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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Agitadores profissionais

Em interrupção do longo hiato (e enquanto o blog novo ainda não está pronto), publico um breve comentário sobre dois protestos completamente diferentes mas de certa forma interligados. Um é um recente protesto na Austrália, o outro em Pinheirinhos, Brasil.

Na Austrália, esquerdistas protestaram no principal feriado nacional contra o governo australiano, devido ao suposto "racismo" contra os aborígenes. Observem que, embora o protesto fosse em favor dos tais "aborígenes" (que tem terras e recebem casa e comida do governo australiano) estes eram uma pequena minoria no protesto. Os mais numerosos e mais indignados eram todos brancos esquerdinhas.

O mais patético de tudo foi que, apesar da gritaria, a ameaça parecia bem pouca, afinal era apenas um grupo de idiotas desarmados, o que não impediu que a primeira ministra fosse arrastada às pressas de lá, perdendo até um sapato no caminho.

Já em Pinheirinhos, Brasil, a presença de agitadores inmiscuídos precedeu de muito o protesto, com a conhecida cara-de-pau dos que dizem querer "ajudar os pobres" ao mesmo tempo em que apoiam a ocupação ilegal de terrenos e o confronto com policiais. Sedentos de sangue, quiseram mártires que não ocorreram.

O que leva uma pessoa a se tornar um agitador desses? Nunca entendi. Tenho a impressão que há pessoas que gostam de fazer confusão e de brigar com a polícia, isso as faz se sentir importantes. Alguns até acham que estão "ajudando os pobres" e tem um real interesse humanitário, mas me parece que a maioria usa os pobres e minorias apenas como massa de manobra, ou então para resolver os seus próprios problemas psicológicos. Uma vez, muitos anos atrás, fui num desses Foruns Sociais Mundiais. A maioria dos participantes, pelo que vi, eram hippies de classe média e até vários turistas europeus. Os índios, favelados e demais eram mesmo só uma "minoria". Quando participam de protesto, é para ganhar algum sanduíche...

No mais, é o seguinte: o pessoal quer ou não quer que existam favelas e moradores de rua? Se não quer, deixe que expulsem os vagabundos ilegais de Pinheirinhos e da Cracolândia e que acabem com as "ocupações ilegais" -- favela começa assim. Se quer, tudo bem, mas então depois não reclame da "falta de condições dignas de moradia" e da "desigualdade social". A culpa é de vocês, seus imbecis!

Moradores de Pinheirinhos sendo expulsos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pausa para reflexão

Caros amigos, vou dar uma pausa no blog. Não sei bem por quanto tempo, talvez só por algumas semanas. Já tinha planos de não postar até janeiro mesmo, pois este é um período naturalmente complicado, mas agora também surgiu uma certa confusão sobre o destino do blog.

O fato é que não sei mais o que quero dizer, e tenho que pensar um pouco e decidir em qual caminho seguir.

É o seguinte: recentemente, o tema racial tem sido objeto de polêmica aqui no blog. Eu mesmo, confesso, nunca soube bem como abordar o tema. Não tivesse ido morar nos EUA, e provavelmente jamais teria falado sobre o assunto. Porém, nos EUA, essa discussão racial é bem mais direta, e de certo modo é bom que seja assim. Impossível ignorar totalmente o assunto, por mais politicamente correto que se seja. Além disso, de fato estão acontecendo mudanças que definirão o destino do mundo nas próximas décadas, talvez séculos. Um desses temas certamente é a imigração. Podemos ignorar as diferenças raciais e culturais, e tentar fingir ou esperar que tudo vai dar certo e que tudo vai de algum modo se ajeitar. Mas e se não fosse bem assim? E se realmente existissem diferenças que não podem ser resolvidas de modo tão simples, só com mais "conscientização" e dinheiro público?

No outro dia, um marroquino matou cinco pessoas na Bélgica com granadas e um fuzil. No mesmo dia, um grupo de congoleses protestava contra as eleições do Congo -- não no Congo, mas em pleno centro londrino. Causaram confusão e atacaram pessoas que nada tinham a ver com a história. E, também na mesma semana, na Itália, dois imigrantes senegaleses foram mortos por um aparente militante neonazista, que depois se suicidou. Independentemente do que você pense sobre essas notícias e sobre a questão das diferenças raciais, religiosas e culturais, uma coisa é certa -- se não houvesse imigração, nenhum desses problemas estaria acontecendo.

Então é realmente um assunto urgente. O futuro do ocidente depende disso. Mas a verdade é que me sinto desconfortável ao tratar de certas questões. Até tenho curiosidade de ler sobre o assunto, mas não tenho vocação para porta-voz da "causa branca". Alguns leitores me acusam de não ir mais fundo na discussão de temas raciais, e querem pautar o blog. Acreditam que eu fique em cima do muro para não causar polêmica, ou para não descontentar os leitores que não acreditam em diferenças raciais, ou por não ter as ideias bem formadas ainda. Talvez eles tenham razão. Talvez eu não tenha estômago (certamente me incomoda quando algumas pessoas se expressam de forma extremamente desagradável, ou quando negam a dignidade básica humana de outros apenas por pertencerem a certo grupo racial.) Talvez outra pessoa deveria escrever sobre isso no meu lugar.

Nos EUA, há blogs moderados que tratam do assunto. No Brasil, é mais complicado, até porque é um tema que, me parece, tem menos relevância. Quero dizer que o Brasil, ao contrário de EUA e Europa, é e sempre foi uma nação mestiça, de maioria não-branca. Se houvesse uma pureza racial original perdida, seria aquela dos indígenas. Até acho um pouco de mau gosto falar sobre essa questão quando, sei lá, 70% da população é de raça mista. (EUA e Europa são diferentes pois até há poucas décadas tinham 90% de população branca européia).

Por um tempo achei que o Dextra fosse ser essa voz moderada no Brasil, mas me enganei. Talvez um dia surja outra pessoa mais preparada. Talvez essa pessoa seja algum leitor atual.

(Porém, dica: se você quer falar sobre temas raciais e ter mais do que três leitores, não chame os negros de macacos, não chame os cristãos de babacas, e não cante loas a Adolf Hitler. Pega mal! Ou, quer saber? Faça como achar melhor, afinal vai ser seu blog e não o meu!)

Este blog já tem quase quatro anos, e mudou bastante desde o seu começo. Alguns leitores fiéis ainda estão aí: Chesterton, Gunnar, Brancaleone e, muito de vez em quando, a Confetti. Outros chegaram, foram, e deixaram só saudades: RW, Augusto Nascimento, Pax, Tiago. Agradeço a todos pela constante leitura. A temática, originalmente libertária, depois virou meio neocon e mais adiante flertou com os paleocons. Mas no fundo jamais teve uma linha política muito definida, talvez porque nem eu mesmo saiba o que pensar sobre certas coisas. O blog, era, mais do que tudo, um contraponto ao onipresente discurso progressista que está aí. Um local contrário ao politicamente correto que impera em quase todo o mundo atualmente. Porém, para se escrever sobre algo com convicção é preciso ter as idéias mais claras. Não basta apenas ser do contra.

