Mostrando postagens com marcador demografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador demografia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gengis Khan, herói ecologista

Gengis Khan afirmou certa vez que "a maior felicidade é perseguir seu inimigo, destruí-lo, tomar suas riquezas, ver suas cidades reduzidas a cinzas, ver aqueles que o amam banhados em lágrimas, e tomar para si suas mulheres e filhas".

Gengis Khan é também o mais novo herói dos ecologistas, considerado o "conquistador mais verde de todos os tempos". O motivo? Retirou do ar cerca de 700 toneladas de dióxido de carbono, graças à destruição de milhares de hectares de terra arável que graças a ele voltaram a virar floresta, e ao massacre de alguns milhões de pessoas em seu caminho. 

Qual será o próximo herói dos verdinhos? Hitler? Matou seis milhões de judeus e iniciou uma guerra na qual morreram cerca de quarenta milhões de pessoas, reduzindo o CO2 da atmosfera, por outro lado a incineração de corpos e os bombardeios não foram ecologicamente corretos. Fail

Stalin? As mortes do Holomodor foram causadas pela fome, ou seja, foram perfeitamente carbon-neutral, e ainda tiveram a vantagem de extinguir milhares de quilômetros de terra arável. Yes!

Notem que nada tenho contra a preservação de plantas e animais, e até acho que o mundo poderia ter ligeiramente menos gente (mas a redução populacional está acontecendo naturalmente nos países desenvolvidos, e se não fosse a imigração ilimitada seria ainda maior; e está acontecendo até em alguns países subdesenvolvidos, devido à urbanização).

Mas parece que alguns ecologistas estão levando essa idéia de redução populacional demasiado ao pé da letra. Faz alguns anos apareceu até um professor universitário que sugeriu exterminar 90% da população do planeta com o vírus do Ebola. E o que dizer dos mórbidos seriados e livros que nos informam como seria belo um mundo sem seres humanos?  

Outro herói possível para os ecologistas seria Átila o Huno. Ah, mas não foi ele que disse que, por onde passava, a grama já não crescia? Então, talvez não. 


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Japão e Brasil

Devido à crise, o Japão está pagando para os os dekasseguis brazucas irem embora do país e não voltarem jamais. Há quem veja isso como uma afronta. O Brasil, afinal, acolheu milhares de imigrantes japoneses e jamais os mandou embora.

De fato, o país do sol nascente é, sob o ponto de vista da imigração, extremamente conservador. Eles preferem ter uma população de velhos do que do que trazer escumalha de fora, ainda que seja de origem japonesa.

Há vários anos li uma reportagem elucidativa sobre as diferenças entre Japão e Brasil, que lamentavelmente não está online. Mas dizia basicamente que as nossas qualidades eram as mesmas que os nossos defeitos, e que impediam que o Brasil se tornasse um grande Japão. O brasileiro é um povo alegre, informal, amistoso, aberto a tudo e a todos. Lamentavelmente, isso quer dizer que também é desorganizado, corrupto, incompetente, pouco confiável. O japonês é fechado, formal, tradicionalista, sério. Mas extraordinariamente eficiente.

Eis Hiroshima em 1945. Eis Hiroshima em 2009.

Eis o sertão nordestino em 1945. Eis o sertão nordestino em 2009.

(Por outro lado, os japoneses são meio pervertidos. Os brasileiros também.)

Brasil + Japão = Sabrina Sato?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Inteligência e genética

Só para complementar o post anterior ("A sobrevivência dos mais burros"), já que é um dos temas mais polêmicos - quase um tabu! - que jamais mencionei aqui. Há vários estudos sobre a relação entre a inteligência, a genética, a etnia e a classe social dos indivíduos, cujos resultados são bastante discutidos. Há uma série de dúvidas: afinal, a inteligência depende apenas da genética ou também da cultura? Certas culturas parecem favorecer o aumento da inteligência ao longo do tempo, de modo que a genética não seria o único fator. Por outro lado, tampouco há unanimidade sobre o que realmente representa o QI: realmente mede a inteligência, ou é um teste que mede a educação e a cultura e portanto favorece certos grupos em lugar de outros? Quanto a riqueza e pobreza dos indivídios e das nações tem a ver com a inteligência (ou o QI)?

