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domingo, 8 de abril de 2012

Quem se importa com o atum?

Os ecologistas preocupam-se muito com os golfinhos. Aqui nos EUA, as latas de atum tem o selo de garantia "dolphin safe". O que significa? Bem, os golfinhos - por uma razão que ainda se desconhece - costumam nadar junto com cardumes de atum. Os navios pesqueiros seguem os golfinhos para capturar o atum. Mas, algumas vezes, alguns golfinhos terminam mortos no processo.

Qual a proporção? Morre 1 golfinho para cada 100.000 atuns. Todos choram pelo golfinho. Mas, como disse alguém certa vez: e o atum? quem se importa com os cem mil atuns?

Tudo bem, também gosto de golfinhos. São mamíferos inteligentes, etcétera e tal. Mas fiquei pensando que essa seletividade é uma característica primária do progressismo. Vejam o Sakamoto, que está sempre chorando pelos "índios, mulheres negras e populações ribeirinhas". E a classe média? Causa-lhe nojo.

É o mesmo com o tal "casamento gay". Quantos gays existem no Brasil? Digamos, em uma estimativa generosa, que sejam 10% da população. Certamente o número de católicos e evangélicos praticantes a quem o assunto desagrada é maior. Mas sua opinião é desconsiderada. Quem se importa com a opinião do atum?

E assim com tudo. Se você é minoria, imigrante, disléxico, gay, paraplégico ou autista, não é que tenha a vida fácil, e com um desses problemas pode não ter mesmo, mas é que toda a sociedade bem-pensante se preocupa mais com você. Mesmo que seja uma preocupação completamente hipócrita, e na prática se reflita apenas na colocação de alguma foto no perfil do Facebook. No outro dia, por exemplo, uma amiga (amiga só de Facebook, entenda-se) reclamou em um post: "Tenho vergonha de ser sueca." A razão era que o seu país ia expulsar um ou dois imigrantes etíopes... Claro que ir para a Etiópia ajudar as criancinhas está muito longe de sua cabeça, ela só queria parecer mais descolada do que é. Os etíopes são os seus golfinhos...

O problema é que ser branco heterossexual ocidental cristão (BHOC) é considerado o "default" da civilização, e talvez seja mesmo. Há uma crença generalizada de que, não importa o que acontecer, ele será sempre o "opressor". E essa crença é comum mesmo entre a maioria dos BHOCs. Bem, tudo bem, mas às vezes fica chato quando todos choram por todos, mas ninguém chora por você.

Nós somos o atum.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Evolução: sim ou não?

Darwin e sua teoria da seleção natural são muitas vezes utilizados para bater no Cristianismo e na própria idéia de Deus. Eis aqui por exemplo um vídeo ridicularizando as várias Miss America no debate (tipicamente americano) sobre o ensino do Evolucionismo versus Criacionismo nas escolas.

A verdade, porém, é que muitos dos tais defensores do evolucionismo pouco conhecem as teorias e textos do estudioso britânico. Grande parte das idéias darwinianas são, por sua própria natureza, extremamente contrárias a qualquer tipo de igualitarismo, inclusive o racial, já que prevêem a adaptação de todo ser, inclusive o homem, ao seu meio. Eis este trecho de "A origem das espécies":

At some future period, not very distant as measured by centuries, the civilized races of man will almost certainly exterminate, and replace, the savage races throughout the world. At the same time, the anthropomorphous apes ... will no doubt be exterminated. The break between man and his nearest allies will then be wider, for it will intervene between man in a more civilized state, as we may hope, even than the Caucasian, and some ape as low as a baboon, instead of as now between the Negro [sic] or Australian and the gorilla.

Não traduzi por preguiça, mas o trecho apresenta várias idéias que hoje em dia seriam consideradas heréticas, a começar pela noção de que algumas raças estariam mais próximas do macaco do que outras, e embora não o justifique, parece prever o genocídio racial. (Detalhe aos nazistas de plantão: longe de ser um supremacista racial, Darwin era um abolicionista, ferrenho adversário da escravidão). Chama a atenção também a idéia de que o homem com o tempo iria se "civilizando" cada vez mais (mas a seleção natural não era cega e sem propósito?)

