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sábado, 28 de abril de 2012

O papel das mulheres e do feminismo na crise da civilização ocidental


Exhibit A - No outro dia, em um hotel perto de onde moro, percebi um enxame de mulheres adolescentes acampadas, aguardando ansiosamente alguma coisa enquanto trocavam gritinhos excitados e mensagens de celular. Pouco depois, um grupo de jovens homens de alguma (para mim) totalmente desconhecida boy band saiu à porta do hotel, acenando. Caos e confusão seguiram-se, enquanto as jovens se atropelavam tentando aproximar-se e tirar fotos com seus ídolos.  

Exhibit B - Um dia antes da premiere de Twilight, com presença do ator principal, centenas de mulheres de todas as idades mas principalmente adolescentes faziam fila na frente do cinema. Iam passar a noite na rua em um dos dias mais frios do ano, tudo pela chance de chegar perto de seu amor.

Exhibit C - Em um trote que talvez poderia ser melhor definido como um experimento científico, um jovem americano, graças a um esperto estratagema, conseguiu fingir-se de famoso. Chegando sendo filmado e trazendo consigo uma claque de admiradores (na verdade, um grupo de amigos), e tendo espalhado rumores que se tratava do "famoso Thomas Elliot", supostamente ator em Spiderman e The Hunger Games, quase parou as compras em um shopping enquanto mulheres excitadas o seguiam, pediam autógrafo e tiravam fotos com ele.

O que estaria acontecendo? O comentário mais votado no vídeo do trote diz o seguinte:

O que estamos vendo em essência é o sistema LEK de acasalamento (mulheres competindo por alfas). É por isso que o patriarcado e a restrição na escolha sexual feminina é necessária. Se as mulheres são as que escolhem, a maioria escolhe trepar com très per cento dos homens, com o resultado que a maioria dos homens param de investir em filhos e na posteridade, e assim as sociedades que não restringem a escolha sexual feminina tendem a desaparecer. 

É fato que 90% das mulheres estão interessadas em 10% dos homens - os mais bonitos, os mais ricos, os mais poderosos ou então os mais fortes e agressivos. Por algum motivo, que deve ter a ver com a pré-história onde o importante era caçar mamutes e proteger a mulher de outros homens violentos, as mulheres são atraídas mais pela força do que pela inteligència, ainda que na sociedade atual a inteligència seja um fator mais importante para o sucesso do que a força bruta. Não importa - os nerds são universalmente desprezados pelas mulheres, e a única inteligência que é apreciada é aquela que se traduz em um gordo contracheque. (Isso também está por trás do emburrecimento coletivo do Ocidente).

Não é segredo para ninguém que as mulheres gostam de bad boys. Vejam aqui esta jovem que viajou da Alemanha para a Noruega e tentou invadir o tribunal para chegar perto do seu ídolo, de quem dizia ser namorada. Quem era o superstar por quem ela estava tão interessada? Isso mesmo, Anders Breivik, assasino de dezenas de adolescentes...

O problema é que o feminismo exacerbou essas tendèncias negativas femininas. Hoje grande parte das mulheres não depende mais financeiramente de homem nenhum, podendo então deixar de lado o casamento (que basicamente sempre foi um contrato, as mulheres davam sexo e filhos, os homens em troca proviam o seu sustento) e aproveitar a independência para caçar alfas. A série Sex and the City era mais ou menos sobre isso.

Em alguns casos, essa atitude das mulheres chega próxima da prostituição. Conheço uma jovem que está saindo com uma espécie de sheik árabe que a leva para passear em seu iate. O sheik é feio, mas seu dinheiro o torna bonito...

De qualquer modo, as mulheres parecem ter maior atração por estrangeiros do que os homens, e portanto tendem também a ser maiores fãs da imigração ilimitada, assim como tendem a ser mais de esquerda do que os homens. Já vi muitas louras esfregando-se luxuriosamente em negros e árabes nos nightclubs da cidade, mas o oposto - homens em busca de negras e árabes - é bem mais raro. Os homens Beta, desprezados pelas brancas, procuram são as asiáticas, vistas como mais submissas e tradicionais.

O feminismo e a revolução sexual foram assim, em resumo - ótimos para os alfas, péssimos para os betas, e para as mulheres uma vitória pírrica. Sim, enquanto há beleza e juventude a mulher bonita pode fazer o que quiser, mas e depois? Não sei se já aconteceu com você, mas comigo sim. Mulheres gostosas que quando eu tinha vinte anos não me davam nem a hora, quando passam dos trinta e ainda não casaram começam finalmente a se interessar. Quanto às mulheres beta, terminam solteiras e gordas sem jamais ter filhos, ou em muitos casos como maes solteiras sustentadas pelo Estado.

O problema é especialmente grave na América, onde as mulheres atingiram uma independência extrema e ao mesmo tempo, graças ao consumismo, são de uma superficialidade e de uma vapidez cultural sem igual, dando origem a um movimento masculinista e uma série de blogs chamados coletivamente de "manosphere". Recentemente tais blogs foram acusados pelo grupo esquerdista SPLC de serem "instigadores do ódio", o que significa que estão chamando a atenção. O famoso blog do Heartiste é um dos mais interessantes, mas também tem o Whiskeys Place, que observa a atual degradação do sistema como um todo. Um outro site de defesa do homem Beta é o Spearhead.

O problema principal é que com a hipergamia feminina a maioria dos homens perde mesmo o interesse em preservar o sistema. Preservar o quê, afinal? Para que ele vai trabalhar como um cão se ele não vai comer ninguém, ou se seu salário vai servir para pagar o welfare de estrangeiros que comerão as loiras gostosas enquanto ele fica na mão?

Qual a solução? Não acho que seja fazer com que as mulheres voltem à cozinha e percam a sua independência, mas claramente alguma coisa precisaria mudar para que os homens Beta, que são no fundo aqueles que mantém o status quo, voltem a se interessar na preservação da sociedade. Ou então a crise demográfica do Ocidente vai continuar.

Ou então, as culturas poligâmicas e machistas (como o islamismo) vencerão.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mulheres Guerreiras

Enquanto o famoso novo blog não vem (será que um dia virá?), comento duas notícias interessantes. Uma, a morte de uma correspondente de guerra americana em um bombardeio na Síria. Não conhecia a repórter. Provavelmente era de esquerda, mas escreveu um bom texto sobre a importância dos correspondentes de guerra.

Ela já havia perdido um olho em outra guerra, e desta vez entrou clandestinamente na Síria juntando-se a um grupo de militantes que protestavam contra o governo Assad, em meio a um momento de brutal repressão. Morreu junto a outros repórteres e fotógrafos estrangeiros, propositalmente atacados pelo regime. (Por muito menos, os americanos e franceses bombardearam Khadafi).

Bom, mas o conflito na Síria não me interessa aqui, apenas a psicologia da repórter. O que leva uma pessoa a arriscar a vida dessa forma? Ela explica algumas razões no discurso mencionado acima, mas não o essencial. Por que ela?

Fui procurar informações sobre sua vida pessoal. Americana, mas morando há muito na Inglaterra. Foi casada e divorciada duas vezes -- com o mesmo sujeito. Casou depois ainda uma terceira vez com um outro jornalista que por sua vez já fora casado outras quatro vezes e se suicidou, terminando a relação. Ela tinha cinqüenta anos. Não tinha filhos.

