Não tenho tempo para posts mais longos, afinal estou muito ocupado assistindo às Olimpíadas, mas queria fazer um breve comentário. Está sendo bem interessante assistir a estes Jogos Olímpicos! A cerimônia de abertura, uma celebração meio brega da medicina socializada e do multiculturalismo, com direito a casal de negro e mulata representando a Inglaterra (são apenas 3% da população do país), deixou claro que já nem dá pra se fazer uma cerimônia em país ocidental que não contenha ao menos alguma mensagem progressista -- perdi, mas parece que teve beijo lésbico também. Esses esquerdistas estragam tudo! Não lembro que em 2008 os chineses tenham perdido tempo com isso...
Bom, mas eu gostei de assistir à ginástica feminina. O time americano é aliás bem multicultural: uma judia, uma escocesa, uma que parece meio latina (ou asiática?), uma de origem libanesa, uma negra. Uma das treinadoras é asiática também. Reflexo do Império Multicultural que o EUA viraram, e que por bem ou por mal parecem querem impor como exemplo ao resto do mundo. Bom, de qualquer modo, as moças fizeram tudo muito bem! Venceram com justiça as atrapalhadas russinhas, todas monocromaticamente loiras. Afinal, não era concurso de Miss!
Eu vivo espinafrando o multiculturalismo e o multiracialismo, mas eles certamente têm as suas vantagens. Por exemplo, no esporte. Afinal, é sabido que certos grupos étnicos têm maior vantagem genética em certas atividades físicas. Por exemplo, os melhores corredores de 100 metros rasos são quase sempre negros, e os melhores maratonistas são quase todos etíopes, egípcios ou somalis. Por outro lado, devido à sua massa corporal, negros não são tão bons na natação (embora haja um nadador negro no time americano que não é ruim). E assim por diante.
Tendo grande disponibilidade de atletas de todas as origens étnicas, bem como tradição, infra-estrutura e muito dinheiro para treinar os melhores, os EUA podem vencer em praticamente qualquer categoria esportiva!
Já a China tem uma proposta diversa. Uma das nadadoras, a jovem Ye Shiwen de apenas 16 anos, em uma de suas participações nadou mais rápido até do que alguns nadadores masculinos. Portanto, foi acusada de doping. Será mesmo? Não duvido, afinal não seria a primeira vez que a China é pega usando drogas ilegais em seus atletas, mas acho que talvez o furo seja mais embaixo. Penso que a China poderia estar utilizando a seleção artificial e até mesmo a engenharia genética para criar atletas mais perfeitos!
OK, pode ser que não aconteceu ainda agora, e a chinesinha certamente tem talento, mas acho que em breve vai acontecer. Pense um pouco: além da vocação e do treino, Michael Phelps tem certas características físicas que o tornam um bom nadador. Tais características poderiam ser facilmente repetidas através da inseminação artificial seletiva, como se faz com os cães, ou mesmo com a clonagem e a manipulação de genes. Que isso acontecesse em uma sociedade democrática, é difícil de imaginar. Mas, em uma sociedade autoritária como a chinesa, haveria bem menos problemas éticos. Aliás, ninguém nem precisaria saber! O estudioso Richard Lynn acredita que a China em breve se dedicará à eugenia através da engenharia genética. Bem, eu não acho que isso se utilize na população como um todo, por razões práticas, financeiras e quem sabe éticas, mas um programa neo-eugênico para desenvolver os melhores nadadores, corredores ou ginastas, não estaria fora do alcance. Nas próximas décadas, é bem provável que seja isso mesmo o que acontecerá.
Por enquanto, a luta nestes jogos é entre o Império multicultural e a China bombada. Quem vencerá?
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Bio-hackers
Um tema diferente hoje. Por acaso, um artigo chamou minha atenção para o fenômeno dos "bio-hackers", ou os hackers do mundo da engenharia genética. Inspirados pelos hackers do mundo da computação, só que trabalhando com o código genético, eles querem tirar a engenharia genética das mãos dos laboratórios especializados da Big Farm e trazê-la ao alcance do homem comum.
As grandes revoluções no mundo da informática foram realizadas longe das grandes empresas, por jovens que nem terminaram seus estudos. É possível que, da mesma forma, uma revolução biogenética comece na garagem de algum bio-nerd.
A maioria de nós associa a manipulação genética a histórias de horror, novos doutores Mengele e Frankenstein. Mas quem disse que precisa ser assim? O DNA é uma linguagem como qualquer outra, e logo poderá ser utilizada em "novas aplicações", algumas das quais poderão salvar vidas. Bactérias que curam câncer? Quem sabe...
O problema mesmo vai ser quando a manipulação genética começar a mexer com o genoma humano. Se já há calafrios quando proteínas do leite humano são adicionadas ao leite das vacas, imagine quando alguém decidir modificar o código genético de seres humanos. Porém, a questão persiste: se fosse possível tornar o homem menos violento e mais inteligente através de uma pequena mudança genética, deveríamos fazê-lo? E se fosse possível escolher a raça ou a futura orientação sexual do seu bebê, isso seria bom ou ruim?
Bem, está aí a Lei de Murphy que nos deveria deixar sempre com um saudável pé atrás. Por outro lado, sou a favor de colocar o conhecimento ao alcance de todos, ao invés de torná-lo monopólio do Estado ou de pequenos grupos poderosos.
Aliás, para quem não sabe, o MIT oferece cursos online grátis (em inglês) para quem não pode ir à famosa universidade mas quer estudar robótica, computação ou até genética.
As grandes revoluções no mundo da informática foram realizadas longe das grandes empresas, por jovens que nem terminaram seus estudos. É possível que, da mesma forma, uma revolução biogenética comece na garagem de algum bio-nerd.
A maioria de nós associa a manipulação genética a histórias de horror, novos doutores Mengele e Frankenstein. Mas quem disse que precisa ser assim? O DNA é uma linguagem como qualquer outra, e logo poderá ser utilizada em "novas aplicações", algumas das quais poderão salvar vidas. Bactérias que curam câncer? Quem sabe...
O problema mesmo vai ser quando a manipulação genética começar a mexer com o genoma humano. Se já há calafrios quando proteínas do leite humano são adicionadas ao leite das vacas, imagine quando alguém decidir modificar o código genético de seres humanos. Porém, a questão persiste: se fosse possível tornar o homem menos violento e mais inteligente através de uma pequena mudança genética, deveríamos fazê-lo? E se fosse possível escolher a raça ou a futura orientação sexual do seu bebê, isso seria bom ou ruim?
Bem, está aí a Lei de Murphy que nos deveria deixar sempre com um saudável pé atrás. Por outro lado, sou a favor de colocar o conhecimento ao alcance de todos, ao invés de torná-lo monopólio do Estado ou de pequenos grupos poderosos.
Aliás, para quem não sabe, o MIT oferece cursos online grátis (em inglês) para quem não pode ir à famosa universidade mas quer estudar robótica, computação ou até genética.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A fórmula de Deus
O cientista Stephen Hawking encontrou Deus. Não, não virou um born-again Christian depois de ser curado da sua paralisia por um pastor evangélico, ao menos até onde sei. Mas desenvolveu uma teoria.
Segundo Hawking, a ciência estaria próxima de encontrar uma espécie de Grande Teoria Unificadora, isto é, uma teoria que explicaria a origem do universo e o comportamento de todas as partículas. Trata-se da M-Theory, que os físicos de plantão (Bruno?) talvez possam explicar para os leigos já que eu não entendo patavinas.
De qualquer modo, o aspecto físico é o que menos importa. O aspecto metafísico é que dá pausa para reflexão.
O que eu sempre me perguntava desde criança era o seguinte: ou-quei, o Universo segue certas leis, por exemplo a lei da gravidade que informa que os objetos na Terra caem a uma velocidade (aceleração) de 9.8 m/s2. A questão é por quê? Por que tal aceleração e não outra? Aliás, por que existe a gravidade? Por que as coisas não podem flutuar? Por que o Universo tem essas leis e não outras?
Aparentemente, segundo Hawkings, as leis do universo são essas simplesmente porque não poderiam ser outras. Uma fórmula matemática perfeita demonstraria que as coisas são assim porque é o único modo em que o Universo poderia existir. Para Hawkings, Deus não está morto como sugeria Nietzsche: Ele apenas jamais nasceu. O Universo criou-se a si mesmo. Ou, melhor dizendo, o Universo é seu próprio Deus.
