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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Multiculturalismo do bem e do mal

O multiculturalismo é bom ou é ruim? Depende da situação, e a quem você perguntar. No ambiente universitário, é supimpa. Pessoas inteligentes das mais variadas culturas. Conversações estimulantes em diversos idiomas. Variedade de restaurantes. Acima de certo nível intelectual, o multiculturalismo não é ou não parece tão ruim. Eu pelo menos me divirto.

Há ainda o multiculturalismo dos ricos, que inclui ter trabalhadores braçais baratos para cortar a grama do seu jardim, limpar sua piscina e juntar o cocô de seu cachorro de dia, e encontrar com diplomatas e príncipes de noite.

E há o multiculturalismo dos pobres. Recentemente, uma moça inglesa soltou o verbo no metrô contra os imigrantes. Foi um pouco vulgar, e provavelmente estava colocando em risco o seu filho, além de ensinar-lhe péssimos modos. Por outro lado, quem pode culpá-la totalmente? É fácil acusar os outros de "racistas" quando não se tem que aturar batuques de africanos na madrugada, venda de drogas por árabes na esquina de casa, prostituição de romenas duas quadras mais além, desemprego e aumento generalizado do crime. Os pobres são os que mais sofrem com o multiculturalismo, pois no fundo é isso o que significa para eles.

Nem sempre fui contra o multiculturalismo, e ainda hoje posso ver alguns de seus aspectos positivos. A primeira vez que visitei Londres fiquei encantado. Tanta gente de tantos povos, todos convivendo em paz!  Que cidade tão cosmopolita! (Naqueles tempos, a palavra nem era "multicultural", mas "cosmopolita.") Ainda hoje tenho respeito e curiosidade pelas pessoas de outras culturas, gosto de conhecer pessoas de outros países, e provavelmente jamais sairia gritando como a moça do vídeo.

Por outro lado, posso ver que o multiculturalismo, quando ocorre de forma massiva e especialmente entre a população de classe baixa, tem efeitos nefastos. Voltemos à moça: mesmo que a imigração não tivesse efeitos negativos e todos os povos se entendessem bem, não teria ela o direito de viver entre ingleses nativos, se assim o desejasse? O que é um país? Hoje em dia, qualquer coisa. Mas, originalmente, os países eram tribos, formados por grupos de pessoas geneticamente parecidas. Muitas vezes podemos reconhecer, só pelo rosto, quem é inglês, quem é italiano, quem é armênio (tenho uma amiga que é ótima em descobrir a origem da pessoa só pela fisionomia). Além disso, existe também uma série de fatores culturais que costumam definir cada nação. Sem isso, aquela piada sobre o inferno ser um lugar onde o cozinheiro é inglês, o humorista alemão, etc, nem existiria.

O discurso sobre a imigração dos países pobres aos ricos tem se dividido em duas partes: a direita a favor do assimilacionismo e a esquerda a favor do multiculturalismo. Assimilacionismo seria aceitar imigrantes mas de modo a que estes se adaptem à cultura ocidental; multiculturalismo seria não julgar nenhuma cultura como superior ou mesmo diferente da outra, mas que todas convivam juntas e separadas num mesmo local.

O multiculturalismo, por sua natureza, quase sempre dá lugar a conflitos tribais. O assimilacionismo claramente é uma solução melhor, mas implica que os imigrantes muçulmanos ou mexicanos (para dar um exemplo) tenham o interesse ou a capacidade de replicar e manter a cultura ocidental. Mas e se eles não tivessem tal interesse nem capacidade? E se eles preferirem replicar a sua própria cultura quando forem maioria?

Acho que é isso que muitos não entendem. A idéia de que todos vão simplesmente copiar o que é bom só porque é bom é ingênua.

Por outro lado, a verdade é que a Inglaterra de hoje não é nem multicultural e, se é assimilacionista, é ao contrário: o britânico é que tem que se assimilar!