Por isso, acho que realmente eu preciso definir qual caminho seguir. Certamente vou continuar escrevendo, afinal é uma espécie de vício. Sempre com liberdade, tanto para mim quanto para os leitores. (Na realidade, quase nunca censurei ninguém, por mais nazista ou stalinista que fosse, e a única coisa que me irrita é quando tentam pautar o blog, ou quando a discussão civilizada dá lugar a xingamentos). Se quiser falar sobre raça, também vou falar. Mas estou sentindo que falta mesmo um embasamento maior, e para isto talvez seja preciso ler mais e escrever menos.

(Enquanto isso, comprem o livro, à venda na Amazon e CreateSpace).

Mais uma vez, desejo um Feliz Natal a todos. Nos vemos em 2012.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Não tem solução mágica

Quando os japoneses e americanos utilizaram bases militares em ilhas no pacífico, algumas tribos atrasadas da região observaram com interesse aqueles pássaros gigantes de metal que decolavam e aterrisavam trazendo as mais variadas maravilhas. Depois que ocidentais e orientais foram embora, os aborígenes se dedicaram a construir primitivas imitações de pistas de pouso e torre de controle, na esperança de que os aviões voltassem a aterrisar trazendo mais produtos maravilhosos. O fenômeno passou a ser conhecido como "cargo cult".  

Nada mais parecido com a primitiva mente cargocultista do que um progressista moderno.

Leio por exemplo um artigo do NYT sobre o uso da tecnologia na educação. Progressistas gastam bilhões dotando escolas com computadores e demais parafernália eletrônica, e depois se surpreendem que os escores dos alunos não tenham aumentado nem um pouquinho. Como explicar a eles que o computador é apenas um instrumento, e que por si só não torna ninguém mais esperto ou mais instruído?

Lamentavelmente, a tecnologia parece ter substituído o bom senso nas escolas americanas. Segundo a reportagem, alunos estudam Shakespeare criando perfis dos personagens das peças no Facebook, ou escutando canções de rap de Kayne West. Tudo menos ler o texto original. Nessas condições, é claro que mais do que uma ajuda, a tecnologia torna-se mesmo um empecilho, uma distração.

Parte da explicação, é claro, é mero interesse pecuniário. Diz no artigo que entre os maiores partidários da idéia estão a Fundação de Bill e Melinda Gates e alguns funcionários da Apple; pergunto-me por quê... Mas uma grande parte é realmente a ingênua crença em alguma espécie de solução mágica para a educação, de preferência uma que não implique muito estudo ou esforço, e que possa transformar mesmo o mais preguiçoso latino ilegal em um novo gênio da raça.

Certamente alguns alunos mais inteligentes poderão até utilizar o computador e outras tecnologias para o aprendizado e o crescimento pessoal; a maioria, no entanto (especialmente em um ambiente em que o professor, seguindo as idéias paulofrerianas, não é mais um mestre, mas um mero "guia") o utilizará para acessar o Facebook, escrever blogs imbecis como este aqui, ou assistir a vídeos de idiotas levando tombos.

Não é só a tecnologia. Assim como as tribos do Pacífico com suas falsas pistas de pouso, os governos torram bilhões de dólares com a construção de super-escolas com arquitetura ultra-moderna, imaginando que talvez o problema das escolas públicas seja o prédio. Sim, é a arquitetura. Como não pensamos nisso antes, Batman?

E, assim como os aborígenes, depois de construir sua super-escola e dotá-la dos mais possantes computadores, os progressistas sentam e esperam, esperam, esperam... 

sábado, 13 de agosto de 2011

Negros Racistas e o Estado de Mal-Estar

Atualização: Apaguei uma pequena parte do post que parece ter sido mal-interpretada. Explicação nos comentários. Sem tempo para editar o texto de forma melhor, que já foi escrito de forma meio apressada e portanto tem alguns defeitos. 

Durante muito tempo os brancos foram acusados de racistas e de maltratarem os negros. Hoje em dia, no entanto, se há quem odeie ou despreze os negros, este desprezo raramente se traduz em violência. (Às vezes acontece. Eis um raro caso aqui de um redneck imbecil que matou um inocente trabalhador negro). Mas, em geral, o pessoal racista se limita a fazer comentários na Internet, ou quem sabe, nos casos mais extremos, olhar torto para um grupo de afro-descendentes.

Bem mais comum é o ódio do negro contra o branco. Como eu já falei aqui, pessoalmente até agora não tive problemas com os afro-americanos (ou mesmo africanos) que conheci por aqui, sejam funcionários, trabalhadores, taxistas, etc. E, no ambiente universitário, conheci pelo menos duas pessoas negras de caráter fenomenal.

Mas é fato que existe uma subclasse negra nos EUA que pode ser extremamente violenta -- e que odeia brancos. Como jurava que era uma coisa cultural americana (segundo os esquerdistas ligada ao ressentimento gerado pela escravidão e segregação), não achei que o mesmo pudesse ocorrer no Reino Unido. Mas o recente quebra-quebra dá o que pensar.

Sim, os distúrbios em Londres foram cometidos por negros, brancos chavs (i.e. Council Housing and Violent, jovens de classe baixa e famílias desestruturadas dependentes do welfare) e paquistaneses. Assim como é exagerado atribuir tudo ao fator racial ou étnico, tampouco é sábio ignorá-lo completamente. Os negros são apenas 2% da população londrina. Pelas imagens, eram pelo menos 70% dos participantes. Há algo de errado aí.

Independentemente do que você pense sobre a existência ou não de diferenças raciais, é fato que os negros cometem em média mais crime do que outros grupos étnicos. Isso pode ser verificado por estatísticas de qualquer cidade americana e, pelo que vemos, agora também européia (onde eles existam em número expressivo). Sim, há muitos imigrantes negros pacíficos. Mas muitos outros que não. (Assim como há muçulmanos pacíficos que defenderam as suas lojas, mas outros que participaram de saqueios). Qual é o motivo? Não sei. Mas é fato.

Também é fato de que muitos desses negros agem motivados pelo racismo, isto é, o ódio aos brancos. Na Irlanda, recentemente, uma gangue de negros atacou violentamente um grupo de brancos. O motivo foi "ódio racial". Nos EUA, durante as "flash mobs" (versão local dos arrastões brazucas), os negros gritavam palavras de ordem como "morte aos brancos" e "morram crackers" (gíria negra para homem branco).

Por que os negros do gueto odeiam os brancos? Há várias explicações. Sentimento de inferioridade, vingança contra aqueles que vêem como opressores, ou mera questão de desejo de posses materiais: vêem os brancos como uma presa fácil e com mais dinheiro e bens de consumo do que eles. 

[corte]

O fato é que muitas minorias étnicas não gostam muito dos brancos. Não acredita? Faça a experiência. Convide um negro para passear às 2 da manhã no bairro mais branco de Los Angeles, e convide um branco para passear no mesmo horário no bairro mais negro da cidade. Qual dos dois você acha que sobreviverá? (O mesmo vale para alguns bairros mexicanos de Los Angeles e os bairros árabes europeus. Os bairros asiáticos são a exceção. Por outro lado, há bairros multiétnicos de gente rica que são pacíficos, como Beverly Hills.)
Por outro lado, além da questão étnico-racial e da imigração de desqualificados, um dos outros fatores ignorados pela mídia durante os eventos na Inglaterra foi o "welfare". Para a esquerda, a explicação universal para tudo é a pobreza. Assim, é natural que tentassem também atribuir à pobreza o acontecido em Londres. Mas, desta vez, não colou: eles estavam roubando lojas de tênis e aparelhos eletrônicos, não supermercados. 

