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terça-feira, 20 de março de 2012

Au revoir les enfants

Talvez a nossa correspondente em Paris tenha mais informações, mas por ora o que se sabe é o seguinte: um atentado em uma escola judia em Toulouse, na França, matou 4 pessoas, incluindo três criancinhas. A mesma arma e o mesmo método (o que indica um provável mesmo atirador) foram usados dias atrás no ataque contra 4 soldados franceses de origem norte-africana e um de origem caribenha. No total, 8 mortos na conta do misterioso assassino da motocicleta.

Não há qualquer pista sobre o atirador. Poderia ser:  a) um islamista que odeia soldados franceses e judeus; b) um neonazista que odeia árabes, negros e judeus; c) um ataque diversionista para incriminar nacionalistas franceses e prejudicar a candidatura de Marine Le Pen; d) um maluco paranóico esquizofrênico.

A alternativa d é pouco provável, já que tudo parece indicar alguém (ou até mesmo um grupo) bem organizado e eficiente, e a alternativa c é conspiracionista demais. O que nos deixa com duas possibilidades opostas: terrorista islâmico ou militante anti-imigrantes com treinamento militar similar ao atirador norueguês.

É bem possível que o atirador seja um ex-soldado, o que não invalida nenhuma das teorias. Não faltam muçulmanos entre os soldados franceses. Por outro lado, em 2008, alguns soldados franceses foram demitidos acusados de neonazismo. Seria uma vingança? Talvez, mas é bem mais possível que se trate de um crime político. Afinal, este ano há eleições na França. Os candidatos mais cotados são o falso conservador Sarkozy e o socialista Hollande. Correndo por fora, está a nacionalista Marine Le Pen. Se os atentados forem obra de um muçulmano, talvez a beneficiariam; se forem obra de um neonazista, no entanto, poderiam prejudicá-la.

De acordo com as estatísticas mais "oficiais", há entre 5 e 9 milhões de muçulmanos na França. Porém, como na verdade não existem estatísticas realmente oficiais e o governo francês até mesmo proíbe que estatísticas por origem étnica ou religiosa sejam realizadas (é o tal estado secular), um número mais aproximado talvez seja o de 15 milhões. Somem-se os outros imigrantes não-muçulmanos (africanos, chineses, romenos, albaneses ciganos e brancos do leste europeu) e temos uma França com cada vez menos franceses. Visitei ano passado e pude confirmar: até as pequenas cidades estão inundadas de imigrantes, especialmente árabes. Parecia Bagdá.

Ou seja, ganhe quem ganhar as eleições, a França como a conhecemos provavelmente já está perdida. (Claro que se ganhar o Hollande o processo se acelerará).

Se o atentado foi obra de um militante anti-imigração, mais valeria ter dado um tiro no pé, ou na cabeça. Tiros à queima-roupa em menininhas de 8 anos não são bem-vistos, e o momento escolhido, dias após um bom discurso de Marine Le Pen sobre as minorias, não foi certamente o melhor. Se foi obra de muçulmanos, bem, é possível que a mídia logo pare de falar no assunto. Aconteceu outras vezes.

Saberemos com certeza provavelmente apenas quando o próximo ataque ocorrer. Lamentavelmente.


Atualização: A polícia francesa está neste momento cercando a casa do principal suspeito. Um policial foi ferido. O atirador é, quem diria, muçulmano. Vinte e quatro anos, nacionalidade "francesa" mas de origem paquistanesa ou argelina. Vive em Toulouse mas visitou várias vezes o Afeganistão. Motivo dos crimes? "Vingança pela morte das crianças palestinas." Bem, creio que em breve não se falará mais muito do assunto... 

domingo, 11 de setembro de 2011

Dez anos depois


Já dez anos! O tempo voa. E aviões seqüestrados para colidir com as torres mais ainda.

Minha guinada para a "direita", ou algo parecido, começou com o 9/11. Antes disso eu tinha até votado no PT, ainda que nunca no Lula. O atentado foi um dos principais motivos que me tornaram um comentarista de blogs, primeiro no velho blog do PeDê, depois em outros, depois aqui. Nunca mais parei.

Mas o que mudou de fato após o 9/11? Não muito. Talvez tenha até piorado. Houve mais atentados islâmicos, ainda que de menor porte, nos EUA e na Europa. O progressismo multicultural continua avançando, e de fato até se radicalizou. Afinal, ser "racista" ou "islamofóbico" ou até "homofóbico" poderia gerar novos atentados, dontcha know?

Renascimento do Cristianismo? Novas Cruzadas contra o Islã? Quem dera. O Ocidente curva-se cada vez mais em direção a Meca. Agora há conversos muçulmanos até no Uruguai. Não, não penso que sejam terroristas, mas é um pouco triste que se convertam a uma religião alheia em vez de retornar ao cristianismo, que pelo jeito virou démodé.

