quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Pausa para reflexão
O fato é que não sei mais o que quero dizer, e tenho que pensar um pouco e decidir em qual caminho seguir.
É o seguinte: recentemente, o tema racial tem sido objeto de polêmica aqui no blog. Eu mesmo, confesso, nunca soube bem como abordar o tema. Não tivesse ido morar nos EUA, e provavelmente jamais teria falado sobre o assunto. Porém, nos EUA, essa discussão racial é bem mais direta, e de certo modo é bom que seja assim. Impossível ignorar totalmente o assunto, por mais politicamente correto que se seja. Além disso, de fato estão acontecendo mudanças que definirão o destino do mundo nas próximas décadas, talvez séculos. Um desses temas certamente é a imigração. Podemos ignorar as diferenças raciais e culturais, e tentar fingir ou esperar que tudo vai dar certo e que tudo vai de algum modo se ajeitar. Mas e se não fosse bem assim? E se realmente existissem diferenças que não podem ser resolvidas de modo tão simples, só com mais "conscientização" e dinheiro público?
No outro dia, um marroquino matou cinco pessoas na Bélgica com granadas e um fuzil. No mesmo dia, um grupo de congoleses protestava contra as eleições do Congo -- não no Congo, mas em pleno centro londrino. Causaram confusão e atacaram pessoas que nada tinham a ver com a história. E, também na mesma semana, na Itália, dois imigrantes senegaleses foram mortos por um aparente militante neonazista, que depois se suicidou. Independentemente do que você pense sobre essas notícias e sobre a questão das diferenças raciais, religiosas e culturais, uma coisa é certa -- se não houvesse imigração, nenhum desses problemas estaria acontecendo.
Então é realmente um assunto urgente. O futuro do ocidente depende disso. Mas a verdade é que me sinto desconfortável ao tratar de certas questões. Até tenho curiosidade de ler sobre o assunto, mas não tenho vocação para porta-voz da "causa branca". Alguns leitores me acusam de não ir mais fundo na discussão de temas raciais, e querem pautar o blog. Acreditam que eu fique em cima do muro para não causar polêmica, ou para não descontentar os leitores que não acreditam em diferenças raciais, ou por não ter as ideias bem formadas ainda. Talvez eles tenham razão. Talvez eu não tenha estômago (certamente me incomoda quando algumas pessoas se expressam de forma extremamente desagradável, ou quando negam a dignidade básica humana de outros apenas por pertencerem a certo grupo racial.) Talvez outra pessoa deveria escrever sobre isso no meu lugar.
Nos EUA, há blogs moderados que tratam do assunto. No Brasil, é mais complicado, até porque é um tema que, me parece, tem menos relevância. Quero dizer que o Brasil, ao contrário de EUA e Europa, é e sempre foi uma nação mestiça, de maioria não-branca. Se houvesse uma pureza racial original perdida, seria aquela dos indígenas. Até acho um pouco de mau gosto falar sobre essa questão quando, sei lá, 70% da população é de raça mista. (EUA e Europa são diferentes pois até há poucas décadas tinham 90% de população branca européia).
Por um tempo achei que o Dextra fosse ser essa voz moderada no Brasil, mas me enganei. Talvez um dia surja outra pessoa mais preparada. Talvez essa pessoa seja algum leitor atual.
(Porém, dica: se você quer falar sobre temas raciais e ter mais do que três leitores, não chame os negros de macacos, não chame os cristãos de babacas, e não cante loas a Adolf Hitler. Pega mal! Ou, quer saber? Faça como achar melhor, afinal vai ser seu blog e não o meu!)