Uma explicação mais plausível para os eventos é justamente a ajuda estatal aos "pobres" e às minorias. O que têm em comum os jovens negros, chavs e paquistaneses que participaram dos distúrbios? Todos eram grupos favorecidos por diversas medidas de ajuda estatal. Ao ajudar famílias desestruturadas, mães solteiras com filhos de sete pais diferentes, desempregados e drogados, o que o Estado está fazendo é exatamente subsidiar esse tipo de comportamento. Quando ser vagabundo dá mais dinheiro do que trabalhar, é ridículo tentar ser um cidadão de bem.  

Os eventos em Londres foram coordenados por telefones Blackberry, aparentemente os mais populares entre a comunidade negra inglesa. Sabe quanto custa um Blackberry? Eu não tenho um, aliás meu celular é do tempo do onça e meu plano custa 30 dólares por mês (Em compensação, um plano de Blackberry deve custar pelo menos 100 dólares mensais).

Pois bem, você sabe quanto ganha um vagabundo inglês dependente do welfare para não fazer nada? Cerca de 1400 libras esterlinas por mês (Três mil e seiscentos reais). Não, minto. O valor de 1400 libras por mês é o novo limite que o incompetente David Cameron quer impor. Hoje em dia os vagabundos ganham mais. Tudo saído do bolso do contribuinte.

Esse sim seria um bom motivo para os brancos ingleses saírem pelas ruas destruindo e saqueando tudo o que encontrarem pelo caminho...  


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Qual o sentido da vida?

Devemos fazer algo útil na vida. Mas o que seria algo útil? Confesso que às vezes não sei. Este blog, não o vejo como tendo qualquer utilidade prática, escrevo porque não consigo parar, é vício mesmo. Mas é mais perda de tempo do que qualquer outra coisa. Sinceramente, muitas vezes gostaria de parar e escrever coisas mais úteis, mais belas, mais profundas -- ou ao menos que dessem mais dinheiro. Quem sabe terminar meu famoso romance, há anos na gaveta?

Por outro lado, às vezes fico pensando. Faz alguns meses conheci em um grupo de discussão literária um rapaz de 22 anos admirável. Excelente orador, recém formado em Direito, e sempre com conselhos práticos sobre a vida útil que as pessoas deveriam levar. Pois bem: após dar esses conselhos, ele saiu de camping com amigos e fez uma coisa extremamente estúpida: decidiu andar de caiaque em um rio de correnteza forte sem colete salva-vidas e sem saber nadar. Encontraram o seu corpo em decomposição duas semanas depois. Tinha 22 anos, e toda a vida pela frente. Eu tenho bem mais e também faço coisas estúpidas, mas ao menos sei nadar, isso sim.

Não sou religioso, mas acredito em Deus, embora confesse que não entenda seus desígnios. Acho que meu livro preferido da Bíblia é o Eclesíastes, que é basicamente uma aceitação resignada da falta de sentido aparente da vida, e da incompreensão do universo à qual todos estamos condenados. Houve uma vez em que me pareceu que havia um sentido oculto por trás de tudo; quem sabe se as coisas tivessem ocorrido diversamente, ainda pensaria assim. Mas não ocorreram e não se pode voltar atrás. Serei sempre nostálgico da vida que não tive.

Curiosamente, se tivesse levado uma vida mais afinada com os princípios conservadores aqui defendidos, é bem possível que tudo fosse melhor. Ou talvez não. Tudo pode acabar de um dia para o outro em um um único descuido. Talvez seja apenas questão de sorte. Sabe-se lá.

Dizer que estou lutando pela civilização ocidental é besteira. A existência ou não deste blog não faz diferença alguma para ninguém, muito menos para o "mundo ocidental". Não tenho qualquer ilusão de estar passando adiante qualquer coisa. Na verdade, às vezes nem sinto que sou eu quem escreve estas linhas: é como se eu fosse tomado por um espírito, o espírito do Mr X -- eu, o indivíduo real que vive uma vida completamente diferente da que é aqui pregada, sou apenas o médium que transmite seus delírios. Nenhum de meus amigos jamais sonharia que sou de direita, até porque talvez não seja mesmo. Sou somente um observador.

Ao contrário de outros sites e blogs, não tenho o menor interesse em propor modelos políticos, salvar o Brasil ou o mundo do petismo e do gayzismo, ou criar um grupo de extremistas de direita dedicados a caçar comunistas, restaurar a monarquia ou demolir as estruturas do progressismo mundial. Talvez faltem-me a clareza e a convicção, as mesmas que me faltam em tudo. Lamentavelmente, tampouco ganho dinheiro, status ou mulheres com o que posto aqui.

Se há algum tipo de utilidade no que é aqui feito, é apenas transmitir a um público muito seleto e educado algumas das ideias discutidas entre a direita americana que jamais chegam nem chegarão à mídia brasileira, mas mesmo isso hoje o Dextra faz melhor e com maior convicção. Eu só faço o que faço por hábito, uma espécie de transtorno obsessivo compulsivo, e nem tenho certeza de estar replicando as idéias corretas.

O blog começou como reação aos eventos do 9/11, ou melhor, o personagem do Mr X começou a aparecer nos comentários do velho blog do Pedro Doria, há vários anos atrás. Só anos depois criei um blog próprio. E, se no começo a preocupação maior era com o terrorismo islâmico, hoje tal tema representa uma parcela menor das discussões. Imigração, crise espiritual, decadência ocidental, progressismo versus tradicionalismo, todas essas são questões que começaram a aparecer com maior freqüencia por aqui, devido às minhas leituras. O fato é que o ressurgimento do islamismo é grave, mas é apenas um sintoma. A doença está no Ocidente.

Se este blog não tem qualquer utilidade, por que continuá-lo? Suponho que seja um diálogo platônico comigo mesmo, tentando entender para onde diabos vai o mundo. Nada mais, nada menos. E, se nada faz sentido, então por que não continuar anyway

Qual o sentido da vida? Os cristãos tem a sua fé. Os muçulmanos as deles. Para o ateu militante e chato de galochas Richard Dawkins, o sentido é a mera propagação dos genes, aliás, nós humanos não temos qualquer sentido, somos apenas os condutos pelo qual os nossos "genes egoístas" são transmitidos de geração para geração. Mas para quê?

Para o militante ateu/gay/esquerdista, acho que o sentido da vida é tentar sempre forçar uma utopia terrena, mas que não chega nunca, e por isso a radicalização torna-se sempre maior. Todos aqueles que buscam uma forma de utopia terrena ou reengenharia social, terminam dando de cara com a ressaca cósmica, como diz o Pedro Sette. O feminismo não trouxe a felicidade? Tentemos o casamento gay. Tampouco deu certo? Bem, quem sabe a liberação dos animais? Etcétera etcétera e assim por diante. Isso ficou bem claro para mim com a eleição de Obama: houve todo aquele orgasmo midiático com a eleição do "primeiro presidente negro", e depois o quê? Nada. Post coitum omne animal triste est (*). A sensação de vazio foi camuflada com planos para a "primeira juíza latina da Suprema Corte", o "primeiro homossexual governador do Arkansas", etcétera etcétera e assim por diante.  

Já para outros o sentido da vida é mais prosaico, não fazer coisas em grande escala, mas sim na pequena. Ajudar os próximos. Escrever um livro, ter filhos, plantar uma árvore. Coisas do tipo. Parece-me mais sensato.