A teoria de Darwin nega a existência de Deus? Não necessariamente, embora tente dar uma explicação alternativa para o surgimento das várias espécies de seres vivos que dispensa a idéia de um Criador. Não é à toa que muitos dos ateus militantes sejam também neodarwinistas, como Richard Dawkins. 

Além disso, assumir o darwinismo ou a "sobrevivência dos mais fortes" como filosofia de vida ou de sociedade pode levar mesmo a uma negação da moral e da compaixão cristã. Ainda que, como disse certa vez o saudoso leitor Augusto Nascimento (onde andará ele?), "darwinismo é uma teoria científica, não um programa político", o fato é que o materialismo darwinista pode levar mesmo a uma descrença em qualquer tipo de realidade moral ou espiritual. (Basta um único exemplo: se a "moral" de tudo no darwinismo é apenas deixar o maior número possível de cópias de nossos genes, conclui-se que deveríamos simplesmente tentar procriar o máximo possível com o maior número de parceiros possível. Já a moral judaico-cristã, conforme Tessalonicenses 4, é bastante mais severa.)  Ateísmo e darwinismo andam, em geral, de mãos dadas.

(Pessoalmente, nada contra os ateus; só não suporto algumas pessoas de inteligência medíocre que se julgam superiores meramente por terem feito uma "descoberta" perfeitamente óbvia: "Descobri que Deus não existe. Sou um gênio! E os religiosos são apenas idiotas que ainda acreditam em Papai Noel". E lá vai o imbecil, julgando-se um crânio maior do que Tomás de Aquino. Ora, como bem escreveu Francis Bacon, um pouco de filosofia pode levar qualquer um ao ateísmo, mas ainda mais filosofia certamente levará o indivíduo a pensar também no aspecto espiritual, e nas causas maiores de tudo.) 

Mas onde eu estava? Ah sim, na teoria da evolução de Darwin. Há vários problemas com a teoria, mesmo deixando de lado o aspecto religioso. Darwin formulou sua teoria original quando a ciência da genética mal engatinhava; hoje, longe de confirmar as idéias de Darwin, a genética, em alguns aspectos, parece contrariá-la. De acordo com os neodarwinistas, a evolução seria resultado de inúmeras mutações genéticas aleatórias ao longo de milhões de anos. O problema é o seguinte: as mutações genéticas são extremamente raras e, sendo "defeitos de fabricação" (ou de cópia), também são em 99% dos casos, negativas (i.e. retardamento mental, um cachorro com três pernas, má-formação de órgãos, etc). Há perda de informação genética, não acréscimo. Para se criar uma espécie nova, você teria que ter um número suficiente de indivíduos com a mesma mutação aleatória, e que tal mutação seja de algum modo benéfica. Neste site aqui (em inglês) há a enumeração de alguns argumentos contrários à teoria darwiniana. Não sou biólogo, portanto não sei se eles têm validade ou não, mas me pareceu interessante. (Aqui outro texto criacionista com argumentos similares, mas em texto mais curto e talvez mais fácil de entender). 

Em geral, faz-se a comparação da evolução com a "corrida armamentista". Da mesma forma que ocorre com países em conflito, os animais se especializariam para atacar ou se defender. Exemplo: um predador desenvolve presas mais potentes (isto é, um predador que nasce com os caninos mais fortes é beneficiado por estes e deixa maior descendência); a presa em contrapartida desenvolve uma couraça (de novo, através da seleção natural daqueles que nascem com uma pele mais rija). 

Faz sentido, mas a diferença é que, na corrida armamentista real, há pessoas criando as armas, de um e outro lado. Ou seja, um "design inteligente". A seleção natural pode certamente favorecer uma ou outra espécie que já existe, mas não é claro, ao menos para mim, como certos atributos cada vez mais complexos surgiriam do nada a partir de mutações genéticas randômicas, até criar uma nova espécie.