Tal idéia é bizarra para a nossa mente, que não consegue conceber conseqüências sem causa. Como assim, o Universo criou-se a si mesmo? Como? Por quê? Se nada existia antes, por que algo passou a existir? O Universo tem consciência?
O argumento de Hawkings parece aproximar-se um pouco do panteísmo dos antigos gregos. Ou seja, não há nada de novo sob o sol. Mas é uma boa desculpa para continuar com o velho mas sempre interessante debate entre ciência e religião.
E afinal, Deus existe ou não? Saberemos em breve, amigos. Muito em breve.
Segundo Hawking, a ciência estaria próxima de encontrar uma espécie de Grande Teoria Unificadora, isto é, uma teoria que explicaria a origem do universo e o comportamento de todas as partículas. Trata-se da M-Theory, que os físicos de plantão (Bruno?) talvez possam explicar para os leigos já que eu não entendo patavinas.
De qualquer modo, o aspecto físico é o que menos importa. O aspecto metafísico é que dá pausa para reflexão.
O que eu sempre me perguntava desde criança era o seguinte: ou-quei, o Universo segue certas leis, por exemplo a lei da gravidade que informa que os objetos na Terra caem a uma velocidade (aceleração) de 9.8 m/s2. A questão é por quê? Por que tal aceleração e não outra? Aliás, por que existe a gravidade? Por que as coisas não podem flutuar? Por que o Universo tem essas leis e não outras?
Aparentemente, segundo Hawkings, as leis do universo são essas simplesmente porque não poderiam ser outras. Uma fórmula matemática perfeita demonstraria que as coisas são assim porque é o único modo em que o Universo poderia existir. Para Hawkings, Deus não está morto como sugeria Nietzsche: Ele apenas jamais nasceu. O Universo criou-se a si mesmo. Ou, melhor dizendo, o Universo é seu próprio Deus.
Tal idéia é bizarra para a nossa mente, que não consegue conceber conseqüências sem causa. Como assim, o Universo criou-se a si mesmo? Como? Por quê? Se nada existia antes, por que algo passou a existir? O Universo tem consciência?
O argumento de Hawkings parece aproximar-se um pouco do panteísmo dos antigos gregos. Ou seja, não há nada de novo sob o sol. Mas é uma boa desculpa para continuar com o velho mas sempre interessante debate entre ciência e religião.
E afinal, Deus existe ou não? Saberemos em breve, amigos. Muito em breve.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Petróleofobia
Uma coisa que os esquerdistas e ecofascistas americanos sempre reclamam é do "Big Oil": as supostamente terríveis e gananciosas companhias de petróleo, que destróem a Boa Natureza em nome do Malvado Lucro, e que são responsáveis por todas as guerras. Pior que a "Big Oil", só os maçons e os sionistas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Os neandertais entre nós
A notícia não foi muito divulgada, o que é curioso, já que se trata de algo bastante revolucionário. Geneticistas descobriram que grande parte da humanidade (mais precisamente, os não-africanos) ainda possui genes dos neandertais (Homo neandertalensis), em proporção de 1% a 4%. Isso significa que, após saírem da África, alguns homo sapiens cruzaram com neandertais, absorvendo alguns de seus genes. Ou seja, os neandertais não estariam ainda de todo extintos, vivendo parcialmente entre nós.
Os neandertais, humanóides que ocupavam o continente europeu e parte do Oriente Médio, ficaram com fama de truculentos e burros. A palavra virou sinônimo de pessoa agressiva ou inculta. Mas, na realidade, eles tinham capacidade cranial maior do que o homo sapiens. Eram mais inteligentes? Apesar do cérebro maior, pareceria que não. As evidências arqueológicas indicam que não tinham instrumentos mais desenvolvidos do que os dos homo sapiens da mesma época, e de fato estariam até mais atrasados. Fora que o próprio fato de não terem sobrevivido, ao contrário do sapiens, indicaria que tinham menores habilidades. Alguns argumentam que o problema dos neandertais seria mesmo a dificuldade de articular linguagem, e por isso terminaram sendo dizimados pelos sapiens, apesar de serem fisicamente mais fortes. Seja como for, é uma discussão interessante.
O que é lamentável mesmo é que este blog está sendo tomado pelos neandertais (no mau sentido). É bizarro como certas pessoas são obcecadas com um certo tema, e terminam alugando o blog para expor seus repetitivos pensamentos. Primeiro o Tiago, depois a Ana Cláudia, agora um certo A Pátria. Nada contra leitores com idéias contrárias às minhas, ou mesmo contrárias à maioria do establishment, ou até mesmo polêmicas. Mas leitores que tendem a colocar as culpas de tudo em um certo grupo, ou que utilizam o blog para exorcizar seus fantasmas pessoais ou promover suas utopias delirantes terminam por incomodar e espantar o resto. Certos assuntos, como o estalinismo explícito ou o antisemitismo invocado, ou ataques pessoais a outros escritores ou comentaristas, dizem mais sobre os problemas psicológicos de seus autores do que sobre o tema em discussão. Este é um blog contrário ao comunismo e a favor da existência de Israel (vejam a figurinha ao lado). Descontentes são bem-vindos, mas também são convidados a procurar outro local mais adequado às suas idéias caso não se sintam à vontade. A Internet é vasta.
Os neandertais, humanóides que ocupavam o continente europeu e parte do Oriente Médio, ficaram com fama de truculentos e burros. A palavra virou sinônimo de pessoa agressiva ou inculta. Mas, na realidade, eles tinham capacidade cranial maior do que o homo sapiens. Eram mais inteligentes? Apesar do cérebro maior, pareceria que não. As evidências arqueológicas indicam que não tinham instrumentos mais desenvolvidos do que os dos homo sapiens da mesma época, e de fato estariam até mais atrasados. Fora que o próprio fato de não terem sobrevivido, ao contrário do sapiens, indicaria que tinham menores habilidades. Alguns argumentam que o problema dos neandertais seria mesmo a dificuldade de articular linguagem, e por isso terminaram sendo dizimados pelos sapiens, apesar de serem fisicamente mais fortes. Seja como for, é uma discussão interessante.
O que é lamentável mesmo é que este blog está sendo tomado pelos neandertais (no mau sentido). É bizarro como certas pessoas são obcecadas com um certo tema, e terminam alugando o blog para expor seus repetitivos pensamentos. Primeiro o Tiago, depois a Ana Cláudia, agora um certo A Pátria. Nada contra leitores com idéias contrárias às minhas, ou mesmo contrárias à maioria do establishment, ou até mesmo polêmicas. Mas leitores que tendem a colocar as culpas de tudo em um certo grupo, ou que utilizam o blog para exorcizar seus fantasmas pessoais ou promover suas utopias delirantes terminam por incomodar e espantar o resto. Certos assuntos, como o estalinismo explícito ou o antisemitismo invocado, ou ataques pessoais a outros escritores ou comentaristas, dizem mais sobre os problemas psicológicos de seus autores do que sobre o tema em discussão. Este é um blog contrário ao comunismo e a favor da existência de Israel (vejam a figurinha ao lado). Descontentes são bem-vindos, mas também são convidados a procurar outro local mais adequado às suas idéias caso não se sintam à vontade. A Internet é vasta.
Discurso civilizado.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Eu, Robô
Às vezes acho que eu deveria falar menos sobre política e fazer um blog só sobre ciência, tecnologia e comportamento. O texto sobre os seres alienígenas, afinal, foi o que terminou suscitando maior discussão ultimamente. Além disso, agora que o Mídia Sem Máscara passou a reproduzir alguns artigos daqui, confesso que, apesar de honrado e agradecido, começo a me sentir algo preocupado.
Jamais passou pela minha cabeça ser uma espécie de "porta-voz" do conservadorismo, da direita, ou qualquer coisa no estilo. A verdade é que, ao contrário de outros articulistas que já escrevem com certezas prontas, eu tenho cada vez menos certezas. Não sei nem mesmo mais qual é a minha ideologia. É por isso que, não sei se perceberam, grande parte dos títulos dos artigos aqui terminam com pontos de interrogação. São perguntas, não afirmações. Não sei de nada, e não tenho intenção de fazer propaganda ou de "conscientizar" ninguém de coisa alguma. Vejo-me, modestamente, mais como um simples observador atônito da loucura mundial, escrevendo para tentar entender.
