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terça-feira, 20 de março de 2012

Au revoir les enfants

Talvez a nossa correspondente em Paris tenha mais informações, mas por ora o que se sabe é o seguinte: um atentado em uma escola judia em Toulouse, na França, matou 4 pessoas, incluindo três criancinhas. A mesma arma e o mesmo método (o que indica um provável mesmo atirador) foram usados dias atrás no ataque contra 4 soldados franceses de origem norte-africana e um de origem caribenha. No total, 8 mortos na conta do misterioso assassino da motocicleta.

Não há qualquer pista sobre o atirador. Poderia ser:  a) um islamista que odeia soldados franceses e judeus; b) um neonazista que odeia árabes, negros e judeus; c) um ataque diversionista para incriminar nacionalistas franceses e prejudicar a candidatura de Marine Le Pen; d) um maluco paranóico esquizofrênico.

A alternativa d é pouco provável, já que tudo parece indicar alguém (ou até mesmo um grupo) bem organizado e eficiente, e a alternativa c é conspiracionista demais. O que nos deixa com duas possibilidades opostas: terrorista islâmico ou militante anti-imigrantes com treinamento militar similar ao atirador norueguês.

É bem possível que o atirador seja um ex-soldado, o que não invalida nenhuma das teorias. Não faltam muçulmanos entre os soldados franceses. Por outro lado, em 2008, alguns soldados franceses foram demitidos acusados de neonazismo. Seria uma vingança? Talvez, mas é bem mais possível que se trate de um crime político. Afinal, este ano há eleições na França. Os candidatos mais cotados são o falso conservador Sarkozy e o socialista Hollande. Correndo por fora, está a nacionalista Marine Le Pen. Se os atentados forem obra de um muçulmano, talvez a beneficiariam; se forem obra de um neonazista, no entanto, poderiam prejudicá-la.

De acordo com as estatísticas mais "oficiais", há entre 5 e 9 milhões de muçulmanos na França. Porém, como na verdade não existem estatísticas realmente oficiais e o governo francês até mesmo proíbe que estatísticas por origem étnica ou religiosa sejam realizadas (é o tal estado secular), um número mais aproximado talvez seja o de 15 milhões. Somem-se os outros imigrantes não-muçulmanos (africanos, chineses, romenos, albaneses ciganos e brancos do leste europeu) e temos uma França com cada vez menos franceses. Visitei ano passado e pude confirmar: até as pequenas cidades estão inundadas de imigrantes, especialmente árabes. Parecia Bagdá.

Ou seja, ganhe quem ganhar as eleições, a França como a conhecemos provavelmente já está perdida. (Claro que se ganhar o Hollande o processo se acelerará).

Se o atentado foi obra de um militante anti-imigração, mais valeria ter dado um tiro no pé, ou na cabeça. Tiros à queima-roupa em menininhas de 8 anos não são bem-vistos, e o momento escolhido, dias após um bom discurso de Marine Le Pen sobre as minorias, não foi certamente o melhor. Se foi obra de muçulmanos, bem, é possível que a mídia logo pare de falar no assunto. Aconteceu outras vezes.

Saberemos com certeza provavelmente apenas quando o próximo ataque ocorrer. Lamentavelmente.


Atualização: A polícia francesa está neste momento cercando a casa do principal suspeito. Um policial foi ferido. O atirador é, quem diria, muçulmano. Vinte e quatro anos, nacionalidade "francesa" mas de origem paquistanesa ou argelina. Vive em Toulouse mas visitou várias vezes o Afeganistão. Motivo dos crimes? "Vingança pela morte das crianças palestinas." Bem, creio que em breve não se falará mais muito do assunto... 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Aliança bizarra

A aliança entre os muçulmanos e os esquerdistas é difícil de entender. Os muçulmanos cotidianamente atacam e apedrejam as mulheres, os negros, os judeus, os gays e agora até os emos. Os muçulmanos são religiosos fanáticos de deixar qualquer ateu de cabelo em pé. Os muçulmanos são intolerantes e detestam liberdade de expressão. Em resumo, são exatamente o contrário da mentalidade progressista, e no entanto a esquerda os protege e critica quem fala mal deles de "islamofóbicos". Bem, há pelo menos 14 jovens no Iraque que tinham boa razão para serem islamofóbicos, estão mortos agora. A única coisa em comum é que tanto esquerda quanto Islã querem destruir o Ocidente, só que o que querem construir no lugar é bastante diferente. Realmente, fica difícil de entender.

Mas acho que os progressistas têm essa idéia bizarra de que todos querem ser progressistas, só não descobriram ainda. Então tentam levar a democracia ao Iraque e ao Afeganistão, só que a "democracia" ao estilo muçulmano é isso, apedrejamento de infiéis. Acho que se uma coisa ficou provada nos últimos dez anos é que esse povo não se democratiza nem no Inferno. (Outro exemplo da mesma mentalidade: os progressistas querem porque querem levar o movimento gay à África, mesmo sabendo que a maioria dos países são contra. Bem, talvez seja um plano secreto de eugenia através do aumento ainda maior da Aids por lá... Afinal, os centros de aborto da Planned Parenthood não estão em sua maioria no gueto?)

Existem por isso alguns poucos conservadores que veem o Islã não como problema, mas como solução. Afinal, acabaria com o gayzismo, o esquerdismo, o feminismo. Lamentavelmente, se colocado em prática em sua forma mais radical, também acabaria com a música, as artes pictóricas, o casamento monogâmico, as outras religiões, etc. O fato é que, a despeito das glórias do passado, os países muçulmanos hoje são quase todos atrasados, e mesmo os países ricos como Arábia Saudita contam com uma infra-estrutura quase toda construída por estrangeiros (engenheiros ocidentais e pedreiros filipinos).

Eu não sei como resolver o problema do Islã. Se é possível reformar a religião, isso é lá com eles. O que acho apenas é que a imigração muçulmana para Europa e América deveria parar imediatamente. Se não podem ou não querem mudar, é melhor que fiquem se apedrejando em seus países mesmo...

A imigração muitas vezes causa problemas, mesmo quando tem efeitos positivos. A verdade é que certa xenofobia é algo até natural, é o mesmo instinto que nos faz recusar doce de estranhos. Pode ser que o estranho seja um bondoso Papai Noel, mas pode ser que não. Porém, há imigrações e imigrações. Não tem necessariamente a ver com nacionalidade, já que imigrantes sírios e libaneses ao Brasil tornaram-se cidadãos bem assimilados, e alguns até enriqueceram e contribuiram culturalmente ou produtivamente. Porém, eram cristãos. Seria o problema a religião islâmica?

Nos EUA, a massiva imigração mexicana tem causado, ao menos aparentemente, menos problemas do que a minoria barulhenta de muçulmanos na Europa. Mesmo os maiores críticos da imigração quase só tem dois argumentos contra os mexicanos -- a ilegalidade (mas isso tira da reta os imigrantes legais ou os filhos dos ilegais que já viraram "legais") e o fato de que são... meio medíocres. Isto é, formam uma camada de trabalhadores manuais e de serviço, mas são poucos os que viram cientistas nucleares ou prêmios nobéis como outros grupos de imigrantes. Porém, em grande parte se assimilam, mais ou menos, ao modo de vida americano, pelo menos em sua forma mais superficial e materialista.