É uma questão muito espinhosa, pois alguns se aproveitam disso para sugerir a eugenia ou então o racismo institucional. Naturalmente, não apoio tais movimentos; apenas acompanho os estudos científicos a respeito do tema com mórbida fascinação.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os Tribalistas

Será que nós humanos já evoluímos além do tribalismo?

No Brasil, índios recebem terras exclusivas e obedecem a uma legislação diferente da do resto da população. A questão das cotas raciais gera indignação em alguns e orgulho em outros, e cria uma divisão - real ou não, já não sei - entre "negros" e "brancos", ainda que haja muitos que fiquem no meio do caminho neste país de mulatos e mamelucos.

Nos EUA, Obama - que foi eleito por 95% dos negros americanos exclusivamente devido à cor de sua pele - colocou uma mulher latina como juíza da Suprema Corte. E ela disse o seguinte:

I would hope that a wise Latina woman with the richness of her experience would more often than not reach a better conclusion than a white male who hasn’t lived that life.

Já pensou se algum branco disesse que "sua experiência como homem branco lhe permitiria ser um melhor juiz"? O mundo viria abaixo. E no entanto ninguém se espanta com o fato de que uma juíza da Suprema Corte diga que suas decisões não só não derivam exclusivamente da Lei - mas que sua identidade como mulher latina seja tão ou mais importante na hora de decidir, pois por ser mulher e latina ela seria melhor do que um homem branco.

Ué. Será que isso não é racismo?

O que esses fatos - e muitos outros - mostram é que negros, indígenas, latinos, asiáticos, muçulmanos, e até mesmo em parte os judeus (ainda que estes sejam considerados parte dos brancos opressores, especialmente se "sionistas") - todos continuam, em maior ou menor grau, "tribalistas", isto é, associados com as pessoas do seu grupo e lutando pelos seus direitos enquanto grupo. Pelo jeito, os únicos otários que acreditaram na falácia do multiculturalismo são os brancos ocidentais. É o único grupo que se mistura ativamente com os outros e ao qual não é permitido o tribalismo explícito. Afinal, ao contrário dos outros grupos, qualquer coisa que falarem contra os outros e serão acusados de "racistas" ou até de "fascistas".

Não vai aqui uma apologia do racismo, ao contrário. Prefiro um sistema político, social e legal no qual as leis e os direitos sejam iguais para todos, independente de raça, cor ou religião (eu disse iguais, não com direitos maiores a minorias).

Mas o tribalismo é uma característica humana. Nada há nada de necessariamente errado nisso, é mesmo perfeitamente natural: preferimos viver com os que mais se assemelham conosco. Mesmo em uma cidade cosmopolita e multicultural como Los Angeles, os vários grupos étnicos, nacionais e/ou religiosos vivem em geral separados: há o bairro chinês, o bairro coreano, o bairro judeu ortodoxo, o bairro iraniano, os vários bairros latinos, os vários bairros negros, etc. Um pouco de mistura há, mas, no fundo, naquilo que importa, ninguém se mistura muito com ninguém.

Ocorre então uma coisa curiosa: quanto mais se propaga o multiculturalismo e a diversidade, mais se reforça o tribalismo. Na França, já são de conhecimento público os ataques dos imigrantes contra a polícia e a propriedade nos bairros de periferia, bem como casos espantosos de ataques a jovens judeus. Na Inglaterra, muçulmanos freqüentemente protestam violentamente. Nos EUA, provando que as minorias só são aliadas de conveniência, gangues de latinos atacam violentamente negros, querendo exterminá-los (e vice-versa). Na Suécia, já há bairros em que loiros de olhos azuis não mais se atrevem a entrar.

O problema, então, é que a esquerda, que antes tentava jogar os trabalhadores contra os "donos dos meios de produção", isto é, estimulava a luta de classes, agora parece que decidiu mudar de tática e dedicar-se sem escrúpulos a incentivar o ressentimento racial. De outra forma não podem ser entendidos os pronunciamentos cada vez mais agressivos contra o "homem branco", as políticas de "cotas raciais" e de reparações milionárias pela escravidão a negros e indígenas, políticas estas que já estão ou estarão logo a caminho na Bolívia, na Venezuela, no Brasil e até nos EUA.

