quinta-feira, 5 de abril de 2012
Ron Paul
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Em quem você vai votar?
No entanto, é engraçado ver como a mídia internacional observa esse evento, eis por exemplo a hilária reportagem do jornal esquerdista londrino The Independent, chamando Dilma de heroína guerrilheira e futura "mulher mais poderosa do mundo".
Também achei engraçada a foto que a Wikipedia escolheu para ilustrar os candidatos (abaixo), será proposital?
Tenho curiosidade, de qualquer modo, em saber como os leitores irão votar. Pessoalmente, terei que justificar no meu retorno (o voto obrigatório é outro desses paradoxos da democracia tupiniquim). Creio que poderia votar através do consulado mas não realizei a papelada a tempo, e nem acho que valeria a pena. Mas, se votasse, acho que votaria no Serra, apenas para uma mudança, nem que seja cosmética. E vocês?
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Reconquista
Para dar uma idéia da loucura: o terrorista nigeriano que tentou explodir o avião no Natal passou todos os controles, mesmo a) estando em uma lista de terroristas, b) tendo sido denunciado como radical islâmico pelo próprio pai e c) tendo realizado ações suspeitas como comprar um bilhete só de ida, sem bagagem, pagando à vista - enquanto isso, um cidadão britânico foi preso, perdeu o emprego e está impedido permanentemente de utilizar o aeroporto de Robin Hood, simplesmente por ter feito um comentário jocoso no twitter sobre explosões. Eis o estado do Ocidente.
Bem, mas a grande notícia hoje aqui nos EUA é a vitória do Republicano Scott Brown para o cargo de Senador pelo Massachussets, em substituição a Teddy Kennedy, morto recentemente.
A vitória é importante por vários motivos:
a) o simbolismo de ocupar o cargo de Ted Kennedy, há décadas no poder;
b) Massachussets é (era) um estado largamente Democrata;
c) É uma clara derrota de Obama, que fez campanha para a candidata Democrata (Martha Coakley, uma espécie de Dilma americana);
d) Provavelmente sela o fim do "Obama Care", já que não terá votos;
d) Mostra o descontantamento da população com as políticas socializantes;
e) É um candidato associado ao movimento dos "tea parties", movimento popular de protesto considerado "racista" e "malvado" pelos Democratas.
Não é ainda o início da Reconquista do Ocidente, mas é ao menos uma notícia positiva no front.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O Irã e a Internet
Que houve fraude ou algum outro tipo de manipulação é bastante claro. A grande dúvida é por que os mulás determinaram - ao custo de conflito interno e repercussão negativa externa - a vitória do polêmico Ahmadinejad, quando um falso moderado como Mousavi poderia tornar mais fácil o falso diálogo com Washington e a aquisição de armas nucleares e, por extensão, a permanência eterna do regime? Alguns acreditam que se trate de uma disputa interna entre dois grupos de mulás, ou entre os mulás tradicionais e os "neo-mulás", isto e, entre as lideranças religiosas tradicionais e a Guarda Revolucionária. Spengler tem outra teoria, que relaciona os eventos em Teerã com os eventos em Islamabad e no grande contexto de sunitas versus xiitas no mundo islâmico.
Idiolber, enquanto isso, fala sobre... música popular. O único momento em que menciona o Irã é com um link, "A reeleição de Amahdinejad e a hipocrisia de Israel". Não li, mas o título basta. É impressionante! Esse pessoal não consegue criticar os fanáticos islâmicos e/ou Amahdinejad. Não só isso, como ainda aproveita o evento para criticar Bush, Israel, o "capitalismo", etc. E depois ainda têm coragem de criticar a ditadura brasileira e exigir bolsa...
As declarações de Lula de que "É uma votação muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude”, então, são de doer. Poucas vezes um presidente de qualquer país do mundo disse tanta besteira junta. Obama chegou perto: mas, depois de celebrar o "robusto debate" das eleições iranianas, preferiu ficar calado. Por ora, não saiu uma única crítica do seu governo à violenta repressão dos mulás.
