segunda-feira, 22 de março de 2010

Bye bye Miss American pie



O Obamacare passou, ao menos no voto inicial. Os Democratas celebram, mas mal sabem eles (ou sabem e não se importam) que estão praticamente assegurando o fim dos EUA como superpotência mundial. It's over, è finito, c'est fini.

O país está à beira da bancarrota, e este trambolho que acaba de passar vai custar mais alguns trilhões. Não haverá dinheiro para inovação em tecnologia médica, e muitas companhias de seguro médico irão falir, deixando o caminho livre para o futuro monopólio estatal, que encherá o bolso de alguns políticos, mas custará mais para todos os outros a uma qualidade cada vez pior.

Naturalmente, a saúde "gratuita" beneficiará prioritariamente aqueles que vivem no welfare, os que recebem pouco e não pagam imposto de renda, e os ilegais. A saúde de todos estes grupos será paga pela classe média que trabalha, graças a um fenomenal aumento de impostos. O aumento de impostos gerará mais desemprego, o que colocará mais pessoas no welfare, o que gerará maiores impostos, etc.

Depoi de ferrar com a saúde, o próximo passo de Obama será aprovar o plano "antiaquecimento global", que vai ferrar com a economia, e o plano de "reforma de imigração", permitindo a legalização imediata de vinte milhões de ilegais no país - o que, em tempos de desemprego, também não vai ser muito bem recebido pela classe média. O que não importa, já que os agradecidos novos legalizados votarão nos Democratas, e a fraude fará o resto.

Os EUA se tornarão um país de minoria branca, com uma maioria formada por uma maioria desunida de todos os credos e cores. E, assim, ao desemprego se juntará o ressentimento étnico e racial. Aos altos impostos se juntarão a inflação e a desvalorização da moeda, garantindo a pobreza de milhões. Os EUA deixarão de investir em tecnologia militar e limitarão enormemente os gastos com a defesa, deixando o país à mercê de ataques, que, cedo ou tarde, acontecerão, causando ainda maior caos e crise econômica. A China cobrará suas dívidas e tomará o lugar anteriormente ocupado pelo colosso americano, ou talvez o controle passe para a tal Nova Ordem Global.

Depois disso, é possível até mesmo uma guerra civil e a secessão do país em diversos novos Estados, como sugeriu há algum tempo um maluco russo que já não parece tão maluco assim.

Naturalmente, tudo isso não acontecerá imediatamente, mas aos poucos, ao longo de várias décadas. Mas é o caminho que foi escolhido pelos Democratas.

Há mais de dois mil anos atrás, Marco Túlio Cícero advertia os romanos:
O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver da assistência pública.
Roma não ouvi os conselhos, e caiu. Seguirão os EUA pelo mesmo caminho?

53 comentários:

Mr X disse...

A frase talvez não tenha sido dita exatamente assim por Cícero, o que estraga um pouco o efeito:

http://message.snopes.com/showpost.php?p=570302&postcount=6

Mas que Roma caiu, caiu.

Chesterton disse...

tem 2 caminhos, 1...quebrar, 2...o brasileiro, finge que paga, um finge que trabalha e o outro finge que está satisfeito.

DD disse...

Caiu, mas isso levou mais quatro séculos, com épocas exemplarmente pacíficas.

Caiu, mas a parte oriental sobreviveu durante quase um milênio inteiro.

Mr X disse...

Ah, mas hoje vivemos em tempos acelerados em que tudo acontece em fast forward...

Bem, é possível que "parte oriental" dos EUA sobreviva por alguns séculos mais. ;-)

Mr X disse...

A queda do Império Britânico, por exemplo, foi bastante rápida.

DD disse...

Mr. X:

Não dá para comparar a queda do Império Britânico com a queda do Império Romano mesmo. Os ingleses jamais estenderiam a cidadania britânica a todos os habitantes de suas colônias.

Klauss disse...

X, o que seria a "parte oriental" dos EUA? Você se refere aos muçulmanos?

Os posts continuam ótimos, X, e os comentários, sem aqueles chatos de galocha andam muito mais esclarecedores! Parece que o blog anda mais bem-freqüentado, hehe...

Chest, então você é medico?

Abraços!!!

Mr X disse...

Olá Klaus,

Não, eu estava pensando nos asiáticos mesmo. São hoje os melhores alunos nas universidades americanas, e acho que vão eventualmente se tornar a nova elite se continuar assim. Mas na verdade era uma brincadeira.

