Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os gritos do silêncio

No fim de semana da Páscoa, uma família de fazendeiros sul-africanos foi morta a tiros, incluindo uma bela garota de apenas 14 anos. Não é um caso isolado: desde o fim do apartheid, mais de 3165 fazendeiros "boer" brancos sul-africanos foram mortos por negros. Na maior parte das vezes, não há roubo algum, apenas execução sumária, em alguns casos precedidos de tortura e violência sexual.

Marthela Steenkamp (RIP, 1997-2012)
Seria genocídio? Alguns dizem que se tratam apenas de vítimas de crime e, neste caso, o número de vítimas negras de crime (por outros negros) na África do Sul seria ainda maior. Porém, é claro que está tendo lugar uma perseguição aos fazendeiros brancos, querendo intimidá-los e expulsá-los de suas terras, como já aconteceu no Zimbabwe. Os "boer" resistem, mas, até quando?

É muito curioso que hoje ninguém fale da África do Sul. É quase como se o país de repente tivesse desaparecido do mapa. O fato é que a tal "nação arco-íris" prometida jamais se concretizou, e hoje o país está em situação bem pior do que durante o apartheid, seja para os brancos, seja para os negros.

Sim, os negros detém o poder, mas pode-se dizer que tenham um nível melhor de vida agora, quando a África do Sul virou a capital mundial dos estupros?

O apartheid era desigual, sem dúvida, mas observem uma coisa curiosa: durante essa época, em pleno apartheid, milhares de imigrantes africanos de outros países do continente migraram para lá. Pelo jeito, não faltavam negros querendo ser "oprimidos" pelos brancos safados. Hoje em dia, é o contrário. Não são apenas os brancos que estão emigrando da África do Sul, como até mesmo os negros mais qualificados, que acreditam ter melhores opções em outros lugares. O país virou um antro de violência e corrupção. Mas ninguém se importa...

É verdade que naquela época os brancos tinham uma posição privilegiada, e agora boa parte deles, sem ter mais o privilégio por lei, está vivendo na pobreza. Mas também é verdade que, salvo alguns negros que se deram bem como os mostrados nesse mesmo documentário do link, a situação ficou pior para quase todos. Eis aqui um blog documentando em fotos a decadência arquitetônica de Johannesburgo. Cry the beloved country...

A jornalista Ilana Mercer, sul-africana de nascença, fala um pouco sobre a situação atual de seu país no seu blog e no livro "Into the Cannibal's Pot".  A destruição da África do Sul ocorreu em nome da tal "igualdade". Ou seja, a busca utópica de uma sociedade na qual todas as raças, culturas, etnias, "orientações sexuais" e religiões tenham o mesmo nível de vida, numa delirante igualdade, não de oportunidade, mas de resultados. É a ideologia em voga hoje no Ocidente, fazer o quê. Igualdade total, não de oportunidade ou perante a lei, mas de resultados. E nenhum esforço é medido nessa luta absurda.

Mas tal igualdade de resultados não é possível. Tal "fim do racismo" e "sexismo" não é possível, pois o fato de negros, índios, mamelucos e cafuzos terem em geral nivel de vida pior do que os brancos e asiáticos não tem NADA a ver com a escravidão, a opressão, ou o racismo brancos, assim como há uma explicação perfeitamente lógica para a diferença salarial entre homens e mulheres que nada tem a ver com o "sexismo". As pessoas e as culturas e as etnias e os sexos são diferentes e têm interesses diferentes e apresentam resultados diferentes, é apenas isso. E, salvo intervenção divina ou uma equalização forçada através da manipulação genética, ou então em um Estado Totalitário ao estilo de Harrison Bergeron, jamais serão todos de todo iguais. É isso. Se não acreditam, então esperem sentados pela igualdade, ou vocês irão cansar...

No mais, a morte de fazendeiros continua, é como cantava o pacifista Nelson Mandela: "matem os Boer."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Por que há tanto crime no Brasil?

Minha estadia nos EUA é temporária, e é possível que volte ao Brasil em seu devido tempo. Na verdade, até que gosto do Brasil. Tenho muitos amigos, família, talvez seja um estilo de vida mais fácil do que o americano, e mesmo em termos de trabalho é possível que eu tenha mais oportunidades aí do que aqui. A política não incomoda tanto se você não se mete com ela. A única coisa que me preocupa realmente sobre essa volta é -- o crime.

A sensação de insegurança no Brasil é um problema. Por que há tanto crime no Brasil?

Em Los Angeles, ocorre uma coisa curiosa. Há bairros pobres onde ocorrem assaltos, assassinatos, brigas de gangues, estupros e roubos. Claro que não na mesma escala do que no Brasil, mas ocorrem. Mas esse crime raramente chega nos bairros mais ricos ou de classe média. Neles, as casas não têm altos muros ou grades como no Brasil. O risco de ser assaltado na rua em um desses bairros à noite é relativamente baixo. (Existe, ocorreram casos; mas são poucos).

É porque existe mais policiamento? Talvez, mas à primeira vista não pareceria. Quase não se vê policiais andando pelas ruas, e se há carros de polícia eles estão no centro da cidade, ou então no gueto.

É pela maior prosperidade geral? Pode ser, mas a relação entre pobreza e crime nem sempre é direta. A pobreza, o desemprego e a diferença entre as classes sociais aumentaram muito nos EUA nas últimas décadas. Porém, o crime diminuiu. Mesmo contando apenas o último ano, de plena crise econômica e bancarrotas gerais, houve uma diminuição de todos os tipos de crime. Qual seria a explicação?

Alguns apontam para o óbvio: quanto mais criminoso nas cadeias, menos crime. De acordo com o Reinaldo Azevedo, é a mesma razão para a diminuição do crime em São Paulo nos últimos anos. A taxa de encarceramento aumentou de modo inversamente proporcional à diminuição do crime. E, nos EUA, se o sujeito cometer um crime, raramente tem escapatória: é provável é que termine na cadeia. Por mais que os esquerdistas chiem e queiram acabar com essa "injustiça".

Mesmo assim, isso não explica outros mistérios. Se há crime no gueto, por que os assaltantes não cometem mais assaltos nos bairros de classe média, onde teriam mais oportunidades, forçando seus habitantes a construírem casas com grades? Se as gangues de traficantes mexicanos se matam entre si no México, por que essa matança não chegou ainda nos EUA, mesmo com quase 50% de mexicanos na Califórnia? (Não faltam traficantes por aqui; tampouco podemos citar como causa a incapacidade do povo americano para a violência. Nos anos 20, Al Capone e sua turma barbarizavam.) 

