A mídia, que odeia conservadores, está sacaneando o candidato Rick Santorum, por ele ter afirmado que "Satã quer destruir a América". É uma declaração velha, de 2008, mas desenterrar qualquer coisa vale se puder servir para um odiado Republicano.
Os esquerdistas do Huffington Post e outros sites progressistas acham engraçado. Não entendo o por quê. É o discurso de um candidato religioso que teve lugar em uma escola religiosa. É natural falar em Satã. Queriam que ele falasse de quem, do Pato Donald?
Acho o candidato Santorum fraco, mas não pelos motivos religiosos. Não me incomoda, como parece incomodar tanto aos ateus, ter um presidente que acredite em Deus -- e no Diabo. É melhor do que acreditar em utopias de igualdade, redistribuição de riquezas, e várias outras falácias.
De qualquer modo, a questão procede. E se houvesse um elemento sobrenatural na destruição das antigas grandes potências do Ocidente? E se o Demônio estivesse mesmo por trás de tudo?
O Diabo existe? Como metáfora ou personificação do Mal, certamente, mas e como entidade concreta? Um dos paradoxos disso é o seguinte, se Deus existe e é todo-poderoso, por que ele permitiria a existência do Diabo, certo? Mas é a mesma questão já perguntada há milênios: se Deus é bom, por que há tanto mal no mundo?
Bem, nem vou entrar em polêmicas religiosas. Só me chamou a atenção o ódio dos comentaristas a uma declaração que nada tem de especial. Tenho notado aliás, várias vezes, que os ateus e em especial os ateus gays odeiam os religiosos (ou, mais especificamente, os cristãos) com uma fúria completamente fora de proporção ao que eles dizem ou deixam de dizer. Um ódio inusitado -- um ódio... satânico?
Nota 1: post sobre temática racial serão sumariamente deletados. Há espaço para eles -- nos posts sobre raça (aliás, estou preparando um). Porém, não serão mais aceitos em posts que não falam do assunto.
Nota 2: prometi um blog novo, mas ainda não tive tempo; enquanto isso, vou postando ainda notas curtas por aqui, neste semi-moribundo blog.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
domingo, 24 de abril de 2011
Justiça?
Alguns podem achar que o "casamento gay" seja uma questão sem importância, e que cada um deve ser livre para se relacionar com quem bem entender; mas um recente caso sobre o qual acabo de ler ilustra bem as confusões que tudo isso pode dar.
Resumindo: Lisa Miller e Janet Jenkins tinham uma união civil homossexual, e decidiram "ter um filho". Isto é, Lisa teve uma filha através da inseminação artificial com um doador de esperma anônimo. Meno de um ano depois, Lisa juntou-se a uma Igreja Batista e renunciou à vida homossexual. Separou-se de Janet e afastou-se do que considerava vício. A corte, no entanto, deu direitos legais de visitação à sua ex-parceira, que foram repetidamente negados por Lisa, que queria afastar a filha do que considerava "más influências homossexuais".
Assim, ocorreu o impensável: a corte deu o direito exclusivo de guarda da criança à ex-parceira homossexual. Não querendo abandonar sua filha, Lisa, a mãe biológica, fugiu, e está até hoje em paradeiro desconhecido. Um dos pastores da Igreja à qual Lisa pertencia foi acusado de auxiliar a sua fuga e foi preso hoje.
Quando o casamento gay for um fato consumado, confusões como esta serão a regra e não a exceção. E as cortes, cada vez mais repletas de juízes ativistas progressistas, darão o direito a pais não-biológicos homossexuais, como aliás já está acontecendo.
Este post nada tem a ver com o casamento homossexual, e tudo com a perseguição judicial aos que não seguem os ditames do politicamente correto. Seja qual for sua posição sobre o tema, o fato é que uma mãe biológica que não trata mal a filha corre o risco de perder a guarda da criança simplesmente porque não quer que ela veja alguém que, no fundo, não passa de uma ex-namorada que esteve apenas por um ano ao lado da criança.
O ativismo judicial é um fenômeno cada vez mais presente e preocupante. Vocês bem lembram a perseguição à família brasileira que queria educar seus filhos em casa. Vejam agora que um certo juiz Fux agora não só desconsidera completamente a opinião da maioria do povo brasileiro sobre o desarmamento, como pretende mesmo buscar armas dentro das casas das pessoas. Isto é, desarmar o cidadão de bem à força, deixando-o à mercê de bandidos cada vez mais selvagens, enquanto juízes (naturalmente!) continuam tendo seu porte de arma garantido por lei.
A maioria das pessoas, exceção feita aos baderneiros profissionais esquerdistas, tende a acreditar que o certo é cumprir a Lei. Mas... e quando a Lei está errada, e vira-se contra você?
Quando a Justiça está contra a propriedade, o que fazer? Quando a Justiça protege os bandidos contra os inocentes, o que fazer? Quando a Justiça protege os vagabundos contra os trabalhadores, o que fazer? Quando a Justiça está contra a família e a favor dos que querem destruí-la, o que fazer? Quando a Justiça está contra a liberdade e a favor da tirania, o que fazer? Quando a Justiça está contra tudo o que é Justo, o que fazer então?
Pensem nisso, enquanto eu digo: Boa Páscoa a todos...
Resumindo: Lisa Miller e Janet Jenkins tinham uma união civil homossexual, e decidiram "ter um filho". Isto é, Lisa teve uma filha através da inseminação artificial com um doador de esperma anônimo. Meno de um ano depois, Lisa juntou-se a uma Igreja Batista e renunciou à vida homossexual. Separou-se de Janet e afastou-se do que considerava vício. A corte, no entanto, deu direitos legais de visitação à sua ex-parceira, que foram repetidamente negados por Lisa, que queria afastar a filha do que considerava "más influências homossexuais".
Assim, ocorreu o impensável: a corte deu o direito exclusivo de guarda da criança à ex-parceira homossexual. Não querendo abandonar sua filha, Lisa, a mãe biológica, fugiu, e está até hoje em paradeiro desconhecido. Um dos pastores da Igreja à qual Lisa pertencia foi acusado de auxiliar a sua fuga e foi preso hoje.
Quando o casamento gay for um fato consumado, confusões como esta serão a regra e não a exceção. E as cortes, cada vez mais repletas de juízes ativistas progressistas, darão o direito a pais não-biológicos homossexuais, como aliás já está acontecendo.
Este post nada tem a ver com o casamento homossexual, e tudo com a perseguição judicial aos que não seguem os ditames do politicamente correto. Seja qual for sua posição sobre o tema, o fato é que uma mãe biológica que não trata mal a filha corre o risco de perder a guarda da criança simplesmente porque não quer que ela veja alguém que, no fundo, não passa de uma ex-namorada que esteve apenas por um ano ao lado da criança.
O ativismo judicial é um fenômeno cada vez mais presente e preocupante. Vocês bem lembram a perseguição à família brasileira que queria educar seus filhos em casa. Vejam agora que um certo juiz Fux agora não só desconsidera completamente a opinião da maioria do povo brasileiro sobre o desarmamento, como pretende mesmo buscar armas dentro das casas das pessoas. Isto é, desarmar o cidadão de bem à força, deixando-o à mercê de bandidos cada vez mais selvagens, enquanto juízes (naturalmente!) continuam tendo seu porte de arma garantido por lei.
A maioria das pessoas, exceção feita aos baderneiros profissionais esquerdistas, tende a acreditar que o certo é cumprir a Lei. Mas... e quando a Lei está errada, e vira-se contra você?
Quando a Justiça está contra a propriedade, o que fazer? Quando a Justiça protege os bandidos contra os inocentes, o que fazer? Quando a Justiça protege os vagabundos contra os trabalhadores, o que fazer? Quando a Justiça está contra a família e a favor dos que querem destruí-la, o que fazer? Quando a Justiça está contra a liberdade e a favor da tirania, o que fazer? Quando a Justiça está contra tudo o que é Justo, o que fazer então?
Pensem nisso, enquanto eu digo: Boa Páscoa a todos...
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Por que há tanto crime no Brasil?
Minha estadia nos EUA é temporária, e é possível que volte ao Brasil em seu devido tempo. Na verdade, até que gosto do Brasil. Tenho muitos amigos, família, talvez seja um estilo de vida mais fácil do que o americano, e mesmo em termos de trabalho é possível que eu tenha mais oportunidades aí do que aqui. A política não incomoda tanto se você não se mete com ela. A única coisa que me preocupa realmente sobre essa volta é -- o crime.
A sensação de insegurança no Brasil é um problema. Por que há tanto crime no Brasil?
Em Los Angeles, ocorre uma coisa curiosa. Há bairros pobres onde ocorrem assaltos, assassinatos, brigas de gangues, estupros e roubos. Claro que não na mesma escala do que no Brasil, mas ocorrem. Mas esse crime raramente chega nos bairros mais ricos ou de classe média. Neles, as casas não têm altos muros ou grades como no Brasil. O risco de ser assaltado na rua em um desses bairros à noite é relativamente baixo. (Existe, ocorreram casos; mas são poucos).
É porque existe mais policiamento? Talvez, mas à primeira vista não pareceria. Quase não se vê policiais andando pelas ruas, e se há carros de polícia eles estão no centro da cidade, ou então no gueto.
É pela maior prosperidade geral? Pode ser, mas a relação entre pobreza e crime nem sempre é direta. A pobreza, o desemprego e a diferença entre as classes sociais aumentaram muito nos EUA nas últimas décadas. Porém, o crime diminuiu. Mesmo contando apenas o último ano, de plena crise econômica e bancarrotas gerais, houve uma diminuição de todos os tipos de crime. Qual seria a explicação?
Alguns apontam para o óbvio: quanto mais criminoso nas cadeias, menos crime. De acordo com o Reinaldo Azevedo, é a mesma razão para a diminuição do crime em São Paulo nos últimos anos. A taxa de encarceramento aumentou de modo inversamente proporcional à diminuição do crime. E, nos EUA, se o sujeito cometer um crime, raramente tem escapatória: é provável é que termine na cadeia. Por mais que os esquerdistas chiem e queiram acabar com essa "injustiça".
Mesmo assim, isso não explica outros mistérios. Se há crime no gueto, por que os assaltantes não cometem mais assaltos nos bairros de classe média, onde teriam mais oportunidades, forçando seus habitantes a construírem casas com grades? Se as gangues de traficantes mexicanos se matam entre si no México, por que essa matança não chegou ainda nos EUA, mesmo com quase 50% de mexicanos na Califórnia? (Não faltam traficantes por aqui; tampouco podemos citar como causa a incapacidade do povo americano para a violência. Nos anos 20, Al Capone e sua turma barbarizavam.)