Bem, estou pensando em modificar algumas coisas em minha vida profissional e pessoal, e estas mudanças quase certamente terão algumas ramificações no blog também; não sei bem ainda quais serão, só sei que ocorrerrão num futuro relativamente próximo. De qualquer modo, ao menos por ora, continuarei postando. Não consigo parar, já disse. Salvo que decida me aventurar de caiaque em algum rio desconhecido, e tudo acabe assim de repente sem qualquer tipo de sentido ou explicação, estarei por aqui. 

A vida continua, até que um dia não.




(*) "Após o coito todo animal é triste, com exceção da mulher e do galo" (Galeno).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pais idiotas, filhos tristes

No outro dia falamos sobre a questão dos nomes de bebês. Pois aqui há um caso ainda mais curioso: não apenas o bebê teve a infelicidade de receber o nome "Storm" (Tempestade), como ainda por cima seus pais decidiram que ele crescerá "sem gênero definido". Não dirão seu sexo nem a ele, nem a quem perguntar, para que ele "possa escolher por si mesmo".

A coisa vem de família. Os outros irmãos já se vestem como meninas. Um tem até trancinha.

Os pais? Hippies tardios, progressistas full-time, moram no Canadá mas estiveram no México com os zapatistas e em Cuba com os comunistas. Dizem que não querem interferir nas escolhas dos filhos, e que os pimpolhos devem decidir tudo por si mesmos, mesmo antes de aprender a falar.

Muitos progressistas vivem dizendo o que os outros devem fazer, mas são suficientemente espertos para não fazer experimentos com a própria vida ou a de seus filhos. Por exemplo, a colunista canadense de esquerda Heather Mallick, que comenta positivamente o caso admirando a "coragem" dos pais em transformar os próprios filhos em cobaias, faz uma curiosa admissão:
Moro em um bairro todo branco, onde as pessoas fazem abertamente comentários antisemitas, pasta é considerada uma comida estrangeira e o alcoolismo afoga o desespero. As crianças aqui seguem as regras.
Mallick, que é branca, WASP de alta classe (Paquistanesa muçulmana? Ver comentários), despreza os brancos com quem mora mas não se muda para um bairro "multicultural" nem a pau. A mesma colunista antes criticou Sarah Palin pelos nomes dados a seus filhos e chamou-a de "white trash". Curiosamente, ela acha Storm, Kio e Jazz nomes bonitos. Pelo jeito, se você foi a Cuba e morou entre os zapatistas, jamais será "white trash"...

Isso nos leva à velha discussão se os progressistas fazem o que fazem por status (para mostrar aos outros que são superiores, mais bondosos, etc.), ou se o fazem por realmente acreditar que suas atitudes idiotas nos levarão a um mundo melhor. Dirigir um carro híbrido, comprar em caros supermercados exclusivamente orgânicos e beber café de "comércio solidário" são claras marcas de status entre os brancos de classe média e média alta americana, mas outras atitudes mais suicidas não são tão praticadas.

Como eu disse antes, a maioria prega uma coisa e faz outra. Vez por outra, no entanto, alguns pais de QI menos elevado decidem que não basta dizer aos outros o que devem fazer, mas também participar. Foi o caso há alguns anos atrás do casal que matou o seu bebê forçando-o a uma dieta estritamente vegan.

Agora, Storm provavelmente levará uma vida sexualmente confusa, apanhará na escola, virará gay aos 15 e começara a usar drogas aos 16. Mas os pais poderão dizer ao mundo que lhes deram "toda a liberdade do mundo"...

E assim caminha a humanidade.


"Tô ferrado..."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Nome de rico, nome de pobre

Estou com preguiça de abordar temas mais sérios e complexos, portanto sigo com temas frívolos ou sem grande importância para o leitor. Uma discussão no blog tradicionalista View from the Right chamou a atenção para o tema dos nomes.

Sabe-se que muitas vezes os pobres costumam escolher nomes bem "criativos" para seus filhos: Valdisney, Francisleidy, Avagina, Uéliton, etc. O mesmo ocorre, com variações, entre as classes baixas americanas, seja no gueto negro (Shaquanda), seja na fazenda redneck (Winchester).

Porém, o curioso é que também entre os ultra-ricos, em especial entre as celebridades da mídia, os nomes bizarros estão se tornando cada vez mais comuns. Como já estamos em 2011, fica difícil colocar a culpa nos velhos hippies e suas drogas alucinógenas.

Já tínhamos a Suri do Tom Cruise e a Apple da Gwinnet Paltrow, entre tantos outros. Robert Rodriguez não perdoou nenhum de seus quatro filhos: são Rocket, Rebel, Rogue e Racer. No Brasil, temos a Sasha da Xuxa, e Zaion e Krizia, filhos de Fábio Júnior.

Agora a Alicia Silverstone resolveu dar a seu filho o nome de Bear Blu (algo como urso azul).

O que explica esses nomes? Imagino que a idéia de torná-los únicos e originais e, por extensão, afirmar que a criança também será única e original -- não um João ou William qualquer.

O problema é que um nome "criativo", além de submeter o indivíduo a uma vida de gozações, também termina limitando as suas possibilidades. Bear Blu talvez seja um ator, um decorador de interiores ou um cantor de rock; mas provavelmente não será um gênio das matemáticas ou um famoso homem de negócios.

Será que os nomes condicionam destinos? O que há de diferente, afinal, em um nome inventado como Zaion e um nome comum como Paulo? Chamar alguém de "Maçã" (fruta) é tão diferente de chamar alguém de "Rosa" (planta)?

Acho que a diferença é a tradição. Associamos certos nomes com certas personalidades históricas ou biblicas, com nossos antepassados, com certas categorias étnicas ou até classes sociais. Um nome revela o futuro que você imagina para a criança a partir do passado associado a esse nome. Nomes "originais" e "criativos" apenas refletem uma idéia superficial do momento, seja um jogo de palavras ou uma homenagem de gosto duvidoso, além de mostrar incapacidade de imaginar o futuro. Um bebê chamado Bear Blu é uma gracinha; um quarentão com o mesmo nome, não tanto. É um ato de vaidade dos pais, que transformam o próprio destino da criança em uma cruel brincadeira.

Porém, talvez o fim do tradicionalismo conservador indique o fim dos nomes tradicionais. Antigamente, imigrantes costumavam modificar o seu nome para adaptá-los ao novo país. Hoje, essa não é mais a regra: o nome mais comum em Londres é Mohammed. Mesmo em Hollywood, atores de origem estrangeira ou de pronúncia difícil costumavam americanizar seus nomes. Hoje eles preferem dar a seus rebentos nomes multiculturais. Sinal dos tempos.

Qual nome você vai dar ao seu filho?

"Bear Blu o caralho! Agora meu nome é Zé Pequeno!"

sábado, 16 de abril de 2011

Cría cuervos

"Cria cuervos y te comerán los ojos," diz um velho ditado espanhol, que também inspirou um bom filme dos anos 70. A frase se adequa perfeitamente ao infeliz Vittorio Arrigoni, que foi para Gaza "ajudar os palestinos" e participar de operações contra Israel e terminou morto por... terroristas palestinos. Que o espancaram e o enforcaram sem piedade.

