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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Abram alas para o governo mundial

Todo mundo hoje já conhece o Foro de São Paulo. Mas alguém ouviu falar no Partido dos Europeus Socialistas? É uma agrupação de várias organizações socialistas da comunidade européia. Eles têm contato direto com o Partido Democrata dos Estados Unidos, e planejam estabelecer políticas a nível mundial.

Pouco mais de um ano após ter votado contra o Tratado de Lisboa, que confere poderes superiores à União Européia, a Irlanda recentemente votou de novo. Por quê? Porque com tudo o que se refere à UE é assim, vota-se até o Povo "acertar". Desta vez os irlandeses foram bons meninos e votaram a favor do pacote. O Tratado de Lisboa é o começo do fim das nações européias, substituídas por um Superestado Europeu. O começo do governo mundial?

Bem... Não é de hoje que a idéia de um governo global flutua por aí. Ela vem sendo promovida incessantemente desde o pós-guerra, com a idéia de que, não havendo nações, não poderia haver guerra entre nações, e portanto haveria paz para sempre.

A ingenuidade da idéia é rebatida já neste artigo de 1953, onde o autor observa que o fim das nações não acabaria jamais com os conflitos humanos, e que simplesmente passaríamos a chamar o conflito entre povos de guerras civis ou de insurreições. De fato, mesmo na Europa é possível que, com ou sem União Européia, o conflito entre locais e muçulmanos termine em uma guerra civil como a dos Balcãs.

E tem outra: para ter poder efetivo de impor a paz, ao invés de ser uma mera ONU da vida, um governo global precisaria ter um poderoso exército global. Pense nas dificuldades disso.

O pacífico governo global é uma ilusão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quem governa o mundo?

A maioria das teorias conspiratórias apresenta alguém - pode ser uma só pessoa, mas em geral é um pequeno grupo - que controla o mundo. Presidentes, ditadores, terroristas: todos são meras marionetes dessa elite de verdadeiros governantes.

A teoria, a princípio, é interessante e plausível. Quer dizer, alguém acredita mesmo que Barack Obama seja "o homem mais poderoso do mundo"? É claro que não. Ele está ali porque a elite que o financia entendeu que um homem negro, articulado, Democrata, seria o personagem ideal para o papel de vingador Politicamente Correto. Mas é apenas um papel. Outros o colocaram ali, e podem livrar-se dele quando seja necessário, talvez apresentando um certificado de nascimento escondido em algum cofre.

Outro exemplo: observem a foto abaixo e perguntem-se: mas os sujeitos abaixo não eram inimigos políticos? Não era um de "esquerda" e outro de "direita"? Um da "elite" e outro do "povo"?


Claramente, ambos, hoje aliados, também apenas representaram papéis, meramente papéis. Collor fingiu abraçar a ideologia dominante dos anos 90 (ainda que seu confisco da poupança teria horrorizado Adam Smith). Lula hoje faz o papel de presidente-operário social-democrata "moderado", salvador das classes minoritárias mas com bom-senso econômico (nem uma coisa nem outra é verdadeira, mas o importante é representar o papel). Há quem argumente que ambos presidentes eram e são apenas fantoches da mesma cleptocracia dominante. Note que as figuras de fundo não mudam. No Brasil, as ideologias quase sempre são só disfarces para o roubo. Alguém acredita mesmo que um operário ignorante realmente tome todas as decisões financeiras e políticas da nação?

Em um romance de Kurt Vonnegut, um presidente americano tinha no banco de trás de sua limusine um volante de brinquedo. Era para se lembrar que tudo o que ele podia fazer é fingir que estava dirigindo, isto é, governando.

Mas, se os presidentes não governam o mundo de fato, ou nem mesmo seus países, então, quem o faz?

A teoria mais popular é que os que governam o mundo são os banqueiros.

Não acredito muito nisso, mas casos como os da família Fugger ou Rothschild realmente podem dar essa impressão. Os Fugger, banqueiros alemães desde o fim da Idade Média, e que - atenção! - não eram judeus, mas católicos (embora Jakob Fugger tivesse uma coleção de valiosos manuscritos que incuía antigos textos hebreus), estiveram financiando grande parte dos eventos do século XVI, inclusive a descoberta da América. Jakob Fugger, através de seu representante Fernando de Noronha, foi o primeiro indivíduo a investir no Brasil. Jakob Fugger teve tanta fortuna e poder que era conhecido em algumas nações apenas como "O Rico". Abaixo o vemos em pintura de Albrecht Dürer:


Os Fugger foram poderosos, mas mesmo seu poder tinha limites. Como todos os indivíduos humanos, tiveram seu apogeu e decadência. Os Rothschild também. Hoje são apenas sombra do que foram.

Será que os banqueiros são também marionetes de outras forças? Ou estabelecem uma relação simbiótica com outros poderes, como os líderes políticos e o clero? Nesse caso, teríamos três formas de poder (o político, o financeiro e o religioso/ideológico), que muitas vezes coincidem entre si nos objetivos, mas nem sempre. Seriam tais desacordos que fazem mover o mundo.

