Brasil, no resto do mundo a preocupação nem é se jornalistas devem ou não ter diploma - mas sim, jornalistas são ainda necessários?
O regime iraniano proibiu a cobertura jornalística, mas isso não impediu que o mundo tivesse acesso a vídeos e informações através do Twitter, Facebook, Blogger, Youtube.
Uma narrativa desconjuntada, é verdade, mas talvez por isso mesmo mais real.
Nem todos concordam, é claro. Eu pessoalmente, embora veja a sua utilidade, considero o Twitter (que não utilizo) algo dispersivo e confuso, com mais rumores e spam do que informação verdadeira.
Já um interessante artigo do Times of India diz que os Twitteiros, apesar das boas intenções, são irrelevantes na desigual luta contra o regime: nada vai mudar. A Revolução não será twitterizada. Ou será? Mas é uma Revolução, ou é o quê?
(Uma das poucas coisas indiscutíveis que pode-se concluir por enquanto é que as mulheres iranianas estão entre as mais bonitas do mundo. Não dá para entender porque os malditos mulás as querem cobrir da cabeça aos pés.)
Algumas das melhores informações e comentários sobre o assunto vêm dos blogs, mesmo na mídia brasileira. O do Pedro Doria (que é jornalista), mas também blogs de não-jornalistas como Bruno (não o personagem do Sacha Baron Cohen, mas o blogueiro do Milliway's Lounge), que afirma:
No Irã, os protestos já há muito trancenderam a disputa politica entre duas vertentes do regime. Há uma proto-revolução no ar (os revolucionarios não sabem ainda que são revolucionarios). Ela não é secular, mas é antitotalitaria. A principio, tudo sugere que está fadada ao fracasso; mas após a votação tudo sugeria que os protestos seriam limitados ao relativamente abastado norte de Teerã; que não durariam mais que um ou dois dias; que seriam esquecidos pelo mundo quando a imprensa internacional fosse impedida de transmiti-los pela televisão; e que seriam superados pelo poder de mobilização da mídia e logística estatais. Mas apesar de tudo, os iranianos continuam marchando. Os protestos continuam, e o regime dá mostras de nervosismo.
De qualquer maneira, tais imponderáveis não importam no cálculo moral. Quando, dia após dia, milhares de pessoas saem às ruas pacificamente para para exigir o direito de escolher seus governantes, correndo os riscos inerentes ao enfrentamene com um regime autoritário, elas merecem apoio, seja sua causa quixotesca ou não.
Por outro lado, um outro blogueiro europeu que descobri agora, mais pessimista, compara os protestos atuais com outras situações históricas como Hungria, Romênia, República Tcheca, e prevê que Ahmadinejad e Khamenei vão vencer a parada, por um motivo muito simples: têm as armas na mão.
A conferir ainda o sempre interessante Spengler bem como o Richard Fernandez do Belmont Club.
De qualquer modo, é fato que o modo de transmitir informações mudou radicalmente, e deve mudar ainda mais. O jornalista tradicional é uma figura tão arcaica quanto o escriba após a invenção de Gutenberg.
Etiquetas:
blogs,
caos,
Internet,
Irã,
jornalismo
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto
[Mr X: Segundo post da série, contribuição do colega Marcelo Augusto. Divirtam-se!]
O blog tosco da semana tem ares cinematográficos de faroeste macarrônico. Por favor, DJ do Blog do Mr. X, trilha sonora de Enio Morricone. Atenção leitores e leitoras, preparem-se para o aterrorizante... ¡Viva Chávez, Viva! Talvez isso seja uma referência direta ao icônico e caudilhesco filme ¡Viva Zapata!. Pelo menos ambos possuem alguma semelhança, eis uma sinopse tosca do filme:
O post que mais impressiona é intitulado de Revolução Quilombolivariana, um crossover entre um movimento de pessoas a favor de criar uma classe de privilegiados seguindo critérios raciais e o que de mais bizarro já saiu das mentes latino-americanas depois do "livro" As Veias Abertas da América Latina (América Latinha, seria mais apropriado). Tanto um quanto outro (e o livro também) não passam de vitimismo barato criado nas mentes desocupadas de parte da classe média esquerdófila-latino-americana-terceiro-mundista-suburbana.