A seleção natural existe e é um fato facilmente observável (i.e., os dinossauros não existem mais). Mas o  que Darwin fez foi atribuir a ela a origem das espécies (justamente o título do livro). E isso, acho, não está empiricamente provado. Embora previstas pela teoria, tais mutações, por motivos óbvios como a necessária passagem de muitíssimos anos, jamais foram observadas em laboratório ou em estudos na Natureza. O mais próximo que se encontrou foi o caso das mariposas inglesas afetadas pela poluição, mas mesmo esse estudo referia-se a um caso de microevolução em espécies já existentes (creio que também há estudos com bactérias).

Atenção. Não estou aqui querendo negar a teoria da evolução nem promover o criacionismo. Ao contrário, a teoria da evolução parece-me bastante útil como explicação para fenômenos que, antes dela, eram desconhecidos. Aliás, aceito de bom grado as suas premissas básicas, sou a favor que seja ensinada na escola e, embora não entenda alguns de seus aspectos, não sou biólogo, e portanto se tivesse alguma discordância, poderia ser mero resultado de minha quase total ignorância do assunto.

Meu pensamento sobre tudo isso está ainda, ahem, evoluindo, e portanto gostaria mesmo é de saber do leitor:

Você acredita na teoria da evolução? Ela é compatível ou não com o cristianismo ou com a crença em Deus? Como vê os aspectos da teoria que negam os dogmas mais queridos (tanto da esquerda, como a igualdade, quanto da direita, como a existência de Deus)? Poderia haver alguma outra explicação científica para o surgimento das várias espécies? Há algum biólogo na sala?

Discutam entre vocês.

sábado, 16 de abril de 2011

Cría cuervos

"Cria cuervos y te comerán los ojos," diz um velho ditado espanhol, que também inspirou um bom filme dos anos 70. A frase se adequa perfeitamente ao infeliz Vittorio Arrigoni, que foi para Gaza "ajudar os palestinos" e participar de operações contra Israel e terminou morto por... terroristas palestinos. Que o espancaram e o enforcaram sem piedade.

Em vez de contentar-se em ajudar as crianças italianas, o rapaz, certamente em busca de maior visibilidade midiática, meteu-se em um conflito que não podia compreender, e pagou com a vida. Não era apenas um "idiota útil", mas sim um comunista e ativista dos mais empenhados na causa. Ei-lo aqui abraçando o líder do Hamas.

O que é mais triste é que sua mãe está orgulhosa. Pior: é a prefeira de uma pequena cidade italiana, e no seu escritório tremula a bandeira palestina.

Nunca entendi essa obsessão dos europeus, e em especial dos italianos, pela "causa palestina". Anos atrás talvez fizesse sentido. Hoje, quando a Europa enfrenta seu próprio "problema muçulmano", torna-se cada vez mais grotesco e incongruente.

O que leva um sujeito como Arrigoni a dedicar a sua vida a uma atividade dessas, chegando a tatuar frases em árabe no braço, a decorar sua página do Facebook com cartuns anti-israelenses, a misturar-se em uma cultura e uma religião que nada tem a ver com a sua? Acho que são pessoas perdidas, que buscam algum sentido para suas vidas vazias. Há um filme, "O homem-urso", sobre um ativista ecológico com delírios de grandeza que foi morar com os ursos no Alaska. Terminou devorado por um deles. É um caso bem parecido ao de Arrigoni. A ingenuidade mata. 

Como eles, há muitos outros mártires do esquerdismo, religião estranha que realiza sacrifícios humanos e parece ter suplantado o cristianismo na Europa. E, de fato, será que isso tudo não se explica pela perda dos valores cristãos? Dizia Chesterton que quem não acredita em Deus, não é que passe a não acreditar em nada, mas, ao contrário, passa a acreditar em qualquer coisa. Na mesma Europa supostamente "iluminada" e "secular", o grande sucesso hoje é um curandeiro croata que cura as pessoas com a "força do olhar".