Outra teoria popular é que os verdadeiros governantes são os maçons. De fato, tal organização esteve presente não apenas fundação da América, como em grande parte dos eventos mundiais, e mesmo em eventos brasileiros como a Independência ou a Revolução Farroupilha. Um número considerável de líderes mundiais foi membro da maçonaria. Mas, e daí? Isso realmente quer dizer alguma coisa? Grande parte dos líderes mundiais também era fã do xadrez. E se tudo o que ocorre no mundo fosse na verdade uma conspiração mundial de enxadristas?

Talvez a primeira pergunta que temos que nos fazer é: o mundo é mesmo governado, ou não? Antes de afirmarmos que há uma pequena elite que está por trás de todos os grandes eventos, devemos considerar a teoria de que não haja ninguém em especial, ou ao menos ninguém com controle total. Há diversas forças e influências que combatem entre si. Há grupos poderosos que têm, de fato, enorme influência, mas nem sempre conseguem ter seus desejos atendidos.

Essa parece-me a teoria mais correta. O mundo é caótico. A vida é caos. E nós, meros plebeus sem qualquer poder político ou econômico, somos apenas espectadores, pequenos vermes que mal conseguimos governar nossas próprias vidas enquanto rastejamos por este Vale de Lágrimas.

domingo, 1 de março de 2009

O lixo e o luxo

Bem no começo de um documentário sobre catadores de lixo que pode ser visto no Youtube, uma das próprias catadoras fala que a maioria dos que estão nessa vida é porque são "relaxados" e não querem trabalhar em empregos reais, e ali conseguem comida de graça. "Tem batata, tem tomate, tem tudo, é muito bom aqui". "Não troco este trabalho por nada", diz outra.

Pode parecer chocante para nós, mas acho que algo de razão a moça tem. Viver do lixo pode ser mais fácil do que trabalhar em um emprego formal. Menos saudável talvez, mas mais livre e até mais rentável. A indústria do lixo movimenta 8 bilhões de reais e, de acordo com este artigo, ser catador de lixo e vender o papel ou as latas para reciclagem dá mais dinheiro do que muito emprego por aí. O ramo tem inclusive seus micro-empresários, que comandam funcionários pagos com até três salários mínimos.

(Ou seja, essa história do "Ilha das Flores", de pobres seres humanos mais explorados do que porcos, era pura abobrinha pelo jeito.)

É certo que alguns ainda vêem aí a mão da exploração capitalista, e prefeririam que essas pobres pessoas estivessem recebendo ajuda estatal para não trabalhar em condições tão degradantes. Será que é mais digno viver catando lixo ou viver do bolsa-família?

Talvez viver do bolsa-esmola seja melhor, o problema é que os programas de "transferência de renda" dos ricos para os pobres são um fracasso. Em vez de gerar emprego, que é o que gera riqueza, geram um ciclo de dependência no qual produz-se cada vez menos. O pobre passa a viver do dinheiro do rico. O rico, garfado cada vez mais, produz cada vez menos. O único que termina feliz com esse esquema piramidal é o atravessador, também conhecido como Estado. Portanto, a "transferência de renda" não é dos ricos aos pobres, é dos ricos aos novos-ricos burocratas estatais e amigos do poder. Está aí a nova elite bolivariana que não me deixa mentir.

E, no entanto, um assistente de Obama afirmou, com a maior cara de pau, que o projeto obamista tem o objetivo de realizar "a maior redistribuição de renda dos ricos aos pobres já feita em 40 anos neztepaís." Desastre na certa.

Pare pra pensar. Por que motivo deveria haver uma "re-distribuição" de renda que ninguém distribuiu, e por que esta "redistribuição" deveria ser realizada, não pelos interessados, mas por terceiros que nada tem a ver com o assunto?

Nunca vou entender a fé que certas pessoas depositam no Estado, como se este não fosse formado por pessoas tão ou mais incompetentes do que eu e você. Os estatistas querem que cada vez mais dinheiro seja entregue a essa corja, e depois ainda se espantam com a corrupção e crise econômica que se seguem.

Faz pouco, o Partido Comunista Francês mudou de nome. Agora se chama Partido Anticapitalista. Dou-me conta que estive enganado o tempo todo: comunismo e socialismo não existem. Não enquanto sistemas políticos ou econômicos, ao menos. São, na verdade, meras narrativas criadas para as massas, para ocultar um desejo mais velho do que o homem - a acumulação de poder absoluto nas mãos de uns poucos. Dizer que é "para ajudar os pobres" ou para "criar uma sociedade mais justa" é apenas a desculpa que funciona melhor. Mas não se enganem: também podem falar em "pureza da raça" ou alguma outra frase que venha a calhar conforme o momento.

Do jeito que a coisa vai, com até os EUA entrando na canoa furada do estatismo, terminaremos todos vivendo do lixo. O problema é que, como na piada, talvez não haja lixo para todo mundo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Propriedade privada

Bill Ayers, ex-terrorista e colaborador amigo de Obama, fã de Chavez, que nos anos 60 clamava para que "matassem os policiais" (kill the cops) e que mesmo há pouco menos de 7 anos declarou-se ainda "comunista com orgulho", foi entrevistado na porta de sua casa pela Fox News. Indignado, pediu a proteção de policiais e enxotou o repórter da sua porta, murmurando:

- Isto é propriedade privada.

Mais uma vez, "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço" parece ser o grande lema dos socialistas...