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sexta-feira, 9 de março de 2012

Brancofobia, Cristianofobia, Heterofobia

Existe a islamofobia (ódio aos muçulmanos). Existe o antisemitismo (ódio aos judeus). Existe o racismo (que quase sempre é entendido como ódio aos negros). Existe a homofobia (ódio aos homossexuais). Porém, não lembro que exista em termo específico para "ódio aos brancos". Parece que até existe um termo, albofobia, mas é tão pouco conhecido que até a wikipedia deletou o artigo. Outros termos sugeridos foram anti-caucasianismo e anti-branquismo, mas não pegaram.

Da mesma forma, termos como "cristianofobia" e "heterofobia" inexistem no discurso tradicional.

Acho que a razão não é necessariamente nenhuma conspiração silenciosa, mas simplesmente que a cultura européia é a cultura ocidental por default. A heterossexualidade e o cristianismo são as normas tradicionais. Portanto todos os antiocidentais são antibrancos, anticristãos e antihéteros, e nem poderia ser diferente, já que os revolucionários pretendem acabar com o Ocidente, ou ao menos transformá-lo em alguma coisa bem diversa... (Por outro lado, Revolução Francesa, marxismo e feminismo são certamente criações ocidentais. O Ocidente está em constante guerra consigo mesmo, entre os utopistas e os realistas).

Bem, eu não tenho ódio a ninguém e em geral tive e tenho uma boa convivência com pessoas de todas as raças, cores, religiões e origens. Até andei censurando por aqui alguns que ficaram promovendo o ódio. Porém, acho que se os outros têm direito a reclamar de discriminação, acho que nós caras-pálidas também teríamos. E o fato é que vivemos em tempos tristemente brancofóbicos, misândricos, heterofóbicos e anticristãos.

Por exemplo, estes jovens atacaram uma indefesa mulher branca com problemas mentais (se bem que seus atacantes pareciam ter problemas mentais mais graves), e pegaram apenas 240 dias de cadeia, sendo liberados antes. Recentemente dois outros jovens tocaram fogo em um colega branco dizendo "é o que você merece, white boy", mas segundo a polícia não houve crime racial. Da mesma forma, ataques contra cristãos são comuns em diversas partes do globo, sem que ninguém fale muita coisa. Os coptas do Egito podem mesmo desaparecer em breve. O homem branco heterossexual cristão não pode sequer se queixar: é considerado sempre o vilão da História.

Para nossa sorte, alguns cientistas estão trabalhando na pílula contra o racismo, leis antihomofóbicas estão sendo aprovadas em todos os cantos do globo, e os crucifixos estão sendo retirados dos tribunais. Assim todos finalmente serão iguais e felizes.



domingo, 4 de março de 2012

Quem tem saudade da ditadura?

O Sakanoto teve um texto faz pouco querendo trazer de novo a discussão sobre a Lei da Anistia, e já começa falando em supostos direitistas que estariam com "saudade da ditadura".

Saudade da ditadura? Nunca conheci ninguém que tivesse, até porque somos de outra geração. Isso é história velha e enterrada. O próprio Sakamoto tem 33 anos, portanto nem viveu o período. Eu peguei o finzinho do governo Figueiredo quando criança. Não lembro que fosse um tempo tão horrível quanto dizem. Lembro vagamente que havia mais hinos cantados na escola, mais paradas militares, mais patriotismo. Fora isso, era um tempo como qualquer outro, para aqueles não metidos em política. Eu lembro mesmo é que podia jogar bola de gude e andar de bicicleta na rua sozinho a tarde inteira sem que meus pais sequer se preocupassem. Acho que isso seria impossível hoje em dia.

Quem parece ter "saudade da ditadura" são os esquerdistas, em especial os petistas no poder. Não perdem ocasião de falar dos "anos de chumbo". Talvez seja saudade da juventude, ou do tempo em que eram (no seu entender) heróis rebeldes. Não fossem eles, a tal ditadura já teria sido esquecida há muito tempo, até porque nem foi um período tão diferente a tantos outros. Será que o Estado Novo de Getúlio era menos ditatorial?

No entanto, um comentarista no blog do Sakoloko, um certo EPG, comenta algo que me parece lícito repetir aqui:

Parece mesmo que o Sr. vive em outro país... e talvez viva mesmo, dentro da sua cabeça. Recentemente o mesmo jornal que abriga seu Blog, noticiou que desde 2007, cerca de 150.000 processos de homicídio no país estavam inconclusos e que em apenas 3% de todos os casos, o criminoso era identificado. Não vejo uma linha sequer de "pensadores" como o Sr. exigindo ou meramente se indignando com as 150 mil vidas perdidas de cidadãos comuns, trabalhadores, estudantes, enfim gente! Porque não instaurar imediatamente uma Comissão da Verdade para apurar estes casos ? Acelerar as investigações ? Garantir a punição dos verdadeiros bandidos que ameaçam a sociedade ?Não ! Vocês se calam de uma forma vergonhosa, como se não fosse com vocês... afinal somos nós, gente comum e não terroristas armados, que estamos ameaçados diariamente de morte. Saudosismo da ditadura ? Parece que vocês é que não conseguem esquecer algo que aconteceu há quase quarenta anos atrás e que tirou a vida de no máximo 400 terroristas, mesmo tendo, na atualidade, uma quantidade equivalente a duas guerras do Iraque de mortos anualmente no Brasil, de pessoas que nunca tiveram uma arma na mão e que só estavam no lugar errado na hora errada. Isso é realidade, caro cientista político, está acontecendo conosco HOJE ! Qual é a sua proposta ? Acabar com os militares e com toda a polícia , porque o Sr. não gosta de farda ? Como o Sr. pensa em manter a ordem e a segurança ? Ou o Sr. também tem ojeriza a isto também ? Penso que se tem essas fobias, deveria procurar ajuda psiquiátrica. Ora Sr. Sakamoto, infelizmente o Sr. não é sério !

De fato, se a esquerda tanto quer punir torturadores, por que não começa punindo estes aqui. Ou estes. Torturador é o que não falta neste Brasilzão!

É claro que Bokirroto vive num mundo de fantasia. No seu mundo delirante, jovens de classe média  brasileiros falam assim no bar:

"Enquanto isso, entre amigos da classe média…
- Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias.
- Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos.
- Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos.

- Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga (sic) fluorescente para bater nessas aberrações."

Jamais encontrei alguém que falasse desse modo, mas talvez ande freqüentando as pessoas erradas. Nos bares em que vou, os jovens não pensam em bater em pobre ou gay algum: ao contrário, celebram o gayzismo e estão acostumados a ser achacados por flanelinhas e assaltados por marginais. O fato é que, no Brasil, não é a classe média que oprime os pobres, é o contrário: é a classe média trabalhadora que é oprimida pelos pobres! Desculpem-me os pobres honestos, mas é verdade. Se houvesse menos assaltantes e vagabundos, o Brasil seria um ótimo lugar para se viver. (Nada contra os pobres, mas detesto bandido e flanelinha).

De qualquer modo, não tenho saudade da ditadura, nem acho que seria um bom sistema de governo. O que nos leva à pergunta: qual seria um bom sistema? Sinceramente, não sei. A democracia tem com certeza os seus problemas, porém ditaduras os têm em dobro. E os leitores, o que acham?

Jamais pensei muito sobre o assunto, pois sempre considerei que Churchill tinha razão. Porém, confesso que ultimamente vejo até que com certa simpatia um retorno à monarquia: não uma monarquia absolutista, mas acho a figura de um rei interessante, nem que seja como mero símbolo da nação. O Brasil foi o único país das Américas a ter uma monarquia, e durante esse período teve maior estabilidade política do que muitos outros países. Chamem-me de louco, mas eu não veria como de todo ruim uma monarquia parlamentarista. O povão e as revistas de fofocas também gostariam. Win-win.

