Não sou de direita por opção. Aliás, nem sei se este pode ser considerado um blog "de direita", já que não prega nenhum tipo de ação política concreta, nao apóia nenhum partido, não tem programa ou manifesto, não gosta de violência nem pretende ser a voz de nenhuma outra pessoa além da do blogueiro infeliz. Se vocês querem um blog de direita pura e dura, leiam a Dextra, ou a Mídia sem Máscara, e deixem-me em paz.
Eu realmente gostaria de ser de esquerda. Ser de esquerda é mais fácil. Não seria maravilhoso se não houvesse nenhuma diferença entre os vários povos, culturas, e religiões, e todos pudessem ser perfeitamente integrados sem conflito em todas as partes do globo? Não seria lindo se descobríssemos que para solucionar a pobreza basta tirar o dinheiro dos ricos e criar um estado autoritário que como um bom pai o redistribua para o restante da população? Não seria demais se todos os problemas pudessem ser simplesmente resolvidos com mais impostos? Não seria incrível se todos pudessem ser livres para fazer o que bem entendem, sem que isso causasse nenhum tipo de conseqüência negativa no restante da sociedade? Não seria fantástico se as guerras pudessem ser evitadas e substituídas pelo diálogo pacífico ou por jogos de dominó? Não seria legal se pudéssemos preservar a Natureza com uma energia super-limpa que é inesgotável, não polui e não faz mal a ninguém?
Só há um único problema com essa visão: ela é falsa, como uma nota de três dólares.
A visão de mundo da direita é mais deprimente, de certa forma. Assume que nem tudo é cor-de-rosa, não existem unicórnios e as fadas cobram por hora.
Eu queria acreditar que um outro mundo é possível! Que a burguesia é malvada e os pobres são puros de coração. Só que não acredito, não adianta. A infância passou.
Ser de esquerda é ser eternamente criança, viver em um mundo de fantasia. Curiosamente, a esquerda nos EUA costuma se autointitular "the reality-based community", um título bem bizarro para quem costuma acreditar em unicórnios e paz mundial. A esquerda é incapaz de reconhecer os problemas mais óbvios que a sociedade enfrenta. Por exemplo, como explicar os problemas financeiros da Califórnia sem mencionar as massas de imigração ilegal mexicana? Como não relacionar o consumo de drogas com o crime? A esquerda consegue.
Fui levado à direita pela via do realismo, como aqueles que foram "assaltados pela realidade", por assim dizer. Mas acho que ainda preferia não ter sido assaltado...
Tampouco tinha a intenção expressa de me dedicar a um blogue sobre política. Eu gosto é de poesia, não de política, mas precisava de um local onde comentar as notícias lidas por aí, e hoje não é possível fazer isso em uma mesa de bar. A esquerda, afinal, sempre dominou os bares...
Mas quem sabe? Nunca perco o ânimo. Leio cotidianamente o blog do Sakamoto na esperança que um dia ele vá me convencer.
Eu quero ser de esquerda!!!!!
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Justiça?
Alguns podem achar que o "casamento gay" seja uma questão sem importância, e que cada um deve ser livre para se relacionar com quem bem entender; mas um recente caso sobre o qual acabo de ler ilustra bem as confusões que tudo isso pode dar.
Resumindo: Lisa Miller e Janet Jenkins tinham uma união civil homossexual, e decidiram "ter um filho". Isto é, Lisa teve uma filha através da inseminação artificial com um doador de esperma anônimo. Meno de um ano depois, Lisa juntou-se a uma Igreja Batista e renunciou à vida homossexual. Separou-se de Janet e afastou-se do que considerava vício. A corte, no entanto, deu direitos legais de visitação à sua ex-parceira, que foram repetidamente negados por Lisa, que queria afastar a filha do que considerava "más influências homossexuais".
Assim, ocorreu o impensável: a corte deu o direito exclusivo de guarda da criança à ex-parceira homossexual. Não querendo abandonar sua filha, Lisa, a mãe biológica, fugiu, e está até hoje em paradeiro desconhecido. Um dos pastores da Igreja à qual Lisa pertencia foi acusado de auxiliar a sua fuga e foi preso hoje.