Já na Europa, os muçulmanos insistem em se manter à margem. Talvez isso seja, na verdade, uma vantagem. Como água e azeite, é pouco provável que os dois povos se misturem. A assimilação, a longo prazo, talvez seja um problema maior do que a guetificação. Assimilação significa que o povo que tem maioria vence, e os muçulmanos na Europa estão tendo mais filhos do que os decadentes cristãos e ateus. Nesse ritmo, seriam os europeus os que se assimilariam ao Islã, assim como seriam os americanos a assimilar-se à cultura hispânica. Demografia é destino.

Porém, cada vez mais, a propaganda pró-islâmica e pró-imigração está sendo rejeitada pela população, que pode ver com seus próprios olhos o que acontece nos bairros de imigrantes. Vejam aqui por exemplo a diferença entre o artigo do jornal que pinta uma figura rósea do bairro muçulmano de Malmo, na Suécia, e os comentários dos leitores, bem mais negativos.

A esquerda, no entanto, continua apoiando os islâmicos e chamando-os de coitadinhos, e isso mesmo quando algum esquerdista ou feminista termina sendo vítima deles. Até quando?


Contradição?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Animais irracionais

O pastor americano Terry Jones, que havia ameaçado queimar um exemplar do Corão há alguns meses atrás, terminou queimando um exemplar do livro há algumas semanas -- sob completo silêncio da mídia.

Mas duas semanas após o evento, com a correspondente pregação de ódio nas mesquitas e as declarações polêmicas do presidente afegão Karzai (um suposto "aliado" do Ocidente), eis que um bando de muçulmanos enlouquecidos invadiu um escritório da ONU no Afeganistão e matou vários infelizes. Algumas das vítimas foram decapitadas.

Agora a mídia quer jogar a responsabilidade do ocorrido no pastor Terry Jones, dizendo que ele seria "moralmente responsável" pelo ato de fanáticos do outro lado do mundo. Curioso. Quando imbecis ocidentais pintam quadros da Virgem Maria com fezes ou inundam um crucifixo em urina, isso é chamado de "arte"; se algum fundamentalista cristão ousasse matar alguém em nome desse ultraje, será que os artistas seriam considerados pela mídia como "moralmente responsáveis"? Duvide-o-dó. 

Para os progressistas, os muçulmanos não têm livre-arbítrio ou capacidade de raciocínio abstrato. Tudo o que fazem é em resposta a "provocações" do Ocidente. O pastor Jones queimou o Corão por considerar o Islã uma religião violenta. Indignados com essa acusação altamente injusta, os muçulmanos massacraram dezenas de inocentes... Ironia pouca é bobagem? Pois ainda protestam, mataram mais um e agora estão queimando bandeiras americanas e efígies de Obama. (É. Isso pode...)

Quer saber? Acho que os progressistas, de certa forma, têm razão. Muitos muçulmanos, e aliás grande parte das pessoas do mundo incivilizado, provavelmente não têm mesmo uma capacidade de raciocínio altamente desenvolvida. São irracionais e resolvem tudo com violência. No mesmo dia em que muçulmanos enlouquecidos continuam depredando e matando devido a um exemplar de um livro queimado na Flórida, muçulmanos no Paquistão se explodiram matando outros 40 muçulmanos. O motivo? As vítimas eram muçulmanos da seita sufi, considerada herege pelos sunitas...Quer dizer, nem eles se agüentam entre si.

Na Costa do Marfim, enquanto isso, uma nova guerra civil mergulha a África novamente em sangue. O motivo? Um presidente que não quer deixar o cargo, e outro que quer tomá-lo. Tudo resolvido à moda africana, com diálogo, harmonia, facões, tiros e tanques. O que a mídia não explica é que também lá o conflito é religioso e envolve muçulmanos: Outtara é apoiado pelos muçulmanos do norte, e seria o primeiro muçulmano presidente do país, não fosse a persistência de Gbago em continuar no poder.

É realmente deprimente. O melhor mesmo talvez seja os países ocidentais ficarem o mais longe possível dessa roubada chamada África e Oriente Médio, especialmente dos países muçulmanos. Achar que estes vão tornar-se democracias à moda americana ou européia é pura ilusão. Eles que se matem entre si e nos deixem em paz.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Convite para um apedrejamento

Não sei se alguém assistiu o filme "O apedrejamento de Soraya M." Assisti ontem. Bom filme. Triste, baseado em fatos reais: uma moça acusada falsamente de adultério porque o marido quer livrar-se dela termina sendo executada islamic-style. A cena do apedrejamento é de fato impactante.

Não é ficção: acontece toda hora no Irã. Outra mulher, Sakineh, mãe de duas filhas, está para sofrer o mesmo castigo. (É possível assinar uma petição contrária aqui, ainda que eu ache que petições só servem pra elevar o ego moral de quem assina sem muitos resultados práticos). Devido à repercussão internacional, talvez ela seja apenas enforcada em vez de apedrejada, o que é um poquinho menos bárbaro, mas não deixa de ser chocante.

Porém, na realidade, o que me chamou mais a atenção no filme não é tanto o apedrejamento, como o fato de que a cultura muçulmana seja tão diferente da ocidental. O conceito básico da sociedade não é a justiça, mas a honra. Pais matam as próprias filhas, às vezes apenas por vestir-se de um certo modo. Os costumes são totalmente diversos. 

Alguns dirão que também os judeus ortodoxos têm costumes diferentes, e é verdade; porém a diferença é que os judeus não tentam converter ninguém, ao contrário. Já a missão máxima dos muçulmanos é expandir sua fé por todos os cantos do planeta. 

A submissão total da sociedade aos líderes religiosos também é curiosa. No filme, mesmo os defensores da apedrejada jamais questionam os mulás ou o Corão ou os desígnios de Alá, apenas divergem na interpretação. Alguém poderia afirmar que o mesmo ocorria na idade medieval com o Cristianismo (não sou historiador e não tenho condições de afirmar se é verdade ou não), mas enfim, para que cairmos sempre no relativismo moral? Talvez nós (ou ao menos eu) prefiramos o cristianismo simplesmente por ter crescido em meio a uma cultura cristã, mas não é suficiente? Mesmo que eu não seja muito religioso, tenho várias memórias associadas ao cristianismo, e não gostaria de perdê-las.

O Islã é uma religião do Oriente Médio e, no que me concerne, poderia ter ficado por lá mesmo. Não tem, ou não deveria ter, lugar na Europa e nos EUA e na América Latina, a não ser em números reduzidos. Afinal, já existem 57 países islâmicos: realmente precisamos mais?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ainda a mesquita

A polêmica sobre a construção da mesquita do 9/11, como a chamam por aqui, continua dando o que falar na mídia americana. Estes dias a Nancy Pelosi, líder do Congresso, disse que "os que são contrários à mesquita deveriam ser investigados".

Perceberam? Ninguém sabe direito de qual parte do Oriente Médio vêm os milhões de dólares necessários para a construção do monstrengo de 13 andares na zona mais cara de Manhattan, mas, segundo os Democratas, os 70% do povo americano contrários é que deveriam ser investigados.