E você: tem saudade da ditadura?!?




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação sim, censura não!

Uma das maiores desgraças causadas pelo "politicamente correto", que nada mais é do que a aplicação prática dos princípios ultra-igualitários esquerdistas ao discurso, é ter tornado as pessoas extremamente sensíveis à mais ligeira provocação.

Além da censura midiática que proíbe a discussão honesta sobre certos assuntos, há a censura (ou até autocensura) que se cria entre os indivíduos, que cada vez ficam com mais medo de ter problemas, ou até mesmo um processo nas costas, devido a alguma frase infeliz dita ou escrita por aí. Isto até piorou com a Internet: às vezes, até uma frase inocente publicada no Facebook ou Twitter pode gerar infinitas dores de cabeça.  

Um exemplo, já mencionado aqui, foi o caso do ator brasileiro Rodrigo Lombardi, que foi criticado por ter elogiado o dançarino e cantor negro Sammy Davis Jr., só que de uma forma considerada preconceituosa pelos bem-pensantes. A intenção do ator não apenas era a de elogiar, como Sammy Davis está morto e não se importa mais sobre o que disserem sobre ele. Isso, naturalmente, não impediu muitos progressistas de quererem a cabeça do "racista".

Toda hora há casos novos. Agora tem o comercial de lingerie com a Gisele Bündchen, que o governo quer proibir. Antes, um humorista foi censurado por fazer piada com King Kong e teve que se retratar. Uma jovem acusada de criticar os nordestinos no Twitter teve que abandonar a faculdade. Vez por outra um jogador de futebol é acusado de "racista" por chamar outro de "negão" ou de "macaco". Segundo um jornalista do Globo, "todo castigo é pouco para os racistas": ele chega a afirmar que seria preferível que o racista tivesse agredido o outro jogador com um soco do que chamá-lo de "macaco", que hoje em dia parece ser a maior ofensa jamais criada contra qualquer pessoa de cor. (Também o saudoso Clodovil uma vez foi processado por racismo por ter chamado uma deputada negra de "macaca de tauilleur"). O que é estranho é que, no tempo dos Trapalhões, não lembro que houvesse tanto escândalo com palavras como "macaco", "cabeça-chata", "fresco", e por aí vai. 

Hoje no Canadá, ocorreu o oposto: um jogador de hóquei negro está sendo criticado por ter chamado um adversário de "bicha" ou "viado" (faggot). Detalhe: parece que o adversário é mesmo viado, ou ao menos está empenhado na causa do casamento gay. Outro detalhe: o jogador que realizou o insulto já tinha por sua vez recebido insultos racistas anteriormente, o que não impediu que agora seja criticado por ser homofóbico.

Isso nos leva a uma importante questão filosófica: o que é pior nestes dias, ser "racista" ou ser "homofóbico"? Se um gay ataca um negro e vice-versa, quem leva a pior? Nos EUA, um violento caso de negros que agrediram um branco no McDonald's foi ocultado pela mídia, até que se descobriu que a vítima branca era um travesti. Sendo, portanto, um ataque "homofóbico" (e não simplesmente contra um branquelo que merecia mesmo apanhar), o ataque passou a ser registrado e mesmo criticado. O que parece provar que: a) os gays venceram a batalha e a "homofobia" é mais forte do que o "racismo, e b) que o único grupo que não tem direito a reclamar são os brancos heterossexuais cristãos. Apanhem calados!). 

O mais curioso de tudo é que há almas delicadas até no campo de hóquei. Bater até quebrar ossos pode, o que não pode é insultar... 

De acordo com a Associacão Canadense de Gays e Lésbicas contra a Difamação (sim, existe isso), "o discurso de ódio e insultos homofóbicos não têm lugar no campo de hóquei."

Pôrrameu, são jogadores de hóquei, o esporte mais violento do mundo! Se um jogador de hóquei não pode nem chamar o outro de "viado", onde diabos iremos parar?!?

Isso tudo parece um tema menor e sem importância, mas não é mesmo. Todas essas novas leis anti-racismo e anti-homofobia, bem como a simples existência do "politicamente correto", tem uma função bem clara no projeto progressista:  a censura.

Sim, a esquerda, que tanto chora sobre a "censura" que sofreu durante a "horrível ditadura militar", é a maior censuradora hoje em dia!

Atenção, isso não quer dizer que eu seja a favor de insultos. A ética comanda que, por uma questão de civilidade, os insultos (raciais, sexuais ou de qualquer outra ordem) sejam evitados; mas, em certos ambientes como o esportivo, eles são bastante comuns, e não deveriam ser objeto de qualquer tipo de ação legal. Jogador de futebol e torcedor estão ali para xingar e serem xingados mesmo: só falta agora quererem proteger de insultos a mãe do juiz... 

Faz tempo que casos de injúria e difamação são corretamente levados em conta pela lei, e não pareceria haver necessidade de leis novas. Observe ainda que a censura esquerdista vai muito além disso, não permitindo nenhum tipo de discurso que seja sequer contrário aos grupos protegidos pelo progressismo mundial.

Por exemplo: um cidadão foi acusado de "racismo" por sugerir em artigo de jornal (mas sem usar qualquer insulto) que a cultura branca européia fosse mais avançada do que a cultura indígena nativa brasileira. O que parece algo óbvio -- afinal, os povos europeus eram ou não mais avançados tecnologicamente, artisticamente, etc? --  hoje virou caso de polícia. (O acusado também afirmou que os índios enterrariam ossos em certas propriedades para dizer depois que estas seriam "terras indígenas"; isso, lamentavelmente, também não é mais do que a verdade, já comprovada em vários casos). 

Não sei como acabou o caso: o Ministério Público queria do pobre homem uma indenização inicial de 30 milhões de reais.

Quanto aos gays, é ainda pior, e acontece no mundo todo. No outro dia, um estudante inglês foi suspenso por simplesmente dizer que "o homossexualismo é errado." Percebam que ele não insultou ninguém nem disse nada de extraordinário: o mero fato de achar que atos homossexuais sejam pecado já é um crime ou ao menos uma falta em muitos países. 

Até mesmo ser contrário ao "casamento gay", o que há pouco era apenas questão de opinião, está virando um discurso proibido. E isso que o "casamento gay" é uma questão que afeta, segundo estatísticas, 0.55% da população americana (é o número de parceiros do mesmo sexo que vivem juntos). Tempestade num copo d'água?

Essa censura toda termina tendo também, acredito, um efeito psicológico nefasto. Impedida de se pronunciar de forma civilizada, a crítica às minorias termina se transformando em ódio e rancor. Mesmo eu, que tenho contato com pessoas de todas as cores, religiões e orientações sexuais sem jamais ter insultado ninguém, toda vez que ouço alguma proibição politicamente correta, tenho vontade de urrar insultos racistas e homofóbicos aos quatro ventos. Imagine então alguém que foi suspenso da escola ou perdeu o emprego por ter dito alguma frase proibida: será que o seu ódio vai ser maior ou menor?

