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segunda-feira, 7 de março de 2011

Escala de valores

Um kosovar muçulmano, em agradecimento aos soldados americanos que estupidamente deram a independência ao Kosovo (região da Sérvia), matou dois deles a tiros. Ninguém na mídia progressista deu bola. São só soldados.

Os coptas, enquanto isso, só se ferram no "novo" Egito. Apedrejados, fuzilados, incendiados, vilipendiados pela mesma turba que aparentemente queria "democracia" e "liberdade". Ninguém dá bola. São só cristãos.

Em Cuba, paraíso no qual estranhamente ninguém quer morar, um americano foi preso por instalar uma rede de Internet sem autorização do governo dos irmãos Castro. Considerado subversivo, pode pegar até vinte anos de prisão. Ninguém dá bola. É só um americano.

Qual vida vale, para os esquerdistas? A vida dos artistas famosos de esquerda. A vida dos políticos de esquerda. A vida das minorias "oprimidas". A vida dos criminosos. A vida dos animais. O resto? Que se f.............................

Se a vítima faz parte de uma das categorias eleitas, como a dos prisioneiros travestis (bônus por pertencer a duas categorias de "oprimidos" distintas), ele recebe todas as regalias possíveis, em nome dos "direitos humanos". Já se ele não faz parte, os esquerdistas podem ser impiedosos.

Por exemplo, em uma notícia sobre os turistas americanos recentemente mortos por piratas, um dos primeiros comentários, naturalmente de um progreçista, informava que os piratas são apenas vítimas da Grande Indústria Pesqueira, que tirou-lhes o emprego de pescadores tradicionais, de forma que eles se viram "forçados" a cometer o crime de pirataria. Já as vítimas, ora, eram missionários que carregavam Bíblias em seu barco. Quem os mandou fazer proselitismo cristão?

Muitos se perguntam por que o nosso leitor AN odeia tanto o Olavo de Carvalho, ou por que os jornalistas de esquerda odeiam tanto a Sarah Palin, quando estes pouco fizeram de concreto para merecer tanto ódio (além de existir).

Mas a resposta é mais simples do que parece. Entenda: o Progressista, embora em geral pertença à uma das categorias "opressoras" (branco, rico ou de classe média, profissional liberal), opõe-se a esta criando a figura diabólica do "Conservador", ou, como dizem alguns blogueiros, "A Direita Raivosa." O conservador é o vilão, é a causa segundo o Progressista para tudo o que está errado no mundo. Se é verdade o que diz René Girard, que o bode expiatório é o princípio fundador das sociedades humanas, então o Conservador é o bode expiatório do Progressista.

De pouco adianta informar aos esquerdinhas que Che Guevara mandou executar centenas de pessoas, afinal tais vítimas eram apenas "contra-revolucionários" malvados e mereciam morrer. Porém, nestes dias em que a vida de bichos muitas vezes é considerada mais valiosa do que a de cristãos, pode ser mais útil lembrar-lhes que, além das centenas de execuções, El Che também cometeu um crime contra uma forma de vida que se encontra no topo da escala de valores progreçista: mandou estrangular um cachorrinho que seguia os guerrilheiros, na inocente busca de carinho e afeição. 


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Obama o narcisista

Além das características em comum entre Obama e Lula já indicadas por este e outros blogs, há ainda uma outra: Obama, como Lula, é um narcisista patológico.

Lula, todos sabemos, em pleno mensalão (alguém ainda lembra disso?) já declarou-se a pessoa com maior autoridade moral e ética do país. Já Obama não só prometeu baixar o nível do mar, como escreveu duas autobiografias antes de ser eleito presidente. Quantas escreverá depois?

Obama fala sempre na primeira pessoa. Para Obama, a grande medida histórica é ele mesmo. Não representa os EUA, pais no qual não nasceu e ao qual é ligado por eventos meramente circunstanciais. Recentemente, Obama assistiu impávido a um discurso do comunista e pedófilo Daniel Ortega criticando os Estados Unidos. Ao final, Obama não fez qualquer observação de defesa do seu (suposto) país, disse apenas o seguinte:

I’m grateful that President Ortega did not blame me for things that happened when I was three months old.

