domingo, 24 de janeiro de 2010

Terceiromundismo

Uma coluna interessante de um sujeito que eu não conhecia, Robert Weissberg, fala sobre as características do terceiro mundismo. Como identificar um país de terceiro mundo?

1) O lixo. Sempre há lixo jogado pelas ruas dos países de terceiro-mundo (normalmente sendo vasculhados por cães vira-latas, gatos e/ou mendigos). Todos jogam o papel da bala que acabaram de comer no chão, ou mesmo atiram latas de coca-cola pela janela do carro. Associado a esse fenômeno, está a apatia: ninguém limpa a própria calçada, "esperam que o governo venha resolver".

2) O trânsito caótico. Ninguém respeita o sinal vermelho, e tanto faz atravessar na faixa de segurança ou não: o risco de ser atropelado é o mesmo. De fato, os pedestres ignoram a faixa tanto quanto os carros, atravessando a rua em qualquer lugar. Estacionamento em fila dupla, limpadores de vidros e flanelinhas são outros sinais claros de terceiromundice.

3) Empregos de faz-de-conta. Em sua maioria empregos públicos em que as pessoas fingem que trabalham, como é o caso do Brasil, onde o grande negócio é ser funcionário público federal. Mas também a existência de empregos idiotas, como por exemplo ascensorista. Uma pessoa que é paga para apertar botões. Sempre me espantei que isso existisse no Brasil (e ainda existe, ao menos nas repartições públicas: é o modo que o governo tem de "diminuir o desemprego").

4) Insegurança. Ricos vivendo atrás de muros em casas ultraprotegidas, tendo que pagar vigias privados, em casos extremos usando carros blindados, etc; mas insegurança também afetando pobres, que são assaltados no ônibus ou mortos por gangues.

5) Incompetência geral. Telefones públicos que nunca funcionam e que ninguém conserta. Estradas esburacadas idem. Lojas e restaurantes com serviço demorado e péssimo atendimento. Atenção: aqui a incompetência não é apenas a (esperada) do serviço público, mas das empresas privadas também.

Como se vê, primeiromundismo e terceiromundismo não têm a ver apenas com riquezas materiais. É uma questão de modo de pensar, eu quase diria de estado de espírito. O curioso é que, embora a terceiromundice seja facilmente exportável para os países de primeiro mundo (e, de fato, já há bairros de terceiro mundo em várias capitais americanas e européias), a recíproca não é verdadeira. Levar aos países de terceiro mundo o primeiromundismo (i.e. o oposto das características acima: limpeza, respeito às leis do trânsito, trabalho produtivo, segurança) é bem mais difícil.

Isso nos leva a pensar uma coisa. Considerando que a maioria do planeta é de "terceiro mundo", será que o terceiromundismo não é, na verdade, o default da humanidade, e que o primeiromundismo foi apenas uma aberração histórica e geográfica momentânea, que logo será eliminada e esquecida?


30 comentários:

DD disse...

Bem, eu sempre digo que sei que estou no subúrbio ou na perifa (onde a terceiromundice bate no VDO) quando vejo pessoas andando pelas ruas, em vez da calçada.

c* disse...

nao gosto de generalizaçoes,mas vc tem
razao....:((

(nos USA tem ascensorista partout..)

Anônimo disse...

De alguns meses pra cá tenho passado uma semana onde moro, na regiao da Paulista (Franca com Casabranca) e uma semana em Guaianases, periferia da zona leste. E tenho visto terceiromundismo na Paulista e primeiromundismo em Guaianases, no que se refere ao comportamento das pessoas. Há pessoas na periferia de padrao suiço, e alguns na Paulista de padrão africano.
Mas o que mais tem na periferia é escola, é impressionante, uma atrás da outra, tem mais escola que padaria ou supermercado, elas só perdem para os botecos. Minha namorada é diretora de uma dessas escolas, e ela diz que a educaçao aqui é como aquela atividade de "enxugar gelo", há recursos de sobra, adentrando até pelo desperdício, mas o ensino é pessimo.

Chesterton disse...