Com mil raios e trovões! Deixem o mundo se expressar em paz! Seus sacripantas, pândegos, anacolutos, embusteiros, antropopitecos, antropófagos, babuínos, ungulados, psicopatas, piromaníacos, sodomitas, bucaneiros, cabeçudos, colocintos, carcamanos, chucrutes, tecnocratas, terroristas, zapotecas, visigodos, iconoclastas, selvagens, astecas, esquizofrênicos, ornitorrincos, frouxos, macacos, parasitas, otomanos, ruminantes, canalhas, covardes, mercenários, ectoplasmas, doríferos, coleópteros, zulus!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pais idiotas, filhos tristes

No outro dia falamos sobre a questão dos nomes de bebês. Pois aqui há um caso ainda mais curioso: não apenas o bebê teve a infelicidade de receber o nome "Storm" (Tempestade), como ainda por cima seus pais decidiram que ele crescerá "sem gênero definido". Não dirão seu sexo nem a ele, nem a quem perguntar, para que ele "possa escolher por si mesmo".

A coisa vem de família. Os outros irmãos já se vestem como meninas. Um tem até trancinha.

Os pais? Hippies tardios, progressistas full-time, moram no Canadá mas estiveram no México com os zapatistas e em Cuba com os comunistas. Dizem que não querem interferir nas escolhas dos filhos, e que os pimpolhos devem decidir tudo por si mesmos, mesmo antes de aprender a falar.

Muitos progressistas vivem dizendo o que os outros devem fazer, mas são suficientemente espertos para não fazer experimentos com a própria vida ou a de seus filhos. Por exemplo, a colunista canadense de esquerda Heather Mallick, que comenta positivamente o caso admirando a "coragem" dos pais em transformar os próprios filhos em cobaias, faz uma curiosa admissão:
Moro em um bairro todo branco, onde as pessoas fazem abertamente comentários antisemitas, pasta é considerada uma comida estrangeira e o alcoolismo afoga o desespero. As crianças aqui seguem as regras.
Mallick, que é branca, WASP de alta classe (Paquistanesa muçulmana? Ver comentários), despreza os brancos com quem mora mas não se muda para um bairro "multicultural" nem a pau. A mesma colunista antes criticou Sarah Palin pelos nomes dados a seus filhos e chamou-a de "white trash". Curiosamente, ela acha Storm, Kio e Jazz nomes bonitos. Pelo jeito, se você foi a Cuba e morou entre os zapatistas, jamais será "white trash"...

Isso nos leva à velha discussão se os progressistas fazem o que fazem por status (para mostrar aos outros que são superiores, mais bondosos, etc.), ou se o fazem por realmente acreditar que suas atitudes idiotas nos levarão a um mundo melhor. Dirigir um carro híbrido, comprar em caros supermercados exclusivamente orgânicos e beber café de "comércio solidário" são claras marcas de status entre os brancos de classe média e média alta americana, mas outras atitudes mais suicidas não são tão praticadas.

Como eu disse antes, a maioria prega uma coisa e faz outra. Vez por outra, no entanto, alguns pais de QI menos elevado decidem que não basta dizer aos outros o que devem fazer, mas também participar. Foi o caso há alguns anos atrás do casal que matou o seu bebê forçando-o a uma dieta estritamente vegan.

Agora, Storm provavelmente levará uma vida sexualmente confusa, apanhará na escola, virará gay aos 15 e começara a usar drogas aos 16. Mas os pais poderão dizer ao mundo que lhes deram "toda a liberdade do mundo"...

E assim caminha a humanidade.


"Tô ferrado..."

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Será que você é marxista?

Eu ia dar o link para o artigo original do PJ Media, mas alguém fez a tradução pro português e colocou no MSM.

Se você nunca leu Marx mas acredita em "redistribuição de renda" ou "justiça social", pode ser que você seja um marxista. Você pode achar que é petista, pessedebista ou positivista, mas se acredita em certas idéias de equlização de resultados, é provável que seja um marxista sem saber.

Marx era um vagabundo sem-vergonha, mas teve uma sacada que rendeu frutos para todo o sempre: dividiu o mundo em "exploradores" e "explorados", entre uma classe trabalhadora e uma classe de capitalistas que controlariam os "meios de produção". Infernizada pelos patrões, a classe trabalhadora um dia tomaria as rédeas, na tal "ditadura do proletariado", e todos viveriam felizes para sempre (menos os patrões, que iriam para as minas de sal).

Essas idéias e expressões de Marx envelheceram mais do que Matusalém, mas ficou a idéia dos "explorados" que teriam direito a uma "distribuição mais equalitária das riquezas". (Naturalmente, tal redistribuição seria realizada por um Estado todo-poderoso e "neutro"...)

A verdade é que quase todo mundo prefere se ver como vítima do que como incompetente. Se você é pobre, certamente prefere pensar que é por culpa de algum capitalista malvado que roubou aquilo a que você tinha "direito", e não devido à sua própria incapacidade, ignorância, preguiça ou burrice.

Eis o grande legado de Marx. Hoje todo mundo acha que nasce com "direito" a casa com piscina, saúde para a toda vida, e ajuda financeira para criar seus sete filhos, quando não pediu ajuda para ninguém na hora de gerá-los.

Mas por que parar na desigualdade econômica? O que nem Marx previu foi que a busca da igualdade atravessaria a questão de classe e iria parar nas questões comportamentais, como preferência sexual e religião. E por que não avançar ainda mais e pregar uma "redistribuição da obesidade"? Afinal, por que alguns devem ser gordos e outros não? Foi provavelmente com isso em mente que, em São Francisco, proibiram o Happy Meal do McDonald's. É dever do Estado, e não dos pais, cuidar o que as crianças comem ou aprendem.

Será que você é marxista?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Geração de Tiag@s

É muito mais fácil destruir do que construir. Dresden foi construída ao longo de séculos e destruída em alguns dias de bombardeio. Isso também explica porque os progreçistas em geral têm muito mais sucesso do que os conservadores: seu trabalho é apenas aquele de destruir.

Todos conhecem o Tiago, um simpático troll que costuma postar pastar por aqui. Nunca soube se é um gozador ou alguém que leva o Comunismo a sério, mas o fato é que ele não é único nem original. Leio comentários de pessoas igualmente delirantes em qualquer notícia de blog ou jornal. E na política, então? Eis o que diz este petê-rossauro do Ministério Público brasileiro:

"No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. (...) A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante."

Leiam a penúltima frase, amigos. Eles terão que discutir como a dignidade humana pode conviver com o direito de propriedade. Em outras palavras, essa matilha de psicopatas pretende mesmo acabar com o direito de propriedade, isto é, transferi-lo unicamente ao Estado. Eles decidirão o que é a "dignidade humana" por nós.

Esse senhor é fruto da geração que foi jovem nos anos 60 e 70, isto é, a geração anterior à nossa, ou ao menos à minha.

Uma geração de canalhas.

Generalizo, está certo. Mas pense um pouco. A maioria dos problemas do mundo atual, quase todas as idéias de jerico que estão acabando com o Ocidente, vieram dessa geração de jovens hippies ou guerrilheiros dos anos 60 que hoje são políticos. É a geração Lula mandando e desmandando no país, mas não só aqui. Na Argentina, o governo Kirchner é formado por vários ex-terroristas montoneros. Nos EUA, Obama e seus amigos são filhos dos mesmos anos 60 (a mãe de Obama era uma branca hippie deslumbrada com culturas exóticas).

O marxismo é anterior aos anos 60, é verdade. Mas sua penetração massiva nos círculos acadêmicos universitários começou por esses anos, substituindo a educação clássica por um pastiche antiocidental que busca, não o conhecimento, mas a "justiça social". O feminismo radical surgiu também nesses anos, e vejam agora seu patético legado: mulheres tontas que acreditam que as palavras devem ser modificadas para ser mais "igualitárias". Querem, acredite, promover um português com inclusão de gênero, utilizando @ no lugar de o ou a. (Ex.: maldit@s @s brux@s feminist@s!) É pra não discriminar, entenderam? Ora, bem que elas podiam deixar ao menos o português (a portuguesa?) em paz, e voltar para o fogão (a fogona?).

