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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Devem os ricos pagar mais impostos?

Chega de falar sobre imigração, raça, cultura, decadência européia e todos esses temas que me deprimem profundamente. Vamos falar de um tema sobre o qual todos concordam: impostos. Todo mundo, até o Noam Chomsky, gostaria de pagar menos impostos, certo?

Bem, aparentemente, nem todos. O bilionário socialista Warren Buffet diz que quer pagar mais impostos e que acha que todos os bilionários deveriam fazer o mesmo. Os apenas milionários também entraram na onda e apoiam os projetos de Obama para aumentar os impostos sobre os ricos (e os nem tão ricos).

Bem, nada impede que eles doem toda a sua fortuna ao governo Obama, se assim quiserem, mas porque essa ênfase em uma mudança da lei? 

Há ainda um estereótipo que vê os ricaços americanos como sendo sagazes capitalistas, conservadores e fãs de Ayn Rand, mas isso está bem longe da verdade. O fato é que hoje a grande maioria dos bilionários, de Al Gore a Bill Gates, são socialistas, Democratas e estatistas. Por que isso ocorre? Essas pessoas não dão ponto sem nó, portanto deve haver uma grande vantagem em ser estatista. Provavelmente, ajuda a limitar o surgimento de possíveis concorrentes. Se você está no topo, você não quer mais competição, certo? 

Mas o que o povo acha de tudo isso? Políticos populistas querem nos fazer acreditar que os mais pobres querem sempre mais impostos sobre os ricos, mas isso não é sempre verdade.

Um artigo muito interessante da Economist, ao qual eu já fiz alusão no post anterior, fala sobre essa questão. A tendência era achar que o cidadão de classe média quer menos impostos aos ricos pois sonha em um dia ser rico também; quanto mais impostos aos mais ricos, menos estímulo tem o cidadão de classe média a se esforçar mais e subir de vida. Isso faz sentido, mas talvez essa não seja toda a verdade. O artigo descreve um curioso experimento que foi realizado por estudiosos:  

Os autores realizaram uma série de experimentos onde estudantes receberam aleatoriamente somas de dinheiro, separadas por 1 dólar, e informaram sobre a "redistribuição de renda" que se seguiria. Então cada um recebeu mais 2 dólares, que eles deveriam dar seja à pessoa diretamente acima deles, seja à pessoa diretamente abaixo deles na "classe social". Em concordância com a teoria da "aversão ao último lugar", as pessoas que estavam a um degrau da classe mais baixa eram as mais propensas a darem o dinheiro às pessoas acima delas: recompensando os "ricos" mas garantindo que ao menos alguns continuassem mais pobres do que eles.  

Segundo o estudo, portanto, não é que as pessoas necessariamente imaginem que um dia serão ricas, o que não querem é estar entre os mais pobres dos pobres, querem sempre ter alguém abaixo de si. Coisas da natureza humana. 

O que fazer? Pessoalmente, e nesse ponto concordo com o Ron Paul, sou a favor da abolição do imposto de renda, e que o único imposto existente seja sobre as vendas, de modo que os ricos (ou aqueles que consumem mais) pagarão de acordo com o que consomem, sem burocracias e sem firulas. É claro que com essa medida advogados, contadores e milhões de burocratas perderiam seus empregos, sem contar que o Estado diminuiria de tamanho e se intrometeria menos na privacidade do indivíduo, e portanto tal medida é inadmissível.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Últimos estertores do chavismo

Lembram, há poucos anos atrás, quando ainda tantos na esquerda celebravam Chávez e suas "conquistas", e falavam em como ele estaria resolvendo os problemas sociais da Venezuela, e sua influência política ameaçava se espalhar por todo o continente? Mesmo celebridades como Sean Penn, Oliver Stone e Naomi Campbell abraçavam-se ao tirano (claro que depois tomando um bom banho e voltando para suas mansões em Bel Air e Beverly Hills).

Hoje o povo liderado por Chavito enfrenta o amargo resultado de suas políticas: escalada de crime, crise energética, inflação de 60%, banhos de três minutos, censura na TV, racionamento de água e alimentos.