Este blog já tem quase quatro anos, e mudou bastante desde o seu começo. Alguns leitores fiéis ainda estão aí: Chesterton, Gunnar, Brancaleone e, muito de vez em quando, a Confetti. Outros chegaram, foram, e deixaram só saudades: RW, Augusto Nascimento, Pax, Tiago. Agradeço a todos pela constante leitura. A temática, originalmente libertária, depois virou meio neocon e mais adiante flertou com os paleocons. Mas no fundo jamais teve uma linha política muito definida, talvez porque nem eu mesmo saiba o que pensar sobre certas coisas. O blog, era, mais do que tudo, um contraponto ao onipresente discurso progressista que está aí. Um local contrário ao politicamente correto que impera em quase todo o mundo atualmente. Porém, para se escrever sobre algo com convicção é preciso ter as idéias mais claras. Não basta apenas ser do contra.
Por isso, acho que realmente eu preciso definir qual caminho seguir. Certamente vou continuar escrevendo, afinal é uma espécie de vício. Sempre com liberdade, tanto para mim quanto para os leitores. (Na realidade, quase nunca censurei ninguém, por mais nazista ou stalinista que fosse, e a única coisa que me irrita é quando tentam pautar o blog, ou quando a discussão civilizada dá lugar a xingamentos). Se quiser falar sobre raça, também vou falar. Mas estou sentindo que falta mesmo um embasamento maior, e para isto talvez seja preciso ler mais e escrever menos.
(Enquanto isso, comprem o livro, à venda na Amazon e CreateSpace).
Mais uma vez, desejo um Feliz Natal a todos. Nos vemos em 2012.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O problema são os mexicanos
Resposta: era casado e tinha sete filhos. Todos nascidos nos EUA e, portanto, cidadãos legítimos do país.
Como ele parecia relativamente jovem, é possível que pudesse ter ainda mais sete. Considerando que os americanos nativos tem em média dois filhos (os europeus tem 1), acho que é perdoável o primeiro pensamento que me passou pela cabeça: "America is fucked".
Bem, outro pensamento poderia ser de alívio: "não faltarão taxistas na América", ou algo assim.
Maldade minha. É possivel que algum de seus filhos estude muito e vire físico nuclear, ou ao menos presidente dos EUA. De qualquer modo, casos como esse mostram que a imigração seguida da reprodução bem mais rápida do que a dos nativos poderá ser um problema bastante grave nos países ocidentais nas próximas décadas. (A Europa está no mesmo barco).
Porém, devemos também ver as coisas com clareza. A maioria dos blogueiros autodenominados "racialistas" são obcecados pela raça negra. Vivem postando notícias sobre as disfunções e problemas dessa comunidade. Mais afro-obcecados do que eles, só o Olodum.
Mas a verdade é que a população afro-americana permanece estável, tendo até diminuído proporcionalmente. E os seus elementos perigosos estão cada vez mais na cadeia (um em quatro jovens homens negros está na cadeia nos EUA; aliás, os afro-americanos que estão na prisão vivem mais tempo do que os que estão fora dela). Por isso, black flash mobs à parte, o crime violento diminuiu nos bairros negros, tanto que muitos estão se gentrificando.
Portanto, o problema mesmo para os EUA serão os mexicanos. Esses sim estão lentamente substituindo a população caucasiana, já sendo maioria em alguns estados. Provavelmente tornar-se-ão maioria da população total dos EUA em algumas décadas, e transformarão o país totalmente, de forma irreversível. Se a razão pelas diferenças é cultural ou genética, já nem importa: os EUA se mexicanizarão.
Arriba, arriba! Faz algum tempo passei uns dias no México, em Tijuana. O contraste entre esta cidade e a vizinha San Diego do outro lado da fronteira é imenso. Tijuana é pobre, feia e perigosa. San Diego, apesar de uma quantidade grande de homeless, é uma cidade com um centro bonito e locais repletos de turistas.
No entanto, indo para os subúrbios próximos a San Diego, já se nota a mexicanização. É como se eu ainda estivesse em Tijuana.
Mas o que me preocupa sobre a invasão mexicana não é que grande parte deles sejam violentos, perdendo apenas para os afro-americanos. Não é que muitos de seus jovens participem de gangues extremamente violentas, e matem pesoas a esmo.
