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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Para onde vai o homem branco?

Este vai ser provavelmente o último post que faço sobre raça (o tema parece conduzir ao bitolamento). Segundo recentes estudos, apenas 27% das criancinhas californianas são brancas. A grande maioria são de origem latina, isto é, mestiços hispano-ameríndios mexicanos (51%). Criancinhas negras são apenas 6% (os mexicanos afastam os negros?), o que é compensado pelo aumento de asiáticos, indianos, etc. Em todos os EUA, o número de crianças brancas está diminuindo proporcionalmente em relação à população total. Crianças são o futuro, certo?

Na Europa, os muçulmanos e outros imigrantes "escurinhos" ainda são minoria (não chegam a 10%), mas têm uma fertilidade maior do que os brancos nativos, continuam imigrando a mil, e é provável que repitam o que já ocorreu nos EUA. Alguns dizem que "não devemos nos alarmar", mas, ora, alguém nos anos 50 imaginaria que os EUA teriam maioria não-branca em poucas décadas? Na Inglaterra, uma em cada seis crianças em idade escolar já não tem o inglês como primeira língua. Eu já disse que as crianças são o futuro?

Situação difícil

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os gritos do silêncio

No fim de semana da Páscoa, uma família de fazendeiros sul-africanos foi morta a tiros, incluindo uma bela garota de apenas 14 anos. Não é um caso isolado: desde o fim do apartheid, mais de 3165 fazendeiros "boer" brancos sul-africanos foram mortos por negros. Na maior parte das vezes, não há roubo algum, apenas execução sumária, em alguns casos precedidos de tortura e violência sexual.

Marthela Steenkamp (RIP, 1997-2012)
Seria genocídio? Alguns dizem que se tratam apenas de vítimas de crime e, neste caso, o número de vítimas negras de crime (por outros negros) na África do Sul seria ainda maior. Porém, é claro que está tendo lugar uma perseguição aos fazendeiros brancos, querendo intimidá-los e expulsá-los de suas terras, como já aconteceu no Zimbabwe. Os "boer" resistem, mas, até quando?

É muito curioso que hoje ninguém fale da África do Sul. É quase como se o país de repente tivesse desaparecido do mapa. O fato é que a tal "nação arco-íris" prometida jamais se concretizou, e hoje o país está em situação bem pior do que durante o apartheid, seja para os brancos, seja para os negros.

Sim, os negros detém o poder, mas pode-se dizer que tenham um nível melhor de vida agora, quando a África do Sul virou a capital mundial dos estupros?

O apartheid era desigual, sem dúvida, mas observem uma coisa curiosa: durante essa época, em pleno apartheid, milhares de imigrantes africanos de outros países do continente migraram para lá. Pelo jeito, não faltavam negros querendo ser "oprimidos" pelos brancos safados. Hoje em dia, é o contrário. Não são apenas os brancos que estão emigrando da África do Sul, como até mesmo os negros mais qualificados, que acreditam ter melhores opções em outros lugares. O país virou um antro de violência e corrupção. Mas ninguém se importa...

É verdade que naquela época os brancos tinham uma posição privilegiada, e agora boa parte deles, sem ter mais o privilégio por lei, está vivendo na pobreza. Mas também é verdade que, salvo alguns negros que se deram bem como os mostrados nesse mesmo documentário do link, a situação ficou pior para quase todos. Eis aqui um blog documentando em fotos a decadência arquitetônica de Johannesburgo. Cry the beloved country...

A jornalista Ilana Mercer, sul-africana de nascença, fala um pouco sobre a situação atual de seu país no seu blog e no livro "Into the Cannibal's Pot".  A destruição da África do Sul ocorreu em nome da tal "igualdade". Ou seja, a busca utópica de uma sociedade na qual todas as raças, culturas, etnias, "orientações sexuais" e religiões tenham o mesmo nível de vida, numa delirante igualdade, não de oportunidade, mas de resultados. É a ideologia em voga hoje no Ocidente, fazer o quê. Igualdade total, não de oportunidade ou perante a lei, mas de resultados. E nenhum esforço é medido nessa luta absurda.

Mas tal igualdade de resultados não é possível. Tal "fim do racismo" e "sexismo" não é possível, pois o fato de negros, índios, mamelucos e cafuzos terem em geral nivel de vida pior do que os brancos e asiáticos não tem NADA a ver com a escravidão, a opressão, ou o racismo brancos, assim como há uma explicação perfeitamente lógica para a diferença salarial entre homens e mulheres que nada tem a ver com o "sexismo". As pessoas e as culturas e as etnias e os sexos são diferentes e têm interesses diferentes e apresentam resultados diferentes, é apenas isso. E, salvo intervenção divina ou uma equalização forçada através da manipulação genética, ou então em um Estado Totalitário ao estilo de Harrison Bergeron, jamais serão todos de todo iguais. É isso. Se não acreditam, então esperem sentados pela igualdade, ou vocês irão cansar...

No mais, a morte de fazendeiros continua, é como cantava o pacifista Nelson Mandela: "matem os Boer."

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação sim, censura não!

Uma das maiores desgraças causadas pelo "politicamente correto", que nada mais é do que a aplicação prática dos princípios ultra-igualitários esquerdistas ao discurso, é ter tornado as pessoas extremamente sensíveis à mais ligeira provocação.

Além da censura midiática que proíbe a discussão honesta sobre certos assuntos, há a censura (ou até autocensura) que se cria entre os indivíduos, que cada vez ficam com mais medo de ter problemas, ou até mesmo um processo nas costas, devido a alguma frase infeliz dita ou escrita por aí. Isto até piorou com a Internet: às vezes, até uma frase inocente publicada no Facebook ou Twitter pode gerar infinitas dores de cabeça.  

Um exemplo, já mencionado aqui, foi o caso do ator brasileiro Rodrigo Lombardi, que foi criticado por ter elogiado o dançarino e cantor negro Sammy Davis Jr., só que de uma forma considerada preconceituosa pelos bem-pensantes. A intenção do ator não apenas era a de elogiar, como Sammy Davis está morto e não se importa mais sobre o que disserem sobre ele. Isso, naturalmente, não impediu muitos progressistas de quererem a cabeça do "racista".

Toda hora há casos novos. Agora tem o comercial de lingerie com a Gisele Bündchen, que o governo quer proibir. Antes, um humorista foi censurado por fazer piada com King Kong e teve que se retratar. Uma jovem acusada de criticar os nordestinos no Twitter teve que abandonar a faculdade. Vez por outra um jogador de futebol é acusado de "racista" por chamar outro de "negão" ou de "macaco". Segundo um jornalista do Globo, "todo castigo é pouco para os racistas": ele chega a afirmar que seria preferível que o racista tivesse agredido o outro jogador com um soco do que chamá-lo de "macaco", que hoje em dia parece ser a maior ofensa jamais criada contra qualquer pessoa de cor. (Também o saudoso Clodovil uma vez foi processado por racismo por ter chamado uma deputada negra de "macaca de tauilleur"). O que é estranho é que, no tempo dos Trapalhões, não lembro que houvesse tanto escândalo com palavras como "macaco", "cabeça-chata", "fresco", e por aí vai. 

Hoje no Canadá, ocorreu o oposto: um jogador de hóquei negro está sendo criticado por ter chamado um adversário de "bicha" ou "viado" (faggot). Detalhe: parece que o adversário é mesmo viado, ou ao menos está empenhado na causa do casamento gay. Outro detalhe: o jogador que realizou o insulto já tinha por sua vez recebido insultos racistas anteriormente, o que não impediu que agora seja criticado por ser homofóbico.

Isso nos leva a uma importante questão filosófica: o que é pior nestes dias, ser "racista" ou ser "homofóbico"? Se um gay ataca um negro e vice-versa, quem leva a pior? Nos EUA, um violento caso de negros que agrediram um branco no McDonald's foi ocultado pela mídia, até que se descobriu que a vítima branca era um travesti. Sendo, portanto, um ataque "homofóbico" (e não simplesmente contra um branquelo que merecia mesmo apanhar), o ataque passou a ser registrado e mesmo criticado. O que parece provar que: a) os gays venceram a batalha e a "homofobia" é mais forte do que o "racismo, e b) que o único grupo que não tem direito a reclamar são os brancos heterossexuais cristãos. Apanhem calados!). 