É possível que tudo mude. As ruas de NY já foram perigosas. (Em 1980, a taxa de homicídios na Big Apple era de 12,7 por 100.000 habitantes. A do Rio de Janeiro, no mesmo ano, de 11,8.) E, dizem que se cortassem o welfare na Califórnia, haveria quebra-quebra e violência geral. Pode ser. O fato é que o crime está diminuindo nos EUA e ainda aumenta no Brasil.
Alguma coisa estamos fazendo errado.
A sensação de insegurança no Brasil é um problema. Por que há tanto crime no Brasil?
Em Los Angeles, ocorre uma coisa curiosa. Há bairros pobres onde ocorrem assaltos, assassinatos, brigas de gangues, estupros e roubos. Claro que não na mesma escala do que no Brasil, mas ocorrem. Mas esse crime raramente chega nos bairros mais ricos ou de classe média. Neles, as casas não têm altos muros ou grades como no Brasil. O risco de ser assaltado na rua em um desses bairros à noite é relativamente baixo. (Existe, ocorreram casos; mas são poucos).
É porque existe mais policiamento? Talvez, mas à primeira vista não pareceria. Quase não se vê policiais andando pelas ruas, e se há carros de polícia eles estão no centro da cidade, ou então no gueto.
É pela maior prosperidade geral? Pode ser, mas a relação entre pobreza e crime nem sempre é direta. A pobreza, o desemprego e a diferença entre as classes sociais aumentaram muito nos EUA nas últimas décadas. Porém, o crime diminuiu. Mesmo contando apenas o último ano, de plena crise econômica e bancarrotas gerais, houve uma diminuição de todos os tipos de crime. Qual seria a explicação?
Alguns apontam para o óbvio: quanto mais criminoso nas cadeias, menos crime. De acordo com o Reinaldo Azevedo, é a mesma razão para a diminuição do crime em São Paulo nos últimos anos. A taxa de encarceramento aumentou de modo inversamente proporcional à diminuição do crime. E, nos EUA, se o sujeito cometer um crime, raramente tem escapatória: é provável é que termine na cadeia. Por mais que os esquerdistas chiem e queiram acabar com essa "injustiça".
Mesmo assim, isso não explica outros mistérios. Se há crime no gueto, por que os assaltantes não cometem mais assaltos nos bairros de classe média, onde teriam mais oportunidades, forçando seus habitantes a construírem casas com grades? Se as gangues de traficantes mexicanos se matam entre si no México, por que essa matança não chegou ainda nos EUA, mesmo com quase 50% de mexicanos na Califórnia? (Não faltam traficantes por aqui; tampouco podemos citar como causa a incapacidade do povo americano para a violência. Nos anos 20, Al Capone e sua turma barbarizavam.)
É possível que tudo mude. As ruas de NY já foram perigosas. (Em 1980, a taxa de homicídios na Big Apple era de 12,7 por 100.000 habitantes. A do Rio de Janeiro, no mesmo ano, de 11,8.) E, dizem que se cortassem o welfare na Califórnia, haveria quebra-quebra e violência geral. Pode ser. O fato é que o crime está diminuindo nos EUA e ainda aumenta no Brasil.
Alguma coisa estamos fazendo errado.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Os bons e os bonzinhos
Existem os bons, e existem os bonzinhos. Isto é, aqueles que são realmente bons e fazem algo de concreto para ajudar os outros, e aqueles que apenas gostam de pavonear a sua suposta bondade, sem no entanto ter que se esforçar muito.
É esta segunda possibilidade, a meu ver, o que mais explica o sucesso da esquerda, especialmente entre os jovens. É difícil ser bom; é fácil ser bonzinho e usar uma camiseta a favor dos miseráveis ou votar no PT e PSOL e achar que fez sua parte.
Como informa a Ann Coulter, ao menos no que se refere aos EUA, são os conservadores cristãos os que mais ajudam os pobres ou mais necessitados. Os esquerdistas gostam de falar e falar, ou de fazer passeata, ou de forçar os outros a pagarem mais impostos, mas jamais tiram o dinheiro do próprio bolso. Eles também são a favor de ajudar pretos, pobres e nordestinos, mas, atenção, nada de morar perto dessa ralé, é claro. Tudo tem limites.
Por que isso ocorre? Acho que é simples. Todos temos empatia com o sofrimento alheio. Nos incomoda. Não queremos ver crianças dormindo embaixo de pontes ou deficientes pedindo esmola. Não queremos saber de opressão e violência. Por outro lado, tampouco queremos passar a noite levando cobertores para os mendigos, ou indo ao Sudão para ajudar na luta contra a fome e as doenças. As únicas pessoas que conheci que realmente faziam essas coisas, arriscando a própria vida, eram cristãos motivados por um sentimento superior. Os outros, ajudam quando podem e olhe lá. Ei, sou o primeiro a admitir, raramente faço caridade e nem mesmo faço voluntariado. Sou um egoísta safado, preocupado mais com o meu bem-estar e o daqueles mais próximos de mim. Fazer o quê?
Outro fenômeno que ocorre é que a prosperidade talvez excessiva do mundo ocidental levou-nos a uma visão distorcida do mundo. Como atualmente uma pequena parte do mundo vive em situação de prosperidade material jamais vista antes, passamos a crer que essa prosperidade, de algum modo, tenha se tornado um "direito universal". No entanto, ainda é válido o que dizia o sábio Milton Friedman: a situação natural da humanidade é a tirania e a miséria. Vivemos em um período de exceção (e tudo isso em grande parte graças ao capitalismo tão execrado pelos esquerdistas). Mesmo que quiséssemos, jamais poderíamos ajudar toda a humanidade. Há no mundo três bilhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia.(*) E aí? Vai encarar?
No entanto, viver em prosperidade frente a um mar de miséria causa desconforto e culpa, ainda que a culpa nem seja nossa (e não o é). Por outro lado, precisamos viver a nossa vida e trabalhar, pois temos os nossos próprios problemas. Se a culpa não vai embora mesmo assim, muitos encontram solução para esse dilema psicológico no "apoio" da esquerda aos "pobres e oprimidos". O problema, claro, é que esse "apoio" da esquerda na realidade é contraproducente. Como explica o próprio Friedman no vídeo acima, soluções como o welfare-state só aumentam a desgraça da população, gerando uma classe dependente e, finalmente, a quebra e crise econômica que leva todos - igualmente, isso sim - à pobreza.
A esquerda ainda desobriga o sujeito de fazer algo útil, ou mesmo de pensar formas eficientes de resolver o problema que ele mesmo critica. Causa preguiça mental e moral. Vejam o blog do Sakanoto. O malandro passa tanto tempo levantando a bandeira de pobres e oprimidos, que nem se dá ao trabalho de, nem digo ajudar concretamente os pobres com ações de caridade, mas de tentar entender a realidade. Esquerda boa, direita má, brancos maus, minorias boas, ricos e classe média maus, pobres bons. É de um primarismo atroz.
Segundo o filme "Os Suspeitos", o grande truque do Diabo foi convencer o mundo que ele não existe. Pois eu acho que ele tem um truque ainda maior: convencer o mundo de que ele é o Bem. Foi isso que a esquerda e o progressismo conseguiram, ao obter o monopólio da bondade.
A esquerda política, na realidade, é exatamente o oposto do que prega: ela alimenta a miséria, e se alimenta da miséria. Quanto mais miséria e fome, do ponto de vista da esquerda, melhor. A esquerda é quem mais lucra com a "ajuda" a todos esses miseráveis: os políticos, com a obtenção de votos, os funcionários públicos e de ONGs, com o emprego em burocracias que se perpetuam na "luta contra a fome, a miséria e pelos direitos humanos"; os demais, com a satisfação do ego ao se ver como "bonzinho".
Ser genuinamente bom, isso é mais difícil.
(*) A conta, como todas as feitas pelos progressistas (os dados são da Unesco), é meio trambiqueira, mas não tenho tempo de discutir isso agora.
É esta segunda possibilidade, a meu ver, o que mais explica o sucesso da esquerda, especialmente entre os jovens. É difícil ser bom; é fácil ser bonzinho e usar uma camiseta a favor dos miseráveis ou votar no PT e PSOL e achar que fez sua parte.
Como informa a Ann Coulter, ao menos no que se refere aos EUA, são os conservadores cristãos os que mais ajudam os pobres ou mais necessitados. Os esquerdistas gostam de falar e falar, ou de fazer passeata, ou de forçar os outros a pagarem mais impostos, mas jamais tiram o dinheiro do próprio bolso. Eles também são a favor de ajudar pretos, pobres e nordestinos, mas, atenção, nada de morar perto dessa ralé, é claro. Tudo tem limites.
Por que isso ocorre? Acho que é simples. Todos temos empatia com o sofrimento alheio. Nos incomoda. Não queremos ver crianças dormindo embaixo de pontes ou deficientes pedindo esmola. Não queremos saber de opressão e violência. Por outro lado, tampouco queremos passar a noite levando cobertores para os mendigos, ou indo ao Sudão para ajudar na luta contra a fome e as doenças. As únicas pessoas que conheci que realmente faziam essas coisas, arriscando a própria vida, eram cristãos motivados por um sentimento superior. Os outros, ajudam quando podem e olhe lá. Ei, sou o primeiro a admitir, raramente faço caridade e nem mesmo faço voluntariado. Sou um egoísta safado, preocupado mais com o meu bem-estar e o daqueles mais próximos de mim. Fazer o quê?
Outro fenômeno que ocorre é que a prosperidade talvez excessiva do mundo ocidental levou-nos a uma visão distorcida do mundo. Como atualmente uma pequena parte do mundo vive em situação de prosperidade material jamais vista antes, passamos a crer que essa prosperidade, de algum modo, tenha se tornado um "direito universal". No entanto, ainda é válido o que dizia o sábio Milton Friedman: a situação natural da humanidade é a tirania e a miséria. Vivemos em um período de exceção (e tudo isso em grande parte graças ao capitalismo tão execrado pelos esquerdistas). Mesmo que quiséssemos, jamais poderíamos ajudar toda a humanidade. Há no mundo três bilhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia.(*) E aí? Vai encarar?
No entanto, viver em prosperidade frente a um mar de miséria causa desconforto e culpa, ainda que a culpa nem seja nossa (e não o é). Por outro lado, precisamos viver a nossa vida e trabalhar, pois temos os nossos próprios problemas. Se a culpa não vai embora mesmo assim, muitos encontram solução para esse dilema psicológico no "apoio" da esquerda aos "pobres e oprimidos". O problema, claro, é que esse "apoio" da esquerda na realidade é contraproducente. Como explica o próprio Friedman no vídeo acima, soluções como o welfare-state só aumentam a desgraça da população, gerando uma classe dependente e, finalmente, a quebra e crise econômica que leva todos - igualmente, isso sim - à pobreza.
