segunda-feira, 20 de abril de 2009

Obama o narcisista

Além das características em comum entre Obama e Lula já indicadas por este e outros blogs, há ainda uma outra: Obama, como Lula, é um narcisista patológico.

Lula, todos sabemos, em pleno mensalão (alguém ainda lembra disso?) já declarou-se a pessoa com maior autoridade moral e ética do país. Já Obama não só prometeu baixar o nível do mar, como escreveu duas autobiografias antes de ser eleito presidente. Quantas escreverá depois?

Obama fala sempre na primeira pessoa. Para Obama, a grande medida histórica é ele mesmo. Não representa os EUA, pais no qual não nasceu e ao qual é ligado por eventos meramente circunstanciais. Recentemente, Obama assistiu impávido a um discurso do comunista e pedófilo Daniel Ortega criticando os Estados Unidos. Ao final, Obama não fez qualquer observação de defesa do seu (suposto) país, disse apenas o seguinte:

I’m grateful that President Ortega did not blame me for things that happened when I was three months old.

Ao receber de presente de Hugo Chávez o famigerado livro "As veias abertas da América Latina" e ser confrontado por repórteres, desculpou-se dizendo desconhecer o livro:

I thought it was one of Chavez’s books. I was going to give him one of mine.

Obama não tem qualquer sintoma de patriotismo. Para ele, os EUA são um país como outro qualquer, ou até pior. Mais de uma vez o próprio Obama criticou a política externa dos EUA - algo curioso em um presidente americano. De fato, ele não tem problema com as críticas aos Estados Unidos, apenas com críticas à sua própria pessoa. Aí sim, ele vira uma fera.

Obama não é o representante do povo americano, é o representante de si mesmo e, no máximo, de uma classe de yuppies liberais multiculturais que acham o máximo ter um presidente negro. Ao mesmo tempo, Obama teve em sua educação uma forte influência do marxismo e da teologia de libertação negra americana. É por isso que a política de Obama é errática, e nem sempre seguindo os dogmas mais clássicos do esquerdismo, ainda que trate de fazê-lo sempre que pode.

O que ocorre é que o esquerdismo é também uma forma de narcisismo. Perceba como todo esquerdista se considera bom, superior. Ele, afinal, está preocupado com os pobres, os negros, os palestinos, os esfomeados, os africanos, o mico-leão dourado. Não que a sua preocupação resolva qualquer coisa, é claro. De fato, muitas vezes, quando colocada em prática, esta preocupação toda apenas piora a situação. Mas o objetivo do esquerdista não é ajudar os pobres ou as minorias: é sentir-se bem consigo mesmo. Para o esquerdista, o importante não é o resultado, mas a intenção. Até porque, se a pobreza realmente acabasse, o que fariam da vida os esquerdistas? O pobre é o pão de cada dia do esquerdista.

O problema é que o narcisista, quando confrontado com a realidade, tende a reagir de modo irracional e, por vezes violento. Para evitar ser desmascarado como um mero zé mané, Obama fará o possível e o impossível.

A mídia americana, é claro, por ora apenas ajuda a fomentar os delírios megalômanos do atual presidente, com uma cobertura subserviente e a publicação de sua imagem em tudo que é lugar. Mas a mídia é volúvel. Cria estrelas, mas também as destrói. O primeiro presidente superstar também pode se tornar a sua maior vítima.

E talvez, como alertou recentemente um jornalista inglês, tudo terminará em lágrimas.

14 comentários:

Pangloss disse...

Mr X em seu melhor momento.

marcelo augusto disse...

Acusar a esquerda de ser a responsável pelos males sociais e coisas do gênero não é muito diferente do esquerdista que vive culpando as elites como as responsáveis por esses mesmos males. Na essência, ambas as atitudes se assemelham.