Tampouco preocupa tanto que nos dados policiais eles sejam chamados de "brancos", confundindo as estatísticas -- este homem que matou uma criança de dois anos, de acordo com a polícia, é um homem branco.
Também não é tão preocupante assim que, do mesmo modo que há uma diferença nos resultados escolares de brancos e afro-americanos, haja uma diferença inexplicável, ainda que menor, entre os resultados dos brancos e asiáticos com os dos hispânicos.
Não importa que os hispânicos tenham aprendido bem a lição do vitimismo, e acusem a sociedade americana de maltratá-los, explorá-los ou não dar oportunidade aos "sin papeles", quando eles não querem voltar ao México de jeito nenhum e até garantem que as terras do sul dos EUA lhes pertencem.
E muito menos me preocupa o fato de que muitos dos membros dos cartéis mexicanos vivam cruzando a fronteira, e que mesmo este jovem decapitador de 14 anos treinado a matar desde criança pelos traficantes seja um cidadão americano legítimo.
Não, nada disso importa. Meu problema mesmo com essa invasão é o seguinte: as mexicanas são feias! Desculpem, não quero ser preconceituoso (peço perdão se há algum leitor mexicano aqui). Há algumas bonitas. A recepcionista do hotel em que fiquei (mestiça, acho que com traços não só indígenas como africanos) certamente era. Não teria me importado se ela tivesse me dado bola. Mas, em geral, o que dizer de um país cujo maior sex symbol é a Frida Kahlo? É claro que isso tem a ver com o gosto pessoal. Gosto de loiras nórdicas, de eslavas esguias ou então de mediterrâneas curvilíneas. Até acho algumas africanas e mulatas atraentes; mas as mexicanas, na minha opinião, são raras as bonitas. (Antes que alguém mencione Salma Hayek, observo que ela é de origem libanesa).
Bem, o fato é que isto vai ser um grave problema para os Estados Unidos no futuro, quando eles quiserem repor suas equipes de cheerleaders.
sábado, 2 de julho de 2011
O Ocidente sobreviverá! (Or: How I learned to stop worrying and love decadence)
Como primeiro trabalho de campo, saí de noite pelos bares da cidade para verificar se realmente os costumes estavam tão decadentes quanto pareciam. Na maior parte das vezes apenas observei com pesar que as tatuagens e o rap, antes apanágio exclusivo dos delinqüentes e dos vulgares, estão onipresentes mesmo entre os jovens das classes mais seletas. As mulheres se vestem como putas e ainda se orgulham, e os homens se vestem como viados ou imbecis. Os costumes também vão mal. Em duas noites diferentes, sem fazer tanto esforço, fiquei com duas garotas de 20 e poucos anos. Depois elas não telefonaram, não escreveram email, não quiseram nem ser amigas no Facebook. Cachorras. Fiquei desiludido. Será que as mulheres viraram homens, e os homens, mulheres?
Fiquei pensando então que a vida hedonista não leva a lugar nenhum. Será que alguns minutos de prazer valem o risco de contrair clamídia, herpes, gonorréia e outras doenças sexotransmissíveis e todos os problemas físicos e psicológicos decorrentes de uma vida dissoluta?
Pensei também que apenas um despertar religioso de algum tipo salvará o Ocidente. Para acabar com o progressismo, não basta rejeitá-lo. É preciso propor uma visão em seu lugar. Um visão que renegue o caráter hedonista, materialista, coitadista e de curto-prazo da sociedade contemporânea, mas colocando algo em seu lugar. Que explique que as regras morais tem seus porquês e que afirme que há uma razão para a existência, negando o niilismo contemporâneo. Só assim se construirão novas catedrais e se esquecerão as "instalações artísticas" dos pós-modernos. A razão para o sucesso do progressismo é que as idéias políticas adolescentes da esquerda se combinam perfeitamente com o comportamento adolescente de 90% da população ocidental, eu incluído. (Às vezes é difícil resistir ao canto de sereia do modernismo com seu sexo fácil e seu hedonismo e seus ipads)
(Nesse ponto, aliás, divirjo tanto dos nacionalistas brancos como dos libertários pró-mercado livre. Embora tenha me convencido de que raça é um valor importante, não acredito que a mera raça seja suficiente para manter uma cultura ou uma sociedade, ou os brancos não estariam cometendo suicídio. E, embora considere o livre-mercado fundamental, acho que às vezes os interesses nacionais suplantam os conceitos da liberdade econômica global).
