segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Amores suicidas
O blogueiro Sérgio de Biasi suicidou-se.
Nunca conheci o Sérgio, mas há tempos acompanhava O Indivíduo, desde quando ainda era uma parceria com o Pedro Sette, outro excelente escritor. Ele era pouco mais velho do que eu, fazia praticamente parte da mesma geração e, acho, tínhamos certas coisas em comum.
sábado, 16 de abril de 2011
Cría cuervos
Em vez de contentar-se em ajudar as crianças italianas, o rapaz, certamente em busca de maior visibilidade midiática, meteu-se em um conflito que não podia compreender, e pagou com a vida. Não era apenas um "idiota útil", mas sim um comunista e ativista dos mais empenhados na causa. Ei-lo aqui abraçando o líder do Hamas.
O que é mais triste é que sua mãe está orgulhosa. Pior: é a prefeira de uma pequena cidade italiana, e no seu escritório tremula a bandeira palestina.
Nunca entendi essa obsessão dos europeus, e em especial dos italianos, pela "causa palestina". Anos atrás talvez fizesse sentido. Hoje, quando a Europa enfrenta seu próprio "problema muçulmano", torna-se cada vez mais grotesco e incongruente.
O que leva um sujeito como Arrigoni a dedicar a sua vida a uma atividade dessas, chegando a tatuar frases em árabe no braço, a decorar sua página do Facebook com cartuns anti-israelenses, a misturar-se em uma cultura e uma religião que nada tem a ver com a sua? Acho que são pessoas perdidas, que buscam algum sentido para suas vidas vazias. Há um filme, "O homem-urso", sobre um ativista ecológico com delírios de grandeza que foi morar com os ursos no Alaska. Terminou devorado por um deles. É um caso bem parecido ao de Arrigoni. A ingenuidade mata.
Como eles, há muitos outros mártires do esquerdismo, religião estranha que realiza sacrifícios humanos e parece ter suplantado o cristianismo na Europa. E, de fato, será que isso tudo não se explica pela perda dos valores cristãos? Dizia Chesterton que quem não acredita em Deus, não é que passe a não acreditar em nada, mas, ao contrário, passa a acreditar em qualquer coisa. Na mesma Europa supostamente "iluminada" e "secular", o grande sucesso hoje é um curandeiro croata que cura as pessoas com a "força do olhar".
A isso retornamos: à superstição e aos vendedores de óleo de cobra! Não acredita-se mais em Deus: acredita-se em "energia cósmica" e "força espiritual". Em OVNIS e na "causa palestina". No "Calendário Maia" e no "Grande Ser"!
Enquanto os ajudantes dos palestinos são mortos por palestinos, também aqueles que ajudam outras minorias desavantajadas muitas vezes terminam mordidos:
Amy Biehl.
Angelo Frammartino.
Pippa Pasqualino.
São apenas alguns dos nomes dos sacrificados no altar da religião pós-moderna. Como culpá-los, se foram ensinados desde pequenos que lobos são apenas cordeiros mal-compreendidos?
A esquerda européia ajuda os imigrantes, e estes respondem queimando carros e igrejas. As feministas européias defendem "o direito de usar burca" e a imigração e terminam estupradas por clandestinos. No Brasil, esquerdistas ajudam traficantes e criminosos e terminam assaltados por estes. Cría cuervos...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O suicídio da Europa
No outro dia falávamos sobre as suecas. Pois uma jovem sueca de 23 anos, linda de morrer, foi estuprada e espancada até a morte a pedradas por um imigrante etíope (que morara nos EUA antes). Imagens de seu corpo foram divulgadas para a imprensa pelo partido de direita Democratas Suecos (parece que todos os partidos de direita agora deram de se chamar "Democratas").
Os suecos ainda não estão muito acostumados com essas coisas, e portanto o caso parece ter dado o que falar por lá. Nos últimos anos, o número de estupros aumentou muito na Suécia. Tanto que o país hoje é o campeão europeu de estupros. Mas como se chegou a essa situação?
