quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
O Diabo existe?
Os esquerdistas do Huffington Post e outros sites progressistas acham engraçado. Não entendo o por quê. É o discurso de um candidato religioso que teve lugar em uma escola religiosa. É natural falar em Satã. Queriam que ele falasse de quem, do Pato Donald?
Acho o candidato Santorum fraco, mas não pelos motivos religiosos. Não me incomoda, como parece incomodar tanto aos ateus, ter um presidente que acredite em Deus -- e no Diabo. É melhor do que acreditar em utopias de igualdade, redistribuição de riquezas, e várias outras falácias.
De qualquer modo, a questão procede. E se houvesse um elemento sobrenatural na destruição das antigas grandes potências do Ocidente? E se o Demônio estivesse mesmo por trás de tudo?
O Diabo existe? Como metáfora ou personificação do Mal, certamente, mas e como entidade concreta? Um dos paradoxos disso é o seguinte, se Deus existe e é todo-poderoso, por que ele permitiria a existência do Diabo, certo? Mas é a mesma questão já perguntada há milênios: se Deus é bom, por que há tanto mal no mundo?
Bem, nem vou entrar em polêmicas religiosas. Só me chamou a atenção o ódio dos comentaristas a uma declaração que nada tem de especial. Tenho notado aliás, várias vezes, que os ateus e em especial os ateus gays odeiam os religiosos (ou, mais especificamente, os cristãos) com uma fúria completamente fora de proporção ao que eles dizem ou deixam de dizer. Um ódio inusitado -- um ódio... satânico?
Nota 1: post sobre temática racial serão sumariamente deletados. Há espaço para eles -- nos posts sobre raça (aliás, estou preparando um). Porém, não serão mais aceitos em posts que não falam do assunto.
Nota 2: prometi um blog novo, mas ainda não tive tempo; enquanto isso, vou postando ainda notas curtas por aqui, neste semi-moribundo blog.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Um mundo anticristão
Às vezes essa perseguição é realizada em nome da "separação entre Igreja e Estado" e do "respeito às demais religiões". No outro dia, descobriu-se que uma agenda estudantil distribuída para quase quatro milhões de alunos da Comunidade Européia não mencionava os feriados cristãos de Natal e Páscoa, embora mencionasse feriados muçulmanos, judeus, chineses e até hindus. A desculpa do comitê que criou o calendário afirma que foi tudo "um simples engano". A agenda, que é distribuida gratuitamente mas custa bem caro ao contribuinte, é um festival de propaganda da Comunidade Européia. Suas páginas de conteúdo editorial podem ser lidas aqui, mas não consegui ter acesso ao calendário. (Se alguém tiver algum link, informe-me).
Alguns dirão que é um fato sem importância. Pode ser, mas observe que sempre que há críticas à "religião" por secularistas, quase sempre esta religião é a cristã. No outro dia houve até a notícia (depois desmentida) que Dilma teria retirado um crucifixo da sua sala. Várias vezes ocorreram casos similares nos EUA, de símbolos religiosos retirados de espaços públicos. Na arte moderna, então, a crítica aos símbolos religiosos é total. Só que tais símbolos são quase sempre cristãos. Com os muçulmanos, poucos têm coragem de mexer.
Praticantes das outras religiões podem dizer o que quiserem. Os cristãos, são vigiados constantemente por qualquer lapso verbal.
Fosse apenas a questão simbólica, nem seria tão grave. Mas atos como a promoção do aborto irrestrito (em alguns casos realizado com tesouradas em bebês vivos de oito meses já saídos do útero), do casamento homossexual e da eutanásia, quando não a insinuação da validade moral do incesto e até da pedofilia, são certamente tentativas de ir contra a antiga moral cristã.
Eu disse pedofilia? Certamente. Embora hoje esta seja chamada mais corretamente de "contato sexual intergeneracional". Eis aqui um "estudioso" afirmando, não apenas que o sexo intergeneracional pode ser positivo, mas argumentando que as próprias crianças estariam sendo vítimas dos malvados antipedófilos ao terem negada a oportunidade de se desenvolver sexualmente... (Artigo publicado em importante periódico de educação sexual.)
Não é preciso ser cristão para horrorizar-se com os arautos "científicos" da pedofilia ou com os métodos abortistas de Kermit Gosnell, é claro. Tratam-se de casos extremos. Mas os cristãos estão os maiores críticos desse niilismo pós-moderno, e são também suas maiores vítimas.
