quinta-feira, 4 de junho de 2009

O discurso no Cairo


Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu gesto de submissão frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis alguns trechos comentados:

[Israel must] “live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society… Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.”

Os israelenses é que devem “garantir” que os palhestinos possam viver, trabalhar, e desenvolver sua sociedade? Que tal os próprios palestinos fazerem isso? E se os palestinos não quiserem viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade? Acho que ninguém nunca pensou nessa possibilidade. Até por que não há como sustentar essas pessoas, o máximo a que a "Palestina" pode aspirar é a virar um Kosovo, um "país" de marginais (80% de desemprego) sustentado pela ONU.

“any nation - including Iran - should have the right to access peaceful nuclear power”

Pacífica como a cara do Amadinehjad. E aliás, se Obama gosta tanto da energia nuclear pacífica, por que está acabando com ela em solo americano?

“a world in which no nations hold nuclear weapons.”

Enquanto Obama delira, a Coréia do Norte testa mísseis, o Paquistão pode perder o controle dos seus, Japão e vários países árabes pensam em se armar e o Irã já quase tem sua bombinha.

tension “has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a Cold War in which Muslim-majority countries were often treated as proxies without regard to their own aspirations.”

Blablablá. Típico esquerdismo. “As veias abertas do Mundo Muçulmano”. Ora, as “aspirações” dos islâmicos são converter todo o mundo ao islã e impor a sha'ria. Que importam as suas aspirações? De que país Obama é presidente?!?

“And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear,”

Hã?!? Isto é o mais próximo que Obama já chegou de confessar abertamente que é muçulmano. Um presidente americano que tem a missão de "lutar contra estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam"? Quem é ele, Super Islamic Boy? Estamos fritos. Um muçulmano na Casa Branca. Quanto será que os sauditas pagaram? Aquele colar de ouro deve valer bastante...



3 comentários:

Anônimo disse...

Não foi por falta de aviso...

Reginaldo Almeida disse...

O que eu realmente não entendo é de onde surgiu o sentimento de auto-destruição que faz com que a "judeuzada" dos EUA votem em massa no partido democrata.

Realmente não entendo.

Enrique Villalobos disse...

Pra quem perdeu:

http://www.youtube.com/watch?v=B_889oBKkNU