Quando o casamento gay for um fato consumado, confusões como esta serão a regra e não a exceção. E as cortes, cada vez mais repletas de juízes ativistas progressistas, darão o direito a pais não-biológicos homossexuais, como aliás já está acontecendo.
Este post nada tem a ver com o casamento homossexual, e tudo com a perseguição judicial aos que não seguem os ditames do politicamente correto. Seja qual for sua posição sobre o tema, o fato é que uma mãe biológica que não trata mal a filha corre o risco de perder a guarda da criança simplesmente porque não quer que ela veja alguém que, no fundo, não passa de uma ex-namorada que esteve apenas por um ano ao lado da criança.
O ativismo judicial é um fenômeno cada vez mais presente e preocupante. Vocês bem lembram a perseguição à família brasileira que queria educar seus filhos em casa. Vejam agora que um certo juiz Fux agora não só desconsidera completamente a opinião da maioria do povo brasileiro sobre o desarmamento, como pretende mesmo buscar armas dentro das casas das pessoas. Isto é, desarmar o cidadão de bem à força, deixando-o à mercê de bandidos cada vez mais selvagens, enquanto juízes (naturalmente!) continuam tendo seu porte de arma garantido por lei.
A maioria das pessoas, exceção feita aos baderneiros profissionais esquerdistas, tende a acreditar que o certo é cumprir a Lei. Mas... e quando a Lei está errada, e vira-se contra você?
Quando a Justiça está contra a propriedade, o que fazer? Quando a Justiça protege os bandidos contra os inocentes, o que fazer? Quando a Justiça protege os vagabundos contra os trabalhadores, o que fazer? Quando a Justiça está contra a família e a favor dos que querem destruí-la, o que fazer? Quando a Justiça está contra a liberdade e a favor da tirania, o que fazer? Quando a Justiça está contra tudo o que é Justo, o que fazer então?
Pensem nisso, enquanto eu digo: Boa Páscoa a todos...
Resumindo: Lisa Miller e Janet Jenkins tinham uma união civil homossexual, e decidiram "ter um filho". Isto é, Lisa teve uma filha através da inseminação artificial com um doador de esperma anônimo. Meno de um ano depois, Lisa juntou-se a uma Igreja Batista e renunciou à vida homossexual. Separou-se de Janet e afastou-se do que considerava vício. A corte, no entanto, deu direitos legais de visitação à sua ex-parceira, que foram repetidamente negados por Lisa, que queria afastar a filha do que considerava "más influências homossexuais".
Assim, ocorreu o impensável: a corte deu o direito exclusivo de guarda da criança à ex-parceira homossexual. Não querendo abandonar sua filha, Lisa, a mãe biológica, fugiu, e está até hoje em paradeiro desconhecido. Um dos pastores da Igreja à qual Lisa pertencia foi acusado de auxiliar a sua fuga e foi preso hoje.
Quando o casamento gay for um fato consumado, confusões como esta serão a regra e não a exceção. E as cortes, cada vez mais repletas de juízes ativistas progressistas, darão o direito a pais não-biológicos homossexuais, como aliás já está acontecendo.
Este post nada tem a ver com o casamento homossexual, e tudo com a perseguição judicial aos que não seguem os ditames do politicamente correto. Seja qual for sua posição sobre o tema, o fato é que uma mãe biológica que não trata mal a filha corre o risco de perder a guarda da criança simplesmente porque não quer que ela veja alguém que, no fundo, não passa de uma ex-namorada que esteve apenas por um ano ao lado da criança.
O ativismo judicial é um fenômeno cada vez mais presente e preocupante. Vocês bem lembram a perseguição à família brasileira que queria educar seus filhos em casa. Vejam agora que um certo juiz Fux agora não só desconsidera completamente a opinião da maioria do povo brasileiro sobre o desarmamento, como pretende mesmo buscar armas dentro das casas das pessoas. Isto é, desarmar o cidadão de bem à força, deixando-o à mercê de bandidos cada vez mais selvagens, enquanto juízes (naturalmente!) continuam tendo seu porte de arma garantido por lei.
A maioria das pessoas, exceção feita aos baderneiros profissionais esquerdistas, tende a acreditar que o certo é cumprir a Lei. Mas... e quando a Lei está errada, e vira-se contra você?
