Um post curtinho, mas divertido. Um comercial da Bombril com a Marisa Orth parece estar causando polêmica no Brasil. No comercial, o marido é comparado a um cachorro babão que deve ser treinado a golpes no focinho.
Nos EUA, sociedade onde as mulheres estão ainda mais "evoluídas", não são novidade comerciais que mostram os maridos como bobalhões, atrabalhados, incompetentes, ridículos, etc. Cachorro é pouco: em um comercial da Sony, o marido é comparado a um cavalo; em outro, da Roomba, a um jumento.
O fato é que grande parte da televisão é feita para as mulheres, e a maioria dos produtos anunciados são dirigidos às mulheres também. Apesar de tudo o que se fala sobre a tal sociedade consumista, quem mais gosta de consumir são as mulheres. Talvez seja estereótipo, mas se é um estereótipo, é promovido pelas próprias mulheres.
Tudo bem. Mas por que as mulheres gostariam de comerciais que mostram seus maridos como losers?
Segundo os blogueiros neo-machistas americanos, tem a ver com homens "alfa" e "beta". Isto é, a mulher casa com o provedor "beta" que despreza, mas sonha mesmo é com o macho "alfa". O comercial seria uma forma de vingança psicológica das mulheres contra os seus "betas".
Já segundo os conservadores cristãos, tem mais a ver com a perda de valores da sociedade contemporânea e a promoção do fim do casamento tradicional, da figura da mãe solteira, da mulher feminista independente que valoriza mais a carreira do que o casamento e os filhos, etc & blablablá.
Seja como for, já há quem ache que os homens é que são a nova minoria discriminada da vez.
Eu não sei se é bem isso. Para falar a verdade, não achei o comercial com a Marisa Orth particularmente ofensivo, embora tampouco o tenha achado muito engraçado. Porém, protestar contra comerciais não me parece uma atitude demasiado "masculina"; os homens ficam mesmo parecendo bebês-chorões metrossexuais. No mais, pessoalmente, gosto de mulheres fortes e independentes, e em alguns relacionamentos talvez eu tenha seguido mesmo o estereótipo do homem trapalhão.
De qualquer forma, seguindo pesquisas, parece que tais comerciais estão alienando o público masculino sem necesariamente atrair mais o feminino, portanto talvez os marqueteiros devam revisar seus conceitos.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Pior Pesadelo do Progressista
O que é um Progressista? Não é exatamente a mesma coisa que um Comunista, embora muitos tenham pulado direto do bonde vermelho para o bonde arco-íris do progressismo. Ambos têm em comum ideias igualitárias, mas variam as especificidades e o modo de implantação destas.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Megalomania ou ingenuidade?
Enquanto aguardava uma consulta médica, meus olhos caíram sobre uma revista chamada "American Prospect". É uma revista progressista americana. A edição, como é natural em salas de espera, era de vários anos atrás, mais precisamente dois anos atrás, logo antes da inauguração de Obama. O título exultava com o fim da era Bush, e perguntava: "O que fazer para resolver os problemas da América e salvar o mundo."
Desnecessário dizer que a manchete, como a reportagem, era absolutamente séria, sem qualquer pingo de ironia.
Nunca sei se atribuir o pensamento progressista à megalomania ou à ingenuidade, ou a uma indigesta mistura de ambas. O progressista acredita piamente que suas políticas insanas não só melhorarão, como salvarão o mundo. Aliás, a única coisa que impede o avanço da História em direção à perfeição igualitária são os malditos reacionários, pessoas que precisam ser eliminadas a qualquer custo, pessoas que nem mesmo têm direito à sua opinião. O explosivo comercial ecológico (ver abaixo) é apenas o último e mais extremo exemplo dessa tendência, mas há muitos outros. Baste observar como a esquerda exulta com a inexistência de candidatos de direita em uma eleição. Parece-lhe o justo e o correto. Não entendem a possibilidade de qualquer comportamento ou crença contrária aos seus dogmas: quem não pensa com o grupo é, por definição, o inimigo a ser eliminado. Aperte um botão: bum!
