quinta-feira, 19 de abril de 2012
O Ocidente é um viciado em crack
Vejam este grupo de estagiários da campanha Obama. Todos brancos bacanas de classe média. E é assim em toda parte, em qualquer campus universitário. Juro, vi bem mais negros e latinos fazendo campanha para o Ron Paul!
Olhem só, o progressismo nos EUA é basicamente uma luta de brancos de classe alta e média-alta contra brancos de classe média-baixa e baixa. Os mais ricos têm menos problemas com minorias porque vivem bem longe delas, então podem se dar ao luxo de criticar aqueles que vivem entre assaltantes negros e motoristas bêbados mexicanos ou radicais muçulmanos e viram "racistas." Afinal, ser racista ou anti-imigração é coisa de gente pobre e baixa! Gente fina vota em Obama.
Um bom comentário do blogueiro Half Sigma sobre essa questão (tradução adaptada):
Existem outros modos de se sentir superior a outras pessoas além de ter mais dinheiro do que elas. Se você voluntariamente (ou involuntariamente) escolhe uma carreira que não dá grande recompensa financeira, então você precisa encontrar outros modos de se sentir superior. É disso que o movimento SWPL (Stuff White People Like) trata, participar em uma cultura que te faz sentir superior a trabalhadores com menos educação mas que ganham tanto dinheiro quanto você. Em 1980, Tom Wolfe na Fogueira das Vaidades observou que emitir opiniões racistas é considerado coisa de classe baixa. Isso é ainda mais verdadeiro hoje. A classe baixa de brancos pode se sentir superior sendo racista contra os negros, mas as classes altas de brancos se sentem superiores às classes baixas de brancos tendo uma atitude mais nobre com as minorias, desde que elas não estejam em sua vizinhança.
Ou, como diz o Lawrence Auster, o sujeito de minoria racial ou imigrante não é visto pelo esquerdista como um ator moral, mas como mero objeto da piedade dos brancos progressistas. Segundo eles, o ser "minoritário" (índio, negro, travesti, muçulmano, traficante, mendigo, viciado em drogas, etc.) jamais age motivado pelos próprios interesses, mas está sempre apenas reagindo ao "racismo", ao "sistema", à "islamofobia", etc. Como atores morais nesse teatrinho há apenas o "branco bom", progressista, e o "branco mau", conservador. É claro que a própria definição de "branco" pode mudar, já que o latino peruano Zimmerman, linchado pela opinião pública, virou "branco americano" no momento em que se meteu com um negro. E há negros conservadores como Thomas Sowell e Walter Williams que, para todos os efeitos, são brancos, ou ao menos "Uncle Toms".
O fato é que os tais "nacionalistas brancos" estão loucos, afinal não há solidariedade étnica entre brancos americanos. Quando um branco ou um latino mata um negro, a comunidade afro-americana levanta-se em peso a favor da sua vítima. Mas quando um branco encontra-se em dificuldades, a comunidade em peso levanta-se... contra o branco. Acusando-o de racismo, claro. Um americano branco vai preferir contratar uma guatemalteca burra que odeia os EUA a um outro branco que pode competir com ele. Nos EUA, tudo é competição, tudo é status. As minorias são apenas peões neste jogo!
O que Ann Coulter, Steve Sailer, John Derbyshire e agora Robert Weissberg têm em comum? Simples, são todos conservadores que foram expulsos da revista conservadora National Review por emitirem opiniões... conservadoras.
Infelizmente, dei-me conta de uma coisa muito triste: 90% das pessoas são demasiado estúpidas para pensar por conta própria. Elas realmente acreditam no que lêem nos jornais ou vêem na televisão. Quem é que pensava ou falava em "casamento gay" há meros dez anos atrás? Hoje, no entanto, a maioria da população é a favor. E nem precisou muito esforço para promover essa idéia...
O lado B disso é que a opinião pública pode mudar da noite para o dia. Imagine que amanhã um governo de ultradireita tomasse o poder e o controle da mídia. Não tenho dúvidas que pouco tempo depois a maioria da população se tornaria também ultradireitista e repetiria slogans neonazis como um bando de zumbis! (Desculpem, minha crença na humanidade caiu muito nos últimos tempos.)
O Ocidente hoje está viciado no esquerdismo mais rasteiro. É como um viciado em crack. No começo você tenta ajudar. Depois você começa a cansar um pouco, mas ainda ajuda na medida do possível, afinal sabe que a culpa é da droga. Mas então, depois de tudo o que você fez por ele, quando ele rouba sua carteira para comprar mais crack e ainda te ameaça, você já desiste e manda ele para a pqp. Quando alguém cai numa fúria autodestrutiva, às vezes existe bem pouco que você pode fazer para ajudar.
Então, que importa se os jovens americanos continuam votando em Obama mesmo com ele acabando com os seus empregos? Que importa se esses mesmos jovens esquerdistas lutam pelos direitos dos ilegais que eles mesmos irão sustentar? Que importa que as universidades sejam meras usinas de propaganda esquerdista e promovam idéias que só servirão para destruir a sociedade? Que importa que os ditos conservadores estejam mais preocupados em respeitar os inimigos do que em lutar contra o esquerdismo? Que importa que o estado do bem-estar social vá endividar ainda mais a Europa e causar ruína econômica total? Que importa que os jovens de classe média brasileiros estejam mais preocupados em denunciar "torturadores" dos anos 60 do que em pedir prisão para os milhares de bandidos e assaltantes que ameaçam suas vidas hoje? Que importa que todo o edifício do Ocidente esteja ruindo?