Portanto -- robôs.
A ficção científica falou muito sobre eles, mas, hoje, eles são uma realidade. Ainda não são os andróides de "Blade Runner" ou de "O Exterminador do Futuro", mas pouco a pouco há avanços bastante impressionantes.
É no Japão, onde o envelhecimento populacional e a crise demográfica são um fato cada vez mais marcante, que os robôs apresentam maiores avanços. Eles se dão em dois tipos: os robôs "humanóides" e os robôs funcionais.
Já há restaurantes de fast-food no Japão em que robôs conseguem preparar o prato sozinhos. Imagine se essa moda chegasse nos EUA: não sobraria um único mexicano. A verdade é que, não tendo muitos imigrantes (legais ou ilegais), o Japão se arranja com tecnologia.
Mais fascinantes ainda são os robôs "atores", ou actróides. Robôs com características faciais humanas, projetados para se relacionar com o público. Já fiz um post, tempos atrás, sobre eles. Aqui um link para um desses vídeos, de uma andróide bastante sexy.
Finalmente, os japoneses também estão experimentando com o desenvolvimento da capacidade de aprendizado em robôs. Eis um vídeo bastante perturbador de um "bebê robô" que, em teoria, teria a inteligência de um menino de um ano e a capacidade de aprender.
Mas nem todos os avanços vêm do Japão. Dos EUA e de Israel vêm vários protótipos de robôs militares, prontos a ingressar no campo de batalha: o robô-cachorro, o Petman ou robô-caminhador, e o robô-cobra. Some-se a isso os UAVs (Unmaned Aerial Vehicles) controlados por controle remoto, e temos a possibilidade de atacar e destruir completamente um acampamento inimigo sem colocar em risco a vida de um único soldado humano.
Será que a existência de robôs cada vez mais sofisticados não vai trazer problemas também? É bem possível. Por um lado, reduzindo a oferta de emprego manual e mesmo na indústria de serviços, que cada vez mais será realizado por máquinas. Pelo outro, causando uma séria dependência tecnológica nas pessoas.
Afinal, já vivemos em um mundo em que dependemos massivamente de aparelhos eletrônicos. A nossa interação com a inteligência artificial, ainda que limitada, já existe, na forma de sistemas telefônicos automatizados ou de diversos tipos de software. Neste curioso mundo de hoje, muitas vezes, o virtual importa mais do que o real. Vejam por exemplo este triste caso de um jovem casal coreano: por terem ficado viciados em cuidar de um bebê virtual, terminaram negligenciando seu bebê real, que morreu de inanição.
Ainda estamos longe do tempo em que os robôs precisarão ser inculcados com o respeito às três leis da robótica. Mas talvez não tão longe assim.
Atualização: Não me entendam mal. Eu gosto do Mídia sem Máscara. Acho que eles realizam um serviço essencial, dar voz a uma causa que quase não tem voz no Brasil atual. E não sou necessariamente tão libertário, não tanto quanto já fui. Aceito grande parte do pensamento conservador, embora tenha algumas dúvidas. Talvez seja só modéstia, é só que eu não me vejo como um articulista "sério", não tenho formação em Filosofia ou História e muito do que escrevo aqui são "chutes", meras observações desde este país chamado USA. Mas gosto de escrever sobre qualquer coisa, sejam robôs, alienígenas ou política internacional, não sempre artigos que tenham a ver com o MSM ou sob uma ótica necessariamente conservadora. De qualquer modo, não é como se a MSM estivesse me pautando, afinal eles escolhem os artigos que mais tenham a ver com seu site, e eu continuo aqui escrevendo sobre tudo um pouco. Portanto, agradeço ao pessoal da MSM pela divulgação. É isso.
Jamais passou pela minha cabeça ser uma espécie de "porta-voz" do conservadorismo, da direita, ou qualquer coisa no estilo. A verdade é que, ao contrário de outros articulistas que já escrevem com certezas prontas, eu tenho cada vez menos certezas. Não sei nem mesmo mais qual é a minha ideologia. É por isso que, não sei se perceberam, grande parte dos títulos dos artigos aqui terminam com pontos de interrogação. São perguntas, não afirmações. Não sei de nada, e não tenho intenção de fazer propaganda ou de "conscientizar" ninguém de coisa alguma. Vejo-me, modestamente, mais como um simples observador atônito da loucura mundial, escrevendo para tentar entender.
Portanto -- robôs.
A ficção científica falou muito sobre eles, mas, hoje, eles são uma realidade. Ainda não são os andróides de "Blade Runner" ou de "O Exterminador do Futuro", mas pouco a pouco há avanços bastante impressionantes.
É no Japão, onde o envelhecimento populacional e a crise demográfica são um fato cada vez mais marcante, que os robôs apresentam maiores avanços. Eles se dão em dois tipos: os robôs "humanóides" e os robôs funcionais.
Já há restaurantes de fast-food no Japão em que robôs conseguem preparar o prato sozinhos. Imagine se essa moda chegasse nos EUA: não sobraria um único mexicano. A verdade é que, não tendo muitos imigrantes (legais ou ilegais), o Japão se arranja com tecnologia.
Mais fascinantes ainda são os robôs "atores", ou actróides. Robôs com características faciais humanas, projetados para se relacionar com o público. Já fiz um post, tempos atrás, sobre eles. Aqui um link para um desses vídeos, de uma andróide bastante sexy.
Finalmente, os japoneses também estão experimentando com o desenvolvimento da capacidade de aprendizado em robôs. Eis um vídeo bastante perturbador de um "bebê robô" que, em teoria, teria a inteligência de um menino de um ano e a capacidade de aprender.
Mas nem todos os avanços vêm do Japão. Dos EUA e de Israel vêm vários protótipos de robôs militares, prontos a ingressar no campo de batalha: o robô-cachorro, o Petman ou robô-caminhador, e o robô-cobra. Some-se a isso os UAVs (Unmaned Aerial Vehicles) controlados por controle remoto, e temos a possibilidade de atacar e destruir completamente um acampamento inimigo sem colocar em risco a vida de um único soldado humano.
Será que a existência de robôs cada vez mais sofisticados não vai trazer problemas também? É bem possível. Por um lado, reduzindo a oferta de emprego manual e mesmo na indústria de serviços, que cada vez mais será realizado por máquinas. Pelo outro, causando uma séria dependência tecnológica nas pessoas.
Afinal, já vivemos em um mundo em que dependemos massivamente de aparelhos eletrônicos. A nossa interação com a inteligência artificial, ainda que limitada, já existe, na forma de sistemas telefônicos automatizados ou de diversos tipos de software. Neste curioso mundo de hoje, muitas vezes, o virtual importa mais do que o real. Vejam por exemplo este triste caso de um jovem casal coreano: por terem ficado viciados em cuidar de um bebê virtual, terminaram negligenciando seu bebê real, que morreu de inanição.
Ainda estamos longe do tempo em que os robôs precisarão ser inculcados com o respeito às três leis da robótica. Mas talvez não tão longe assim.
Atualização: Não me entendam mal. Eu gosto do Mídia sem Máscara. Acho que eles realizam um serviço essencial, dar voz a uma causa que quase não tem voz no Brasil atual. E não sou necessariamente tão libertário, não tanto quanto já fui. Aceito grande parte do pensamento conservador, embora tenha algumas dúvidas. Talvez seja só modéstia, é só que eu não me vejo como um articulista "sério", não tenho formação em Filosofia ou História e muito do que escrevo aqui são "chutes", meras observações desde este país chamado USA. Mas gosto de escrever sobre qualquer coisa, sejam robôs, alienígenas ou política internacional, não sempre artigos que tenham a ver com o MSM ou sob uma ótica necessariamente conservadora. De qualquer modo, não é como se a MSM estivesse me pautando, afinal eles escolhem os artigos que mais tenham a ver com seu site, e eu continuo aqui escrevendo sobre tudo um pouco. Portanto, agradeço ao pessoal da MSM pela divulgação. É isso.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Não fale com aliens
Há uma discussão interessante levantada pelo físico Stephen Hawkings, que afirmou que talvez não seria boa idéia tentar contatar os alienígenas (como faz o programa SETI). Afinal, segundo ele, ao descobrir nossa presença, os E.T.s poderiam querer nos destruir.
