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quinta-feira, 11 de março de 2010

Subsidios para bebês

A leitora Ana Cláudia disse uma coisa interessante e ao mesmo tempo assustadora:
Não me interessa muito qual seja o arranjo entre o casal desde que satisfaça as justas aspirações de ambos e nos tire da rota de colisão com o iceberg sociológico-demográfico na qual o modelo tradicional nos colocou. (...) Se a Civilização Ocidental não puder conciliar os recém-conquistados direitos femininos com sua própria preservação, melhor mesmo que ela acabe nem com um estrondo nem com um suspiro, mas com uma orgia. Os muçulmanos herdarão a Terra.
Embora a taxa de natalidade esteja em queda em quase todo o mundo civilizado (não incluo África nem América Latina nisso), Europa e Rússia são as regiões que apresentam o pior problema demográfico. Como se não bastasse a taxa de crescimento menor do que 2.0 (o que significa que a população diminuirá, e haverá menos jovens para sustentar milhões de velhos), também está o problema dos imigrantes muçulmanos, que se reproduzem como coelhos e planejam ocupar os espaços vazios da civilização pós-cristã.

O problema de Ana Cláudia é que, se a Civilização Ocidental acabar e os muçulmanos tomarem conta, os tais "direitos femininos" acabam também, pois os muçulmanos não parecem ter muito interesse nesse negócio. Será que, nesse caso, não é melhor perder os "direitos" e manter a Civilização Ocidental? (Ei, mas quem disse que essa é a escolha?)

O problema demográfico é, de qualquer modo, agudamente real. E ninguém até agora conseguiu apresentar uma solução concreta. Seria o subsídio para bebês a solução? Tanto Europa quanto Rússia estão fazendo tentativas desse tipo, oferecendo dinheiro a mães ou casais que tenham filhos. O problema é que, se os subsídios não discriminam enquanto a religião ou etnia, podem ser aproveitados tanto por muçulmanos quanto por nativos, e aí, dá na mesma ou até piora a situação. Somália Al-Farrábio vai ter sete pequenos Maomés e ganhar dinheiro para sustentá-los. Gioconda, Jeanne e Grete terão apenas um bebê, ou, com sorte, dois.

Seria a solução discriminar? Isto é, dar o subsídio apenas para bebês nativos, ou mesmo barrar a entrada de imigrantes muçulmanos? É o que sugere Geert Wilders: "Muçulmanos fora da Europa." Críticos, mesmo na direita, discordam. Dizem que discriminar seria errado, pois acaba com o conceito básico da liberdade religiosa e que existe uma diferença entre o "Islã" e o "Islamismo" e que a maioria dos muçulmanos é da Paz. Já fui dessa opinião; hoje discordo. Não existe nada chamado "islamismo", é uma invenção. Existe apenas o Islã. Há os mais afoitos que se explodem, os menos afoitos que apenas torcem por aqueles que se explodem, e os que simplesmente não estão muito interessados em religião - muçulmanos seculares.

Mas, mesmo que o Islã como um todo fosse da Paz, seria isso razão para uma substituição populacional na Europa, de sua maioria branca cristã para uma nova maioria muçulmana? E se fosse uma invasão de budistas, em vez de muçulmanos? Será que defender uma Europa com predomínio de cristãos é ser "nazista"? Mas não são os muçulmanos, hoje em dia, que são contra os judeus? É possível a sua assimilação pacífica ao continente? É possível o sonho da União Européia de uma europa multicultural, multireligiosa e secular? Ou terminará tudo em um grande conflito?

São questões prementes, que devem ser pensadas a fundo.

O que faz um país, ou um continente, é sua população. Uma Europa totalmente muçulmana não vai ser mais a Europa, vai ser o Oriente Médio - e provavelmente terá todos os problemas que o Oriente Médio tem. Uma Europa parcialmente muçulmana pode vir a ser um campo de batalhas, como já foi em 1683.

Por outro lado, a Europa de hoje não é mais a Europa de ontem, ou mesmo dos anos 70, e é possível que não tenha volta mesmo. Querer uma Europa cristã e sem muçulmanos, hoje em dia, talvez seja querer uma Europa de cartão-postal, que não existe mais, que talvez nunca tenha mesmo existido.