A isso retornamos: à superstição e aos vendedores de óleo de cobra! Não acredita-se mais em Deus: acredita-se em "energia cósmica" e "força espiritual". Em OVNIS e na "causa palestina". No "Calendário Maia" e no "Grande Ser"!

Enquanto os ajudantes dos palestinos são mortos por palestinos, também aqueles que ajudam outras minorias desavantajadas muitas vezes terminam mordidos:

Amy Biehl.

Angelo Frammartino.

Pippa Pasqualino.

São apenas alguns dos nomes dos sacrificados no altar da religião pós-moderna. Como culpá-los, se foram ensinados desde pequenos que lobos são apenas cordeiros mal-compreendidos?

A esquerda européia ajuda os imigrantes, e estes respondem queimando carros e igrejas. As feministas européias defendem "o direito de usar burca" e a imigração e terminam estupradas por clandestinos. No Brasil, esquerdistas ajudam traficantes e criminosos e terminam assaltados por estes. Cría cuervos...

sábado, 19 de março de 2011

Pausa

Há vários posts em preparação (sobre a Líbia, sobre o massacre da família de colonos judeus, sobre neonazistas, sobre papais gays e sobre a questão nuclear).

Lamentavelmente, não cheguei a completar nenhum deles satisfatoriamente, e além disso tenho muitas outras coisas para fazer. Bom fim de semana. Volto depois.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nota noturna

Há um pássaro que costuma começar a cantar às duas da madrugada, atrapalhando meu sono. Parece que ultimamente isto anda ocorrendo muito aqui em Los Angeles, assim como em outras grandes cidades. Pássaros diurnos que cantam à noite. Uma das explicações possíveis é que, durante o dia, o ruído do trânsito impede que suas "serenatas" sejam ouvidas. Por isso a mudança para a noite.

Pode ser.

Uma outra coisa que não dá para fazer nas grandes cidades é ver estrelas, muito menos meteoros. As luzes da cidade ofuscam o céu.

Eis abaixo o mapa da Terra em versão noturna. Nas regiões claras, luz e progresso. Nas regiões escuras, subdesenvolvimento, céus estrelados, e pássaros diurnos que só cantam de dia.


As megacidades modernas são, quem pode negar, maravilhas do engenho humano. Mas também têm seus problemas. Não há quem, após um engarrafamento monstruoso ou um dia pleno de trâmites burocráticos, não pense em abandonar tudo, como Gauguin, e dirigir-se para uma remota ilha do Pacífico.

São os selvagens mais felizes do que nós? Antes que alguém pense que estou virando um ludita ou um rousseauiano elogiador de bons selvagens, me corrijo. Viver na selva ou no campo, só se rodeado com todas as benesses da tecnologia moderna, como a raquete mata-mosquitos

(Outra curiosidade sobre cidades é que - ao menos nos EUA - nas megacidades, em geral a maioria dos eleitores vota Democrata; no campo, a população rural ou de pequenas cidades é essencialmente Republicana. Alguém tem alguma teoria a respeito?)

Os filmes de ficção científica quase sempre mostram um futuro cheio de megacidades, que às vezes cobrem todo o planeta. Mas e se o futuro fosse diverso? Uma das possibilidades das mais recentes tecnologias é justamente permitir a possibilidade de viver longe das cidades e seus problemas. Nos EUA ocorre cada vez mais uma migração dos ricos para os subúrbios; em alguns casos, para zonas quase que totalmente rurais. Se a economia piorar e a sociedade se desintegrar, comunidades rurais high-tech poderiam se tornar a nova moda, equivalentes modernos dos fortes medievais.

