segunda-feira, 1 de junho de 2009

A sobrevivência dos mais burros



Segue post semi-sério, inspirado pelo gráfico acima.

De acordo com as teorias de Darwin, os mais aptos, fortes ou inteligentes deveriam ter maior sucesso e se reproduzir mais, determinando a evolução da espécie. O curioso é que hoje está acontecendo o contrário: os mais burros, pobres ou bárbaros é que se reproduzem mais, e em breve dominarão o mundo.

Se você tinha a sensação de que o mundo estava emburrecendo, fique sabendo que não é sensação, não. É fato: de acordo com dados publicados aqui no sempre interessante blog Gene Expression, o QI médio mundial, que era de 92 em 1950, caiu hoje para 87 (que é - coincidência? - o QI médio do Brasil). Em 2050, a média deverá cair para 83.

Isso porque os países cujas populações mais crescem são também os mais "burros". A Nigéria, cuja população tem um QI médio de 67, será o terceiro país mais populoso do mundo em 2050. Outros países de QI médio baixo onde a população se reproduz em quantidade são países como Paquistão (81) e Sudão (72). Curiosamente, os países mais "inteligentes" (média de QI mais alta) são os asiáticos, seguidos dos europeus. (Embora o grupo isolado de QI mais alto do mundo, média de 115, seja o dos judeus askhenazi). A lista completa do "QI das nações" está aqui. (*)

Dentro do interior dos países, acontece algo parecido: hoje em dia, nativos ricos e/ou "inteligentes" (*) costumam ter poucos filhos; os pobres e "burros" (*) têm muitos. Projeções indicam que em breve os caucasianos serão minoria nos EUA e na Europa. Segundo alguns, isso não é casual: graças ao welfare state, que dá apoio financeiro àqueles que não tem dinheiro, estudo ou trabalho, e fazem parte de minorias, cria-se um incentivo para que o pobre, o desempregado e o imigrante não-assimilado tenha mais filhos. Vejam o caso do bolsa-família no Brasil, que estimula a mesma coisa: afinal, para o rico, filho é custo; para o pobre, é benefício estatal. Com as teorias esquerdistas que preferem o paternalismo à meritocracia também no acesso à educação, a questão provavelmente só tende a piorar...

Quem diria que o filme "Idiocracy" seria tão profético?

(*) ATENÇÃO: QI médio não significa que muitos indivíduos desse mesmo país ou grupo não possam ter um QI muito superior. Riqueza e pobreza não têm necessariamente a ver com QI, embora haja estudos muito debatidos (como The Bell Curve) que argumentem isso. A questão da inteligência e do QI & genética é bem mais polêmica e complexa. Os dados mostrados no link não são unanimidade. Cito aqui os números em um post algo simplista e irônico, que não deve ser levado 100% a sério. Claro que meus leitores têm todos altíssimo QI e já sacaram isso...

17 comentários:

confa* disse...

pqp chose, quanto preconceito, quanta ...bobagem ! me deu vontade de vomitar...:((

John Sidney McCain III disse...

Embora seja um assunto delicado, essa é a realidade. As políticas sociais levam as pessoas para situações de dependência. Não estimulam o indivíduo a ter responsabilidade e muito menos a vencer obstáculos. O ser humano cresce com desafios e, provavelmente, o aumento do QI esteja em relação direta com o enfrentamento progressivo de problemas.

Anônimo disse...

Esquerdistas tem essa mania, qualquer verdade inconveniente é taxada automaticamente como preconceito. Essa palavra se transformou num coringa...

Anônimo disse...

Eu imagino que o QI médio mundial, ou de cada país, tenha vindo de uma curva ascendente até um certo ponto, e então entrado em curva descendente. É um indicio de que há uma estratégia deliberada de nivelar por baixo. É muito mais fácil implantar controles socais em uma população de inteligencia limitada.

Lefebvre disse...

Eu sempre fico impressionado quando vejo que certos assuntos não podem ser discutidos. Talvez essa seja a herança mais maldita da segunda guerra mundial. Enquanto isso, o aquecimento global é assunto normal, mesmo sendo uma mentira deslavada.

Anônimo disse...

X, isso não tem nada a ver com Darwin.

1. Seleção natural (o algoritmo básico da teoria da evolução) seleciona os mais APTOS, não necessariamente os mais fortes ou mais inteligentes. Se existe algo nos "burros" que faz com que se reproduzam mais do que os "inteligentes", e se essa característica ajuda-los a ter mais sucesso em fazer sobreviver seus gens, então essa característica será benefeciada pela seleção natural. Isso, na verdade, apenas CONFIRMA a teoria darwiniana;


2. A espécie humana transcendeu a seleção natural após o surgimento da agricultura; não temos predadores naturais e não brigamos uns com os outros pela sobrevivência. Praticamente TODOS sobrevivem hoje.

