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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

As flores da primavera árabe têm cheiro de morte

Khadafi foi morto de forma selvagem e o Ocidente celebra. Mas celebra o quê, exatamente?

Este não é um blog que goste de ditadores árabes, mas o fato é que o que vem aí é pior. Esses rebeldes não são flor que se cheire, e muitos deles são terroristas conhecidos.

O fato é o seguinte, com a possível exceção de Israel, existem apenas dois tipos de líderes no Oriente Médio (e na África): ditadores seculares ou fanáticos religiosos. A "democracia" traz ao poder estes segundos, pois o que ningém parece perceber é o seguinte -- o problema não são os líderes: o povo é que é fanático. O povo é que é violento. O povo é que quer sha'ria e terror. 

Segundo um velho ditado, "cada povo tem o líder que merece". Começo a crer que seja verdade. Lula e Dilma são a cara do Brasil. Os fanáticos líderes árabes são a cara de seu povo. Os líderes esquerdistas multiculturais da maioria dos países do Ocidente também são a expressão do que há de mais comum hoje entre o povo de lá, que é também, a seu modo, fanático do progressismo.

Nunca entendi esta guerra na Líbia e, até agora, continuo sem entendê-la. Alguns dizem que é pelo petróleo, e eu bem que gostaria que fosse. Parece mais é haver um desígnio das elites globalistas para colocar fogo no Oriente Médio e criar centenas de novas teocracias islâmicas na região.

No Egito, quem sofre com a nova "democracia" são os cristãos coptas. Na Líbia, ironicamente, os que mais estão se ferrando são os negros africanos. Os próximos provavelmente serão os cristãos (tem só uns cem mil por lá).

Isso nos leva a um curioso paradoxo: a tal democracia, em muitos países pouco treinados, acaba virando mesmo ditadura da maioria, e por sua vez isso leva à limpeza étnica: a minoria, afinal, não tem voto nem vez, e pode ser mesmo eliminada. É o que acontece nos países muçulmanos com os não-islâmicos. É o que acontece na África do Sul com os brancos sul-africanos. É o que vai acontecer um dia aqui. 

Pode até estar havendo uma "primavera árabe". Mas suas flores cheiram muito mal!

sábado, 29 de janeiro de 2011

A esfinge do Egito

Não tenho tempo de blogar e portanto não vou poder elaborar sobre a situação de revolta que está ocorrendo no Egito, Tunísia, e que poderá ainda se expandir por outros países árabes. Para ser honesto, tampouco tenho muita informação a respeito, e nem sei se é o caso de celebrar ou se apavorar. A tendência é acreditar que todas as revoltas populares são boas, mas nem sempre esse é o caso. O povo, às vezes, faz merda.

Certo que os regimes de Mubarak e do seu equivalente tunisino não são flor que se cheire, e a derrocada de ditadores é sempre uma boa notícia. O problema é: e se o que vier depois for ainda pior? Hoje temos saudade do Xá Reza Palevi.  No Egito, se Mubarak cair, o que virá? Irmandade Muçulmana? Sharia e terror? Uma nova guerra?

Segundo alguns analistas, a causa de tanta revolta no Oriente Médio tem a ver mesmo é com os incêndios ocorridos na Rússia. Da seguinte forma: seca e incêndios acabaram com quase 30% da colheita anual de trigo na Rússia, que é o principal fornecedor de trigo aos países árabes. A Rússia passou a limitar severamente a exportação, e o preço do trigo triplicou, o que causou aumento geral do preço da comida nos países árabes, o que gerou por sua vez fome, descontentamento e finalmente revolta política. Uma espécie de "efeito borboleta" internacional.

Não tenho escrito muito sobre o Oriente Médio, que era originalmente quase que o foco principal deste blog. Francamente, cansei das eternas guerras tribais daquela região, e acho que se fala demais sobre o tema. Quem sabe se os articulistas, políticos e imbecis em geral parassem de se meter tanto no conflito Israel vs. árabes, este teria se resolvido há tempos. 