Há duas teorias sobre os extraterrestres, ao menos segundo os filmes de ficção científica. A primeira é que os E.T.s são malvados que, após terem destruído o seu próprio planeta, viriam à Terra para saquear seus recursos e exterminar seus habitantes. (Em alguns casos, os humanos e seu sangue fresco é que são os recursos que eles precisam). Pense em "Guerra dos Mundos", ou "Independence Day."
A segunda teoria é que os E.T.s são seres iluminados, bonzinhos, e que viriam à Terra para nos dar bons conselhos e nos ajudar com sua tecnologia superior. Pense em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", ou "O Dia em que a Terra Parou".
Ambas as teorias pressupõe que os alienígenas são seres muito superiores intelectualmente e tecnologicamente. A única versão que lembro que modificava um pouco essa premissa foi a do recente filme "District-9", onde os alienígenas são meio burros, e tratados pelos humanos com desprezo como imigrantes interplanetários indesejáveis. Um pouco como os mexicanos no Arizona.
Se existem ou não seres inteligentes fora da Terra, não sabemos. (E às vezes há dúvida se existe vida inteligente dentro da Terra também). Tampouco sabemos que intenção teriam se um dia chegassem aqui. Não penso que necessitariam saquear os recursos da Terra. Uma civilização tão avançada a ponto de poder viajar quase à velocidade da luz certamente não teria problemas em manipular os átomos e criar diretamente tudo o que precisasse (na própria Terra já se está chegando perto disso), ou então colonizar e terraformar diversos planetas. Por outro lado, tampouco acredito que teriam a intenção de dividir seus conhecimentos tecnológicos com uma espécie (potencial) rival, e muito menos dar conselhos espirituais -- para isso já temos o Paulo Coelho.
Penso, na verdade, que eles nos veriam como baratas ou formigas, seres irrelevantes mas aos quais tampouco valeria a pena exterminar. Viriam à Terra como quem faz uma visita ao zoológico.
É claro que a outra opção é que estejamos sós no Universo, e que tudo isto sejam meras especulações sem sentido. Snif, snif.
Há duas teorias sobre os extraterrestres, ao menos segundo os filmes de ficção científica. A primeira é que os E.T.s são malvados que, após terem destruído o seu próprio planeta, viriam à Terra para saquear seus recursos e exterminar seus habitantes. (Em alguns casos, os humanos e seu sangue fresco é que são os recursos que eles precisam). Pense em "Guerra dos Mundos", ou "Independence Day."
A segunda teoria é que os E.T.s são seres iluminados, bonzinhos, e que viriam à Terra para nos dar bons conselhos e nos ajudar com sua tecnologia superior. Pense em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", ou "O Dia em que a Terra Parou".
Ambas as teorias pressupõe que os alienígenas são seres muito superiores intelectualmente e tecnologicamente. A única versão que lembro que modificava um pouco essa premissa foi a do recente filme "District-9", onde os alienígenas são meio burros, e tratados pelos humanos com desprezo como imigrantes interplanetários indesejáveis. Um pouco como os mexicanos no Arizona.
Se existem ou não seres inteligentes fora da Terra, não sabemos. (E às vezes há dúvida se existe vida inteligente dentro da Terra também). Tampouco sabemos que intenção teriam se um dia chegassem aqui. Não penso que necessitariam saquear os recursos da Terra. Uma civilização tão avançada a ponto de poder viajar quase à velocidade da luz certamente não teria problemas em manipular os átomos e criar diretamente tudo o que precisasse (na própria Terra já se está chegando perto disso), ou então colonizar e terraformar diversos planetas. Por outro lado, tampouco acredito que teriam a intenção de dividir seus conhecimentos tecnológicos com uma espécie (potencial) rival, e muito menos dar conselhos espirituais -- para isso já temos o Paulo Coelho.
Penso, na verdade, que eles nos veriam como baratas ou formigas, seres irrelevantes mas aos quais tampouco valeria a pena exterminar. Viriam à Terra como quem faz uma visita ao zoológico.
É claro que a outra opção é que estejamos sós no Universo, e que tudo isto sejam meras especulações sem sentido. Snif, snif.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Criminosos infelizes
Digamos que um sujeito estrangule uma moça grávida, depois de estuprá-la e espancá-la. Agora acrescente o seguinte detalhe: o criminoso teve uma infância infeliz. Quando era criança, morava na miséria, era abusado por seu tio, e sua mãe lhe batia com o ferro de passar.
O assassino deve ter uma pena menor por causa disso? O sofrimento pregresso de algum modo é um atenuante? Já que ele sofreu antes não deve sofrer depois?
Ou digamos que um criminoso roube um carro, no processo arrastando um menino de seis anos pelas ruas. Mas é pobre, jamais teve um tostão. Não seria a sua situação social a que o leva a cometer o crime?
Na verdade, nem a vida pregressa do cidadão nem sua condição socioeconômica deveriam interessar uma pinóia. Cometeu crime? Cadeia! Sei de muitas pessoas que tiveram infâncias difíceis e nem por isso saíram por aí matando e assaltando. E a maioria dos pobres não rouba ou mata só por ser pobre.
Se o assassino tivesse matado o tio que abusava dele, isso talvez poderia ser alegado em sua defesa; se tivesse roubado um pão para comer, poderia-se quem sabe entender; mas em casos em que a vítima não tem qualquer relação com os problemas psicológicos ou sociais do criminoso, como imputar a conduta criminosa a causas psicológicas ou sociais?
No entanto, muitos juízes parecem discordar de mim. Alguns parecem mesmo achar que a vítima é que tem culpa, por ter muito, ou por andar por onde não devia.
Há ainda a hipótese de que os criminosos, se pertencerem a minorias oprimidas, também deveriam receber uma redução de pena. É o caso de Rudy Guede, onde, provavelmente por ser um imigrante da Costa do Marfim, o assassino confesso recebeu uma pena menor do que os cúmplices (uma garota branca americana e um garoto branco europeu). Ou o caso de um gay que matou os pais e diz que a razão é que eles não aceitavam sua homossexualidade. Agora exige que o juiz que julgue a causa seja gay, pois só assim para ser compreendido.
Não duvido que obtenha seu desejo. A tendência dos progreçistas é ver o criminoso sempre como um coitadinho, humilhado pelo sistema.
O problema é que aí a vítima e seus familiares pagam duas vezes: a primeira quando ocorre o crime, a segunda quando seus apelos são ignorados e os criminosos são liberados com penas irrisórias. No Brasil, chega a ser ridículo: criminoso algum podem ficar mais de 30 anos presos, mesmo que tenha organizado um genocídio em seu quintal.
Mas considere esta última hipótese: e se os "verdadeiros culpados" pelo crime não fossem as "causas sociais" nem a "infância infeliz", mas os genes? Saiba que agora mesmo, na Itália, pela primeira vez na história um assassino teve a pena reduzida por - de acordo com os advogados que se basearam em estudos de geneticistas - ter um gene que causaria a predisposição à violência, o tal MAOA.
E se houvesse mesmo um gene do crime? O que ocorreria com a noção de Justiça? Afinal, o criminoso poderia sempre alegar: "não fui eu, foram os meus genes". Assim como hoje alega que foi sua infância infeliz ou sua pobreza.
Seriam então os criminosos tratados com medicamentos anticrime, em vez de cadeia, como em Laranja Mecânica? Mas isso já ocorre com os criminosos com transtornos mentais. Muitas vezes são liberados nas ruas, com a mera condição de que continuem tomando suas pílulas, o que nem sempre acontece (e aí voltam a matar).
Mas pode um gene realmente induzir alguém a cometer crimes? Mesmo que alguém tenha predisposição à violência, isso não deveria levá-lo necessariamente a se tornar um assassino. É mais provável que o criminoso seja influenciado por uma complexa série de fatores, que incluiriam sua predisposição genética, inteligência (baixa - é mito que os criminosos sejam inteligentes), aspectos econômicos, sociais e culturais, educação, formação moral e religiosa, e nível de testosterona.
Mas tudo isso é irrelevante, é claro.
Afinal, enquanto criminosos reais são perdoados ou têm as penas reduzidas por razões genéticas, multiculturais ou sociais, enfim, coitadismo, a Justiça progreçista preocupa-se mesmo é com sujeitos que mandam emails racistas ou fazem acusações politicamente incorretas. Esses sim são seres perigosos que devem ser punidos com o máximo rigor da lei.