O Ocidente é um viciado em crack e não escuta à razão. Às vezes, só terapia de choque resolve!
domingo, 1 de abril de 2012
Imigração, ou: O Dilúvio, ou: Salve-se quem puder
Tenho uma visão ambígua sobre a imigração. Sou um imigrante e às vezes acharia bom que fosse possível para qualquer um (ou bem, qualquer um com diploma e bons antecedentes) se estabelecer e trabalhar nos EUA, no Canadá, na Austrália, na França ou na Itália ou, vá lá, até no México se fosse o caso. Às vezes imagino um mundo de fronteiras abertas, sem vistos ou complicados processos de imigração, e penso que facilitaria muito a minha vida. Por outro lado, o problema com essa teoria é a lei da oferta e demanda. Há muito mais pessoas querendo morar nos EUA e na França do que no México ou na Zâmbia. E se o requisito passa a ser apenas que "as condições de vida no Terceiro Mundo não são boas", bem, isso justificaria a mudança de 90% da população do planeta para os poucos países de Primeiro Mundo ainda existentes.
O problema é o seguinte. Imigração massiva de terceiromundistas transforma onde quer que eles vão em Terceiro Mundo. Ilude-se quem acha que basta cruzar a fronteira para transformar-se num cidadão de bem e cumpridor das leis. O México é o México por alguma razão. A lógica dos imigrantes e dos esquerdistas é que os imigrantes têm direito a buscar uma vida melhor. Certo, mas o que na verdade acontece é que muitos deles tornam a vida pior para os nativos do Primeiro Mundo, incluídos aí os esquerdistas. Não é que os mexicanos nos EUA ou os muçulmanos na Europa irão transformar-se em americanos ou europeus da gema por mágica da geografia, mas o contrário, que transformarão seus novos habitats em reflexo de sua própria cultura.
Que tantas pessoas não consigam entender esse fato elementar é um dos grandes mistérios da era moderna.
Quem ganha com a imigração massiva do Terceiro Mundo para o Primeiro? Muito fala-se sobre as tais elites globalistas, que às vezes é eufemismo para outro grupo Inominável, mas custo a ver como ganhariam com um mundo que fosse todo ele como uma África, uma América Latina ou um Oriente Médio. Um mundo assim, em que a Europa e EUA se indiferenciassem da América Latina seria pior para os americanos, para os europeus, e até mesmo, em última análise, para os mexicanos e zambianos, que não mais poderiam receber qualquer tipo de ajuda. Seria ruim para brancos, negros, amarelos, judeus, muçulmanos e budistas. Para gregos e troianos. Enfim, seria um desastre! Não haveria nem mesmo para onde emigrar, fora quem sabe algum outro planeta.
Qual a solução? Uma delas seria a de privilegiar a entrada de imigrantes mais qualificados, e limitar a de imigrantes-problema. O Canadá parece ter uma política imigratória melhor do que a dos EUA (onde a vinda de imigrantes qualificados é dificultada e a permanência de ilegais é privilegiada). Exige-se um certo número de anos de estudo, bem como várias outras qualificações. Por outro lado, mesmo as grandes cidades do Canadá hoje transbordam com refugiados muçulmanos, e prevê-se que o seu número aumentará. Qual será o ponto-limite após o qual um país muda sua cultura irreversivelmente?
A imigração, naturalmente, é só a porta de entrada. As novas gerações já não são mais de estrangeiros, mas de cidadãos legítimos que nem podem ser deportados. Os simpáticos jovens da "Guns and Shanks Gang", que tanto contribuem para o futuro da Inglaterra, são, segundo as leis, britânicos da gema.
Bem, como disse certa vez Luís XV (ou talvez sua amante a Madame de Pompadour), "depois de mim, o dilúvio". A mentalidade de muitos imigrantes (inclusive, provavelmente, a minha) é apenas a de melhorar a própria vida, não a de se preocupar com o futuro das nações ou do planeta.
O Primeiro Mundo, isto é, este pequeno grupo de países privilegiados pelo QI de sua população, pela sua cultura, pelas suas leis e pelos seus séculos de desenvolvimento civilizatório, talvez tenha sido uma aberração histórica. Penso que no futuro os Estados-Nação se desmantelarão, e voltaremos a uma espécie de feudalismo, com pequenos grupos de pessoas mais ricas e espertas encasteladas em fortalezas e, lá fora, rugindo, as hordas de bárbaros.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Brancofobia, Cristianofobia, Heterofobia
Da mesma forma, termos como "cristianofobia" e "heterofobia" inexistem no discurso tradicional.
Acho que a razão não é necessariamente nenhuma conspiração silenciosa, mas simplesmente que a cultura européia é a cultura ocidental por default. A heterossexualidade e o cristianismo são as normas tradicionais. Portanto todos os antiocidentais são antibrancos, anticristãos e antihéteros, e nem poderia ser diferente, já que os revolucionários pretendem acabar com o Ocidente, ou ao menos transformá-lo em alguma coisa bem diversa... (Por outro lado, Revolução Francesa, marxismo e feminismo são certamente criações ocidentais. O Ocidente está em constante guerra consigo mesmo, entre os utopistas e os realistas).
Bem, eu não tenho ódio a ninguém e em geral tive e tenho uma boa convivência com pessoas de todas as raças, cores, religiões e origens. Até andei censurando por aqui alguns que ficaram promovendo o ódio. Porém, acho que se os outros têm direito a reclamar de discriminação, acho que nós caras-pálidas também teríamos. E o fato é que vivemos em tempos tristemente brancofóbicos, misândricos, heterofóbicos e anticristãos.