É possível que tudo mude. As ruas de NY já foram perigosas. (Em 1980, a taxa de homicídios na Big Apple era de 12,7 por 100.000 habitantes. A do Rio de Janeiro, no mesmo ano, de 11,8.) E, dizem que se cortassem o welfare na Califórnia, haveria quebra-quebra e violência geral. Pode ser. O fato é que o crime está diminuindo nos EUA e ainda aumenta no Brasil. 

Alguma coisa estamos fazendo errado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E agora, Brasil?

Agora, nada. Relaxa e goza. O povo quis Dilma. Quis a continuidade do PT. O que nos espera? Nem a catástrofe prevista pelos serristas mais afoitos, nem a glória incandescente suposta pelos petralhas.

Não, nem horror, nem glória. Apenas mediocridade. E uma lenta marcha em direção ao totalitarismo. Aguarde mais confiscos de terras. Mais limites à propriedade. Maior intervenção estatal. Mais ações afirmativas e mais leis de censura anti-homofobia, anti-racismo, anti-petismo, etc. Mais bolsa-demagogia. Mais crime e violência. Mais de cem mil assassinatos por ano. Mais controle da mídia (já começou). Mais tempo para o PT ir colocando os tentáculos da sua máfia em todos os setores da sociedade brasileira.

Espere muitas gafes de uma pessoa despreparada, e a continuação da política externa de relação com "aliados" como Amadinejade, Chávez, Ortega, Mugabe, etc. Espere também uma crise econômica (cedo ou tarde virá, ainda que o Partido tenha aprendido bem a utilizar o capitalismo para financiar o petismo, ou, como diria Lenin, "enforcaremos os capitalistas com a corda que eles próprios nos venderem"). Espere corrupção a escala nunca vista ignorada por uma mídia cúmplice ou medrosa.

Seria diferente com Serra? Serra e Dilma, ou PT e PSDB, não são lá tão diferentes. O PT é pior, por certo, sendo revolucionário até a medula. Mas, ideologicamente, os dois partidos estão comprometidos com o mesmo programa progreçista e estadólatra. É mais ou menos a diferença que existe entre os terroristas fanáticos e os moderados. Uma alternativa política liberal não só está distante do horizonte, é totalmente inexistente.

É possível, porém, que o PT tenha visto esta eleição como um mero referendo de apoio popular ao seu programa revolucionário, e decida partir de vez para o chavismo mais explícito. Dilma prometeu respeitar as instituições e a imprensa livre, mas não há nessa promessa um quê de mau agouro? Se ela vai mesmo respeitar, para que a promessa? Lembre-se ainda que, para os revolucionários, não há moral: Bem o que é bom para o Partido, Mal é o que é ruim para o Partido. Apenas isso. Fraude, roubo, assassinato, tudo é válido: "a História nos absolverá".

E, nesse caso, o PT jamais sairá do poder.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Freedom is just another word for nothing left to lose

Onde acaba a liberdade? Em recente discussão com comentaristas, houve debate sobre a questão das drogas, e alguns questionaram minha posição de categorizar a venda e o uso de drogas como crime. Informaram que eu deveria levar mais a sério a frase sobre a liberdade que aparece lá embaixo do blog. 

Os leitores têm razão. Eu não sou mais totalmente libertário, mas não sei mais o que sou. A resposta que eu dei lá nos comentários foi a seguinte:

Bem, eu não consumo cocaína nem marihuana nem heroina nem LSD nem nada disso e não quero que meus futuros filhos consumam, então não me importa se for proibido.
Eu poderia fazer o argumento que quisesse em favor da liberdade de cada um ferrar com a própria vida, mas, francamente, acharia melhor um mundo em que essas bem chamadas drogas não existissem.

Como existem, não dá pra fazer com que "desexistam", mas a ilegalidade diminui a sua aceitação social.

Acho que é isso.
Mas, pensando bem, acho que não é uma boa resposta. Afinal, seria necessário ter uma razão mais coerente. Sou a favor da venda legal de bebidas alcóolicas, que consumo com relativa freqüência: por que ser contra as drogas? É apenas uma questão de gosto pessoal? O álcool não mata tanto ou mais do que as drogas ilegais?

Convenci-me com o tempo do seguinte: o ser humano acha que quer liberdade, mas, na verdade, quer regras. Uma vida com regras é muito mais fácil e harmoniosa. A liberdade total causa apenas medo e confusão.

No entanto, a ênfase na "liberdade", entendida apenas como "direito de fazer o que me der na telha mesmo que for negativo" é um dos conceitos fundamentais da sociedade moderna. Aqui na Califórnia há um movimento para legalizar de vez a marijuana (já é possível o uso "médico"), e é possível que obtenham a vitória. Afinal, o estado está em bancarrota, e os impostos obtidos com a maconha legal poderão servir para tentar ajustar as contas. Todos terão liberdade para fumar. Mas será que a vida vai melhorar? As pessoas que vivem próximas aos pontos de venda de drogas ou que tem viciados em suas famílias tendem a ser contrárias.

Cingapura, ao contrário, é um dos países com políticas mais rigorosas contra as drogas (na verdade, não dá nem mesmo pra mascar chiclete e cuspir na calçada em Cingapura, sob pena de rigorosa punição) e, ao mesmo tempo, é um dos países de melhor qualidade de vida (citado em 11o. lugar mundial). Não sei se uma coisa está relacionada à outra, mas entendo que o uso de drogas recreativas não conta para medir o índice de qualidade de vida. E grande parte dos crimes que ocorrem no mundo atual estão, de um modo ou de outro, relaciondos com o uso de drogas.

É, de fato, uma questão complicada; tudo o que eu queria dizer é que a liberdade não é necessariamente a medida de todas as coisas, mas está em jogo com outros valores.

Porém, o blog está em crise. Talvez seja o caso de mudar a frase lá embaixo por alguma outra, ou pensar mais a respeito do assunto. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Eles vivem!

Não sei se alguém lembra do filme "Eles vivem" (They Live), clássico dos anos 80 de John Carpenter. Dá pra ver completinho no You Tube, com legenda em português e tudo mais. Em linhas gerais, a história era sobre um sujeito que descobria que uma elite de alienígenas estava na Terra e controlava secretamente o planeta, enviando mensagens subliminares através da mídia. Tais mensagens induziam ao consumismo e à passividade e (assim como o rosto dos alienígenas) só podiam ser vistas com óculos especiais.