Enquanto alguns deliram sobre a "opressão papista", o cristianismo é a religião mais perseguida no mundo, dentro e fora de seus países de origem.
(P.S. Sou um mau cristão e nem vou à missa. Sou um reles pecador e nem sei se acredito em Deus. Mas, ao ler sobre certos horrores, quase passo a crer na existência do Diabo. No creo en brujas, pero que las hay, las hay.)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O crepúsculo dos deuses ateus
Um curioso artigo - escrito pelo que parece ser um ateu mal-humorado - observa que, embora Dawkins acredite que a religião seja um "erro da evolução", o fato é que, em termos estritamente evolutivos, os religiosos são mais bem-sucedidos do que os ateus. As famílias religiosas têm muitos filhos; espalham seus genes e transmitem sua religião pelo mundo. Os secularistas ateus preferem viver no presente e não costumam ter muitos filhos. Adivinhe qual grupo é mais apto para sobreviver? É curioso, aliás, que a nova campanha publicitária de Dawkins seja para que a religião não seja transmitida pelos pais aos filhos. Quais filhos? Aqueles chamados Maomé, hoje o nome mais popular entre os bebês de Londres?
Conclui o artigo:
Even if it was granted that the modern world, with its feminism and secularism, produced all the happiness one can imagine, it cannot last. A baby born today may live to see the extinction of the Lithuanians (projected to be a population of 760,000 by 2100, possibly all assimilated into other ethnicities). Any philosophy that guarantees that those that adopt it will be gone within a few generations can only be embraced by nihilists. The patriarchal and god-fearing will inherit the earth, one way or another.Eu não sei se Deus existe, mas, se as leis da Evolução de Darwin beneficiam os religiosos, Deus realmente deve ter um apurado senso de ironia.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sexo, moralismo e comportamento de turbas na era da Internet
Douglas disse:De fato, muitos psicólogos e estudiosos da natureza humana já observaram que os seres humanos quando em multidões comportam-se de modo muito diferente do que individualmente. Observando-se o mais recente vídeo dá para ver a magnitude do protesto contra a "indecente" moça e de como as pessoas, nesses contextos, reduzem-se ao comportamento mais básico, mais primitivo: os homens, à luxúria ou à violência contra a "puta" que os provocava sexualmente sem se entregar; as mulheres, à inveja e à raiva pela "concorrência desleal".outubro 31, 2009 às 12:20 amNão sei se você vai me entender, espero que sim. Não vi nada de estranho neste vídeo. Só a natureza humana na sua forma mais pura.
O ser humano vive em permanente guerra entre a sua natureza e a sua inteligência. A natureza humana é capaz de fazer uma pessoa se sacrificar por outra. A natureza humana é capaz de fazer isso que se viu.
Eu não estava lá, mas me identifiquei com aqueles estudantes. Eu poderia ser um deles? Acho que sim. Eu me sentiria arrependido depois? Com certeza.
Chamar esses estudantes de animais e colocar nas costas deles as nossas culpas é fácil. Acho até que o que estão fazendo com eles aqui e em outros blogs é quase o mesmo que eles fizeram com a moça.
Aqui acho que entra de novo a questão dos conservadores vs. libertários (e progressistas), e de como estes últimos idealizam a natureza humana. Afinal, para o libertário, "cada um pode se vestir como quiser e ninguém tem nada com isso". Para o progressista, "homens e mulheres são iguais e têm os mesmos direitos de ir e vir como desejarem." Na prática, no entanto, uma moça que vai vestida com roupas sumárias à universidade pode terminar sendo brutalmente hostilizada por uma multidão. É a natureza humana em seu estado mais bruto.
Sim, seria bom que as mulheres pudessem ir a qualquer lugar que quisessem, vestidas como quisessem, sem ser importunadas. Seria bom que drogados não matassem os outros ou a si mesmos. Seria bom que todos pudessem controlar seus instintos e ninguém fosse preconceituoso, cretino ou psicopata. Infelizmente, vivemos no mundo real, onde garotas de 15 anos podem ser estupradas coletivamente em uma festa na escola pelos seus próprios colegas.