Geralmente, esses mentores intelectuais por trás desses movimentos querem mudar o mundo e a lei da gravidade, porém a maioria mal consegue tirar a barba e/ou tomar um banho corretamente. Entrem em uma sala de DCE de uma típica federal brasileira e vocês terão melhor noção do que estou falando. Parece que a revolução bolivariana começará sem sabonete. Até prevejo como os bolivarianos irão reagir (perante a "burguesia") caso venham a triunfar: "A República Socialo-Comuno-Bananista-Bolivariana não precisa de sabonetes! Não nos entregamos a essas práticas pequeno-burguesas que é tomar banho, escovar os dentes e usar shampoo! "E viva o socialismo bolivariano do Século 21! Viva! E viva a Palestina! Viva! Viva Zapata! Viva o Blog do Mr. X, esse direitista anaeróbico!!!". No vídeo anterior, Pancho Villa fala ao vivo e em cores sobre a destruição do Estado de Israel e a solidariedade aos terrorist... quero dizer, ao povo palestino. Coitado do professor de origem judaica que se pronunciou antes... Tsc, tsc, tsc...
Mas... vamos à revolução quilombolivariana. Que se iniciem as diatribes!
É estranho como o ódio tem um papel crucial na estrutura mental esquerdista. É um ódio que os esquerdistas mais sofisticados considerariam como ódio do bem (parente não muito distante da famosa corrupção do bem -- cortesia do PT e mensaleiros), uma idéia nada bizarra para essa estrutura mental que quer combater, por exemplo, o racismo com mais racismo e coisas tais. Esse suposto alinhamento esquerdista aos negros, índios, mulatos, marrons-bombom, browns e qualquer cor que não a branca não passa de desfaçatez para tocar adiante a máquina de vitimismos da esquerda. Não é uma questão de trazer essas pessoas à uma condição de cidadania mais digna, porém de convertê-las em militantes de causas impossíveis.
Eternos militantes desumanizados e convertidos em meros números que lutarão para todo o sempre por uma causa que jamais sairá do futuro do pretérito. Isso esconde uma crueldade bastante sutil e, ao mesmo tempo, brutal: Esses mentores intelectuais, por trás desses movimentos, preferem, bem mais, manter e aprofundar uma condição indigna para um nosso concidadão a tomar medidas mais simples e pragmáticas que poderiam, de fato, surtir efeitos mais compatíveis com a realidade. Não esperem nada de produtivo proveniente de cabeças que incriminam os méritos individuais e a geração de riqueza através dessas habilidades.
Oh! A sociedade capitalista euro-americana. Mas não é exatamente essa sociedade que é tão execrada e atacada por gente da estirpe dos bolivarianos? Ao menos uma coisa eles admitem: Essa sociedade produz benefícios. Então, que tal adotar valores semelhantes e deixar de lado os caudilhos junto com todo o ideário bananeiro?
Outro trecho:
[Mr X: Aqui também não tem ponto final nem a frase termina.]
Eita! Mais um pouco e o autor disso vai para uma universidade norte-americana dar aulas. Imaginem os bolivarianos no poder mundial, os valores que eles iriam propalar seriam quais? Pelo menos no mundo capitalista o indivíduo tem liberdade de, por exemplo, comprar papel higiẽnico por conta própria, sem ter que ficar em uma fila quilométrica para ganhar do governo um pedaço de papel para toda a família.
[Mr X: Uau! Um parágrafo-frase de dez linhas. Influência de James Joyce, ou tosquice mesmo?]
Esse pessoal tomou o kool-aid! A culpa sempre é dos outros. No que vai acima, há uma mescla de ódio pela ditadura militar (algo compreensível, sobretudo para um partidário da democracia, coisa que essa gente não é), pelo governo FHC (o governo que fez os avanços mais significativos nos últimos 25 anos do Brasil, vide Plano Real) e por refugiados do nazismo, como judeus (anti-semitismo?). No fundo, o trecho acima é apenas ódio e inveja sublimados em uma ideologia que, se tiver a
chance de ser posta em prática, será das mais mortíferas.