Não é que os progressistas sejam todos malvados. Muitos até que são pessoas decentes. É simplesmente que enxergam as coisas de forma parcial: na sua dicotomia mental, quem não é a favor do "progresso" só pode ser um canalha racista que odeia os gays ou a Natureza. É simplesmente que - logo eles que tanto valorizam o Outro, o Diferente! - não conseguem enxergar alguém que não seja progressista como Outro. É curioso: tentam sempre entender o lado dos criminosos, das minorias, dos terroristas, dos pobres, mas jamais vi que tentassem entender os motivos dos conservadores, da classe média ou dos "fundamentalistas cristãos".
Em um artigo de um importante jornal italiano, um jornalista de esquerda observou a falta de representantes da direita nas eleições presidenciais brasileiras e - acredite - afirmou que esse deveria ser o exemplo a ser seguido pela Europa. Do ponto de vista do progressista europeu, a corrupta política brasileira é que estaria virando um modelo de civilidade, sem os maldito reacionários que tudo atrasam.
O outro lado da moeda do progressismo é sua extrema ingenuidade. Aqueles que apontam Brasil ou Venezuela como modelos normalmente vivem muito longe e não conhecem de perto a realidade. Como, naturalmente, as políticas progressistas pouco fazem para salvar o mundo, aliás, em geral só o pioram, o progressista só pode concluir que, ou o mundo ainda não foi à esquerda o suficiente, ou então são de novo os malditos direitistas que estão bloqueando a passagem. A solução, assim, é repetir de novo os mesmos erros, na esperança que desta vez dê certo. Essa, aliás, é a mesma definição da loucura.
Desnecessário dizer que a manchete, como a reportagem, era absolutamente séria, sem qualquer pingo de ironia.
Nunca sei se atribuir o pensamento progressista à megalomania ou à ingenuidade, ou a uma indigesta mistura de ambas. O progressista acredita piamente que suas políticas insanas não só melhorarão, como salvarão o mundo. Aliás, a única coisa que impede o avanço da História em direção à perfeição igualitária são os malditos reacionários, pessoas que precisam ser eliminadas a qualquer custo, pessoas que nem mesmo têm direito à sua opinião. O explosivo comercial ecológico (ver abaixo) é apenas o último e mais extremo exemplo dessa tendência, mas há muitos outros. Baste observar como a esquerda exulta com a inexistência de candidatos de direita em uma eleição. Parece-lhe o justo e o correto. Não entendem a possibilidade de qualquer comportamento ou crença contrária aos seus dogmas: quem não pensa com o grupo é, por definição, o inimigo a ser eliminado. Aperte um botão: bum!
Não é que os progressistas sejam todos malvados. Muitos até que são pessoas decentes. É simplesmente que enxergam as coisas de forma parcial: na sua dicotomia mental, quem não é a favor do "progresso" só pode ser um canalha racista que odeia os gays ou a Natureza. É simplesmente que - logo eles que tanto valorizam o Outro, o Diferente! - não conseguem enxergar alguém que não seja progressista como Outro. É curioso: tentam sempre entender o lado dos criminosos, das minorias, dos terroristas, dos pobres, mas jamais vi que tentassem entender os motivos dos conservadores, da classe média ou dos "fundamentalistas cristãos".
Em um artigo de um importante jornal italiano, um jornalista de esquerda observou a falta de representantes da direita nas eleições presidenciais brasileiras e - acredite - afirmou que esse deveria ser o exemplo a ser seguido pela Europa. Do ponto de vista do progressista europeu, a corrupta política brasileira é que estaria virando um modelo de civilidade, sem os maldito reacionários que tudo atrasam.
O outro lado da moeda do progressismo é sua extrema ingenuidade. Aqueles que apontam Brasil ou Venezuela como modelos normalmente vivem muito longe e não conhecem de perto a realidade. Como, naturalmente, as políticas progressistas pouco fazem para salvar o mundo, aliás, em geral só o pioram, o progressista só pode concluir que, ou o mundo ainda não foi à esquerda o suficiente, ou então são de novo os malditos direitistas que estão bloqueando a passagem. A solução, assim, é repetir de novo os mesmos erros, na esperança que desta vez dê certo. Essa, aliás, é a mesma definição da loucura.
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Eles vivem!