Surpreende - ou não - a grande participação das mulheres nos protestos.
Do meu modesto ponto de vista, de certa forma, quanto pior melhor. Mesmo que os protestos terminem nos próximos dias, a disputa interna enfraquece o regime dos aiatolás e apressa o seu fim.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Proposition 8: gays contra negros e latinos

Como explicar que, enquanto a população da Califórnia votou em sua maioria no candidato mais liberal, também tenha aprovado uma medida claramente conservadora?
Mas o mais curioso nem é isso, mas sim o seguinte: quem mais votou a favor da proposta anti-gay foram os latinos (51%) e os negros (70%!). Já os brancos votaram em sua maioria a favor dos gays...
Os esquerdistas costumam achar que as minorias são sempre suas aliadas, e que todas tem sempre o mesmo interesse; mas terão uma bela surpresa ao descobrir que nem sempre é o caso. São aliadas enquanto ganham benefícios. Depois, é cada um por si.
Aliás, acabei de assistir uma passeata dos gays e lésbicas: de fato, todos branquinhos/as. Tenho a impressão que, uma vez atingido o objetivo inicial de destruir a maioria (ainda é?) branca-ocidental-hetero-cristã, vai ser um arranca-rabo entre as várias minorias que Deus nos acuda.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Respondenddo a um(a) leitor(a)
Mr,
como analista político você,quando muito, tornou-se sofrível. Basta ler suas pérolas de 30.08 sobre Sarah Palin,¨o brilhantismo da escolha de Mccain¨ e outras preciosidades do gênero.
Na época, o que me causou maior espanto foi o atrevimento adolescente de bancar a pitonisa de Delfos. Monumental leviandade e fajutice.
Confundiu seus desejos pessoais com o que realmente se passava na cena americana e mundial.
Alguns dos seus comentaristas advertiam que era muito cedo para lançar prognósticos e coisas do gênero.
Mas não só isso: se antes eras um equilibrado observador do que se passa no mundo e nas ideologias, lamentavelmente acabaste escorregando no facilitário das bobagens superficiais em vários e vários posts, a ponto de tornar impossível manter a simpatia e esperança de que inicialmente eras merecedor. E de que adianta ser muito bem informado, quando a pessoa carece de um mínimo de profundidade e honestidade intelectual.
Chesterton, a única diferença entre ti e um radical islâmico é que estás no lado de cá. Sintetizando: explodam-se ambos.
Sara Pálida
Pois continuo achando que a escolha de Sarah Palin foi boa; foi uma das poucas coisas que me causou um certo entusiasmo nesta eleição. Claro que eu não sou o eleitorado americano; mas estou certo que que McCain perdeu pelas suas próprias fraquezas, e não devido àquelas de sua vice. Sem Sarah Palin, provavelmente McCain teria perdido por muito mais.
No entanto, quem lê este blog sabe que jamais tive ilusões quanto ao que "realmente se passava na cena americana e mundial". Ora, vivemos o que só posso definir como uma espécie de regressão infantil, de pensamento mágico, ou ainda de "paulocoelhização" do mundo. Palavras vagas como "esperança" e "mudança" servem como bálsamo redentor. Obama é rei da neurolingüística. É o Lair Ribeiro americano. Yes you can.
Talvez seja apenas senilidade precoce de minha parte, mas não consigo sentir a menor euforia por Obama. Não acredito que ele "mude o mundo", e desconfio mesmo das mudanças que poderá trazer à América. Seu principal legado já passou: é o primeiro presidente negro a ser eleito nos EUA. (Aguardemos agora a primeira presidente mulher, o primeiro presidente travesti, o primeiro presidente hare-krishna, o primeiro presidente cego, e assim por diante.)