Rolando disse...

o império oriental caiu após um século, mas foi acumulando derrotas atrás de derrotas. Ao final, era praticamente uma cidade-estado fortificada. Mas com o advento da pólvora, os otomanos colocaram tudo na "chón".

Realmente ver a Califórnia falando chinês ou Wyoming o espanhol é hilário. E por que o Hawaii teria de ser protetorada chinês ou japonês. Por acaso o são Filipinas, Singapura, Polinésia, Micronésia.

Faltou falar que Maine, New Hampshire e adjacências farão parte da Republique du Québec, e todos falarão francês. rs.

Cá entre nós, é mais fácil a Rússia se esfacelar e seu oriente se torne protetorado chinês.

Rolando disse...

correção: o império oriental caiu após um milênio.

DD disse...

Rolando:

A sua correção diz tudo "depois de um milênio". E ainda tem gente que pensa saber alguma coisa de política deixando os romanos de lado.

Não se esqueça da edificante Quarta Cruzada, na qual os venezianos tanto se empenharam. Não se esqueça da substituição do nome "Constantinopla" por "Bizâncio" nos manuais escolares europeus.

Anônimo disse...

Haverá litígio na Suprema Corte:

http://www.youtube.com/watch?v=MJaXeC99z4k

DD disse...

Aliás, se o Obamacare passar, o espírito assistencialista europeu terá triunfado sobre o espírito liberal americano.

Já pensaram nisso?

Ricardo disse...

Esse post tem um quê de profecia. Quem será o seu "Neo"?

marcelo augusto disse...

Olá!

Uma sociedade se torna mais complexa à medida que procura solucionar problemas, sobretudo aqueles que trazem em sua essência uma carga considerável de imprevisibilidade e novidades, isto é, características que se mostram difíceis de serem solucionadas utilizando-se as ferramentas sociais/tecnológicas/políticas/econômicas/etc. disponíveis em um dado momento.

Para enfrentar esse tipo de problemas, uma sociedade tende a criar mais e mais camadas de burocracia, infra-estrutura, mecanismos fiscais e, de certa forma, privilégios. O detalhe reside justamente no fato de que, para manter, no longo prazo, todas essas novas camadas de complexidade social, será necessário encontrar fontes de riqueza e energia (sobretudo alimentos e força de trabalho) que as sustentem, sem dizer que a própria maneira de se obter esses recursos também precisa ser melhorada no sentido de trazer mais benefícios reduzindo-se ao máximo possível os riscos -- até mesmo pelo fato de que, se tal estratégia não for melhorada, chegará um momento em que ela não mais poderá enfrentar os novos problemas que surgirem.

Se uma sociedade tende a manter o crescimento de suas estruturas em diversos âmbitos sem que haja, ao mesmo tempo, a entrada de mais riqueza e energia, no limite (no caso mais otimista), essa sociedade terá uma forte tendência a entrar em colapso.

O caso dos romanos é interessante, pois, ao que parece, o começo do fim foi quando as estruturas republicanas foram esmagadas em benefício da implantação do regime imperial -- lembrem que a maior parte das conquistas romanas aconteceram durante a República. (Claro que a implantação do Império pode ser vista de outra forma: Uma sobrevida a uma República cambaleante e suscetível aos ataques de figurões da alta sociedade romana.)

Essas conquistas se deram por uma razão muito óbvia: Crescimento populacional e a redução de energia disponível para o consumo (sobretudo na forma de alimentos). A maneira que os romanos usaram para enfrentar esse problema foi através da guerra e da conquista dos territórios inimigos (principalmente terras aráveis) e de suas populações (uma parte considerável era convertida em trabalho escravo).

Essa estratégia foi mantida ao longo de toda a existência do Império e sofreu poucas modificações com o objetivo de melhorá-la em algum sentido, fora que as estruturas burocráticas, fiscais, de infra-estrutura e de privilégios imperiais chegaram ao seu ápice nessa época.

Em suma: O Império se tornou incapaz de otimizar sua eficiência quanto à geração de riquezas para manter as suas próprias estruturas. O colapso era quase que inevitável.

Daí que não seria nada espantoso ver que tribos "bárbaras" e adeptas de um estilo de vida bastante rústico (para os padrões romanos) pudessem invadir o Império e conquistá-lo politicamente aos poucos. Para o cidadão romano, que pagava os impostos e outros tributos para manter toda a estrutura imperial, era vantajoso trocar a complexidade social de Roma pelo modo socialmente simples (se comparados aos padrões dos romanos) de vida dos bárbaros invasores.