O fato é que, bem ou mal, o número de imigrantes muçulmanos e descendentes aumenta, ao mesmo tempo em que o número de nativos cristãos (ou pós-cristãos) diminui, e nas próximas décadas a configuração demográfica mudaria radicalmente (ver vídeo explicando tudo com animação aqui).

Se o subsídio não funciona, que outra solução há à vista? Uma delas seria a renovação do cristianismo, que é contrário ao aborto, à pílula, à revolução sexual e a quase todas as mudanças que fizeram com que a natalidade diminuísse nesses países. "Every sperm is sacred", etc. Mas não parece haver muita chance disso, com a Europa mais interessada na tal "orgia" de que fala a Ana Cláudia.

O futuro dirá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A América pós-pós-racial

Atualização: o novo racismo é o anti-racismo. Qualquer branquelo que criticar Obama ou qualquer um de seus planos pela razão que for, é automaticamente tachado de "racista". Depois da articulista do NYT Maureen Dowd, o último a tentar esse truque agora foi o Jimmy Carter. Quer dizer: ninguém mais pode ser contra Obama. Mas o truque dos democratas vai falhar, pois só vai gerar uma irritação cada vez maior. E, um dia, ninguém mais vai se importar em ser chamado de "racista". Como a palavra "fascista", também abastardada pela esquerda, vai passar a não significar mais nada.


Havia esperanças que os EUA entrassem em uma era "pós-racial" após a eleição de Obama, o primeiro presidente mulato negro do país (não existe esse negócio de "mulato" nos EUA).

Porém, parece que é o contrário, os ânimos acirram-se cada vez mais. Infelizmente, foi o próprio Obama quem ajudou a criar essa atitude negativa, como bem explica Thomas Sowell. Em diversas ocasiões, como a prisão de seu amigo Gates, o caso dos "Black Panthers" que atacaram eleitores e não foram presos, ou a escolha de certos assessores, Obama lembrou mais o discípulo do Pastor Wright do que o elegante candidato pós-racial.

Se é verdade que há brancos racistas, não é menos verdade que há negros e hispânicos racistas, que pregam até mesmo a violência, a supremacia e o genocídio.

Sim, nessa salada entram também os hispânicos. Enquanto pode-se argumentar que os negros afro-americanos, por terem sofrido o horror da escravidão e serem de fato parte da longa história dos EUA, teriam direito a projetos de ação afirmativa (ainda que isso seja discutível), não se entende porque os latinos, que chegaram muito mais recentemente e jamais foram escravizados, deveriam ter também o direito a se beneficiar de cotas para minorias. Qual a justificativa? Até porque, do jeito que vai, logo serão uma maioria em vez de minoria.

Como já observei em outro post, negros e hispânicos lutam - não só pelos benefícios às minorias que numa crise encolhem cada vez mais - como de verdade, com armas, na forma de violentas gangues atacando-se umas às outras.

Ao contrário do que ocorreu no Brasil, onde a histórica miscigenação mitigou conflitos, nos EUA em geral houve maior separação. E é cada grupo étnico por si (asiáticos incluídos). A coisa periga terminar em porrada ou tiro.

Um curioso filme dos anos 70.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quem governa o mundo?

A maioria das teorias conspiratórias apresenta alguém - pode ser uma só pessoa, mas em geral é um pequeno grupo - que controla o mundo. Presidentes, ditadores, terroristas: todos são meras marionetes dessa elite de verdadeiros governantes.

A teoria, a princípio, é interessante e plausível. Quer dizer, alguém acredita mesmo que Barack Obama seja "o homem mais poderoso do mundo"? É claro que não. Ele está ali porque a elite que o financia entendeu que um homem negro, articulado, Democrata, seria o personagem ideal para o papel de vingador Politicamente Correto. Mas é apenas um papel. Outros o colocaram ali, e podem livrar-se dele quando seja necessário, talvez apresentando um certificado de nascimento escondido em algum cofre.

Outro exemplo: observem a foto abaixo e perguntem-se: mas os sujeitos abaixo não eram inimigos políticos? Não era um de "esquerda" e outro de "direita"? Um da "elite" e outro do "povo"?