Obama pode até ser um bom presidente; ele se elegeu apenas na base do discurso, então tudo é possível. Na pior das hipóteses, ele é um radical idealista, um desses sujeitos invocados que querem acomodar a realidade aos seus delírios e terminam causando tragédias; na melhor das hipóteses, ele é - como Lula - apenas um oportunista narcisista, que muda de opinião conforme o vento que sopra, e portanto poderá desconsiderar sua história passada e adequar-se às formas do poder, realizando um governo razoável.
Quanto ao Chesterton, ele que responda; não me responsabilizo pelo que ele vier a dizer. ;-)
Abraços,
This is the end, beautiful friend
Assisti ao anúncio da vitória durante um evento cheio de brasileiros (lançamento de um filme brasileiro em um festival local). Todos, naturalmente, vibravam com a vitória de Obama. Achei quase cômica tanta emoção: o que mudava para eles, que retornariam para o Brasil em poucos dias? Aí li este post do Pedro Sette Câmara, n'O Indivíduo:
No meio das comemorações, e assistindo depois às cenas na TV, e imaginando também a emoção juvenil do colega Pedro Doria, não pude deixar de me divertir com o curioso espetáculo. Todo esse entusiasmo? Por um político que promete mudanças? Don't these people know any better?Por que alguém que mora e vive no Brasil pode depositar tanta, digamos, energia emocional num candidato, e ainda mais num candidato à presidência americana? Fico pensando em como isso pode afetar sua vida particular, e o número dessas pessoas parece bastante diminuto. Para nós que no máximo visitamos os EUA a única coisa que mudou foram as medidas de segurança nos aeroportos, e parece razoável dizer que após o 11 de setembro qualquer presidente as teria instituído.
Aliás, mesmo descendo ao mais imediato dos níveis, a diferença que a maior parte das pessoas sente em suas vidas privadas com a eleição de um prefeito é mínima. Pensando na prefeitura do Rio, onde morei quase sempre, só consegui lembrar de duas coisas: Cesar Maia encheu a cidade de placas, o que foi muito bom, e fez o tal do Rio Cidade, justamente enquanto eu não morava aqui, zerando seu placar positivo com o abominável obelisco de Ipanema. Nem as placas nem o obelisco foram promessas de campanha. Fora isso, as coisas continuaram idênticas. Consigo me lembrar de outras coisas feitas por políticos, mas elas não vieram do, com o perdão do jargão, âmbito municipal.
Isso é que me faz crer que, desde o ponto de vista do cidadão privado, a escolha de um candidato é semelhante à escolha de um time. Que diferença faz o Flamengo ganhar ou perder? Só uma diferença emocional. Você resolveu agregar algo à sua identidade e por isso quer que esse algo seja sempre vencedor sob algum aspecto – se não ganhar no placar, vai jogar melhor, ter mais títulos, sei lá. O impacto emocional que uma vitória ou derrota tem é infinitamente maior do que o impacto externo, e a mesma coisa vale para a vitória nas eleições. Cá no Rio, sei que a minha repulsa por Paes conseguia superar até a minha repulsa pelo ex-seqüestrador, mas, francamente, não consigo imaginar uma única diferença que um ou outro fosse fazer em minha vida concreta.
Não posso saber o que eles acreditam que mudará nas suas vidas com a eleição; de fato, não acredito que nem mesmo eles o saibam. De minha parte, acordei cedo, assisti ao sol nascer, tomei café, dirigi-me à Universidade, e tudo parecia exatamente igual ao dia anterior. Como se fosse o dia depois da conquista do Pentacampeonato pela Seleção Brasileira.
Não me entendam mal: é claro que não tenho grande entusiasmo pela candidatura Obama por não concordar com suas idéias, mas mesmo que McCain tivesse ganho, não acreditem que eu sairia tomando champanhe por aí. (Mesmo o futebol, confesso, me emociona muito pouco). Os progressistas - o nome já diz - acreditam num progresso social cada vez maior: primeiro os negros têm mais direitos, depois os gays, depois os transsexuais, depois não haverá pobreza, depois todos os povos inimigos se unirão em paz sob a égide da ONU, etc, etc, etc. Eu não; sou pessimista. Não acredito em progresso natural; acredito que os poucos direitos que temos são conquistados com muita luta e que precisam ser mantidos dia a dia, sob o ataque constante de inimigos e da própria complacência.