De qualquer modo, devido à superpopulação do planeta, salvo epidemia ou guerra atômica (Deus não queira), as megacidades continuarão entre nós.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um bicho às terças


Quase não mais faço os bichos às terças, um pouco por preguiça e um pouco por não encontrar bichos realmente diferentes ultimamente. Mas não daria para deixar de fazer um post sobre o narval (Monodon monoceros).

Também conhecido como "unicórnio dos mares", o narval é um cetáceo, isto é, um mamífero parente dos golfinhos e das baleias (aliás é considerado um tipo de baleia), com a diferença que tem uma espécie de chifre em forma de parafuso.

Não se sabe bem para que serve o tal chifre, que na verdade é um dente, e que raramente é usado para lutas ou para obter alimento. Alguns cientistas acreditam que tenha uma função ligada à hierarquia sexual. Um símbolo fálico, se quiserem.

O narval é o mamífero marinho que mais fundo consegue submergir, chegando a profundezas de 1500 metros, e permanecendo por mais de 25 minutos sem respirar. Alimenta-se de peixes e frutos do mar.

Os narvais vivem em uma região geográfica limitada do Ártico, entre Groenlândia e Canadá. São animais sociais que vivem em grupos de 5 a 10 indivíduos. No verão, costumam reunir-se em grupos ainda maiores e esfregar os "chifres" de uns contra os outros. De novo, a explicação de alguns cientistas é que seria para manter a hierarquia. Isto é, medir o tamanho do instrumento de cada um.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Um bicho às terças sextas

Cansei de falar de Obama. Melhor fazer coisas mais interessantes, como assistir um vídeo sobre um lóris com cócegas.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um bicho às terças


Fazia tempo que não havia um "bicho às terças". É que demorou para chegar: trata-se do caracol, que anda a uma velocidade máxima de 40 metros por hora.

O molusco gastrópode terrestre (se for aquático, é caramujo, ainda que muitos usem os dois termos indistintamente) tem glândulas que secretam um muco que o ajuda a deslizar pelas superfícies lisas.

Da cabeça do caracol saem quatro tentáculos, todos retráteis: dois são a base dos olhos e dois são usados para o tato e o olfato. Os caracóis e caramujos nascem com uma protoconcha, que já contém todas as camadas da concha dos
adultos. À medida que cresce, uma glândula no manto vai secretando as três camadas que formam o material.

O animal é hermafrodita, mas necessita de um parceiro para procriar. Não é casamento gay, já que ambos possuem ambos os sexos e cada orgão sexual faz contato com o respectivo órgão oposto.

Os gosmentos moluscos morrem ao contato com o sal, pois, como sabe todo aquele que estudou química no segundo grau, o sal absorve a água do corpo do caracol por um processo de osmose.

Há caracóis comestíveis e inofensivos, que na boca dos franceses tornam-se escargot. Outras espécies, no entanto, podem ser hospedeiros de vermes e transmitem doenças como a esquistossomose. O caracol gigante africano, que pode chegar a 20 centímetros, tem um muco irritante que pode causar distúrbios nervosos e até hemorragia interna. Não é o caso dos caracóis da foto abaixo, que são inofensivos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Os ecologistas que odeiam a Natureza

Assim como os socialistas querem reformar a Humanidade sem entendê-la, da mesma forma muitos ditos ecologistas querem salvar a Natureza sem ter a mínima noção de como ela funciona.

A última loucura é querer acabar com a flatulência das vacas, pois esta aumentaria o "aquecimento global". (Qual será o próximo projeto desses loucos? Impedir os cães de mijarem nas árvores?) Ora, quase todos os animais produzem gases, inclusive os seres humanos. Mas agora os ecologistas acreditam que os peidos das vacas sejam um "problema" que deve ser corrigido. Querem alimentar os quadrúpedes ruminantes com peixe, pois cientistas descobriram que o Ômega-3 reduziria a flatulência bovina. (Podemos imaginar as conseqüências dessa mudança de dieta ao lembrar que a epidemia da doença da vaca louca ocorreu quando as vacas foram alimentadas com derivados de carne).

