Uma possível solução para as tristezas proporcionadas pelos delírios progressistas talvez se encontre nas suas contradições internas. Querendo conciliar demasiados interessses de uma vez, termina dando com a língua nos dentes.
Por exemplo, a União Européia agora quer promover uma lei feminista contra não apenas o assédio sexual, o estupro e a mutilação genital, mas que proíbe até o assobio "fiu-fiu" e às cantadas as mulheres.
Tá certo. Mas quem são os que mais assediam e estupram as mulheres européias, e tornam-se até agressivos quando rejeitados? Ora, os imigrantes, em especial os muçulmanos.
O feminismo bate de cara com o islamismo, não tem jeito. Mas a verdade é que os outros imigrantes e minorias tampouco gostam muito desse negócio de progressismo. Para eles, isso é coisa de viado!
No fundo, é isso. Se, como eu disse antes, "o progressismo é branco", então o anti-progressismo é imigrante. Os progressistas querem uma sociedade sem armas, mas os negros adoram suas armas, e se não têm pistola, caçam com faca. Os progressistas querem liberdade para os gays, mas os gays não apanham de cristãos, apanham de muçulmanos e outras minorias violentas. Os progressistas querem preservação do meio-ambiente, mas mexicanos ilegais além de aumentar o consumo e a poluição pela sua simples presença, estão em geral c***ndo e andando para os golfinhos e as florestas e jogam lixo em tudo que é lugar. Os progressistas querem aumentar os direitos dos animais, mas os muçulmanos odeiam cachorros, os mexicanos os fazem brigar entre si em apostas ilegais e os asiáticos os comem. Os progressistas querem feminismo, mas os islâmicos, latinos, chineses e indianos que eles estão importando às pencas para seus países pertencem a culturas totalmente machistas nas quais a mulher não vale nada.
Um dia, a corda arrebenta. Ou se preserva a ideologia progressista SWPL, e se impede a imigração de anti-progressistas, ou se continua com a imigração mas se esquece esse mundinho utópico de direitos das mulheres e dos gays (ou você acha que vai ter "casamento gay" numa França muçulmana?)
Portanto, como é impossível conciliar as duas tendências opostas, um dia uma das duas vai ganhar.
Pessoalmente, espero que vença a tendência anti-imigração. A cultura pode sempre mudar, mas mudar de povo é mais difícil...
P.S. Um breve vídeo ilustrando na prática o conflito entre feminismo e imigrantes islâmicos (filmado na Bélgica):
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Aliança bizarra
A aliança entre os muçulmanos e os esquerdistas é difícil de entender. Os muçulmanos cotidianamente atacam e apedrejam as mulheres, os negros, os judeus, os gays e agora até os emos. Os muçulmanos são religiosos fanáticos de deixar qualquer ateu de cabelo em pé. Os muçulmanos são intolerantes e detestam liberdade de expressão. Em resumo, são exatamente o contrário da mentalidade progressista, e no entanto a esquerda os protege e critica quem fala mal deles de "islamofóbicos". Bem, há pelo menos 14 jovens no Iraque que tinham boa razão para serem islamofóbicos, estão mortos agora. A única coisa em comum é que tanto esquerda quanto Islã querem destruir o Ocidente, só que o que querem construir no lugar é bastante diferente. Realmente, fica difícil de entender.
Mas acho que os progressistas têm essa idéia bizarra de que todos querem ser progressistas, só não descobriram ainda. Então tentam levar a democracia ao Iraque e ao Afeganistão, só que a "democracia" ao estilo muçulmano é isso, apedrejamento de infiéis. Acho que se uma coisa ficou provada nos últimos dez anos é que esse povo não se democratiza nem no Inferno. (Outro exemplo da mesma mentalidade: os progressistas querem porque querem levar o movimento gay à África, mesmo sabendo que a maioria dos países são contra. Bem, talvez seja um plano secreto de eugenia através do aumento ainda maior da Aids por lá... Afinal, os centros de aborto da Planned Parenthood não estão em sua maioria no gueto?)
Existem por isso alguns poucos conservadores que veem o Islã não como problema, mas como solução. Afinal, acabaria com o gayzismo, o esquerdismo, o feminismo. Lamentavelmente, se colocado em prática em sua forma mais radical, também acabaria com a música, as artes pictóricas, o casamento monogâmico, as outras religiões, etc. O fato é que, a despeito das glórias do passado, os países muçulmanos hoje são quase todos atrasados, e mesmo os países ricos como Arábia Saudita contam com uma infra-estrutura quase toda construída por estrangeiros (engenheiros ocidentais e pedreiros filipinos).
Eu não sei como resolver o problema do Islã. Se é possível reformar a religião, isso é lá com eles. O que acho apenas é que a imigração muçulmana para Europa e América deveria parar imediatamente. Se não podem ou não querem mudar, é melhor que fiquem se apedrejando em seus países mesmo...
A imigração muitas vezes causa problemas, mesmo quando tem efeitos positivos. A verdade é que certa xenofobia é algo até natural, é o mesmo instinto que nos faz recusar doce de estranhos. Pode ser que o estranho seja um bondoso Papai Noel, mas pode ser que não. Porém, há imigrações e imigrações. Não tem necessariamente a ver com nacionalidade, já que imigrantes sírios e libaneses ao Brasil tornaram-se cidadãos bem assimilados, e alguns até enriqueceram e contribuiram culturalmente ou produtivamente. Porém, eram cristãos. Seria o problema a religião islâmica?
Nos EUA, a massiva imigração mexicana tem causado, ao menos aparentemente, menos problemas do que a minoria barulhenta de muçulmanos na Europa. Mesmo os maiores críticos da imigração quase só tem dois argumentos contra os mexicanos -- a ilegalidade (mas isso tira da reta os imigrantes legais ou os filhos dos ilegais que já viraram "legais") e o fato de que são... meio medíocres. Isto é, formam uma camada de trabalhadores manuais e de serviço, mas são poucos os que viram cientistas nucleares ou prêmios nobéis como outros grupos de imigrantes. Porém, em grande parte se assimilam, mais ou menos, ao modo de vida americano, pelo menos em sua forma mais superficial e materialista.
Já na Europa, os muçulmanos insistem em se manter à margem. Talvez isso seja, na verdade, uma vantagem. Como água e azeite, é pouco provável que os dois povos se misturem. A assimilação, a longo prazo, talvez seja um problema maior do que a guetificação. Assimilação significa que o povo que tem maioria vence, e os muçulmanos na Europa estão tendo mais filhos do que os decadentes cristãos e ateus. Nesse ritmo, seriam os europeus os que se assimilariam ao Islã, assim como seriam os americanos a assimilar-se à cultura hispânica. Demografia é destino.
Porém, cada vez mais, a propaganda pró-islâmica e pró-imigração está sendo rejeitada pela população, que pode ver com seus próprios olhos o que acontece nos bairros de imigrantes. Vejam aqui por exemplo a diferença entre o artigo do jornal que pinta uma figura rósea do bairro muçulmano de Malmo, na Suécia, e os comentários dos leitores, bem mais negativos.
A esquerda, no entanto, continua apoiando os islâmicos e chamando-os de coitadinhos, e isso mesmo quando algum esquerdista ou feminista termina sendo vítima deles. Até quando?
Mas acho que os progressistas têm essa idéia bizarra de que todos querem ser progressistas, só não descobriram ainda. Então tentam levar a democracia ao Iraque e ao Afeganistão, só que a "democracia" ao estilo muçulmano é isso, apedrejamento de infiéis. Acho que se uma coisa ficou provada nos últimos dez anos é que esse povo não se democratiza nem no Inferno. (Outro exemplo da mesma mentalidade: os progressistas querem porque querem levar o movimento gay à África, mesmo sabendo que a maioria dos países são contra. Bem, talvez seja um plano secreto de eugenia através do aumento ainda maior da Aids por lá... Afinal, os centros de aborto da Planned Parenthood não estão em sua maioria no gueto?)
Existem por isso alguns poucos conservadores que veem o Islã não como problema, mas como solução. Afinal, acabaria com o gayzismo, o esquerdismo, o feminismo. Lamentavelmente, se colocado em prática em sua forma mais radical, também acabaria com a música, as artes pictóricas, o casamento monogâmico, as outras religiões, etc. O fato é que, a despeito das glórias do passado, os países muçulmanos hoje são quase todos atrasados, e mesmo os países ricos como Arábia Saudita contam com uma infra-estrutura quase toda construída por estrangeiros (engenheiros ocidentais e pedreiros filipinos).
Eu não sei como resolver o problema do Islã. Se é possível reformar a religião, isso é lá com eles. O que acho apenas é que a imigração muçulmana para Europa e América deveria parar imediatamente. Se não podem ou não querem mudar, é melhor que fiquem se apedrejando em seus países mesmo...
A imigração muitas vezes causa problemas, mesmo quando tem efeitos positivos. A verdade é que certa xenofobia é algo até natural, é o mesmo instinto que nos faz recusar doce de estranhos. Pode ser que o estranho seja um bondoso Papai Noel, mas pode ser que não. Porém, há imigrações e imigrações. Não tem necessariamente a ver com nacionalidade, já que imigrantes sírios e libaneses ao Brasil tornaram-se cidadãos bem assimilados, e alguns até enriqueceram e contribuiram culturalmente ou produtivamente. Porém, eram cristãos. Seria o problema a religião islâmica?
Nos EUA, a massiva imigração mexicana tem causado, ao menos aparentemente, menos problemas do que a minoria barulhenta de muçulmanos na Europa. Mesmo os maiores críticos da imigração quase só tem dois argumentos contra os mexicanos -- a ilegalidade (mas isso tira da reta os imigrantes legais ou os filhos dos ilegais que já viraram "legais") e o fato de que são... meio medíocres. Isto é, formam uma camada de trabalhadores manuais e de serviço, mas são poucos os que viram cientistas nucleares ou prêmios nobéis como outros grupos de imigrantes. Porém, em grande parte se assimilam, mais ou menos, ao modo de vida americano, pelo menos em sua forma mais superficial e materialista.
Já na Europa, os muçulmanos insistem em se manter à margem. Talvez isso seja, na verdade, uma vantagem. Como água e azeite, é pouco provável que os dois povos se misturem. A assimilação, a longo prazo, talvez seja um problema maior do que a guetificação. Assimilação significa que o povo que tem maioria vence, e os muçulmanos na Europa estão tendo mais filhos do que os decadentes cristãos e ateus. Nesse ritmo, seriam os europeus os que se assimilariam ao Islã, assim como seriam os americanos a assimilar-se à cultura hispânica. Demografia é destino.
Porém, cada vez mais, a propaganda pró-islâmica e pró-imigração está sendo rejeitada pela população, que pode ver com seus próprios olhos o que acontece nos bairros de imigrantes. Vejam aqui por exemplo a diferença entre o artigo do jornal que pinta uma figura rósea do bairro muçulmano de Malmo, na Suécia, e os comentários dos leitores, bem mais negativos.
A esquerda, no entanto, continua apoiando os islâmicos e chamando-os de coitadinhos, e isso mesmo quando algum esquerdista ou feminista termina sendo vítima deles. Até quando?
Contradição?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Tristes pressentimentos do que há de acontecer
Ao mesmo tempo em que afro-caribenhos e chavs da welfare class incendiavam e saqueavam Londres, no Chile estudantes majoritariamente brancos de classe média e alta enfrentavam a polícia e também quebravam vidraças. Queriam educação universitária para todos: "pública, gratuita e de qualidade". Bem, universidade custa caro. De qualidade, mais ainda. E "todos" são muita gente. Quem vai pagar? Essa pergunta, curiosamente, ninguém fazia.
