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domingo, 5 de junho de 2011

A guerra das lâmpadas e o futuro do blog

Olá. Publiquei uns três posts ultimamente, mas não fiquei satisfeito com nenhum e retirei-os do ar. Acho que não sei mais qual é ou qual deva ser o caráter do blog.

Comecei como libertário, depois virei neocon, agora discordo dos neocons mas sem concordar tampouco com os paleocons e tive até uma fase de interesse pelo realismo racial, mas para falar a verdade tampouco concordo com essa gente que assume o determinismo biológico como medida última de todas as coisas.

Não gosto do ecologismo, detesto o feminismo, abomino o islamismo, tenho horror ao comunismo, mas tampouco sei se há um movimento da direita com o qual eu me sinta perfeitamente integrado. Como Groucho Marx, talvez eu não queira participar de nenhum clube que me aceite como sócio. 

Em resumo, estou virando um velho rabugento, e talvez seja a hora de dar um tempo no blog.

Li no entanto um artigo interessante sobre as lâmpadas, e achei que valia a pena comentar.

As lâmpadas incandescentes, inventadas por Thomas Edison, continuam sendo tão úteis quanto há cento e quarenta anos atrás. Têm uma luz excelente e um custo muito barato. No entanto, em nome da ecologia, querem acabar com elas. Em quase todos os países do mundo elas estão sendo gradualmente eliminadas, em troca de outras supostamente mais eficientes. Novos regulamentos de consumo energético praticamente as tirarão de circulação nos próximos dois ou três anos.

O defeito das lâmpadas incandescentes seria que 90% da energia que emitem transforma-se em calor, não em luz. São, portanto, consideradas ineficientes e acusadas de colaborar com o fantasmático "aquecimento global".

O substituto mais comum para elas é a lâmpada fluorescente, compacta ou normal. O problema é que quase ninguém gosta de lâmpadas fluorescentes. (O leitor gosta?) Elas têm uma luz fria com tom branco ou esverdeado que incomoda, e às vezes uma iluminação tremulante que tende a ficar cada vez pior com o tempo. Embora consumam menos energia, tampouco são ultra-ecológicas (nenhuma tecnologia que se preze o é): contém em seu interior elementos tóxicos como mercúrio, portanto precisam ser cuidadosamente recicladas.

Agora, após anos de estudos e pesquisas, está sendo lançada no mercado uma nova lâmpada ultra-tecnológica que promete a luz das velhas lâmpadas incandescentes porém com extrema eficiência energética.

Detalhe: cada lâmpada custa, atualmente, entre quarenta e setenta dólares. Seus defensores afirmam que isso não importa, pois a nova lâmpada pode durar até 22 anos, equivalendo ao custo das dezenas de lampadinhas trocadas ao longo desse mesmo tempo. (E se você se mudar, vai levar as lâmpadas junto?)

Não sei se as novas lâmpadas são realmente mais ecológicas, levando-se em conta todos os aspectos de sua custosa produção (talvez sejam como os carros híbridos, que consumem muito mais energia do que os carros tradicionais para ser produzidos). Parece-me mais que se trate do velho jeitinho, tão comum no Brasil, de "inventar dificuldades para vender facilidades."

Aliás, acho que o mesmo raciocínio se aplica a quase tudo no progressismo: a eterna busca de soluções imaginárias para problemas inexistentes, ou que têm uma causa bem diferente que jamais é mencionada. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gengis Khan, herói ecologista

Gengis Khan afirmou certa vez que "a maior felicidade é perseguir seu inimigo, destruí-lo, tomar suas riquezas, ver suas cidades reduzidas a cinzas, ver aqueles que o amam banhados em lágrimas, e tomar para si suas mulheres e filhas".

Gengis Khan é também o mais novo herói dos ecologistas, considerado o "conquistador mais verde de todos os tempos". O motivo? Retirou do ar cerca de 700 toneladas de dióxido de carbono, graças à destruição de milhares de hectares de terra arável que graças a ele voltaram a virar floresta, e ao massacre de alguns milhões de pessoas em seu caminho. 