Não, não quero insinuar aqui, num momento de psicologia barata, que suas frustrações sentimentais a tivessem levado a participar desse tipo de vida -- aliás, é provavelmente o contrário. É certo que ter família e filhos tornaria mais difícil a participação em coberturas de guerra. Por outro lado, não sou como esses direitistas mais radicais que acham que mulher serve apenas para ter filhos e cuidar da cozinha. Sendo ela uma mulher independente sem filhos e sendo essa sua escolha de vida, não vejo muito problema. Acho até uma pessoa admirável. Só acho curioso.

Se mulheres correspondentes de guerra chamam a atenção, o que dizer de mulheres soldadas? Elas também existem, e em número crescente.

Não chegam a ser uma total novidade. É certo que sempre foram minoria, mas Joana do Arco liderou as tropas francesas quando ainda adolescente. Em países orientais como Índia e China várias mulheres guerreiras parecem ter tido importância histórica. Porém, na maior parte dos casos, a crença geral tem sido que as mulheres são demasiado preciosas para serem desperdiçadas como bucha de canhão.

O feminismo acredita que "homens e mulheres são iguais" e esteve por trás desse movimento que quer colocar mulheres na linha de frente das guerras -- e nem digo como repórteres, mas como soldadas mesmo. Porém, isso leva a situações bizarras, e aqui vem a segunda notícia que me interessou: leio que nos EUA, soldados americanos (homens), como parte de seu treinamento, são obrigados a utilizar barrigas e seios postiços para "empatizar" com as soldadas grávidas.

(Pausa para você recuperar o fôlego.)

Três perguntas surgem aí. A primeira é, "Hein?!". A segunda é, "O que mulheres grávidas estariam fazendo no exército?". A terceira é: "Xii, o que eles terão que fazer para empatizar com os soldados gays?"

É curioso: por um lado, dizerem que homens e mulheres são iguais, mas, por outro lado, para poderem acomodar mulheres em profissões perigosas (e tradicionalmente masculinas) como a de soldado, piloto ou bombeiro, dezenas de modificações tornam-se necessárias. Mas afinal, não eram iguais?

Alguns dizem que o verdadeiro interesse do movimento feminista não é o de equiparar as mulheres aos homens, mas sim o de feminizar os homens. Vendo o vídeo que acompanha a matéria sobre a empatia com soldadas grávidas, fico pensando que talvez eles tenham razão...


NOTA 1: post sobre temática racial serão sumariamente deletados. Há espaço para eles -- nos posts sobre raça (aliás, estou preparando um). Porém, não serão mais aceitos em posts que não falam do assunto.
NOTA 2: sei que prometi um blog novo, mas ainda não tive tempo; enquanto isso, vou postando ainda notas curtas por aqui, neste semi-moribundo blog.)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Multiculturalismo do bem e do mal

O multiculturalismo é bom ou é ruim? Depende da situação, e a quem você perguntar. No ambiente universitário, é supimpa. Pessoas inteligentes das mais variadas culturas. Conversações estimulantes em diversos idiomas. Variedade de restaurantes. Acima de certo nível intelectual, o multiculturalismo não é ou não parece tão ruim. Eu pelo menos me divirto.

Há ainda o multiculturalismo dos ricos, que inclui ter trabalhadores braçais baratos para cortar a grama do seu jardim, limpar sua piscina e juntar o cocô de seu cachorro de dia, e encontrar com diplomatas e príncipes de noite.

E há o multiculturalismo dos pobres. Recentemente, uma moça inglesa soltou o verbo no metrô contra os imigrantes. Foi um pouco vulgar, e provavelmente estava colocando em risco o seu filho, além de ensinar-lhe péssimos modos. Por outro lado, quem pode culpá-la totalmente? É fácil acusar os outros de "racistas" quando não se tem que aturar batuques de africanos na madrugada, venda de drogas por árabes na esquina de casa, prostituição de romenas duas quadras mais além, desemprego e aumento generalizado do crime. Os pobres são os que mais sofrem com o multiculturalismo, pois no fundo é isso o que significa para eles.

Nem sempre fui contra o multiculturalismo, e ainda hoje posso ver alguns de seus aspectos positivos. A primeira vez que visitei Londres fiquei encantado. Tanta gente de tantos povos, todos convivendo em paz!  Que cidade tão cosmopolita! (Naqueles tempos, a palavra nem era "multicultural", mas "cosmopolita.") Ainda hoje tenho respeito e curiosidade pelas pessoas de outras culturas, gosto de conhecer pessoas de outros países, e provavelmente jamais sairia gritando como a moça do vídeo.

Por outro lado, posso ver que o multiculturalismo, quando ocorre de forma massiva e especialmente entre a população de classe baixa, tem efeitos nefastos. Voltemos à moça: mesmo que a imigração não tivesse efeitos negativos e todos os povos se entendessem bem, não teria ela o direito de viver entre ingleses nativos, se assim o desejasse? O que é um país? Hoje em dia, qualquer coisa. Mas, originalmente, os países eram tribos, formados por grupos de pessoas geneticamente parecidas. Muitas vezes podemos reconhecer, só pelo rosto, quem é inglês, quem é italiano, quem é armênio (tenho uma amiga que é ótima em descobrir a origem da pessoa só pela fisionomia). Além disso, existe também uma série de fatores culturais que costumam definir cada nação. Sem isso, aquela piada sobre o inferno ser um lugar onde o cozinheiro é inglês, o humorista alemão, etc, nem existiria.

O discurso sobre a imigração dos países pobres aos ricos tem se dividido em duas partes: a direita a favor do assimilacionismo e a esquerda a favor do multiculturalismo. Assimilacionismo seria aceitar imigrantes mas de modo a que estes se adaptem à cultura ocidental; multiculturalismo seria não julgar nenhuma cultura como superior ou mesmo diferente da outra, mas que todas convivam juntas e separadas num mesmo local.

O multiculturalismo, por sua natureza, quase sempre dá lugar a conflitos tribais. O assimilacionismo claramente é uma solução melhor, mas implica que os imigrantes muçulmanos ou mexicanos (para dar um exemplo) tenham o interesse ou a capacidade de replicar e manter a cultura ocidental. Mas e se eles não tivessem tal interesse nem capacidade? E se eles preferirem replicar a sua própria cultura quando forem maioria?

Acho que é isso que muitos não entendem. A idéia de que todos vão simplesmente copiar o que é bom só porque é bom é ingênua.

Por outro lado, a verdade é que a Inglaterra de hoje não é nem multicultural e, se é assimilacionista, é ao contrário: o britânico é que tem que se assimilar!

Afinal, o que mais incomoda mesmo é o comportamento das autoridades britânicas. Sabem o que aconteceu com a moça do vídeo? Foi presa. Enquanto isso, três muçulmanas bêbadas que espancaram uma mulher britânica chamando-a de "puta branca" não foram presas porque, no entender do juiz, "devido à sua religião, não estavam acostumadas a ficar embriagadas".

É... Por outro lado, hoje é muito fácil encontrar bons restaurantes em Londres...

Londres, hoje.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Amores suicidas

Uma certa melancolia me invade às vezes, especialmente quando contemplo as relações amorosas e seus ocasionais resultados trágicos.