O assassino deve ter uma pena menor por causa disso? O sofrimento pregresso de algum modo é um atenuante? Já que ele sofreu antes não deve sofrer depois?
Ou digamos que um criminoso roube um carro, no processo arrastando um menino de seis anos pelas ruas. Mas é pobre, jamais teve um tostão. Não seria a sua situação social a que o leva a cometer o crime?
Na verdade, nem a vida pregressa do cidadão nem sua condição socioeconômica deveriam interessar uma pinóia. Cometeu crime? Cadeia! Sei de muitas pessoas que tiveram infâncias difíceis e nem por isso saíram por aí matando e assaltando. E a maioria dos pobres não rouba ou mata só por ser pobre.
Se o assassino tivesse matado o tio que abusava dele, isso talvez poderia ser alegado em sua defesa; se tivesse roubado um pão para comer, poderia-se quem sabe entender; mas em casos em que a vítima não tem qualquer relação com os problemas psicológicos ou sociais do criminoso, como imputar a conduta criminosa a causas psicológicas ou sociais?
No entanto, muitos juízes parecem discordar de mim. Alguns parecem mesmo achar que a vítima é que tem culpa, por ter muito, ou por andar por onde não devia.
Há ainda a hipótese de que os criminosos, se pertencerem a minorias oprimidas, também deveriam receber uma redução de pena. É o caso de Rudy Guede, onde, provavelmente por ser um imigrante da Costa do Marfim, o assassino confesso recebeu uma pena menor do que os cúmplices (uma garota branca americana e um garoto branco europeu). Ou o caso de um gay que matou os pais e diz que a razão é que eles não aceitavam sua homossexualidade. Agora exige que o juiz que julgue a causa seja gay, pois só assim para ser compreendido.
Não duvido que obtenha seu desejo. A tendência dos progreçistas é ver o criminoso sempre como um coitadinho, humilhado pelo sistema.
O problema é que aí a vítima e seus familiares pagam duas vezes: a primeira quando ocorre o crime, a segunda quando seus apelos são ignorados e os criminosos são liberados com penas irrisórias. No Brasil, chega a ser ridículo: criminoso algum podem ficar mais de 30 anos presos, mesmo que tenha organizado um genocídio em seu quintal.
Mas considere esta última hipótese: e se os "verdadeiros culpados" pelo crime não fossem as "causas sociais" nem a "infância infeliz", mas os genes? Saiba que agora mesmo, na Itália, pela primeira vez na história um assassino teve a pena reduzida por - de acordo com os advogados que se basearam em estudos de geneticistas - ter um gene que causaria a predisposição à violência, o tal MAOA.
E se houvesse mesmo um gene do crime? O que ocorreria com a noção de Justiça? Afinal, o criminoso poderia sempre alegar: "não fui eu, foram os meus genes". Assim como hoje alega que foi sua infância infeliz ou sua pobreza.
Seriam então os criminosos tratados com medicamentos anticrime, em vez de cadeia, como em Laranja Mecânica? Mas isso já ocorre com os criminosos com transtornos mentais. Muitas vezes são liberados nas ruas, com a mera condição de que continuem tomando suas pílulas, o que nem sempre acontece (e aí voltam a matar).
Mas pode um gene realmente induzir alguém a cometer crimes? Mesmo que alguém tenha predisposição à violência, isso não deveria levá-lo necessariamente a se tornar um assassino. É mais provável que o criminoso seja influenciado por uma complexa série de fatores, que incluiriam sua predisposição genética, inteligência (baixa - é mito que os criminosos sejam inteligentes), aspectos econômicos, sociais e culturais, educação, formação moral e religiosa, e nível de testosterona.
Mas tudo isso é irrelevante, é claro.
Afinal, enquanto criminosos reais são perdoados ou têm as penas reduzidas por razões genéticas, multiculturais ou sociais, enfim, coitadismo, a Justiça progreçista preocupa-se mesmo é com sujeitos que mandam emails racistas ou fazem acusações politicamente incorretas. Esses sim são seres perigosos que devem ser punidos com o máximo rigor da lei.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O fim da ciência?
Apenas um aparte, em tema a ser aprofundado em outro post, algum dia. Apesar de todo o elogio à ciência, será que ela não está em crise? Quer dizer, vivemos em um tempo em que a ciência muitas vezes é mais hype para conseguir verbas do que outra coisa. Segundo um artigo que não consigo agora encontrar, a ciência ocidental atual está ficando perigosamente parecida à ciência soviética, isto é, estudos feitos por razões políticas, mas sem um critério sempre objetivo, como na distorção do "aquecimento global".
Um comentarista em um blog por aí observou que em geral a coisa funciona da seguinte forma, espelhando um caso real que alguns devem lembrar:
1. Notícia em todos os jornais: "HÁ VIDA EM MARTE!!!"
2. Bem, evidência fóssil de vida em Marte.
3. Bem, evidência de algum tipo de bactéria em uma pedra marciana.
4. Na verdade, pequenas marcas que parecem mesmo ser o fóssil de uma bactéria encontrada em uma pedra marciana.
5. Quer dizer, a pedra na verdade foi encontrada na Terra, mas acreditamos que tenha vindo de Marte originalmente.
6. Puff! Verbas obtidas, silencia-se sobre o tema.
Os leitores lembrarão de dezenas de casos similares, como um busto de Cleópatra (ou era César?) encontado no rio Sena, ou previsões de que os oceanos iriam subir de nível no ano que vem.
Um comentarista em um blog por aí observou que em geral a coisa funciona da seguinte forma, espelhando um caso real que alguns devem lembrar:
1. Notícia em todos os jornais: "HÁ VIDA EM MARTE!!!"
2. Bem, evidência fóssil de vida em Marte.
3. Bem, evidência de algum tipo de bactéria em uma pedra marciana.
4. Na verdade, pequenas marcas que parecem mesmo ser o fóssil de uma bactéria encontrada em uma pedra marciana.
5. Quer dizer, a pedra na verdade foi encontrada na Terra, mas acreditamos que tenha vindo de Marte originalmente.
6. Puff! Verbas obtidas, silencia-se sobre o tema.
Os leitores lembrarão de dezenas de casos similares, como um busto de Cleópatra (ou era César?) encontado no rio Sena, ou previsões de que os oceanos iriam subir de nível no ano que vem.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A pilula da felicidade

Existe uma pílula da felicidade? O Fábio Marton passou um link para um website interessante, que parece saído de um romance de ficcção científica. É um grupo interessando em "paradise-engineering", isto é, na manipulação química do cérebro humano através de superdrogas, as quais não apenas terminariam com a angústia, o stress, a frustração como tornariam o cérebro mais potente, mais criativo e eventualmente permitiriam até obter a felicidade permanente.
Será que isso é possível? O argumento é que, sendo todo e qualquer sentimento mera química (dopamina, endorfina, etc.), não há razão para este não ser obtido através de drogas ou outros tipos de manipulação química. Sofrimento? Angústia? Pra quê? Tome Felizex.
Pessoalmente, confesso que, não sempre, mas em certas ocasiões, tenho certas tendências à depressão; ou melhor, nem chamaria de depressão, mas meramente de não-felicidade. É mais uma espécie de tédio com a vida, aquilo que os decadentistas franceses chamavam de ennui e os românticos ingleses de spleen. Existe uma pílula contra o ennui? Ou basta absinto?
Na verdade, como expliquei nos comentários lá embaixo (post sobre Huxley vs. Orwell), não creio muito que seja possível esse negócio de reengenharia mental:
As drogas não mudam o gênero humano, apenas alteram sua percepção e/ou comportamento, enfim, modificam a química do cérebro, mas não criam nada de novo. Talvez misturando-se com manipulação genética, mas mesmo assim, parece-me que a idéia de criar um ser melhor ou mais perfeito é inútil e impossível, ou só seria possível reduzindo a nossa consciência: isto é, transformando-nos em animais ou vegetais. São os cães ou as pulgas ou os rabanetes mais felizes do que nós? Acho que sim, se é que se pode chamar isso de felicidade.
Mas, mesmo aceitando que a felicidade perene nos humanos seja possível através do consumo de drogas sem qualquer efeito colateral (o que duvido, mesmo Prozac e similares causam diminuição da libido, por exemplo), é isso realmente benéfico?