Qual será o próximo herói dos verdinhos? Hitler? Matou seis milhões de judeus e iniciou uma guerra na qual morreram cerca de quarenta milhões de pessoas, reduzindo o CO2 da atmosfera, por outro lado a incineração de corpos e os bombardeios não foram ecologicamente corretos. Fail

Stalin? As mortes do Holomodor foram causadas pela fome, ou seja, foram perfeitamente carbon-neutral, e ainda tiveram a vantagem de extinguir milhares de quilômetros de terra arável. Yes!

Notem que nada tenho contra a preservação de plantas e animais, e até acho que o mundo poderia ter ligeiramente menos gente (mas a redução populacional está acontecendo naturalmente nos países desenvolvidos, e se não fosse a imigração ilimitada seria ainda maior; e está acontecendo até em alguns países subdesenvolvidos, devido à urbanização).

Mas parece que alguns ecologistas estão levando essa idéia de redução populacional demasiado ao pé da letra. Faz alguns anos apareceu até um professor universitário que sugeriu exterminar 90% da população do planeta com o vírus do Ebola. E o que dizer dos mórbidos seriados e livros que nos informam como seria belo um mundo sem seres humanos?  

Outro herói possível para os ecologistas seria Átila o Huno. Ah, mas não foi ele que disse que, por onde passava, a grama já não crescia? Então, talvez não. 


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ecologia explosiva

Um comercial ecofascista, perdão, ecologista, está sendo bastante comentado aqui por estas bandas. O comercial, britânico, em favor de uma iniciativa que luta contra o suposto aquecimento global, dura quase quatro minutos, custou vários milhares de libras para ser produzido, foi escrito por Richard Curtis ("Quatro casamentos e um funeral") e tem entre seus atores a bela Gillian Anderson, do X-Files.

O detalhe é que, no vídeo, explodem criancinhas. Literalmente.

A mensagem parece ser: junte-se à luta contra o aquecimento global, ou vamos explodir com você. Mesmo que você seja uma criancinha indefesa.

A reação do público foi tão negativa que o vídeo não ficou nem um dia no ar. Foi retirado e substituído por um pedido de desculpas. É claro que, na era da Internet, uma vez na rede, sempre na rede. Alguns gaiatos copiaram o vídeo e ele pode ser assistido abaixo. 

O mais curioso de tudo é o seguinte: em toda a produção, desde o roteiro à montagem, não houve uma única alma que tenha ao menos pensado: ei, será que isto aqui não é um pouquinho de mau gosto?

O que demonstra que os ecologistas-melancia vivem em seu mundinho à parte, totalmente isolados da dura realidade do dia-a-dia.

De qualquer modo, o filme é divertido, ainda que não no modo em que seus produtores provavelmente imaginaram.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ecologistas-melancia

Adoro a Europa, onde estou neste exato momento, mas lamentavelmente é o continente onde a ideologia progreçista e globalista calou mais fundo. Há algum tempo, o Fábio Marton falou que faltava uma tradução exata para a palavra patronizing. Só assim, como patronizing, pode ser compreendido o recente evento em Copenhague em que Chávez e Mugabe foram ovacionados por políticos e empresários europeus. Os megaloditadores criticaram violentamente o capitalismo, ao mesmo tempo em que exigiram milhões de dólares de ajuda dos países ricos capitalistas (dissonância cognitiva pouca é bobagem).

Ora, os europeus são espertos para jamais elegerem um tipo como Chávez em seus países. Porém, acham engraçado quando os macaquitos elegem um, e o aplaudem quando realiza políticas que jamais permiritiam em seus próprios países, mesmo na União Socialista Européia de hoje.

Mas o ecologismo é o novo socialismo. Se os socialistas latinoamericanos são insuportáveis, ainda piores são os socialistas do primeiro mundo, membros da elite globalista que utiliza a mentira da "aquecimento global" para tentar controlar o planeta. (Aliás, qual aquecimento? Aqui na Europa está nevando pra caramba, tanto que estou refugiado blogando em vez de passear).

Agora já teve ter ficado bastante claro, mesmo para a maior toupeira, que o que está por trás do "aquecimento global" nada mais é do que um esquema bilionário de transferência de riquezas. Perceba que ninguém nem ao menos disfarça. Ninguém fala em preservação: todos falam apenas em dinheiro. Obama já está prometendo 100 bilhões de dólares anuais aos "países subdesenvolvidos" - que, acredite, incluem a China. Ou seja, os EUA, que já estão devendo até as cuecas, vão pegar emprestado mais 100 bilhões dos chineses, para dá-los... aos chineses.