O mais curioso de tudo é que há almas delicadas até no campo de hóquei. Bater até quebrar ossos pode, o que não pode é insultar... 

De acordo com a Associacão Canadense de Gays e Lésbicas contra a Difamação (sim, existe isso), "o discurso de ódio e insultos homofóbicos não têm lugar no campo de hóquei."

Pôrrameu, são jogadores de hóquei, o esporte mais violento do mundo! Se um jogador de hóquei não pode nem chamar o outro de "viado", onde diabos iremos parar?!?

Isso tudo parece um tema menor e sem importância, mas não é mesmo. Todas essas novas leis anti-racismo e anti-homofobia, bem como a simples existência do "politicamente correto", tem uma função bem clara no projeto progressista:  a censura.

Sim, a esquerda, que tanto chora sobre a "censura" que sofreu durante a "horrível ditadura militar", é a maior censuradora hoje em dia!

Atenção, isso não quer dizer que eu seja a favor de insultos. A ética comanda que, por uma questão de civilidade, os insultos (raciais, sexuais ou de qualquer outra ordem) sejam evitados; mas, em certos ambientes como o esportivo, eles são bastante comuns, e não deveriam ser objeto de qualquer tipo de ação legal. Jogador de futebol e torcedor estão ali para xingar e serem xingados mesmo: só falta agora quererem proteger de insultos a mãe do juiz... 

Faz tempo que casos de injúria e difamação são corretamente levados em conta pela lei, e não pareceria haver necessidade de leis novas. Observe ainda que a censura esquerdista vai muito além disso, não permitindo nenhum tipo de discurso que seja sequer contrário aos grupos protegidos pelo progressismo mundial.

Por exemplo: um cidadão foi acusado de "racismo" por sugerir em artigo de jornal (mas sem usar qualquer insulto) que a cultura branca européia fosse mais avançada do que a cultura indígena nativa brasileira. O que parece algo óbvio -- afinal, os povos europeus eram ou não mais avançados tecnologicamente, artisticamente, etc? --  hoje virou caso de polícia. (O acusado também afirmou que os índios enterrariam ossos em certas propriedades para dizer depois que estas seriam "terras indígenas"; isso, lamentavelmente, também não é mais do que a verdade, já comprovada em vários casos). 

Não sei como acabou o caso: o Ministério Público queria do pobre homem uma indenização inicial de 30 milhões de reais.

Quanto aos gays, é ainda pior, e acontece no mundo todo. No outro dia, um estudante inglês foi suspenso por simplesmente dizer que "o homossexualismo é errado." Percebam que ele não insultou ninguém nem disse nada de extraordinário: o mero fato de achar que atos homossexuais sejam pecado já é um crime ou ao menos uma falta em muitos países. 

Até mesmo ser contrário ao "casamento gay", o que há pouco era apenas questão de opinião, está virando um discurso proibido. E isso que o "casamento gay" é uma questão que afeta, segundo estatísticas, 0.55% da população americana (é o número de parceiros do mesmo sexo que vivem juntos). Tempestade num copo d'água?

Essa censura toda termina tendo também, acredito, um efeito psicológico nefasto. Impedida de se pronunciar de forma civilizada, a crítica às minorias termina se transformando em ódio e rancor. Mesmo eu, que tenho contato com pessoas de todas as cores, religiões e orientações sexuais sem jamais ter insultado ninguém, toda vez que ouço alguma proibição politicamente correta, tenho vontade de urrar insultos racistas e homofóbicos aos quatro ventos. Imagine então alguém que foi suspenso da escola ou perdeu o emprego por ter dito alguma frase proibida: será que o seu ódio vai ser maior ou menor?

Com mil raios e trovões! Deixem o mundo se expressar em paz! Seus sacripantas, pândegos, anacolutos, embusteiros, antropopitecos, antropófagos, babuínos, ungulados, psicopatas, piromaníacos, sodomitas, bucaneiros, cabeçudos, colocintos, carcamanos, chucrutes, tecnocratas, terroristas, zapotecas, visigodos, iconoclastas, selvagens, astecas, esquizofrênicos, ornitorrincos, frouxos, macacos, parasitas, otomanos, ruminantes, canalhas, covardes, mercenários, ectoplasmas, doríferos, coleópteros, zulus!!

domingo, 7 de agosto de 2011

A fúria dos idiotas e o fim da ordem social

(Ver ATUALIZAÇÃO abaixo.)

Há algo de podre no reino ocidental. E a antiga ordem social parece estar lentamente se desintegrando, a olhos vistos. Sem que ninguém faça nada.

Distúrbios raciais que começaram nos EUA (as tais "flash mobs", onde turbas de adolescentes negros do gueto se juntam para roubar e surrar todo branco que encontram pelo caminho) espalham-se pelo mundo. Nestes dias aconteceu um evento similar no Canadá e, ontem, houve um violentíssimo quebra-quebra em um bairro predominantemente negro e paquistanês de Londres: para reclamar pela "injustiça" de um criminoso ter sido morto pela polícia, colocaram fogo num edifício e aproveitaram para roubar televisões.

A violência niilista parece ser a norma em todo o mundo, pelos motivos mais absurdos. Nos EUA, teve até afro-americanos dando tiros de AK-47 em um ônibus de linha devido a uma discussão fútil sobre dar palmadas em uma criança (ver o incrível vídeo aqui). Na França, todo ano os árabes queimam milhares de carros e a polícia deixa, já virou rotina. No México e no Brasil, grupos criminosos dominam completamente a sociedade através do uso da violência extrema, transformando o restante da população em reféns. 

Mesmo brancos e asiáticos, os grupos tradicionalmente mais tranquilos, se metem em confusão e aceitam a violência como única linguagem. Vejam por exemplo, também na Inglaterra, o quebra-quebra promovido por estudantes contrários ao aumento de tarifas universitárias, ou no Canadá a violência gerada por um jogo de hóquei. Ou os protestos na Grécia. O vários tiroteios em escolas. Ou o massacre norueguês.

O que está acontecendo? Alguns falam na crise econômica global, outros mencionam as diferenças culturais e raciais que se acentuam com o multiculturalismo, outros falam na perda da religião. Embora esses certamente sejam fatores, acho que há algo mais profundo acontecendo. O Brasil sempre foi uma sociedade miscigenada e multiracial, mas eventos como o causado pelo PCC seriam impensáveis décadas atrás. Nos EUA, não se via uma comoção racial assim desde os anos 60. Na Europa do pós-guerra havia muito mais pobreza do que hoje, mas sem os conflitos sociais que se observam cada vez mais.

Minha teoria é a seguinte. Há 40 anos, Nelson Rodrigues observou em um brilhante texto que "os idiotas descobriram que são em maior número":
De repente, os idiotas descobriram que são em maior número. Sempre foram em maior número e não percebiam o óbvio ululante. E mais descobriram: — a vergonhosa inferioridade numérica dos “melhores”. Para um “gênio”, 800 mil, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões de cretinos. E, certo dia, um idiota resolveu testar o poder numérico: — trepou num caixote e fez um discurso. Logo se improvisou uma multidão. O orador teve a solidariedade fulminante dos outros idiotas. A multidão crescia como num pesadelo. Em quinze minutos, mugia, ali, uma massa de meio milhão.

Sim, é a rebelião do "homem-massa" preconizada por Ortega y Gasset que finalmente acontece. Acho que, da mesma forma que os idiotas, hoje as minorias descobriram que não são tão minorias assim, e que existe um sistema que as protege e que sempre as trata como "oprimidas", não importa o que façam.

Tudo isso tem a ver também com a falência da autoridade no mundo atual, onde não há qualquer controle sobre o comportamento e tudo é considerado igual a tudo; onde criminosos são vítimas do "sistema", e vítimas "fizeram por merecer".