Bem mais do que um desastre social/cultural, a queda do Império Romano pode ser considerada como uma forma de enfrentar os novos problemas que surgiam nos idos do século V -- problemas esses que as antigas estruturas do Império Ocidental não mais podiam lidar. O Império se fragmentou em unidades menores e que, no geral, tinham que se preocupar, predominantemente, apenas com as suas necessidades locais, sem haver toda uma complexa estrutura imperial por trás para ser sustentada.

Até!

Marcelo

c* disse...

demorô !!
seguro saude pra 40 milhoes de americanos é uma obrigaçao,bravo seu obama !
chose,de onde tirou que aumento de imposto=desemprego ?

c* disse...

"Aliás, se o Obamacare passar, o espírito assistencialista europeu terá triunfado sobre o espírito liberal americano"

pois é DD, eu nao diria "assistencialismo",mas justiça social...pessoal aqui ta festejando...=))

marcelo augusto disse...

Olá!

Um adendo ao meu comentário anterior: É interessante observar a rapidez com a qual o Império Romano começou a agonizar por causa da própria complexidade social necessária para sustentá-lo.

Logo no século III, houve crises intermináveis -- um sinal claro de que a gigantesca estrutura imperial possuía problemas não mais satisfatoriamente solucionávei através da velha estratégia de aquisição de mais territórios e escravos -- e a forma que os romanos encontraram para lidar com ela foi, exatamente, criando mais burocracia -- Diocleciano estabeleceu uma burocracia de fazer inveja aos comissários soviéticos -- e inventando/modificando (internamente) estruturas político-sócio-econômicas (dominato, colonato, tetrarquia, e etc.).

O problema é que medidas desse gênero dificilmente trazem mais suprimentos de energia e riquezas. Ao contrário: Acabam por exigir mais consumo das duas. O detalhe é que os recursos são finitos.

Chesterton disse...

Conffa, o que o pessoal aí está festejando é o fato de as empresas norte-americanas se tornarem inviáveis, não competitivas em relação às francesas. A carga tributária subirá ainda mais, os cidadãos não terão grana para consumir e as empresas sufocarão.
Reaja, Tio Sam e mande o queniano de volta para a África.

c* disse...

tais toi chesto ! t'as rien compris mon grand

DD disse...

Confetti:

Esse povo que está aplaudindo o Obamacare não é aquele povo que jogou a tradição clássica e o cristianismo no lixo e vive sempre com um pezinho na tirania? Entende-se por que ele festeja.

c* disse...

"aquele povo que jogou a tradição clássica e o cristianismo no lixo e vive sempre com um pezinho na tirania?"

ich....

(saindo de fininho)

Rolando disse...

DD, Marcelo Augusto, X e todos aqueles que, como eu, têm fascínio pela história de Roma. Seríamos nós romanistas do atraso, como falou a tal de Ana Claudia em post anterior?

Tudo que cresce se torna mais complexo, mais impessoal, mais de ninguém. Então por que crescer? Ora, basta comparar as oportunidades que oferecem um estado cuja capital é sufocante, suja e caótica como São Paulo, e um estado pintoresco, com capital pacata e agradável como o Piauí. O sossego é bom, mas muitos não aguentariam viver naquele ambiente previsível de comercial de margarina.

Uma coisa é você ter uma rede assistencial ampla num país como Dinamarca, pequeno, com 6 milhões de habitantes, todos instruídos dentro de uma mesma cultura e mesmo valores. E em que nas cidades ou nos bairros, todos se conhecem desde antanho.

Sobre o Império Romano, de tão extraordinário, complexo, longevo e às vezes versátil, às vezes estagnado, é difícil falar apenas com uma teoria ou sob um aspecto.

Acrescentando a tudo o que já foi posto até o momento, não podemos nos esquecer de que os bárbaros já não eram tão selvagens assim, a maioria nascida dentro das fronteiras do império, conhecendo sua cultura, suas táticas militares, sua política. Usaram e aprimoraram conhecimentos obtidos aos próprios romanos. Até a língua dos bárbaros já era meio latina em muitos lugares.

Mas havia também a frouxidão. Muitas vezes a escravidão gerava males na sociedade. Os ricos mantinham os seus e os menos favorecidos amarguravam desemprego e privações. O serviço militar também deixou de ser obrigatório (daí as fileiras romanas nos últimos dois séculos serem maiormente bárbaras), a corrupção e descrença no Estado também eram quase absolutas.