Chavez também perdeu de goleada a disputa em Honduras e sua influência continental começa a minguar. No Chile, a direita ganhou as eleições; é provável que a essa se sigam outras derrotas. Mesmo em Caracas, sua popularidade não é sombra do que era. Nem acusar os EUA de ter uma máquina de criar terremotos ajuda o pobre coitado.

De fato, os problemas são tantos que os ratos já começam a fugir do navio. (Cadê o Sean Penn agora? Cadê Naomi Campbell?)

Tudo isso, é claro, não é uma surpresa para este blog, e todos os que sabiam que o tal "socialismo do século XXI" era tão ruim quanto o do século XX.

Mas não espere por isso que os fãs do socialismo desistam, e finalmente entendam que tentar esse caminho é burrada. Já estão eles gritando que é tudo culpa do "imperialismo" em seu novo Fórum Social Mundial.

Da próxima vez, eles garantem, vai dar certo.




Enquanto isso, na América, o Obamismo também começa a degringolar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou...

No dia em que comemora-se a independência brasileira, é interessante reler um trecho de Herbert Spencer, Man versus the State, escrito em 1884, que parece refletir a realidade brasileira mundial atual (já que o mundo todo parece encaminhar-se hoje para o mesmo destino). Há hoje um 1,1 milhão de funcionários públicos federais ativos no Governo Lula, um aumento de 20% respeito à administração anterior.

In every circle conversations show that now, when the passing of competitive examinations renders them eligible for the public service, youths are being educated in such ways that they may pass them and get employment under Government. One consequence is that men who might otherwise reprobate some further growth of officialism, are led to look on it with tolerance, if not favourably, as offering possible careers for those dependent on them and those related to them. Any one who remembers the numbers of upper-class and midd1e-class families anxious to place their children, will see that no small encouragement to the spread of legislative control is now coming from those who, but for the personal interests thus arising, would be hostile to it.

This pressing desire for careers is enforced by the preference for careers which are thought respectable. "Even if his salary is small, his occupation will be that of a gentleman," thinks the father, who wants to get a Government-clerkship for his son. And this relative dignity of State-servants as compared with those occupied in business, increases as the administrative organization becomes a larger and more powerful element in society, and tends more and more to fix the standard of honour. (...)

These various influences working from above downwards meet with an increasing response of expectations and solicitations proceeding from below upwards. The hard-worked and over-burdened who form the great majority, and still more the incapables perpetually helped who are ever led to look for more help, are ready supporters of schemes which promise them this or the other benefit by State agency, and ready believers of those who tell them that such benefits can be given, and ought to be given. They listen with eager faith to all builders of political air-castles, from Oxford graduates down to Irish irreconcilables; and every additional tax-supported appliance for their welfare raises hopes of further ones. Indeed the more numerous public instrumentalities become, the more is there generated in citizens the notion that everything is to be done for them, and nothing by them. Each generation is made less familiar with the attainment of desired ends by individual actions or private combinations, and more familiar with the attainment of them by governmental agencies; until, eventually, governmental agencies come to be thought of as the only available agencies.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Enquanto isso, em Cuba...

O problema:
FSP, 07/08/2009 - 20h46:
Em crise econômica, Cuba enfrenta escassez de papel higiênico
Em meio a uma séria crise econômica, Cuba está enfrentando escassez de papel higiênico e pode não ter o suficiente para atender à população até o final deste ano, disseram fontes de empresas estatais nesta sexta-feira.

A solução:
Globo, 09/08/09 - 08h28:
'Dicionário de pensamentos' de Fidel Castro é lançado em Cuba
"O (livro) do 'comandante' vende como pão quente, por isso tinham que ter feito uma tiragem de pelo menos 2 mil", disse à Agência Efe Magaly, de 71 anos, que não conseguiu um exemplar, apesar de ter chegado com quatro horas de antecedência.