Esse post vai deixar os rousseaunianos P da vida. Essa questão das escolas é obsolutamente verdadeira, usam escolas como gaze de curativo, para tapar as feridas da incompetência.

Chesterton disse...

Certa vez, ao saudoso crítico Agripino Grieco um amigo meu (Dalmo Florence) apresentou livro de poesia recém-lançado, pedindo-lhe a opinião. No dia seguinte, Agripino disse-lhe: "Dalmo, li o livro de seu amigo e aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, o autor". Sem necessidade de adotar a segunda parte do conselho agripiniano, a primeira seria admiravelmente aplicável a esse programa de direitos desumanos.

Ives gandra sobre o PNDH (FSP)

Cláudio disse...

Ora, como você mesmo disse num post anterior, a pobreza é nosso estado natural. Da mesma forma o terceiromundismo: tudo que o cara mencionou são violações de regras de convívio estabelecidas por séculos de consolidação da civilização. Neste aspecto o Brasil é terceiro-mundão de ponta a ponta, com louvor. C* do mundo em toda sua plenitude.

Rolando disse...

Concordo bastante. Outra coisa é que me impressiona é a quantidade de cachorros abandonados nas ruas. Muita gente por pura preguiça não se preocupa em castrar ou vacinar suas mascotes.

Ascensorista é coisa típica de país estratificado. Flanelinha é uma praga cuja profissão as autoridades se preocupam mais em regulamentar do que combater. Em nome da cidadania.

Conheço muitos servidores públicos, e posso assegurar que tem muita gente boa lá. O problema é o cara que rala ganhar a mesma coisa do cara que enrola. Metas de produtividade são como palavrão aos sindicatos de peleguistas. Outro problema do serviço público não são os servidores, mas as chefias. Cargos D.A.S. (de livre nomeação e destituição) é uma porta aberta ao compadrio em lugar do servidor de carreira.

Vemos isso hoje na Petrobras, embora com parte de seu capital privado, o governo nomeia e inventas suas inúmeras diretorias. Aí você vê o ex-diretor do sindicato dos padeiros/metalúrgicos/etc sendo chefe de químicos/engenheiros/etc.

Povo andar na rua e comércio sobre a calçada deve ser identidade nacional: no Sul, Rio-São Paulo, Nordeste e Brasília. Tudo a mesma coisa.

c* disse...

claudio,me chamou de c*?
magoei...:( (

Lefebvre disse...

Sabe que na verdade, não. O terceiromundismo não é o default da humanidade. A teoria de Darwin explica isso.

Os mais fortes e aptos sobrevivem, fato. Mas nesse homo sapiens, a dinâmica é diferente. Força e aptidão nem sempre são características físicas, mas intelectuais, coisa de polegar opositor. Mas é preciso força para gerar comida, ai criaram o tal "pacto social", apenas um instrumento darwiniano de sobrevivência dos mais fortes.

Com esse pacto, o terceiromundismo pôde se desenvolver mais livremente, achando que era algo com direito à vida, mas na verdade só serviu e ainda serve como ferramenta aos mais aptos.

Algumas pessoas contemplaram essa realidade e a estamparam em teorias como a do comunismo e a do socialismo. Entretanto, como demonstrou a história da URSS e atual Venezuela, mesmo que o terceiromundismo tenha números e possa se revoltar, eles não conseguem sobreviver sem os mais aptos.

O que vemos no norte é uma alta concentração de seres aptos e de terceiromundismo mais competente, fator necessário para o bom funcionamento e administração do pacto social. Talvez o magnetismo do planeta tenha algo com isso, sei lá, tanto que os mais aptos do comunismo provaram essa teoria na URSS.

O terceiromundismo nada mais é do que o pescoço da girafa, os dentes do leão, e a coluna flexivel do jaguar. O pescoço pega pulga, os dentes tártaro e a coluna dá hérnia na velhice.

Tudo tem seu lado bom e ruim.

Cfe disse...

Esse post poderia ser continuação daquele que pergunta do porque o haiti ser tão pobre.

Da mesma maneira que existe a criação de territórios de 3º mundo dentro do 1º, inverso tb é verdadeiro: vemos o caso da imigração européia no Sul do Brasil.