Ao receber de presente de Hugo Chávez o famigerado livro "As veias abertas da América Latina" e ser confrontado por repórteres, desculpou-se dizendo desconhecer o livro:

I thought it was one of Chavez’s books. I was going to give him one of mine.

Obama não tem qualquer sintoma de patriotismo. Para ele, os EUA são um país como outro qualquer, ou até pior. Mais de uma vez o próprio Obama criticou a política externa dos EUA - algo curioso em um presidente americano. De fato, ele não tem problema com as críticas aos Estados Unidos, apenas com críticas à sua própria pessoa. Aí sim, ele vira uma fera.

Obama não é o representante do povo americano, é o representante de si mesmo e, no máximo, de uma classe de yuppies liberais multiculturais que acham o máximo ter um presidente negro. Ao mesmo tempo, Obama teve em sua educação uma forte influência do marxismo e da teologia de libertação negra americana. É por isso que a política de Obama é errática, e nem sempre seguindo os dogmas mais clássicos do esquerdismo, ainda que trate de fazê-lo sempre que pode.

O que ocorre é que o esquerdismo é também uma forma de narcisismo. Perceba como todo esquerdista se considera bom, superior. Ele, afinal, está preocupado com os pobres, os negros, os palestinos, os esfomeados, os africanos, o mico-leão dourado. Não que a sua preocupação resolva qualquer coisa, é claro. De fato, muitas vezes, quando colocada em prática, esta preocupação toda apenas piora a situação. Mas o objetivo do esquerdista não é ajudar os pobres ou as minorias: é sentir-se bem consigo mesmo. Para o esquerdista, o importante não é o resultado, mas a intenção. Até porque, se a pobreza realmente acabasse, o que fariam da vida os esquerdistas? O pobre é o pão de cada dia do esquerdista.

O problema é que o narcisista, quando confrontado com a realidade, tende a reagir de modo irracional e, por vezes violento. Para evitar ser desmascarado como um mero zé mané, Obama fará o possível e o impossível.

A mídia americana, é claro, por ora apenas ajuda a fomentar os delírios megalômanos do atual presidente, com uma cobertura subserviente e a publicação de sua imagem em tudo que é lugar. Mas a mídia é volúvel. Cria estrelas, mas também as destrói. O primeiro presidente superstar também pode se tornar a sua maior vítima.

E talvez, como alertou recentemente um jornalista inglês, tudo terminará em lágrimas.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Nota inútil

Freqüentar e publicar blogs é um vício.

Mas consome tempo. E às vezes desanima.

Às vezes perde-se tempo demais discutindo com idiotas. Ou com pessoas que não conseguem entender as coisas mais simples.

Uns acham que sou fanático de direita. Na verdade, não sou não.

Minha defesa dos EUA e de Israel, e contra fanáticos muçulmanos, Irã, palestinos, Chávez e FARC pouco tem a ver com ideologia.

É, na verdade, bem mais simples do que parece. De um lado, vejo terroristas fanáticos gritando "Morte ao Grande Satã", se explodindo em praça pública por causa de cartuns, jogando mísseis, vivendo em sociedades primitivas e misóginas. Ou então guerrilheiros seqüestrando civis e usando adolescentes como escravas sexuais. Ou populistas acabando com as instituições e roubando em nome da "justiça social".

Do outro lado vejo sociedades que funcionam ou tentam funcionar razoavelmente bem, produzem tecnologia de ponta, arte, ciência e não enchem o saco de todo o mundo querendo convertê-lo a tal ou tal religião ou forma de autoritarismo político, têm liberdade de expressão e seus habitantes raramente se explodem por ai.

A Europa finge fazer de meio-de-campo mas, na verdade, está também do mesmo lado. Notem as recentes eleições na Itália e na Inglaterra. França investindo no Iraque. Et cétera.