(Que papel joga a China no globalismo? Hum.)

No mais, esta é a era dos ecologistas-melancia, verdes por fora, vermelhos por dentro. Ou, como li em uma frase por aí:

The trouble with the greens is that they are too yellow to confess they are really red.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viva o aquecimento global

A maioria das notícias fala com horror sobre as catástrofes do (largamente mitológico) aquecimento global. Ainda que hoje até a BBC admita que a temperatura do planeta não aumenta há dez anos, e a população acredite cada vez menos na idéia, os políticos, na contramão ha história, insistem com leis cada vez mais excessivas contra o problema imaginário.

Uma coisa que os políticos não levam em conta é o seguinte: e se o famigerado aquecimento global fosse uma coisa boa? Pesquisas indicam que o aumento de carbono na atmosfera é extremamente benéfico para as florestas, afinal qualquer um sabe que as plantas alimentam-se de CO2. Com mais CO2, haveria maior produção de alimentos, e maiores porções do planeta se tornariam habitáveis.

Além disso, o aquecimento global faz bem para a economia. Al Gore, por exemplo, nos últimos dez anos aumentou seu patrimônio de 2 milhões para 60 milhões de dólares.

sábado, 10 de outubro de 2009

A loucura das elites

Um divertido vídeo de 4 minutos (abaixo) mostra a hipocrisia das elites "ecologistas" que pretendem nos educar, e que viajam de avião por todo o mundo para explicar porque é errado viajar de avião. Façam o que e digo mas não façam o que eu faço: eis o lema do progressismo mundial.

É a mesma coisa que se vê toda hora aqui e alhures: os maiores progressistas, os que mais gritam a favor do socialismo, do ecologismo, da saúde pública ou dos direitos umânus dos criminosos, são os que usam o celular último modelo, os carros mais possantes e as roupas mais na moda. Sua suposta preocupação com os fracos e oprimidos é mera questão de status, para mostrar a seus colegas como são melhores do que eles. "Salvem as baleias palestinas e as focas africanas", dizem, enquanto viajam a Paris para uma conferência sobre aquecimento global. Diminuir o próprio consumo ou fazer caridade com o próprio dinheiro, nem pensar.

Curiosamente, o povo continua conservador, fato constantemente lamentado pelos esquerdistas; foram as elites que enlouqueceram.

sábado, 27 de junho de 2009

A grande farsa farra do aquecimento global

A mentira precisa continuar.

Enquanto a mídia só falava em Wacko Jacko, o Congresso Americano aprovou o American Clean Energy and Security Act, que entre outras coisas determina o corte da emissão de CO2 em 17% até 2020 e em 83% até 2050. Quais as conseqüências dessa imensa bobagem? Redução do CO2? Energia renovável? Um planeta mais verde e mais feliz? Nada disso. Como bem explica este artigo, as conseqüências reais serão:

1. Transferimento das indústrias "poluentes" para a China, onde a mão de obra é mais barata e não há controle algum do CO2 emitido.
2. Aumento das contas de gás, eletricidade, etc. do consumidor final de classe média, que é quem realmente - como sempre - vai pagar a conta do engodo.
3. Enriquecimento de políticos e de empresários do ramo da "energia verde", que só conseguem competir artificialmente, limitando os outros meios de produção de energia.
4. Piora da crise econômica com menor produção, mais impostos, e perda de milhares de empregos (transferidos para a China).

Por outro lado, alguns espertos vão enriquecer e os restantes otários vão poder sentir-se bem ecológicos.

Uma ecologista feliz.

terça-feira, 31 de março de 2009

Os ecologistas que odeiam a Natureza

Assim como os socialistas querem reformar a Humanidade sem entendê-la, da mesma forma muitos ditos ecologistas querem salvar a Natureza sem ter a mínima noção de como ela funciona.