Os terroristas venceram também em outro aspecto: viajar tornou-se um inferno. Horas de espera, paranóia, esquemas de segurança que perturbam velhinhas de 80 anos e crianças de 5, deixando passar muçulmanos em listas de suspeitos. Não se deve discriminar, afinal... Todos podem ser terroristas, e o que tem dentro dessa Bíblia, hein senhora? Mão na cabeça, velhota! You are under arrest.

Nos EUA, as chamadas comemorações do evento são quase surreais. Fala-se em "tragédia", como se fosse um desastre natural, não causado por ninguém em especial (ler aqui coluna do Mark Steyn a respeito). Os atentados são até mesmo utilizados como motivo para se exigir maior tolerância e diversidade. Afinal, se os EUA permitissem a imigração e radicalização de ainda mais muçulmanos, tais atentados certamente não teriam acontecido... Acabo de ver um cartaz em uma Igreja protestante: "Rejeite a Islamofobia", diz.

Bem, e as guerras de "democratização" resultantes dos neocons, do Iraque à Líbia? Cada vez mais desacreditadas, especialmente agora que se vê que em árabe "democracia" traduz-se por "shariah", "perseguição a cristãos" e "destruam Israel". Os EUA desistiram, agora fazem guerra para ajudar radicais muçulmanos e instituir governos linha-dura islâmica. O próprio presidente americano (Obama) afirmou que "Os EUA jamais estarão em guerra contra o Islã." Thomas Jefferson rola em seu túmulo. Salve-se quem puder!

Nada terminou de ser construído em Ground Zero. A única coisa que cresceu muito por ali foram as teorias de conspiração: foi o Bush, foi o Mossad, foram seres extraterrestres da quarta dimensão. É fato, o próprio governo alimentou tais paranóias: a captura e morte de Osama Bin Laden, por exemplo, com o tal "enterro no mar", até agora me deixaram com uma pulga atrás da orelha. Será que foi tudo mesmo como contam? 

Enquanto isso a Europa se islamiza, os EUA se terceiromundizam, os muçulmanos se radicalizam, a China continua se desenvolvendo quieta em seu canto; o Japão lentamente se despopuliza; a Rússia, como dizia Churchill, é uma charada envolta em mistério dentro de um enigma, e Israel está, como sempre, à beira da guerra.

Pois é, dez anos. O tempo voa! E eu estou deprimido, vou tirar um tempo de férias. Adeus!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Guerra ao terror ou guerra ao cidadão?

Sou, naturalmente, um crítico do islamismo e de sua expansão imperialista nos países ocidentais. Sou contrário à imigração massiva de muçulmanos ao Ocidente e a favor de operações militares contra jihadistas malvados (mas contrário ao "nation-building"). No entanto, devo observar que alguns dos métodos utilizados na suposta "guerra ao terror" são contraproducentes e, eu diria até, imbecis.

A questão da segurança dos aviões e aeroportos é uma dessas questões. Nos EUA, agora, há uma grande polêmica com novos scanners de raio-X que podem ver você e sua mulher peladões. Se você se recusar a passar pelo aparelho (que ainda por cima talvez cause danos à saúde), será hostilizado e apalpado extensivamente por brutamontes.

Nos tempos que correm, nove entre dez terroristas são muçulmanos. No entanto, segundo os ditames do políticamente correto, "não devemos discriminar." Assim, os selecionados para a revisão mais detalhada (e, segundo muitos, obscena) não são pessoas que de algum modo gerem suspeita, mas definidos por mera escolha randômica. Pode ser uma freira de 90 anos ou um adolescente japonês.  

O método é caro, complicado, inútil. Gastam-se bilhões, com resultados duvidosos. Os agentes de segurança nos aeroportos, além disso, não são as pessoas mais brilhantes do planeta, mas seres com a inteligência e a simpatia do funcionário público médio: isto é, quase nenhuma. Tudo o que sabem é seguir regras ao pé da letra e, dessa forma, se um menino de quatro anos aleijado tem aparelhos de metal nas pernas que o ajudam a andar, e o metal é proibido, então os aparelhos devem ser retirados.   

Os terroristas conseguem a sua maior vitória sem realizar ataque algum, e acredito que seja esse mesmo o objetivo. Forçam os infiéis a gastar bilhões de dólares e causam inconvenientes a milhões de civis com meras ameaças. As garrafinhas de água proibidas a bordo? Tudo o que foi necessário para isso foi a mera suspeita de um possível plano, jamais realizado, de utilizar líquidos explosivos. E os líquidos foram banidos para sempre. 