Há ainda um segundo elemento que causa reflexão, que é a questão tecnológica. Todo o evento foi filmado por câmeras de celulares e colocado imediatamente na Internet, onde repercutiu ainda mais, somando-se a dezena de casos folclóricos, como a da professora primária que dançava o "Todo Enfiado", ou o caso recente de jovens adolescentes anos praticando sexo oral no banheiro da escola. Os vídeos acabaram indo parar online, onde foram baixados por milhares de pessoas. Com a repercussão, a professora de um caso foi demitida e a aluna do outro caso terminou tendo que ser transferida de escola, pois todas as demais estudantes do colégio ficaram com fama de "boqueteiras". A Internet influencia o mundo real. (E já tem petista afirmando que o que faltou foi mais aula de "educação sexual", como se os adolescentes não soubessem já o suficiente).
De qualquer modo, é possível que, em um país esquizofrênico como o Brasil, a moça da UNIBAN, que já conquistou fama virtual, termine ganhando uma pequena fortuna ilustrando as capas de uma revista masculina, ou apresentando algum programa televisivo para crianças.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Lost youth
Uma garota adolescente, filha de um pastor evangélico, virou ateísta, satanista e fã de horrorcore. Até aí tudo... não "bem", mas mais ou menos compreensível, conflito generacional, rebeldia adolescente e tal.
Porém, logo a garota fez amizade através da Internet com um rapper satanista que atendia pelo nome de "Syko Sam" e escrevia canções sobre "o prazer de matar". Fã de suas bizarras canções, a garota convidou-o para ir à sua casa. Era afinal, também um garoto de apenas 20 anos. Uma amiga, igualmente fã do mesmo círculo de fake-satanistas, e que atendia no Myspace pelo nome de "Ms Free Abortions", foi convidada a unir-se ao alegre grupo.
O que aconteceu depois não é ainda de todo certo, mas já sabe-se o resultado: quatro cadáveres putrefatos não-identificados, que parecem ser da garota, seu pai, sua mãe e a amiga. Syko Sam foi preso no fim-de-semana e é acusado do massacre. Uma de suas canções descreve um crime similar, indicando possível premeditação.
O caso lembra um ocorrido poucos anos atrás na Itália, quando um casal de namorados que entrara em um círculo satânico por diversão terminou morta em sacrifício ao Diabo. Uma outra garota do mesmo grupo foi enterrada viva.
Quando vejo esse tipo de coisa, vêm-me uma grande tristeza. Jovens satanistas? Sim, dirão alguns, é apenas diversão inocente, fascinação com as imagens chocantes que todo ou quase todo adolescente tem. E será que há muita diferença entre um fã do satanismo e um gótico, um emo, ou qualquer outra das tribos a que os adolescentes modernos precisam pertencer?
Embora seja verdade que uma certa rebeldia é normal entre adolescentes, também é verdade que esse tipo de letra ou imagem termina por atrair pessoas doentes, que, sem diferenciar entre realidade e fantasia, levam a sério a perversão mental e diabólica insinuada pela música e pelo visual. Ou, pensando num modo mais cósmico, as imagens diabólicas terminam por atrair a própria perversidão, o próprio horror, o próprio Mal - o próprio Diabo, em resumo. Chame-o suficientes vezes e ele aparecerá. (Yo no creo en el Diablo, pero que lo hay, lo hay).
Por outro lado, não acredito que esse tipo de atitude e grupo social freqüentado pelas garotas seja de modo algum saudável. Eis um dos, hã, poemas escrito por uma das vítimas:
Sometimes I wanna slit your fucking throatSão esses jovens meras exceções, ou indicadores de um distúrbio social maior, a perda de referências de comportamento, a decadência dos valores, o relativismo moral, etcétera e tal?
Shove my dirty tampon in your mouth and watch you fucking choke
I'll put you back in your place
I'll put a gun to your face
I'll kill your fucking whore
You'll be my beautiful disgrace
I'll give you a kiss
While I sever your dick
After all you could never do much with it
Para onde vai a nossa sociedade? A juventude está mesmo perdida? Ou são os pais os que perderam os referenciais? Afinal, será que os pais dessas meninas - pastores evangélicos! - sabiam que tipo de comunidade elas freqüentavam? Embora hoje em dia seja muito difícil controlar o que os filhos fazem na Internet, pelo mero visual das garotas, parece-me que algo os pais deveriam saber; no entanto, nada proibiram.