O fato é que o mundo mudou em meros 40 anos, e hoje colhemos os resultados desse vendaval. Nem tudo que mudou foi negativo, é verdade. Porém, não se pode negar que o Ocidente está em crise. E tudo graças a essa geração que "desconstruiu" tudo o que havia sido construído ao longo de séculos.

Os Tiagos continuam avançando, querendo acabar com a economia do Ocidente em nome de um falso aquecimento global. Ou querendo impor um governo mundial único. Ou apoiando o Islã. Ou sonhando com a coletivização forçada da propriedade. E assim por diante.

É um pouco triste, mas isso não nos deve desanimar. O discurso dessa gente, por sorte, é cada vez mais inútil e irrelevante.

O problema dos progreçistas é que o dinheiro está acabando. Mesmo tendo conseguido lavar o cérebro de gerações e gerações, em uma era de desemprego e dificuldade, fica cada vez mais difícil convencer o cidadão médio a dar metade do seu salário para ajudar imigrantes ilegais, encher o bolso de ditadores africanos, salvar assassinos e terroristas da prisão, destruir a economia do país para salvar as baleias e os palestinos, mudar os dicionários para incluir igualdade de gênero e oferecer saúde, casa, comida e roupa lavada grátis a quem não contribui.

O aguardado filme Avatar parece ter efeitos inovadores (pessoalmente, achei o filme fraco), mas a história nada tem de original: é sobre brancos imperialistas malvados que atacam tribos primitivas boazinhas para colonizar o seu planeta. Selvagem bom, branco mau. Yawn.

Não há nada pior do que as Utopias. Para os Tiagos e Tiagas (Tiag@s?), existe uma Sociedade Perfeita que está ao alcance da mão, bastando apenas modificar o sistema. Não lhes ocorre que um sistema que exige a morte de 20% da população é um problema em si mesmo, independentemente de seus resultados. Como dizem os americanos: It's a feature, not a bug. Tiago acredita que o Comunismo modernizou Rússia e China. Não é verdade, é claro, mas, mesmo que fosse, valeu o preço dos cem milhões de mortos? Poderíamos dizer que também é verdade que o Nazismo acabou com a inflação e o desemprego. Deveríamos replicá-lo? Quantas mortes uma Sociedade Perfeita pode suportar?

Não tenho pena dos Tiagos. Eventualmente terão o destino que merecem, seja enforcados como traidores, seja mandados ao Gulag pelos seus próprios líderes totalitários.

Minha tristeza é pensar nos jovens de hoje, que não têm culpa das políticas realizadas antes da sua chegada, e que serão aqueles que pagarão o preço dessa irresponsabilidade. Hoje estão ali distraídos com seus iPods e seus Wiis, mas com que cara ficarão ao descobrirem que políticos e mídia lhes estiveram MENTINDO O TEMPO TODO? Que terão cada vez mais dificuldade em conseguir emprego, que enfrentarão cada vez mais crime, que pagarão com o suor do seu rosto o preço salgado dos "horizontes utópicos" dessa corja funesta hoje no poder.

Vêm tempos difíceis aí. Há quem fale até em Guerra Civil ou Guerra Mundial. Eu não sei; espero que não. Mas quem vai pagar o preço do desatino atual serão as gerações futuras, que nada tiveram com essa história.

Tiago (vestido de cosmonauta soviético) e seus amigos.

domingo, 27 de setembro de 2009

Poema Canção do Domingo



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A nova aristocracia

O Secretário de Energia de Obama criticou os americanos por seus hábitos de consumo energético, dizendo que "são como adolescentes". Assim sendo, decidiu que o Governo é quem vai controlar o que eles podem e não podem usar - e vai fazê-lo do único modo que o Governo sabe, com impostos punitivos.

Contraste isso com o comportamento da First Lady Michelle Obama que, ao descobrir com horror que não tinha mais couve orgânica italiana em casa, decidiu ir comprá-la ela mesma. Em uma operação cuidadosamente planejada, a Casa Branca mandou fechar três ruas de Washington D.C. e uma estação de metrô, chamou a polícia com seus cães farejadores de bombas para inspecionar o local, não esqueceu ainda de avisar dezenas de repórteres, e, embora o mercado ficasse a poucas quadras, a moderna Maria Antonieta saiu em uma limusine escoltada por mais de sessenta carros (!) do serviço secreto e da polícia.

É claro que ela poderia ter enviado um estagiário, mas com isso perderia toda a publicidade e não poderia mostrar ao povão que ela é apenas uma dona-de-casa como outra qualquer...

Não se sabe quantos milhares de dólares do contribuinte e quantos "créditos de carbono" foram gastos para que a Cleópatra Negra pudesse ter sua salada. Salad days, indeed. (Mas nada de chamá-la de "adolescente".)

Essa é a mentalidade dos Novos Aristocratas progressistas que querem criar um Governo Mundial: tratam o povo cada vez mais como criança, mas não se submetem jamais às mesmas regras da ralé.

"Não tem pão? Que comam bolo, ora!"


Michelle Obama

sábado, 5 de setembro de 2009

A nova guerra civil Americana

Não há maior indicador dos nefastos interesses internacionais por trás de Obama do que sua curiosa sanha em defender Zelaya, mesmo quando ninguém mais se importa com o ridículo chapelão. Ué! Será que o Celso Amorim virou o novo U.S. Secretary of State e ninguém me avisou? O que tem o governo Obama a ganhar defendendo o (ex-) tiranete de uma minúscula república bananeira? Tal obsessão só pode ser explicada por quatro motivos:

1) Obama é comunista e chavista desde criancinha.

2) Obama tem tendências tirânicas e sonha em imitar Zelaya, Chávez e cia.

3) Há interesses internacionais por trás do governo Obama que têm o objetivo de acumular poder a nível global, impondo um socialismo moreno globalizado.

4) Todas as alternativas.

Porém, apesar das suas simpatias externas por comunistas e muçulmanos radicais, o principal objetivo de Obama é consolidar o poder interno, através de uma série de mudanças legislativas, a mais radical delas a da saúde pública, que há anos os Democratas vêm tentando impor ao país.

Como os EUA ainda não são uma republiqueta de bananas, o projeto está enfrentando considerável resistência popular. E aí salta a violência dos esquerdistas, que acreditam que qualquer um que seja contra seus projetos totalitários é um criminoso ou um maluco fundamentalista. Recentemente, um manifestante contrário à saúde pública perdeu um dedo com a mordida de um manifestante pró-saúde pública.

O fato é que há dois campos opostos nos EUA, de dois grupos que não têm como se entender. De um lado os coletivistas, que acreditam que deve haver igualdade e essa igualdade deve ser imposta pelo Estado, mesmo que seja com mão bruta. Acreditam que os ricos e a classe média devem sustentar eternamente os "excluídos", mesmo que sejam excluídos ilegais que nem mesmo estavam no país há poucos anos.

O outro campo é o que acredita no trabalho, na educação, no esforço individual, pessoas normais que não querem sustentar com seu dinheiro a outra metade da população que não trabalha e que não querem que sejam gastos trilhões em um plano de saúde que os prejudicará em prol de não-contribuintes.

Quem vencerá essa batalha?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grandes heróis comunistas

Em homenagem ao Tiago, nosso estagiário comunista residente, estou pensando em inaugurar uma nova seção para relembrar os grandes heróis do passado. O herói de hoje é Vasili Blokhin, carrasco a mando de Stalin.

