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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Petróleofobia

Uma coisa que os esquerdistas e ecofascistas americanos sempre reclamam é do "Big Oil": as supostamente terríveis e gananciosas companhias de petróleo, que destróem a Boa Natureza em nome do Malvado Lucro, e que são responsáveis por todas as guerras. Pior que a "Big Oil", só os maçons e os sionistas.



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A marcha do milhão

Aproximadamente um milhão de pessoas (são os números oficiais) marcharam em Washington contra o governo de Obama, contra os impostos e contra os políticos em geral. A mídia americana praticamente silenciou a respeito, dando apenas uma que outra nota menor. Articulistas de esquerda acusaram os manifestantes de racistas. Outros acusaram a marcha de ser financiada por escusos interesses de grandes corporações. (O que lembrou-me um artigo revisionista de Mino Carta sobre a Marcha com Deus e Família pela Liberdade de 64, caracterizando-a como "altamente financiada pela CIA, multinacionais e grandes empresas brasileiras e insuflada pela mídia e padres americanos". Para a esquerda, as suas manifestações (muitas vezes pagas) são sempre espontâneas. As dos outros são sempre insufladas, e o povo que marcha não sabe o que faz.)

De qualquer modo, foi um protesto curioso: não pedindo "mais direitos", ou "ajuda para nossa categoria", ou "que o governo faça alguma coisa", mas, justamente o contrário: pedem que o governo não faça nada. Querem menos governo. Algo deveras extraordinário.

Obama não anotou o recado. Segue falando que "eles não podem nos deter". Eles quem, cara pálida? O povo, ora. O mesmo povo ao qual ele supostamente quer dar "saúde pública". Continua Obama: "Não perderei tempo com aqueles que querem acabar com o projeto de saúde pública", disse o narcissist-in-chief. Bela democracia! Eis a mais clara demonstração que os socialistas, por mais light que sejam, jamais estão a serviço do povo, mas sim de si mesmos e de seus amigos de uma elite supostamente esclarecida. Um pouco mais e Obama vai ficar parecendo o equatoriano Rafael Correa, que declarou: "Cuando yo critico a un medio de comunicación es atentado a la libertad de expresión. Entonces cuando critican al presidente de la República es atentado a la democracia."

Quem diria: os comunistas têm medo do povo?






quinta-feira, 2 de abril de 2009

Careful what you wish for

Há uma preocupante onda de sentimento "anti-capitalista" no mundo, na verdade propagada pela mídia e pelos políticos.

Com a crise econômica, banqueiros, empresários e investidores de Wall Street são os vilões. Em Londres, protestos contra a reunião do G20 terminaram com confrontos com a polícia. Curiosamente, a maioria dos manifestantes usava celulares, iPods, roupas da moda. Em resumo, filhos mimados do capitalismo que se rebelam contra o pai.

A propaganda do aquecimento global também coloca misteriosos empresários e industriais capitalistas como vilões, que estupram o planeta em nome da "ganância". Nada é dito sobre o fato de que regimes socialistas e países subdesenvolvidos são os que menos preservam e mais destróem o ambiente natural.

Nota-se no rosto dos jovens manifestantes o ódio e a rebeldia, o desejo de confronto. Embora não seja certo que a Europa se torne islâmica (levaria ao menos cem anos), é muito provável que antes disso - e na América Latina já estamos lentamente a caminho - surjam novos governos autoritários para conter o crescente caos social. Afinal, depois de toda grave crise econômica costumam surgir governos autoritários. Se não acredita, pense nas crises de 1929 e 1973 e lembre o que veio depois.

Então esses jovens finalmente poderão receber as pauladas que tanto desejam.