segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Alfas, Betas e Gamas: a Guerra dos Sexos no Século XXI

O leitor Chesterton deu a dica de um blog, por assim dizer, antifeminista. Eu já desde algum tempo acompanhava um blog americano de tema similar, ainda que bem mais sério e menos escrachado, que fala sobre a mesma questão: a perda do poder masculino no mundo pós-feminista. O blog americano discute o motivo pelo qual as mulheres urbanas americanas em geral odeiam mulheres Republicanas como Sarah Palin, Christine O'Donnel, etc, sem manifestar ódio igual pelos homens Republicanos. (A conclusão do blogueiro é que mulher costuma ser muito mais crítica de mulheres, e gosta é de votar em homem bonito e gostoso, independentemente de sua política, o que tambem explicaria a vitória de Obama sobre Hillary). Já o blog brazuca fala sobre a iminente chegada dos robôs sexuais femininos, que acabarão com a utilidade da mulher.

Exageros e delírios à parte, o que ambos blogs passam é um aparente ressentimento contra as mulheres modernas, e contra as mudanças sociais causadas pelo feminismo exacerbado.

Se vários blogueiros, nos EUA e no Brasil, falam sobre a mesma questão, não se trata de uma coincidência, mas de um fenômeno social real e palpável.

De fato, a grande conquista para as mulheres com o feminismo, ou quem sabe apenas com a pílula (da qual o feminismo foi apenas uma conseqüência) foi a independência financeira e sexual. As mulheres, não mais dependendo de um marido para seu sustento, poderiam ter a liberdade de escolher parceiros mais sarados e descolados, sem a preocupação de que estes tivessem que sustentá-las. Mas o que aconteceu? Quem ganhou e quem perdeu com essas mudanças?

Bom, a moda é falar em "alfas" e "betas". Alfas seriam os cafajestes gostosões, preferidos por 9 entre 10 mulheres. Homens fortes e bem-sucedidos que no entanto não ofereceriam estabilidade ou fidelidade. Já os betas seriam os homens mais sem-graça que, no entanto, com um emprego estável e boas intenções poderiam ser bons companheiros, embora sem a fonte de sexo selvagem, emoção e aventura proporcionada pelos alfas.

Pessoalmente, não gosto muito desse tipo de análise. Acho que funcionam bem para estudar o comportamento dos chimpanzés. Mas não somos chimpanzés. Como humanos, nossas relações são bastante mais complexas. E dividir os homens em apenas "alfas" e "betas" tira toda uma enorme graduação de deltas, gamas, etc, categorizando ainda as mulheres como sendo todas igualmente fúteis. E, além disso, com esse negócio de alfas e betas, onde é que fica o Amor na equação?

(Mr X, por baixo do seu aparente cinismo, é na verdade o último romântico, como sabem os poucos que lêem o Poema do Domingo).

Mas é verdade que o feminismo foi bom, digamos, para uns 20% dos homens (os tais alfas) e ruim para uns 80% (os tais betas), que hoje tem dificuldade em arranjar parceiras, ou acabam com relações que terminam em frangalhos e famílias disfuncionais. O feminismo foi bom para as mulheres? Aí também há motivo para discussão. Se permitiu maior independência e acesso a profissões até então proibidas, também é verdade que terminou por conduzir a uma maior insegurança e a um número enorme de mães solteiras.

É possível que o feminismo tenha sido, assim, o responsável pela conversão de algumas mulheres ao Islã, como comentei antes e agora a Dicta & Contradicta também comenta. Após uma vida "liberada" que termina sem relações duradouras, é natural a busca de consolo na religião. Mas por que voltar-se para o Islã e não para o Cristianismo, religião de seus antepassados? Minha teoria é que converter-se a uma religião estrangeira e polêmica é ainda uma forma de "rebeldia", de busca do exótico, quem sabe até dos alfas orientais. O Cristianismo é visto como uma religião careta e atrasada. O Islamismo é muito mais repressivo em termos de costumes, mas ainda tem o fascínio do "exótico". Mulher adora exotismo. E, se é verdade o que dizia Nelson Rodrigues, que mulher no fundo adora apanhar e ser dominada, então também o caráter repressivo e poligâmico do Islã joga a seu favor. Que ironia: as feministas foram queimar o sutiã e voltaram usando uma burca... 