Houve recentemente um plano de terrorismo islâmico na Arábia Saudita de realizar um ataque com uma bomba enfiada no rabo. Tremo ao pensar que a segurança dos aeroportos talvez decida fazer inspeções contra esse novo tipo de perigo.  

domingo, 27 de dezembro de 2009

Terror natalino

Ho ho ho. Em pleno dia de Natal, um jihadista nigeriano tentou explodir um avião com 258 pessoas a bordo. Aparentemente, ele tinha explosivos escondidos na cueca (segundo algumas teorias, os explosivos não estavam na cueca, mas dentro do próprio orifício do sujeito, se é que me entendem. É a explicação para ele ter passado 20 minutos no banheiro antes de voltar ao seu assento e tentar se explodir).

Como vivemos em uma sociedade que se nega a aceitar que 99% dos atentados são cometidos por muçulmanos, o que vai acontecer é que homens brancos europeus, velhinhas de 90 anos e crianças serão cada vez mais fiscalizados. É possível que seja necessário inspeccionar a cueca dos passageiros, ou quem sabe até realizar um exame ao estilo dos de próstata. Cráu! Não tem bomba, pode passar.

Uma vez me perguntaram se eu era a favor ou contra a lei suiça contra os minaretes, ou da lei francesa contra a burka. Ora, não sou nem a favor nem contra. Sou a favor da proibição total da imigração de muçulmanos para a Europa. Sem muçulmanos, não há problemas com minaretes ou burkas. Minaretes e burkas, e bombas, são só sintomas. É uma problemática que nem mesmo deveria existir nesses países. Bastaria proibir a imigração. Aliás os EUA deveriam fazer a mesma coisa, e com maior razão, já que mais uma vez se vê que são o principal alvo depois de Israel.

Mas os progreçistas e os globalistas não querem, é claro. Para eles, tudo o que for antiocidental, melhor. Eis que dois artistas suíços, descontentes com a lei que consideram contrária a seus princípios, resolveram criar um presépio de Natal com minaretes. Graças a esses alegres bem-pensantes, a Europa está virando uma Eurábia. Um dia veremos minaretes em Notre-Dame e San Pietro. Lamentavelmente, os muçulmanos não serão tão tolerantes quando dominarem tudo. Algo me diz que jamais colocarão cruzes nas suas decorações de Ramadan.

É claro, os esquerdistas argumentam que são a pobreza e o desespero que geram o terrorismo. Curiosamente, nosso amigo terrorista era filho do banqueiro mais rico da Nigéria, e morava nesta suntuosa maloca londrina.

O terrorista foi preso e sofrerá waterboarding.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Porque o multiculturalismo não funciona

O que mais chama a atenção no caso do atentado de Fort Hood é a insistência em ignorar as lições do evento e manter o multiculturalismo a todo custo.

Somente um país demasiado acostumado à supremacia militar pode ter um General no comando das Forças Armadas que acha que manter a "diversidade" e "não discriminar os muçulmanos" é mais importante do que a segurança de suas tropas. Mas é justamente isso que está acontecendo.

Enquanto isso, o presidente muçulmano em exercício B. Hussein afirma que "we should not jump to conclusions". Nada está provado; mesmo que o assassino tenha gritado "Allahu akbar" e utilizado roupas rituais islâmicas no dia do atentado, e dado um Corão de presente a uma vizinha afirmando que "hoje iria realizar um trabalho bom para Alá", nada disso nos pode fazer chegar a conclusão nenhuma. Pode mesmo ser que o atirador seja um fundamentalista cristão que agiu dessa forma apenas para incriminar os muçulmanos e gerar um clima de ódio...

A grande preocupação da Secretária de Estado de Obama é, você adivinhou, "impedir represálias contra muçulmanos inocentes".

Antes do atentado, o Major Hassan já havia realizado dezenas de pronunciamentos públicos contra os "infiéis", já havia declarado mesmo que estes "deveriam ser queimados com óleo fervente e decapitados". Ninguém disse nada; poderiam ser acusados de "racistas", afinal. E todos sabem que não há nada pior do que ser racista. Better dead than racist.

Alguns dizem que Hassan era louco e não jihadista. No entanto, ele era um psiquiatra das Forças Armadas. Se era louco, mais loucos são os que o colocaram no cargo e ignoraram todos os seus pronunciamentos. Chamem o Doutor Bacamarte.

Imaginem agora que, em vez de um mero tiroteio com doze mortos, algum muçulmano infiltrado realize um atentado com uma bomba nuclear. Será que vai colar a mesma desculpa? Será que mesmo assim o multiculturalismo vai se manter?

Há uma velha frase que afirma, "Deus protege os idiotas, os bêbados e os Estados Unidos da América." Vamos ver por quanto tempo ainda é verdade.

V

Não sei se alguém lembra da minissérie "V", que passou lá nos idos dos anos 80 no Brasil. Agora realizaram uma versão nova, que acaba de estrear. O primeiro episódio pode ser assistido online em alta definição (não tenho certeza se funciona fora do território dos EUA, no entanto). A qualidade de imagem é excelente, e mostra que a televisão praticamente acabou - hoje a Internet a substitui com vantagem.