Se bem que, no momento, tanto árabes quanto judeus devem estar igualmente com um pé atrás e um dedo no gatilho, esperando para ver no que isso vai dar.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Israel vs. Hamas

Os recentes ataques de Israel parecem ter pego de surpresa o Hamas. Alguns se espantam com o número de mortos, ao redor de 200 (ainda por confirmar). No entanto, pouco antes dos ataques, o Hamas afirmava ter mais de quinze mil palestinos armados prontos para a guerra, bem como mísseis mais modernos e planos ambiciosos de seqüestrar soldados e civis israelenses. Assim, ao invés de esperar o ataque anunciado, Israel antecipou-se e atacou primeiro. É o que diz a interessante análise do Haaretz, jornal esquerdista israelense.

Claro, há outros fatores em jogo: eleições em Israel, Obama prestes a assumir, Irã à espreita, etc. Ou seja, a coisa está apenas começando.

Aqui outro artigo interessante do Debka sobre o tema, perguntando-se sobre a reação de Amadinehjad & seus Hizballah selvagens. E aqui um artigo mais crítico, afirmando que é mera jogada eleitoral do Kadima (que subiu nas pesquisas...)

Uma curiosidade: poucos dias antes, em pleno período natalino, o parlamento do Hamas havia legalizado a crucificação dos "inimigos do Islã"...

domingo, 7 de setembro de 2008

Quem é mesmo o opressor?

Frase de um jovem palestino irritado com o incompetente governo do Hamas:
"We want them to find an agreement with Israel so we can go and work in Israel," he says. "Everyone here wants to go to Israel to find a job. We want to live! We want to live!"
Infelizmente, o pedido do jovem provavelmente não será atendido. O ignorante fundador do Hamas, que tem uma hilariante teoria sobre a evolução das espécies, continua querendo a destruição de Israel. Apoiado por milhares de idiotas úteis, que pouco se importam com nosso anônimo amigo palestino que quer apenas viver.

(Tudo neste artigo aqui. Recomendo a leitura).

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sucesso

Semana passada:

"É vital que a democracia tenha sucesso em um país islâmico"
Sidi Ould Abdallahi, primeiro presidente democraticamente eleito da Mauritânia.

Hoje
:

"Golpe militar na Mauritânia derruba presidente. Sidi Abdallahi preso."

O mundo islâmico às vezes lembra uma peça do Samuel Becket... "Tente de novo. Fracasse de novo. Fracasse melhor."

terça-feira, 22 de julho de 2008

Os EUA venceram a guerra do Iraque?

Pareceria que sim:
1) A mídia praticamente calou-se sobre o tema.
2) Os aspirantes a jihadistas agora estão preferindo ir para o Afeganistão.
3) Abriu um Kentucky Fried Chicken em Fallujah, antigo reduto dos fundamentalistas sunitas.
4) Obama visitou o Iraque e disse que "tudo melhorou muito".

Construção e destruição


Enquanto Obama está chegando a Jerusalém na sua turnê mundial de exibição para a mídia, um outro palestino realizou um ataque na cidade com um veículo de construção. O fato ilustra, na verdade, as fraquezas do terrorismo: perdendo o efeito surpresa do primeiro ataque, desta vez o terrorista foi neutralizado poucos minutos depois, sem chegar a matar ninguém (causando algumas dezenas de feridos, no entanto).

Mais uma vez, tratava-se de um palestino que morava em Israel, com todos os direitos legais que isso comporta, o que deveria acabar de vez por todas com essa balela do "sofrimento" por causa da "ocupação".

Lamentavelmente, crescem as evidências que os "palestinos" - talvez justamente por toda a obsessão da mídia com eles - tornaram-se uma cultura doente, obcecada com a morte de civis judeus, sem perspectivas econômicas, sem cultura e sem futuro. A solução de "dois povos, dois Estados" não é mais válida, primeiro porque é bastante claro que os palestinos não querem tanto um estado como a destruição de outro, e segundo porque, mesmo que tivessem um estado independente, seria provavelmente mais um estado falido em permanente guerra, como tantos outros que existem pelo mundo muçulmano. Só há, creio, uma solução: Israel, ONU, EUA e países europeus deveriam parar imediatamente toda ajuda financeira ao povo "palestino", e os países árabes deveriam ser obrigados a se responsabilizar por eles, aceitando-os como cidadãos de seus países, de modo a que possam ter uma vida razoavelmente digna. Não se entende que "refugiados palestinos" devam viver acampados na Jordânia ou no Líbano, quando poderiam ter cidadania normal nesses países.