Como segundo trabalho de campo, visitei vários lugares tomados pela imigração mexicana ilegal de mais baixa extração, observando (de longe) as onipresentes gangues, sujeira e degradação. Percebi que o problema da imigração vai muito além do debate atual sobre legalidade e ilegalidade. Um povo não muda de caráter simplesmente por cruzar uma fronteira, mas traz seus costumes consigo. Pode até mudar ao longo do tempo, mas mesmo assim não é um processo mágico, mas algo que leva décadas, talvez séculos. Uns EUA de maioria mexicana não são mais os EUA, é o México; uma Europa de maioria árabe não é mais a Europa, é o Oriente Médio. Inconcebível que tantos não entendam algo tão básico, e ainda recebam de braços abertos seus invasores, dando-lhes ainda uma mesada para que cresçam fortes e possam estuprar suas filhas.
Sou otimista, no entanto. O Ocidente sobreviverá.
Não me entendam mal, acho que a médio prazo Europa e EUA estão ferrados. Não saem dessa ao menos sem uma enorme crise econômica e maior ainda guerra civil ou mundial. Porém, não mais me preocupo. O Ocidente já enfrentou outras tempestades, como a peste negra ou as invasões mongóis. E, mesmo que o pior acontecer, não acabou também a civilização dos antigos gregos, que passaram a tocha ocidental para os romanos, e estes para os povos "bárbaros" cristianizados que terminaram por formar as modernas nações européias? É possível que os conhecimentos e tradições ocidentais sejam conduzidos agora pelos asiáticos, que estão estudando como loucos a música clássica e convertendo-se em massa ao cristianismo.
Mesmo quando a última igreja européia for convertida em uma mesquita, o Ocidente sobreviverá. Mesmo quando o último cristão for enforcado com as tripas do último homem branco, o Ocidente sobreviverá. (Mas notem que não acho que isso vá ocorrer de modo algum; a raça branca, o cristianismo e a cultura ocidental sobreviverão ainda por muito tempo).
Talvez a decadência seja necessária. Talvez seja útil, de algum modo.
Além disso, ainda que a catástrofe aconteça e a destruição definitiva do Ocidente venha a ocorrer, esta ao menos será ocasião para alegres momentos de schadenfraude. Não será hilariante ver os progressistas defensores dos "sin papeles" serem assaltados e seqüestrados pelos descendentes destes? Não será divertido ver os "homossexuais pela Palestina" terem as cabeças cortadas em praça pública pelos fundamentalistas islâmicos? Não será glorioso ver os petistas sendo caçados pelos criminosos drogados que ajudaram a gerar?
Vêm tempos duros pela frente. Como diria a Bette Davis, apertem os cintos, pois vai ser uma longa noite. Mas depois da noite, sempre chega o amanhecer.
O Ocidente sobreviverá!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A Internet está nos deixando loucos?
O engraçado é que, justo um dia antes do ocorrido, um sujeito abordou-me num café com um papo maluco também bastante parecido com o deste jovem, sobre "nova ordem mundial", "fim do mundo em 2012", "crise energética", "falta de água", "perseguição aos mexicanos", "lei marcial", etc. Não era um vagabundo, mas uma pessoa normal bem-vestida e quase certamente não psicótica, apenas tomada pelas idéias que flutuam por aí, no zeitgeist.