(E aos que argumentam que não existem só dois lados, que tudo é mais complexo, que nenhum país ou grupo é completamente bom ou mau e tal, que não existe conflito de civilizações, respondo: concordo. Mas o que vocês sugerem fazer a respeito do, digamos, terrorismo islâmico e das armas atômicas pro Irã?)

O mesmo critério se aplica aos apoiadores de um e outro lado.

Vejam aqui alguns ensaios de fotos do site cult Zombietime. Aqui fotos de um evento a favor de Israel em San Francisco, ao lado do qual manifestantes realizam um contra-protesto sugerindo que Israel deveria ser destruído ou substituído pela "Palestina".

Ou aqui, em Berkeley, um protesto enfrentando ativistas anti-americanos contra ativistas pró-EUA.

Olhem as fotos e digam, qual dos dois grupos parece gente mais normal e de bem com a vida?




quinta-feira, 22 de maio de 2008

A eterna fascinação do comunismo


Antes do discurso de "vitória" do Obama, houve o show de uma banda de rock chamada "The Decemberists", que costuma tocar o antigo hino da União Soviética no começo dos seus espetáculos.

Bandeiras de Cuba e pôsteres do Che Guevara foram fotografados algumas vezes em comitês do Obama.

Obama pode ou não ser um marxista enrustido (seu discurso é ambíguo) mas não se pode negar que grande parte de seus fãs o são em maior ou menor grau, e continuam tendo uma grande fascinação pelos velhos ícones do comunismo.

É curioso: os EUA venceram a Guerra Fria economica e militarmente, mas perderam a guerra cultural. Universidades, escolas, mídia por todo o país (por todo o mundo) repetem a ladainha esquerdista que, curiosamente, embora diga lutar pela igualdade e fraternidade, em algum momento sempre termina em trair sua simpatia por figuras toscas e pouco democráticas como Che Guevara, Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, Mao Tsé Tung, FARC, Stalin, Pol Pot.

Hoje, duas décadas após o fim da Guerra Fria e da acachapante queda do muro de Berlim, simpatizantes do comunismo podem estar prestes a tomar o poder nos Estados Unidos da América.

Por que um modelo que, sob qualquer prisma que possa ser analisado, deu completamente errado, ainda dá errado em qualquer país no qual seja novamente experimentado - porque tal modelo ainda aparece tanto no imaginário de tantas pessoas?

Acredito que a razão seja a mesma que impulsa as pessoas a caírem em contos do vigário. Assim como todo mundo gosta de imaginar que exista um jeito de enriquecer rápida e facilmente, também muita gente quer acreditar que exista algum sistema mágico que vá trazer igualdade social, paz entre os homens, e ainda salvar as baleias. O fato de que tal sistema depois se revele um embuste que só traz miséria é irrelevante: assim como o trouxa em busca de dinheiro fácil cai no mesmo conto de vigário uma e outra vez, imaginando que "desta vez é real", assim o simpatizante socialista acredita que a próxima tentativa de instituir um sistema de justiça social total vai ser aquela que vai dar certo.

É, no fundo, uma aspiração tão velha quanto o homem. O fato de que tiranos, loucos, ladrões e assassinos se aproveitem dela é uma mera decorrência de tal desejo natural.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Negociar ou não negociar?

Acho que existe uma grande confusão com essa história de "negociar" com o Irã, Hamas, Síria, etc. O fato é que o próprio ato de "negociar" parece estar sendo considerado por Obama, pela mídia e pelos especialistas de plantão como um ato moralmente correto e elogioso em si mesmo - independentemente daquilo que se negocie.

E o problema é que pessoas como os pacifistas mais radicais não fazem diferença entre "amigos" e "inimigos", ou entre "meu país" e o "país que me ameaça". O que lhes importa basicamente é que "não haja guerra". Mas se o Irã se dá melhor na negociação, ou os EUA se dá melhor, não parece lhes importar. E esse é o grande erro.