A esquerda ainda desobriga o sujeito de fazer algo útil, ou mesmo de pensar formas eficientes de resolver o problema que ele mesmo critica. Causa preguiça mental e moral. Vejam o blog do Sakanoto. O malandro passa tanto tempo levantando a bandeira de pobres e oprimidos, que nem se dá ao trabalho de, nem digo ajudar concretamente os pobres com ações de caridade, mas de tentar entender a realidade. Esquerda boa, direita má, brancos maus, minorias boas, ricos e classe média maus, pobres bons. É de um primarismo atroz.
Segundo o filme "Os Suspeitos", o grande truque do Diabo foi convencer o mundo que ele não existe. Pois eu acho que ele tem um truque ainda maior: convencer o mundo de que ele é o Bem. Foi isso que a esquerda e o progressismo conseguiram, ao obter o monopólio da bondade.
A esquerda política, na realidade, é exatamente o oposto do que prega: ela alimenta a miséria, e se alimenta da miséria. Quanto mais miséria e fome, do ponto de vista da esquerda, melhor. A esquerda é quem mais lucra com a "ajuda" a todos esses miseráveis: os políticos, com a obtenção de votos, os funcionários públicos e de ONGs, com o emprego em burocracias que se perpetuam na "luta contra a fome, a miséria e pelos direitos humanos"; os demais, com a satisfação do ego ao se ver como "bonzinho".
Ser genuinamente bom, isso é mais difícil.
(*) A conta, como todas as feitas pelos progressistas (os dados são da Unesco), é meio trambiqueira, mas não tenho tempo de discutir isso agora.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Pedofilia, homossexualismo e catolicismo
Faz pouco tempo, o católico Reinaldo Azevedo manifestou-se, surpreendentemente, contra o celibato dos padres católicos. Não vou entrar agora na questão, embora seja verdade que o costume foi instituído séculos após o início do cristianismo, e que na Igreja Ortodoxa, de tradição anterior à Católica, os padres podem casar. Isso sem falar em pastores protestantes, rabinos, imams e quetais, todos casamentáveis.
Porém, essa questão da pedofilia na Igreja Católica está dando o que falar.
É verdade que oitenta e tantos por cento dos abusados eram garotos do sexo masculino, pós-púberes, entre 11 e 17 anos, e trinta por cento destes tinham entre 15 e 17. (Pedofilia, strictu sensu, é com menores de ambos os sexos que ainda não atingiram a puberdade. Lolita tinha 12.). Não que isso torne o crime menor ou menos repreensível, mas causa uma discussão interessante. Se a maioria das vítimas são adolescentes ou pré-adolescentes do sexo masculino, o que está ocorrendo é, acho, uma coisa que pouco tem a ver com o celibato em si.
Ora, se você é um heterossexual celibatário continuará - imagino eu - tendo desejos por mulheres. De fato, os padres nunca foram santos. Bocaccio, no Decameron, conta dezenas de histórias de padres e freiras fornicando por aí. Alguém condenado ao celibato poderia tomar uma amante, ou prostitutas, ou até abandonar o sacerdócio e casar. Por que escolher garotos? A resposta é simples. Esses padres são gays. Sentem atração por homens, isto é, garotos. Eram gays antes de entrar na Igreja, e continuaram sendo depois.
O problema é que aí entra-se numa cilada. Os gays, que criticam a Igreja católica, poderão criticar os padres por serem gays? Quando, anos atrás, a Igreja Católica tentou verificar e impedir a entrada de seminaristas com possíveis tendências homossexuais nos seminários, houve gritos dos grupos gays.
Admitir padres gays seria uma solução, ou aumentaria o problema? E permitir o casamento, resolveria? Não esqueçamos que grande parte dos pedófilos (e homossexuais) são casados, com filhos. Isso não lhes impede de continuar procurando garotinhos/as, ou até de abusar dos próprios filhos e sobrinhos.
Outros argumentam que a culpa é sim do celibato, e que os padres não eram necessariamente pedófilos ou homossexuais, mas atacaram meninos apenas porque é o que tinham mais à mão. Mas, nesse caso, por que não contratar uma prostituta, ou até um michê, como nobremente fez o padre Sir Lancelott?
Vivemos em uma época esquizofrênica. Por um lado, as crianças e adolescentes são bombardeados com sons e imagens explicitamente sexuais, da dança da vassoura à suposta arte moderna. Por outro lado, o mesmo mundo horroriza-se quando essas mesmas crianças erotizadas passam a interagir com adultos no mundo real.
Claro que o sexo de adultos com crianças pré-adolescentes é uma aberração, e seus praticantes deveriam ser imediatamente castrados a facão (de preferência, enferrujado e sem fio). Ou então se deveria fazer como fez este pai aqui.
O problema é que a suspeita de pedofilia contaminou tudo. Mesmo os contatos mais inocentes, como por exemplo tirar fotos de crianças em um parque, hoje são vistos com extrema suspeita. Nos EUA, mesmo encostar em uma criança alheia por acidente pode dar problema. Li que há alguns anos, um menino de 9 anos foi atropelado, e nenhum adulto aproximou-se para ajudar - por medo de serem acusados de pedofilia!
O curioso é que, há meros séculos atrás, garotas de apenas 13 anos já casavam, ainda que tivessem que ter a permissão dos pais. No Sul dos EUA, esse costume durou até poucas décadas atrás. Edgar Allan Poe casou com uma prima de 13 anos. Jerry Lee Lewis, idem. (E Woody Allen casou com a filha adotiva, embora isso nada tenha a ver com a história.)
Hoje, ao contrário, tanto homens quanto mulheres casam muito mais tarde, portanto exigir celibato pré-nupcial é algo muito difícil, que ocorre apenas com pessoas muito religiosas. E, mesmo assim, nem sempre.
O que é diferente é que, hoje, quase todas as aberrações sexuais são vistas como normais, e até mesmo celebradas. A única exceção, o último tabu, é a pedofilia. (Até incesto, se feito por maiores vacinados, já é aceito por alguns.)
Será que essa atmosfera de liberação geral, e essa erotização precoce das crianças, não contribui para os desvios sexuais de nossa era? Por exemplo, a questão da "troca de sexo". Sempre me pareceu que isso era uma anomalia, uma aberração. Quer dizer, genéticamente, você tem seu sexo determinado antes mesmo do nascimento. "Sentir-se mulher num corpo de homem" é um problema, mas, em vez de modificar o corpo (com uma cirurgia que tudo o que dá é a aparência de um outro sexo, mas não a essência), não seria mais fácil modificar os pensamentos? (Não esquecendo que os transexuais tornam-se estéreis após a operação, e podem ter toda uma série de problemas físicos).
Porém, hoje em dia, trocar de sexo é um "direito", muitas vezes até pago pelo contribuinte. Na Austrália, um garoto de 15 anos teve o direito de transformar-se em garota, mesmo contra a ordem expressa dos pais. Na Alemanha, com 12 anos, um menino iniciou o procedimento para virar menina (hoje tem 16 e já é uma "mulher", ainda que não possa menstruar, e jamais terá filhos). Nos EUA, os pais de um garoto decidiram criar seu filho de 8 anos como uma menina, pois ele assim pediu.
É tudo uma loucura.
Mas qual a solução?
Acabar com o celibato não vai, provavelmente, resolver todos esses problemas. O furo, com perdão do trocadilho, é mais embaixo.
(*) Por outro lado, o poeta Rainer Maria Rilke foi criado como menina na sua infância, e depois parece ter tido uma vida normal, sem qualquer troca de sexo, que aliás não existia na época.
Porém, essa questão da pedofilia na Igreja Católica está dando o que falar.
É verdade que oitenta e tantos por cento dos abusados eram garotos do sexo masculino, pós-púberes, entre 11 e 17 anos, e trinta por cento destes tinham entre 15 e 17. (Pedofilia, strictu sensu, é com menores de ambos os sexos que ainda não atingiram a puberdade. Lolita tinha 12.). Não que isso torne o crime menor ou menos repreensível, mas causa uma discussão interessante. Se a maioria das vítimas são adolescentes ou pré-adolescentes do sexo masculino, o que está ocorrendo é, acho, uma coisa que pouco tem a ver com o celibato em si.
Ora, se você é um heterossexual celibatário continuará - imagino eu - tendo desejos por mulheres. De fato, os padres nunca foram santos. Bocaccio, no Decameron, conta dezenas de histórias de padres e freiras fornicando por aí. Alguém condenado ao celibato poderia tomar uma amante, ou prostitutas, ou até abandonar o sacerdócio e casar. Por que escolher garotos? A resposta é simples. Esses padres são gays. Sentem atração por homens, isto é, garotos. Eram gays antes de entrar na Igreja, e continuaram sendo depois.
O problema é que aí entra-se numa cilada. Os gays, que criticam a Igreja católica, poderão criticar os padres por serem gays? Quando, anos atrás, a Igreja Católica tentou verificar e impedir a entrada de seminaristas com possíveis tendências homossexuais nos seminários, houve gritos dos grupos gays.
Admitir padres gays seria uma solução, ou aumentaria o problema? E permitir o casamento, resolveria? Não esqueçamos que grande parte dos pedófilos (e homossexuais) são casados, com filhos. Isso não lhes impede de continuar procurando garotinhos/as, ou até de abusar dos próprios filhos e sobrinhos.
Outros argumentam que a culpa é sim do celibato, e que os padres não eram necessariamente pedófilos ou homossexuais, mas atacaram meninos apenas porque é o que tinham mais à mão. Mas, nesse caso, por que não contratar uma prostituta, ou até um michê, como nobremente fez o padre Sir Lancelott?
Vivemos em uma época esquizofrênica. Por um lado, as crianças e adolescentes são bombardeados com sons e imagens explicitamente sexuais, da dança da vassoura à suposta arte moderna. Por outro lado, o mesmo mundo horroriza-se quando essas mesmas crianças erotizadas passam a interagir com adultos no mundo real.
Claro que o sexo de adultos com crianças pré-adolescentes é uma aberração, e seus praticantes deveriam ser imediatamente castrados a facão (de preferência, enferrujado e sem fio). Ou então se deveria fazer como fez este pai aqui.