O que você faria se descobrisse que seu filho é satanista e vai encontrar-se com um simpático coleguinha adorador do Diabo que acaba de conhecer no Myspace?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Se Deus não existe, tudo é permitido?
A frase, que não foi escrita por Dostoevsky, embora seja mais ou menos o que Ivan Karamázov diz no famoso livro, ainda que de modo mais extenso e rebuscado. "Não existe virtude sem imortalidade", conclui Ivan. Para ele, sem a crença dos homens na imortalidade da alma e na existência de Deus, não haveria motivo para nenhuma moral e tudo seria permitido, "até o canibalismo".
Será mesmo?
Fábio Marton discorda. Mas de onde vem a moral? É algo biológico? Inato? Cultural? Ou vem mesmo de Deus, exista ele ou não?
Como Dostoyevsky cita canibalismo, lembrei-me do caso que li sobre o horrível General Butt Naked (ou General Peladão), soldado mercenário da guerra civil da Libéria, que liderava um batalhão de soldados que andavam nus por acreditar que isso o protegia das balas (vídeo documentário aqui - alerta para imagens fortes). Ele dizia ser um seguidor do Diabo, de quem afirmava ter recebido um telefonema quando criança. Confessou ter matado milhares de pessoas, inclusive crianças (sacrificava uma antes de cada operação militar), praticava canibalismo (comia o coração de algumas crianças e prisioneiros) e jogava futebol com as cabeças de soldados inimigos. Hoje é um pastor evangélico. Conversão real ou mera fuga da justiça? Digam o que quiserem, desde então não comeu mais nenhuma criancinha.
Deus e o Diabo podem não existir, mas a crença neles existe, e tal crença é responsável por diversos atos, dos mais nobres aos mais cruéis. Os conceitos de Bem e de Mal vêm diretamente da religião e da filosofia, não de qualquer medida científica. Mas só o que a ciência mede existe?
E será que os religiosos realmente agem virtuosamente apenas por medo do Inferno e/ou esperança do Céu? Não existe virtude sem imortalidade da alma?
E os ateus, tem uma moral própria? Podem ter? Qual moral pode-se criar a partir do mero materialismo, a não ser uma moral utilitária, "o maior bem para o maior número de pessoas". Mas, qual é o "maior bem"?
O Claudio Avolio observa como a mesma "moral" secular bananeiro-esquerdista que proíbe revistas com dicas para heterossexuais festeiros, subsidia revistas com dicas para gays festeiros. Uma revista é proibida em nome ao suposto respeito ao direito das minorias, a outra é apoiada financeiramente em respeito ao direito das minorias. Uma moral algo contraditória, para dizer o mínimo.
Por outro lado, também é verdade que, não obstante todo seu ódio pela religião e pelos religiosos, ao contrário dos anarquistas espanhóis, Dawkins nunca matou nenhum padre. O ateísmo, por si só, jamais poderia fazer mal a uma mosca. Assim como a religião. O problema são os homens. Os homens matam e morrem em nome de idéias - políticas, sociais e, por que não, religiosas. Mas acreditar que a religião é o grande mal da humanidade é uma besteira. De acordo com o psicólogo evolucionista Satoshi Nakazawa, pode-se matar também em nome da ciência. Aliás, ele também acredita que Deus foi criado pela evolução.
Já eu às vezes acho que Deus existe, e o Inferno é aqui mesmo.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Revelação
Alguns podem achar que foi apenas um lapso freudiano, mas não é a primeira vez que ele diz algo parecido: faz claramente parte de uma "estratégia" de aproximação com o mundo islâmico, tentando parecer mais muçulmano que o Bin Laden. Em entrevista à televisão árabe (primeira entrevista que deu como presidente eleito), ele definiu o país como uma "nação muçulmana, cristã, judaica" - muçulmanos em primeiro lugar. Na visita à Turquia, insistiu que "Os EUA não são um país cristão". Meses antes, ainda durante as eleições, não somente disse que "não somos mais uma nação cristã", como, em um discurso tão explicitamente anticristão que é preciso ver para crer, ridicularizou a Bíblia dizendo que esta ensinaria a escravidão e o apedrejamento de mulheres e crianças. (Já o Corão...)
Não obstante, a mídia esquerdista francesa e os leitores do New York Times celebraram a recente declaração, que antecipa um discurso "ao mundo muçulmano" que Obama realizará em breve no Egito. As elites esquerdistas acreditam que tal discurso possa sensibilizar os radicais islâmicos, que se sentirão "incluídos". (Será que essas pessoas são tão retardadas assim?)