Pois bem. Parece-me que vivemos uma situação parecida, só que as mensagens não são subliminares, mas bastante diretas, e não induzem tanto ao consumismo quanto a uma visão (neo)marxista do mundo. É impossível escapar aos seus sinais. Assistam por exemplo a este estranho anúncio da Rede Globo sobre a violência, que parece saído da cartilha do PT. Ué, mas a Globo não era porta-voz das elites malvadas? (De fato. Hoje as elites malvadas são todas progressistas).

É difícil escapar à influência das idéias progressistas, pois não há um único meio que não as divulgue, de livros infantis gays a romances a filmes a telenovelas. As mensagens, às vezes, são sutis. (Notem por exemplo como a Mulher Maravilha, em seu novo uniforme, abandona as cores da bandeira americana, para tornar-se mais "universal"). Outras vezes, são mais descaradas, como em qualquer filme brasileiro. (Somos mais toscos do que os americanos, não sabemos fazer propaganda subliminar muito bem).

Porém, pensando melhor, eu nem diria que tais idéias são "esquerdistas" ou mesmo "progressistas". Tratam-se simplesmente de mentiras deslavadas, com a única intenção de irritar e confundir. Quer dizer, será que alguém em sã consciência realmente acredita que "a dominação dos homens sobre as mulheres e dos ricos sobre os pobres" são formas de violência equivalentes a ter o filho morto com um tiro na testa em uma esquina por causa de um relógio ou um par de tênis?

E, no entanto, as mensagens continuam, dia e noite, sem parar. O que fazer para acabar com esse vendaval? Uns dizem que é impossível, e que devemos aguardar pacientemente o crash do sistema (as idéias progressistas têm um único inconveniente: não funcionam na prática) para, aí então, recomeçar do zero. Outros afirmam que a Internet e outros meios de informação alternativos seriam o caminho. Mas, com o Estado querendo controlar cada vez mais a Internet, talvez nem isso seja possível.

Não há escapatória. Eles vivem e estão entre nós. Obedeça!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Praga americana

Os americanos, devo admitir, são um povo muito estranho. Em sua música pop, as cantoras referem-se a si mesmas todo o tempo como "bitches", os negros dirigem-se entre si como "nigga", e os palavrões voam a torto e a direito.

Mas eis que alguém fala alguma dessas palavras fora de contexto, e pronto, parece que o mundo caiu. Jamais vi um povo que se ofenda tão facilmente quanto o povo americano -- ou, ao menos, uma mídia que faça tanto escândalo por questões tão menores. Não esqueçamos que a praga do Politicamente Correto teve origem aqui.

No outro dia, um professor de Estudos Africanos quase foi linchado por chamar duas alunas (que chegaram atrasadas a uma conferência) de "black bitches". Bem, de acordo com a notícia, ele disse, "When you came in late, I thought, 'who are these black bitches?'"

Inadequado, com certeza, embora seja bastante óbvio que ele estava brincando. O professor, originário da África do Sul, provavelmente quis dar uma de "cool", imitando o dialeto dos African-Americans, e se deu mal. (Percebam ainda que, sendo ele também negro, ou ao menos mulato, não foi acusado de "racista", mas sim de "sexista", e não foi demitido, apenas repreendido.)

Meses antes, um outro professor (branco) não teve tanta sorte, e foi demitido no mesmo dia por referir-se a si mesmo como "nigger". A palavra, para quem não sabe, é proibida nos EUA, apesar de um clássico da literatura como "As Aventuras de Huckleberry Finn" estar repleto dela. (O que ainda hoje causa polêmica).

Não é apenas raça. Religião, sexo, preferência sexual ou nacionalidade, tudo virou motivo para declarar-se ofendido. Theodore Dalrymple observou como agora a palavra "mankind" está sendo reescrita em toda parte como "humankind", para não incomodar as pobres feministas. Igualmente, a cidade de Sacramento gastou milhares de dólares para mudar o nome dos "manholes" (bueiros) para "mainteinance holes", de modo a não ofender essas bitches.

(Nada disso é coincidência. É parte do plano de dominação globalista. É a mesma estratégia das ditaduras comunistas, como informa Dalrymple. Controle o discurso e você controlará as pessoas.)

Além disso, o caso é que ofender-se, nos EUA, às vezes paga muito bem. Há quem tenha ganho vários milhares de dólares em processos por "racismo", "machismo", "islamofobia", "antisemitismo", ou até "gordofobia". Eis aqui o caso de um@ transexual que está processando um Hospital Católico que recusou fazer uma operação de implante de seios. E por que procurou logo um hospital católico? "Sou católic@ desde criancinh@", afirma.

Talvez os advogados é que sejam a verdadeira praga americana. Eles, de fato, são os maiores beneficiários do "politicamente correto" e outros processos ridículos, como o famoso caso da mulher que se queimou com um copo de café e processou o McDonald's. Agora, para resguardar-se de processos, o McDonald's coloca avisos em seus copos de café informando que o conteúdo é quente, e quase todas as empresas são obrigadas a incluir longas mensagens ao fim de seus comerciais de televisão, indicando todos os efeitos colaterais do produto, ou avisando para não tentarem isso em casa. Certas lojas também já não perseguem os "shoplifters", pois temem processo dos criminosos por maus tratos. E eis aqui um imigrante ilegal que fez um processo por ter sido chamado de "criminoso", e ganhou.

No Brasil, que está seguindo os mesmos passos com suas leis raciais e politicamente corretas, logo vamos ter uma situação parecida. Chamou o amigo de "negão" ou "viado"? Processo! Epa, mas não foi o que quase aconteceu com um apresentador do CQC, por culpa de uma piadinha cretina colocada no twitter?

Qualquer dia, vão querer censurar até o grande Miles Davis, e mudar o título do seu disco.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Mitos e verdades da era contemporânea

1. Os EUA são a maior potência capitalista do mundo --> MITO.

Os EUA, em muitos aspectos, não são mais um país capitalista, daqueles que seguem fielmente as regras do livre-mercado. Bem, talvez nunca tenha existido um país assim. Nada é 100% nesta triste vida. Mas a América, sendo a principal potência ocidental, é assim mesmo o país que demonstra em maior grau os defeitos desse mesmo Ocidente em decadência. É também o país onde os revolucionários neormarxistas transnacionais - que têm a seu dispor toda a riqueza produzida pelo capitalismo global - estão mais avançados. Não é preciso ler os artigos do Olavo de Carvalho sobre o Council of Foreign Relations e outros institutos esquerdistas agindo em pleno coração dos EUA. Baste saber que o país tem dezenas de políticas de caráter claramente socialista, como o chamado "rent control", e muitas outras políticas redistributivas, algumas que vêm desde os tempos de FDR.