Hoje em dia, todos querem tudo de graça. Pior: todos acham que tem "direito" a ter tudo de graça, na mão, e pra já. Tanto os saqueadores londrinos quanto os estudantes chilenos certamente achavam que tinham toda razão em agir como agiram. Afinal, se roubaram um iPhone foi porque foram "injustiçados na distribuição de riquezas", se educação e saúde custam caro é porque o capitalismo é malvado.
Quanto mais benefícios o Estado dá, mais se quer. Quanto mais os países se endividam e precisam cortar gastos, mais a população protesta, e mais o Estado gasta em contrapartida. A dívida? Que importa! Esse é um problema para as futuras gerações...
Os mesmos progressistas americanos e europeus que dizem ser a favor da ecologia e da redução do aquecimento global são a favor da imigração de terceiro-mundistas que aumentarão seu padrão de consumo e portanto a queima de carbono, além de terem sete filhos e fazerem aumentar as cidades e diminuir os espaços naturais. Os mesmos que acreditam em "igualdade social" fazem o mais que podem para tornar as sociedades cada vez mais desiguais, em nome da diversidade.
Recentemente vi uma exibição das gravuras de Goya. São imagens terríveis de guerra e violência. Não há conflito racial aqui: são franceses contra espanhóis, ou espanhóis contra os considerados hereges de seu próprio país. Todos brancos. Mesmo o maior apologista das "glórias da raça branca" há de convir que são cenas terríveis. De minha parte, vendo as gravuras vem me à mente uma observação de Mark Twain: "Não tenho preconceito de raça, cor, casta ou credo. Tudo o que preciso saber é que alguém é um ser humano -- isso é suficiente para mim, não se pode ser algo pior."
A questão é que, com a balcanização da Europa em linhas étnicas ou religiosas, esses conflitos tendem apenas a aumentar. Se membros de uma mesma etnia e religião lutam entre si, o que dizer de etnias ou religiões diferentes? Alguns acreditam que no futuro haverá integração e assimilação. Mas quem se asimilará a quem? Os muçulmanos ao secularismo, ou os pós-cristãos ao Islã?
Outros afirmam mesmo que com a mistura de raças e culturas em um "melting pot" geral os conflitos terminarão. (Na Europa, e especialmente na França, há cada vez mais casamentos inter-étnicos, de brancas e brancos com árabes ou africanos.) Lamentavelmente, parece-me uma utopia digna do "Imagine" do John Lennon (está tocando agora no café em que escrevo). O Brasil é o país mais miscigenado do mundo e, se (por ora?) temos menos conflitos abertamente raciais do que nos EUA, por outro lado, não quer dizer que não haja preconceito dos mais claros contra os mais escuros e vice-versa, e conflitos não faltam: temos 50 mil assassinatos por ano…
Uma das gravuras de Goya, reproduzida abaixo, chama-se "Tristes presentimientos de lo que ha de acontecer". Goya era pessimista quanto à humanidade. Acreditou no iluminismo francês e em seus valores de liberté, egalité e fraternité. Queria que os franceses trouxessem tais idéias à Espanha, que ele considerava bárbara, atrasada e supersticiosa. Porém, quando as tropas de Napoleão invadiram o país, Goya horrorizou-se com as atrocidades cometidas em nome da liberdade, muitas delas retratadas em seus desenhos.
Da mesma forma, o mundo de hoje não dá muita margem para o otimismo. A maioria das pessoas tem ideais utópicos e contraditórios entre si. Acreditam em paz global, igualdade total, harmonia entre os povos, fadas e unicórnios. A decepção será grande. E algum novo Goya talvez pinte os futuros desastres que ocorrerão.
Hoje em dia, todos querem tudo de graça. Pior: todos acham que tem "direito" a ter tudo de graça, na mão, e pra já. Tanto os saqueadores londrinos quanto os estudantes chilenos certamente achavam que tinham toda razão em agir como agiram. Afinal, se roubaram um iPhone foi porque foram "injustiçados na distribuição de riquezas", se educação e saúde custam caro é porque o capitalismo é malvado.
Quanto mais benefícios o Estado dá, mais se quer. Quanto mais os países se endividam e precisam cortar gastos, mais a população protesta, e mais o Estado gasta em contrapartida. A dívida? Que importa! Esse é um problema para as futuras gerações...
Os mesmos progressistas americanos e europeus que dizem ser a favor da ecologia e da redução do aquecimento global são a favor da imigração de terceiro-mundistas que aumentarão seu padrão de consumo e portanto a queima de carbono, além de terem sete filhos e fazerem aumentar as cidades e diminuir os espaços naturais. Os mesmos que acreditam em "igualdade social" fazem o mais que podem para tornar as sociedades cada vez mais desiguais, em nome da diversidade.
Recentemente vi uma exibição das gravuras de Goya. São imagens terríveis de guerra e violência. Não há conflito racial aqui: são franceses contra espanhóis, ou espanhóis contra os considerados hereges de seu próprio país. Todos brancos. Mesmo o maior apologista das "glórias da raça branca" há de convir que são cenas terríveis. De minha parte, vendo as gravuras vem me à mente uma observação de Mark Twain: "Não tenho preconceito de raça, cor, casta ou credo. Tudo o que preciso saber é que alguém é um ser humano -- isso é suficiente para mim, não se pode ser algo pior."
A questão é que, com a balcanização da Europa em linhas étnicas ou religiosas, esses conflitos tendem apenas a aumentar. Se membros de uma mesma etnia e religião lutam entre si, o que dizer de etnias ou religiões diferentes? Alguns acreditam que no futuro haverá integração e assimilação. Mas quem se asimilará a quem? Os muçulmanos ao secularismo, ou os pós-cristãos ao Islã?
Outros afirmam mesmo que com a mistura de raças e culturas em um "melting pot" geral os conflitos terminarão. (Na Europa, e especialmente na França, há cada vez mais casamentos inter-étnicos, de brancas e brancos com árabes ou africanos.) Lamentavelmente, parece-me uma utopia digna do "Imagine" do John Lennon (está tocando agora no café em que escrevo). O Brasil é o país mais miscigenado do mundo e, se (por ora?) temos menos conflitos abertamente raciais do que nos EUA, por outro lado, não quer dizer que não haja preconceito dos mais claros contra os mais escuros e vice-versa, e conflitos não faltam: temos 50 mil assassinatos por ano…
Uma das gravuras de Goya, reproduzida abaixo, chama-se "Tristes presentimientos de lo que ha de acontecer". Goya era pessimista quanto à humanidade. Acreditou no iluminismo francês e em seus valores de liberté, egalité e fraternité. Queria que os franceses trouxessem tais idéias à Espanha, que ele considerava bárbara, atrasada e supersticiosa. Porém, quando as tropas de Napoleão invadiram o país, Goya horrorizou-se com as atrocidades cometidas em nome da liberdade, muitas delas retratadas em seus desenhos.
Da mesma forma, o mundo de hoje não dá muita margem para o otimismo. A maioria das pessoas tem ideais utópicos e contraditórios entre si. Acreditam em paz global, igualdade total, harmonia entre os povos, fadas e unicórnios. A decepção será grande. E algum novo Goya talvez pinte os futuros desastres que ocorrerão.
O problema são os mexicanos
No outro dia conversei com um taxista. Simpático. Era negro, vinha da Somália. Muçulmano. Morava nos EUA desde os 10 anos de idade. Falou sobre a cidade, sobre o emprego, e finalmente perguntei sobre a sua família.
Resposta: era casado e tinha sete filhos. Todos nascidos nos EUA e, portanto, cidadãos legítimos do país.
Como ele parecia relativamente jovem, é possível que pudesse ter ainda mais sete. Considerando que os americanos nativos tem em média dois filhos (os europeus tem 1), acho que é perdoável o primeiro pensamento que me passou pela cabeça: "America is fucked".
Bem, outro pensamento poderia ser de alívio: "não faltarão taxistas na América", ou algo assim.
Maldade minha. É possivel que algum de seus filhos estude muito e vire físico nuclear, ou ao menos presidente dos EUA. De qualquer modo, casos como esse mostram que a imigração seguida da reprodução bem mais rápida do que a dos nativos poderá ser um problema bastante grave nos países ocidentais nas próximas décadas. (A Europa está no mesmo barco).
Porém, devemos também ver as coisas com clareza. A maioria dos blogueiros autodenominados "racialistas" são obcecados pela raça negra. Vivem postando notícias sobre as disfunções e problemas dessa comunidade. Mais afro-obcecados do que eles, só o Olodum.
Mas a verdade é que a população afro-americana permanece estável, tendo até diminuído proporcionalmente. E os seus elementos perigosos estão cada vez mais na cadeia (um em quatro jovens homens negros está na cadeia nos EUA; aliás, os afro-americanos que estão na prisão vivem mais tempo do que os que estão fora dela). Por isso, black flash mobs à parte, o crime violento diminuiu nos bairros negros, tanto que muitos estão se gentrificando.
Portanto, o problema mesmo para os EUA serão os mexicanos. Esses sim estão lentamente substituindo a população caucasiana, já sendo maioria em alguns estados. Provavelmente tornar-se-ão maioria da população total dos EUA em algumas décadas, e transformarão o país totalmente, de forma irreversível. Se a razão pelas diferenças é cultural ou genética, já nem importa: os EUA se mexicanizarão.
Arriba, arriba! Faz algum tempo passei uns dias no México, em Tijuana. O contraste entre esta cidade e a vizinha San Diego do outro lado da fronteira é imenso. Tijuana é pobre, feia e perigosa. San Diego, apesar de uma quantidade grande de homeless, é uma cidade com um centro bonito e locais repletos de turistas.
No entanto, indo para os subúrbios próximos a San Diego, já se nota a mexicanização. É como se eu ainda estivesse em Tijuana.
Mas o que me preocupa sobre a invasão mexicana não é que grande parte deles sejam violentos, perdendo apenas para os afro-americanos. Não é que muitos de seus jovens participem de gangues extremamente violentas, e matem pesoas a esmo.
Tampouco preocupa tanto que nos dados policiais eles sejam chamados de "brancos", confundindo as estatísticas -- este homem que matou uma criança de dois anos, de acordo com a polícia, é um homem branco.
Também não é tão preocupante assim que, do mesmo modo que há uma diferença nos resultados escolares de brancos e afro-americanos, haja uma diferença inexplicável, ainda que menor, entre os resultados dos brancos e asiáticos com os dos hispânicos.
Não importa que os hispânicos tenham aprendido bem a lição do vitimismo, e acusem a sociedade americana de maltratá-los, explorá-los ou não dar oportunidade aos "sin papeles", quando eles não querem voltar ao México de jeito nenhum e até garantem que as terras do sul dos EUA lhes pertencem.
E muito menos me preocupa o fato de que muitos dos membros dos cartéis mexicanos vivam cruzando a fronteira, e que mesmo este jovem decapitador de 14 anos treinado a matar desde criança pelos traficantes seja um cidadão americano legítimo.
Não, nada disso importa. Meu problema mesmo com essa invasão é o seguinte: as mexicanas são feias! Desculpem, não quero ser preconceituoso (peço perdão se há algum leitor mexicano aqui). Há algumas bonitas. A recepcionista do hotel em que fiquei (mestiça, acho que com traços não só indígenas como africanos) certamente era. Não teria me importado se ela tivesse me dado bola. Mas, em geral, o que dizer de um país cujo maior sex symbol é a Frida Kahlo? É claro que isso tem a ver com o gosto pessoal. Gosto de loiras nórdicas, de eslavas esguias ou então de mediterrâneas curvilíneas. Até acho algumas africanas e mulatas atraentes; mas as mexicanas, na minha opinião, são raras as bonitas. (Antes que alguém mencione Salma Hayek, observo que ela é de origem libanesa).
Bem, o fato é que isto vai ser um grave problema para os Estados Unidos no futuro, quando eles quiserem repor suas equipes de cheerleaders.
Resposta: era casado e tinha sete filhos. Todos nascidos nos EUA e, portanto, cidadãos legítimos do país.