(Dica: DD)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os pobres são importantes

Os pobres são importantes para uma nação. Mais do que isso. Os pobres são uma mina de ouro, como disse uma vez um bispo. (Não, não foi o Bispo Macedo, embora pudesse ter sido ele, mas sim um bispo europeu séculos atrás).

Os políticos demagogos precisam de pobres. Os pobres, afinal, podem ser comprados a preço baixo, dando sustento a qualquer grupo de poderosos, de Chávez a Lula, de Mugabe a Obama. Um bom ditador toma cuidado de jamais acabar com seus pobres: pensem na Cuba de Fidel ou na Venezuela de Chávez. Acabaram com a pobreza? Que nada, aumentaram-na. Mas mantém os pobres na dependência estatal, isto é, eternos súditos do Estado.

Os pobres são tão importantes que alguns países, não tendo produção própria em grande escala, decidiram importá-los. EUA e Europa ocidental, desenvolvidos graças à riqueza do capitalismo, não tiveram mais remédio que importar suas "classes oprimidas" (embora um termo melhor fosse "classes sustentadas") de outros países.

É sabido que o welfare aumenta a pobreza. Por outro lado, alimenta a burocracia estatal. Dá de comer, não tanto aos pobres, como àqueles que trabalham com a suposta missão de "resolver o problema da pobreza". Os pobres são uma indústria. Os pobres dão lucro.

Nos EUA e na Europa, os pobres atualmente são representados principalmente por essa classe de novos imigrantes que, ao contrário das gerações anteriores, não estão ali para trabalhar e subir de vida, mas para ser sustentados e ficar sempre na mesma situação. De fato, estudos indicam que em sua maioria, por uma série de fatores, religiosos, políticos e sociais, tanto muçulmanos na Europa quanto mexicanos nos EUA serão (salvo exceções individuais, que existem em qualquer grupo) sempre uma subclasse inadaptada.

Para que serve isso aos políticos? Simples. De um lado, mantém a classe média na linha, com medo de assaltos e violência. Do outro lado, ganham votos e dependência permanente de uma classe baixa da população. E assim o poder dessa intelligentsia no poder aumenta mais e mais, não obstante um que outro escândalo de corrupção.

Os pobres são uma mina de ouro.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Fuga de Caracas

Enquanto ainda há quem cante os louvores da União Soviética, um curioso fato permanece: não há nem jamais houve um único país comunista ou socialista para o qual as pessoas desejassem imigrar. Ao contrário: o movimento populacional é sempre de dentro para fora, ou seja, dos habitantes do "paraíso socialista" tentando escapar, muitas vezes arriscando a própria vida.

Isso é verdadeiro ainda hoje. Leio uma interessante notícia sobre a "fuga de cérebros" da Venezuela em direção a outros países, como EUA, Colômbia e até Panamá. As pessoas mais qualificadas - e toda a classe média em geral - está há tempos abandonando o barco em direção a ambientes menos hostis. É o dilema de todo regime socialista: como manter no país os competentes que produzem riqueza e inteligência? A mesma notícia informa que Chávez demitiu a maioria dos profissionais mais experientes da PDVSA (empresa petrolífera venezolana), colocando em seu lugar marionetes marxistas. A produção diária de petróleo caiu em mais de um terço. Não é difícil adivinhar, em poucos anos, a decadência do regime chavista.

Para os ingênuos radicais esquerdistas, os Idelberes e Tiagos da vida, sempre apoiando causas equivocadas, essa é uma boa notícia: finalmente a maldita classe média vai embora, deixando que o Governo possa cuidar exclusivamente do Povo.

O que eles não entendem é que o Povo é um só. Não existe "luta de classes". O maior erro do marxismo é separar as pessoas em categorias econômicas estanques, como se ser "proletário" ou "burguês" fosse algo determinado geneticamente.

Nunca entendi muito bem o ódio dos esquerdistas à classe média. Afinal, o sonho de todo pobre é ser de classe média, o sonho de todo proletário é ser burguês. E esse movimento de ascenção social sempre ocorre em um sistema político mais natural, não baseado na hedionda utopia "igualitária".