Claramente, ambos, hoje aliados, também apenas representaram papéis, meramente papéis. Collor fingiu abraçar a ideologia dominante dos anos 90 (ainda que seu confisco da poupança teria horrorizado Adam Smith). Lula hoje faz o papel de presidente-operário social-democrata "moderado", salvador das classes minoritárias mas com bom-senso econômico (nem uma coisa nem outra é verdadeira, mas o importante é representar o papel). Há quem argumente que ambos presidentes eram e são apenas fantoches da mesma cleptocracia dominante. Note que as figuras de fundo não mudam. No Brasil, as ideologias quase sempre são só disfarces para o roubo. Alguém acredita mesmo que um operário ignorante realmente tome todas as decisões financeiras e políticas da nação?

Em um romance de Kurt Vonnegut, um presidente americano tinha no banco de trás de sua limusine um volante de brinquedo. Era para se lembrar que tudo o que ele podia fazer é fingir que estava dirigindo, isto é, governando.

Mas, se os presidentes não governam o mundo de fato, ou nem mesmo seus países, então, quem o faz?

A teoria mais popular é que os que governam o mundo são os banqueiros.

Não acredito muito nisso, mas casos como os da família Fugger ou Rothschild realmente podem dar essa impressão. Os Fugger, banqueiros alemães desde o fim da Idade Média, e que - atenção! - não eram judeus, mas católicos (embora Jakob Fugger tivesse uma coleção de valiosos manuscritos que incuía antigos textos hebreus), estiveram financiando grande parte dos eventos do século XVI, inclusive a descoberta da América. Jakob Fugger, através de seu representante Fernando de Noronha, foi o primeiro indivíduo a investir no Brasil. Jakob Fugger teve tanta fortuna e poder que era conhecido em algumas nações apenas como "O Rico". Abaixo o vemos em pintura de Albrecht Dürer:


Os Fugger foram poderosos, mas mesmo seu poder tinha limites. Como todos os indivíduos humanos, tiveram seu apogeu e decadência. Os Rothschild também. Hoje são apenas sombra do que foram.

Será que os banqueiros são também marionetes de outras forças? Ou estabelecem uma relação simbiótica com outros poderes, como os líderes políticos e o clero? Nesse caso, teríamos três formas de poder (o político, o financeiro e o religioso/ideológico), que muitas vezes coincidem entre si nos objetivos, mas nem sempre. Seriam tais desacordos que fazem mover o mundo.

Outra teoria popular é que os verdadeiros governantes são os maçons. De fato, tal organização esteve presente não apenas fundação da América, como em grande parte dos eventos mundiais, e mesmo em eventos brasileiros como a Independência ou a Revolução Farroupilha. Um número considerável de líderes mundiais foi membro da maçonaria. Mas, e daí? Isso realmente quer dizer alguma coisa? Grande parte dos líderes mundiais também era fã do xadrez. E se tudo o que ocorre no mundo fosse na verdade uma conspiração mundial de enxadristas?

Talvez a primeira pergunta que temos que nos fazer é: o mundo é mesmo governado, ou não? Antes de afirmarmos que há uma pequena elite que está por trás de todos os grandes eventos, devemos considerar a teoria de que não haja ninguém em especial, ou ao menos ninguém com controle total. Há diversas forças e influências que combatem entre si. Há grupos poderosos que têm, de fato, enorme influência, mas nem sempre conseguem ter seus desejos atendidos.

Essa parece-me a teoria mais correta. O mundo é caótico. A vida é caos. E nós, meros plebeus sem qualquer poder político ou econômico, somos apenas espectadores, pequenos vermes que mal conseguimos governar nossas próprias vidas enquanto rastejamos por este Vale de Lágrimas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conspiração!

O leitor DD alerta para um fato curioso: as teorias da conspiração são cada vez mais numerosas. Haveria alguma explicação - ou, quem sabe, conspiração - por trás disso?

Acredito que haja duas razões principais.