O problema é que a suspeita de pedofilia contaminou tudo. Mesmo os contatos mais inocentes, como por exemplo tirar fotos de crianças em um parque, hoje são vistos com extrema suspeita. Nos EUA, mesmo encostar em uma criança alheia por acidente pode dar problema. Li que há alguns anos, um menino de 9 anos foi atropelado, e nenhum adulto aproximou-se para ajudar - por medo de serem acusados de pedofilia!
O curioso é que, há meros séculos atrás, garotas de apenas 13 anos já casavam, ainda que tivessem que ter a permissão dos pais. No Sul dos EUA, esse costume durou até poucas décadas atrás. Edgar Allan Poe casou com uma prima de 13 anos. Jerry Lee Lewis, idem. (E Woody Allen casou com a filha adotiva, embora isso nada tenha a ver com a história.)
Hoje, ao contrário, tanto homens quanto mulheres casam muito mais tarde, portanto exigir celibato pré-nupcial é algo muito difícil, que ocorre apenas com pessoas muito religiosas. E, mesmo assim, nem sempre.
O que é diferente é que, hoje, quase todas as aberrações sexuais são vistas como normais, e até mesmo celebradas. A única exceção, o último tabu, é a pedofilia. (Até incesto, se feito por maiores vacinados, já é aceito por alguns.)
Será que essa atmosfera de liberação geral, e essa erotização precoce das crianças, não contribui para os desvios sexuais de nossa era? Por exemplo, a questão da "troca de sexo". Sempre me pareceu que isso era uma anomalia, uma aberração. Quer dizer, genéticamente, você tem seu sexo determinado antes mesmo do nascimento. "Sentir-se mulher num corpo de homem" é um problema, mas, em vez de modificar o corpo (com uma cirurgia que tudo o que dá é a aparência de um outro sexo, mas não a essência), não seria mais fácil modificar os pensamentos? (Não esquecendo que os transexuais tornam-se estéreis após a operação, e podem ter toda uma série de problemas físicos).
Porém, hoje em dia, trocar de sexo é um "direito", muitas vezes até pago pelo contribuinte. Na Austrália, um garoto de 15 anos teve o direito de transformar-se em garota, mesmo contra a ordem expressa dos pais. Na Alemanha, com 12 anos, um menino iniciou o procedimento para virar menina (hoje tem 16 e já é uma "mulher", ainda que não possa menstruar, e jamais terá filhos). Nos EUA, os pais de um garoto decidiram criar seu filho de 8 anos como uma menina, pois ele assim pediu.
É tudo uma loucura.
Mas qual a solução?
Acabar com o celibato não vai, provavelmente, resolver todos esses problemas. O furo, com perdão do trocadilho, é mais embaixo.
(*) Por outro lado, o poeta Rainer Maria Rilke foi criado como menina na sua infância, e depois parece ter tido uma vida normal, sem qualquer troca de sexo, que aliás não existia na época.
sábado, 20 de março de 2010
Saúde pública ou não?

Há muita discussão nos EUA sobre o Obamacare, o plano de saúde que Obama e os Democratas querem empurrar goela abaixo (para não usar uma metáfora mais grosseira) do cidadão estadunidense, e cuja votação está prevista para este domingo.
Confesso que não entendo bem o que está acontecendo. Tudo o que sei é que a lei é um trambolho de mil páginas cujo conteúdo muda constantemente, que não foi lido em sua completude por nenhum político (diz-se até que algumas partes estão em branco para ser completadas depois), e que os Democratas querem passar com voto ou sem voto.
A maioria do povo americano é contrário às reformas (que incluem a obrigação de ter um plano de saúde sob pena de prisão) mas isso não parece importar aos Democratas. O próprio Obama já falou que esse negócio de democracia é um saco, que ele preferiria ter um grupo de acadêmicos decidindo tudo. Thomas Friedman, colunista do New York Times, sonha em implantar o modelo chinês nos EUA.
Em quase todos os países em que há "saúde pública", o que acontece é o seguinte: há na verdade dois planos de saúde, o plano "gratuito" e vagabundo (para os pobres), e o plano privado ou especial (para os políticos ou para quem pode pagar). O problema é que você paga pelos dois: pelo plano público com seus impostos, e pelo plano privado com o pouco dinheiro que resta.
Pode apostar que o mesmo vai acontecer nos EUA: o Obamacare vai eventualmente criar um sistema de saúde "gratuito" de qualidade medíocre, com doutores "multiulturais" eleitos por cotas raciais. Como mesmo assim não dá para atender trezentos milhões de pessoas (mais os ilegais), tudo vai ser racionado, e teremos as imagens que já conhecemos bem do Brasil: espera de meses, falta de camas nos hospitais, etc etc. Não que o sistema atual seja uma maravilha, mas as reformas tirânicas de Obama o transformarão em um Titanic.
Políticos, é claro, adoram vender soluções falsas para problemas imaginários, sempre com o dinheiro alheio. Vejam o caso do estacionamento "gratuito" nos shopping centers, tema deste excelente ensaio aqui. Os políticos não estão interessados nas conseqüências danosas de seus atos, apenas em prometer benefícios "gratuitos" e obter votos dos otários.
Só há dois tipos de pessoas que apóiam o Obamacare: os ignorantes, que não têm a menor idéia de como o plano vai ferrar com tudo, e os fdps, que sabem que vai ferrar com tudo, mas que têm justamente a idéia de mandar a sociedade às favas. ("Some people just like to watch the world burn.")
O Obamacare, se passar, vai destruir a América como a conhecemos. Não exagero. Leiam as seguintes citações de dois heróis da independência americana:
"If ye love wealth greater than liberty, the tranquility of servitude greater than the animating contest for freedom, go home from us in peace. We seek not your counsel, nor your arms. Crouch down and lick the hand that feeds you; May your chains set lightly upon you, and may posterity forget that ye were our countrymen."O Obamacare é justamente o oposto. É a aceitação da escravidão.
(Samuel Adams)
"Is life so dear, or peace so sweet, as to be purchased at the price of chains and slavery? Forbid it, Almighty God! I know not what course others may take; but as for me, give me liberty, or give me death!"
(Patrick Henry)
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Se Deus não existe, tudo é permitido?
"Se Deus não existe, tudo é permitido."
A frase, que não foi escrita por Dostoevsky, embora seja mais ou menos o que Ivan Karamázov diz no famoso livro, ainda que de modo mais extenso e rebuscado. "Não existe virtude sem imortalidade", conclui Ivan. Para ele, sem a crença dos homens na imortalidade da alma e na existência de Deus, não haveria motivo para nenhuma moral e tudo seria permitido, "até o canibalismo".
Será mesmo?
Fábio Marton discorda. Mas de onde vem a moral? É algo biológico? Inato? Cultural? Ou vem mesmo de Deus, exista ele ou não?
Como Dostoyevsky cita canibalismo, lembrei-me do caso que li sobre o horrível General Butt Naked (ou General Peladão), soldado mercenário da guerra civil da Libéria, que liderava um batalhão de soldados que andavam nus por acreditar que isso o protegia das balas (vídeo documentário aqui - alerta para imagens fortes). Ele dizia ser um seguidor do Diabo, de quem afirmava ter recebido um telefonema quando criança. Confessou ter matado milhares de pessoas, inclusive crianças (sacrificava uma antes de cada operação militar), praticava canibalismo (comia o coração de algumas crianças e prisioneiros) e jogava futebol com as cabeças de soldados inimigos. Hoje é um pastor evangélico. Conversão real ou mera fuga da justiça? Digam o que quiserem, desde então não comeu mais nenhuma criancinha.
Deus e o Diabo podem não existir, mas a crença neles existe, e tal crença é responsável por diversos atos, dos mais nobres aos mais cruéis. Os conceitos de Bem e de Mal vêm diretamente da religião e da filosofia, não de qualquer medida científica. Mas só o que a ciência mede existe?
E será que os religiosos realmente agem virtuosamente apenas por medo do Inferno e/ou esperança do Céu? Não existe virtude sem imortalidade da alma?
E os ateus, tem uma moral própria? Podem ter? Qual moral pode-se criar a partir do mero materialismo, a não ser uma moral utilitária, "o maior bem para o maior número de pessoas". Mas, qual é o "maior bem"?
O Claudio Avolio observa como a mesma "moral" secular bananeiro-esquerdista que proíbe revistas com dicas para heterossexuais festeiros, subsidia revistas com dicas para gays festeiros. Uma revista é proibida em nome ao suposto respeito ao direito das minorias, a outra é apoiada financeiramente em respeito ao direito das minorias. Uma moral algo contraditória, para dizer o mínimo.
Por outro lado, também é verdade que, não obstante todo seu ódio pela religião e pelos religiosos, ao contrário dos anarquistas espanhóis, Dawkins nunca matou nenhum padre. O ateísmo, por si só, jamais poderia fazer mal a uma mosca. Assim como a religião. O problema são os homens. Os homens matam e morrem em nome de idéias - políticas, sociais e, por que não, religiosas. Mas acreditar que a religião é o grande mal da humanidade é uma besteira. De acordo com o psicólogo evolucionista Satoshi Nakazawa, pode-se matar também em nome da ciência. Aliás, ele também acredita que Deus foi criado pela evolução.
Já eu às vezes acho que Deus existe, e o Inferno é aqui mesmo.
A frase, que não foi escrita por Dostoevsky, embora seja mais ou menos o que Ivan Karamázov diz no famoso livro, ainda que de modo mais extenso e rebuscado. "Não existe virtude sem imortalidade", conclui Ivan. Para ele, sem a crença dos homens na imortalidade da alma e na existência de Deus, não haveria motivo para nenhuma moral e tudo seria permitido, "até o canibalismo".
Será mesmo?
Fábio Marton discorda. Mas de onde vem a moral? É algo biológico? Inato? Cultural? Ou vem mesmo de Deus, exista ele ou não?
Como Dostoyevsky cita canibalismo, lembrei-me do caso que li sobre o horrível General Butt Naked (ou General Peladão), soldado mercenário da guerra civil da Libéria, que liderava um batalhão de soldados que andavam nus por acreditar que isso o protegia das balas (vídeo documentário aqui - alerta para imagens fortes). Ele dizia ser um seguidor do Diabo, de quem afirmava ter recebido um telefonema quando criança. Confessou ter matado milhares de pessoas, inclusive crianças (sacrificava uma antes de cada operação militar), praticava canibalismo (comia o coração de algumas crianças e prisioneiros) e jogava futebol com as cabeças de soldados inimigos. Hoje é um pastor evangélico. Conversão real ou mera fuga da justiça? Digam o que quiserem, desde então não comeu mais nenhuma criancinha.