Talvez estejamos assistindo aos primeiros momentos da Queda do Império Romano Ocidental. Por via das dúvidas, ande armado!


ATUALIZAÇÃO: Aparentemente para provar minha teoria sobre o "fim da ordem social", o inferno se espalhou por outros bairros e cidades londrinas. Aproveitando o caos, novos grupos de "excluídos" juntaram-se à balbúrdia. O que começou como um "protesto" quase exclusivamente negro, agora parece envolver também gangues de brancos "chavs" e outros grupos que decidiram tirar uma casquinha:


Dito isso, observem esta série de fotos e vejam se detectam algum padrão ou conseguem ver alguma diferença:


"Jovem" entrega suas roupas a "saqueador" em pleno dia.

"Jovens" correndo com mercadoria roubada.

"Jovens" caminhando tranquilos com produto do saqueio.

"Saqueador" mostrando pra galera o fruto do seu "trabalho".


"Jovens" voluntários ajudando a limpar as ruas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mulheres violentas

Chega de falar de raça, assassinos em massa e outros temas desagradáveis. Let's talk about sex, baby! Vamos falar sobre sexo e relações humanas. A pergunta do dia é: Será que a sociedade contemporânea está tornando as mulheres mais loucas e mais violentas?

Três casos recentes aqui na Califórnia de mulheres violentas chamaram a atenção da mídia. O mais comentado foi certamente o da mulher que cortou o pênis do marido e, pra não dar nem chance de reposição cirúrgica, jogou o órgão no triturador. Não se sabe o motivo, mas aparentemente tinha a ver com uma briga fútil sobre receber ou não visitas em casa. O casal já estava anteriormente em processo de divórcio e não tinha filhos. Eram casados há pouco mais de um ano, aliás. A mulher, aparentemente descontente com o divórcio, colocou uma droga no jantar do marido, o amarrou na cama e cortou o seu bilau. Para que tanta maldade? Vejam que doce de esposa:



Mas esse caso não é o único de uma mulher violenta causando graves danos ao marido ou parceiro. Recentemente, uma outra moça atropelou o namorado, duas vezes, simplesmente porque este ousou falar mal da mãe dela. Credo, agora é preciso gostar da sogra? Olhem a cara da queridinha:


E, finalmente, houve uma mulher que empurrou o marido da janela do décimo-sétimo andar após uma discussão. Ela estava grávida. Ele morreu. Segundo a reportagem, ela já batia no marido há algum tempo. Sim, ela era a violenta na relação. Pela foto, ela mais parece um anjinho incompreendido:


Alguns estudos parecem apontar que a violência feminina contra seus parceiros está aumentando. As estatísticas não mentem: há muito mais homens apanhando das mulheres do que há anos atrás. Vejam por exemplo o que anda acontecendo na Inglaterra, onde a violência feminina aumentou 400%, representando já quase a metade dos casos de violência doméstica. 

Mas qual o motivo? Tensão pré-menstrual permanente causada pelos hormônios inseridos nos alimentos processados? A mídia que mostra mulheres franzinas dando uma surra em homens fortões? Os videogames com heroínas como Lara Croft? Ou seria tudo culpa do feminismo? 

O feminismo certamente tornou as mulheres mais exigentes e mais chatas, mas não as tornou necessariamente mais felizes. Talvez essa frustração seja parte da causa da violência feminina. Ou será que haveria outras razões? A verdade é que a sociedade como um todo parece ter se tornado mais violenta nas últimas décadas, e portanto é possível que isso tenha terminado por contaminar também as mulheres. 

O problema é que o homem é por default quase sempre considerado o culpado, e portanto termina sendo discriminado nos tribunais. Nos divórcios e nas brigas pela guarda dos filhos, quase sempre quem sai ganhando é a esposa, mesmo que esta seja uma víbora sem coração. Como a mulher já não precisa de um homem para sustentá-la, ser mãe solteira pode ser um ótimo negócio.

É por isso que, ao menos nos EUA, surgiu um movimento e uma série de blogs e sites antifeministas para lutar pelos direitos do homem. Um deles é o Spearhead, mas há muitos outros. 

O fato é que, especialmente nos países mais desenvolvidos (onde, não por coincidência, o feminismo mais avançou) há um número cada vez maior de homens insatisfeitos, seja porque não conseguem uma esposa, seja porque esta o trai com um aluno, ou se divorcia em dois anos levando as crianças e todo o seu dinheiro, seja porque simplesmente as coisas não estão fáceis nas relações.

Já falamos sobre a questão dos homens "alfa" e "beta", mas não falamos sobre a hipergamia, que seria uma constante na psiquê feminina, exacerbada pela revolução sexual e pela independência financeira feminina. Basicamente, 80% das mulheres estão interessadas em 20% dos homens. Mas e os outros 80% dos homens, fazem o quê? Viram gays? Ah, acho que começo a entender o gayzismo...

A situação é especialmente terrível na China, onde a política estatal de permitir um só filho por casal gerou um grave desequilíbrio entre os sexos, já que as famílias preferem ter um filho homem e abortam as meninas. Hoje há apenas 40% de mulheres para 60% de homens. Mas, repito, essas poucas mulheres só estão interessadas em uma minoria desses muitos homens. Recentemente houve uma série de casos de homens solitários na China que mataram crianças em jardins de infância. Os casos, apesar de bárbaros, têm uma explicação: são homens que não se reproduziram que estão matando, por raiva, as crias dos outros. Acontece muito no mundo animal, por que não poderia acontecer no mundo humano também?

Por outro lado, não sou partidário de que a mulher volte ao tanque e à cozinha. Para mim o feminismo foi relativamente bom (afinal, sou alfa e estou entre os 20% de sortudos, ah ah): como diz o Chesterton, "It's Miller time!". A mulher trabalha e ajuda com as despesas, o homem pode descansar mais. Está certo que ainda não casei, e estaria mais do que na hora, mas aqui nos EUA com as überfeministas a situação está bem complicada para quem quer alguma coisa duradoura. Se a leitora Bárbara prometer não cortar o meu pênis, será que ela aceitaria ser a mãe dos meus filhos? 

Concluo com uma cena do filme mais doente já feito sobre a "vingança das feministas":

terça-feira, 7 de junho de 2011

Uma tirania do bem

Proibiram as sacolinhas de plástico no supermercado, e a maioria das pessoas apoiou a medida. Da mesma forma, a tal lei anti-homofobia, que censura o discurso crítico contra os homossexuais, é aplaudida pela maioria das pessoas bacanas, e as leis antirracismo, que censuram o discurso sobre raça, já foram mais do que aprovadas com louvor pela maior parte da população. 

É censura da brava: fale qualquer coisa que fique fora da norma do "politicamente correto", e você poderá perder seu emprego, ter sua carreira arruinada, ter que abandonar os estudos, quem sabe até ser preso. Mesmo que você seja um Prêmio Nobel.

Imagine que estivéssemos sob um governo de direita e saísse uma lei dizendo "é proibido falar mal da família cristã". As pessoas sairiam nas ruas para protestar, cantores da MPB criariam músicas satíricas cheias de insultos, e seria revogada em dois dias. Mas crie uma lei de censura ou proibição "do bem", isto é, progressista, e todos estarão de acordo.

Em uma entrevista décadas atrás, Aldous Huxley, autor de "Admirável Mundo Novo", disse que achava que ditaduras do futuro teriam uma diferença: os tiranizados estariam felizes e aplaudiriam a própria opressão. Ele estava correto. A grande sacada dos progressistas e globalistas foi primeiro convencer as massas de que alto é baixo, preto é branco, socialismo é liberdade, e que a tirania que sofreriam era para o seu próprio bem. Se quer convencer alguém de alguma coisa, afirme que o planeta está esquentando, ou que é para ajudar as criancinhas do Nordeste, ou qualquer outra idéia bacana. É batata. As pessoas farão o que você quiser.  

