Não me interessa muito qual seja o arranjo entre o casal desde que satisfaça as justas aspirações de ambos e nos tire da rota de colisão com o iceberg sociológico-demográfico na qual o modelo tradicional nos colocou. (...) Se a Civilização Ocidental não puder conciliar os recém-conquistados direitos femininos com sua própria preservação, melhor mesmo que ela acabe nem com um estrondo nem com um suspiro, mas com uma orgia. Os muçulmanos herdarão a Terra.Embora a taxa de natalidade esteja em queda em quase todo o mundo civilizado (não incluo África nem América Latina nisso), Europa e Rússia são as regiões que apresentam o pior problema demográfico. Como se não bastasse a taxa de crescimento menor do que 2.0 (o que significa que a população diminuirá, e haverá menos jovens para sustentar milhões de velhos), também está o problema dos imigrantes muçulmanos, que se reproduzem como coelhos e planejam ocupar os espaços vazios da civilização pós-cristã.
O problema de Ana Cláudia é que, se a Civilização Ocidental acabar e os muçulmanos tomarem conta, os tais "direitos femininos" acabam também, pois os muçulmanos não parecem ter muito interesse nesse negócio. Será que, nesse caso, não é melhor perder os "direitos" e manter a Civilização Ocidental? (Ei, mas quem disse que essa é a escolha?)
O problema demográfico é, de qualquer modo, agudamente real. E ninguém até agora conseguiu apresentar uma solução concreta. Seria o subsídio para bebês a solução? Tanto Europa quanto Rússia estão fazendo tentativas desse tipo, oferecendo dinheiro a mães ou casais que tenham filhos. O problema é que, se os subsídios não discriminam enquanto a religião ou etnia, podem ser aproveitados tanto por muçulmanos quanto por nativos, e aí, dá na mesma ou até piora a situação. Somália Al-Farrábio vai ter sete pequenos Maomés e ganhar dinheiro para sustentá-los. Gioconda, Jeanne e Grete terão apenas um bebê, ou, com sorte, dois.
Seria a solução discriminar? Isto é, dar o subsídio apenas para bebês nativos, ou mesmo barrar a entrada de imigrantes muçulmanos? É o que sugere Geert Wilders: "Muçulmanos fora da Europa." Críticos, mesmo na direita, discordam. Dizem que discriminar seria errado, pois acaba com o conceito básico da liberdade religiosa e que existe uma diferença entre o "Islã" e o "Islamismo" e que a maioria dos muçulmanos é da Paz. Já fui dessa opinião; hoje discordo. Não existe nada chamado "islamismo", é uma invenção. Existe apenas o Islã. Há os mais afoitos que se explodem, os menos afoitos que apenas torcem por aqueles que se explodem, e os que simplesmente não estão muito interessados em religião - muçulmanos seculares.
Mas, mesmo que o Islã como um todo fosse da Paz, seria isso razão para uma substituição populacional na Europa, de sua maioria branca cristã para uma nova maioria muçulmana? E se fosse uma invasão de budistas, em vez de muçulmanos? Será que defender uma Europa com predomínio de cristãos é ser "nazista"? Mas não são os muçulmanos, hoje em dia, que são contra os judeus? É possível a sua assimilação pacífica ao continente? É possível o sonho da União Européia de uma europa multicultural, multireligiosa e secular? Ou terminará tudo em um grande conflito?
São questões prementes, que devem ser pensadas a fundo.
O que faz um país, ou um continente, é sua população. Uma Europa totalmente muçulmana não vai ser mais a Europa, vai ser o Oriente Médio - e provavelmente terá todos os problemas que o Oriente Médio tem. Uma Europa parcialmente muçulmana pode vir a ser um campo de batalhas, como já foi em 1683.
Por outro lado, a Europa de hoje não é mais a Europa de ontem, ou mesmo dos anos 70, e é possível que não tenha volta mesmo. Querer uma Europa cristã e sem muçulmanos, hoje em dia, talvez seja querer uma Europa de cartão-postal, que não existe mais, que talvez nunca tenha mesmo existido.
O fato é que, bem ou mal, o número de imigrantes muçulmanos e descendentes aumenta, ao mesmo tempo em que o número de nativos cristãos (ou pós-cristãos) diminui, e nas próximas décadas a configuração demográfica mudaria radicalmente (ver vídeo explicando tudo com animação aqui).
Se o subsídio não funciona, que outra solução há à vista? Uma delas seria a renovação do cristianismo, que é contrário ao aborto, à pílula, à revolução sexual e a quase todas as mudanças que fizeram com que a natalidade diminuísse nesses países. "Every sperm is sacred", etc. Mas não parece haver muita chance disso, com a Europa mais interessada na tal "orgia" de que fala a Ana Cláudia.
O futuro dirá.