Como ele parecia relativamente jovem, é possível que pudesse ter ainda mais sete. Considerando que os americanos nativos tem em média dois filhos (os europeus tem 1), acho que é perdoável o primeiro pensamento que me passou pela cabeça: "America is fucked".
Bem, outro pensamento poderia ser de alívio: "não faltarão taxistas na América", ou algo assim.
Maldade minha. É possivel que algum de seus filhos estude muito e vire físico nuclear, ou ao menos presidente dos EUA. De qualquer modo, casos como esse mostram que a imigração seguida da reprodução bem mais rápida do que a dos nativos poderá ser um problema bastante grave nos países ocidentais nas próximas décadas. (A Europa está no mesmo barco).
Porém, devemos também ver as coisas com clareza. A maioria dos blogueiros autodenominados "racialistas" são obcecados pela raça negra. Vivem postando notícias sobre as disfunções e problemas dessa comunidade. Mais afro-obcecados do que eles, só o Olodum.
Mas a verdade é que a população afro-americana permanece estável, tendo até diminuído proporcionalmente. E os seus elementos perigosos estão cada vez mais na cadeia (um em quatro jovens homens negros está na cadeia nos EUA; aliás, os afro-americanos que estão na prisão vivem mais tempo do que os que estão fora dela). Por isso, black flash mobs à parte, o crime violento diminuiu nos bairros negros, tanto que muitos estão se gentrificando.
Portanto, o problema mesmo para os EUA serão os mexicanos. Esses sim estão lentamente substituindo a população caucasiana, já sendo maioria em alguns estados. Provavelmente tornar-se-ão maioria da população total dos EUA em algumas décadas, e transformarão o país totalmente, de forma irreversível. Se a razão pelas diferenças é cultural ou genética, já nem importa: os EUA se mexicanizarão.
Arriba, arriba! Faz algum tempo passei uns dias no México, em Tijuana. O contraste entre esta cidade e a vizinha San Diego do outro lado da fronteira é imenso. Tijuana é pobre, feia e perigosa. San Diego, apesar de uma quantidade grande de homeless, é uma cidade com um centro bonito e locais repletos de turistas.
No entanto, indo para os subúrbios próximos a San Diego, já se nota a mexicanização. É como se eu ainda estivesse em Tijuana.
Mas o que me preocupa sobre a invasão mexicana não é que grande parte deles sejam violentos, perdendo apenas para os afro-americanos. Não é que muitos de seus jovens participem de gangues extremamente violentas, e matem pesoas a esmo.
Tampouco preocupa tanto que nos dados policiais eles sejam chamados de "brancos", confundindo as estatísticas -- este homem que matou uma criança de dois anos, de acordo com a polícia, é um homem branco.
Também não é tão preocupante assim que, do mesmo modo que há uma diferença nos resultados escolares de brancos e afro-americanos, haja uma diferença inexplicável, ainda que menor, entre os resultados dos brancos e asiáticos com os dos hispânicos.
Não importa que os hispânicos tenham aprendido bem a lição do vitimismo, e acusem a sociedade americana de maltratá-los, explorá-los ou não dar oportunidade aos "sin papeles", quando eles não querem voltar ao México de jeito nenhum e até garantem que as terras do sul dos EUA lhes pertencem.
E muito menos me preocupa o fato de que muitos dos membros dos cartéis mexicanos vivam cruzando a fronteira, e que mesmo este jovem decapitador de 14 anos treinado a matar desde criança pelos traficantes seja um cidadão americano legítimo.
Não, nada disso importa. Meu problema mesmo com essa invasão é o seguinte: as mexicanas são feias! Desculpem, não quero ser preconceituoso (peço perdão se há algum leitor mexicano aqui). Há algumas bonitas. A recepcionista do hotel em que fiquei (mestiça, acho que com traços não só indígenas como africanos) certamente era. Não teria me importado se ela tivesse me dado bola. Mas, em geral, o que dizer de um país cujo maior sex symbol é a Frida Kahlo? É claro que isso tem a ver com o gosto pessoal. Gosto de loiras nórdicas, de eslavas esguias ou então de mediterrâneas curvilíneas. Até acho algumas africanas e mulatas atraentes; mas as mexicanas, na minha opinião, são raras as bonitas. (Antes que alguém mencione Salma Hayek, observo que ela é de origem libanesa).
Bem, o fato é que isto vai ser um grave problema para os Estados Unidos no futuro, quando eles quiserem repor suas equipes de cheerleaders.
sábado, 23 de julho de 2011
Ataque dos terroristas loiros
Depois de ver o link no VFR, eu estava pronto para fazer uma gozação com o último vídeo do Departamento de Segurança Americano, que mostra os brancos caucasianos como terroristas malvados e as minorias de negros, latinos, muçulmanos e asiáticos como cidadãos exemplares preocupados que os denunciam.
Mas a piada perdeu a graça.
Dois ataques terroristas deixaram 91 mortos em Oslo, na Noruega. Ainda não há muitos detalhes, mas houve uma explosão de um carro bomba seguida de um atirador armado em outra parte da cidade. O autor dos dois ataques parece não ter sido um muçulmano, mas um noruego loiro de olhos azuis que costumava comentar em blogs de direita e anti-jihad. Não é claro por que decidiu alvejar adolescentes noruegos em vez de imigrantes, se essa era a sua motivação. Porém, o prédio governamental atingido pela explosão era a residência do primeiro-ministro noruego. O primeiro-ministro também tinha planos de visitar o campo de verão atacado. Tratou-se, claramemente, de um ataque muito sério contra o centro do poder na Noruega.
A esquerda internacional está festejando. É mais uma razão para demonizar os brancos. E realmente, além da tragédia em si, com a morte de dezenas de adolescentes escandinavos nas mãos de um maníaco, é um duro golpe para os antiprogressistas e antijihadistas. Pode apostar que haverá mais censura e perseguição a qualquer um que se mostrar levemente de direita. Quem sabe se até este blog um dia não será proibido de existir?
O que concluir desse ataque? Nada, a não ser talvez que há loucos e psicopatas em todas as etnias, religiões e grupos sociais. E que a insanidade de um lado do espectro político muitas vezes gera insanidade do outro. Faz poucos dias um leitor comentou que o caso do pai e filho agredidos por serem equivocados com um casal gay era parcialmente culpa dos homossexuais, por exibirem-se em público e estimularem esse tipo de agressão. Não é bem assim, mas talvez haja razão no fato de que, quanto mais extremo e exibicionista se torna o movimento gay, mais reações violentas provocará.
Outra possível conclusão é que a figura do século XXI é o assassino em massa solitário, que descarrega as suas frustrações assassinando o maior número possível de pessoas. O caso do terrorista norueguês, mais do que ao terrorismo islâmico ou separatista organizado, parece juntar-se aos vários casos de atiradores em escolas. Todos tinham algum tipo diverso de frustração ou mania de perseguição, religiosa ou não; mas agiram da mesma forma insana, tentando trucidar o maior número de gente que podiam. Parece ser a lamentável nova forma de obter 15 minutos de fama. Hans Magnus Erszenberger escreveu um artigo sobre isso, "The Radical Loser" (O perdedor radical).
Vivemos em tempos tristes e preocupantes. Isto não vai acabar bem.
Mas a piada perdeu a graça.
Dois ataques terroristas deixaram 91 mortos em Oslo, na Noruega. Ainda não há muitos detalhes, mas houve uma explosão de um carro bomba seguida de um atirador armado em outra parte da cidade. O autor dos dois ataques parece não ter sido um muçulmano, mas um noruego loiro de olhos azuis que costumava comentar em blogs de direita e anti-jihad. Não é claro por que decidiu alvejar adolescentes noruegos em vez de imigrantes, se essa era a sua motivação. Porém, o prédio governamental atingido pela explosão era a residência do primeiro-ministro noruego. O primeiro-ministro também tinha planos de visitar o campo de verão atacado. Tratou-se, claramemente, de um ataque muito sério contra o centro do poder na Noruega.
A esquerda internacional está festejando. É mais uma razão para demonizar os brancos. E realmente, além da tragédia em si, com a morte de dezenas de adolescentes escandinavos nas mãos de um maníaco, é um duro golpe para os antiprogressistas e antijihadistas. Pode apostar que haverá mais censura e perseguição a qualquer um que se mostrar levemente de direita. Quem sabe se até este blog um dia não será proibido de existir?
O que concluir desse ataque? Nada, a não ser talvez que há loucos e psicopatas em todas as etnias, religiões e grupos sociais. E que a insanidade de um lado do espectro político muitas vezes gera insanidade do outro. Faz poucos dias um leitor comentou que o caso do pai e filho agredidos por serem equivocados com um casal gay era parcialmente culpa dos homossexuais, por exibirem-se em público e estimularem esse tipo de agressão. Não é bem assim, mas talvez haja razão no fato de que, quanto mais extremo e exibicionista se torna o movimento gay, mais reações violentas provocará.
Outra possível conclusão é que a figura do século XXI é o assassino em massa solitário, que descarrega as suas frustrações assassinando o maior número possível de pessoas. O caso do terrorista norueguês, mais do que ao terrorismo islâmico ou separatista organizado, parece juntar-se aos vários casos de atiradores em escolas. Todos tinham algum tipo diverso de frustração ou mania de perseguição, religiosa ou não; mas agiram da mesma forma insana, tentando trucidar o maior número de gente que podiam. Parece ser a lamentável nova forma de obter 15 minutos de fama. Hans Magnus Erszenberger escreveu um artigo sobre isso, "The Radical Loser" (O perdedor radical).
Vivemos em tempos tristes e preocupantes. Isto não vai acabar bem.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Devemos falar sobre raça?
Falar sobre raça é um tema desagradável. Há poucos temas mais difíceis de abordar sem ofender ninguém; talvez apenas religião se compare.
Eu realmente não sei se deveria falar sobre esse assunto, mas está tão presente nos blogs que costumo ler ultimamente que não é possível evitar.
Por exemplo, no outro dia uma tal ministra da "Igualdade Racial" (sic) no Brasil afirmou que "não podemos deixar que haja espaço reservado às pessoas brancas". Branco não entra!
E, no último fim de semana, ocorreram dezenas de eventos nos EUA com violência de minorias que tornaram ainda mais atual a discussão.
No outro dia, houve um arrastão em plena Manhattan, no bairro bacana de Greenwhich Village. A notícia falava em "roubo em grupo realizado por adolescentes". Mas basta assistir o vídeo para observar que são todos negros.
Eles roubaram donuts e refrigerantes, atiraram cadeiras e destruíram uma máquina de café de 2.000 dólares. Tal comportamento não tem explicação. Pobreza? Ora, será que não tinham dinheiro nem para comprar um donut? Então como conseguiram dinheiro para comprar o celular da moda? Usam mochilas e roupas da marca, parecem estudantes. E por que precisavam demolir a loja? Será ainda ódio pela escravidão?
No feriado de Memorial Day, houve novas confusões raciais, em um festival de rap. A desculpa dos progressistas? Tinha polícia demais no evento, e isso "gerou tensão". Certo, tirem a polícia e vamos ver a calma que não vai ser...
Alguns acham que o preconceito contra os negros americanos do gueto seja devido à "cor da pele". Nada mais equivocado. O preconceito é devido a casos como os acima. Afinal, eventos assim estão longe de ser únicos, e parecem estar aumentando. Recentemente houve muitos arrastões similares (Neste aqui, curiosamente, tinha uma única garota branca participando também). Ou a constante violência entre gangues com tiroteios, que ocorre sempre que multidões de rapeiros se reúnem.
