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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Potpourri do Ano Novo

Ainda de ressaca. Sem paciência ou capacidade para textos mais coerentes, mas ao mesmo tempo pensando em várias notícias ocorridas recentemente, vai aqui uma série de breves comentários sobre a nossa vida atual.
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O beijo. Um casal lésbico virou a nova imagem símbolo da Marinha americana. Reparem como elas imitam a famosa cena do marinheiro beijando a moça no V-Day. Reparem ainda como escolheram duas jovens bonitas, não as gordas masculinizadas mais típicas entre as lésbicas da vida real. Como peça de propaganda, é ótima. Mas é estranho observar como até o exército americano, considerado até faz pouco reduto conservador, é na verdade tão progressista quanto o resto da sociedade americana.
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É claro, a promoção do gayzismo vem de cima. Agora vários formulários oficiais do governo americano já não tem mais "Mother" e "Father" para você completar, mas apenas "Parent 1" e "Parent 2." É o futuro. Em breve, no Brasil também. Aguardem.
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É possível falar de raça sem ser nazista? Quero dizer, é possível discutir sobre o tema sem necessariamente obcecar sobre os judeus ou sobre os negros e propor um estado fascista totalitário com eugenia e segregação racial? Estou meio de saco cheio de falar sobre esse tema, pois só gera discórdia e não tenho qualquer interesse em fomentar ódio racial ou propor alternativas políticas pra o que existe agora; se me interesso pelo tema é mais pelo caráter científico e social da coisa mesmo. Mas, pelo que percebi até agora, não me encaixo muito no perfil psicológico de "realista racial". Aliás, até que gosto da diversidade racial e cultural reinante no Brasil, muito embora não queira que o mundo inteiro se torne um Brasil. Deixem a Europa ser a Europa. (Por outro lado, acho que a África se beneficiaria com uma maior presença de brancos e asiáticos. Será que os chineses vão recolonizar?)
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Fui, acreditem, numa festa de samba quando estive no Brasil. Diversidade racial reinante entre o público. Negros, brancos, asiáticos, mulatos, algumas turistas italianas e uma polaquinha galega que dançava melhor do que ninguém (branco não sabe sambar, pois não?). Diverti-me, confesso, talvez porque estava bem acompanhado. Se tem algo que o negros tem de bom é sua alegria e vitalidade. Clichê, eu sei, mas provavelmente verdadeiro. Os países nórdicos tem alto nível de suicídio, bem como o Japão. Entre os países africanos, deve ser muito baixo. Uma vez alguns estudiosos acharam que o baixo rendimento escolar dos negros americanos era devido à sua "baixa auto-estima", causada por anos de sofrimento e escravidão. Foram fazer um estudo, descobriram que era o povo com maior auto-estima do mundo! (provavelmente atrás apenas dos argentinos).
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Genética ou cultura? Os negros brasileiros são em geral simpáticos. Entre porteiros, vigias, ascensoristas, atendentes e demais trabalhadores honestos (naturalmente, não falo aqui de criminosos) raramente vi algum mal-humorado ou ressentido contra os brancos. Nos EUA, ao contrário, há muitos. É o que chamam de "chip on the shoulder." Lamentavelmente, também no Brasil começa a ser fomentado esse tipo de atitude. Agradeça aos esquerdistas.
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Os estereótipos existem por alguma razão. São exageros, certo, porém baseados em experiências relevantes, ou sequer existiriam. No entanto, o indivíduo é soberano. Em uma aula que ministrei uma vez, a melhor aluna era uma negra (mulata, de origem caribenha), enquanto o aluno asiático era  preguiçoso e vagabundo (crescera no Brasil, talvez isso explique). Não devemos deixar de ver as árvores por causa da floresta.
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Depois do show de samba, fui num restaurante vegetariano "new age". Stuff White People Like à quarta potência. Não havia um único negro, sequer um mulato claro, entre os comensais. Cultura ou genética? De fato parece haver poucos negros vegetarianos ou veganos; por outro lado, os rastafaris jamaicanos são vegetarianos. Parece que o vegetarianismo/veganismo tem mais função de status atualmente, e portanto é mais comum entre os brancos de classe média-alta que querem posar de alternativos.
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Obama será reeleito? É a grande pergunta do ano nos EUA. Minha impressão é que sim, será. Os Republicanos não se decidiram ainda por nenhum candidato, e todos tem sérios defeitos. O mais cotado é o Mitt Romney, que tem o problema (para a ala cristã) de ser mórmon. Meu candidato preferido é o Ron Paul, que não tem muita chance, embora esteja indo bem nas pesquisas. Porém, ainda acho que Obama será reeleito.
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Vi muitas pessoas tatuadas no Brasil. Não lembro que fosse assim antes. Nos EUA, naturalmente, ou o menos em Los Angeles, 90% das pessoas tem alguma tatuagem, por pequena que seja (ok, exagero um pouco, mas são muitos mesmo). Quando é que as tatuagens ficaram populares e deixaram de ser uma marca de criminosos ou gente vulgar? Para mim, ainda refletem uma certa vulgaridade. Jamais namorei com uma moça tatuada. Porém, é cada vez mais difícil encontrar uma que não o seja, mesmo que apenas no calcanhar.
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Há mais e mais estrangeiros interessados no Brasil, seja para investir, seja para visitar. Acho isso bom. Leio matérias mostrando que há europeus (em especial, portugueses) vindo morar no Brasil, já que na Europa há crise e desemprego crescentes, e o euro periga. Eu digo, que venham. Conheci na Europa mais de uma pessoa  de trinta e tantos anos que morava com os pais e jamais tinha trabalhado na vida. Uma tristeza. Na Espanha o nível de desemprego chegou a 25%, um quarto da população. Milhares de jovens europeus se formam e não tem o que fazer da vida. Dica ao governo Dilma: ofereça facilidades para que venham ao Brasil. Jovens inteligentes e qualificados nunca serão em demasia, e faz mais sentido do que mandar brasileiros inteligentes para estudar fora (pois muitos não voltam). Mas os muçulmanos, esses que fiquem lá pela Europa mesmo, ou melhor ainda, que voltem para as Arábias.
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Feliz 2012 a todos. Ainda é cedo para falar sobre isto, mas: o blog vai mudar. Nada mais será como antes.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A grande ilusão

Não tem solução; às vezes leio artigos celebrando uma certa "nova era progressista", e sinto uma infinita tristeza, pois vejo o futuro repetindo o passado, vejo mais uma geração que se perde em estúpidas ilusões. Ontem o comunismo, hoje o progressismo multicultural, amanhã? -- quem sabe. Talvez o eco-nazismo, talvez o fundamentalismo secular (já tem aqui uma jornalista brasileira reclamando de "perseguição aos ateus" por ter sido convidada a ir à igreja pelo taxista evangélico...).

É incrível o número de pessoas que conheço cujas idéias políticas se resumem a: "Governo é bom, corporações são más." Ou: "Vamos acabar com o capitalismo, não está dando certo." (Sobre isso, tem um texto interessante do Pedro Sette Câmara). Será que essas pessoas realmente acham que mais governo é sempre melhor? Mesmo tendo acesso a hospitais públicos, escolas públicas, repartições públicas? Chega a ser comovedor ver pessoas achando que até o problema da corrupção possa ser resolvido por novas instituições governamentais, como se "mais governo" não significasse exatamente "mais corrupção".

O mais incrível fato do Comunismo Soviético não foi o descontentamento e desilusão que trouxe, mas a grande quantidade de indivíduos que continuaram fiéis até o fim, mesmo quando foram traídos pelos próprios companheiros. Até o momento em que foram executados pela KGB ou enviados para a Sibéria, continuaram ali, fiéis membros do Partidão, acreditando no "novo homem".

