Mostrando postagens com marcador globalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador globalismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Vaticano e a Nova Ordem Global

Embora não acredite em nenhuma delas, gosto de teorias da conspiração. Não seria fantástico se todos os problemas do mundo fossem causados por um único grupo secreto? Lamentavelmente, quase nunca é esse o caso: o mundo é na maior parte das vezes regido apenas pelo Caos. 

De qualquer modo, uma recente notícia deixou os teóricos da conspiração em polvorosa. O Papa Bento XVI declarou que é a favor de uma "autoridade econômica mundial", uma espécie de Banco Central Mundial. Seria o Papa globalista?

Fui pesquisar, e descobri que não é a primeira declaração nesse sentido do Pontífice. Em 2009, o Vaticano publicou um texto até mais forte, no qual fala não apenas em autoridade econômica, como literalmente em um "governo global", uma entidade supranacional com "autoridade real" para resolver conflitos internacionais.

Não quero comprar briga com o pessoal da MSM. Sou católico por formação, e simpatizo com o Bento XVI. Porém, o Rodrigo Constantino destrinchou a encíclica papal de 2009, mostrando que o texto realmente fala em governo global, além de reciclar vários chavões quase marxistas, defendendo a imigração, a justiça social, etc. Estaria o Vaticano unido às elites globalistas que querem instituir a famosa "Nova Ordem Mundial"?

Não creio. Como dizem os americanos, jamais atribua à malícia o que pode ser mais facilmente explicado por ignorância ou estupidez. Acho que o Papa, ou seja quem for que redigiu o documento, está contaminado por algumas idéias progressistas (não todas; a Igreja Católica ainda é contra o homossexualismo e o aborto, até onde sei). Mas não é esse o caso do planeta inteiro? Nos EUA, igrejas luteranas e presbiterianas já tem pastores mulheres ou gays (quando houver um Papa gay é que precisamos ficar preocupados...). Na Europa, são as igrejas cristãs as que mais acolhem e auxiliam asilados e imigrantes ilegais da rival religião muçulmana, mesmo que isso esteja selando o seu fim (10% dos "cristãos" europeus freqüentam a missa; 90% dos muçulmanos freqüentam as mesquitas). 

No mais, é curioso que os progressistas se vendam (e vendam essa imagem à juventude) como "rebeldes" e "transgressores", quando são exatamente o contrário. Eles são o establishment! Eles mandam, desmandam, e até lincham quem ousar contestar. Não há quase nenhum aspecto da vida cultural, política ou social que não tenha ao menos algum elemento progressista. Como diria a Newsweek, somos todos socialistas. O Papa talvez apenas queira ser pop - e, isso, hoje, quer dizer progressista.

De qualquer modo, se até o Papa -- junto com o governo Obama, Wall Street, a União Européia e a maioria das instituições civis ocidentais -- já estão falando abertamente na possibilidade de um governo global, é sinal que a coisa não demora a tornar-se realidade. Segurem-se! 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Super-Homem Global

Sei que é besteira, mas na Era de Obama, a força do globalismo transnacional em substituição ao nacionalismo americano pode ser bem ilustrada pela recente reviravolta na vida de um personagem clássico da história em quadrinhos.

Em uma discussão com alguém que parece Gilberto Gil, Super Homem faz discurso renunciando à cidadania americana, e aceita a ONU como sua nova mandante. Também Obama entrou na guerra na Líbia consultando a ONU mas não o Congresso Americano. É, de fato, bem simbólico: assim como o Governo Americano já não mais representa as vontades do "povo americano", mas sim do Poder Global, também o mais americano dos heróis está agora a serviço das elites globalistas. One World Government, now!


SUPER HOMEM: ...e é por isso que pretendo falar na ONU amanhã e informá-los que estou renunciando à minha cidadania americana. 
GILBERTO GIL: O quê?
SUPER HOMEM: Estou cansado de ter minhas ações construídas como instrumentos da política dos EUA. "Verdade, Justiça e o modo americano"... Não é mais suficiente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Os globalistas estão chegando

No outro post, um pouco abaixo, eu indagava sobre o curioso motivo que teria impelido os EUA de Clinton a ajudarem os jihadistas muçulmanos contra os sérvios, e o mesmo Clinton a vender segredos militares à China. Ainda antes, eu tinha comentado sobre o aplauso que o presidente mexicano recebera dos Democratas por criticar leis americanas em solo americano.

Como era possível?

Os americanos estariam lutando contra seus próprios interesses, contra a sua própria demarcação de fronteiras, contra seu próprio povo, contra a sua própria defesa militar?