O fato ilustra ainda outra coisa: defensores do porte de arma (entre os quais me incluo) costumam dizer que "armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas". De fato, alguém que quer matar vai utilizar aquilo que tiver à mão. Já o porte de arma por cidadãos israelenses salvou hoje as vidas de vários civis.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Why the West is the Best


Os iranianos querem brincar de armas nucleares, e não sabem nem usar Photoshop...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Photoshop do Irã

O Irã fez um teste balístico no outro dia, com mísseis de longo alcance que poderiam atingir não apenas Israel como a Europa. O que é curioso, já que por um lado alega que a busca de energia nuclear é para "fins pacíficos", e pelo outro alega que Israel será destruído em breve.

O engraçado é que nas imagens divulgadas pelo Irã para a mídia, foi usado Photoshop para incrementar a ação. Ao menos um míssil a mais foi incluído no pacote. Talvez dois:


De fato, nos vídeos divulgados aparecem apenas três mísseis, sendo que somente um deles é acompanhado na sua trajetória pelos céus.

É tudo, naturalmente, parte da guerra psicológica entre EUA, Israel e Irã. No outro dia, por exemplo, Israel fez um exercício aéreo na Grécia com dezenas de aviões. A operação chamou-se "Gloriosa Sparta", em referência aos espartanos que resistiram ao ataque da antiga Pérsia...

Manobra de propaganda também, e sinal claro de que o ataque contra as instalações nucleares contra o Irã, se ocorrer, ocorrerá de outro modo.

Outra possibilidade é que a estratégia do Irã com todas as ameaças e testes militares que vem realizando é simplesmente a de gerar mais cortina de fumaça para continuar seu projeto nuclear, e causar tensão mundial para aumentar o preço do petróleo, o que beneficiaria sua problemática economia. Pena (para o Irã) que o mercado esteja se habituando: com o último teste, o preço do barril subiu apenas dois dólares, e depois voltou a cair.

(Tirado do LGF, especialistas em desmascarar imagens photoshopadas...)

Atualização: a foto real, aqui: a manipulação foi para encobrir um dos mísseis que falhou.

domingo, 29 de junho de 2008

Homicídios, armas e cultura

Leio em um curioso artigo que a taxa de homicídios em Israel é de 2.29 para cada 100.000 habitantes, colocando-a entre as mais baixas do mundo (há países com taxa ainda mais baixa, como a Itália, com 1.3, e a Irlanda com 0.97). Nos EUA a taxa é de 5.7. No violento Brasil, de 30 (e no Rio de Janeiro sobe a 45). Na Venezuela, hoje um dos países mais violentos do mundo, é de 49. Há países na África tão violentos que nem estatísticas tem.

Pauta para discussão:

Um, a idéia de que mais armas de fogo necessariamente impliquem em mais mortes. Em Israel grande parte da população anda armada, às vezes com armas de alto calibre. No entanto os números são baixos.

Dois, a idéia de que não haja relação entre cultura e violência. Na mesma matéria, lê-se que os árabes que moram em Israel são os que mais problema tem com o crime e a violência. Embora representem apenas 20% da população, sua participação no crime é de 42%.

Da mesma forma, nos EUA, lê-se que a taxa de homicídio entre os negros é 7 vezes superior à dos brancos (a maioria de suas vítimas são negras também, e em grande parte são mortes relacionadas ao tráfico).

Na Europa, os imigrantes estrangeiros são aqueles que atualmente mais engrossam as filas do crime.

Talvez não seja politicamente correto apontar isso, mas as diferenças existem. Agora, as causas, quais são?

As comunidades indicadas são também as que vivem em condições econômicas mais precárias nos respectivos países, de modo que alguma relação entre pobreza e crime deva haver - embora a Índia, país com alto nível de pobreza, tenha uma taxa de homicídios de apenas 3.7.

Será então que não há também fatores culturais incluídos?