Alguns dizem que seja apenas porque, graças às incríveis feministas suecas, a palavra expandiu os seus significados: como descobriu o Assange, uma mera transa sem camisinha pode configurar "estupro" no país escandinavo. Sim, parte pode ser isso, mas a outra parte tem a ver com o fato que, na Suécia, a pequena minoria de imigrantes, em sua maioria de países como Iraque e Somália, comete 25% do crime total no país.
Não, o Mal não veio com os imigrantes. Houve e há vários casos de europeus nativos estupradores ou pedófilos que mantiveram meninas em cativeiro e depois as mataram. Josef Fritzl é tão austríaco da gema quanto Adolf Hitler. E para ficarmos em casos recentes de brancos nativos, vejam este maluco inglês que matou a ex-mulher e o filho a machadadas usando uma máscara de terror.
(Se bem que a Inglaterra talvez seja um caso especial. Nesse país, mesmo a maioria nativa britânica parece ter decaído miseravelmente. Quem visitou a Inglaterra recentemente sabe: os idosos das classes populares são extremamente corteses e atenciosos, falam até "darling" e "my dear" quando se dirigem a você. Já os jovens são carrancudos, mal-educados e constantemente bêbados, muitas vezes expressam-se com grunhidos e palavrões.)
Porém, não dá para negar que os imigrantes do Terceiro e Quarto Mundo, em sua maioria muçulmanos, muitas vezes admitidos como refugiados, trouxeram mais crime à Europa. Os muçulmanos e africanos estupram as suecas. Os árabes controlam o tráfico de droga em Marseille. Os paquistaneses controlam a prostituição ilegal na Inglaterra.
Há quem fale em "illuminati", em conspirações malignas envolvendo os mais diversos grupos, que estariam por trás de tudo isso. E sem dúvida o poder de decisão cada vez maior dado a organizações burocráticas como a ONU ou a Comunidade Européia em lugar dos tradicionais governos locais diz muito sobre a tirania globalista para onde tudo se encaminha. Mas o fato é que, por ora, ninguém está obrigando os europeus a fazer nada contra a sua própria vontade.
A Europa está longe de ser uma ditadura. Sim, é verdade, muitos governos estão tomando medidas que vão contra os anseios da maioria da população. Mas tais governos foram votados pelos europeus, uma e outra vez. Mesmo a questão dos imigrantes muçulmanos não veio do nada: esta só ocorreu porque os próprios europeus nativos votaram nos partidos que trouxeram e continuam trazendo levas deles.
Além disso, mesmo tirando o papel dos governos, o grande problema mesmo é que os europeus nativos não estão se reproduzindo. Ninguém os proíbe de ter filhos, mas eles não o fazem. A maioria dos países europeus tem taxas de fertilidade baixíssimas, de 1.2, 1.3, 1.4... (Em comparação, na Nigéria e no Afeganistão chega-se a 7).
Sem novas gerações, como pode haver um futuro para a Europa?
Não pretendo causar alarmismo. Talvez seja prematuro falar em "suicídio da Europa", embora colunistas como Mark Steyn venham cantando essa pedra já há alguns anos. Afinal, é fato que essa queda no crescimento populacional não ocorre só na Europa, mas é global, acontecendo também no Japão, nos "tigres asiáticos", e começando a acontecer também em alguns países árabes e no Brasil. Dizem alguns que teria mais a ver com a urbanização do que com qualquer processo maquiavélico de lavagem cerebral.
Ainda assim, em média os muçulmanos têm mais filhos do que os europeus nativos. E esse tipo de decadência demográfica segue uma progressão geométrica: se cada imigrante tem 4 filhos, e seus filhos têm 4 filhos cada um, logo já temos 20 novos muçulmanos. Enquanto isso, no mesmo período os novos europeus "pós-cristãos" talvez nem cheguem a 3. Façam as contas.