O blogueiro Richard Fernandez observa uma coisa curiosa: que embora o comportamento do jovem fosse bizarro há tempos, nenhum dos seus colegas percebeu que ele era simplesmente doido. Diz o blogueiro, traduzo aqui:
Parte do problema pode ser a normalização do comportamento louco. Quando ser bizarro é ser cool e o "sonho consciente" invoca os filmes Matrix ou A Origem, a linha entre a loucura e a excentricidade fica um pouco diluída.De fato, na cultura em que vivemos, é normal um jovem tomar drogas, usar piercings e tatuagens demoníacas (ver imagens e ler artigo do Theodore Dalrymple ao final), ter comportamento sexual "diferenciado", isso sem falar nas teorias da conspiração que a Internet torna cada vez mais comuns. E ninguém fala nada, pois é já parte do novo normal, e julgar alguém pelo seu modo de vestir, pensar ou de se comportar poderia ser discriminação, e nós não queremos discriminar ninguém, não é mesmo?
Mas uma sociedade que não discrimina ninguém tampouco pode discriminar os loucos. (E, de fato, fechou quase todos os hospitais psiquiátricos. Os loucos agora andam na rua.)
De qualquer modo, este caso chamou a atenção da mídia por se tratar de um atentado contra uma figura pública, mas a verdade é que malucos que matam por motivos banais não são tão raros assim, ainda que ocorram mais dentro da própria família. Isso sem falar em outros tipos de violência: no mesmo dia em que ocorreu a matança no Arizona, no México eram encontrados 15 cadáveres decapitados a mando de um traficante local. Vivemos em um mundo insano.
É claro, a esquerda americana já está colocando a culpa pelo tiroteio na Sarah Palin, no Glenn Beck, na falta de controle de armas, no "discurso político exaltado que leva à violência" (mas quem faz discursos políticos exaltados e violentos mais que eles?), nas políticas do Arizona contra a imigração, etc. (Só faltou culpar o "aquecimento global"). Mas é apenas o esperado. Também essa é uma forma de loucura.
domingo, 4 de abril de 2010
Poema do domingo
That she forgot me was the least
I felt it second pain
That I was worthy to forget
Was most I thought upon.
Faithful was all that I could boast
But Constancy became
To her, by her innominate,
A something like a shame.
Emily Dickinson (1830-1886)
segunda-feira, 22 de março de 2010
Bye bye Miss American pie
O Obamacare passou, ao menos no voto inicial. Os Democratas celebram, mas mal sabem eles (ou sabem e não se importam) que estão praticamente assegurando o fim dos EUA como superpotência mundial. It's over, è finito, c'est fini.
O país está à beira da bancarrota, e este trambolho que acaba de passar vai custar mais alguns trilhões. Não haverá dinheiro para inovação em tecnologia médica, e muitas companhias de seguro médico irão falir, deixando o caminho livre para o futuro monopólio estatal, que encherá o bolso de alguns políticos, mas custará mais para todos os outros a uma qualidade cada vez pior.
Naturalmente, a saúde "gratuita" beneficiará prioritariamente aqueles que vivem no welfare, os que recebem pouco e não pagam imposto de renda, e os ilegais. A saúde de todos estes grupos será paga pela classe média que trabalha, graças a um fenomenal aumento de impostos. O aumento de impostos gerará mais desemprego, o que colocará mais pessoas no welfare, o que gerará maiores impostos, etc.
Depoi de ferrar com a saúde, o próximo passo de Obama será aprovar o plano "antiaquecimento global", que vai ferrar com a economia, e o plano de "reforma de imigração", permitindo a legalização imediata de vinte milhões de ilegais no país - o que, em tempos de desemprego, também não vai ser muito bem recebido pela classe média. O que não importa, já que os agradecidos novos legalizados votarão nos Democratas, e a fraude fará o resto.