Pavel Florensky, filósofo, cientista e inventor russo, trabalhou por décadas para o Estado Soviético. Até que escreveu uma monografia sobre a teoria da relatividade, e foi preso por "publicar textos contra o sistema soviético". Passou dez anos na Sibéria. Depois, foi condenado à morte e executado a mando de Stalin em 1937.

David Riazanov, escritor e professor russo. Estabeleceu a Academia Comunista e o Instituto Marx-Engels. Passou trinta anos da sua vida publicando as obras completas de Marx e Engels em russo e realizando estudos sobre seus ídolos. Foi executado em 1938, acusado de uma obscura conspiração trotskista.

Vladimir Mayakóvsky. O revolucionário poeta, figura icônica dos primeiros anos da União Soviética. Até poco tempo antes de sua morte ainda produzia textos e cartazes para o sistema. Depois, passou a ser investigado. Suicidou-se, embora haja dúvidas se tenha sido realmente um suicídio.

E no entanto, e no entanto... Mesmo hoje, leio em uma revista de esquerda contemporânea um texto dizendo que Stalin não era tão ruim assim, afinal, matou milhões, "mas o fez porque acreditava na justiça social e na igualdade." Lembrem sempre disso, pessoal: para um esquerdista, a "justiça social" é justificativa suficiente para o assassinato de milhões (bilhões?).

O Comunismo talvez tenha sido a mais incrível ilusão de massa de todos os tempos. Mas, que digo? Não vivemos hoje em tempos de equivalente ilusão, a ideologia do progressismo multicultural multireligioso e multisexual? E não terminará essa utopia também em desgraça?

Já disse alguém: todas as Revoluções devoram seus filhos. A começar pela Francesa, com Danton e Robespierre. Trotsky também terminou com uma picareta enterrada no crânio. Chega a ser quase surpreendente que a revolução americana não tenha terminado a tiros entre Franklin e Washington, mas bem sei que foi algo diferente... O que acontecerá com os líderes da Nova Era Progressista Global? Também um dia, possivelmente, se matarão entre si.

Certo estava Simon Bolívar antes de virar ícone chavista: "fazer revolução é arar o mar". (Acho que foi também ele quem disse que o melhor a fazer coisa a fazer na América Latina é emigrar).

É triste, e talvez inevitável. A humanidade caminha em círculos. Assim como as prévias gerações, teremos também nós que passar por revolução, guerra, fome, desgraça e ruína. E depois de novo. E de novo. Será que estou ficando velho e cínico? É bem possível...

Uma vez, quando era jovem, disseram-me que eu não tinha ideais. Chorei profundamente: era verdade. Jamais tive. Jamais terei. Se hoje tivesse vinte anos, talvez fosse para um desses acampamentos do "Occupy" com a única intenção de pegar algumas gatinhas, mas jamais com a intenção de achar que estava fazendo alguma coisa pelo planeta...

Agora os novos idealistas sonham com um mundo sem fronteiras, sem pobreza, sem desigualdade e movido a combustíveis recicláveis. Dará certo? Bem, de boas intenções... Você sabe o resto!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Não tem solução mágica

Quando os japoneses e americanos utilizaram bases militares em ilhas no pacífico, algumas tribos atrasadas da região observaram com interesse aqueles pássaros gigantes de metal que decolavam e aterrisavam trazendo as mais variadas maravilhas. Depois que ocidentais e orientais foram embora, os aborígenes se dedicaram a construir primitivas imitações de pistas de pouso e torre de controle, na esperança de que os aviões voltassem a aterrisar trazendo mais produtos maravilhosos. O fenômeno passou a ser conhecido como "cargo cult".  

Nada mais parecido com a primitiva mente cargocultista do que um progressista moderno.

Leio por exemplo um artigo do NYT sobre o uso da tecnologia na educação. Progressistas gastam bilhões dotando escolas com computadores e demais parafernália eletrônica, e depois se surpreendem que os escores dos alunos não tenham aumentado nem um pouquinho. Como explicar a eles que o computador é apenas um instrumento, e que por si só não torna ninguém mais esperto ou mais instruído?

Lamentavelmente, a tecnologia parece ter substituído o bom senso nas escolas americanas. Segundo a reportagem, alunos estudam Shakespeare criando perfis dos personagens das peças no Facebook, ou escutando canções de rap de Kayne West. Tudo menos ler o texto original. Nessas condições, é claro que mais do que uma ajuda, a tecnologia torna-se mesmo um empecilho, uma distração.

Parte da explicação, é claro, é mero interesse pecuniário. Diz no artigo que entre os maiores partidários da idéia estão a Fundação de Bill e Melinda Gates e alguns funcionários da Apple; pergunto-me por quê... Mas uma grande parte é realmente a ingênua crença em alguma espécie de solução mágica para a educação, de preferência uma que não implique muito estudo ou esforço, e que possa transformar mesmo o mais preguiçoso latino ilegal em um novo gênio da raça.

Certamente alguns alunos mais inteligentes poderão até utilizar o computador e outras tecnologias para o aprendizado e o crescimento pessoal; a maioria, no entanto (especialmente em um ambiente em que o professor, seguindo as idéias paulofrerianas, não é mais um mestre, mas um mero "guia") o utilizará para acessar o Facebook, escrever blogs imbecis como este aqui, ou assistir a vídeos de idiotas levando tombos.

Não é só a tecnologia. Assim como as tribos do Pacífico com suas falsas pistas de pouso, os governos torram bilhões de dólares com a construção de super-escolas com arquitetura ultra-moderna, imaginando que talvez o problema das escolas públicas seja o prédio. Sim, é a arquitetura. Como não pensamos nisso antes, Batman?

E, assim como os aborígenes, depois de construir sua super-escola e dotá-la dos mais possantes computadores, os progressistas sentam e esperam, esperam, esperam... 

domingo, 17 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Esclarecendo a questão racial

Eu queria esclarecer aqui algumas de minhas posições em relação à questão racial para evitar mal-entendidos. Não sou um "nacionalista branco" e não sei se é correto falar em raças como categorias estanques, já que existem muitas outras subdivisões étnicas que além disso também se misturaram entre si. Tampouco sou um cientista e não posso dar definições corretas, apenas fazer observações de um leigo sobre os grupos mais conhecidos.

O blog passa sempre por várias fases. Se antes era o islamismo, ultimamente estive interessado na imigração e nas diferenças raciais e genéticas, mas será que isso me torna um "racista" (seja lá o que isso significar)? Confesso que hesitei muito até tocar nesse tema, por razões bastante óbvias. No outro dia apareceu um leitor falando que não gosta de pretos, nem de árabes, nem de judeus. Tudo bem, cada um é livre para ter suas preferências. Não tenho esse problema. No dia a dia, convivo em ambientes bastante multiculturais, sempre tento ser educado e não posso dizer que tenha tido qualquer problema com quem quer que seja, branco, negro, indígena, esquimó ou judeu. É verdade que estou em um ambiente acadêmico mais sofisticado e que tampouco fui passear pelo gueto negro da cidade para conferir se é mesmo tão ruim quanto dizem, nem tentei fazer amizade com uma gangue de mexicanos ilegais. Por isso todas as discussões aqui são apenas ao nível teórico e, sinceramente, espero que continuem assim... Mas seria lamentável se a única utilidade deste blog terminasse sendo a de tornar mais popular a troca de insultos raciais.

De qualquer modo, o fato básico é que, devido provavelmente ao seu desenvolvimento em separado em diversas regiões do planeta, cada povo ou etnia apresenta diferenças genéticas: algumas físicas como cor da pele, altura, musculatura etc, e outras psicológicas, como inteligência, agressividade, etc.