O blogueiro Sérgio de Biasi suicidou-se.

Nunca conheci o Sérgio, mas há tempos acompanhava O Indivíduo, desde quando ainda era uma parceria com o Pedro Sette, outro excelente escritor. Ele era pouco mais velho do que eu, fazia praticamente parte da mesma geração e, acho, tínhamos certas coisas em comum. 


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mulheres violentas

Chega de falar de raça, assassinos em massa e outros temas desagradáveis. Let's talk about sex, baby! Vamos falar sobre sexo e relações humanas. A pergunta do dia é: Será que a sociedade contemporânea está tornando as mulheres mais loucas e mais violentas?

Três casos recentes aqui na Califórnia de mulheres violentas chamaram a atenção da mídia. O mais comentado foi certamente o da mulher que cortou o pênis do marido e, pra não dar nem chance de reposição cirúrgica, jogou o órgão no triturador. Não se sabe o motivo, mas aparentemente tinha a ver com uma briga fútil sobre receber ou não visitas em casa. O casal já estava anteriormente em processo de divórcio e não tinha filhos. Eram casados há pouco mais de um ano, aliás. A mulher, aparentemente descontente com o divórcio, colocou uma droga no jantar do marido, o amarrou na cama e cortou o seu bilau. Para que tanta maldade? Vejam que doce de esposa:



Mas esse caso não é o único de uma mulher violenta causando graves danos ao marido ou parceiro. Recentemente, uma outra moça atropelou o namorado, duas vezes, simplesmente porque este ousou falar mal da mãe dela. Credo, agora é preciso gostar da sogra? Olhem a cara da queridinha:


E, finalmente, houve uma mulher que empurrou o marido da janela do décimo-sétimo andar após uma discussão. Ela estava grávida. Ele morreu. Segundo a reportagem, ela já batia no marido há algum tempo. Sim, ela era a violenta na relação. Pela foto, ela mais parece um anjinho incompreendido:


Alguns estudos parecem apontar que a violência feminina contra seus parceiros está aumentando. As estatísticas não mentem: há muito mais homens apanhando das mulheres do que há anos atrás. Vejam por exemplo o que anda acontecendo na Inglaterra, onde a violência feminina aumentou 400%, representando já quase a metade dos casos de violência doméstica. 

Mas qual o motivo? Tensão pré-menstrual permanente causada pelos hormônios inseridos nos alimentos processados? A mídia que mostra mulheres franzinas dando uma surra em homens fortões? Os videogames com heroínas como Lara Croft? Ou seria tudo culpa do feminismo? 

O feminismo certamente tornou as mulheres mais exigentes e mais chatas, mas não as tornou necessariamente mais felizes. Talvez essa frustração seja parte da causa da violência feminina. Ou será que haveria outras razões? A verdade é que a sociedade como um todo parece ter se tornado mais violenta nas últimas décadas, e portanto é possível que isso tenha terminado por contaminar também as mulheres. 

O problema é que o homem é por default quase sempre considerado o culpado, e portanto termina sendo discriminado nos tribunais. Nos divórcios e nas brigas pela guarda dos filhos, quase sempre quem sai ganhando é a esposa, mesmo que esta seja uma víbora sem coração. Como a mulher já não precisa de um homem para sustentá-la, ser mãe solteira pode ser um ótimo negócio.

É por isso que, ao menos nos EUA, surgiu um movimento e uma série de blogs e sites antifeministas para lutar pelos direitos do homem. Um deles é o Spearhead, mas há muitos outros. 

O fato é que, especialmente nos países mais desenvolvidos (onde, não por coincidência, o feminismo mais avançou) há um número cada vez maior de homens insatisfeitos, seja porque não conseguem uma esposa, seja porque esta o trai com um aluno, ou se divorcia em dois anos levando as crianças e todo o seu dinheiro, seja porque simplesmente as coisas não estão fáceis nas relações.

Já falamos sobre a questão dos homens "alfa" e "beta", mas não falamos sobre a hipergamia, que seria uma constante na psiquê feminina, exacerbada pela revolução sexual e pela independência financeira feminina. Basicamente, 80% das mulheres estão interessadas em 20% dos homens. Mas e os outros 80% dos homens, fazem o quê? Viram gays? Ah, acho que começo a entender o gayzismo...

A situação é especialmente terrível na China, onde a política estatal de permitir um só filho por casal gerou um grave desequilíbrio entre os sexos, já que as famílias preferem ter um filho homem e abortam as meninas. Hoje há apenas 40% de mulheres para 60% de homens. Mas, repito, essas poucas mulheres só estão interessadas em uma minoria desses muitos homens. Recentemente houve uma série de casos de homens solitários na China que mataram crianças em jardins de infância. Os casos, apesar de bárbaros, têm uma explicação: são homens que não se reproduziram que estão matando, por raiva, as crias dos outros. Acontece muito no mundo animal, por que não poderia acontecer no mundo humano também?

Por outro lado, não sou partidário de que a mulher volte ao tanque e à cozinha. Para mim o feminismo foi relativamente bom (afinal, sou alfa e estou entre os 20% de sortudos, ah ah): como diz o Chesterton, "It's Miller time!". A mulher trabalha e ajuda com as despesas, o homem pode descansar mais. Está certo que ainda não casei, e estaria mais do que na hora, mas aqui nos EUA com as überfeministas a situação está bem complicada para quem quer alguma coisa duradoura. Se a leitora Bárbara prometer não cortar o meu pênis, será que ela aceitaria ser a mãe dos meus filhos? 

Concluo com uma cena do filme mais doente já feito sobre a "vingança das feministas":

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Homem, o novo oprimido?

Um post curtinho, mas divertido. Um comercial da Bombril com a Marisa Orth parece estar causando polêmica no Brasil. No comercial, o marido é comparado a um cachorro babão que deve ser treinado a golpes no focinho.

Nos EUA, sociedade onde as mulheres estão ainda mais "evoluídas", não são novidade comerciais que mostram os maridos como bobalhões, atrabalhados, incompetentes, ridículos, etc. Cachorro é pouco: em um comercial da Sony, o marido é comparado a um cavalo; em outro, da Roomba, a um jumento.

O fato é que grande parte da televisão é feita para as mulheres, e a maioria dos produtos anunciados são dirigidos às mulheres também. Apesar de tudo o que se fala sobre a tal sociedade consumista, quem mais gosta de consumir são as mulheres. Talvez seja estereótipo, mas se é um estereótipo, é promovido pelas próprias mulheres.

Tudo bem. Mas por que as mulheres gostariam de comerciais que mostram seus maridos como losers?

Segundo os blogueiros neo-machistas americanos, tem a ver com homens "alfa" e "beta". Isto é, a mulher casa com o provedor "beta" que despreza, mas sonha mesmo é com o macho "alfa". O comercial seria uma forma de vingança psicológica das mulheres contra os seus "betas". 

Já segundo os conservadores cristãos, tem mais a ver com a perda de valores da sociedade contemporânea e a promoção do fim do casamento tradicional, da figura da mãe solteira, da mulher feminista independente que valoriza mais a carreira do que o casamento e os filhos, etc & blablablá. 

Seja como for, já há quem ache que os homens é que são a nova minoria discriminada da vez.