O socialismo, ao contrário, costuma manter os pobres na "pureza" da falta de dinheiro ou alimentos. Para os seguidores dessa bizarra religião fantasiada de ideologia política, ser pobre é ser mais puro.

Os socialistas são parasitas que nem mesmo compreendem que, ao matar seu hospedeiro, irão logo morrer também.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Obamanabucodonosor

O Not Tupy tem uma teoria interessante: Obama é inimpichável:
Se O. J. Simpson, um troglodita imbecil, fez negros e brancos quase cerrar fileiras de guerra pelo fato de ser julgado por matar sua mulher, imagine o que ocorreria com a queda do profeta?
De fato, mesmo apenas nos seus primeiros seis meses, Obama já fez coisas que a nenhum outro comum mortal seriam permitidas, muito menos a um branquelo qualquer. Por exemplo, na sua campanha, prometeu que JAMAIS aumentaria os impostos de qualquer um que ganhasse menos de 250.000 dólares ao ano. Está aqui, a sua frase de 2008:

"I pledge to you that under my plan, no one making less than $250,000 a year will see any form of tax increase. Not income tax, not capital gain taxes, not any kind of tax."

Bem... Hoje seu governo já está desconversando, nega-se a afirmar que a classe média não vá receber novos impostos, já criou um imposto novo sobre os cigarros e pensa mesmo criar novos impostos sobre a eletricidade, a gasolina e até sobre a Internet.

O grande truque, verdadeiramente genial, é o seguinte: tais impostos não vão ser chamados de "impostos", mas de "contribuições provisórias" (epa!), ou "fundo verde de prevenção ao aquecimento global", etc.

Em um país tradicionalmente avesso a aumento de impostos, não é um feito menor.


Atualização: Uma piadinha obamiana:

Recession: When your neighbor loses his job.
Depression: When you lose your job.
Recovery: When Obama loses his job.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Comunismo: modo de usar

Alguns acreditam, ingenuamente, que o Comunismo seja um sistema político que estava em voga desde 1917 e que vigorou até aproximadamente 1989, tendo desde então sobrevivido em apenas uma ilha do Caribe e alguns outros países marginais.

Fosse assim, e vocês todos poderiam rir às gargalhadas das ocasionais invectivas deste blog contra esses fantomáticos seres que costumam morar embaixo de camas alheias.

Mas o Comunismo não é um sistema político. O Comunismo é um engodo que, em nome da falsa promessa de igualdade, dá poder imenso a uma nova aristocracia - aquela formada pelos reformadores sociais e seus amigos. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros, já dizia Orwell séculos atrás.

O Comunismo é, na verdade, um conto do vigário e, como todos os contos do vigário, tem dezenas de variantes de acordo com a circunstância histórica. A variante stalinista. A variante maoísta. A variante pseudodemocrática chavista. A variante lulista. A variante obamista. A variante ecologista. A variante capitalista.

Todos são graus, maiores ou menores, do mesmo 171. Prometa igualdade, obtenha mais poder e dinheiro para seus amigos através do aumento de impostos, transferência de renda, nacionalização de empresas, confisco de propriedades e assim sucessiva e gradativamente.

Há Comunistas na Rússia e na América. Há Comunistas em Beijing e em New York. É um erro crer que os ricos não gostam do Comunismo. Há Comunistas milionários. Há Comunistas bilionários. Há Comunistas trilionários!

O Comunista não é um ideólogo nem um dogmático, engana-se muito quem pensa assim. O Comunista é um mafioso. O Comunista é um parasita. O Comunista é um... vampiro.

Onde quer que haja um trabalhador dedicado que deseja subir na vida, ali estará um Comunista para roubar seu dinheiro.

Onde quer que haja uma pessoa de bem que respeita as leis, ali estará um Comunista para corrompê-la.

Onde quer que haja uma moça virtuosa e honesta, ali estará um Comunista para prostituí-la.