Uma é a Internet, que, ao acabar com o monopólio da narrativa única da grande mídia, pulverizou a informação. Não mais há uma só explicação, como muitas, desde as mais aberrantes paranóias às mais interessantes notícias anteriormente ocultas. Não que isso não existisse antes: mas, com a Internet, tanto as paranóias quanto as notícias chegam ao alcance de milhões.

A outra razão é que vivemos em tempos de grande instabilidade. Crise econômica. Conflitos internacionais. Reordenamento mundial. Terrorismo. Governo Obama. Enfim, coisas realmente estranhas acontecendo.

De modo que mesmo eu, às vezes, não sei bem em quem (ou em quê) acreditar.

De qualquer modo, sou partidário da navalha de Occam. Tendo a descartar explicações demasiado fantásticas ou que tenham como pré-requisito um grupo poderoso único (judeus / maçons / extraterrestres) que está por trás de tudo.

Vamos então às várias conspirações e como eu me coloco em frente a elas, ao menos no momento.

1) Os illuminati e os herdeiros de Rothschild governam secretamente o mundo e querem instituir um governo global.
Aqui parece-me que misturam-se coisas reais com delírios. Que há em curso tentativas ou ao menos desejos de instituir um governo global por parte de uma elite, não restam dúvidas. Mas os tais illuminati parecem-me coisa de Dan Brown. E os Rothshcild? A família tem de fato uma história interessantíssima. Em pleno século XVIII, o patriarca da família colocou um filho em cada capital européia, e todos eles subiram ao topo em seu respectivo país. Quase todos os demais descendentes foram gênios das finanças ou destacaram-se em outras atividades. Algum deles foi destacado desportista, roteirista, poeta e produtor de vinho. Mas que estejam por trás de tudo no mundo? Não sei, não. Tal papel parece-me mais adequado aos Rockefeller, que efetivamente - como outro megabilionário, George Soros - colocam muito dinheiro na promoção de causas sociais e políticas.

2) 9/11 foi um inside job do próprio governo americano para justificar uma reação militar.

Incêndio bushiano do Reichstag? Aqui, discordo. Uma conspiração governamental não teria como ser mantida em segredo por tanto tempo por tantas pessoas, que é o que exigiria uma farsa tão monumental. Além disso, os atentados tiveram sucesso; francamente, qual projeto governamental funciona e atinge seus objetivos? Há evidência visual e dados suficientes para incriminar os terroristas sauditas que participaram do ataque. Finalmente, já era sabido há anos que terroristas islâmicos tinham planos de usar aviões como armas de destruição de massa: de fato, não foi nem mesmo sua primeira tentativa ou ameaça. Que houvesse alguns que soubessem antecipadamente do atentado - espiões ou funcionários envolvidos na trama - não me parece de todo impossível, ainda que difícil, mas isso é algo diverso de dizer que foi um inside job. E que haja eventos menores aparentemente inexplicáveis nos atentados (queda vertical das torres, etc.) não me parece estranho. Como não temos jamais acesso a todas as informações, nada pode ser completamente explicado em seus mais mínimos detalhes (ver Hume). Assim sendo, todo evento histórico tem seus mistérios. Ainda hoje há teorias sobre JFK, sobre Hitler, sobre a chegada do homem à lua, e alguns acreditam que Elvis esteja vivo.

3) Obama não é um cidadão nativo norte-americano.

Aqui o que ocorre é o contrário, é pintar de "conspiradores" pessoas que simplesmente pedem que Obama faça o que qualquer outro presidente americano fez, isto é, apresentar seus documentos. Obama nasceu no Quênia? Nasceu no Havaí? Nasceu em Pirapora? Não sabemos. O certificado de nascimento original nunca foi apresentado. O mais próximo de uma "prova" que se tem são declarações de burocratas do Havaí afirmando que viram o documento original e que garantem que Obama nasceu lá. Mas o fato que não mostrem o documento torna as declarações de autenticidade suspeitas. Não seria mais fácil mostrar em vez de falar? Seja o que for, há algo aí que anda mal contado.

4) Vacina contra a gripe suína é um plano de extermínio mundial.