Isso não quer dizer que todos os membros de uma certa etnia sejam iguais: a variação entre os indivíduos dentro de cada grupo é muito grande. 

Por outro lado, hoje em dia está proibido falar em raça. Quer dizer, só se você for branco, ou se for falar em raça branca.

Negros tem dezenas de movimentos de defesa dos seus direitos. Índios têm regiões inteiras onde cara-pálida não entra, e a nova moda no Brasil são os quilombos, onde branco tampouco entra. Nos EUA, mexicano-americanos (mestiços hispânicos) têm até movimento supremacista, "La Raza" - o caráter racial aparece até no nome e nos cartazes:


"Are land?". Enfim. A raça, banida do discurso civilizado desde as loucuras de "Rítler", está novamente - por bem e por mal - voltando à tona.

(Abro um parênteses. A discussão a seguir poderá ofender alguns leitores. Brancos, negros, mulatos, asiáticos, indígenas, cafuzos, mamelucos e australopitecos: peço perdão a todos; não é minha intenção causar dano psicológico a ninguém. Tampouco tenho opinião plenamente formada sobre o tema: relato os fatos, nada mais. Não é nada que não possa ser encontrado na Wikipedia. Dito isso, vamos adiante.)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A verdade sobre o crime

O que é que causa o crime?

Alguns alegam que a pobreza. No outro dia mesmo, dois turistas ingleses foram mortos em um subúrbio negro da Flórida. Um artigo inglês, na já conhecida lenga-lenga, lamentou a "dividida sociedade americana", onde tantas minorias moravam mal e a "pobreza e o desespero" os conduzia ao crime. É... Eis a "pobreza e desespero" do bairro onde ocorreu o crime:



Os carros que aparecem na foto custam entre trinta e quarenta mil dólares. As casas são simples mas estão longe de ser favelas. Pobreza? Desespero? Foram jovens de gangues que mataram os pobres turistas ingleses, talvez por puro prazer de matar.

O que causa o crime então? É simples. Criminosos causam crime.

O fato é que existem pessoas que não querem estudar, não querem trabalhar, mas preferem tirar o que é dos outros ou dedicar-se à venda de drogas ou apenas à violência. Não é "falta de opção", mas preferência mesmo. E precisam ser exemplarmente punidos. Às vezes, com a morte.  

O fenômeno das gangues está por trás de grande parte do crime nos EUA. A maioria, lamentável dizer, são negros e latinos. Por que um jovem entra para uma gangue? Alguns dizem que seja o instinto tribal humano, que as gangues são as equivalentes das tribos tupinambás dos séculos passados. Pode ser. O fato é que atraem os jovens da periferia mais do que o estudo ou o trabalho honesto. 

Outra coisa que causa crime: a burrice. Está provado que criminosos violentos têm menor QI. O sujeito assalta por um par de tênis porque é burro, se fosse inteligente estaria roubando em Wall Street, Brasília ou Washington D.C.. 

A testosterona também causa crime. É verdade que homens jovens negros têm em média mais testosterona do que brancos e estes mais do que asiáticos, o que segundo alguns explicaria a diferença na criminalidade entre os grupos raciais. Porém, em um estudo que a variável de raça foi eliminada, comprovou-se que todos os prisioneiros por crimes violentos, independentemente de raça, tinham maior presença de testosterona em seu corpo. É a testosterona que causa crime, ou o prática do crime que aumenta a testosterona? O fato é que os hormônios controlam a agressividade e impulsividade que são associadas ao crime violento. 

Mas querem saber qual o maior fator causador do crime?

A impunidade. Quando os criminosos, em vez de ser punidos, são recompensados, o crime em uma sociedade tende a aumentar. Lamentavelmente, a tendência esquerdista global é a de tratar criminoso como "coitadinho". No Brasil, um assassino foi solto porque "não representava perigo para a sociedade", segundo a juíza. Será que ela terá a mesma opinião se se tornar a próxima vítima do meliante?


Isso não acontece só no Brasil, não. Atualmente os prisioneiros americanos tem um melhor serviço de saúde do que grande parte dos cidadãos honestos. Enquanto velhinhas contraem dívidas para pagar seus tratamentos no hospital, um prisioneiro pedófilo que estuprou e sodomizou uma menina de 13 anos talvez ganhe um caríssimo transplante de coração. Tudo pago pelos impostos dos novaiorquinos.

Depois dessa, como convencer alguém que "o crime não compensa"?


P. S.  Acredite: a nova moda entre os "intelectuais" (leia-se revolucionários) de esquerda é o "abolicionismo penal", que dedica-se a lutar contra a "cultura do punitivismo" e promete fazer com as prisões o mesmo que fez com os manicômios: extinguí-las. E largar os criminosos nas ruas. Junte a isso a campanha do desarmamento do cidadão, e você percebe bem as conseqüências... Salve-se quem puder!

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Mamãe, papai é gay?"

Apenas a título de curiosidade, deixo o link para um livro pró-gay para crianças. Sou só eu achei o livro levemente perturbador? Não, não chega a ser arrepiante, não tem cenas gráficas, mas tudo parece um pouco antinatural, desde a mãe que aceita calmamente o divórcio (e que seu marido agora esteja namorando com um homem), ao menino que senta no colo do "colega" do papai.

Não se sabe muito a respeito, mas alguns estudos sugerem que filhos que crescem com pais homossexuais têm maior propensão a tornarem-se, eles próprios, homossexuais. Mesmo quando não se tornam gays, podem adquirir características diferenciadas de outras crianças. Segundo um recente estudo:

"Os filhos das lésbicas se comportam em modos tradicionalmente menos masculinos. Eles são mais afetuosos do que seus pares em famílias heterossexuais."

Bem, ter duas mães superprotetoras talvez cause isso... Essa desmasculinização dos meninos, naturalmente, é celebrada pela estudiosa, que vê isso como "vantagem dos pais homossexuais", juntamente com o fato das meninas tornarem-se aparentemente mais masculinas. Claro, a estudiosa é lésbica e quer mesmo é que os gêneros se confundam.

Tudo bem. Talvez não seja grave. Acho que o preocupante é mesmo o seguinte: onde isso tudo irá parar? O problema dos progressistas é que eles são insaciáveis. Antes queriam apenas que os gays fossem aceitos pelo restante da sociedade, sem discriminação. Conseguiram essa vitória, de forma inegável. Salvo religiosos radicais, a maioria das pessoas aceita os gays sem medo. Há discriminação, mas não de forma diferente do que ocorre com outros grupos. Culturalmente, estão na crista da onda. Não há programa de televisão ou comédia romântica na qual não haja ao menos um personagem gay.

Que ótimo. Mas a lógica do progressista é que o "progresso" nunca pode parar. Eles querem mais. Agora lutam pelo casamento gay e pela adoção de crianças por casais gays. Alguns se antecipam e já querem o direito de seduzir jovens de 14 anos. Essa constante exigência de mais e mais "direitos" é que está causando críticas ao movimento gay.

O notável é que isso se aplica também às outras áreas do "progresso social". A imigração, por exemplo: se fossem apenas alguns poucos, ninguém se incomodaria. É a pressão pela admissão de milhões e milhões de refugiados e ilegais o que incomoda, como se uns poucos países tivessem o dever de sustentar o globo. O mesmo com o multiculturalismo: antes a luta era para incluir mais personagens minoritários nas universidades e na televisão. OK. Mas, agora, a coisa vai mais além, e virou obrigatório incluir minorias em tudo. Na Inglaterra, por exemplo, um produtor de televisão foi despedido por realizar um programa inglês com personagens ingleses em um pequeno vilarejo inglês, isto é, sem usar minorias étnicas.