2. O melhor modo de ajudar os pobres é dando-lhes comida e auxílio financeiro, sem exigir responsabilidades. --> MITO

Uma vez, no velho blog do PD, o nosso leitor Chesterton causou escândalo ao afirmar que chutara um mendigo. Na verdade, quem tinha chutado o mendigo era o Janer Cristaldo, a quem eu posso perfeitamente ver nessa situação (chutar é com ele mesmo), o Chesterton havia apenas copiado e colado o artigo. Bom, o caso é que ninguém mais nestes dias de politicamente correto fala em "mendigo", virou tudo "homeless" ou "sem-teto", até mesmo no Brasil. Nos EUA, eles são um grave problema, enfeiando muitas cidades com sua presença. Não podem ser retirados, nem mesmo dos locais chiques onde decidem se deitar, pois isso iria contra os seus direitos humanos. Podem passar a noite em abrigos comunitários, e muitos voluntários auxiliam levando sopa, pizza e dando vários benefícios. Porém, ocorre uma coisa curiosa: quanto mais benefícios você dá, o número de homeless, em vez de diminuir, mais aumenta. As cidades que mais ajudam os homeless, são, paradoxalmente, as que maiores problemas tem com essa "chaga social". (É verdade que a maioria dos homeless aqui são pessoas com problemas mentais, e estariam melhor em uma instituição adequada - o fechamento dos hospícios pelos foucaltianos foi outro grave crime da esquerda).

3. O racismo dos brancos é o que mais prejudica a vida dos negros, índios e latinos. --> MITO.

O racismo, por definição, só existe em sociedades multiraciais. A Suécia, antes da chegada de imigrantes muçulmanos, provavelmente não conhecia o racismo. Existe sim um problema de desarmonia racial nos EUA, mas nem sempre se trata de ódio à cor da pele ou aos olhos puxados do vizinho. O "racismo" acabou virando, hoje, uma mera arma para atacar aqueles com quem se discorda politicamente. É contra Obama? Seu racista! Participa de protestos contra o governo? Seu racista! É contrário às "cotas raciais"? Seu racista! Fez uma piada inofensiva com um colega? Seu racista! (Será demitido! É, e você também.) Ora, nem tudo é culpa do "racismo". Por exemplo: segundo as estatísticas, lamentavelmente, negros e latinos cometem a maioria do crime nos EUA. Cometem crime porque sofrem racismo, ou sofrem racismo porque cometem crime? (*) É irrelevante. O fato é que nenhum branquelo se arrisca a andar por certas horas da noite em certos locais, por medo das gangues de negros ou mexicanos (que, aliás, se odeiam entre si). Menos problemático é andar pelos bairros asiáticos. É forçoso e triste reconhecer, mas grande parte dos problemas nas comunidades negras (e, em menor grau, latinas) tem origem nessas próprias comunidades, e nada tem a ver com o racismo dos brancos. Ou são os brancos os que os obrigam a participar de gangues e envolver-se com drogas e prostituição?

(*) Uma das teorias afirma que negros e latinos apresentam maior número de jovens entre 18-25 anos não-escolarizados, que são fatalmente os que mais cometem crime segundo as estatísticas (os brancos têm proporcionalmente idade mais elevada), e por isso sua criminalidade é maior: o fator não seria a raça ou a condição social, mas a juventude.

4. O islamismo é a maior ameaça atual ao Ocidente. --> MITO.

O problema não é o islamismo. A maioria dos países islâmicos são países pobres e fracassados. O únicos países islâmicos ricos são os que têm petróleo e, mesmo assim, sua extração é realizada por empresas internacionais. A maioria da tecnologia produzida por esses países não é própria, mas vem da Europa, América ou Ásia. Um Irã nuclear é uma ameaça, de fato, mas mais pelos seus poderes de chantagem do que por tornar-se uma superpotência a nível global. Então, o problema não é o islamismo em si, mas o fato de que o Ocidente, por motivos incompreensíveis, tenha aberto a sua porteira para milhões de imigrantes islâmicos, não reaja quando provocado, e se recuse mesmo a agir com presteza contra os agitadores e terroristas em seu meio. Pois, para a esquerda, o inimigo não é o jihadista, o inimigo é o fundamentalista cristão. Observe que, no governo Obama, meramente falar em "radicalismo islâmico" é proibido.

5. Obama é queniano e muçulmano. --> VERDADE?

Michelle Obama afirmou que o país natal ("home country") de Obama era o Quênia. Lapso freudiano? Mas a avó queniana de Obama falou o mesmo, assim como o embaixador do Quênia. Lá, o herói é celebrado como só um nativo poderia ser. O amor de Barack pelos muçulmanos também já foi diversas vezes documentado. "I stand with the muslims", disse ele em sua autobiografia. Isso sem falar que foi educado como muçulmano em uma madrassa na Indonésia, e, para os muçulmanos, uma vez muçulmano, sempre muçulmano.



Tudo está em como você vê.

sábado, 20 de março de 2010

Saúde pública ou não?


Há muita discussão nos EUA sobre o Obamacare, o plano de saúde que Obama e os Democratas querem empurrar goela abaixo (para não usar uma metáfora mais grosseira) do cidadão estadunidense, e cuja votação está prevista para este domingo.

Confesso que não entendo bem o que está acontecendo. Tudo o que sei é que a lei é um trambolho de mil páginas cujo conteúdo muda constantemente, que não foi lido em sua completude por nenhum político (diz-se até que algumas partes estão em branco para ser completadas depois), e que os Democratas querem passar com voto ou sem voto.

A maioria do povo americano é contrário às reformas (que incluem a obrigação de ter um plano de saúde sob pena de prisão) mas isso não parece importar aos Democratas. O próprio Obama já falou que esse negócio de democracia é um saco, que ele preferiria ter um grupo de acadêmicos decidindo tudo. Thomas Friedman, colunista do New York Times, sonha em implantar o modelo chinês nos EUA.

Em quase todos os países em que há "saúde pública", o que acontece é o seguinte: há na verdade dois planos de saúde, o plano "gratuito" e vagabundo (para os pobres), e o plano privado ou especial (para os políticos ou para quem pode pagar). O problema é que você paga pelos dois: pelo plano público com seus impostos, e pelo plano privado com o pouco dinheiro que resta.