Em vez de contentar-se em ajudar as crianças italianas, o rapaz, certamente em busca de maior visibilidade midiática, meteu-se em um conflito que não podia compreender, e pagou com a vida. Não era apenas um "idiota útil", mas sim um comunista e ativista dos mais empenhados na causa. Ei-lo aqui abraçando o líder do Hamas.

O que é mais triste é que sua mãe está orgulhosa. Pior: é a prefeira de uma pequena cidade italiana, e no seu escritório tremula a bandeira palestina.

Nunca entendi essa obsessão dos europeus, e em especial dos italianos, pela "causa palestina". Anos atrás talvez fizesse sentido. Hoje, quando a Europa enfrenta seu próprio "problema muçulmano", torna-se cada vez mais grotesco e incongruente.

O que leva um sujeito como Arrigoni a dedicar a sua vida a uma atividade dessas, chegando a tatuar frases em árabe no braço, a decorar sua página do Facebook com cartuns anti-israelenses, a misturar-se em uma cultura e uma religião que nada tem a ver com a sua? Acho que são pessoas perdidas, que buscam algum sentido para suas vidas vazias. Há um filme, "O homem-urso", sobre um ativista ecológico com delírios de grandeza que foi morar com os ursos no Alaska. Terminou devorado por um deles. É um caso bem parecido ao de Arrigoni. A ingenuidade mata. 

Como eles, há muitos outros mártires do esquerdismo, religião estranha que realiza sacrifícios humanos e parece ter suplantado o cristianismo na Europa. E, de fato, será que isso tudo não se explica pela perda dos valores cristãos? Dizia Chesterton que quem não acredita em Deus, não é que passe a não acreditar em nada, mas, ao contrário, passa a acreditar em qualquer coisa. Na mesma Europa supostamente "iluminada" e "secular", o grande sucesso hoje é um curandeiro croata que cura as pessoas com a "força do olhar".

A isso retornamos: à superstição e aos vendedores de óleo de cobra! Não acredita-se mais em Deus: acredita-se em "energia cósmica" e "força espiritual". Em OVNIS e na "causa palestina". No "Calendário Maia" e no "Grande Ser"!

Enquanto os ajudantes dos palestinos são mortos por palestinos, também aqueles que ajudam outras minorias desavantajadas muitas vezes terminam mordidos:

Amy Biehl.

Angelo Frammartino.

Pippa Pasqualino.

São apenas alguns dos nomes dos sacrificados no altar da religião pós-moderna. Como culpá-los, se foram ensinados desde pequenos que lobos são apenas cordeiros mal-compreendidos?

A esquerda européia ajuda os imigrantes, e estes respondem queimando carros e igrejas. As feministas européias defendem "o direito de usar burca" e a imigração e terminam estupradas por clandestinos. No Brasil, esquerdistas ajudam traficantes e criminosos e terminam assaltados por estes. Cría cuervos...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ideologia: eu não quero uma pra viver

O blog tem atraído umas discussões estranhas ultimamente. Não sei se é minha culpa. Juro que na vida diária sou uma pessoa normal, sem opiniões ou comportamentos extremos. Politicamente, gostaria que existisse um meio-termo entre os excessos do liberalismo e os rigores do tradicionalismo, mas talvez seja impossível.

Tendo a preferir as sociedades que prezam a liberdade individual, mas sem transformar esta em uma obsessão, no "direito de fumar drogas ou andar peladão pela rua". Acredito na livre-expressão, no livre-mercado e na liberdade religiosa, porém tendo por pano de fundo a moralidade tradicional cristã, sem o niilismo pós-moderno ateu nem o fundamentalismo religioso teocrático ou a sha'ria. Sou a favor do Estado mínimo (quanto menor, melhor), o que tende a excluir fascismos e socialismos tanto de esquerda quanto de direita.

Dito isso, não acredito em utopias ou sociedades perfeitas. A humanidade é imperfeita por Natureza, e portanto não tenho nenhum "mapa da mina" para construir uma sociedade ideal. Ao contrário, sou pessimista e tendo a achar, como Hobbes, que "o homem é o lobo do homem". Não promovo nenhum movimento político e prefiro mesmo ficar no meu canto.

Não sou "olavista" ou "olavette". Na verdade, o "olavismo" não existe como movimento político, filosófico ou ideológico, e penso que o Olavo de Carvalho jamais teve a intenção de criar qualquer coisa parecida com isso. Minha única conexão com o Olavo de Carvalho é que leio há vários anos textos do Olavo de Carvalho. Como ocorre com todos os autores que leio, concordo com algumas coisas, menos com outras. Acredito que de qualquer modo seja um pensador excepcional, especialmente se considerarmos o quase total vazio da discussão intelectual no Brasil, onde os maiores "intelectuais" hoje são o Chico Buarque ou o Jô Soares.

Suponho que seja desnecessário esclarecer que não tenho simpatias pelo nazismo. Poderia rebater as várias informações equivocadas que apareceram na caixa de comentários por estes dias, mas seria perda de tempo. Só achei engraçado acusarem "os judeus" de "terem criado a bomba atômica" -- como se os nazistas estivessem, naquele momento, empenhados apenas em pesquisar sobre como construir melhores brinquedinhos para crianças, ou fábricas de arco-íris e unicórnios. Ora! Tenham santa paciência. Os nazistas também queriam a bomba, e só não a conseguiram porque seguiram um caminho totalmente equivocado, além de ter despachado físicos brilhantes, aliás nem todos judeus, mas tampouco simpáticos ao regime.

Detesto o comunismo e o nazismo e tudo o que estes movimentos totalitários representam. Abomino revolucionários de quase todos os tipos. Não sou um progressista, mas tampouco sou um "nacionalista branco" ou mesmo um conservador tradicional. Não acredito no positivismo, que Machado de Assis brilhantemente satirizou como o "humanitismo" de Quincas Borba. Não acho que existam sistemas perfeitos, e a sua busca e tentativa de implantação é uma quimera inútil. Acredito, apenas, no bom senso e no conhecimento acumulado ao longo de centenas de anos de tentativa e erro, que terminam funcionando como regras imperfeitas de uma civilização imperfeita, sempre em precário equilíbrio.

Ideologia: não quero uma pra viver.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Internet está nos deixando loucos?

Anteontem, um jovem maconheiro fã de teorias de conspiração e provavelmente psicótico atirou contra uma deputada Democrata americana, levando-a para o hospital e matando 6 outras pessoas, incluída uma menina de 9 anos. O surpreendente do fato é que não seja surpreendente, já que atiradores malucos não faltam por estas bandas.

O engraçado é que, justo um dia antes do ocorrido, um sujeito abordou-me num café com um papo maluco também bastante parecido com o deste jovem, sobre "nova ordem mundial", "fim do mundo em 2012", "crise energética", "falta de água", "perseguição aos mexicanos", "lei marcial", etc. Não era um vagabundo, mas uma pessoa normal bem-vestida e quase certamente não psicótica, apenas tomada pelas idéias que flutuam por aí, no zeitgeist.