Outra coisa curiosa é a seguinte: o número de pessoas que acreditam que Obama seja muçulmano está crescendo. Já chega a 20% do povo americano, e olhem que a pesquisa foi realizada antes do seu apoio à mesquita. Só 34% acham que Obama é cristão (e, de fato, não é mesmo, já que a igreja do Pastor Jeremiah Wright da qual ele participava prega uma versão do cristianismo bem pitoresca, por assim dizer).

A pergunta é a seguinte: por que tanto interesse, por parte dos Democratas, na construção de uma mesquita logo ali, em um lugar tão polêmico? O interesse dos muçulmanos é claro: homenagem aos "heróis" do atentado, publicidade gratuita, e mais uma marca no território dos infiéis. Mas os Democratas, que só têm a perder apoiando um projeto tão impopular? 

A razão é que, seja por obediência a seus mestres globalistas, seja por ato reflexo, o progressista sempre é contrário a tudo o que for vagamente ocidental ou cristão. Uma mesquita a poucos passos do maior atentado islâmico da história parece-lhes supimpa. Quem não concorda só pode ser um odioso conservador. Naturalmente, uma igreja cristã no mesmo local passa por muitos maiores obstáculos para obter permissão para sua reconstrução e não aparece na mídia.

A defesa que os esquerdistas chegam a fazer da mesquita é comovente. Alguns afirmam que eles teriam tal direito na Constituição. Obviamente, a Constituição nada diz sobre construção de mesquitas, e é pouco provável que os pais fundadores dos EUA tivessem imaginado uma crescente população de muçulmanos em seu país. Outros afirmam que seria a maior demonstração de tolerância possível, ingenuamente acreditando que os maometanos ficarão sensibilizados, muito embora já odeiem Obama quase tanto quanto odeiam Bush. Outros, mais sensíveis dizem: "passaram já dez anos, move on".

Ora, deixando de lado a questão religiosa, há uma boa razão para a não construção da mesquita ali: a imensa maioria da população de New York é contra, mesmo reconhecendo que legalmente teriam o direito de construir.

O bizarro é que até mesmo alguns muçulmanos andam com o pé atrás devido à crescente má publicidade e começam a suspeitar que a Mesquita do Ground Zero seja apenas mais uma "conspiração sionista". (O que poderia fazer sentido, afinal o prefeito judeu Bloomberg é um dos apoiadores da idéia.)

Deixando o humorismo de lado, a verdade é que há poderosas forças por trás dessa mesquita, não a menor delas a do primeiro presidente muçulmano da América.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O caso da Sérvia

Cheguei a comparar o caso da demonização de Israel com a da África do Sul, mas existe um caso mais parecido e ainda recente na memória de todos (acho): a Sérvia.

A Sérvia também foi demonizada durante o período das várias guerras dos Balcãs, e chegou mesmo a ser bombardeada pela OTAN. Acusados de "limpeza étnica" e outras barbaridades.

Na verdade, a história é bem mais complexa e foi muito mal contada. Quem começou o bafafá querendo se separar da Iugoslávia foram os muçulmanos bósnios, portanto estes não foram meras vítimas. Tampouco o foram os croatas, que têm uma longa inimizade com os sérvios (os croatas foram aliados dos nazistas, tinham seus próprios campos de concentração e trucidaram centenas de milhares de sérvios durante a II Guerra.) Quanto a Kosovo, foi território sérvio durante séculos, mas foi ocupado pelos turcos e depois recebeu massiva população albanesa, e disso resultou a luta por separação, pela Kosovo Liberation Army, jihadistas que cometeram centenas de crimes de guerra contra civis.

Os sérvios cometeram barbaridades, é certamente verdade; mas também as cometeram os albaneses de Kosovo, e os muçulmanos bósnios, e os croatas. Porém, por algum motivo, só os sérvios foram tratados como vilões. A cidade de Belgrado foi bombardeada. Tão forte foi a propaganda anti-sérvia, que não lembro ninguém que reclamasse.

Bill Clinton, para justificar o bombardeio de Belgrado, afirmou que os sérvios teriam matado "100.000" civis albaneses em um certo massacre. Quando foram contar os corpos, descobriram só 2.000, de ambos os lados.

Seria um caso de sérviofobia? Aqui um artigo balanceado sobre o tema.

Fora isso, há muitos sites de conspiração sobre os segredos da guerra dos Balcãs, o melhor deles (ou talvez o mais delirante) é este aqui. (Confesso agora que visitar obscuros sites de teorias de conspiração é um de meus fracos). 

Não sei detalhes sobre a história das guerras dos Balcãs, que na verdade vem de décadas ou até séculos atrás, só sei que o resultado final foi acabar com a Iugoslávia, diminuir o território histórico da Sérvia e criar dois novos países de maioria muçulmana na Europa, Bósnia (50% muçulmano) e Kosovo (95%).

Outra coisa interessante é a seguinte: essa população numerosa de muçulmanos na ex-Iugoslávia só existe graças ao imperialismo turco - esses mesmos turcos islamistas que agora ameaçam querer reemergir.

O governo Clinton apoiou os muçulmanos naquela guerra. Que interesse teriam os Democratas americanos em promover o islamismo na Europa? Mas não são também os americanos que querem que a Turquia ingresse na União Européia?

Sobre tudo isso, falaremos mais adiante.

Soldado sérvio.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quem é Maomé?

Uma das coisas curiosas sobre a fúria dos muçulmanos com os cartunistas é que ninguém sabe como era realmente o rosto do profeta islâmico. Então as supostas "imagens blasfemas" só o são quando alguém identifica um certo desenho como sendo "Maomé". Afinal, homens com turbante há milhares por aí.

Jesus, ainda que tampouco se saiba como ele era realmente, possui uma iconografia histórica criada ao longo dos séculos, sendo facilmente identificável. Não é o caso de Maomé, justamente em razão da proibição (muito embora tenham sim existido gravuras de Maomé feitas por muçulmanos - ver algumas aqui no Mohammed Image Archive). 

Toda essa discussão lembrou-me da velha confeitaria Maomé, de Porto Alegre: terão que trocar de nome? Ainda por cima o slogan é "doces bárbaros", insuniando que Maomé seria um "bárbaro". Ou um urso:



sábado, 14 de novembro de 2009

Is there a plan?

Às vezes me pergunto se o caos atual do mundo é resultado de um plano preciso, ou se é mero resultado de uma estupidização coletiva. As utópicas idéias progressistas subiram à cabeça das melhores mentes de uma geração, ou há elites maquiavélicas com um plano secreto por trás de tudo?

Vejam o caso dos muçulmanos. Há um plano para islamizar a Europa e, se há, qual sua razão? Afinal, como se não bastasse a imigração descontrolada, a União Européia e EUA fazem pressão para que a Turquia entre na Europa e traga ainda mais muçulmanos. Por quê? A Sérvia foi rotulada de vilã da história e bombardeada por Europa e EUA devido à sua guerra com os albaneses muçulmanos, e uma parte original de seu país, Kosovo, foi extraída e dada de presente aos mesmos muçulmanos, que cometeram tantos ou mais crimes de guerra do que os sérvios. Por quê?

Nos EUA, está proibido sequer sugerir que possa ser perigoso ter muçulmanos nas Forças Armadas, mesmo tendo ocorrido um bem-sucedido ataque que matou 13 militares. Por muito menos, na Segunda Guerra, civis japoneses foram internados em campos de relocação em pleno solo americano. Em 1942, sabotadores alemães que nem chegaram a realizar um atentado foram executados 30 dias após a descoberta do plano.