Afinal, o que mais incomoda mesmo é o comportamento das autoridades britânicas. Sabem o que aconteceu com a moça do vídeo? Foi presa. Enquanto isso, três muçulmanas bêbadas que espancaram uma mulher britânica chamando-a de "puta branca" não foram presas porque, no entender do juiz, "devido à sua religião, não estavam acostumadas a ficar embriagadas".

É... Por outro lado, hoje é muito fácil encontrar bons restaurantes em Londres...

Londres, hoje.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Por que as mulheres gostam de bad boys?

Não tenho uma resposta para a pergunta, mas a questão vem à luz devido a um pavoroso evento ocorrido na Inglaterra: uma jovem loira, bonita, rica e medianamente famosa (era apresentadora de televisão) conheceu um rapaz via Internet e começou imeditamente um romance com ele. Meras duas semanas depois, a jovem foi estuprada por ele e, quando ela decidiu acabar com a relação, o rapaz - através de um capanga - atirou ácido sulfúrico no rosto dela, desfigurando-a para sempre. Vejam aqui a moça antes do ataque:


E, se tiverem coragem, cliquem aqui para ver como a moça ficou depois.

Uma tragédia, certo? Mas a coisa é mais complicada do que isso. Vejam o rosto do namorado, que não precisou nenhum ataque de ácido para ficar assim:


Talvez eu tenha sido indevidamente afetado pelas teorias de Lombroso, ou talvez a foto do mugshot lhe dá um ar mais ameaçador do que de costume, mas parece-me que qualquer pessoa de bom senso poderia ver que se trata de uma pessoa violenta, ou, como se diz em português, um bad boy.

Mas aceitemos que "as aparências enganam" e que "não se deve julgar um livro pela capa". A moça nem mesmo checou as referências do jovem. Segundo a reportagem, ela viu a foto, soube que ele praticava artes marciais (mais um sinal de possível violência), e sentiu-se imediatamente atraída. Eles saíram juntos poucos dias depois; no segundo encontro ele lhe disse que "a amava". Ela acreditou.

Bem, resulta que o rapaz já tinha estado na cadeia por ter jogado água fervente no rosto de outro sujeito. Se a moça tivesse procurado o nome dele no Google, talvez descobrisse alguma coisa. (Eu não sei vocês, mas eu sempre googleio o nome da pessoa; é impressionante a quantidade de informação que se pode obter sobre alguém). A moça não sabia de seus antecedentes, mas, mesmo depois que começou a perceber que o sujeito tinha ataques de agressividade, continuou a relação.

Poucos dias depois, os dois foram a um hotel, onde o "namorado" a estuprou, deu-lhe uma surra que resultou em um ferimento na cabeça, e manteve-a presa por oito horas. (Ele alegou depois estar sob o efeito de drogas). Porém, a moça não chamou a polícia e, no hospital que a tratou, inventou uma história qualquer em vez de contar a verdade. Bem, sabemos que muitas mulheres continuam tendo relações com homens que as maltratam; em muitos casos, isso é justificado pelo medo de serem mortas em caso de denúncias. É o que ela alega também.

O que aconteceu depois é um pouco bizarro. Segundo a reportagem, nos dias seguintes, o rapaz telefonou várias vezes e mandou dezenas de e-mails pedindo desculpas. A moça aceitou ir a um Internet café para ler os seus e-mails, já que aparentemente sua conexão em casa não funcionava. Disse-lhe, ao telefone, até mesmo como estaria vestida. (Esta parte me parece um pouco difícil de acreditar. A Internet não funcionava? A moça chique não tinha um Blackberry ou similar? E por que a moça responderia como estaria vestida, sem desconfiar da estranha pergunta? Não era mais fácil dizer que veria os e-mails depois, sem especificar quando?)

Bem, o fato é que, a caminho do cybercafé, ela foi abordada por um capanga do "ex-namorado" que jogou-lhe ácido no rosto, desfigurando-a para sempre. (Hoje estão os dois presos, com direito a academia de musculação e uso de celular).

O evento dá margem a várias discussões sobre a sociedade contemporânea. Uns dizem que a culpa é do feminismo e da liberação sexual. Afinal, antigamente uma "moça direita" não sairia com o primeiro sujeito que aparecesse, mas esperaria mais. Que a moça tenha escolhido o sujeito exclusivamente pela atração física e que tenha iniciado uma relação com ele imediatamente parece algo impulsivo e descuidado.