Deus e o Diabo podem não existir, mas a crença neles existe, e tal crença é responsável por diversos atos, dos mais nobres aos mais cruéis. Os conceitos de Bem e de Mal vêm diretamente da religião e da filosofia, não de qualquer medida científica. Mas só o que a ciência mede existe?
E será que os religiosos realmente agem virtuosamente apenas por medo do Inferno e/ou esperança do Céu? Não existe virtude sem imortalidade da alma?
E os ateus, tem uma moral própria? Podem ter? Qual moral pode-se criar a partir do mero materialismo, a não ser uma moral utilitária, "o maior bem para o maior número de pessoas". Mas, qual é o "maior bem"?
O Claudio Avolio observa como a mesma "moral" secular bananeiro-esquerdista que proíbe revistas com dicas para heterossexuais festeiros, subsidia revistas com dicas para gays festeiros. Uma revista é proibida em nome ao suposto respeito ao direito das minorias, a outra é apoiada financeiramente em respeito ao direito das minorias. Uma moral algo contraditória, para dizer o mínimo.
Por outro lado, também é verdade que, não obstante todo seu ódio pela religião e pelos religiosos, ao contrário dos anarquistas espanhóis, Dawkins nunca matou nenhum padre. O ateísmo, por si só, jamais poderia fazer mal a uma mosca. Assim como a religião. O problema são os homens. Os homens matam e morrem em nome de idéias - políticas, sociais e, por que não, religiosas. Mas acreditar que a religião é o grande mal da humanidade é uma besteira. De acordo com o psicólogo evolucionista Satoshi Nakazawa, pode-se matar também em nome da ciência. Aliás, ele também acredita que Deus foi criado pela evolução.
Já eu às vezes acho que Deus existe, e o Inferno é aqui mesmo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Sobre o globalismo
O globalismo - ideologia que pretende um único governo global - não é uma idéia recente. Não sendo um estudioso do tema, nem saberia dizer qual a sua origem, mas sei que, em 1942, antes mesmo do final da guerra mundial, já havia uma congregação de igrejas protestantes promovendo abertamente a idéia de um governo mundial e várias outras medidas (algumas que, curiosamente, terminaram se tornando realidade), como forma de solucionar os conflitos bélicos internacionais. No pós-guerra, uma série de intelectuais como Bertrand Russel uniram-se em um movimento secular que tinha objetivos muito similares.
A idéia - ou ideologia - por trás do projeto é simples, quase tosca: não havendo nações, não haveria nacionalismos, e portanto não haveria guerras entre os diversos Estados.
Mas será que funciona mesmo?
Vejam que na China, estado bastante totalitário, uma revolta de muçulmanos na última semana matou 184 pessoas. A princípio acreditava-se que os mortos eram os manifestantes muçulmanos (uigures). No entanto, relatos posteriores informaram que, na maioria, as vítimas eram civis chineses Han, agredidos brutalmente pelos revoltosos que estavam irritados com o fechamento das mesquitas. (No norte uigur, a estratégia chinesa é a mesma que no Tibete: trazer milhares de chineses Han para a região e assim modificar o balanço e a cultura da população local. A mesma estratégia que os muçulmanos utilizam na Europa, só que em sentido inverso.)
Se um Estado totalitário como a China não consegue acabar com as divisões religiosas, étnicas e sociais, poderá fazê-lo um Superestado a nível global, por mais poder que tenha?
E, de qualquer modo, eventos como esse demonstram é que é ilusão acreditar que um governo global vai trazer paz, já que, mesmo não havendo Estados-nações, continuarão havendo conflitos étnicos ou regionais, bem como, por certo, o terrorismo. É pouco provável que o próprio nacionalismo acabe, já que este não é uma abstração, mas parte de uma característica humana - como informei em outro post, somos seres essencialmente tribalistas, haja ou não linhas imaginárias separando um povo do outro.
De fato, uma característica humana é a de definir-se sempre em oposição ou em relação a outros. O nacionalismo é uma dessas diferenciações, mas há muitas outras possíveis - por religião, por cultura, por ideologia política, por cor da pele, por sexo, por hobbies, por características psicológicas, por classe social, etc. Assim, o único modo em que poderíamos ter uma humanidade completamente unida seria no caso hipotético de um inimigo ou agente externo - por exemplo, no caso de uma invasão de seres extraterrestres, caso clássico dos filmes de ficção científica.
Agora, o que um governo global sim permitiria é a uns poucos escolhidos indivíduos terem imensa soma de dinheiro e poder. E isso talvez explique, ao menos em parte, o interesse contínuo em realizar essa utopia.
A idéia - ou ideologia - por trás do projeto é simples, quase tosca: não havendo nações, não haveria nacionalismos, e portanto não haveria guerras entre os diversos Estados.
Mas será que funciona mesmo?
Vejam que na China, estado bastante totalitário, uma revolta de muçulmanos na última semana matou 184 pessoas. A princípio acreditava-se que os mortos eram os manifestantes muçulmanos (uigures). No entanto, relatos posteriores informaram que, na maioria, as vítimas eram civis chineses Han, agredidos brutalmente pelos revoltosos que estavam irritados com o fechamento das mesquitas. (No norte uigur, a estratégia chinesa é a mesma que no Tibete: trazer milhares de chineses Han para a região e assim modificar o balanço e a cultura da população local. A mesma estratégia que os muçulmanos utilizam na Europa, só que em sentido inverso.)
Se um Estado totalitário como a China não consegue acabar com as divisões religiosas, étnicas e sociais, poderá fazê-lo um Superestado a nível global, por mais poder que tenha?
E, de qualquer modo, eventos como esse demonstram é que é ilusão acreditar que um governo global vai trazer paz, já que, mesmo não havendo Estados-nações, continuarão havendo conflitos étnicos ou regionais, bem como, por certo, o terrorismo. É pouco provável que o próprio nacionalismo acabe, já que este não é uma abstração, mas parte de uma característica humana - como informei em outro post, somos seres essencialmente tribalistas, haja ou não linhas imaginárias separando um povo do outro.
De fato, uma característica humana é a de definir-se sempre em oposição ou em relação a outros. O nacionalismo é uma dessas diferenciações, mas há muitas outras possíveis - por religião, por cultura, por ideologia política, por cor da pele, por sexo, por hobbies, por características psicológicas, por classe social, etc. Assim, o único modo em que poderíamos ter uma humanidade completamente unida seria no caso hipotético de um inimigo ou agente externo - por exemplo, no caso de uma invasão de seres extraterrestres, caso clássico dos filmes de ficção científica.
Agora, o que um governo global sim permitiria é a uns poucos escolhidos indivíduos terem imensa soma de dinheiro e poder. E isso talvez explique, ao menos em parte, o interesse contínuo em realizar essa utopia.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
A incompetência universal do funcionário público
Se tem uma coisa que é universal é a preguiça e incompetência do funcionário público, o burocrata profissional.
No outro dia, por exemplo, tive que ligar para o Social Security Service, apenas em busca de uma informação. Depois de uma sessão interminável de gravações em que, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, coletaram todos os dados pessoais e faltou só perguntarem a cor das cuecas, atendeu uma mulher entendiada e burra que não conseguiu me dizer nada de útil. Não respondia às minhas perguntas: apenas repetia a mesma frase decorada do manual, como se fosse ela também uma gravação. Eventualmente tive que ir pessoalmente onde me esperariam mais algumas horas de tortura.
Em outros países também tive contato com funcionários públicos, e a incompetência ou mau humor, salvo raras exceções, é sempre a mesma.
Isso não é coisa nova, existe desde tempos imemoriais. Os autores que melhor entenderam a mente do funcionário público foram os russos, e estou falando dos russos pré-comunismo. Toda a obra de Dostoevsky e Gogol é um hino ao funcionalismo público.
Não que eu seja workaholic. De fato, sou preguiçaholic e, se pudesse, tampouco trabalharia. Mas o problema do burocrata não é apenas a falta de estímulo para o trabalho honesto, é o modo torto de pensar. O burocrata segue regulamentos, não o bom senso.
Por exemplo, ontem mesmo foi realizada uma sessão de fotos em NY com um Boeing voando a poucos metros dos prédios da cidade. O idiótico exercício, cujo objetivo era tirar novas fotos para o catálogo do Air Force One do Obama, foi feito sem que o público fosse avisado, por ordens superiores. O resultado, foi, naturalmente, o pânico.
E tem gente que acha que o Estado, que nada mais é do que um número gigantesco desses mesmos funcionários, pode resolver todos os nossos problemas, cuidar da nossa saúde e educação, quem sabe até da nossa alimentação.
No outro dia, por exemplo, tive que ligar para o Social Security Service, apenas em busca de uma informação. Depois de uma sessão interminável de gravações em que, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, coletaram todos os dados pessoais e faltou só perguntarem a cor das cuecas, atendeu uma mulher entendiada e burra que não conseguiu me dizer nada de útil. Não respondia às minhas perguntas: apenas repetia a mesma frase decorada do manual, como se fosse ela também uma gravação. Eventualmente tive que ir pessoalmente onde me esperariam mais algumas horas de tortura.
Em outros países também tive contato com funcionários públicos, e a incompetência ou mau humor, salvo raras exceções, é sempre a mesma.
Isso não é coisa nova, existe desde tempos imemoriais. Os autores que melhor entenderam a mente do funcionário público foram os russos, e estou falando dos russos pré-comunismo. Toda a obra de Dostoevsky e Gogol é um hino ao funcionalismo público.
Não que eu seja workaholic. De fato, sou preguiçaholic e, se pudesse, tampouco trabalharia. Mas o problema do burocrata não é apenas a falta de estímulo para o trabalho honesto, é o modo torto de pensar. O burocrata segue regulamentos, não o bom senso.
Por exemplo, ontem mesmo foi realizada uma sessão de fotos em NY com um Boeing voando a poucos metros dos prédios da cidade. O idiótico exercício, cujo objetivo era tirar novas fotos para o catálogo do Air Force One do Obama, foi feito sem que o público fosse avisado, por ordens superiores. O resultado, foi, naturalmente, o pânico.
E tem gente que acha que o Estado, que nada mais é do que um número gigantesco desses mesmos funcionários, pode resolver todos os nossos problemas, cuidar da nossa saúde e educação, quem sabe até da nossa alimentação.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Um metrossexual contra os bárbaros
Não é Davi contra Golias nem Dom Quixote contra os moinhos de vento e muito menos a Batalha de Termópilas.
A patética situação atual é a de um Ocidente metrossexual querendo lutar contra bárbaros com luvas de pelica.
De um lado, terroristas semianalfabetos que não hesitam em explodir pizzarias e centros comerciais, decapitar e torturar civis e até mesmo crianças. Do outro lado, um Ocidente poderoso que hesita em usar armas ou até mesmo em erguer um pouco a voz contra bandidos.