Mas agora treze soldados morrem e continua-se falando em aumentar o número de muçulmanos nos quartéis, afinal, como disse o General Casey, "seria uma tragédia ainda pior se isto tudo acabasse com a diversidade". E o governo Obama não só cometeu a palhaçada de decidir realizar um julgamento-show para KSM, como apontou um "muçulmano devoto" para trabalhar com a vigilância contra o terrorismo no Departamento de Segurança Nacional. É como colocar a raposa para cuidar do galinheiro, só para provar que não se tem preconceito contra as raposas...

Quantos mais ainda precisarão morrer sacrificados no altar das boas intenções desses canalhas?

Há um plano por trás de toda essa loucura? E, se há, é um plano suicida?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O curioso filoislamismo dos progressistas

O Fábio Marton tem um excelente post sobre a decadência ocidental, no qual observa alguns possíveis consolos nas horas de maior pessimismo. Creio que concordo com ele: como escrevi na caixa de comentários de lá, o Ocidente, mais do que uma região, é um modo de pensar. Pode regredir, mas não desaparecer completamente. Se for escorraçado da Europa e até dos EUA, talvez sobreviva na Ásia, é o que parecem indicar algumas tendências (os asiáticos estão copiando as coisas boas do Ocidente e dispensando com as negativas). Na América Latina não levo muita fé, não: macaquinhos imitadores que somos, sempre seguimos tendências, raramente as criamos. Além disso, algo me diz que, quando a coisa pegar fogo, é quase certo que apostaremos no cavalo errado.

Chavez e Lula, por exemplo, já estão lambendo o saco dos aiatolás, dos russos e dos chineses, sonhando com um novo império islamocomunista. Porém, nada indica que os nossos novos overlords serão muito melhores do que os "imperialistas americanos". Não creio que sejam demasiado clementes conosco.

De fato, uma coisa que me surpreende muito é o filoislamismo da esquerda, em especial dos esquerdistas ateus. Os sujeitos - a começar pelo próprio Obama - elogiam sem parar o Islã, falam de sua incrível tolerância, dos grandes inventos que criaram para nós ocidentais, e de como foram os únicos responsáveis pelo ressurgimento do Ocidente das "trevas da Idade Média". Tudo lorota, é claro, como qualquer estudante competente de História (não é o caso de Obama) pode informar.

Mas, mesmo que fosse verdade: a esquerda não odeia o Ocidente, e não está sempre a criticá-lo como fonte de todo mal na Terra? Por esse ponto de vista esquerdopata, o melhor favor que o Islã podia ter-nos feito era mesmo eliminar-nos sob o fio da espada lá por 1300...

Ao mesmo tempo, os esquerdistas odeiam a religião cristã, e aquilo que enxergam como seu "atraso": seu antiabortismo, antihomossexualismo, antipornografia, antieutanásia, etc. Porém, nesse aspecto social, fora a cor local e uma diferença cá e lá, os radicais islâmicos defendem muitas das mesmas coisas que os "fundamentalistas" cristãos, apenas sob um signo religioso diferente (e com maior violência). Se os cristãos estão "atrasados", os islâmicos não saíram da idade da pedra.

Leio agora, por exemplo, que os fanáticos palestinos tentaram um ataque usando cavalos-bomba. Felizmente nenhum civil ou soldado israelense morreu, mas morreram vários cavalos na tentativa. Ué! A esquerda não era a favor dos "direitos dos animais"?

Por que os progressistas os apóiam? A homofobia dos islâmicos é mais "pura"? Sua raiva mais sagrada? Ou julgam os progres que, uma vez derrotado o Ocidente cristão, poderão livrar-se dos islamitas e conduzi-los sabiamente ao esclarecimento ateu? Se acreditam nisso, seria bom que se informassem melhor sobre a Revolução Islâmica no Irã.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pierre Rehov

Pierre Rehov é um documentarista francês que realizou vários filmes sobre o conflito entre judeus e palestinos. Aqui o seu canal no Youtube, com vários trechos de vídeos interessantes sobre o fanatismo islâmico. E aqui um artigo recém-saído do forno sobre ele.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Imagem positiva

Faltou comentar esta outra ironia no post anterior: muçulmano moderado que criou canal de TV nos EUA com a idéia de acabar com os clichês que sempre ligam o islã ao terrorismo, ao sexismo e à violência e queria promover, segundo suas próprias palavras, uma "imagem mais positiva dos muçulmanos e do Islã" foi preso - após ter decapitado a sua mulher. Segundo seus advogados, não tem nada a ver com o islã, ele apenas "perdeu a cabeça". Ou melhor, foi a mulher pobre quem a perdeu.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Islã vs. Esquerda: quem vencerá?

Os leitores Nei e Chesterton fizeram uma aposta: quem vencerá o Grande Duelo Final, a Esquerda ou o Islã? Nei aposta na Esquerda, Chesterton no Islã. (Nessa hipótese, naturalmente, a Direita já terá sido extinta há muito tempo pelos dois aliados, que então lutariam entre si pelos despojos do velho e destruído Ocidente).

A dúvida é pertinente. Há um precedente de vitória islamista: a Revolução Islâmica no Irã. Ali, Marxistas e Islâmicos foram aliados até o momento de tomar o poder. Os Marxistas acreditavam que poderiam utilizar a religião para incentivar a população, mas que, uma vez no poder, esse "ópio do povo" seria logo relevado pelo ateísmo. Na prática, o que ocorreu foi que os Aiatolás, uma vez no poder, prenderam ou mataram muitos de seus aliados Comunistas e impuseram a teocracia.

Por outro lado, é bem sabido que os Comunistas Soviéticos financiaram o terrorismo islâmico em várias regiões do mundo e até criaram o terrorismo palestino, na forma da OLP. Ainda hoje a relação do ex-KGB Putin com os radicais islâmicos, e especialmente com o Irã, é ambígua. Fala-se muito que a CIA armou o Bin Laden e os talibãs no Afeganistão, mas, de acordo com as declarações de vários ex-membros da KGB, os russos também o fizeram, em grau até muito maior. EUA e URSS simplesmente armavam facções de fanáticos opostas.

O Islã tem a vantagem de ter um objetivo mais claro do que a Esquerda: isto é, converter todo o mundo ao islamismo, subjugar os infiéis e impor a lei da sharia. Simples. Bem ou mal, é um tipo de sociedade que já existe há 1400 anos. A esquerda, quer o quê? Comunismo? Igualdade social? Ora, a esquerda baseia-se em uma sociedade utópica inexistente, uma "sociedade futura" que é apenas a desculpa para a tomada de poder no presente. Portanto seus objetivos - fora a destruição do Ocidente tradicional - são mais difusos. Os regimes comunistas falharam justamente por não poderem oferecer uma alternativa real competitiva com as sociedades liberais capitalistas. Enquanto era utopia, tudo bem: na prática é que são elas.