A última loucura é querer acabar com a flatulência das vacas, pois esta aumentaria o "aquecimento global". (Qual será o próximo projeto desses loucos? Impedir os cães de mijarem nas árvores?) Ora, quase todos os animais produzem gases, inclusive os seres humanos. Mas agora os ecologistas acreditam que os peidos das vacas sejam um "problema" que deve ser corrigido. Querem alimentar os quadrúpedes ruminantes com peixe, pois cientistas descobriram que o Ômega-3 reduziria a flatulência bovina. (Podemos imaginar as conseqüências dessa mudança de dieta ao lembrar que a epidemia da doença da vaca louca ocorreu quando as vacas foram alimentadas com derivados de carne).

Da mesma forma, alguns se surpreenderão ao descobrir que a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) mata animais. Isso mesmo: os cães e gatos perdidos entregues à entidade são "eticamente" eliminados. A PETA é contra animais domésticos, o que considera uma forma de escravidão. Melhor um cãozinho morto do que um escravo.

Tão radical é a PETA que alguns ativistas chegaram a roubar coelhinhos de estimação de crianças para "liberá-los". Ora, a média de vida dos animais "livres" é grandemente inferior à de qualquer animal doméstico ou em cativeiro. Em alguns casos, um animal que vive até 30 anos em cativeiro não consegue viver mais do que 1 ou 2 anos em média no seu ambiente natural. Viver é muito perigoso, ainda mais para um animal que jamais foi selvagem.

Mas os ecologistas não entendem a Natureza. De fato, a odeiam. Querem mesmo é dinheiro para seus planos megalomaníacos de reforma mundial.

sábado, 21 de março de 2009

Ecologia versus Economia


O gráfico de uma pesquisa da Gallup mostra uma coisa interessante. O número de pessoas que acham que a preservação ecológica deve ser mais importante do que o crescimento econômico era constantemente maior desde os anos 80. Recentemente, a tendência inverteu-se.

Conclusão óbvia: enquanto há prosperidade, as pessoas preocupam-se com o verde. Quando há escassez, preocupam-se mais com as verdinhas.

sábado, 14 de março de 2009

Os arquitetos do futuro

O Belmont Club chama a atenção para um artigo do Guardian, no qual um jornalista se emociona contemplando o brilhante futuro da Economia Verde Pós-Capitalista que se avizinha. Ele sonha com um mundo sem capitalismo selvagem e sem combustiveis fósseis, movido a energia alternativa, onde todos trabalharão em incríveis empregos ecológicos, próximos da Natureza e do bem-estar.

O jornalista encontra ainda motivos para alegrar-se com a crise econômica, afirmando que:
Agora é a hora de uma crítica positiva do consumismo. Agora é a hora de assegurar que a recuperação econômica não signifique a volta da sociedade cheia-da-grana.
Milhares de pessoas perderam seus empregos, suas casas e suas aposentadorias, mas hey, ao menos estão colaborando para acabar com a praga do consumismo!

O jornalista imbecil provavelmente vive na cidade, com seu Blackberry e sua internet sem fio, e não se dá conta que em um mundo sem combustíveis fósseis ele não só vai perder seu próprio emprego como provavelmente vai ter que cortar lenha se não quiser morrer de frio; que os milhões de empregos perdidos com o fim da indústria petrolífera não vão se transformar automaticamente em empregos na incrível indústria da energia solar, mas provavelmente serão reduzidos a trabalhos de subsistência mais árdua. Os poluentes carros poderão ser substituídos - por ecológicas carroças.

Há algo de apavorante nos arquitetos do futuro, naqueles que querem resolver todos os problemas do mundo com grandiosos projetos mirabolantes. Não lhes basta tentar resolver o problema do seu prédio ou do seu bairro: não lhes interessa nada menos do que o mundo, com seus bilhões de pessoas. Para isso sim eles sabem a solução. Curiosamente, são em geral pessoas que, se deixadas sós, provavelmente não conseguiriam nem amarrar os sapatos. E no entanto acreditam que podem transformar e governar o mundo inteiro.

São, no fundo, religiosos messiânicos enrustidos.

(Outro dessa laia é o professor (sic) Emir Sader, que tem livro novo no pedaço: "A Nova Toupeira". Parece ser uma continuação ilustrada de "O Perfeito Idiota Latinoamericano".)