O que muda com a presidência Obama?
Ora, Obama não é a causa, Obama é o sintoma. Sintoma de uma outra coisa, um mal-estar geral civilizacional ocidental, de que já falei em outros momentos. Sua eleição não trará o paraíso sonhado de seus eleitores; mas, com um pouco de sorte, tampouco o inferno. E eu me dedicarei menos à política e mais aos poemas e bichos.
Vejo, no entanto, duas coisas positivas na sua eleição:
1) Os Democratas, se fizerem merda, serão os responsáveis. Certo que, sendo Democratas, tentarão responsabilizar o "legado de Bush" ou "a oposição", mas colará um pouco menos.
2) Obama é negro e venceu a eleição, e ninguém mais vai poder falar em "América racista". Aliás o próximo que vier me falar em "América racista" vai levar uma bolacha na cara.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Alea jacta est
Como será a presidência Obama? Difícil dizer. O mais provável é que não seja nem a catástrofe imaginada pelos republicanos nem a salvação da lavoura tão aguardada pelos obamistas: simplesmente uma presidência medíocre, cujos piores efeitos irão se sentir, não imediatamente, mas a longo prazo. Perda de empregos; queda do crescimento econômico; aumento da criminalidade; problemas energéticos; aumento da tensão política mundial; toda uma série de eventos que irão se acumulando causando uma sensação de mal-estar que, no entanto, devido à sua extensão no tempo, não parecerão ter causa clara. É até possível que, como sempre ocorre, os obamistas consigam colocar a culpa também disso nos "republicanos".
As idéias de Obama são equivocadas e nocivas; mas é muito difícil convencer um esquerdista disso, pois para eles as idéias da esquerda são sempre corretas e boas. Eles não vêem nada de errado na "redistribuição de renda" através de impostos cada vez mais altos; não vêem como negativa a intromissão do Estado em cada vez maiores aspectos da vida individual; acreditam que políticas de welfare sejam úteis para ajudar os pobres e melhorar a sociedade; pensam que para se ter paz no mundo basta "vontade política" e "dialogar com os inimigos"; acham que é preciso reduzir o orçamento militar.
Mas tais idéias são, de fato, em geral socialmente nocivas, e conduzem a uma série de problemas. É muito difícil explicar porque isso ocorre; baste dizer, por ora, que o mundo é imperfeito, e que enxergá-lo com os óculos cor-de-rosa da esquerda não muda realmente a sua cor.
Se o maior truque do Diabo é convencer todo mundo que ele não existe, o maior truque da esquerda é ter convencido todo mundo que seu objetivo é ajudar os pobres e oprimidos. Não: o que a esquerda quer é controle; "ajudar os pobres" é apenas uma ótima desculpa para isso.
Claro que o maior medo com a presidência Obama é que, como disse seu próprio vice Biden, ocorra uma crise política internacional e que o inexperiente e equivocado Obama reaja de modo "que não seja aparentemente correto" (Biden). Quem viver, verá.
Não tenho ilusões; acredito que o mundo é um lugar trágico e acho que idealistas equivocados como Obama e seus sicofantas só trazem miséria e desgraça.
"Todas as tentativas de criar o paraíso na terra acabam criando o inferno" (Karl Popper).
Seja quem for o eleito, este blog tirará uns dias de férias após a divulgação dos resultados.
sábado, 1 de novembro de 2008
A esperança não era a última a morrer?