Sob as ordens do Grande Líder, Blokhin executou pessoalmente dezenas de milhares de pessoas. Em uma única operação, matou sozinho 7000 prisioneiros, interrogando e executando cerca de 300 por noite durante 28 noites seguidas, um verdadeiro feito militar. Curiosamente, usava uma arma alemã (de uso comum entre os nazistas), já que as pistolas soviéticas, embora produzidas com todo amor pelo proletariado soviético, não eram de muito boa qualidade... Informa-nos a wikipedia que o número de 7 mil mortos em 28 dias permanece um recorde inigualado em massacres executados por um único indivíduo.

Curiosamente, o próprio Blohkin terminou sendo "suicidado" anos depois, quando não era mais útil ao sistema. Ironias da vida.

E não esqueçamos, é claro, que o verdadeiro assassino era Stalin, sob cujas ordens morreram... vinte milhões? ...quarenta milhões? Os números são tão assombrosos e os massacres tantos, que realmente fica difícil saber. Ah, menos mal que tudo era para o bem do "Povo"! Ou alguns não iriam conseguir dormir...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Uma questão moral

Theodore Dalrymple comenta sobre Fujimori e como ele acabou com o brutal grupo maoísta Sendero Luminoso. Anos depois, o ex-presidente foi preso por corrupção e por "desrespeito aos direitos humanos" e amarga uma longa prisão. Mas será que, caso o Sendero tivesse vencido a guerra, os horrores e os "desrespeitos aos direitos humanos" realizados pelo grupo comunista não teriam sido muito maiores? Afinal, os senderistas não eram gente que tivesse qualquer escrúpulo em matar, torturar e trucidar civis. Além disso, não foi justamente o fim do Sendero Luminoso o que permitiu maior abertura ao país, e portanto a punição de Fujimori? Não teria sido o "japonês" então uma vítima do seu próprio sucesso?

(Talvez Uribe deva se cuidar: não duvido que, assim que ele acabar de vez com as FARC, subirá ao poder um governo de esquerda que fará de tudo para prendê-lo e humilhá-lo por supostos abusos aos direitos humanos).

De qualquer modo, o texto de Theodore vai mais além da questão peruana ou mesmo latinoamericana, e reflete de fato uma questão moral que é válida em qualquer conflito: até que ponto os fins justificam os meios? É válido desrespeitar os direitos humanos para evitar desrespeitos ainda maiores? É possível mesmo manter o moral high ground quando se luta contra um inimigo implacável, ou deve-se necessariamente descer ao seu nível ou próximo dele para derrotá-lo? Não estaríamos aí justificando a tortura e a execução, isto é, os mesmos males que queremos evitar? Por outro lado, de que vale manter-se "mais puro" e perder a guerra?

Ou será que, dependendo de que lado você está na politica, tudo o que conta é quem realiza o "desrespeito" e os horrores?

Em tempos em que Obama mata civis no Afeganistão sem qualquer pio de manifestantes, não deixa de ser uma pergunta instigante.


Criança-soldado? Se é de esquerda, vale.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um tosco blog esquerdista às sextas

Por Marcelo Augusto

O blog tosco da semana possui um nome que talvez diga muito sobre as entranhas mentais de seus idealizadores: Cloaca News. A cloaca, para os que não sabem, é a câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e o aparelho genital das aves, dos répteis, e dos peixes cartilagíneos.. Algo próprio dos quadrúpedes, dos animais com barbatanas ou daqueles que rastejam -- ou, ainda, esquerdistas voadores.

A suposta missão do blog é desmascarar a máfia midiática que infesta nosso país. Dar nome aos ratos e aos sabujos. Hum... talvez esse tipo de jornalismo siga a linha idelberiana de pensamento: Calar-se diante dos fatos que lhes são mais convenientes.

Esse foi o blog que protagonizou um triste episódio contra a jornalista judia Renata Malkes.

Ela foi acusada de ser a favor do movimento sionista; de celebrar o Eretz Israel (engraçada essa gente: crucificaram a moça por, supostamente, celebrar isso, mas dão apoio incondicional a presidentes de autocracias teocráticas de cunho messiânico e que esperam o retorno do Imame); de auê belicista; intenso racismo anti-árabe; de que serviu ao Exército israelense; e coisas tais.

É uma situação interessante, pois o Cloaca News fez a mesma coisa de que acusa a tal da "mídia golpista": Mentir. Coitada da jornalista que se viu rodeada por acelomados políticos.

É uma gente que não passa de uma cambada de intelectualóides tagarelas que consideram seus "talentos" subaproveitados pela sociedade em que vivem e lhes nega posições de maior prestígio, daí que necessitam derrubar a ordem social vigente e seus valores mais fundamentais, como a liberdade de expressão e, por consequência, de imprensa, para obter aquilo que seus méritos pessoais são incapazes de atingir.

No fundo, no fundo, é uma gente frustrada, sem autoestima e autorrespeito, que projetam o ódio em causas impossíveis (derrubar a liberdade de imprensa, por exemplo) o fato de serem indivíduos medíocres e que, muito dificilmente, farão algo de prático na vida. Quando uma pessoa não possui méritos pessoais ou sequer procura progredir para obtê-los, a liberdade se torna um fardo, daí que é muito mais conveniente tagarelar sobre supostas grandiosidades futuras (e, muitas das vezes, assassinas e inatingíveis) a ter que se dedicar a tarefas mais simples. O ódio fanático e passional é capaz de dar significado e próposito à uma pessoa que tem uma vida estéril e vazia.

Parece que os redatores do Cloaca News são deuterostômios
e, nesse caso, o blastóporo não dá origem à boca, mas, sim ao ânus -- no caso deles, à cloaca.

P.S: Renata Malkes, até hoje, ainda não recebeu nenhum pedido de desculpas dessas pessoas. E nem vai receber! Pessoas sem discernimento são incapazes de análisar uma dada situação e concluir que precisam se desculpar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Careful what you wish for

Há uma preocupante onda de sentimento "anti-capitalista" no mundo, na verdade propagada pela mídia e pelos políticos.

Com a crise econômica, banqueiros, empresários e investidores de Wall Street são os vilões. Em Londres, protestos contra a reunião do G20 terminaram com confrontos com a polícia. Curiosamente, a maioria dos manifestantes usava celulares, iPods, roupas da moda. Em resumo, filhos mimados do capitalismo que se rebelam contra o pai.

A propaganda do aquecimento global também coloca misteriosos empresários e industriais capitalistas como vilões, que estupram o planeta em nome da "ganância". Nada é dito sobre o fato de que regimes socialistas e países subdesenvolvidos são os que menos preservam e mais destróem o ambiente natural.

Nota-se no rosto dos jovens manifestantes o ódio e a rebeldia, o desejo de confronto. Embora não seja certo que a Europa se torne islâmica (levaria ao menos cem anos), é muito provável que antes disso - e na América Latina já estamos lentamente a caminho - surjam novos governos autoritários para conter o crescente caos social. Afinal, depois de toda grave crise econômica costumam surgir governos autoritários. Se não acredita, pense nas crises de 1929 e 1973 e lembre o que veio depois.

Então esses jovens finalmente poderão receber as pauladas que tanto desejam.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Somos todos conservadores

Todo o mundo é conservador. Por exemplo, entre no site de anúncios do Craigslist e dê uma olhada nos anúncios de pessoas que querem dividir apartamentos. A maioria vai dizer explicitamente que procura pessoas que trabalhem, que não usem drogas, que sejam ordeiras e que paguem o aluguel em dia.

Todo pai é conservador, com bem observa P. J. O'Rourke. Ninguém quer um filho vagabundo, que não estuda nem trabalha e vive na gandaia, ou uma filha que passa a vida de pernas abertas para a rapaziada.