Pode apostar que o mesmo vai acontecer nos EUA: o Obamacare vai eventualmente criar um sistema de saúde "gratuito" de qualidade medíocre, com doutores "multiulturais" eleitos por cotas raciais. Como mesmo assim não dá para atender trezentos milhões de pessoas (mais os ilegais), tudo vai ser racionado, e teremos as imagens que já conhecemos bem do Brasil: espera de meses, falta de camas nos hospitais, etc etc. Não que o sistema atual seja uma maravilha, mas as reformas tirânicas de Obama o transformarão em um Titanic.

Políticos, é claro, adoram vender soluções falsas para problemas imaginários, sempre com o dinheiro alheio. Vejam o caso do estacionamento "gratuito" nos shopping centers, tema deste excelente ensaio aqui. Os políticos não estão interessados nas conseqüências danosas de seus atos, apenas em prometer benefícios "gratuitos" e obter votos dos otários.

Só há dois tipos de pessoas que apóiam o Obamacare: os ignorantes, que não têm a menor idéia de como o plano vai ferrar com tudo, e os fdps, que sabem que vai ferrar com tudo, mas que têm justamente a idéia de mandar a sociedade às favas. ("Some people just like to watch the world burn.")

O Obamacare, se passar, vai destruir a América como a conhecemos. Não exagero. Leiam as seguintes citações de dois heróis da independência americana:
"If ye love wealth greater than liberty, the tranquility of servitude greater than the animating contest for freedom, go home from us in peace. We seek not your counsel, nor your arms. Crouch down and lick the hand that feeds you; May your chains set lightly upon you, and may posterity forget that ye were our countrymen."
(Samuel Adams)


"Is life so dear, or peace so sweet, as to be purchased at the price of chains and slavery? Forbid it, Almighty God! I know not what course others may take; but as for me, give me liberty, or give me death!"
(Patrick Henry)
O Obamacare é justamente o oposto. É a aceitação da escravidão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Genocídios, inc.

É um tema desagradável, mas, já que estamos falando de ódios, continuemos. Parece que a Turquia ainda recusa-se a assumir que realizou um genocídio de armênios lá por 1915. Não só isso, como irritou-se quando semana passada os americanos (e, hoje, os suecos) passaram resoluções chamando o caso de "genocídio". Falar em "genocídio armênio", na Turquia, pode render prisão ou morte. Nem Prêmio Nobel de Literatura escapa.

Parece-me curioso. Por que não assumir? Muito mais ofensivo seria afirmar, "Sim, cometemos um genocídio e, quer saber? Faríamos tudo de novo, seus bastardos armênios!" É um pouco como os malucos neonazistas, que afirmam que o Holocausto não existiu, que é tudo uma mentira dos malditos judeus, os quais, aliás, devem ser exterminados. Afinal, qual é que é? (Idem os fanáticos islâmicos que negam estar por trás do 9/11, ao mesmo tempo em que celebram seus heróis)

De qualquer modo, o caso é puramente simbólico. Salvo possíveis questões financeiras (pedidos de reparações?), o fato de que a morte de 1.2 milhão de armênios seja considerada "genocídio" ou meramente "massacre" (ou o termo preferido dos turcos, "só uma brincadeira que passou um pouco dos limites") muda pouca coisa.

No mais, o "genocídio" (ou extermínio de povos) nada mais é do que o conceito darwinista de sobrevivência das espécies aplicado à sociedade humana. De fato, Darwin acreditava piamente que os grupos superiores eventualmente eliminariam os inferiores:
"At some future period, not very distant as measured by centuries, the civilised races of man will almost certainly exterminate, and replace, the savage races throughout the world. At the same time the anthropomorphous apes, as Professor Schaafhausen has remarked, will no doubt be exterminated. The break between man and his meanest allies will be wider, for it will intervene between man in a more civilised state, as we may hope, even than the Caucasian, and some ape as low as a baboon, instead of as now between the negro or Australian and the gorilla."
Darwin estava errado: não foram precisos séculos, mas apenas algumas décadas. Pouco depois da publicação da "Origem das espécies", armênios, judeus e ucranianos sentiram na pele as idéias materialistas da nova ciência biológica (1).

Isso não quer dizer, é claro, que Darwin fosse um genocida. Embora, como se vê no texto acima, acreditasse que a raça branca era superior (isso não era novidade alguma no século XIX, nem foi idéia dos nazistas, que aliás consideravam apenas a suposta raça germânica superior, tendo também massacrado com prazer milhões de brancos eslavos), Darwin criticou a escravidão, era abolicionista e aliás jamais disse que o genocídio seria aconselhável: apenas afirmou que este aconteceria cedo ou tarde. E mesmo esta afirmação estava apenas dentro do contexto da explicação sobre a não-existência de um "elo perdido" (segundo Darwin, este teria sido eliminado pelas espécies superiores, por isso jamais fora encontrado... Boa desculpa).

Não coloco a culpa da maldade humana em Darwin. Porém, tenho para mim que foi em parte essa visão tão fria e "científica" dos seres humanos como meras espécies em luta que permitiu o extermínio de milhões de seres humanos no século vinte: os nazistas, em nome da "ciência racial"; os comunistas, em nome da "ciência econômica".

Afinal, imaginemos que realmente ficasse cientificamente demonstrado que o grupo A fosse "superior" (intelectualmente, fisicamente ou culturalmente) ao grupo B. Será que isso justificaria o genocídio deste último? Bem, em termos puramente científicos (e portanto amorais), é possível que sim. Afinal, as idéias nazistas de melhoria da espécie não pareceriam tão loucas se fossem aplicadas apenas a vacas e ovelhas.

Essa é a questão. Queremos crer que somos mais do que vacas e ovelhas. Queremos crer que somos mais do que um mero amontoado de matéria flutuando em um universo sem sentido, e que toda vida humana tem uma certa dignidade. Mas será que tem mesmo?

(1) Ainda que os turcos tenham realizado o genocídio por motivos religiosos (turcos são muçulmanos, armênios são cristãos ortodoxos) e nacionalistas / políticos, é possível que tenha sido influenciado pelas idéias que estavam então no ar. Por outro lado, os fanáticos muçulmanos continuam tendo idéias genocidas, então é possível que neste caso não tenha nada a ver. Curiosamente, Darwin também considerava os turcos inferiores (e por isso ele não é ainda hoje bem visto na Turquia):

"The more civilized so-called Caucasian races have beaten the Turkish hollow in the struggle for existence. Looking to the world at no very distant date, what an endless number of the lower races will have been eliminated by the higher civilized races throughout the world."