O problema dos progressistas é que não sabem quando parar. Não, não é que não saibam, é que não podem: a lógica da sua ideologia impele a experimentos sociais cada vez maiores. E isso será a sua ruína, quando o tempo chegar. E vai chegar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O dilema do multiculturalismo

Há poucos anos atrás, o sociólogo Robert Putnam fez um estudo sobre o multiculturalismo e assustou-se com o que viu. Tanto que nem quis publicar todos os resultados. Basicamente, a sua conclusão foi que nas sociedades multiculturais há menos confiança entre as pessoas. Porém, o mais curioso é que isso não ocorre apenas entre grupos diversos, como seria de esperar, mas também dentro dos próprios grupos étnicos.

Los Angeles é uma das cidades mais multiculturais do mundo. É também uma das mais segregadas, ao menos em termos de divisão geográfica: asiáticos moram com asiáticos, mexicanos com mexicanos, negros com negros, brancos com brancos, iranianos com iranianos, armênios com armênios. Fora os campus universitários (e já falo sobre esse tema), e sobre os brancos que casam cada vez mais com asiáticas (tema para outro post) ninguém se mistura muito com ninguém.

Robert Putnam também é o autor do livro "Bowling alone" (Jogando boliche só), onde mostra como os americanos se tornaram menos sociais, com famílias menores, menor número de amizades, menor participação em clubes e associações comunitárias, etcétera. O título do livro faz alusão ao fato de que há cada vez mais pessoas jogando boliche nos EUA, mas cada vez menos clubes de boliche.

Estariam os dois fenômenos (crescente solidão do homem americano contemporâneo, crescente multiculturalização da sociedade) relacionados? 

Não sei. Aconteceram mudanças demais desde os anos 60 nos EUA, e o multiculturalismo foi apenas uma delas. Na verdade, acho que todos os fenômenos radicais dos anos 60, como a luta contra os valores tradicionais, o extremismo político, o feminismo, a perda da religião, a revolução sexual, bem como a própria urbanização desordenada e a imigração cada vez maior causaram essa desagregação social. Não dá para colocar tudo na conta do multiculturalismo, embora este crie sim os seus problemas.

Celebrado até há pouco, hoje o multiculturalismo sofre uma chuva de críticas. Ângela Merkel, Nicolas Sarkozy, David Cameron, mas também vozes à esquerda começam a perceber que há alguma coisa errada, que o paraíso prometido da integração pacífica não aconteceu. Por quê?

Tenho a impressão que, como tantas coisas, algumas positivas mas muitas negativas, a idéia da sociedade multicultural surgiu nos campus universitários americanos. De fato, as universidades americanas são templos do multiculturalismo. Pessoas de todos os países, raças e religiões se misturam e convivem quase sempre em paz. Daí deve ter surgido a idéia de que, se isso funcionava na universidade, por que não deveria funcionar na sociedade como um todo?

Acho que a diferença é a seguinte: a universidade é um ambiente bem diverso da sociedade como um todo. Em primeiro lugar, as pessoas que habitam esse mundo são filtradas pelo QI e pelo nível social, quer dizer, estão ao menos um pouco acima da média no que se refere à inteligência e classe. Em segundo lugar, são pessoas mais abertas ao convívio e à troca cultural, ou nem estariam em uma instituição de nível superior. E, em terceiro lugar, convivem apenas algumas horas por dia e por um período específico da juventude.

Já na sociedade a integração pacífica entre grandes grupos de origens diversas é mais difícil. Vejam a triste história desta lojista francesa, arriscando a própria vida (já foi estuprada, roubada, apedrejada) para manter a sua lojinha em uma "zona sensível", isto é, em um bairro exclusivamente muçulmano de Paris. Locais onde até mesmo a polícia e os bombeiros evitam ir. Será o futuro da França a guerra civil? 

Devemos diferenciar o multiculturalismo da imigração. A imigração sempre existiu, o multiculturalismo é algo relativamente novo. (Embora gregos e romanos tenham convivido em sociedades relativamente multiculturais, mas isso também seria tema para outro post). Anteriormente, havia na maior parte dos casos a expectativa de que o imigrante se adaptaria ao país ao qual emigrou, adotando a sua língua e seus costumes. Isso não acontecia em todos os casos, mas na maior parte. Hoje, a expectativa é exatamente a oposta: que o imigrante mantenha sua própria cultura, e que esta seja "respeitada" pela sociedade que o acolhe, mesmo que se trate de um hábito bárbaro como a extirpação do clitóris das mulheres.

Hoje o multiculturalismo é a política oficial em quase todas as capitais ocidentais. Em parte é o mero resultado de mudanças tecnológicas e sociais, mas em parte também foi forçado, contra os desejos da maioria da população, por governos e políticos mais interessados em votos do que no bem-estar social. Mas, assim como um pêndulo, as modas e as sociedades mudam. É bem provável que, assim como o dinheiro do welfare state está acabando rapidamente e levando a crises e conflitos em tudo que é lugar, também haja uma violenta reação contra o multiculturalismo nos próximos anos. E aí, salve-se quem puder.

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Devemos dar esmola?

O japa-esquerdista Sakamoto tem um post divertido, no qual conta uma historinha supostamente edificante:
Em uma esquina movimentada de São Paulo, caras-pintadas abordavam os veículos:
- Oi, tudo bem? Você poderia me dar uma moedinha. Eu passei.
Vendo a cena, um morador de rua que também fazia ponto naquele local, provido de uma ironia deliciosa, achegou-se:
- O senhor também poderia me dar uma? Eu também passei. Passei fome, passei frio, passei necessidade…

A moral sakamotiana esquerdista não explicita, mas sugere que o mendigo seria quem deveria ganhar a moeda, afinal, "a cada um de acordo com sua necessidade, de cada um conforme o seu bolso", parafraseando Marx. Mas eu não sei se é bem isso.

Ao dar grana a um mendigo - ou pior, a uma criança de rua -- o que estamos fazendo é simplesmente incentivando esse "trabalho". Em outras palavras, estamos pagando a um mendigo, ou a uma criança, para que fique nas ruas. Então, em vez de estar acabando com a mendicância, a estamos é aumentando. Amanhã o mendigo vai estar de novo ali, e a criança no sinal? Já serão duas, ou três. E quanto mais moedas o sujeito dá, mais crianças e mendigos aparecem. É como dar migalhas aos pombos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Feios, sujos e malvados

Gosto do filme de Ettore Scola que dá título a este post. Acho que a razão que gosto mais deste filme do que outros filmes neorealistas (embora haja vários filmes bons nesse período também) é que ali os pobres não são representados como criaturas santas, dignas de pena ou identificação simplesmente por virtude de sua pobreza. Não: são mostrados muitas vezes como avaros, gananciosos, preguiçosos, alcólatras, malandros e, como o próprio título informa, feios, sujos e malvados. Porém, o filme tampouco os desumaniza, ao contrário: nos identificamos com seus personagens justamente por eles serem mais reais. Têm defeitos iguais aos do resto da população, se não piorados devido à falta de educação e recursos materiais.

Nem todos têm essa percepção, tudo bem. Mas há muitos que utilizam a pobreza dos outros como mero pedestal para exibir a própria benevolência. Eis por exemplo um artigo do jornalista da Folha Leonardo Sakamoto, que lamenta que a cidade de São Paulo construa seus espaços públicos de modo a tentar impedir a presença de mendigos e marginais. Prédios com grades; bancos de paradas de ônibus que não permitem que alguém se deite; prédios sem marquises ou com sistemas de jatos de água automáticos que afugentam dorminhocos e drogados: para Sakamoto, tudo isso são absurdos arquitetônicos: temos é que "aceitar que, se há pessoas que querem viver no espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é deles, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém."

domingo, 24 de janeiro de 2010

Terceiromundismo

Uma coluna interessante de um sujeito que eu não conhecia, Robert Weissberg, fala sobre as características do terceiro mundismo. Como identificar um país de terceiro mundo?