Onde quer que haja uma criancinha orfã e inocente, ali estará um Comunista para comê-la.

O Comunismo não morrerá jamais!

Horror público e gratuito

O Pax é um desses que vive falando nas maravilhas da saúde pública. Eis aqui o retrato da saúde pública em um país considerado desenvolvido, a Inglaterra:

Mais de 400 pacientes mortos em um único hospital sem que ninguém saiba a causa.
Remédios faltando por semanas.
Monitores cardíacos desligados para economizar energia.
Pacientes aguardando meses por um atendimento e morrendo antes deste acontecer.
Doentes cujas operações foram adiadas esquecidos no quarto sem água ou comida, tomando água dos vasos de flores para sobreviver.

Há histórias similares no Canadá, na França e mesmo na Suécia tão amada, onde algumas pessoas precisam esperar anos para obter um tratamento. E nem falemos do Brasil, onde as histórias de horror são demasiado numerosas para contar.

A idéia da saúde pública e gratuita para todos é bacana. A idéia. Mas, na prática, não há um único lugar em que funcione perfeitamente. Como não me canso de repetir, você não pode ter Bom, Rápido e Barato ao mesmo tempo. Escolha um.

Mas, para muitas pessoas, o importante são as idéias, as boas intenções, não o resultado destas na prática. Melhor acreditar que o sistema de saúde em Cuba é o melhor do mundo.

A "saúde pública, gratuita e de qualidade para todos" está muito longe de ser gratuita, jamais consegue atender a todos, raramente é de qualidade e muitas vezes nem mesmo é saúde.



quarta-feira, 18 de março de 2009

A gente somos inútil!

Em nenhum país o nanny-state (Estado-babá) está tão evoluído quanto na Inglaterra, onde o governo controla praticamente todo aspecto da vida do cidadão. Estado-babá é a expressão mais correta: trata-se, de fato, de infantilizar todos os cidadãos, tratá-los como incapazes para melhor controlá-los. George Orwell estava certo, sua utopia totalitária só errou de ano e de modo: não é uma ditadura, é uma democracia na qual o povo se acorrenta por sua livre e espontânea vontade.

Uma recente notícia ilustram bem o caso. Os extintores de incêndio poderiam ser proibidos e retirados de vários prédios, pois seu uso inadequado em mãos inexperientes poderia causar mais danos do que soluções, dando uma falsa sensação de segurança. A recomendação em caso de incêndio é apenas fugir e chamar os bombeiros. Pode parecer surpreendente, mas é apenas a seqüência lógica do que já se faz com as armas de fogo. Se assaltado, não reaja, não use de meios próprios de autodefesa (os quais aliás você não tem o direito de possuir): apenas chame a polícia.

Que os políticos queiram cada vez mais controle sobre a vida (e sobre o bolso) do cidadão não espanta nem pode espantar ninguém com mais de 18 anos e alguma experiência de vida. O que espanta é a docilidade - eu diria até o alívio - com que tais esquemas são recebidos por grande parte da população. "A gente somos inútil", eles parecem querer dizer.

Em um comentário em outro blog, um jovem americano de 22 anos tem uma tese interessante sobre as causas do crescente estatismo mundial:

"We’ve all been sheltered by parents who try to protect us from risk and icky bad things, and so we think we’re special, and naively believe that most of the world’s problems really can be solved, and by government at that."

De fato, em um sentido mais amplo, podemos observar que o Estado-babá atual é resultado da prosperidade e segurança observadas até recentemente no mundo desenvolvido, e que acabaram por criar uma aversão a riscos que se aproxima da tolerância zero. A medicina moderna pode curar a maioria das doenças, portanto estar doente ou até fora do peso ideal já é visto como algo terrível. A violência urbana é relativamente pouco freqüente, portanto as pessoas querem manter o mesmo nível de vida sem risco em todas as facetas. A aversão a riscos - sempre existentes na liberdade - leva as pessoas a preferirem a segurança.