Por exemplo, estes jovens atacaram uma indefesa mulher branca com problemas mentais (se bem que seus atacantes pareciam ter problemas mentais mais graves), e pegaram apenas 240 dias de cadeia, sendo liberados antes. Recentemente dois outros jovens tocaram fogo em um colega branco dizendo "é o que você merece, white boy", mas segundo a polícia não houve crime racial. Da mesma forma, ataques contra cristãos são comuns em diversas partes do globo, sem que ninguém fale muita coisa. Os coptas do Egito podem mesmo desaparecer em breve. O homem branco heterossexual cristão não pode sequer se queixar: é considerado sempre o vilão da História.
Para nossa sorte, alguns cientistas estão trabalhando na pílula contra o racismo, leis antihomofóbicas estão sendo aprovadas em todos os cantos do globo, e os crucifixos estão sendo retirados dos tribunais. Assim todos finalmente serão iguais e felizes.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Amores suicidas
O blogueiro Sérgio de Biasi suicidou-se.
Nunca conheci o Sérgio, mas há tempos acompanhava O Indivíduo, desde quando ainda era uma parceria com o Pedro Sette, outro excelente escritor. Ele era pouco mais velho do que eu, fazia praticamente parte da mesma geração e, acho, tínhamos certas coisas em comum.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Qual o limite da tolerância?
Tem um texto aqui (é minha sugestão de tradução ao Dextra) que compara a política de imigração americana com uma "mulher dos gatos". Você sabe, essas mulheres que moram sozinhas e terminam acolhendo em sua casa dezenas, às vezes até centenas de gatos, terminando por colocar em risco a própria saúde e aquela dos gatos. Qual o ponto em que uma pessoa caridosa que gosta de ajudar animais perdidos termina se transformando em uma louca "mulher dos gatos"?
Fiquei pensando nisso devido ao caso DSK. Como todos sabem, no fim descobriram que a "muçulmana fiel" não apenas estava mentindo em relação aos pormenores do caso, como era prostituta e estava envolvida com um traficante de drogas. Além da mentira em relação a DSK, Naffisatou Diallo também mentiu ao pedir asilo político nos EUA. Informou às autoridades que tinha sofrido estupro grupal e toda uma série de horrores em seu país natal. Mentira, tudo mentira.
Faz parte da natureza humana mentir se isso pode ser de algum modo benéfico. O problema é que o sistema de asilo político estimula a mentira. Se você dá asilo político a mulheres que sofreram estupro, é garantido que de uma hora para outra surgirão milhares de "estupradas". Pode apostar, 90% das historinhas contadas por aqueles que pedem asilo político são falsas, assim como 90% das historinhas contadas por mendigos são falsas. Poxa, se o Battisti pode vir com sua lorota de "perseguição política" na Itália, porque uma africana não pode inventar histórias bem mais convincentes?
Lembro do filme Viridiana, concebido como crítica ao cristianismo, mas que para mim é mais do que tudo uma crítica ao esquerdismo, que não tem o senso moral do cristianismo. No filme tem uma cena em que o protagonista ajuda um cachorro vira-lata maltratado por um carroceiro, comprando-o por uns trocados. Logo depois que ele vai embora, passa um outro carroceiro arrastando um outro cachorro. A moral é clara: não dá pra ajudar a todos...
O extremo oposto, é claro, é não ter piedade de ninguém. Eutanasiar os deficientes físicos e mentais, escravizar os negros e os índios, esterilizar os miseráveis, exterminar os judeus e todos aqueles que possam ser uma ameaça à sociedade, à elite, ao governo ou ao patrimônio genético. Uma forma de solução, sem dúvida, ainda que radical. Pessoalmente, não sou um nazista. Por quê? Há uma resposta complicada e uma simples, vou dar a simples. Sergey Brin e Larry Page são os criadores do Google. São também judeus. Se você acha que os criadores do Google devem ser colocados em campos de concentração, parabéns, você é um nazista. Já eu prefiro algo menos radical.
Porém, confesso que não sei qual seria a medida certa entre uma sociedade confiante mas relativamente tolerante e uma sociedade perdida como a nossa. Notem que o "bonzismo" (isto é, a bondade ingênua) a que me refiro não se limita à questão da imigração, mas perpassa todos os aspectos. Por exemplo, o crime: não é de hoje que o criminoso é visto como um coitadinho, recebendo penas cada vez menores. No Brasil, naturalmente, mas em muitos outros países de dito primeiro mundo também. Estes dias, nos EUA, uma mãe que matou a própria filha foi liberada por suposta falta de provas (ou incompetência da acusação); porém, é curioso que ela nem tenha querido saber quem "realmente" matou a criança. Na Inglaterra, casos em que criminosos violentos são soltos após uma semana de cadeia ou uma mera pena de "trabalhos comunitários" são praxe.
Não vou agora tentar explicar, só observar o seguinte: seria bom se existisse um equilíbrio e moderação nas questões humanas, mas raramente isso ocorre. Massacres, extermínios, guerras, estupros coletivos, escravidão, corpos crucificados e cabeças cortadas penduradas como aviso, tudo isso são a norma do mundo dito "civilizado". Vivemos apenas em um período de relativa exceção.
A História se move como um pêndulo. Temos momentos de tranquilidade, e depois momentos de extremismo. Vivemos agora sob o que se poderia chamar de um extremismo de esquerda global. Não é exatamente ditatorial, mas, fale a verdade, quantas pessoas que não são de esquerda você conhece? E, mesmo nos sites de direita, há temas nos quais não se pode tocar. No entanto, sente-se no ar uma crescente insatisfação. E há temor em relação ao futuro: quase ninguém tem uma visão otimista sobre este. É bastante claro que o pêndulo está para virar.