1) O lixo. Sempre há lixo jogado pelas ruas dos países de terceiro-mundo (normalmente sendo vasculhados por cães vira-latas, gatos e/ou mendigos). Todos jogam o papel da bala que acabaram de comer no chão, ou mesmo atiram latas de coca-cola pela janela do carro. Associado a esse fenômeno, está a apatia: ninguém limpa a própria calçada, "esperam que o governo venha resolver".

2) O trânsito caótico. Ninguém respeita o sinal vermelho, e tanto faz atravessar na faixa de segurança ou não: o risco de ser atropelado é o mesmo. De fato, os pedestres ignoram a faixa tanto quanto os carros, atravessando a rua em qualquer lugar. Estacionamento em fila dupla, limpadores de vidros e flanelinhas são outros sinais claros de terceiromundice.

3) Empregos de faz-de-conta. Em sua maioria empregos públicos em que as pessoas fingem que trabalham, como é o caso do Brasil, onde o grande negócio é ser funcionário público federal. Mas também a existência de empregos idiotas, como por exemplo ascensorista. Uma pessoa que é paga para apertar botões. Sempre me espantei que isso existisse no Brasil (e ainda existe, ao menos nas repartições públicas: é o modo que o governo tem de "diminuir o desemprego").

4) Insegurança. Ricos vivendo atrás de muros em casas ultraprotegidas, tendo que pagar vigias privados, em casos extremos usando carros blindados, etc; mas insegurança também afetando pobres, que são assaltados no ônibus ou mortos por gangues.

5) Incompetência geral. Telefones públicos que nunca funcionam e que ninguém conserta. Estradas esburacadas idem. Lojas e restaurantes com serviço demorado e péssimo atendimento. Atenção: aqui a incompetência não é apenas a (esperada) do serviço público, mas das empresas privadas também.

Como se vê, primeiromundismo e terceiromundismo não têm a ver apenas com riquezas materiais. É uma questão de modo de pensar, eu quase diria de estado de espírito. O curioso é que, embora a terceiromundice seja facilmente exportável para os países de primeiro mundo (e, de fato, já há bairros de terceiro mundo em várias capitais americanas e européias), a recíproca não é verdadeira. Levar aos países de terceiro mundo o primeiromundismo (i.e. o oposto das características acima: limpeza, respeito às leis do trânsito, trabalho produtivo, segurança) é bem mais difícil.

Isso nos leva a pensar uma coisa. Considerando que a maioria do planeta é de "terceiro mundo", será que o terceiromundismo não é, na verdade, o default da humanidade, e que o primeiromundismo foi apenas uma aberração histórica e geográfica momentânea, que logo será eliminada e esquecida?


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Revisitando a Segunda Guerra Mundial

Há 70 anos (e uns poucos dias) começava a Segunda Guerra Mundial: foi em Setembro de 1939 que Hitler e Stalin invadiram a Polônia (esquece-se muitas vezes que foi uma dupla invasão, Hitler no dia 1 e Stalin no dia 17). Nazistas e Comunistas, nominais inimigos, começaram a guerra como aliados.

A Segunda Guerra ainda não acabou. Há poucos eventos que, mesmo tantas décadas depois, ainda interessem tanto o público. Provavelmente o número de filmes já realizados sobre o conflito chegue a vários milhares. Os livros sobre o assunto talvez contem-se aos milhões... Por que tanto interesse?

Talvez por que ainda estejamos vivendo sob as conseqüencias desse megaevento, que no entanto ainda tem tantos mistérios ocultos, e portanto ainda rende muita discussão.

Um historiador, por exemplo, argumenta que, na verdade, o grande evento da guerra não foi dos Aliados contra o Eixo, mas o que ocorreu ao Leste, a operação da Alemanha contra a Rússia e vice-versa. De fato, a idéia de Hitler era dominar todo o Leste Europeu e a Rússia, que com suas riquezas petrolíferas e minerais lhe permitiria de fato comandar o famoso Reich de mil anos. Fosse ainda Chamberlain e não Churchill o primeiro-ministro britânico, e talvez o tratado de paz com a Inglaterra teria funcionado, permitindo a dominação total alemã.

Segundo essa perspectiva, a Grande Guerra foi uma luta entre Nazismo e Comunismo pela dominação do Leste Europeu - e o Comunismo venceu.

Mas por que os Aliados, que eram anticomunistas, foram à guerra? É sabido que não foi para salvar os judeus. Jamais deram-se ao trabalho de bombardear os trilhos que levavam a Auschwitz, muito embora já soubessem dos planos da "solução final".

Mencius Moldbug observa outra coisa interessante: se Japão, nominalmente aliado da Alemanha, em vez de atacar Pearl Harbor tivesse atacado a Rússia pelo outro lado, o Eixo teria vencido a guerra. Por que não o fez? Segundo Mencius, por que os participantes do Eixo, na verdade, desconfiavam uns dos outros. Alemanha, Itália e Japão eram realmente aliados apenas de conveniência, sabendo que tratados são feitos apenas para ser rasgados no dia seguinte. De fato, Rússia e Alemanha haviam assinado o pacto de não-agressão de Ribentropp-Molotov, que não durou muito.

Outra coisa curiosa: Hitler, na verdade, foi o grande destruidor da "raça ariana" na Europa. Graças à sua guerra, morreram milhões de pessoas brancas, toda uma geração perdeu-se, as seguintes não tiveram filhos e, devido à herança maldita do hitlerismo, tornou-se impossível realizar qualquer controle de imigração, considerado hoje racista. Paradoxalmente, se Hitler não tivesse realizado sua guerra purificadora e sua matança de milhões de judeus, é pouco provável que a Europa hoje estivesse repleta de muçulmanos.

As teorias conspiratórias são milhares. Livros como The Pink Swastika argumentam que o nazismo teria sido um movimento de natureza homossexual. De fato, vários SS eram gays, e Hitler inspirou-se diretamente em Esparta. Mas será mesmo?

Já outros, citando documentos secretos recém revelados, acreditam que a União Européia atual nada mais seja do que o sonho de Hitler realizado.

Sempre haverá mistérios. Sempre haverá filmes sobre a Segunda Guerra, ao menos até ocorrer uma nova guerra ainda pior.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os pobres são importantes

Os pobres são importantes para uma nação. Mais do que isso. Os pobres são uma mina de ouro, como disse uma vez um bispo. (Não, não foi o Bispo Macedo, embora pudesse ter sido ele, mas sim um bispo europeu séculos atrás).

Os políticos demagogos precisam de pobres. Os pobres, afinal, podem ser comprados a preço baixo, dando sustento a qualquer grupo de poderosos, de Chávez a Lula, de Mugabe a Obama. Um bom ditador toma cuidado de jamais acabar com seus pobres: pensem na Cuba de Fidel ou na Venezuela de Chávez. Acabaram com a pobreza? Que nada, aumentaram-na. Mas mantém os pobres na dependência estatal, isto é, eternos súditos do Estado.

Os pobres são tão importantes que alguns países, não tendo produção própria em grande escala, decidiram importá-los. EUA e Europa ocidental, desenvolvidos graças à riqueza do capitalismo, não tiveram mais remédio que importar suas "classes oprimidas" (embora um termo melhor fosse "classes sustentadas") de outros países.