Uma felicidade que independe completamente do nosso comportamento é realmente felicidade? E se a felicidade independe completamente do comportamento (basta tomar uma droga), para que mudar de comportamento?
Parece-me que a felicidade, como a pobreza, é um conceito meramente relativo. Comparamos constantemente com os outros ou conosco mesmos em outros períodos da vida.
Por outro lado, a depressão, quando ocorre, é de fato uma sensação que, ao menos em retrospecto, parece bastante inútil. Pergunto aos darwinianos presentes, em termos evolutivos, qual seria o valor da depressão? É um bug ou uma feature do ser humano? É possível erradicar a angústia existencial como outra doença qualquer?
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Quando a ciência vira marketing
A Ciência é idolatrada hoje em dia quase como um Deus. É o grande Oráculo, pai da Verdade Objetiva.
Não me entendam mal, sou pró-Ciência. Li Carl Sagan desde criancinha e sempre quis ser astrônomo. Talvez devesse ter seguido os conselhos do meu pai e ter virado cientista, ou vá lá, ao menos engenheiro. Acredito na Ciência. Acredito que seja mesmo a única forma de conhecimento objetivo sobre o mundo que nos cerca.
Mas o que acontece quando os cientistas mentem?
Tomemos a questão do "aquecimento global". O que sabemos ser verdade ou mentira nessa história? Alguns dos próprios cientistas envolvidos na pesquisa admitiram mentir ou exagerar para chamar a atenção. Alguns, alegando razões nobres - "é para salvar o planeta!" - outros, confessando abertamente que é para obter mais verbas. Eis a carta de uma cientista ao New York Times:
Outro exemplo: há grande hype hoje em torno da descoberta de um fóssil que, supostamente, indicaria a descoberta do famigerado "elo perdido" entre o homem e os primatas inferiores. Até o Google está comemorando o evento. Mas, se você ler o artigo e as reportagens com atenção, verá que na realidade, a descoberta não tem nada de miraculoso ou mesmo de tão inovador. O próprio cientista responsável admite ter criado o hype para obter verbas milionárias e até um acordo com um programa de TV.
No artigo acadêmico sério, é claro que os cientistas fazem questão de esclarecer que não existe "elo perdido" nenhum. Mas na reportagem para o New York Times, deixam passar as maiores exagerações para o ignorante público leigo, apenas para obter promoção:
Não me entendam mal, sou pró-Ciência. Li Carl Sagan desde criancinha e sempre quis ser astrônomo. Talvez devesse ter seguido os conselhos do meu pai e ter virado cientista, ou vá lá, ao menos engenheiro. Acredito na Ciência. Acredito que seja mesmo a única forma de conhecimento objetivo sobre o mundo que nos cerca.
Mas o que acontece quando os cientistas mentem?
Tomemos a questão do "aquecimento global". O que sabemos ser verdade ou mentira nessa história? Alguns dos próprios cientistas envolvidos na pesquisa admitiram mentir ou exagerar para chamar a atenção. Alguns, alegando razões nobres - "é para salvar o planeta!" - outros, confessando abertamente que é para obter mais verbas. Eis a carta de uma cientista ao New York Times:
It is no secret that a lot of climate-change research is subject to opinion, that climate models sometimes disagree even on the signs of the future changes (e.g. drier vs. wetter future climate). The problem is, only sensational exaggeration makes the kind of story that will get politicians’ — and readers’ — attention. So, yes, climate scientists might exaggerate, but in today’s world, this is the only way to assure any political action and thus more federal financing to reduce the scientific uncertainty.
MONIKA KOPACZ
Applied Mathematics and Atmospheric Sciences
Outro exemplo: há grande hype hoje em torno da descoberta de um fóssil que, supostamente, indicaria a descoberta do famigerado "elo perdido" entre o homem e os primatas inferiores. Até o Google está comemorando o evento. Mas, se você ler o artigo e as reportagens com atenção, verá que na realidade, a descoberta não tem nada de miraculoso ou mesmo de tão inovador. O próprio cientista responsável admite ter criado o hype para obter verbas milionárias e até um acordo com um programa de TV.
No artigo acadêmico sério, é claro que os cientistas fazem questão de esclarecer que não existe "elo perdido" nenhum. Mas na reportagem para o New York Times, deixam passar as maiores exagerações para o ignorante público leigo, apenas para obter promoção:
"Qualquer banda pop está fazendo a mesma coisa", disse Jorn H. Hurum, um cientista na Universidade de Oslo que adquiriu o fóssil e reuniu o grupo de cientistas que o estudou. "Qualquer atleta está fazendo a mesma coisa. Precisamos começar a pensar do mesmo modo na ciência."Quando a ciência vira marketing, boa coisa não é. Corre-se o risco de repetir o vexame do Homem de Piltdown.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gripe suína

A tal "gripe do porco" já matou 150 pessoas no México e contagiou umas 11 na Califórnia, e eu não estou me sentindo muito bem...
O avanço tecnológico impediu muitas epidemias graças aos esforços da medicina moderna. Ao mesmo tempo, o mesmo desenvolvimento gera o perigo maior de epidemias, cuja magnitude pode ser ampliada pelo crescimento das megalópoles, a globalização econômica e a migração constante.
A SARS e gripe do frango não vingaram, para tristeza dos jornalistas. Espera-se que esta não vingue também.
Afinal, a gripe suína vende jornais e serve ainda para a discussão política, como a questão da imigração. Obama, que está sob risco de ter contraído a gripe ao apertar a mão de um mexicano que morreu pouco depois (ou seria a Gripe Obâmica que o mexicano contraiu do presidente?), já garantiu que, aconteça o que acontecer, não fechará as fronteiras com o México. (É preciso ser Democrata para fazer certas declarações.)
A gripe espanhola de 1918 matou um número estimado entre vinte e cem milhões de pessoas, quase tantas quanto o Comunismo.
(Atchoink!)
terça-feira, 14 de abril de 2009
A face do crime
As recentes fotos de Phil Spector, condenado por homicídio, trouxeram de novo à minha mente as teorias de Cesare Lombroso. Segundo o estudioso italiano, o criminoso teria características inatas, hereditárias, e poderia ser identificado por uma série de aspectos físicos. Todo bandido, em suma, teria cara de bandido.
Embora a teoria tenha sido desacreditada, às vezes parece-me pensar que algo de razão ele tinha. Você não percebeu já como grande parte dos psicopatas tem cara de psicopata mesmo? E como os picaretas tem cara de picaretas? Observe esta galeria bizarra de fotos policiais, e veja se não é assim mesmo.
Embora a teoria tenha sido desacreditada, às vezes parece-me pensar que algo de razão ele tinha. Você não percebeu já como grande parte dos psicopatas tem cara de psicopata mesmo? E como os picaretas tem cara de picaretas? Observe esta galeria bizarra de fotos policiais, e veja se não é assim mesmo.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Rumo ao espaço sideral?
Em um blog por aí que agora esqueci, alguém fez uma observação que me pareceu interessante: ele diz que sempre, na história do mundo, as pessoas insatisfeitas com o sistema opressivo reinante, os perseguidos ou os desejosos de aventura e liberdade, terminavam migrando para fronteiras, regiões inexploradas, onde podiam começar do zero de novo. Foi assim com a viagem dos primeiros colonos para a América. Depois, a conquisda do Oeste. Etc, etc. (Ignorando o fato de que havia índios lá e tal, que é outra discussão que não interessa aqui).
Enfim, a conclusão é que o que falta, hoje, são mundos novos para conquistar ou para onde escapar. Digamos que a crise econômica ferre com tudo, que Europa vire islâmica e os EUA um governo socialista. Para onde migrar?
Simples: o espaço. Há projetos de terraformar e colonizar Marte. As viagens espaciais estão ficando mais econômicas, e a tecnologia avança a saltos. Em breve o que hoje é apenas sonho poderá tornar-se realidade.
Eu, acho que prefiro ficar por aqui mesmo.
Enfim, a conclusão é que o que falta, hoje, são mundos novos para conquistar ou para onde escapar. Digamos que a crise econômica ferre com tudo, que Europa vire islâmica e os EUA um governo socialista. Para onde migrar?
Simples: o espaço. Há projetos de terraformar e colonizar Marte. As viagens espaciais estão ficando mais econômicas, e a tecnologia avança a saltos. Em breve o que hoje é apenas sonho poderá tornar-se realidade.