Mulheres, não levam a mal este post. Eu nada tenho contra as mulheres e não sofro do mesmo ressentimento antifeminista, e, se alguma coisa deu errado em meus relacionamentos, jamais foi por culpa da mulher. Ainda assim, acho que é uma questão atual que precisa ser discutida. Há ainda mulheres lendo o blog? Sua opinião a respeito seria bem vinda.

38 comentários:

Cláudio disse...

Taí um assunto polêmico. :-)
O Indivíduo tentou abordar algo parecido, mas acho que a abordagem muito focada nos genes. Óbvio que temos um lado animal, instintivo, mas não somos macacos. A parte cultural pesa, e muito, no nosso comportamento, a ponto de muitas vezes até mesmo irmos contra o que manda o instinto.

Hoje certamente há uma impisção de comportamento que tenta a todo custo igualar homens e mulheres, muita vezes copiando apenas os defeitos de cada um. Tem um comercial da Vivo sobre mensagens SMS onde um rapaz manda SMS para os amigos dizendo "Encontrei a mulher da minha vida" e sua namorada manda SMS para as amigas dizendo "Peguei." Com a reptição infinita deste tipo de mensagem, as mulheres se sentem "out" se não usarem esta expressão mesmo que isso vá contra seus desejos (com isso os formadores de opinião não se conformam: homens e mulheres são diferentes em muitos aspectos).

Outra tendência que vejo, principalmente na TV americana, é igualar homens e mulheres no aspecto físico: mulheres esqueléticas (ver a nova Nikita e o novo Hawaii 5-0) enchem de porrada homens muito mais fortes que elas.

Chesterton disse...

O feminismo exacerbado (não aquele inicial, que igualou as mulheras aos homens, mas esse que pretende que elas tenham mais direitos que eles) prejudicou mesmo foi a familia e os homens e mulheres que são "familia".
Junte isso à idéia de que há pessoas demais no mundo e o que temos como resultado é o suicídio cultural. Feminismo exacerbado + gaysismo exacerbado= depopulation

Mr X disse...

Você quer dizer suicídio demográfico, que é mais grave, pois no longo prazo equivale a um suicídio real.

Note que as culturas islâmica e africana (e chinesa, e indiana) não têm esse problema, são culturas machistas que continuam tendo filhos adoidadamente e exportando-os para todos os cantos do mundo.

Chesterton disse...

Mas é exatamente isso, no momento que você abandona sua cultura, o resto todo vem abaixo.

Gunnar disse...

MrX, você parece ser o cara ideal para responder essa pergunta; como se faz para começar a curar o esquerdismo de uma namorada sem afetar o relacionamento?

Anônimo disse...

Desculpe a crueza do vocabulário abaixo, mas um amigo do boteco tem a frase perfeita para esse sentimento que as moças acabam causando. Ele se separou há uns seis meses, e conta que, desde então, já saiu (e entrou, se é que me entende) com umas quinze moçoilas. Está tão abalado com o que ouve, que me veio com esta (mais uma vez, desculpe a crueza, vou por um * só para amenizar):

- Mulher, se não tivesse b*ceta, eu não dava nem bom-dia.

Chesterton disse...

Gunnar, põe ela para pagar a conta.

rsrsrsr

Mr X disse...

Curioso, sempre que o tema é mulher, o AN some... ;-)

Por outro lado, as mulheres também sumiram, até a Confetti... :-(((

Assim não dá!!!

Hehe.

Augusto Nascimento disse...