Esse racismo explícito é bastante perigoso, pois - como somos sempre tribalistas, ainda que tentemos contê-lo - cedo ou tarde vai gerar um backlash, com os brancos também agindo de modo lamentavelmente violento e tribal. Em 1992 houve protestos raciais violentos aqui mesmo em Los Angeles. Se ocorrerem de novo, serão muito piores, por mais que haja um afro-americano na presidência e uma latina na Suprema Corte.

Somos todos tribalistas?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O presente é dos progressistas, o futuro é dos conservadores

O presente, ninguém nega, é dos "progressistas". Eles são a atual elite na maioria dos países desenvolvidos, e agora estão chegando até à presidência americana.

Mas o futuro é dos conservadores.

Por quê? Três motivos:

a) Os progressistas não se reproduzem. Todas as pesquisas indicam claramente que as pessoas que têm mais filhos são os religiosos e tradicionalistas, bem como pessoas de índole naturalmente conservadora.

b) Os progressistas não gostam de hard sciences. Eles até falam em "ciência" quando discutem o aquecimento global, mas gostam mesmo é de profissões como ator, jornalista, publicitário, etc. Nas universidades americanas, um fato curioso: grande parte dos melhores alunos nas áreas de ciência e tecnologia são asiáticos ou indianos, países onde ainda vige uma educação mais tradicional. Não é acaso.

c) Os progressistas não gostam de armas nem de militares. Em caso de guerra, serão os primeiros a morrer.

Um dos exemplos mais claros dessa mudança de paradigma é Israel. Hoje, ninguém nega, a política no país está tomada pelos progressistas. Porém, os mais religiosos têm três vezes mais filhos do que os secularistas. Não apenas isso, esses jovens neo-religiosos ocupam já quase 20% dos postos no Exército, ao mesmo tempo em que os esquerdistas se recusam a servir e se afastam das armas como o diabo da cruz. Se Israel sobreviver à série de ameaças vitais que tem à sua frente (incluindo a presidência Obama), será em vinte anos um país mais conservador do que é hoje.

A mesma situação, com algumas mudanças, ocorre nos Estados Unidos, onde as novas gerações serão mais conservadoras do que a geração atual, ainda remanescente do velho sonho hippie com ecos dos protestos contra a guerra do Vietnã. Os jovens obamistas? Aprenderão com a crise econômica que na vida nada se obtém de graça.

A Europa também marcha para o conservadorismo, embora lá a situação seja mais complexa. Primeiro porque os que têm filhos não são conservadores nem progressistas, mas imigrantes estrangeiros. Segundo porque a direita na Europa costuma ser arcaica e mais ligada a fenômenos autoritários como o fascismo do que à tradição do livre-mercado. De qualquer modo, está para se ver o que vai acontecer.

O pêndulo sempre se move.

Se os progressistas não conseguirem nos destruir a todos no presente, o futuro será dos conservadores.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O último a sair apague a luz

Leio que uma escritora franco-suiça publicou um livro chamado "No Kid", em defesa das mulheres sem filhos. Argumenta que filhos dão muito trabalho, não vão ter muito futuro mesmo, e que o negócio é se divertir enquanto é tempo. "Não tenham filhos" é seu grito de guerra. O livro virou um best-seller.

Enquanto os europeus nativos dançam no baile da ilha fiscal sem precisar se preocupar em contratar babá, os imigrantes têm filhos. Dois, três, cinco, doze.

Perguntei a uma européia de esquerda o que ela achava que ia acontecer quando os imigrantes finalmente fossem mais numerosos do que os nativos e tomassem conta da Europa. "Vai ser o caos", ela surpreendentemente respondeu. Mas não parecia preocupada. "Não vou estar aí mesmo para ver". Ela tampouco pretendia ter filhos.

Civilizações não morrem, cometem suicídio.

Uma típica família européia observa os tradicionais fogos de Ano Novo nos arredores de Paris.