Não demorará muitas décadas, e teremos um retorno do extremismo de direita, ou então um domínio do islamismo (que, a seu modo, é também inimigo do progressismo e apenas seu aliado de conveniência), ou quem sabe do pan-eslavismo russo (não acredito muito nisso, mas pode ser), ou então uma supremacia global asiática (eles sim estão bem posicionados para isso), ou então um retorno glorioso do Positivismo (tá, essa foi só pra contentar o AN), ou então uma guerra bem f****a entre todas essas correntes. O fato é que o progressismo não vai durar, não tem como.
Pode-se tentar o "bonzismo" quanto se quiser. Mas, no fim, Maquiavel e os deuses do bom senso sempre vencem.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
E agora, Brasil?
Não, nem horror, nem glória. Apenas mediocridade. E uma lenta marcha em direção ao totalitarismo. Aguarde mais confiscos de terras. Mais limites à propriedade. Maior intervenção estatal. Mais ações afirmativas e mais leis de censura anti-homofobia, anti-racismo, anti-petismo, etc. Mais bolsa-demagogia. Mais crime e violência. Mais de cem mil assassinatos por ano. Mais controle da mídia (já começou). Mais tempo para o PT ir colocando os tentáculos da sua máfia em todos os setores da sociedade brasileira.
Espere muitas gafes de uma pessoa despreparada, e a continuação da política externa de relação com "aliados" como Amadinejade, Chávez, Ortega, Mugabe, etc. Espere também uma crise econômica (cedo ou tarde virá, ainda que o Partido tenha aprendido bem a utilizar o capitalismo para financiar o petismo, ou, como diria Lenin, "enforcaremos os capitalistas com a corda que eles próprios nos venderem"). Espere corrupção a escala nunca vista ignorada por uma mídia cúmplice ou medrosa.
Seria diferente com Serra? Serra e Dilma, ou PT e PSDB, não são lá tão diferentes. O PT é pior, por certo, sendo revolucionário até a medula. Mas, ideologicamente, os dois partidos estão comprometidos com o mesmo programa progreçista e estadólatra. É mais ou menos a diferença que existe entre os terroristas fanáticos e os moderados. Uma alternativa política liberal não só está distante do horizonte, é totalmente inexistente.
É possível, porém, que o PT tenha visto esta eleição como um mero referendo de apoio popular ao seu programa revolucionário, e decida partir de vez para o chavismo mais explícito. Dilma prometeu respeitar as instituições e a imprensa livre, mas não há nessa promessa um quê de mau agouro? Se ela vai mesmo respeitar, para que a promessa? Lembre-se ainda que, para os revolucionários, não há moral: Bem o que é bom para o Partido, Mal é o que é ruim para o Partido. Apenas isso. Fraude, roubo, assassinato, tudo é válido: "a História nos absolverá".
E, nesse caso, o PT jamais sairá do poder.
domingo, 25 de julho de 2010
Poema do domingo
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga (1907-1995)
domingo, 13 de junho de 2010
Poema do domingo
ERE you but lying cold and dead, - And lights were paling out of the West,
- You would come hither, and bend your head,
- And I would lay my head on your breast;
- And you would murmur tender words,
- Forgiving me, because you were dead:
- Nor would you rise and hasten away,
- Though you have the will of wild birds,
- But know your hair was bound and wound
- About the stars and moon and sun:
- O would, beloved, that you lay
- Under the dock-leaves in the ground,
- While lights were paling one by one.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Bye bye Miss American pie
O Obamacare passou, ao menos no voto inicial. Os Democratas celebram, mas mal sabem eles (ou sabem e não se importam) que estão praticamente assegurando o fim dos EUA como superpotência mundial. It's over, è finito, c'est fini.
O país está à beira da bancarrota, e este trambolho que acaba de passar vai custar mais alguns trilhões. Não haverá dinheiro para inovação em tecnologia médica, e muitas companhias de seguro médico irão falir, deixando o caminho livre para o futuro monopólio estatal, que encherá o bolso de alguns políticos, mas custará mais para todos os outros a uma qualidade cada vez pior.
Naturalmente, a saúde "gratuita" beneficiará prioritariamente aqueles que vivem no welfare, os que recebem pouco e não pagam imposto de renda, e os ilegais. A saúde de todos estes grupos será paga pela classe média que trabalha, graças a um fenomenal aumento de impostos. O aumento de impostos gerará mais desemprego, o que colocará mais pessoas no welfare, o que gerará maiores impostos, etc.
Depoi de ferrar com a saúde, o próximo passo de Obama será aprovar o plano "antiaquecimento global", que vai ferrar com a economia, e o plano de "reforma de imigração", permitindo a legalização imediata de vinte milhões de ilegais no país - o que, em tempos de desemprego, também não vai ser muito bem recebido pela classe média. O que não importa, já que os agradecidos novos legalizados votarão nos Democratas, e a fraude fará o resto.
Os EUA se tornarão um país de minoria branca, com uma maioria formada por uma maioria desunida de todos os credos e cores. E, assim, ao desemprego se juntará o ressentimento étnico e racial. Aos altos impostos se juntarão a inflação e a desvalorização da moeda, garantindo a pobreza de milhões. Os EUA deixarão de investir em tecnologia militar e limitarão enormemente os gastos com a defesa, deixando o país à mercê de ataques, que, cedo ou tarde, acontecerão, causando ainda maior caos e crise econômica. A China cobrará suas dívidas e tomará o lugar anteriormente ocupado pelo colosso americano, ou talvez o controle passe para a tal Nova Ordem Global.