Será a lição que qualquer civilização cresce para depois ser fragmentada por si mesma, entrando em períodos decadentes até levantar-se sob outros vernizes? Ou isso ocorre a todos os povos, vencidos, conquistados, incorporados e absorvidos. Hoje numa inversão de valores, os vencidos são glorificados, heroificados. Ninguém obtém sucesso por acaso ou ingenuamente, sobretudo quando falamos de nações. E esse sucesso suscita muitas críticas, algumas cabíveis, outras por pura inveja ou ignorância. Vide o que é o antiamericanismo, que não aceita sequer um elogio a qualquer coisa oriunda daquela nação.

Já fui chamado de racista, reacionário, fascista e outros insultos. Mas entre escolher aprender a história romana e europeia ou a história de povos escravizados, vistos como inferiores até por seus vizinhos, ou entre a história da Igreja Católica ou sei lá, do Santo Daime ou Congregação Cristã, por qual devo optar?

Isso não significa achar tudo bonito, nem pensar que o indivíduo carrega todas as características de seu povo. Se assim o fosse, eu, como brasileiro, que moral teria para falar dos outros?

Mas é aquela história, hoje bonito é achar que a sabedoria singela, oculta, mística, verdadeira está sempre do lado do menos evoluído. Se você segue essa tendência, você é uma pessoa de bem; do contrário, carrega todos aqueles insultos que citei acima.

DD disse...

Ai-je dit des bêtises? Où?

DD disse...

Aconselho duas leituras.

Para quem tiver estômago de ver detalhes pouco edificantes da disputa entre o paganismo e o cristianismo no final do Império do Ocidente, recomendo uma obra nada conhecida, de um autor totalmente esquecido, às vezes radical, mas razoavelmente diligente: William Babington (não sei se era parente do Macaulay). O nome do livro é "Fallacies of race theories as applied to national characteristcs" e contém um excelente resumo da contribuição da historiografia européia do século XIX na formação da ideologia pan-germanista. É um livro impressionante, mas meio chocante e que abalou a minha fé em muitas coisas. Chega quase a ser insuportável. Encontrável no Internet Archive.

Um livro bem mais profissional é o do excelente Arnold Hugh Martin Jones, "The Late Roman Empire", pessimamente editado em dois volumes desengonçados (o que é uma pena). Lá, há detalhes exaustivos sobre os problemas econômicos do Império. Do ponto de vista econômico, não encontrei nada melhor do que essa obra.

Querem montar um grupo de estudos sobre o fim de Roma? A gente lê as obras e as discute via Skype, que tal?

Vamos para as cabeças, minha gente: os germânicos estavam à altura dos romanos, sim ou não? Vamos tentar descobrir.

DD disse...

Rolando:

"Lingua latina" e "lingua romana rustica" talvez não sejam universos tão próximos assim.

Mr X disse...

Confetti, o Obamacare é um desastre pros EUA, aqui ninguém está comemorando nada, fora os políticos Democratas, que vão perder as próximas eleições de goleada.

O plano nada tem a ver com saúde, e tudo a ver com o controle de bilhões de dólares, só não vê quem é muito naive.

chesterton disse...

naiveté é com a conffa...

Rolando disse...

DD,
acho que lingua romana rustica é pós-império. Foi o latim falado nos rincões do ex-império distanciando-se do latim escrito, o dito clássico. Mas não afirmo, pois não sei tanto assim.

DD disse...

"Lingua romana rustica" foi o nome dado por alguns clérigos ao idioma falado pelas pessoas comuns no que tinha sido o Império. Creio que o termo tenha sido usado por volta dos séculos VII e VIII. Em alguns documentos, diz-se que os falantes da "lingua romana rustica" já não entendiam o latim litúrgico, motivo pelo qual pede-se aos clérigos que a usem em suas homilias.

Até que ponto a "lingua romana rustica" seria uma continuação do latim vulgar é uma discussão interminável.

Agora, eu nunca ouvi falar de germânicos que falassem línguas latinizadas fora dos limites do Império. Se você tiver uma fonte, poderia indicá-la para mim?

Mr X disse...

Tem uma coisa que eu nunca entendo: os "progressistas" acreditam mesmo que chegará um dia em que, graças às suas incríveis políticas humanitárias, o mundo todo viverá em paz e harmonia? E que tudo o que está no caminho dessa utopia ideal são os malvados direitistas, que só pensam em oprimir os fracos?

Ou elles estão mesmo querendo destruir com tudo, e esse sonho maluco e totalmente irreal para qualquer um com mais de 12 anos é apenas uma desculpa?