Eu não sei se é bem isso. Para falar a verdade, não achei o comercial com a Marisa Orth particularmente ofensivo, embora tampouco o tenha achado muito engraçado. Porém, protestar contra comerciais não me parece uma atitude demasiado "masculina"; os homens ficam mesmo parecendo bebês-chorões metrossexuais. No mais, pessoalmente, gosto de mulheres fortes e independentes, e em alguns relacionamentos talvez eu tenha seguido mesmo o estereótipo do homem trapalhão.

De qualquer forma, seguindo pesquisas, parece que tais comerciais estão alienando o público masculino sem necesariamente atrair mais o feminino, portanto talvez os marqueteiros devam revisar seus conceitos.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Alfas, Betas e Gamas: a Guerra dos Sexos no Século XXI

O leitor Chesterton deu a dica de um blog, por assim dizer, antifeminista. Eu já desde algum tempo acompanhava um blog americano de tema similar, ainda que bem mais sério e menos escrachado, que fala sobre a mesma questão: a perda do poder masculino no mundo pós-feminista. O blog americano discute o motivo pelo qual as mulheres urbanas americanas em geral odeiam mulheres Republicanas como Sarah Palin, Christine O'Donnel, etc, sem manifestar ódio igual pelos homens Republicanos. (A conclusão do blogueiro é que mulher costuma ser muito mais crítica de mulheres, e gosta é de votar em homem bonito e gostoso, independentemente de sua política, o que tambem explicaria a vitória de Obama sobre Hillary). Já o blog brazuca fala sobre a iminente chegada dos robôs sexuais femininos, que acabarão com a utilidade da mulher.

Exageros e delírios à parte, o que ambos blogs passam é um aparente ressentimento contra as mulheres modernas, e contra as mudanças sociais causadas pelo feminismo exacerbado.

Se vários blogueiros, nos EUA e no Brasil, falam sobre a mesma questão, não se trata de uma coincidência, mas de um fenômeno social real e palpável.

De fato, a grande conquista para as mulheres com o feminismo, ou quem sabe apenas com a pílula (da qual o feminismo foi apenas uma conseqüência) foi a independência financeira e sexual. As mulheres, não mais dependendo de um marido para seu sustento, poderiam ter a liberdade de escolher parceiros mais sarados e descolados, sem a preocupação de que estes tivessem que sustentá-las. Mas o que aconteceu? Quem ganhou e quem perdeu com essas mudanças?

Bom, a moda é falar em "alfas" e "betas". Alfas seriam os cafajestes gostosões, preferidos por 9 entre 10 mulheres. Homens fortes e bem-sucedidos que no entanto não ofereceriam estabilidade ou fidelidade. Já os betas seriam os homens mais sem-graça que, no entanto, com um emprego estável e boas intenções poderiam ser bons companheiros, embora sem a fonte de sexo selvagem, emoção e aventura proporcionada pelos alfas.

Pessoalmente, não gosto muito desse tipo de análise. Acho que funcionam bem para estudar o comportamento dos chimpanzés. Mas não somos chimpanzés. Como humanos, nossas relações são bastante mais complexas. E dividir os homens em apenas "alfas" e "betas" tira toda uma enorme graduação de deltas, gamas, etc, categorizando ainda as mulheres como sendo todas igualmente fúteis. E, além disso, com esse negócio de alfas e betas, onde é que fica o Amor na equação?

(Mr X, por baixo do seu aparente cinismo, é na verdade o último romântico, como sabem os poucos que lêem o Poema do Domingo).

Mas é verdade que o feminismo foi bom, digamos, para uns 20% dos homens (os tais alfas) e ruim para uns 80% (os tais betas), que hoje tem dificuldade em arranjar parceiras, ou acabam com relações que terminam em frangalhos e famílias disfuncionais. O feminismo foi bom para as mulheres? Aí também há motivo para discussão. Se permitiu maior independência e acesso a profissões até então proibidas, também é verdade que terminou por conduzir a uma maior insegurança e a um número enorme de mães solteiras.

É possível que o feminismo tenha sido, assim, o responsável pela conversão de algumas mulheres ao Islã, como comentei antes e agora a Dicta & Contradicta também comenta. Após uma vida "liberada" que termina sem relações duradouras, é natural a busca de consolo na religião. Mas por que voltar-se para o Islã e não para o Cristianismo, religião de seus antepassados? Minha teoria é que converter-se a uma religião estrangeira e polêmica é ainda uma forma de "rebeldia", de busca do exótico, quem sabe até dos alfas orientais. O Cristianismo é visto como uma religião careta e atrasada. O Islamismo é muito mais repressivo em termos de costumes, mas ainda tem o fascínio do "exótico". Mulher adora exotismo. E, se é verdade o que dizia Nelson Rodrigues, que mulher no fundo adora apanhar e ser dominada, então também o caráter repressivo e poligâmico do Islã joga a seu favor. Que ironia: as feministas foram queimar o sutiã e voltaram usando uma burca... 

Mulheres, não levam a mal este post. Eu nada tenho contra as mulheres e não sofro do mesmo ressentimento antifeminista, e, se alguma coisa deu errado em meus relacionamentos, jamais foi por culpa da mulher. Ainda assim, acho que é uma questão atual que precisa ser discutida. Há ainda mulheres lendo o blog? Sua opinião a respeito seria bem vinda.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Berlusconi, as mulheres e o Islã

Berlusconi, o político que os italianos adoram odiar, deve acreditar nas teorias que dizem que o poder é um afrodisíaco. Um improvável Don Giovanni, com sua calvície e seus já quase 75 anos, no entanto teve nos últimos anos uma série de badalados escândalos sexuais, desde festas com jovens modelos na sua residência a um recente caso suspeito com uma stripper marroquina menor de idade que atende pelo nome de "Ruby Rubacuori", ou Ruby Roubacorações.

Mas Berlusconi, que perdeu a esposa e pode perder o governo mas não perde a piada, saiu-se com esta: "melhor estar apaixonado por belas garotas do que ser gay." Hilariante. Conseguiu irritar esquerdistas, gays, feministas, intelectuais e quase toda a corja politicamente correta de uma tacada só.

No entanto, o que há de errado em seu pronunciamento? Se os gays são orgulhosos de serem gays, por que um heterossexual não pode ser igualmente orgulhoso? Do ponto de vista dos gays, é melhor estar apaixonado por belos rapazes do que ser hetero. Por que não vice-versa?

Enquanto isso, a cunhada do Tony Blair converteu-se ao islamismo. O curioso é que a tola sequer leu 60 páginas do Corão, e pouco parece saber sobre a religião em si. Tampouco converteu-se por casamento. O que explica a conversão?

Muito simples: queria aparecer. Feminista na juventude, a senhora parece ter tido uma crise de consciência após um divórcio penoso, vendo-se sozinha e desesperada. Acontece com muitas mulheres "liberadas", que posteriormente voltam-se à religião. Pensem em Mara Maravilha ou na Tiazinha, que agora são crentes. Mas, se no Brasil retornam ao cristianismo (normalmente alguma denominação evangélica), o mesmo não acontece nos países europeus, onde preferem religiões "exóticas" ou ao menos não-ocidentais como o hinduísmo, o budismo ou até mesmo o islamismo. Lauren não é a primeira feminista convertida ao islamismo, não. Talvez algum dia as vedetes de Berlusconi façam o mesmo. Quem diria: o feminismo e a liberação feminina termina por conduzir ao Islã, a religião que mais reprime as mulheres.