No episódio, uma atraente morena*, líder de visitantes espaciais, chega do nada com sorriso e simpatia, é paparicada pela mídia e promete saúde pública universal gratuita aos terráqueos, que caem no conto. É claro que tudo não passa de uma pilantragem, já que não somente o plano de saúde termina custando trilhões, gerando desemprego e altos impostos, como os visitantes, por trás da máscara humana, são na verdade sádicos répteis devoradores de gente.

Fora essas pequenas coincidências, ainda é cedo para saber se a nova versão de "V" é mesmo uma crítica ao governo Obama ou só um descarado plano de marketing.

* O nome da atriz morena é mesmo Morena, e nasceu no Brasil.
Alien-in-chief.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O inimigo interno

Prestes a serem embarcados para a guerra do Afeganistão, 12 soldados americanos foram mortos por um terrorista muçulmano em pleno quartel, no que talvez seja o primeiro atentado islâmico em solo americano desde 11/09/01.

A mídia afirma que foi apenas um mero caso isolado de gun rage, que poderia ter sido realizado por um coreano, um mexicano ou até um americano da gema. O fato é que o atirador neste caso é um psiquiatra do exército americano chamado (tchan tchan tchan tchan) Malik Hasan. Muçulmano, sim. E fanático, aparentemente. (Ainda está vivo; certamente surgirão mais detalhes a respeito).

Quem é o amigo? Quem é o inimigo? É possível para um muçulmano ser fiel à bandeira americana e lutar contra seus colegas da ummah? Sim, creio que seja possível. A questão é, como diferenciar um muçulmano amigo de um muçulmano jihadista? Pela cor dos olhos?

A resposta, claramente, é que não é possível, não de modo simples ao menos. Muito mais fácil e prático seria impedir totalmente o ingresso de muçulmanos no exército. Mas, como um terrorista muçulmano não precisa estar no exército para causar danos, deduz-se que, por extensão, deveria barrar-se completamente a entrada de muçulmanos no país. Mas até que ponto um governo tem o direito de definir qual religião cada pessoa pode praticar?

Quem é o inimigo afinal? É o Afeganistão? É o "terrorismo"? É o Islã?

Deixemos de lado essas perguntas incômodas e passemos a uma outra história, que guarda com esta outra uma secreta relação: índios da Amazônia costumam praticar infanticídio. Um recente vídeo - realizado com atores indígenas - causou polêmica ao denunciar o fato. Fabio Marton, em interessante post, parece acreditar que os índios, dentro de suas reservas, se assim o quisessem, deveriam poder seguir sua própria cultura e, por extensão, suas próprias leis.

O argumento não deixa de ser interessante - mas, então, o mesmo deveria ocorrer com as demais culturas? Se - voltando a eles - os muçulmanos querem extirpar o clitóris de suas filhas em seus guetos na Inglaterra ou na França, que de mais a mais já são áreas onde branco não entra, quem pode importar-se com isso?

Na África, certos feiticeiros tradicionais têm o costume de extirpar o pênis ou os membros de crianças ainda vivas para utilizá-los em rituais de "cura". Devem os africanos seguidores de tal prática ter permissão para realizá-la, mesmo em países ocidentais?

Por aí começam a ver-se os dilemas do multiculturalismo e da idéia que "todas as culturas são iguais". Mas - já que a globalização veio para ficar e é mais fruto das mudanças tecnológicas do que uma conspiração totalmente consciente - como sair dessa cilada?


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dolce far niente

Os amigos desculpem a falta de posts. É que acabei de descobrir que o melhor modo de viver é não fazendo nada, e, se isso não for possível, realizar apenas o mínimo necessário para a subsistência.

Vejam o exemplo do MST. De acordo com recente pesquisa, 38% dos assentados não plantam coisa nenhuma; 11% não conseguem plantar nem mesmo para a própria subsistência, e 25% plantam para a própria subsistência e olhe lá. Restam apenas 27% de esforçados que conseguem produzir algum pequeno excedente para vender.

Que alguém ainda tenha coragem de defender esse grupo de terroristas e vagabundos, de exploradores da miséria alheia, chega a ser assustador.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Brazimbabwe

É interessante observar como passar um tempo fora do Brasil nos alerta para certos absurdos que, talvez, não notaríamos de mais perto. O Orlando Tambosi e o Reinaldo Azevedo chamaram a atenção para uma notícia sobre os tais "sem-terra". Fiskeio a reportagem abaixo.

À espera de novo índice, sem-terra preparam ocupações

Anúncio de revisão de produtividade no campo atrai trabalhadores para acampamentos no interior de SP

Observem a naturalidade com que o fenômeno de "ocupação" (ilegal) é anunciado. Observem ainda que os tais "sem-terra" são trabalhadores urbanos que não tem direito algum a terras (quanto menos qualquer conhecimento agrícola).