Quando a Justiça está contra a propriedade, o que fazer? Quando a Justiça protege os bandidos contra os inocentes, o que fazer? Quando a Justiça protege os vagabundos contra os trabalhadores, o que fazer? Quando a Justiça está contra a família e a favor dos que querem destruí-la, o que fazer? Quando a Justiça está contra a liberdade e a favor da tirania, o que fazer? Quando a Justiça está contra tudo o que é Justo, o que fazer então?
Pensem nisso, enquanto eu digo: Boa Páscoa a todos...
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sábado, 10 de outubro de 2009
Blogueiro interrompido
No filme "Garota interrompida", Winona Ryder interpretava um garota que era internada em um hospício. Ela estava uma gracinha no filme, mas depois, na vida real, revelou-se também uma maluquete. Apesar dos milhões que ganhava, era cleptomaníaca e roubava roupas de marca em lojas de Beverly Hills. Também utilizava drogas tarja preta sem receita e dizia-se "aquafóbica". Foi internada em uma clínica. A vida imita a arte, e vice-versa.
Depois do Nobel para Obama e outras ignobilidades recentes, o blogueiro aqui também anda em dúvida se foi ele ou o mundo que enlouqueceu.
Por outro lado, será que essa loucura do mundo é novidade mesmo? A contemporaneidade nos faz pensar que esta época seja mais bizarra do que as anteriores, mas talvez isso seja só um efeito ilusório. Temos muito mais informação sobre o presente, enquanto do passado filtramos só alguns fatos que permaneceram e foram registrados pelos historiadores.
Mas a verdade é que não é de hoje que o comitê de noruegueses apronta. Em 1929, um outro político americano, Frank B. Kellogg, ganhou o prêmio Nobel da Paz. Não por ter inventado os sucrilhos (esse foi outro Kellogg), mas por ter criado o Pacto Kellogg-Briand, documento que "abolia a guerra como instrumento de política nacional". Infelizmente, esqueceram de avisar a Hitler, Hirohito, Mussolini e Stalin, bem como o próprio Roosevelt, e as boas intenções perderam-se na noite dos tempos.
Tudo bem. Mas uma das definições da loucura é "repetir os mesmos erros esperando um resultado diferente". Temo que, a julgar pelo ocorrido em situações similares no passado, nos encaminhemos para uma nova guerra mundial ou coisa pior.
Esta época pode até não não ser a mais maluca da História, mas tem o agravante de ser a época na qual estamos vivendo. Como disse uma vez Jorge Luis Borges, "le tocó, como a todos los hombres, malos tiempos en que vivir."
Mr X vai se internar por alguns dias e volta depois. Ou não.

Depois do Nobel para Obama e outras ignobilidades recentes, o blogueiro aqui também anda em dúvida se foi ele ou o mundo que enlouqueceu.
Por outro lado, será que essa loucura do mundo é novidade mesmo? A contemporaneidade nos faz pensar que esta época seja mais bizarra do que as anteriores, mas talvez isso seja só um efeito ilusório. Temos muito mais informação sobre o presente, enquanto do passado filtramos só alguns fatos que permaneceram e foram registrados pelos historiadores.
Mas a verdade é que não é de hoje que o comitê de noruegueses apronta. Em 1929, um outro político americano, Frank B. Kellogg, ganhou o prêmio Nobel da Paz. Não por ter inventado os sucrilhos (esse foi outro Kellogg), mas por ter criado o Pacto Kellogg-Briand, documento que "abolia a guerra como instrumento de política nacional". Infelizmente, esqueceram de avisar a Hitler, Hirohito, Mussolini e Stalin, bem como o próprio Roosevelt, e as boas intenções perderam-se na noite dos tempos.
Tudo bem. Mas uma das definições da loucura é "repetir os mesmos erros esperando um resultado diferente". Temo que, a julgar pelo ocorrido em situações similares no passado, nos encaminhemos para uma nova guerra mundial ou coisa pior.
Esta época pode até não não ser a mais maluca da História, mas tem o agravante de ser a época na qual estamos vivendo. Como disse uma vez Jorge Luis Borges, "le tocó, como a todos los hombres, malos tiempos en que vivir."