Armênios foram decapitados para evitar gasto de munição.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Terceiromundismo

Uma coluna interessante de um sujeito que eu não conhecia, Robert Weissberg, fala sobre as características do terceiro mundismo. Como identificar um país de terceiro mundo?

1) O lixo. Sempre há lixo jogado pelas ruas dos países de terceiro-mundo (normalmente sendo vasculhados por cães vira-latas, gatos e/ou mendigos). Todos jogam o papel da bala que acabaram de comer no chão, ou mesmo atiram latas de coca-cola pela janela do carro. Associado a esse fenômeno, está a apatia: ninguém limpa a própria calçada, "esperam que o governo venha resolver".

2) O trânsito caótico. Ninguém respeita o sinal vermelho, e tanto faz atravessar na faixa de segurança ou não: o risco de ser atropelado é o mesmo. De fato, os pedestres ignoram a faixa tanto quanto os carros, atravessando a rua em qualquer lugar. Estacionamento em fila dupla, limpadores de vidros e flanelinhas são outros sinais claros de terceiromundice.

3) Empregos de faz-de-conta. Em sua maioria empregos públicos em que as pessoas fingem que trabalham, como é o caso do Brasil, onde o grande negócio é ser funcionário público federal. Mas também a existência de empregos idiotas, como por exemplo ascensorista. Uma pessoa que é paga para apertar botões. Sempre me espantei que isso existisse no Brasil (e ainda existe, ao menos nas repartições públicas: é o modo que o governo tem de "diminuir o desemprego").

4) Insegurança. Ricos vivendo atrás de muros em casas ultraprotegidas, tendo que pagar vigias privados, em casos extremos usando carros blindados, etc; mas insegurança também afetando pobres, que são assaltados no ônibus ou mortos por gangues.

5) Incompetência geral. Telefones públicos que nunca funcionam e que ninguém conserta. Estradas esburacadas idem. Lojas e restaurantes com serviço demorado e péssimo atendimento. Atenção: aqui a incompetência não é apenas a (esperada) do serviço público, mas das empresas privadas também.

Como se vê, primeiromundismo e terceiromundismo não têm a ver apenas com riquezas materiais. É uma questão de modo de pensar, eu quase diria de estado de espírito. O curioso é que, embora a terceiromundice seja facilmente exportável para os países de primeiro mundo (e, de fato, já há bairros de terceiro mundo em várias capitais americanas e européias), a recíproca não é verdadeira. Levar aos países de terceiro mundo o primeiromundismo (i.e. o oposto das características acima: limpeza, respeito às leis do trânsito, trabalho produtivo, segurança) é bem mais difícil.

Isso nos leva a pensar uma coisa. Considerando que a maioria do planeta é de "terceiro mundo", será que o terceiromundismo não é, na verdade, o default da humanidade, e que o primeiromundismo foi apenas uma aberração histórica e geográfica momentânea, que logo será eliminada e esquecida?


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lost youth

O Mal existe e sempre existiu. Mas talvez nunca na História foi tão fácil para os malvados encontrarem presas tão fáceis, que literalmente se oferecem como cordeirinhos para o sacrifício.

Uma garota adolescente, filha de um pastor evangélico, virou ateísta, satanista e fã de horrorcore. Até aí tudo... não "bem", mas mais ou menos compreensível, conflito generacional, rebeldia adolescente e tal.

Porém, logo a garota fez amizade através da Internet com um rapper satanista que atendia pelo nome de "Syko Sam" e escrevia canções sobre "o prazer de matar". Fã de suas bizarras canções, a garota convidou-o para ir à sua casa. Era afinal, também um garoto de apenas 20 anos. Uma amiga, igualmente fã do mesmo círculo de fake-satanistas, e que atendia no Myspace pelo nome de "Ms Free Abortions", foi convidada a unir-se ao alegre grupo.

O que aconteceu depois não é ainda de todo certo, mas já sabe-se o resultado: quatro cadáveres putrefatos não-identificados, que parecem ser da garota, seu pai, sua mãe e a amiga. Syko Sam foi preso no fim-de-semana e é acusado do massacre. Uma de suas canções descreve um crime similar, indicando possível premeditação.

O caso lembra um ocorrido poucos anos atrás na Itália, quando um casal de namorados que entrara em um círculo satânico por diversão terminou morta em sacrifício ao Diabo. Uma outra garota do mesmo grupo foi enterrada viva.

Quando vejo esse tipo de coisa, vêm-me uma grande tristeza. Jovens satanistas? Sim, dirão alguns, é apenas diversão inocente, fascinação com as imagens chocantes que todo ou quase todo adolescente tem. E será que há muita diferença entre um fã do satanismo e um gótico, um emo, ou qualquer outra das tribos a que os adolescentes modernos precisam pertencer?

Embora seja verdade que uma certa rebeldia é normal entre adolescentes, também é verdade que esse tipo de letra ou imagem termina por atrair pessoas doentes, que, sem diferenciar entre realidade e fantasia, levam a sério a perversão mental e diabólica insinuada pela música e pelo visual. Ou, pensando num modo mais cósmico, as imagens diabólicas terminam por atrair a própria perversidão, o próprio horror, o próprio Mal - o próprio Diabo, em resumo. Chame-o suficientes vezes e ele aparecerá. (Yo no creo en el Diablo, pero que lo hay, lo hay).

Por outro lado, não acredito que esse tipo de atitude e grupo social freqüentado pelas garotas seja de modo algum saudável. Eis um dos, hã, poemas escrito por uma das vítimas:

Sometimes I wanna slit your fucking throat
Shove my dirty tampon in your mouth and watch you fucking choke
I'll put you back in your place
I'll put a gun to your face
I'll kill your fucking whore
You'll be my beautiful disgrace
I'll give you a kiss
While I sever your dick
After all you could never do much with it

São esses jovens meras exceções, ou indicadores de um distúrbio social maior, a perda de referências de comportamento, a decadência dos valores, o relativismo moral, etcétera e tal?