O curioso é que no Brasil, onde não se chegou a tais níveis de prosperidade ou segurança (o sujeito pode morrer de bala perdida na próxima esquina), onde a falha do Estado em proporcionar segurança, educação, saúde e qualquer coisa aproximando-se de um serviço meramente medíocre é palpável cada momento, o curioso é que mesmo assim o Estado é visto sempre como salvação. Aqui acho que a explicação é outra. Gostamos do Estado-babá simplesmente porque não conhecemos outra coisa. Não há infantilização, somos infantis por natureza. Ao contrário dos americanos, asiáticos ou europeus, nunca crescemos, nunca deixamos de ser crianças.

Unhéééé!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Era dos Idiotas

Não sei como vai ser chamada a nossa era atual pelos futuros historiadores. Sugiro um nome simples e direto: "A Era dos Idiotas". Nunca houve tantos imbecis com tanto poder nas mãos.

Obama recentemente fez uma entrevista à TV árabe chamando o Irã para o diálogo. Mencionou um suposto período "há meros trinta anos atrás" em que o diálogo entre EUA e muçulmanos era "mais pacífico". Como bem observa o iraniano Amir Taheri, há trinta anos atrás os muçulmanos estavam seqüestrando embaixadores americanos e explodindo soldados americanos. Não havia "diálogo pacífico" nenhum.

Naturalmente, o presidente iraniano respondeu à entrevista com desprezo, dizendo que antes de qualquer diálogo, Obama teria que pedir perdão de joelhos pelos supostos 60 anos de crimes norte-americanos contra o Islã.

Enquanto isso, Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e hoje enviado especial ao Oriente Médio, insistiu que o Hamas deveria ser incluído nos diálogos de paz com Israel. O Hamas respondeu dizendo que Tony Blair era "estúpido".

É preciso dar o braço a torcer e admirar os islamistas. Quer dizer, ao menos os caras falam o que pensam, sem papas na língua, enquanto os líderes ocidentais nem mesmo sabem o que dizem.

Nunca na História Universal o Ocidente foi liderado por tão incríveis pamonhas. Pessoas que acreditam que basta ser bonzinho para que o vilão do filme seja bonzinho com você. Esses caras não assistem cinema não?

Enquanto isso, no Brasil, concluiu o Fórum Social Mundial. O Reinaldo Azevedo fez um post muito engraçado a respeito. (Sei que alguns aqui não curtem o Reinaldo, mas esse post está muito bom).

No FSM foram distribuídas 600.000 camisas-de-vênus. Como diz um comentarista do blog do RA, "no próximo evento seria mais interessante o fornecimento de 600.000 camisas-de-força."

Por outro lado, devemos pensar positivo: se usam camisinha, ao menos não se reproduzem.

Há idiotas demais no mundo? Temo que sim. Vejam as fotos abaixo, e digam-me se não tenho razão.

"É lastimável que tantas cabeças e braços não se dediquem à agricultura: o mundo já seria algo melhor." (Outro comentarista do RA)

É um pássaro, é um avião? Não, é Super-Obama...

Idiotas tiram a sua foto com metade do rosto de Obama para mostrar que também fazem parte do "change".

Estudante burguesa entediada fantasiando-se de índia-palestina (?) no FSM.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O futuro do socialismo

Agradeço aos que participaram da nossa pesquisa exclusiva (ver post abaixo). Fiquei aliviado em saber que a maioria é de "direita normal" e "direita tacanha", com alguns poucos de "esquerda" e "centro". É que visitando novamente o blog do Pedro Dória, descobri que há uma pá de gente que ainda acredita no Comunismo. Com comentários do tipo:
Eu não só acredito, como vejo o socialismo avançando lento mas inexoravelmente no mundo todo.

O futuro realmente será socialista.

Mas não acredito na eliminação do Estado, talvez num futuro distante, um Estado universal e a supressão dos países, como já está acontecendo na Europa.