Afirme que existe "uma causa maior", e você vai poder entrar no governo, roubar, sair do governo, enriquecer ilicitamente, e depois voltar novamente ao poder, sob aplausos ou ao menos total indiferença do público. Ensine que os criminosos são coitadinhos vítimas do sistema e que a culpa de tudo é da burguesia, e as pessoas aceitarão níveis hediondos de violência urbana sem reclamar. Alguns até se sentirão culpados e acharão o assalto e estupro justificado, e pedirão perdão a seus estupradores!

Em San Francisco, querem proibir a circumcisão. Ativistas gays até produziram uma história em quadrinhos que vem sendo acusado de antisemita. (San Francisco é a meca dos gays, e parece que eles preferem pênis não circumcisado). Mas imagine que a cidade quisesse proibir os brincos, ou os piercings, ou as tatuagens, ou até o corte do pênis inteiro no caso dos transsexuais. Seria um escândalo! Mas como é com religião, tudo bem. (Outra curiosidade do caso é a seguinte, dizem que é em nome das criancinhas, mas e o aborto? Circumcisar não pode, mas abortar sim? Estranho.)

Imagine um país no qual o governo colocasse produtos tóxicos na água ou no ar, drogando e entontecendo as pessoas para que se tornem pacíficos cordeirinhos. Sinistro, não é? Mas faça o contrário, aja do modo progressista e terá uma multidão de pessoas marchando pelas ruas em luta pelo sagrado direito de se intoxicar! Inunde os produtos alimentícios de hormônios e aditivos, mas coloque tudo numa embalagem bacana e venda numa loja da moda a preços abusivos e as pessoas vão amar e comprar mais e mais...

Quando a economia piorar e as massas começarem a ficar intranquilas, invente uma guerra ou algum escândalo sexual bobo para distrair. Aqui nos EUA, o grande escândalo do momento é de um deputado que mandou fotos de seu pênis para suas fãs no Twitter. Não se fala de outra coisa (o povo americano é meio infantilizado e adora escândalos sexuais). Enquanto isso, a dívida pública cresce, o dólar cai, o desemprego aumenta...

Do jeito que vai, o governo global em breve se tornará uma realidade. E as multidões sorrirão!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Animais irracionais

O pastor americano Terry Jones, que havia ameaçado queimar um exemplar do Corão há alguns meses atrás, terminou queimando um exemplar do livro há algumas semanas -- sob completo silêncio da mídia.

Mas duas semanas após o evento, com a correspondente pregação de ódio nas mesquitas e as declarações polêmicas do presidente afegão Karzai (um suposto "aliado" do Ocidente), eis que um bando de muçulmanos enlouquecidos invadiu um escritório da ONU no Afeganistão e matou vários infelizes. Algumas das vítimas foram decapitadas.

Agora a mídia quer jogar a responsabilidade do ocorrido no pastor Terry Jones, dizendo que ele seria "moralmente responsável" pelo ato de fanáticos do outro lado do mundo. Curioso. Quando imbecis ocidentais pintam quadros da Virgem Maria com fezes ou inundam um crucifixo em urina, isso é chamado de "arte"; se algum fundamentalista cristão ousasse matar alguém em nome desse ultraje, será que os artistas seriam considerados pela mídia como "moralmente responsáveis"? Duvide-o-dó. 

Para os progressistas, os muçulmanos não têm livre-arbítrio ou capacidade de raciocínio abstrato. Tudo o que fazem é em resposta a "provocações" do Ocidente. O pastor Jones queimou o Corão por considerar o Islã uma religião violenta. Indignados com essa acusação altamente injusta, os muçulmanos massacraram dezenas de inocentes... Ironia pouca é bobagem? Pois ainda protestam, mataram mais um e agora estão queimando bandeiras americanas e efígies de Obama. (É. Isso pode...)

Quer saber? Acho que os progressistas, de certa forma, têm razão. Muitos muçulmanos, e aliás grande parte das pessoas do mundo incivilizado, provavelmente não têm mesmo uma capacidade de raciocínio altamente desenvolvida. São irracionais e resolvem tudo com violência. No mesmo dia em que muçulmanos enlouquecidos continuam depredando e matando devido a um exemplar de um livro queimado na Flórida, muçulmanos no Paquistão se explodiram matando outros 40 muçulmanos. O motivo? As vítimas eram muçulmanos da seita sufi, considerada herege pelos sunitas...Quer dizer, nem eles se agüentam entre si.

Na Costa do Marfim, enquanto isso, uma nova guerra civil mergulha a África novamente em sangue. O motivo? Um presidente que não quer deixar o cargo, e outro que quer tomá-lo. Tudo resolvido à moda africana, com diálogo, harmonia, facões, tiros e tanques. O que a mídia não explica é que também lá o conflito é religioso e envolve muçulmanos: Outtara é apoiado pelos muçulmanos do norte, e seria o primeiro muçulmano presidente do país, não fosse a persistência de Gbago em continuar no poder.

É realmente deprimente. O melhor mesmo talvez seja os países ocidentais ficarem o mais longe possível dessa roubada chamada África e Oriente Médio, especialmente dos países muçulmanos. Achar que estes vão tornar-se democracias à moda americana ou européia é pura ilusão. Eles que se matem entre si e nos deixem em paz.


terça-feira, 15 de março de 2011

Japão versus Haiti

"Por que não houve saqueios, estupros e violência no Japão após o desastre?", pergunta um jornalista inglês.

Ele não responde, mas grande parte dos comentaristas o faz por ele: "não há negros nem latinos no Japão", dizem, protegidos pelo anonimato virtual.

Vamos aos fatos. No Japão, de fato não houve violência nem pânico, enquanto todos lembram da epidemia de roubos e estupros que foi o Haiti pós-terremoto.

Eis o Japão:


Eis o Haiti:


Pior ainda. Um ano depois, o Haiti mal começou a reconstrução, e ainda há pessoas vivendo em campos temporários de refugiados, que estão simplesmente virando novas favelas. No Japão, já estavam trabalhando na solução dos problemas logo depois do desastre.

Claro, as diferenças econômicas explicam e muito: o Japão é a segunda economia mundial, o Haiti deve ser uma das últimas.

Mas o fato é que há diferenças no comportamento das populações. Teria algo a ver com a raça ou a cultura, como insinuam alguns comentaristas? A população negra americana, por exemplo, muitas vezes parece ter dificuldade em conter a sua violência. Vejam este vídeo, ou este. Agora imaginem isso ocorrendo em uma festa da comunidade japonesa. Difícil, certo? De fato, os Asiático-Americanos são o grupo menor representado nas estatísticas de crime no país.

Não quer dizer que os japoneses (e outros asiáticos) não sejam capazes de violência, ao contrário. Foram sádicos e violentos durante as guerras. Em Nanking, mataram e estupraram milhares de civis. Torturaram prisioneiros de guerra americanos de forma inimaginável. E, mesmo ficando no campo dos terremotos, lembremos que após o terremoto de Kanto, em 1923, os japoneses acusaram os coreanos que moravam no Japão de roubar alimentos e envenenar os poços de água. Entre dois mil e seis mil coreanos foram massacrados em represália aos rumores (japoneses odeiam coreanos, embora para nós "eles pareçam todos iguais"). 

Acho que a diferença é a seguinte: os japoneses podem ser violentos sim, mas contra os estrangeiros, sendo unidos entre si. O Japão é um país extremamente nacionalista e coeso socialmente, com baixos níveis de crime. Como contrapartida, o estrangeiro ("gaijin") jamais é aceito, mesmo sendo de segunda ou terceira geração. Há quem veja a recusa em aceitar plenamente os brasileiros de origem japonesa como ingratidão, já que no Brasil ninguém vê os japa-brazucas como cidadãos de segunda classe. 

Todas as culturas têm seus pontos positivos e negativos. Se no Haiti são mais desorganizados, provavelmente também são mais alegres e recebem melhor os estrangeiros do que os japoneses.