Barack Hussein Obama nasceu no Quênia e chegou a ser criado como muçulmano na Indonésia. Que seja hoje o presidente dos EUA, parece coisa de ficção científica.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Assassinos de crianças
Há poucos posts coloquei um vídeo que relata o caso dos chamados "moor murders", em que um casal nos anos 60 torturou e matou várias crianças e adolescentes, inspirados, aparentemente, pela leitura de obras do Marquês de Sade. Foi chocante por ser o primeiro caso famoso do gênero na Inglaterra, mas não seria o único. De fato, em poucos anos ocorreriam crimes que deixariam Myra e Ian no chinelo: nos anos 90, Fred e Rose West, um outro casal de assassinos, seqüestrou, algemou, estuprou, torturou e matou entre 12 e 20 crianças e adolescentes, inclusive duas de suas próprias filhas, como conta aqui Theodore Dalrymple.
Uma das coisas que mais nos horroriza é, sem dúvida, o assassinato de crianças e adolescentes, especialmente quando este tem motivos sexuais.
Há uma pergunta que não quer calar: estariam ocorrendo mais crimes de assassinos pervertidos hoje do que em outras épocas? Embora tais crimes tenham ocorrido desde sempre, a aparência pareceria indicar que sim - afinal, as pessoas da minha geração e anteriores ainda brincavam sozinhas na rua até à noite, sem a preocupação dos pais, o que hoje é quase impensável (embora isso possa meramente significar que o pânico aumentou, mas não necessariamente o número de crimes). No entanto, mais significativamente, também algumas pesquisas mostram que o número de assassinatos seriais de crianças e adolescentes aumentou de 1960 para cá. Se isso for realmente verdade, seria interessante tentar descobrir as razões. Levantemos algumas hipóteses:
1) Liberalização dos costumes:
Tal começou a se radicalizar a partir dos anos 60. Quando sadomasoquismo, voyeurismo, travestismo, zoofilia e qualquer tipo de comportamento sexual alternativo é considerado tão normal como qualquer outro, quanto falta para considerar a pedofilia como outra mera variante da sexualidade humana que não deve ser julgada por ninguém?
(Evidentemente, não quero aqui dizer que comportamentos sexuais "alternativos" mas que não fazem mal a terceiros sejam equivalentes à pedofilia ou o estupro e assassinato; mas acredito que vários psicopatas estupradores estejam convencidos que seus casos se enquadram na categoria de sexualidade incompreendida.)
2) Leniência maior da lei:
Também uma herança dos benditos anos 60. Graças aos progressistas, que vêem os assassinos muitas vezes como meras vítimas do sistema, ou então como pessoas incompreendidas desrespeitadas em seus "direitos humanos", ou então entendem que a prisão deveria "reabilitar" e não "punir", crimes muitas vezes hediondos terminam tendo penas leves (aqui no Brasil já temos a progressão de pena para crimes hediondos). Muitos pseudointelectuais sentem mais pena do criminoso do que de suas vítimas.
Uma das coisas mais assustadoras é como, tantas vezes, assassinos seriais de crianças e adolescentes deixaram de ser presos ou foram liberados rapidamente após crimes violentos. Quase sempre, a impunidade apenas estimulou a ousadia do criminoso. Algumas pessoas não entendem a lógica dos assassinos, mas, no cálculo do psicopata, é muito simples. Como Theodore Dalrymple cita, o casal West foi liberado com uma mera fiança de 75 dólares após o seqüestro e estupro de uma moça. A partir daí, para evitar que as novas vítimas os denunciassem, passaram a matar as suas vítimas sexuais. Em um outro caso recente, ainda na Inglaterra, um homem que fora condenado duas vezes por estupro, foi liberado após poucos anos de prisão. Uma semana depois de sair, seqüestrou e matou uma garota de 16 anos. Hoje as autoridades inglesas já pensam em liberá-lo de novo... (É impressionante o número de criminosos sexuais que são liberados após poucos anos de prisão e voltam, naturalmente, a estuprar e matar).