Da mesma forma, alguns se surpreenderão ao descobrir que a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) mata animais. Isso mesmo: os cães e gatos perdidos entregues à entidade são "eticamente" eliminados. A PETA é contra animais domésticos, o que considera uma forma de escravidão. Melhor um cãozinho morto do que um escravo.

Tão radical é a PETA que alguns ativistas chegaram a roubar coelhinhos de estimação de crianças para "liberá-los". Ora, a média de vida dos animais "livres" é grandemente inferior à de qualquer animal doméstico ou em cativeiro. Em alguns casos, um animal que vive até 30 anos em cativeiro não consegue viver mais do que 1 ou 2 anos em média no seu ambiente natural. Viver é muito perigoso, ainda mais para um animal que jamais foi selvagem.

Mas os ecologistas não entendem a Natureza. De fato, a odeiam. Querem mesmo é dinheiro para seus planos megalomaníacos de reforma mundial.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um bicho às terças sextas


Se Darwin estivesse vivo, teria completado 200 anos no dia 12 de fevereiro passado, tornando-se um fenômeno da evolução da espécie humana. Já em novembro, completar-se-ão (gostaram da mesóclise?) 150 anos desde a publicação de "A Origem das Espécies", aquela que dizia que "o homem descende do macaco." ;-)

Pois parece que os macacos estão ficando excitados. Em Connecticut, um chimpanzé de estimação chamado Travis (Brickle?) que tinha sido criado desde pequeno como se fosse um ser humano, agrediu a própria dona e causou graves mutilações em uma vizinha, devorando partes de seu rosto e mãos.

O macaco bebia vinho em taça, tomava banho sozinho, havia participado de vários comerciais e sabia até navegar na Internet. Mas nesse dia, pirou: nem Xanax adiantou.

Chimpanzés - que tem 98% do DNA igual ao humano - são em geral animais dóceis, mas ainda assim são sempre animais selvagens. Quando ficam muito irritados, podem agredir de forma particularmente cruel: tendem a atacar particularmente o rosto e os genitais.

Macacos me mordam. Ou, pensando bem, melhor não.

P. S. Em minhas andanças pela internet, de vez em quando costumo ler o blog de um certo Lawrence Auster (que é aliás primo do romancista Paul Auster). Sujeito muito inteligente, mas tão conservador que quase faz o Olavo parecer um comunista. Ele não acredita na teoria da evolução, e diz que Darwin estava errado. Bom, eu não vou de novo me meter a discutir esse espinhoso tema novamente, mas uma das coisas que eu acho curiosa é a seguinte: se a evolução ocorre por meio de mutações genéticas randômicas, como é que tais mutações randômicas sempre aumentam a complexidade do ser, em vez de diminuí-la? A maioria das mutações - ou seja, genes defeituosos - não deveria ser negativa, portanto diminuindo as chances da espécie sobreviver? Há algum biólogo na sala? E afinal, descendemos ou não do macaco?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um bicho às terças


O ocapi é um animal bem estranho. É parente direto da girafa, embora na verdade mais pareça um veado de cara pintada usando calças de zebra.

Embora fosse conhecido dos antigos egípcios e persas, ele foi catalogado apenas em 1902. Em 1918 o primeiro exemplar vivo de ocapi foi levado à Europa, tornando-se mais conhecido entre os ocidentais.

O ocapi é um animal relativamente raro e, embora ameaçado, não se encontra ainda em extinção.

O ocapi alimenta-se de folhas e brotos e tem uma língua comprida e azul. Aliás, o ocapi é o único animal que consegue lamber as próprias orelhas. Palavra da Wikipédia.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Poema do domingo

THE FLY

God in his wisdom made the fly
And then forgot to tell us why.