Mas por que, ao contrário das strippers marroquinas, o cristianismo não seduz mais? Nada mostra melhor a decadência do cristianismo na Europa do que essa rejeição às próprias raízes, e a busca ilusória de uma "verdade" alheia, não-ocidental. Como disse Chesterton, quem não acredita mais em Deus passa a acreditar em qualquer coisa. Vejam o caso deste pobre casal suiço, que resolveu celebrar suas segundas núpcias em um país muçulmano (Maldivas) e, sem conhecer o idioma local, foi sem saber humilhado e insultado em uma tosca e falsa cerimônia religiosa. Tudo filmado e colocado no Youtube. Enquanto acreditavam estar ouvindo sábias palavras orientais, estavam na verdade ouvindo o regulamento do hotel, sendo chamados de "porcos infiéis" e ridicularizados pela própria ingenuidade.

Assim caminha a humanidade.

Berlusconi: melhor ser hetero.

sábado, 26 de junho de 2010

Por que as mulheres gostam de bad boys? (2)

Faz um tempo fiz um post sobre o porquê das mulheres gostarem de bad boys. A pergunta agora se repete com o caso de Joran van der Sloot. Envolvido na morte de Natalee Holloway em Aruba, o psicopata holandês terminou livre como um pássaro. Apesar do passado hediondo, não teve dificuldade em conseguir novas namoradas, inclusive uma rica filhinha-de-papai peruana. A qual, naturalmente, terminou assassinada.

Eis agora que Joran Van der Sloot, na prisão, recebeu dezenas de cartas e até uma proposta de casamento.

Não é um fenômeno único. Como a própria reportagem acima explica, vários psychokillers conseguiram admiradoras mesmo depois de cometer os mais horríveis crimes. Mesmo Ted Bundy, que matou 30 mulheres. Mesmo John Gacy, o palhaço assassino de criancinhas. 

O que explicaria esse estranho fenômeno?

  Talvez seja o sorriso sedutor.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia das mulheres

Já que é o dia das mulheres, denunciemos um pouco as injustiças cometidas contra elas. Começamos com notícias do Irã, onde as mulheres têm direitos menores do que os homens e dependem destes para ter permissão para trabalhar, estudar, ter passaporte, etc. E isso que no Irã nem é tão ruim quanto na Arábia Saudita ou Iêmen, onde as mulheres não podem trabalhar de forma alguma e muitas vezes são obrigadas a casar e ter relações sexuais aos 9 anos de idade.

E isso nem é o pior - na Nigéria, muçulmanos atacam mulheres cristãs e seus bebês e os decepam a golpes de facão.

Enquanto no mundo muçulmano a mulher tem uma posição claramente secundária, quando não terciária (os camelos provavelmente são mais valorizados), no Ocidente a mulher está em situação bastante mais confortável e ocupa cada vez mais espaço. Alguns dizem até que de forma exagerada. Será? Vejamos.

Todas as religiões - ao menos as mais conhecidas - sempre deram um papel de submissão à mulher. Isso ocorre no judaísmo, no islamismo, no hinduísmo e até no cristianismo (embora este tenha acabado com certos costumes como o apedrejamento de adúlteras, por exemplo). Mas mesmo as sociedades primitivas observam uma clara divisão de tarefas entre homens e mulheres. (Embora alguns afirmem que as religiões e sociedades originais eram matriarcais - e talvez houvesse um reflexo disso mesmo nas divindades femininas da Grécia Antiga).

O secularismo ocidental acabou com a maioria desses limites e hoje há mulheres em quase todas as áreas e profissões. Por outro lado, a idéia de que as mulheres sejam exatamente iguais aos homens e possam realizar todas as mesmas tarefas que estes tampouco é de todo verdadeira. Afinal, também existe uma coisa chamada biologia.

Ora, por mais que queiram as feministas radicais - ou feminazis -, homens e mulheres não são exatamente iguais. Um exemplo simples: os homens tendem a ter maior força física. Embora a tecnologia tenha equiparado um pouco os sexos, permitindo às mulheres a participação até mesmo em atividades militares ou de alto risco, ainda não é possível dizer que haja uma igualdade total. Pensem no caso de Brian Nichols, acusado de estupro, que conseguiu liberar-se ao ser conduzido para a corte, tirou a arma do policial que o levava ao tribunal, matou o juiz e fugiu. Ora, o policial encarregado de vigiá-lo era uma mulher - não só isso, uma mulher de 51 anos de idade e 1.60 m de altura, responsável por cuidar de um criminoso violento de 34 anos e quase 1.90 de altura... (Posteriormente o sujeito foi preso, e novamente conduzido à prisão por uma mulher franzina).

Outro exemplo: o sexo. Como todos sabem, homens e mulheres pensam de forma diversa a respeito do assunto. Além disso, as mulheres correm constantemente o risco de ser estupradas; homens não costumam ter esse problema (nas raras vezes em que isso ocorre, estão na prisão e seu estuprador é um negrão de dois metros de altura). Então isso limita um pouco a liberdade das mulheres de andarem sozinhas pelas ruas -- a não ser que utilizem este sofisticado aparelho anti-estupro (vídeo gráfico).

Uma coisa que está ocorrendo mais recentemente é à igualdade forçada. Por exemplo, uma recente lei na França obrigava as empresas a contratarem 50% de executivos-mulheres, e houve outra lei em algum país do norte - Holanda? Suécia? - que dizia que as mulheres deveriam ocupar obrigatoriamente 50% do parlamento. Nesses casos, sou contrário. Se há mulheres interessadas em administração e política, nada contra. Porém, convenhamos, não é preciso forçar. A verdade é que, em geral, as mulheres se interessam menos por política do que os homens. Afinal, quantas mulheres há que comentam aqui? Ou nos blogs de política em geral?

(Se bem que, de acordo com recentes estatísticas, as mulheres formam a maioria dos usuários de grande parte dos principais sites da Internet - Facebook, Youtube, Myspace, etc. Os homens ainda ganham nos sites relacionados com tecnologia - e pornografia, é claro).

Bem, no mais, eu não sou a favor da igualdade entre os sexos, simplesmente porque acredito que as mulheres são superiores em quase tudo aos homens.

Feminazis torturam um pobre comunista.

domingo, 1 de novembro de 2009

Poema do domingo

Godiva

I waited for the train at Coventry;
I hung with grooms and porters on the bridge,
To watch the three tall spires; and there I shaped
The city's ancient legend into this:

Not only we, the latest seed of Time,
New men, that in the flying of a wheel
Cry down the past, not only we, that prate
Of rights and wrongs, have loved the people well,
And loathed to see them overtax'd; but she
Did more, and underwent, and overcame,
The woman of a thousand summers back,
Godiva, wife to that grim Earl, who ruled
In Coventry: for when he laid a tax
Upon his town, and all the mothers brought
Their children, clamoring, "If we pay, we starve!"
She sought her lord, and found him, where he strode
About the hall, among his dogs, alone,
His beard a foot before him and his hair
A yard behind. She told him of their tears,
And pray'd him, "If they pay this tax, they starve."
Whereat he stared, replying, half-amazed,
"You would not let your little finger ache
For such as these?" -- "But I would die," said she.
He laugh'd, and swore by Peter and by Paul;
Then fillip'd at the diamond in her ear;
"Oh ay, ay, ay, you talk!" -- "Alas!" she said,
"But prove me what I would not do."
And from a heart as rough as Esau's hand,
He answer'd, "Ride you naked thro' the town,
And I repeal it;" and nodding, as in scorn,
He parted, with great strides among his dogs.