No Brasil, isso é regra. Fábio Marton comenta o recente caso da menina de 13 anos estuprada por cinco, com a Justiça impedindo a prisão dos criminosos. (E cita ainda o caso do americano John Gacy, o palhaço assassino pedófilo, que matou 33 meninos e adolescentes. Também ele só não foi preso porque a polícia muitas vezes decidiu não investigar as acusações e liberou-o sem maiores preocupações.)
3) Sexualização precoce das crianças:
Ninguém pode negar que esta ocorre cada vez mais, e que muitas vezes é culpa dos mesmos bem-intencionados que dizem querer combatê-la. Como devemos considerar, por exemplo, esta notícia, que mostra que meninas de 11 anos de idade podem pedir a "pílula do dia seguinte" na própria escola por mensagem de texto de celular? O que é isso se não o incentivo ao sexo infantil? Que a idéia seja vendida pelas autoridades como uma forma de combate à gravidez adolescente só pode ser considerado como uma piada de mau gosto. (Sim, no Brasil de Lula também há idéias parecidas - aliás, neste país, de letras de música popular a apresentadoras de programas infantis a programas de educação sexual, somos campeões em sexualização infantil).
Todos esses motivos, no entanto, são insuficientes. Há algo de profundamente aterrador no abuso e morte de crianças e adolescentes, que nenhuma psicologia ou sociologia poderá explicar.
Acredito que as pessoas que abusam sexualmente e matam crianças e adolescentes poderiam perfeitamente ser condenadas à morte. A razão é simples: uma sociedade saudável deve ter empatia com as vítimas, não com os assassinos. E deve deixar claro que tal comportamento é inaceitável, sejam quais forem as circunstâncias.
Mas talvez vivamos em uma sociedade doente.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Premiar os maus, punir os bons
É a lógica dos esquerdistas e covardes em geral. Premiar os que pregam a violência, punir os que a denunciam.
Mugabe, presidente do Zimbábue, parece ter tentado matar seu rival, o primeiro ministro Tsvangirai, que acaba de sofrer um estranho acidente de trânsito, com um caminhão vindo na contramão. Sua esposa morreu e ele está gravemente ferido. Enquanto isso, Mugabe tem uma luxuosa festa de aniversário e a população morre de fome. Mugabe, há poucos anos, foi um herói das esquerdas e recebeu vários elogios de intelectuais esquerdistas. Premiar os tiranos, punir os democratas.
Obama quer conversar abertamente com o Irã, país que declara "morte à América" em cada sermão. E, em plena crise, quer dar de graça 900 milhões de dólares para os palestinos, mesmo sabendo que grande parte certamente será desviada para o terrorismo. De Israel, exige concessões e corta ajuda financeira. Também esnoba a Inglaterra, enquanto corteja os árabes.
Punir os amigos, premiar os inimigos. Trata-se de uma lógica, além de imoral, imbecil e contraprodutiva. Quando um país recompensa inimigos e trai amigos, tudo o que pode esperar é ter cada vez mais inimigos e cada vez menos amigos. Lei da oferta e demanda.
Enquanto isso, o maluco canadense que esfaqueou, decapitou e comeu parte do rosto de um passageiro de ônibus no Canadá, foi considerado inimputável por loucura graças a um juiz esquerdista. Pode ser solto em um ano, se os psicólogos determinarem que esteja "apto a voltar ao convívio em sociedade".
Loucura? Louco é o juiz e os psicólogos. Percebam: um sujeito que esfaqueou, decapitou e devorou partes do rosto de um jovem escolhido ao acaso pode ser solto novamente - e novamente atacar alguém. Ora, é óbvio que um sujeito desses deveria ficar trancado para o resto da vida, não importa se em um manicômio ou em uma prisão.
Mas é a lógica da esquerda: punir o cidadão de bem desarmando-o, e premiar os psicopatas soltando-os o mais rápido que pode.
Punir os bons, premiar os maus. A esquerda faz isso com tanta freqüência, que já não pode ser entendido como algo meramente casual, ou fruto de uma visão equivocada ou ingênua da realidade. Não: a esquerda faz isso conscientemente. E o faz por que está efetivamente do lado dos tiranos, dos assassinos, dos bandidos, dos ladrões, dos guerrilheiros, dos terroristas, dos esquartejadores, dos decapitadores, dos canibais.