Barack Obama e seus estrategistas estão estudando planos para baixar as expectativas de sua presidência assim que ele ganhar as próximas eleições, preocupados com a idéia que muitos de seus eufóricos votantes estejam criando esperanças irreais daquilo que pode ser efetivamente conseguido.Eh eh eh. Obama está assassinando a esperança. Bem que ele poderia mudar o slogan de "Change you can believe in" para "Calma aí pessoal, não é bem assim".
Aliás, fizeram um estudo no outro dia sobre a cobertura das eleições pela mídia americana. O resultado:
MSNBC
14% notícias negativas sobre Obama
74% notícias negativas sobre McCain
43% notícias positivas sobre Obama
10% notícias positivas sobre McCain
CNN
39% notícias negativas sobre Obama
61% notícias negativas sobre McCain
36% notícias positivas sobre Obama
13% notícias positivas sobre McCain
FOX NEWS
40% notícias negativas sobre Obama
40% notícias negativas sobre McCain
25% notícias positivas sobre Obama
22% notícias positivas sobre McCain.
A Fox News nem é tão republicana assim, as outras emissoras é que são Obamistas demais. O estudo, aqui.
Ah, e em outra pesquisa relacionada, 49% dos americanos acham que a mídia é pró- Obama. Ué!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Feliz Halloween

Curiosamente, quem mais parece espalhar o odio em seus comentarios sao os Democratas.
Uma das coisas curiosas da esquerda e' o duplipensar. Nas palavras de Orwell, manter dois pensamentos contraditorios ao mesmo tempo.
Tudo o que e' considerado errado ou odioso se vem da direita, pode ser celebrado pelos esquerdistas se vem da esquerda. Basta lhe dar um nome que signifique exatamente o oposto do que o ato representa.
Um exemplo: ha projetos de lei para controlar a midia sob o governo Obama que vao muito alem do que o governo Bush jamais sonhou. Tem alguem reclamando? Claro que nao, os unicos censurados serao os conservadores. O nome da Lei? "Fairness Act"...
A presidencia Obama tem tambem planos de acabar com o voto secreto dos trabalhadores para a filiacao em sindicatos. Hoje, isso e' realizado por voto secreto. Obama quer que seja votacao aberta, o que daria um imenso poder de pressao aos sindicatos e, e' claro, terminaria com a liberdade de escolha do trabalhador. O nome desse projeto? "Employee free choice act"...
Se eu nao soubesse que esquerdistas nao tem o menor senso de humor, acharia que estao de gozacao.
Feliz Halloween a todos.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Censura esquerdista
Já para eles - sejam petistas, obamistas, comunistas, socialistas etc. - significa "liberdade de poder expressar idéias que concordam com a visão de mundo esquerdista". Idéias que estão fora desse limitado círculo são tachadas de "racismo", "agressão", ou "insulto", quando não diretamente censuradas. Muitas vezes, como a maioria dos jornalistas é de esquerda, trata-se de autocensura mesmo.
Pensem por exemplo nos tais cartuns do Maomé.
Ou nas eleições atuais. Qualquer menção negativa do endeusado Obama, por exemplo, é censurada pela própria mídia; caso alguma denúncia consiga passar entre as brechas, é tratada como uma "agressão injustificada". Veja que nem ao menos se nega a veracidade ou não da informação: apenas se procura escondê-la ou censurá-la.
Mas em certos casos, trata-se de silenciar as vozes opositoras, como ocorreu com o cidadão Joe Wurzelbacher, que ousou questionar o candidato Democrata.
A campanha para eleger Obama é uma das maiores campanhas de desinformação e ocultamento de fatos jamais vista na História, deixando o caso do Foro de São Paulo e sua relação com Lula no chinelo.
E, no entanto, talvez a mídia comece a se dar conta aos poucos do que apoiou. Ontem, o candidato a vice Joe Biden perdeu o bom humor durante uma entrevista à emissora CBS3, da Filadélfia, já que a entrevistadora fez perguntas mais duras do que o usual. A emissora está sendo agora boicotada pelo Obama e proibida de cobrir sua campanha. Já é a segunda, sem contar as várias ameaças de processo já sugeridas pela campanha contra outros veículos que ousaram questionar o Grande Messias. De fato, a campanha Obama está tendo chiliques autoritários de dar inveja ao PT. Imaginem quando o Obama estiver no poder...