Por outro lado, justamente devido à falta de objetivos, a Esquerda é mais flexível do que o Islã, e isso pode ser uma vantagem. Como um parasita, acomoda-se à forma do seu hospedeiro. Utiliza a ecologia, a religião, a educação, a cultura e até o capitalismo para seus próprios fins. Nas sábias palavras de Lenin: "os capitalistas nos venderão a corda com que os enforcaremos." Assim, podemos generalizar e dizer que o objetivo da esquerda é a tirania estatal - a imposição de um governo oligárquico de "iluminados" que dirão às massas o que é bom para elas - mas suas características específicas podem variar enormemente, do velho comunismo soviético ao chavismo populista ao racialismo mugabiano ao lulismo pseudodemocrático, dependendo do "estágio" em que se encontra cada sociedade.

Pode, portanto, ocorrer uma terceira hipótese, ainda mais assustadora do que a vitória de um ou de outro: a união definitiva de ambos, na forma de um sistema Islamocomunista no qual a teocracia religiosa aliaria-se ao estalinismo mais doentio. O terrorista Carlos o Chacal - ontem, marxista, hoje muçulmano mas sem abandonar o marxismo - acredita justamente nessa união, na forma do que ele chama Islã Revolucionário.

O melhor mesmo é rezar para que ambos percam.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cherchez la femme (Ou: tudo por mulher)

Por que o islamismo é expansionista, por que as suas fronteiras são sempre "sangrentas", isto é, por que eles estão sempre em guerra com outros povos vizinhos ou de religião diversa? Não é só muçulmanos contra judeus. Há muçulmanos contra hindus na Índia, muçulmanos contra budistas na Tailândia, muçulmanos contra cristãos na Etiópia, etc etc.

Alguns dizem que é por causa de um certo Maomé que escreveu um livro dizendo para os muçulmanos fazerem jihad e cortarem as cabeças dos "infiéis". Pode ser. Mas, segundo alguns, também há uma outra explicação, também ligada à teologia islâmica mas que não foi inventada por esta: a poligamia.

Sendo as sociedades muçulmanas poligâmicas, o que ocorre é que um punhado de pessoas com mais dinheiro, poder ou status tem muitas esposas (até porque uma esposa pode custar caro: precisa ser literalmente comprada pela família do marido com um dote). E, como o número de mulheres em uma sociedade é finito e aproximadamente equivalente ao número de homens, quando uns poucos tem muitas mulheres, a maioria - formada por pessoas com menos meios - ficará sem nenhuma mulher.

Qual a solução do islamismo para isso? Em primeiro lugar, a guerra. Desde os tempos de Maomé, os guerreiros muçulmanos podem dispor das mulheres dos inimigos que capturarem, além das infinitas possibilidades de estupro que ocorrem em qualquer conflito. Em segundo lugar, com a invenção de um paraíso no qual os homens poderão ter muito, muito sexo - as famosas 70 ou 72 virgens (o número varia, não é indicado no Corão).

Para nós ocidentais acostumados a esta vida fútil sex-and-the-city, pode parecer loucura. Mas a verdade é que muitos dos homens-bomba realmente acreditam nas virgens que terão no paraíso: é de fato uma de suas principais motivações ao se explodir. Não é coincidência que - como informa-se no link do post anterior - a maioria dos homens-bomba são adolescentes ou jovens menores de 25 anos. A maioria solteiros. Muitos deles virgens. Alguns chegam mesmo ao cuidado de envolver seus membros sexuais com tecidos resistentes para que - é a idéia, ao menos - estes cheguem "intactos" ao Paraíso, onde poderão se refestelar com as famosas houris.

Da mesma forma, como comentei antes no artigo "Salvem as baleias palestinas", muito do interesse em envolver-se em causas como a "causa palestina" ou outras lutas políticas de renome tem a ver com a busca de status. Por isso precisam ser causas que estejam bem presentes na mídia. Isso explica não haver tanta simpatia pela "causa chechena" ou pela "causa curda" e menos ainda pela "causa dos negros animistas de Darfur". Mas para que serve o tal status? Ora, nada mais é do que um meio de se promover socialmente para conseguir mulheres (ou, no caso das mulheres, homens - de qualquer modo um parceiro sexual). O garoto que usa uma keffiyah não vai saber nada sobre o massacre de Hebron ou sobre a guerra de Yom Kippur. Ele quer é associar-se à "marca cool" de "liberação e rebeldia" que o símbolo representa. E conseguir mulheres.

Existe uma expressão francesa: "cherchez la femme", que significa mais ou menos: "se quer saber a razão de algum problema, procure a mulher." Ou seja, tudo que ocorre no mundo é feito, ou para se conseguir uma mulher, ou por culpa de uma mulher.

Alguns podem achar exagerado (ou até "machista") acreditar que homens-bomba matem inocentes e cheguem a colocar a civilização em risco apenas para conseguir mulheres (ainda que no Paraíso), ou que vários fenômenos sociológicos à nossa volta também se expliquem pela busca de status que por sua vez é a eterna busca para impressionar e conseguir as mulheres. Mas, caro leitor, basta pensar nas coisas malucas ou estúpidas que você mesmo já fez em sua vida para conseguir alguma mulher, e verá que faz sentido.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Antisionismo não é antissemitismo"

...mas parece que esqueceram de avisar um certo pessoal. Cadê o Idelber, o Chomsky e o Juan Cole nessas horas pra "traduzir"?


Protesto de imigrantes muçulmanos na Austrália. Em vez de ensinar ódio, podiam ter ensinado inglês: o certo seria "haven't learned".

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Carta aberta ao Prof. Idelber Avelar

Antes de ser interrompido por problemas técnicos, havia escrito uma carta ao colega blogueiro Idelber Avelar, já que ele ultimamente não publica mais comentários em seu blog. No fim, acabei ampliando a carta e destinando-a não apenas a ele como a todos os ditos "pró-palestinos" e "anti-sionistas". Afinal, se nem blogueiros brasileiros podem se entender, como podemos esperar que árabes e judeus se entendam?

Não pretendo refutar aqui as idéias de Idelber: outros já fizeram isso com maior conhecimento do que eu. Escrevo apenas algumas perguntas para ele e todos os "anti-sionistas". Se ninguém do outro campo responder, talvez as perguntas ao menos possam suscitar alguns questionamentos válidos entre os leitores daqui. A discussão está aberta!

Caro Prof. Idelber (e demais declarados "anti-sionistas"),

Entendo sua raiva e tristeza pela morte de inocentes palestinos. Todos somos contra a morte de civis palestinos, mesmo eu, acredite, e mesmo a maioria do povo de Israel. Sua reprovação à operação militar israelense é também compreensível, e naturalmente todos têm o direito de discordar das atitudes do governo israelense e de manifestar seu muito humano horror à guerra e à destruição.

Embora tenhamos idéias totalmente opostas em relação ao conflito e em relação à política em geral, nem tudo nos separa. Não somos nem judeus nem muçulmanos (?), não moramos nem em Gaza nem em Sderot. É verdade que você é bem mais conhecido do que eu, é aparentemente um acadêmico respeitado e eu sou apenas um blogueiro anônimo, mas não leve isso a mal. Cada um tem seus limites. Meu anonimato é mera modéstia de quem sabe que seu nome real não tem relevância.

Até compreendo a sua visão de mundo: no seu ponto de vista, vê os "palestinos" como "oprimidos" e Israel como um "poderoso país" apoiado pelo "imperialismo americano" que "roubou suas terras" e os "ocupa". É, na minha opinião, uma visão simplista e equivocada, que traduz uma situação geopolítica bastante mais complexa em um discurso de caráter marxista, mas não vamos brigar por isso. Como disse, cada um tem seus limites.