E isso para mim só prova que educação aprende-se em casa e não na escola.

Chesterton disse...

O Haiti é pobre pelo mesmo motivo que faz os congoleses terem saudades dos tempos coloniais (apud Darlymple). Tribalismo. Não se iludam, esse século promete.

Cláudio disse...

Ops! Longe disso. Para não escrever palavrão no blog do Mr. X acabei cometendo uma indelicadeza.

Refaço minha frase:

"C% do mundo em toda sua plenitude"

Mr X disse...

Hehe, tinha esquecido das pessoas caminhando pelo meio da rua. Tem alguma outra terceiromundice que os leitores lembram? Poderíamos compilar uma lista...

Mr X disse...

Quanto à imigração italiana e alemã (e posteriormente japonesa) promovida pelo Dom Pedro II, acho que foi uma das políticas mais sábias já realizadas neste país.

Mas não sei se concordo com a teoria darwiniana sobre o terceiromundismo, pois atualmente está beneficiando os mais burros e terceiromundistas de coração. Bem, talvez quando o mundo todo virar um Haiti, não haverá mais ninguém para ajudar o Haiti, e aí, o Haiti será aqui, ali, em todo o lugar. E retornar-se-á ao equilíbrio primitivo, e novamente os mais inteligentes se sobressairão, e criarão sociedades mais funcionais, etc. O eterno ciclo.

DD disse...

Lefebvre:

E na tirania? Na tirania, os justos e corajosos são sacrificados e sobrevivem os covardes, os aduladores e os canalhas. Não me parece que se evolua desse jeito.

Além disso, qualquer teoria política e social que suponha que a "espécie humana esteja evoluindo" inevitavelmente nos cega quanto aos perigos políticos que estão à nossa frente.

Anônimo disse...

Uma das maiores manifestações de terceiromundismo é musica com prevalencia de instrumentos de percussão. Voces sabem do que eu estou falando.

marcelo augusto disse...

Olá!

Eis aqui minha lista de terceiromundices:

01. Vias esburacadas
02. Escolas caindo aos pedaços
03. Desrespeito generalizado às leis
04. Polícia corrupta (mais aqui)
05. Ódio ao capitalismo e ao livre mercado
06. Amor incondicional por estatizações e governismos variados
07. Universidades esdrúxulas e pouco inovadoras
08. Ausência de uma camada intelectual com algum impacto na cultura ocidental
09. Ausência de contribuições à cultura do mundo ocidental
10. Elevados impostos
11. Invasões e favelas ao lado de bairros ricos
12. Uso atrasado de ideologias que nunca deram certo

Depois prossigo com a lista!

Até!

Marcelo

Rolando disse...

Ultimamente, em bairros mais humildes, tipo classe C e D, há uma altíssima concentração de igrejas evangélicas. Outro dia eu vi 7 numa mesma quadra.

Bairros muito miseráveis, tipo classe E, não interessa muito às igrejas mais comerciais. Sabem como o dízimo é essencial.

Se você encontra um centro espírita, pode ter certeza que há classe média vivendo nas redondezas, ehehe.

Lembrei algo muito chamativo: jovens grávidas ou muitas crianças pequenas acompanhando uma mãe. Ou muitas crianças brincando ou vagando nas ruas.

Outra coisa típica de 3°mundo: comprovante de residência. Para qualquer cadastro. Para abrir conta em banco. Se a pessoa der um endereço errado, em quase a maioria dos casos, o problema vai ser dela, penso eu. E tem que ser conta de água ou luz, mesmo que oficialmente não sejam documentos.

Rolando disse...

o X falou da sábia política de imigração de Dom Pedro. Concordo, e nisso dou valor à província de São Paulo que também estimulou, mesmo não oferecendo as condições mais decentes.

No entanto, quando penso que a escravidão absoluta só foi abolida em 1888, fico puto com o imperador por não ter tido cojones. Não dá para julgar a história com os valores contemporâneos. Mas no século 19, a escravidão - após a declaração dos direitos do homem, revolução francesa, iluminismo, etc - já era vista como uma aberração no Ocidente. E por essa abolição tão tardia, estamos pagando uma conta amarga até os dias de hoje. Nisso os argentinos foram muito mais espertos que nós, ao abolir a escravidão antes de 1820.