Vejam o caso dos piratas. O governo Obama queria negociar e chegou mesmo a enviar o FBI. Finalmente, a coisa resolveu-se de modo mais lógico: a marinha americana deu cabo dos piratas com três tiros certeiros, e o capitão foi salvo.
No entanto, a notícia não foi recebida com alegria por todos. Vários experts insinuam que foi uma resposta perigosa que não deve jamais ser tentada de novo - melhor é ficar quietinho e dar aos piratas o que eles querem.
Para os esquerdistas do blog comuno-obamista Daily Kos, ser pirata é aparentemente uma profissão como outra qualquer, com a qual ninguém deve se intrometer. A única coisa a fazer para resolver o problema dos piratas é melhorar a economia da Somália. Afinal, a pobreza é a causa da pirataria, dontchanow. (Para os esquerdistas, a pobreza é a causa de tudo). E, para eles, o Capitão Philips não é nenhum herói:
Aliás, como a linguagem da vitimologia esquerdista espalhou-se para todos os grupos sociais, acredite se quiser, mas os piratas querem um pedido de desculpas. Isso mesmo:

A patética situação atual é a de um Ocidente metrossexual querendo lutar contra bárbaros com luvas de pelica.
De um lado, terroristas semianalfabetos que não hesitam em explodir pizzarias e centros comerciais, decapitar e torturar civis e até mesmo crianças. Do outro lado, um Ocidente poderoso que hesita em usar armas ou até mesmo em erguer um pouco a voz contra bandidos.
Vejam o caso dos piratas. O governo Obama queria negociar e chegou mesmo a enviar o FBI. Finalmente, a coisa resolveu-se de modo mais lógico: a marinha americana deu cabo dos piratas com três tiros certeiros, e o capitão foi salvo.
No entanto, a notícia não foi recebida com alegria por todos. Vários experts insinuam que foi uma resposta perigosa que não deve jamais ser tentada de novo - melhor é ficar quietinho e dar aos piratas o que eles querem.
Para os esquerdistas do blog comuno-obamista Daily Kos, ser pirata é aparentemente uma profissão como outra qualquer, com a qual ninguém deve se intrometer. A única coisa a fazer para resolver o problema dos piratas é melhorar a economia da Somália. Afinal, a pobreza é a causa da pirataria, dontchanow. (Para os esquerdistas, a pobreza é a causa de tudo). E, para eles, o Capitão Philips não é nenhum herói:
The pirates' modus operandi is that they hold the crew, ship, and cargo harmlessly until a lot of money is paid to them. Phillips "heroic" actions put his crew and himself at risk. If he'd done nothing except acquiesce to the pirates' demands, there would have been no risk, just possible discomfort until the extortion money was paid. Instead he put himself and the Seals at grave risk.Ou seja, para o pessoal do Daily Kos, estar circundado por várias AK-47 de piratas islâmicos é apenas um mero desconforto. E os piratas, pelo jeito, são os novos proletários, heróis do movimento socialista internacional.
Aliás, como a linguagem da vitimologia esquerdista espalhou-se para todos os grupos sociais, acredite se quiser, mas os piratas querem um pedido de desculpas. Isso mesmo:
"We will take quick revenge on American ships if we don't receive apologies," said Yusuf Mohamed Mahdi, pirate commander.E possível que Obama ou algum de seus assessores chegue a considerar a idéia. Afinal, são essas as pessoas que dizem que para resolver o problema da pirataria é preciso dar ajuda econômica à Somália e jamais dar tiro em ninguém.

Asterix e Obelix é que tinham razão.
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Assassinos de crianças
Vários dos meus leitores não acreditam em Deus; será que no entanto acreditam no Diabo? Às vezes parece-me que ele existe, especialmente ao ler sobre assuntos tão macabros que custa a crer que sejam inspirados por meras mentes humanas. Ou, pensando melhor, talvez não custe muito não...
Há poucos posts coloquei um vídeo que relata o caso dos chamados "moor murders", em que um casal nos anos 60 torturou e matou várias crianças e adolescentes, inspirados, aparentemente, pela leitura de obras do Marquês de Sade. Foi chocante por ser o primeiro caso famoso do gênero na Inglaterra, mas não seria o único. De fato, em poucos anos ocorreriam crimes que deixariam Myra e Ian no chinelo: nos anos 90, Fred e Rose West, um outro casal de assassinos, seqüestrou, algemou, estuprou, torturou e matou entre 12 e 20 crianças e adolescentes, inclusive duas de suas próprias filhas, como conta aqui Theodore Dalrymple.
Uma das coisas que mais nos horroriza é, sem dúvida, o assassinato de crianças e adolescentes, especialmente quando este tem motivos sexuais.
Há uma pergunta que não quer calar: estariam ocorrendo mais crimes de assassinos pervertidos hoje do que em outras épocas? Embora tais crimes tenham ocorrido desde sempre, a aparência pareceria indicar que sim - afinal, as pessoas da minha geração e anteriores ainda brincavam sozinhas na rua até à noite, sem a preocupação dos pais, o que hoje é quase impensável (embora isso possa meramente significar que o pânico aumentou, mas não necessariamente o número de crimes). No entanto, mais significativamente, também algumas pesquisas mostram que o número de assassinatos seriais de crianças e adolescentes aumentou de 1960 para cá. Se isso for realmente verdade, seria interessante tentar descobrir as razões. Levantemos algumas hipóteses:
1) Liberalização dos costumes:
Tal começou a se radicalizar a partir dos anos 60. Quando sadomasoquismo, voyeurismo, travestismo, zoofilia e qualquer tipo de comportamento sexual alternativo é considerado tão normal como qualquer outro, quanto falta para considerar a pedofilia como outra mera variante da sexualidade humana que não deve ser julgada por ninguém?
(Evidentemente, não quero aqui dizer que comportamentos sexuais "alternativos" mas que não fazem mal a terceiros sejam equivalentes à pedofilia ou o estupro e assassinato; mas acredito que vários psicopatas estupradores estejam convencidos que seus casos se enquadram na categoria de sexualidade incompreendida.)
2) Leniência maior da lei:
Também uma herança dos benditos anos 60. Graças aos progressistas, que vêem os assassinos muitas vezes como meras vítimas do sistema, ou então como pessoas incompreendidas desrespeitadas em seus "direitos humanos", ou então entendem que a prisão deveria "reabilitar" e não "punir", crimes muitas vezes hediondos terminam tendo penas leves (aqui no Brasil já temos a progressão de pena para crimes hediondos). Muitos pseudointelectuais sentem mais pena do criminoso do que de suas vítimas.
Uma das coisas mais assustadoras é como, tantas vezes, assassinos seriais de crianças e adolescentes deixaram de ser presos ou foram liberados rapidamente após crimes violentos. Quase sempre, a impunidade apenas estimulou a ousadia do criminoso. Algumas pessoas não entendem a lógica dos assassinos, mas, no cálculo do psicopata, é muito simples. Como Theodore Dalrymple cita, o casal West foi liberado com uma mera fiança de 75 dólares após o seqüestro e estupro de uma moça. A partir daí, para evitar que as novas vítimas os denunciassem, passaram a matar as suas vítimas sexuais. Em um outro caso recente, ainda na Inglaterra, um homem que fora condenado duas vezes por estupro, foi liberado após poucos anos de prisão. Uma semana depois de sair, seqüestrou e matou uma garota de 16 anos. Hoje as autoridades inglesas já pensam em liberá-lo de novo... (É impressionante o número de criminosos sexuais que são liberados após poucos anos de prisão e voltam, naturalmente, a estuprar e matar).
No Brasil, isso é regra. Fábio Marton comenta o recente caso da menina de 13 anos estuprada por cinco, com a Justiça impedindo a prisão dos criminosos. (E cita ainda o caso do americano John Gacy, o palhaço assassino pedófilo, que matou 33 meninos e adolescentes. Também ele só não foi preso porque a polícia muitas vezes decidiu não investigar as acusações e liberou-o sem maiores preocupações.)
3) Sexualização precoce das crianças:
Ninguém pode negar que esta ocorre cada vez mais, e que muitas vezes é culpa dos mesmos bem-intencionados que dizem querer combatê-la. Como devemos considerar, por exemplo, esta notícia, que mostra que meninas de 11 anos de idade podem pedir a "pílula do dia seguinte" na própria escola por mensagem de texto de celular? O que é isso se não o incentivo ao sexo infantil? Que a idéia seja vendida pelas autoridades como uma forma de combate à gravidez adolescente só pode ser considerado como uma piada de mau gosto. (Sim, no Brasil de Lula também há idéias parecidas - aliás, neste país, de letras de música popular a apresentadoras de programas infantis a programas de educação sexual, somos campeões em sexualização infantil).
Todos esses motivos, no entanto, são insuficientes. Há algo de profundamente aterrador no abuso e morte de crianças e adolescentes, que nenhuma psicologia ou sociologia poderá explicar.
Acredito que as pessoas que abusam sexualmente e matam crianças e adolescentes poderiam perfeitamente ser condenadas à morte. A razão é simples: uma sociedade saudável deve ter empatia com as vítimas, não com os assassinos. E deve deixar claro que tal comportamento é inaceitável, sejam quais forem as circunstâncias.
Mas talvez vivamos em uma sociedade doente.
Há poucos posts coloquei um vídeo que relata o caso dos chamados "moor murders", em que um casal nos anos 60 torturou e matou várias crianças e adolescentes, inspirados, aparentemente, pela leitura de obras do Marquês de Sade. Foi chocante por ser o primeiro caso famoso do gênero na Inglaterra, mas não seria o único. De fato, em poucos anos ocorreriam crimes que deixariam Myra e Ian no chinelo: nos anos 90, Fred e Rose West, um outro casal de assassinos, seqüestrou, algemou, estuprou, torturou e matou entre 12 e 20 crianças e adolescentes, inclusive duas de suas próprias filhas, como conta aqui Theodore Dalrymple.
Uma das coisas que mais nos horroriza é, sem dúvida, o assassinato de crianças e adolescentes, especialmente quando este tem motivos sexuais.