Outros afirmam que é o mero efeito colateral da independência financeira feminina. De fato, antigamente as mulheres precisavam casar, e havia toda uma luta para conseguir um "bom partido", como se vê nos romances de Jane Austen. Hoje, porém, mulheres como Katie Piper têm sua independência garantida, podendo mesmo não casar e dedicar-se a relações com jovens de caráter duvidoso, por mera aventura ou interesse sexual.

Outros ainda colocam a culpa no politicamente correto promovido pelos esquerdistas e pós-modernos, segundo os quais não se deve julgar ninguém. Por essa ótica, sair com um executivo ou com um jovem de baixa instrução fissurado em artes marciais seria a mesma coisa, afinal não devemos discriminar ninguém por sua classe, cultura, origem ou religião - e isso valeria mesmo para o mundo do namoro.

É evidente que a moça não tem culpa e não poderia adivinhar a tragédia que se abateria sobre sua vida; além disso, é admirável a sua coragem e capacidade de recuperação psicológica de fronte a um evento similar; mas também é verdade que uma série de fatores da sociedade atual colocam muitas mulheres ingênuas à mercê de predadores.

E afinal, voltando à pergunta do título, por que certas mulheres gostam de bad boys?

Atualização: novo post sobre o tema.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A culpa é das facas

Primeiro o governo britânico acabou com a possibilidade dos civis ingleses terem armas de fogo em casa. Curiosamente, a violência não diminuiu. Ao contrário. Nos últimos anos vem ocorrendo uma série de ataques de gangues e homicídios e ataques violentos com facas. A reação do governo inglês? Culpar as facas, é claro.

Depois de várias medidas fracassadas tentando proibir a posse de canivetes e similares, agora os ingleses estão lançando a "faca anti-esfaqueamento". Isso mesmo. Uma faca de ponta redonda que, se os inventores conseguirem seu desejo, será obrigatória em toda cozinha inglesa.

Segundo a reportagem, o "revolucionário" design levou quatro anos (!) para ser desenvolvido. Quatro anos para inventar uma faca de ponta redonda? Curiosamente, embora não possa esfaquear, pode perfeitamente ser usada para degolas, mas isso poderá ser resolvido com a futura revolucionária invenção de uma faca sem fio.

(Ah: há boatos de que, como medida auxiliar, o governo inglês também está pensando em oferecer descontos no preço da faca para membros de gangues ou psicopatas... Como diria o Garrincha, a idéia da faca não-letal até que é boa, mas faltou combinar com Jack the Ripper.)

É um pouco deprimente observar a insanidade que tem tomado conta das elites políticas ocidentais. Observem que, entre os recentes assassinatos por motivo fútil ocorridos na Inglaterra, dois dos mais chocantes não envolveram facas: em um caso, um garoto de 16 anos foi morto com uma bandeja de vidro; em outro, um homem foi morto por adolescentes a meros pontapés. Deveria o governo proibir bandejas e coturnos? (Ah, em ambos os casos os assassinos eram imigrantes ou descendentes de imigrantes, mas ninguém vai sugerir proibir a imigração, isso não. Tampouco a impunidade e a leniência cada vez maior com os crimes violentos tem algo a ver. É tudo culpa das malditas facas.)

Em notícia aparentemente não relacionada, mas que tem tudo a ver, informa-se que a polícia inglesa está parando e revistando brancos sem motivo algum, ou melhor, com um motivo preciso: tornar mais politicamente corretas as estatísticas, para que ninguém pense que esse negócio de terrorismo tem a ver só com muçulmanos.

O aumento do progressismo a nível mundial coincide com o aumento do crime a nível mundial. Será mera coincidência?

Quando a realidade não confirma a delirante visão de mundo do progressista, não é que ele mude a sua visão de mundo: ao contrário, tenta desesperadamente mudar a realidade. Mas com esse exercício inútil só consegue torná-la ainda pior.