Anônimo disse...

Rolando

Apenas uma pequena lembrança. Voce já viu muitos negros na argentina? Não né?
É porque eles os expulsaram de lá após a abolição. É por isso que tem uma cidade chamada Livramento.

Moreira Mendes disse...

Rolando

Li num lugar que o Rio era a cidade com mais escravos na história do ocidente desde a Roma imperial. O trabalho escravo tinha maior relevância econômica no Brasil do que em qualquer lugar dos que vc citou. É Natural que nos tivéssemos mais trabalho para nos livrar desta praga.

Além disso, é uma injustiça chamar D. pedro de frouxo, se sabemos das décadas de debates abolicionistas que foram travados no legislativo. O movimento abolicionista, sempre apoiado pela dinastia, foi um dos momentos mais belos e democráticos da nossa história.

Rolando disse...

Anônimo,

Livramento faz fronteira com a cidade uruguaia de Rivera. Tem 85 mil habitantes e os negros mal chegam a 10%.

Fronteira com a Argentina é Uruguaiana.

É meio estranho negro ser expulso de um país e refurgiar-se em outro escravocrata. Já ouvi dessas pérolas antes. Como também já ouvi que os negros uruguaios são descendentes de negros fugidos do Brasil. Bobagem: os portos do rio da Prata foram entrepostos de comércio de escravos também.

Moreira Mendes,

quando a Argentina se independizou, Buenos Aires era uma cidade de 20 mil habitantes, dos quais 5 mil eram negros. Entre as hipóteses mais aceitas para a pouca proporção de negros na população, estão o fim da escravidão e consequentemente do tráfico (a tecnologia do tráfico no século 19 estava bem avançada - mais de 1 milhão de escravos foram trazidos ao Brasil naquela época), alta miscigenação na zona portuária, região naturalmente mais pobre, onde negros e imigrantes conviviam, e uma peste violenta que acometeu a capital argentina na segunda metade do século 19, além de cólera. Muitos bairros foram fundados nessa época, por conta de pessoas mais abastadas que fugiam do epicentro da peste.

Sim, eu concordo plenamente que a economia agrária brasileira era muito dependente do trabalho escravo. Sobretudo no litoral do Rio, Pernambuco, Bahia, e mesmo Minas e São Paulo. Mas como você levantou, o debate abolicionista já existia, e dom Pedro não teve pulso para conduzir um processo abolicionista "lento, gradual e seguro". Se assim o fosse, o Brasil poderia ter-se livrado dessa praga pelo menos 30 anos antes.

Com certeza a culpa não pode recair somente sobre Dom Pedro II. Embora ainda ache que em alguns pontos ele foi bastante frouxo, sim. Outras províncias que não dependiam tanto do trabalho escravo e mesmo a parcela da população não-latifundiária, que vivia do comércio e outros ofícios também poderiam ser mais incisivos. Claro que não podemos esquecer que grande parte da população, mesmo não-escrava, era rústica, analfabeta e apolítica.

Enfim, é um tema que provoca muitas discussões. Eu só quis dar um exemplo de como o Brasil foi muito atrasado nesse quesito. Aqui, como dizem alguns, as coisas não acabam, mas definham. Foi assim na independência, abolição, república, ditadura militar, etc... Tudo isso caiu de podre, houve pouca vanguarda ou movimentos de ruptura provindos de um anseio coletivo, espontâneo e condizente com a sua época.

Mr X disse...

Terceiromundismo também é isto (encontrado em comentários sobre o filme Avatar):

Gostei mais de Lula o filho do Brasil...Não dá para comparar uma produção nacional legitima com um enlatado americano...Quem assiste Avatar ao invés de Lula é traira, pouco nacionalista e baba-ovo do império.

DD disse...

Uma vez vi um cara cortando as unhas do pé dentro do ônibus. Detalhe: eram 6 horas da manhã.

Cfe disse...