Os EUA se tornarão um país de minoria branca, com uma maioria formada por uma maioria desunida de todos os credos e cores. E, assim, ao desemprego se juntará o ressentimento étnico e racial. Aos altos impostos se juntarão a inflação e a desvalorização da moeda, garantindo a pobreza de milhões. Os EUA deixarão de investir em tecnologia militar e limitarão enormemente os gastos com a defesa, deixando o país à mercê de ataques, que, cedo ou tarde, acontecerão, causando ainda maior caos e crise econômica. A China cobrará suas dívidas e tomará o lugar anteriormente ocupado pelo colosso americano, ou talvez o controle passe para a tal Nova Ordem Global.
Depois disso, é possível até mesmo uma guerra civil e a secessão do país em diversos novos Estados, como sugeriu há algum tempo um maluco russo que já não parece tão maluco assim.
Naturalmente, tudo isso não acontecerá imediatamente, mas aos poucos, ao longo de várias décadas. Mas é o caminho que foi escolhido pelos Democratas.
Há mais de dois mil anos atrás, Marco Túlio Cícero advertia os romanos:
O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública.Roma não ouvi os conselhos, e caiu. Seguirão os EUA pelo mesmo caminho?
domingo, 15 de novembro de 2009
Poema do domingo
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.
W. B. Yeats (1865-1939)
domingo, 2 de agosto de 2009
Poema do domingo
Y sé muy bien que no estarás.
No estarás en la calle, en el murmullo que brota de noche
de los postes de alumbrado, ni en el gesto
de elegir el menú, ni en la sonrisa
que alivia los completos en los subtes,
ni en los libros prestados ni en el hasta mañana.
No estarás en mis sueños,
en el destino original de mis palabras,
ni en una cifra telefónica estarás
o en el color de un par de guantes o una blusa.
Me enojaré, amor mío, sin que sea por ti,
y compraré bombones pero no para ti,
me pararé en la esquina a la que no vendrás,
y diré las palabras que se dicen
y comeré las cosas que se comen
y soñaré los sueños que se sueñan
y sé muy bien que no estarás,
ni aquí adentro, la cárcel donde aún te retengo,
ni allí fuera, este río de calles y de puentes.
No estarás para nada, no serás ni recuerdo,
y cuando piense en ti pensaré un pensamiento
que oscuramente trata de acordarse de ti.
Julio Cortázar (1914-1984)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O discurso no Cairo

Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu gesto de submissão frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis alguns trechos comentados:
[Israel must] “live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society… Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.”
Os israelenses é que devem “garantir” que os palhestinos possam viver, trabalhar, e desenvolver sua sociedade? Que tal os próprios palestinos fazerem isso? E se os palestinos não quiserem viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade? Acho que ninguém nunca pensou nessa possibilidade. Até por que não há como sustentar essas pessoas, o máximo a que a "Palestina" pode aspirar é a virar um Kosovo, um "país" de marginais (80% de desemprego) sustentado pela ONU.
“any nation - including Iran - should have the right to access peaceful nuclear power”
Pacífica como a cara do Amadinehjad. E aliás, se Obama gosta tanto da energia nuclear pacífica, por que está acabando com ela em solo americano?
“a world in which no nations hold nuclear weapons.”
Enquanto Obama delira, a Coréia do Norte testa mísseis, o Paquistão pode perder o controle dos seus, Japão e vários países árabes pensam em se armar e o Irã já quase tem sua bombinha.
tension “has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a Cold War in which Muslim-majority countries were often treated as proxies without regard to their own aspirations.”
Blablablá. Típico esquerdismo. “As veias abertas do Mundo Muçulmano”. Ora, as “aspirações” dos islâmicos são converter todo o mundo ao islã e impor a sha'ria. Que importam as suas aspirações? De que país Obama é presidente?!?
“And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear,”
Hã?!? Isto é o mais próximo que Obama já chegou de confessar abertamente que é muçulmano. Um presidente americano que tem a missão de "lutar contra estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam"? Quem é ele, Super Islamic Boy? Estamos fritos. Um muçulmano na Casa Branca. Quanto será que os sauditas pagaram? Aquele colar de ouro deve valer bastante...