A incrível faca anti-esfaqueamento.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Horror público e gratuito

O Pax é um desses que vive falando nas maravilhas da saúde pública. Eis aqui o retrato da saúde pública em um país considerado desenvolvido, a Inglaterra:

Mais de 400 pacientes mortos em um único hospital sem que ninguém saiba a causa.
Remédios faltando por semanas.
Monitores cardíacos desligados para economizar energia.
Pacientes aguardando meses por um atendimento e morrendo antes deste acontecer.
Doentes cujas operações foram adiadas esquecidos no quarto sem água ou comida, tomando água dos vasos de flores para sobreviver.

Há histórias similares no Canadá, na França e mesmo na Suécia tão amada, onde algumas pessoas precisam esperar anos para obter um tratamento. E nem falemos do Brasil, onde as histórias de horror são demasiado numerosas para contar.

A idéia da saúde pública e gratuita para todos é bacana. A idéia. Mas, na prática, não há um único lugar em que funcione perfeitamente. Como não me canso de repetir, você não pode ter Bom, Rápido e Barato ao mesmo tempo. Escolha um.

Mas, para muitas pessoas, o importante são as idéias, as boas intenções, não o resultado destas na prática. Melhor acreditar que o sistema de saúde em Cuba é o melhor do mundo.

A "saúde pública, gratuita e de qualidade para todos" está muito longe de ser gratuita, jamais consegue atender a todos, raramente é de qualidade e muitas vezes nem mesmo é saúde.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lord Ahmed e os Cavaleiros da Távola em Forma de Meia-Lua

Lembram dos Cavaleiros da Távola Redonda? Sir Galahad, Sir Lancelot, King Arthur, Guinevere...

Pois hoje a Inglaterra tem um tal Lord Ahmed. Quem diria, hein? E Lord Ahmed - que fez seu juramento de posse na Câmera dos Lordes inglesa com a mão direita sobre o Corão - fez pressão e conseguiu proibir, não apenas a exibição do filme Fitna, como a própria a presença de Geert Wilders na Inglaterra.

Isso mesmo. Geert Wilders, político holandês e diretor do filme Fitna, está proibido de entrar na Inglaterra sob pena de prisão, pois seua presença é considerada pelo Secretário de Estado britânico - pasmem - uma "ameaça à harmonia comunitária".

"Harmonia comunitária", percebem? Qual harmonia, vocês se perguntarão? Ora, esta harmonia aqui. Ou esta. Ou esta. A harmonia dos vândalos muçulmanos de destruírem o que bem quiserem. Só não pode aparecer alguém para dizer "O Rei está nu". Epa, isso não.

A Inglaterra é hoje a poster-child da decadência ocidental: de maior império mundial, tornou-se hoje uma patética republiqueta que curva-se ao primeiro radical que aparece (além de ter sérios problemas de outra ordem, sobre os quais falarei adiante em outro post).

Príncipe Al-Charles.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Caption this


Aeroporto the Heatrow, Inglaterra. Observem que o bonequinho da sala "multi-faith", pela posição, está realizando uma prece islâmica. Observem que a saída de emergência fica logo ao lado. E leiam estas notícias, uma informando que a crise financeira na Inglaterra está bem pior do que nos EUA, e a outra informando que os recém-formados mais qualificados estão emigrando para outros países em números alarmantes.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Inglaterra está virando um país muçulmano?

Não é de hoje que há notícias estranhas vindo da Inglaterra. A última é que dois estudantes da sétima série (de 11 e 12 anos) foram punidos por negar-se a curvar-se a Alá em uma aula de, hã, "educação religiosa".

Ontem, um dos mais importantes juízes britânicos disse que o país deveria adotar a sha'ria para os muçulmanos locais.

O problema do mundo ocidental não é o islã. O islã é (falando metaforicamente) apenas um vírus oportunista que ataca um corpo indefeso e decadente, sem anti-corpos.

Atualização: aqui um interessante artigo sobre a recente onda de crimes com facas na Inglaterra, muitos incluindo menores, indicando que o furo é mais embaixo. Ah, o governo pretende resolver o problema proibindo as facas...