Pessoalmente, como já informei em outro post, admiro a cultura japonesa, e diretores de cinema como Kurosawa e Miyazaki, mesmo sabendo (ou talvez por isso mesmo) que em muitos aspectos os japoneses são bem diferentes dos ocidentais, e, em uma guerra, nos massacrariam impiedosamente.

Casa de Augusto Nascimento.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um mundo anticristão

Enquanto os cristãos são perseguidos implacavelmente nos países muçulmanos e só não são jogados aos leões por falta de leões, no Ocidente supostamente "cristão" também há uma perseguição, só que em nome do secularismo.

Às vezes essa perseguição é realizada em nome da "separação entre Igreja e Estado" e do "respeito às demais religiões". No outro dia, descobriu-se que uma agenda estudantil distribuída para quase quatro milhões de alunos da Comunidade Européia não mencionava os feriados cristãos de Natal e Páscoa, embora mencionasse feriados muçulmanos, judeus, chineses e até hindus. A desculpa do comitê que criou o calendário afirma que foi tudo "um simples engano". A agenda, que é distribuida gratuitamente mas custa bem caro ao contribuinte, é um festival de propaganda da Comunidade Européia. Suas páginas de conteúdo editorial podem ser lidas aqui, mas não consegui ter acesso ao calendário. (Se alguém tiver algum link, informe-me).

Alguns dirão que é um fato sem importância. Pode ser, mas observe que sempre que há críticas à "religião" por secularistas, quase sempre esta religião é a cristã. No outro dia houve até a notícia (depois desmentida) que Dilma teria retirado um crucifixo da sua sala. Várias vezes ocorreram casos similares nos EUA, de símbolos religiosos retirados de espaços públicos. Na arte moderna, então, a crítica aos símbolos religiosos é total. Só que tais símbolos são quase sempre cristãos. Com os muçulmanos, poucos têm coragem de mexer.

Praticantes das outras religiões podem dizer o que quiserem. Os cristãos, são vigiados constantemente por qualquer lapso verbal.

Fosse apenas a questão simbólica, nem seria tão grave. Mas atos como a promoção do aborto irrestrito (em alguns casos realizado com tesouradas em bebês vivos de oito meses já saídos do útero), do casamento homossexual e da eutanásia, quando não a insinuação da validade moral do incesto e até da pedofilia, são certamente tentativas de ir contra a antiga moral cristã.

Eu disse pedofilia? Certamente. Embora hoje esta seja chamada mais corretamente de "contato sexual intergeneracional". Eis aqui um "estudioso" afirmando, não apenas que o sexo intergeneracional pode ser positivo, mas argumentando que as próprias crianças estariam sendo vítimas dos malvados antipedófilos ao terem negada a oportunidade de se desenvolver sexualmente... (Artigo publicado em importante periódico de educação sexual.)

Não é preciso ser cristão para horrorizar-se com os arautos "científicos" da pedofilia ou com os métodos abortistas de Kermit Gosnell, é claro. Tratam-se de casos extremos. Mas os cristãos estão os maiores críticos desse niilismo pós-moderno, e são também suas maiores vítimas.

Enquanto alguns deliram sobre a "opressão papista", o cristianismo é a religião mais perseguida no mundo, dentro e fora de seus países de origem.

(P.S. Sou um mau cristão e nem vou à missa. Sou um reles pecador e nem sei se acredito em Deus. Mas, ao ler sobre certos horrores, quase passo a crer na existência do Diabo. No creo en brujas, pero que las hay, las hay.)


domingo, 25 de julho de 2010

Poema do domingo

Súplica

Agora que o silêncio  é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga (1907-1995)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Você está preparado para o caos?


"You are about to enter a world of pain." A frase é do filme "The Big Lebowski", dos irmãos Coen, que assisti apenas recentemente. (É bem bacana, e é um filme que só poderia ter sido rodado em Los Angeles. Esses personagens excêntricos não caberiam em nenhum outro lugar.)

Mas voltando à frase: acho que resume como poucas o sentimento que percorre grande parte do mundo civilizado hoje em dia.

Ou, parafraseando Marx. Há um fantasma rondando o mundo. O fantasma do colapso global. Não, não uma mera crise: um colapso total.

Ei, não gosto de ser apocalíptico, mas é o que está no zeigeist. A passagem do Obamacare nada mais é do que o último baile da ilha fiscal. Après Obama, le deluge.

Em recente post, Richard Fernandez observou que vem uma tempestade aí. Coisa séria. Desvalorização da moeda, guerra e tudo mais. A crise não é apenas americana, é mundial. Se os EUA estão gastando o dinheiro que já não têm, a Europa (leia-se Alemanha e França) está para emprestar o dinheiro que tampouco tem à Grécia, para que esta não entre em bancarrota e puxe o euro junto. A China? Não se iludam: também enfrenta uma housing bubble particular. Os países árabes? Vejam o caso da crise em Dubai. Isso sem falar nos vários conflitos que ameaçam pipocar aqui e ali, dos quais os atentados em Moscou são um mero lembrete. Ninguém se salva tão facilmente dessa.

Mas é possível que quem fique pior sejam os EUA, simplesmente devido ao velho ditado: quanto maior a altura, maior a queda.

Em um artigo extremamente interessante, um russo fez uma comparação entre o colapso soviético pós-comunismo e um hipotético colapso americano. Segundo ele, os russos estavam bem melhor preparados do que os americanos, e por isso sofreram menos do que os americanos irão sofrer.

O raciocínio é simples. Os soviéticos estavam acostumados à fila do pão, à falta de combustível, ao racionamento, ao cortes de luz. "In Soviet Russia, you don't go to party, the Party goes to you."

Mas a América? Os EUA vivem um grande sonho, e ainda não acordaram. Sempre digo que o grande problema dos EUA foi a excessiva prosperidade. Só esta pode explicar tantos e tão absurdos gastos, a ilusão de querer dar "saúde grátis para todos" em um momento que não há dinheiro nem empregos.

Imagine então quando o colapso vier. Não digo uma mera crise passageira, digo uma crise geral, total, como ocorreu na Rússia após o fim do comunismo ou em Berlim nos anos 20. Quebra das instituições. Moeda desvalorizada. Hiperinflação. Falta de comida. Falta de água. Falta de eletricidade. Falta de Internet. Imagine uma multidão de gordos, que até ontem estavam brincando com seus iphones, andando pela cidade como zumbis, em busca não de uma conexão wifi, mas de água e comida. Vai ser o caos.

Multiculturalismo? As diversas culturas juntas enfrentando unidas as ameaças? Não creio. Gangues de negros e mexicanos lutarão entre si pelo direito de assaltar brancos e asiáticos. Não espere solidariedade entre árabes e armênios, ou entre indianos e judeus. Vai ser cada um por si.

Alguns poucos estarão bem preparados. É bem verdade que os EUA também são o país dos survivalists, e que as pessoas aqui desde pequenas vão se acostumando à idéia de um apocalipse vindouro. Quase todo blockbuster americano que se preze tem cenas de destruição, cataclisma, morte e horror. E, depois, 9/11, Katrina e os riots de 92 ainda estão presentes na memória coletiva. Mas a sensação é de que algo ainda pior virá.

Essa sensação só aumentou no governo Obama. Que a venda de armas e munições bateu todos os recordes não é segredo. Alguns vão além e estão construindo bunkers, com mantimentos de água e comida. Eu mesmo estou pensando em estocar água e alimentos, o que sempre é útil, mesmo em caso de terremotos. Nunca se sabe o que pode acontecer.

Os analistas apontam uma reprise da crise de 29 em escala global. Possivelmente seguida de guerra também. Ou o contrário, guerra seguida de crise. Basta o Irã atacar Israel, ou Israel atacar o Irã, ou a Coréia do Norte atacar a Coréia do Sul, ou a China atacar Taiwan, ou algum novo terrorista atacar os EUA com uma dirty bomb. Não só explode a guerra, como o preço do combustível sobe as alturas, o comércio mundial é interrompido, e inicia a escassez.