Novamente (para mim) mistura de fatos com informações duvidosas. Sem dúvida que há quem promova hoje o pânico com a gripe suína, assim como antes promovia o pânico com a gruipe aviária, a gripe SARS, e, claro, o "aquecimento global". Mas o motivo parece-me meramente financeiro. Assim como há quem ganhe muito com a fraude do "aquecimento global", também há quem ganhará com a "gripe suína", desde burocratas da ONU a empresas farmacêuticas. Mas daí a concluir que exista um plano para matar dois terços da humanidade, vejo algum exagero. Seriam bem menos impostos para financiar toda essa maracutaia. Por via das dúvidas, não pretendo me vacinar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Povo é incompetente

Muitos reclamam da pobreza de vastas camadas do Brasil e acreditam que a culpa seja do Governo. Alguns creditam a pobreza à inação governamental; outros a políticas equivocadas e nocivas; outros ainda a políticas que protegem apenas a elite sem se preocupar com o restante da população, e assim por diante. Varia apenas o motivo, mas a culpa é sempre do Governo.

De fato, o Governo é incompetente. Mas o Governo, salvo raros casos, é em geral apenas um microcosmo do Povo. Lula tem 80% de aprovação entre o Povo brasileiro: o Povo (escrevo propositalmente em maiúsculas, como um de nossos mais recentes leitores) claramente se vê refletido neste homem semianalfabeto, ignorante, malandro, mas alegre, cordial (?) e beberrão.

O Povo brasileiro é corrupto e venal como seus políticos. Um artigo do Pedro Sette Câmera no Ordem Livre mostra como nem a classe média discute o princípio da "boquinha", apenas ressente-se de não ter uma parte maior do bolo.

Muitos culpam o Governo pelos males da sociedade, ao mesmo tempo em que desejam que este solucione os mesmos problemas. Ora! A culpa não é do Governo, ou não é exclusivamente do Governo. A culpa é do Povo mesmo. Afinal, cada um é responsável pela sua própria vida: quem credita toda a responsabilidade pelo seu sucesso ou fracasso ao Governo, boa coisa não é. Da mesma forma, grande parte das sociedades fracassam em maior ou menor grau devido às suas próprias qualidades intrínsecas, e não meramente àquelas de sua elite governante.

Alguns pensam que basta um Governo ou um Sistema eficiente para resolver todos os problemas, mas isso é ilusão. Deveríamos mesmo é trocar de Povo. É o Povo, não o Governo, que gera o caráter de uma nação. Afinal, tudo indica que um EUA com cada vez mais mexicanos vai ficar cada vez mais parecido ao México, com todos os seus defeitos e qualidades. Uma Europa com cada vez mais muçulmanos vai ficar mais parecida ao Paquistão ou Iraque.

O Brasil tem solução? A educação melhora um Povo? Talvez. Só não dá para ficar sentado, esperando tudo do Governo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Paz, só a dos cemitérios

Enquanto os basijis iranianos davam pau na garotada, Obama só fez tímidos pronunciamentos e disse que não queria se intrometer nos assuntos internos do Irã, país soberano e tal. No entanto, o mesmo presidente mete-se toda hora nos assuntos internos de Israel. Agora afirma que os israelenses não podem mais construir casas para judeus em Jerusalém. Hein?

Mas é isso mesmo. É por essas e outras que segundo recente pesquisa, apenas 6% dos israelenses acreditam que Obama seja pró-Israel. É o nível mais baixo em qualquer administração americana na História do Universo.

Enquanto isso, mesmo depois da morte de Neda e dezenas de outros estudantes nas mãos dos aiatolás, Obama manteve o convite para diplomatas do tirânico regime iraniano assistirem aos desfiles de 4 de julho em embaixadas americanas, pela primeira vez em 30 anos. (Não esqueçamos que os iranianos já aprontaram poucas e boas em uma certa embaixada americana.)

O que Obama espera obter?

Qual o sentido de comprar uma inimizade com Israel, sem ganhar em troca qualquer amizade com os países árabes e o Irã? Afinal, o Ahmadinejad já afirmou que não vai aceitar os EUA no seu "círculo de amizades"; os americanos continuam sendo odiados na maioria do mundo árabe, e mesmo os palestinos têm uma visão negativa do país. Não há como contentar esse pessoal. Ressentidos nunca agradecem.

Talvez seja o momento de esclarecer alguns mitos, isto é, de repetir obviedades.