Talvez a mídia comece a perceber que, se são os que mais lutaram pelo candidato Obama, talvez venham a ser os que mais tem a perder com ele. Afinal, a esquerda é muito mais autoritária com a informação do que a direita, pode apostar. Sob os governos de direita, mesmo os mais autoritários, a liberdade de expressão sempre foi maior do que sob os governos de esquerda. Ou não haveria ainda hoje tantos comunistas ocidentais.
Muitos jornalistas e políticos brazucas hoje enchem a boca para falar do tempo em que "lutavam contra a censura", mas parecem esquecer que a censura que queriam (e alguns ainda querem) nos impor é muito pior. Em Cuba, por exemplo, há "liberdade de expressão" total. Estilo esquerdista, é claro.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Betty Boop para presidente
Um velho desenho animado de 1928 representa perfeitamente a eleição de 2008: Betty Boop (Sarah Palin?) contra "Mr. Nobody"(Obama?).
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Perigosa obsessão
Sei que tenho falado demais sobre o Obama e as eleições americanas ultimamente, e gostaria de mudar de assunto. Lamentavelmente, não consigo. Trata-se já de uma obsessão.
Se não aparecerem novos artigos por aqui nos próximos dias, podem apostar que estou internado numa clínica de rehab; com um pouco de sorte talvez me coloquem no mesmo quarto que a Lindsay Lohan.
Lamentavelmente, estou convencido que a presidência Obama será um desastre para os EUA e para o mundo. Pode ser que eu esteja errado, e Obama se revele uma grata surpresa. É possível: até o Colin Powell parece acreditar nisso. Mas, de acordo com minha inovadora teoria política, as possibilidades disso ocorrer são remotas.
De fato, tenho uma teoria política que pode ser resumida da seguinte forma: o resultado das ações de um dado político é inversamente proporcional às suas promessas (especialmente se tais promessas são mirabolantes).
O candidato promete "paz no Oriente Médio"? Pode apostar que vai ter guerra das bravas.
O candidato promete "diminuir impostos de 95% dos americanos"? Pode apostar que vai aumentar, ainda que sejam impostos indiretos repassados às mercadorias.
O candidato promete que "seus problemas econômicos acabaram"? Pode apostar que estes vão quintuplicar.
O que acontece é que Obama, em seus discursos, promete soluções miraculosas demais, sem dar qualquer indicação de como vai fazê-lo, e sem nem ter dado qualquer mostra de grandes habilidades passadas. A eleição de Obama é, em verdade, o eleitor americano apostando na loteria.
Tanto que, no seu último discurso, um candidato de cabelos brancos afirmou que "graças à inexperiência de Obama, haverá uma crise internacional". Não, não foi McCain quem disse isso, mas Joe Biden... Até o próprio vice está assustado com a inexperiência do rapaz.
Em um famoso discurso, Obama prometeu até "salvar o planeta" e "baixar o nível dos oceanos".
De acordo com minha teoria, portanto, Obama destruirá o planeta e causará um dilúvio universal.
Noé nos acuda.
Vou lá pra rehab, até daqui a duas semanas.
Obama ♥ Bill Ayers

Bill Ayers, a exemplo de tantos petistas, foi um terrorista americano dos anos 60 que hoje é professor universitário e "educador". Como são seus projetos educativos? Não sei detalhes, mas bastará informar que recentemente, Bill Ayers esteve na Venezuela, onde elogiou a proposta educacional chavista...
Pois Bill Ayers dividiu um escritório com Obama por três anos.
E Obama, quando ocupava a presidência do Chicago Annenberg Challenge, destinou mais de dois milhões de dólares aos projetos de Ayers, além de elogiar seus livros.
