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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pais idiotas, filhos tristes

No outro dia falamos sobre a questão dos nomes de bebês. Pois aqui há um caso ainda mais curioso: não apenas o bebê teve a infelicidade de receber o nome "Storm" (Tempestade), como ainda por cima seus pais decidiram que ele crescerá "sem gênero definido". Não dirão seu sexo nem a ele, nem a quem perguntar, para que ele "possa escolher por si mesmo".

A coisa vem de família. Os outros irmãos já se vestem como meninas. Um tem até trancinha.

Os pais? Hippies tardios, progressistas full-time, moram no Canadá mas estiveram no México com os zapatistas e em Cuba com os comunistas. Dizem que não querem interferir nas escolhas dos filhos, e que os pimpolhos devem decidir tudo por si mesmos, mesmo antes de aprender a falar.

Muitos progressistas vivem dizendo o que os outros devem fazer, mas são suficientemente espertos para não fazer experimentos com a própria vida ou a de seus filhos. Por exemplo, a colunista canadense de esquerda Heather Mallick, que comenta positivamente o caso admirando a "coragem" dos pais em transformar os próprios filhos em cobaias, faz uma curiosa admissão:
Moro em um bairro todo branco, onde as pessoas fazem abertamente comentários antisemitas, pasta é considerada uma comida estrangeira e o alcoolismo afoga o desespero. As crianças aqui seguem as regras.
Mallick, que é branca, WASP de alta classe (Paquistanesa muçulmana? Ver comentários), despreza os brancos com quem mora mas não se muda para um bairro "multicultural" nem a pau. A mesma colunista antes criticou Sarah Palin pelos nomes dados a seus filhos e chamou-a de "white trash". Curiosamente, ela acha Storm, Kio e Jazz nomes bonitos. Pelo jeito, se você foi a Cuba e morou entre os zapatistas, jamais será "white trash"...

Isso nos leva à velha discussão se os progressistas fazem o que fazem por status (para mostrar aos outros que são superiores, mais bondosos, etc.), ou se o fazem por realmente acreditar que suas atitudes idiotas nos levarão a um mundo melhor. Dirigir um carro híbrido, comprar em caros supermercados exclusivamente orgânicos e beber café de "comércio solidário" são claras marcas de status entre os brancos de classe média e média alta americana, mas outras atitudes mais suicidas não são tão praticadas.

Como eu disse antes, a maioria prega uma coisa e faz outra. Vez por outra, no entanto, alguns pais de QI menos elevado decidem que não basta dizer aos outros o que devem fazer, mas também participar. Foi o caso há alguns anos atrás do casal que matou o seu bebê forçando-o a uma dieta estritamente vegan.

Agora, Storm provavelmente levará uma vida sexualmente confusa, apanhará na escola, virará gay aos 15 e começara a usar drogas aos 16. Mas os pais poderão dizer ao mundo que lhes deram "toda a liberdade do mundo"...

E assim caminha a humanidade.


"Tô ferrado..."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quando acaba a infância?

Há uma controvérsia aqui nos EUA sobre o caso de Abby Sunderland, a garota de 16 anos que decidiu dar a volta ao mundo em um barco sozinha, e terminou quase morrendo no processo.

De um lado, estão os que criticam os pais, por ter permitido uma adolescente correr tais perigos em troca de publicidade. Pais conservadoramente corretos, dizem os críticos, teriam proibido a moça de tentar a aventura até chegar à maioridade.

Do outro lado estão os que exaltam o espírito independente e aventureiro da garota, e observam que a odisséia seria uma espécie de retorno às tradições americanas de desbravamento e independência.

Confesso que estou dividido a respeito do tema, assim como acho que também o está nossa cada vez mais bizarra sociedade.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quem é Mr X?

Já que o blog começa a ficar ligeiramente conhecido, tendo alguns de seus artigos republicados em mais importantes portais, é justo dar a saber um pouco mais sobre a história do misterioso autor destas notas. Reproduzo abaixo trechos da única biografia autorizada, a ser publicada em breve.

Mr X nasceu em um pequeno vilarejo próximo à cidade de P..., lá pelo início dos anos 20 (ele próprio esqueceu qual ano exatamente).

Participou ativamente da Segunda Guerra Mundial, lutando ao lado dos Aliados, tomando parte inclusive na famosa Operação Husky. Ao retornar da Guerra, com milhares de agruras e ferimentos (inclusive uma bala que ainda hoje está alojada no seu crânio, o que causa ocasionais ataques de epilepsia), descobriu com horror que a sua mulher morrera em um acidente. Pior: tendo sido vilmente seduzida por um militante comunista e vegetariano que a induzira a viajar com ele para a França -- terra dos queijos, da Confetti e dos covardes --, os dois no entanto morreram em um trágico acidente automobilístico ao chocar-se contra um ônibus escolar (no acidente também morreram 15 inocentes criancinhas).

Mr X, amargurado, decidiu dedicar a sua vida à luta contra as injustiças e à defesa dos fracos e oprimidos, bem como à perseguição implacável a comunistas, vegetarianos e maus motoristas. Desde então, suas únicas permanentes e fiéis companheiras foram a garrafa de Whisky escocês e sua Smith & Wesson.


Trabalhando como agente mercenário, Mr X participou da caçada aos nazistas na América do Sul, para onde se transferiu, bem como a uma série de outras atividades (ainda secretas) a mando da CIA e outras agências internacionais. Foi o autor do "suicídio" de Mengele, e dizem alguns que ele estaria por trás do assassinato de JFK, mas provavelmente sejam apenas boatos infundados.


Nos anos 90, aposentou-se, e passou vários anos vivendo tranquilamente em uma fazenda no interior do Rio Grande do Sul, criando cavalos de raça e plantando girassóis. Os atentados de 2001 às Torres Gêmeas, no entanto, o acordaram de seu merecido descanso.