Tirar essa viseira anti-esquerdista e ter uma visão mais panorâmica do cenário político/ideológico é de suma importância, pois atribuir o papel de mal feitor a apenas um desses lados é mostrar ingenuidade política. Basta um naco de chance para que o outro lado cometa o mesmo. É apenas a esquerda que tem bandidos? É apenas ela que não costuma entregá-los ao julgamento da lei?

Falando em atitudes anti-esquerdistas, hoje pude ler algo impagável no blog do Reinaldo Azevedo: A confissão de um ex-esquerdista. É o Saulo que vira Paulo, literalmente:

Implico com esse livro [As Veias Abertas da América Latina] desde criança — vale dizer, desde a minha infância ideológica. Como diria o Apóstolo Paulo, quando eu era menino, pensava como menino, sentia como menino. Para quem entende as Escrituras, ele está dizendo que, antes de se converter, seu pensamento vivia, como direi?, uma espécie de fase da idiotia... Esquerdismo é uma manifestação infantil do pensamento assentada na idéia de culpa: alguém, ou “alguéns”, num dado momento da história (ou de modo permanente), teria desviado o homem do seu destino. E sua história teria passado, então, a girar em falso, em oposição à “verdade”. É uma estupidez que parte do princípio de que haveria um outro roteiro, mais certo e mais justo, previamente escrito.Perfeito! Volto àquela interessante hipótese que sustento de que um seguidor de uma dada ideologia possui uma tendência, digamos, latente de se refugiar no ideário diametralmente oposto a partir do momento em que seus antigos ideais não mais conseguem satisfazer as suas expectativas.

Um ex-esquerdista parece aquele marido traído e cheio de rancores da ex-amada: Não lhe basta o divórcio, ele quer denegri-la em todas as direções e sentidos. No lugar de começar uma nova vida ideológica, valorizando a democracia e os méritos individuais, prefere ficar nessa tola e repetitiva atitude de atribuir à sua ex as responsabilidades pelos problemas do mundo.

Não sei qual das duas figuras é a mais caricata: O esquerdista ou o ex-esquerdista.

Deixa eu ir antes que venham as reinaldettes furiosas me acusar de ser um esquerdo-petralho-lulo-petista.

marcelo augusto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
marcelo augusto disse...

Mr. X, apague, por gentileza, um dos comentários acima, pois enviei-os duplicados. Foi sem querer. Sorry.

Obrigado!

Stefano disse...

Excelente post. Obama é mesmo repugnante.

Anônimo disse...

Post irretocável.

Chesterton disse...

Quem não leu e ficou impressionado na adolescência com o livro do Galeano. É um panfleto, propaganda. Quem nãot eve simpatias pela esquerda antes de amadurecer o cérebro? Só mentecaptos permanecem esquerdistas depois dos 20 e poucos anos.
)me lembro que me juntei a uma greve a favor de residentes quando era estudante...qual resultado? Eles ganharam aumento salarial, mas as vagas de residente para o próximo anos caíram pela metade)

confetti* disse...

ich, misericordia !!

entro nesse blog e parece que estou assistindo alguma peça de ionesco ou beckett ! quase nem ouso comentar... mêdo de ser envenenada ou mordida por alguma vibora na canela...ou de me converter à alguma seita maligna...


chose, ainda bem que vc reservou un petit boudoir pra mim, com canapés confortaveis, taças de vin rosé e muito boa poesia...assim posso continuar alienada e feliz, lendo derrida enquanto espero sua visita....))

Orlando Tambosi disse...

Boa análise, X.

Pax disse...

Deixa o homem trabalhar!

Pax disse...

Tá consertando as fezes deixadas pelo Baby Bush.

Chesterton disse...

Pax, você é impagável.

Mr X disse...

Trabalhar? Eu deixo ele trabalhar. Preferia que não fosse na presidência, no entanto.

Chesterton disse...

A questão é: quando é que ele vai começar a trabalhar e deixar de fazer campanha? Até agora só se viu perfumaria.
Grande artigo do Tobiriçá do Observatorio de Piratininga no site Midia Sem mascara.
Mr X, o link dele já está na sua página? Vale a leitura.