Cartório;

Ensaio de escola de samba durante a madrugada;

Jogar lixo na praia;

Má condução dos motoristas de onibus;

utilização do cargo para resolução de problemas;

Anônimo disse...

Outra característica terceiro mundista, reside na existência de uma pseudoelite que se acha sempre superior aos demais, mas é tão ou mais ignorante que a plebe que tanto a incomoda.
Querem se fazer diferentes e com ares de primeiro mundo, mas, na verdade são "caboclinhos querendo ser ingleses", com toda má educação e ignorância que lhes é característica.
Negam a qualquer custo, um vínculo com o país onde nascem e são criados, sempre insistido no fato de serem "descendentes" de europeus como se isso os colocasse em posição superior aos demais habitantes (descendentes da escória que fugiu da fome na Europa).
E essa estória de sul maravilha, só cola para aqueles que desconhecem a pobreza e as favelas que também existem por lá.
"O Mala"

Cfe disse...

Meu caro anônimo,

Curiosamente vc tenta impingir uma certa desfeita ao grupo citado, classificando-os como "descendentes da escória que fugiu da fome na Europa" dando conta da origem humilde da maioria.

Ora, para quem está reclamando duma suposta atitude preconceituosa em relação aos demais é um tremendo tiro no pé: primeiro porque associa pobreza a escória e, segundo, porque reconhece a ascensão que houve nesse grupo indo exatamente na direção na idéia dos demais comentários.

Outra coisa: compare os índices do sul com as demais regiões do país e vá contar para seus amigos que tentam implantar cotas pelos mais diversos motivos.

Mas vai devagarinho porque é facilmente constatável que a "pseudoelite que se acha sempre superior aos demais" não tem como característica comum a cor da pele ou a ascedência: o fator mais comum é pertencerem ao grupo que vive as custas do erário público.

Mr X disse...

A elite hoje é de esquerda, não só no Brasil, como no mundo.

E tem detalhe que a elite no Brasil é de amigos do poder, estatistas de marca maior.

Mas eu estou bem longe de fazer parte da elite brasileira, então, não entendo a crítica do Mala.

Anônimo disse...

Cfe:

""Mas vai devagarinho porque é facilmente constatável que a "pseudoelite que se acha sempre superior aos demais" não tem como característica comum a cor da pele ou a ascedência: o fator mais comum é pertencerem ao grupo que vive as custas do erário público.""

Nisso eu concordo com você.
Basta ver o dinheiro público desviado do DETRAN do RS para os bolsos da elite que governa, bem como os concessionários de Rodovias em SP que se esbaldam sobre o dinheiro roubado nos postos de pedágios, com as bençãos e o apoio de gente que nada tem a ver com a esquerda.
Mas, se pra você o barnabé que trabalha em uma prefeitura qualquer ou o funcionário público que ralou em um concurso público pra conseguir um emprego, é elite, então seu conceito precisa ser revisto...
"O Mala"

Cfe disse...

(Mr x , dá licença)

Meru caro Mala,

Vc está numa confusão de idéias do princípio ao fim. O fato de eu identificar uma característica comum num grupo não significa que a observância dessa característica noutros baste para qualificar a pertença destes nesse grupo.

Sua confusão é tão grande que concorda com a característica que aponto para logo em seguida pretender questionar algo que eu não disse.

Alem disso, no primeiro comentário utiliza a palavra "pseudoelite" como termo perjorativo para classificar determinado grupo.

Já no segundo comentário adjetiva uma parte desse grupo - a que lhe interessa por que se lhe opõe - como elite.

Defina o que pretende porque não há compreensão possível de idéias explicadas por termos contraditórios.

Esclareço que afirmo, convictamente, que se opõe aos tucanos porque não pode apenas citar casos específicos ocorridos em estados governados por estes, sem que haja qualquer tipo de interesse pessoal,
tendo em conta a quantidade de denúncias que assolam os petistas.

A alegação de esquecimento é posta de parte porque vc dá enfase a idéia de que "gente que nada tem a ver com a esquerda" participaria nesses escândalos.

Utilizando seus próprios conceitos pode-se chegar facilmente a posição que tem.