A expectativa da revisão dos índices de produtividade no campo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já causa uma corrida aos acampamentos de sem-terra no interior de São Paulo.

Índice de produtividade? O que raios é isso? Como se calcula? Se eu tenho um pedaço de terra, não posso fazer com ele o que bem entender? E as terras do MST, são também avaliadas segundo o mesmo índice? Aposto que não.

Em Araçatuba, noroeste do Estado, moradores urbanos e cortadores de cana engrossam o Adão Preto, um mega acampamento formado por dissidentes do Movimento dos Sem-Terra (MST), considerado o maior do Brasil.
Dissidentes do MST. Entenda-se, não pessoas que discordam das políticas totalitárias do MST, mas pessoas ainda mais radicais.

Desde a semana passada, o local passou a receber em média 20 famílias por dia. O coordenador Claudemir Silva Novaes chegou a suspender temporariamente o ingresso de novos acampados por falta de estrutura.

Quem é que permite que essas pessoas estejam ali em primeiro lugar? Como é que uma organização criminosa (segundo a própria Constituição Brasileira) pode ter coordenador e ser mesmo subsidiada pelo governo?

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) utiliza os índices para avaliar a produtividade das fazendas e desapropriar áreas improdutivas para a reforma agrária. A revisão aumentará em até 100% o mínimo de produção a ser alcançado no campo.
O mínimo é 100%! Naturalmente, colocam-se índices impossíveis apenas para dar uma desculpa à desapropriação. Estaria o Brasil virando um Zimbabwe? Daqui a pouco teremos cotas raciais no campo também...

Na região noroeste, a nova fronteira da cana-de-açúcar em São Paulo, muitas fazendas não atingirão o novo índice, segundo Novaes. "São áreas que estão no limite da produtividade atual, de 70 toneladas de cana por hectare", disse.

Poderia um grupo de pessoas sem instrução fazer melhor?

Assim que os novos índices entrarem em vigor, lideranças dos sem-terra pedirão ao Incra a vistoria nas fazendas. "O presidente Lula quer que a revisão saia já. As terras improdutivas estarão na mira dos sem-terra", afirmou Novaes. "Só não vamos ocupar áreas que estiverem dentro dos índices."

Observemos que, na realidade, segundo recentes estudos, apenas 30% das terras do país podem ser utilizadas para a agricultura. Os outros 70% constituem reservas indígenas ou florestais, terra não-arável, etc. Como eu já disse outra vez aqui, o maior latifundiário do país é o governo brasileiro.

O acampamento, criado no final de março pelo líder da dissidência, José Rainha Júnior, tinha cerca de mil famílias na última quarta-feira e novos acampados não paravam de chegar. Os 850 barracos ocupam dois quilômetros das faixas laterais de uma rodovia vicinal no distrito de Engenheiro Taveira.

Rainha, Rainha... Este sujeito não deveria estar preso?

Desempregado, Salvador da Rocha empregou as economias na compra de madeira e telhas tipo eternit. Ele ganhou a lona plástica de um vizinho e fretou um caminhão para levar tudo até o Adão Preto. A família de José Osvaldo Mianuti, de 67 anos, também chegou há poucos dias. "O tempo de espera não importa, tenho certeza que valerá o sacrifício", disse.

Pobres infelizes, explorados por oportunistas como José Rainha... Ah, a reportagem não poderia concluir sem uma foto em preto e branco, bem ao estilo Sebastião Salgado. Pobre velhinho, explorado pelos gananciosos latifundiários.

domingo, 23 de agosto de 2009

Compaixão por terroristas

Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.

O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.

O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um lucrativo acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.

Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, celebrou a liberdade do terrorista, afirmando ser um "tributo à decência humana". Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.

270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 "infiéis" mortos.

Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas prenderam uma adolescente acusada de cyberbulling no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.

Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal "compaixão" progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é mostrar compaixão, aparecer aos outros como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a "compaixão" por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que "somos melhores do que eles". E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?

Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade "decente". É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Uma questão moral

Theodore Dalrymple comenta sobre Fujimori e como ele acabou com o brutal grupo maoísta Sendero Luminoso. Anos depois, o ex-presidente foi preso por corrupção e por "desrespeito aos direitos humanos" e amarga uma longa prisão. Mas será que, caso o Sendero tivesse vencido a guerra, os horrores e os "desrespeitos aos direitos humanos" realizados pelo grupo comunista não teriam sido muito maiores? Afinal, os senderistas não eram gente que tivesse qualquer escrúpulo em matar, torturar e trucidar civis. Além disso, não foi justamente o fim do Sendero Luminoso o que permitiu maior abertura ao país, e portanto a punição de Fujimori? Não teria sido o "japonês" então uma vítima do seu próprio sucesso?

(Talvez Uribe deva se cuidar: não duvido que, assim que ele acabar de vez com as FARC, subirá ao poder um governo de esquerda que fará de tudo para prendê-lo e humilhá-lo por supostos abusos aos direitos humanos).