Eu, acho que prefiro ficar por aqui mesmo.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ordem e progresso
Está tendo um debate bacana lá entre o Fábio e o Chesterton no Not Tupy: "Será Darwin de Direita?" Enquanto isso, neste mesmo miserável barraco, um leitor anônimo alguns posts abaixo avisa:
Eis o mistério da fé. Nosso amigo, seguidor de Comte (é, de fato, uma idéia que lembra o positivismo), não acredita em Deus mas acredita na teoria irracional de uma sociedade perfeita "altamente funcional e competitiva". Pois aviso o leitor de que a ciência e a tecnologia progridem, mas a humanidade não, ou ao menos não da mesma forma cumulativa. Esse é aliás o grande defeito do "progressismo", a idéia de que avançamos sempre a passos largos para uma sociedade cada vez mais tolerante, mais sarada, mais bonita, mais pacífica. Ora, não há garantia nenhuma disso. Além do mais, é óbvio que o avanço científico tampouco equivale necessariamente a melhora social - a ciência pode ser utilizada talvez até de modo melhor pelas tiranias. O extermínio nazista foi todo um triunfo tecnológico.
Ao contrário do que dizia Aristóteles, o homem não é um animal racional. Se daqui a 300 anos ninguém mais se matar em nome da religião, vai se matar em nome do seu time de futebol, que é aliás o que ocorre hoje em vários países. Ou em nome de simples controle de recursos naturais - causa de muito maior número de guerras do que qualquer religião. Ou então em nome de idéias, como a de uma sociedade atéia altamente funcional, ou igualitária, ou baseada na superioridade racial.
Pode-se ser ateu ou não, nada contra. Mas aceitemos ao menos que a religião está muito longe de ser o único aspecto de nossas vidas governado por uma crença irracional - isto é, algo que não pode ser, ou ao menos nunca foi - provado pela razão. As relações amorosas, a torcida por times de futebol, a crença de que o governo trabalha para o nosso bem, e a formação de espécies diferenciadas através da seleção natural são outros. ;-) (*)
(*) O Monsores tem razão, era uma piadinha sem graça mesmo.
Não se preocupem, seres idiotas que creem em deus... Essas crenças irracionais ainda vão durar muito tempo. Islã, judeus, cristãos, tudo gente irracional e estúpida que ainda vai matar muito por causa da religião. Mas tenha certeza: deus não existirá em 300 anos ... O avanço científico será a base para uma sociedade atéia altamente funcional e competitiva.
Eis o mistério da fé. Nosso amigo, seguidor de Comte (é, de fato, uma idéia que lembra o positivismo), não acredita em Deus mas acredita na teoria irracional de uma sociedade perfeita "altamente funcional e competitiva". Pois aviso o leitor de que a ciência e a tecnologia progridem, mas a humanidade não, ou ao menos não da mesma forma cumulativa. Esse é aliás o grande defeito do "progressismo", a idéia de que avançamos sempre a passos largos para uma sociedade cada vez mais tolerante, mais sarada, mais bonita, mais pacífica. Ora, não há garantia nenhuma disso. Além do mais, é óbvio que o avanço científico tampouco equivale necessariamente a melhora social - a ciência pode ser utilizada talvez até de modo melhor pelas tiranias. O extermínio nazista foi todo um triunfo tecnológico.
Ao contrário do que dizia Aristóteles, o homem não é um animal racional. Se daqui a 300 anos ninguém mais se matar em nome da religião, vai se matar em nome do seu time de futebol, que é aliás o que ocorre hoje em vários países. Ou em nome de simples controle de recursos naturais - causa de muito maior número de guerras do que qualquer religião. Ou então em nome de idéias, como a de uma sociedade atéia altamente funcional, ou igualitária, ou baseada na superioridade racial.
Pode-se ser ateu ou não, nada contra. Mas aceitemos ao menos que a religião está muito longe de ser o único aspecto de nossas vidas governado por uma crença irracional - isto é, algo que não pode ser, ou ao menos nunca foi - provado pela razão. As relações amorosas, a torcida por times de futebol, a crença de que o governo trabalha para o nosso bem, e a formação de espécies diferenciadas através da seleção natural são outros. ;-) (*)
(*) O Monsores tem razão, era uma piadinha sem graça mesmo.
sábado, 31 de janeiro de 2009
A farsa das células-tronco
Assim como o "aquecimento global" é vendido em nome da ciência como o grande perigo, as "células-tronco" tem a missão oposta de representar a grande salvação. Vários milagres (futuros) foram já imputados a este novo Santo dos tempos modernos, que fará os paralíticos voltarem a andar e os cegos voltarem a enxergar.
Os próprios cientistas sabem que isso é bobagem, é claro. Não existe cura milagrosa.
Um dos pesquisadores do National Health Institute norte-americano, aliás, afirmou exatamente isso, mas ressaltando que não corrigiu as simplificações da mídia porque, segundo ele, "o povo precisa de um conto de fadas. Uma história que seja simples de entender".
A ciência independente acabou. Hoje, tudo é política.
Os próprios cientistas sabem que isso é bobagem, é claro. Não existe cura milagrosa.
Um dos pesquisadores do National Health Institute norte-americano, aliás, afirmou exatamente isso, mas ressaltando que não corrigiu as simplificações da mídia porque, segundo ele, "o povo precisa de um conto de fadas. Uma história que seja simples de entender".
A ciência independente acabou. Hoje, tudo é política.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Darwin de chuteiras
Houve, dizem, três grandes revoluções científicas na Era Moderna: Einstein, Freud, Darwin. Einstein estava em grande parte certo, embora tenha dançado com a questão da física quântica. Freud influenciou a literatura e as artes, mas do ponto de vista científico errou quase tudo. E Darwin? Poucos hoje questionam Darwin. E, no entanto, é possível que ele estivesse apenas chutando em vez de fazer ciência de verdade. (Dica do Chesterton)
* * *
Um evento que é costumeiramente considerado prova da seleção natural é a história das traças Biston betularia, que mudaram de cor predominante do branco para o preto durante o início da Revolução Industrial. De fato, tal mudança ocorreu, e pode talvez ser explicada pelo processo de seleção natural, já que a camuflagem branca ou preta permitia a sobrevivência de uma ou outra traça de acordo com a variação ambiental. Um pequeno porém: não houve o surgimento de nenhuma espécie ou mesmo uma cor nova: tanto a traça branca quanto a preta já existiam, tudo o que ocorreu foi uma variação nas suas respectivas populações. E mesmo isso é debatido.
* * *
Por que os religiosos odeiam Darwin e vice-versa? Talvez porque o Darwinismo venha sendo distorcido como uma teoria de negação de Deus, quando esta teoria nada tem a ver com religião. Acho a teoria da evolução fascinante. No entanto, confesso ter alguns problemas com ela. Biólogos como Richard Dawkins explicam o surgimento de novas espécies como se fosse uma "corrida armamentista" entre predadores e presas. No entanto, o paradoxo é que a corrida armamentista entre os homens é fruto do design, não pode ser concebida como algo aleatório como é na seleção natural.
* * *
Talvez o nome "evolução" esteja errado. Se a evolução é de fato cega, se não tem nenhum propósito e é apenas um "relojoeiro cego", não há então uma verdadeira evolução. Quer dizer, não há um movimento de seres simples a seres cada vez mais complexos, mas apenas a randômica sobrevivência de um ser aqui e outro ali de acordo com o ambiente e mutações genéticas sem causa ou propósito. Se amanhã a raça humana for extinta por um asteróide, as baratas sobreviverão. Não quer dizer que sejam mais "evoluídas" do que nós. Não quer dizer que devam evoluir até tornar-se superbaratas gigantes. A complexidade não é necessariamente melhor do que a simplicidade.
* * *
Um evento que é costumeiramente considerado prova da seleção natural é a história das traças Biston betularia, que mudaram de cor predominante do branco para o preto durante o início da Revolução Industrial. De fato, tal mudança ocorreu, e pode talvez ser explicada pelo processo de seleção natural, já que a camuflagem branca ou preta permitia a sobrevivência de uma ou outra traça de acordo com a variação ambiental. Um pequeno porém: não houve o surgimento de nenhuma espécie ou mesmo uma cor nova: tanto a traça branca quanto a preta já existiam, tudo o que ocorreu foi uma variação nas suas respectivas populações. E mesmo isso é debatido.