Não tiro conclusões, limito-me a observar. Digam-me vocês.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A derrota da Al-Qaeda


Um atentado contra a embaixada da Dinamarca no Paquistão matou 5 pessoas e feriu 35. Não morreu nenhum oficial dinamarquês, apenas guardas e civis paquistaneses. Ninguém ainda assumiu a autoria, mas é quase certo que se trata da Al-Qaeda, em “vingança” contra os cartuns publicados na Dinamarca.

Como argumenta Wretchard, é um sinal de fraqueza, não de força. A Al-Qaeda, que em 2001 causava pavor em todo o mundo, hoje conseguiu matar 5 paquistaneses no Paquistão, seu reduto. Em um atentado contra um minúsculo país europeu. Por causa de cartuns.

O fato é, a Al-Qaeda foi derrotada no Afeganistão. A Al-Qaeda foi derrotada no Iraque. A Al-Qaeda não realizou mais nenhum grande atentado no Ocidente desde 2004, e seu líder, se vivo, está numa caverna remoendo-se de inveja do Hizballah. O grande artífice da derrota da Al-Qaeda foi o Bush. Isso, é claro, não está nos jornais. Aliás, os jornais dão a notícia do atentado assim:

Denmark has faced threats at its embassies following the reprinting in Danish newspapers of a caricature depicting the Prophet Muhammad. Muslims generally consider depicting the prophet to be sacrilegious and Islamic militants had warned of reprisals.

Não faltará, claro, quem culpe as ações dos militantes no “sacrilégio” realizado pelos dinamarqueses.

Enquanto isso, em mais uma demonstração de derrota, a "imagem sacrílega" é a primeira que aparece na busca por imagens do Google quando digita-se a palavra "Mohammed". Maomé pode até mover montanhas, mas nada pode contra a força da Internet.


domingo, 25 de maio de 2008

Finkelstein, Frankenstein

Norman Finkelstein, nascido judeu (embora hoje ateu) e crítico feroz de Israel, teve a entrada negada no país, foi deportado e teve o visto negado por 10 anos.

Está chocado.

Ora, o sujeito vive de criticar Israel, ganha dinheiro dos árabes, se encontra com Hamas e Hizballah, e acha que vai ser recebido em Israel com pompa e festa?

Acredito que muitos esquerdistas têm um sério problema de narcisismo patológico. Acreditam-se muito mais importantea do que realmente são.

Finkelstein escreveu vários livros criticando Israel e os judeus por "explorar o Holocausto" por motivos políticos. Mas foi ele próprio um dos que mais enriqueceu e obteve notoriedade justamente "explorando o Holocausto", em livros como "A indústria do Holocausto".

Sem dúvida, cada um tem direito a expressar a opinião que bem entender. Assim como cada país tem o direito de negar entrada a quem quiser.

Talvez Finkelstein, que segundo sua própria admissão estava a caminho dos "territórios ocupados", possa entrar em Gaza via Egito.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Negociar ou não negociar?

Acho que existe uma grande confusão com essa história de "negociar" com o Irã, Hamas, Síria, etc. O fato é que o próprio ato de "negociar" parece estar sendo considerado por Obama, pela mídia e pelos especialistas de plantão como um ato moralmente correto e elogioso em si mesmo - independentemente daquilo que se negocie.

E o problema é que pessoas como os pacifistas mais radicais não fazem diferença entre "amigos" e "inimigos", ou entre "meu país" e o "país que me ameaça". O que lhes importa basicamente é que "não haja guerra". Mas se o Irã se dá melhor na negociação, ou os EUA se dá melhor, não parece lhes importar. E esse é o grande erro.

Há vários modos de negociar, depende qual é o meu objetivo. Se meu objetivo é apenas "não quero guerra", vou me dobrar as exigências do outro, e isso sem ter qualquer garantia que ele vá cumprir sua parte do tratado. Foi o que aconteceu com Hitler, com Saddam, com o Hamas, e com praticamente qualquer outro ditador com o qual se tentou dar aquilo que ele queria a troco de meras promessas de paz. Se a ameaça de força é recompensada, naturalmente que esta vai continuar. Seria insanidade esperar o contrário. Se Hitler conseguiu a Sudetenland com uma mera ameaça, porque não invadiria a Polônia?