Ogden Nash (1902-1971)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um bicho às terças


O animal de hoje é o chimpanchorro (Pan canis), estranho animal encontrado nas florestas do Congo e fotografado aqui pela primeira vez. O animal encontra-se em extinção devido ao aquecimento global. Alimenta-se exclusivamente de ração Bonzo e de bananas frescas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um bicho às terças


O bicho às terças de hoje é o társio. Trata-se de um primata de olhos grandes e dedos compridos. Atenção: não confundir com este outro animal parecido aqui.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Um bicho às terças


OK: já falei mal dos comunistas, dos terroristas e dos ecologistas, posso então ficar tranqüilo e passar para o famoso Bicho às Terças.

O simpático bichano da foto é a cobra de Gumprecht, uma nova espécie descoberta recentemente no vale do Mekong, no Sudeste Asiático.

De fato, recentemente nas selvas da região foram descobertas mais de mil novas espécies de plantas e animais até então desconhecidos. Embora grande parte dos animais descobertos sejam peçonhentos ou venenosos, não deixa de ser uma boa notícia nestes tempos em que quase só ouvimos falar de espécies em extinção. Outros animais descobertos incluem uma centopéia cor-de-rosa altamente tóxica e uma aranha caçadora gigante.

A cobra da foto é venenosa e alimenta-se principalmente de rãs e lagartos.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O restaurante da vida

Muitos consideram um horror que o homem mate industrialmente vacas, galinhas e ovelhas para se alimentar. "Se os matadouros fossem de vidro, todos seríamos vegetarianos", disse alguém certa vez.

Mas mesmo tirando o homem de fora da jogada, observamos que a morte de um ser por outro é uma constante. Assistimos compungidos aos documentários da National Geographic em que um inocente filhote de zebra é brutalmente atacado por leões - ou melhor, leoas - selvagens, e devorado na frente dos nossos olhos. "A Natureza é um grande restaurante", disse Woody Allen certa vez.

Por que Deus - ou vá lá, a Evolução - criou este mundo tão cruel, onde a vida se alimenta da vida, onde a vida mata constantemente a vida e o peixe maior come o peixe menor (salvo os raros casos em que o peixe menor tenta comer o maior)?

Por que, enfim, todo ser tem que tirar sua fonte de energia de outros seres? Não podíamos viver todos de energia solar? Da água e do ar? Do CO2, quem sabe?

Aí aparecem Peter Singer e outros supostos bioeticistas que dizem que usar os outros animais para nossos próprios nefastos fins seria "especiecismo". Que não somos diferentes do resto das espécies animais e que todos, homem, rato ou verme, temos exatamente os mesmos "direitos".

Mas é um raciocínio contraditório: afinal, se somos animais iguais aos outros, então, como eles, justamente nos devemos alimentar de outros animais para viver. Fazemos parte da grande cadeia do restaurante da vida. Se fôssemos diversos, se fôssemos especiais, apenas aí estaria justificado que agíssemos de algum modo diverso.

Além disso, o que o malucão do Singer e os ecologistas radicais fazem é considerar a "dor" como principio de igualdade geral. Aparentemente, só podemos comer as plantas porque estas não sentem "dor", já que não têm o sistema nervoso. No entanto, não significa que não sofram. Uma planta murcha ou seca, por acaso não indica que está sofrendo? Enquanto escrevo, já há uma comissao da ONU e da União Européia trabalhando em prol do direito das árvores. Não estou brincando: há mesmo. (Já comentei o assunto outra vez).

Mas o que nos diferencia dos outros animais (e vegetais) não é a capacidade de sentir dor, mas a consciência da própria existência como seres humanos. Isto é, sabemos que somos homens, temos consciência da Natureza e damos nomes aos outros animais, podemos estudar a nós mesmos como se estivéssemos fora da nossa própria espécie. Nenhum outro animal tem essa capacidade. Não há exemplos de tigres que tenham se tornado vegetarianos.

Aqueles que nos igualam com as galinhas e as pitangueiras nos diminuem. No fundo, talvez seja esse mesmo o objetivo. Não amam os animais: apenas odeiam os humanos e especialmente a civilização. E desse modo justificam a morte e a desgraça: quando Singer argumenta que a matança de galinhas é um "genocídio", está dizendo na verdade que o massacre de milhões de humanos é tao irrelevante quanto comer uma galinha ao molho pardo no jantar.