Soma-se a esse declínio demográfico da Europa o declínio cultural. A arte e a literatura francesa, italiana, britânica e alemã anos atrás dominavam o mundo cultural e a pesquisa acadêmica séria. Todos procuravam ler e estudar esses idiomas. Hoje, nas universidades americanas, sua tendência é rumo ao desaparecimento, substituídos pelo espanhol e pelo chinês. Na própria Europa, a cultura tradicional muitas vezes é esquecida em nome do multiculturalismo, do "pós-colonialismo" e das tradições trazidas pelos outros povos. Até que faz sentido: para que uma cultura francesa se ninguém mais é francês?
O problema mesmo é que ninguém se preocupa com o futuro. Vez por outra converso com alguns europeus que conheci por aqui. No outro dia conversava com duas moças, uma sueca, outra britânica. Estão entre as pessoas mais de esquerda que conheci. Uma delas estava escandalizada com a lei que proibia a burca na França, achava "racista" e "fascista". A outra horrorizava-se com o drama dos refugiados em Lampedusa, e achava que todos os líbios e tunisinos deveriam ser admitidos imediatamente na Europa. Seriam milhões, mas que é que tem? (Esta segunda também já tinha visitado o Brasil e até participado de uma marcha com o MST... Ai ai ai...)
Ah, não, nenhuma delas tem filhos, embora tenham trinta e tantos anos e, portanto, mesmo que os tenham mais adiante, não serão muitos.
O que dizer? Se os próprios europeus não estão preocupados com o destino de seus países, quem sou eu para me preocupar por eles?
Mas eu não entendo. Confesso que não entendo. Por que a Europa está se suicidando?
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A Revolução Progressista não passará
Eu? Já não me importo mais. Sei que, no final, a Revolução Progressista pode até vencer muitas batalhas, mas fatalmente perderá a guerra.
Você pergunta por quê?
Os motivos são vários. Em primeiro lugar, o sonho progressista, sintetizado pela canção "Imagine" de John Lennon (um mundo sem fronteiras, sem religião, sem desigualdades, sem posses materiais, etc.) é totalmente impossível de realizar. É verdade que esse sonho utópico é apenas a desculpa: o que eles querem mesmo é um governo ultra-autoritário no qual só eles mandam e bebem champanhe e as ovelhas obedecem e passam o dia na fila do pão, vide o que ocorria na velha URSS. E isso, você dirá, é perfeitamente possível de obter. É verdade: mas esse sonho autoritário é de apenas alguns poucos. A grande massa de progressistas acredita mesmo no ideal utópico de "um outro mundo possível", e quando as coisas degringolam, tendem a se mostrar contrárias. Basta uma crise econômica um pouco mais séria para acabar com 80% dos progressistas. O choque de realidade assusta.
Outro motivo para o relativo otimismo é que a Grande Coalizão Progressista é na verdade muito frágil. Os vários grupos que a formam na verdade não são assim tão unidos, isso quando não se odeiam entre si (mexicanos odeiam negros que odeiam gays, etc.). Mesmo dentro de grupos mais homogêneos a esquerda tende a se digladiar. Pensem nas centenas de organizações terroristas que existiam nos anos 60 no Brasil, muitas delas formadas a partir de dissidências de outras organizações, simplesmente porque discordavam sobre qual tipo de maoísmo deveriam seguir...
Pois não é que mesmo dentro de grupos aparentemente com o mesmo objetivo, a tendência é rumo ao desentendimento? Há agora uma hilária briga para decidir se o que antes se chamava simplesmente de "comunidade gay" deve ter o acrônimo LGBT ou GLBT, isto é, se na frente devem ir os gays ou as lésbicas. Outros se sentem excluídos, e sugerem o termo LGBTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Questionadores, Intersexuais e Aliados). Ora, eu prefiro chamar de bichas mesmo!
Outro motivo para a derrota é que os progressistas dependem dos conservadores, inclusive financeiramente. Afinal, quem você acha que paga todos os impostos que sustentam o edifício de complexas mudanças sociais e políticas? Quem você acha que paga pelas escolas que promovem idéias socialistas, pela operação de sexo do travesti da esquina e pelos livros homossexuais para a escola do seu filho, pela "distribuição de riqueza" com milionários gastos federais, pelos cabides de empregos a ex-terroristas de esquerda? E, se os progressistas realmente chegarem a matar a galinha dos ovos de ouro que os alimenta, os que mais sofrerão serão eles mesmos, que não mais terão dinheiro para seus delirantes programas de reforma social total.