"Curioso, sempre que o tema é mulher, o AN some... ;-)"
É difícil controlar a náusea ao ler um bando de fracassados misóginos despejando bile sobre o que Rondon, sabiamente, chamou de a melhor parte de todas as Pátrias, a mulher. Quando vejo perdedores-como o amigo do Anônimo, por exemplo- reclamando das mulheres, da modernidade, do feminismo, da liberação feminina, etc, eu me lembro de Sylvestre Bonnard, personagen do genial escritor Anatole France, que, a um imbecil que lhe dizia que o mundo estava piorando e se estragando, respondeu-lhe humoristicamente, que a prova disso é que a escada de sua casa se estragara: quando jovem, ele podia galgá-la com facilidade, mas, velho, tinha dificuldades para subir, logo a escada estava estragada. Esse "mimimi" de as mulheres não me querem, "ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire" é só uma prova do nanismo intelectual e moral dos autores dessa lenga-lenga estúpida. A escada não está quebrada, queridos animais, vocês é que são aleijados morais!

Mr X disse...

Ah ah ah!

Esse Rondon pelo jeito comeu muitas indiazinhas.

De fato, o mundoo está estragado!!! Chamem o Júlio de Castilhos pra consertar.

Silvio disse...

Opa, X, só invadindo o espaço com um off-topic p/ lembrar sempre que, há 21 anos, uma revolução foi televisionada: http://www.youtube.com/watch?v=wnYXbJ_bcLc

Augusto Nascimento disse...

"Esse Rondon pelo jeito comeu muitas indiazinhas."
Você está confundindo sertanista com seminarista, indiazinhas com coroinhas e o SPI com o papismo!
Imagino que os trogloditas só consigam apreciar nas mulheres o sexo, haja vista a pérola filosófica do amigo do seu amigo, "Mulher, se não tivesse b*ceta, eu não dava nem bom-dia.", e o seu comentário ridículo sobre Rondon.

Mr X disse...

Caramba, que falta de senso de humor... :-/

Mas tudo bem, da próxima vez vou me ater a falar sobre o Muro de Berlin.

Iconoclastas disse...

olha ai, seus caga-regras:

"01/11/2010 - 18:57 - Atualizado em 01/11/2010 - 19:16
Álcool é mais prejudicial que crack, afirma estudo
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Segundo pesquisa realizada no Reino Unido, bebidas álcolicas são mais nocivas que todas as outras drogas recreativas, incluindo substâncias ilegais como cocaína, crack e heroína
REDAÇÃO ÉPOCA

Cientistas britânicos liderados por David Nutt, da Universidade de Bristol, afirmam que álcool é mais nocivo que drogas recreativas ilegais, como crack e heroína. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (1º) no periódico médico Lancet e leva em consideração não apenas os danos pessoais à saúde do usuário, mas também efeitos negativos nas famílias, comunidades e na sociedade como um todo, além de gastos de saúde pública e prisão. Foram avaliadas 20 drogas, incluindo maconha, ecstasy, LCD, anabolizantes e tabaco.

Heroína, crack e metanfetamina são mais perigosas para o usuário, mas levando em conta efeitos na sociedade, álcool é o mais nocivo. Numa escala de risco em que 100 é o máximo e zero o mínimo, as bebidas ficaram com 72 pontos, contra 55 para a heroína e 54 para o crack. A lista continua com metanfetamina (33), cocaína (27), tabaco (26), anfetaminas (23) e maconha (20). Cogumelos (5), LSD (7) e ecstasy (9) ficaram entre os menos prejudiciais.

De acordo com o estudo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas causa danos em todos os sistemas de órgãos, está ligado a taxas mais elevadas de morte, e ainda tem consequências para as pessoas ao redor do usuário. Álcool também estaria mais relacionado com criminalidade do que a maioria das outras drogas. Os pesquisadores afirmam que combater os danos do álcool é uma estratégia de saúde pública válida e necessária. Nutt também que a proibição e classificação de drogas deviam ter mais ligação com os danos que elas causam."
...

não sou quem diz, tampouco creio que seja definitivo, mas fica claro que vcs precisam se sustentar sobre as duas...hipóteses eu quero dizer...

;^))

Anônimo disse...

Depois do tabaco, vem aí a proibição de consumir bebidas nos bares. Aguardem.