E não pense que o Brasil escapa dessa. Essa não vai ser uma mera "marolinha" não.

A questão não é mais se a crise global vai acontecer. A questão é apenas quando.

Você está preparado?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bye bye Miss American pie



O Obamacare passou, ao menos no voto inicial. Os Democratas celebram, mas mal sabem eles (ou sabem e não se importam) que estão praticamente assegurando o fim dos EUA como superpotência mundial. It's over, è finito, c'est fini.

O país está à beira da bancarrota, e este trambolho que acaba de passar vai custar mais alguns trilhões. Não haverá dinheiro para inovação em tecnologia médica, e muitas companhias de seguro médico irão falir, deixando o caminho livre para o futuro monopólio estatal, que encherá o bolso de alguns políticos, mas custará mais para todos os outros a uma qualidade cada vez pior.

Naturalmente, a saúde "gratuita" beneficiará prioritariamente aqueles que vivem no welfare, os que recebem pouco e não pagam imposto de renda, e os ilegais. A saúde de todos estes grupos será paga pela classe média que trabalha, graças a um fenomenal aumento de impostos. O aumento de impostos gerará mais desemprego, o que colocará mais pessoas no welfare, o que gerará maiores impostos, etc.

Depoi de ferrar com a saúde, o próximo passo de Obama será aprovar o plano "antiaquecimento global", que vai ferrar com a economia, e o plano de "reforma de imigração", permitindo a legalização imediata de vinte milhões de ilegais no país - o que, em tempos de desemprego, também não vai ser muito bem recebido pela classe média. O que não importa, já que os agradecidos novos legalizados votarão nos Democratas, e a fraude fará o resto.

Os EUA se tornarão um país de minoria branca, com uma maioria formada por uma maioria desunida de todos os credos e cores. E, assim, ao desemprego se juntará o ressentimento étnico e racial. Aos altos impostos se juntarão a inflação e a desvalorização da moeda, garantindo a pobreza de milhões. Os EUA deixarão de investir em tecnologia militar e limitarão enormemente os gastos com a defesa, deixando o país à mercê de ataques, que, cedo ou tarde, acontecerão, causando ainda maior caos e crise econômica. A China cobrará suas dívidas e tomará o lugar anteriormente ocupado pelo colosso americano, ou talvez o controle passe para a tal Nova Ordem Global.

Depois disso, é possível até mesmo uma guerra civil e a secessão do país em diversos novos Estados, como sugeriu há algum tempo um maluco russo que já não parece tão maluco assim.

Naturalmente, tudo isso não acontecerá imediatamente, mas aos poucos, ao longo de várias décadas. Mas é o caminho que foi escolhido pelos Democratas.

Há mais de dois mil anos atrás, Marco Túlio Cícero advertia os romanos:
O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública.
Roma não ouvi os conselhos, e caiu. Seguirão os EUA pelo mesmo caminho?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O inimigo interno

Prestes a serem embarcados para a guerra do Afeganistão, 12 soldados americanos foram mortos por um terrorista muçulmano em pleno quartel, no que talvez seja o primeiro atentado islâmico em solo americano desde 11/09/01.

A mídia afirma que foi apenas um mero caso isolado de gun rage, que poderia ter sido realizado por um coreano, um mexicano ou até um americano da gema. O fato é que o atirador neste caso é um psiquiatra do exército americano chamado (tchan tchan tchan tchan) Malik Hasan. Muçulmano, sim. E fanático, aparentemente. (Ainda está vivo; certamente surgirão mais detalhes a respeito).

Quem é o amigo? Quem é o inimigo? É possível para um muçulmano ser fiel à bandeira americana e lutar contra seus colegas da ummah? Sim, creio que seja possível. A questão é, como diferenciar um muçulmano amigo de um muçulmano jihadista? Pela cor dos olhos?

A resposta, claramente, é que não é possível, não de modo simples ao menos. Muito mais fácil e prático seria impedir totalmente o ingresso de muçulmanos no exército. Mas, como um terrorista muçulmano não precisa estar no exército para causar danos, deduz-se que, por extensão, deveria barrar-se completamente a entrada de muçulmanos no país. Mas até que ponto um governo tem o direito de definir qual religião cada pessoa pode praticar?

Quem é o inimigo afinal? É o Afeganistão? É o "terrorismo"? É o Islã?

Deixemos de lado essas perguntas incômodas e passemos a uma outra história, que guarda com esta outra uma secreta relação: índios da Amazônia costumam praticar infanticídio. Um recente vídeo - realizado com atores indígenas - causou polêmica ao denunciar o fato. Fabio Marton, em interessante post, parece acreditar que os índios, dentro de suas reservas, se assim o quisessem, deveriam poder seguir sua própria cultura e, por extensão, suas próprias leis.

O argumento não deixa de ser interessante - mas, então, o mesmo deveria ocorrer com as demais culturas? Se - voltando a eles - os muçulmanos querem extirpar o clitóris de suas filhas em seus guetos na Inglaterra ou na França, que de mais a mais já são áreas onde branco não entra, quem pode importar-se com isso?

Na África, certos feiticeiros tradicionais têm o costume de extirpar o pênis ou os membros de crianças ainda vivas para utilizá-los em rituais de "cura". Devem os africanos seguidores de tal prática ter permissão para realizá-la, mesmo em países ocidentais?

Por aí começam a ver-se os dilemas do multiculturalismo e da idéia que "todas as culturas são iguais". Mas - já que a globalização veio para ficar e é mais fruto das mudanças tecnológicas do que uma conspiração totalmente consciente - como sair dessa cilada?


domingo, 18 de outubro de 2009

O problema do Rio de Janeiro é o tráfego

Por que Theodore Dalrymple voltou a assinar como Anthony Daniels? Não importa. O que importa é que ele escreveu, tempos atrás, um artigo contrário à liberação das drogas, que parece-me sempre oportuno indicar quando se debate o espinhoso tema.

no Tibiriçá encontro uma interessante discussão sobre a liberação das drogas. Ele parece ser cautelosamente a favor.

Bem, o assunto já foi tema diversas vezes aqui no blog. A única novidade é que agora os traficantes do Rio de Janeiro derrubaram até helicóptero da polícia.

Alguns acham que a legalização das drogas acabaria com o tráfico e seus males, porém eu não sei se a coisa funcionaria exatamente assim. Parece-me ser mais um desses "brilhantes planos de marketing" que são maravilhosos no papel mas fracassam rotundamente na prática. (Para quem não sabe, existe uma coisa chamada "lei das conseqüencias não-previstas").

Evidentemente, eu tampouco tenho uma solução para o problema das drogas, mas não acho que despenalizar o consumo resolva qualquer coisa, ainda mais quando não se despenaliza ao mesmo tempo a venda - ou proíbe-se os dois, ou libera-se os dois, o resto é aumentar a demanda e portanto a oferta.

É claro que muitos gostariam de poder continuar a fumar o seu baseado ou cheirar sua carreirinha sem sentir-se culpados pela morte de milhares de pessoas na guerra pelo mercado da droga. Lamentavelmente, a coisa não funciona bem assim. Como dizia John Donne, nenhum homem é uma ilha, e mesmo ações individuais ou "crimes sem vítimas", quando multiplicados por mil, dez mil ou cem mil, têm conseqüências bastante nefastas. Como mínimo, a liberação das drogas traria uma explosão do seu consumo, e os costumeiros problemas sociais e de saúde que conhecemos muito bem.

Na verdade, acho que a solução de Cingapura é melhor. Penas draconianas para os usuários, e ações rigorosas contra os traficantes.

A Colômbia, também golpeando fortemente traficantes e terroristas, teve algum êxito em reduzir a violência relacionada ao tráfico: em 2001 a taxa de homicídios por 100.000 era de 65, em 2008 caiu a 35.

Eu iria mais longe e observaria que as mortes dos ataques do Hamas e demais terroristas palestinos em Israel ficam muito aqüém das mortes causadas pelos traficantes cariocas. Porém, Israel revida e aqui... Por que hesita-se tanto em usar o exército contra os terroristas locais?