O blogueiro Richard Fernandez observa uma coisa curiosa: que embora o comportamento do jovem fosse bizarro há tempos, nenhum dos seus colegas percebeu que ele era simplesmente doido. Diz o blogueiro, traduzo aqui:
Parte do problema pode ser a normalização do comportamento louco. Quando ser bizarro é ser cool e o "sonho consciente" invoca os filmes Matrix ou A Origem, a linha entre a loucura e a excentricidade fica um pouco diluída.
De fato, na cultura em que vivemos, é normal um jovem tomar drogas, usar piercings e tatuagens demoníacas (ver imagens e ler artigo do Theodore Dalrymple ao final), ter comportamento sexual "diferenciado", isso sem falar nas teorias da conspiração que a Internet torna cada vez mais comuns. E ninguém fala nada, pois é já parte do novo normal, e julgar alguém pelo seu modo de vestir, pensar ou de se comportar poderia ser discriminação, e nós não queremos discriminar ninguém, não é mesmo?

Mas uma sociedade que não discrimina ninguém tampouco pode discriminar os loucos. (E, de fato, fechou quase todos os hospitais psiquiátricos. Os loucos agora andam na rua.)

De qualquer modo, este caso chamou a atenção da mídia por se tratar de um atentado contra uma figura pública, mas a verdade é que malucos que matam por motivos banais não são tão raros assim, ainda que ocorram mais dentro da própria família. Isso sem falar em outros tipos de violência: no mesmo dia em que ocorreu a matança no Arizona, no México eram encontrados 15 cadáveres decapitados a mando de um traficante local. Vivemos em um mundo insano.

É claro, a esquerda americana já está colocando a culpa pelo tiroteio na Sarah Palin, no Glenn Beck, na falta de controle de armas, no "discurso político exaltado que leva à violência" (mas quem faz discursos políticos exaltados e violentos mais que eles?), nas políticas do Arizona contra a imigração, etc. (Só faltou culpar o "aquecimento global"). Mas é apenas o esperado. Também essa é uma forma de loucura.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A direita está sem rumo?

Passei já muito tempo aqui criticando a esquerda política e seus delirantes planos de dominação mundial, mas o fato é que também parte da culpa por esse descalabro é da direita. Se é verdade o que Burke dizia, que "tudo o que é necessário para que o mal triunfe é que o homens bons não façam nada", então a direita é também culpada pelo atual estado de coisas.

O que é a esquerda? É a revolução, é a utopia, é o delírio, é a rebeldia adolescente contra a realidade objetiva: "um outro mundo é possivel". E o que é a direita? É a tentativa de conservação de verdades aprendidas ao longo do tempo, a aceitação madura da desigualdade essencial do mundo, a anti-utopia. 

Talvez por isso seja mais difícil ser de direita e seja mesmo mais difícil para esta ser mais ativa. O default da direita é apenas a reação às provocações da esquerda. 

Mas hoje isso não é suficiente.

Acho hilário o antiamericanismo de tantos esquerdistas. Até por que, hoje em dia, os EUA encontram-se na vanguarda do neocomunismo global. Esqueçam Chávez, mero bufão da hora! Os esquerdistas deveriam agradecer ao Tio Sam. Tudo que é idéia progreçista começou nos EUA.

Ué! Mas não são os EUA a nação capitalista  mais rica do planeta? De fato. E por isso mesmo: nos EUA há dinheiro para financiar os delírios esquerdistas mais absurdos.

Vejam este incrível documento. Uma suposta lista de "atuais objetivos dos comunistas", segundo o autor Cleon Skousen, em livro escrito em 1958. Traduzo alguns deles:

11. Promover a ONU como única esperança da humanidade.
15. Capturar um ou dois partidos políticos nos EUA.
16. Usar decisões das cortes para enfraquecer instituições americanas, afirmando que suas actividades violam os direitos civis.
17. Tomar controle das escolas. Usá-las como centros de transmissão de propaganda socialista e comunista.
18. Controlar todos os jornais estudantis.
19. Infiltrar-se na imprensa.
21. Ganhar controle de posições-chave no rádio, TV e cinema.
22. Desacreditar a cultura americana através da degradação de formas de expressão artística. Eliminar todas as boas esculturas de parques e edifícios, substituindo-as por formas sem sentido. 
24. Eliminar todas as leis contrárias a obscenidade afirmando que trata-se de "censura" e uma violação ao direito de livre expressão.
26. Apresentar a homossexualidade, degeneração e promiscuidade como normais, naturais e saudáveis.
27. Infiltrar-se nas Igrejas e substituir a religião por uma "religião social".
28. Eliminar as orações ou qualquer forma de expressão religiosa nas escolas com base na ideia de que violaria o princípio de "separação entre Igreja e Estado".
29. Desacreditar a Constituição Americana chamando-a de inadequada, antiquada, fora do compasso das necessidades modernas, um obstáculo à cooperação entre as nações.

Em 1958, isso poderia parecer mera paranóia de um velho anti-comunista. Porém ocorre que, de lá pra cá, TODOS os objetivos acima foram completados. Ou o tal Skousen tinha o dom da previsão, ou realmente havia um cuidadoso plano de implementação de mudanças sociais e políticas.

Porém, o mais curioso é o seguinte: o objetivo dessas ações, claramente, era de destruir ou enfraquecer a América e dar a vitória aos soviéticos. Naturalmente, tais idéias revolucionárias não seriam perseguidas dentro da URSS ou em Cuba, mas apenas nos países ocidentais e em especial na odiada América. Só que, mesmo com a derrocada da velha URSS, os tais objetivos comunistas confinaram sendo postos em ação, até com força redobrada, mesmo nos países dominados pelos socialistas. É como se tais ações tivessem ganho vida própria, ou como se os comunistas e ex-comunistas tivessem esquecido que o objetivo era apenas minar as instituições sociais das nações capitalistas, e tivessem passado a acreditar que tais mudanças eram benéficas em si mesmas.

De qualquer modo, são admiráveis a tenacidade e a capacidade de planejamento da ala progressista mundial (assim como o são aquelas dos islamistas). Mesmo no Brasil, com paciência e perseverança, os comunas passaram de meros guerrilheiros de meia-tijela a Donos do Poder.

E a direita? Onde está a lista de objetivos da direita? Quem sabe algo do tipo:

1. Reduzir o tamanho do Estado em 50%.
2. Repelir a degradação da sociedade e promover valores tradicionais através de propaganda massiva.
3. Infiltrar-se nas instituições progressistas e sabotá-las.
4. Etc, etc.

Mas nem isso ocorre. Não há qualquer planejamento de ações, apenas a ocasional reação confusa e tardia. A direita está perdida. Limita-se a sofrer calada, como uma franzina jovem sendo estuprada por uma gangue de brutamontes taradões.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ai, que preguiça!

Textos e temas repetitivos. Poucos leitores e comentários. Falta de idéias e de emoção. Tristeza e apatia. Cansaço geral e desolação. O blog vai fazer uma pausa por alguns dias.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A festa do chá e a mídia

Eu não sei bem como o fenômeno "Tea Party" está sendo representado pela incompetente imprensa brasileira, mas não tenho muitas ilusões. Uma das manchetes que li agora diz assim:

"Candidata de grupo xenófobo é destaque na campanha dos EUA"

Como fazer imprensa internacional no Brasil nada mais é do que copiar tudo do New York Times e da Newsweek, não surpreende o viés extremamente negativo dado ao grupo, o que é normal na grande mídia americana. Ainda assim, a notícia do portal Terra passou dos limites, tornando-se um grosseiro festival de desinformações.