So left alone, the passions of her mind,
As winds from all the compass shift and blow,
Made war upon each other for an hour,
Till pity won. She sent a herald forth,
And bade him cry, with sound of trumpet, all
The hard condition; but that she would loose
The people: therefore, as they loved her well,
From then till noon no foot should pace the street,
No eye look down, she passing; but that all
Should keep within, door shut, and window barr'd.

Then fled she to her inmost bower, and there
Unclasp'd the wedded eagles of her belt,
The grim Earl's gift; but ever at a breath
She linger'd, looking like a summer moon
Half-dipt in cloud: anon she shook her head,
And shower'd the rippled ringlets to her knee;
Unclad herself in haste; adown the stair
Stole on; and, like a creeping sunbeam, slid
From pillar unto pillar, until she reach'd
The Gateway, there she found her palfrey trapt
In purple blazon'd with armorial gold.

Then she rode forth, clothed on with chastity:
The deep air listen'd round her as she rode,
And all the low wind hardly breathed for fear.
The little wide-mouth'd heads upon the spout
Had cunning eyes to see: the barking cur
Made her cheek flame; her palfrey's foot-fall shot
Light horrors thro' her pulses; the blind walls
Were full of chinks and holes; and overhead
Fantastic gables, crowding, stared: but she
Not less thro' all bore up, till, last, she saw
The white-flower'd elder-thicket from the field,
Gleam thro' the Gothic archway in the wall.

Then she rode back, clothed on with chastity;
And one low churl, compact of thankless earth,
The fatal byword of all years to come,
Boring a little auger-hole in fear,
Peep'd -- but his eyes, before they had their will,
Were shrivel'd into darkness in his head,
And dropt before him. So the Powers, who wait
On noble deeds, cancell'd a sense misused;
And she, that knew not, pass'd: and all at once,
With twelve great shocks of sound, the shameless noon
Was clash'd and hammer'd from a hundred towers,
One after one: but even then she gain'd
Her bower; whence reissuing, robed and crown'd,
To meet her lord, she took the tax away
And built herself an everlasting name.

Alfred Lord Tennyson (1809-1892)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Battlestar Galactica, feminismo e felicidade

Por indicação do Bruno, estou assistindo à recente série "Battlestar Galactica" (a série na verdade acabou recentemente, assisto em DVD). Quando pré-adolescente, ainda peguei as reprises da série original dos anos 80, e gostava bastante. Decidi assistir esta versão nova também, embora seja completamente diferente da série original, que tinha um formato mais cômico.

A nova série é interessante, não obstante algumas curiosidades. Uma delas é a implausibilidade de certas storylines: por exemplo, a raça humana está sendo dizimada, morrem milhões, e o pessoal da nave Galactica está preocupado com eleições e com os direitos humanos de prisioneiros... É o mesmo tipo de discurso que se faria em uma administração Obama, mas, se começassem a cair bombas atômicas em todas as cidades americanas, com mortes aos milhões, duvido que qualquer um nos EUA se preocupasse muito com isso. Acho que até o Obama mudaria o discurso. (Quando a própria sobrevivência está na reta, a preocupação com esse tipo de coisa torna-se infinitamente menor.)

Bom, mas a maior diferença da série nova é mesmo a questão do feminismo, se é que podemos chamar assim. Na série original, Starbuck, o melhor piloto da frota, era um homem; aqui virou uma mulher. O presidente da federação das colônias é uma mulher. Um dos sargentos mais durões é uma mulher. Até a principal "vilã" cylon é uma mulher. Enfim, praticamente todos os personagens mais "machos" da série, ao menos até o momento, são mulheres.

O ator Dirk Benedict, que fazia o papel principal no seriado original, escreveu um divertido comentário sobre isso. Para ele, isso é o resultado do feminismo: hoje, o único modo de colocar um personagem realmente macho na TV é transformando-o em mulher.

Mas será que o feminismo foi bom para as mulheres?

Nelson Rodrigues, na mesma célebre entrevista em que diz que "mulher gosta de apanhar", observa:

Eu acho mulher tá vivendo completamente errada e nunca, e realmente ela nunca foi tão infeliz, nunca experimentou uma angústia, angústia tão forte. Se nós compararmos a mulher de agora, mulher moderna, emancipada, com liberdade sexual, com liberdade econômica, nós verificamos que realmente essa liberdade, essas liberdades, não a fazem feliz e, pelo contrário, essas liberdades frustram. É muito difícil encontrar uma mulher feliz, uma equilibrada, uma mulher tranqüila.

Estávamos nos anos 60, pleno auge do feminismo. Hoje, apesar de todas as conquistas que se seguiram, ocorre algo paradoxal: segundo uma pesquisa recentemente divulgada, as mulheres de hoje consideram-se bastante mais infelizes do que há 30, 40 anos atrás. E não só isso: pela primeira vez, revertendo tendência, as mulheres consideram-se mais infelizes do que os homens (a pesquisa completa, realizada aliás por duas mulheres perplexas, pode ser baixada aqui).

O que explicaria isso?

Eu não tenho uma resposta, até porque não sou de modo algum misógino - au contraire - ou antifeminista, e sou mesmo a favor de liberdade total para as mulheres. Mas talvez aí alguém possa saber. Enquanto vocês discutem, concluo aqui com duas histórias curiosas.

Uma doutoranda feminista israelense, com a ajuda do seu professor esquerdiota - o qual, vejam a coincidência, foi mais tarde acusado de abuso sexual - escreveu uma tese afirmando que os soldados israelenses seriam racistas por não estuprarem mulheres árabes. Isso mesmo. Isto é, teriam tanto preconceito racial que nem mesmo as veriam como objetos de desejo sexual... O estupro, do ponto de vista da estudante, seria mais positivo. Feminista que gosta de estupro?

Mais estranho ainda é o caso da holandesa Joanie de Rijke. Vejam que loucura: a moça, jornalista esquerdófila, feminista, decidiu ir ao Afeganistão para entrevistar os talibãs - sozinha. Naturalmente, foi seqüestrada, estuprada repetidas vezes, e finalmente liberada em troca de alguns milhares de dólares. Mas, em vez de ter aprendido alguma coisa, o que a idiota fez ao retornar? Insistiu que "os talibãs não eram monstros", que eram apenas uma cultura diferente, que "a respeitaram" e que, apesar de tê-la estuprado, não o fizeram por mal, mas apenas porque "não conseguiam controlar sua testosterona". (?!?)

Fiquei encucado. Será que Joanie gosta de apanhar?

Starbuck, por outro lado, é sexy e não leva desaforo pra casa.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Obama e as mulheres

Obama teve a maioria esmagadora do voto das mulheres, em especial das mulheres solteiras. Muitas eleitoras ressaltaram seu aspecto de bom-moço, elegante, e algumas afirmaram mesmo ter fantasias sexuais com o candidato, o que, convenhamos, é um pouco bizarro. Quer dizer, eu também tenho fantasias com Scarlett Johansson, mas não é por isso que votaria nela para qualquer cargo.