Estranho. Pareceria até que alguns são a favor do crime organizado.

P. S. Quis escrever "tráfego" mesmo. O título do post é citação de uma cena de Johnny Stecchino. Assistam.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O artista enquanto estuprador

Sobre o caso Polanski, todos já estão carecas de saber. Porém eu não sabia que também William Golding, autor de "O Senhor das Moscas", foi acusado de tentar estuprar uma garota de 15 anos, embora pareça não ter passado de uma tentativa inocente quando ele próprio tinha apenas 18. (Depois, de fato, ambos viraram namorados e dedicaram-se a transar em parques enquanto o pai de Golding (!) observava a cena com binóculos.)

Arthur Koestler, autor de "Darkness at Noon", também parece ter estuprado sua cota de mulheres. E, segundo este artigo, também eram estupradores Jack London e Geoffrey Chaucer. Poe não estuprou ninguém, mas era alcoólatra e casou com uma menininha de 13, o que hoje, fora das terras de Maomé, seria chamado de pedofilia.

O clichê do artista pervertido é um velho mito, mas será que é mesmo realidade?

Afinal, proporcionalmente, há provavelmente muitos mais artistas que não dedicaram-se ao crime ou à sacanagem explícita do que aqueles que o fizeram. No entanto, o mito persiste.

Talvez a figura do artista maldito, da associação da arte com o crime, a imoralidade ou a loucura seja algo relativamente recente, fruto do período romântico e, posteriormente, das destrutivas vanguardas do início do século.

E o que ocorre hoje em dia é que - definitivamente enterrado o conceito de "beleza" - já não é mais possível distinguir, em muitos casos, a arte da psicose. Artistas que utilizam o próprio sangue para fazer esculturas; artistas que mergulham um crucifixo em urina e chamam de arte; artistas que exibem a própria cama suja em uma galeria e chamam de arte; artistas que enforcam manequins de crianças e chamam de arte; e mesmo um artista que deixa um cachorro morrer de fome em uma galeria e o chama de - o que mais? - arte.

Sob essa perspectiva delirante, o próprio estupro poderia ser considerado uma forma de arte performática. Se para o músico pós-modernista Karlheinz Stockhausen os atentados de 11 de setembro foram "a maior obra de arte jamais criada", então o ato radical de Polanski poderia ser considerado sua obra maior, uma exploração das profundezas tenebrosas da maldade humana mais potente do que "O bebê de Rosemary" e "Chinatown" juntos.

Felizmente, o culto da arte niilista parece estar com seus dias contados. Hollywood está em crise, é não apenas devido à concorrência com Netflix e The Pirate Bay: o pessoal realmente está pouco interessado. As artes plásticas? Bem, faz alguns anos toda uma coleção de arte britânica dos anos 90 pegou fogo, e a resposta do público foi de júbilo. E nem falemos da arquitetura moderna e seus estupros visuais, desprezada por quase todas as pessoas de bem.

Tenho para mim que um dia retornaremos à Beleza como paradigma, e que a Grande Arte de novo renascerá. Mas para isso talvez seja necessária uma profunda reorganização social e política, e o abandono do culto ao niilismo, que é talvez o mal das últimas décadas, e do qual a questão artística é apenas uma de várias manifestações.


Atualização: A obra que ilustra o post é uma gravura de Otto Dix, considerada "arte degenerada" pelos nazistas. Ou seja, estou ciente da ambiguidade em imaginar ou desejar alguma arte supostamente "melhor" ou "mais pura". (Na verdade, gosto de Otto Dix). Também os comunistas quiseram impedir certos tipos de arte e instituir outros, mas o "realismo socialista" é responsável por algumas das imagens mais horrendas deste século, inclusive o edifício do "estupro visual" acima, erigido na Coréia do Norte. A questão não é desejar que a arte seja apenas beleza clássica ou que os artistas sejam todos santinhos; mas, se a arte é sempre um espelho do mundo (nos dizeres de Hamlet), então a arte de hoje em dia diz muito sobre a nossa sociedade. Bem como a tolerância com certos artistas transgressores. A arte niilista reflete uma sociedade niilista, que não sabe mais quais são seus valores.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nós os canibais


Há uma mostra em Londres sobre Montezuma e diversos artefatos da cultura Azteca (ou, mais corretamente, Mexica) que está gerando, aparentemente, grande polêmica. Um crítico de arte chegou a comparar os Aztecas aos Nazistas, e a chamar a sua arte de repulsiva.

De fato, os Aztecas/Mexicas não brincavam em serviço. De acordo com seus próprios relatos, em um único evento que durou 4 dias sacrificaram 80.400 prisioneiros, o que daria uma proporção de executados por dia maior do que a de Auschwitz. Considerando que os sacrifícios incluíam arrancar o coração ainda pulsante da vítima, depois decapitá-la e devorar o restante do seu corpo, há razões para crer que o número real de mortos no evento não seja tão grande, mas tenha sido propositalmente inflado pelos próprios Aztecas, para criar medo e pavor em seus adversários.

De qualquer modo, a maioria dos historiadores coincide em que os sacrifícios realizados pelo império Azteca era de pelo menos 20.000 vítimas por ano, incluindo mulheres e crianças (alguns falam em 250.000). Relatos da época realizados por espanhóis afirmam ter visto imensas torres decorativas com mais de cem mil crânios humanos. De deixar Pol Pot morrendo de inveja.

Em nossas próprias paragens Tupi-Guaranis, embora não chegando aos requintes teatrais de crueldade de Astecas e Maias (estes recentemente representados em Apocalypto), a maioria das várias tribos locais também eram canibais. O exemplo mais famoso é o dos Tupinambás, graças ao relato do sobrevivente Hans Staden, mas é certo que várias outras tribos também realizavam a mesma prática de executar e comer seus inimigos. Uma das reclamações dos índios após a chegada dos portugueses é que, com a colonização e assimilação de várias tribos, já não tinham tantos inimigos para devorar.

A intelectualidade local tem certa ambiguidade em relação ao canibalismo de nossos ancestrais. Alguns, na defensiva, argumentam que os relatos foram exagerações - quando não pura invenção - dos colonizadores, para justificar a escravidão dos índios. Outros, ao contrário, assumem a pecha do canibalismo com orgulho, criando mesmo movimentos literários em seu nome e afirmam que, por pior que tenham sido os canibais, a cultura branca européia patriarcal sempre foi, é e será pior.

Cortez, genocida ou salvador? Por um lado, é certo que os espanhóis cometeram massacres covardes contra os Aztecas. Por outro lado, também é verdade que não realizaram isso sozinhos, mas aliaram-se a tribos indígenas para destruir o império Azteca, o qual vivia de explorar e escravizar as tribos menores, utilizando os cativos em seus macabros rituais.

Bem, é inútil discutir agora. Até porque o grande genocida das culturas ameríndias - de Aztecas a Tupinambás - não foram os espanhóis nem os portugueses, mas simplesmente o vírus da varíola.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lost youth

O Mal existe e sempre existiu. Mas talvez nunca na História foi tão fácil para os malvados encontrarem presas tão fáceis, que literalmente se oferecem como cordeirinhos para o sacrifício.

Uma garota adolescente, filha de um pastor evangélico, virou ateísta, satanista e fã de horrorcore. Até aí tudo... não "bem", mas mais ou menos compreensível, conflito generacional, rebeldia adolescente e tal.

Porém, logo a garota fez amizade através da Internet com um rapper satanista que atendia pelo nome de "Syko Sam" e escrevia canções sobre "o prazer de matar". Fã de suas bizarras canções, a garota convidou-o para ir à sua casa. Era afinal, também um garoto de apenas 20 anos. Uma amiga, igualmente fã do mesmo círculo de fake-satanistas, e que atendia no Myspace pelo nome de "Ms Free Abortions", foi convidada a unir-se ao alegre grupo.