Ninguém quer viver num bairro pobre ao lado de maloqueiros, ponto de travestis ou imigrantes de algum longínquo país miserável com costumes estranhos. Poxa, até o George Steiner, intelectual esquerdista de marca maior, assumiu isso no outro dia: "do lado de jamaicanos barulhentos tocando reggae todo dia, eu não moro de jeito nenhum". E ele está certo. Reggae, não dá.

A verdade é simples, na vida diária somos todos um bando de direitões reacionários.

O que explica então o sucesso fenomenal da esquerda? Acho que é o fator NIMBY - Not in My Back Yard. Ou seja, o fato de que a grande mudança esquerdista é sempre feita com o dinheiro, a paciência ou (n)o quintal dos outros.

O lema da esquerda é como aquele episódio dos Simpsons, em que Homer se elegia com a campanha "Can't someone else do it?". São sempre os outros. A esquerda foge da responsabilidade individual como o Diabo da cruz.

O esquerdista quer uma sociedade mais igualitária com saúde grátis pra todo mundo - desde que seja outro que pague, e desde que ele não tenha que esperar meses para ser atendido.

O esquerdista quer a liberação das drogas - desde que seu filho não seja um viciado e desde que os custos pela saúde que ele quer pública não subam astronomicamente em conseqüência.

O esquerdista quer liberação de costumes - desde que seu filho não seja gay nem sua filha uma puta nem sua mulher uma devassa.

O esquerdista elogia o sistema de Cuba e Venezuela - desde que sejam outros os que morem naquele paraíso de igualdade onde falta até papel higiênico.

O esquerdista quer mais minorias e mais multiculturalismo - desde que eles morem em outro bairro e não venham fazer macumba ou barulho do lado da sua casa.

O esquerdista quer mais direitos para os criminosos - desde que não seja ele o assaltado ou estuprado pelas pobres "vítimas do sistema".

O esquerdista quer "liberdade de expressão" - desde que seja para as suas idéias, mas não se importa se as opiniões contrárias à sua são censuradas, aliás prefere que o sejam.

O esquerdista, em resumo, é um delinquente hipócrita filho da mãe que não deveria ser admitido no convívio com seres civilizados. Até tocadores de reggae jamaicanos são mais toleráveis.


P.S. Gostaria de consertar um possivel mal-entendido, nao ha preconceito algum meu contra as putas, ou mesmo contra as garotas faceis, muito antes pelo contrario. O post foi escrito como se fosse do ponto de vista de um pai durao, mas nao tenho filhas, e do ponto de vista de um solteiro esta' tudo muito bem e muito bom. ;-) Ai e' que esta: o ponto de vista do conservador e' o do pai, o ponto de vista do liberal e' o do filho/a adolescente. Isso em tudo. Mais nos comentarios.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Acuse-os do que você faz

A citação seguinte, atribuída a Lenin, é a mais perfeita descrição do método da esquerda, em qualquer continente ou período histórico:

"ACUSE-OS DO QUE VOCÊ FAZ, XINGUE-OS DO QUE VOCÊ É".

É perfeito. Enquanto roubam, reclamam da corrupção. Enquanto matam, reclamam da perseguição. Enquanto buscam se perpetuar no poder, acusam os opositores de desrespeitar a democracia. Enquanto censuram a mídia, reclamam da "elite que controla os meios de comunicação". Enquanto protegem terroristas, acusam outros países de terem uma Justiça deficiente. Enquanto destróem as instituições, afirmam estar desenvolvendo-as e acusam aqueles que impedem seu trabalho. Enquanto acumulam bilhões para si e seus amigos, falam em justiça social. Enquanto obtém cada vez mais poder sobre o indivíduo, acusam os que tratam de se defender.

Ninguém pode negar que, do PT ao Chávez ao Mugabe aos Kirchner, é o método mais usado por 10 entre 10 esquerdistas, ou qualquer outro tipo de governante sedento de poder.

O que eu queria saber é o seguinte: alguém sabe qual é a fonte original desta frase? Não consigo encontrá-la em lugar algum, nem mesmo descobrir se é realmente de Lenin. Agradecem-se informações.

Buuu. Será que está morto mesmo?
(Confira aqui as 7 maravilhas do mundo totalitário)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Carta aberta ao Prof. Idelber Avelar

Antes de ser interrompido por problemas técnicos, havia escrito uma carta ao colega blogueiro Idelber Avelar, já que ele ultimamente não publica mais comentários em seu blog. No fim, acabei ampliando a carta e destinando-a não apenas a ele como a todos os ditos "pró-palestinos" e "anti-sionistas". Afinal, se nem blogueiros brasileiros podem se entender, como podemos esperar que árabes e judeus se entendam?

Não pretendo refutar aqui as idéias de Idelber: outros já fizeram isso com maior conhecimento do que eu. Escrevo apenas algumas perguntas para ele e todos os "anti-sionistas". Se ninguém do outro campo responder, talvez as perguntas ao menos possam suscitar alguns questionamentos válidos entre os leitores daqui. A discussão está aberta!

Caro Prof. Idelber (e demais declarados "anti-sionistas"),

Entendo sua raiva e tristeza pela morte de inocentes palestinos. Todos somos contra a morte de civis palestinos, mesmo eu, acredite, e mesmo a maioria do povo de Israel. Sua reprovação à operação militar israelense é também compreensível, e naturalmente todos têm o direito de discordar das atitudes do governo israelense e de manifestar seu muito humano horror à guerra e à destruição.

Embora tenhamos idéias totalmente opostas em relação ao conflito e em relação à política em geral, nem tudo nos separa. Não somos nem judeus nem muçulmanos (?), não moramos nem em Gaza nem em Sderot. É verdade que você é bem mais conhecido do que eu, é aparentemente um acadêmico respeitado e eu sou apenas um blogueiro anônimo, mas não leve isso a mal. Cada um tem seus limites. Meu anonimato é mera modéstia de quem sabe que seu nome real não tem relevância.

Até compreendo a sua visão de mundo: no seu ponto de vista, vê os "palestinos" como "oprimidos" e Israel como um "poderoso país" apoiado pelo "imperialismo americano" que "roubou suas terras" e os "ocupa". É, na minha opinião, uma visão simplista e equivocada, que traduz uma situação geopolítica bastante mais complexa em um discurso de caráter marxista, mas não vamos brigar por isso. Como disse, cada um tem seus limites.

Eu, por exemplo, sou absolutamente parcial. Sou pró-Israel. Acho o Hamas tão ruim quanto a Al-Qaeda, se não pior. Não leio o Robert Fisk, aliás não suporto seu estilo de jornalismo. Chomsky, Finkelstein, jamais leio esses indivíduos e confesso que nem entendo suas motivações (entendo até as motivações genocidas do Hamas, não as deles). Detesto Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, todo esse pessoal.

Por outro lado, se insisto tentando me comunicar com você, é justamente por que o que me incomoda é essa sua aparente incapacidade de entender o ponto de vista do "outro" (no caso, o civil israelense) de maneira tão radical. Sendo você um estudioso, não entendo como não consegue ver além da ideologia e da propaganda árabe, ou que use termos como "sionista" e "ocupação" de modo tão leviano e equivocado. Estando você tão preocupado com "vítimas civis", não entendo que chame os foguetes palestinos, que mataram muitas pessoas - inclusive crianças árabes! - de "meros rojões" etc, etc. ("Rojões"?!? Desculpe, li isso faz pouco no seu blog e até agora estou incrédulo. Por favor, só não vá dizer agora que tudo o que o Hamas queria era convidar os israelenses para alguma festa de São João...)