Não sei se alguém lembra do filme "Eles vivem" (They Live), clássico dos anos 80 de John Carpenter. Dá pra ver completinho no You Tube, com legenda em português e tudo mais. Em linhas gerais, a história era sobre um sujeito que descobria que uma elite de alienígenas estava na Terra e controlava secretamente o planeta, enviando mensagens subliminares através da mídia. Tais mensagens induziam ao consumismo e à passividade e (assim como o rosto dos alienígenas) só podiam ser vistas com óculos especiais.
Pois bem. Parece-me que vivemos uma situação parecida, só que as mensagens não são subliminares, mas bastante diretas, e não induzem tanto ao consumismo quanto a uma visão (neo)marxista do mundo. É impossível escapar aos seus sinais. Assistam por exemplo a este estranho anúncio da Rede Globo sobre a violência, que parece saído da cartilha do PT. Ué, mas a Globo não era porta-voz das elites malvadas? (De fato. Hoje as elites malvadas são todas progressistas).
É difícil escapar à influência das idéias progressistas, pois não há um único meio que não as divulgue, de livros infantis gays a romances a filmes a telenovelas. As mensagens, às vezes, são sutis. (Notem por exemplo como a Mulher Maravilha, em seu novo uniforme, abandona as cores da bandeira americana, para tornar-se mais "universal"). Outras vezes, são mais descaradas, como em qualquer filme brasileiro. (Somos mais toscos do que os americanos, não sabemos fazer propaganda subliminar muito bem).
Porém, pensando melhor, eu nem diria que tais idéias são "esquerdistas" ou mesmo "progressistas". Tratam-se simplesmente de mentiras deslavadas, com a única intenção de irritar e confundir. Quer dizer, será que alguém em sã consciência realmente acredita que "a dominação dos homens sobre as mulheres e dos ricos sobre os pobres" são formas de violência equivalentes a ter o filho morto com um tiro na testa em uma esquina por causa de um relógio ou um par de tênis?
E, no entanto, as mensagens continuam, dia e noite, sem parar. O que fazer para acabar com esse vendaval? Uns dizem que é impossível, e que devemos aguardar pacientemente o crash do sistema (as idéias progressistas têm um único inconveniente: não funcionam na prática) para, aí então, recomeçar do zero. Outros afirmam que a Internet e outros meios de informação alternativos seriam o caminho. Mas, com o Estado querendo controlar cada vez mais a Internet, talvez nem isso seja possível.
Não há escapatória. Eles vivem e estão entre nós. Obedeça!
Pois bem. Parece-me que vivemos uma situação parecida, só que as mensagens não são subliminares, mas bastante diretas, e não induzem tanto ao consumismo quanto a uma visão (neo)marxista do mundo. É impossível escapar aos seus sinais. Assistam por exemplo a este estranho anúncio da Rede Globo sobre a violência, que parece saído da cartilha do PT. Ué, mas a Globo não era porta-voz das elites malvadas? (De fato. Hoje as elites malvadas são todas progressistas).
É difícil escapar à influência das idéias progressistas, pois não há um único meio que não as divulgue, de livros infantis gays a romances a filmes a telenovelas. As mensagens, às vezes, são sutis. (Notem por exemplo como a Mulher Maravilha, em seu novo uniforme, abandona as cores da bandeira americana, para tornar-se mais "universal"). Outras vezes, são mais descaradas, como em qualquer filme brasileiro. (Somos mais toscos do que os americanos, não sabemos fazer propaganda subliminar muito bem).
Porém, pensando melhor, eu nem diria que tais idéias são "esquerdistas" ou mesmo "progressistas". Tratam-se simplesmente de mentiras deslavadas, com a única intenção de irritar e confundir. Quer dizer, será que alguém em sã consciência realmente acredita que "a dominação dos homens sobre as mulheres e dos ricos sobre os pobres" são formas de violência equivalentes a ter o filho morto com um tiro na testa em uma esquina por causa de um relógio ou um par de tênis?
E, no entanto, as mensagens continuam, dia e noite, sem parar. O que fazer para acabar com esse vendaval? Uns dizem que é impossível, e que devemos aguardar pacientemente o crash do sistema (as idéias progressistas têm um único inconveniente: não funcionam na prática) para, aí então, recomeçar do zero. Outros afirmam que a Internet e outros meios de informação alternativos seriam o caminho. Mas, com o Estado querendo controlar cada vez mais a Internet, talvez nem isso seja possível.
Não há escapatória. Eles vivem e estão entre nós. Obedeça!