Para onde vai a nossa sociedade? A juventude está mesmo perdida? Ou são os pais os que perderam os referenciais? Afinal, será que os pais dessas meninas - pastores evangélicos! - sabiam que tipo de comunidade elas freqüentavam? Embora hoje em dia seja muito difícil controlar o que os filhos fazem na Internet, pelo mero visual das garotas, parece-me que algo os pais deveriam saber; no entanto, nada proibiram.

O que você faria se descobrisse que seu filho é satanista e vai encontrar-se com um simpático coleguinha adorador do Diabo que acaba de conhecer no Myspace?

R.I.P.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grandes heróis comunistas

Em homenagem ao Tiago, nosso estagiário comunista residente, estou pensando em inaugurar uma nova seção para relembrar os grandes heróis do passado. O herói de hoje é Vasili Blokhin, carrasco a mando de Stalin.

Sob as ordens do Grande Líder, Blokhin executou pessoalmente dezenas de milhares de pessoas. Em uma única operação, matou sozinho 7000 prisioneiros, interrogando e executando cerca de 300 por noite durante 28 noites seguidas, um verdadeiro feito militar. Curiosamente, usava uma arma alemã (de uso comum entre os nazistas), já que as pistolas soviéticas, embora produzidas com todo amor pelo proletariado soviético, não eram de muito boa qualidade... Informa-nos a wikipedia que o número de 7 mil mortos em 28 dias permanece um recorde inigualado em massacres executados por um único indivíduo.

Curiosamente, o próprio Blohkin terminou sendo "suicidado" anos depois, quando não era mais útil ao sistema. Ironias da vida.

E não esqueçamos, é claro, que o verdadeiro assassino era Stalin, sob cujas ordens morreram... vinte milhões? ...quarenta milhões? Os números são tão assombrosos e os massacres tantos, que realmente fica difícil saber. Ah, menos mal que tudo era para o bem do "Povo"! Ou alguns não iriam conseguir dormir...

sábado, 4 de julho de 2009

4 de Julho: EUA na encruzilhada

Um estranho 4 de julho, hoje. Uma América dividida: Obama ainda tem bastante apoio popular, mas o número dos que se desapontam não pára de aumentar. Tem a ver, provavelmente, menos com a política externa covarde (que se recusa até a apoiar sanções ao Irã) e mais com a economia: desemprego em 10%, crise na bolsa, previsões de queda do dólar, trilhões em dívida. E qual a solução de Obama? Aumentar impostos e gastar ainda mais trilhões em um impopular sistema de saúde pública. Curiosamente, o presidente socialista vai passar o 4 de julho na Rússia, provavelmente em busca de inspiração. É a América rumo ao sovietismo, e à conseqüente ruína. Ou, como diz a piadinha que coloquei lá abaixo:

Recession is when your neighbour loses his job.
Depression is when you lose your job.
Recovery is when Obama loses his job.

Do outro lado, estão em aumento movimentos populares contra o gasto público como as Tea Parties, mas sem qualquer líder reconhecível. De fato, os maiores críticos de Obama, até agora, foram o radialista Rush Limbaugh e o ex-vice Dick Cheney, que não são exatamente as figuras centrais do Partido Republicano. Sarah Palin, que surpreendeu ontem com sua renúncia ao governo do Alasca, promete concorrer em 2012, e talvez se una às vozes discordantes. Mas por ora os Republicanos andam mais perdidos que cego em tiroteio, sem força e sem voz.

De qualquer modo, é possível que os EUA estejam mudando, quer dizer, tenham já mudado. Obama não é causa, é sintoma. O fato de que ele tenha sido eleito mostra que a população americana mudou, que não é mais um país de maioria conservadora mas sim progressista. Vejam por exemplo esta nota sobre uma escola privada, das mais caras da Califórnia, em que os alunos decoram murais com símbolos comunistas e com a folha da marihuana. O que estão ensinando a essas crianças?

Não apenas isso, como também demograficamente os EUA estão mudando radicalmente, como mostra o mapa interativo aqui.

Some-se a isso uma crise econômica mundial, um panorama externo ameaçador (Kim Jong Il promete trazer seus próprios fogos de artifício para o 4 de julho), e um momento de transformação mundial, em modos que sequer conseguimos compreender agora, e tem-se uma situação bem preocupante. O que acontecerá?

United we stand, divided we fall.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O discurso no Cairo


Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu gesto de submissão frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis alguns trechos comentados:

[Israel must] “live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society… Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.”

Os israelenses é que devem “garantir” que os palhestinos possam viver, trabalhar, e desenvolver sua sociedade? Que tal os próprios palestinos fazerem isso? E se os palestinos não quiserem viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade? Acho que ninguém nunca pensou nessa possibilidade. Até por que não há como sustentar essas pessoas, o máximo a que a "Palestina" pode aspirar é a virar um Kosovo, um "país" de marginais (80% de desemprego) sustentado pela ONU.

“any nation - including Iran - should have the right to access peaceful nuclear power”

Pacífica como a cara do Amadinehjad. E aliás, se Obama gosta tanto da energia nuclear pacífica, por que está acabando com ela em solo americano?

“a world in which no nations hold nuclear weapons.”

Enquanto Obama delira, a Coréia do Norte testa mísseis, o Paquistão pode perder o controle dos seus, Japão e vários países árabes pensam em se armar e o Irã já quase tem sua bombinha.

tension “has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a Cold War in which Muslim-majority countries were often treated as proxies without regard to their own aspirations.”

Blablablá. Típico esquerdismo. “As veias abertas do Mundo Muçulmano”. Ora, as “aspirações” dos islâmicos são converter todo o mundo ao islã e impor a sha'ria. Que importam as suas aspirações? De que país Obama é presidente?!?

“And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear,”

Hã?!? Isto é o mais próximo que Obama já chegou de confessar abertamente que é muçulmano. Um presidente americano que tem a missão de "lutar contra estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam"? Quem é ele, Super Islamic Boy? Estamos fritos. Um muçulmano na Casa Branca. Quanto será que os sauditas pagaram? Aquele colar de ouro deve valer bastante...



terça-feira, 31 de março de 2009

A esquerda caipira

O leitor Stefano chama a atenção para um post do Pedro Sette Câmara que (partindo de uma outra discussão no blog do Alexandre Soares Silva) observa que "a caipirice é um componente essencial e definidor do esquerdismo."

É verdade.

Talvez a diferença entre a esquerda e direita seja que, enquanto os direitistas costumam entender razoavelmente bem os esquerdistas, os esquerdistas não têm a mesma facilidade de entender seus "inimigos direitistas".