Mas aqueles que sonham com o fim do capitalismo terão uma grande surpresa ao descobrir que este não nos levará a uma brilhante sociedade ideal - apenas nos levará de volta ao maravilhoso mundo pré-capitalista, também conhecido como feudalismo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Energia alternativa

Talvez nada seja mais indicativo do idealismo equivocado da esquerda do que a questão da energia alternativa.

Obama e os Democratas, crentes da bizarra religião do Aquecimento Global, querem produzir fontes de energia alternativas ao petróleo, que segundo eles produz demasiado CO2. Afinal, os EUA tem vastos depósitos de petróleo que há anos não são explorados por motivos supostamente ecológicos. (Enquanto a China não tem pudor em explorar petróleo a poucos quilômetros da costa da Flórida)

Ao mesmo tempo, Obama acaba de praticamente decretar o fim do uso da energia nuclear nos EUA - a única forma de energia alternativa comprovadamente capaz de competir com os combustíveis fósseis.

Os Democratas preferem investir em energia eólica e solar - energia "limpa". Ou seja, como sempre, a esquerda prefere fantasias teóricas a realidades práticas. Em teoria a energia eólica e solar são bacanas. Na prática, no entanto, são absurdamente caras para o baixo nível de energia que produzem, além de ser extremamente dependentes de fatores incontroláveis, como o clima.

Para pior, há alguns ecologistas radicais que são até mesmo contra a energia eólica - acreditam que suas gigantescas hélices "enfeiam" o ambiente, e afirmam que produzem "poluição sonora". Ao mesmo tempo, é pouco provável que tais críticos estejam dispostos a abandonar sua internet e seus iPods e viver sem eletricidade no meio do mato. Talvez acreditem no moto perpétuo: afinal, querem apenas uma forma de energia perfeita, sem qualquer aspecto negativo. São, em suma, imbecis.

O etanol ou biodiesel é outra fonte de energia ineficiente - a quantidade de terra de plantio que ocupa é demasiado extensa para a quantidade de energia que produz, aumentando o preço dos alimentos e dos próprios combustíveis. E - claro! - também já há "aquecimentistas" reclamando que o biodiesel produz mais carbono do que os combustíveis fósseis...

A ênfase em energia alternativa ineficiente vai ter como resultado apenas maiores dificuldades econômicas para os EUA - e mais gente vivendo na pobreza.

Por outro lado, talvez um dia no futuro tenhamos favelas movidas a energia solar (com os caros painéis solares providenciados pelo governo). Pobres, mas limpinhos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Certas pessoas querem demais

Os ecologistas australianos estão furiosos.

É que o primeiro-ministro australiano prometeu cortar as emissões de CO2 da Austrália entre 5% e 15%. Os ecologistas acharam pouco: queriam 40%.

Pensem bem: em um tempo em que a economia mundial dá todos os sinais de ir para o brejo, certos ecologistas malucos querem que ela piore ainda mais.

Quando o desemprego aumentar, o custo de vida subir, e eles tiverem que pagar muito mais pela mesma coisa, será que continuarão pensando igual? As elites liberais que tem bolso pra isso, talvez. As "massas ignorantes" certamente não.

No outro dia assisti ao filme Wall-E, em que se imagina uma Terra destruída cheia de lixo, abandonada pelos humanos, os quais viraram gordalhões viciados em tecnologia. O curioso é o seguinte: no final do filme, os humanos retornam à Terra para recolonizá-la. Plantar, colher e viver do produto das plantas e animais é então visto de forma positiva e até romântica.

Ora, mas realizar agricultura também significa "mexer com a Natureza", seria apenas o reinício do mesmo processo que - no filme - destruiu o planeta.

Mas o filme pode também ser interpretado de outra forma. Os gordalhões abobados representam uma sociedade próspera que perdeu o real contato com a Natureza, e acha que esta significa apenas animais fofinhos e paisagens coloridas. A subsistência humana é algo tão garantido que não concebem que a vida possa ser bastante dura.