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
A alma do negócio

Dois anúncios publicitários locais chamaram a minha atenção ultimamente. O anúncio acima é uma campanha do novo sanduíche "compridão" do Burger King. Eu poderia, a partir dessa imagem, escrever uma longa análise sobre a sexualização de tudo no mundo moderno, observando ainda que a garota mais parece uma boneca inflável, talvez o único tipo de mulher conhecida pelos nerds publicitários que criaram o comercial. Porém, não vem ao caso. Minha única dúvida é: será que essa propaganda funciona? Afinal, para quem está sendo vendido o sanduíche? Mulheres e crianças não comem hambúrguer?
Outro comercial bastante curioso é o vídeo "viral" abaixo para uma marca de fones bluetooth para celular. No comercial, um homem branco que faz insinuações racistas em uma loja asiática é torturado, espancado e morto, para gáudio dos espectadores. Eu poderia observar como, hoje em dia, o racismo tornou-se o único crime inafiançável e imperdoável, e ser racista é pior do que ser um pedófilo (o que já não é mais crime no Brasil), estuprador ou assassino, mas deixa pra lá. Pergunto apenas: será que o comercial funciona? A quem é dirigido, considerando que a maioria dos compradores de tecnologia são homens brancos entre 25 e 40 anos?
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Careful what you wish for
Há uma preocupante onda de sentimento "anti-capitalista" no mundo, na verdade propagada pela mídia e pelos políticos.
Com a crise econômica, banqueiros, empresários e investidores de Wall Street são os vilões. Em Londres, protestos contra a reunião do G20 terminaram com confrontos com a polícia. Curiosamente, a maioria dos manifestantes usava celulares, iPods, roupas da moda. Em resumo, filhos mimados do capitalismo que se rebelam contra o pai.
A propaganda do aquecimento global também coloca misteriosos empresários e industriais capitalistas como vilões, que estupram o planeta em nome da "ganância". Nada é dito sobre o fato de que regimes socialistas e países subdesenvolvidos são os que menos preservam e mais destróem o ambiente natural.
Nota-se no rosto dos jovens manifestantes o ódio e a rebeldia, o desejo de confronto. Embora não seja certo que a Europa se torne islâmica (levaria ao menos cem anos), é muito provável que antes disso - e na América Latina já estamos lentamente a caminho - surjam novos governos autoritários para conter o crescente caos social. Afinal, depois de toda grave crise econômica costumam surgir governos autoritários. Se não acredita, pense nas crises de 1929 e 1973 e lembre o que veio depois.
Então esses jovens finalmente poderão receber as pauladas que tanto desejam.
Com a crise econômica, banqueiros, empresários e investidores de Wall Street são os vilões. Em Londres, protestos contra a reunião do G20 terminaram com confrontos com a polícia. Curiosamente, a maioria dos manifestantes usava celulares, iPods, roupas da moda. Em resumo, filhos mimados do capitalismo que se rebelam contra o pai.
A propaganda do aquecimento global também coloca misteriosos empresários e industriais capitalistas como vilões, que estupram o planeta em nome da "ganância". Nada é dito sobre o fato de que regimes socialistas e países subdesenvolvidos são os que menos preservam e mais destróem o ambiente natural.
Nota-se no rosto dos jovens manifestantes o ódio e a rebeldia, o desejo de confronto. Embora não seja certo que a Europa se torne islâmica (levaria ao menos cem anos), é muito provável que antes disso - e na América Latina já estamos lentamente a caminho - surjam novos governos autoritários para conter o crescente caos social. Afinal, depois de toda grave crise econômica costumam surgir governos autoritários. Se não acredita, pense nas crises de 1929 e 1973 e lembre o que veio depois.
Então esses jovens finalmente poderão receber as pauladas que tanto desejam.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Guantanamera...
O mundo celebra o fato que Obama tenha assinado um decreto mandando fechar a prisão de Guantánamo. Curiosamente, ao mesmo tempo, poucos são os países dispostos a aceitar seus maléficos prisioneiros. Tampouco Obama sabe o que fazer com eles: embora tenha dado ordem de fechar a prisão em um ano, ainda não decidiu o que será feito com os 274 terroristas que ainda se encontram lá. E as opções não são muitas.