A vida humana é mais importante do que a das galinhas? Queremos crer que sim. Nem que seja pelo fato de sermos homens e não galinhas. Talvez quando as galinhas evoluirem e se tornarem seres superiores, poderemos discutir a respeito de uma forma mais democrática.

Enquanto isso, que os eco-malucos vão pastar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um bicho às terças

A criatura de hoje é a pérfida Magnapinna, espécie de lula gigante que habita nas profundezas do mar e se alimenta do fígado de criancinhas inocentes...

Bem, quer dizer, na verdade ninguém sabe do que se alimenta, provavelmente de pequenos peixes. Habita a profundezas tais (3 mil metros abaixo do nível do mar) que nenhum ser humano poderia sobreviver.

O espécime em questão foi filmado por um ROV (Remotely Operated Vehicle) de uma plataforma de petróleo no Golfo do México.

À medida em que se perfura mais e mais fundo, novas espécies marinhas são descobertas.

Uma mais feia do que a outra.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um bicho às terças


O "Ai-ai" (Daubentonia madagascariensis) é um bicho muito estranho, e não apenas pelo curioso nome (em inglês, "Aye aye"). Trata-se de um animal noturno que habita exclusivamente a ilha de Madagascar. É um primata, mas pelo aspecto físico (dentes, orelhas, cauda) mais parece um roedor. Ou, pensando bem, um Gremlin.

Possui mãos estranhas com dedos compridos que utiliza para extrair larvas das árvores, sua principal fonte de alimento junto com as frutas, nozes e sementes. Sabe-se pouco sobre sua reprodução e sobre sua longevidade; o exemplar em cativeiro mais longevo viveu até os 23 anos.

É considerado pelos aborígenes locais como um animal de mau agouro, símbolo de morte, desgraça ou presidência obâmica.

Ai, ai...


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um bicho às terças

Em 2007, o corpo de um bebê de mamute congelado há 37 mil anos, mas extremamente bem preservado, foi encontrado na Sibéria. Hoje o animal está sendo estudado no Japão. Uma das grandes dúvidas é se seria possível a clonagem do animal a partir do seu DNA. O que permitiria a "ressureição" do mamute, espécie extinta há mais de dez mil anos.



O mamute peludo (Mammuthus primigenius) é a mais famosa espécie de mamute.

Eram animais enormes, maiores do que os atuais elefantes, e recobertos de pelos para enfrentar o frio. Apenas suas presas podiam chegar a 5 metros de comprimento. Argumenta-se que eles as utilizavam para cavar na neve e alcançar a vegetação abaixo dela.

Os mamutes foram extintos devido ao "aquecimento global". Pena que o Al Gore não existia então.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um bicho às terças (atrasado)



O Monsores deu a dica, e ainda que com atraso (estou ainda na rehab), coloco aqui.

É o peixe-trombeta. Segundo a Wikipédia, o bicho (Aulostomus maculatus) é um peixe de corpo alongado e que nada, vejam só, freqüentemente numa posição vertical de modo a confundir-se mimeticamente com os corais e esponjas típicos do seu habitat. Pode nadar de cabeça para cima, para baixo, ou até mesmo para trás.

Mede entre 40 cm e 80 cm quando adulto, podendo chegar a até 2 m. Ainda segundo a Wiki, tais peixes podem ser extremamente ferozes.

Quando quer caçar um peixe ou crustáceo, o peixe-trombeta se posiciona na vertical, camuflado. Quando a vítima se aproxima, o peixe-trombeta abre a sua poderosa boca para sugar o ar - melhor dizendo, a água - criando assim um vácuo e sugando o inocente peixe para dentro.

É um funcionamento parecido ao dos modernos aspiradores de pó.

O peixe-trompeta é um parente do cavalo-marinho.

Um peixe-trombeta na vertical.