Não que outras raças ou povos não sejam violentos. Basta observar o México, onde a violência extrema entre gangues é corriqueira, com civis esquartejados e decapitados a torto e direito, e mesmo em Los Angeles as gangues mexicanas começam a aprontar. O brancos também podem ser violentos, não há dúvida. Eu mesmo, em Londres, escapei por pouco de ser espancado por um bando de hooligans bêbados brancos como a neve que acabavam de sair de uma partida de futebol e bateram minha carteira. E os jovens chavs estão por trás de grande parte do comportamento antisocial. Há nos EUA até gangues de vietnamitas (asiáticos são em geral o grupo menos violento). Mas casos como o acima, em que se destroem lojas ou atacam pessoas sem qualquer motivo, apenas por "diversão", parecem predominar em um único grupo.
Aliás, os próprios negros de classe média sabem que esse é um problema, e se envergonham. O Chris Rock fez até piada sobre a diferença entre "black people" e "niggas."
Confesso que não sei o que se deveria fazer a respeito. Sou fã da música americana negra dos anos 30-50. Não acho que fatos como esses nos devam levar ao preconceito contra todos os negros, pois há muitos que são gente boa. Mas que tudo isso causa depressão, causa. Pareceria que grupos de jovens como esse querem mesmo provocar, querem ser odiados e desprezados. Qual o sentido dessa violência insana?
E a grande mídia, em vez de falar às claras o que todo mundo sabe, fala em "jovens urbanos". Assim como chama de "jovens franceses" os muçulmanos que queimam carros em Paris, sem indicar jamais sua origem ou religião.
É verdade que a decadência é geral, e não devemos nos fixar num determinismo biológico. O relaxamento do sistema judiciário, a cultura do vale-tudo progressista, a degradação da sociedade, o fim da família (75% dos negros americanos crescem sem os pais!), a dependência estatal, a promoção do vitimismo e da irresponsabilidade, tudo isso tem causado um desastre de proporções calamitosas na sociedade como um todo, especialmente entre as classes mais baixas (de todas as raças e etnias).
Talvez a classe média e alta tenham se beneficiado com o progressismo, obtendo maior liberdade de comportamento. Este, no entanto, foi um verdadeiro desastre para as classes mais baixas, que se ferraram e afundaram de vez no crime, nas drogas, na dependência e na indolência.
Enquanto isso, Obama decide atacar, não o crime, mas os policiais que seriam preconceituosos contra negros e latinos, afinal há muito mais negros e latinos nas prisões...
O mais engraçado de tudo é que recentemente estudantes brancos (e um asiático!) foram suspensos numa escola americana por usar camisetas brancas. A acusação é que eram "nacionalistas brancos"...
Não está longe o dia em que os donos da OMO serão presos por vender um produto que "lava mais branco", e que ainda por cima parece fazer alusão aos homossexuais...
Eu realmente não sei se deveria falar sobre esse assunto, mas está tão presente nos blogs que costumo ler ultimamente que não é possível evitar.
Por exemplo, no outro dia uma tal ministra da "Igualdade Racial" (sic) no Brasil afirmou que "não podemos deixar que haja espaço reservado às pessoas brancas". Branco não entra!
E, no último fim de semana, ocorreram dezenas de eventos nos EUA com violência de minorias que tornaram ainda mais atual a discussão.
No outro dia, houve um arrastão em plena Manhattan, no bairro bacana de Greenwhich Village. A notícia falava em "roubo em grupo realizado por adolescentes". Mas basta assistir o vídeo para observar que são todos negros.
Eles roubaram donuts e refrigerantes, atiraram cadeiras e destruíram uma máquina de café de 2.000 dólares. Tal comportamento não tem explicação. Pobreza? Ora, será que não tinham dinheiro nem para comprar um donut? Então como conseguiram dinheiro para comprar o celular da moda? Usam mochilas e roupas da marca, parecem estudantes. E por que precisavam demolir a loja? Será ainda ódio pela escravidão?
No feriado de Memorial Day, houve novas confusões raciais, em um festival de rap. A desculpa dos progressistas? Tinha polícia demais no evento, e isso "gerou tensão". Certo, tirem a polícia e vamos ver a calma que não vai ser...
Alguns acham que o preconceito contra os negros americanos do gueto seja devido à "cor da pele". Nada mais equivocado. O preconceito é devido a casos como os acima. Afinal, eventos assim estão longe de ser únicos, e parecem estar aumentando. Recentemente houve muitos arrastões similares (Neste aqui, curiosamente, tinha uma única garota branca participando também). Ou a constante violência entre gangues com tiroteios, que ocorre sempre que multidões de rapeiros se reúnem.
Não que outras raças ou povos não sejam violentos. Basta observar o México, onde a violência extrema entre gangues é corriqueira, com civis esquartejados e decapitados a torto e direito, e mesmo em Los Angeles as gangues mexicanas começam a aprontar. O brancos também podem ser violentos, não há dúvida. Eu mesmo, em Londres, escapei por pouco de ser espancado por um bando de hooligans bêbados brancos como a neve que acabavam de sair de uma partida de futebol e bateram minha carteira. E os jovens chavs estão por trás de grande parte do comportamento antisocial. Há nos EUA até gangues de vietnamitas (asiáticos são em geral o grupo menos violento). Mas casos como o acima, em que se destroem lojas ou atacam pessoas sem qualquer motivo, apenas por "diversão", parecem predominar em um único grupo.
Aliás, os próprios negros de classe média sabem que esse é um problema, e se envergonham. O Chris Rock fez até piada sobre a diferença entre "black people" e "niggas."
Confesso que não sei o que se deveria fazer a respeito. Sou fã da música americana negra dos anos 30-50. Não acho que fatos como esses nos devam levar ao preconceito contra todos os negros, pois há muitos que são gente boa. Mas que tudo isso causa depressão, causa. Pareceria que grupos de jovens como esse querem mesmo provocar, querem ser odiados e desprezados. Qual o sentido dessa violência insana?
E a grande mídia, em vez de falar às claras o que todo mundo sabe, fala em "jovens urbanos". Assim como chama de "jovens franceses" os muçulmanos que queimam carros em Paris, sem indicar jamais sua origem ou religião.
É verdade que a decadência é geral, e não devemos nos fixar num determinismo biológico. O relaxamento do sistema judiciário, a cultura do vale-tudo progressista, a degradação da sociedade, o fim da família (75% dos negros americanos crescem sem os pais!), a dependência estatal, a promoção do vitimismo e da irresponsabilidade, tudo isso tem causado um desastre de proporções calamitosas na sociedade como um todo, especialmente entre as classes mais baixas (de todas as raças e etnias).
Talvez a classe média e alta tenham se beneficiado com o progressismo, obtendo maior liberdade de comportamento. Este, no entanto, foi um verdadeiro desastre para as classes mais baixas, que se ferraram e afundaram de vez no crime, nas drogas, na dependência e na indolência.
Enquanto isso, Obama decide atacar, não o crime, mas os policiais que seriam preconceituosos contra negros e latinos, afinal há muito mais negros e latinos nas prisões...
O mais engraçado de tudo é que recentemente estudantes brancos (e um asiático!) foram suspensos numa escola americana por usar camisetas brancas. A acusação é que eram "nacionalistas brancos"...
Não está longe o dia em que os donos da OMO serão presos por vender um produto que "lava mais branco", e que ainda por cima parece fazer alusão aos homossexuais...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Onde foram parar os vilões muçulmanos?
O fim da União Soviética causou um grave problema aos Estados Unidos: a falta de vilões para os filmes de Hollywood.
Os roteiristas até que tentaram com outras alternativas. Vilões colombianos durante a época do Cartel de Medellín. Vilões sérvios durante a Guerra dos Balcãs. Nenhum dos dois teve muito sucesso ou durou muito tempo, talvez porque nem colombianos nem sérvios eram grande ameaça aos USA ou ao mundo, e alguns americanos mal sabiam onde ficava a Sérvia ou a Colômbia. Perdidos como cegos em tiroteio, os roteiristas sempre podiam tirar da cartola os eternos Nazistas, é claro, mas nem todo filme pode ser sobre a II Guerra Mundial. Restavam os palhaços assassinos do espaço sideral, ou então os terroristas muçulmanos.
Os roteiristas até que tentaram com outras alternativas. Vilões colombianos durante a época do Cartel de Medellín. Vilões sérvios durante a Guerra dos Balcãs. Nenhum dos dois teve muito sucesso ou durou muito tempo, talvez porque nem colombianos nem sérvios eram grande ameaça aos USA ou ao mundo, e alguns americanos mal sabiam onde ficava a Sérvia ou a Colômbia. Perdidos como cegos em tiroteio, os roteiristas sempre podiam tirar da cartola os eternos Nazistas, é claro, mas nem todo filme pode ser sobre a II Guerra Mundial. Restavam os palhaços assassinos do espaço sideral, ou então os terroristas muçulmanos.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
O povo quer armas!
O povo americano quer manter seu direito a usar armas de fogo:
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira que os estados federados não podem limitar ou proibir os cidadãos de possuir armas de fogo, como garante a Segunda Emenda da Constituição. Ao revogar uma proibição de Chicago (Illinois) sobre porte de armas de fogo, a máxima instância judicial americana declarou inconstitucional qualquer restrição nesse sentido por parte dos estados e dos governos locais. Em um duro golpe contra aqueles que buscam um maior controle das armas nos Estados Unidos, o juiz Samuel Alito disse que a Constituição é clara sobre o direito dos cidadãos de portar armas para sua defesa pessoal.Depois do aborto e da pena de morte, o controle de armas talvez seja o tema mais divisivo e polêmico na sociedade atual. E com boa razão. Armas podem servir tanto para o bem quanto para o mal.
Guns don't kill people. Cats with guns kill people.
sábado, 26 de junho de 2010
Por que as mulheres gostam de bad boys? (2)
Faz um tempo fiz um post sobre o porquê das mulheres gostarem de bad boys. A pergunta agora se repete com o caso de Joran van der Sloot. Envolvido na morte de Natalee Holloway em Aruba, o psicopata holandês terminou livre como um pássaro. Apesar do passado hediondo, não teve dificuldade em conseguir novas namoradas, inclusive uma rica filhinha-de-papai peruana. A qual, naturalmente, terminou assassinada.
Eis agora que Joran Van der Sloot, na prisão, recebeu dezenas de cartas e até uma proposta de casamento.
Não é um fenômeno único. Como a própria reportagem acima explica, vários psychokillers conseguiram admiradoras mesmo depois de cometer os mais horríveis crimes. Mesmo Ted Bundy, que matou 30 mulheres. Mesmo John Gacy, o palhaço assassino de criancinhas.
O que explicaria esse estranho fenômeno?
Eis agora que Joran Van der Sloot, na prisão, recebeu dezenas de cartas e até uma proposta de casamento.
Não é um fenômeno único. Como a própria reportagem acima explica, vários psychokillers conseguiram admiradoras mesmo depois de cometer os mais horríveis crimes. Mesmo Ted Bundy, que matou 30 mulheres. Mesmo John Gacy, o palhaço assassino de criancinhas.
O que explicaria esse estranho fenômeno?
Talvez seja o sorriso sedutor.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A América pós-pós-racial
Atualização: o novo racismo é o anti-racismo. Qualquer branquelo que criticar Obama ou qualquer um de seus planos pela razão que for, é automaticamente tachado de "racista". Depois da articulista do NYT Maureen Dowd, o último a tentar esse truque agora foi o Jimmy Carter. Quer dizer: ninguém mais pode ser contra Obama. Mas o truque dos democratas vai falhar, pois só vai gerar uma irritação cada vez maior. E, um dia, ninguém mais vai se importar em ser chamado de "racista". Como a palavra "fascista", também abastardada pela esquerda, vai passar a não significar mais nada.
Havia esperanças que os EUA entrassem em uma era "pós-racial" após a eleição de Obama, o primeiro presidentemulato negro do país (não existe esse negócio de "mulato" nos EUA).