De fato, o socialismo - entendido como um Estado cada vez maior e mais presente na vida do indivíduo - de certa forma está avançando no mundo todo, e está aí o Obama que não me deixa mentir. Mas isso não é nada bom, ao contrário do que pensa nosso infeliz amigo, que conflui socialismo com a "eliminação do Estado", talvez ainda acreditando na velha teoria comunista de que, quando finalmente se chegar a último estágio da "evolução social", o Estado poderá ser abolido, pois todos viveriam felizes e em harmonia e este não seria mais necessário... (Esta parte da promessa socialista sempre me lembra esses emails nigerianos de alguém que promete depositar alguns milhões na sua conta. Socialismo é 171.)

Enfim, confesso que às vezes me preocupo. Não obstante o total fracasso da experiência socialista - cem milhões de mortos! - ainda há quem queira repetir. Acho que o Olavo de Carvalho tem razão: a mentalidade revolucionária é uma forma de incapacidade intelectual, um retardamento mental auto-imposto. Não é que quem acredite no "socialismo" apenas tenha uma idéia política diferente da minha ou da sua; não - é realmente um celerado, uma pessoa que tem a mente torta e não consegue compreender nem os fatos básicos da vida:
A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal.
É por isso que eu não discuto mais com os "socialistas"do blog do Pedro Doria, pois descobri que seria como tentar dialogar com insanos em um asilo que acreditam ser Napoleão.

Se alguém aqui nos seus áureos tempos de estudante já viveu compartindo uma casa com outras pessoas, sabe o complicado que é: sempre tem alguém não vai pagar a sua parte da conta da luz ou aluguel; alguém que vai brigar com outro alguém; alguém vai roubar a comida de outro alguém; alguém que vai chegar bêbado e fazer barulho todas as noites, etc. Pois bem, nossos amigos socialistas, que mal conseguiriam gerir uma pensão estudantil, acreditam que poderiam coordenar uma sociedade de milhões de pessoas com grande eficiência, com todos vivendo em igualdade e harmonia e paz, tudo graças a um "novo sistema mais justo".

A crise dos subprimes americana que os socialistas de plantão estão chamando agora de "crise do capitalismo", na verdade é uma crise causada justamente pelo inchaço do Estado, que se meteu onde não devia, obrigando os bancos por demagogia a emprestar dinheiro a membros de "minorias", que naturalmente não podiam pagar.

O estudo ainda aponta que o crescente welfare-state poderia ser também em parte responsável pela cada vez mais baixa taxa de natalidade nos países ocidentais:
In the old days, it was understood clearly what manhood was: start a family, provide for it, defend it if necessary, yourself. With all of those things now outsourced to the state, what is the point of life? Does this not lead to a certain kind of slow creeping nihilism? And if there’s no point, why make a large family? This is the ultimate legacy of the baby boomers in Europe and to a lesser extent in the US. They overturned all known traditions in the 1960s, then started the accelerated the central power of the state in the decades since. And now we see the results.
O grande problema é que, quanto mais o Estado causa problemas, mais as pessoas - agora transformadas em viciadas - querem que o Estado as ajude. O Estado, não: as pessoas que trabalham e pagam via imposto os auxílios e a casa própria dos que não trabalham. Até que um dia o dinheiro ou a paciência dos que pagam a farra acaba.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A prosperidade leva ao socialismo, e não o contrário

Deveria ser óbvio, mas nem sempre é.

Muitos falam de Dinamarca, Suécia, Canadá, etc., como de países prósperos que seguem um modelo que, embora não socialista, é "social-democrático" e inclui várias coisas altamente prezadas pelos esquerdistas como saúde universal, altos impostos para os ricos, educação pública, seguro-desemprego, over-multi-culturalismo e tudo mais.

De fato.

Porém, tais países já eram prósperos antes da implantação de tais políticas. Prosperaram graças ao capitalismo. E foi justamente a prosperidade que permitiu que seguissem políticas mais igualitárias. Quem é rico pode dividir mais. Quando o país prospera, a tendência é que, por riqueza e acomodação, vá ficando cada vez mais "igualitária" - até que chega um momento em que as contas não fecham mais, o dinheiro ou o petróleo barato acabam, e a classe média não quer mais pagar a conta do imigrante bebum desempregado com quinze filhos.