Mas o motivo principal para a derrota do Progressismo é que é um movimento auto-destrutivo. Não somente é o principal prejudicado (a longo prazo) por todas as suas medidas de mudança social, como demograficamente, tende a desaparecer. O fim do casamento, o homossexualismo, o aborto, a destruição da família, a eutanásia, a ecologia radical, o terrorismo islâmico, o crime, a imigração massiva de estrangeiros inassimiláveis de outras culturas, a medicina socializada que exige contenção de despesas: independente de outros fatores, todas são políticas que tendem a diminuir a taxa de natalidade dos progressistas, que são em sua maioria, acredite, brancos de classe média (fora um que outro japa metido a besta).
Seria o progressismo, então, simplesmente um movimento suicida, como o de lemmings jogando-se no abismo?
Não tema a vitória final progressista, ela nunca chegará. No pasarán!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Ser ou não ser: a questão do suicídio
O primeiro deles é o do designer Tobias Wong, que enforcou-se em New York. O detalhe é que isso ocorreu enquanto ele dormia: Tobias era sonâmbulo, podendo realizar atividades complexas mesmo não estando em completo controle do seu corpo. Tobias era um artista em ascenção e aparentemente não tinha problemas sentimentais; o suicídio pode ter sido um mero efeito da sua vida sonhada. O que será que Wong sonhou? Jamais saberemos. Partiu do mundo dos sonhos para o sono eterno.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Poema do domingo
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manuel Bandeira (1886-1968)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Políticas do suicídio
Ecologia: os progressistas desejam acabar com o crescimento econômico, o que resultaria em mais pessoas morrendo de fome, e alguns querem mesmo reduzir a população do planeta à força. Há ecologistas que afirmam que "bilhões" de pessoas deveriam desaparecer da face da Terra. Como, não é explicado. O fato é que muitos ecologistas são movidos não tanto pelo amor aos animais, como pelo ódio à humanidade. Ou seja, ódio a si mesmos.
Imigração e direitos das minorias: os progressistas desejam imigração ilimitada de pobres e minorias para países ricos, para criar uma sociedade mais "diversa", e ao mesmo tempo aumentar os direitos das minorias em detrimento da "maioria" de nativos (i.e. brancos de origem judaico-cristã). Como os próprios progressistas são, em sua maioria, brancos de origem judaico-cristã desses países (ainda que muitos ateus), estão jogando contra o seu próprio time. Vejam por exemplo este artigo que sugere que a solução para a crise demográfica da Europa é importar muçulmanos e chineses, realizando uma substituição populacional total.
Terrorismo e crime: os progressistas são contra a violência, ou melhor, são contra a autodefesa. Os agressivos podem continuar suas práticas violentas, o que não é possível é defender-se, afinal devemos ser tolerantes com os intolerantes. Quanto mais intolerantes eles forem, melhor, pois é a maior prova de nossa tolerância. Terroristas e criminosos devem ter seus direitos respeitados, mas as vítimas pouco importam. Entretanto, como a maioria das vítimas do terrorismo e crime são e serão progressistas que vivem nas grandes cidades mais descoladas (ao contrário dos rednecks que vivem em locais mais isolados), também é uma forma de suicídio.
Freud explica? Bem, de um modo ou outro, todos somos suicidas, é só que alguns só tem mais pressa.
sábado, 17 de outubro de 2009
Roleta russa
As part of the next arms reduction treaty between superpowers, the United States has tentatively agreed to unprecedented Russian access to American nuclear missile sites. According to published accounts, Russian weapons inspectors will be given an open door to American nuclear sites in order to monitor the number of missiles and warheads. Russian Foreign Minister Sergei Lavrov is quite satisfied with the deal. Perhaps it is an error of omission, but there is no news of a similar concession from the Russian side.
Entenderam? Agentes russos poderão monitorar a destruição dos arsenais nucleares americanos. Americanos não poderão fazer a mesma coisa com os russos.