Eu, por exemplo, sou absolutamente parcial. Sou pró-Israel. Acho o Hamas tão ruim quanto a Al-Qaeda, se não pior. Não leio o Robert Fisk, aliás não suporto seu estilo de jornalismo. Chomsky, Finkelstein, jamais leio esses indivíduos e confesso que nem entendo suas motivações (entendo até as motivações genocidas do Hamas, não as deles). Detesto Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, todo esse pessoal.

Por outro lado, se insisto tentando me comunicar com você, é justamente por que o que me incomoda é essa sua aparente incapacidade de entender o ponto de vista do "outro" (no caso, o civil israelense) de maneira tão radical. Sendo você um estudioso, não entendo como não consegue ver além da ideologia e da propaganda árabe, ou que use termos como "sionista" e "ocupação" de modo tão leviano e equivocado. Estando você tão preocupado com "vítimas civis", não entendo que chame os foguetes palestinos, que mataram muitas pessoas - inclusive crianças árabes! - de "meros rojões" etc, etc. ("Rojões"?!? Desculpe, li isso faz pouco no seu blog e até agora estou incrédulo. Por favor, só não vá dizer agora que tudo o que o Hamas queria era convidar os israelenses para alguma festa de São João...)

Embora entenda sua declarada compaixão pelos palestinos, não entendo porque não lamenta igualmente as mortes de palestinos em conflitos intra-palestinos, e muito menos as mortes de judeus. Várias outras opiniões suas são, para mim, difíceis de entender, e mesmo tendo visitado o seu blog não consigo encontrar as respostas para elas (confesso não ter lido todo o seu blog, talvez as respostas estejam lá). Portanto faço-as aqui, não apenas a você como a todos os blogueiros "pró-palestinos":

Você é a favor do Hamas?
Ou seja, é a favor de tortura e execução de pessoas sem julgamento?
Tem conhecimento, certamente, que nas prisões de Gaza, rivais do Fatah e de outros clãs, bem como pessoas acusadas de "colaborar com Israel" são rotineiramente torturadas e mortas?
Se um povo é "oprimido", isso lhe dá direito a torturar, matar e cometer atos terroristas e cometer toda série de ofensas aos "direitos humanos"?
Só um lado tem o dever de respeitar os "direitos humanos"?
Se o Hamas defende o povo palestino, em vez de cinicamente explorá-lo, como você explica que seus militantes tenham assaltado caminhões de comida da ONU e vendido seus alimentos?
Se o povo palestino está mesmo "sem água e comida", como se explica que isso jamais é mostrado, ao contrário, as imagens mostram sempre mercados repletos de comida?
Você não acredita que os próprios palestinos (ou seu governo) são os responsáveis por vários de seus problemas, que não tudo pode ser creditado à "ocupação", a qual aliás nem existe mais diretamente em Gaza?
Aliás, se árabes muçulmanos podem viver em Israel, por que judeus não podem viver em Gaza?
Você a favor de censura? É a favor de teocracia? Sabe que o Hamas censura internet points e música ocidental e que discrimina membros de outras religiões?
Você é a favor de foguetes contra civis? O fato de serem "foguetes artesanais" e que "causam poucos danos" significa que podem ser atirados à vontade?
Não percebe que os foguetes "causam poucos danos" apenas porque os habitantes de Sderot correm para bunkers quando ouvem o alarme, ou seja, é o preparo israelense que evita danos maiores, não a intenção dos terroristas palestinos, que é claramente a de matar civis judeus?
Você percebe que os radicais palestinos hoje atiram foguetes apenas porque o muro limitou em 90% a ação de terroristas suicidas, ou seja, não é a intenção dos palestinos que é matar pouco, mas sim a defesa de Israel que melhorou?
O que seria uma "reação proporcional"? Israel teria o direito de atirar "foguetes artesanais" de volta a Gaza? De revidar com atentados suicidas?
Você é a favor da agressão a judeus em todas as partes do mundo como represália a ações de Israel?
Por que os manifestantes pró-palestinos atacam judeus europeus, se são apenas "anti-sionistas"?
Você é a favor do terrorismo? Ou, vá lá, da "resistência legítima", quer dizer, da morte de civis judeus israelenses? Israelense árabe também é "alvo legitimo", ou só judeu?
Alguns anos atrás uma família do que você chama de "colonos" foi atacada por militantes palestinos, quatro crianças de 11, 9, 7 e 2 anos foram mortas com uma bala na testa, bem como a mãe deles que estava grávida de oito meses. Segundo o autor do atentado, eram "alvos legítimos". Você concorda? É a favor do fuzilamento de crianças de 2 anos, se forem filhos de "colonos"?
Acha que os palestinos têm direito a atirar foguetes contra cidades israelenses mas Israel não tem o direito de revidar?
Quando você fala em "ocupação", a que coisa exatamente se refere?
Sabe que Israel desocupou Gaza a um custo de bilhões de dólares?
Como você explica que Gaza, que não tem mais mais presença de "colonos" (i.e. judeus), ficou muito mais radical e atira foguetes diariamente contra civis israelenses, enquanto que a Cisjordânia (i.e. Judéia e Samaria segundo os "colonos") que ainda está "ocupada", vive, ao contrário, em relativa paz e não atira foguetes?
Ou quando fala em "ocupação", você - como o Hamas - se refere ao próprio Estado de Israel?
Você não aceita a existência de Israel?
Por que Israel não e "Palestina" sim? Sabia que a "Palestina" sempre se referiu ao lar judeu, que eram os antigos sionistas os que falavam em "Palestina", e não os árabes?
Ou você acredita na teoria revisionista de que os "palestinos são descendentes dos filisteus?" E, mesmo que fossem, isso mudaria alguma coisa? Não é isso na verdade uma legitimização do direito de Israel às terras, já que os judeus existiam por lá desde antes mesmo dos filisteus?
Sabia que sionista não é nome feio nem eufemismo politicamente correto para poder criticar os judeus?
Se alguém é "sionista", pode ser "legitimamente morto"? Se eu disser que sou "sionista", isto é, que defendo a existência de Israel, então viro um "alvo legítimo" da "resistência"?
Por que você não publica comentários contrários no seu blog?
Por que você repete informações dúbias no seu blog, como a - para mim - óbvia mentira de que "um terço dos mortos na operação de Gaza são crianças"? De onde saiu originalmente tal informação, de fontes palestinas, isto é, do Hamas? Por que Israel atacaria propositalmente crianças?
Você é porta-voz do Hamas? Não digo que deva aceitar a versão israelense dos fatos, mas você não tem um mínimo de senso crítico? Quer dizer, se os os israelenses podem mentir, porque não acredita que os árabes possam mentir também?
A Al-Jazira é uma TV "neutra" e "imparcial"? A TV israelense só mente?
Se uma bomba atômica caisse em Tel Aviv, você comemoraria, diria que "eles mereceram", ou lamentaria mas diria, "enfim, a vida continua"?
A vida de civis israelenses vale menos do que a de palestinos?
Como pode chamar de "rojões" artefatos que causaram a morte de dezenas de pessoas, bem como centenas de feridos, sem falar no pânico que causam diariamente?
A vida de palestinos mortos pelo Hamas vale menos do que a vida de palestinos mortos por Israel?
Por que você nunca fala da violência intra-palestina?
Por que não informa que o Fatah e até o Egito são contra o Hamas, que é um movimento supremacista religioso ligado à Irmandade Muçulmana e hoje financiado pelo Irã?
Por que não fala do terrorismo islâmico na Tailândia, na Índia, na Europa, em lugares que nada tem a ver com o "sionismo"?
Por que não fala do conflito entre sunitas e xiitas?
Por que não informa os seus leitores que o mundo é bem mais complicado do que o seu maquineísmo anti-israelense e anti-americano quer?
Por que você mora nos EUA e não em Cuba, Gaza ou Venezuela se tais modelos socio-políticos são melhores?
Você não acha que está colaborando com uma onda de antissemitismo não vista no mundo desde os anos 30? Como acredita que os nazistas conseguiram matar milhões de judeus, se não com a colaboração de pessoas que achavam que os judeus eram malvados, como você e tantos outros que acham que os "sionistas" merecem a morte simplesmente por morarem onde moram?
Se os judeus não podiam estar na Europa, agora resulta que tampouco podem estar na Palestina, sua terra natal?
Onde podem estar então, na Uganda?
E se transferissem os judeus para Uganda, quantos segundos demoraria até você e seus colegas começassem a falar na "legítima resistência ugandesa" e nas "terras roubadas aos pobres ugandeses"?
OK, confesso que algumas perguntas são meras provocações. Mas afirmo que não tenho a intenção de agredir, apenas de tentar obter respostas diretas. É a favor do Hamas, sim ou não? É a favor dos foguetes, sim ou não?