Mr X vai se internar por alguns dias e volta depois. Ou não.

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sábado, 6 de junho de 2009
Mr. Casmurro
Não é para copiar o Not Tupy não, mas estou entrando em depressão, e corro o sério risco de virar um Dom Casmurro da blogosfera. Não, não é por causa da Capitu, essa vadia ordinária que me trocou por um Escobar comunista, ecologista, vegetariano, metrossexual e islâmico. É por culpa da estupidez humana mesmo.
As reações exaltadas a qualquer discurso de Obama, por exemplo, me parecem esdrúxulas, aberrantes. A revista Time chama Obama de profeta e diz que seu discurso no Cairo foi o mais importante jamais feito na História. A Newsweek vai ainda mais longe e afirma que Obama é Deus.
Confesso que essa simbologia religiosa me preocupa um pouco, me faz lembrar um culto suicida. E se Obama mandar eles tomarem cianureto, será que tomam?
Obama parece estar em permanente campanha: promessas de paz, promessas de um mundo sem armas atômicas, promessas de resolução de problemas econômicos. Todas as suas realizações estão no futuro.
Obama é um excelente vendedor de enciclopédias, isso é verdade. Fala uma coisa a um e outra, oposta, a outro. Um dia é "bushista" e no outro "marxista", pró-árabe no Egito e pró-judeu em Jerusalém, mas não importa o que ele fala, o importante é que todos comprem a enciclopédia.
Ou talvez a melhor comparação seja a que fiz um outro dia aqui no blog: Obama é um pastor da Igreja Universal. Ele fala, promete o Paraíso, e encanta a todos os fiéis. Mas o Paraíso sonhado nunca chega e, enquanto isso, dá-lhe cobrar dízimo, isto é, imposto.
Mas Obama nem é o problema. Ele não existiria sem seus mentores e sem o povo que o elegeu. Ele é apenas o sintoma maior de uma coisa que não sei definir bem. Uma futilidade, uma ignorância, uma superficialidade imensa que parece ter tomado conta do mundo ou, ao menos, do que chamamos até agora de mundo ocidental. É como se quiséssemos voluntariamente ignorar toda a História do planeta até aqui, e achar que de agora em diante irão valer novas regras, recém-inventadas. "Vamos importar milhões de muçulmanos para a Europa e sustentá-los com dinheiro estatal. Vamos legalizar o casamento gay, a poligamia e o incesto. Vamos imprimir mais dinheiro para pagar as dívidas. Vamos soltar psicopatas nas ruas após poucos meses de prisão. Vamos liberar as drogas e proibir as armas. Não se preocupe, vai dar tudo certo, sou eu que estou dizendo."
Já desisti de argumentar com esquerdistas pois é muito cansativo e, no fim das contas, alienante e inútil. Acho que concordo com o Bezmenov: esses estão perdidos, uma vez que o pessoal sofreu lavagem cerebral, não há mais o que fazer por eles, non ragionam di lor, ma guarda e passa.
Ou será que é mera casmurrice minha? De fato, às vezes me sinto como se tivesse 90 anos em lugar dos meus joviais trinta e tantos...
Estou pensando seriamente em me aposentar e, em vez do blog, dedicar-me à apicultura. Outra solução seria passar a ler os blogs obamistas, onde tudo é lindo e maravilhoso e haverá paz no Oriente Médio em duas semanas. É uma idéia.
As reações exaltadas a qualquer discurso de Obama, por exemplo, me parecem esdrúxulas, aberrantes. A revista Time chama Obama de profeta e diz que seu discurso no Cairo foi o mais importante jamais feito na História. A Newsweek vai ainda mais longe e afirma que Obama é Deus.
Confesso que essa simbologia religiosa me preocupa um pouco, me faz lembrar um culto suicida. E se Obama mandar eles tomarem cianureto, será que tomam?
Obama parece estar em permanente campanha: promessas de paz, promessas de um mundo sem armas atômicas, promessas de resolução de problemas econômicos. Todas as suas realizações estão no futuro.