Somem essa notícia com esta outra, segundo a qual Obama pretende renunciar à possibilidade de realizar ataques preventivos de modo a afirmar definitivamente que ele "não é o Bush."
E colocai no caldo indigesto de vossos atuais pensamentos esta outra notícia, segundo a qual os russos afirmam que eles sim poderão realizar um ataque preventivo, até mesmo com armas nucleares, caso se sintam ameaçados.
E lembrem ainda que: a) o Irã, aliado da Rússia, afirmou pela milésima vez que não vai parar seu programa nuclear; b) a coisa está fervendo no Paquistão (outro país nuclear, não esqueçam, e aliado da China); c) agora até a Turquia praticamente declarou-se abertamente inimiga de Israel e EUA.
Eu achava que era mera paranóia, mas começo a achar que os blogueiros ensandecidos que publicaram a teoria têm razão: Obama quer que os EUA sejam atacados.
Boa noite de insônia.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Professores de suicídio
Ridículo? Impossível? Talvez. No entanto isso ocorre toda hora nos Estados Unidos.
Em uma universidade não muito distante, há um professor mexicano que, na sua aula de História, afirma que os americanos são genocidas, que sua cultura não presta, que eles exterminaram os índios, que as próprias reservas indígenas e os direitos que deram posteriormente a eles foi apenas uma forma de humilhá-los ainda mais, que a Califórnia pertence ao México e foi "roubada" pelos americanos, que os mexicanos são vítimas do imperialismo, colonialismo, que tudo é culpa da propaganda capitalista que pinta os mexicanos como "preguiçosos" e "vagabundos" e blablablá.
O próprio Idelber, também professor estrangeiro nos EUA, vive espinafrando o país. Não tanto quanto espinafra Israel, mas enfim, já falou até no peru de Thanksgiving como símbolo de genocídio.
São apenas alguns exemplos entre milhares. Com efeito, é difícil é encontrar um professor que não seja esquerdista. Os mesmos que reclamaram por anos da "tirania" de Bush ficam silenciosos em frente ao que está acontencendo em uma tirania muito mais real, seja no Irã, no Sudão ou em Burma.
Sei que tal postura tem a ver mais com ideologia do que com nacionalidade ou cultura - afinal, há professores americanos que criticam violentamente os EUA, há professores judeus que criticam incessantemente Israel. Mas uma coisa é o sujeito fazer propaganda antiamericana em um cursinho pré-vestibular em Mogi das Cruzes. Agora, quando um sujeito desanca injustamente com calúnias o país estrangeiro no qual ganha seu dinheiro e que lhe deu a oportunidade de trabalhar e progredir, parece-me, além da questão ideológica, no mínimo uma falta de educação intolerável.
Ou estou errado?
Enfim, cada um tem seu gosto.
O problema disso tudo é que um dia no futuro os alunos vão ficar com o cérebro tão lavado pela propaganda esquerdista que terminarão por eleger para a presidência do próprio país um queniano de origem muçulmana formado em Harvard que vai implantar políticas socialistas no país, levando a economia para o ralo...
Talvez os esquerdistas locais acreditem que, uma vez que os Estados Unidos não forem mais os fortões prepotentes do mundo, as pessoas vão amá-los mais. Mas não acredito nisso de jeito nenhum. Vejam que, mesmo com Obama no comando, o Irã continua gritando "morte à América", e os ditos países emergentes apostam contra o dólar, na esperança de ferrar com a economia americana ainda mais.
Quando a cow americana for para o swamp, ninguém vai ter peninha dos EUA não. Vai todo mundo passar por cima, e ainda dizer bem-feito, seus imperialistas safados.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Quando o Politicamente Correto mata
Deixando de lado o fato de que um jovem - negro, branco ou amarelo - de 22 anos ter todo esse dinheiro na mão seria pouco provável, o mais terrível ocorreu a seguir.
Quando o jovem chegou no edifício, o vigia perguntou à dona se não queria que os acompanhasse na visita (o apartamento, com terraço, ficava no último andar).