Guantánamo representou uma solução provisória a um problema relativamente novo: entidades não-estatais multinacionais que lutam contra países soberanos. Alguns reclamam que os prisioneiros do Camp Delta em Guantánamo Bay não tenham o status nem de criminosos nem de prisioneiros de guerra. De fato, não são nem uma coisa nem outra. Sendo estrangeiros, não têm direito algum à proteção sob a Constituição Americana. Mas, como nem Al-Qaeda nem nenhum grupo terrorista assinou a Convenção de Genebra, tampouco são prisioneiros de guerra legítimos.
Foi Guantánamo um erro? Provavelmente. Deixou os prisioneiros num limbo legal, o que não é muito bom de um jeito ou de outro. E chamou demasiado a atenção e despertou demasiadas críticas, e não é isso que você quer em uma guerra deste tipo.
Dado o fracasso de Guantánamo, o que vai acontecer com os futuros terroristas capturados em combate pelos EUA? Ou serão mortos no próprio local de combate (take no prisoners), ou enviados para países árabes onde serão torturados (Obama disse que não vai fazer, mas sabe-se que esse pessoal diz uma coisa e faz outra), ou terão direito à proteção legal sob as leis americanas, quer dizer, mais direitos do que teriam em seus países. Isso, naturalmente, apenas estimulará novos ataques terroristas. De fato, grande parte dos presos de Guantánamo que já foram liberados voltaram a realizar atos terroristas. É claro. E por que não? Têm a simpatia mundial, e até aquela do presidente dos EUA. Por ora todos celebram e se sentem bonzinhos e puros. Mas se houver um novo ataque terrorista nos EUA, pode ter certeza que a coisa vai feder pro lado de Obama. Não espere que os terroristas sejam bonzinhos, não.
No outro dia, na Califórnia mesmo, um pobre coitado foi condenado a 15 anos de prisão por ter roubado 100 dólares. Não há nenhuma organização de direitos humanos preocupada com ele. Khalid Sheik Mohammed, um dos planejadores dos ataques de 11 de setembro, ainda está aguardando julgamento, e já tem pessoal de direitos humanos querendo defender essa escória, alegando que foi torturado com waterboarding. Se foi, é até pouco. Cadeira elétrica pra ele!
Mas Guantánamo não é o problema. Guantánamo é apenas uma oportunidade genial para todos os bem-pensantes posarem de bonzinhos. Ora, até acredito que os países supostamente mais civilizados tenham que dar o exemplo e agir de modo a minimizar perdas civis, não realizar tortura, respeitar as leis e convenções, ter prisões melhores etcétera. O que incomoda é que a coisa seja sempre de um só lado. Requer-se sempre o máximo de EUA, Israel e países europeus. Já Hamas, Fidel, Chávez, FARC, Al-Qaeda e todo esse pessoal podem torturar e matar sem julgamento. O Hamas agora mesmo está torturando e matando dezenas de palestinos acusados de colaboradores. E nem um pio da mídia! E os Hamasianos ainda são celebrados como vítimas. Vítimas o escambau! Se querem que Israel, EUA e demais países ocidentais respeitem direitos humanos, devem começar eles dando o exemplo. Ou não?
Pensem um pouco: Guantánamo está localizado em Cuba, a poucos quilômetros de onde centenas de presos políticos ainda apodrecem nas prisões fétidas de Fidel Castro! Perto dessas prisões - ou de quase qualquer outra prisão no Terceiro Mundo - Camp Delta é um spa para terroristas estressados descansarem do stress da jihad.
Como resolver o problema dos presos de Guantánamo, na minha opinião? Simples. Chamem o Jack Bauer, o Capitão Nascimento e o Chuck Norris.
E, enquanto eles resolvem a situação, nós pacifistas podemos dar as mãos e cantar em rodinha:
Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma.
Y antes de morirme quiero.
Echar mis versos del alma.
Guantanamera,
Guajira Guantanamera
Guantanameeeeeeraaaa
Guajira guantanamera...
Guantánamo representou uma solução provisória a um problema relativamente novo: entidades não-estatais multinacionais que lutam contra países soberanos. Alguns reclamam que os prisioneiros do Camp Delta em Guantánamo Bay não tenham o status nem de criminosos nem de prisioneiros de guerra. De fato, não são nem uma coisa nem outra. Sendo estrangeiros, não têm direito algum à proteção sob a Constituição Americana. Mas, como nem Al-Qaeda nem nenhum grupo terrorista assinou a Convenção de Genebra, tampouco são prisioneiros de guerra legítimos.