Por isso alguns afirmam que as mulheres votam mais com o sentimento do que com a razão. Talvez seja machismo ou preconceito. Muitos homens também fariam qualquer coisa por uma mulher gostosa, quem sabe até votar nela. De qualquer modo, duvido que qualquer homem tivesse fantasias com Margaret Thatcher, por exemplo.

Outros estudos, entretanto, parecem mostrar que não é a atração física por Obama o motivo pelo qual as mulheres solteiras votam nele, mas o fato de que Obama é - e isso é cada vez mais claro - um estatista, um coletivista, alguém que acredita no controle cada vez maior do Estado sobre a iniciativa privada o indivíduo. E pesquisas científicas recentes mostram que as mulheres solteiras tendem a votar pelos candidatos que prometem mais auxílio e outras políticas de nanny-estatismo. Seria uma busca de compensar o pai/marido ausente com o Estado? Bem, deixo as análises socio-freudianas para outros blogs.

No fim das contas, o que contam são os resultados. Quando Obama terminar de destruir a economia americana e ferrar com o Oriente Médio, mesmo os mais ardorosos obamistas terão que dar o braço a torcer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Virgindade à venda

Não sei bem o que pensar desta história, portanto peço a ajuda aos colegas comentaristas.

A estudante Natalie Dylan (nome falso), de 22 anos, colocou sua virgindade à venda no eBay. Não é o primeiro caso, mas é o que obteve maior publicidade. Os lances mais altos já chegaram a 3 milhões de dólares.

O mais engraçado é que a moça pretende utilizar o dinheiro para pagar a sua faculdade e se tornar uma "Terapeuta de Família e Casamentos". Valores familiares...

A graça da história não acaba aí. Ela foi inspirada no projeto pela sua irmã, uma terapeuta recém-formada, que pagou seus estudos prostituindo-se por três semanas em um bordel.

Prostitutas sempre existiram e sempre existirão, portanto não há nada de novo nesta história, fora o uso da Internet para a promoção e o valor excessivo dado ao produto. 3 milhões por uma noite de sexo?

Por outro lado, talvez a novidade seja a glamurização da prostituição, seja como opção de carreira ou como mero bico temporário. No Brasil, é claro, isso não é nenhuma novidade. A história de Bruna Surfistinha está aí para provar (aliás, desde que a moça abandonou a prostituição, seu blog virou um dos mais entediantes da internet mundial, provando que sexo vende qualquer coisa mesmo.)

É interessante observar os comentários que ilustram um artigo sobre a virgem prostituta: os libertários afirmam que, se ela vende e há quem compre, não há problema algum; os conservadores tradicionais reclamam da decadência da sociedade, que levou a uma completa inversão de valores morais; os esquerdistas afirmam que é tudo culpa do capitalismo, que transforma até a virgindade em mercadoria; as feministas aplaudem e dizem que o casamento é uma forma de prostituição muito maior.

Só um comentarista faz a pergunta - cadê os pais dessas garotas? (Sei que a garota é "di maior" e não precisa de autorização, mas não consigo imaginar pais que achariam a ideia de todo normal - se bem que talvez eles sejam pais "liberais" e estejam patrocinando a jogada e fiquem ainda com a metade do dinheiro.)


Virgem, será? E vale três milhões? Já vi coisa melhor na rua por muito menos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cherchez la femme (Ou: tudo por mulher)

Por que o islamismo é expansionista, por que as suas fronteiras são sempre "sangrentas", isto é, por que eles estão sempre em guerra com outros povos vizinhos ou de religião diversa? Não é só muçulmanos contra judeus. Há muçulmanos contra hindus na Índia, muçulmanos contra budistas na Tailândia, muçulmanos contra cristãos na Etiópia, etc etc.

Alguns dizem que é por causa de um certo Maomé que escreveu um livro dizendo para os muçulmanos fazerem jihad e cortarem as cabeças dos "infiéis". Pode ser. Mas, segundo alguns, também há uma outra explicação, também ligada à teologia islâmica mas que não foi inventada por esta: a poligamia.

Sendo as sociedades muçulmanas poligâmicas, o que ocorre é que um punhado de pessoas com mais dinheiro, poder ou status tem muitas esposas (até porque uma esposa pode custar caro: precisa ser literalmente comprada pela família do marido com um dote). E, como o número de mulheres em uma sociedade é finito e aproximadamente equivalente ao número de homens, quando uns poucos tem muitas mulheres, a maioria - formada por pessoas com menos meios - ficará sem nenhuma mulher.

Qual a solução do islamismo para isso? Em primeiro lugar, a guerra. Desde os tempos de Maomé, os guerreiros muçulmanos podem dispor das mulheres dos inimigos que capturarem, além das infinitas possibilidades de estupro que ocorrem em qualquer conflito. Em segundo lugar, com a invenção de um paraíso no qual os homens poderão ter muito, muito sexo - as famosas 70 ou 72 virgens (o número varia, não é indicado no Corão).

Para nós ocidentais acostumados a esta vida fútil sex-and-the-city, pode parecer loucura. Mas a verdade é que muitos dos homens-bomba realmente acreditam nas virgens que terão no paraíso: é de fato uma de suas principais motivações ao se explodir. Não é coincidência que - como informa-se no link do post anterior - a maioria dos homens-bomba são adolescentes ou jovens menores de 25 anos. A maioria solteiros. Muitos deles virgens. Alguns chegam mesmo ao cuidado de envolver seus membros sexuais com tecidos resistentes para que - é a idéia, ao menos - estes cheguem "intactos" ao Paraíso, onde poderão se refestelar com as famosas houris.

Da mesma forma, como comentei antes no artigo "Salvem as baleias palestinas", muito do interesse em envolver-se em causas como a "causa palestina" ou outras lutas políticas de renome tem a ver com a busca de status. Por isso precisam ser causas que estejam bem presentes na mídia. Isso explica não haver tanta simpatia pela "causa chechena" ou pela "causa curda" e menos ainda pela "causa dos negros animistas de Darfur". Mas para que serve o tal status? Ora, nada mais é do que um meio de se promover socialmente para conseguir mulheres (ou, no caso das mulheres, homens - de qualquer modo um parceiro sexual). O garoto que usa uma keffiyah não vai saber nada sobre o massacre de Hebron ou sobre a guerra de Yom Kippur. Ele quer é associar-se à "marca cool" de "liberação e rebeldia" que o símbolo representa. E conseguir mulheres.

Existe uma expressão francesa: "cherchez la femme", que significa mais ou menos: "se quer saber a razão de algum problema, procure a mulher." Ou seja, tudo que ocorre no mundo é feito, ou para se conseguir uma mulher, ou por culpa de uma mulher.