"Não, tudo bem," ela respondeu. "Não quero que ele pense que não confiamos nele."
Famosas últimas palavras. Uma vez lá em cima, o jovem, que já havia estado na prisão três vezes por assalto, bateu repetidamente na cabeça da mulher com um objeto contundente até matá-la. Roubou seu anel, 68 dólares e os cartões de crédito, como era óbvio que aconteceria. Mas para a mulher, mais importante era não parecer racista. O Politicamente Correto pode matar.
* * *
Outro exemplo: Bill Gates, em recente conferência, lançou mosquitos sobre seu público, afirmando que estavam contaminados com a malária, e disse: "Não é justo que apenas pessoas pobres fiquem doentes." Depois de um minuto de tensão, revelou ao público que os mosquitos não estavam contaminados. Os assistentes aplaudiram enfaticamente.
Bill Gates pode ser um gênio do marketing ou da informática, não sei. Mas o que fez nessa conferência foi uma asneira sem tamanho. Não é justo que apenas os pobres fiquem doentes? Não, e não é justo que alguns sejam mais feios do que outros. Não é justo que Bill Gates tenha bilhões de dólares e eu não. Mas culpar os ricos pelo fato de que os pobres tenham malária, ou indicar que contaminar os ricos seria uma forma de justiça social, mostra uma maneira torta de pensar, o tipo de pensamento que justifica o terrorismo. De fato, não duvido que um atentado terrorista biológico não possa vir a ser defendido com exatamente as mesmas palavras.
O Politicamente Correto mata.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Sociedade dos Poetas Mortos
Talvez seja a visão romântica que nos faz generalizar. Yeats, um dos maiores se não o maior poeta do século XX, morreu de morte morrida aos 74 anos. Mario Quintana esteve a um passo de completar os 90. Robert Frost sobreviveu a quase toda a sua família, inclusive vários dos filhos, e morreu com 88 anos.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Poema do domingo
Além-tédio
Nada me expira já, nada me vive ---
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.
Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.
Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.
Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!
Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.
E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...
Mário de Sá-Carneiro (1890-1916)
domingo, 14 de setembro de 2008
Poema do domingo
What a thrill -
My thumb instead of an onion.
The top quite gone
Except for a sort of hinge
Of skin,
A flap like a hat,
Dead white.
Then that red plush.
Little pilgrim,
The Indian's axed your scalp.
Your turkey wattle
Carpet rolls
Straight from the heart.
I step on it,
Clutching my bottle
Of pink fizz. A celebration, this is.
Out of a gap
A million soldiers run,
Redcoats, every one.
Whose side are they on?
O my
Homunculus, I am ill.
I have taken a pill to kill
The thin
Papery feeling.
Saboteur,
Kamikaze man -
The stain on your
Gauze Ku Klux Klan
Babushka
Darkens and tarnishes and when
The balled
Pulp of your heart
Confronts its small
Mill of silence
How you jump -
Trepanned veteran,
Dirty girl,
Thumb stump.
Sylvia Plath (1932-1963)
domingo, 7 de setembro de 2008
Poema do domingo
Tenho uma folha branca
e limpa à minha espera:
mudo convite
tenho uma cama branca
e limpa à minha espera:
mudo convite
tenho uma vida branca
e limpa à minha espera:
Ana Cristina César (1952-1983)
sábado, 16 de agosto de 2008
Sobre a eutanásia
A eutanásia hoje é legal apenas na Holanda, na Bélgica e no estado americano de Oregon, mas existe uma campanha mundial para liberá-la em vários países, inclusive a católica Itália. Filmes como "Mar adentro" e "Million Dolar Baby", entre outros, tocaram o tema marcadamente a favor da eutanásia.
Pessoalmente, assim como no caso do aborto, considero a luta pelo "direito de morrer" algo macabra e deprimente. A eutanásia poderia ser, no melhor dos casos, um mal necessário para alguém que sofre muito, e no pior dos casos, a oportunidade para alguns de livrar-se de familiares inconvenientes, mas transformar isso num direito parece-me realmente bizarro. Até porque é um direito que atinge um número bastante limitado de pessoas, ou seja, aqueles que estão tão imobilizados que são incapazes de se suicidar sem a ajuda de outros. (Outro nome para a eutanásia é "suicídio assistido"). A lei não tem como impedir o suicídio, apenas aqueles que o promovem.