[Mr X: Uau! Um parágrafo-frase de nada menos que onze linhas e quase sem vírgulas. Agora fica claro que o tosco autor certamente foi influenciado por Joyce, até pela criação de brilhantes neologismos como "quilombolivariana" (genial!) e o jogo de palavras "construí dor" (entenderam?)]
Qual seria o problema de a revolução quilombolivariana lutar por melhores condições para todos aqueles que se encontram sem semelhante condição socio-econômica? Seria mais cívico e democrático. Os quilombos/mocambos do Brasil colonial tinham um senso, ainda que inconsciente, de democracia bem maior do que esses movimentos raciais atuais, pois acolhiam no seu seio pessoas das mais diversas cores, brancos, negros, mulatos, índios e etc. que se encontrassem em situação difícil. É que nessa época passada, havia uma grande diferença: Não havia uma esquerda tosca para sequestrar as demandas das minorias e convertê-las em causas impossíveis.
Pobre Simón Bolívar! Era um homem liberal no sentido iluminista do termo, mas, hoje, tem seu nome deturpado por meia dúzia de caudilhos bananeiros. Che Guevara, sem comentário! Um homem que ajudou a escravizar uma ilha inteira em nome da revolução socialista. Bah... a guerrilha do Araguaia, por acaso, queria democracia ou uma ditadura comunista?
¡Viva Zapata! Viva!
[Mr X: Viva!]
[Mr X: Segundo post da série, contribuição do colega Marcelo Augusto. Divirtam-se!]
O blog tosco da semana tem ares cinematográficos de faroeste macarrônico. Por favor, DJ do Blog do Mr. X, trilha sonora de Enio Morricone. Atenção leitores e leitoras, preparem-se para o aterrorizante... ¡Viva Chávez, Viva! Talvez isso seja uma referência direta ao icônico e caudilhesco filme ¡Viva Zapata!. Pelo menos ambos possuem alguma semelhança, eis uma sinopse tosca do filme:
Zapata é parte de uma delegação enviada para reclamar das injustiças junto ao Presidente Porfírio Díaz, mas Díaz não liga muito para as reclamações. Como resultado, Zapata é levado a rebelar-se abertamente, juntamente com seu irmão, Eufemio. Ele encontra-se no sul e Pancho Villa ao norte une-se sob a liderança do ingênuo reformador Francisco Madero.Qualquer semelhança com a última década da América Latina, é mera coincidência.
O post que mais impressiona é intitulado de Revolução Quilombolivariana, um crossover entre um movimento de pessoas a favor de criar uma classe de privilegiados seguindo critérios raciais e o que de mais bizarro já saiu das mentes latino-americanas depois do "livro" As Veias Abertas da América Latina (América Latinha, seria mais apropriado). Tanto um quanto outro (e o livro também) não passam de vitimismo barato criado nas mentes desocupadas de parte da classe média esquerdófila-latino-americana-terceiro-mundista-suburbana.
Geralmente, esses mentores intelectuais por trás desses movimentos querem mudar o mundo e a lei da gravidade, porém a maioria mal consegue tirar a barba e/ou tomar um banho corretamente. Entrem em uma sala de DCE de uma típica federal brasileira e vocês terão melhor noção do que estou falando. Parece que a revolução bolivariana começará sem sabonete. Até prevejo como os bolivarianos irão reagir (perante a "burguesia") caso venham a triunfar: "A República Socialo-Comuno-Bananista-Bolivariana não precisa de sabonetes! Não nos entregamos a essas práticas pequeno-burguesas que é tomar banho, escovar os dentes e usar shampoo! "E viva o socialismo bolivariano do Século 21! Viva! E viva a Palestina! Viva! Viva Zapata! Viva o Blog do Mr. X, esse direitista anaeróbico!!!". No vídeo anterior, Pancho Villa fala ao vivo e em cores sobre a destruição do Estado de Israel e a solidariedade aos terrorist... quero dizer, ao povo palestino. Coitado do professor de origem judaica que se pronunciou antes... Tsc, tsc, tsc...
Mas... vamos à revolução quilombolivariana. Que se iniciem as diatribes!
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano[...][Mr X: percebo com alarme que não há um único ponto final em todo o trecho, trata-se de uma única frase, e incompleta aliás. Estranho.]