Embora entenda sua declarada compaixão pelos palestinos, não entendo porque não lamenta igualmente as mortes de palestinos em conflitos intra-palestinos, e muito menos as mortes de judeus. Várias outras opiniões suas são, para mim, difíceis de entender, e mesmo tendo visitado o seu blog não consigo encontrar as respostas para elas (confesso não ter lido todo o seu blog, talvez as respostas estejam lá). Portanto faço-as aqui, não apenas a você como a todos os blogueiros "pró-palestinos":

Você é a favor do Hamas?
Ou seja, é a favor de tortura e execução de pessoas sem julgamento?
Tem conhecimento, certamente, que nas prisões de Gaza, rivais do Fatah e de outros clãs, bem como pessoas acusadas de "colaborar com Israel" são rotineiramente torturadas e mortas?
Se um povo é "oprimido", isso lhe dá direito a torturar, matar e cometer atos terroristas e cometer toda série de ofensas aos "direitos humanos"?
Só um lado tem o dever de respeitar os "direitos humanos"?
Se o Hamas defende o povo palestino, em vez de cinicamente explorá-lo, como você explica que seus militantes tenham assaltado caminhões de comida da ONU e vendido seus alimentos?
Se o povo palestino está mesmo "sem água e comida", como se explica que isso jamais é mostrado, ao contrário, as imagens mostram sempre mercados repletos de comida?
Você não acredita que os próprios palestinos (ou seu governo) são os responsáveis por vários de seus problemas, que não tudo pode ser creditado à "ocupação", a qual aliás nem existe mais diretamente em Gaza?
Aliás, se árabes muçulmanos podem viver em Israel, por que judeus não podem viver em Gaza?
Você a favor de censura? É a favor de teocracia? Sabe que o Hamas censura internet points e música ocidental e que discrimina membros de outras religiões?
Você é a favor de foguetes contra civis? O fato de serem "foguetes artesanais" e que "causam poucos danos" significa que podem ser atirados à vontade?
Não percebe que os foguetes "causam poucos danos" apenas porque os habitantes de Sderot correm para bunkers quando ouvem o alarme, ou seja, é o preparo israelense que evita danos maiores, não a intenção dos terroristas palestinos, que é claramente a de matar civis judeus?
Você percebe que os radicais palestinos hoje atiram foguetes apenas porque o muro limitou em 90% a ação de terroristas suicidas, ou seja, não é a intenção dos palestinos que é matar pouco, mas sim a defesa de Israel que melhorou?
O que seria uma "reação proporcional"? Israel teria o direito de atirar "foguetes artesanais" de volta a Gaza? De revidar com atentados suicidas?
Você é a favor da agressão a judeus em todas as partes do mundo como represália a ações de Israel?
Por que os manifestantes pró-palestinos atacam judeus europeus, se são apenas "anti-sionistas"?
Você é a favor do terrorismo? Ou, vá lá, da "resistência legítima", quer dizer, da morte de civis judeus israelenses? Israelense árabe também é "alvo legitimo", ou só judeu?
Alguns anos atrás uma família do que você chama de "colonos" foi atacada por militantes palestinos, quatro crianças de 11, 9, 7 e 2 anos foram mortas com uma bala na testa, bem como a mãe deles que estava grávida de oito meses. Segundo o autor do atentado, eram "alvos legítimos". Você concorda? É a favor do fuzilamento de crianças de 2 anos, se forem filhos de "colonos"?
Acha que os palestinos têm direito a atirar foguetes contra cidades israelenses mas Israel não tem o direito de revidar?
Quando você fala em "ocupação", a que coisa exatamente se refere?
Sabe que Israel desocupou Gaza a um custo de bilhões de dólares?
Como você explica que Gaza, que não tem mais mais presença de "colonos" (i.e. judeus), ficou muito mais radical e atira foguetes diariamente contra civis israelenses, enquanto que a Cisjordânia (i.e. Judéia e Samaria segundo os "colonos") que ainda está "ocupada", vive, ao contrário, em relativa paz e não atira foguetes?
Ou quando fala em "ocupação", você - como o Hamas - se refere ao próprio Estado de Israel?
Você não aceita a existência de Israel?
Por que Israel não e "Palestina" sim? Sabia que a "Palestina" sempre se referiu ao lar judeu, que eram os antigos sionistas os que falavam em "Palestina", e não os árabes?
Ou você acredita na teoria revisionista de que os "palestinos são descendentes dos filisteus?" E, mesmo que fossem, isso mudaria alguma coisa? Não é isso na verdade uma legitimização do direito de Israel às terras, já que os judeus existiam por lá desde antes mesmo dos filisteus?
Sabia que sionista não é nome feio nem eufemismo politicamente correto para poder criticar os judeus?
Se alguém é "sionista", pode ser "legitimamente morto"? Se eu disser que sou "sionista", isto é, que defendo a existência de Israel, então viro um "alvo legítimo" da "resistência"?
Por que você não publica comentários contrários no seu blog?
Por que você repete informações dúbias no seu blog, como a - para mim - óbvia mentira de que "um terço dos mortos na operação de Gaza são crianças"? De onde saiu originalmente tal informação, de fontes palestinas, isto é, do Hamas? Por que Israel atacaria propositalmente crianças?
Você é porta-voz do Hamas? Não digo que deva aceitar a versão israelense dos fatos, mas você não tem um mínimo de senso crítico? Quer dizer, se os os israelenses podem mentir, porque não acredita que os árabes possam mentir também?
A Al-Jazira é uma TV "neutra" e "imparcial"? A TV israelense só mente?
Se uma bomba atômica caisse em Tel Aviv, você comemoraria, diria que "eles mereceram", ou lamentaria mas diria, "enfim, a vida continua"?
A vida de civis israelenses vale menos do que a de palestinos?
Como pode chamar de "rojões" artefatos que causaram a morte de dezenas de pessoas, bem como centenas de feridos, sem falar no pânico que causam diariamente?
A vida de palestinos mortos pelo Hamas vale menos do que a vida de palestinos mortos por Israel?
Por que você nunca fala da violência intra-palestina?
Por que não informa que o Fatah e até o Egito são contra o Hamas, que é um movimento supremacista religioso ligado à Irmandade Muçulmana e hoje financiado pelo Irã?
Por que não fala do terrorismo islâmico na Tailândia, na Índia, na Europa, em lugares que nada tem a ver com o "sionismo"?
Por que não fala do conflito entre sunitas e xiitas?
Por que não informa os seus leitores que o mundo é bem mais complicado do que o seu maquineísmo anti-israelense e anti-americano quer?
Por que você mora nos EUA e não em Cuba, Gaza ou Venezuela se tais modelos socio-políticos são melhores?
Você não acha que está colaborando com uma onda de antissemitismo não vista no mundo desde os anos 30? Como acredita que os nazistas conseguiram matar milhões de judeus, se não com a colaboração de pessoas que achavam que os judeus eram malvados, como você e tantos outros que acham que os "sionistas" merecem a morte simplesmente por morarem onde moram?
Se os judeus não podiam estar na Europa, agora resulta que tampouco podem estar na Palestina, sua terra natal?
Onde podem estar então, na Uganda?
E se transferissem os judeus para Uganda, quantos segundos demoraria até você e seus colegas começassem a falar na "legítima resistência ugandesa" e nas "terras roubadas aos pobres ugandeses"?
OK, confesso que algumas perguntas são meras provocações. Mas afirmo que não tenho a intenção de agredir, apenas de tentar obter respostas diretas. É a favor do Hamas, sim ou não? É a favor dos foguetes, sim ou não?