Alguns podem achar exagerado (ou até "machista") acreditar que homens-bomba matem inocentes e cheguem a colocar a civilização em risco apenas para conseguir mulheres (ainda que no Paraíso), ou que vários fenômenos sociológicos à nossa volta também se expliquem pela busca de status que por sua vez é a eterna busca para impressionar e conseguir as mulheres. Mas, caro leitor, basta pensar nas coisas malucas ou estúpidas que você mesmo já fez em sua vida para conseguir alguma mulher, e verá que faz sentido.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O capitalismo não cria miséria, mas sim inveja

O que vou dizer é algo meio óbvio mas, como nesta época tantos ainda continuam acreditando que "o capitalismo e/ou o neo-liberalismo criam miséria", deve ser repetido de quando em quando.

O fato é o seguinte. O capitalismo e/ou o neoliberalismo não criam miséria por um motivo muito simples: a miséria já está lá, é anterior ao capitalismo. A criancinha africana que morre de fome hoje morria de fome também nos tempos Bíblicos (bem, não a mesma criancinha, é claro, mas vocês entendem o que quero dizer). Aliás, graças ao capitalismo provavelmente há bem menos gente morrendo de fome hoje do que em tempos anteriores. Ainda assim, a desigualdade permanece. Alguns nascem pobres, outros nascem ricos. Sempre foi assim. Mesmo no Comunismo, havia os privilegiados (membros do Partidão) e os não-privilegiados que eram mandados para a Sibéria. Pode não ser ideal, mas é o jeito que a vida é.

Não: o capitalismo não cria miséria, cria riqueza. O problema é justamente esse. Dá a oportunidade a algumas pessoas - e não necessariamente as mais inteligentes ou talentosas - de ficarem ricas, muito ricas. Assim, a pobreza dos "have-not" fica mais aparente frente à exuberância dos "have".

Então o capitalismo não cria pobreza, mas cria um outro problema bastante grave: a inveja. E os esquerdistas (entre outros) apropriam-se dessa má característica humana para os seus próprios fins.

No outro dia, Paris Hilton foi censurada por alguns esquerdistas australianos por ter gasto mais de 5.000 dólares em vestidos em sua breve visita ao país. "Com esse dinheiro poderia ter alimentado trezentas criancinhas africanas", disseram. "Nesta época de crise e desemprego, é obsceno."

Curiosamente, não ter gasto os 5.000 dólares (que, francamente, nem são tanto dinheiro assim) provavelmente colaboraria mais para aumentar a crise e o desemprego. Não consta que os lojistas tenham reclamado, ao menos.

Paris Hilton não tem mesmo peito, ops, digo, jeito.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Duas observações sobre a guerra

Cada vez que ouço falar em "reação desproporcional", tenho vontade de dar um desproporcional chute na bunda de quem fala isso.

Ora, todo mundo sabe que hoje os inimigos do Ocidente apelam para a GUERRA ASSIMÉTRICA, que tem entre seus aspectos:

1) Mistura proposital entre civis e militares (não há mais distinção, seja nas vítimas que alvejam, com preferência por "soft targets" como hotéis, hospitais, metrô, etc., seja nos seus “soldados” que não usam uniforme para se diferenciar);

2) Método de guerrilha e terrorismo, não combate militar tradicional, inclusive com grupos que podem ser financiados por um país mas estar combatendo em outro (i.e. Hezbollah no Líbano financiado pelo Irã, terroristas iraquianos financiados por sauditas e iranianos, terroristas na Índia financiados pelo Paquistão, etc.);

3) Apelo aos “direitos humanos” e “convenção de Genebra” e todas as facilidades do mundo ocidental, mas atenção, SEM SEGUIR ELES PRÓPRIOS TAIS DIRETIVAS (O Hamas tortura, mata civis, seqüestra, etc., sem que ninguém diga nada);

4) Apoio direto da mídia ocidental esquerdista (de fato, as operações não tem em vista vencer o inimigo no campo de batalha, mas sim na mídia);

Isso ocorre pelo menos desde o Vietnã, não é nenhuma novidade, quem não sabe isso não sabe nada sobre guerra moderna.

Então, falar em “proporcionalidade” não é apenas burrice, é intencionalmente estar de lado dos terroristas.

* * *

Mas por que há tanta cobertura internacional sobre cada espirro de um palestino em Gaza causado por Israel, e tão pouca sobre os contínuos massacres e guerras na África, na Ásia, ou mesmo no restante do mundo árabe?

Será que tem algo a ver com os sauditas que colocam dinheiro na mídia ocidental? Será que tem a ver com a ideologia anti-ocidental dos esquerdistas?

Ou é porque, num nível mais primário, os ocidentais tem mais interesse naquilo que envolve países ocidentais (e Israel é naturalmente um país ocidental, ao contrário dos gazeteiros), enquanto assume-se que africanos e árabes são no fundo selvagens cuja ação natural é matar-se entre si?

(E daí a notícia mesmo - "man bites dog" - seria se houvesse paz e desenvolvimento na África, ou se os árabes parassem de se explodir em louvor ao seu deus lunar em tudo que é canto).

Realmente, é uma guerra desproporcional.
As feiosas do Hamas não tem como competir.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Open thread 2009


O ano de 2008 trouxe crise econômica, o fim da guerra do Iraque, a eleição de Obama, a queda vertiginosa do superávit de exportações do Brasil e um inverno rigoroso tanto no hemisfério norte como no sul.

O que acontecerá em 2009? As previsões de aquecimento global catastrófico continuam, muito embora quase todas as previsões para 2008 tenham sido completamente erradas.

Já um professor russo prevê o fim dos EUA e sua divisão em seis regiões. A China controlaria a Califórnia, onde me encontro. O que não é o pior dos mundos, considerando que o Texas seria controlada pelo México e Nova Iorque pela União Européia. Mas não precisam desesperar-se: isso só vai acontecer em 2010.

E vocês, o que acham que ocorrerá em 2009? Será um ano pior ou melhor?

Como vai ser 2009?
pollcode.com free polls




P.S. Na foto, uma soldada israelense (dica do Chest).

sábado, 5 de julho de 2008

Jardim do Éden

Vai uma Rachel Weisz aí?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Tinha que ser mulher ao volante!

Ou será que não? Segundo recente pesquisa, as mulheres causam muito menos acidentes estradais do que os homens:

Un estudio del Centro de Experimentación y Seguridad Vial (Cesvi) reveló que los conductores hombres son más peligrosos y agresivos que las mujeres, al participar en más del 96 por ciento de los accidentes en rutas, lo que se debe a que ellas son más pacientes y cumplen más las normas de tránsito.

Sobre un relevamiento de unos cinco mil accidentes graves en rutas, se determinó que los hombres concentran el 96,8 por ciento, mientras que en el caso de autopistas la participación femenina sólo asciende al 15 por ciento.

La cifra, de todos modos, se ve influida por la mayor cantidad conductores masculinos que constituyen las tres cuartas partes del total de automovilistas, además de que los choferes profesionales son casi todos hombres y provocan un tercio de los choques.

No obstante, si se calcula la participación femenina en los accidentes de acuerdo a la cantidad de mujeres con licencia de conducir, la tendencia se mantiene: sólo están involucradas en el 28,4 por ciento de los choques, mientras los varones superan el 70 por ciento, lo que los especialistas atribuyen a que son más agresivos al volante.


A investigação baseou-se na Argentina, mas não há razão para supor que seus resultados não sejam universais. Os homens são mesmo mais imprudentes.

(Um país no qual as mulheres causam zero por cento de acidentes é a Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir, afinal assim ordenava Maomé no Corão.)