Mr X disse...

Preconceito?

Na verdade, apenas apontei alguns dados divulgados, nem concordo nem discordo, aliás mais discordo do que concordo (ver próximo post). Mas que há estudos sobre o QI e tal, isso há.

Sobre o darwinismo, era meio que uma brincadeira. Mas também aí entra uma grande polêmica, sobre a qual falarei mais adiante, e tem a ver com a tecnologia de manipulação genética e seleção artificial.

Enrique Villalobos disse...

Eu já tinha lido bastante sobre isso também. É, como vc disse, um assunto BASTANTE espinhoso. Só de comentar vc pode ser taxado de preconceituoso. Assim como aqui no Brasil (na década de 90), discutir sobre preconceito racial era motivo para acreditarem que VC era o preconceituoso.

E eu já tava louco pra citar o filme "Idiocracy". Mas quando cheguei no final do texto, estava lá.

Abraços!

Mr X disse...

Independentemente da questão do QI, acho que existe sim um "emburrecimento" da população.

Poucas décadas atrás, o ensino universitário era bem melhor, as pessoas estudavam mesmo em vez de aprender gramscismos. O cinema e a arte eram melhores, não interessados só em passag mensagens politicamente corretas. As próprias pessoas que apareciam na mídia eram mais articuladas e inteligentes. Então, não sei a que atribuir isso. Decadência cultural? Da educação? A revolta do homem-massa?

Enrique Villalobos disse...

Eu também concordo com o "emburrecimento" da população.

Mas ainda depende.

Uma matéria interessante que saiu na Veja (sic) um tempo atrás, sobre a juventude de hoje (aqui no Brasil), afirmava que os jovens estão extremamente caros (gadgets, etc), conectados, mas ao mesmo tempo perdidos. Sem ideologia, sem vontade, sem opinião.

Mas conversando com um pessoal "das antigas" (todos eles foram Caras Pintadas), descobri que isso não é de hoje. Segundo eles, a maioria dos Caras Pintadas nem sabiam o que estavam fazendo alí. O que, exatamente, Collor tinha feito. Estavam pq foram influenciados pelos professores. Que, acredito eu, eram esquerdistas.

É muito complicado dizer que os universitários de antigamente eram mais inteligentes que os de hoje. Talvez em proporção, já que nós temos uma quantidade muito maior de universidades privadas, que querem apenas o dinheiro. Vide a saturação de "profissionais" de direito no mercado brasileiro.

Uma coisa que é verdadeiro no filme, e que é óbvio pra todos, acredito, é a questão do número de filhos. Inclusive, essa é uma das políticas públicas para diminuir a natalidade: aumentar a posição social da mulher.

Mas se isso acontecer, o esquerdismo acaba. Heh.

Enrique Villalobos disse...

ps.: Mr. X, você é professor, não é? De quê?

Abraço!

Cláudio disse...

Hmm... Professor. Isso explicaria a paciência que ele tem com adolescentes.

Mr X disse...

Num parece, mas é de literatura. (Isso talvez explique o poema aos domingos, embora não o bicho às terças).

Chesterton disse...

Não é à toa que o darwinismo leva ao eugenismo, aborto e eutanasia.

confette* disse...

puxa chose...pensei que o poema do domingo fosse meu, pra mim, comigo...ai vem vc dizer que é so uma "deformation professionnelle"....

you broke my heart....:((

Mr X disse...

:-/

ma non conff, clsro que é pra ti.

Moises disse...

Quanto preconceito!
QI reduzido é o de quem escreveu este monte de tolices.
Para que ocorra a seleção natural, é necessário que exista um fator genético provocando a diferenciação, mas não se pode dizer que a diferença no QI médio entre os países são conseqüências de diferenças genéticas, mas sim ambientais. A maioria das crianças da Nigéria cresce em ambiente socioeconômico muito diferente das crianças que crescem na Alemanha, por exemplo, com acesso a uma educação muito diferente, e muito mais informações e tecnologias.
As teorias esquerdistas defendem justamente a redução das diferenças socioeconômicas, o que seria a solução, e não o problema.
O bolsa família não tem como objetivo substituir a educação como forma de promoção da igualdade social, mas atender necessidades mais urgentes de uma população mais pobre, como uma alimentação adequada. Até porque, ninguém vai estudar se estiver com passando fome.