Porém, parece que é o contrário, os ânimos acirram-se cada vez mais. Infelizmente, foi o próprio Obama quem ajudou a criar essa atitude negativa, como bem explica Thomas Sowell. Em diversas ocasiões, como a prisão de seu amigo Gates, o caso dos "Black Panthers" que atacaram eleitores e não foram presos, ou a escolha de certos assessores, Obama lembrou mais o discípulo do Pastor Wright do que o elegante candidato pós-racial.
Se é verdade que há brancos racistas, não é menos verdade que há negros e hispânicos racistas, que pregam até mesmo a violência, a supremacia e o genocídio.
Sim, nessa salada entram também os hispânicos. Enquanto pode-se argumentar que osnegros afro-americanos, por terem sofrido o horror da escravidão e serem de fato parte da longa história dos EUA, teriam direito a projetos de ação afirmativa (ainda que isso seja discutível), não se entende porque os latinos, que chegaram muito mais recentemente e jamais foram escravizados, deveriam ter também o direito a se beneficiar de cotas para minorias. Qual a justificativa? Até porque, do jeito que vai, logo serão uma maioria em vez de minoria.
Como já observei em outro post, negros e hispânicos lutam - não só pelos benefícios às minorias que numa crise encolhem cada vez mais - como de verdade, com armas, na forma de violentas gangues atacando-se umas às outras.
Ao contrário do que ocorreu no Brasil, onde a histórica miscigenação mitigou conflitos, nos EUA em geral houve maior separação. E é cada grupo étnico por si (asiáticos incluídos). A coisa periga terminar em porrada ou tiro.
Havia esperanças que os EUA entrassem em uma era "pós-racial" após a eleição de Obama, o primeiro presidente
Porém, parece que é o contrário, os ânimos acirram-se cada vez mais. Infelizmente, foi o próprio Obama quem ajudou a criar essa atitude negativa, como bem explica Thomas Sowell. Em diversas ocasiões, como a prisão de seu amigo Gates, o caso dos "Black Panthers" que atacaram eleitores e não foram presos, ou a escolha de certos assessores, Obama lembrou mais o discípulo do Pastor Wright do que o elegante candidato pós-racial.
Se é verdade que há brancos racistas, não é menos verdade que há negros e hispânicos racistas, que pregam até mesmo a violência, a supremacia e o genocídio.
Sim, nessa salada entram também os hispânicos. Enquanto pode-se argumentar que os
Como já observei em outro post, negros e hispânicos lutam - não só pelos benefícios às minorias que numa crise encolhem cada vez mais - como de verdade, com armas, na forma de violentas gangues atacando-se umas às outras.
Ao contrário do que ocorreu no Brasil, onde a histórica miscigenação mitigou conflitos, nos EUA em geral houve maior separação. E é cada grupo étnico por si (asiáticos incluídos). A coisa periga terminar em porrada ou tiro.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Gays vs. negros vs. latinos, ou: Papel, pedra, tesoura
Faz um tempo escrevi um post sobre a Proposition 8 e como negros e latinos haviam votado contra os gays, que são na maioria brancos, mostrando uma divisão entre a chamada "coalizão arco-íris" que vota Democrata. Hoje leio que Perez Hilton, o militante gay e drama queen que detonou Miss Califórnia, levou um soco de um cantor negro e terminou chorando. Curiosamente, o mesmo público esquerdista que apoiou sua guerrinha particular contra Carrie Prejean, a Miss Califórnia cristã, hoje o critica por ter se metido com um rapper da moda.
Andrew Breitbart explica que tudo na sociedade liberal de hoje funciona como um jogo de papel, pedra e tesoura:
"Negro ganha de branco. Gay ganha de branco. Negro ganha de gay."
Poderíamos continuar infinitamente: Judeu ganha de cristão. Palestino ganha de judeu. Palestino ganha de gay. Mulher branca perde de homem negro (vide o caso Hillary). Mulher negra ganha de homem negro. Pobre ganha de rico. (O coringa é uma mulher, negra, lésbica, muçulmana, abortista e pobre).
Mas e os latinos? Os latinos, ou melhor dizendo os mexicanos mestiços indígenas, também estão na parada, e lutam violentamente contra os negros. Sim, violentamente é a palavra certa. Gangues de um e de outro grupo disputam território na cidade. Mas, mesmo fora do ambiente das gangues, um povo não tolera o outro. Em muitos casos, odeiam-se e desprezam-se mutuamente.
E, de fato, ambos competem pelos mesmos benefícios estatais. Os negros vêem os latinos como usurpadores que estão começando a roubar as regalias às quais antes só eles, membros da principal minoria oprimida americana, tinham direito. (Os negros são totalmente contrários à imigração ilegal, como indica este excelente artigo do City Journal). Já os mexicanos, que não se sentem culpados por escravidão nenhuma (há poucos negros no México), vêem os negros americanos como um empecilho na sua luta para obter as vantagens da ação afirmativa.
No momento em que a minoria não-branca em breve se tornará maioria nos EUA, é interessante - ou assustador, dependendo do ponto de vista - observar o que poderá acontecer.
Andrew Breitbart explica que tudo na sociedade liberal de hoje funciona como um jogo de papel, pedra e tesoura:
"Negro ganha de branco. Gay ganha de branco. Negro ganha de gay."
Poderíamos continuar infinitamente: Judeu ganha de cristão. Palestino ganha de judeu. Palestino ganha de gay. Mulher branca perde de homem negro (vide o caso Hillary). Mulher negra ganha de homem negro. Pobre ganha de rico. (O coringa é uma mulher, negra, lésbica, muçulmana, abortista e pobre).
Mas e os latinos? Os latinos, ou melhor dizendo os mexicanos mestiços indígenas, também estão na parada, e lutam violentamente contra os negros. Sim, violentamente é a palavra certa. Gangues de um e de outro grupo disputam território na cidade. Mas, mesmo fora do ambiente das gangues, um povo não tolera o outro. Em muitos casos, odeiam-se e desprezam-se mutuamente.
E, de fato, ambos competem pelos mesmos benefícios estatais. Os negros vêem os latinos como usurpadores que estão começando a roubar as regalias às quais antes só eles, membros da principal minoria oprimida americana, tinham direito. (Os negros são totalmente contrários à imigração ilegal, como indica este excelente artigo do City Journal). Já os mexicanos, que não se sentem culpados por escravidão nenhuma (há poucos negros no México), vêem os negros americanos como um empecilho na sua luta para obter as vantagens da ação afirmativa.
No momento em que a minoria não-branca em breve se tornará maioria nos EUA, é interessante - ou assustador, dependendo do ponto de vista - observar o que poderá acontecer.
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domingo, 21 de junho de 2009
Morte à tirania!
A imagem de Neda Soltani corre o mundo. O pior é que a moça nem ao menos participava ativamente dos protestos: apenas assistia, ao lado do pai. Foi alvejada por um basij.
Só há uma resposta possível a isso. Morte a Khamenei. Morte à tirania dos aiatolás. Pela liberdade do povo iraniano!
Obama condenou a violência, mas do seu modo neutro, calculador. Falou em "comunidade internacional". Você já ouviu algum outro presidente americano que fale tanto em "comunidade internacional"? Preste atenção. Ele raramente fala em nome dos EUA ou da América. Fala em nome de si mesmo ou da "comunidade internacional". Como se fosse presidente do mundo. Observe ainda que seus pronunciamentos foram todos feitos de acordo com as notícias que iam chegando. Primeiro celebrou o "robusto debate" da eleição. Mesmo quando a fraude já era óbvia, ainda assim falou que estaria disposto a dialogar com o vencedor. Somente quando a brutalidade da repressão começou a ficar óbvia demais é que fez um pronunciamento contrário à violência, mas, mesmo assim, um pronunciamento morno, que nem ao menos foi lido pessoalmente. Um presidente com princípios teria agido de modo diferente, mas Obama tem princípios? Acredita na democracia? Acredita nos EUA? Francamente, não sei.
Amahdinejad, de qualquer modo, respondeu com desprezo. Criticou EUA e Inglaterra (?) e falou que quem critica o Irã não será incluído no seu "círculo de amizade". Como se alguém quisesse amizade com um assassino de adolescentes.
Enquanto espanca o próprio povo, a corja no poder do Irã planeja um exercício militar ousado a partir de segunda-feira, com os olhos voltados para Israel. Como se nada estivesse acontecendo no próprio país.
Os protestos continuam. A filha de Rafsanjani foi presa. A população continua sento atacada a tiros e gás. Mais jovens foram mortos hoje.
Só há uma resposta a isso. Não é o "diálogo" com assassinos. Não é a "paz" com torturadores. Não é a "amizade" com canalhas.
Pelo fim do regime islâmico no Irã! Morte à tirania! Morte a Khamenei e Ahmadinejad! Liberdade para o povo persa!

Só há uma resposta possível a isso. Morte a Khamenei. Morte à tirania dos aiatolás. Pela liberdade do povo iraniano!
Obama condenou a violência, mas do seu modo neutro, calculador. Falou em "comunidade internacional". Você já ouviu algum outro presidente americano que fale tanto em "comunidade internacional"? Preste atenção. Ele raramente fala em nome dos EUA ou da América. Fala em nome de si mesmo ou da "comunidade internacional". Como se fosse presidente do mundo. Observe ainda que seus pronunciamentos foram todos feitos de acordo com as notícias que iam chegando. Primeiro celebrou o "robusto debate" da eleição. Mesmo quando a fraude já era óbvia, ainda assim falou que estaria disposto a dialogar com o vencedor. Somente quando a brutalidade da repressão começou a ficar óbvia demais é que fez um pronunciamento contrário à violência, mas, mesmo assim, um pronunciamento morno, que nem ao menos foi lido pessoalmente. Um presidente com princípios teria agido de modo diferente, mas Obama tem princípios? Acredita na democracia? Acredita nos EUA? Francamente, não sei.
Amahdinejad, de qualquer modo, respondeu com desprezo. Criticou EUA e Inglaterra (?) e falou que quem critica o Irã não será incluído no seu "círculo de amizade". Como se alguém quisesse amizade com um assassino de adolescentes.
Enquanto espanca o próprio povo, a corja no poder do Irã planeja um exercício militar ousado a partir de segunda-feira, com os olhos voltados para Israel. Como se nada estivesse acontecendo no próprio país.
Os protestos continuam. A filha de Rafsanjani foi presa. A população continua sento atacada a tiros e gás. Mais jovens foram mortos hoje.
Só há uma resposta a isso. Não é o "diálogo" com assassinos. Não é a "paz" com torturadores. Não é a "amizade" com canalhas.
Pelo fim do regime islâmico no Irã! Morte à tirania! Morte a Khamenei e Ahmadinejad! Liberdade para o povo persa!

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segunda-feira, 15 de junho de 2009
O Irã e a Internet
Os protestos continuam no Irã, já com ao menos um morto, ou, segundo outras fontes, com dezenas. Fotos dos protestos ao vivo de Teerã aqui. O Bruno Mota tem dois excelentes artigos sobre o tema, em "Nunca compre uma rifa de um Aiatolá". De qualquer modo, a prova mais coerente para a existência de fraude me parece a seguinte - cadê os manifestantes pró-Amahdinejad celebrando nas ruas a "vitória"? Só se vê a polícia e o governo contra os manifestantes.
Que houve fraude ou algum outro tipo de manipulação é bastante claro. A grande dúvida é por que os mulás determinaram - ao custo de conflito interno e repercussão negativa externa - a vitória do polêmico Ahmadinejad, quando um falso moderado como Mousavi poderia tornar mais fácil o falso diálogo com Washington e a aquisição de armas nucleares e, por extensão, a permanência eterna do regime? Alguns acreditam que se trate de uma disputa interna entre dois grupos de mulás, ou entre os mulás tradicionais e os "neo-mulás", isto e, entre as lideranças religiosas tradicionais e a Guarda Revolucionária. Spengler tem outra teoria, que relaciona os eventos em Teerã com os eventos em Islamabad e no grande contexto de sunitas versus xiitas no mundo islâmico.