É estranho como o ódio tem um papel crucial na estrutura mental esquerdista. É um ódio que os esquerdistas mais sofisticados considerariam como ódio do bem (parente não muito distante da famosa corrupção do bem -- cortesia do PT e mensaleiros), uma idéia nada bizarra para essa estrutura mental que quer combater, por exemplo, o racismo com mais racismo e coisas tais. Esse suposto alinhamento esquerdista aos negros, índios, mulatos, marrons-bombom, browns e qualquer cor que não a branca não passa de desfaçatez para tocar adiante a máquina de vitimismos da esquerda. Não é uma questão de trazer essas pessoas à uma condição de cidadania mais digna, porém de convertê-las em militantes de causas impossíveis.
Eternos militantes desumanizados e convertidos em meros números que lutarão para todo o sempre por uma causa que jamais sairá do futuro do pretérito. Isso esconde uma crueldade bastante sutil e, ao mesmo tempo, brutal: Esses mentores intelectuais, por trás desses movimentos, preferem, bem mais, manter e aprofundar uma condição indigna para um nosso concidadão a tomar medidas mais simples e pragmáticas que poderiam, de fato, surtir efeitos mais compatíveis com a realidade. Não esperem nada de produtivo proveniente de cabeças que incriminam os méritos individuais e a geração de riqueza através dessas habilidades.
Oh! A sociedade capitalista euro-americana. Mas não é exatamente essa sociedade que é tão execrada e atacada por gente da estirpe dos bolivarianos? Ao menos uma coisa eles admitem: Essa sociedade produz benefícios. Então, que tal adotar valores semelhantes e deixar de lado os caudilhos junto com todo o ideário bananeiro?
Outro trecho:
[...] que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina [...]
[Mr X: Aqui também não tem ponto final nem a frase termina.]
Eita! Mais um pouco e o autor disso vai para uma universidade norte-americana dar aulas. Imaginem os bolivarianos no poder mundial, os valores que eles iriam propalar seriam quais? Pelo menos no mundo capitalista o indivíduo tem liberdade de, por exemplo, comprar papel higiẽnico por conta própria, sem ter que ficar em uma fila quilométrica para ganhar do governo um pedaço de papel para toda a família.
[...] tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo [...]
[Mr X: Uau! Um parágrafo-frase de dez linhas. Influência de James Joyce, ou tosquice mesmo?]
Esse pessoal tomou o kool-aid! A culpa sempre é dos outros. No que vai acima, há uma mescla de ódio pela ditadura militar (algo compreensível, sobretudo para um partidário da democracia, coisa que essa gente não é), pelo governo FHC (o governo que fez os avanços mais significativos nos últimos 25 anos do Brasil, vide Plano Real) e por refugiados do nazismo, como judeus (anti-semitismo?). No fundo, o trecho acima é apenas ódio e inveja sublimados em uma ideologia que, se tiver a
chance de ser posta em prática, será das mais mortíferas.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história do nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia.
[Mr X: Uau! Um parágrafo-frase de nada menos que onze linhas e quase sem vírgulas. Agora fica claro que o tosco autor certamente foi influenciado por Joyce, até pela criação de brilhantes neologismos como "quilombolivariana" (genial!) e o jogo de palavras "construí dor" (entenderam?)]
Qual seria o problema de a revolução quilombolivariana lutar por melhores condições para todos aqueles que se encontram sem semelhante condição socio-econômica? Seria mais cívico e democrático. Os quilombos/mocambos do Brasil colonial tinham um senso, ainda que inconsciente, de democracia bem maior do que esses movimentos raciais atuais, pois acolhiam no seu seio pessoas das mais diversas cores, brancos, negros, mulatos, índios e etc. que se encontrassem em situação difícil. É que nessa época passada, havia uma grande diferença: Não havia uma esquerda tosca para sequestrar as demandas das minorias e convertê-las em causas impossíveis.
Pobre Simón Bolívar! Era um homem liberal no sentido iluminista do termo, mas, hoje, tem seu nome deturpado por meia dúzia de caudilhos bananeiros. Che Guevara, sem comentário! Um homem que ajudou a escravizar uma ilha inteira em nome da revolução socialista. Bah... a guerrilha do Araguaia, por acaso, queria democracia ou uma ditadura comunista?
Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma, não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que nos discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares.Hehehehehe!! Isso é muito tosco! Digam-me: Chávez e Morales querem jogar dentro da democracia, respeitando o livre mercado e as liberdades individuais? Ou o que eles querem é arruinar a frágil democracia de seus respectivos países ao ponto de apenas uma pequena casta de privilegiados posder pagar por coisas como água potável e papel higiênico?
¡Viva Zapata! Viva!
[Mr X: Viva!]
sábado, 13 de junho de 2009
Um tosco blog esquerdista às sextas
Por Marcelo Augusto (*)
[Mr. X: Segue um guest-post do amigo comentarista Marcelo Augusto. Ah, sei que já é sábado, mas "às sextas" soa melhor.]
O blog tosco esquerdista da semana possui um nome bem sugestivo: Palestina do Espetáculo Triunfante.
[Mr X.: Caramba... Qual espetáculo? É tipo o "espetáculo do crescimento"?]
A moça blogueira, que se classifica como uma simples palestininha comedora de amendoins, é considerada por alguns como a inteligência mais fulminante que já blogou em língua portuguesa. Se ingerir comida de zoológico, não blogue!
Um conjunto de posts que encarna perfeitamente o esquerdismo de boutique é sobre as cotas raciais. Comecemos por esse aqui: Sim às cotas raciais. O texto inicia com uma diatribe sobre um suposto preconceito racial que a blogueira sofreu. Peço aos colegas de blog que me digam onde enxergam racismo no excerto abaixo:
Eita! Pois então, caros leitores, jamais perguntem ao esquerdista de onde ele é, sobretudo se estiverem no Rio Grande do Sul!
[Mr. X: E afinal, de onde ela é?!?]
É estranho que a blogueira tenha censurado a superioridade que sente um racista
para, logo depois, escrever isso aqui (os grifos são meus):
A diatribe prossegue com mais uma tolice:
[Mr. X: E depois, não é verdade que todas as empregadas sejam negras. A lá de casa, por exemplo, era índia. :-P]
No segundo post, Pelas Cotas Raciais, a moça carimba:
Hehehe! Deve ser muito agradável escrever diatribes pró-cotas raciais do aconchego de um confortável lounge e degustando o que há de melhor das vinicultura gaúcha. Vinho, aliás, provavelmente produzido em alguma daquelas colônias que a blogueira utilizou como personagem de sua soberba no trecho mais acima.
Preparem-se para o que vai abaixo:
Quanto ao "estado de barbárie capitalista", a nossa realidade seria muito pior sem ele. O mundo socialista que o diga.
[Mr. X: Sempre rio (para não chorar) quando o pessoal fala em "barbárie capitalista". Hã?? Claro, é para dizer que eles, no poder, poderão resolver esse "caos capitalistas". Que, uma vez que o pessoal certo estiver no poder, todos serão mais felizes, mais iguais, mais humanos. É como um adolescente pedindo as chaves do carro e prometendo que não vai beber e vai voltar na hora certa, você acredita?]
Oh, céus! Chegou o trecho mais tosco! Preparem-se! Ei-lo:
[Mr X: Ei, eu tive colegas negros na universidade. Não muitos, mas alguns. Inclusive uma mulata (hoje mulato é "negro") para lá de linda, pena que não rolou.]
No entanto, qualquer pessoa, independente da cor da pele, deve se submeter, de forma isonômica, ao teste de seleção do vestibular se quiser entrar em uma universidade. As cotas raciais representam algo bem mais pernicioso do que esse humanismo democraticamente disfarçado: São o passo inicial para a criação de uma classe de privilegiados perante a lei, sem dizer que possuem o potencial latente de expandirem, pouco a pouco, esse privilégio ao ponto de eliminar os direitos cívicos daqueles que se opõem a essas práticas. Extrapolando um pouco mais, teríamos essa classe de privilegiados ocupando o lugar das próprias leis.
E vejam o quanto a mocinha expressa a própria frustração no trecho final do excerto acima: Onde alguém enxergaria um trabalho honesto e produtivo, ela vê ódio racial. No fundo, certas mentes por trás do movimento pró-cotas gostariam não de isonomia perante a lei, mas de poder retaliar os seus supostos opressores. No fundo, no fundo, essa gente deve possuir uma vontade adormecida de submeter as pessoas brancas à escravidão, pois, finalmente, estariam recebendo a tão sonhada (e anacrônica) "compensação histórica".