Cláudio disse...

Esta pesquisa não seria um argumento A FAVOR da manutenção da proibição das drogas? Se o álcool faz menos mal ao indivíduo, mas como é consumido abertamente, causa mais mal no geral, o que dizer então se uma droga que causa ainda mais mal individualmente for liberada? :-)

Augusto Nascimento disse...

"Depois do tabaco, vem aí a proibição de consumir bebidas nos bares."
JÁ NÃO ERA SEM TEMPO! Pouco a pouco, a moralização da Pátria avança, e as pessoas se conscientizam. Se bem que o ídolo instântaneo dos neocons tupiniquins, Serra (já esqueceram do Carlos Martel brazuca? ele costumava ser candidato a presidente) tem muito a ver com isso.
Só resta aos defensores do "demônio rum", como diziam os proibicionistas, o lembrar a velha piada soviética:
-Lenin está morto, mas seus ideais vivem!
-Quem dera que fosse o contrário!
As carreiras políticas de Serra e Maluf (pioneiros no combate ao fumo, mas a culpa é da esquerda, do Foro de São Paulo, das WMDs, que Olavo de Carvalho achou no Iraque, mas esqueceu de entregar a Bush, etc...) estão mortas, mas as ideias menos ruins deles vivem.

Mr X disse...

Parece-me lógico que um produto que é usado de forma MUITO mais extensiva cause mais problemas na sociedade como um todo do que produtos usados em escala menor.

O argumento corta para os dois lados, como observa o Cláudio poderia muito bem se utilizar isso para proibir o álcool.

(Ah, e o Lancet não é mais um jornal confiável, dado tudo o que aprontou ultimamente.)

Iconoclastas disse...

"Blogger Mr X disse...

Parece-me lógico"

vc não é muito bom nisso, portanto deveria desconfiar daquilo que te parece. se checasse a pesquisa antes de chutar já teria economizado bobagem.


;^)

Augusto Nascimento disse...

"Ah, e o Lancet não é mais um jornal confiável, dado tudo o que aprontou ultimamente."
Desde que rompeu com Bush? Como você diz, Bush não é mais presidente: get over it. Confiáveis mesmo, só os relatórios da CIA sobre as WMDs do Iraque, o powerpoint do general Colin Powell-esse sim, uma verdadeira arma de destruição em massa, como teriam prazer em testemunhar, se pudessem, pelo menos cem mil iraquianos mortos- e os balanços da Casa Branca (lembram-se de "Mission Accomplished"?) Peer review, por outro lado, é coisa de mariquinha, claro. Homens de verdade só invadem o país dos outros quando Jesus manda pessoalmente...

Chesterton disse...

não tem nada pior que o crack.

Mr X disse...

Como não tenho acesso ao Lancet, não consigo ler o texto inteiro. Mas pelo abstract parece que eles simplesmente fizeram um "escore" de drogas de acordo com o mal que fazem ao indivíduo e a outrem. Não dá para saber bem qual metodologia exatamente utilizaram para descobrir isso, mas, pelo que parece, foi apenas um bando de "experts" médicos reunidos numa sala debatendo os "méritos" de cada droga e reclassificando-as. Não envolveu nenhum tipo de experimentação com controles, nem mesmo entrevistas com usuários:

http://www.medicalnewstoday.com/articles/206300.php

No mais, o pessoal pró-liberação sempre repete o mesmo argumento: "o álcool é muito ruim, então vamos liberar as outras drogas também, que são menos ruins!"

Em primeiro lugar, o fato de que o álcool seja ruim não impede que as outras também o sejam. Em segundo lugar, não dá para prever o que ocorreria com o uso massivo e liberado de drogas como cocaína ou crack. E não acho que se deva ficar fazendo esse tipo de experimento social.

A única droga que poderia, acho, ser liberada sem muitos danos é a marihuana. Tentaram fazê-lo aqui na Califórnia, mas o povo votou contra. Os maconheiros são minoria.

Mr X disse...

