segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pensando o impensável

Enquanto Obama falava sobre o desarmamento nuclear total, a Coréia do Norte, às suas costas, lançava um foguete - teoricamente com a intenção de enviar um satélite ao espaço, mas na prática testando o lançamento de mísseis nucleares intercontinentais, afinal o processo é basicamente o mesmo. Não se sabe exatamente a margem de sucesso do empreendimento: alguns garantem que o satélite jamais chegou à órbita, mas o regime coreano declarou o lançamento um "êxito".

Mais do que desarmamento, o que vemos atualmente é a possibilidade de proliferação. A Coréia do Norte tem armas nucleares. A China tem armas nucleares. O Paquistão tem armas nucleares. O Irã, se não for impedido, poderá ter a bomba em poucos anos ou meses, já que o projeto nuclear segue em pleno andamento. A Arábia Saudita, ameaçada pelo Irã, também tem planos de entrar para o clube nuclear. O Japão, ameaçado pela Coréia do Norte e China, pensa em se nuclearizar também, apesar da constituição pacifista. Bem-vindos ao mundo "multipolar", onde qualquer país terá armas nucleares para se proteger do outro.

A estratégia de Obama a respeito? Desarmar os EUA para "dar o exemplo":
It is a strategy based on the idea that if the United States shows it is willing to greatly shrink the size of its atomic arsenal, ban nuclear testing and cut off the worldwide production of bomb material, reluctant allies and partners around the world will be more likely to rewrite nuclear treaties and enforce sanctions against North Korea and Iran.
É uma estratégia arriscada, para dizer o mínimo.

É demasiado terrível sequer contemplar a idéia da guerra (ou atentado) nuclear. Pense ainda que as bombas atuais são centenas de vezes mais poderosas do que as de Hiroshima e Nagasaki. Mas o fato é o seguinte: as armas nucleares existem, estão sendo buscadas por países ditatoriais e organizações terroristas, e é possível que uma bomba nuclear exploda em alguma cidade do mundo nos próximos dez anos. Em Tel Aviv? Em New York? Em Rihad? Em Teerã? Em Mumbai? Em Moscou? Em Tóquio? Em Beijing?

Temos a tendência a preferir não pensar em certas coisas. E, no entanto, fechar os olhos não afasta o perigo.

Aqui, um texto interessante conjeturando o que aconteceria se terroristas ou países islâmicos conseguissem detonar um artefato nuclear nos EUA.

No Doomsday Clock, faltam 5 minutos para a meia-noite, o ponto mais baixo em mais de quinze anos.

5 comentários:

Chesterton disse...

Pois é, obamistas, a coisa está preta....epa, não se pode mais falar a ssim (turva?).

Isso aqui é engraçado

http://aconservativeteacher.blogspot.com/2009/04/coon-hunting-bear-named-obama.html

Didi Iashin disse...

Ches,
é uma "afro-situação".

Mr X disse...

Bearack Obama, haha, muito bom.

A coisa tá ficando afro, efetivamente.

Edu disse...

Existe código de guerra, né? Por exemplo, sei que é proibido usar minas (daquelas que explodem, não daquelas que encontramos nas baladas), sei que é proibido usar agentes biológicos, sei que é proibido usar bombas de estilhaços ou coisas parecidas.

Quem vota essa porcaria de código de guerra?

Por que armas nucleares não são proibidas? Até parece que são, mas deveriam ser muito mais fáceis de identificar do que uma bactéria... É tão difícil assim fazer bactérias, em vez de armas nucleares? Se é pra romper com o código de guerra... pq não fazem com algo realmente ameaçador?

Marcus disse...

É paranóia, eu sei. Mas a idéia que o Obama é um mano mussulmano infiltrado com o objetivo de destruir os EUA faz mais sentido a cada dia.