Há vários modos de negociar, depende qual é o meu objetivo. Se meu objetivo é apenas "não quero guerra", vou me dobrar as exigências do outro, e isso sem ter qualquer garantia que ele vá cumprir sua parte do tratado. Foi o que aconteceu com Hitler, com Saddam, com o Hamas, e com praticamente qualquer outro ditador com o qual se tentou dar aquilo que ele queria a troco de meras promessas de paz. Se a ameaça de força é recompensada, naturalmente que esta vai continuar. Seria insanidade esperar o contrário. Se Hitler conseguiu a Sudetenland com uma mera ameaça, porque não invadiria a Polônia?

Agora, se o meu objetivo é "não quero que o Irã tenha armas nucleares", aí ao menos já começamos de um outro patamar. Podemos dizer, sei lá, "você não desenvolve armas nucleares e nós compramos seu petróleo". Mas como garantir que o outro realmente não produza armas nucleares, não use a conversa como mera forma de ganhar tempo? Apenas com a ameaça de força. "Se os reatores não forem desmantelados agora, vamos lançar bomba". Tal ameaça, naturalmente, precisa ter credibilidade. As conversas da ONU e da UE com o Irã não deram em nada porque - o que a ONU pode fazer se o Irã não cumprir sua parte? Mandar uma carta ameaçadora? Enviar os cascos azuis para que estuprem algumas criancinhas iranianas?

Mas há ainda outro problema, que é: você precisa conferir que o outro cumpra a sua parte do tratado. Isso é particularmente difícil no caso do Irã e dos regimes ditatoriais em geral, onde não há acesso à informação completa sobre o que eles realmente estão fazendo. A Coréia do Norte, por exemplo, obteve sua bomba após um famoso acordo com o governo Clinton.

Finalmente, está o caso de que o outro lado não queria negociar, ou que seu projeto seja tão radical que não haja como obter um acordo. O Irã diz que quer destruir Israel. Isso talvez seja negociável para a Europa ou até mesmo para os EUA de Obama, mas definitivamente não o é para Israel.

Ou o Hamas, com o qual analistas europeus e obamistas americanos acham que podem "negociar". É claro, é fácil negociar quando você não é a vítima direta dos ataques. Mas leiam dois breves trechinhos da cartilha do Hamas:
Hamas has been looking forward to implement Allah’s promise whatever time it might take. The prophet, prayer and peace be upon him, said: The time will not come until Muslims will fight the Jews (and kill them); until the Jews hide behind rocks and trees, which will cry: O Muslim! there is a Jew hiding behind me, come on and kill him!

I swear by that who holds in His Hands the Soul of Muhammad! I indeed wish to go to war for the sake of Allah! I will assault and kill, assault and kill, assault and kill!

Às vezes é melhor bombardear primeiro e negociar depois.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Knut, o psicopata


Eu achava que os esquerdistas não compreendiam a natureza humana. Pois resulta que tampouco compreendem a natureza animal.

A BBC noticia que Knut, o ex-ursinho fofinho do zoológico de Berlim que hoje virou um ursão de 120 quilos, causou "choque e pavor" ao capturar dez peixes do laginho artificial e "matá-las selvagemente na frente dos visitantes". Alguns "especialistas" sugerem que Knut tenha matado as carpas "apenas para se divertir". Já o jornal Independent brada na manchete que (novamente segundo "experts"), "Knut é um psicopata".

Hã... Knut é um urso polar! Esse pessoal, evidentemente, só viu ursinhos de pelúcia anteriormente.

Curiosamente, as mesmas pessoas que hoje reclamam do comportamento "selvagem" do bicho, anteontem achavam que Knut devia ser deixado para morrer, afinal, ele havia sido rejeitado pela mãe, e deixá-lo morrer seria "deixar a Natureza seguir seu curso".

p.s. Interessante também, este parágrafo escondido no fim do artigo do Independent:

Sigmar Gabriel, Germany's Environment Minister, has adopted the bear, claiming him as a symbol of the world's endangered species. Yet evidence suggests that polar bears are not facing extinction, even if the ice caps are melting. Alaska. home to a fifth of the world's 25,000 polar bears, currently has its largest bear population in 40 years.


Atualização: Essa história de ursinho psicopata me fez lembrar deste vídeo aqui. (em italiano, mas acho que dá pra entender).