Não leve a mal. Moro longe do conflito, nada tenho contra o povo palestino nem contra você nem contra ninguém, e estou certamente aberto a pontos de vista contrários: quem sabe, em um ou outro aspecto, possamos até concordar. Eu aqui aceito os comentários de todos.

Saudações cordiais,

"Mr. X"

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Israel não vai a lugar nenhum

Imagine que chegasse na terra um alienígena do planeta Vulcano ou Tralfamador e, sem saber nada do conflito entre israelenses e palestinos, se pusesse a observar as respectivas manifestações.

Em uma veria bandeiras queimadas, pessoas armadas, quebra-quebra, gritos pedindo a "morte" de um grupo étnico-religioso, conflitos com a polícia, intimidação.

Na outra, veria gente tranqüila, cantando, erguendo cartazes sem provocações excessivas, e no final indo embora sem qualquer briga com os policiais.

O que ele pensaria do conflito, apenas vendo tais passeatas?

Mas outra diferença que o nosso amigo alienígena perceberia seria que, nas manifestações pacíficas, misturadas às bandeiras israelenses, haveria muitas bandeiras norte-americanas, francesas ou inglesas, isto é, bandeiras do próprio país. Do outro lado, não haveria qualquer bandeira nativa: apenas bandeiras palestinas e de organizações terroristas estrangeiras como Hamas ou Hizballah.

Lamento informar ao Al-Idelber e todos os que torcem pelo Hamas que Israel não vai a lugar nenhum. Leia aqui (em inglês) um excelente artigo explica que o Hamas e seus apoiadores se enganam ao acreditar que poderão expulsar os judeus com seus foguetinhos e sua ONU e sua mídia. Israel foi muito além do vitimismo, é um país moderno e bem armado. Pode aceitar os palestinos ao seu lado se estes decidirem viver em paz, mas, se eles continuarem com a violência, vão ter o troco. Está na hora, diz o artigo, dos palestinos muçulmanos deixarem de lado seus sonhos terroristas de aniquilação total, e simplesmente fazerem o que deviam ter feito há 60 anos: aceitar a existência de Israel. O país não vai sumir do mapa só porque alguns querem.

(Aqui um artigo do argentino Marcos Aguinis em tons parecidos; mas o artigo acima é melhor.)

Na verdade, este conflito entre Israel e palestinos teria acabado muito tempo antes se não fosse a esquerda. É a esquerda que dá alento ao Hamas, Hizballah, Irã e demais facínoras. É a esquerda, com seu apoio a terroristas em pleno Ocidente, que lhes dá a ilusão de que seus delirantes planos de genocídio podem ser levados a cabo. É a esquerda imbecil, falando nos "pontos positivos" do Hamas e de como apenas "são um grupo terrorista em estrito senso" que lhes fazem acreditar que seus objetivos delirantes são possíveis.

A esquerda hoje é o idiota útil do Islã. Idelber, Bourdokan e seus "caros amigos" fariam bem em ler a história da Revolução Islâmica Iraniana e o que aconteceu com os aliados comunistas dos aiatolás depois que estes tomaram o poder. Talvez ficassem com um pé atrás ao descobrir que poderiam perder a cabeça...

Mas há ainda outra razão para acreditar que Israel se manterá onde está, apesar do choro dos esquerdistas e dos sonhos genocidas dos muçulmanos. É que Israel, ainda que de um modo torto, joga um papel fundamental na bizarra política do Oriente Médio. Perceba, por exemplo, que o Irã latiu, mas não mordeu. O Hizballah diz ter "vencido a guerra", mas apesar de ter se rearmado não lançou um único foguetinho desde 2006 (Bem, na verdade, houve um foguete do Líbano, mas enviado por palestinos). A Síria também ficou em silêncio. Já o Egito, com medo do Irã e da Irmandade Muçulmana, apoiou o ataque contra o Hamas. De um lado, sunitas. Do outro, xiitas. De um lado, árabes. Do outro, persas. Odeiam Israel, é certo. Mas o que fariam sem Israel ali, se não se atacar diretamente uns aos outros? O conflito Israel vs. "palestinos" é apenas o reflexo de outros conflitos maiores, assim como a Guerra do Vietnã era uma luta entre EUA e URSS.

E a violência dos manifestantes muçulmanos barbarizando em cidades ocidentais em nome de Gaza só serviu para deixar seus habitantes nativos cada vez mais desconfiados desse pessoal.

Manifestação pró-Israel na Califórnia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Exército israelense mata coelho gigante

Que matem terroristas, tudo bem. Que alguns civis morram, é tristemente inevitável. Mas quando o exército israelense começa a alvejar coelhos gigantes, é sinal que a coisa está passando dos limites.


Mais um pavoroso crime de guerra de Israel. Mataram Assud, o coelho gigante comedor de judeus do Hamas. Vingança!

Atualização:
Um vídeo bacana de uma garota de Sderot:




Atualização 2: Novo artigo, este do João Pereira Coutinho, via Orlando Tambosi. Hoje só links.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Nem esquerda nem direita entendem o Islã

"O islã é uma como uma droga." "O islã é violento e perigoso." "O islã é fascista." "O islã é uma forma de opressão." "O islã é um culto suicida."

Quem disse as frases acima não foram cruzados cristãos ou malvados sionistas. São todas frases ditas por ex-muçulmanos: Ali Sina, Ayaan Hirsi Ali, Magdi Allam, Ibn Warraq. Não sei se estão certos mas imagino que, tendo vivido parte de suas vidas como muçulmanos, eles entendam um pouco mais do islamismo do que eu.

Como indiquei nos comentários do post abaixo, a esquerda não entende o islã. Incapaz de entendê-lo, o "traduz" para o discurso esquerdista, que é a única coisa que consegue compreender.