Pelo texto, que não é assinado, ficamos sabendo que o "Tea Party" é um grupo de extrema-direita xenófobo, contrário aos direitos humanos, à masturbação e à teoria da evolução, e que é inexplicavelmente contrário às sensatas políticas de Obama. (Nada naturalmente é dito sobre o altíssimo percentual de desemprego, os gastos absurdos de Obama que em nada resolveram o problema econômico, e sobre o principal elemento de motivação dos "tea parties" e que explica seu próprio nome, que são os impostos cada vez mais altos.)

A deslegitimização do movimento aparece não só nas informações veiculadas pela mídia, por vezes falsas ou exageradas, mas nas próprias palavras escolhidas. Voltanto ao exemplo citado, os membros do grupo estariam "presos a ideias como um governo mínimo, zero política social e mercados financeiros sem regulação". Presos a idéias ultrapassadas, entende?

Ora, mas afinal o que são os "tea parties"? Meros grupos de pessoas de classe média que decidiram protestar contra o governo e contra os políticos em geral. Nada mais, nada menos. Não têm nem mesmo uma posição política totalmente definida, englobando desde libertários a religiosos a ex-progressistas desiludidos, e criticam tanto Democratas quanto Republicanos, tanto que os chamados RINOs (Republicans in Name Only) foram até agora suas principais vítimas. Se tendem mais em direção a políticos conservadores, é porque estes estão mais alinhados com a idéia "superada" de menos impostos e governo mínimo. Se são em sua maioria brancos, é porque o partido Democrata está lentamente virando o Partido dos Benefícios para as Minorias, mas quem paga a conta é a classe média branca.

Mas até que entendo o jornalista. Ver o povo protestando em massa contra o excesso do estatismo é um fenômeno que deve ser realmente inconcebível para um brasileiro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Controle total

Eis uma notícia que mostra bem como o Estado progressista cresce e cresce, até que não se contenta com menos do que o poder total. Dê-lhe a mão, e vão pegar sua família inteira.

Na Austrália, há tempo existem rigorosas leis de controle de armas. Pois agora estão querendo controlar as imitações de armas também: armas de brinquedo, armas de plástico, e até mesmo armas feitas de sabonete. De acordo com o projeto de lei em trâmite, o cidadão deverá obter uma licença para todos os objetos que pareçam uma arma de fogo. As multas em caso de ser pego com uma imitação de arma sem licença são pesadas: podem chegar a 4200 dólares.

É, lembre sempre do velho ditado: um governo capaz de dar tudo o que você quer, também é capaz de tirar tudo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A faca de dois (le)gumes do progressismo

Nunca sei se chamar o pessoal mais à esquerda de "liberais" (como fazem nos EUA), de "esquerdistas" ou de "progressistas", como é moda agora.

Acho que vou chamar de progreçistas mesmo, pois a idéia fixa deles é com o "progresso", que na verdade é um progreço com cê cedilha. A idéia deles é que, assim como há um progresso tecnológico, também haveria um progresso social. A sociedade iria progredindo e haveria cada vez mais direitos (e menos deveres). Negros, brancos, asiáticos e índios esqueceriam os ódios e viveriam para sempre em paz; seria aceito o casamento de gays e travestis, e quem sabe um dia de pedófilos também (basta achar um nome mais politicamente correto para eles, tipo, "amantes da infância"), todos poderiam viver sem sofrer discriminação por sua raça, sua cor, sua nação ou sua preferência sexual. Não haveria mais ricos e pobres, todos seriam iguais. A "justiça social" avançaria até termos um mundo igualitário em que ninguém brigaria com ninguém e todos viveriam felizes sob o arco-íris.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PSOL

Um conhecido no Brasil, descontente com os rumos do PT e sua corrupção, decidiu filiar-se... ao PSOL.

É curioso como muitos na classe média no Brasil acreditam que a solução aos problemas gerados pela esquerda seja ir ainda mais à esquerda.

O domínio é tão completo que os petistas se permitem até dançar sobre o cadáver da direita. Lula, no outro dia, disse que está feliz que não haja nenhum troglodita de direita concorrendo nas próximas eleições. Até o PFL mudou de nome para DEM, já que "liberal" acabou virando nome feio. O próprio Lula concorda que a direita se esquerdizou:
Para 2010, segundo Lula, quatro ou cinco políticos disputarão a Presidência, todos eles com origem na esquerda, o que considerou como "inédito" e "fantástico". Lula comentou que esta situação se explica porque a direita atualmente "é mais progressista" e também porque "se misturou" com muitos partidos de esquerda.
Curiosamente, muitos petistas ainda atacam a "mídia direitista". Algo que não existe no Brasil há muito tempo.

A lavagem cerebral está tão, mas tão completa, que o pessoal sequer sabe mais o que é direita. É apenas um rótulo que se coloca aos bolcheviques menos violentos. Se você não é a favor da ocupação violenta de terras para realizar reforma agrária na marra, já pode ser considerado um "direitista".

Agora a mesma classe média vai eleger Dilma. Dizem que cada povo tem o governo que merece, e pode ser verdade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Obama se autodestruindo?

O que nem os Republicanos nem os "tea parties" conseguiram, o desastre petrolífero no Golfo do México pode conseguir. A imagem de Obama está degringolando a olhos vistos. Sua resposta ao acidente foi tão atrapalhada e confusa, que até seus maiores aliados estão reclamando. Há já vários figurões do alto escalão que repentinamente começam a fazer outros planos para 2012. 

Um blogueiro americano especulou as possíveis razões para a resposta de Obama ao desastre:

1) O desastre não é tão ruim como se pensa, e o governo Obama sabe disso.
Obama apenas utiliza o evento e até o exagera para continuar com sua agenda de mudanças radicais, como acabar com as perfurações ou quem sabe até nacionalizar as companhias petrolíferas.

2) O desastre é tão ruim quanto se pensa, mas o governo Obama não se dá conta da magnitude. 
Obama e sua equipe são incompetentes e estão mais perdidos que deficiente visual em confronto balístico.  

3) O desastre é tão grande quanto se pensa, e o governo Obama sabe disso. 
Já que é um desastre sem solução, Obama e amigos querem apenas manter as aparências enquanto tentam tirar proveito da situação o máximo que podem ante das eleições de novembro.

4) O desastre não é tão grande quanto se pensa, mas o governo Obama não sabe disso. 
Melhor o governo Obama não fazer nada, ou só vai piorar a situação.

E isso sem contar os outros problemas de Obama, como o desemprego, contra o qual o governo Obama decidiu fazer frente através da luta pelos direitos dos trabalhadores ilegais. É isso mesmo, assistam.

O curioso é que Obama está sendo criticado tanto à direita quanto à esquerda, obtendo uma unanimidade rara no país. 


 Um presidente bem trapalhão.

domingo, 13 de junho de 2010

O direito de não viver

Viver é (muitas vezes) sofrer. Dito isso, podemos dizer que estar vivo é um mal? Que seria melhor não ter nascido? A pergunta é ilógica. Para poder sequer pensar nisso, temos que ter nascido. Podemos então decidir se continuar a viver ou não. O suicídio é um tema filosófico desde os antigos gregos, passando por Shakespeare e chegando a Camus. O direito de não nascer... não tanto.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quem é Mr X?

Já que o blog começa a ficar ligeiramente conhecido, tendo alguns de seus artigos republicados em mais importantes portais, é justo dar a saber um pouco mais sobre a história do misterioso autor destas notas. Reproduzo abaixo trechos da única biografia autorizada, a ser publicada em breve.