Há os que acreditam que existe uma divisão, dentro dos próprios EUA, e de todo o mundo civilizado, entre globalistas e anti-globalistas. Ou seja, os que querem manter a organização do mundo em países soberanos, e os que querem transformar isso em uma suposta "nova ordem mundial". 


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Abram alas para o governo mundial

Todo mundo hoje já conhece o Foro de São Paulo. Mas alguém ouviu falar no Partido dos Europeus Socialistas? É uma agrupação de várias organizações socialistas da comunidade européia. Eles têm contato direto com o Partido Democrata dos Estados Unidos, e planejam estabelecer políticas a nível mundial.

Pouco mais de um ano após ter votado contra o Tratado de Lisboa, que confere poderes superiores à União Européia, a Irlanda recentemente votou de novo. Por quê? Porque com tudo o que se refere à UE é assim, vota-se até o Povo "acertar". Desta vez os irlandeses foram bons meninos e votaram a favor do pacote. O Tratado de Lisboa é o começo do fim das nações européias, substituídas por um Superestado Europeu. O começo do governo mundial?

Bem... Não é de hoje que a idéia de um governo global flutua por aí. Ela vem sendo promovida incessantemente desde o pós-guerra, com a idéia de que, não havendo nações, não poderia haver guerra entre nações, e portanto haveria paz para sempre.

A ingenuidade da idéia é rebatida já neste artigo de 1953, onde o autor observa que o fim das nações não acabaria jamais com os conflitos humanos, e que simplesmente passaríamos a chamar o conflito entre povos de guerras civis ou de insurreições. De fato, mesmo na Europa é possível que, com ou sem União Européia, o conflito entre locais e muçulmanos termine em uma guerra civil como a dos Balcãs.

E tem outra: para ter poder efetivo de impor a paz, ao invés de ser uma mera ONU da vida, um governo global precisaria ter um poderoso exército global. Pense nas dificuldades disso.

O pacífico governo global é uma ilusão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quem governa o mundo?

A maioria das teorias conspiratórias apresenta alguém - pode ser uma só pessoa, mas em geral é um pequeno grupo - que controla o mundo. Presidentes, ditadores, terroristas: todos são meras marionetes dessa elite de verdadeiros governantes.

A teoria, a princípio, é interessante e plausível. Quer dizer, alguém acredita mesmo que Barack Obama seja "o homem mais poderoso do mundo"? É claro que não. Ele está ali porque a elite que o financia entendeu que um homem negro, articulado, Democrata, seria o personagem ideal para o papel de vingador Politicamente Correto. Mas é apenas um papel. Outros o colocaram ali, e podem livrar-se dele quando seja necessário, talvez apresentando um certificado de nascimento escondido em algum cofre.

Outro exemplo: observem a foto abaixo e perguntem-se: mas os sujeitos abaixo não eram inimigos políticos? Não era um de "esquerda" e outro de "direita"? Um da "elite" e outro do "povo"?


Claramente, ambos, hoje aliados, também apenas representaram papéis, meramente papéis. Collor fingiu abraçar a ideologia dominante dos anos 90 (ainda que seu confisco da poupança teria horrorizado Adam Smith). Lula hoje faz o papel de presidente-operário social-democrata "moderado", salvador das classes minoritárias mas com bom-senso econômico (nem uma coisa nem outra é verdadeira, mas o importante é representar o papel). Há quem argumente que ambos presidentes eram e são apenas fantoches da mesma cleptocracia dominante. Note que as figuras de fundo não mudam. No Brasil, as ideologias quase sempre são só disfarces para o roubo. Alguém acredita mesmo que um operário ignorante realmente tome todas as decisões financeiras e políticas da nação?

Em um romance de Kurt Vonnegut, um presidente americano tinha no banco de trás de sua limusine um volante de brinquedo. Era para se lembrar que tudo o que ele podia fazer é fingir que estava dirigindo, isto é, governando.

Mas, se os presidentes não governam o mundo de fato, ou nem mesmo seus países, então, quem o faz?

A teoria mais popular é que os que governam o mundo são os banqueiros.

Não acredito muito nisso, mas casos como os da família Fugger ou Rothschild realmente podem dar essa impressão. Os Fugger, banqueiros alemães desde o fim da Idade Média, e que - atenção! - não eram judeus, mas católicos (embora Jakob Fugger tivesse uma coleção de valiosos manuscritos que incuía antigos textos hebreus), estiveram financiando grande parte dos eventos do século XVI, inclusive a descoberta da América. Jakob Fugger, através de seu representante Fernando de Noronha, foi o primeiro indivíduo a investir no Brasil. Jakob Fugger teve tanta fortuna e poder que era conhecido em algumas nações apenas como "O Rico". Abaixo o vemos em pintura de Albrecht Dürer:


Os Fugger foram poderosos, mas mesmo seu poder tinha limites. Como todos os indivíduos humanos, tiveram seu apogeu e decadência. Os Rothschild também. Hoje são apenas sombra do que foram.