De qualquer modo, o texto de Theodore vai mais além da questão peruana ou mesmo latinoamericana, e reflete de fato uma questão moral que é válida em qualquer conflito: até que ponto os fins justificam os meios? É válido desrespeitar os direitos humanos para evitar desrespeitos ainda maiores? É possível mesmo manter o moral high ground quando se luta contra um inimigo implacável, ou deve-se necessariamente descer ao seu nível ou próximo dele para derrotá-lo? Não estaríamos aí justificando a tortura e a execução, isto é, os mesmos males que queremos evitar? Por outro lado, de que vale manter-se "mais puro" e perder a guerra?

Ou será que, dependendo de que lado você está na politica, tudo o que conta é quem realiza o "desrespeito" e os horrores?

Em tempos em que Obama mata civis no Afeganistão sem qualquer pio de manifestantes, não deixa de ser uma pergunta instigante.


Criança-soldado? Se é de esquerda, vale.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Abuso infantil

Um garoto palestino de 13 anos atacou um soldado israelense com uma faca. Já houve casos de meninos de 11 anos utilizados para levar bombas, que felizmente não explodiram. Sob aplausos do pessoal pró-palestino, que não vêm aí nenhum tipo de abuso de crianças. Curiosamente, é o mesmo pessoal que grita toda hora contra o trabalho infantil. Ser engraxate não pode, mas terrorista mirim - por que não? Silvio Santos é abusivo ao explorar crianças em seu programa, mas o Hamas e seus programas de TV com crianças recebendo lavagem cerebral genocida - tudo bem. (O islamismo, diga-se de passagem, é pioneiro no uso de crianças para fins atrozes: os talibãs já utilizaram até crianças de 12 anos para decapitar reféns.)

A esquerda também chora pelo abortista George Tiller, como se fosse um santo homem de nobre coração. O próprio Obama lamentou sua morte, sem falar nada da morte dos soldados em atentado no mesmo dia. Ora, não há motivos para celebrar o assassinato do doutor por um desequilibrado, mas digamos a verdade: era um picareta que abortava fetos saudáveis de três, quatro, cinco e até nove meses (um dia antes do nascimento) exclusivamente para ganhar rios de dinheiro, e que estava sendo investigado pelos tribunais. Nada há de santo no sujeito. (O aborto pode ser um "direito da mulher" segundo alguns, mas não esqueçamos que também é uma indústria que gera milhões de dólares. Há quem ganhe muito com o aborto e deseje que este aumente cada vez mais. Cadê a crítica a esses "capitalistas"?)


Late term abortion.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

As ONGs do terror

Um interessante artigo na ótima Dicta & Contradicta sobre o terrorismo e sua relação com um certo tipo de mentalidade termina com um link para um outro artigo de um certo Jakub Grygiel que fala sobre uma modificação curiosa que ocorreu nos últimos tempos: grupos armados que, ao contrário do que ocorreu ao longo da maior parte da História, não buscam o poder estatal mas, ao contrário, preferem não tomar o poder.

Os exemplos mais claros são o Hamas e o Hizballah, grupos que, embora estejam ligados a certos povos e/ou governos, preferem abster-se de tomar completamente o poder e assumir as funções estatais. Alguém dirá que os terroristas do Hamas governam Gaza. Pode ser, mas: a) governam como a cara deles; b) isso é irrelevante, já que Gaza não tem economia própria e eles são sustentados por instituições internacionais; c) Poderiam, mas não declaram a independência política de Gaza. Já o Hizballah, embora influa cada vez mais na política do Líbano, prefere não assumir o comando diretamente, agindo como um Estado dentro do Estado.

Embora o Islã seja o principal usuário desse novo sistema - lembrem também da Al-Qaeda, que nem país-base tem, podendo operar em qualquer lugar - essa nova realidade pode ser observada fora da jihad. Situação algo parecida pode ser vista nas favelas cariocas, onde os grupos traficantes tem um poder de fato sobre a população local, mas ao mesmo tempo não suplantam totalmente os papéis do Estado, convivendo lado a lado com ele.

Some-se isso a globalização e a propagação de tecnologia que permitiu que um punhado de indivíduos possam efetivamente se tornar uma ameaça a vários países: os atentados de 9/11 e de Mumbai custaram relativamente pouco e não exigiram mais do que algumas dezenas de pessoas para a sua realização. Hoje, armas biológicas e nucleares podem estar ao alcance de grupos não-estatais com o dinheiro e os contatos suficientes.

Ao mesmo tempo, as elites progressistas mundiais preparam-se, se não para organizar um governo mundial como temem alguns, ao menos para erodir lentamente as nações tradicionais, através da imigração ilegal ilimitada (diluição de fronteiras étnicas e culturais), órgãos supra-estatais como a União Européia (diluição de fronteiras físicas e da soberania estatal de cada país), etc.