AN,
O Lancet é supostamente um jornal "científico", e melou as estatísticas, não só das vítimas da guerra no Iraque (já comprovadamente falsas), como em muitos outros estudos recentes, sobre o aquecimento global por exemplo. Peer reviewed não é sinônimo de verdadeiro ou legítimo, como Alan Sokal provou.

Klauss disse...

Hahahah

Engraçado ver o AN chamando alguém de perdedor aqui...

Um cara que passa o dia inteiro aqui só procurando uma frase que ele possa inverter daquele jeito bem imbecil que só ele sabe fazer, colando rótulos bestas nas testas dos outros e colocando na boca dos outros palavras que não disseram. E faz isso váaaarias vezes ao dia!

Vai procurar um emprego, ô desocupado! Se bem que, com uma cabeça dessa, deve ser difícil manter algo por mais de uma semana!

O X, não liga pra falta do senso de humor do Tiago, ops, A Pátria, ah, enfim, do chato politicamente correto que vem difamar um monte de gente, e bancar a polícia do pensamento aqui. Se esse povo tivesse senso de humor riria das piadas ao invés de apontar o dedo e chamar todo mundo de racista, machista, bushista ou sei lá o que...

Engraçado que as piadas de padre ele leva a sério como se fosse a própria realidade! Devia vir um padre aqui e chamá-lo de anti-clericista tb e processá-lo só pra ele calar a boca.

Augusto Nascimento disse...

"O Lancet é supostamente um jornal 'científico', e melou as estatísticas, não só das vítimas da guerra no Iraque (já comprovadamente falsas), como em muitos outros estudos recentes, sobre o aquecimento global por exemplo."
Científico mesmo é o Olavo de Carvalho, que com a varinha de rabdomante (ele não era astrólogo?)dele achou as WMDs do Saddam, não a tempo do Bush incluir isso na biografia dele! Se você se der ao trabalho de pesquisar, vai ver que não só as estatísticas do Lancet são compatíveis com outros estudos independentes como estão mais perto da verdade que o "Mission Accomplished" da cleptocracia bushista. Se tivessem feito um peeer review das decisões do ex-presidente americano, os EUA não estariam sangrando em dois atoleiros militares, não teriam dsestabilizado o Oriente Médio inteiro para agradar o papai do Bush nem estaríamos na maior crise desde a Grande Depressão.

Augusto Nascimento disse...

"Engraçado que as piadas de padre ele leva a sério como se fosse a própria realidade"
São piadas para quem esconde a verdade, como fizeram os dois últimos papas em uma zombaria dos valores civilizados que não se vê em Roma desde o apoio do papismo a Mussolini e Hitler. Aliás, quem acha que são realidade é Roma, que anda fazendo uns acordos financeiramente desfavoráveis à guisa de indenização (deve ser por não ter nada a temer dos tribunais que Roma não quer que o caso chegue até eles, né?). Roma poderia conseguir "know how" precioso dos advogados do falecido "rei do pop".
"Vai procurar um emprego, ô desocupado! Se bem que, com uma cabeça dessa, deve ser difícil manter algo por mais de uma semana!"
Responder a débeis mentais como você não leva tanto tempo nem ocupa uma pessoa tanto quanto sua vaidade e sua ignorância fazem você pensar. Sem falar que boa parte dos comentários-como este, o precedente e alguns ontem, por exemplo- eu faço depois de encerrado o meu horário de trabalho. Arranje um emprego fora do prostíbulo, que você pega as manhas todas de horário e de escrever. Claro, alfabetizar-se seria um bom começo para você, mas fecharam o MOBRAL. Sei lá, tente o Prouni, se equivalem, parece.
"se esse povo tivesse senso de humor riria das piadas ao invés de apontar o dedo e chamar todo mundo de racista, machista, bushista ou sei lá o que..."
Há quem ria de quem quer degradar nossa Pátria, atacando seus vultos históricos e caluniando sua melhor parte, as mulheres, mas não estou entre eles. O seu senso de humor está no mesmo nível de esgoto do seu pensamento "sério", que é misógino, racista e metafísico.
"Devia vir um padre aqui e chamá-lo de anti-clericista tb e processá-lo só pra ele calar a boca."
O anticlericalismo não é um crime, pois é um dever de todo cidadão honesto combater os inimigos da Humanidade, os defensores safados dos tronos e dos chicotes! Um padre é um monstro moral, um cúmplice dos crimes da besta romana! Não existe papista honesto pelas mesmas razões pelas quais não existem comunistas honestos ou nazistas honestos: são todos servos degenerados de ideologias monstruosas!