Foi Guantánamo um erro? Provavelmente. Deixou os prisioneiros num limbo legal, o que não é muito bom de um jeito ou de outro. E chamou demasiado a atenção e despertou demasiadas críticas, e não é isso que você quer em uma guerra deste tipo.
Dado o fracasso de Guantánamo, o que vai acontecer com os futuros terroristas capturados em combate pelos EUA? Ou serão mortos no próprio local de combate (take no prisoners), ou enviados para países árabes onde serão torturados (Obama disse que não vai fazer, mas sabe-se que esse pessoal diz uma coisa e faz outra), ou terão direito à proteção legal sob as leis americanas, quer dizer, mais direitos do que teriam em seus países. Isso, naturalmente, apenas estimulará novos ataques terroristas. De fato, grande parte dos presos de Guantánamo que já foram liberados voltaram a realizar atos terroristas. É claro. E por que não? Têm a simpatia mundial, e até aquela do presidente dos EUA. Por ora todos celebram e se sentem bonzinhos e puros. Mas se houver um novo ataque terrorista nos EUA, pode ter certeza que a coisa vai feder pro lado de Obama. Não espere que os terroristas sejam bonzinhos, não.
No outro dia, na Califórnia mesmo, um pobre coitado foi condenado a 15 anos de prisão por ter roubado 100 dólares. Não há nenhuma organização de direitos humanos preocupada com ele. Khalid Sheik Mohammed, um dos planejadores dos ataques de 11 de setembro, ainda está aguardando julgamento, e já tem pessoal de direitos humanos querendo defender essa escória, alegando que foi torturado com waterboarding. Se foi, é até pouco. Cadeira elétrica pra ele!
Mas Guantánamo não é o problema. Guantánamo é apenas uma oportunidade genial para todos os bem-pensantes posarem de bonzinhos. Ora, até acredito que os países supostamente mais civilizados tenham que dar o exemplo e agir de modo a minimizar perdas civis, não realizar tortura, respeitar as leis e convenções, ter prisões melhores etcétera. O que incomoda é que a coisa seja sempre de um só lado. Requer-se sempre o máximo de EUA, Israel e países europeus. Já Hamas, Fidel, Chávez, FARC, Al-Qaeda e todo esse pessoal podem torturar e matar sem julgamento. O Hamas agora mesmo está torturando e matando dezenas de palestinos acusados de colaboradores. E nem um pio da mídia! E os Hamasianos ainda são celebrados como vítimas. Vítimas o escambau! Se querem que Israel, EUA e demais países ocidentais respeitem direitos humanos, devem começar eles dando o exemplo. Ou não?
Pensem um pouco: Guantánamo está localizado em Cuba, a poucos quilômetros de onde centenas de presos políticos ainda apodrecem nas prisões fétidas de Fidel Castro! Perto dessas prisões - ou de quase qualquer outra prisão no Terceiro Mundo - Camp Delta é um spa para terroristas estressados descansarem do stress da jihad.
Como resolver o problema dos presos de Guantánamo, na minha opinião? Simples. Chamem o Jack Bauer, o Capitão Nascimento e o Chuck Norris.
E, enquanto eles resolvem a situação, nós pacifistas podemos dar as mãos e cantar em rodinha:
Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma.
Y antes de morirme quiero.
Echar mis versos del alma.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Intervalo comercial
Amigos, este blog e seu autor andam meio curtos de grana. Com exceção de uma alma caridosa, ninguém está pagando o dízimo, e o governo federal gastou toda sua verba de propaganda com a Carta Capital, portanto decidi apelar para anúncios pagos. O anúncio seguinte é um lançamento exclusivo da rede de roupas militares do Hamas (Bebê não incluído).
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Virgindade à venda
Não sei bem o que pensar desta história, portanto peço a ajuda aos colegas comentaristas.
A estudante Natalie Dylan (nome falso), de 22 anos, colocou sua virgindade à venda no eBay. Não é o primeiro caso, mas é o que obteve maior publicidade. Os lances mais altos já chegaram a 3 milhões de dólares.