Ora, quem realmente estuda a Natureza sabe o difícil que é para os animais selvagens conseguirem alimento e sobreviverem no dia a dia. É uma tarefa extremamente àrdua à qual muitos não sobrevivem, e também foi assim para os humanos nas sociedades do Neolítico. A atual tecnologia é a única coisa que permite a subsistência razoavelmente fácil de bilhões de pessoas. Acabar com esse sistema é decretar que vários milhares devam morrer de fome para que o ecologista chic com seu iPod se sinta melhor por "estar salvando o planeta". Quer dizer - esqueça o iPod.

O Zimbabwe, hoje um país economicamente paralisado, certamente cortou suas emissões de CO2. Milhões estão morrendo de fome e de cólera. Mas quem se importa? O importante mesmo para a ONU é que o ditador Mugabe instituiu uma lei que coletaria 4 milhões de dólares anuais em "imposto sobre o carbono"...

Ora, o que deveria ser feito com certos ecologistas é abandoná-los na Floresta Amazônica, com nada nas mãos salvo o "Manual do Escoteiro Mirim". Aí veríamos quantas horas eles agüentariam antes de querer voltar correndo para os confortos da civilização poluidora.

Digo e repito: certos ecologistas não amam a Natureza (de fato, mal a conhecem). Apenas odeiam os humanos...



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Observações de um ecologista incompreendido

Há alguns que criticam a minha postura cética frente ao aquecimento global. Ora, não sou cientista e não sei se a Terra está mesmo aquecendo (parece que agora está esfriando) e se o "cerumâno" tem algo a ver com isso, e em qual proporção. Talvez ninguém saiba exatamente, pois não é algo que possa ser medido com régua nem com computador. Nem mesmo com robôs submarinos.

É certo que poluição, caça de espécies animais protegidas, desmatamento, crescimento das cidades, etc, são fatores que afetam negativamente o ambiente, e devem portanto ser combatidos com firmeza. Não sou nenhum anti-ecologista radical, ao contrário. Gosto de plantas e de animais. Não gosto de poluição. Acho que temos que preservar.

Mas eu escuto tantas teorias extremamente calamitosas sobre o aquecimento global (ou "mudança climática", como chamam agora), prometendo desgraça e destruição em poucos anos, que já não sei mais o que pensar. Uns afirmam que "bilhões irão morrer", outros falam em "suicídio do planeta" -- e essas mesmas pessoas estão andando de limusine e de avião para cá e para lá, falando em congressos e palestras mil, publicando livros e realizando documentários, ou criando esquemas de comércio de créditos de carbono.

Ora, cá pra nós: se a coisa fosse tão urgente, se tais calamidades fossem realmente acontecer em poucos anos, essas pessoas estariam é estocando alimentos enlatados e mudando-se para um bunker nas montanhas, não participando de tantos congressos ou tentando lucrar com fraude nos tais créditos de carbono.

Ou será que estou ficando velho e cínico?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tentando livrar-se do petróleo

Uma companhia inglesa criou um avião militar de reconhecimento sem tripulante (UAV) movido a energia solar, que realizou 82 horas ininterruptas de vôo.

Em Israel planeja-se uma rede nacional de carros elétricos com postos de recarregamento de baterias por todo o país. A ambiciosa idéia é eventualmente substituir toda ou quase toda a frota de carros do país por carros elétricos. O empresário Shai Agassi tem um blog a respeito.

Na Califórnia, EUA, uma empresa israelense planeja construir o maior painel solar do mundo, com uma tecnologia revolucionária que geraria um número muito maior de kilowatts do que as células fotovoltaicas tradicionais.

De fato, EUA e Israel assinaram há algum tempo um acordo para desenvolver conjuntamente formas alternativas de energia que não sejam dependentes do petróleo, da energia solar, à eólica, a novas formas de produção energética ainda não completamente testadas.

O objetivo principal é diminuir a dependência no petróleo, e dessa forma não apenas ter um mundo mais limpo como também reduzir o poder de compra dos sheiks árabes, os ditadores persas, os terroristas islâmicos e os neo-comunistas venezolanos.

A idéia em si é boa. Resta saber se pode se tornar realidade.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ecologistas irracionais

Sou um ecologista. Acredito que devemos poluir menos, preservar as florestas e proteger os animais selvagens. Como sabem todos os que conferem o "Bicho às terças", gosto muito dos animais. Mas certas atitudes dos ecologistas radicais são difíceis de entender.

