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sábado, 2 de julho de 2011

O Ocidente sobreviverá! (Or: How I learned to stop worrying and love decadence)

Por mais de duas semanas deixei propositadamente não apenas de postar como também de ler os meus blogs favoritos de direita. A esperança era a de sair da Internet e observar o mundo real, tentar ver se eu não estava tendo uma visão distorcida da realidade devido aos blogs que leio e dar um caráter mais empírico às minhas observações. Talvez, pensei comigo mesmo, o mundo não vá tão mal assim. 

Como primeiro trabalho de campo, saí de noite pelos bares da cidade para verificar se realmente os costumes estavam tão decadentes quanto pareciam. Na maior parte das vezes apenas observei com pesar que as tatuagens e o rap, antes apanágio exclusivo dos delinqüentes e dos vulgares, estão onipresentes mesmo entre os jovens das classes mais seletas. As mulheres se vestem como putas e ainda se orgulham, e os homens se vestem como viados ou imbecis. Os costumes também vão mal. Em duas noites diferentes, sem fazer tanto esforço, fiquei com duas garotas de 20 e poucos anos. Depois elas não telefonaram, não escreveram email, não quiseram nem ser amigas no Facebook. Cachorras. Fiquei desiludido. Será que as mulheres viraram homens, e os homens, mulheres? 

Fiquei pensando então que a vida hedonista não leva a lugar nenhum. Será que alguns minutos de prazer valem o risco de contrair clamídia, herpes, gonorréia e outras doenças sexotransmissíveis e todos os problemas físicos e psicológicos decorrentes de uma vida dissoluta?

Pensei também que apenas um despertar religioso de algum tipo salvará o Ocidente. Para acabar com o progressismo, não basta rejeitá-lo. É preciso propor uma visão em seu lugar. Um visão que renegue o caráter hedonista, materialista, coitadista e de curto-prazo da sociedade contemporânea, mas colocando algo em seu lugar. Que explique que as regras morais tem seus porquês e que afirme que há uma razão para a existência, negando o niilismo contemporâneo. Só assim se construirão novas catedrais e se esquecerão as "instalações artísticas" dos pós-modernos. A razão para o sucesso do progressismo é que as idéias políticas adolescentes da esquerda se combinam perfeitamente com o comportamento adolescente de 90% da população ocidental, eu incluído. (Às vezes é difícil resistir ao canto de sereia do modernismo com seu sexo fácil e seu hedonismo e seus ipads)

(Nesse ponto, aliás, divirjo tanto dos nacionalistas brancos como dos libertários pró-mercado livre. Embora tenha me convencido de que raça é um valor importante, não acredito que a mera raça seja suficiente para manter uma cultura ou uma sociedade, ou os brancos não estariam cometendo suicídio. E, embora considere o livre-mercado fundamental, acho que às vezes os interesses nacionais suplantam os conceitos da liberdade econômica global).   

Como segundo trabalho de campo, visitei vários lugares tomados pela imigração mexicana ilegal de mais baixa extração, observando (de longe) as onipresentes gangues, sujeira e degradação. Percebi que o problema da imigração vai muito além do debate atual sobre legalidade e ilegalidade. Um povo não muda de caráter simplesmente por cruzar uma fronteira, mas traz seus costumes consigo. Pode até mudar ao longo do tempo, mas mesmo assim não é um processo mágico, mas algo que leva décadas, talvez séculos. Uns EUA de maioria mexicana não são mais os EUA, é o México; uma Europa de maioria árabe não é mais a Europa, é o Oriente Médio. Inconcebível que tantos não entendam algo tão básico, e ainda recebam de braços abertos seus invasores, dando-lhes ainda uma mesada para que cresçam fortes e possam estuprar suas filhas.

Sou otimista, no entanto. O Ocidente sobreviverá.

Não me entendam mal, acho que a médio prazo Europa e EUA estão ferrados. Não saem dessa ao menos sem uma enorme crise econômica e maior ainda guerra civil ou mundial. Porém, não mais me preocupo. O Ocidente já enfrentou outras tempestades, como a peste negra ou as invasões mongóis. E, mesmo que o pior acontecer, não acabou também a civilização dos antigos gregos, que passaram a tocha ocidental para os romanos, e estes para os povos "bárbaros" cristianizados que terminaram por formar as modernas nações européias? É possível que os conhecimentos e tradições ocidentais sejam conduzidos agora pelos asiáticos, que estão estudando como loucos a música clássica e convertendo-se em massa ao cristianismo.

Mesmo quando a última igreja européia for convertida em uma mesquita, o Ocidente sobreviverá. Mesmo quando o último cristão for enforcado com as tripas do último homem branco, o Ocidente sobreviverá. (Mas notem que não acho que isso vá ocorrer de modo algum; a raça branca, o cristianismo e a cultura ocidental sobreviverão ainda por muito tempo). 

Talvez a decadência seja necessária. Talvez seja útil, de algum modo. 

Além disso, ainda que a catástrofe aconteça e a destruição definitiva do Ocidente venha a ocorrer, esta ao menos será ocasião para alegres momentos de schadenfraude. Não será hilariante ver os progressistas defensores dos "sin papeles" serem assaltados e seqüestrados pelos descendentes destes? Não será divertido ver os "homossexuais pela Palestina" terem as cabeças cortadas em praça pública pelos fundamentalistas islâmicos? Não será glorioso ver os petistas sendo caçados pelos criminosos drogados que ajudaram a gerar?

Vêm tempos duros pela frente. Como diria a Bette Davis, apertem os cintos, pois vai ser uma longa noite. Mas depois da noite, sempre chega o amanhecer.

O Ocidente sobreviverá!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Refraseando

A última frase do post abaixo é meio dramática e exagerada, e a ilustração brincalhona, de modo que a principal idéia talvez se perca. Refraseando: acho que o problema não é tanto a "(falta de) crença em Deus" em si quanto a perda de valores e referenciais.

Já tivemos esta discussão aqui.

Se o indivíduo pode ser livre para acreditar no que quiser (seja lá o que isso queira dizer), uma sociedade precisa seguir certos valores e ideais. Precisa "acreditar" em algo. Talvez seja esse o verdadeiro papel da religião, dar uma motivação existencial e unificar uma sociedade. Acho que um dos problemas do Ocidente atual é que não acredita em mais nada, nem em si mesmo.

Afinal, o que o progressismo quer? Quais seus valores? Para o progressista, "tudo é relativo", "todas as culturas são iguais", "o libertário de um é o terrorista do outro", "todos têm direito a armas atômicas", "não existem inimigos", "não existe bem e mal". Uma confusão danada. Por isso as sociedades baseadas exclusivamente no "progressismo" tendem à anarquia e à confusão, quando não ao totalitarismo - os "valores" são o que o ditador do momento quiser. Acredito até que parte do aumento da violência urbana em países civilizados tem a ver com essa falta de valores morais (que se reflete também na impunidade - como punir alguém se não se sabe por quê?)

Isso não quer dizer, é claro, que qualquer sistema de valores seja igual. O Islã é um sistema bastante rígido em sua moralidade, mas eu não moraria em um país islâmico. O Ocidente liberal tem suas vantagens. O problema mesmo é - até quando durará?