Chesterton disse...

isso tá demais

http://www.youtube.com/watch?v=E7chj0w1FoY&feature=player_embedded

Mr X disse...

Encontrei num blog por aí:

This is yet another right. We have the right to everything now. We use to have the right to freedom, now we have the right to stuff other people pay for.

This kind of legislation is proof of most people’s stupidity. They think they are getting something for nothing, and obviously support it.

The President will give us health care. The President will give us jobs. The President will give us money. Really? How will he do that? Out of his own pocket? But nobody thinks that far.

Americans are stupid. And the sad thing is that Europeans are even dumber than that.

c* disse...

chose, semana passada eu tava em brooklyn, na casa de uma familia de amigos, classe média tipica ( e bastante open mind )...mesmo sabendo que suas taxes vao aumentar, os caras estavam completamente de acordo com a reforma da saude, com a inclusao de milhoes ao minimo basico ! encontrei varias atitudes similares...e so ouvi a palavra "disaster"... na fox news!

naïve's yr mum...

Chesterton disse...

conffa, o mundo está cheio de pessoas "maravilhosas"....

Chesterton disse...

..por exemplo, as companhias de insumos médicos está dando pulos de alegria. Bad sign.

Mr X disse...

Conffa, vc tá um dia em Brooklyn, um dia em Paris, no outro em L.A.? Que vida é essa? :-P

Mas o Obamacare não é a "inclusão de milhões ao serviço básico", é o contrário, um monte de gente vai morrer sem atendimento... Será que não dá pra entender que não existe nada de graça, que o aumento de impostos vai servir pra pagar, não a saúde, mas o salário de políticos e burocratas que vão decidir quem recebe assistência e quem não?

Esses seus amigos felizes de pagar mais taxes, vão acordar daqui a alguns anos.

c* disse...

aqui 2 pontos de vista diferentes do seu :
( e olha que lefigaro sao conservadores basicos, como vc)






http://www.newyorker.com/online/blogs/georgepacker/2010/03/not-radical-but-major.html






http://blog.lefigaro.fr/obamazoom/2010/03/fin-de-la-premiere-manche-pour-potus.html

chesterton disse...

Delfim Netto deu entrevista na radio falando que o obamacare é ma-ra-vi-lho-so.

c* disse...

chose, passei 1 semana em nyc pra acabar aquele trampo que comecei em nov passado ( ta quase done agora)...tem mais de 1 ano que nao estive na california e paris é minha casa...vc ta querendo me transformar em patricinha né fofo ! logo eu que so viajo em classe economica...:((

meus amigos nao "estao felizes em pagar mais impostos"...sao gente consciente da bomba a retardamento que pode ser a exclusao social...

( acordado essa hora ? )

chesterton disse...

exclusão social...que linguajar....

http://reason.com/assets/mc/jtaylor/bokcanadianhealthcare.jpg

c*bobinha-naïve-iludida-etc disse...

( chose, nao vai falar nada sobre a "vague verte et rose" socialo-ecologista que recobriu a frança nessa primavera 2010 ? acho que sarkozy vai se suicidar...:))
nunca estivemos tao na merda, nao acredito em milagres, mas votei socialista, claro !! dias melhores virao, inch allah... )

Rolando disse...

DD, então é isso mesmo: lingua romana rustica não tem relação com a língua dos bárbaros durante o império.

O que eu disse e repito foi que muitos bárbaros, senão a maioria, já utilizavam o latim ou dialeto próximo quando da derrocada de Roma. Muitos bárbaros eram nascidos dentro das fronteiras, sendo seus antepassados de várias gerações idem. Vide Estilicão, Odoacro, Romulo Augusto (que tinha ascendência bárbara). Agora, é claro que havia bárbaros menos romanizados, como os hunos. E não havia apenas um dialeto bárbaro.

De qualquer forma, se você pegar o alemão contemporâneo, suas flexões verbais e até de substantivos ou nominais, dependendo de como você emprega numa frase, é herança do latim. Coisa que as línguas latinas há muito já não o fazem (refiro-me à flexão nominal).

DD disse...

Rolando:

Esses bárbaros romanizados lutaram, em sua maioria, contra os bárbaros que entraram no Império a partir do começo do século V a.C. Os bárbaros de fora já tinham absorvido alguns costumes romanos, mas continuavam a falar as suas línguas nativas. Os de dentro já eram cidadãos romanos, embora não plenamente integrados (ainda mantinham o orgulho de pertencer às aristocracias germânicas, por exemplo). Falavam o latim vulgar porque estavam dentro do Império.