O terrorista diz: "Morte aos judeus! Morte a Israel!" O esquerdista traduz: "Eles são oprimidos e querem que Israel retorne às fronteiras de 1967"...

Não, sua anta! Ele disse bem claramente que quer exterminar os judeus, não ouviu?

Aí o terrorista se explode em um bar cheio de gente gritando "Alá é grande!" e sonhando com 72 virgens. O esquerdista explica que ele foi levado a esse ato apenas pelo desespero com a injustiça ocidental e que isso nada tem a ver com religião.

Não, animal! Ele não tem "desespero" nenhum. Para os fundamentalistas islâmicos, ser um "mártir" é a maior glória possível. A jihad é o ato maior do fiel.

Quando o presidente iraniano disse umas 7 vezes que Israel deveria ser destruído, logo veio um acadêmico idiota (uma pessoa pode ter muitos diplomas e saber muitas línguas e continuar um idiota) explicar que, no florido idioma persa, isso significava que ele apenas queria "o fim da ocupação". Não! Ele disse que Israel deveria ser destruído, bem claramente. O fato de que certos discursos sejam impalatáveis para nossos ouvidos ocidentais não significa que elas não existam. Assim, a esquerda "limpa" o discurso extremamente racista e supremacista do islamismo, convertendo-o em uma diatribe marxista das "vítimas do neoliberalismo, do capitalismo, da ocupação."

Lamentavelmente, tampouco parte da direita entende bem o islã e, de certa forma interpreta o que não compreende com base no seu próprio discurso. Bush quis levar a democracia ao Iraque com a idéia que toda a humanidade é, em certo sentido, igual - todos querem liberdade e felicidade ("life, liberty and the pursuit of happiness").

Também é uma falácia. O radical muçulmano não quer "liberdade", quer sha'ria. Não quer "igualdade", quer uma sociedade em que muçulmanos são superiores e os outros são dhimmis subservientes. Não quer separação entre igreja e estado, quer teocracia.

Não, eu tampouco entendo o islã. É por isso que situações como a de Gaza, onde certas coisas não fazem sentido para nosssa lógica, são tão complicadas.

Um exército de fanáticos islâmicos não hesita em colocar em risco toda a própria população em nome de um objetivo violento e delirante. Percebam: ao contrário de um exército normal, seu objetivo não é o de proteger a população civil de seu país.

Terroristas se escondem e disparam mísseis desde escolas, isto é, utilizam crianças como escudos humanos para se proteger - mostrando que não se importam com a vida de seu próprio povo - mas depois que há um revide, utilizam a morte dessas mesmas crianças como propaganda contra o inimigo. Ou seja, lutam em meio aos civis e depois choram pela morte das mesmas pessoas que colocaram em risco. Para nós, a morte de crianças, mesmo do "inimigo", é sempre terrível. Mas, para os fanáticos, nem tanto: são "mártires" que irão para o paraíso. O líder do Hamas recentemente morto nos bombardeios chamou a família para morrer com ele; anos antes, havia mandado dois de seus filhos adolescentes como homens-bomba em atentados.

O que fazer? Abaixo um raro exemplo de diálogo com um radical islâmico:


sábado, 3 de janeiro de 2009

Duas observações sobre a guerra

Cada vez que ouço falar em "reação desproporcional", tenho vontade de dar um desproporcional chute na bunda de quem fala isso.

Ora, todo mundo sabe que hoje os inimigos do Ocidente apelam para a GUERRA ASSIMÉTRICA, que tem entre seus aspectos:

1) Mistura proposital entre civis e militares (não há mais distinção, seja nas vítimas que alvejam, com preferência por "soft targets" como hotéis, hospitais, metrô, etc., seja nos seus “soldados” que não usam uniforme para se diferenciar);

2) Método de guerrilha e terrorismo, não combate militar tradicional, inclusive com grupos que podem ser financiados por um país mas estar combatendo em outro (i.e. Hezbollah no Líbano financiado pelo Irã, terroristas iraquianos financiados por sauditas e iranianos, terroristas na Índia financiados pelo Paquistão, etc.);

3) Apelo aos “direitos humanos” e “convenção de Genebra” e todas as facilidades do mundo ocidental, mas atenção, SEM SEGUIR ELES PRÓPRIOS TAIS DIRETIVAS (O Hamas tortura, mata civis, seqüestra, etc., sem que ninguém diga nada);

4) Apoio direto da mídia ocidental esquerdista (de fato, as operações não tem em vista vencer o inimigo no campo de batalha, mas sim na mídia);

Isso ocorre pelo menos desde o Vietnã, não é nenhuma novidade, quem não sabe isso não sabe nada sobre guerra moderna.

Então, falar em “proporcionalidade” não é apenas burrice, é intencionalmente estar de lado dos terroristas.

* * *

Mas por que há tanta cobertura internacional sobre cada espirro de um palestino em Gaza causado por Israel, e tão pouca sobre os contínuos massacres e guerras na África, na Ásia, ou mesmo no restante do mundo árabe?

Será que tem algo a ver com os sauditas que colocam dinheiro na mídia ocidental? Será que tem a ver com a ideologia anti-ocidental dos esquerdistas?

Ou é porque, num nível mais primário, os ocidentais tem mais interesse naquilo que envolve países ocidentais (e Israel é naturalmente um país ocidental, ao contrário dos gazeteiros), enquanto assume-se que africanos e árabes são no fundo selvagens cuja ação natural é matar-se entre si?

(E daí a notícia mesmo - "man bites dog" - seria se houvesse paz e desenvolvimento na África, ou se os árabes parassem de se explodir em louvor ao seu deus lunar em tudo que é canto).

Realmente, é uma guerra desproporcional.
As feiosas do Hamas não tem como competir.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dia de cólera

No romance "1984", de George Orwell, a população era obrigada a participar diariamente dos "dois minutos de ódio". Mostravam-se imagens do suposto traidor contra-revolucionário, Emmanuel Goldstein, não por acaso um judeu (figura ligeiramente inspirada em Trotsky), ao que o povo respondia com gritos e insultos.

Pois o Hamas está lançando o "dia de cólera".

"Não descansaremos enquanto não destruirmos a entidade sionista", disse um dos líderes do Hamas, contradizendo os usuais apologistas do grupo islâmico.

Enquanto isso, a bárbara "entidade sionista" telefona aos ocupantes das casas antes dos bombardeios e trata de feridos palestinos em seus hospitais, e leitores na Índia estão com uma inveja danada de Israel ao descobrirem que os terroristas de Mumbai recebiam ordens diretas por telefone do Paquistão.

Baby boom.

Atualização: uma das coisas mais sinistras dessas organizações islâmicas como o Hamas, Hizballah, mulás iranianos, etc, é o modo como utilizam crianças, vestindo-as de terroristas, e inculcando-lhes na mente que é bom tornar-se "mártires", ou seja, explodir-se. Um crime imperdoável contra a infância. E, caso alguma criança morra em algum bombardeio, ainda a arrastam seu pequeno cadáver em uma parada midiática. Já imaginou cenas similares em algum país ocidental? Que alguém possa apoiar esses monstros causa apenas horror e mal-estar estomacal.

Atualização 2: Filho do fundador do Hamas converteu-se ao cristianismo e hoje renega o pai, o terrorismo afirma que tudo é culpa do Islã. Leiam aqui.