Idiolber, enquanto isso, fala sobre... música popular. O único momento em que menciona o Irã é com um link, "A reeleição de Amahdinejad e a hipocrisia de Israel". Não li, mas o título basta. É impressionante! Esse pessoal não consegue criticar os fanáticos islâmicos e/ou Amahdinejad. Não só isso, como ainda aproveita o evento para criticar Bush, Israel, o "capitalismo", etc. E depois ainda têm coragem de criticar a ditadura brasileira e exigir bolsa...
As declarações de Lula de que "É uma votação muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude”, então, são de doer. Poucas vezes um presidente de qualquer país do mundo disse tanta besteira junta. Obama chegou perto: mas, depois de celebrar o "robusto debate" das eleições iranianas, preferiu ficar calado. Por ora, não saiu uma única crítica do seu governo à violenta repressão dos mulás.
Surpreende - ou não - a grande participação das mulheres nos protestos.
Do meu modesto ponto de vista, de certa forma, quanto pior melhor. Mesmo que os protestos terminem nos próximos dias, a disputa interna enfraquece o regime dos aiatolás e apressa o seu fim.
Que houve fraude ou algum outro tipo de manipulação é bastante claro. A grande dúvida é por que os mulás determinaram - ao custo de conflito interno e repercussão negativa externa - a vitória do polêmico Ahmadinejad, quando um falso moderado como Mousavi poderia tornar mais fácil o falso diálogo com Washington e a aquisição de armas nucleares e, por extensão, a permanência eterna do regime? Alguns acreditam que se trate de uma disputa interna entre dois grupos de mulás, ou entre os mulás tradicionais e os "neo-mulás", isto e, entre as lideranças religiosas tradicionais e a Guarda Revolucionária. Spengler tem outra teoria, que relaciona os eventos em Teerã com os eventos em Islamabad e no grande contexto de sunitas versus xiitas no mundo islâmico.
Idiolber, enquanto isso, fala sobre... música popular. O único momento em que menciona o Irã é com um link, "A reeleição de Amahdinejad e a hipocrisia de Israel". Não li, mas o título basta. É impressionante! Esse pessoal não consegue criticar os fanáticos islâmicos e/ou Amahdinejad. Não só isso, como ainda aproveita o evento para criticar Bush, Israel, o "capitalismo", etc. E depois ainda têm coragem de criticar a ditadura brasileira e exigir bolsa...
As declarações de Lula de que "É uma votação muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude”, então, são de doer. Poucas vezes um presidente de qualquer país do mundo disse tanta besteira junta. Obama chegou perto: mas, depois de celebrar o "robusto debate" das eleições iranianas, preferiu ficar calado. Por ora, não saiu uma única crítica do seu governo à violenta repressão dos mulás.
Surpreende - ou não - a grande participação das mulheres nos protestos.
Do meu modesto ponto de vista, de certa forma, quanto pior melhor. Mesmo que os protestos terminem nos próximos dias, a disputa interna enfraquece o regime dos aiatolás e apressa o seu fim.
sábado, 13 de junho de 2009
Eleições no Irã e a "vontade do povo"
Amadinehjad foi "reeleito", quase certamente com a ajuda de uma pequena fraude, e o Irã está literalmente pegando fogo.
A administração Obama está num dilema. Queria negociar com o Irã. Porém, com censura e estudantes levando pancada na rua, fica mais difícil fingir que o sujeito é "moderado" e só quer "dialogar". Obama vai ter que endurecer, ou passar por otário. Talvez prefira passar por otário, mas o resto do mundo não vai acompanhar - nem mesmo os países árabes sunitas, que estão cada vez mais preocupados com a beligerância persa xiita.
Ao contrário do que poderia parecer, talvez a situação seja melhor para Israel também. Um falso moderado (não existem reformistas reais no Irã, já que quem manda mesmo é o Ali Khamenei e seus 40 aiatolás) deixaria o mundo menos preocupado com os iranianos e suas bombas nucleares. Do jeito que está, com a ditadura escancarada mesmo para o mais ardente esquerdista, justifica-se cada vez mais um ataque preventivo às instalações nucleares ou, quem sabe, ao próprio governo dos aiatolás (não custa sonhar).
Outra opção seria uma revolução popular no Irã, mas é pouco possível que esta funcione. Quem detém as armas detém o poder (e é por essa razão que uma das primeiras coisas que os ditadores fazem ao tomar o poder é tirar as armas da população). Além disso, a maioria dos descontentes são o pessoal que mora na cidade (e por isso todo o conflito centra-se em Teerã), mas nas zonas rurais miseráveis o regime ainda tem apoio (faz lembrar um outro longínquo país...).
O que é espantoso, mesmo, é o apoio irrestrito que Amadinehjad tem entre os esquerdistas. Só com esse público Amadinehjad é unânime. Fico impressionado. Prova de que tem gente que gosta mesmo é de um ditador, seja de que tipo for.
Agora, uma coisa que é preciso dizer é o seguinte: mesmo que não tivesse havido fraude, e a vitória de Amadinehjad representasse a real "vontade do povo", isso não mudaria tanto as coisas. Muitas pessoas acreditam que democracia significa apenas respeitar a vontade da maioria, independentemente do que esta vontade significar. Assim, segundo estes "esclarecidos", se a maioria do povo iraniano quiser apedrejar suas mulheres, ou enforcar suas crianças, ou tirar o dinheiro de uma minoria e escravizá-la, ou matar judeus, ou detonar uma bomba atômica em Tel Aviv, tudo bem, "devemos respeitar".
Errado. Ditadura (ou imoralidade) da maioria continua sendo ditadura (ou imoralidade).
A administração Obama está num dilema. Queria negociar com o Irã. Porém, com censura e estudantes levando pancada na rua, fica mais difícil fingir que o sujeito é "moderado" e só quer "dialogar". Obama vai ter que endurecer, ou passar por otário. Talvez prefira passar por otário, mas o resto do mundo não vai acompanhar - nem mesmo os países árabes sunitas, que estão cada vez mais preocupados com a beligerância persa xiita.
Ao contrário do que poderia parecer, talvez a situação seja melhor para Israel também. Um falso moderado (não existem reformistas reais no Irã, já que quem manda mesmo é o Ali Khamenei e seus 40 aiatolás) deixaria o mundo menos preocupado com os iranianos e suas bombas nucleares. Do jeito que está, com a ditadura escancarada mesmo para o mais ardente esquerdista, justifica-se cada vez mais um ataque preventivo às instalações nucleares ou, quem sabe, ao próprio governo dos aiatolás (não custa sonhar).
Outra opção seria uma revolução popular no Irã, mas é pouco possível que esta funcione. Quem detém as armas detém o poder (e é por essa razão que uma das primeiras coisas que os ditadores fazem ao tomar o poder é tirar as armas da população). Além disso, a maioria dos descontentes são o pessoal que mora na cidade (e por isso todo o conflito centra-se em Teerã), mas nas zonas rurais miseráveis o regime ainda tem apoio (faz lembrar um outro longínquo país...).
O que é espantoso, mesmo, é o apoio irrestrito que Amadinehjad tem entre os esquerdistas. Só com esse público Amadinehjad é unânime. Fico impressionado. Prova de que tem gente que gosta mesmo é de um ditador, seja de que tipo for.
Agora, uma coisa que é preciso dizer é o seguinte: mesmo que não tivesse havido fraude, e a vitória de Amadinehjad representasse a real "vontade do povo", isso não mudaria tanto as coisas. Muitas pessoas acreditam que democracia significa apenas respeitar a vontade da maioria, independentemente do que esta vontade significar. Assim, segundo estes "esclarecidos", se a maioria do povo iraniano quiser apedrejar suas mulheres, ou enforcar suas crianças, ou tirar o dinheiro de uma minoria e escravizá-la, ou matar judeus, ou detonar uma bomba atômica em Tel Aviv, tudo bem, "devemos respeitar".
Errado. Ditadura (ou imoralidade) da maioria continua sendo ditadura (ou imoralidade).
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Raízes da violência
Theodore Dalrymple já notou várias vezes que a Inglaterra do pós-guerra na qual ele cresceu, não obstante ser muito mais pobre do que a Inglaterra atual, não tinha o nível de violência e caos social que observa-se hoje em dia. A mesma coisa poderíamos observar no Brasil, nos EUA, ou, de fato, em quase qualquer outro país: o nível de violência urbana é hoje muito superior ao de 40, 50, 60 anos atrás, não obstante o aumento geral da prosperidade. Só essa observação seria suficiente para comprovar que a pobreza nada tem a ver com o aumento da violência, mas que há outros fatores em jogo - provavelmente, questões comportamentais.
Dois fatores são os mais preponderantes: um deles, naturalmente, é a impunidade. Recentemente, dois hooligans ingleses torturaram e mataram dois estudantes franceses. O surpreendente - ou não - é que no momento do crime eles deveriam estar na cadeia por crimes cometidos anteriormente, mas juizes liberais preferiram deixá-los livres.
Mas deixar de punir criminosos selvagens não é suficiente para o establishment esquerdista. É preciso também criminalizar quem se defende. Não somente o cidadão comum é proibido de ter armas, como, em muitos casos, pode ser preso se resistir a um ataque. Nos EUA, um farmacista que matou o bandido que assaltou sua loja foi preso, acusado de assassinato. Em certos países como a Austrália e Nova Zelândia, você é proibido de atirar primeiro em um ladrão que invadir sua casa. Deve esperar ele atacar, "provando" que realmente tem más intenções.
Naturalmente, esse tipo de insanidade terminará mal, muito mal. Chegaremos a um ponto em que a polícia e a justiça ficarão totalmente desacreditadas, e as pessoas recorrerão à proteção mafiosa ou ao vigilantismo. Bem, no Brasil há muito tempo já chegamos a esse ponto.
Dois fatores são os mais preponderantes: um deles, naturalmente, é a impunidade. Recentemente, dois hooligans ingleses torturaram e mataram dois estudantes franceses. O surpreendente - ou não - é que no momento do crime eles deveriam estar na cadeia por crimes cometidos anteriormente, mas juizes liberais preferiram deixá-los livres.
Mas deixar de punir criminosos selvagens não é suficiente para o establishment esquerdista. É preciso também criminalizar quem se defende. Não somente o cidadão comum é proibido de ter armas, como, em muitos casos, pode ser preso se resistir a um ataque. Nos EUA, um farmacista que matou o bandido que assaltou sua loja foi preso, acusado de assassinato. Em certos países como a Austrália e Nova Zelândia, você é proibido de atirar primeiro em um ladrão que invadir sua casa. Deve esperar ele atacar, "provando" que realmente tem más intenções.
Naturalmente, esse tipo de insanidade terminará mal, muito mal. Chegaremos a um ponto em que a polícia e a justiça ficarão totalmente desacreditadas, e as pessoas recorrerão à proteção mafiosa ou ao vigilantismo. Bem, no Brasil há muito tempo já chegamos a esse ponto.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Os Tribalistas
Será que nós humanos já evoluímos além do tribalismo?
No Brasil, índios recebem terras exclusivas e obedecem a uma legislação diferente da do resto da população. A questão das cotas raciais gera indignação em alguns e orgulho em outros, e cria uma divisão - real ou não, já não sei - entre "negros" e "brancos", ainda que haja muitos que fiquem no meio do caminho neste país de mulatos e mamelucos.
Nos EUA, Obama - que foi eleito por 95% dos negros americanos exclusivamente devido à cor de sua pele - colocou uma mulher latina como juíza da Suprema Corte. E ela disse o seguinte:
Já pensou se algum branco disesse que "sua experiência como homem branco lhe permitiria ser um melhor juiz"? O mundo viria abaixo. E no entanto ninguém se espanta com o fato de que uma juíza da Suprema Corte diga que suas decisões não só não derivam exclusivamente da Lei - mas que sua identidade como mulher latina seja tão ou mais importante na hora de decidir, pois por ser mulher e latina ela seria melhor do que um homem branco.