Depois disso, é possível até mesmo uma guerra civil e a secessão do país em diversos novos Estados, como sugeriu há algum tempo um maluco russo que já não parece tão maluco assim.
Naturalmente, tudo isso não acontecerá imediatamente, mas aos poucos, ao longo de várias décadas. Mas é o caminho que foi escolhido pelos Democratas.
Há mais de dois mil anos atrás, Marco Túlio Cícero advertia os romanos:
O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública.Roma não ouvi os conselhos, e caiu. Seguirão os EUA pelo mesmo caminho?
sábado, 16 de janeiro de 2010
Rezem pelo Haiti, chorem pelo Haiti
Por que as desgraças ocorrem aos mais miseráveis?
Bem, nem tudo é coincidência. O Haiti não é apenas o país mais pobre do hemisfério ocidental, como também o com maior densidade populacional. São dez milhões de pessoas em metade de uma ilha. Sem falar que a construção civil haitiana não é sinônimo de qualidade. Isso explica um pouco a magnitude do desastre.
Terremotos de magnitude similar ocorreram no Japão com número muito reduzido de mortes, e sem o caos que se vê hoje no Haiti.
Porém, a polêmica da semana por aqui foi mesmo a afirmação do pastor Pat Robertson de que as desgraças do Haiti ao longo de duzentos anos seriam resultado de um pacto com o Demônio. (Já o cônsul do Haiti em São Paulo falou que a culpa seria da macumba africana mesmo.)
Na verdade, o que ocorreu no Haiti não foi um pacto com o Diabo, nem macumba, mas sim um cerimônia vodu. Da famigerada Wikipedia:
A man named Boukman, another houngan, organized on August 14, 1791, a meeting with the slaves in the mountains of the North. This meeting took the form of a Voodoo ceremony in the Bois Caiman in the northern mountains of the island. It was raining and the sky was raging with clouds; the slaves then started confessing their resentment of their condition. A woman started dancing languorously in the crowd, taken by the spirits of the loas. With a knife in her hand, she cut the throat of a pig and distributed the blood to all the participants of the meeting who swore to kill all the whites on the island. On August 22, 1791, the blacks of the North entered into a rebellion, killing all the whites they met and setting the plantations of the colony on fire.
Do outro lado, há quem diga que a culpa pelo terremoto é do capitalismo (modalidade econômica que me parece quase desconhecida nesse país, já que seu PIB anual total é menor do que a verba à disposição para falcatruas só no Senado Brasileiro). Ou então do aquecimento global: para o ator Danny Glover, a Mãe Terra ficou brava com o fracasso das negociações em Copenhague, e por isso decidiu destruir um dos países mais pobres do planeta (Bizarra escolha.). Já um blogueiro de esquerda cujo link não consigo agora encontrar afirmou que o terremoto não foi um desastre natural, mas foi "artificialmente gerado pelos países ricos para sacanear o Haiti e roubar suas riquezas naturais." (Quais riquezas? Os habitantes depenaram até a floresta por lá, só restou 2%).
Bem. Não é momento de falar em política ou religião, mas sim de tentar ajudar essas pobres pessoas que lá estão. Rezemos pelo Haiti, oremos pelo Haiti. Quem puder, que envie ajuda.
Lamentavelmente, a maior tragédia do Haiti não é que o terremoto tenha destruído a infraestrutura do país, mas sim que não havia infraestrutura alguma para começar. O país é pouco mais do que uma favela gigante.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O Brasil é o futuro do mundo
Eis a explicação do responsável pela mudança das tomadas nas casas de 198 milhões de brasileiros, ao custo de alguns bilhões:
A tomada brasileira é aquela que, forçando um pouquinho, aceita qualquer plugue. Acontece que isto é sempre muito perigoso e fizemos a mudança pensando na segurança do consumidor.Ainda bem que alguém zela pela nossa segurança. Podemos ser pobres, mas ao menos teremos uma tomada quase igual à da Suiça e Liechtenstein. O que seria de nós sem o papai governo?
O brasileiro acha que governo é solução para tudo, o que é no mínimo curioso em um país em que os serviços estatais são quase tão ruins quanto os do Gabão. Por exemplo, fiquei sabendo que uma piadinha infame que o Robin Williams proferiu em um programa de entrevistas repercutiu enormemente no Brasil. Entre os comentários sobre a matéria, leio a seguinte pérola:
As autoridades brasileiras deveriam processar esse ator e exigir retratação pública.Em um país em que jornais são censurados por senadores e um blogueiro é multado em 16 mil reais por causa de um comentário anônimo ofensivo publicado em seu blog, não duvido que apareça algum político esperto embarcando na idéia. Por mim, apóio a campanha do Fábio Marton. Políticos são mais nocivos trabalhando. Deveriam ser pagos para simplesmente não incomodar.
O lamentável mesmo é que o resto do mundo está se brasilizando, com europeus e americanos competindo para ver quem inventa leis mais esdrúxulas ou impostos mais ridículos. Sim, o Brasil é o país do futuro, mas não do jeito que o pobre Stefan Zweig pensava. Não é que o Brasil vá um dia ser uma superpotência. É que, no futuro, o mundo inteiro será um imenso Brasilzão.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Porque o multiculturalismo não funciona
Somente um país demasiado acostumado à supremacia militar pode ter um General no comando das Forças Armadas que acha que manter a "diversidade" e "não discriminar os muçulmanos" é mais importante do que a segurança de suas tropas. Mas é justamente isso que está acontecendo.