Agora, se o meu objetivo é "não quero que o Irã tenha armas nucleares", aí ao menos já começamos de um outro patamar. Podemos dizer, sei lá, "você não desenvolve armas nucleares e nós compramos seu petróleo". Mas como garantir que o outro realmente não produza armas nucleares, não use a conversa como mera forma de ganhar tempo? Apenas com a ameaça de força. "Se os reatores não forem desmantelados agora, vamos lançar bomba". Tal ameaça, naturalmente, precisa ter credibilidade. As conversas da ONU e da UE com o Irã não deram em nada porque - o que a ONU pode fazer se o Irã não cumprir sua parte? Mandar uma carta ameaçadora? Enviar os cascos azuis para que estuprem algumas criancinhas iranianas?

Mas há ainda outro problema, que é: você precisa conferir que o outro cumpra a sua parte do tratado. Isso é particularmente difícil no caso do Irã e dos regimes ditatoriais em geral, onde não há acesso à informação completa sobre o que eles realmente estão fazendo. A Coréia do Norte, por exemplo, obteve sua bomba após um famoso acordo com o governo Clinton.

Finalmente, está o caso de que o outro lado não queria negociar, ou que seu projeto seja tão radical que não haja como obter um acordo. O Irã diz que quer destruir Israel. Isso talvez seja negociável para a Europa ou até mesmo para os EUA de Obama, mas definitivamente não o é para Israel.

Ou o Hamas, com o qual analistas europeus e obamistas americanos acham que podem "negociar". É claro, é fácil negociar quando você não é a vítima direta dos ataques. Mas leiam dois breves trechinhos da cartilha do Hamas:
Hamas has been looking forward to implement Allah’s promise whatever time it might take. The prophet, prayer and peace be upon him, said: The time will not come until Muslims will fight the Jews (and kill them); until the Jews hide behind rocks and trees, which will cry: O Muslim! there is a Jew hiding behind me, come on and kill him!

I swear by that who holds in His Hands the Soul of Muhammad! I indeed wish to go to war for the sake of Allah! I will assault and kill, assault and kill, assault and kill!

Às vezes é melhor bombardear primeiro e negociar depois.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Nota sobre a nakba

Não sei se vocês repararam, mas tem um novo feriado na praça. Uma tal de "Nakba". Até há poucos anos ninguém falava dessa naba, digo, nakba. Aí este ano, em comemoração aos 60 anos de Israel, toda a mídia ocidental decidiu "celebrar" falando na tal "catástrofe palestina". O site da BBC fez um suplemento especial sobre o aniversário da independência de Israel, onde fala... dos palestinos.

Ora, o que ninguém diz que essa "catástrofe" foi uma catástrofe impingida nos árabes por si mesmos. Não foram eles que recusaram a partilha proposta pela ONU? Não foram eles que invadiram Israel com o intuito de destruir o país e matar sabe-se lá quantos zilhões de judeus? Não foram eles que perderam? Então tão reclamando do quê? Que não deixaram eles ganharem a guerra?

Mas parece que os palestinos gostam mesmo é de criar problemas para si mesmos. Aqui um ótimo cartum do Drybones (de 2006, mas continua atual) comenta a situação:


Duas observações mais. Alguns se perguntam porque o ódio particular da mídia européia (ou grande parte dela) por Israel. O magnata australiano Rupert Murdoch, que não tem papas na língua, diz que é anti-semitismo mesmo. Os europeus não gostavam dos judeus na Europa, agora não gostam deles no Oriente Médio. É uma simplificação, por certo; também devemos acrescentar que querem se livrar do sentimento de culpa pelo Holocausto, e que têm medo dos imigrantes muçulmanos, e portanto acham que ficando do lado dos árabes contra Israel isso lhes aliviará a situação.