Importa, ou são águas passadas? Não sei, mas isso significa que:
1) Obama mentiu à nação americana.
2) Obama é socialista.
3) A mídia continua escondendo o jogo em favor de Obama.
De fato, graças à desinformação midiática, sabe-se mais sobre a vida do namorado da filha adolescente de Sarah Palin e do encanador Joe Wurzelbacher do que sobre as obscuras ligações do (provável) futuro presidente americano...
E aliás: a campanha de Obama gasta pelo menos quatro vezes mais do que a de McCain. De onde vem todo esse dinheiro? (Dica: uma parte são doações ilegais do exterior).
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Humor político
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Joe the plumber
Atualização: Obamistas furiosos já divulgaram na Internet o endereço pessoal de "Joe the Plumber" (na verdade, Sam Wurzelbacher), sua última declaração de imposto de renda, divulgaram que não tinha uma licença e ainda estão tentando investigar todos os possíveis "podres" do sujeito.
Seu crime? Ter sido abordado por Barack Obama e, ao cumprimentá-lo, fazer uma pergunta cuja resposta terminou indo parar nos debates eleitorais...
É impressionante.
Parece que detrás de todo esquerdista encontra-se um Pequeno Stalin, pronto a mandar para o gulag quem meramente ousar discordar.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Quem Obama vai trair?
Quem Obama vai trair?
O polêmico Jesse Jackson afirmou hoje que ficará feliz quando Obama for eleito, pois "os EUA deixarão de colocar Israel em primeiro lugar". O reverendo Wright, pastor de Obama por vinte anos, manifestou idéias anti-semitas parecidas. Mas Obama em vários debates e discursos dirigidos à comunidade judia jurou apoio incondicional a eles e eterna amizade a Israel.
Quem Obama vai trair?
Obama vai ser o presidente moderado dos debates, ou o presidente radical que seus amigos e parte dos eleitores esperam?
Se ele for moderado, como a maioria do povo americano espera, estará traindo seus amigos radicais. Porém, se for mais radical do que afirmou ser, terá mentido redondamente para o eleitorado.
Obama, evidentemente, quer ser eleito, e para isso precisa passar uma imagem de moderado nos debates, mesmo que pense uma coisa completamente diversa. A lógica indicaria que, uma vez no poder, a tendência seja a de tornar-se obrigatoriamente mais moderado, por mera força das instituições - um presidente, por mais que queira, não pode mudar tudo da noite para o dia, e os EUA felizmente não são a Venezuela. No entanto, estes não são tempos demasiado lógicos...
Quem é o verdadeiro Obama? Quem Obama vai trair?
sábado, 11 de outubro de 2008
Quem tem medo do criacionismo?

Sarah Palin, dizem, é criacionista. Não sei; sei que ela jamais disse - como alegam seus críticos - que o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas. Ao contrário, disse que não deveria ser parte do currículo e que na aula de ciência deveria ensinar-se ciência e não religião.
De qualquer modo, mesmo que ela seja criacionista, não vejo qualquer motivo para alarme. E daí? Há pessoas que acreditam em astrologia. Há pessoas que acreditam em cristais mágicos. Há pessoas que acreditam no marxismo. Há pessoas que acreditam na Justiça Social. Há pessoas que acreditam que o islamismo é uma religião da paz. Há pessoas que acreditam no Obama. Em meio a todos esses absurdos, acreditar que Deus criou o universo não me parece tão ridículo.
A intensidade dos ataques contra Sarah Palin são especialmente bizarros quando se considera que Barack Obama, que tem conexões misteriosas com gente muito esquisita (de terroristas islâmicos a marxistas radicais), praticamente não é investigado.
A última novidade é que Barack Obama deu dinheiro e trabalhou para ACORN, um grupo de ativistas sociais (perigo! perigo!) que tem a intenção de estimular o voto entre as classes baixas. Estimular o voto em quem? Em Obama, é claro. Mas, como os votantes reais são poucos, a mesma organização está por trás da fraude de votos em diversos estados, registrando votantes imaginários.