Enquanto isso, o presidente muçulmano em exercício B. Hussein afirma que "we should not jump to conclusions". Nada está provado; mesmo que o assassino tenha gritado "Allahu akbar" e utilizado roupas rituais islâmicas no dia do atentado, e dado um Corão de presente a uma vizinha afirmando que "hoje iria realizar um trabalho bom para Alá", nada disso nos pode fazer chegar a conclusão nenhuma. Pode mesmo ser que o atirador seja um fundamentalista cristão que agiu dessa forma apenas para incriminar os muçulmanos e gerar um clima de ódio...
A grande preocupação da Secretária de Estado de Obama é, você adivinhou, "impedir represálias contra muçulmanos inocentes".
Antes do atentado, o Major Hassan já havia realizado dezenas de pronunciamentos públicos contra os "infiéis", já havia declarado mesmo que estes "deveriam ser queimados com óleo fervente e decapitados". Ninguém disse nada; poderiam ser acusados de "racistas", afinal. E todos sabem que não há nada pior do que ser racista. Better dead than racist.
Alguns dizem que Hassan era louco e não jihadista. No entanto, ele era um psiquiatra das Forças Armadas. Se era louco, mais loucos são os que o colocaram no cargo e ignoraram todos os seus pronunciamentos. Chamem o Doutor Bacamarte.
Imaginem agora que, em vez de um mero tiroteio com doze mortos, algum muçulmano infiltrado realize um atentado com uma bomba nuclear. Será que vai colar a mesma desculpa? Será que mesmo assim o multiculturalismo vai se manter?
Há uma velha frase que afirma, "Deus protege os idiotas, os bêbados e os Estados Unidos da América." Vamos ver por quanto tempo ainda é verdade.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Será que sou um self-hating Latino?
Estava em uma roda de doutorandos latinoamericanos, quando de repente, no meio da conversa, descobri algo muito triste. Não tenho grande identificação com a cultura na qual supostamente nasci e cresci. Fora músicas antigas, não gosto muito de samba, muito menos de pagode ou axé, e a música contemporânea brasileira com seus funks e lenines me causa alergia. Gilberto Gil, então, é de lascar.
Minha relação com a cultura hermana latinoamericana é ainda pior. Tango, tudo bem, mas salsa, regueton e merengue são abomináveis, e nem falemos da cultura que acha graça em ver crianças realizando danças sexuais (sim, isso acontece também no Brasil). Não danço nem jogo futebol. Raramente gosto de cinema brasileiro. Não gosto de comida mexicana ou baiana. Escritores latinoamericanos? Alguns me interessam, mas muito poucos, diria que não mais de quatro ou cinco. Gosto em termos gerais do Brasil, mas é mais devido aos amigos que tenho aí; não posso dizer que esteja orgulhoso do país. Não sinto grandes saudades da América Latina morando aqui fora. Tenho mais curiosidade em conhecer a Austrália ou o Japão do que a Guatemala ou o Peru. Devo sentir-me culpado?
Os judeus falam em "self-hating jews", isto é, pessoas que odeiam ou rejeitam a própria cultura e religião. Seria também o meu caso em relação à latinidade? Bem, na verdade, eu não odeio nada. Simplesmente não me identifico demasiado com essa cultura alegre e faceira, só não sei por quê. Talvez eu devesse ter nascido em algum deprimente país escandinavo. (Tampouco posso dizer que me identifique com a cultura norte-americana, no entanto. E não nego ter várias características brazuco-latinas, como a preguiça, a impuntualidade e a informalidade.)
Sei que meu caso não é único, e que são vários os que têm esse mesmo sentimento ambíguo em relação ao Brasil e à América Latina em geral. A maioria do pessoal de classe média aí no Brasil que conheço odeia carnaval e capoeira, não assiste cinema brasileiro e tem referências culturais que vêm quase todas de fora.
Pergunto-me: será que, ao menos desta vez, os esquerdistas não estão corretos? Será que os que reclamam eternamente do Brasil não são todos uns direitistas antipatrióticos que envergonham-se do país e preferem fazer turismo em Paris e New York? Elitistas que desprezam a Cultura do Povo e preferem formas artísticas burguesas ultrapassadas, ou simplesmente o imperialismo cultural yankee?
Por outro lado, qual a opção? Ser como o cara aí da foto abaixo?
Gulp.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Brazimbabwe
À espera de novo índice, sem-terra preparam ocupaçõesAnúncio de revisão de produtividade no campo atrai trabalhadores para acampamentos no interior de SP
Observem a naturalidade com que o fenômeno de "ocupação" (ilegal) é anunciado. Observem ainda que os tais "sem-terra" são trabalhadores urbanos que não tem direito algum a terras (quanto menos qualquer conhecimento agrícola).
A expectativa da revisão dos índices de produtividade no campo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já causa uma corrida aos acampamentos de sem-terra no interior de São Paulo.
Índice de produtividade? O que raios é isso? Como se calcula? Se eu tenho um pedaço de terra, não posso fazer com ele o que bem entender? E as terras do MST, são também avaliadas segundo o mesmo índice? Aposto que não.
Em Araçatuba, noroeste do Estado, moradores urbanos e cortadores de cana engrossam o Adão Preto, um mega acampamento formado por dissidentes do Movimento dos Sem-Terra (MST), considerado o maior do Brasil.Dissidentes do MST. Entenda-se, não pessoas que discordam das políticas totalitárias do MST, mas pessoas ainda mais radicais.