Ué. Será que isso não é racismo?
O que esses fatos - e muitos outros - mostram é que negros, indígenas, latinos, asiáticos, muçulmanos, e até mesmo em parte os judeus (ainda que estes sejam considerados parte dos brancos opressores, especialmente se "sionistas") - todos continuam, em maior ou menor grau, "tribalistas", isto é, associados com as pessoas do seu grupo e lutando pelos seus direitos enquanto grupo. Pelo jeito, os únicos otários que acreditaram na falácia do multiculturalismo são os brancos ocidentais. É o único grupo que se mistura ativamente com os outros e ao qual não é permitido o tribalismo explícito. Afinal, ao contrário dos outros grupos, qualquer coisa que falarem contra os outros e serão acusados de "racistas" ou até de "fascistas".
Não vai aqui uma apologia do racismo, ao contrário. Prefiro um sistema político, social e legal no qual as leis e os direitos sejam iguais para todos, independente de raça, cor ou religião (eu disse iguais, não com direitos maiores a minorias).
Mas o tribalismo é uma característica humana. Nada há nada de necessariamente errado nisso, é mesmo perfeitamente natural: preferimos viver com os que mais se assemelham conosco. Mesmo em uma cidade cosmopolita e multicultural como Los Angeles, os vários grupos étnicos, nacionais e/ou religiosos vivem em geral separados: há o bairro chinês, o bairro coreano, o bairro judeu ortodoxo, o bairro iraniano, os vários bairros latinos, os vários bairros negros, etc. Um pouco de mistura há, mas, no fundo, naquilo que importa, ninguém se mistura muito com ninguém.
Ocorre então uma coisa curiosa: quanto mais se propaga o multiculturalismo e a diversidade, mais se reforça o tribalismo. Na França, já são de conhecimento público os ataques dos imigrantes contra a polícia e a propriedade nos bairros de periferia, bem como casos espantosos de ataques a jovens judeus. Na Inglaterra, muçulmanos freqüentemente protestam violentamente. Nos EUA, provando que as minorias só são aliadas de conveniência, gangues de latinos atacam violentamente negros, querendo exterminá-los (e vice-versa). Na Suécia, já há bairros em que loiros de olhos azuis não mais se atrevem a entrar.
O problema, então, é que a esquerda, que antes tentava jogar os trabalhadores contra os "donos dos meios de produção", isto é, estimulava a luta de classes, agora parece que decidiu mudar de tática e dedicar-se sem escrúpulos a incentivar o ressentimento racial. De outra forma não podem ser entendidos os pronunciamentos cada vez mais agressivos contra o "homem branco", as políticas de "cotas raciais" e de reparações milionárias pela escravidão a negros e indígenas, políticas estas que já estão ou estarão logo a caminho na Bolívia, na Venezuela, no Brasil e até nos EUA.
Esse racismo explícito é bastante perigoso, pois - como somos sempre tribalistas, ainda que tentemos contê-lo - cedo ou tarde vai gerar um backlash, com os brancos também agindo de modo lamentavelmente violento e tribal. Em 1992 houve protestos raciais violentos aqui mesmo em Los Angeles. Se ocorrerem de novo, serão muito piores, por mais que haja um afro-americano na presidência e uma latina na Suprema Corte.
No Brasil, índios recebem terras exclusivas e obedecem a uma legislação diferente da do resto da população. A questão das cotas raciais gera indignação em alguns e orgulho em outros, e cria uma divisão - real ou não, já não sei - entre "negros" e "brancos", ainda que haja muitos que fiquem no meio do caminho neste país de mulatos e mamelucos.
Nos EUA, Obama - que foi eleito por 95% dos negros americanos exclusivamente devido à cor de sua pele - colocou uma mulher latina como juíza da Suprema Corte. E ela disse o seguinte:
I would hope that a wise Latina woman with the richness of her experience would more often than not reach a better conclusion than a white male who hasn’t lived that life.
Já pensou se algum branco disesse que "sua experiência como homem branco lhe permitiria ser um melhor juiz"? O mundo viria abaixo. E no entanto ninguém se espanta com o fato de que uma juíza da Suprema Corte diga que suas decisões não só não derivam exclusivamente da Lei - mas que sua identidade como mulher latina seja tão ou mais importante na hora de decidir, pois por ser mulher e latina ela seria melhor do que um homem branco.
Ué. Será que isso não é racismo?
O que esses fatos - e muitos outros - mostram é que negros, indígenas, latinos, asiáticos, muçulmanos, e até mesmo em parte os judeus (ainda que estes sejam considerados parte dos brancos opressores, especialmente se "sionistas") - todos continuam, em maior ou menor grau, "tribalistas", isto é, associados com as pessoas do seu grupo e lutando pelos seus direitos enquanto grupo. Pelo jeito, os únicos otários que acreditaram na falácia do multiculturalismo são os brancos ocidentais. É o único grupo que se mistura ativamente com os outros e ao qual não é permitido o tribalismo explícito. Afinal, ao contrário dos outros grupos, qualquer coisa que falarem contra os outros e serão acusados de "racistas" ou até de "fascistas".
Não vai aqui uma apologia do racismo, ao contrário. Prefiro um sistema político, social e legal no qual as leis e os direitos sejam iguais para todos, independente de raça, cor ou religião (eu disse iguais, não com direitos maiores a minorias).
Mas o tribalismo é uma característica humana. Nada há nada de necessariamente errado nisso, é mesmo perfeitamente natural: preferimos viver com os que mais se assemelham conosco. Mesmo em uma cidade cosmopolita e multicultural como Los Angeles, os vários grupos étnicos, nacionais e/ou religiosos vivem em geral separados: há o bairro chinês, o bairro coreano, o bairro judeu ortodoxo, o bairro iraniano, os vários bairros latinos, os vários bairros negros, etc. Um pouco de mistura há, mas, no fundo, naquilo que importa, ninguém se mistura muito com ninguém.
Ocorre então uma coisa curiosa: quanto mais se propaga o multiculturalismo e a diversidade, mais se reforça o tribalismo. Na França, já são de conhecimento público os ataques dos imigrantes contra a polícia e a propriedade nos bairros de periferia, bem como casos espantosos de ataques a jovens judeus. Na Inglaterra, muçulmanos freqüentemente protestam violentamente. Nos EUA, provando que as minorias só são aliadas de conveniência, gangues de latinos atacam violentamente negros, querendo exterminá-los (e vice-versa). Na Suécia, já há bairros em que loiros de olhos azuis não mais se atrevem a entrar.
O problema, então, é que a esquerda, que antes tentava jogar os trabalhadores contra os "donos dos meios de produção", isto é, estimulava a luta de classes, agora parece que decidiu mudar de tática e dedicar-se sem escrúpulos a incentivar o ressentimento racial. De outra forma não podem ser entendidos os pronunciamentos cada vez mais agressivos contra o "homem branco", as políticas de "cotas raciais" e de reparações milionárias pela escravidão a negros e indígenas, políticas estas que já estão ou estarão logo a caminho na Bolívia, na Venezuela, no Brasil e até nos EUA.
Esse racismo explícito é bastante perigoso, pois - como somos sempre tribalistas, ainda que tentemos contê-lo - cedo ou tarde vai gerar um backlash, com os brancos também agindo de modo lamentavelmente violento e tribal. Em 1992 houve protestos raciais violentos aqui mesmo em Los Angeles. Se ocorrerem de novo, serão muito piores, por mais que haja um afro-americano na presidência e uma latina na Suprema Corte.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
"Tortura mas não mata?"
Preciso falar uma coisa sobre a tortura, e todo esse blablablá do Obama sobre os EUA recuperarem a "estatura moral", e a crítica e perseguição ao governo Bush, que teria usado "tortura", ou ao menos waterboarding para extrair confissões.
Não sou de modo algum a favor da tortura, e a princípio concordaria com a proibição obamística do seu uso, mas devemos admitir - a tortura existe.
Existe na Jordânia, existe na Arábia Saudita, existe no Brasil, existe nos EUA, existe na Europa, existe em todo o mundo.
Às vezes, como nos países do Oriente Médio acima mencionados, a tortura é realizada por funcionários do Estado, militares ou policiais, seja seguindo ordens diretas ou não. Em outros países, a tortura é na maior parte das vezes realizada por entidades não-estatais de bandidos, traficantes, terroristas, guerrilheiros, rebeldes e criminosos. Mas é tortura, e tem o mesmo objetivo de extrair confissões.
Segundo ponto: a tortura funciona. Se não funcionasse, ninguém a usaria.
Então o dilema moral é: se é urgentemente necessário obter informação de um criminoso / terrorista / seqüestrador para salvar a vida de um ou de milhares (milhões?) de pessoas, é permissível usar a tortura?
Richard Fernandez escreveu um ótimo post a respeito, questionando os vários aspectos da questão. E ele pergunta: embora hoje todo mundo seja naturalmente contrário à tortura de prisioneiros da Al-Qaeda, será que se amanhã uma bomba nuclear explodisse em NY, todos seriam ainda da mesma opinião? Se alguém tivesse um filho seqüestrado, e fosse possível torturar um cúmplice do seqüestrador para reavê-lo, será que todos seriam tão contrários à tortura assim?
E ainda: não é lícito torturar, mas bombardear pode? Afinal, o governo Obama segue mandando pelos ares alguns talibãs. O que pode e o que não pode? O que é moral e o que não é?
São questões sérias.
O moralismo esquerdista resume-se em dar o máximo de proteção aos maiores criminosos, torturadores e assassinos, desde que estes não sejam "de direita" (aí podem ser até fuzilados). O próprio ato de querer perseguir mais a CIA e o Bush do que os terroristas (chegando até a publicar memos secretos, pondo em risco à nação) dá a medida dos verdadeiros inimigos da esquerda.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao controle de armas. Para o progressista, que um cidadão tenha o direito de se defender de criminosos é errado, por isso as leis de controle de armas. Mas tal controle, embora tire a proteção armada do cidadão respeitador da lei, não a tira do criminoso, já que este está se lixando para a lei - não respeita a lei da propriedade, porque deveria respeitar a lei do controle de armas? Sendo assim, as leis de controle armamentista têm um único resultado - desarmar o sujeito que pretende apenas defender sua família e propriedade, e armar aquele que quer roubá-lo.
Do mesmo modo, as leis que protegem o terrorista da tortura (ou mesmo que transformam em "tortura" todo tipo de questionamento mais árduo), que dão direitos excepcionais e proteção da convenção de Genebra a bandidos e terroristas que não respeitam qualquer convenção e que operam fora de qualquer respeito aos direitos humanos, que dão a piratas somalis o direito de ser julgados sob um sistema sob o qual eles não tem cidadania - tudo isso, embora nobre, talvez tenda a um único resultado a longo prazo: aumentar o número a selvageria dos terroristas e criminosos, aos quais a tortura é permitida já que não perdem direito nenhum com isso, e enfraquecer o cidadão comum.
Bandidos que não respeitam a convenção de Genebra não têm direito à sua proteção.
E tem outra coisa: é fácil falar uma coisa e fazer outra. Lembram do "ninguém é mais ético do que o PT" ao mesmo tempo em que se roubava? Da mesma forma, o governo Obama diz frases nobres sobre moral e ética, ao mesmo tempo em que faz exatamente o contrário, como mostra aqui Victor Davis Hanson.
Por ora, em relativa segurança, é fácil pontificar sobre nobres ideais. Mas, se houver um novo ataque fulminante aos EUA que ameace sua própria sobrevivência, aposto que o governo Obama vai ser o primeiro a torturar terroristas, ainda que chame de outra coisa e não de "tortura".
