sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O presente é dos progressistas, o futuro é dos conservadores

O presente, ninguém nega, é dos "progressistas". Eles são a atual elite na maioria dos países desenvolvidos, e agora estão chegando até à presidência americana.

Mas o futuro é dos conservadores.

Por quê? Três motivos:

a) Os progressistas não se reproduzem. Todas as pesquisas indicam claramente que as pessoas que têm mais filhos são os religiosos e tradicionalistas, bem como pessoas de índole naturalmente conservadora.

b) Os progressistas não gostam de hard sciences. Eles até falam em "ciência" quando discutem o aquecimento global, mas gostam mesmo é de profissões como ator, jornalista, publicitário, etc. Nas universidades americanas, um fato curioso: grande parte dos melhores alunos nas áreas de ciência e tecnologia são asiáticos ou indianos, países onde ainda vige uma educação mais tradicional. Não é acaso.

c) Os progressistas não gostam de armas nem de militares. Em caso de guerra, serão os primeiros a morrer.

Um dos exemplos mais claros dessa mudança de paradigma é Israel. Hoje, ninguém nega, a política no país está tomada pelos progressistas. Porém, os mais religiosos têm três vezes mais filhos do que os secularistas. Não apenas isso, esses jovens neo-religiosos ocupam já quase 20% dos postos no Exército, ao mesmo tempo em que os esquerdistas se recusam a servir e se afastam das armas como o diabo da cruz. Se Israel sobreviver à série de ameaças vitais que tem à sua frente (incluindo a presidência Obama), será em vinte anos um país mais conservador do que é hoje.

A mesma situação, com algumas mudanças, ocorre nos Estados Unidos, onde as novas gerações serão mais conservadoras do que a geração atual, ainda remanescente do velho sonho hippie com ecos dos protestos contra a guerra do Vietnã. Os jovens obamistas? Aprenderão com a crise econômica que na vida nada se obtém de graça.

A Europa também marcha para o conservadorismo, embora lá a situação seja mais complexa. Primeiro porque os que têm filhos não são conservadores nem progressistas, mas imigrantes estrangeiros. Segundo porque a direita na Europa costuma ser arcaica e mais ligada a fenômenos autoritários como o fascismo do que à tradição do livre-mercado. De qualquer modo, está para se ver o que vai acontecer.

O pêndulo sempre se move.

Se os progressistas não conseguirem nos destruir a todos no presente, o futuro será dos conservadores.

6 comentários:

a moça da sexta* disse...

PQP !!

argh...

chesterton disse...

no mundo pós-moderno, a única heresia possível é a ortodoxia. Vide como eu e Mr X somos tratados pelos progressistas....como malucos.

Brancaleone disse...

México? que México? Tão me confundindo...

Não existe conservador ou progressista. Um progressista quando chega aonde quer, torna-se um conservador e um conservador quando quer melhorar torna-se um progressista. É só uma questão de circunstância. Qualquer um que queira permanecer aonde está condena-se ao marasmo e ao fracasso.
Eu sou conservador nas coisas que me satisfazem HOJE, mas se amanhã minha saciedade exigir novos sabores, viro progressista.

Próximo tópico por favor.



E Confetti:
Tens até hoje à noite (horário de Brasília) para mandar-me um e-mail, senão...

Ricardo Cabral disse...

O seu humor continua afiado, mr cheese! Só um reparo, um razoável furo na sua tese, no quesito hard science: entre os físicos, boa parte é progressista...

:-)

Abs

Anônimo disse...

Mr X
Veja o filme Idiocracy. É uma comediazinha fraquinha, mas tem ha ver com sua tese.

Mr X disse...

Ola Rick!
Fisicos progressistas, e'? Sera? Humm isso desmontaria um pouco a minha tese. Vou perguntar pro Bruno Mota, ele deve saber. ;-)