1) Israel é um país minúsculo, menor do que o Sergipe (menor estado brasileiro), e cercado de inimigos vinte vezes maiores. Não representa qualquer ameaça à "paz mundial". Quando luta, é para sobreviver.

2) Muitos - inclusive muitos israelenses, e grande parte dos judeus americanos - acreditam que a paz entre Israel e palestinos seja uma espécie de "Holy Grail" que vai trazer a resolução total de todos os conflitos entre Ocidente e Islã, entre países árabes e resto do mundo. Lamento afirmar, mas é bullshit. A questão palestina é irrelevante, irresolvível e inútil. Mesmo que se crie um "Estado Palestino", não vai trazer paz para o mundo, não vai trazer paz entre países islâmicos e Ocidente, e não vai nem mesmo trazer paz entre o tal "Estado Palestino" e Israel. Aliás, vai ser mesmo contraproducente, só vai aumentar ainda mais os conflitos. É como disse algum sábio cujo nome não lembro, se não existe paz nem mesmo entre árabes e árabes, como esperar que haja paz entre árabes e judeus? Nunca vai haver. Não neste milênio, ao menos. Desculpem o pessimismo, mas é isso mesmo. Paz no Oriente Médio, só a dos cemitérios.

3) No entanto, como a crise econômica é um problema tão irresolvível quanto, todo presidente americano que quer desviar a atenção do povo para problemas externos termina metendo-se de uma forma ou outra no conflito. E claro, todo presidente americano, de Carter a Bush, acredita que vai ser O Cara que finalmente vai trazer a Paz entre Israel e palestinos, para sua grande glória de estadista. Obama não é diferente: já prometeu que a criação do Estado Palestino ocorrerá em um ano. Vamos aguardar sentados deitados, pois de pé cansa.

4) Mas por que tanta ênfase contra Israel e tão pouca contra o Irã? Uma das explicações possíveis é que Obama, sendo um esquerdista criado no colo de Frank Marshall Davis e Saul Alinski, como todo esquerdista admira a violência e a repressão dos tiranos. E isso explica também porque a esquerda admira o Islã. Como bem explica aqui Lee Smith, não é que o gay comunista Foucault estivesse "equivocado" ao apoiar a Revolução Islâmica de Khomeini que iria matar tantos comunistas e tantos gays: ao contrário, apoiou Khomeini porque esquerdista tem fascinação por violência e tirania, especialmente se for antiocidental. É a mesma razão, aliás, pela qual Idelber e cia adoram os homens-bomba palestinos, e os fanáticos religiosos do Hamas que odeiam gays. Tudo o que é violentamente antiocidental, é bom. É o "grito dos excluídos".

5) A outra explicação, é claro, é que Obama seja um muçulmano enrustido, que prefira o Irã dos aiatolás ao Israel dos judeus, e queira mesmo assistir de camarote à destruição do maldito estado sionista.

1979. Da esquerda para a direita:
Lula, Obama, Ahmadinejad, Idelber e Sarkozy.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Fósforo branco


O Idelber, apavorado, publicou recentemente fotos de "bombardeio de fósforo branco" por Israel. Ora, dá para ver claramente nas várias fotos que tratam-se de flares de iluminação, e não bombas. Somente uma pessoa sem a menor noção de armamentos militares para afirmar o contrário. É claro, de uma pessoa que confunde mísseis com rojões, não se podia esperar grande conhecimento mesmo. Mas é ilustrativo de um certo modo de pensar: os mísseis palestinos viram "rojões". Já os rojões israelenses viram bombas.

De qualquer modo, é engraçado esse pânico com o tal "fósforo branco", ou qualquer outro tipo de armamento "proibido". Bombas convencionais - perfeitamente legais - matam mais e melhor. A única bomba pacifista é a bomba de chocolate.

domingo, 23 de novembro de 2008

Poema do domingo


Eu, que vivia fodendo,
Eu, que fodendo vivia,
Agora vivo fodido
Sem a tua companhia.