Há uma pergunta que não quer calar: estariam ocorrendo mais crimes de assassinos pervertidos hoje do que em outras épocas? Embora tais crimes tenham ocorrido desde sempre, a aparência pareceria indicar que sim - afinal, as pessoas da minha geração e anteriores ainda brincavam sozinhas na rua até à noite, sem a preocupação dos pais, o que hoje é quase impensável (embora isso possa meramente significar que o pânico aumentou, mas não necessariamente o número de crimes). No entanto, mais significativamente, também algumas pesquisas mostram que o número de assassinatos seriais de crianças e adolescentes aumentou de 1960 para cá. Se isso for realmente verdade, seria interessante tentar descobrir as razões. Levantemos algumas hipóteses:
1) Liberalização dos costumes:
Tal começou a se radicalizar a partir dos anos 60. Quando sadomasoquismo, voyeurismo, travestismo, zoofilia e qualquer tipo de comportamento sexual alternativo é considerado tão normal como qualquer outro, quanto falta para considerar a pedofilia como outra mera variante da sexualidade humana que não deve ser julgada por ninguém?
(Evidentemente, não quero aqui dizer que comportamentos sexuais "alternativos" mas que não fazem mal a terceiros sejam equivalentes à pedofilia ou o estupro e assassinato; mas acredito que vários psicopatas estupradores estejam convencidos que seus casos se enquadram na categoria de sexualidade incompreendida.)
2) Leniência maior da lei:
Também uma herança dos benditos anos 60. Graças aos progressistas, que vêem os assassinos muitas vezes como meras vítimas do sistema, ou então como pessoas incompreendidas desrespeitadas em seus "direitos humanos", ou então entendem que a prisão deveria "reabilitar" e não "punir", crimes muitas vezes hediondos terminam tendo penas leves (aqui no Brasil já temos a progressão de pena para crimes hediondos). Muitos pseudointelectuais sentem mais pena do criminoso do que de suas vítimas.
Uma das coisas mais assustadoras é como, tantas vezes, assassinos seriais de crianças e adolescentes deixaram de ser presos ou foram liberados rapidamente após crimes violentos. Quase sempre, a impunidade apenas estimulou a ousadia do criminoso. Algumas pessoas não entendem a lógica dos assassinos, mas, no cálculo do psicopata, é muito simples. Como Theodore Dalrymple cita, o casal West foi liberado com uma mera fiança de 75 dólares após o seqüestro e estupro de uma moça. A partir daí, para evitar que as novas vítimas os denunciassem, passaram a matar as suas vítimas sexuais. Em um outro caso recente, ainda na Inglaterra, um homem que fora condenado duas vezes por estupro, foi liberado após poucos anos de prisão. Uma semana depois de sair, seqüestrou e matou uma garota de 16 anos. Hoje as autoridades inglesas já pensam em liberá-lo de novo... (É impressionante o número de criminosos sexuais que são liberados após poucos anos de prisão e voltam, naturalmente, a estuprar e matar).
No Brasil, isso é regra. Fábio Marton comenta o recente caso da menina de 13 anos estuprada por cinco, com a Justiça impedindo a prisão dos criminosos. (E cita ainda o caso do americano John Gacy, o palhaço assassino pedófilo, que matou 33 meninos e adolescentes. Também ele só não foi preso porque a polícia muitas vezes decidiu não investigar as acusações e liberou-o sem maiores preocupações.)
3) Sexualização precoce das crianças:
Ninguém pode negar que esta ocorre cada vez mais, e que muitas vezes é culpa dos mesmos bem-intencionados que dizem querer combatê-la. Como devemos considerar, por exemplo, esta notícia, que mostra que meninas de 11 anos de idade podem pedir a "pílula do dia seguinte" na própria escola por mensagem de texto de celular? O que é isso se não o incentivo ao sexo infantil? Que a idéia seja vendida pelas autoridades como uma forma de combate à gravidez adolescente só pode ser considerado como uma piada de mau gosto. (Sim, no Brasil de Lula também há idéias parecidas - aliás, neste país, de letras de música popular a apresentadoras de programas infantis a programas de educação sexual, somos campeões em sexualização infantil).
Todos esses motivos, no entanto, são insuficientes. Há algo de profundamente aterrador no abuso e morte de crianças e adolescentes, que nenhuma psicologia ou sociologia poderá explicar.
Acredito que as pessoas que abusam sexualmente e matam crianças e adolescentes poderiam perfeitamente ser condenadas à morte. A razão é simples: uma sociedade saudável deve ter empatia com as vítimas, não com os assassinos. E deve deixar claro que tal comportamento é inaceitável, sejam quais forem as circunstâncias.
Mas talvez vivamos em uma sociedade doente.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Maniqueísmo ou morte
A esquerda é uma doença mental. Um de seus sintomas é a incapacidade de perceber óbvias contradições. Leiam por exemplo este horrendo site esquerdista que comemora a liberação de Cesare Battisti, celebrando sua luta ao mesmo tempo em que afirma que ele era inocente. O assassino condenado e membro de um grupo chamado Proletários Armados pelo Comunismo vira um mero "escritor e ativista" que "não quis participar luta armada". Hã? Se não queria participar da luta armada, porque ingressou em um grupo que tinha Armados no nome?!?
A mesma coisa se vê no apoio dos ignóbeis esquerdistas ao Hamas. Por um lado os esquerdistas dizem que eles podem atirar foguetes e realizar atentados, afinal trata-se de uma resistência legítima. Por outro lado, afirmam que são apenas foguetinhos caseiros, "meros rojões", e que de qualquer modo quem quebrou o cessar-fogo primeiro foi Israel. Percebem? É a mesma técnica, por um lado estimulam a luta armada, pelo outro repetem que apenas estão interessados na paz. (Nem um pio agora sobre o fato que Hamas está torturando e matando dezenas de palestinos).
E, no entanto, a esquerda venceu. A esquerda, espécie de atrofiamento do cérebro que mantém seu portador em estado de perpétua adolescência, é a ideologia em voga, e ninguém a segura. A esquerda viceja nas redações e nas universidades. A esquerda está no poder na América Latina e, hoje, de certa forma, até na América do Norte com Obama, muito embora ele vá decepcionar seus mais radicais admiradores esquerdistas (Obama não é burro e sabe que é furada dar uma de revolucionário sendo o presidente americano). Mas o problema não é Obama, são os seus eleitores, é a mídia que o elegeu, é o zeitgeist. A esquerda está no ar.
Um dos mantras da esquerda é que "não podemos julgar ninguém". Insistem com a suposta imparcialidade. Falsa, é claro: defendem sempre que podem terroristas, guerrilheiros, criminosos, minorias, imigrantes, países estrangeiros - todos aqueles não associados com a cultura predominante branca-greco-judaico-cristã que, na boa, já nem é tão mais predominante assim.
Ainda assim, mantém o discurso da imparcialidade. Não é mais que isso, discurso - é claro que eles estão do lado dos Battistis, do Hamas, das FARC. Mas os não-esquerdistas, acreditando que tal imparcialidade seja sincera, passam a repetir as suas nulidades. Hesitam em escolher um lado. Dizem que é preciso acabar com o "ciclo de violência". Que é preciso que "cessem as hostilidades de ambos os lados". Que Hamas e Israel, que FARC e governo colombiano devem negociar de igual para igual. Que Irã e EUA têm o mesmo direito a armas nucleares e que devem dialogar de igual para igual. Que a cultura islâmica é igual à cultura ocidental e deve ser igualmente aceita. Que - nas palavras de Obama - os EUA são um país igualmente "cristão e muçulmano, judeu e hindu e ateu". Que todas as culturas são iguais, que todos os países, inimigos ou não, são irmãos.
Não. Lamentavelmente, não é assim. É hora de escolher lados, não fingir uma imparcialidade inexistente. É Esquerda contra Direita. Hamas contra Israel. FARC contra Colômbia. Terroristas contra Soldados. Fundamentalistas islâmicos contra Ocidente. Al-Qaeda contra EUA. Revolucionários contra Estado de Direito. Totalitários contra Libertários. Yin contra Yang. O Mal contra o Bem.
E você de que lado está?
A mesma coisa se vê no apoio dos ignóbeis esquerdistas ao Hamas. Por um lado os esquerdistas dizem que eles podem atirar foguetes e realizar atentados, afinal trata-se de uma resistência legítima. Por outro lado, afirmam que são apenas foguetinhos caseiros, "meros rojões", e que de qualquer modo quem quebrou o cessar-fogo primeiro foi Israel. Percebem? É a mesma técnica, por um lado estimulam a luta armada, pelo outro repetem que apenas estão interessados na paz. (Nem um pio agora sobre o fato que Hamas está torturando e matando dezenas de palestinos).
E, no entanto, a esquerda venceu. A esquerda, espécie de atrofiamento do cérebro que mantém seu portador em estado de perpétua adolescência, é a ideologia em voga, e ninguém a segura. A esquerda viceja nas redações e nas universidades. A esquerda está no poder na América Latina e, hoje, de certa forma, até na América do Norte com Obama, muito embora ele vá decepcionar seus mais radicais admiradores esquerdistas (Obama não é burro e sabe que é furada dar uma de revolucionário sendo o presidente americano). Mas o problema não é Obama, são os seus eleitores, é a mídia que o elegeu, é o zeitgeist. A esquerda está no ar.
Um dos mantras da esquerda é que "não podemos julgar ninguém". Insistem com a suposta imparcialidade. Falsa, é claro: defendem sempre que podem terroristas, guerrilheiros, criminosos, minorias, imigrantes, países estrangeiros - todos aqueles não associados com a cultura predominante branca-greco-judaico-cristã que, na boa, já nem é tão mais predominante assim.
Ainda assim, mantém o discurso da imparcialidade. Não é mais que isso, discurso - é claro que eles estão do lado dos Battistis, do Hamas, das FARC. Mas os não-esquerdistas, acreditando que tal imparcialidade seja sincera, passam a repetir as suas nulidades. Hesitam em escolher um lado. Dizem que é preciso acabar com o "ciclo de violência". Que é preciso que "cessem as hostilidades de ambos os lados". Que Hamas e Israel, que FARC e governo colombiano devem negociar de igual para igual. Que Irã e EUA têm o mesmo direito a armas nucleares e que devem dialogar de igual para igual. Que a cultura islâmica é igual à cultura ocidental e deve ser igualmente aceita. Que - nas palavras de Obama - os EUA são um país igualmente "cristão e muçulmano, judeu e hindu e ateu". Que todas as culturas são iguais, que todos os países, inimigos ou não, são irmãos.
Não. Lamentavelmente, não é assim. É hora de escolher lados, não fingir uma imparcialidade inexistente. É Esquerda contra Direita. Hamas contra Israel. FARC contra Colômbia. Terroristas contra Soldados. Fundamentalistas islâmicos contra Ocidente. Al-Qaeda contra EUA. Revolucionários contra Estado de Direito. Totalitários contra Libertários. Yin contra Yang. O Mal contra o Bem.