As flexões do alemão não são herança do latim. São características das línguas indoeuropéias de um modo geral; estão presentes nas línguas eslavas e, residualmente, nas línguas do norte da Índia. Só foi possível manter as declinações no alemão por conta do esforço que se fez para fixá-las na língua literária, a partir de Lutero sobretudo. Ainda assim, é basicamente uma declinação de artigos, bastante erodida; as desinências nos substantivos perderam-se quase completamente. Os modelos grego e latino foram, assim, usados para aperfeiçoar algo que não tinha relação direta com nenhuma dessas línguas: a relação preposição-caso, no alemão, foi quase inteiramente refeita segundo as línguas clássicas. Os cultores da língua alemã, além disso, procederam massivamente à feitura de decalques, traduzindo termos do grego, do latim e das línguas românicas para o alemão. Todos esses fenômenos são razoavelmente recentes.

No inglês, por exemplo, não se fez tanto esforço para manter a "pureza" da língua ou buscar um aperfeiçoamento do que era nativo por meio da imitação de modelos gregos e latinos. O resultado é uma língua que mudou muito mais ao longo do tempo.

Rolando disse...

portanto, uma herança do latim.

bárbaros lutaram pelo império. Mas bárbaros que lutaram pelo império também lutaram contra. Dependia do acordo e da autoridade vigente. Mas como você mesmo disse, embora com cidadania e romanizados, bárbaros eram.

Rolando disse...

o inglês, embora tido como língua germânico, tem elementos celtas e do francês, sobretudo do normando.

e até a nossa inculta e bela, relatinizou-se ao resgatar regras e palavras do latim e grego a partir do Renascimento e reconquista.

Edson Camargo disse...

Prezado Mr. X,

Gostaria de publicar esse e outros posts seus no site Mídia Sem Máscara. Então, peço sua autorização.

Desde já agradeço, e parabéns, pelos textos.

Abs.
Edson

Chesterton disse...

será que vai levar os comentários tambem? Que vergonha.

Mr X disse...

Olá Edson,

Mídia Sem máscara, que honra... Agradeço o interesse. Sem problemas a republicação, basta colocar um link para o blog. Levar para lá os comentários também não seria má idéia, hehe. ;-)

Mr X disse...

http://www.youtube.com/watch?v=s0bh77k2Wdk

Edson Camargo disse...

Muito obrigado, meu prezado.
Encaminho para publicação hoje.
Abs,
Edson

Carlos Magno disse...

Adorei seu texto.

Mas veja bem X: acho que os falsos profetas estão substimando o veio etnico-racial americano. Americano é povo muito capacitado. Mesmo com aquela corja de políticos que é marca registrada no mundo inteiro e que infesta todos os parlamentos. Mas há os bons.

Estou cansado de ver países no osso, caindo pelas tabelas, realizar milagres da ressurreição. E quem esteve sempre por trás? Vide Japão, Vietnãs, Alemanha, a própria China que tem capital americano lá às pampa; os países árabes que muitos pensam que o petróleo é deles, etc.
-
Patifarias à parte, o império americano jamais cairá assim em poucas décadas. Duvido! Existe milhares de vezes mais capital americano dominando nações do que aplicado dentro de seus próprios limites geográficos. Esse é o verdadeiro império americano, infelizmente para o resto do mundo!

Não haverá a queda recente total dos EEUU. Isso é jogo de cena e conspirações no duro, pois para a tal Nova Ordem Mundial o povo é somente um detalhe!

Não preciso falar em economêz, nem fazer projeções futurólogas para saber que as coisas vão se encaixar e não haverá Planet of Apes!

E se o mundo mudar, mudou, mas os EEUU por muito tempo ainda, bem ou mal, mandarão no planeta!

Marcio B. disse...

Acredito que o plano para a queda do dos EUA já está traçado, fatos já consoliados: China e Russia(os pais com mais reservas em dolar) alinhados com a Alemanha e em comum acordo com toda a União Européia já falida e semi-desesperada já estão em avançadas negociações para substituir a o Dolar amricano por uma moeda de reserva internacional, lastreada possivelmente pelo petróleo revolucionário (ARABE, RUSSO, VENEZUELANO E DO PRÉ-SAL BRASILEIRO) não estou inventando...
http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/2009/03/27/ult3679u6323.jhtm

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/05/16/g8-deve-fazer-do-rublo-moeda-de-reserva-diz-presidente-russo-755898515.asp