Se eu fosse um fanático religioso, acreditaria que o que chamamos de "esquerda" não é um movimento político, mas um projeto de inspiração claramente satânica. Vade retro, Satanás! Cai fora, Demo! Xô, Exu! Pé de pato mangalô três vezes!
sábado, 24 de janeiro de 2009
O lobby ateu

Dizem alguns - normalmente abaixando a voz e falando em tom sinistro - que existe um tal "lobby judeu". Olha, pode ser. Não há nada de mais num lobby, é apenas um grupo que tenta influenciar a legislação de acordo com os seus interesses; é, em suma, parte do exercício da democracia. Também existe o "lobby cristão" e o "lobby muçulmano", que tem muito mais grana (do petróleo) nas mãos. E "lobby ateu", será que existe também?
Isso já não sei, mas sei que existe uma campanha mundial promovendo o ateísmo. Já lançaram vários livros sobre o tema, e recentemente o instituto do Grande Sacerdote do Ateísmo, Richard Dawkins, lançou uma campanha com cartazes nos ônibus londrinos. O slogan era:
DEUS PROVAVELMENTE NÃO EXISTE.
PORTANTO PARE DE SE PREOCUPAR E APROVEITE SUA VIDA.
Não tenho problemas com a primeira parte, mas confesso que a segunda parte me incomoda um pouco. Parar de se preocupar? Aproveitar a vida?
Ora, todo mundo sabe que os crentes se preocupam menos do que os ateus. Pense um pouco, quem se preocupa mais: quem acredita que existe Céu e Inferno onde os justos são premiados e os maus são punidos, que existe um Deus que vela por nós, que existe uma razão por trás de tudo... ou quem acha que o Universo é apenas um amontoado de átomos inúteis, que as coisas acontecem por puro caos, que você pode morrer a qualquer momento sem motivo ou razão, que o mal quase sempre triunfa sobre o bem e que não existe nem Céu nem Inferno, mas apenas o Vazio Eterno?
Por outro lado, a frase "APROVEITE SUA VIDA" me parece algo banal e superficial. É essa a "grande mensagem" que os ateus militantes têm a passar ao mundo? "Aproveite sua vida"?
Aproveitar em que sentido? Hedonismo, festas e orgias? Viver dez anos a mil em vez de mil anos a dez, como diria Janis Joplin? Ora, os antigos gregos já sabiam que grandes prazeres sempre trazem grandes sofrimentos. A conta por "aproveitar a vida" sempre chega com juros, cedo ou tarde, nem que seja na forma de cirrose, divórcio, insanidade ou dívidas.
Mas talvez o "aproveitar a vida" esteja sendo dito no sentido epicurista, a felicidade da vida contemplativa, dos prazeres amenos da moderação? Talvez.
Mas olhe a mensagem dos religiosos, dos evangélicos por exemplo. Não é "aproveite a vida", é "não roube, não mate, não use drogas, case virgem, não seja infiel, honre seus pais, ame seu próximo, doe para a caridade e o dízimo para a Igreja, e afaste-se de Satanás, irmão!" Não será uma vida tão exilarante, mas em geral costuma tornar o cidadão mais responsável do que aquele meramente preocupado em "aproveitar a vida", seja lá o que isso for.
O que aconteceria se a campanha ateísta funcionasse e todos os que vissem o anúncio saíssem por aí a "aproveitar a vida"? Seria o caos, amigos.
Mas talvez seja eu que me preocupo demais.
Vou lá "aproveitar a vida". Até.
Atualização: Acho que alguns leitores não entenderam bem o que eu quis dizer com este post. Na verdade, nem eu acho que entendi direito o que quis dizer. Mas não era uma crítica ao ateísmo em si, como à superficialidade essa da campanha do ônibus e, por extensão, à superficialidade de muito da vida moderna. Mas não entrava neste caso uma crítica direta aos ateus. E a frase sobre Satanás era uma brincadeira, embora eu - naturalmente - acredite na existência do Diabo. ;-)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A posse de Obama: Messias ou Anticristo?
Não dá pra saber o que vai acontecer na presidência Obama. O que há sim, é uma enorme expectativa para o "inauguration day". Quase não assisto TV e me mantenho longe das multidões, mas mesmo assim dá para sentir a exacerbação das massas. A mídia, naturalmente, é Obama 24/7. Acho o fenômeno curioso. Será que as pessoas acreditam mesmo que a coisa vá mudar tanto? Ou é apenas o caráter simbólico do evento, "o primeiro presidente negro"? A alegria não pode durar para sempre. Obama não pode ser tudo para todos, e uma parte do público necessariamente se decepcionará. (Curiosamente, o pessoal mais decepcionado por enquanto é o da esquerda radical, que já pressente que a "mudança total" prometida não virá. Alguns - Idelber, é você? - já o acusam até de ser uma mera marionete sionista.)