Caramba, Mr. X! Não sabia que o bandejão da UFRGS era tão chic! Servem até capuccino e torta de limão! Bandejão burguês!
[Mr X: O pior é que servem mesmo, mas só pros brancos... Valeu, M.A.!]
[Mr. X: Segue um guest-post do amigo comentarista Marcelo Augusto. Ah, sei que já é sábado, mas "às sextas" soa melhor.]
O blog tosco esquerdista da semana possui um nome bem sugestivo: Palestina do Espetáculo Triunfante.
[Mr X.: Caramba... Qual espetáculo? É tipo o "espetáculo do crescimento"?]
A moça blogueira, que se classifica como uma simples palestininha comedora de amendoins, é considerada por alguns como a inteligência mais fulminante que já blogou em língua portuguesa. Se ingerir comida de zoológico, não blogue!
Um conjunto de posts que encarna perfeitamente o esquerdismo de boutique é sobre as cotas raciais. Comecemos por esse aqui: Sim às cotas raciais. O texto inicia com uma diatribe sobre um suposto preconceito racial que a blogueira sofreu. Peço aos colegas de blog que me digam onde enxergam racismo no excerto abaixo:
[...] Fiquei escutando o mulherio emitir sons e palavras. Perguntaram quem eu era. De onde era, com esse sotaque? "Ah, mas nem parece, né?". Racismo é isto: a violência terceirizada a priori. A violência que se transmite e se aprende sem o mais elementar rastro de racionalidade no que concerne ao que é dito, apontado. A razão dessa transmissão é bem outra: dominar, julgar-se superior, oprimir, violar. [...]
Eita! Pois então, caros leitores, jamais perguntem ao esquerdista de onde ele é, sobretudo se estiverem no Rio Grande do Sul!
[Mr. X: E afinal, de onde ela é?!?]
É estranho que a blogueira tenha censurado a superioridade que sente um racista
para, logo depois, escrever isso aqui (os grifos são meus):
Eu olhei com uma mistura de desprezo e solenidade para as mocinhas da licenciatura – um dia alguém que também repudie as pedagogias, plis, me diga para quê serve esse lixo de licenciatura!Epa! Mas soberba não é coisa de racista?!?
Olhei e ri – por dentro, pensei: eu vou humilhar essa cretina e
ela nem vai notar.
A diatribe prossegue com mais uma tolice:
Sabem por que sinonimizar empregada doméstica com “negra” é comum em famílias classe média ou altas? Ah, você não sabia que essa sinonimização é promovida? Nunca ouviu nem viu essa identificação misteriosa?Esse é um dos raros exemplos em que o esquerdismo jurássico se mistura com o esquerdismo contemporâneo: No primeiro, os esquerdistas incitavam que os empregados odiassem seus patrões. No atual, incitam o ódio racial (e as cotas raciais são apenas o prelúdio de algo muito pior). No trecho acima, há uma mescla de ambos.
[Mr. X: E depois, não é verdade que todas as empregadas sejam negras. A lá de casa, por exemplo, era índia. :-P]
No segundo post, Pelas Cotas Raciais, a moça carimba:
Vou então apresentar a razão pela qual a UFRGS deve apoiar as cotas raciais. [...] Eu sou só uma Palestininha, comendo amendoim e amando e vivendo e buscando a verdade. Na taça, um bom vinho. Eu sou índia com europeu.[Mr X: Até vejo amendoim com cerveja, mas com vinho? Eca. E os europeus não eram todos colonizadores racistas?]
Hehehe! Deve ser muito agradável escrever diatribes pró-cotas raciais do aconchego de um confortável lounge e degustando o que há de melhor das vinicultura gaúcha. Vinho, aliás, provavelmente produzido em alguma daquelas colônias que a blogueira utilizou como personagem de sua soberba no trecho mais acima.