Obama é um excelente vendedor de enciclopédias, isso é verdade. Fala uma coisa a um e outra, oposta, a outro. Um dia é "bushista" e no outro "marxista", pró-árabe no Egito e pró-judeu em Jerusalém, mas não importa o que ele fala, o importante é que todos comprem a enciclopédia.
Ou talvez a melhor comparação seja a que fiz um outro dia aqui no blog: Obama é um pastor da Igreja Universal. Ele fala, promete o Paraíso, e encanta a todos os fiéis. Mas o Paraíso sonhado nunca chega e, enquanto isso, dá-lhe cobrar dízimo, isto é, imposto.
Mas Obama nem é o problema. Ele não existiria sem seus mentores e sem o povo que o elegeu. Ele é apenas o sintoma maior de uma coisa que não sei definir bem. Uma futilidade, uma ignorância, uma superficialidade imensa que parece ter tomado conta do mundo ou, ao menos, do que chamamos até agora de mundo ocidental. É como se quiséssemos voluntariamente ignorar toda a História do planeta até aqui, e achar que de agora em diante irão valer novas regras, recém-inventadas. "Vamos importar milhões de muçulmanos para a Europa e sustentá-los com dinheiro estatal. Vamos legalizar o casamento gay, a poligamia e o incesto. Vamos imprimir mais dinheiro para pagar as dívidas. Vamos soltar psicopatas nas ruas após poucos meses de prisão. Vamos liberar as drogas e proibir as armas. Não se preocupe, vai dar tudo certo, sou eu que estou dizendo."
Já desisti de argumentar com esquerdistas pois é muito cansativo e, no fim das contas, alienante e inútil. Acho que concordo com o Bezmenov: esses estão perdidos, uma vez que o pessoal sofreu lavagem cerebral, não há mais o que fazer por eles, non ragionam di lor, ma guarda e passa.
Ou será que é mera casmurrice minha? De fato, às vezes me sinto como se tivesse 90 anos em lugar dos meus joviais trinta e tantos...
Estou pensando seriamente em me aposentar e, em vez do blog, dedicar-me à apicultura. Outra solução seria passar a ler os blogs obamistas, onde tudo é lindo e maravilhoso e haverá paz no Oriente Médio em duas semanas. É uma idéia.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
Somos todos conservadores
Todo o mundo é conservador. Por exemplo, entre no site de anúncios do Craigslist e dê uma olhada nos anúncios de pessoas que querem dividir apartamentos. A maioria vai dizer explicitamente que procura pessoas que trabalhem, que não usem drogas, que sejam ordeiras e que paguem o aluguel em dia.
Todo pai é conservador, com bem observa P. J. O'Rourke. Ninguém quer um filho vagabundo, que não estuda nem trabalha e vive na gandaia, ou uma filha que passa a vida de pernas abertas para a rapaziada.
Ninguém quer viver num bairro pobre ao lado de maloqueiros, ponto de travestis ou imigrantes de algum longínquo país miserável com costumes estranhos. Poxa, até o George Steiner, intelectual esquerdista de marca maior, assumiu isso no outro dia: "do lado de jamaicanos barulhentos tocando reggae todo dia, eu não moro de jeito nenhum". E ele está certo. Reggae, não dá.
A verdade é simples, na vida diária somos todos um bando de direitões reacionários.
O que explica então o sucesso fenomenal da esquerda? Acho que é o fator NIMBY - Not in My Back Yard. Ou seja, o fato de que a grande mudança esquerdista é sempre feita com o dinheiro, a paciência ou (n)o quintal dos outros.
O lema da esquerda é como aquele episódio dos Simpsons, em que Homer se elegia com a campanha "Can't someone else do it?". São sempre os outros. A esquerda foge da responsabilidade individual como o Diabo da cruz.
O esquerdista quer uma sociedade mais igualitária com saúde grátis pra todo mundo - desde que seja outro que pague, e desde que ele não tenha que esperar meses para ser atendido.
O esquerdista quer a liberação das drogas - desde que seu filho não seja um viciado e desde que os custos pela saúde que ele quer pública não subam astronomicamente em conseqüência.
O esquerdista quer liberação de costumes - desde que seu filho não seja gay nem sua filha uma puta nem sua mulher uma devassa.