Além disso, outro problema é que a eutanásia traz más lembranças inescapáveis. Os nazistas começaram seu projeto genocida com a eutanásia de velhinhos, doentes terminais e deficientes físicos e mentais (o chamado projeto "Aktion T4"). Em poucos anos estavam colocando milhões de pessoas saudáveis nas câmeras de gás.
No fundo, o problema é que a eutanásia reduz o valor da vida, de direito "sagrado" religioso a mero fator de conveniência pessoal, médica ou dos parentes da vítima. Um tetraplégico lúcido pode decidir se quer morrer ou não. Mas uma garota em coma não pode decidir por si mesma se quer morrer ou não, e seu pai ou guardião é quem deve decidir isso por ela. Começa-se então matando velhinhos, tetraplégicos e mocinhas em coma. Depois disso, passa-se a matar bebês com deficiências genéticas (notem que nos mesmos países em que existem leis regulando a eutanásia também ocorre a eutanásia infantil de centenas de bebês com problemas congênitos).
Mas de fato, o sofrimento em certas doenças pode ser muito grande, e se você não acredita em valores religiosos e/ou na sacralidade da vida, então não parece haver razão lógica para opor-se à eutanásia.
O que vocês acham?
Atualização: Faltou observar que, assim como o aborto, a eutanásia é uma grande oportunidade para certas clínicas faturarem. Uma empresa suiça, Dignitas, já oferece seus servícios de suicídio assistido para doentes ou deficientes físicos e mentais por módicos preços que variam entre os 4 e os 7 mil euros, e agora pretende oferecer o mesmo serviço para as pessoas saudáveis, mas deprimidas.
domingo, 27 de julho de 2008
Poema do domingo
Ho tentato di baciarti e tu mi hai morso
Ho tentato di baciarti e tu mi hai morso,
tutto tutto è perduto.
Possedevo un divino paradiso
in quei giorni lontani.
Vivevo in un altro sogno
che i timori malcerti
di una fine e i rimorsi
mi facevano solo più bello.
Ora ho perduto tutto.
Per volere sapere,
per il mio male implacabile
che non crede al futuro
mi sono gettato nel buio…
Cesare Pavese (1908-1950)
domingo, 8 de junho de 2008
Poema do domingo
Frente al mar
Oh mar, enorme mar, corazón fiero
De ritmo desigual, corazón malo,
Yo soy más blanda que ese pobre palo
Que se pudre en tus ondas prisionero.
Oh mar, dame tu cólera tremenda,
Yo me pasé la vida perdonando,
Porque entendía, mar, yo me fui dando:
"Piedad, piedad para el que más ofenda".
Vulgaridad, vulgaridad me acosa.
Ah, me han comprado la ciudad y el hombre.
Hazme tener tu cólera sin nombre:
Ya me fatiga esta misión de rosa.
¿Ves al vulgar? Ese vulgar me apena,
Me falta el aire y donde falta quedo,
Quisiera no entender, pero no puedo:
Es la vulgaridad que me envenena.
Me empobrecí porque entender abruma,
Me empobrecí porque entender sofoca,
¡Bendecida la fuerza de la roca!
Yo tengo el corazón como la espuma.
Mar, yo soñaba ser como tú eres,
Allá en las tardes que la vida mía
Bajo las horas cálidas se abría...
Ah, yo soñaba ser como tú eres.
Mírame aquí, pequeña, miserable,
Todo dolor me vence, todo sueño;
Mar, dame, dame el inefable empeño
De tornarme soberbia, inalcanzable.
Dame tu sal, tu yodo, tu fiereza,
¡Aire de mar!... ¡Oh tempestad, oh enojo!
Desdichada de mí, soy un abrojo,
Y muero, mar, sucumbo en mi pobreza.