Chesterton disse...

Que que o Orvalho do Caralho tem a ver com o assunto, cacildis?
Não confunda a grande obra do mestre Picasso com a pica de aço do mestre de obras.

Augusto Nascimento disse...

"Que que o Orvalho do Caralho tem a ver com o assunto, cacildis?"
Boa pergunta que eu respondo em menos de 5 minutos cravados, para edificação do sujeito curioso com o uso do meu tempo e com essa coisa misteriosa-para ele!-chamada escrita:
Vocês criticam o Lancet e bajulam Olavo de Carvalho porque aquele provou que vocês são cúmplices morais do genocídio enquanto este "achou" as lendárias WMDs de Saddam (na cabeça oca dele, eu suponho), mas esqueceu de contar a Bush, que admite que as tais armas nunca foram achadas. É uma medida da hipocrisia de vocês, entendeu?

Iconoclastas disse...

melhor a gente pular o ponto do "parece" pq soa muito dilmistico...

o q vc tem contra os argumentos recorrentes? preferia algo mais criativo? pq não tenta sofisticar os seus?

mas enfim, começou a melhorar:

"Em primeiro lugar, o fato de que o álcool seja ruim não impede que as outras também o sejam. Em segundo lugar, não dá para prever o que ocorreria com o uso massivo e liberado de drogas como cocaína ou crack. E não acho que se deva ficar fazendo esse tipo de experimento social.

A única droga que poderia, acho, ser liberada sem muitos danos é a marihuana. Tentaram fazê-lo aqui na Califórnia, mas o povo votou contra."

pois é isso mesmo, opinião, achismo, não só liberdade de expressão, mas tentar repercutir suas crenças. td ok.

mas aí...

"Os maconheiros são minoria."

saquei, minoria tem mais é q SI%¨$&fFU&%#@!

simplifica. vc é contra liberdades de escolha que possam causar mal aos próprios optantes, mas só algumas. o pq é só questão de crença. tanto assim que mais informação não te desperta interesse.

;^/

Anônimo disse...

Caramba, tava com saudade do Apedauta, não sabia que ele andava trollando por aqui.

Anônimo um (o que mencionou a b*ceta).

Gunnar disse...

"A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta, uma Proposta de Emenda Constitucional de Cristovam Buarque (PDT-DF) que inclui entre os direitos do cidadão “a busca da felicidade”. Escrevo a respeito daqui a pouco. Só estou tentando me livrar daquela sensação de vergonha alheia. E também vou demonstrar como é fácil levar os jornalistas no bico. Estatizaram a felicidade! Em breve, será preciso criar a FeliciBras, nomear 300 companheiros, acomodar o PMDB, não esquecer o PSB, o PDT do Cristovam e o PR de Valdemar da Costa Neto, um homem que nunca teve vergonha de ser feliz… "
(Reinaldo Azevedo)

Mr X disse...

saquei, minoria tem mais é q SI%¨$&fFU&%#@!

Não, só observei, não sem certa surpresa, que os maconheiros são minoria na Califórnia. Sinceramente pensei que fossem maioria! Porém, talvez muitos prefiram LSD.

simplifica. vc é contra liberdades de escolha que possam causar mal aos próprios optantes, mas só algumas. o pq é só questão de crença. tanto assim que mais informação não te desperta interesse.