Chamado às pressas aos Estados Unidos, instalou-se na Califórnia. Com a cobertura de acadêmico universitário honoris causa, Mr X na verdade participava de violentas operações de caça e tortura aos terroristas da Al-Qaeda.

No entanto, ao investigar mais a fundo os atentados, Mr X observou uma série de incongruências aparentemente inexplicáveis. Aos poucos, ele iria descobrir uma vasta conspiração que atravessava os corredores do Pentágono e envolvia as mais brilhantes mentes criminosas do mundo, da CIA à máfia italiana passando pelo Principado Saudita, a Coroa Britânica, a Maçonaria e o Clube Bilderberg. Uma verdadeira Aliança do Mal, em pleno coração do seu amado Ocidente.


Horrorizado, abandonou a CIA e juntou-se a uma organização secreta (tão secreta que nem mesmo tem nome) que tem o único objetivo de combater a
Nova Ordem Global. A organização, embora de pequeno porte, tem no entanto obtido algumas significativas vitórias, a principal delas a frustração do plano de eliminar metade da população mundial através da gripe suína. (Mas tais histórias heróicas só poderão ser contadas muitos anos depois.)

Hoje, do alto de seus 90 (?) anos, ele naturalmente não participa mais de atividades de combate, mas dedica-se ao planejamento estratégico, bem como à atividade de informação e desinformação, da qual este blog é apenas uma pequena parte.


domingo, 18 de janeiro de 2009

Poema do domingo

Criança feliz
Quebrou o nariz
Foi pro Hospital
Tomou Sonrisal

Se eu fosse o Pelé
tomava café
Se eu fosse o Tostão
tirava o calção

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Valores familiares


Algumas pessoas devem achar que o cérebro da criança é um pequeno recipiente vazio pronto para ser enchido com a ideologia da moda. Na Suécia, saiu uma série de livros infantis cujos personagens incluem meninos que gostam usar sapatos cor-de-rosa e maquiagem, e famílias formadas por pais gays ou mães solteiras. "Essas famílias existem, são normais e precisam ser aceitas”, diz uma das editoras. Talvez tenha razão.

Mas já existem dezenas de livros infantis sobre pingüins gays, mamães lésbicas, pais aidéticos, ursinhos polares que morrem devido ao aquecimento global, e até um belo livrinho ilustrado sobre um garoto que tem um titio pedófilo.

Saudades de Branca de Neve, Bela Adormecida, Barba Azul e Chapeuzinho Vermelho, de quando as coisas eram algo mais sutis... (Se é que eram realmente).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O fim da infância

Leio no Pajamas Media um artigo sobre a paranóia com os adultos que tiram fotos de crianças, mesmo que sejam de seus próprios filhos brincando com amigos. Na cabeça de muitos, um adulto tirando fotos de crianças no parque só pode ser um pervertido.

A paranóia com as fotografias é irracional, pois, mesmo que seja um pedófilo maluco tirando fotos de crianças brincando no parque, que dano pode causar a fotografia à criança? Roubar a sua alma? Ir parar no Youtube?

Mas hoje a paranóia com a pedofilia é tão grande que até brincar no parque com seus filhos pode ser visto por outros como algo suspeito. Pegar pela mão o filho de um sobrinho então, nem pensar. No outro dia, em um ônibus londrino, os passageiros viram um adulto de rosto suspeito levando da mão uma menininha que reclamava, "estou com fome". Foi fotografado pelas câmeras de segurança, denunciado, levado à delegacia. Era o pai da criança.

O curioso é que ao mesmo tempo em que a mídia gera esse pânico com pervertidos pedófilos (menos de 3% de todas as crianças desaparecidas foram seqüestradas por estranhos, e a maioria dos casos de pedofilia ocorre silenciosamente no âmbito familiar), é também a própria mídia a que estimula a sexualidade precoce das crianças. No Brasil, então, é uma piada. Crianças de 8 anos fazem a dança da garrafa ou cantam canções de funk com letras explícitas, muitas vezes até sob o olhar orgulhoso da mãe ou do pai imbecil. Os cartazes de turismo são um convite explícito ao turismo sexual. E líderes do movimento gay fazem apologias diretas à pedofilia, sem qualquer crítica. Eles podem, é claro, pois são uma "minoria oprimida". Aliás, tanto deu certo o discurso das "minorias" que outros pretendem usar o mesmo truque: há indícios do surgimento de um movimento pedofílico nos moldes do movimento gay (eles já tem até partido político na Holanda).
A pedofilia não é algo novo, seu conceito é. Na Idade Média, as jovens casavam com 13 anos de idade. Romeu e Julieta teriam aproximadamente 13 anos. No mundo muçulmano, seguindo a tradição do fundador Maomé, ainda hoje é comum o casamento de adultos com meninas de 9 anos (em países atrasados como Afeganistão ou Paquistão corresponde mesmo a mais da metade dos casamentos realizados).

Mas tempos atrás as crianças podiam brincar na rua, sozinhas, por horas a fio. Andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde, descer lomba no carrinho de rolimã. Hoje, deixar a criança na rua, sozinha, tá louco? Melhor deixar ela em casa, trancada no quarto, divertindo-se na Internet. O que é loucura, pois nos chats e nos messengers da vida é muito mais fácil para adultos pervertidos localizarem a criança ou pré-adolescente, sob total desconhecimento dos pais.

As crianças de hoje são ao mesmo tempo as menos inocentes e as mais frágeis.

Fiz parte talvez da última geração que jogou bola de gude e bateu figurinhas (que vinham no chiclé Ping Pong ou Ploc).


Não existe mais a inocência.