O que aconteceu depois não é ainda de todo certo, mas já sabe-se o resultado: quatro cadáveres putrefatos não-identificados, que parecem ser da garota, seu pai, sua mãe e a amiga. Syko Sam foi preso no fim-de-semana e é acusado do massacre. Uma de suas canções descreve um crime similar, indicando possível premeditação.

O caso lembra um ocorrido poucos anos atrás na Itália, quando um casal de namorados que entrara em um círculo satânico por diversão terminou morta em sacrifício ao Diabo. Uma outra garota do mesmo grupo foi enterrada viva.

Quando vejo esse tipo de coisa, vêm-me uma grande tristeza. Jovens satanistas? Sim, dirão alguns, é apenas diversão inocente, fascinação com as imagens chocantes que todo ou quase todo adolescente tem. E será que há muita diferença entre um fã do satanismo e um gótico, um emo, ou qualquer outra das tribos a que os adolescentes modernos precisam pertencer?

Embora seja verdade que uma certa rebeldia é normal entre adolescentes, também é verdade que esse tipo de letra ou imagem termina por atrair pessoas doentes, que, sem diferenciar entre realidade e fantasia, levam a sério a perversão mental e diabólica insinuada pela música e pelo visual. Ou, pensando num modo mais cósmico, as imagens diabólicas terminam por atrair a própria perversidão, o próprio horror, o próprio Mal - o próprio Diabo, em resumo. Chame-o suficientes vezes e ele aparecerá. (Yo no creo en el Diablo, pero que lo hay, lo hay).

Por outro lado, não acredito que esse tipo de atitude e grupo social freqüentado pelas garotas seja de modo algum saudável. Eis um dos, hã, poemas escrito por uma das vítimas:

Sometimes I wanna slit your fucking throat
Shove my dirty tampon in your mouth and watch you fucking choke
I'll put you back in your place
I'll put a gun to your face
I'll kill your fucking whore
You'll be my beautiful disgrace
I'll give you a kiss
While I sever your dick
After all you could never do much with it

São esses jovens meras exceções, ou indicadores de um distúrbio social maior, a perda de referências de comportamento, a decadência dos valores, o relativismo moral, etcétera e tal?

Para onde vai a nossa sociedade? A juventude está mesmo perdida? Ou são os pais os que perderam os referenciais? Afinal, será que os pais dessas meninas - pastores evangélicos! - sabiam que tipo de comunidade elas freqüentavam? Embora hoje em dia seja muito difícil controlar o que os filhos fazem na Internet, pelo mero visual das garotas, parece-me que algo os pais deveriam saber; no entanto, nada proibiram.

O que você faria se descobrisse que seu filho é satanista e vai encontrar-se com um simpático coleguinha adorador do Diabo que acaba de conhecer no Myspace?

R.I.P.

domingo, 23 de agosto de 2009

Compaixão por terroristas

Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.

O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.

O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um lucrativo acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.

Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, celebrou a liberdade do terrorista, afirmando ser um "tributo à decência humana". Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.

270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 "infiéis" mortos.

Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas prenderam uma adolescente acusada de cyberbulling no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.

Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal "compaixão" progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é mostrar compaixão, aparecer aos outros como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a "compaixão" por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que "somos melhores do que eles". E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?

Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade "decente". É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dr. Housebama

Obama agora quer brincar de Deus. Em um pronunciamento, afirmou que, para conter os gastos de saúde, as famílias não devem tentar prolongar inutilmente a vida de seus familiares velhos e doentes (vídeo aqui). "Talvez seja melhor não fazer a cirurgia e só tomar o remédio contra a dor," disse Doutor Barack Housessein Obama.

Bem, se for a sogra, tudo bem. Mas se for algum bem-amado que está muito grave, você não vai querer tentar todos os meios possíveis antes de desistir?

Mas já começa a entrar - ou melhor, ser inculcada na mente do público a idéia de que certas vidas valem menos do que outras, de que velhinhos, doentes terminais e deficientes causam gastos exagerados para a contribuição que dão à sociedade, que é preciso ser menos egoísta e pensar mais no social, isto é, nas contas públicas. Na Itália hoje há um termo chamado "accanimento terapeutico", que poderia ser traduzido como "obstinação terapêutica", isto é, o exagero de médicos que fazem tudo para salvar vidas, isto é, seguem o ultrapassado juramento de Hipócrates. Ultrapassado, sim, afinal, proíbe o aborto e a eutanásia... Há quem queira hoje modificá-lo, tirar aborto e eutanásia das proibições e ainda incluir cláusulas colocando a "justiça social" como função do médico. Outros acham que essas são idéias nazistas, mas certamente devem estar enganados.

Ah, Obama está preparando um monstruoso plano de saúde pública, com o qual o Governo (Deus dos progressistas) vai decidir quem nasce, quem vive, e quem - para conter os gastos - morre.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O risco eterno de uma democracia sem lembranças

Será que o povo gosta mesmo de democracia, ou prefere um "homem forte"? Será que a democracia é para sempre, ou é um sistema naturalmente instável, eternamente sujeito a crises temporárias? Será que a democracia é um bem em si mesmo, ou apenas um método que permite tanto bons quanto maus governos? Será que se aperfeiçoa com o tempo, ou carrega em si o germe da sua própria destruição? Afinal, antes do nazismo havia democracia na Alemanha. Antes do comunismo em certos países havia democracia. Não foram os mesmos "democratas" os que apoiaram um e outro regime, ou foi algum outro povo, saído do subterrâneo da Terra? E, no entanto, após o fim de nazismo e comunismo, a coisa mais difícil do mundo era encontrar um ex-nazista ou um ex-comunista. De repente, todos haviam virado "democratas", críticos virulentos da tirania anterior. Os verdadeiros nazistas e comunistas haviam retornado ao seu refúgio no subterrâneo do planeta...

Mas eis que basta muito pouco para que esse povo do subterrâneo retorne. Hoje em dia, por exemplo, notícias como a que 50% dos habitantes da ex-Alemanha Oriental desejariam a volta do comunismo - muitos deles jovens que mal viveram sob o regime - chamam a atenção. Do outro lado, o antisemitismo também ressurge na velha Europa que já exterminou a tantos judeus. E isso sem falar nas novas tiranias: assim como há poucos anos matou-se tanto em nome da "igualdade social", eu, por exemplo, consigo facilmente antever uma tirania mundial matando e oprimindo milhões em nome da "ecologia". Como disse C. S. Lewis, as piores tiranias são aquelas criadas pelos que só querem o nosso bem. A democracia e o próprio Estado de Direito são bem mais frágeis do que pensamos.

Eis o pertinentíssimo comentário do leitor DD, que julgo interessante republicar aqui:

Ninguém morre de amores pela democracia, como você supõe. Essa Sociedade Civil, tão robusta, é capaz de vender a sua adesão à democracia por qualquer coisa.

Por um prato de comida.

Por um frasco de estimulantes sexuais.

Por um empreguinho público.

Pela promessa de que o governo indicará um bode expiatório e o imolará depois.

O século mais democrático de todos os tempos também foi o mais tirânico. Agora, responda-me: o tipo de abuso cometido pelos Estados no século XX tem alguma coisa a ver com o que se passou antes? Não se deu com o envolvimento e a cumplicidade de sociedades inteiras? Não obrigou civis a pegarem em armas e fazerem as vezes de militares, mesmo sem o seu consentimento, como se fossem escravos da Pérsia dos Aquemênidas? Não doutrinou uma série de pessoas e destruiu suas consciências, talvez para sempre? Pode-se dizer que esse tipo de tirania foi o resultado dos que se opuseram à democracia, dos que não a compreenderam tão bem, dos "inadaptados" que queriam o retorno de um passado idílico? Ou, ao contrário, esses abusos sem paralelo possível na história humana foram cometidos, em sua esmagadora maioria, em nome de ideais e valores MODERNOS, muito próximos ou mesmo indistinguíveis daqueles que fundamentam a democracia? Você será louco o suficiente para negar que a tirania é como que a irmã gêmea da democracia e o seu risco perpétuo?