Não leve a mal. Moro longe do conflito, nada tenho contra o povo palestino nem contra você nem contra ninguém, e estou certamente aberto a pontos de vista contrários: quem sabe, em um ou outro aspecto, possamos até concordar. Eu aqui aceito os comentários de todos.

Saudações cordiais,

"Mr. X"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

De boas intenções a África está cheia

O Zimbábue talvez seja o país mais fodido da face da Terra. Como se não bastasse a inflação que faz o governo imprimir notas de 500.000.000 de dólares zimbabuanos que não compram nem um pão (até porque não tem pão), agora milhares de pessoas estão morrendo de cólera sem que ninguém faça nada.

Enquanto isso o ditador Mugabe bebe champanhe, tortura opositores e diz que não sai do poder nem a pau. Do ótimo blog do Guterman (que, eu não sabia, parece ter voltado à ativa):

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe – aquele que Chávez chamou de “guerreiro da liberdade”, presenteando-o em 2004 com uma réplica da espada de Bolívar –, resumiu nesta sexta-feira o que o país significa para ele: “O Zimbábue é meu”.

Em meio a uma violenta epidemia de cólera e a uma forte pressão internacional para deixar o poder, Mugabe disse a correligionários que não será intimidado. “Eu nunca, nunca, nunca me renderei”, discursou.

Para Mugabe, o número de mortos pela cólera – mais de mil, segundo a ONU – é “um monte de mentiras”, uma invenção do Ocidente para recolonizar o Zimbábue. “O Zimbábue pertence a nós, e não aos britânicos.”

A epidemia de cólera é apenas a última das más notícias para o Zimbábue, país que atravessa uma catástrofe econômica sem precedentes graças ao “guerreiro da liberdade”. A inflação está na casa do trilhão, e a fome já obriga milhares de zimbabuanos a buscar melhor sorte em outros países.

Mas isso não envergonha Mugabe. Na reunião de seu partido, o presidente e seus 5.000 correligionários puderam degustar 124 bois, 81 cabras e 18 porcos durante os quatro dias do encontro. Isso dá 40 pessoas por boi, sem falar do resto da carne e dos acompanhamentos.
O que muita gente esquece agora é que Mugabe é um ditador socialista, que começou - quem diria! - expropriando as terras dos fazendeiros "brancos opressores". Por conta dessa sua "luta pela igualdade", foi elogiado pelos esquerdistas mundo afora. Em 1986 até foi homenageado pela Universidade de Massachussets como um "campeão dos direitos humanos" e celebrado por ter "criado a fundação para a harmonia entre brancos e negros". (Este ano a universidade revogou a homenagem, uma medida algo tardia).

Entre os que apoiaram Mugabe desde o nascedouro estão políticos conhecidos como Jimmy Carter (onde há algo de podre, esta pessoa nefasta sempre aparece - aliás, foi ele quem "certificou" a eleição de Mugabe em 1980, assim como mais recentemente "certificou" aquela do Chávez), o corrupto Kofi Annan e até São Mandela, cujo legado hoje talvez devesse ser reexaminado.

São os esquerdistas cegos? Na sua sanha por "corrigir as injustiças passadas", não percebem que acabam criando mais miséria e destruição do que Átila o Huno. No Zimbábue de hoje, nem a grama cresce.

Agora o esquema parece estar se repetindo na África do Sul, ainda que de um modo menos violento. Em vez da expropriação forçada, o país criou uma Comissão de Restituição de Direitos de Terras, a qual basicamente examina pedidos de pessoas da população negra que acreditam ter direito a terras que são hoje propriedade de brancos. Uma vez qualificado o pedido, o governo compra a terra de grandes proprietários brancos para criar pequenas propriedades para fazendeiros negros. Tudo muito bacana, certo?

Mais ou menos. Segundo o próprio governo admite, as pequenas propriedades são "economicamente ineficientes" e produzem muito menos do que as grandes propriedades tradicionais. Além disso, há muita corrupção envolvida no esquema. Assim, muitos fazendeiros brancos descontentes estão emigrando para outros países, o que curiosamente piora a economia sul-africana. No ano passado a África do Sul deixou de ser um exportador agrícola e passou a ser importador.

O governo, no entanto, continua com o esquema, pois é um modo de "reparar injustiças passadas". Assim, em nome da igualdade racial, cria a fome para todos. "A agricultura praticamente parou. Em alguns anos isto vai virar o Zimbábue", diz um dos fazendeiros.

Boas intenções com resultados desastrosos (os quais depois são colocados na conta do "colonialismo", "capitalismo" ou "opressão branca"). É a melhor definição para o progressismo.

Por outro lado, o Zimbábue é o país com maior número de bilionários da face da Terra.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O genocídio dos outros

Como se pode ver no post abaixo, os esquerdistas acreditam que o Dia de Ação de Graças americano comemore um genocídio, e que a sociedade americana tenha sido fundada tendo por base filosófica o genocídio e a opressão (isso sem falar no genocídio de perus celebrado a cada ano). Curiosamente, os mesmos esquerdistas celebram Che Guevara, com estátua e tudo. Apoiaram Stalin por décadas e só não apóiam ainda porque passou de moda. Aparentemente, se o genocídio é realizado em nome de uma "boa causa", tudo bem.

Existe algo de doentio ou até de anti-humano no esquerdismo: uma rejeição quase diabólica à essência da humanidade. O esquerdista não gosta da civilização; mais do que isso: não gosta da humanidade, e portanto é natural que queira modificá-la, ou, em alguns casos, até destruí-la (como certos ecologistas radicais).

Perceba que para o esquerdista o inimigo nunca é o islamismo, o terrorismo, o comunismo ou qualquer outra ameaça externa: o inimigo são os cristãos, os republicanos, os elementos tradicionais da sociedade, ou, no fundo, os próprios valores conservadores. Mas o que é o conservadorismo? Ora, nada mais é do que a soma de idéias testadas pelo tempo e que deram mais ou menos certo; são a aceitação da humanidade tal como ela é, com todos os seus terríveis defeitos.

Voltemos ao genocídio. Os índios foram massacrados, certo? Na América, no Brasil, na Argentina, em tudo que é lugar. No entanto os próprios índios se massacravam entre si; de fato, o único modo em que uns poucos conquistadores espanhóis puderam vencer incas e quetais foi com a ajuda de outras tribos, inimigas destes.

Se bem que esta é de morrer de rir: segundo a National Geographic, os maias - que, atenção, já haviam sido extintos antes da chegada dos espanhóis - morreram devido ao "climate change". O que, se for realmente verdade, indica que mudanças climáticas ocorrem a toda hora, e que até o atual "aquecimento global" (curioso que com a crise econômica quase ninguém mais fala nisso agora, né?) poderia ser um fenômeno totalmente natural. Salvo que a civilização maia fosse tão avançada que já houvesse até inventado a indústria. De fato, será que as famosas pirâmides não eram na verdade poluentes chaminés?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Weathermen



O grupo terrorista do qual Bill Ayers fazia parte.

domingo, 28 de setembro de 2008

Marxismo e pós-modernismo em queda

Não é só a economia americana que está em queda. No Gene Expression, uma interessante série de gráficos mostra como termos como marxismo, pós-modernismo, feminismo, pós-colonialismo, orientalismo, e todas esses ismos tão em voga entre os acadêmicos - estão morrendo. Após o pico, no final dos anos 90, a curva inicia lentamente a descender.



Pareceria indicar que - finalmente! - as idéias estão se renovando. Ou então apenas que novas idéias idiotas (i.e. "aquecimento global") estão tomando o seu lugar.