O que significa tudo isso? Não sei muito bem. Talvez estejamos assistindo ao fim do Estado-Nação. Mas o que virá a seguir?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Enquanto isso, no Sri Lanka

Alguém lembra dos Tigres do Tamil, grupo terrorista nacionalista-hindu-marxista que teve a dúbia honra de ter inventado o homem-bomba, e que há 25 anos realiza uma campanha sem trégua contra o governo budista do Sri Lanka?

Pois bem, sob o silêncio quase universal da mídia, o grupo terrorista, junto com uma pá de civis, está sendo militarmente derrotado pelas forças do Sri Lanka. O líder do grupo acaba de ser morto. A maioria dos outros militantes se suicidaram ou renderam.

O Richard Fernandez do Belmont Club escreveu uma série de artigos bem interessantes sobre o tema. Três questões especialmente chamam a atenção:

a) O silêncio dos "pró-palestinos". Afinal, morreram milhares de tamis na operação, e o sonho dos tamis de terem um estado independente foi definitivamente frustrado. Os paralelos com a questão palestrina são vários. Cadê o Idelber?!? Por que só Israel é condenado, porque só lá se fala eternamente em "processo de paz"?

b) A idéia de que "as guerrilhas e o terrorismo não podem ser derrotados por forças convencionais" está definitivamente sepultada. Podem, sim. Basta querer.

c) O apoio da China. O Sri Lanka só pode concluir a campanha por ter apoio maciço militar e econômico dos chineses, interessados em expandir sua influência na África, Ásia e Oriente Médio. É a China avançando e os EUA recuando. Ou, como disse alguém, os chineses jogam xadrez, os americanos jogam damas. Se eu fosse Israel, olharia mais para a China e menos para os vacilantes EUA de Obama. Amigos, amigos, negócios à parte.

sábado, 2 de maio de 2009

Bolsa-terrorismo

Lá como cá, e vice-versa. Acho que o Lula deveria processar o Obama por imitação. O neguinho-maravilha tá que tá. A última é que liberou terroristas muçulmanos treinados pela Al-Qaeda em solo americano, e não só isso, como está lhes dando um auxílio, tudo na conta do contribuinte americano. Leiam e pasmem (partes mais delirantes em negrito):

The Obama administration is preparing to admit into the United States as many as seven Chinese Muslims who have been imprisoned at Guantanamo Bay in the first release of any of the detainees into this country, according to current and former U.S. officials.

Their release is seen as a crucial step to plans, announced by President Obama during his first week in office, to close the prison and relocate the detainees. Administration officials also believe that settling some of them in American communities will set an example, helping to persuade other nations to accept Guantanamo detainees too...

Officials have not said where in the United States they might live. But many Uighur immigrants from China live in Washington's Virginia suburbs, and advocates have urged that the detainees be resettled near people who speak their language and are familiar with their customs.

Deu pra entender? Os obamistas não só querem que o contribuinte americano sustente esses parasitas, como que sejam transferidos para a própria capital do país, em conforto ao lado das pessoas que falam sua língua. Mas o pior mesmo é a desculpa furada: dessa forma, a América estaria "dando o exemplo" e convencendo outros países a aceitarem terroristas também... (Pelamordedeus, será que alguém seria assim tão otário? Bem, talvez o Lula hospede alguns).

Obama, como Lula, tem 79% de aprovação... entre os Democratas. Entre os Republicanos e Independentes é de apenas 28%. A administração mais dividida da História do País.

Obama, como todo progressista, como Lula que recebe o Amadinehjad, é um cretino que dá mais valor à vida de terroristas internacionais do que à de civis (brancos de olhos azuis?) do próprio país. Apoiado pelos moderninhos, que se acreditam invulneráveis e compassivos - ao menos até o próximo atentado.

Não se pode negar, ao menos, o esforço: Obama está fazendo de tudo para transformar os EUA no Brasil.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Continente de masoquistas

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori foi condenado a 25 anos de prisão. Fujimori, sejam quais tiverem sido seus erros e acertos - não era de modo algum perfeito - cometeu, no entanto, o grave pecado de ter erradicado o Sendero Luminoso, grupo terrorista marxista que causava terror no Peru, matando centenas de civis inocentes. O líder Guzmán apodrece na cadeia e o grupo, considerado então "invencível", foi praticamente eliminado. A esquerda jamais perdoou Fujimori. Esta é sua vingança.

Não sei em detalhe quais são as acusações, e o que há de verdade e de mentira nelas: o que é certo é que há uma perseguição política por parte de seus inimigos. O atual presidente, Alan Garcia, sob cujo governo Fujimori está sendo julgado, é presidente honorário da Internacional Socialista.

Duvido que qualquer ditador de esquerda venha algum dia tratado de modo parecido.