É sabido que o welfare aumenta a pobreza. Por outro lado, alimenta a burocracia estatal. Dá de comer, não tanto aos pobres, como àqueles que trabalham com a suposta missão de "resolver o problema da pobreza". Os pobres são uma indústria. Os pobres dão lucro.

Nos EUA e na Europa, os pobres atualmente são representados principalmente por essa classe de novos imigrantes que, ao contrário das gerações anteriores, não estão ali para trabalhar e subir de vida, mas para ser sustentados e ficar sempre na mesma situação. De fato, estudos indicam que em sua maioria, por uma série de fatores, religiosos, políticos e sociais, tanto muçulmanos na Europa quanto mexicanos nos EUA serão (salvo exceções individuais, que existem em qualquer grupo) sempre uma subclasse inadaptada.

Para que serve isso aos políticos? Simples. De um lado, mantém a classe média na linha, com medo de assaltos e violência. Do outro lado, ganham votos e dependência permanente de uma classe baixa da população. E assim o poder dessa intelligentsia no poder aumenta mais e mais, não obstante um que outro escândalo de corrupção.

Os pobres são uma mina de ouro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A direita pós-Olavo

Olavo de Carvalho no outro dia comentou uma coisa curiosa:
Infelizmente, entre jovens que assistiram a meus cursos e conferências, sem se tornar por isso meus estudantes genuínos, abundam os que se dispõem a exercer esse papel abjeto, satisfeitos de ver-se bem recebidos onde fui rejeitado, e acreditando-se por isso uma “alternativa superior”, mais moderninha, serena e equilibrada, ao cada vez mais insuportável Olavo de Carvalho.
Olavo de Carvalho provavelmente atingiu o apogeu midiático no final dos anos 90, quando sua coluna estava em todos os maiores jornais e até revistas da elite bacana como Bravo!. Pouco a pouco, no entanto, ele foi sendo ostracizado pela própria mídia que o acolhera. O que aconteceu? Não dá para colocar toda a culpa no petismo, embora seja uma das explicações. A mídia, no Brasil, é profundamente servil ao poder, e hoje o poder é o esquerdismo. O próprio Olavo comenta o assunto aqui.

Mas acredito que também possa ser um reflexo dos tempos atuais, em que o interesse por um determinado tema ou autor esgota-se depois de um relativamente breve período. E assim, entre os próprios supostos direitistas, para muitos hoje não é mais "moda" ser seguidor do filósofo, como explica este colega blogueiro aqui.

Pessoalmente, confesso que comigo aconteceu o contrário. No começo, não suportava o Olavo. Mas, pouco a pouco, fui me interessando por algumas das temáticas que abordava, não necessariamente aquelas de maior impacto, ou mesmo aquelas ligadas a eventos específicos. De fato, interessam-me menos os artigos sobre temas diretamente políticos e mais aqueles por assim dizer "abstratos", que tratam de questões mais gerais. Por exemplo, acredito que sua série sobre a mentalidade revolucionária seja indispensável para compreender não apenas o moderno pensamento esquerdista, como grande parte das mudanças que estão ocorrendo hoje no mundo.

Mas, para fins meramente ilustrativos, tomemos a hipótese de que Olavo de Carvalho realmente tenha se tornado menos relevante. Quem, hoje, no Brasil, dessa novíssima geração "pós-olaviana", poderia ou estaria disposto a tomar o seu lugar?

Não falo aqui em termos de meros blogueiros ou jornalistas, mas pessoas que realmente apresentem idéias relevantes de forma clara e articulada, verdadeiros intelectuais em suma - ainda que não necessariamente ligados ao meio acadêmico. Por exemplo, do pouco que li considero o Pedro Sette Câmera, do blog O Indivíduo e do site Ordem Livre, um dos sujeitos talvez mais inteligentes da blogosfera brasileira, mas não acredito que possa ser considerado - ou mesmo que se considere - um filósofo.

Como eu mesmo estou muito longe de ser um filósofo ou pensador - este blog é mero registro de opiniões, sem qualquer pretensão além da superficialidade mais extrema - não saberia dizer, mas talvez algum dos leitores possa indicar alguém?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Era dos Idiotas

Não sei como vai ser chamada a nossa era atual pelos futuros historiadores. Sugiro um nome simples e direto: "A Era dos Idiotas". Nunca houve tantos imbecis com tanto poder nas mãos.

Obama recentemente fez uma entrevista à TV árabe chamando o Irã para o diálogo. Mencionou um suposto período "há meros trinta anos atrás" em que o diálogo entre EUA e muçulmanos era "mais pacífico". Como bem observa o iraniano Amir Taheri, há trinta anos atrás os muçulmanos estavam seqüestrando embaixadores americanos e explodindo soldados americanos. Não havia "diálogo pacífico" nenhum.

Naturalmente, o presidente iraniano respondeu à entrevista com desprezo, dizendo que antes de qualquer diálogo, Obama teria que pedir perdão de joelhos pelos supostos 60 anos de crimes norte-americanos contra o Islã.

Enquanto isso, Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e hoje enviado especial ao Oriente Médio, insistiu que o Hamas deveria ser incluído nos diálogos de paz com Israel. O Hamas respondeu dizendo que Tony Blair era "estúpido".

É preciso dar o braço a torcer e admirar os islamistas. Quer dizer, ao menos os caras falam o que pensam, sem papas na língua, enquanto os líderes ocidentais nem mesmo sabem o que dizem.

Nunca na História Universal o Ocidente foi liderado por tão incríveis pamonhas. Pessoas que acreditam que basta ser bonzinho para que o vilão do filme seja bonzinho com você. Esses caras não assistem cinema não?

Enquanto isso, no Brasil, concluiu o Fórum Social Mundial. O Reinaldo Azevedo fez um post muito engraçado a respeito. (Sei que alguns aqui não curtem o Reinaldo, mas esse post está muito bom).

No FSM foram distribuídas 600.000 camisas-de-vênus. Como diz um comentarista do blog do RA, "no próximo evento seria mais interessante o fornecimento de 600.000 camisas-de-força."

Por outro lado, devemos pensar positivo: se usam camisinha, ao menos não se reproduzem.

Há idiotas demais no mundo? Temo que sim. Vejam as fotos abaixo, e digam-me se não tenho razão.

"É lastimável que tantas cabeças e braços não se dediquem à agricultura: o mundo já seria algo melhor." (Outro comentarista do RA)

É um pássaro, é um avião? Não, é Super-Obama...

Idiotas tiram a sua foto com metade do rosto de Obama para mostrar que também fazem parte do "change".

Estudante burguesa entediada fantasiando-se de índia-palestina (?) no FSM.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Soy latino americano, e nunca me engano

O recentemente finado Samuel Huntington estava preocupado com a imigração latino-americana nos EUA, dizia que iria descaracterizar o país. Ué, mas não era "oriente" contra "ocidente"? Afinal, nós latino-americanos, somos "ocidentais" ou não?

Certamente temos características próprias, que nos fazem divergir de outros povos e que, de certa forma, nos mantém no atraso.

A conhecida letra de música que dá título a este post nos define bastante bem. Somos assim mesmo: preguiçosos, informais, malandros, festeiros, pouco pontuais. Tem seus lados positivos também, quem pode negá-lo? Certamente somos mais amigáveis do que os frios americanos e europeus. Mas são características que, embora nos tornem um povo divertido na praia ou na mesa do bar, não nos ajudaram a criar uma sociedade mais funcional. (Soy latino-americano, mas consciente de nossos defeitos; sociedades americanas, européias e japonesas também têm defeitos, mas são outros).