Preparem-se para o que vai abaixo:
Cotas é uma medida anti-racista. E não é que eu separe rigorosamente o racismo do atual estado da barbárie capitalista, at all!Então, quer dizer que cotas, que levam em consideração a (suposta) raça da pessoa, é uma medida anti-racista?! Não há exemplo melhor de duplipensar do que isso. Essa assombrosa capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias e aceitá-las ambas.
Quanto ao "estado de barbárie capitalista", a nossa realidade seria muito pior sem ele. O mundo socialista que o diga.
[Mr. X: Sempre rio (para não chorar) quando o pessoal fala em "barbárie capitalista". Hã?? Claro, é para dizer que eles, no poder, poderão resolver esse "caos capitalistas". Que, uma vez que o pessoal certo estiver no poder, todos serão mais felizes, mais iguais, mais humanos. É como um adolescente pedindo as chaves do carro e prometendo que não vai beber e vai voltar na hora certa, você acredita?]
Oh, céus! Chegou o trecho mais tosco! Preparem-se! Ei-lo:
Quero ter colegas negros. Quero e penso ser humanista, se algum humanismo é possível nesta joça capitalista desta precária quadra histórica em que nos encontramos, que os negros ocupem estatísticas de universitários, que se sentem em sala de aula e não somente nos bancos das lanchonetes universitárias, lá dentro, no descanso depois do almoço, enquanto o próximo branco não pede, de sobremesa, uma torta de limão e um capuccino.Eu, também, adoraria ter colegas negras na minha antiga turma de engenharia. Até imagino elas vindo até mim: "Ah, Marcelo Augusto, me ensina como se usa ponteiros em C++?!?!?!" E eu: "Claro, gata! Vamos lá em casa...".
[Mr X: Ei, eu tive colegas negros na universidade. Não muitos, mas alguns. Inclusive uma mulata (hoje mulato é "negro") para lá de linda, pena que não rolou.]
No entanto, qualquer pessoa, independente da cor da pele, deve se submeter, de forma isonômica, ao teste de seleção do vestibular se quiser entrar em uma universidade. As cotas raciais representam algo bem mais pernicioso do que esse humanismo democraticamente disfarçado: São o passo inicial para a criação de uma classe de privilegiados perante a lei, sem dizer que possuem o potencial latente de expandirem, pouco a pouco, esse privilégio ao ponto de eliminar os direitos cívicos daqueles que se opõem a essas práticas. Extrapolando um pouco mais, teríamos essa classe de privilegiados ocupando o lugar das próprias leis.
E vejam o quanto a mocinha expressa a própria frustração no trecho final do excerto acima: Onde alguém enxergaria um trabalho honesto e produtivo, ela vê ódio racial. No fundo, certas mentes por trás do movimento pró-cotas gostariam não de isonomia perante a lei, mas de poder retaliar os seus supostos opressores. No fundo, no fundo, essa gente deve possuir uma vontade adormecida de submeter as pessoas brancas à escravidão, pois, finalmente, estariam recebendo a tão sonhada (e anacrônica) "compensação histórica".
Caramba, Mr. X! Não sabia que o bandejão da UFRGS era tão chic! Servem até capuccino e torta de limão! Bandejão burguês!
[Mr X: O pior é que servem mesmo, mas só pros brancos... Valeu, M.A.!]
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Pausa para reflexão

Muitas ocupações profissionais e pessoais previstas nos próximos dias, e uma certa exaustão com o blog - passageira, espero. Agradeço aos leitores, aos vários colegas que linkaram nos últimos dias, ao Enrique do Mondopost e ao pessoal da Dicta & Contradicta pelos elogios - ainda que chamar estes garranchos de "visões lúcidas" seja um pouco demais. Em breve, novidades e notícias. Prometo responder aos e-mails, mesmo aos atrasados... Deixo vocês com uma pesquisa e volto já.
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sábado, 9 de maio de 2009
Fora do ar

Pobremas com o Blogger, aparentemente. Ou sabotagem de inimigos externos?
Bem. Melhor pensar o menos pior.
O fato é que o blog não pode ser atualizado e deverá estar forçosamente fora do ar até ser restabelecida a normalidade. Aguardemos.
