terça-feira, 28 de abril de 2009

A incompetência universal do funcionário público

Se tem uma coisa que é universal é a preguiça e incompetência do funcionário público, o burocrata profissional.

No outro dia, por exemplo, tive que ligar para o Social Security Service, apenas em busca de uma informação. Depois de uma sessão interminável de gravações em que, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, coletaram todos os dados pessoais e faltou só perguntarem a cor das cuecas, atendeu uma mulher entendiada e burra que não conseguiu me dizer nada de útil. Não respondia às minhas perguntas: apenas repetia a mesma frase decorada do manual, como se fosse ela também uma gravação. Eventualmente tive que ir pessoalmente onde me esperariam mais algumas horas de tortura.

Em outros países também tive contato com funcionários públicos, e a incompetência ou mau humor, salvo raras exceções, é sempre a mesma.

Isso não é coisa nova, existe desde tempos imemoriais. Os autores que melhor entenderam a mente do funcionário público foram os russos, e estou falando dos russos pré-comunismo. Toda a obra de Dostoevsky e Gogol é um hino ao funcionalismo público.

Não que eu seja workaholic. De fato, sou preguiçaholic e, se pudesse, tampouco trabalharia. Mas o problema do burocrata não é apenas a falta de estímulo para o trabalho honesto, é o modo torto de pensar. O burocrata segue regulamentos, não o bom senso.

Por exemplo, ontem mesmo foi realizada uma sessão de fotos em NY com um Boeing voando a poucos metros dos prédios da cidade. O idiótico exercício, cujo objetivo era tirar novas fotos para o catálogo do Air Force One do Obama, foi feito sem que o público fosse avisado, por ordens superiores. O resultado, foi, naturalmente, o pânico.

E tem gente que acha que o Estado, que nada mais é do que um número gigantesco desses mesmos funcionários, pode resolver todos os nossos problemas, cuidar da nossa saúde e educação, quem sabe até da nossa alimentação.

9 comentários:

Anônimo disse...

Você, se pudesse, não trabalharia? Entao você é de esquerda!

Mr X disse...

O anonimala voltou... Identifique-se! Ou escolha um nick.

Diogo disse...

Hlkasdhfalk.

Essa do anônimo foi mortal.

Aliás, bando de frangotes esses americanos: basta ver um teco-teco voando sob suas cabeças que se borram todos.

Depois tem gente que chama os EUA de Terra dos Bravos.

Se bem que depois de verem tantos filme apocalípticos, já devem ter gravados em suas mentes o grito histérico "Run to the Hills!".

http://www.youtube.com/watch?v=u5Snehl2bAk

Anônimo disse...

SOBRE.

Diogo disse...

Opa, esse anônimo agora fui eu.

Lefebvre disse...

Quando eu era mais novo, via o Funcionalismo como a saída dos incapazes. Mas no caso Brasileiro, sei lá, parece ser a única profissão na qual vc nunca se preocupa com o que o maldito governo faz. Aqui, o motivo nem é a falta de preparo, porque os concursos são puxadíssimos. É não ter vontade de ajudar ninguém que trabalha de verdade.

Chesterton disse...

Esse quadrinho do Quino eu não conhecia, é demais da conta.

Gunnar disse...

Passar num concurso e se encostar num cargo público é um verdadeiro fetiche entre os brasileiros; é o que a maioria dos pais mais deseja para os filhos. É o sonho de todo empregado assalariado. Tive colegas de faculdade que eram verdadeiros "fazedores de concurso profissionais" .

E ninguém me entende quando digo que NÃO aspiro a um cargo público - aliás, que pretendo nem receber aposentadoria pela previdência federal.

Sinto-me constrangido só de pensar em ser mais um a engordar a estrutura já em fase de obesidade mórbida que é nosso governo.

Anônimo disse...

Conheço algumas pessoas que não merecem o cargo que tem, recebem aproximadamente 10 mil reais e ainda reclamam da vida!!!
Podiam pelo menos se valorizarem... recebem nosso dinheiro e ainda reclamam da vida!