Manuel Bandeira * (1886-1968)

* ao menos de acordo com este site aqui.
Mais provável que seja apócrifo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O perigo maior

O perigo maior na minha opinião é que Obama seja assassinado no começo do mandato. Não porque eu tenha tanto interesse assim que ele realize seus planos, mas porque então ele vira um mártir - e aí sim, jamais nos livramos dele.

Segundo algumas teorias conspiratórias, o plano dos mentores de Obama é esse mesmo. De fato, toda a construção messiânica do rapaz aponta para um final trágico: não há messias que não termine mal. Morre o homem, cria-se o mito. E funda-se uma religião.

O assassino poderia até ser um radical palestino (como o que matou Robert Kennedy) ou um comunista (como o que matou JFK). Não importa: a culpa recairia sempre na "América racista" e nos "malditos direitistas reacionários e suas famílias comedoras de hambúrguer". Não nos livraríamos mais de Obama nem do Arnaldo Jabor. E, em nome do seu glorioso mártir, com a consternação mundial os radicais teriam carta branca para fazer o que bem entendessem.

Obama deve terminar seu mandato: seja como um bom líder que realiza um mandato surpreendente, seja como um medíocre equivocado que decepciona a todos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O fim da infância

Leio no Pajamas Media um artigo sobre a paranóia com os adultos que tiram fotos de crianças, mesmo que sejam de seus próprios filhos brincando com amigos. Na cabeça de muitos, um adulto tirando fotos de crianças no parque só pode ser um pervertido.

A paranóia com as fotografias é irracional, pois, mesmo que seja um pedófilo maluco tirando fotos de crianças brincando no parque, que dano pode causar a fotografia à criança? Roubar a sua alma? Ir parar no Youtube?

Mas hoje a paranóia com a pedofilia é tão grande que até brincar no parque com seus filhos pode ser visto por outros como algo suspeito. Pegar pela mão o filho de um sobrinho então, nem pensar. No outro dia, em um ônibus londrino, os passageiros viram um adulto de rosto suspeito levando da mão uma menininha que reclamava, "estou com fome". Foi fotografado pelas câmeras de segurança, denunciado, levado à delegacia. Era o pai da criança.

O curioso é que ao mesmo tempo em que a mídia gera esse pânico com pervertidos pedófilos (menos de 3% de todas as crianças desaparecidas foram seqüestradas por estranhos, e a maioria dos casos de pedofilia ocorre silenciosamente no âmbito familiar), é também a própria mídia a que estimula a sexualidade precoce das crianças. No Brasil, então, é uma piada. Crianças de 8 anos fazem a dança da garrafa ou cantam canções de funk com letras explícitas, muitas vezes até sob o olhar orgulhoso da mãe ou do pai imbecil. Os cartazes de turismo são um convite explícito ao turismo sexual. E líderes do movimento gay fazem apologias diretas à pedofilia, sem qualquer crítica. Eles podem, é claro, pois são uma "minoria oprimida". Aliás, tanto deu certo o discurso das "minorias" que outros pretendem usar o mesmo truque: há indícios do surgimento de um movimento pedofílico nos moldes do movimento gay (eles já tem até partido político na Holanda).
A pedofilia não é algo novo, seu conceito é. Na Idade Média, as jovens casavam com 13 anos de idade. Romeu e Julieta teriam aproximadamente 13 anos. No mundo muçulmano, seguindo a tradição do fundador Maomé, ainda hoje é comum o casamento de adultos com meninas de 9 anos (em países atrasados como Afeganistão ou Paquistão corresponde mesmo a mais da metade dos casamentos realizados).

Mas tempos atrás as crianças podiam brincar na rua, sozinhas, por horas a fio. Andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde, descer lomba no carrinho de rolimã. Hoje, deixar a criança na rua, sozinha, tá louco? Melhor deixar ela em casa, trancada no quarto, divertindo-se na Internet. O que é loucura, pois nos chats e nos messengers da vida é muito mais fácil para adultos pervertidos localizarem a criança ou pré-adolescente, sob total desconhecimento dos pais.

As crianças de hoje são ao mesmo tempo as menos inocentes e as mais frágeis.

Fiz parte talvez da última geração que jogou bola de gude e bateu figurinhas (que vinham no chiclé Ping Pong ou Ploc).


Não existe mais a inocência.