Acho que é porque a esquerda é acima de tudo autoreferencial. Como o garoto-bolha, vive dentro de um universo à parte, e tudo aquilo que está fora da sua bolha lhe parece inconcebível ou absurdo.

A esquerda é narcisista e megalomaníaca: pensa que fala por todos, quando fala apenas por um reduzido número de pessoas, as quais, no entanto, tem uma representação midiática muito acima de seus números reais.

Para ocultar as suas idéias jecas - caipiras, mesmo - a esquerda adota um discurso altamente enganador, camuflando o sentido das palavras.

Por sorte, saiu agora um dicionário de esquerdês.

domingo, 23 de novembro de 2008

Poema do domingo


Eu, que vivia fodendo,
Eu, que fodendo vivia,
Agora vivo fodido
Sem a tua companhia.

Manuel Bandeira * (1886-1968)

* ao menos de acordo com este site aqui.
Mais provável que seja apócrifo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O genocídio passivo

Segundo muitos analistas, terroristas islâmicos atacarão os EUA em 2009. O raciocínio por trás dessa previsão é muito simples: mera análise do passado. Em 1993 (início do governo Clinton) atacaram o World Trade Center pela primeira vez. Em 2001 (início do governo Bush) tiveram mais sucesso e destruiram as torres. Parece lógico supor que em 2009 (início do governo Obama) atacarão novamente. É uma forma de testar os limites e a reação de todo novo presidente.

No excelente blog Belmont Club sempre há discussões interessantes. Em um debate recente alguem observou que os idealistas revolucionários sempre promovem alguma forma de genocídio em nome deste ou daquele ideal (hoje o ideal é a ecologia, na qual os humanos são os vilões poluentes a serem destruídos). Às vezes esse genocídio é ativo, como foi no caso de Stalin e Mao, que mataram milhões do seu próprio povo.

Porém, em certos casos o genocidio é passivo, isto é, através da inação ou do suporte tácito, cria-se a oportunidade para que outro grupo realize o sonhado genocídio purificador. É o caso por exemplo dos pacifistas que não queriam guerra com Hitler ou com Saddam Hussein, portanto apoiando tacitamente seus genocídios.

Agora os esquerdistas apóiam os terroristas muçulmanos. Através de sua inação ou suporte a inimigos (ver posts abaixo), eles prepararão o terreno para novos ataques a Israel e aos EUA.

Alguns dirão, "mas não, nós só queremos paz, só queremos o entendimento com os inimigos". Pois é. O problema é que os inimigos não querem isso. Os esquerdistas nao entendem ou nao querem entender. Inimigos não querem paz, querem vitória.

Por que essa incompreensão dos esquerdistas, em especial dos esquerdistas mais radicais? Por que insistem com idéias que só aumentam o conflito? Não sei dizer ao certo. Acredito que esses sujeitos sofram de algum tipo de desejo suicida, manifestado principalmente no ódio à própria cultura ou civilização e no culto ao primitivismo (na forma de admiração por culturas primárias como a dos muçulmanos radicais, tribos de índios canibais, aborígenes africanos, enfim, todo e qualquer grupo que não for branco ou ocidental ou cristão).

Vai ser certamente uma grande surpresa quando os EUA forem novamente atacados: "Mas agora nós temos Obama no comando! Todos nos amam!"

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Perigosa obsessão

Caros amigos,

Sei que tenho falado demais sobre o Obama e as eleições americanas ultimamente, e gostaria de mudar de assunto. Lamentavelmente, não consigo. Trata-se já de uma obsessão.

Se não aparecerem novos artigos por aqui nos próximos dias, podem apostar que estou internado numa clínica de rehab; com um pouco de sorte talvez me coloquem no mesmo quarto que a Lindsay Lohan.

Lamentavelmente, estou convencido que a presidência Obama será um desastre para os EUA e para o mundo. Pode ser que eu esteja errado, e Obama se revele uma grata surpresa. É possível: até o Colin Powell parece acreditar nisso. Mas, de acordo com minha inovadora teoria política, as possibilidades disso ocorrer são remotas.

De fato, tenho uma teoria política que pode ser resumida da seguinte forma: o resultado das ações de um dado político é inversamente proporcional às suas promessas (especialmente se tais promessas são mirabolantes).

O candidato promete "paz no Oriente Médio"? Pode apostar que vai ter guerra das bravas.

O candidato promete "diminuir impostos de 95% dos americanos"? Pode apostar que vai aumentar, ainda que sejam impostos indiretos repassados às mercadorias.

O candidato promete que "seus problemas econômicos acabaram"? Pode apostar que estes vão quintuplicar.

O que acontece é que Obama, em seus discursos, promete soluções miraculosas demais, sem dar qualquer indicação de como vai fazê-lo, e sem nem ter dado qualquer mostra de grandes habilidades passadas. A eleição de Obama é, em verdade, o eleitor americano apostando na loteria.

Tanto que, no seu último discurso, um candidato de cabelos brancos afirmou que "graças à inexperiência de Obama, haverá uma crise internacional". Não, não foi McCain quem disse isso, mas Joe Biden... Até o próprio vice está assustado com a inexperiência do rapaz.

Em um famoso discurso, Obama prometeu até "salvar o planeta" e "baixar o nível dos oceanos".

De acordo com minha teoria, portanto, Obama destruirá o planeta e causará um dilúvio universal.

Noé nos acuda.

Vou lá pra rehab, até daqui a duas semanas.

Vosso amigo Mr. X após a consagradora eleição de Obama.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

The sum of all fears

Curioso como os medos da humanidade mudam.

Nos anos 60 tínhamos medo da superpopulação. Hoje o grande medo é o do baixíssimo crescimento demográfico no mundo desenvolvido (aqui interessante artigo do NYT a respeito).

Nos anos 70 tínhamos medo de uma "nova era glacial". Até faz pouco o medo era do "aquecimento global". Hoje, como pesquisas indicam que o tal "aquecimento" está perdendo credibilidade, o medo é da "mudança climática" mesmo. Que pode ser qualquer coisa.

Nos anos 60 o medo eram os comunistas que comiam criancinhas. Hoje a URSS e o muro de Berlim caíram, a esquerda chegou ao poder pelo voto, mostrou que sabe desgovernar e roubar tão bem ou melhor do que a direita, e o grande medo são os muçulmanos que explodem criancinhas.

Antes tínhamos medo da fome mundial. Hoje o medo é com a obesidade mundial.

Quais serão os medos do futuro?

Tenha medo. Tenha muito medo.