Já pensou quantos milhões de dólares esses caras não ganharão quando a Grande Esperança Negra chegar ao poder? Quantos milhões não irão para Ayers promover a educação radical nas escolas? Quantos milhões não irão para os terroristas palestinos?
Mas a grande preocupação das elites é Sarah Palin. As celebridades morrem de medo de Sarah Palin e sua terrível religiosidade.
A religião cristã é uma coisa tão terrível, de fato, que uma pesquisa do Gallup mostra que as pessoas religiosas costumam ajudar mais os necessitados do que qualquer materialista ateu.
Atualização: o vídeo abaixo é exclusivo para o leitor Pax.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Obama é de Vênus, Palin é de Marte
Mas vou falar aqui sobre o fenômeno Obama e algumas de suas possíveis explicações.
Afinal, há várias possíveis explicações para o fato de um presidente tão despreparado quanto Obama estar prestes a se tornar o líder do chamado mundo livre. A mais simples é que os EUA estão cansados de 8 anos de Bush, o sistema exige rotação de partidos, e, em crise econômica, os eleitores preferem votar pelo candidato que promete lhes dar mais benefícios estatais. Pode ser, mas não é a explicação mais interessante.
A mais interessante é que é resultado da feminização da sociedade, como argumentam este artigo aqui e também este aqui.
De fato, uma coisa curiosa é que, segundo pesquisas, Obama atrai mais as mulheres do que os homens. A vice de McCain, Sarah Palin, ao contrário, atrai mais os homens do que as mulheres. Contraditório?
Nem tanto. Obama é metrosexual; Obama é feminino. Tradicionalmente, o homem se ocupava da guerra e da caça, e a mulher da economia do lar. Obama não quer guerra, quer "dialogar" com os inimigos. E que coisa mais feminina do que querer sempre "dialogar" ou "discutir a relação"?
Já Palin caça, usa armas, sabe ser agressiva nos debates, anda de Harley Davidson e come hambúrgueres de alce. É mais tradicionalmente masculina do que a maioria dos seguidores de Obama. Natural que os homens a adorem e as mulheres a odeiem.
No seu artigo, Michael Knox compara o carisma "pós-masculino" de Obama com o de Oprah, e afirma que sua eleição terminará fatalmente em desilusão, pois "nos encoraja a querer a perfeição onde não podemos encontrá-la, no mundo da política, na adoração heróica de um xamã secular".
Talvez Obama tenha que ganhar estas eleições, para que certas ilusões sejam definitivamente enterradas. Ou, se não definitivamente, ao menos até a próxima geração.
domingo, 5 de outubro de 2008
A esquerda no poder
É que a revolução pela violência fracassou rotundamente, mas eis que nossos amigos marxistas descobriram que era muito mais fácil - e seguro - tomar o poder por via indireta, através da educação, da mídia e da própria democracia. Usar o sistema contra o sistema, como diriam em 1968.
Agora é o ano de 2008. Os bárbaros venceram e conquistaram toda a América Latina... (Toda? Não! Uma pequena aldeia ainda resiste ao invasor...)
A provável coroação de Obama nada mais é do que a culminação do mesmo processo. Também aqui nos EUA os marxistas realizaram a mesma passagem da violência à mídia, à educação e às urnas. Bill Ayers era um terrorista nos anos 60, radical socialista responsável por vários atentados. Hoje ele é, quem diria, um professor universitário, especializado em educação, e grande amigo e colaborador de Barack Obama...
Imagem tirada do The People's Cube, site de sátira política.E Ayers? Não coloca mais bombas, mas não se arrepende do passado, e ainda propaga as mesmas idéias marxistas radicais, travestidas sob palavras da moda como "justiça social" e "educação contra a opressão". (Sua amizade e colaboração com Obama, claro, é ignorada ou diminuída pela mídia.)