Mr X nasceu em um pequeno vilarejo próximo à cidade de P..., lá pelo início dos anos 20 (ele próprio esqueceu qual ano exatamente).

Participou ativamente da Segunda Guerra Mundial, lutando ao lado dos Aliados, tomando parte inclusive na famosa Operação Husky. Ao retornar da Guerra, com milhares de agruras e ferimentos (inclusive uma bala que ainda hoje está alojada no seu crânio, o que causa ocasionais ataques de epilepsia), descobriu com horror que a sua mulher morrera em um acidente. Pior: tendo sido vilmente seduzida por um militante comunista e vegetariano que a induzira a viajar com ele para a França -- terra dos queijos, da Confetti e dos covardes --, os dois no entanto morreram em um trágico acidente automobilístico ao chocar-se contra um ônibus escolar (no acidente também morreram 15 inocentes criancinhas).

Mr X, amargurado, decidiu dedicar a sua vida à luta contra as injustiças e à defesa dos fracos e oprimidos, bem como à perseguição implacável a comunistas, vegetarianos e maus motoristas. Desde então, suas únicas permanentes e fiéis companheiras foram a garrafa de Whisky escocês e sua Smith & Wesson.


Trabalhando como agente mercenário, Mr X participou da caçada aos nazistas na América do Sul, para onde se transferiu, bem como a uma série de outras atividades (ainda secretas) a mando da CIA e outras agências internacionais. Foi o autor do "suicídio" de Mengele, e dizem alguns que ele estaria por trás do assassinato de JFK, mas provavelmente sejam apenas boatos infundados.


Nos anos 90, aposentou-se, e passou vários anos vivendo tranquilamente em uma fazenda no interior do Rio Grande do Sul, criando cavalos de raça e plantando girassóis. Os atentados de 2001 às Torres Gêmeas, no entanto, o acordaram de seu merecido descanso.

Chamado às pressas aos Estados Unidos, instalou-se na Califórnia. Com a cobertura de acadêmico universitário honoris causa, Mr X na verdade participava de violentas operações de caça e tortura aos terroristas da Al-Qaeda.

No entanto, ao investigar mais a fundo os atentados, Mr X observou uma série de incongruências aparentemente inexplicáveis. Aos poucos, ele iria descobrir uma vasta conspiração que atravessava os corredores do Pentágono e envolvia as mais brilhantes mentes criminosas do mundo, da CIA à máfia italiana passando pelo Principado Saudita, a Coroa Britânica, a Maçonaria e o Clube Bilderberg. Uma verdadeira Aliança do Mal, em pleno coração do seu amado Ocidente.


Horrorizado, abandonou a CIA e juntou-se a uma organização secreta (tão secreta que nem mesmo tem nome) que tem o único objetivo de combater a
Nova Ordem Global. A organização, embora de pequeno porte, tem no entanto obtido algumas significativas vitórias, a principal delas a frustração do plano de eliminar metade da população mundial através da gripe suína. (Mas tais histórias heróicas só poderão ser contadas muitos anos depois.)

Hoje, do alto de seus 90 (?) anos, ele naturalmente não participa mais de atividades de combate, mas dedica-se ao planejamento estratégico, bem como à atividade de informação e desinformação, da qual este blog é apenas uma pequena parte.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O dinheiro acabou

Durante muitos anos os EUA foram, e ainda são, os grandes Papais Noéis do Mundo. Financiar a reconstrução européia no pós-guerra? Feito. Proteger os europeus da ameaça nuclear soviética? Feito. Após a Queda do Muro, dar mais alguns bilhões para reconstruir o Leste Europeu pauperizado pelos comunas? Feito. Dar bilhões à África, América Latina para salvar seus habitantes de si mesmos? Feito. Salvar as vítimas de desastres naturais ou guerras em longínquos rincões do planeta? Feito. Ajudar os muçulmanos nos Balcãs contra os cristãos, e ainda lhes dar de presente um pedaço da Sérvia? Feito. Levar democracia ao Afeganistão e ao Iraque? Hummm...

Bem, muitos desses planos podem ter sido equivocados, mal-sucedidos ou até idiotas, e não se pode negar que em grande parte dos casos o interesse norteamericano falava mais alto do que o altruísmo puro e simples. Mas o fato é que, bem ou mal, gastou-se muito dinheiro em todas essas empreitadas. Nenhum outro país sequer chegou perto. Mesmo a União Soviética gastou pouco em exportar a sua Revolução, em alguns casos abandonando comunistas espanhóis e latinoamericanos à própria sorte.

Isso se explica, é claro, pelo fato de que nenhum outro país foi tão próspero, graças às virtudes do capitalismo, curiosamente tão criticado por alguns idiotas.

O problema é que, agora, o dinheiro acabou. Os EUA estão devendo até as calças. Não há mais vontade de dar dinheiro ao Haiti ou à África, de gastar dinheiro e vidas em guerras para levar democracia a povos que não a querem, de proteger europeus e sul-coreanos ingratos. O contribuinte americano está farto, e com razão.

Crise do capitalismo, como sugerem os energúmenos? Ao contrário! É a crise do welfare state. É o fim da idéia de que o Estado deva ajudar permanentemente todos os desvalidos e deslavados, os famintos e os fracassados, e forçar a igualdade entre indivíduos que não são iguais:

Every advanced society, including the United States, has a welfare state. Though details differ, their purposes are similar: to support the unemployed, poor, disabled and aged. All welfare states face similar problems: burgeoning costs as populations age; an over-reliance on debt financing; and pressures to reduce borrowing that create pressures to cut welfare spending. High debt and the welfare state are at odds. It's an open question whether the collision will cause social and economic turmoil.

Enquanto o welfare state se concentrava apenas em ajudar temporariamemte as pessoas menos favorecidas de um único país, a coisa não ia tão mal. O problema é que alguém decidiu que isso não bastava, que as grandes potências deveriam não apenas ajudar os pobres do seu próprio país, como os pobres de todo o mundo, seja dando trilhões em ajuda financeira, seja aceitando milhões deles como imigrantes e pagando-lhes a estadia, seja em esquemas massivos de transferência de renda como o "combate ao aquecimento global". Some-se a isso a crise demográfica, a jihad e o envelhecimento da população, e temos uma bomba-relógio. No outro dia, um colunista sugeriu que os EUA deveriam não apenas financiar a reconstrução do Haiti, como abrir as portas e receber todos os milhões de habitantes que quisessem se mudar para o Grande Irmão do Norte. Foi justamente escorraçado pelos comentaristas.

O problema é que, no welfare state, só uns poucos trabalham, mas pagam a conta para todo o mundo. Vejam estes gráficos sobre o gasto em welfare na Califórnia, e entendam porque o estado está quebrado. Capitalismo? Não, redistribuição de renda massiva, dos trabalhadores aos não-trabalhadores e ilegais!

E, no entanto, os Democratas continuam querendo gastar trilhões em planos "ecológicos" (leia-se, reduzir o tamanho da indústria americana), em planos de anistia para imigrantes ilegais (isso num momento em que há 15% de desemprego), e em planos de saúde para beneficiar os "menos favorecidos" (leia-se, trabalhadores mais uma vez vão arcar com a conta dos que não trabalham).

O pensamento dos políticos parece ser - o dinheiro acabou, mas ainda tem o cartão de crédito.