Desde a semana passada, o local passou a receber em média 20 famílias por dia. O coordenador Claudemir Silva Novaes chegou a suspender temporariamente o ingresso de novos acampados por falta de estrutura.
Quem é que permite que essas pessoas estejam ali em primeiro lugar? Como é que uma organização criminosa (segundo a própria Constituição Brasileira) pode ter coordenador e ser mesmo subsidiada pelo governo?
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) utiliza os índices para avaliar a produtividade das fazendas e desapropriar áreas improdutivas para a reforma agrária. A revisão aumentará em até 100% o mínimo de produção a ser alcançado no campo.O mínimo é 100%! Naturalmente, colocam-se índices impossíveis apenas para dar uma desculpa à desapropriação. Estaria o Brasil virando um Zimbabwe? Daqui a pouco teremos cotas raciais no campo também...
Poderia um grupo de pessoas sem instrução fazer melhor?Na região noroeste, a nova fronteira da cana-de-açúcar em São Paulo, muitas fazendas não atingirão o novo índice, segundo Novaes. "São áreas que estão no limite da produtividade atual, de 70 toneladas de cana por hectare", disse.
Assim que os novos índices entrarem em vigor, lideranças dos sem-terra pedirão ao Incra a vistoria nas fazendas. "O presidente Lula quer que a revisão saia já. As terras improdutivas estarão na mira dos sem-terra", afirmou Novaes. "Só não vamos ocupar áreas que estiverem dentro dos índices."
Observemos que, na realidade, segundo recentes estudos, apenas 30% das terras do país podem ser utilizadas para a agricultura. Os outros 70% constituem reservas indígenas ou florestais, terra não-arável, etc. Como eu já disse outra vez aqui, o maior latifundiário do país é o governo brasileiro.
O acampamento, criado no final de março pelo líder da dissidência, José Rainha Júnior, tinha cerca de mil famílias na última quarta-feira e novos acampados não paravam de chegar. Os 850 barracos ocupam dois quilômetros das faixas laterais de uma rodovia vicinal no distrito de Engenheiro Taveira.
Rainha, Rainha... Este sujeito não deveria estar preso?
Pobres infelizes, explorados por oportunistas como José Rainha... Ah, a reportagem não poderia concluir sem uma foto em preto e branco, bem ao estilo Sebastião Salgado. Pobre velhinho, explorado pelos gananciosos latifundiários.Desempregado, Salvador da Rocha empregou as economias na compra de madeira e telhas tipo eternit. Ele ganhou a lona plástica de um vizinho e fretou um caminhão para levar tudo até o Adão Preto. A família de José Osvaldo Mianuti, de 67 anos, também chegou há poucos dias. "O tempo de espera não importa, tenho certeza que valerá o sacrifício", disse.
domingo, 16 de agosto de 2009
Poema do domingo
- BROKEN DREAMS
- THERE is grey in your hair,
- Young men no longer suddenly catch their breath
- When you are passing;
- But maybe some old gaffer mutters a blessing
- Because it was your prayer
- Recovered him upon the bed of death.
- For your sole sake--that all heart's ache have known,
- And given to others all heart's ache,
- From meager girlhood's putting on
- Burdensome beauty--for your sole sake
- Heaven has put away the stroke of her doom,
- So great her portion in that peace you make
- By merely walking in a room.
- Your beauty can but leave among us
- Vague memories, nothing but memories.
- A young man when the old men are done talking
- Will say to an old man, 'Tell me of that lady
- The poet stubborn with his passion sang us
- When age might well have chilled his blood.'
- Vague memories, nothing but memories,
- But in the grave all, all, shall be renewed.
- The certainty that I shall see that lady
- Leaning or standing or walking
- In the first loveliness of womanhood,
- And with the fervour of my youthful eyes,
- Has set me muttering like a fool.
- You are more beautiful than any one,
- And yet your body had a flaw:
- Your small hands were not beautiful,
- And I am afraid that you will run
- And paddle to the wrist
- In that mysterious, always brimming lake
- Where those that have obeyed the holy law
- Paddle and are perfect. Leave unchanged
- The hands that I have kissed,
- For old sake's sake.
- The last stroke of midnight dies.
- All day in the one chair
- From dream to dream and rhyme to rhyme I have ranged
- In rambling talk with an image of air:
- Vague memories, nothing but memories.
- William Butler Yeats
sábado, 15 de agosto de 2009
Almoço grátis para mendigos gordos
O presidente da Whole Foods, supermercado que vende alimentos orgânicos, e portanto supostamente "progressista", escreveu um artigo no Wall Street Journal criticando o plano de saúde de Obama e afirmando que saúde não é um direito, apenas uma necessidade. Pronto. Caiu o mundo. Apareceu comentarista afirmando que jamais iria comprar ali de novo.
Mas o homem tem razão. Saúde não é direito, assim como comida não é direito. São necessidades humanas, mas não direitos.
Um outro comentarista afirmou que os pobres americanos são gordos pois não tem dinheiro para comprar alimentos orgânicos como os vendidos na Whole Foods, que de fato é um dos supermercados mais caros do país. Já outro disse que os pobres são gordos porque não tem dinheiro para ir a um ginásio e usar a esteira... Ora, bolas! Os "pobres" são gordos porque comem mal por opção. Preferem hambúrguer com batata frita e sorvete a uma salada. Os "pobres" são gordos porque não fazem exercício, afinal correr ou caminhar não custa nada. E conste que coloco "pobres" entre aspas porque não são pobres coisa nenhuma, na África ou mesmo no Brasil seriam reis.