O esquerdista elogia o sistema de Cuba e Venezuela - desde que sejam outros os que morem naquele paraíso de igualdade onde falta até papel higiênico.
O esquerdista quer mais minorias e mais multiculturalismo - desde que eles morem em outro bairro e não venham fazer macumba ou barulho do lado da sua casa.
O esquerdista quer mais direitos para os criminosos - desde que não seja ele o assaltado ou estuprado pelas pobres "vítimas do sistema".
O esquerdista quer "liberdade de expressão" - desde que seja para as suas idéias, mas não se importa se as opiniões contrárias à sua são censuradas, aliás prefere que o sejam.
O esquerdista, em resumo, é um delinquente hipócrita filho da mãe que não deveria ser admitido no convívio com seres civilizados. Até tocadores de reggae jamaicanos são mais toleráveis.

Todo pai é conservador, com bem observa P. J. O'Rourke. Ninguém quer um filho vagabundo, que não estuda nem trabalha e vive na gandaia, ou uma filha que passa a vida de pernas abertas para a rapaziada.
Ninguém quer viver num bairro pobre ao lado de maloqueiros, ponto de travestis ou imigrantes de algum longínquo país miserável com costumes estranhos. Poxa, até o George Steiner, intelectual esquerdista de marca maior, assumiu isso no outro dia: "do lado de jamaicanos barulhentos tocando reggae todo dia, eu não moro de jeito nenhum". E ele está certo. Reggae, não dá.
A verdade é simples, na vida diária somos todos um bando de direitões reacionários.
O que explica então o sucesso fenomenal da esquerda? Acho que é o fator NIMBY - Not in My Back Yard. Ou seja, o fato de que a grande mudança esquerdista é sempre feita com o dinheiro, a paciência ou (n)o quintal dos outros.
O lema da esquerda é como aquele episódio dos Simpsons, em que Homer se elegia com a campanha "Can't someone else do it?". São sempre os outros. A esquerda foge da responsabilidade individual como o Diabo da cruz.
O esquerdista quer uma sociedade mais igualitária com saúde grátis pra todo mundo - desde que seja outro que pague, e desde que ele não tenha que esperar meses para ser atendido.
O esquerdista quer a liberação das drogas - desde que seu filho não seja um viciado e desde que os custos pela saúde que ele quer pública não subam astronomicamente em conseqüência.
O esquerdista quer liberação de costumes - desde que seu filho não seja gay nem sua filha uma puta nem sua mulher uma devassa.
O esquerdista elogia o sistema de Cuba e Venezuela - desde que sejam outros os que morem naquele paraíso de igualdade onde falta até papel higiênico.
O esquerdista quer mais minorias e mais multiculturalismo - desde que eles morem em outro bairro e não venham fazer macumba ou barulho do lado da sua casa.
O esquerdista quer mais direitos para os criminosos - desde que não seja ele o assaltado ou estuprado pelas pobres "vítimas do sistema".
O esquerdista quer "liberdade de expressão" - desde que seja para as suas idéias, mas não se importa se as opiniões contrárias à sua são censuradas, aliás prefere que o sejam.
O esquerdista, em resumo, é um delinquente hipócrita filho da mãe que não deveria ser admitido no convívio com seres civilizados. Até tocadores de reggae jamaicanos são mais toleráveis.

P.S. Gostaria de consertar um possivel mal-entendido, nao ha preconceito algum meu contra as putas, ou mesmo contra as garotas faceis, muito antes pelo contrario. O post foi escrito como se fosse do ponto de vista de um pai durao, mas nao tenho filhas, e do ponto de vista de um solteiro esta' tudo muito bem e muito bom. ;-) Ai e' que esta: o ponto de vista do conservador e' o do pai, o ponto de vista do liberal e' o do filho/a adolescente. Isso em tudo. Mais nos comentarios.
domingo, 23 de novembro de 2008
Poema do domingo
Eu, que vivia fodendo,
Eu, que fodendo vivia,
Agora vivo fodido
Sem a tua companhia.
Manuel Bandeira * (1886-1968)
* ao menos de acordo com este site aqui.
Mais provável que seja apócrifo.
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