Há algum tempo atrás, um ensaio do Bill Whittle falou um pouco sobre os dois tipos de sociedades que existem, aquelas que privilegiam o benefício individual a curto prazo sobre o bem geral a longo prazo, e aquelas que privilegiam o benefício geral a longo prazo:

When I look out into the Third World, this is what I see: short-term strategies for immediate gain at the cost of long-term success. A swarm of trinket vendors on a beach in Mexico all need to make an immediate sale in order to eat that day, even if the cost is being so annoying and frustrating to the tourists that it prevents them from ever returning. Short term gain, long term loss.

I make no value judgment on that behavior, because it works on some level or it would not be so prevalent. In societies where short term values trump long-term ones, it is easy, safe and stable to Screw the Other Guy. But in the long-term, nothing of consequence grows, because nice, forgiving and non-envious are advanced strategies that require a topsoil of general goodwill, trust, and respect for the rule of law.

Societies that embrace these qualities will always out-compete those that don’t.

É mais ou menos uma explicação do tal "jeitinho brasileiro" (que, aliás, existe em outros países latino-americanos, com outro nome: entre os argentinos é chamado de "viveza criolla"). O pensamento natural é: já que nada neste país funciona mesmo e todos são corruptos, eu vou tentar é me dar bem. Não se pode negar que é uma estratégia mais racional do que tentar cumprir as leis quando ninguém mais as cumpre.

O problema é o seguinte:

Antigamente, a idéia era que os imigrantes se adaptassem ao sistema social da nação bem-sucedida, adotando sua língua e seus costumes, mas hoje - graças aos "multiculturalistas" - nota-se um movimento contrário: os imigrantes querem impor ao país ao qual emigram seu modo de vida e até mesmo seu idioma. Na Europa, nem é preciso falar do que os muçulmanos fazem e querem. Mas nos EUA, há grupos como "La Raza" que falam exclusivamente em espanhol e não se consideram parte dos EUA, mas sim de "Aztlan".

Assim, os EUA estão se latinoamericanizando e Europa está se islamizando. O desafio é saber se os países ditos avançados conseguirão assimilar esse pessoal, ou serão assimilados ao atraso. Ainda assim, melhor ser um México do que uma Arábia.


sábado, 20 de dezembro de 2008

O futuro do socialismo

Agradeço aos que participaram da nossa pesquisa exclusiva (ver post abaixo). Fiquei aliviado em saber que a maioria é de "direita normal" e "direita tacanha", com alguns poucos de "esquerda" e "centro". É que visitando novamente o blog do Pedro Dória, descobri que há uma pá de gente que ainda acredita no Comunismo. Com comentários do tipo:
Eu não só acredito, como vejo o socialismo avançando lento mas inexoravelmente no mundo todo.

O futuro realmente será socialista.

Mas não acredito na eliminação do Estado, talvez num futuro distante, um Estado universal e a supressão dos países, como já está acontecendo na Europa.

De fato, o socialismo - entendido como um Estado cada vez maior e mais presente na vida do indivíduo - de certa forma está avançando no mundo todo, e está aí o Obama que não me deixa mentir. Mas isso não é nada bom, ao contrário do que pensa nosso infeliz amigo, que conflui socialismo com a "eliminação do Estado", talvez ainda acreditando na velha teoria comunista de que, quando finalmente se chegar a último estágio da "evolução social", o Estado poderá ser abolido, pois todos viveriam felizes e em harmonia e este não seria mais necessário... (Esta parte da promessa socialista sempre me lembra esses emails nigerianos de alguém que promete depositar alguns milhões na sua conta. Socialismo é 171.)

Enfim, confesso que às vezes me preocupo. Não obstante o total fracasso da experiência socialista - cem milhões de mortos! - ainda há quem queira repetir. Acho que o Olavo de Carvalho tem razão: a mentalidade revolucionária é uma forma de incapacidade intelectual, um retardamento mental auto-imposto. Não é que quem acredite no "socialismo" apenas tenha uma idéia política diferente da minha ou da sua; não - é realmente um celerado, uma pessoa que tem a mente torta e não consegue compreender nem os fatos básicos da vida:
A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal.
É por isso que eu não discuto mais com os "socialistas"do blog do Pedro Doria, pois descobri que seria como tentar dialogar com insanos em um asilo que acreditam ser Napoleão.

Se alguém aqui nos seus áureos tempos de estudante já viveu compartindo uma casa com outras pessoas, sabe o complicado que é: sempre tem alguém não vai pagar a sua parte da conta da luz ou aluguel; alguém que vai brigar com outro alguém; alguém vai roubar a comida de outro alguém; alguém que vai chegar bêbado e fazer barulho todas as noites, etc. Pois bem, nossos amigos socialistas, que mal conseguiriam gerir uma pensão estudantil, acreditam que poderiam coordenar uma sociedade de milhões de pessoas com grande eficiência, com todos vivendo em igualdade e harmonia e paz, tudo graças a um "novo sistema mais justo".

A crise dos subprimes americana que os socialistas de plantão estão chamando agora de "crise do capitalismo", na verdade é uma crise causada justamente pelo inchaço do Estado, que se meteu onde não devia, obrigando os bancos por demagogia a emprestar dinheiro a membros de "minorias", que naturalmente não podiam pagar.

O estudo ainda aponta que o crescente welfare-state poderia ser também em parte responsável pela cada vez mais baixa taxa de natalidade nos países ocidentais:
In the old days, it was understood clearly what manhood was: start a family, provide for it, defend it if necessary, yourself. With all of those things now outsourced to the state, what is the point of life? Does this not lead to a certain kind of slow creeping nihilism? And if there’s no point, why make a large family? This is the ultimate legacy of the baby boomers in Europe and to a lesser extent in the US. They overturned all known traditions in the 1960s, then started the accelerated the central power of the state in the decades since. And now we see the results.
O grande problema é que, quanto mais o Estado causa problemas, mais as pessoas - agora transformadas em viciadas - querem que o Estado as ajude. O Estado, não: as pessoas que trabalham e pagam via imposto os auxílios e a casa própria dos que não trabalham. Até que um dia o dinheiro ou a paciência dos que pagam a farra acaba.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A pílula que destruiu o mundo


O mundo ocidental está em decadência. As pessoas não têm filhos em número suficiente para repor a população. A família tradicional se desagrega. Ondas de imigrantes destróem a unidade dos países. Terroristas atacam com impunidade. Pornografia substitui a arte. Crises econômicas se alastram sem piedade.

Muitos acreditam que a culpa seja do fato do Ocidente ter abandonado a religião judaico-cristã. O secularismo materialista faz com que as pessoas se concentrem no presente em vez do que no futuro. Hedonismo e riquezas materiais em vez de planejamento, sacrifício e filhos.

É uma boa teoria. Mas o culpado pode ser outro.

Ao menos, de acordo com este blogueiro, toda a culpa é da pílula anticoncepcional.

A pílula, junto com outros métodos anticoncepcionais de massa (e inclui-se aí o famigerado aborto), liberou a mulher do sexo procriativo. Casamento e filhos passaram a ser opcionais. Isso, por sua vez, resultou no famoso fim da família tradicional e no crescimento do fenômeno das mães solteiras.

Na Inglaterra, hoje mais de 50% dos filhos nascem de mães solteiras. Nos EUA, o número chega perto: 40%.

Esse curioso fenômeno, por sua vez, mudou completamente a sociedade. Não apenas desagregou a família papai-mamãe-cinco filhos, que era a base da sociedade tradicional, e portanto acabou com os mesmos valores tradicionais que esta representava - como, além disso, está resultando em uma "feminização" cada vez maior do mundo político e social.

Percebam: 79% das mulheres solteiras votaram em Obama. Obama é o candidato metrossexual por excelência. Não é à toa que mulheres e gays o adoram. Suas propostas são "femininas": dialogar com os inimigos; dar mesada aos desvalidos; dar saúde e educação a todos os "filhinhos"; aceitar sem perguntas os imigrantes de diversas culturas e backgrounds.