Recomendo a Uribe que, apenas termine seu mandato, dirija-se em exílio aos Estados Unidos (se é que os EUA de Obama são ainda o mesmo país). A esquerda não lhe perdoará jamais pelas humilhações que impôs às FARC, e certamente tentará condená-lo à prisão por algum abuso de "direitos humanos".

A América Latina é um continente desgraçado. A verdade é que gostamos de terroristas. Gostamos de guerrilha. Gostamos de violência. Gostamos de caudilhos. Gostamos de corrupção. Gostamos de demagogia barata. Gostamos de fuzilamentos, seqüestros e tortura. Gostamos de MST, FARC e PCC. Gostamos de zapatistas, petralhas e bolivarianos.

Somos, em resumo, masoquistas.

Qualquer um que tente, por bem ou por mal, de mudar essa situação, será duramente castigado.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pensando o impensável

Enquanto Obama falava sobre o desarmamento nuclear total, a Coréia do Norte, às suas costas, lançava um foguete - teoricamente com a intenção de enviar um satélite ao espaço, mas na prática testando o lançamento de mísseis nucleares intercontinentais, afinal o processo é basicamente o mesmo. Não se sabe exatamente a margem de sucesso do empreendimento: alguns garantem que o satélite jamais chegou à órbita, mas o regime coreano declarou o lançamento um "êxito".

Mais do que desarmamento, o que vemos atualmente é a possibilidade de proliferação. A Coréia do Norte tem armas nucleares. A China tem armas nucleares. O Paquistão tem armas nucleares. O Irã, se não for impedido, poderá ter a bomba em poucos anos ou meses, já que o projeto nuclear segue em pleno andamento. A Arábia Saudita, ameaçada pelo Irã, também tem planos de entrar para o clube nuclear. O Japão, ameaçado pela Coréia do Norte e China, pensa em se nuclearizar também, apesar da constituição pacifista. Bem-vindos ao mundo "multipolar", onde qualquer país terá armas nucleares para se proteger do outro.

A estratégia de Obama a respeito? Desarmar os EUA para "dar o exemplo":
It is a strategy based on the idea that if the United States shows it is willing to greatly shrink the size of its atomic arsenal, ban nuclear testing and cut off the worldwide production of bomb material, reluctant allies and partners around the world will be more likely to rewrite nuclear treaties and enforce sanctions against North Korea and Iran.
É uma estratégia arriscada, para dizer o mínimo.

É demasiado terrível sequer contemplar a idéia da guerra (ou atentado) nuclear. Pense ainda que as bombas atuais são centenas de vezes mais poderosas do que as de Hiroshima e Nagasaki. Mas o fato é o seguinte: as armas nucleares existem, estão sendo buscadas por países ditatoriais e organizações terroristas, e é possível que uma bomba nuclear exploda em alguma cidade do mundo nos próximos dez anos. Em Tel Aviv? Em New York? Em Rihad? Em Teerã? Em Mumbai? Em Moscou? Em Tóquio? Em Beijing?

Temos a tendência a preferir não pensar em certas coisas. E, no entanto, fechar os olhos não afasta o perigo.

Aqui, um texto interessante conjeturando o que aconteceria se terroristas ou países islâmicos conseguissem detonar um artefato nuclear nos EUA.

No Doomsday Clock, faltam 5 minutos para a meia-noite, o ponto mais baixo em mais de quinze anos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quem não se comunica se trumbica

Alguns dizem que se deve negociar e dialogar com os terroristas islâmicos. Tá certo. É conversando que a gente se entende. Aí você pega e lê apenas a primeira frase de uma notícia qualquer sobre o Oriente Médio, digamos, o Iraque:

A woman suspected of recruiting more than 80 female suicide bombers has confessed to organising their rapes so she could later convince them that martyrdom was the only way to escape the shame.

Então você se dá conta que seria mais fácil e produtivo tentar dialogar com os macacos do zoológico.

Chacrete da Al-Qaeda.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Intervalo comercial

Amigos, este blog e seu autor andam meio curtos de grana. Com exceção de uma alma caridosa, ninguém está pagando o dízimo, e o governo federal gastou toda sua verba de propaganda com a Carta Capital, portanto decidi apelar para anúncios pagos. O anúncio seguinte é um lançamento exclusivo da rede de roupas militares do Hamas (Bebê não incluído).


(Cortesia: The People's Cube)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os rojões da paz

O acadêmico Idelber chama os foguetes Qassam dos palestinos de "meros rojões". Sei que prometi não citar mais a figura, mas ainda estou incrédulo. Rojões! Será que o Hamas só queria convidar os israelenses para uma festa junina? Por outro lado, rojões podem ser bem perigosos. Vejam esta foto exclusiva aqui, de um terrorista do Hamas em uma operação ultra-secreta:

"Morram, malditos judeus! Alá aqueb... AAAh!"