A outra observação é que, como notou um arguto comentarista, a tal "nakba" se comemora de acordo com o calendário cristão ocidental, e não o muçulmano. Ou seja: é mera propaganda pra inglês (e francês) ver.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

As peças no tabuleiro

No Líbano, cinco pessoas morrem em um confrontro entre as forças do governo e o Hizb'allah, irritado com o corte de seu sistema clandestino de telecomunicações financiado pelo Irã.
O líder sunita da Al-Qaeda iraquiana é capturado em Bagdá. Sunitas e xiitas continuam brigando, mas agora não apenas no Iraque, como em vários países muçulmanos.
Navios americanos posicionam-se estrategicamente próximos ao Golfo Pérsico.
Israel permite comemorações de "nakba" em seu território e estas terminam em violência. A Jordânia, país árabe, as proíbe.
Presidente iraniano chama Israel de "cadáver putrefato" enquanto Olmert, envolvido em possível caso de corrupção, pode renunciar.

2008 é o ano de uma das mais radicais eleições americanas da História.
Até novembro muita coisa pode acontecer.

Não sei o que vai acontecer no Oriente Médio até lá, mas con certeza alguma coisa. Por lá, alguma coisa imprevista sempre acontece.

Alguém tem algum palpite? Alguém aí sabe jogar xadrez?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Feliz Aniversário, Israel


Feliz aniversário a Israel, que tenha muitos anos de vida!

(O país mais odiado pelos terroristas islâmicos, pelos acadêmicos marxistas, pelos neonazistas, pelos profissionais da vagabundagem e pelos esquerdistas radicais mundo afora, deve estar fazendo alguma coisa direito.)

P.S. Até Bob Dylan comemora, cantando "Hava Nagila" (הבה נגילה):

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Dia da memória


Ontem, além do Dia do Trabalho, foi o Dia da Memória do Holocausto.

Em comemoração:

- Socialistas italianos queimaram a bandeira de Israel e dos EUA na frente da Feira do Livro dedicada a Israel.

- O Hamas afirmou que o Holocausto foi realizado pelos próprios judeus para matar os deficientes físicos e ainda ganhar a simpatia do mundo (parece que o truque não adiantou muito).

- Paquistaneses marcharam pedindo a destruição de Israel.

Etc, etc, etc...

Hoje como ontem, o mundo persegue os judeus. E hoje, como ontem, acha plenamente justificada a perseguição.

(Ontem porque eram "banqueiros que dominavam o mundo e financiavam o comunismo", hoje porque "são nazi-sionistas que estão exterminando os pobres palestinos").

Talvez por isso, todo ano na ceia judaica de Pessach, é lida uma mensagem que diz:

"Pois não foi apenas uma vez que tentaram nos destruir, e sim, em cada geração levantam-se pessoas que querem nos destruir, porém Deus sempre nos salva delas!"


* * *

Atualização: Em artigo do Kirk Douglas, que redescobriu a religião judaica aos 70 anos (seu nome real é Issur Danielovitch), leio esta citação de Hitler, no Mein Kampf: "It is true we Germans are barbarians; that is an honored title to us. I free humanity from the shackles of the soul; from the degrading suffering caused by the false vision called conscience and ethics. The Jews have inflicted two wounds on mankind: circumcision on its body and conscience on its soul. They are Jewish inventions. The war for the domination of the world is waged only between these two camps alone, the Germans and the Jews. Everything else is but deception."

Ou seja, o próprio Hitler admite que é contra a ética, a consciência e a moral, e que tais são invenções do judaísmo, posteriormente assumidas pelo cristianismo.

Um filme

Ontem não tinha nada para fazer e decidi finalmente ver o "Munich" do Spielberg. Parafraseando aquela piada maldosa, o Spielberg quando não caga na entrada, caga na saída. Perdão pela expressão, mas, francamente - depois de ter estragado um conceito interessante do Kubrick em A.I. com um filme chorumela, ele ataca novamente: Munich até que tem cenas boas e poderia ser um ótimo thriller de espionagem se simplesmente se limitasse a fazer o seu trabalho. Mas aí Spielberg (ou o roteirista Tony Kushner) estraga tudo com um terço final chato, longo e irritante no qual explora a "ambiguidade moral" e o "sentimento de culpa" do personagem, tenta "mostrar os dois lados da questão", inclui uma cena de sexo gratuita intercalada com o massacre realizado pelos terroristas, não conclui o drama e deixa por isso mesmo.