Lamentavelmente - sempre segundo a teoria, é claro - as sociedades femininizadas são presas fáceis das sociedades masculinas predadoras. Como é o caso da sociedade islâmica.

Assim, um dia destes, muçulmanos malucos explodirão alguma cidade ocidental com uma bomba nuclear.

E a culpa terá sido toda da pílula.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Negros e judeus

O racismo não é exclusivo de brancos contra pretos. Todas as raças ou etnias podem ser odiadas umas pelas outras. Em certos países da África, os albinos são desprezados e inclusive chegam a ser queimados vivos, acusados de ter origem diabólica.

Mas há dois grupos que historicamente são os que mais sofrem com o preconceito e são vítimas de um ódio que não é demonstrado com a mesma intensidade contra nenhum outro: refiro-me aos negros e aos judeus.

O anti-semitismo, ou ódio aos judeus, tem origens muito antigas. Sendo um ódio irracional, não é possível explicá-lo racionalmente. Uma das teorias mais interessantes a respeito afirma que trata-se de um caso de "angústia da influência": sendo o judaísmo a religião que deu origem tanto ao cristianismo quanto ao islamismo, a origem do ódio aos judeus estaria nessa rivalidade religiosa pelas religiões posteriores: em suma, o natural ódio do filho contra o pai. Observem que a maioria da perseguição aos judeus ao longo da história (e ainda hoje) foi realizada justamente por cristãos e muçulmanos; enquanto que casos de anti-semitismo entre hindus, budistas e outros seguidores de religiões não-monoteístas são muito mais raros.

Mas não é apenas isso: o povo judeu, que sempre incentivou a cultura, a moral e o trabalho, sempre se destacou nas mais variadas áreas do conhecimento e, por que não, na acumulação de riquezas pessoais. Muito do ódio aos judeus (e ao bem-sucedido estado de Israel) tem origem pura e simplesmente na inveja dos fracassados. Sendo, ainda, um povo numericamente reduzido, servem também de ótimo bode expiatório quando as coisas começam a ir mal.

O ódio aos negros, no entanto, tem um caráter diverso. O anti-semitismo, como vimos, pode ser o resultado da inveja. Mas ninguém tem inveja dos negros, que na maioria dos países, salvo exceções, costumam ocupar as camadas mais baixas da sociedade. Portanto o ódio aos negros é um ódio superficial, causado apenas pela "estranheza" da cor de sua pele e pela sua associação com o crime, a pobreza ou a violência.

Curiosamente, na cultura pop americana, os próprios negros são hoje as maiores fontes criadoras de preconceito: a "cultura" do hip-hop é um festival de apologia ao crime, drogas, violência, ignorância e misoginia. Bill Cosby, famoso cômico negro americano, já comentou sobre o mal que os negros fazem a si mesmos ao estimular essa dita "cultura negra" em detrimento da cultura tradicional, que na verdade não é nem brance nem preta.

Décadas atrás, o sofrimento dos judeus ao longo da história era relacionado ao sofrimento dos negros: ambos, de fato, foram povos escravos ou que sofreram tentativas de extermínio. Por isso mesmo, os judeus estiveram muito presentes apoiando o movimento pelos direitos civis dos negros nos anos sessenta; e, inversamente, Martin Luther King condenou o anti-semitismo e negros como Sammy Davis Jr. converteram-se ao judaísmo justamente por causa dessa associação entre o sofrimento do povo negro e do povo judeu.

Hoje, naturalmente, tudo mudou. Enquanto a maioria dos judeus é Democrata e vota em Obama, a recíproca não é verdadeira: o anti-semitismo é cada vez mais pervasivo entre os negros, graças a figuras como Louis Farrakhan (da Nação do Islã) e o pastor Jeremiah Wright, o (já esquecido pela mídia) mentor do próprio Obama - figuras que pregam diariamente e abertamente o ódio ao povo judeu. Curiosamente, ou não, uma figura é ligada ao cristianismo (ou, mais exatamente, à teologia da libertação negra - a maioria dos verdadeiros cristãos americanos é pró-Israel) e a outra ao islamismo.

Se, como insinuam alguns, o povo americano é "racista" e odeia os negros, como é que se explica o sucesso de Obama? Acredito que, ao contrário da raça jogar em contra dele, joga a favor. Ninguém gosta de ser acusado de "racista", e o sucesso de Obama entre a elite branca explica-se também em parte por essa sua estrambótica origem multi-cultural e multi-racial (ou até pós-racial): filho de pai negro com mistura árabe e mãe branca, muçulmano na infância, nascido no Quênia e criado na Indonésia e, posteriormente, no Havaí. Se Obama tivesse as mesmas idéias que tem e fosse branco, pode apostar que não teria nem metade dos votos.

E assim, curiosamente, muito embora malucos adorem falar em "conspirações sionistas", os Estados Unidos da América terão um presidente negro muito antes de ter um presidente judeu.

Ah, e antes que me esqueça: existem também, é claro, judeus negros (ou negros judeus):

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Notas soltas sobre o aborto

Nem vou me deter agora na questão da moralidade do aborto, apenas observar as incríveis mentiras com as quais a campanha pró-abortista avança no mundo todo.

Do Oiapoque ao Chuí, de Buenos Aires a Lisboa, ativistas pró-aborto falam em milhões de abortos ilegais, milhares de mortes de mulheres em abortos ilegais mal-sucedidos.

Mentira, tudo mentira.

Os números utilizados para legalizar o aborto nos EUA nos anos 70 foram todos manipulados. Para convencer o público os ativistas mentiam descaradamente, diziam que ocorriam “milhões” de abortos ilegais no país, quando ocorriam apenas alguns milhares. Hoje a mesma técnica é utilizada, desconfie de qualquer número que ver… Como eles fazem para contar o número de abortos, se é ilegal?

Um dos responsáveis pela campanha abortista americana arrependeu-se, converteu-se ao catolicismo e assumiu que era tudo invenção. A propaganda era a alma do negócio. Uma mentira repetida muitas vezes...

O aborto, “direito”? Pode ser, mas se for é o direito mais triste que existe. As primeiras feministas eram contra o aborto. Porque sabiam que a maioria dos abortos ocorre por imposição dos maridos, namorados ou pais… Socidedade patriarcal, etcétera. Depois o aborto virou moda. Nunca entendi bem por que. Com tanto jeito mais fácil que tem de evitar a gravidez hoje em dia?

O aborto é uma indústria que gera bilhões de dólares por ano nos EUA. Um bilhão de dólares anuais ganha só a tal Planned Parenthood, maior rede abortista americana. Óbvio que eles querem que o número de abortos aumente. Curioso que contra esse capitalismo nenhum esquerdista proteste.

A luta pelo "direito" ao aborto (Como se alguém pudesse ter algum prazer em abortar) faz parte de um movimento que desvaloriza a vida humana, que acha que esta nada tem de sagrado e é igual a todas as outras vidas, de camelos, vacas, ratos, vírus. É igual a tudo, e portanto igual a nada.

De acordo com os utilitarianistas extremos, para evitar o sofrimento (viver, afinal, é sofrer) devemos encontrar um jeito indolor de matar toda a humanidade. Só a não-existência alivia o martírio eterno da vida. Diz uma velha piada judaica: "O melhor mesmo era nunca ter nascido. Mas quem tem essa sorte? Nem um em um milhão."

Ou como diria Brás Cubas: "Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseqüentemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."

E por falar em Machado de Assis, fosse hoje, Capitu teria abortado, ou tomado a pílula RU-486 depois de transar com o Escobar, e estaria tudo resolvido na mais santa paz.