Para Fouad Ajami, independentemente do que Obama venha a realizar, a má notícia é a própria exaltação massiva da sua figura. Segundo ele, o fenômeno das multidões delirantes em eventos políticos nunca foi uma coisa típica da política norte-americana: era tradicionalmente vista como uma coisa terceiro-mundista, ou de líderes fascistas europeus: Perón, Mussolini, Chávez, Nasser. O delírio das multidões com Obama, a desmesurada esperança que tantos depositam nele é, em si, o problema - e a prova da terceiromundização da política e da cultura americanas. Ou, talvez, de algo ainda mais sinistro: a mudança do sistema de governo americano de uma República para uma Democracia (ver este ótimo vídeo que explica a diferença, dica do Not Tupy).
Obama é um personagem complexo. Nascido no Havaí (hummm... será?), morou no Quênia, na Indonésia, em New York, mas o local onde se desenvolveu como político foi mesmo Chicago, cidade famosa pela corrupção de seus políticos. Em recente matéria sobre Obama, que não quer largar do seu Blackberry, apesar das óbvias preocupações com a segurança (seria fácil para espiões monitorarem seu aparelho), ele diz uma coisa engraçada:
"Se eu estiver fazendo algo estúpido, alguém em Chicago pode me mandar um email e dizer, 'O que você está fazendo?' "Sei que não foi isso que Obama quis dizer, mas ficou parecendo que ele receberia instruções de algum manda-chuva de Chicago.
O que vai acontecer na presidência Obama ainda é, em grande parte, um mistério. Vamos aguardar. Não pretendo assistir à posse (possessão) do Messias (Anticristo), mas estarei aqui informando sobre os futuros eventos. Espero que o Apocalipse não seja um deles.
domingo, 16 de novembro de 2008
Quid pro quo
Pois bem. Resulta agora que a GE, empresa que controla tais emissoras, poderá receber 139 bilhões de dólares do Estado Americano durante o futuro governo Obama em razão da crise.
Não duvide que logo mais também outras emissoras obamistas sejam recompensadas e terminem sendo, como ocorre no Brasil, subsidiadas pelos impostos do cidadão e pela propaganda governamental.
É a bananização da imprensa americana. Tanto petistas quanto obamistas só gostam de imprensa a favor.
Ah sim, há quem acredite que Obama está trazendo hope e change. Pra mim parece mais a política de sempre - "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei" - coisa que cansamos de ver pela Terra Brasilis e que talvez apenas pelo seu cinismo extremo ainda sejam novidade aqui.
Por culpa do Stefan Zweig, costuma-se dizer que "o Brasil é o país do futuro".
De um jeito torto, parece que a frase se justifica. No futuro, todos os países (até os EUA) terão a mesma política corrupta e a mesma imprensa calhorda que existe no Brasil. Não falta muito.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Será que Obama é o anti-cristo? (2)
Pois bem, como vejo agora que as FARC, Galloway, o Hamas, o Fidel, o Farrakhan, e todos os maiores inimigos da Civilização Ocidental © ™ declararam seu apoio ao Obamessias, e que ele está à frente de todas as pesquisas, e que nenhum escândalo parece afetá-lo, e vendo a adoração dele pela mídia, só posso concluir que ele é, realmente, o filho do Diabo.
Ele parece simpático e bem-apessoado, não restam dúvidas. Mas como canta Bob Dylan:
He got a sweet gift of gab, he got a harmonious tongue,
He knows every song of love that ever has been sung.
Good intentions can be evil,
Both hands can be full of grease.
You know that sometimes Satan comes as a man of peace.
Well, he catch you when you're hoping for a glimpse of the sun,
Catch you when your troubles feel like they weigh a ton.
He could be standing next to you,
The person that you'd notice least.
I hear that sometimes Satan comes as a man of peace.
He's a great humanitarian, he's a great philanthropist,
He knows just where to touch you, honey, and how you like to be kissed.
He'll put both his arms around you,
You can feel the tender touch of the beast.
You know that sometimes Satan comes as a man of peace.
(Dica do Chesterton)