Para piorar, o filme termina com um plano mostrando as torres gêmeas, dando a entender que o "ciclo de violência" continua. Eis o problema dos esquerdistas: não conseguem fazer um filme que não tenha alguma lição de moral "progressista" no final. O que o atentado às Torres Gêmeas realizado pelo grupo wahabista sunita Al-Qaeda tem a ver com a caçada israelense aos assassinos de seus atletas nacionais em Munique? Bem, talvez que os constantes atentados contra Israel e os atentados contra os EUA fazem parte da mesma jihad global contra os infiéis, mas não acho que era isso que Spielberg queria dizer.

Evidentemente, quase toda a história do filme foi absolutamente inventada; ninguém sabe como realmente ocorreram os assassinatos. Os agentes do Mossad certamente não ficavam chorando pelos terroristas que matavam, ou teriam se dedicado a outro trabalho mais gratificante. O informante mágico "Papà" e Louis são claramente delírios de Kushner, um judeu esquerdista e gay novaiorquino, mais conhecido como o autor de "Angels in America" (outro trabalho com moralizações esquerdistas de dar dó).


Alguna acharam que o filme faz "equivalência moral" entre os terroristas e os agentes do Mossad. É verdade, mas isso nem me incomodou tanto. Está até certo mostrar os tais "dois pontos de vista". O problema é que no fim das contas o filme de Spielberg parece não ter ponto de vista algum, fora a crítica ao "ciclo de violência", e termina como que no meio, sem concluir nada nem decidir nada.


O poeta Robert Frost disse certa vez que um liberal (na acepção americana do termo, ou seja, aqueles que hojem se auto-denominam "progressistas") - enfim, o poeta disse certa vez que um "progressista" é um sujeito tão mas tão imparcial que não consegue nem tomar o próprio lado numa briga.

No cinema, como na vida, o povo não gosta de um herói indeciso que fica se torturando. Já pensaram se o Capitão Nascimento a cada tortura ficasse pensando, "Xi, será que o tal do saco é moralmente ético ou não?"

O povo gosta é do herói dando porrada nos vilões.

O povo gosta é do agente bonzinho mandando bala no terrorista malvado.

O povo gosta de Charles Bronson.

O povo gosta de Clint Eastwood.

O povo gosta de Bruce Willis.

Se o filme não tivesse esse chato terço final, teria feito muito mais sucesso.

(Aqui uma crítica interessante ao filme, escrita por uma atleta israelense que conhecia os atletas assassinados e por pocuo não esteve nas Olimpíadas de 72 também).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Esposa de 8 anos quer se divorciar


E, continuando nossa volta ao mundo em 15 segundos, vamos ao Yemen, onde uma menina de 8 anos quer se divorciar do marido que a espanca e a força a ter relações sexuais. O marido tem 30 anos.

De acordo com a reportagem, 50% dos casamentos no Yemen são de homens adultos com crianças de 7, 8 ou 9 anos.

Ah é, tudo de acordo com o islã. Afinal, Maomé casou com uma menina de 6.

Mas quem somos nós para julgar?

sábado, 12 de abril de 2008

Bomba no Irã

Hoje ocorreu um atentado em uma mesquita que matou 8 pessoas e feriu mais de 60. Até aí nada de mais, hoje em dia "atentado" e "mesquita" sintomaticamente aparecem na mesma frase em 99% dos casos.

Só que o atentado não foi no Iraque nem no Paquistão nem no Afeganistão. Foi no Irã dos mulás.

Ainda não se sabe o autor. Poderia ser o MEK, um grupo marxista iraniano. Ou então a descontente minoria árabe (o Irã é persa). Ou até algum grupo dissidente do regime. Em 2007 já houve um outro atentado contra os "Guardas Revolucionários".

Em resumo: a instabilidade está pegando no Irã. Isso pode ser uma boa notícia para o Ocidente. Ou não.

(p.s. Segundo a BBC, a notícia foi publicada pela agência "semi-oficial" Fars. O que diabos é "semi-oficial"? É tipo "semi-grávida"?)