Ontem, por exemplo, nos EUA, defensores dos "direitos dos animais" atacaram um cientista que trabalhava em um laboratório que realizava experimentos com animais. Jogaram um coquetel molotov na sua casa, incendiando-a e colocando em risco à vida do cientista e sua família, que teve que fugir pela escada de incêndio. Quase matam humanos em nome da "liberação animal".

A famigerada PETA já realizou operações para salvar coelhinhos das terríveis garras de... criancinhas de oito anos que os tinham como mascote. A criança chorou e o coelho provavelmente morreu de inanição ou atropelado, mas quem se importa? A PETA é que não. A PETA, por sinal, mata muitos cães e gatos que recolhe, pois, segundo sua ideologia doentia, para um animal é melhor a morte do que a humilhação de se tornar um animal doméstico.

A preservação do meio-ambiente e a histeria do aquecimento global vão na mesma direção: querer destruir o avanço tecnológico e industrial em nome da ecologia é um retrocesso.

De fato, o próprio conceito de "preservação do meio ambiente" é filho da Revolução Industrial.
O homem sempre esteve em luta de sobrevivência contra a Natureza, tentando dominar as suas potentes forças. A única razão pela qual estamos preocupados em preservar o meio-ambiente hoje é porque atingimos um nível de prosperidade suficiente para isso, bem como o conhecimento científico suficiente para entender um pouco melhor o planeta. De fato, não é coincidência que as sociedades avançadas industriais são as que melhor preservam o ambiente: pobres e miseráveis estão mais preocupados em comer do que em preservar as suas florestas e parques naturais. A industrialização, o aumento populacional, a poluição e o consumo energético são certamente desafios globais que impactam fortemente o mundo natural, mas não serão resolvidos com o retorno às selvas. Até porque, quem de nós está sinceramente disposto a viver sua vida (ou uma semana que seja) sem eletricidade e internet?

Muitos ditos ecologistas não amam os animais e nem as plantas: apenas odeiam a humanidade.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pobres não se importam com o aquecimento global

O "aquecimento global" é uma preocupação das elites, que sentem-se culpadas por viajar de avião ou de SUV aqui e ali. Os pobres querem eletricidade, aqui e agora:

“They [poor people] could not give a damn about climate change because they want 24 hours a day light,” said Luft who cited the example of people living in slums outside Bangalore, India. “In India alone, 600 million people are not connected even to the [power] grid,” said Luft, “When you talk to these people all you have to do is drive 10 minutes from the center of Bangalore to the slums there and ask them about climate change. And they’ll tell you: ‘We want electricity, we want it today, we want it cheap, we don’t care how you make it.’”

Os ricos tampouco querem cortar seu consumo de eletricidade e gasolina, é claro. Querem que os outros cortem. Como em tudo na vida, são sempre os outros que devem fazer sacrifício.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ambientalistas contra a ciência

Não tenho nada contra (e tudo a favor) do ambientalismo quando é feito de modo sério e responsável. O problema é quando os ambientalistas se metem menos com o ambiente e mais com política. Aliás o fundador do Greenpeace concorda comigo. Num artigo no WSJ, "Porque deixei o Greenpeace", o co-fundador Patrick Moore (sem relação com Michael Moore) lamenta que os ambientalistas tenham deixado a ciência de lado para se meter na política. Como exemplo, cita a aversão ideológica dos ecologistas a certos produtos químicos ou industriais, mesmo quando não há qualquer evidência científica que estes sejam prejudiciais.

Moore, de formação científica, abandonou o Greenpeace quando este apoiou o banimento mundial do uso de cloro na água tratada, idéia estapafúrdia que se tivesse sido levada adiante teria causado milhões de doenças. Hoje seus ex-colegas querem (e em alguns lugares conseguiram) a proibição de certos produtos químicos industriais, como os "ftalatos", contra os quais nada foi provado, causando problemas tanto às indústrias quanto aos consumidores.

Tais campanhas, conclui Moore, são nocivas e distraem o público de problemas ambientais reais.

(Moore não fala no aquecimento global, mas acho que este movimento possui alguns dos mesmos problemas: é mais político do que científico, pois usa a ciência apenas quando lhe convém.)