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Por que os religiosos odeiam Darwin e vice-versa? Talvez porque o Darwinismo venha sendo distorcido como uma teoria de negação de Deus, quando esta teoria nada tem a ver com religião. Acho a teoria da evolução fascinante. No entanto, confesso ter alguns problemas com ela. Biólogos como Richard Dawkins explicam o surgimento de novas espécies como se fosse uma "corrida armamentista" entre predadores e presas. No entanto, o paradoxo é que a corrida armamentista entre os homens é fruto do design, não pode ser concebida como algo aleatório como é na seleção natural.
* * *
Talvez o nome "evolução" esteja errado. Se a evolução é de fato cega, se não tem nenhum propósito e é apenas um "relojoeiro cego", não há então uma verdadeira evolução. Quer dizer, não há um movimento de seres simples a seres cada vez mais complexos, mas apenas a randômica sobrevivência de um ser aqui e outro ali de acordo com o ambiente e mutações genéticas sem causa ou propósito. Se amanhã a raça humana for extinta por um asteróide, as baratas sobreviverão. Não quer dizer que sejam mais "evoluídas" do que nós. Não quer dizer que devam evoluir até tornar-se superbaratas gigantes. A complexidade não é necessariamente melhor do que a simplicidade.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Superstições contemporâneas
O Olavo de Carvalho, filósofo tão vilipendiado ultimamente, até que escreve coisas interessantes de vez em quando, mesmo para os que não seguem sua ideologia política ou estão pouco interessados nas eleições americanas. Leiam por exemplo este parágrafo:
Antigamente, o populacho acreditava em bruxas, duendes, anjos e demônios, dilúvios universais. Hoje em dia, graças ao cientificismo de nossa época, as alucinações adquiriram um caráter supostamente mais "científico" - e portanto, para os padrões de nossa época, mais "realista". Assim em vez de bruxas temos seres paranormais em laboratórios secretos da CIA; em vez de duendes temos ETs; em vez de dilúvios mandados por deuses para punir a cobiça humana, temos um "aquecimento global" enviado pela própria Terra para punir a cobiça humana, etc... Por baixo do ligeiro verniz "científico", podemos reconhecer as mesmas fantasias e medos de sempre.
E chegamos então ao pânico com o "criacionismo" e seu possível ensino nas escolas, pânico que chegou até ao Brasil e está contaminando todos os ateus e agnósticos do Oiapoque ao Massachussets. Ora, mas qual o problema afinal?
Confesso que acho um pouco exagerada toda essa preocupação com o seu possível ensino. Como se o ensino de ciências nas escolas fosse grande coisa, como se a maior parte das pessoas soubesse tudo de ciência e o criacionismo estivesse por arruinar tudo e nos fazer voltar à Idade das Trevas...
Quantas pessoas entendem realmente a teoria da seleção natural e da evolução, em todos os seus detalhes? Nem eu posso dizer que seja uma delas. E a quem isso faz diferença na vida cotidiana, fora a quem vai fazer pesquisa na área biológica ou genética? E essas pessoas certamente não vão aprender "criacionismo" na faculdade de ciências.
Então, não vejo como um problema assim tão grave a perspectiva que o criacionismo possa ser ensinado nas escolas. Já há tanta besteira anti-científica sendo ensinada ou passada por outros meios, inclusive a televisão. De fato, mesmo não sendo este ensinado nas escolas, muitas pessoas acreditam no criacionismo, e sua vida não é melhor ou pior por causa disso. Não acredito que com o seu ensino escolar a proporção mudaria muito mais.
Além disso, o Gênesis é meu livro preferido da Bíblia. Vejam que bacana este começo:
1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3 E disse Deus: Faça-se a luz; e fez-se a luz.
Não é preciso levar ao pé da letra, é claro. Ou mesmo acreditar. Não pretendo estimular o obscurantismo entre os meus poucos leitores. Mas certamente o criacionismo é mais fácil de entender do que a teoria de Darwin e seus seguidores, por mais correta que esta seja, e isso talvez explique sua permanência. Afinal, todos acreditamos em algo que não pode ser provado: até Dawkins acredita em deuses astronautas.
A partir do momento em que o universo cultural passou a girar em torno da tecnologia e das ciências naturais, com a exclusão concomitante de outras perspectivas possíveis, era inevitável que o imaginário das multidões fosse se limitando, cada vez mais, aos elementos que pudessem ser expressos em termos da ação tecnológica e dos conhecimentos científicos disponíveis. Gradativamente, tudo o que escape desses dois parâmetros vai perdendo força simbolizante e acaba sendo reduzido à condição de "produto cultural" ou "crença", sem mais nenhum poder de preensão sobre a realidade. O empobrecimento do imaginário é ainda agravado pela crescente devoção pública ao poder da ciência e da tecnologia, depositárias de todas as esperanças e detentoras, por isso mesmo, de toda autoridade. Isso não quer dizer que as dimensões supramateriais desapareçam de todo, mas elas só se tornam acessíveis ao imaginário popular quando traduzidas em termos de simbologia tecnológica e científica. Daí a moda da ficção científica, dos extraterrestres e dos deuses astronautas. Mas é claro que essa tradução não é uma verdadeira abertura para as dimensões espirituais, e sim apenas a sua redução caricatural à linguagem do imediato e do banal.
Antigamente, o populacho acreditava em bruxas, duendes, anjos e demônios, dilúvios universais. Hoje em dia, graças ao cientificismo de nossa época, as alucinações adquiriram um caráter supostamente mais "científico" - e portanto, para os padrões de nossa época, mais "realista". Assim em vez de bruxas temos seres paranormais em laboratórios secretos da CIA; em vez de duendes temos ETs; em vez de dilúvios mandados por deuses para punir a cobiça humana, temos um "aquecimento global" enviado pela própria Terra para punir a cobiça humana, etc... Por baixo do ligeiro verniz "científico", podemos reconhecer as mesmas fantasias e medos de sempre.
E chegamos então ao pânico com o "criacionismo" e seu possível ensino nas escolas, pânico que chegou até ao Brasil e está contaminando todos os ateus e agnósticos do Oiapoque ao Massachussets. Ora, mas qual o problema afinal?
Confesso que acho um pouco exagerada toda essa preocupação com o seu possível ensino. Como se o ensino de ciências nas escolas fosse grande coisa, como se a maior parte das pessoas soubesse tudo de ciência e o criacionismo estivesse por arruinar tudo e nos fazer voltar à Idade das Trevas...
Quantas pessoas entendem realmente a teoria da seleção natural e da evolução, em todos os seus detalhes? Nem eu posso dizer que seja uma delas. E a quem isso faz diferença na vida cotidiana, fora a quem vai fazer pesquisa na área biológica ou genética? E essas pessoas certamente não vão aprender "criacionismo" na faculdade de ciências.
Então, não vejo como um problema assim tão grave a perspectiva que o criacionismo possa ser ensinado nas escolas. Já há tanta besteira anti-científica sendo ensinada ou passada por outros meios, inclusive a televisão. De fato, mesmo não sendo este ensinado nas escolas, muitas pessoas acreditam no criacionismo, e sua vida não é melhor ou pior por causa disso. Não acredito que com o seu ensino escolar a proporção mudaria muito mais.
Além disso, o Gênesis é meu livro preferido da Bíblia. Vejam que bacana este começo:
1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3 E disse Deus: Faça-se a luz; e fez-se a luz.
Não é preciso levar ao pé da letra, é claro. Ou mesmo acreditar. Não pretendo estimular o obscurantismo entre os meus poucos leitores. Mas certamente o criacionismo é mais fácil de entender do que a teoria de Darwin e seus seguidores, por mais correta que esta seja, e isso talvez explique sua permanência. Afinal, todos acreditamos em algo que não pode ser provado: até Dawkins acredita em deuses astronautas.
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domingo, 5 de outubro de 2008
Esfriamento global
Joe Biden garantiu no debate que tinha certeza que o aquecimento global existia e era causado pelo homem. Curiosamente, dados recentes parecem indicar que o planeta agora está esfriando... As temperaturas de 2008 são as mais baixas desde 1975.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O fim do início do fim

O grande acelerador de partículas Hadron começou a funcionar. O blog, por se acaso, se despede. Afinal, o experimento de hoje pode causar o início do fim do mundo.
(Parece que é tudo culpa de um tal de Higgs Boson. Alguém o conhece?)
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