Será que os banqueiros são também marionetes de outras forças? Ou estabelecem uma relação simbiótica com outros poderes, como os líderes políticos e o clero? Nesse caso, teríamos três formas de poder (o político, o financeiro e o religioso/ideológico), que muitas vezes coincidem entre si nos objetivos, mas nem sempre. Seriam tais desacordos que fazem mover o mundo.

Outra teoria popular é que os verdadeiros governantes são os maçons. De fato, tal organização esteve presente não apenas fundação da América, como em grande parte dos eventos mundiais, e mesmo em eventos brasileiros como a Independência ou a Revolução Farroupilha. Um número considerável de líderes mundiais foi membro da maçonaria. Mas, e daí? Isso realmente quer dizer alguma coisa? Grande parte dos líderes mundiais também era fã do xadrez. E se tudo o que ocorre no mundo fosse na verdade uma conspiração mundial de enxadristas?

Talvez a primeira pergunta que temos que nos fazer é: o mundo é mesmo governado, ou não? Antes de afirmarmos que há uma pequena elite que está por trás de todos os grandes eventos, devemos considerar a teoria de que não haja ninguém em especial, ou ao menos ninguém com controle total. Há diversas forças e influências que combatem entre si. Há grupos poderosos que têm, de fato, enorme influência, mas nem sempre conseguem ter seus desejos atendidos.

Essa parece-me a teoria mais correta. O mundo é caótico. A vida é caos. E nós, meros plebeus sem qualquer poder político ou econômico, somos apenas espectadores, pequenos vermes que mal conseguimos governar nossas próprias vidas enquanto rastejamos por este Vale de Lágrimas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sobre o globalismo

O globalismo - ideologia que pretende um único governo global - não é uma idéia recente. Não sendo um estudioso do tema, nem saberia dizer qual a sua origem, mas sei que, em 1942, antes mesmo do final da guerra mundial, já havia uma congregação de igrejas protestantes promovendo abertamente a idéia de um governo mundial e várias outras medidas (algumas que, curiosamente, terminaram se tornando realidade), como forma de solucionar os conflitos bélicos internacionais. No pós-guerra, uma série de intelectuais como Bertrand Russel uniram-se em um movimento secular que tinha objetivos muito similares.

A idéia - ou ideologia - por trás do projeto é simples, quase tosca: não havendo nações, não haveria nacionalismos, e portanto não haveria guerras entre os diversos Estados.

Mas será que funciona mesmo?

Vejam que na China, estado bastante totalitário, uma revolta de muçulmanos na última semana matou 184 pessoas. A princípio acreditava-se que os mortos eram os manifestantes muçulmanos (uigures). No entanto, relatos posteriores informaram que, na maioria, as vítimas eram civis chineses Han, agredidos brutalmente pelos revoltosos que estavam irritados com o fechamento das mesquitas. (No norte uigur, a estratégia chinesa é a mesma que no Tibete: trazer milhares de chineses Han para a região e assim modificar o balanço e a cultura da população local. A mesma estratégia que os muçulmanos utilizam na Europa, só que em sentido inverso.)

Se um Estado totalitário como a China não consegue acabar com as divisões religiosas, étnicas e sociais, poderá fazê-lo um Superestado a nível global, por mais poder que tenha?

E, de qualquer modo, eventos como esse demonstram é que é ilusão acreditar que um governo global vai trazer paz, já que, mesmo não havendo Estados-nações, continuarão havendo conflitos étnicos ou regionais, bem como, por certo, o terrorismo. É pouco provável que o próprio nacionalismo acabe, já que este não é uma abstração, mas parte de uma característica humana - como informei em outro post, somos seres essencialmente tribalistas, haja ou não linhas imaginárias separando um povo do outro.

De fato, uma característica humana é a de definir-se sempre em oposição ou em relação a outros. O nacionalismo é uma dessas diferenciações, mas há muitas outras possíveis - por religião, por cultura, por ideologia política, por cor da pele, por sexo, por hobbies, por características psicológicas, por classe social, etc. Assim, o único modo em que poderíamos ter uma humanidade completamente unida seria no caso hipotético de um inimigo ou agente externo - por exemplo, no caso de uma invasão de seres extraterrestres, caso clássico dos filmes de ficção científica.

Agora, o que um governo global sim permitiria é a uns poucos escolhidos indivíduos terem imensa soma de dinheiro e poder. E isso talvez explique, ao menos em parte, o interesse contínuo em realizar essa utopia.