A questão não é que façam mal aos optantes, mas que façam mal à sociedade como um todo. Digamos que o usuário de crack, ao consumir sua droga, assine um termo afirmando que, quando tiver uma overdose ou alguma outra coisa errada, não terá direito a assistência médica pública, que todos os custos diretos e indiretos serão pagos por ele mesmo ou sua família, e que se ele envolver-se com crime ou acidente de trânsito enquanto intoxicado as penas serão quadruplicadas. Aí, quem sabe...

direitos do cidadão “a busca da felicidade”

Além de ser uma cópia descarada da Declaração de Independência Americana, é (como tantas) uma medida inútil, perda de tempo e dinheiro. Como é que vão medir se cada pessoa está buscando sua felicidade ou não?

Augusto Nascimento disse...

Os consumidores de álcool, fumantes e padres também assinam o termo de compromisso? Ou ninguém mais se lembra de tudo o que Roma fez para impedir que os governos militares dessem às familias pobres oportunidades de planejamento familiar (às quais, dogma ou não-dogma, os católicos ricos tinham acesso e às quais recorriam; o preço do planejamento familiar à romana do Clero se vê nos acordos meio salgados que Roma andou fazendo com suas vítimas, não se sabe se ela está usando a experiência dos advogados do finado "rei do pop"). Mas e daí se as criancinhas brasileiras morrem? Roma locuta, causa finita! Antes de Serra-este, sim, um homem de caráter ao contrário do maluco da Virgínia- se tornar o Carlos Martel do cinismo neocon, ele era odiado por boa parte dos conservadores-inclusive por aqueles que se dedicam a achar WMDs usando o horóscopo do jornal- por defender a tese exótica de que o governo não deve apoiar atos prejudicias aos indivíduos e à sociedade nem ficar quieto enquanto os mercadores da morte do cigarro e do álcool enriquecem e mandam a conta para o SUS, para as famílias brasileiras e para a economia brasileira.

Mr X disse...

O problema, caro AN, é que esses reformadores sociais querem proibir o álcool e o tabaco e os alimentos que engordam, mas liberar as outras drogas como maconha, cocaína e ecstasy. São as mesmas pessoas, observe.

No mais, o fumo é péssimo para a saúde (e portanto é pesadamente taxado), mas não causa mal a terceiros (fora a irritação da fumaça), não induz ao crime e não causa intoxicação mental como outras drogas.

Minha teoria é, fumo(*) e álcool existem há um bom tempo, deixem essas drogas em paz, mas não precisamos de outras.

(*) O fumo na verdade é bem mais recente do que o álcool.

Augusto Nascimento disse...

A mentalidade proibicionista, tal como a temos hoje,- a qual aprovo, aliás- é bem mais recente que a maior parte dos itens proibidos. Dos antros de ópio de São Francisco aos imigrantes mexicanos com a maconha, dos índios com a nicotina aos laboratórios ianques, que conceberam o LSD, as drogas foram mais ou menos livres por boa parte da história. A proibição é que é novidade, e ela deve ser estendida à nicotina e ao álcool o mais rápido possível. Só leis mais duras e fiscalização mais rígida podem garantir a moralização da sociedade e o saneamento da Pátria.
"O problema, caro AN, é que esses reformadores sociais querem proibir o álcool e o tabaco e os alimentos que engordam, mas liberar as outras drogas como maconha, cocaína e ecstasy. São as mesmas pessoas, observe."
Muito pelo contrário, certas pessoas que dizem querer que as drogas ilícitas pemaneçam ilícitas é que querem manter o álcool e a nicotina legalizados, ao alcance dos pobres de espírito e das crianças. A ponto da defesa das drogas lícitas parecer ser um dogma dos "conservadores" brasileiros (será que o fazem de graça?). O caso do combate ao álcool e o ao fumo é diferente: como aconteceu nas reformas e contrareformas americanas dos Séculos IX e XX-Emancipação, criação do FED, proibicionismo, eugenia, combate pelo bimetalismo, luta pelos direito civis, etc., há uma certa intersecção entre correntes diferentes. É perfeitamente possível proibir o álcool e o fumo e manter proibidas as drogas atualmente ilícitas. Nosso povo é nosso maior bem: ele precisa ser protegido das drogas atualmente ilícitas, do álcool e da nicotina. Para benefício de Klauss, que está interessadíssimo em como uso meu tempo (coitado, as mulheres são malvadas-sofreram lavagem cerebral da imprensa golpista, que sabotou Bush e os neocons tupiniquins: se todo jornalista se dedicasse a achar as WMDs que Bush perdeu por aí, o Mundo seria outro-, não lhe dão atenção, ele não é padre, não há coroinhas por perto, os acordos com as vítimas já estão saindo caro para o Vaticano, então ele precisa procurar outros alvos para seus afetos...), registro que não estou em horário de trabalho e que levei uns 10 minutos para redigir e digitar este "comment".