O mais engraçado é que a moça pretende utilizar o dinheiro para pagar a sua faculdade e se tornar uma "Terapeuta de Família e Casamentos". Valores familiares...
A graça da história não acaba aí. Ela foi inspirada no projeto pela sua irmã, uma terapeuta recém-formada, que pagou seus estudos prostituindo-se por três semanas em um bordel.
Prostitutas sempre existiram e sempre existirão, portanto não há nada de novo nesta história, fora o uso da Internet para a promoção e o valor excessivo dado ao produto. 3 milhões por uma noite de sexo?
Por outro lado, talvez a novidade seja a glamurização da prostituição, seja como opção de carreira ou como mero bico temporário. No Brasil, é claro, isso não é nenhuma novidade. A história de Bruna Surfistinha está aí para provar (aliás, desde que a moça abandonou a prostituição, seu blog virou um dos mais entediantes da internet mundial, provando que sexo vende qualquer coisa mesmo.)
É interessante observar os comentários que ilustram um artigo sobre a virgem prostituta: os libertários afirmam que, se ela vende e há quem compre, não há problema algum; os conservadores tradicionais reclamam da decadência da sociedade, que levou a uma completa inversão de valores morais; os esquerdistas afirmam que é tudo culpa do capitalismo, que transforma até a virgindade em mercadoria; as feministas aplaudem e dizem que o casamento é uma forma de prostituição muito maior.
Só um comentarista faz a pergunta - cadê os pais dessas garotas? (Sei que a garota é "di maior" e não precisa de autorização, mas não consigo imaginar pais que achariam a ideia de todo normal - se bem que talvez eles sejam pais "liberais" e estejam patrocinando a jogada e fiquem ainda com a metade do dinheiro.)
A estudante Natalie Dylan (nome falso), de 22 anos, colocou sua virgindade à venda no eBay. Não é o primeiro caso, mas é o que obteve maior publicidade. Os lances mais altos já chegaram a 3 milhões de dólares.
O mais engraçado é que a moça pretende utilizar o dinheiro para pagar a sua faculdade e se tornar uma "Terapeuta de Família e Casamentos". Valores familiares...
A graça da história não acaba aí. Ela foi inspirada no projeto pela sua irmã, uma terapeuta recém-formada, que pagou seus estudos prostituindo-se por três semanas em um bordel.
Prostitutas sempre existiram e sempre existirão, portanto não há nada de novo nesta história, fora o uso da Internet para a promoção e o valor excessivo dado ao produto. 3 milhões por uma noite de sexo?
Por outro lado, talvez a novidade seja a glamurização da prostituição, seja como opção de carreira ou como mero bico temporário. No Brasil, é claro, isso não é nenhuma novidade. A história de Bruna Surfistinha está aí para provar (aliás, desde que a moça abandonou a prostituição, seu blog virou um dos mais entediantes da internet mundial, provando que sexo vende qualquer coisa mesmo.)
É interessante observar os comentários que ilustram um artigo sobre a virgem prostituta: os libertários afirmam que, se ela vende e há quem compre, não há problema algum; os conservadores tradicionais reclamam da decadência da sociedade, que levou a uma completa inversão de valores morais; os esquerdistas afirmam que é tudo culpa do capitalismo, que transforma até a virgindade em mercadoria; as feministas aplaudem e dizem que o casamento é uma forma de prostituição muito maior.
Só um comentarista faz a pergunta - cadê os pais dessas garotas? (Sei que a garota é "di maior" e não precisa de autorização, mas não consigo imaginar pais que achariam a ideia de todo normal - se bem que talvez eles sejam pais "liberais" e estejam patrocinando a jogada e fiquem ainda com a metade do dinheiro.)
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Design
Agradeço aos caros colegas que recentemente linkaram ou indicaram o Blog do Mr X. Estão todos já ali no Blogroll, é claro. Agradecimentos especiais ao Avolio, ao Nemerson, ao pessoal do Blogbis.
Mudando brevemente do terrorismo para temas mais amenos: o que aconteceria se os publicitários atuais criassem o sinal de trânsito "PARE"? A resposta está no vídeo abaixo:
Mudando brevemente do terrorismo para temas mais amenos: o que aconteceria se os publicitários atuais criassem o sinal de trânsito "PARE"? A resposta está no vídeo abaixo:
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