Não sou de modo algum a favor da tortura, e a princípio concordaria com a proibição obamística do seu uso, mas devemos admitir - a tortura existe.
Existe na Jordânia, existe na Arábia Saudita, existe no Brasil, existe nos EUA, existe na Europa, existe em todo o mundo.
Às vezes, como nos países do Oriente Médio acima mencionados, a tortura é realizada por funcionários do Estado, militares ou policiais, seja seguindo ordens diretas ou não. Em outros países, a tortura é na maior parte das vezes realizada por entidades não-estatais de bandidos, traficantes, terroristas, guerrilheiros, rebeldes e criminosos. Mas é tortura, e tem o mesmo objetivo de extrair confissões.
Segundo ponto: a tortura funciona. Se não funcionasse, ninguém a usaria.
Então o dilema moral é: se é urgentemente necessário obter informação de um criminoso / terrorista / seqüestrador para salvar a vida de um ou de milhares (milhões?) de pessoas, é permissível usar a tortura?
Richard Fernandez escreveu um ótimo post a respeito, questionando os vários aspectos da questão. E ele pergunta: embora hoje todo mundo seja naturalmente contrário à tortura de prisioneiros da Al-Qaeda, será que se amanhã uma bomba nuclear explodisse em NY, todos seriam ainda da mesma opinião? Se alguém tivesse um filho seqüestrado, e fosse possível torturar um cúmplice do seqüestrador para reavê-lo, será que todos seriam tão contrários à tortura assim?
E ainda: não é lícito torturar, mas bombardear pode? Afinal, o governo Obama segue mandando pelos ares alguns talibãs. O que pode e o que não pode? O que é moral e o que não é?
São questões sérias.
O moralismo esquerdista resume-se em dar o máximo de proteção aos maiores criminosos, torturadores e assassinos, desde que estes não sejam "de direita" (aí podem ser até fuzilados). O próprio ato de querer perseguir mais a CIA e o Bush do que os terroristas (chegando até a publicar memos secretos, pondo em risco à nação) dá a medida dos verdadeiros inimigos da esquerda.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao controle de armas. Para o progressista, que um cidadão tenha o direito de se defender de criminosos é errado, por isso as leis de controle de armas. Mas tal controle, embora tire a proteção armada do cidadão respeitador da lei, não a tira do criminoso, já que este está se lixando para a lei - não respeita a lei da propriedade, porque deveria respeitar a lei do controle de armas? Sendo assim, as leis de controle armamentista têm um único resultado - desarmar o sujeito que pretende apenas defender sua família e propriedade, e armar aquele que quer roubá-lo.
Do mesmo modo, as leis que protegem o terrorista da tortura (ou mesmo que transformam em "tortura" todo tipo de questionamento mais árduo), que dão direitos excepcionais e proteção da convenção de Genebra a bandidos e terroristas que não respeitam qualquer convenção e que operam fora de qualquer respeito aos direitos humanos, que dão a piratas somalis o direito de ser julgados sob um sistema sob o qual eles não tem cidadania - tudo isso, embora nobre, talvez tenda a um único resultado a longo prazo: aumentar o número a selvageria dos terroristas e criminosos, aos quais a tortura é permitida já que não perdem direito nenhum com isso, e enfraquecer o cidadão comum.
Bandidos que não respeitam a convenção de Genebra não têm direito à sua proteção.
E tem outra coisa: é fácil falar uma coisa e fazer outra. Lembram do "ninguém é mais ético do que o PT" ao mesmo tempo em que se roubava? Da mesma forma, o governo Obama diz frases nobres sobre moral e ética, ao mesmo tempo em que faz exatamente o contrário, como mostra aqui Victor Davis Hanson.
Por ora, em relativa segurança, é fácil pontificar sobre nobres ideais. Mas, se houver um novo ataque fulminante aos EUA que ameace sua própria sobrevivência, aposto que o governo Obama vai ser o primeiro a torturar terroristas, ainda que chame de outra coisa e não de "tortura".
quarta-feira, 11 de março de 2009
Islã moderado
Na Arábia Saudita, uma velhinha de 75 anos foi condenada a 40 chicotadas, quatro meses de prisão e expulsão definitiva do país árabe. Motivo? Recebeu em sua casa a visita de dois homens que não eram seus parentes diretos.
No Egito, muçulmanos queimaram vivo um jovem cristão, mataram seu pai a facadas e ainda tentaram matar seu irmão, que está no hospital. O motivo de tudo isso? O rumor de que ele estaria tendo uma relação com uma garota muçulmana.
No Paquistão, uma turba de muçulmanos enfurecidos atacou famílias cristãs resultando em 16 feridos e uma mulher cristã de 45 anos morta a pauladas. O motivo? Um cristão (não relacionado de modo algum com as vítimas) teria tido a ousadia de prestar queixa na delegacia contra dois muçulmanos que acusava de roubo e tentativa de estupro.
E olha que esses são os muçulmanos moderados, quer dizer, muçulmanos comuns que não pertencem a nenhum grupo terrorista radical.
Vamos falar sério? Não há hoje em dia religião mais racista, misógina, violenta, supremacista e discriminatória do que o Islã. Não há grupo mais perseguido do que os cristãos em terras muçulmanas. E, no entanto, por algum motivo que desconheço, a mídia quase sempre trata os muçulmanos como coitadinhos, vítimas incompreendidas do ocidente imperialista cristão, quando não dos "sionistas".
Enquanto isso, Obama promete dialogar com os "talibãs moderados". E os talibãs se ofendem: moderados, nós?
Nem sei se essas barbaridades todas provém do Corão ou meramente da cultura tribal preexistente ao Islã. Não sei, e não importa. Não existem "muçulmanos moderados" - existem muçulmanos laicos, é tudo. Muçulmanos só no nome, como grande parte dos católicos no Brasil.
Podemos ficar tentando por anos buscando o "Islã moderado", é uma quimera tão inútil quanto a busca pelo Santo Graal. E, de qualquer modo, para que serve? Que os muçulmanos tenham uma "cultura" diversa, tudo bem, é direito deles. Mas ela lá, e nós aqui. O que não se entende é porque os países ocidentais deveriam importá-los e dar-lhes ainda direitos especiais, direitos que os cristãos jamais terão em seus miseráveis países.
No Egito, muçulmanos queimaram vivo um jovem cristão, mataram seu pai a facadas e ainda tentaram matar seu irmão, que está no hospital. O motivo de tudo isso? O rumor de que ele estaria tendo uma relação com uma garota muçulmana.
No Paquistão, uma turba de muçulmanos enfurecidos atacou famílias cristãs resultando em 16 feridos e uma mulher cristã de 45 anos morta a pauladas. O motivo? Um cristão (não relacionado de modo algum com as vítimas) teria tido a ousadia de prestar queixa na delegacia contra dois muçulmanos que acusava de roubo e tentativa de estupro.
E olha que esses são os muçulmanos moderados, quer dizer, muçulmanos comuns que não pertencem a nenhum grupo terrorista radical.
Vamos falar sério? Não há hoje em dia religião mais racista, misógina, violenta, supremacista e discriminatória do que o Islã. Não há grupo mais perseguido do que os cristãos em terras muçulmanas. E, no entanto, por algum motivo que desconheço, a mídia quase sempre trata os muçulmanos como coitadinhos, vítimas incompreendidas do ocidente imperialista cristão, quando não dos "sionistas".
Enquanto isso, Obama promete dialogar com os "talibãs moderados". E os talibãs se ofendem: moderados, nós?
Nem sei se essas barbaridades todas provém do Corão ou meramente da cultura tribal preexistente ao Islã. Não sei, e não importa. Não existem "muçulmanos moderados" - existem muçulmanos laicos, é tudo. Muçulmanos só no nome, como grande parte dos católicos no Brasil.
Podemos ficar tentando por anos buscando o "Islã moderado", é uma quimera tão inútil quanto a busca pelo Santo Graal. E, de qualquer modo, para que serve? Que os muçulmanos tenham uma "cultura" diversa, tudo bem, é direito deles. Mas ela lá, e nós aqui. O que não se entende é porque os países ocidentais deveriam importá-los e dar-lhes ainda direitos especiais, direitos que os cristãos jamais terão em seus miseráveis países.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Meninas que correm com cães

Corre o mundo o caso de Madina, a menina de 3 anos criada por cães. A palavra "criada" não é bem exata: afinal, ainda vivia com a mãe, esta é que a tratava como um cachorro. Ela comia e dormia com os cães. Andava de quatro e aprendeu a rosnar.
(Não é o pior caso de maltrato de crianças. Vejam, se tiverem estômago, o horrível caso de Baby P, na Inglaterra, onde as maiores violências aconteceram por meses sem que nenhum dos assistentes sociais ou médicos que examinaram a criança repetidas vezes se desse conta, garantindo à mãe a guarda da criança até não ser tarde demais. Como pode? Dalrymple explica.)
Alguns interpretaram a história de Madina como superioridade dos cães sobre os homens no trato de crianças. Mark Twain já dizia, "Alimente um cão e ele não vai morder sua mão. Essa é a principal diferença entre um cão e um homem."
Animais também são capazes de coisas terríveis. Há animais que matam e comem suas próprias crias. Houve mais de um caso de um cão que matou um bebê. No entanto, a crueldade é um aspecto unicamente humano, assim como o próprio conceito de crueldade.
Em "Os irmãos Karamazov", de Dostoyevsky, o maltrato de crianças é objeto de uma discussão sobre a existência de Deus. Como Deus permitiria o maltrato de crianças, seres sem pecado? - pergunta Ivan.
Não vou meter-me em discussões filosóficas. Realmente é algo que ultrapassa a minha capacidade de entendimento a crueldade de certos pais com seus próprios filhos.
Madina, ao menos, foi salva. É possível que, dada sua idade, os danos não tenham sido irreversíveis, e ela possa crescer como uma criança normal.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Um bicho às terças sextas

Se Darwin estivesse vivo, teria completado 200 anos no dia 12 de fevereiro passado, tornando-se um fenômeno da evolução da espécie humana. Já em novembro, completar-se-ão (gostaram da mesóclise?) 150 anos desde a publicação de "A Origem das Espécies", aquela que dizia que "o homem descende do macaco." ;-)
Pois parece que os macacos estão ficando excitados. Em Connecticut, um chimpanzé de estimação chamado Travis (Brickle?) que tinha sido criado desde pequeno como se fosse um ser humano, agrediu a própria dona e causou graves mutilações em uma vizinha, devorando partes de seu rosto e mãos.
O macaco bebia vinho em taça, tomava banho sozinho, havia participado de vários comerciais e sabia até navegar na Internet. Mas nesse dia, pirou: nem Xanax adiantou.
Chimpanzés - que tem 98% do DNA igual ao humano - são em geral animais dóceis, mas ainda assim são sempre animais selvagens. Quando ficam muito irritados, podem agredir de forma particularmente cruel: tendem a atacar particularmente o rosto e os genitais.
Macacos me mordam. Ou, pensando bem, melhor não.
P. S. Em minhas andanças pela internet, de vez em quando costumo ler o blog de um certo Lawrence Auster (que é aliás primo do romancista Paul Auster). Sujeito muito inteligente, mas tão conservador que quase faz o Olavo parecer um comunista. Ele não acredita na teoria da evolução, e diz que Darwin estava errado. Bom, eu não vou de novo me meter a discutir esse espinhoso tema novamente, mas uma das coisas que eu acho curiosa é a seguinte: se a evolução ocorre por meio de mutações genéticas randômicas, como é que tais mutações randômicas sempre aumentam a complexidade do ser, em vez de diminuí-la? A maioria das mutações - ou seja, genes defeituosos - não deveria ser negativa, portanto diminuindo as chances da espécie sobreviver? Há algum biólogo na sala? E afinal, descendemos ou não do macaco?
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