(Paradoxalmente, se vocês conseguirem enxergar este post, talve signifique que o blog tenha voltado ao ar).
sábado, 2 de maio de 2009
A vingança dos Sofisticados (e a Nova Guerra Civil Americana)
Se, como ensinavam os professores de História no segundo grau, as mudanças históricas ocorrem sempre devido ao surgimento de um ou outro emergente grupo social (a burguesia, o proletariado, etc.), então há um novo grupo social atual que é responsável por grande parte das mudanças em curso. Acho que podemos lhe dar o nome de Os Sofisticados.
Os Sofisticados são ricos ou de classe média alta, brancos, urbanos, de esquerda, moderninhos e ateus. Usam Blackberry e iTouch, mas compram café orgânico e "fair trade" pra compensar. Reciclam sacolas de plástico, mas viajam seguido de avião. Dirigem carros híbridos e consomem drogas com moderação. Não acreditam em terrorismo islâmico - aliás, seu grande medo são os "fundamentalistas cristãos" que "não aceitam o casamento gay". Apóiam Obama em todas as suas ações.
O amigo Pedro Doria, que aliás acho que foi quem cunhou a palavra, ainda que sem ironia, é um exemplar perfeito de "sofisticado". A julgar pelo seu blog, sua grande utopia é um mundo sem religião, onde todos possam fumar maconha livremente e onde com os inimigos sempre se dialoga em paz. (O grande filósofo do Sofisticismo é John Lennon.)
Mas atenção, eles não são comunistas nem socialistas: sua utopia é um capitalismo light multicultural, no qual a América "dá o exemplo" não torturando, não matando, liberando terroristas nas ruas e nas praças da cidade e se desarmando. (Acreditam piamente que os outros países seguirão tal exemplo.) Têm pena de terroristas e criminosos maltratados e preferem morrer a serem chamados de racistas. Não acreditam na Constituição ou na Declaração da Independência e, se a citam, é sem compreendê-la ou para modificá-la, já que não respeitam seus valores.
Nos EUA, são hoje a classe dominante. Não têm qualquer relação ou contato com o restante do país, em especial com a classe trabalhadora branca que vive em "flyover America". De fato, mal se identificam com esse bando de rednecks reacionários. Preferem a Europa, ainda que tampouco a compreendam.
Um povo, duas nações.
Há quem diga que, em breve, haverá uma nova Guerra Civil Americana, que será entre Progressistas e Conservadores, entre Sofisticados e Rednecks. Não duvido. A bala vai comer.
Os Sofisticados são ricos ou de classe média alta, brancos, urbanos, de esquerda, moderninhos e ateus. Usam Blackberry e iTouch, mas compram café orgânico e "fair trade" pra compensar. Reciclam sacolas de plástico, mas viajam seguido de avião. Dirigem carros híbridos e consomem drogas com moderação. Não acreditam em terrorismo islâmico - aliás, seu grande medo são os "fundamentalistas cristãos" que "não aceitam o casamento gay". Apóiam Obama em todas as suas ações.
O amigo Pedro Doria, que aliás acho que foi quem cunhou a palavra, ainda que sem ironia, é um exemplar perfeito de "sofisticado". A julgar pelo seu blog, sua grande utopia é um mundo sem religião, onde todos possam fumar maconha livremente e onde com os inimigos sempre se dialoga em paz. (O grande filósofo do Sofisticismo é John Lennon.)
Mas atenção, eles não são comunistas nem socialistas: sua utopia é um capitalismo light multicultural, no qual a América "dá o exemplo" não torturando, não matando, liberando terroristas nas ruas e nas praças da cidade e se desarmando. (Acreditam piamente que os outros países seguirão tal exemplo.) Têm pena de terroristas e criminosos maltratados e preferem morrer a serem chamados de racistas. Não acreditam na Constituição ou na Declaração da Independência e, se a citam, é sem compreendê-la ou para modificá-la, já que não respeitam seus valores.
Nos EUA, são hoje a classe dominante. Não têm qualquer relação ou contato com o restante do país, em especial com a classe trabalhadora branca que vive em "flyover America". De fato, mal se identificam com esse bando de rednecks reacionários. Preferem a Europa, ainda que tampouco a compreendam.
Um povo, duas nações.
Há quem diga que, em breve, haverá uma nova Guerra Civil Americana, que será entre Progressistas e Conservadores, entre Sofisticados e Rednecks. Não duvido. A bala vai comer.
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