Esse momento parece já estar chegando na Europa. Em outros lugares, ainda não. Mas a conta sempre chega um dia.


Atualização: Richard Fernandez do Belmont Club indica artigo no qual se faz uma proposta inovadora: que as pessoas possam decidir quanto de impostos elas queiram pagar (e, em troca, equivalentes serviços do Estado que queiram usar). O problema da proposta, é claro, é o seguinte: os que tem mais dinheiro não vão querer pagar muito imposto, já que usam menos serviços do Estado, e os que vivem do Estado e suas benesses não vão ter dinheiro para sustentar o gasto que isso implica... Portanto voltamos à estaca zero.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O socialismo funciona!

Devo retirar o que escrevi num dos artigos anteriores. Descobri que as políticas socialistas, comprovadamente, funcionam e enriquecem as nações.

O país com maior número de trilionários do mundo não são os EUA, mas - quem diria! - o Zimbábue, que seguiu à risca as políticas marxistas de "tirar dos ricos para dar aos pobres". Hoje há centenas, milhares de trilionários no país.

Seus trilhões são em dólares - mas, infelizmente para eles, em dólares zimbabuanos. Graças à incrível hiperinflação do país, hoje com um trilhão de dólares zimbabuanos compra-se um prato de arroz com bife.

Isto é, se alguém o encontrar, pois também faltam alimentos por lá.

Mais dinheiro que Daniel Dantas jamais viu na vida.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A ditadura do politicamente correto

Na Suécia, um garotinho decidiu não convidar à sua festa de aniversário dois coleguinhas que não eram lá muito seus amigos, não entregando a eles convites de aniversário. Foi acusado de discriminação pela professora e os convites para a festa foram confiscados. O tema foi parar, acreditem, no parlamento sueco, o qual graças à conhecida eficácia dos deputados de todo o mundo, dará uma resolução final ao tema em setembro.

Na Holanda, fumar maconha nos bares pode, mas fumar cigarro é terminantemente proibido.

Na Inglaterra, uma muçulmana não passou numa entrevista de emprego para um salão de cabeleireiro, alegou discriminação e ganhou 4 mil libras.

No Canadá, um editor cristão foi multado por ter se recusado a imprimir imagens pornogáficas e pedófilas.

Na Austrália, um livreiro que proibiu um cliente de fumar maconha no seu estabelecimento foi processado.

Eu acreditava que o Olavo de Carvalho estava ficando meio paranóico quando falava sobre as elites globalistas que estão tomando o poder. Hoje acredito que ele está certo.

Um fenômeno global desse tipo, em que idéias idiotas ou contraditórias são universalmente promovidas, e os que se negam a aceitá-las são punidos, não pode ser mera coincidência.

Maconha bom, cigarro ruim. Aborto bom, pena de morte ruim. Palestinos bons, israelenses maus. Socialismo bom, capitalismo ruim. Gays bons, cristãos maus. União Européia bom, soberania nacional ruim. Armas nas mãos de guerrilheiros e terroristas sim, nas mãos de civis, não.

Essas não são idéias que surgem espontaneamente na cabeça das pessoas. São promulgadas e difundidas insistentemente pela mídia, fundações, ONGs, instituições.

E ai de você se discordar.

Vivemos em tempos cada vez menos livres.

A ditadura do politicamente correto é uma poderosa arma na mão de grupos que a utilizam para obter cada vez mais poder.

Temam, amigos, pelo vosso Mr X. Em breve ele poderá ser fuzilado ou mandado para um campo de reeducação por manter um blog com opiniões contra-corrente e por não ter convidado à sua festinha de aniversário nem comunistas, nem maconheiros, nem muçulmanos, nem gays, nem feministas, nem índios, nem chineses, nem negros, nem lésbicas nem putas. (Festinha chata, eu sei. Mas cada um é livre de fazer o que quiser. Ou será que não?)


Comerciais do tempo em que não existiam essas frescuras.