Iconoclastas disse...

"A questão não é que façam mal aos optantes, mas que façam mal à sociedade como um todo. Digamos que o usuário de crack, ao consumir sua droga, assine um termo afirmando que, quando tiver uma overdose ou alguma outra coisa errada, não terá direito a assistência médica pública, que todos os custos diretos e indiretos serão pagos por ele mesmo ou sua família, e que se ele envolver-se com crime ou acidente de trânsito enquanto intoxicado as penas serão quadruplicadas."

faz todo o sentido. ok, a assinatura e a pena automática são apenas figuras de retórica, pois se essa hipotética lei prever o ônus, e especificar o tipo de pena, o comprometimento é prescindível. o cara faz qq KK, e se for comprovado q nao estava lúcido, pois exagerou na dose , seja de alcool, drogas sem prescrição e etc, agravante.

eu vejo exatamente por ai: responsabilização do cidadão ao invés de tutela.



;^/

Anônimo disse...

Que engraçado, essas ideias a respeito de alfas e betas e mulheres fdp atraem minha atenção, fico revoltadíssimo por descobrir as "verdades" e "mentiras" que escrevem a respeito, mas nunca me convenci completamente.

E o que o outro Anônimo falou ali, de que o amigo dele, em seis meses, pegou QUINZE mulheres... Só me deixa mais revoltado, mais triste, mais broxa, isso sim! hahahaha

Augusto Nascimento disse...

Como o que eu escrevo continua sumindo, o jeito é continuar a publicar.
"Do fascista o idiota latino não falou nada nem dos bosses, né esquerdopata?"
Falei de "bosses", sim. Você não leu porque é analfabeto, meu burrinho. Eu já disse: o Prouni está aí para isso. Lá, eles lhe dirão que é perfeitamente aceitável usar palavras estrangeiras (pergunte a Machado de Assis, que as usava frequentemente), mas rejeitar uma palavra portuguesa por achar que só se fala português em... Portugal ("défice é para portuga estúpido!") é burrice, meu burrinho. Aliás, eu também usei uma frase latina, mas essa você não comentou porque, além de não conhecer português, latim para você é grego ou marciano, meu burrinho. Você É fascista, meu burrinho, a sua tentativa de reescrever a biografia de Orwell e de torná-lo uma versão menos burra de você é prova suficiente.
"Vá se roçar nas ostras do lullopetismo ó grande antiamericano letrado na facú de muzambinho do norte."
João Paulo II disse a mesma coisa aos padres, mas eles entenderam "garotinhos" em vez de "ostras", e, agora, a Igreja está gastando um dinheirão nesses processos.
"letrado na facú de muzambinho do norte."
"Facu" não tem acento, meu burrinho, é oxítona terminada em "u" e sem hiato. A minha "facu" não paga o mico de diplomar gente que escreve "facu" com acento, acha que só se fala português em Portugal e não sabe quem foram Schmidt e Orwell.
"Nasce um igual a você, com toda essa sapiência de tiririca a cada segundo, hehehe"
Essa é a opinião do burrinho que acha que só se fala português em Portugal, que acha que Orwell e Schmidt eram de direita-em oposição à opinião de todos os biógrafos, especialistas e verbetes decentes-e que acha que há alguma regra proibindo palavras inglesas em frases em português (coitadinho do meu burrinho: ler Machado ou Lima Barreto deve ser um tormento para ele...)