Aliás, antes os pobres eram magros e os ricos, gordos. Hoje a situação se inverteu: os pobres são gordos, os ricos são magros. E ainda há quem reclame. Antes, diziam que o governo tinha que resolver o problema da fome. Hoje querem que resolva o problema da obesidade... E assim vamos. Que alguém resolva a própria vida, jamais.
Já vi muito mendigo gordo por aqui, e quando digo gordo, quero dizer horrivelmente obeso, com pelo menos duzentos quilos. E ganhavam comida grátis na rua, trazida por assistentes sociais. Certamente não era gente que estivesse morrendo de fome. Talvez se comessem menos hambúrgueres teriam dinheiro até para comprar uma casa, ou ao menos um trailer.
E por falar em obesidade, saiu uma campanha de uma ONG querendo alimentos mais saudáveis nas escolas. Eis a propaganda:
Embora seja uma ONG socialista (como todas), Obama não gostou da menção às suas filhotas. Um quadrinhista ironizou, fazendo uma tirinha dos "Obamas" (dica do Chesterton). Ali o artista explicava brilhantemente como funcionaria a merenda escolar se fosse feita do mesmo modo que o plano de saúde universal de Obama: simplesmente os lanches de todas as crianças seriam colocados em um liquidificador, e a nojenta pasta resultante seria distribuída entre todos. Ninguém gostaria do lanche, é claro, mas ao menos seriam todos finalmente IGUAIS (o grande fetiche).
Mas tente explicar isso a um progressista.
Um deles, comentando a mesma matéria, afirmou que no Canadá não pagava-se nada pela saúde pública e tinha-se um serviço de primeira (o que é discutível). Como explicar a esse sujeito que nada é grátis, ou ele paga em impostos, ou alguém paga por ele?
Não existe almoço grátis, nem mesmo o dado aos mendigos gordos da cidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009
A herança maldita de Paulo Freire
Como se pode ver por este artigo do City Journal, a nefasta influência de Paulo Freire e sua "pedagogia do oprimido" chegou mesmo a influenciar a educação norte-americana, piorando-a consideravelmente.
É possível que o pavoroso relativismo de Freire - segundo o qual aluno e professor são "iguais", um tendo que aprender do outro, segundo o qual o importante não é ensinar, mas "conscientizar" - não seja a causa direta da péssima qualidade de ensino no Brasil, que passa vergonha mesmo com um gasto em "educação" proporcionalmente superior à extremamente bem-sucedida Coréia do Sul. Mas tampouco acho que tenha ajudado.
O fato é que o método "dialógico" freiriano jamais deu certo em lugar algum, nem mesmo em Guiné-Bissau, onde sua campanha de alfabetização fracassou rotundamente (de acordo com os próprios esquerdistas). A não ser que por "dar certo" entendamos transmitir o pensamento marxista, no qual imagino que deva ter tido algum resultado. A promessa de Freire era "liberar" o aluno da "opressão", incluída aí a "opressão" do ensino tradicional. Mas pode um ignorante ser livre?
E como levar a sério alguém cujos ídolos são Fidel, Che, Mao?
Graças a Freire e seu legado maldito, hoje já há professores (ou devo dizer ideólogos?) querendo meter noções de "justiça social" até na matemática. Imagino que ensinarão apenas divisão eqüitativa...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A mentira do latifúndio
Mas será que é isso mesmo?
Em coluna do ano passado, Dennis Rosenfield coletou informações dos próprios órgãos governamentais, e descobriu alguns fatos realmente assustadores:
1) As terras de cultivo (propriedade privada) equivalem a meros 9% do território nacional.
2) As terras dos assentamentos rurais (MST e quetais) equivalem também a idênticos 9%. E no entanto, eles insistem em querer a "reforma agrária" e em ocupar os outros 9%!
3) No total (incluindo áreas de pastagem para o gado), as áreas particulares equivalem a cerca de 29,2% do território. As áreas sob controle do governo (incluindo reservas indígenas e assentamentos) equivalem a 62,4%!
Conclusão: o maior latifundiário do país (do planeta?) é o governo brasileiro.
Um pouco mais e começaremos a ter Planos Qüinquenais...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gripe suína

A tal "gripe do porco" já matou 150 pessoas no México e contagiou umas 11 na Califórnia, e eu não estou me sentindo muito bem...
O avanço tecnológico impediu muitas epidemias graças aos esforços da medicina moderna. Ao mesmo tempo, o mesmo desenvolvimento gera o perigo maior de epidemias, cuja magnitude pode ser ampliada pelo crescimento das megalópoles, a globalização econômica e a migração constante.
A SARS e gripe do frango não vingaram, para tristeza dos jornalistas. Espera-se que esta não vingue também.
Afinal, a gripe suína vende jornais e serve ainda para a discussão política, como a questão da imigração. Obama, que está sob risco de ter contraído a gripe ao apertar a mão de um mexicano que morreu pouco depois (ou seria a Gripe Obâmica que o mexicano contraiu do presidente?), já garantiu que, aconteça o que acontecer, não fechará as fronteiras com o México. (É preciso ser Democrata para fazer certas declarações.)
A gripe espanhola de 1918 matou um número estimado entre vinte e cem milhões de pessoas, quase tantas quanto o Comunismo.
(Atchoink!)
terça-feira, 21 de abril de 2009
"Deixa o homem trabalhar"