E você de que lado está?
domingo, 30 de novembro de 2008
Poema do domingo
Nous avons foi au poison. Nous savons donner notre vie tout entière tous les jours.
Voici le temps des Assassins.
Temos fé no veneno. Sabemos dar nossa vida inteira todos os dias.
Eis o tempo dos Assassinos!
Arthur Rimbaud (1854-1891)
Voici le temps des Assassins.
Temos fé no veneno. Sabemos dar nossa vida inteira todos os dias.
Eis o tempo dos Assassinos!
Arthur Rimbaud (1854-1891)
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Será que eu sou um radical?
Alguns acreditam que eu seja um radical pelas minhas opiniões a respeito do islamismo. Mas será que sou mesmo?
Ao contrário, parece-me que os radicais são os que, tendo acabado de assistir a chocantes cenas de um massacre de inocentes, em vez de manifestar a natural piedade pelas vítimas ou o humano ódio pelos assassinos, conseguem de alguma forma achar motivos para justificar os assassinos, por terem agido em nome de alguma "opressão".
Radicais são os que, cegos pelo politicamente correto, não conseguem ver uma manifestação extremamente cruel e doentia em pessoas que em nome de uma religião incitam e celebram o massacre de inocentes.
Radicais são os que não conseguem nem mesmo considerar a hipótese que possa haver algo de errado com os assassinos e a religião que praticam, e colocam a culpa nas vítimas assassinadas, no sistema de castas indiano, no ocidente, em Israel, na guerra do Iraque, no abuso sexual na infância, ou qualquer outra explicação menos a mais óbvia e mais visível.
Radicais são os que, ao assistir muçulmanos matando, conseguem colocar a culpa em judeus, cristãos e hindus.
Radical, eu? Não. Eu apenas proponho a reciprocidade. Os muçulmanos expulsaram quase todos os hindus do Paquistão; pois os hindus deveriam ter feito a mesma coisa com seus muçulmanos. Os muçulmanos expulsaram quase todos os judeus do mundo árabe; Israel deveria ter expulsado os árabes de seu país. Os sauditas proíbem a prática de outras religiões no seu reino; países ocidentais deveriam proibir a prática do islã. Os terroristas de 9/11 atacaram o que eles viam como um símbolo do desenvolvimento e "decadência" do Ocidente, as Torres Gêmeas; a resposta dos EUA deveria ter sido também a de atacar um símbolo equivalente: se quisessem fazer um olho-por-olho, deveriam ter destruído Meca.
Não, não recomendo os métodos nazistas ou de ditadores muçulmanos (ver post abaixo) contra o terrorismo islâmico. Gostaria que houvesse uma solução mais humana. E, no entanto, a cada nova selvageria, a cada nova sensação de impotência frente ao horror, e a cada nova "justificativa" dos atos por pessoas desmioladas que só conseguem ver o mundo através de uma lente deformada na qual assassinos e torturadores (ou seja, opressores) viram "oprimidos" simplesmente porque se dizem tais, perco cada vez mais as esperanças.
Ao contrário, parece-me que os radicais são os que, tendo acabado de assistir a chocantes cenas de um massacre de inocentes, em vez de manifestar a natural piedade pelas vítimas ou o humano ódio pelos assassinos, conseguem de alguma forma achar motivos para justificar os assassinos, por terem agido em nome de alguma "opressão".
Radicais são os que, cegos pelo politicamente correto, não conseguem ver uma manifestação extremamente cruel e doentia em pessoas que em nome de uma religião incitam e celebram o massacre de inocentes.
Radicais são os que não conseguem nem mesmo considerar a hipótese que possa haver algo de errado com os assassinos e a religião que praticam, e colocam a culpa nas vítimas assassinadas, no sistema de castas indiano, no ocidente, em Israel, na guerra do Iraque, no abuso sexual na infância, ou qualquer outra explicação menos a mais óbvia e mais visível.
Radicais são os que, ao assistir muçulmanos matando, conseguem colocar a culpa em judeus, cristãos e hindus.
Radical, eu? Não. Eu apenas proponho a reciprocidade. Os muçulmanos expulsaram quase todos os hindus do Paquistão; pois os hindus deveriam ter feito a mesma coisa com seus muçulmanos. Os muçulmanos expulsaram quase todos os judeus do mundo árabe; Israel deveria ter expulsado os árabes de seu país. Os sauditas proíbem a prática de outras religiões no seu reino; países ocidentais deveriam proibir a prática do islã. Os terroristas de 9/11 atacaram o que eles viam como um símbolo do desenvolvimento e "decadência" do Ocidente, as Torres Gêmeas; a resposta dos EUA deveria ter sido também a de atacar um símbolo equivalente: se quisessem fazer um olho-por-olho, deveriam ter destruído Meca.
Não, não recomendo os métodos nazistas ou de ditadores muçulmanos (ver post abaixo) contra o terrorismo islâmico. Gostaria que houvesse uma solução mais humana. E, no entanto, a cada nova selvageria, a cada nova sensação de impotência frente ao horror, e a cada nova "justificativa" dos atos por pessoas desmioladas que só conseguem ver o mundo através de uma lente deformada na qual assassinos e torturadores (ou seja, opressores) viram "oprimidos" simplesmente porque se dizem tais, perco cada vez mais as esperanças.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O problema do mal
O mal existe?
Se Deus é bom, por que existe o mal?
Se não existisse o mal, existiria o bem?
O que significa exatamente ser mau?
Poderia o próprio conceito de "mal" causar mais mal do que bem?
Temos todos uma parte boa e uma parte má?
As pessoas malvadas podem ser recuperadas e tornar-se boas?
O bem sempre vence o mal?
O grande articulista e médico inglês Theodore Dalrymple pesa algumas dessas questões, aqui.
Se Deus é bom, por que existe o mal?
Se não existisse o mal, existiria o bem?
O que significa exatamente ser mau?
Poderia o próprio conceito de "mal" causar mais mal do que bem?
Temos todos uma parte boa e uma parte má?
As pessoas malvadas podem ser recuperadas e tornar-se boas?
O bem sempre vence o mal?
O grande articulista e médico inglês Theodore Dalrymple pesa algumas dessas questões, aqui.
Clipe do desenho "Thundercats". A ótima dublagem do Munn-Ra era do Silvio Navas, que pode ser visto em ação aqui.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Podem ateus e religiosos ser igualmente bons?
Os ateus militantes sempre dizem que um ateu pode ser tão ou mais moral do que um religioso. Dizem, ainda (citando ótima frase de Bernard Shaw que não lembro agora), que se comportar bem só por acreditar no Céu (como prêmio) ou no Inferno (como castigo) até diminuiria o valor das boas ações. E, portanto, o ateu que faz o bem por convicção é mais moral que o cristão que faz o bem por medo de, digamos, queimar em uma fogueira.
Pode ser verdade. De fato, nada impede que um ateu seja tão ou mais bom do que qualquer cristão.
Porém, como argumenta Mary Eberstadt, o que a realidade mostra na prática é que a grande maioria das obras de caridade ou de ajuda ao próximo são ligadas a entidades religiosas. Pesquisas indicam que mesmo as pessoas que doam dinheiro aos pobres ou realizam voluntariado individualmente, de sua própria iniciativa, são também, em sua maior parte, pessoas que seguem alguma religião (o estudo, baseado nos EUA, refere-se principalmente ao cristianismo, embora imagino que possa ser verdadeiro para outras religiões, ainda que eu tenha as minhas dúvidas sobre o islã, a umbanda e a cientologia).
Há freiras e padres que arriscam a vida em regiões inóspitas para ajudar os outros. Deve haver ateus também, mas certamente são em menor número. Eu, agnóstico e portanto em cima do muro, sei que dificilmente seria convencido a viver por anos a fio no meio dos casebres insalubres da África apenas para ajudar alguém que nem conheço. (Sim, eu sei, fazer o bem faz você mesmo se sentir bem. Mas a África fica longe e eu tenho contas a pagar).
De qualquer modo, a tendência indica que pessoas religiosas se preocupam mais com aquelas menos afortunadas, e as pessoas não-religiosas estão mais preocupadas consigo mesmas e com sua vida. Não há nada de errado nisso, é claro. É só uma constatação. Que, de certo modo, vai contra o argumento de que ateus podem ser tão bons quanto cristãos. Podem, sim. Mas poucos o são. Ser bom não é fácil.
Mas será então - usando um argumento darwiniano, ou até dawkinsiano - que a religião não surgiu e "evoluiu" justamente para que os seres humanos pudessem tratar algo melhor os seus próximos, ou com um pouco menos de egoísmo?
É uma pergunta, não uma afirmação. Tampouco sei. Sei só que os mendigos costumam concentrar-se na frente das igrejas, e não na frente do prédio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
Pode ser verdade. De fato, nada impede que um ateu seja tão ou mais bom do que qualquer cristão.
Porém, como argumenta Mary Eberstadt, o que a realidade mostra na prática é que a grande maioria das obras de caridade ou de ajuda ao próximo são ligadas a entidades religiosas. Pesquisas indicam que mesmo as pessoas que doam dinheiro aos pobres ou realizam voluntariado individualmente, de sua própria iniciativa, são também, em sua maior parte, pessoas que seguem alguma religião (o estudo, baseado nos EUA, refere-se principalmente ao cristianismo, embora imagino que possa ser verdadeiro para outras religiões, ainda que eu tenha as minhas dúvidas sobre o islã, a umbanda e a cientologia).
Há freiras e padres que arriscam a vida em regiões inóspitas para ajudar os outros. Deve haver ateus também, mas certamente são em menor número. Eu, agnóstico e portanto em cima do muro, sei que dificilmente seria convencido a viver por anos a fio no meio dos casebres insalubres da África apenas para ajudar alguém que nem conheço. (Sim, eu sei, fazer o bem faz você mesmo se sentir bem. Mas a África fica longe e eu tenho contas a pagar).
De qualquer modo, a tendência indica que pessoas religiosas se preocupam mais com aquelas menos afortunadas, e as pessoas não-religiosas estão mais preocupadas consigo mesmas e com sua vida. Não há nada de errado nisso, é claro. É só uma constatação. Que, de certo modo, vai contra o argumento de que ateus podem ser tão bons quanto cristãos. Podem, sim. Mas poucos o são. Ser bom não é fácil.
Mas será então - usando um argumento darwiniano, ou até dawkinsiano - que a religião não surgiu e "evoluiu" justamente para que os seres humanos pudessem tratar algo melhor os seus próximos, ou com um pouco menos de egoísmo?
É uma pergunta, não uma afirmação. Tampouco sei. Sei só que os mendigos costumam concentrar-se na frente das igrejas, e não na frente do prédio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
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