Y el alma mía es como el mar, es eso,
Ah, la ciudad la pudre y equivoca
Pequeña vida que dolor provoca,
¡Que pueda libertarme de su peso!
Vuele mi empeño, mi esperanza vuele...
La vida mía debió ser horrible,
Debió ser una arteria incontenible
Y apenas es cicatriz que siempre duele.
Alfonsina Storni (1892-1938), que morreu suicida atirando-se às ondas em Mar del Plata. O mar foi tema de muitos de seus poemas. Abaixo, uma canção da Mercedes Sosa em homenagem a ela.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
A incrível esquerda americana
Eles apóiam a obtenção de armas nucleares pelo Irã e a destruição do “ilegítimo estado de Israel”, único aliado confiável dos EUA na região. Apóiam a Venezuela chavista contra os EUA. Apóiam os críticos europeus contra os EUA. Acham que os EUA são um país racista, imperialista, capitalista e nojento. Mas não se mudam de lá.Mesmo os que ameaçaram se mudar após a reeleição de Bush, ficaram.
Eles querem a diminuição do poderio americano e de sua força bélica. Muitos desejam abertamente a morte de soldados americanos no Iraque. Alguns até sonham com os EUA sendo invadidos, “para aprender a lição”.
Pessoas psicologicamente normais querem, naturalmente, o melhor para si, sua família, e seu país. Porque americanos que moram na América desejariam o enfraquecimento do próprio país e o fortalecimento de seus inimigos é um grande mistério.
Acredito que Freud (em “A civilização e seus descontentes”) explica.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Qual o segredo da felicidade?
Dos artigos recentes chamaram a atenção dos opinadores compulsivos da blogosfera. Um deles, comentado aqui pela neoneocon, diz que os conservadores tendem a ser mais felizes do que os "progressistas". Não sei se é verdade: a felicidade é uma coisa muito difícil de definir. Porém, é certo que os esquerdistas querem sempre "mudanças", ou "change" como diria o Obama, indicando certa frustração. Quando o "change" revela-se ilusório, então, a frustração é ainda maior. Já os conservadores parecem aceitar de maior bom grado a imperfectibilidade da vida.
Bem, essa é uma teoria. De acordo com pesquisas, a família é a fonte de maior felicidade para as pessoas, e portanto os conservadores, que tendem a dar maior importância aos "valores familiares", seriam mais felizes.
Outro artigo é o último do Spengler. Ele faz uma comparação entre os países desenvolvidos que têm menor índice de suicídios e maior nível de natalidade. Chega à curiosa conclusão de que "Israel é o país mais feliz do mundo". Exagero? Possivelmente. Spengler nunca escondeu suas simpatias pelo judaísmo. Além do mais, seu "quociente de felicidade" é determinado apenas pelo número de suicídios dividido pela taxa de natalidade. Ninguém sabe definir o que é felicidade, mas certamente inclui outros fatores. Porém, o que fica claro é que certos países parecem ter maior apego à vida do que outros.
É realmente interessante observar a lista ali publicada: de acordo com esta, o nível de suicídios em Israel é de 6,2 sobre 100.000 habitantes, e a taxa de natalidade de 2.77, a maior do mundo desenvolvido atual. Do ranking, apenas a Grécia possui um nível de suicídios menor (3,2 sobre 100.000), porém condicionado por uma taxa de natalidade bem baixa (1,36). O campeão do suicídio e da baixa natalidade é a Lituânia (Incríveis 40,2 de suicídios, mais de dez superior à Grécia, e taxa de natalidade de 1,22). Some-se a isso que a Lituânia é também campeã nas taxas de aborto, e temos certamente um dos países mais deprimidos do mundo, praticamente à beira do suicídio.
O Brasil não está na lista, mas acredito que estamos bem. Certamente à frente da Argentina, onde reclamar da vida e do país é praticamente obrigatório. Pior, só na França.
Gatinhos em busca da felicidade.
Atualização: de acordo com este outro estudo, relativo ao "bem-estar subjetivo", a Dinamarca é o país mais feliz do mundo. E a Argentina está à frente do Brasil...





